You are on page 1of 78

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO RIO GRANDE DO SUL

UNIDADE DE NOVO HAMBURGO
ENGENHARIA EM ENERGIA

REJANE GABE GONÇALVES

DIAGNÓSTICO ENERGÉTICO EM
UMA INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

NOVO HAMBURGO
2013

REJANE GABE GONÇALVES

DIAGNÓSTICO ENERGÉTICO EM
UMA INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado
como requisito parcial para a obtenção do título de
Bacharel em Engenharia em Energia na
Universidade Estadual do Rio Grande do Sul.
Orientador: Prof. Dr. Elton Gimenez Rossini

NOVO HAMBURGO
2013

Dr.REJANE GABE GONÇALVES DIAGNÓSTICO ENERGÉTICO EM UMA INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial para a obtenção do título de Bacharel em Engenharia em Energia na Universidade Estadual do Rio Grande do Sul. Luiza Seligman Universidade Estadual do Rio Grande do Sul – UERGS ___________________________________________ Prof.FLSVC NOVO HAMBURGO 2013 . Orientador: Prof. Dr. Elton Gimenez Rossini Aprovado em: ____/____/____ BANCA EXAMINADORA ___________________________________________ Orientador: Prof. José de Souza Fundação Liberato Salzano Vieira da Cunha .UERGS ___________________________________________ Profª. Drª. Me. Elton Gimenez Rossini Universidade Estadual do Rio Grande do Sul .

À Lenita .

A Vagner Cassola. colegas e funcionários que ajudaram de forma direta e indireta na conclusão deste trabalho. em especial a Renato Gonçalves. por disponibilizar os dados e responder as questões necessárias para a realização deste trabalho. À empresa COOTALL por ter permitido a realização do trabalho em suas dependências. bom humor e otimismo nesta etapa final. Sem esse apoio incondicional não teria chegado até aqui. mesmo a distância. Aos meus colegas da graduação que se tornaram amigos. em especial a Thais Lemes. À minha família. não somente pela orientação deste trabalho. . A todos os professores. mas por ter me ensinado a desenvolver a prática da paciência durante todo período da graduação. por apresentar a empresa e todo o processo de industrialização. por todo incentivo. presente em todas as horas. fonte de toda energia. dedicação e carinho. e a Diego Lahm. mesmo a distância. pelo incentivo. Elton Rossini.AGRADECIMENTOS A Deus. Ao Prof.

por gentileza. qual o caminho para sair daqui? .” Lewis Carroll .Você poderia me dizer.Isso depende muito de para onde você pretende ir – disse o Gato.“ .

localizada no município de Taquara. Sistema de iluminação. Além de energia elétrica. além de um diagnóstico dos usos finais de energia nos sistemas de iluminação e refrigeração. também foi realizado um levantamento da energia térmica utilizada. O principal uso final da eletricidade nesse setor é a força motriz. A partir de visitas à empresa e levantamento de dados. Indústria de laticínios. seguida pela refrigeração. Sistema de refrigeração. Eficiência energética. verificando o consumo de energia ativa e reativa e demanda de potência contratada. necessária para manter a qualidade dos produtos lácteos produzidos. Palavras-chave: Diagnóstico energético. também foi realizada uma análise minuciosa das faturas de energia elétrica dos últimos dois anos. foi realizada uma análise do consumo de energia nos principais processos de industrialização do leite. por isso. gerado nas caldeiras. Rio Grande do Sul. Devido ao faturamento da energia elétrica corresponder a uma parcela significativa do custo mensal da empresa. em quase todas as etapas da industrialização do leite é utilizado água quente e vapor.RESUMO O Diagnóstico Energético Industrial apresentado neste trabalho foi realizado na Cooperativa Taquarense de Laticínios Ltda.. Análise tarifária. .

the final electricity uses related to lighting and cooling were assessed. which is based in Taquara. Cooling system. it was also assessed the heat energy used in the process. Due to the fact that the electricity cost is a significant amount of the monthly costs of the company. which is required for the quality control of the dairy products produced in the unit. verifying the active and reactive energy consumption. In addition. followed by cooling. . is the driving force. in this sector. therefore. Based on the data collection and the visits to the company unit. Tariff analysis. the demand of the controlled power. Key words: Energy assessment. The main final electricity use. Energy efficiency. Lighting system. Rio Grande do Sul. Beside the electricity.ABSTRACT The Industrial Energy Assessment presented in this research project was undertaken in the CooperativaTaquarense de Laticínios Ltda. Dairy industry. it was also undertaken a detailed analysis of the electricity bills from the last two years. an energy consumption analysis of the main process comprised by the milk industrialization was conducted. as well as.. hot water is used in almost all stages of the milk industrialization.

..........................Recepção e análise do leite ..............................................................................................Consumo de energia do setor industrial no Brasil em 2012 ............... 34 Figura 4 ................Grupo gerador .................................. 50 Figura 13 .... 44 Figura 7 .... 48 Figura 10 ......... 40 Figura 5 .......................................... 57 ................................. 21 Figura 2 .................................... 49 Figura 12 ................ 41 Figura 6 .......Imagem aérea da indústria .......................................Equipamentos da fábrica de leite em pó ................ 49 Figura 11 .......................................Equipamentos utilizados no processo de industrialização do leite .............Estação de tratamento de resíduos e biodigestor ......Luxímetro ...........................................Caldeiras à lenha para geração de vapor ..........................Fluxograma do processo de industrialização do leite e derivados .............. 53 Figura 15 ..........Triângulo de Potências .... 51 Figura 14 .......Demanda em função do tempo ......................................................Setores de envasamento e armazenagem ...LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 .............................. 25 Figura 3 .................. 47 Figura 9 .................................................. 46 Figura 8 ...................Estrutura Tarifária ...........Etapas de um programa de uso racional de energia .....................................................................................

....... 33 Tabela 4 ..........LISTA DE TABELAS Tabela 1 ................ 56 Tabela 9 ........Carga térmica ...........................Opções tarifárias para o grupo A. 23 Tabela 2 ........ 54 Tabela 8 ............................................... 53 Tabela 7 ....Potencial de eficiência enérgica anual .........Carga instalada em motores e compressores ...................... 34 Tabela 5 ................Medição de iluminância na indústria ..Carga instalada no sistema de iluminação ........... 58 ...........................................................................................................Iluminância recomendada para usinas de leite ........... 52 Tabela 6 ...........................................................Classificação dos consumidores de energia ................................................................................ 26 Tabela 3 .....................................Carga instalada no sistema de climatização .......

.. 61 Gráfico 3 ............ a partir das médias mensais................Histórico do consumo de energia ativa ..........Simulação............................ 63 Gráfico 5 .............................Histórico do fator de carga .....Histórico do faturamento em R$ das contas de energia . 60 Gráfico 2 ........................................ 64 Gráfico 6 ...... 62 Gráfico 4 .......................................LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 .......... para comparar THA e THV ..................Histórico de demanda de potência ................... 65 .............Histórico do consumo de energia reativa ......................

COOTALL – Cooperativa Taquarense de Laticínios Ltda. A.LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica BEN – Balanço Energético Nacional CICE – Comissão Interna de Conservação de Energia CNI – Confederação Nacional da Indústria CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente CORLAC – Companhia Riograndense de Laticínios e Correlatos COORLAC – Cooperativa Riograndense de Laticínios Ltda. CORSAN – Companhia Riograndense de Saneamento CPFL – Companhia Paulista de Força e Luz ELETROBRÁS – Centrais Elétricas Brasileiras S. Pecuária e Abastecimento NBR – Norma Brasileira Reguladora P – Potência Ativa . EPE – Empresa de Pesquisa Energética FC – Fator de Carga FDA – Faturamento da Demanda de Potência Ativa FDR – Faturamento da Demanda de Potência Reativa FEA – Faturamento do Consumo de Energia Ativa FER – Faturamento do Consumo de Energia Reativa FEPAM – Fundação Estadual de Proteção Ambiental FP – Fator de Potência HFP – Horário Fora de Ponta HP – Horário de Ponta MAPA – Ministério da Agricultura.

S – Potência Aparente THA – Tarifa Horo-sazonal Azul THV – Tarifa Horo-sazonal Verde UFDR – Excedente de Demanda de Potência Reativa UFER – Excedente do Consumo de Energia Reativa .PROCEL – Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica PS – Período Seco PU – Período Úmido Q – Potência Reativa RGE – Rio Grande Energia S. A.

LISTA DE UNIDADES ºC – grau Celsius BTU – British Thermal Unit cv – cavalo vapor g/cm3 – grama por centímetro cúbico GWh – Gigawatt-hora Kcal – quilocaloria Kcal/kg – quilocaloria por quilograma Kg/m3 – quilograma por metro cúbico kV – quilovolt kVA – quilovoltampère kVArh – quilovoltampère reativo-hora kW – quilowatt kWh – quilowatt-hora L/h – litro por hora lm – lúmen lm/W – lúmen por watt lux – lux m3 – metro cúbico Mtep – megatonelada equivalente de petróleo tep – tonelada equivalente de petróleo TWh – terawatt-hora V – volt W – watt .

......................................................6....3.. 28 2...2 Faturamento do consumo de energia reativa excedente (FER) .....2 EFICIÊNCIA ENERGÉTICA NO SETOR INDUSTRIAL....................3 Faturamento Horo-sazonal do grupo A ..........2 Fator de potência (FP)................................3......... 35 2..2 Sistema de iluminação .............. 22 2................................................... 29 2............19 2 REFERENCIAL TEÓRICO ..................................6........ 37 2.................... 26 2........................................ 41 ..............................................3..........3.........................SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ......1 Fator de Carga (FC) .....................................1 Classificação dos consumidores..........3...................4 Faturamento da demanda de potência reativa excedente (FDR).............3.......3............. .........................3.................................................................1 Visita preliminar à instalação ............ 21 2.5 Tarifa de ultrapassagem .... 33 2........................3 DIAGNÓSTICO ENERGÉTICO ..................4..........3................6.6 Análise tarifária .....3.............................................................6.................................................19 1.......3..........4 Força motriz.... 21 2......... 35 2.......3............. 32 2...6............3.........................6..............6.....3.................3. 39 2............3..................................................... 25 2..............................................................................3.......... 17 1......................................................2 Estrutura tarifária .........6..........................................................................4 Indicadores de eficiência energética ................6..............................3.................... .... 35 2..6.1 OBJETIVO......................................... 29 2...........................1 ENERGIA ELÉTRICA NO SETOR INDUSTRIAL ..............3.............................................3 Sistema de climatização e refrigeração ........... 36 2..................... 37 2..1 Faturamento de consumo de energia ativa (FEA) ............................ 38 2.... 32 2...........................3 Faturamento da demanda de potência ativa (FDA) .......3........................6..........................................................................3...........3...................................6... 38 2....4....3....6 Tributos aplicados ........2 ESTRUTURA DO TRABALHO.3.......5 Caldeiras........... 24 2.......

................................................... ...............1.................................. 60 3...................................................... .......................................Fatura de energia elétrica................5 Fatores de continuidade .......................................................5...Histórico do consumo de energia e demanda de potência..................................2 Enquadramento tarifário............................................................................... 66 5 CONCLUSÃO ................... ...... 50 3.............2 Outras dependências e processos .5 CALDEIRAS ............... 45 3................................ 43 3 METODOLOGIA...................................70 APÊNDICE A ...........2..........57 3................................ 59 3.................................................................................... 44 3........... 68 REFERÊNCIAS...................................................................................1................................................................................5..........................................................75 APÊNDICE B ........................................77 ..................... 54 3...........................76 APÊNDICE C ........................... 44 3.....................5...... 58 3.................3 Demanda de potência..................4 MOTORES E COMPRESSORES.....3........1 Faturamento........5 Fator de carga.....................................................5.......................2 SISTEMA DE ILUMINAÇÃO ....5................................................. 62 3.................1 Processo de industrialização do leite ................. 51 3........................1 VISITA À INSTALAÇÃO............6......65 4 ANÁLISE DE DADOS .....................................4 Consumo de energia.............Histórico do faturamento das contas de energia elétrica...6 ANÁLISE TARIFÁRIA ............................................................3 SISTEMA DE CLIMATIZAÇÃO E REFRIGERAÇÃO ............................................................................. 55 3............................. 61 3..................

No Brasil. pois a má administração da mesma representa desperdício econômico e energético. faz com que aumente a ênfase à redução dos custos de produção com a redução do consumo de energia. o setor de laticínios. pois reduz a demanda energética e a necessidade de aumento da exploração das fontes primárias de energia (DOMANSKI. Muitas vezes o acompanhamento no consumo de energia não é feito por não ter pessoal capacitado e porque administração da empresa não alcança a dimensão desta problemática por falta de conhecimento (NOGUEIRA. No setor industrial. 2006). considerando a qualidade e a produtividade das linhas de produção. Dentro desse contexto industrial. 2011).17 1 INTRODUÇÃO A conscientização em eficiência energética tem aumentado devido às crescentes preocupações com os impactos ambientais locais e globais da utilização de energia. O setor industrial é responsável por uma expressiva fração do consumo energético nacional. sendo a energia elétrica a fonte mais utilizada. que pertence à categoria de Indústria de Alimentos e Bebidas. A principal barreira está relacionada ao gerenciamento que prioriza a produção. é fato de que o setor teve que se adaptar às mudanças ocorridas com a maior . Melhoria em eficiência energética é uma base importante para resolver tanto a segurança energética. Logo. em suas plantas e processos. desempenho de novas tecnologias e tempo de retorno. Um dos motivos pelo qual isso tem ocorrido desde o final dos anos 90. LOURENÇO. logo. a energia está se tornando um fator chave na produção de muitas indústrias. quanto as preocupações ambientais. e usa como argumento a falta de capital inicial e o tempo requerido para projetos em eficiência energética. fica a questão de como avaliar a eficiência no uso de energia em uma indústria. o termo eficiência energética pode ter como definição produzir mais com menos energia empregada. Este trabalho irá abordar oportunidades de eficiência energética através de um diagnóstico energético realizado em uma indústria de laticínios. pois o ritmo crescente da globalização e da competitividade de mercado para compra e venda de produtos. vem alcançando níveis de crescimento acelerado e acima da média em relação aos outros setores. a eficiência energética ainda possui algumas barreiras devido à falta de informações sobre custo de investimento.

quando então passou a ser administrada pelos ex-funcionários e produtores de leite. .) surgiu da privatização da estatal CORLAC (Companhia Riograndense de Laticínios e Correlatos) em 1993. O primeiro deles é em relação ao quadro administrativo formado pelos ex-funcionários. em parte. Dessa forma. muitas vezes. A par desse histórico. até então. A indústria aqui analisada também sofreu com essa mudança na economia. 2009). principalmente as nacionais. quanto da área econômica. no entanto. tanto da área técnica. O segundo ponto refere-se ao fato de que o patrimônio não pertence à cooperativa. locado à COOTALL (CARVALHO. o patrimônio da fábrica em Taquara permanece em poder do Estado do Rio Grande do Sul. Esse histórico da empresa traz dois pontos importantes que devem ser considerados durante este trabalho. Todavia. qualquer investimento ou mudança no maquinário. [201. indicando mudanças possíveis de ser efetuadas. o objetivo deste trabalho é realizar um diagnóstico energético de acordo com a realidade da empresa. o Brasil possuía empresas com baixa capacidade de concorrência. o desconhecimento do setor energético. os gestores dessas empresas. Por consequência. houve no país uma reestruturação do setor de laticínios em que somente permaneceram no mercado empresas e organizações com maiores índices de competitividade (WERNECK. O governo concedeu aos mesmos o direito de uso das unidades da antiga estatal. por questões burocráticas.18 abertura da economia ocorrida naquela década. muitas empresas multinacionais se estabeleceram no país com o intuito de ampliarem seus mercados sendo que. consequência da obtenção da primeira (KAWANO. 2013). vêm enfrentando dificuldades de se manterem em meio a esta grande concorrência e estão buscando cada vez mais a utilização de novos métodos que possibilitem o aumento da eficiência. A COOTALL (Cooperativa Taquarense de Laticínios LTDA. o que justifica. muitas empresas nacionais desse setor acabaram encerrando suas atividades. sendo que esta última acaba sendo. Assim. a partir de então. logo. que se tornaram sócios da cooperativa. e sim ao estado.?]). não trará lucratividade significativa para a mesma.

