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RESOLUÇÃO NORMATIVA CFA Nº 393, DE 6 DE DEZEMBRO DE 2010

Aprova o novo Código de Ética dos
Profissionais de Administração (CEPA)
e o Regulamento do Processo Ético
do Sistema CFA/CRAs, e dá outras
providências.
O CONSELHO FEDERAL DE ADMINISTRAÇÃO, no uso da competência
que lhe conferem a Lei nº 4.769, de 9 de setembro de 1965, o Regulamento
aprovado pelo Decreto nº 61.934, de 22 de dezembro de 1967, e o Regimento
do CFA aprovado pela Resolução Normativa CFA n° 392, de 3 de dezembro de
2010,
CONSIDERANDO que o estabelecimento de um Código de Ética para os
profissionais da Administração, de forma a regular a conduta moral e profissional
e indicar normas que devem inspirar o exercício das atividades profissionais, é
matéria de alta relevância para o exercício profissional,
CONSIDERANDO que o Código de Ética dos Profissionais de Administração
está expressamente citado na alínea g do artigo 7º da Lei nº 4.769, de 9 de
setembro de 1965, e na alínea g do artigo 20 do Decreto nº 61.934, de 22 de
dezembro de 1967,
CONSIDERANDO, com fundamento no art. 7º, alínea g, da Lei nº 4.769, já
mencionada, que compete aos Conselhos Federal e Regionais de Administração
operacionalizar e zelar pela fiel execução do Código de Ética dos Profissionais de
Administração; e a
DECISÃO do Plenário na 19ª reunião, realizada no dia 3 de dezembro de
2010,
RESOLVE:
Art. 1º Aprovar o novo CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE
ADMINISTRAÇÃO (CEPA) e o REGULAMENTO DO PROCESSO ÉTICO DO
SISTEMA CFA/CRAs.
Art. 2º Esta Resolução Normativa entrará em vigor na data da sua
publicação, revogadas as disposições em contrário, especialmente a Resolução
Normativa CFA nº 353, de 9 de abril de 2008.
Adm. Roberto Carvalho Cardoso
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Presidente
CRA/SP nº 097

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... 2 Capítulo III ....1 Capítulo II ...Das Disposições Finais 8 REGULAMENTO DO PROCESSO ÉTICO DO SISTEMA CFA/CRAS (Aprovado pela Resolução Normativa CFA nº 393........ Tempo e Lugar dos Atos do Processo....................................................... de 6 de dezembro de 2010) SUMÁRIO Preâmbulo...................................................Dos Deveres...........Dos Tribunais de Ética dos Profissionais de Administração.10 Capítulo IV ................................12 ------------ 2 1 RN001310 ...1 Capítulo I ....9 Capítulo II ..................Dos Direitos e Deveres do Interessado............................................................................. de 6 de dezembro de 2010) SUMÁRIO Capítulo I .............9 Capítulo III ..11 Capítulo V Da Ciência ao Interessado..........................................Dos Deveres Especiais em Relação aos Colegas 5 Capítulo VI -Dos Deveres Especiais em Relação à Classe 6 Capítulo VII .........................Disposições Gerais.............CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE ADMINISTRAÇÃO (Aprovado pela Resolução Normativa CFA nº 393........................Das Proibições..Da Forma..........Das Infrações Disciplinares 7 Capítulo VIII .Dos Direitos 4 Capítulo IV ..Dos Honorários Profissionais 4 Capítulo V ......

................................................Das Provas..............................................................16 Capítulo XIII ......................................................................................................Do Início do Processo...................................................................15 Capítulo X ...............................................................17 Capítulo XV .............21 Capítulo XX ..............Capítulo VI .....................Da Análise e Julgamento das Infrações............20 Capítulo XIX .Do Saneamento do Processo..........17 Capítulo XIV ..................................................20 Capítulo XVIII ............................................................................Das Nulidades....................21 ------------ 2 1 RN001310 ........................Das Disposições Finais...................................Dos Prazos.......Do Trânsito em Julgado........................Da Extinção do Processo...Dos Recursos em Geral.............Das Sustentações Orais......................Da Defesa.....19 Capítulo XVII ....................16 Capítulo XII .............18 Capítulo XVI ......................................................14 Capítulo VII .................Da Fixação e Gradação das Penas....14 Capítulo IX ........................................................................15 Capítulo XI ..............................Das Exceções...................................Da Prescrição..........13 Capítulo VII ...........................................................

empregador. III . II .O exercício da atividade dos Profissionais de Administração implica em compromisso moral com o indivíduo. sobre as circunstâncias de interesse para seus negócios. sugerindo. V - informar e orientar o cliente a respeito da situação real da empresa a ------------ 2 1 RN001310 . sempre com antecedência e por escrito. tanto quanto possível.De forma ampla a Ética é definida como a explicitação teórica do fundamento último do agir humano na busca do bem comum e da realização individual. diligência e honestidade.comunicar ao cliente. II . as melhores soluções e apontando alternativas.conservar independência na orientação técnica de serviços e em órgãos que lhe forem confiados.O Código de Ética dos Profissionais de Administração (CEPA) é o guia orientador e estimulador de novos comportamentos e está fundamentado em um conceito de ética direcionado para o desenvolvimento. defendendo os direitos. 1º São deveres do Profissional de Administração: I . organização e com a sociedade.manter sigilo sobre tudo o que souber em função de sua atividade profissional. bens e interesse de clientes. CAPÍTULO I DOS DEVERES Art. funcionário público ou profissional liberal. atuando como empregado. de 6 de dezembro de 2010) PREÂMBULO I . instituições e sociedades sem abdicar de sua dignidade. cliente. prerrogativas e independência profissional. servindo simultaneamente de estímulo e parâmetro para que o Administrador amplie sua capacidade de pensar. IV . III . visualize seu papel e torne sua ação mais eficaz diante da sociedade. impondo deveres e responsabilidades indelegáveis.CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE ADMINISTRAÇÃO (Aprovado pela Resolução Normativa CFA nº 393.exercer a profissão com zelo.

IV - facilitar. cargo ou emprego.que serve. formulando. desde que do silêncio não lhe resultem prejuízo. por qualquer forma. salvo se em exercício de qualquer cargo ou missão. cargos e especializações. admitida a indicação de títulos. VIII . desprestígio ou interpretação errônea quanto à sua reputação. VI .aos profissionais envolvidos no processo de formação dos Profissionais de Administração. 2º É vedado ao Profissional de Administração: I .esclarecer o cliente sobre a função social da organização e a necessidade de preservação do meio ambiente. cumpre informar. XI . méritos ou atividades.sugerir. consulta ao CRA no qual esteja registrado.permitir a utilização de seu nome e de seu registro por qualquer instituição pública ou privada onde não exerça pessoal ou efetivamente função inerente à profissão. a existência de seu impedimento ou incompatibilidade para o exercício da profissão. da profissão ou de entidades ou órgãos públicos. hipótese em que deverá solicitar substituto. em caso de dúvida. por qualquer modo. II . XI - manter elevados o prestígio e a dignidade da profissão. VII . se. provocar ou induzir divulgação de textos de publicidade que resultem em propaganda pessoal de seu nome. em nome da classe. III . o exercício da profissão a terceiros. solicitar.evitar declarações públicas sobre os motivos de seu desligamento. IX .renunciar.anunciar-se com excesso de qualificativos. em tempo hábil e por escrito.manifestar. relativos ao exercício profissional. X . demitir-se ou ser dispensado do posto. tomar conhecimento de que o cliente manifestou desconfiança para com o seu trabalho. orientar e esclarecer sobre os princípios e normas contidas neste Código.cumprir fiel e integralmente as obrigações e compromissos assumidos. CAPÍTULO II DAS PROIBIÇÕES Art. não ------------ 2 1 RN001310 .

XIII . somente admitido quando resultar em prejuízo ao cliente ou à coletividade. XIV . cargo ou função que esteja sendo ocupado por colega. mesmo temporariamente. XII .habilitados ou impedidos. ou praticar. sem justificativa. ganhos marginais ou conquista de contratos. emprego. que lhes sejam confiados em razão do cargo.contribuir para a realização de ato contrário à lei ou destinado a fraudá-la.assinar trabalhos ou quaisquer documentos executados por terceiros ou elaborados por leigos alheios à sua orientação.estabelecer negociação ou entendimento com a parte adversa de seu cliente.recusar-se à prestação de contas.exercer a profissão quando impedido por decisão administrativa do Sistema CFA/CRAs transitada em julgado.deixar de cumprir.afastar-se de suas atividades profissionais. sem razão fundamentada e sem notificação prévia ao cliente ou empregador. XI . XVI . XV . emprego.revelar sigilo profissional. IX . numerários. assim como sonegar.obstar ou dificultar as ações fiscalizadoras do Conselho Regional de Administração.usar de artifícios ou expedientes enganosos para obtenção de vantagens indevidas. bem como praticar outros atos de concorrência desleal.pleitear. VI por lei. adulterar ou deturpar informações. ou por determinação judicial. função ou profissão. sem sua autorização ou conhecimento. bens. de seu empregador ou da sociedade. em proveito próprio. no prazo determinado. no exercício da profissão. em prejuízo de clientes. para si ou para outrem. V . - organizar ou manter sociedade profissional sob forma desautorizada VII . ato legalmente definido como crime ou contravenção. as normas emanadas dos Conselhos Federal e Regionais de Administração. intimações ou notificações. VIII . supervisão e fiscalização. bem como atender às suas requisições administrativas. ------------ 2 1 RN001310 . X .