Para tal. 1. Dentre essas estratégias de eficiência energética está incluso o diagnóstico energético. Após esse embasamento teórico. assim como um levantamento da carga instalada nos principais equipamentos utilizados durante o processamento do leite. Também é abordado o potencial de eficiência energética nesse setor e as estratégias que podem ser aplicadas para otimizar a mesma. onde são expostos e analisados os dados coletados necessários a elaboração do diagnóstico energético. sistema de climatização e refrigeração.2 ESTRUTURA DO TRABALHO O trabalho apresenta inicialmente um referencial teórico sobre o consumo de energia do setor industrial no país. segue a metodologia. climatização e refrigeração e nos equipamentos utilizados nos processos de industrialização do leite e demais dependências da empresa. iniciando pela apresentação da empresa e explicação dos processos de industrialização do leite. no qual está inserido o setor de laticínios a ser analisado. é realizada uma análise do consumo final de energia por setor nos sistemas de iluminação. que compreende o levantamento e análise de dados do consumo de energia em todos os setores da indústria. caldeiras e análise tarifária. são expostas as etapas necessárias para a efetivação do diagnóstico energético. .1 OBJETIVO Este trabalho tem como objetivo elaborar um diagnóstico energético industrial na Cooperativa Taquarense de Laticínios Ltda. A partir dos dados disponibilizados pela empresa. No entanto. devido às questões burocráticas explicadas anteriormente. consumo de energia ativa e reativa de acordo com os períodos do ano e horários do dia e demanda de potência ativa contratada e utilizada. pois. Ainda no referencial teórico. (COOTALL). motores e compressores. A partir do que foi permitido pela empresa. não foi permitido fazer medições de grandezas elétricas diretamente nos motores utilizados.19 1. foi feito um estudo dos sistemas de iluminação e climatização. enfatizando as prioridades a ser analisadas no sistema de iluminação. verificando a forma de contrato com a distribuidora. enfatizando a indústria de Alimentos e Bebidas. foi realizada uma análise com base nas faturas de energia elétrica.

determinando o potencial de conservação de energia para os usos finais existentes na empresa. estão apresentadas as conclusões a partir do estudo realizado na metodologia. indicando possíveis mudanças que poderão ser implantadas no regime de trabalho e no processo industrial para obter redução de custos com energia elétrica e aumento de eficiência energética. Além do consumo de energia elétrica também foi avaliado o consumo de combustíveis para a geração de energia térmica nas caldeiras. que é utilizada no processo de pasteurização. . Após o levantamento e análise de dados.20 a empresa não possui autorização para a substituição de tais equipamentos.

respectivamente (EMPRESA DE PESQUISA ENERGÉTICA.58% Carvão Mineral 4. o maior consumidor do país (EMPRESA DE PESQUISA ENERGÉTICA.2% Lenha Setor Energético 20. 2.64% Transporte 37.1% e 13.21 2 REFERENCIAL TEÓRICO Nesta seção serão abordados alguns pontos necessários para a elaboração de um diagnóstico energético contextualizando a Indústria de Alimentos e Bebidas.6% Residencial 10.4 TWh.39% 4. responsável por 37. na qual está inserido o setor de laticínios.0%.3% 14. Fonte: EPE (2013). sendo o setor industrial. 2013).1 ENERGIA ELÉTRICA NO SETOR INDUSTRIAL Segundo o Balanço Energético Nacional (BEN) de 2013. . com um consumo aproximado de 18 Mtep no ano de 2012.4% Carvão Vegetal Agropecuário 11.51% Serviços a) Consumo percentual de energia por setor.Consumo de energia do setor industrial no Brasil em 2012 a) 4. a eletricidade é a fonte de energia mais utilizada.1% 33. seguido pelos setores transporte e residencial.82% Industrial b) 20. A participação das demais fontes de energia utilizadas pelo setor industrial brasileiro pode ser verificada na Figura 1 b). com 20. seguida pelo bagaço de cana e carvão mineral. o consumo de energia elétrica no Brasil em 2012 foi de 498.1% 8.0% Óleo Combustível Outras Fontes b) Fontes de energia no setor industrial.58%.3% Eletricidade Bagaço de Cana 9. fazendo sua participação no consumo total de energia do setor atingir 20.06% 3.0% Gás Natural 5. 2013). Dentro do setor industrial. Esse setor é o que mais consome energia e eletricidade. a indústria de laticínios se enquadrada no setor de Alimentos e Bebidas. Lixívia 13. conforme pode ser verificado na Figura 1 a). Figura 1 .3%. adaptado pelo autor No setor industrial brasileiro.

além de ser comum o uso de fornos. a ELETROBRÁS . materiais e econômicos. 2009). mais barato que a sua geração (FREIRE. Em termos de valor bruto de produção. de modo geral.2 EFICIÊNCIA ENERGÉTICA NO SETOR INDUSTRIAL A eficiência energética permite otimizar a utilização da energia elétrica por meio de orientações. 2005). O custo de conservar 1 kWh é. sem comprometer a produtividade e a qualidade dos produtos e serviços (LAWDER. mas na eliminação de desperdícios. direcionamentos. 2004). Considerando a grande importância do setor industrial no consumo de energia elétrica do país. Em quase todos os processos da indústria de alimentos e bebidas é necessário água quente ou vapor. gerado em caldeiras. a conservação de energia elétrica não implica em racionamento.Centrais Elétricas Brasileiras S. embora haja o engajamento de setores da indústria para a realização de projetos de eficiência energética.. ou seja. reduzindo a quantidade de energia necessária para a obtenção do mesmo resultado ou produto (DOMANSKI. 2010). sendo a indústria de alimentos uma das principais indústrias de transformação do país. que auxilia os segmentos industriais na melhoria do desempenho energético de suas instalações em parceria com instituições de pesquisa e financiamento. No entanto. BORDONI. o segmento de laticínios ocupa a quarta posição em faturamento no setor (ROCHA. seguida pela refrigeração (MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA. BAJAY. esse setor ocupa a primeira posição. por meio do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica – PROCEL. 2012). secadores e equipamentos de refrigeração. 2. GORLA. A mais convincente vantagem da eficiência energética é que a ação em eficiência é sempre mais barata que a produção de energia consumida. Particularmente. 2008). GORLA.0% do consumo de energia de todo o segmento industrial (BAJAY. implantou em 2003 o PROCEL INDÚSTRIA – Programa de Eficiência Energética Industrial. promovendo seu uso racional. O principal uso final da eletricidade nesse setor é a força motriz.22 sendo responsável por 26. somente alguns equipamentos como motores elétricos e outros equipamentos industriais possuem índices mínimos de eficiência . A. ações e controle dos recursos humanos.

GORLA e BORDONI.425. adaptada pelo autor gw 1 h A indústria de Alimentos e Bebidas possui o sétimo maior potencial.00 13.00 1. 2013).18 74.87 Alimentos e Bebidas.63 X 10 kWh (ANEEL.68 27.52 16.66 100.88 2.00 0.23 regulamentados pelo programa.44 23. Na utilização de energia elétrica há potencial para economia de energia em força motriz. Papel e Celulose. Cerâmico. Um levantamento de dados realizado em 2009 pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) permitiu realizar uma análise do potencial de conservação de energia por uso final em diversos setores industriais.31 Metais não ferrosos. Cerâmico. Tabela 1 . Siderurgia Químico Força Motriz 2.67 868. que o setor de Alimentos e Bebidas possui grande potencial de economia de energia em diversos usos.00 2.09 0.53 Siderurgia. Ferros liga Eletrólise 191. a indústria de laticínios. esse setor pode reduzir o consumo de energia em secadores e caldeiras. Papel e Celulose Iluminação 60. em termos absolutos.21 700. Papel e Celulose Outros Usos 2. Químico.00 0.451. e os 20% restantes 1 3 Fator de conversão: 1 tep equivale a 11.Potencial de eficiência enérgica anual Energia elétrica Combustíveis USO DE ENERGIA Fornos Secadores POTENCIAL DE ECONOMIA 1000 tep GWh (1) 9.58 540. de conservação de eletricidade (BAJAY. sendo esses os maiores consumidores de energia elétrica nesse setor industrial (KAWANO. refrigeração e iluminação. Mineral. pela Tabela 1. Nesse sentido.41 Alimentos e Bebidas. que possui alto consumo de energia por meio de motores elétricos.87 4.655. Considerando o uso de combustíveis.66 TOTAL DE ECONOMIA (%) 105.83 Caldeiras Outros Usos 2. obtida da combustão de combustível fóssil.47 4. Químico.640.9 170. 2008) . Cimento 415.00 0. estima-se que cerca de 80% do consumo total de energia seja térmica.358.875.51 Alimentos e Bebidas.032. 2009).59 62.831. Siderurgia Refrigeração 46.32 Alimentos e Bebidas.230.02 Extrativa Mineral TOTAL 14.103. de conservação de energia térmica e de consumo total de energia e o terceiro maior potencial.39 2.310. Na indústria de laticínios.00 Fonte: CNI (2009). Metais não ferrosos. Nota-se. em termos absolutos. Têxtil Fornos Elétricos 370. Têxtil Alimentos e Bebidas. Têxtil. é uma das indústrias que possuem essa vantagem de contribuição nos programas de eficiência energética (KAWANO.11 SETORES COM MAIOR POTENCIAL DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA Siderurgia. 2013).37 30.

diagnosticar a realidade energética. que permita a definição objetiva de ações de melhoria a serem conduzidas (GUILLIOD. na utilização de lâmpadas mais eficientes (maior relação lúmen/Watt) ou na combinação destes dois fatores. que inclui o consumo de energia de motores elétricos (LAWDER. o consumo de energia (NOGUEIRA. a iluminação representa 6% do consumo global de energia elétrica nas indústrias de laticínios e as possibilidades efetivas de redução do consumo residem. implantar os projetos de melhoria e de redução de perdas e acompanhar seus resultados em um processo contínuo. também conhecido como auditoria energética. 2010). A Figura 2 ilustra as etapas de um programa de uso racional de energia. 2. o diagnóstico energético atende às duas primeiras. identificando e quantificando os fluxos energéticos ao longo do processo produtivo de bens e serviços. Das quatro etapas indicadas à esquerda. 2006). Assim. Em outros termos. 89% dessa energia elétrica é utilizada para o acionamento de motores elétricos de indução. com vistas à avaliação da situação atual. Segundo Lawder (2012). na adoção de procedimentos de racionalização do uso das lâmpadas existentes. 2006). . é preciso conhecer. basicamente. que consiste no levantamento de dados e informações sobre o suprimento e usos finais de energia no processo produtivo da empresa.3 DIAGNÓSTICO ENERGÉTICO Em termos práticos. sendo a participação do sistema de refrigeração 35% do consumo global de energia elétrica nesse ramo industrial. Vale ressaltar que o diagnóstico energético não trata com detalhe dos aspectos econômicos e aborda. essencialmente. para então estabelecer as prioridades. como em qualquer outro segmento industrial. pontos positivos e pontos negativos.24 sejam de energia elétrica (MAGANHA. 2012). uma das estratégias de eficientização passa pelo diagnóstico energético. De acordo com o mesmo autor. justifica-se um maior esforço em estudos e análises de eficiência energética em laticínios nas áreas que dizem respeito à economia de energia elétrica. CORDEIRO. principalmente nos setores de refrigeração.

levantamento da carga instalada. o diagnóstico energético está baseado nas seguintes avaliações: levantamento de dados. permitindo traçar a estratégia de levantamento de dados (ALVAREZ. A partir dessa visita. dimensionamento de motores.Etapas de um programa de uso racional de energia Fonte: Nogueira (2006). sistemas de climatização (equipamentos de ar condicionado) e refrigeração (câmaras frigoríficas).1 Visita preliminar à instalação O objetivo da visita de inspeção preliminar é efetuar o primeiro contato com a instalação e conhecer o pessoal encarregado de dar apoio no que diz respeito à locomoção. adaptado pelo autor A aplicação de um diagnóstico energético requer a elaboração de um roteiro com análises bem planejadas. No caso do setor de Alimentos e Bebidas também é recomendado a verificação do consumo de energia térmica proveniente das caldeiras. [201-?]). acompanhamento do processo produtivo. entre outras (DOMANSKI. 2008).25 Figura 2 .3. inspeção das instalações elétricas e de transformadores. análise tarifária. é possível ter uma visão macroscópica da instalação. Geralmente. para uma empresa do setor industrial. análise da qualidade de energia. 2. exame dos equipamentos de escritório. Na sequência serão abordados alguns desses pontos que serão investigados neste trabalho. ao fornecimento de documentos e demais informações necessárias durante todo o processo de diagnóstico energético. análise dos sistemas de iluminação. que permitam a padronização de informações. Além disso. conhecer o processo .