III . sexo.prejudicar. nacionalidade. dificuldade. idade. quando as julgar indignas do exercício profissional ou prejudiciais ao cliente. dirigir-se aos órgãos competentes. sob suas expensas ou quando subvencionados os custos referentes ao acontecimento. devendo. à profissão e à classe. II . por meio de atos ou omissões.XVII .participar de eventos promovidos pelas entidades de classe. complexidade. a qual corresponderá às responsabilidades assumidas a seu tempo de serviço dedicado. o exercício de atividades condizentes com sua capacidade. antes do início do trabalho a ser realizado. 3º São direitos do Profissional de Administração: I . CAPÍTULO IV DOS HONORÁRIOS PROFISSIONAIS Art. a proteção da propriedade intelectual sobre sua criação.recusar-se a exercer a profissão em instituição pública ou privada onde as condições de trabalho sejam degradantes à sua pessoa. velando. IV .apontar falhas nos regulamentos e normas das instituições. membros dirigentes ou associados das entidades representativas da categoria. VI . condição social ou de qualquer natureza discriminatória. nesse caso.a competição honesta no mercado de trabalho. V . entre outros. experiência e especialização.vulto. cor. sendo-lhe livre firmar acordos sobre salários. por escrito. declarações. raça.exercer a profissão independentemente de questões religiosas. ações ou atitudes.exigir justa remuneração por seu trabalho. os seguintes elementos: I . ------------ 2 1 RN001310 . colegas de profissão. levando-se em consideração. pressão de tempo e relevância dos trabalhos a executar. pelo seu justo valor. no entanto. 4º Os honorários e salários do Profissional de Administração deverão ser fixados. CAPÍTULO III DOS DIREITOS Art. em particular ao Tribunal Regional de Ética dos Profissionais de Administração e ao Conselho Regional de Administração.

o Profissional de Administração deverá: I .II . o apreço. mediante aviltamento de honorários ou em concorrência desleal. VIII .a menor ou maior oferta de trabalho no mercado em que estiver competindo.recusar cargo. 5° É vedado ao Profissional de Administração: I - receber remuneração vil ou extorsiva pela prestação de serviços.oferecer ou disputar serviços profissionais. VI - sua competência e renome profissional. ------------ 2 1 RN001310 .deixar de se conduzir com moderação na fixação de seus honorários. VII . devendo considerar as limitações econômico-financeiras do cliente. 7° Com relação aos colegas. CAPÍTULO V DOS DEVERES ESPECIAIS EM RELAÇÃO AOS COLEGAS Art. II .a forma e as condições de reajuste. emprego ou função. se beneficiará o cliente. visando a preservação da dignidade ou os interesses da profissão ou da classe. IV .evitar desabonadoras. do trabalho. V . como mínimos desejáveis de remuneração. III . III - as vantagens de que. o respeito mútuo e a solidariedade que fortaleçam a harmonia e o bom conceito da classe. para substituir colega que dele tenha se afastado ou desistido. 6° O Profissional de Administração deverá ter para com seus colegas a consideração. Art.o fato de se tratar de locomoção na própria cidade ou para outras cidades do Estado ou do País.possibilidade de ficar impedido ou proibido de realizar outros trabalhos paralelos. Art. fazer referências prejudiciais ou de qualquer modo II . pelos respectivos Conselhos Regionais de Administração. a qualquer tempo.obediência às tabelas de honorários que. venham a ser baixadas.

Art. com zelo e eficiência.evitar emitir pronunciamentos profissional entregue a colega.prestigiar as entidades de classe. em caso extremo.evitar desentendimentos com colegas.aceitar e desempenhar. 9° Ao Profissional de Administração caberá observar as seguintes normas com relação à classe: I .III . desabonadores sobre serviço IV . 8° O Profissional de Administração poderá recorrer à arbitragem do Conselho Regional de Administração nos casos de divergência de ordem profissional com colegas. sempre que necessário. quando solicitado ou eleito. CAPÍTULO VI DOS DEVERES ESPECIAIS EM RELAÇÃO À CLASSE Art. V . participando efetivamente de seus órgãos representativos. quaisquer cargos ou funções. II . o órgão de classe para dirimir dúvidas e solucionar pendências. cargo ou função que desempenhe nos órgãos ------------ 2 1 RN001310 . não os levando à humilhação ou execração. comunicando. justificando sua recusa quando. as infrações de que tiver ciência. fornecendo informações e facilitando o seu desempenho. investidos ou não de cargos nas entidades representativas da categoria. propugnando pela defesa da dignidade e dos direitos profissionais. quando for impossível a conciliação de interesses. VI .apoiar as iniciativas e os movimentos legítimos de defesa dos interesses da classe. a harmonia e a coesão da categoria.tratar com urbanidade e respeito os colegas representantes dos órgãos de classe.auxiliar a fiscalização do exercício profissional e zelar pelo cumprimento do CEPA.na condição de representante dos órgãos de classe. III . tratar com respeito e urbanidade os colegas Profissionais de Administração. quando no exercício de suas funções. não se valendo dos cargos ou funções ocupados para prejudicar ou denegrir a imagem dos colegas. nas entidades de classe. usando. com discrição e fundamentadamente aos órgãos competentes. achar-se impossibilitado de servi-las. IV - servir-se de posição. VII .

cumprir com suas obrigações junto às entidades de classe às quais se associou. no prazo estabelecido. perante as entidades dos Profissionais de Administração. documento falso ou adulterado. ------------ 2 1 RN001310 . tendo por objeto a Administração. todo ato cometido pelo profissional que atente contra os princípios éticos. III . VI .de classe.participar de instituição que.fazer ou apresentar declaração. obra ou imagem de outro Profissional de Administração. V . taxas e emolumentos legalmente estabelecidos. II . em matéria destes. descumpra os deveres do ofício. 10. ressalvadas as comunicações de irregularidades aos órgãos competentes.acatar e respeitar as deliberações dos Conselhos Federal e Regional de Administração CAPÍTULO VII DAS INFRAÇÕES DISCIPLINARES Art.exercer a profissão quando impedido de fazê-lo ou. VII .não cumprir. inclusive no que se refere ao pagamento de contribuições. V - difundir e aprimorar a Administração como ciência e como profissão. determinação de entidade dos Profissionais de Administração ou autoridade dos Conselhos. Constituem infrações disciplinares sujeitas às penalidades previstas no Regulamento do Processo Ético do Sistema CFA/CRAs. pratique condutas expressamente vedadas ou lese direitos reconhecidos de outrem: I - praticar atos vedados pelo CEPA.tratar outros profissionais ou profissões com desrespeito e descortesia. não esteja inscrita no Conselho Regional. VI . aprovado por Resolução Normativa do Conselho Federal de Administração. VII . depois de regularmente notificado. VIII - descumprir voluntária e injustificadamente com os deveres do ofício. em benefício exclusivo da classe. provocando confrontos desnecessários ou comparações prejudiciais. além das elencadas abaixo. facilitar o seu exercício aos não registrados ou impedidos.prejudicar deliberadamente o trabalho. por qualquer meio. IV .

prestar. de má-fé. para fins discriminatórios ou para auferir vantagens pessoais.usar de privilégio profissional ou faculdade decorrente de função de forma abusiva. orientação. proposta. ------------ 2 1 RN001310 . prescrição técnica ou qualquer ato profissional que possa resultar em dano às pessoas.IX . X . às organizações ou a seus bens patrimoniais.

Art. Roberto Carvalho Cardoso Presidente CRA/SP nº 097 ------------ 2 1 RN001310 .CAPÍTULO VIII DAS DISPOSIÇÕES FINAIS Art. no qual estarão previstas as sanções em razão de infrações cometidas ao CEPA. 12. respectivamente. O Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Administração manterão o Tribunal Superior e os Tribunais Regionais. Adm. Caberá ao Conselho Federal de Administração. ouvidos os Conselhos Regionais e a categoria dos profissionais de Administração. realizada no dia 3 de dezembro de 2010. Art. As regras processuais do processo ético serão disciplinadas em Regulamento próprio. objetivando o resguardo e aplicação do CEPA. 14. sempre que se fizer necessário. Aprovado na 19ª reunião plenária do CFA. É dever dos CRAs dar ampla divulgação ao CEPA. 11. 13. Art. promover a revisão e a atualização do CEPA.

3° O processo ético somente poderá ser instaurado contra Profissional de Administração legalmente registrado em Conselho Regional de Administração. objetivando o resguardo e aplicação do Código de Ética dos Profissionais de Administração. § 1º O Presidente de cada Conselho. Art. presidirá o Tribunal seu sucessor hierárquico. Art. contraditório e eficiência. Parágrafo único. dentre outros. CAPÍTULO II DOS TRIBUNAIS DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE ADMINISTRAÇÃO Art. 2° Os Conselhos Federal e Regionais de Administração. Para os fins deste Regulamento. 4° O Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Administração manterão o Tribunal Superior e os Tribunais Regionais . respectivamente. Federal ou Regional. § 3º O Tribunal Superior será auxiliado pelo órgão de apoio administrativo da Presidência do Conselho Federal de Administração e os Tribunais Regionais ------------ 2 1 RN001310 . quando da instauração e tramitação do processo ético. § 2º No impedimento do Presidente. de 6 de dezembro de 2010) CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. considera-se interessado todo aquele em relação ao qual foi instaurado o processo ético. 5° Os Conselhos Federal e Regionais de Administração funcionarão como Tribunal Superior e Tribunais Regionais de Ética . de acordo com o que estabelece o Regimento de cada Conselho. obedecerão. será o Presidente do Tribunal de Ética dos Profissionais de Administração respectivo. ampla defesa. finalidade. 1º O presente Regulamento trata das regras processuais relativas à tramitação dos processos éticos instaurados no âmbito do Sistema CFA/CRAs. os princípios da legalidade. moralidade.REGULAMENTO DO PROCESSO ÉTICO DO SISTEMA CFA/CRAS (Aprovado pela Resolução Normativa CFA nº 393. caso o processo seja instaurado contra ele. respectivamente. Art.