2.Iluminância recomendada para usinas de leite LOCAL/ATIVIDADE Escritórios ILUMINÂNCIA (lux) 500 Computador 300 Laboratórios 750 Sala de esterilização. devem ser coletados o modelo e quantidade de lâmpadas e luminárias por setor. a potência (W) das .26 produtivo da empresa é fundamental para segmentar os consumos específicos por setor ou área.3. adaptada pelo autor Além da iluminância.2 Sistema de iluminação Através do levantamento luminotécnico é possível analisar os tipos de lâmpadas. A unidade de medida usual é o lux e o instrumento utilizado para medição de iluminâncias nos ambientes é o luxímetro digital. concentrador de leite em pó Máquina de fracionar. o uso de luminárias. DIAS. Dessa forma. na Norma Brasileira Reguladora (NBR) – 5413 de 1992. instalações de resfriamento. suas distribuições. a iluminância média para as atividades exercidas em usinas de leite é dada conforme a Tabela 2. 2006). De acordo com essa norma. HADDAD. Tabela 2 . misturador 200 300 Inspeção na máquina de lavar 500 Inspeção durante o enchimento 500 Sala de pesagens 150 Balanças 300 Setor de envasamento do leite em pó 200 Setor de envasamento do leite C e creme de leite 300 Depósitos 150 Plataforma de caldeiras 200 Fonte: ABNT (1992). Os valores mínimos de iluminância no plano de trabalho são estabelecidos pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). verificam-se as condições de iluminação dos ambientes de trabalho. pasteurização e seperação de cremes. para a realização do diagnóstico. reatores e interruptores. A iluminância é definida como sendo o fluxo luminoso (quantidade de luz produzida pela lâmpada) incidente por unidade de área iluminada (YAMACHITA.

além de fixar e proteger as lâmpadas. com uma vida média da ordem de 1. Além disso. As lâmpadas de vapor de mercúrio apresentam uma boa eficiência luminosa. 2006). ao dimensionamento adequado do nível de iluminação de acordo com a atividade executada no posto de trabalho e à instalação de sensores de presença. sempre que possível. 2006). 2010). além do consumo das lâmpadas. de lâmpadas fluorescentes por modelos mais eficientes (fluorescentes compactas). há também que considerar o consumo dos reatores. pois o rendimento do conjunto depende basicamente da potência do reator (GUILLIOD. No caso das lâmpadas de descarga (fluorescentes e de vapor de mercúrio). DIAS. com a melhora das condições do ambiente pode-se reduzir o gasto de energia com iluminação sem prejuízo do conforto visual.800 horas. de reatores eletromagnéticos por eletrônicos e de luminárias por modelos com refletor em alumínio. Também é importante desenvolver uma manutenção periódica visando a limpeza dos sistemas de iluminação. nos setores onde a reprodução precisa de cores não é exigida e para áreas externas (YAMACHITA. CORDEIRO. a utilização de lâmpadas fluorescentes é ideal em locais de grandes áreas onde é preciso iluminação por várias horas por dia. HADDAD.27 lâmpadas e reatores. aliada à divisão do acionamento da iluminação em ambientes distintos. janelas amplas para maior aproveitamento da luz natural durante o dia. e o tempo que permanecem ligados durante o dia. HADDAD. Assim. A substituição de lâmpadas incandescentes por fluorescentes. . pois elas é que promovem a distribuição da luz emitida. DIAS. em torno de 55 lm/W. melhorada qualidade do produto e conforto ambiental aos usuários (ZACCHI. pode trazer uma significativa redução de custos à empresa. o que corresponde a uma grande economia de energia elétrica consumida. pois a poeira acumulada reduz a intensidade do fluxo luminoso. Além das lâmpadas e reatores. Devido à alta eficiência. recomenda-se o uso de cores claras nas dependências e mobiliários e. sendo recomendadas para a área industrial. O fluxo luminoso (lm) e a eficiência (lm/W) são dados obtidos do fabricante. et al [201-?]). Na prática. pode-se afirmar que com a manutenção inadequada das luminárias perde-se cerca de 20% de luz no ambiente (YAMACHITA. também é importante observar a eficiência das luminárias.

. a forma de armazenagem dos produtos. operação e manutenção dos sistemas de refrigeração e pode reduzir não só o consumo de energia dos equipamentos. e o dimensionamento adequado do sistema proporcionam redução dos gastos com energia elétrica e aumento do conforto térmico do ambiente (ZACCHI. bombas. A refrigeração industrial. 2006). o número de horas por dia que permanecem ligados e a data de fabricação. especificamente. de alimentos e processos. os ventiladores do evaporador e do condensador. 2006).3 Sistema de climatização e refrigeração Neste trabalho será feito uma distinção entre sistema de climatização e refrigeração. pois a prática usual é a montagem no local de operação (PIRANI. preferencialmente. Os componentes básicos de ambos os processos não diferem: compressores. instalação. devem ser coletados o modelo e quantidade de cada aparelho de ar condicionado por setor. a refrigeração industrial apresenta características próprias que envolvem tanto uma mão de obra mais especializada quanto um custo maior de projeto. . No entanto. as quais envolvem dois terços das aplicações. A refrigeração industrial é amplamente utilizada nas indústrias químicas. onde deve haver um controle ambiental a baixa temperatura. tubos. A substituição do sistema de climatização de ambientes com aparelhos tipo janela por split eficientes com compressor rotativo..28 2. et al. para refrigeração industrial. No sistema de refrigeração deve ser observado se a temperatura da câmara frigorífica está dentro da faixa indicada para o armazenamento do produto. [201-?]). a incidência de raios solares no local e o sistema de isolamento (PIRANI. Outra aplicação importante está relacionada à indústria manufatureira e laboratórios. a potência (BTU). o segundo. dutos e controles.. A observação desses aspectos com enfoque na conservação de energia permite identificar e eliminar problemas relacionados a projeto. aparelhos de ar condicionado que possuam Selo Procel. Devem ser propostos. trocadores de calor.3. a iluminação dentro da câmara. a exemplo do ar condicionado. sendo o primeiro termo utilizado para os aparelhos de ar condicionado e. tem como objetivo o controle da temperatura de alguma substância ou meio. a existência de termostatos. Para a realização do diagnóstico energético. et al. et al. ventiladores. como também aumentar sua vida útil.

um parâmetro que indica a sua capacidade em converter a energia elétrica absorvida da rede em energia mecânica a ser fornecida no eixo. et al. Para efetuar o processo de conversão eletromecânica. Além disso. et al. tais como: identificação e correção de motores e transformadores que operam a vazio. deve-se verificar se as características do motor são adequadas às condições do ambiente onde está instalado (temperatura e tipo de atmosfera).. redimensionamento de equipamentos. A parcela retida nos motores é normalmente classificada como parcela de perdas e não pode ser eliminada por ser inerente ao seu próprio funcionamento. não só para movimentar máquinas. [201-?]). Deve ser verificado nos equipamentos a potência (cv).4 Força motriz A força maior da indústria e também os responsáveis pelo maior consumo de energia. tensão nominal (V). os motores.3.5 Caldeiras Os geradores de vapor fornecem o vapor indispensável a muitas atividades no setor de alimentos e bebidas. número de fases e eficiência.. [201-?]).29 2. transferindo ao eixo a energia restante. na realidade. etc. dando preferência a locais com melhor ventilação e ambientes menos agressivos. Paralelamente. número de pólos.3. mas também . indicando horário de ponta e de fora de ponta e a data de fabricação (ZACCHI. A eficiência ou rendimento de um motor elétrico é. podem ser substituídos por modelos mais eficientes. instalação de capacitores. os motores utilizam uma parcela da energia total absorvida. 2. com alto fator de potência e alto rendimento (ZACCHI. 2012). redistribuição de cargas pelos circuitos. 2009). Caso não seja possível a substituição dos motores. deve ser verificado o tempo de funcionamento de cada motor. a identificação e a correção de vazamentos implicam redução significativa do consumo de energia. (RIO GRANDE ENERGIA. mas reduzida a níveis aceitáveis. algumas modificações nos equipamentos existentes podem proporcionar uma significativa redução do consumo de energia. Os motores devem funcionar entre 60 e 90% de sua potência (LAWDER. Além disso.

Esta definição abrange todos os tipos de caldeiras. usando a norma ASME. a eficiência térmica ou o rendimento total que pode ser obtido na caldeira do tipo aquotubular supera o correspondente à caldeira do tipo flamotubular. Quase sempre a fonte de calor é um combustível especificamente utilizado com essa finalidade. Uma das vantagens da caldeira flamotubular. produzindo vapor a partir da energia térmica fornecida por uma fonte. Neste caso. na última. normalmente utilizam-se as normas DIN (alemã) ou ASME (americana). a produção de espuma e ebulição. esterilização. caldeiras de água quente chamadas de aquotubulares. O mais importante gerador de vapor é a caldeira. até mesmo. NOGUEIRA. o fluido permanece no estado líquido. dando ênfase à racionalização energética de sistemas complexos.30 para limpeza. NOGUEIRA. consiste na possibilidade de alimentá-las com água natural. 2006). conjuntamente com vapor (NOGUEIRA. no entanto. ou não convencional. NOGUEIRA. é sempre recomendado o emprego de água tratada. como energia nuclear ou solar. porém faltam normas nacionais para padronização. 2005) e são as mais utilizadas na indústria de alimentos e bebidas. o equipamento é chamado caldeira de recuperação. Na primeira. 2005). deste modo. ROCHA. sejam as que vaporizam água. Algumas vezes. tem-se obtido eficiência de 80% a 85%. NOGUEIRA. formando. apenas com temperatura elevada para ser aproveitado nos processos de aquecimento (calefação). . escape de motores diesel ou turbinas a gás. Atualmente. aquecimento e participação direta no processo produtivo como matéria-prima. mercúrio ou outros fluídos e que utilizam energia térmica ou. que pode ser convencional. não somente a formação de incrustações sobre a superfície de aquecimento. as quais usam parâmetros diferentes. que é basicamente um trocador de calor que trabalha com pressão superior à pressão atmosférica. mas podem ser aproveitados também calores residuais dos processos industriais. 2006). A definição de eficiência em equipamentos térmicos é muito importante. como também. elétrica (MARTINS. para evitar. quando comparada com uma aquotubular. é impossível superar valores de 75% a 78% nas melhores condições de limpeza (MARTINS. ROCHA. como combustíveis fósseis ou madeira. As caldeiras utilizadas somente para produção de vapor d’água a partir da combustão são chamadas de flamotubulares (NOGUEIRA. Na ausência delas.

As madeiras mais utilizadas industrialmente como lenha no sul do Brasil são provenientes de eucalipto. et al.2004). tendo em vista que ela possui um baixo teor de enxofre. considerando o teor de umidade de 30% (PEREIRA. O poder calorífico inferior é a energia efetivamente disponível por unidade de massa de combustível após deduzir as perdas com a evaporação da água (QUIRINO..42 g/cm³ a 0. 2004). 2004). Essas madeiras apresentam massa específica básica entre 0. NOGUEIRA. O poder calorífico divide-se em superior e inferior. et al. ROCHA. et al.50 g/cm³ e poder calorífico superior em torno de 4. agregando valor ao combustível. O valor máximo aceitável para utilização em caldeiras flamotubulares é em torno de 25% a 30% (QUIRINO. 2000).. 2013)..500 kcal/kg.700 kcal/kg (COUTO. et al.. Dependendo do teor de hidrogênio do combustível. 2005). O poder calorífico é definido como a quantidade de energia na forma de calor liberada pela combustão de uma unidade de massa da madeira. A massa específica é um dos principais índices de qualidade da madeira.. pois possui relação direta com a produção de matéria seca pelo vegetal. e os métodos que se apóiam na massa específica básica são os que mais satisfatoriamente representam a quantidade de substância da madeira por unidade de volume (QUIRINO. . et al. 2004). et al. et al. É importante que o teor de umidade da madeira a ser usada como combustível seja reduzido. O teor de umidade acarreta perda significativa do potencial energético da madeira em virtude do gasto de energia ocasionado durante a etapa de secagem do combustível (COUTO. diminuindo assim o manejo e o custo de transporte..31 O uso da madeira para produção de energia térmica apresenta menores problemas de poluição. 2000). O poder calorífico superior é aquele em que a combustão se efetua a volume constante e no qual a água formada durante a combustão é condensada e o calor que é derivado desta condensação é recuperado.. para fins de cálculo do potencial energético. 2013). No entanto. quando comparada aos combustíveis fósseis. acácia e pinus (PEREIRA. O poder calorífico. et al. o poder calorífico superior é cerca de 10% maior que o poder calorífico inferior (NOGUEIRA.. o teor de umidade e a densidade são as propriedades mais importantes que devem ser observadas na madeira para sua utilização como combustível (QUIRINO. se utiliza o poder calorífico inferior em torno de 3.

1 Classificação dos consumidores As unidades consumidoras são classificadas em grupos tarifários definidos.3. Em geral. principalmente. em caráter opcional. estão nessa classe as edificações residenciais e comerciais. a legislação tarifária brasileira é de desconhecimento de muitas empresas e pode ter como consequência custos desnecessários devido ao enquadramento tarifário e valor de demanda contratada inadequados. Os dados e conceitos aqui apresentados foram retirados do Manual de Tarifação da Energia Elétrica (GUEDES.3 kV. que considera apenas o consumo de energia elétrica ativa. são classificados no Grupo A (alta tensão) e possuem a tarifa binômia.6. e estão baseados na Resolução ANEEL nº 456. uma vez que. como indústrias. Esses dados fornecem informações sobre o consumo de energia e de demanda de potência nos segmentos horários e sazonais. podem indicar mudanças no regime de trabalho e no processo industrial necessários para redução de custos com energia elétrica. elaborado pela ELETROBRÁS PROCEL. em função da tensão de fornecimento e pela demanda de potência. As unidades consumidoras atendidas em tensão igual ou superior a 2. 2000).32 2. Nesse grupo também podem ser incluídas. de 29 de novembro de 2000 (AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA.6 Análise tarifária Os dados históricos de consumo de energia são de grande importância para a execução do diagnóstico energético. As unidades consumidoras atendidas em tensão inferior a 2. que cobra pelo consumo de energia elétrica ativa e demanda de potência ativa. 2011). na sua maioria são atendidos nas tensões de 127 ou 220 volts. A análise do contrato de fornecimento de energia elétrica com a verificação do comportamento de consumo de energia e demanda da empresa. hospitais.3. podendo ser extraídos das faturas mensais de energia elétrica. as . universidades e outras edificações de grande porte.3 kV são classificadas no Grupo B (baixa tensão) e são cobradas pela tarifa monômia. 2. Apesar do valor das faturas de energia elétrica corresponder a uma parcela significativa do custo mensal da indústria.