O Tribunal Superior de Ética dos Profissionais de Administração avocará a competência do Tribunal Regional quando este deixar de cumprir o prazo de que trata o artigo 18. Art. inclusive os Conselheiros Regionais. assegurando ao infrator. Administrador ou pelo ------------ 2 1 RN001310 . deste Regulamento Art.julgar os recursos interpostos contra decisões proferidas pelos Tribunais Regionais. a avocação de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior. 10. 8° Será permitida. III – fazer-se assistir ou representar por Advogado.serão auxiliados pelo Setor de Fiscalização do Conselho Regional. Quando da instauração de processo ético. CAPÍTULO III DOS DIREITOS E DEVERES DO INTERESSADO Art. Parágrafo único. Art. Parágrafo único. desde que requerido. § 2º. o interessado tem os seguintes direitos. em razão de transgressão a princípio ou norma de ética profissional. em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados. II – ter conhecimento da tramitação dos processos em que seja interessado. sem prejuízo de outros que lhes sejam assegurados: I – ser atendido pelas autoridades e empregados. aplicando as penalidades previstas. Dos autos do processo somente será permitida vista ao interessado ou a seu representante legal.processar e julgar. II . os Conselheiros Federais no exercício do mandato. resguardada a competência originária do Tribunal Superior. sendo os processos sigilosos. amplo direito de defesa. 9° As reuniões dos Tribunais Superior e Regionais de Ética ocorrerão em sessões secretas. originariamente. 7º Compete ao Tribunal Superior: I . que deverão permitir o exercício dos seus direitos e o cumprimento de suas obrigações. sempre. 6º Compete aos Tribunais Regionais processar e julgar as transgressões ao CEPA. Art.

11. sem prejuízo de outros previstos em ato normativo: I – proceder com lealdade. § 3º A autenticação de documentos poderá ser feita pelo órgão administrativo. ou até antes da decisão. em vernáculo. nem de modo a tumultuar o bom andamento do processo. II – obter certidões. 12. § 2º São ainda direitos do interessado: I – ter vistas dos autos e obter cópias de documentos que o integram. o reconhecimento de firma somente será exigido quando houver dúvida de autenticidade. IV – formular alegações e apresentar documentos nos prazos fixados. à honra e à imagem. urbanidade e boa-fé. desde que apresente fatos novos. salvo quando este Regulamento expressamente exigir. com a data e o local de sua realização e a assinatura da autoridade responsável. § 1º Os atos processuais devem ser produzidos por escrito. Os atos do processo ético não dependem de forma determinada. III – prestar as informações que lhe forem solicitadas e colaborar para o esclarecimento dos fatos. § 4º Os documentos devem ser juntados ao processo em ordem cronológica ------------ 2 1 RN001310 . os quais serão objeto de consideração pelo órgão competente. § 2º Salvo previsão legal. TEMPO E LUGAR DOS ATOS DO PROCESSO Art. § 1º É também direito do interessado conhecer das decisões proferidas. II – não agir de modo temerário. III – conhecer das decisões proferidas. Art. São deveres do interessado perante os Conselhos Federal e Regionais de Administração. ressalvados os dados e documentos de terceiros protegidos por sigilo ou pelo direito à privacidade. CAPÍTULO IV DA FORMA.Sindicato dos Profissionais de Administração a que pertencer.

Parágrafo único. para conhecimento da denúncia e apresentação. III – data. § 5º Não se admitem. ainda. espaços em branco. 14. de defesa. salvo se aqueles forem inutilizados e estas expressamente ressalvadas. com aviso de recebimento. a identificação do destinatário e o prazo para a prática do ato. § 2º A intervenção do interessado no processo supre a falta de cientificação. II – finalidade da intimação. Serão praticados ou concluídos depois do horário normal os atos cujo adiamento prejudiquem o curso regular do procedimento ou causem dano ao interessado ou. se quiser. hora e local em que deverá comparecer ou prazo para se ------------ 2 1 RN001310 . § 5º Será admitida a ciência por meio de edital publicado na imprensa oficial ou jornal de grande circulação quando comprovadamente restarem frustradas as demais hipóteses. CAPÍTULO V DA CIÊNCIA AO INTERESSADO Art. A intimação deverá conter: I – identificação do intimado. emendas ou rasuras. § 3º A ciência se dará por meio de ofício contendo a finalidade. § 1º Para a validade do processo.e as folhas numeradas seqüencialmente e rubricadas. bem como entrelinhas. aos Conselhos Federal e Regionais de Administração. 15. § 4º A ciência pode ainda ser efetuada por via postal. por notificação judicial ou extra-judicial. Os atos do processo devem realizar-se em dias úteis. Art. quando houver. Art. 13. Incumbirá ao CRA do local onde tramita o processo proceder a ciência ao interessado. no horário normal de funcionamento do órgão no qual tramitar o processo. é indispensável a ciência inicial do interessado. nos atos e termos. quando denunciado.

VI – indicação dos fatos e fundamentos legais pertinentes. Salvo motivo de força maior devidamente comprovado. Os prazos começam a correr a partir da data da cientificação. § 1º Nas hipóteses previstas nos §§ 4º e 5º do art. implicará a desistência do prazo remanescente. Art. § 3º Considera-se prorrogado o prazo até o primeiro dia útil seguinte se o vencimento cair em dia em que não houver expediente ou este for encerrado antes da hora normal. antes do prazo respectivo. os atos do órgão ou autoridade responsável pelo processo e do interessado que dele participe devem ser praticados no prazo máximo de 10 (dez) dias. 16. § 4º Os prazos expressos em dias contam-se de modo contínuo. V – informação da continuidade do processo independentemente do seu comparecimento ou manifestação. IV – se o intimado deverá comparecer pessoalmente ou se poderá ser representado. Art. § 5º Os prazos fixados em meses ou anos contam-se de data a data.manifestar. § 2º Os prazos somente começarão a ser contados no primeiro dia útil subseqüente ao da cientificação ou da juntada prevista no parágrafo anterior em que houver expediente. que deverá ser certificada nos autos. Inexistindo disposição específica. ------------ 2 1 RN001310 . os prazos processuais não se suspendem. dos comprovantes de entrega ou da publicação do edital. CAPÍTULO VI DOS PRAZOS Art. salvo motivo de força maior. 14 os prazos começarão a fluir a partir da juntada. excluindo-se da contagem o dia do começo e incluindo-se o do vencimento. 18. 17. Se no mês do vencimento não houver o dia equivalente àquele do início do prazo. § 6° A prática do ato. temse como termo o dia subseqüente.

§ 1º Somente poderão ser recusadas. É facultado aos Conselhos Federal e Regionais de Administração. § 2º.§1° O prazo previsto neste artigo poderá ser prorrogado até o dobro. o não atendimento no prazo fixado pelo CRA para a respectiva apresentação tornará prejudicada tal apreciação. ou ao julgamento do feito. podendo ser prorrogado por mais um mês. mediante decisão fundamentada. impertinentes. ao Conselho caberá adotar as medidas necessárias à obtenção dos documentos ou das cópias destes. desnecessárias ou protelatórias. Os elementos probatórios deverão ser considerados na motivação do relatório e da decisão. na hipótese de o Relator pedir a prorrogação prevista no art. contados a partir de sua instauração. CAPÍTULO VII DAS PROVAS Art. as provas propostas pelos interessados quando sejam ilícitas. Art. CAPÍTULO VIII DAS EXCEÇÕES ------------ 2 1 RN001310 . 20. Art. Quando dados ou documentos solicitados ao interessado forem necessários à apreciação dos fatos processuais. convocar o interessado para prestar esclarecimentos. mediante comprovada justificação. sempre que acharem necessário ao andamento do processo. Art. § 2º Nos casos em que houver ônus pecuniário para a obtenção de provas solicitadas pelo interessado. sem prejuízo dos deveres do órgão competente relativamente à instrução processual. 23. Art. 22. 21. § 2º O TREA deverá concluir o julgamento do processo ético em um prazo de 6 (seis) meses. pelo próprio interessado. incumbirá a estes arcar com as respectivas despesas. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. 37. implicando em prejuízo do alegado. 19. deste Regulamento. Quando o interessado declarar que fatos e dados estão registrados em documentos existentes no próprio Conselho.

26 Poderá ser argüida a suspeição daquele que tenha amizade íntima ou inimizade notória com o interessado. CAPÍTULO IX DAS NULIDADES Art. caberá ao CFA o julgamento dos processos. CAPÍTULO X DA Prescrição ------------ 2 1 RN001310 . – os atos praticados por empregado que não tenha competência para II – as decisões proferidas por autoridade incompetente ou com preterição de direito do interessado. Art. Parágrafo único. 25. Aquele que incorrer em impedimento deverá comunicar o fato ao Presidente do Tribunal de Ética. O indeferimento de alegação de suspeição poderá ser objeto de recurso ao Conselho Federal de AdminIstração. Será impedido de atuar em processo aquele que esteja litigando judicial ou administrativamente com o interessado. inclusive os Suplentes. Art. 24. III – as decisões destituídas de fundamentação. desde que sejam preservados o interesse público e o direito do interessado. São nulos: I fazê-lo. Art. abstendo-se de atuar no processo. Art. O impedimento de que trata este artigo se estende quando a atuação no processo tenha ocorrido pelo cônjuge. § 1o A argüição de que trata o caput deste artigo deverá ser dirigida ao Presidente do Tribunal de Ética e submetida ao Plenário.Art. 28. companheiro ou parente até o terceiro grau consangüíneo ou afim. 27. São passíveis de retificação os atos praticados com vícios sanáveis decorrentes de omissão ou incorreção. 29. § 2o Nos casos de suspeição ou impedimento da maioria dos membros do Plenário do CRA.

sem qualquer prejuízo ao interessado. 30. prescreve em 5 (cinco) anos.Art. A punibilidade dos interessados pelos Tribunais de Ética. §1º Caso um processo fique paralisado por mais de 3 (três) anos. por falta sujeita a processo ético. deverá ser arquivado de ofício ou a requerimento do interessado. ------------ 2 1 RN001310 . contados da data da ocorrência do fato. pendente de despacho ou julgamento.