A tarifa Convencional pode ser utilizada por ambos os grupos e é aplicada de acordo com o consumo e/ou demanda. é obrigatório o enquadramento na estrutura tarifária Horo-sazonal Azul. podem ser enquadrados na estrutura tarifária Convencional quando a demanda contratada for inferior a 300 kW. Gama.3 kV B1 CLASSE/ATIVIDADE residencial residencial de baixa renda rural B2 cooperativa de eletrificação rural serviço público de irrigação B3 opcional para sistema subterrâneo B4 Fonte: Haddad. e conforme a classe de atividade para o grupo B. A4 ou AS.Classificação dos consumidores de energia GRUPO A (ALTA TENSÃO) SUBGRUPO TENSÃO DE FORNECIMENTO A1 A2 ≥ 230 kV 88 kV a 138 kV A3 69 kV A3a 30 kV a 44 kV A4 2. independentemente do horário de utilização do dia e período do ano. Tabela 3 . A2 ou A3. subgrupos A3a. Aos consumidores dos subgrupos A1.2 Estrutura tarifária A estrutura tarifária é um conjunto de tarifas aplicáveis aos componentes de consumo de energia elétrica e/ou demanda de potência ativas de acordo com a modalidade de fornecimento. essas unidades podem optar pela tarifa Azul ou Verde conforme a tensão de fornecimento. Para demanda superior a esse valor. A Tabela 4 resume essas opções. Esses dois grupos ainda são divididos em subgrupos de acordo com a tensão de fornecimento para o grupo A. Guardia (2006). A tarifa Horo-sazonal é aplicável somente para ao grupo A e se caracteriza por tarifas diferenciadas para consumo de energia e demanda de potência de acordo com as horas de utilização do dia e períodos do ano. A Tabela 3 apresenta essa classificação.3 kV a partir de sistemas subterrâneos.6. adaptada pelo autor demais classes iluminação pública 2.3 kV a 25 kV AS GRUPO B (BAIXA TENSÃO) SUBGRUPO ≤ 2. . Existem três opções de tarifas: Convencional.3.33 unidades consumidoras atendidas em tensão inferior a 2. Horosazonal Verde (THV) e Horo-sazonal Azul (THA). As unidades consumidoras do Grupo A.

domingos e feriados nacionais. A2 ou A3 Tensão < 69 kV e demanda ≥ 300 kW Azul ou Verde Tensão < 69 kV e demanda < 300 kW Azul. de dezembro de um ano a abril do ano seguinte. caracterizado por ser um período com chuvas mais frequentes. composto por três horas consecutivas.Opções tarifárias para o grupo A CARACTERÍSTICAS DO CONSUMIDOR TARIFA SUBGRUPO Tensão ≥ 69 kV e qualquer demanda Azul A1. domingos e feriados nacionais. Algumas distribuidoras também alteram o horário de ponta durante o Horário de Verão. O período seco (PS) compreende os sete meses consecutivos de maio a novembro e. O horário fora de ponta (HFP) são as horas complementares às três horas consecutivas que compõem o horário de ponta. abrange os cinco meses restantes.34 Tabela 4 . acrescidas da totalidade das horas dos sábados.Estrutura Tarifária Fonte: Autor (2013) . O período úmido (PU). compreendidas entre as 17 horas e 22 horas. Figura 3 . exceção feita a sábados. em algumas modalidades as tarifas apresentam valores elevados. Neste intervalo a energia elétrica é mais cara. por ser um período com poucas chuvas. Verde ou Convencional A3a. A4 ou AS Fonte: Autor (2013) O horário de ponta (HP) é definido pela concessionária em função das características de seu sistema elétrico. A forma de tarifação está resumida na Figura 3.

Por essa razão. 𝑇𝐶𝑠𝑝 𝑜𝑢 𝐹𝐸𝐴𝑢 = 𝐶𝐴𝑢𝑓 .3. através da expressão (1): 𝐹𝐸𝐴𝑠 = 𝐶𝐴𝑠𝑓 . (R$).2 Faturamento do consumo de energia reativa excedente (FER) Na tarifa Horo-sazonal o faturamento do excedente de energia será dado através da avaliação do fator de potência (FP) por meio de valores de energia ativa e reativa medidas em intervalos de hora em hora. 2.3 Faturamento Horo-sazonal do grupo A Conforme as Tabelas 3 e 4. A fatura de energia elétrica dos consumidores do grupo A é composta pela soma das faturas referentes ao consumo de energia ativa (FEA). a parte da fatura referente ao consumo de energia elétrica pode ser obtida multiplicando-se a quantidade de energia ativa consumida no mês pela tarifa de consumo. serão abordadas somente essas duas formas de faturamento que podem ser aplicadas a esse grupo. 2.6. 𝑇𝐶𝑢𝑓 + 𝐶𝐴𝑢𝑝 .1 Faturamento de consumo de energia ativa (FEA) Para ambas as tarifas Horo-sazonais. 𝑇𝐶𝑠𝑓 + 𝐶𝐴𝑠𝑝 . demanda de potência ativa (FDA). demanda excedente de potência reativa (FDR) e.3. 𝑇𝐶𝑢𝑝 (1) Onde: FEA = faturamento do consumo de energia ativa. s e u = índices que indicam o período seco e úmido.6. demanda de ultrapassagem (FDU).3. CA = consumo de energia ativa (kWh). a empresa a ser analisada neste trabalho se enquadra no subgrupo A4 devido à tensão de fornecimento e pode ter THV ou THA de acordo com a demanda contratada. considerando-se o horário de fora de ponta e de ponta do sistema e os períodos seco e úmido. respectivamente.35 2. f e p = índices que indicam o horário de fora de ponta e de ponta. Sobre cada valor ainda há a incidência de impostos federais e estaduais. consumo excedente de energia reativa (FER).6.3. observando-se o fator de potência . respectivamente. caso exista. TC = tarifa de consumo (R$/kWh). A seguir será exemplificada a forma de faturamento de cada uma delas.3.

92 𝐹𝑃 𝑓 −1 (2) Onde: UFER = excedente de consumo de energia reativa.92. está explicada em maiores detalhes na próxima seção. Essa tarifa será aplicada quando o fator de potência for inferior a 0. 𝑇𝐶𝑓𝑢 + 𝑈𝐹𝐸𝑅𝑝 .3.36 capacitivo ou indutivo. TD = tarifa de demanda. e é obtido multiplicando-se a tarifa de demanda pela demanda contratada ou medida. assim como a diferença entre essas energias. A forma de calcular o fator de potência. DF = demanda faturada de potência ativa. 𝑇𝐶𝑝𝑢 (3) 2.3 Faturamento da demanda de potência ativa (FDA) Para a THV o faturamento de demanda ativa é único.6. 0. Nf = Horário complementar do horário de ponta. que pode ser aplicada igualmente para THV e THA: 𝑈𝐹𝐸𝑅𝑝 = 𝑁𝑝 𝐶𝐴𝑝 . 0. 𝑇𝐶𝑓𝑠 + 𝑈𝐹𝐸𝑅𝑝 . 𝑇𝐷 Onde: FDA = faturamento de demanda de potência ativa. Np = Três horas consecutivas referente ao horário de ponta.3. conforme a expressão (4): 𝐹𝐷𝐴 = 𝐷𝐹 . (4) . 𝑇𝐶𝑝𝑠 𝑜𝑢 𝐹𝐸𝑅𝑢 = 𝑈𝐹𝐸𝑅𝑓 . assim como seus respectivos horários de funcionamento. independente da hora do dia ou período do ano.92 𝐹𝑃𝑝 −1 𝑜𝑢 𝑈𝐹𝐸𝑅𝑓 = 𝑁𝑓 𝐶𝐴𝑓 . A avaliação da energia ativa reprimida devido ao baixo fator de potência no horário de ponta e fora de ponta será feita pela expressão (2). caso essa ultrapasse em mais de 10% a demanda contratada. A expressão (3) pode ser aplicada em ambas as tarifas Horo-sazonais e mostra como calcular o faturamento do excedente de energia reativa no período seco e no período úmido: 𝐹𝐸𝑅𝑠 = 𝑈𝐹𝐸𝑅𝑓 .

𝑇𝐷𝑓 + 𝐷𝐹𝑝 . medidas em intervalos de hora em hora durante o ciclo de faturamento. conforme a equação (8): 𝐹𝐷𝑈 = 𝐷𝑅 − 𝐷𝐶 .92 𝑀 𝑈𝐹𝐷𝑅 = 𝑀𝑎𝑥ℎ=1 𝐷𝐴ℎ . O valor desta parcela é obtido multiplicando-se a tarifa de ultrapassagem.6. A2 e A3 e 10% para os demais subgrupos).37 Para a THA. 0.4 Faturamento da demanda de potência reativa excedente (FDR) Para a THV.92). considerando o horário do dia. o faturamento por excedente de demanda reativa será calculado da mesma forma. pelo valor da demanda medida que supera a demanda contratada.3. Este faturamento proverá das equações (6) e (7).3. 𝐹𝑃 ℎ − 𝐷𝐹 𝐹𝐷𝑅 = 𝑈𝐹𝐷𝑅. Para a THA. 2.3.3.6. 𝑇𝐷𝑈 (8) .5 Tarifa de ultrapassagem A tarifa de ultrapassagem é cobrada apenas quando a demanda medida ultrapassa a demanda contratada acima dos limites de tolerância (5% para os subgrupos A1. 𝑇𝐷𝑝 (5) 2. 𝑇𝐷 (6) (7) Onde: UFDR = excedente de demanda de potência reativa. que é mais cara no horário de ponta. conforme a expressão (5): 𝐹𝐷𝐴 = 𝐷𝐹𝑓 . o valor da demanda faturada será o maior valor verificado entre a demanda máxima registrada (integralizada a cada intervalo de 15 minutos). o faturamento do excedente de demanda reativa será dado através da avaliação do fator de potência por meio de valores de demanda ativa reprimida. e a demanda contratada. FDR = faturamento de demanda excedente de potência reativa. A cobrança será sobre excedente de demanda reativa proveniente de baixo fator de potência (< 0. no entanto com valores diferenciados para horário de ponta e fora de ponta.

PIS/COFINS são aplicados pelo governo federal. Logo.4 Indicadores de eficiência energética Os indicadores de eficiência apresentam informações importantes que acrescidas da análise do cálculo de fatura nas contas de energia elétrica. possibilitam um diagnóstico mais preciso para a determinação do consumo e da demanda a ser contratada pelo consumidor. enquanto que o ICMS é imposto pelo governo estadual. c) ICMS : Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias. Dentre os que possuem maior utilização e importância. pode-se destacar o Fator de Potência e Fator de Carga. o valor final a ser faturado. TDU = tarifa de ultrapassagem.38 Onde: FDU = faturamento da demanda de ultrapassagem.6. DR = demanda registrada. b) COFINS: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social.6.3. considerando os impostos obrigatórios. DC = demanda contratada. 2.3. .3.6 Tributos aplicados Sobre as tarifas mencionadas tem-se a incidência de três tributos obrigatórios: a) PIS/PASEP: Programa de Integração Social e Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público. que serão abordados nesta seção. é dado ela equação (9): 𝑇𝑎𝑟𝑖𝑓𝑎 𝐹𝑖𝑛𝑎𝑙 = 𝑇𝑎𝑟𝑖𝑓𝑎 𝑠𝑒𝑚 𝑡𝑟𝑖𝑏𝑢𝑡𝑜𝑠 1 − (𝐴𝑙í𝑞𝑢𝑜𝑡𝑎 𝐼𝐶𝑀𝑆 + 𝐴𝑙í𝑞𝑢𝑜𝑡𝑎 𝑃𝐼𝑆 𝐶𝑂𝐹𝐼𝑁𝑆) (9) 2.

é menor que o semanal.4.6. .  Dar proteção adequada aos equipamentos e instalações elétricas. Uma das formas para aumentar o FC é aumentar o número de horas trabalhadas (aumento do consumo de kWh). Outras medidas para a melhoria do FC são:  Relacionar toda a carga instalada e anotar os respectivos horários de funcionamento.1 Fator de Carga (FC) O Fator de Carga (FC) que é deduzido pelos dados das contas de energia é um dos indicadores de eficiência energética. 2007). A representação da demanda utilizada por uma empresa durante um período de tempo pode ser observada na Figura 4. mensal e anual.  Evitar partidas simultâneas de motores que iniciam operação com carga. em contrapartida. bem como manutenção periódica.  Selecionar as cargas que possam ser operadas fora do período de demanda máxima. o FC anual é menor que o mensal. indica que houve concentração de energia elétrica em curto período de tempo. O FC é a razão entre a demanda média durante um determinado intervalo de tempo e a demanda máxima registrada no mesmo período. O FC é sempre maior ou igual a zero e menor ou igual à unidade. conservar a demanda de potência. Quanto maior o período de tempo ao qual se relaciona o fator de carga. semanal. O FC refere-se ao período de carga diária. Por outro lado. um FC baixo.  Reprogramar o período de funcionamento das cargas possíveis de deslocamento. programando os equipamentos que possam operar fora do horário de maior demanda da instalação e.3.  Evitar ocorrência de curtos-circuitos e fugas de corrente. isto é. Um FC elevado indica que as cargas elétricas foram utilizadas eficientemente e menor será o custo médio de cada kWh consumido. menor o seu valor. e assim sucessivamente (GUELFI. pois mostra como a energia está sendo utilizada ao longo do tempo.39 2. que por sua vez. determinando uma demanda elevada e operando com cargas reduzidas ou permanecendo desligados durante o resto do período.

CA = consumo de energia (kWh) no mês no HP e HFP. 𝐷𝑚𝑎𝑥 (10) Onde: FC = fator de carga do mês. o valor típico de Fator de Carga é de 0. para cada período (HP e HFP) existe um FC diferente. Segundo a legislação vigente. .40 Figura 4 . 2006). Da mesma forma. para o caso de enquadramento na estrutura tarifária Horo-sazonal.31 e. Dessa forma. a unidade consumidora que trabalhar com um fator de carga superior a 66% poderá ser beneficiada ao adotar a modalidade Horo-sazonal Azul. que pode ser calculado pela expressão (10): 𝐹𝐶 = 𝐶𝐴 ℎ .Demanda em função do tempo Fonte: Guelfi (2007) Para avaliar o potencial de economia. deve-se observar o comportamento do FC nos segmentos Horo-sazonais e identificar os meses em que o fator apresentou o seu fator máximo. algumas indústrias apresentam valores típicos menores que este valor devido à atividade que exercem. (66 horas para a HP e 664 horas para HFP). h = número médio de horas no mês. Embora seja recomendado que o FC não seja inferior a 0.58 (MAGANHA. Dmax = demanda de potência (kW) máxima registrada no mês no HP e HFP. Por exemplo.92. a unidade consumidora que trabalhar com fator de carga inferior a 66% poderá ficar mais confortável na modalidade Horo-sazonal Verde. no caso específico para indústrias de laticínios. as indústrias que trabalham em alta tensão costumam apresentar valores de FC em torno de 0.

ou seja. luz.Triângulo de Potências Fonte: Guedes (2011) Logo.41 2. o FP é cosseno do ângulo θ entre os vetores representativos das potências ativa e aparente e pode ser calculado pela expressão (11): 𝐹𝑃 = cos 𝜃 = 𝑘𝑊 𝑘𝑊 = 𝑘𝑊𝐴 𝑘𝑊 2 + 𝑘𝑉𝐴𝑟 2 (11) Quanto menor for esse ângulo. que é composta de duas parcelas distintas: Energia Reativa e Energia Ativa. A Energia Ativa produz trabalho e pode ser convertida em outra forma de energia. A maneira como . transformadores. e tanto mais o fator de potência irá se aproximar do valor unitário. menor será a componente reativa do sistema. Valores altos de FP (próximos de 1. Figura 5 . O FP indica a parcela de Potência Ativa P (kW) que está efetivamente sendo utilizada da Potência Aparente S (kVA). gerando calor. consumidas num mesmo período especificado. reatores. A Figura 5 ilustra a relação entre essas potências. o FP é a razão entre a energia elétrica ativa e a raiz quadrada da soma dos quadrados das energias elétricas ativa e reativa.2 Fator de potência (FP) O Fator de Potência (FP) mostra o grau de eficiência dos equipamentos e sistemas elétricos em geral.0) indicam uso eficiente da energia elétrica.6. A energia resultante da soma vetorial das energias Ativa (kWh) e Reativa (kVARh) é denominada Energia Aparente (kVA) e é aquela que a concessionária realmente fornece para o consumidor. A Energia Reativa não produz trabalho e é utilizada apenas para manter os campos eletromagnéticos necessários ao funcionamento de determinados equipamentos (motores.3.).4. etc. movimento.

O baixo FP de uma instalação elétrica significa sobrecarga em todo o sistema de alimentação.  Nível de tensão acima do normal. O FP sobrecarrega os cabos elétricos e transformadores. De acordo com a Resolução 456. circuitos de transmissão e distribuição.) quando operados com excesso de potência reativa. ou seja. quando mantido a índices inferiores a 92%. Frequentemente. o motor é selecionado de modo a vencer a carga máxima. desde a rede da companhia concessionária até o consumidor. transformadores. quando o FP (capacitivo ou indutivo) é inferior a 0. Considerado o elevado consumo de energia reativa. trabalham acima da plena carga. Os equipamentos elétricos têm que transportar a corrente total sem ultrapassar a corrente nominal para a qual foram projetados. 2007). 2007). conforme visto anteriormente. como Consumo de Energia Reativa Excedente e Demanda Reativa Excedente. é proeminente a substituição de motores que estão carregados com menos de quarenta e cinco por cento de sua potência nominal (GUELFI. instalações internas dos consumidores. etc. Logo. comprometem desnecessariamente a componente ativa da potência total ou aparente (GUELFI.  Motores e transformadores superdimensionados. é cobrada a utilização de energia e demanda de potência reativa na fatura de energia elétrica. mas geralmente opera abaixo de plena carga (GUELFI. A grande participação do consumo de potência reativa pelos motores elétricos tem motivado uma busca constante de melhores projetos de motores objetivando o uso racional de energia elétrica. os sistemas são superdimensionados. é necessário que os consumidores de energia elétrica se . O FP provoca um acréscimo na conta de energia elétrica que será inversamente proporcional ao valor do FP verificado por meio de medição apropriada. aumentando as perdas no cobre e reduzindo o nível de tensão. o FP baixo resulta de equipamentos elétricos trabalhando com carga parcial. 2007).92.42 as três potências se distribuem em um determinado equipamento elétrico depende de seu funcionamento. para a qual foram projetados. Os componentes dos sistemas elétricos (geradores. Em geral. As principais causas do baixo fator de potência são:  Motores e transformadores operando a vazio ou com pequenas cargas. Muitas vezes.

e) FEC: número médio de interrupções no conjunto.3. proporcionará também. das interrupções na unidade consumidora.6. cada indicador ainda é apurado de forma estratificada. . b) FIC: frequência de interrupções na unidade consumidora. vantagens econômicas. Refere-se ao tempo médio em que a unidade consumidora ficou sem energia. Aponta por quanto tempo o conjunto em que a unidade consumidora ficou sem energia. Quando ocorre interrupção em alguma dessas modalidades. a depender da origem e da causa da interrupção. Os cinco indicadores estão discriminados na conta de energia e podem ser consultados no site da ANEEL. c) DMIC: duração máxima de interrupção por unidade consumidora. além de proporcionar diversas vantagens técnicas. Quantifica as vezes que o conjunto em que a unidade consumidora está ligada ficou sem energia. sendo uma delas. uma vez que a correção do FP. A medição é feita em horas. em horas. a) DIC: duração média. Aponta qual foi a maior duração de interrupção de energia em horas na unidade consumidora. a distribuidora é multada pela ANEEL e é obrigada a ressarcir o valor estipulado por lei à unidade consumidora no prazo máximo de dois meses após a interrupção. 2. 2007). Além disso.43 interessem pelo assunto. d) DEC: duração média das interrupções no conjunto.5 Fatores de continuidade Os indicadores técnicos listados a seguir aferem o nível de continuidade de fornecimento prestado pela distribuidora aos seus clientes de acordo com os indicadores de qualidade estabelecidos pela ANEEL. Quantifica as vezes em que faltou energia na unidade consumidora. a redução nos custos finais de produção (GUELFI.

a 72 quilômetros de Porto Alegre e 36 quilômetros de Novo Hamburgo. 3. A COOTALL (Cooperativa Taquarense de Laticínios LTDA) está localizada no município de Taquara. área de recepção da matéria prima. em uma área total de aproximadamente 5. fábrica de pasteurização. constituída pelas seguintes dependências: setor administrativo. setor de tratamento de efluentes.Imagem aérea da indústria Fonte: COOTALL (2010) . casa de bombas. Conhecer o processo de fabricação é fundamental para estabelecer os pontos a serem analisados e ficar a par dos equipamentos utilizados na indústria. desde sua chegada à fábrica até a embalagem do produto final pronto para consumo. A Figura 6 mostra uma foto aérea da indústria. área de caldeiras. silos de estocagem. duas fábricas de leite em pó. laboratório. grupo gerador. no estado do Rio Grande do Sul. Figura 6 . conforme descritos no referencial teórico.1 VISITA À INSTALAÇÃO Foram realizadas diversas visitas a empresa para conhecer as instalações e todo o processo de industrialização do leite.44 3 METODOLOGIA Nesta seção serão expostos e analisados os dados coletados necessários ao diagnóstico energético.200 m2. câmara fria.

248 produtores de leite da região e 215 produtores da região de Marasca/RS. Diariamente são produzidos 10. Atualmente. . A capacidade de industrialização inicial foi de 44 milhões L/ano.Cooperativa Riograndense de Laticínios Ltda.1. mas com autonomia gerencial e negocial. a COOTALL é uma prestadora de serviço que beneficia leite transformando em leite pasteurizado tipo C. para reservatórios de aço inoxidável.000 litros de leite tipo C e 20.).1 Processo de industrialização do leite O leite coletado nas fazendas da região do Vale do Paranhama é transportado até a empresa em caminhões com tanques isotérmicos. Desde a fundação da cooperativa até o ano de 2013. que atestam os padrões de qualidade segundo as normas do Ministério da Agricultura.000. A indústria funciona 24 horas por dia. O patrimônio da fábrica de leite em pó em Taquara permanece em poder do Estado do Rio Grande do Sul (não foi doado). creme de leite e leite em pó. o direito de uso das unidades da antiga estatal. reformas e manutenção da indústria. bebidas lácteas. foram investidos cerca de R$ 3. Possui aproximadamente 130 colaboradores atuando diretamente dentro da empresa.00 (três milhões de Reais) em adequações. concedeu aos mesmos.000. o leite é pesado e bombeado diretamente do caminhão de coleta. através de uma cooperativa central (COORLAC . 740 produtores de lenha. 3.45 A COOTALL surgiu da privatização da CORLAC em 1993 durante o governo Alceu Collares que definiu por projeto de lei que a privatização deveria ocorrer por meio da cooperativação do sistema estatal. O ano divide-se em dois períodos: safra (setembro a fevereiro – período de alta produção de leite) e entressafra (março a agosto – período de baixa produção de leite). Após a liberação do laboratório.400 kg de leite em pó.000. dependendo da safra. Pecuária e Abastecimento (MAPA). Chegando à fábrica. reunindo todas as cooperativas singulares formadas por produtores e ex-funcionários e. locado à COOTALL com a condição de atender prioritariamente todo o sistema COORLAC. todos da agricultura familiar. são coletadas amostras que passam por uma série de análises laboratoriais. mas com potencial para 120. passando por um filtro. divido em três turnos de trabalho. Hoje é industrializado 72 milhões L/ano.000 L/ano.

inicialmente o leite é aquecido a 45 ºC na . deixando o leite homogêneo e mais digestivo. assegurando a composição nutricional adequada ao produto final. a pasteurização. o leite tem menor probabilidade de formar “nata”. após ser pasteurizado. tendo sua vida útil mais prolongada. A COOTALL possui três silos totalizando uma capacidade de armazenamento de 260. é extraído o creme de leite com até 49. A Figura 7 mostra essas instalações. que elimina os microrganismos que podem deteriorar o produto e são nocivos à saúde. Da padronização de gordura do leite e do desnate para a produção de derivados desnatados. No pasteurizador. Figura 7 – Recepção e análise do leite a) Caminhões com tanques isotérmicos b) Reservatórios de aço inoxidável c) Laboratório de análises d) Laboratório de análises Fonte: Autor (2013) A primeira etapa da industrialização do leite é a padronização quanto ao seu teor de gordura. Com a quebra das partículas de gordura. sem alterar as propriedades naturais. A última etapa. A segunda etapa é a homogeneização e tem por finalidade quebrar as moléculas de gordura restantes. segue para ser envasado.46 onde permanece resfriado a uma temperatura máxima de 5 °C até que seja enviado ao processo de industrialização.000 litros.9% de gordura que. consiste em um tratamento térmico utilizando placas trocadoras de calor. A máquina padronizadora elimina qualquer resíduo que tenha passado pelos filtros da recepção e separa a gordura do leite. sem a necessidade de adição de qualquer substância química.

A Figura 8 mostra as principais máquinas utilizadas nesses processos descritos. Nesse momento. A capacidade de processamento desses equipamentos é de 5. o leite retorna ao pasteurizador onde é aquecido a 75 ºC por 15 segundos. homogeneização e pasteurização.000 litros/hora. o leite padronizado passa por um aquecedor tubular e vai para o conjunto concentrador de efeitos a vácuo nas fábricas de leite em pó. para obter o leite tipo C. ocorre a evaporação de parte da água do leite a uma . A bebida láctea e o iogurte batido têm o mesmo tratamento de qualidade do leite tipo C. porém. Para a fabricação do leite em pó. o leite é envasado em embalagens de 1 litro em máquinas automatizadas e armazenado em câmaras frias até seguir para os pontos de venda. aonde recebem ingredientes como sabor e aroma. Para finalizar o processo da pasteurização. ou por 5 segundos a 135 ºC para obtenção do leite longa vida. antes de serem embalados.2%. A centrífuga tem por finalidade a remoção de impurezas em suspensão e a padronização do produto para um teor de gordura de 3. Figura 8 . Em seguida. o leite é resfriado em 3 segundos a 5 ºC.47 seção de regeneração e sai para a centrífuga acoplada ao sistema.Equipamentos utilizados no processo de industrialização do leite a) Padronizador b) Homogeneizador c) Pasteurizador d) Maturador Fonte: Autor (2013) Em sequência. permanecem um período mais prolongado em um maturador. passando por padronização.

evitando. Para efetuar a retirada do ar é utilizado um sistema de exaustores. em média. absorve toda a umidade do mesmo. essa quantidade fica em torno de 57%.Equipamentos da fábrica de leite em pó a) Bombas b) Centrífuga c) Tanque concentrador d) Padronizador e) Misturador de água quente f) Pré-aquecedor g) Pasteurizador h) Controlador i) Separador Fonte: Autor (2013) . A Figura 9 mostra alguns equipamentos da fábrica de leite em pó. O ar quente. O leite concentrado a 43% de sólidos é então bombeado a uma torre de secagem. onde é pulverizado em seu interior contra um fluxo de ar quente a 175 ºC. em forma de partículas. para retenção de partículas indesejadas. e o pó cai. O leite possui. por força centrífuga. Figura 9 . ao entrar em contato com o leite pulverizado. 87% de água e. desta forma. que força o ar e o pó a passarem em um equipamento denominado "ciclone" onde. no fundo da câmara de secagem. danos ao valor nutricional do produto final. ocorre a eliminação do ar do ambiente e o leite em pó é enviado a um sistema de peneiras. após este processo.48 temperatura de 75 ºC.

o leite em pó é embalado e estocado até seguir para os pontos de distribuição e venda. Figura 11 . Figura 10 – Setores de envasamento e armazenagem a) Envase do leite tipo C b) Câmara fria c) Envase do leite em pó d) Estoque leite em pó Fonte: Autor (2013) A Figura 11 resume esquematicamente todos esses procedimentos.Fluxograma do processo de industrialização do leite e derivados Fonte: Autor (2013) . A Figura 10 mostra os setores de envasamento e estoque do leite tipo C e do leite em pó.49 Posteriormente.

Junto à estação de tratamento de resíduos há. então. um escritório do MAPA (Ministério da Agricultura. A cooperativa é submetida à fiscalização constante para assegurar o cumprimento das leis ambientais.Estação de tratamento de resíduos e biodigestor a) Estação de tratamento de resíduos b) Biodigestor Fonte: Autor (2013) Os resíduos sólidos gerados pela cooperativa resumem-se às cinzas que sobram nas caldeiras (935 kg/mês) e resíduos orgânicos do processo (1. mensalmente a empresa utiliza. Figura 12 . Após o processamento de cada lote de leite. todo o maquinário é lavado com soda cáustica e ácido nítrico.1. 250 m³ da rede de distribuição CORSAN (Companhia Riograndense de Saneamento) e 60 m³ de poço artesiano localizado na empresa. mostrada na Figura 12. é utilizada nas caldeiras. para serem incorporadas no solo agrícola. Os líquidos residuais dessa limpeza são tratados em uma estação de efluentes localizada dentro da própria empresa.50 3. aproximadamente. Pecuária e Abastecimento). e a biomassa decomposta residual é doada aos agricultores da região para ser utilizada como fertilizante. também. o órgão federal responsável pela fiscalização. onde uma parcela é perdida nas torres de resfriamento evaporativas. Estes resíduos são encaminhados às propriedades agrícolas cadastradas. A água tratada. Além dessa água. Caso não esteja dentro das normas. a cooperativa deverá pagar multas severas. um biodigestor.2 Outras dependências e processos A água retirada no processo de concentração para o leite em pó é captada pela empresa e reutilizada para limpeza dos maquinários. Dentro da área da empresa há. também.016 kg/mês). O gás produzido por ele é queimado diretamente nas caldeiras. .