------------ 2 1 RN001310 . 33. V – data e assinatura do denunciante ou de seu representante. III – endereço do denunciante e do denunciado. CAPÍTULO XII DA DEFESA Art. A denúncia deverá ser formulada por escrito e conter os seguintes dados: I – órgão ou autoridade administrativa a que se dirige. IV – formulação do pedido. juntar pareceres. quando da apresentação da referida peça. a serem contados na forma do art. Incumbirá ao interessado fazer prova do alegado em sua defesa. Art. de seus fundamentos e indicação e juntada das provas que existirem. O interessado poderá. 32. II – identificação do denunciante e do denunciado. 34. os documentos que se fizerem necessários para tal. §1º É vedada a recusa imotivada de recebimento da denúncia. deste Regulamento. devendo o empregado orientar o interessado quanto ao suprimento de eventuais falhas. É facultada ao interessado a apresentação de defesa dentro do prazo de 15 (quinze) dias. bem como aduzir alegações referentes à matéria objeto do processo. Parágrafo único. também. Art. 31. com exposição dos fatos. O processo ético será instaurado de ofício ou mediante denúncia fundamentada de qualquer autoridade ou particular. devendo acostar aos autos. 16 e seus parágrafos.CAPÍTULO XI DO INÍCIO DO PROCESSO Art.

os autos serão distribuídos ao Conselheiro Relator no prazo máximo de 10 (dez) dias. o nome do interessado. 15 deste Regulamento. devendo-lhe. ------------ 2 1 RN001310 . bem como o registro das principais ocorrências havidas no andamento do processo. § 1º O Relator terá prazo de 30 (trinta) dias. 35. CAPÍTULO XIV DA ANÁLISE E JULGAMENTO DAS INFRAÇÕES Art. contados a partir do recebimento da defesa ou após vencido o prazo sem a sua apresentação. Caberá ao Presidente do Tribunal de Ética determinar providências para a sua regularidade e manter a ordem no curso dos respectivos atos. § 2° O Relator poderá solicitar prorrogação do prazo por mais 30 (trinta) dias para apresentação de seu parecer e voto. a capitulação e a tipificação da infração. Após o recebimento da defesa. para apresentar seu parecer e voto perante o Tribunal de Ética. hora e local da realização deste. § 3º Ao interessado e seu representante legal será facultado assistir ao julgamento de seu processo. São requisitos essenciais do relato do Conselheiro Relator: I – preâmbulo. desde que solicitado previamente. determinando de ofício a produção de provas que entender necessárias ao julgamento do feito. III – parecer e voto. ser comunicada a data. que fará o seu saneamento. 36. que deverá indicar o número do processo. Art. contados a partir da distribuição. os autos serão encaminhados ao Presidente do Tribunal de Ética. que deverá conter a exposição sucinta dos termos da autuação e das alegações. ou vencido o prazo sem a sua apresentação.CAPÍTULO XIII DO SANEAMENTO DO PROCESSO Art. Saneado o processo e encerrada a sua instrução. 38. que deverá conter a indicação dos motivos de fato e de direito em que irá fundar-se a decisão e a sua sugestão de decisão para o Colegiado. Art. 37. II – relatório. na forma do art.

II - prestação de relevantes serviços à Administração. CAPÍTULO XV DA Fixação e Gradação das Penas Art. decorrentes de lapso manifesto ou erros de escrita ou de cálculos. suspendendo-se o prazo para eventual recurso. 42. deverá o Tribunal Regional interpor recurso ex officio ao Tribunal Superior. 41. 40. III . Art. Art. Salvo nos casos de manifesta gravidade e que exijam aplicação imediata de penalidade mais grave. corrigi-las. 40.cancelamento do registro profissional e divulgação do fato para o conhecimento público. sujeita seus infratores às seguintes penalidades: I - advertência escrita e reservada. Quando for vencedor voto divergente do manifestado pelo Relator. Parágrafo único.infração cometida sob coação ou em cumprimento de ordem de autoridade superior. Da decisão que aplicar penalidade prevista nos incisos IV e V deste artigo. a imposição das penas obedecerá à gradação do art. III - censura pública. de ofício ou a requerimento do interessado. tomado a termo nos autos e firmado pelo Conselheiro proponente. A violação das normas contidas neste Regulamento importa em falta que. ------------ 2 1 RN001310 . V .Parágrafo único. 39. conforme sua gravidade. serão consideradas atenuantes as seguintes circunstâncias: I - ausência de punição anterior. este deverá ser fundamentado. poderá o Relator ou o Presidente do órgão julgador. Art. Na aplicação das sanções previstas neste Regulamento. II - multa. Constatada a existência de inexatidões ou erros materiais no relato ou na deliberação. IV - suspensão do exercício profissional de 30 (trinta) dias a 3 (três) anos.