No pátio. No setor industrial todo o sistema passou por adequação no ano de 2010.000 W e consumo médio de 64.Grupo gerador a) Gerador b) Transformador Fonte: Autor (2013) 3.51 Além dessas dependências. totalizando 3. possuem rendimento . somando 38 lâmpadas fluorescentes tubulares de 40 W com seus respectivos reatores. No setor administrativo há 19 conjuntos de reatores/lâmpadas. somando uma potência de 8. há 10 lâmpadas de 400 W de vapor de mercúrio que ficam acesas 8 horas/dia. Grau de Proteção IP (Index of Protection) é um parâmetro que define as características do invólucro de um equipamento elétrico – eletrônico. em média.0 kWh/dia.040 W de potência instalada e consumo médio de 18. há também no local um grupo gerador de 400/250 kWA. incluindo o laboratório. para ser utilizado no abastecimento de energia no horário de ponta ou em caso de falta de energia distribuída pela rede. iluminação externa (à noite). 6 horas/dia. mostrado na Figura 13.2 SISTEMA DE ILUMINAÇÃO A COOTALL possui três ambientes típicos referentes à utilização de sua iluminação: iluminação dos escritórios (salas administrativas).24 kWh/dia. quando todas as calhas da produção e estocagem foram substituídas por modelos com grau de proteção IP65 e lâmpadas fluorescentes TL5 HO. e a iluminação da área industrial. essa classificação indica que a lâmpada está totalmente protegida contra penetração de poeira e protegida de jatos d’água. Figura 13 . Com diâmetro de 16 mm. As lâmpadas TL5 representam o que há de mais moderno na tecnologia de lâmpadas fluorescentes tubulares e são indicadas para instalações nas quais é necessária uma alta saída de luz. De acordo com a NBR 60529 de 2005. que ficam acesas.

14 kW de potência instalada no sistema de iluminação e consumo diário médio de 275.127.096 16 horas X 30 dias 193.000 horas.00 1.36 Fonte: Autor (2013) Comparando esse valor com a soma das médias mensais de energia ativa de ponta e fora de ponta. a COOTALL possui 56 conjuntos com 2 lâmpadas fluorescentes TL5 HO de 54 W cada com seus respectivos reatores eletrônicos.127.8 kWh. 52. Para saber se a iluminância dos ambientes em questão está de acordo com a NBR 5413 foi utilizado um luxímetro digital ICEL – LD-550. Ao todo. sendo 13. Projetada especialmente para operar com reatores eletrônicos e própria para dimerização.58% utilizado para iluminação externa noturna.75 metros do solo. que funcionam. POTÊNCIA (W) QUANT. para as medições de níveis de intensidade luminosa. ilustrado na Figura 14.5 kWh/dia. Considerando 22 dias úteis de trabalho no setor administrativo e 30 dias de trabalho no setor industrial e iluminação externa. Possui fluxo luminoso de 4. Tabela 5 .52 significativamente maior quando comparadas com as lâmpadas comuns.24 401.096 W instalados e consumo médio de 193.040 6 horas X 22 dias 18. Esses dados estão dispostos na Tabela 5 a seguir. 16 horas/dia. há um consumo médio de 8. sendo as medições efetuadas nos campos de trabalho estudados ou a 0. em média. Somando os três ambientes há 23.136 275.920.800 lm.806. .54 5. disponível no Apêndice B.78 8.08 ÁREA EXTERNA 10 400 10 400 8.4 mg de Mercúrio e funciona na faixa de -15 ºC a 50 ºC.28% utilizado nos ambientes de industrialização e 34.00 TOTAL 23. pois oferecem menor barreira a passagem da luz que reflete no fundo da luminária. 38 40 19 2 X 40 3. o que a classifica na categoria A+ na etiqueta de eficiência energética.14% utilizado pelo setor administrativo.Carga instalada no sistema de iluminação LÂMPADAS REATORES TOTAL CONSUMO CONSUMO HORAS/DIA POTÊNCIA (W) (kWh/dia) (kWh/mês) QUANT. o setor de iluminação representa aproximadamente 4% do consumo mensal de energia.36 kWh/mês. eficiência de 89 lm/W a 35 ºC e vida útil de 24. POTÊNCIA (W) SETOR ADMINIST.000 8 horas X 30 dias 64.28 SETOR INDUSTRIAL 112 54 56 2 X 54 12. somando 12. Possui 1.

Nat. Chama a atenção. os valores medidos no laboratório.Medição de iluminância na indústria LOCAL/ATIVIDADE LOCAL/ATIVIDADE LUX LUX Mesa 660 Computador 1 240 Computador 630 Computador 2 250 Computador 1 500 Depósito de Embalagem 380 Computador 2 490 Depósito de Peças 180 Mesa 560 Concentrador de duplo efeito 260 Mesa 500 Concentrador de triplo efeito 520 Computador 520 Costurador de sacos 180 Computador (NF) Computador (Entrada de Leite) Computador 350 Pesagem 290 320 Funil 520 380 Estoque 310 (Contador) Computador 360 Máquina de Fracionar 460 Balcão de Atendimento 520 Misturador 320 Computador 460 Depósito de Embalagem de leite em pó Geral 320 Mesa 350 Estocagem de leite em pó Geral 350 Sala de Microbiologia 460 Envase Creme de Leite/Leite C Envasador 420 Sala de Análises 490 Preparação dos Baldes Carimbação 410 Sala Físico . verificou-se que as bancadas do laboratório são de mármore escuro e o piso e teto são marrons. Nota-se. Nat. Geral Ilum. Nat. Caldeira 2 Ilum. Nat.53 Figura 14 . onde são realizadas tarefas que exigem alta precisão. especialmente. Nat. Tabela 6 . Manutenção Bancada 2 700 Ilum. também. Bancada 1 300 Ilum. Bancada 3 450 Fonte: Autor (2013) Os valores grifados em vermelho nessa Tabela 6 estão em desacordo com os valores da norma citados na Tabela 2. o que influencia nesses valores. Para adequar a iluminância conforme a norma nessa dependência recomenda-se a instalação de lâmpadas fluorescentes compactas sobre as bancadas de trabalho.Luxímetro ICEL – LD-550 Fonte: Autor (2013) Os valores medidos estão dispostos na Tabela 6.Químico 490 Mesa de reuniões 530 Computador 1 600 Computador 2 600 Depósito Geral 780 Recebimento do leite (Tanques) Geral Estocagem (Frente de silos) Geral Presidência Financeiro/Administrativo Recepção Diretoria Administrativa Sala de Distribuição Departamento Pessoal Portaria Laboratório Controle de Qualidade Suprimentos Fábrica de Leite em Pó Ensacamento de leite em pó Fracionamento de leite em pó Mesa de anotações Caldeiras Tratamento de Efluentes 390 Caldeira 1 Ilum. Apesar de possuir boa distribuição das luminárias. um valor bem acima do mínimo .

recomenda-se refazer as medidas em outra época do ano. o que equivale a 27. 3.60 270.10 11. 3. há 93.000 BTUs está no laboratório e permanece ligado a maior parte do tempo. AR CONDICIONADO (BTU) TOTAL (BTU) SPLIT SPLIT SPLIT JANELA JANELA TOTAL 14.000 10.76 6.54 recomendado pela norma nas salas do setor administrativo.25 HORAS/DIAS 6 horas X 22 dias 6 horas X 22 dias 20 horas X 30 dias 6 horas X 22 dias 6 horas X 22 dias CONSUMO CONSUMO (kWh/dia) (kWh/mês) 24.Carga instalada no sistema de climatização MODELO POTÊNCIA QUANT. disponível no Apêndice B.04 3.92 12.32 128.000 BTUs.613. há um consumo médio de 6.000 BTUs e um de 22. sendo cinco do modelo split (dois de 7. o setor de climatização de ambientes com aparelhos de ar condicionado representa. Somando.547. O aparelho de 22. No entanto.000 BTUs).31 17.000 7.000 22.000 BTUs instalados.000 20. antes de fazer tais modificações. em média. Nesses ambientes recomenda-se a troca por lâmpadas de menor potência.60 Fonte: Autor (2013) Comparando esse valor com a soma das médias mensais de energia ativa de ponta e fora de ponta. 2008) . provavelmente em decorrência de amplas janelas que permitem bom aproveitamento da iluminação natural.72 6. por isso. vale ressaltar que essas medidas foram realizadas no verão.61 70. Esses dados estão dispostos na Tabela 7.867.000 10.000 BTUs) e dois de janela (um de 10.58 253.6 kWh/mês.45 2.000 BTUs e outro de 7.93 27. Considerando.3 SISTEMA DE CLIMATIZAÇÃO E REFRIGERAÇÃO A COOTALL possui sete aparelhos de ar condicionado.613.05 2.000 7. são utilizados somente em horário comercial.000 TOTAL (2) (kWh) 4.000 22. portanto.000 93.000 2 2 1 1 1 7. Seis desses aparelhos estão nos setores administrativos e.738 541.37% 2 -6 Fator de conversão: 1 BTU equivale a 293 X 10 kWh (ANEEL.000 40.25 kWh(2). Tabela 7 . aproximadamente.73 386.46 1. 6 horas de utilização diária por 22 dias úteis de trabalho no setor administrativo e 20 horas de utilização diária por 30 dias no laboratório. dois de 20. época do ano em que os níveis de iluminância são mais elevados.

Outros equipamentos utilizados nos sistemas de refrigeração estão dispostos junto com os motores e compressores. Além disso. onde se constatou que a temperatura é regulada por um termostato para permanecer a 4 ºC. geralmente. pois as salas dos setores administrativos são pequenas e.000 BTUs nessas dependências. o que reduz consideravelmente a carga térmica do ambiente. foi realizada uma análise qualitativa da câmara frigorífica. 3. mais eficientes e econômicos. o que prejudica a circulação do ar frio. pois foi verificado um empilhamento de caixas próximo à saída de ar. Em relação à refrigeração industrial. não havendo necessidade de equipamentos de 20. na Tabela 8 da próxima seção. no entanto. o consumo ainda poderia ser reduzido. Recomenda-se implementar um interruptor automático para desligamento das lâmpadas com o fechamento da porta. duas pessoas. e. conforme descrito anteriormente. Além dessas verificações. os motores não operam na totalidade de sua potência e nem todos os equipamentos funcionam simultaneamente. . a forma de armazenagem dos produtos pode ser adequada. no entanto.4 MOTORES E COMPRESSORES A partir da visita na instalação foi realizado um levantamento dos motores e compressores utilizados nos principais processos de industrialização do leite. Os dados obtidos estão dispostos na Tabela 8. o que evita um consumo desnecessário de energia elétrica. ocupadas por. não há incidência direta de raios solares. no máximo. Verifica-se nessa Tabela que o total da carga instalada (610 kW) somente em força motriz é superior ao total da demanda de potência contratada pela empresa (550 kW). por isso. recomenda-se a substituição dos equipamentos modelo janela por modelo split.55 do consumo mensal de energia elétrica. O local é iluminado pelas lâmpadas TL5 hermeticamente fechadas. para evitar que fiquem ligadas quando não for necessário. A câmara está situada entre o laboratório e a fábrica de leite em pó. Esse valor é relativamente baixo para uma indústria.

31% do total de potência instalada.765 11.56 Tabela 8 – Carga instalada em motores e compressores PROCESSO EQUIPAMENTO Bomba descarga jamanta Bomba descarga jamanta Bomba CIP Total setor Agitador Silo Total setor Homogeneizador Fábrica de Bomba circulação Leite Compressor de Amônia Tipo C Compressor de ar Total setor Compressor Câmara Fria Evaporador Total setor Exaustor Centrífuga Homogeneizador Fábrica I de Atomizador Leite em Pó Motobomba Motobomba Válvulas Vácuo Total setor Exaustor Atomizador Ventilador Fábrica II de Motobomba Leite em Pó Válvulas Válvulas Vácuo Total setor Exaustor Ventilador Caldeiras Bombas de Água Esteiras Total setor Motor Motor Casa de Motor Bombas Motor Total setor Descarga Leite QUANT.353 55.515 161.353 161.206 36.029 5.088 101.5 5 0.838 110.941 4.412 7.765 22. fazem parte do sistema de refrigeração e representam 51.059 29.471 7.412 11.515 14.5 1 10 2 2 2 2 75 15 15 5 2 1 1 2 15 40 10 6 TOTAL (kW) 14.059 7.059 22.824 67.353 8.5 1 7.147 22.765 33.618 6.735 7.706 0.6 0. POTÊNCIA POTÊNCIA (CV) UNITÁRIA (KW)(3) TOTAL 2 1 1 10 7.294 22.735 0.353 76. na Tabela 8.5 3 3 3 1 1 1 3 40 3 50 15 3 12 3.029 29.5 1 1 1 4 2 1 1 50 15 7.5 1 1 1 1 8 1 5 1 75 30 40 15 5 7.412 5.676 5.426 6.412 2.618 29.059 29. 3 Fator de conversão: 1 cv equivale a 735 W (ANEEL.206 22. 2008) .412 12.515 2.647 610.515 3.882 Fonte: Autor (2013) pot ência 3 Os valores grifados em itálico.765 36.706 5.

5 CALDEIRAS A COOTALL utiliza duas caldeiras do tipo flamotubular. que originalmente eram alimentadas com carvão mineral.57 A empresa não permitiu realizar medições de grandezas elétricas diretamente nos motores utilizados. passaram a operar com lenha. com capacidade para 6. corrente. Estão instaladas em um prédio afastado das outras construções e possui um local adequado para armazenamento de lenha de modo a não prejudicar a higiene do estabelecimento. Essa queima é controlada de forma a garantir o maior aproveitamento calórico possível. em um intervalo de tempo pré-determinado. potência aparente. A partir de um registrador de grandezas elétricas é possível obter a medição em CA de tensão.Caldeiras à lenha para geração de vapor a) Estoque de lenhas b) Caldeira c) Fornalha da caldeira Fonte: Autor (2013) A cooperativa utiliza nas caldeiras 90 m 3 de lenha por dia. 3. estando . fator de potência e frequência. pois. a COOTALL é responsável pela sua manutenção. mas após reforma nos anos de 2003 e 2004. como o maquinário pertence ao estado. Figura 15 . e qualquer investimento de alto custo em equipamentos não trará benefícios econômicos para a cooperativa. energias ativa e reativa nos quatro quadrantes. conforme visto na Figura 15.000 L/h de vapor cada. Com esses dados é possível identificar correções que podem ser adotadas a fim de aumentar a eficiência energética nos motores. e com isto a empresa emite em um nível abaixo de 01 na Escala de Ringelmann. Todos os motores são da década de 1980. potência ativa. potência reativa. por isso. a fim de verificar a real eficiência que os motores estão operando. recomenda-se à empresa contratar uma empresa especializada para fazer as medições com equipamentos adequados para tal.