A sustentação oral deverá ser requerida por escrito e obedecerá aos seguintes requisitos: I – deverá ser dada ciência ao interessado do local. além dos editais e das comunicações feitas às autoridades competentes interessadas no assunto. o Presidente dará a palavra ao interessado ou ao seu representante legal. ------------ 2 1 RN001310 . Art. 44.Parágrafo único. com a antecedência mínima de 10 (dez) dias. a suspensão e o cancelamento do exercício profissional serão efetivados mediante publicação em Diário Oficial e em outro órgão da imprensa. proceder-se-á à apreensão da Carteira de Identidade Profissional do infrator. Art. no máximo. Avalia-se a gravidade pela extensão do dano e por suas conseqüências. quem presidirá os trabalhos será seu sucessor hierárquico. A pena de multa variará entre o mínimo correspondente ao valor de uma anuidade e o máximo do seu décuplo. Federal ou Regional. 46. A advertência reservada será confidencial. CAPÍTULO XVI DAS SUSTENTAÇÕES ORAIS Art. Em caso de cancelamento e suspensão do exercício profissional. Parágrafo único. 15 (quinze) minutos. § 2º Caso seja contra o Presidente do Conselho. data e hora em que o julgamento do feito irá ocorrer. na sede do Conselho Regional do registro principal e na Delegacia do CRA da jurisdição de domicílio do punido. e afixado em mural pelo prazo de 3 (três) meses. o Relator proferirá seu parecer e voto. Na sessão de julgamento. II – o tempo concedido para sustentação oral deverá ser de. que esteja sendo instaurado o processo ético. sendo que a censura pública. conforme estabelecido no Regimento respectivo. É facultada ao interessado a sustentação oral. § 1º Após a sustentação oral. podendo ser prorrogado por igual período. Parágrafo único. após a exposição da causa (relatório) pelo Relator. Art. 43. 45.

------------ 2 1 RN001310 . aos quais caberá analisar o preenchimento dos requisitos e a tempestividade recursais. O recurso não será conhecido quando interposto fora do prazo ou por quem não seja legitimado.CAPÍTULO XVII DA EXTINÇÃO DO PROCESSO Art. Parágrafo único. O recurso será interposto por meio de requerimento. 47. inútil ou prejudicado por fato superveniente. O órgão competente declarará extinto o processo quando exaurida sua finalidade ou o objeto da decisão se tornar impossível. 51. contados a partir da intimação. em face de razões de legalidade e de mérito. 50. § 3º Na análise e julgamento dos recursos aplicar-se-á o disposto nos arts. CAPÍTULO XVIII DOS RECURSOS EM GERAL Art. § 1º O recurso deverá ser decidido no prazo máximo de 2 (duas) reuniões plenárias ordinárias do Conselho Federal de Administração. É de 15 (quinze) dias o prazo para interposição de recurso. Art. 14 e 15 deste Regulamento. O juízo de admissibilidade será exercido pelos Conselhos Regionais. 48. a partir da recepção do processo no CFA. Art. § 1º Somente o interessado ou seu representante legal tem legitimidade para interpor recurso. Das decisões de primeira instância caberá recurso ao TSEA. 49. na forma prevista pelos arts. 38 e 39 deste Regulamento. § 2o O prazo mencionado no § 1º deste artigo poderá ser motivadamente prorrogado. no qual o recorrente deverá expor os fundamentos do pedido de reexame. Art. § 2º O recurso será dirigido ao órgão que proferiu a decisão.

52.CAPÍTULO XIX Do Trânsito em Julgado Art. Aprovado na 19ª reunião plenária do CFA. 54. 55. ouvindo os CRAs. e incorporá-la a este Regulamento. Adm. Este Regulamento. Caberá ao Conselho Federal de Administração. naquilo que lhe for compatível. ouvidos os CRAs e a classe dos profissionais de Administração. Art. Art. promover a revisão e a atualização do presente Regulamento. realizada no dia 3 de dezembro de 2010. Para os efeitos desta norma. no exercício de sua profissão. Art. aplicar-se-á aos processos que se encontrarem em andamento. O Administrador poderá requerer desagravo público ao Conselho Regional de Administração quando atingido. 53. Compete ao Conselho Federal de Administração formar jurisprudência quanto aos casos omissos. 57. sempre que se fizer necessário. Aplicam-se subsidiariamente ao processo ético as regras gerais do Código de Processo Penal. quando da sua entrada em vigor. considera-se-á transitada em julgado a decisão terminativa irrecorrível. Roberto Carvalho Cardoso Presidente CRA/SP nº 097 ------------ 2 1 RN001310 . pública e injustamente. 56. Art. CAPÍTULO XX DAS DISPOSIÇÕES FINAIS Art.