500 kcal/kg e massa específica de 500 kg/m 3. Tabela 9 . incluindo dois ciclos completos dos períodos seco e úmido.000 183. Considera-se importante a exposição destes dados. Esses dados estão resumidos na Tabela 9. A lenha utilizada é.Carga térmica MADEIRA ENERGIA 3 90 CONSUMO (m ) 3 MASSA ESPECÍFICA (kg/m ) CONSUMO (kg/dia) Fonte: Autor (2013) 500 45. onde está localizada a COOTALL. essa madeira possui poder calorífico inferior de 3. 4 -3 Fator de conversão: 1 kcal equivale a 1. Logo. Nas chaminés é utilizado um separador de partículas sólidas.500 157. O Apêndice A mostra o modelo de conta de energia adotado pela RGE ressaltando os dados que serão abordados nesta seção.º 08.2 MWh(4) usados diariamente no processo de industrialização do leite a partir de energia térmica. e faz parte do Grupo CPFL Energia (Companhia Paulista de Força e Luz). de dezembro de 2011 a novembro de 2013. Considerando os dados expostos no referencial teórico. 2008) . foi verificado durante a coleta de dados entre os funcionários. As emissões atmosféricas são fiscalizadas pela FEPAM (Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler).172. o que permitiu fazer uma análise energética mais aprofundada do consumo de energia e demanda contratada. isso é equivalente a 128. Todos os dados referentes a esse período estão registrados nos Apêndices B e C. pois.000 PODER CALORÍFICO (kcal/kg) ENERGIA (kcal) ENERGIA (kWh)(4) 3.50 3. o que corresponde a 15.58 assim de acordo com a RESOLUÇÃO CONAMA N.163 x 10 kWh (ANEEL.75 x 107 kcal.000 kg de lenha diariamente.500. Considerando a eficiência da caldeira em torno de 70%. de 06/12/90 (CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE).A. eucalipto ou pinus.6 ANÁLISE TARIFÁRIA A RGE (Rio Grande Energia S. A COOTALL disponibilizou para consulta as contas de energia dos últimos dois anos. um dos maiores grupos privados do Setor Elétrico Brasileiro. que não há um acompanhamento e entendimento das informações técnicas contidas nas faturas.) é a distribuidora de energia elétrica das regiões Norte e Nordeste do Rio Grande do Sul. geralmente. é utilizado cerca de 45.

o segundo ponto importante. que o faturamento praticamente dobrou nos meses seguintes até fevereiro de 2013. Nota-se também que é prática da empresa atrasar os pagamentos das contas. e) encargos tributários. a maior parte do faturamento (valores em Reais) é referente ao consumo de energia ativa fora de ponta (~50%) e de ponta (~18%). juros. quando a COOTALL reduziu a demanda contratada de 730 kW para 550 kW e nota-se. A partir de agora será feita uma análise individual para cada tipo de consumo. deverá ser feita uma análise mais criteriosa nesse período para identificar se a variação do faturamento ocorreu em função da redução de demanda contratada e/ou da redução . b) energia reativa excedente de ponta e fora de ponta (kVARh). correções e religação. da ANEEL). incluindo iluminação pública. Dois pontos importantes serão analisados em especial nesse período. Portanto. verifica-se o ressarcimento por interrupção de fornecimento por parte da distribuidora em três meses ao longo desses dois anos. d) encargos por atraso. em média. COFINS. PIS. seguidas pelos encargos tributários (~18%) e valor para demanda de potência contratada (~10%). reduzindo em 23. FIC e DMIC. Ainda. de 24 de janeiro de 2013. observa-se o consumo de energia reativa excedente fora de ponta e ponta em diversos meses. no gráfico. O primeiro deles é referente ao mês de julho de 2012. incluindo ICMS. dispostos no Apêndice C. serviços de postagem.1 Faturamento O Gráfico 1 mostra a variação do faturamento em R$ ressaltando os períodos seco e úmido. incluindo multas. f) outros serviços. (Resolução Homologatória nº 1. verifica-se que. quando houve um reajuste tarifário extraordinário. incluindo ressarcimentos por DIC.5. etc.411. em menor porcentagem. 3.59 O faturamento da conta de energia é composto por: a) energia ativa de ponta e fora de ponta (kVh). c) demanda de potência ativa (kW). Analisando esses dados contidos nas contas de energia elétrica da COOTALL. sendo que os encargos por atraso representam aproximadamente 3% do valor total mensal. Além disso. g) créditos de continuidade.82% as tarifas de energia elétrica do grupo A.

Atualmente ela está enquadrada na THV.00 60.00 PERÍODO ÚMIDO PERÍODO SECO PERÍODO ÚMIDO nov-13 out-13 set-13 ago-13 jul-13 jun-13 mai-13 abr-13 mar-13 fev-13 jan-13 dez-12 nov-12 out-12 set-12 ago-12 jul-12 jun-12 mai-12 abr-12 mar-12 fev-12 jan-12 dez-11 0.00 20. em um programa disponível no site da distribuidora. Verifica-se também. Para verificar se essa tarifa é melhor que a THA.00 40. Gráfico 1 .00 120.8 kV.000.60 tarifária. . considerando a média de cada mês da demanda de potência e do consumo de energia ativa nos horários de ponta e fora de ponta. Os resultados obtidos.000.000. com valores de tributos e demais encargos não inclusos. De acordo com a Tabela 3 disposta no referencial teórico. estão dispostos no Gráfico 2.5.00 PERÍODO SECO Fonte: Autor (2013) 3.000. demanda de potência ativa contratada de 550 kW e está enquadrada no subgrupo A4 – Industrial com tarifa Horo-sazonal Verde.Histórico do faturamento em R$ das contas de energia TOTAL R$ 140.000.000.00 100.2 Enquadramento tarifário Atualmente a COOTALL tem uma tensão de fornecimento de 13.00 80. foi realizada uma simulação. que a empresa não apresenta um consumo constante em função dos períodos seco e úmido.000. a COOTALL pode optar pela tarifa Horo-sazonal Verde ou Azul.

00 THV 70. calculase que.00 60. permaneceu dentro dos 10% permitidos pela legislação para que não seja cobrada demanda de ultrapassagem.000. pelo Gráfico 2. A demanda máxima registrada foi 560 kW no horário de ponta e 561 kW no horário fora de ponta.000. para comparar THA e THV THA 80. considerando somente o custo de demanda e energia ativa.000. a COOTALL ultrapassou o valor de demanda somente em dois meses.00 mensais.3 Demanda de potência Verifica-se pelo Gráfico 3 que nesse período de dois anos.175.000. a partir das médias mensais.00 40.000.000.00 30. 3. .23%. utilizando a THV.000. sem os encargos tributários.Simulação. A partir dos dados da simulação.61 Gráfico 2 .00 R$ 50.00 dez jan fev mar abr mai jun jul PERÍODO ÚMIDO ago set out nov PERÍODO SECO Fonte: Autor (2013) Observa-se. a COOTALL está economizando cerca de 10.00 0. o que.000.5. que a THV aplicada é a mais indicada para a demanda e consumo típicos da COOTALL.00 10. representa R$ 5. em média.00 20. Mesmo assim.

Histórico de demanda de potência Demanda Acumulada Fora de Ponta (kW) Demanda Acumulada Ponta (kW) 600 550 500 450 400 kW 350 300 250 200 150 100 50 DEMANDA CONTRATADA 730 kW nov-13 out-13 set-13 ago-13 jul-13 jun-13 mai-13 abr-13 mar-13 fev-13 jan-13 dez-12 nov-12 out-12 set-12 ago-12 jul-12 jun-12 mai-12 abr-12 mar-12 fev-12 jan-12 dez-11 0 DEMANDA CONTRATADA 550 kW Fonte: Autor (2013) Avaliando os sete meses que a COOTALL ainda contratava 730 kW. sem demais encargos.891kWh. no horário fora de ponta.175. equivalente a.4 Consumo de energia O Gráfico 4 mostra o consumo de energia ativa nos horários de ponta e fora de ponta. Apesar de.635 kWh e no horário de ponta é de 9. 3. o valor unitário do kW ser mais barato para contratos de demandas maiores.5. referentes somente ao valor fixo da demanda contratada. que apesar da fábrica trabalhar 24 h por dia. por esses valores. R$ 1. a redução da demanda foi uma boa alteração.00 mensais. . a demanda máxima registrada foi de 524 kW. A média de consumo no horário de fora de ponta é de 186. ela procura reduzir o consumo durante o horário de ponta. e representou uma economia de 11. Percebe-se.7%. aproximadamente.62 Gráfico 3 . comparando com os meses seguintes em que o valor da tarifa não teve o reajuste acima mencionado.

000 50. Analisando esses dados.000 250. de fato.Histórico do consumo de energia ativa Energia Ativa Fora de Ponta (kWh) Energia Ativa Ponta (kWh) 350.000 150. questionando os funcionários sobre essas discrepâncias. conforme explicado no referencial teórico.000 100. O consumo de energia reativa.000 300. Apesar de o consumo ser menor. em kVARh. No entanto. no período de entressafra. verifica-se que no horário fora de ponta a média é de 138 UFER e no horário de . Em 2013. O alto consumo de julho e agosto de 2012. mostrado no Gráfico 5 apresenta o mesmo comportamento de consumo da energia ativa.000 kWh 200. consequentemente.000 SAFRA ENTRESAFRA SAFRA ENTRESAFRA nov-13 out-13 set-13 ago-13 jul-13 jun-13 mai-13 abr-13 mar-13 fev-13 jan-13 dez-12 nov-12 out-12 set-12 ago-12 jul-12 jun-12 mai-12 abr-12 mar-12 fev-12 jan-12 dez-11 0 SAFRA Fonte: Autor (2013) Analisando esse gráfico verifica-se que não há uma relação diretamente proporcional entre o consumo e o período de safra e entressafra da empresa. Para avaliar. a produção de leite.92. que não houve nenhuma peculiaridade. no Apêndice C. o quanto o consumo desse excedente representa no valor total da fatura da empresa é necessário avaliar a sua medida dada em UFER. percebe-se essa relação mais direta. disponível no Apêndice B e sua respectiva cobrança. que prejudicou muito a agricultura e. a presença desse tipo de faturamento indica que o fator de potência está abaixo do valor estipulado de 0. foi explicado que o baixo valor de consumo na safra do início de 2012 é devido ao período de estiagem que houve na região.63 Gráfico 4 . é justificado pela terceirização de serviços para uma empresa que teve problemas nos seus equipamentos.

64 ponta é de 15 UFER.07 e R$ 68. A partir dos Gráficos 3 e 4 também é possível responder à questão levantada inicialmente referente aos picos de faturamento.000 kVARh 80. visto que essa . Logo.000 100. respectivamente para cada horário.Histórico do consumo de energia reativa Energia Reativa Fora de Ponta (kVARh) Energia Reativa Ponta (kVARh) 140. O alto valor faturado de julho à setembro não teve relação com a redução da demanda contrata. o custo em manter operando o gerador por um mês é R$ 26. segundo informações dos funcionários. R$ 558. de 400/275 kWA.000 20. que consomem.000 60. para a empresa. foi realizada uma comparação com o grupo gerador da empresa.80 somente em combustível.33 horas).51.000 40. Ou seja.000 nov-13 out-13 set-13 ago-13 jul-13 jun-13 mai-13 abr-13 mar-13 fev-13 jan-13 dez-12 nov-12 out-12 set-12 ago-12 jul-12 jun-12 mai-12 abr-12 mar-12 fev-12 jan-12 dez-11 0 Fonte: Autor (2013) A partir desses resultados de consumo de energia excedente. Considerando 22 dias mensais que é aplicado valor diferenciado para horário de ponta.400 minutos (73. cerca de 150 L/h. Gráfico 5 .398. totalizando nos dois anos analisados. totaliza um tempo diário de 200 minutos e mensal de 4.000 120. se o gerador for ligado 10 minutos antes e desligado 10 minutos após do horário de ponta.40. utilizar a energia distribuída pela concessionária é. uma opção muito mais vantajosa financeiramente. desconsiderando eventuais custos de manutenção. O preço do litro de óleo diesel é R$ 2.

50 0. O consumo a partir de fevereiro de 2013 foi típico dos períodos de safra e entressafra. Gráfico 6 . conforme citado no referencial teórico. Isso indica que ocorre concentração de consumo de energia elétrica em um curto intervalo de tempo. O valor máximo registrado no horário fora de ponta foi de 0.39.72. enquanto que o recomendado pela legislação é que não seja inferior a 0.10 Fonte: Autor (2013) nov-13 out-13 set-13 ago-13 jul-13 jun-13 mai-13 abr-13 mar-13 fev-13 jan-13 dez-12 nov-12 out-12 set-12 ago-12 jul-12 jun-12 mai-12 abr-12 mar-12 fev-12 jan-12 dez-11 0.52 e 0.90 0.65 permaneceu na média. logo.40 0. de 0.5.60 0.20 0. No entanto a média. a redução no valor faturado é consequência direta da redução homologada. 3.80 0.70 0.5 Fator de carga O Gráfico 6 mostra como o fator de carga é instável ao longo do período analisado. foi devido à terceirização de serviços.Histórico do fator de carga Fator de Carga Fora Ponta Fator de Carga Ponta 0. mas sim.30 0. respectivamente.00 . assim como também confirmam que o faturamento com a tarifa Horo-sazonal Verde é a mais indicada. para os horários de fora de ponta e de ponta. estão dentro do valor típico para essa atividade industrial.78 e no horário de ponta foi 0.92.

inserindo sensores de luz e movimento. recomenda-se à empresa contratar uma empresa especializada para fazer . recomenda-se diminuir a potência das lâmpadas e reduzir o tempo que as mesmas permanecem acesas durante a noite. foi verificado que a empresa faz um bom aproveitamento da iluminação natural durante o dia através de amplas janelas com vidro em todos os setores. essas modificações não trariam redução significativa no consumo de energia elétrica. O consumo de energia elétrica por equipamentos de ar condicionado é relativamente baixo para uma empresa. no entanto. 51. tais como compressores. A substituição de todas as lâmpadas do setor industrial por fluorescentes TL5 HO indica uma preocupação da empresa em diminuir o consumo de energia no sistema de iluminação. foi realizada uma análise qualitativa da câmara frigorífica. recomenda-se diminuir a potência das lâmpadas nos setores administrativos e adicionar lâmpadas fluorescentes sobre as bancadas do laboratório de análises. exaustores e ventiladores.66 4 ANÁLISE DE DADOS A partir dos dados expostos na metodologia é possível fazer uma análise geral do consumo de energia da COOTALL. devido às cláusulas contratuais de locação com o estado. no entanto esse valor poderia ser ainda menor caso os equipamentos estivessem de acordo com as instalações. para adequar-se à NBR 5413. onde se constatou que a mesma está dentro das especificações recomendadas no referencial teórico para melhor aproveitamento energético. Não é vantajosa economicamente a substituição de tais equipamentos por outros de menor potência. Em relação à refrigeração industrial. A partir do levantamento de potência instalada nos processos de industrialização do leite. No entanto. pois estas lâmpadas são as mais eficientes disponíveis no mercado para utilização industrial. não é vantajoso economicamente fazer a substituição dos mesmos. Na iluminação externa. no entanto. recomenda-se que verifiquem essas condições nas próximas aquisições. A empresa não permitiu realizar medições de grandezas elétricas diretamente nos motores utilizados. pois foi verificada uma potência instalada acima da necessária em algumas salas do setor administrativo. A partir das medidas de iluminância. pois.31% são referentes a equipamentos utilizados para refrigeração. Além disso.

como pode ser constatado na metodologia. O histórico do consumo de energia mostra que a empresa tem um consumo maior de energia ativa e reativa no horário fora de ponta. o correto enquadramento e valor de potência contratada observado é resultado de um acompanhamento por parte da distribuidora sobre as empresas. A alteração do contrato de demanda de 730 kW para 550 kW representou uma economia mensal de 11.17 MWh. Apesar de não haver conhecimento por parte dos sócios da empresa sobre as opções tarifárias.75 x 107 kcal ou 183. O fato de a COOTALL ter adequado as caldeiras que operavam a carvão para passarem a operar com lenha mostra que a empresa tem uma preocupação em seguir as leis ambientais. tendo em vista que todo o maquinário é da década de 1980. que corresponde. A alteração do contrato para a opção Horo-sazonal Azul representaria um acréscimo de 10. Além disso. a água utilizada nas caldeiras é a água retirada no processo de concentração do leite em pó.7% e é recomendado permanecer nesse valor de contrato. aproximadamente. Além disso.000 kg de lenha. A quantidade de madeira utilizada nas caldeiras comprova que a maior fonte de energia utilizada no processo de industrialização do leite é de origem térmica.23% em relação à situação atual. o que indica que a empresa procura reduzir o consumo durante o horário de ponta. utilizada na limpeza dos equipamentos e tratada em uma estação dentro da própria empresa. a fim de reduzir o consumo desnecessário de energia e contribuir para aumento de eficiência energética. A análise tarifária permitiu concluir que a opção tarifária Horo-sazonal Verde permanece como sendo a mais vantajosa economicamente para a empresa. Diariamente são queimados 45. a análise de custo mostrou que a utilização do grupo gerador no horário de ponta não é economicamente vantajosa. a 15. .67 as medições com equipamentos adequados a fim de verificar a real eficiência que os motores estão operando e identificar correções que possam ser adotadas a fim de aumentar a eficiência energética.

fica como principal recomendação para aumentar a eficiência energética da indústria realizar tais medições e correções. além de um diagnóstico dos usos finais na empresa. a principal recomendação para redução de custos é a substituição dos modelos de ar condicionado do tipo janela para modelos split que são mais eficientes e econômicos. De forma geral. A partir de visitas realizadas para acompanhar a industrialização do leite. o fator de carga e fator de potência analisados a partir das faturas de energia elétrica permitem concluir que algumas modificações de operação nos motores trariam significativa redução de consumo de energia. Apesar de não ter sido feito medições de grandezas elétricas diretamente nos motores. climatização e força motriz. Para diminuir custos com iluminação recomenda-se reduzir a potência das lâmpadas dos setores administrativos. Na iluminação externa. pois. na aquisição de novos aparelhos que verifiquem a potência de acordo com as instalações e atividades. Recomenda-se. nesses locais foi verificado um valor bem acima do mínimo recomendado pela NBR 5413 e é possível ter um bom aproveitamento da luz natural diurna. foi verificado equipamentos com potência bem acima do necessário para conforto térmico nas dependências administrativas.68 5 CONCLUSÃO Esse trabalho apresentou uma auditoria energética realizada em uma indústria de laticínios. é recomendado diminuir o tempo que as lâmpadas permanecem acesas durante a noite inserindo sensores de luz e movimento. ocasionado custos desnecessários em climatização. a análise dos dados permite concluir que a empresa faz bom uso da energia elétrica e que vem desenvolvendo ações no sentido de aumentar eficiência energética. as lâmpadas utilizadas nessa área representam 34% do consumo de energia em iluminação. . No setor de climatização. No sistema de iluminação recomenda-se a complementação com lâmpadas fluorescentes sobre as bancadas do laboratório para atender o valor mínimo de iluminância indicado pela norma NBR 5413 para esse tipo de atividade. pois. Por isso. foi estudada a transformação de energia elétrica e térmica no decorrer do processo produtivo. pois. tais como iluminação.

69 A análise tarifária mostrou que a empresa está corretamente enquadrada na opção de faturamento Horo-sazonal verde e que a demanda de potência contratada está de acordo com as necessidades da indústria. A partir do estudo do processo de industrialização do leite foi verificado que a maior fonte de energia utilizada é de origem térmica. Os dados de consumo de energia aqui apresentados poderão ser utilizados pela empresa para um programa completo de uso racional de energia. Para uma indústria desse porte recomenda-se a criação de uma Comissão Interna de Conservação de Energia (CICE) ou algum outro grupo com pessoas especializadas que tenha como atribuição analisar o desempenho energético da instalação. Assim. . o fato de reaproveitar a água retirada no processo de fabricação do leite em pó para a limpeza do maquinário e tratá-la para ser utilizada nas caldeiras representa uma redução significativa de custos assim como mostra a preocupação da empresa com o meio ambiente. incluindo uma análise de viabilidade econômica e tempo de retorno de investimento das medidas aqui propostas. pois a empresa reduz as atividades nesse horário. A análise do consumo de energia ativa e reativa nos horários de ponta e fora de ponta mostraram que não é vantajoso economicamente utilizar o grupo gerador no horário de ponta. proveniente da queima de lenha nas caldeiras.

mma.br/arquivos/pdf/livro_atlas.edu.pdf>. Empresa de Pesquisa Energética. Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução Conama nº 8. Disponível em: <https://ben. 2013.br%2Fsocios%2Fdownload. Rio de Janeiro – RJ. 2013.utfpr. 2013. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Brasília – DF. de 6 de dezembro de 1990.RJ. Acesso em: 09 nov.aneel. ANEEL. BAJAY. 2013. BRASIL. 2008.aneel.sbpe. Acesso em: 17 de out. Metodologia de Diagnóstico energético: Fundamentos básicos. BRASIL. MMA.gov. J. vol. Resolução ANEEL nº 456 de 29 de Novembro de 2000. NBR 5413: Valores de iluminâncias médias mínimas em serviço para iluminação artificial em interiores. Acesso em: 18 dez. Disponível em: <http://pessoal.ufsc.58187178. Orlando F. Disponível em: <http://www. Os segmentos industriais energo-intensivos de maiores potenciais técnicos de conservação de energia no Brasil. 2009. 288 p. Filipe Debonzi.d. p. Acesso em: 23 out. ABNT. as condições gerais de fornecimento de energia elétrica. 2009. 2013. Acesso em: 10 nov. Atlas de energia elétrica do Brasil.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=1&cad=rja &ved=0CC4QFjAA&url=http%3A%2F%2Fwww. 2013. 30 p.gov.br/downloads/Relatorio_Final_BEN_2013. Balanço Energético Nacional 2013: Ano base 2012. BRASIL. Agência Nacional de Energia Elétrica.pdf>. 1992. Godoy. Acesso em: 05 dez. Acesso em: 10 dez. EPE. 3. Confederação Nacional da Indústria. n. onde se realizem atividades de comércio. Revista Brasileira de Energia. Agência Nacional de Energia Elétrica. Disponível em: <http://www. 2013.epe. Disponível em: <http://www. GEPEA.pdf>. ensino. Disponível em: <http://www.com.br/port/conama/res/res90/res0890. Acesso em: 04 nov.br/anexos/13. BRASIL. 16 p. Eficiência energética na indústria. indústria. 2013. [201-?]. CNI.89107. BRASIL.labcon.cWc>.org.gov.pdf>. ed. GORLA. 1. Estabelece. 236 p. Brasília – DF.70 REFERÊNCIAS ALVAREZ.html>. Disponível em: <https://www. São Paulo – SP. 2013. BORDONI. Sérgio. esporte e outras.pdf>.org. 15.google.cni. de forma atualizada e consolidada.br/fatimaraia/arquivos/Metodologia-de-DE-Curso-USP.br/cedoc/bres2000456.gov.br/portal/data/files/00/FF808081234E24EA0123627A07156F8E/ Eficiencia. Disponível em: <http://www. Rio de Janeiro .pdf>. php%3Fid%3D237&ei=VZOxUtbRNfPjsASD04KwBg&usg=AFQjCNGWMQDwXUkw dYoc07dMq9zgC2zjag&sig2=VGvJJ9_Br7l0omzzut33jw&bvm=bv. . André Luiz Montero.

pucrs. COUTO. 2010. PUCRS.html>. Disponível em: <http://www. 2013.php/>. 2013. Disponível em: < http://cti. In: IV CONGRESSO BRASILEIRO DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA. Acesso em: 11 dez. Disponível em: <http://www. Vera Regina F. UERGS. Acesso em: 15 dez.feng. [201.ufpel. DOMANSKI.Estimativa do poder calorífico de madeiras de acacia measrnsii e eucalyptus grandis. 2011.br/~eberson/Balan%E7o%20de%20Energia%20%DAtil%202 005.mena/scl-ufabc/relatoriosscriptLattes-abril2013/ufabc-professores-CECS/PB4-0.EPP. 18 p. Novo Hamburgo – RS. 7 pg. 4 p. 2013.pdf>.br/~jesus. In: XXII CONGRESSO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS.RS. 2011. Desenvolvimento de um diagnóstico energético para avaliar o uso de energia elétrica no setor industrial.?]. Manual de tarifação da energia elétrica. 2013. Acesso em: 18 dez. 36 f. UNIVATES.br/cic/arquivos/2013/CA_01644. COOTALL: Orgulho de ser Taquarense.br/sitefee/download/eeg/1/mesa_10_carvalho. Disponível em: <http://professor. Ministério de Minas e Energia.asp?TeamID=%7B60F8B9E9-77F5-4C5B9E94-B1CC0CEF1EAB%7D>. Disponível em: <http://www. COOTALL. Emerson Luiz Vilanova. Disponível em: <http://www.RJ. FREIRE. 2013. et al. Rio de Janeiro .71 BRASIL. Acesso em: 17 nov.pdf>.ufabc. PROCEL . MME.MG. GUEDES. DOMANSKI. Acesso em: 10 out. Pelotas – RS. 2004. 2005. José Carlos de Souza. BEU. Acesso em: 11 dez. Balanço de Energia Útil. 2008. Taquara . UFPEL.pucrs. CARVALHO.edu. Monografia (Graduação) do curso de Engenharia de Energia da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul.fee. Sérgio Ricardo. Carolina Meincke.edu. Brasília DF.br/ppgee/dissertacoes/exibe_dissertacoes. 65 p.com/elb/main. Programa de Uso Eficiente de Energia Elétrica em Micro. Porto Alegre . Pequenas e Médias Empresas: Um processo de Inovação. UFJF. Dissertação de Mestrado para o Programa de Pós-graduação em Engenharia Elétrica na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.feng.pdf>. COOTALL.eletrobras. Eficiência energética nos processos produtivos na indústria. 2013.tche. LOURENÇO.RS. . 2013. 58 p. Emerson Luiz Vilanova. Juiz de Fora . Indústria de laticínios no Rio Grande do Sul: um panorama após o movimento de fusões e aquisições. Roberto R. Simões de. Lajeado – RS.

72

GUELFI, Rangel. Análise da Relação entre o Faturamento do Consumo de
Energia Elétrica e Demanda de Potência Ativa e Reativa Utilizando
Hiperbolóides de Carga e Potência. Ilha Solteira – SP, 2007. Dissertação de
mestrado apresentada à Faculdade de Engenharia de Ilha, UNESP, 2007, 138 f.
Disponível em:
<http://www.feis.unesp.br/Home/departamentos/engenhariaeletrica/posgraduacao/196-dissertacao_rangel_guelfi.pdf>. Acesso em: 17 dez. 2013.
GUILLIOD, Sonia de Miranda; CORDEIRO, Marcos Luiz Rodrigues. Manual do PréDiagnóstico Energético - Autodiagnóstico na Área de Prédios Públicos. Rio de
Janeiro - RJ, PROCEL - EPP, 2010, 53 p. Disponível em: <
http://www.eletrobras.com/elb/main.asp?TeamID=%7B60F8B9E9-77F5-4C5B-9E94B1CC0CEF1EAB%7D >.Acesso em: 18 out 2013.
HADDAD, Jamil; GAMA, Paulo Henrique Ramalho Pereira; GUARDIA, Eduardo
Cretana. Tarifação de Energia Elétrica. In: MARQUES, Milton César Silva; HADDAD,
Jamil; MARTINS, André Ramon Silva (Coord). Conservação de energia: eficiência
energética de equipamentos e instalações. 3. ed. Itajubá – MG, FUPAI, 2006, 621 p.
cap. 5, p. 149-193. Disponível em:
<http://www.procelinfo.com.br/main.asp?View=%7B5A08CAF0-06D1-4FFE-B33595D83F8DFB98%7D&Team=&params=itemID=%7BA3930774-1821-47DC-8562F1B07E13668C%7D;&UIPartUID=%7B05734935-6950-4E3F-A182629352E9EB18%7D>. Acesso em: 09 nov. 2013.
KAWANO, Bruno Rogora. Otimização na Indústria de Laticínios: Oportunidades
de eficiência energética e econômica. Campinas - SP, UNICAMP, 2013, 120 f.
Dissertação de Mestrado da Faculdade de Engenharia Mecânica da Universidade
Estadual de Campinas. Disponível em:
<http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=000905536>. Acesso em:
09 nov. 2013.
LAWDER, José Henrique. Análise energética e econômica em uma agroindústria
de laticínios. Cascavel - PR, 2012, 93 f. Dissertação de Mestrado para o Programa
de Pós-Graduação em Energia na Agricultura, Universidade Estadual do Oeste do
Paraná. Disponível em:
<http://projetos.unioeste.br/pos/media/File/energia_agricultura/pdf/Dissertacao_Jose
_Lawder.pdf>. Acesso em: 09 nov. 2013.
MAGANHA, Martha Faria Bérnils. Guia técnico ambiental da indústria de
produtos lácteos. São Paulo - SP, CETESB, 2006, 89 p. Disponível em:
<http://www.cetesb.sp.gov.br/Tecnologia/producaolimpa/documentos/ laticinio.pdf>
Acesso em: 12 nov. 2013.
MARQUES, Milton César Silva; HADDAD, Jamil. Eficiência Energética: teoria &
prática. Itajubá – MG, FUPAI, 2007, 224 p. Disponível em:
<http://www.procelinfo.com.br/main.asp?View=%7B5A08CAF0-06D1-4FFE-B33595D83F8DFB98%7D&Team=&params=itemID=%7B47BC3638-89F6-4464-885BB0CC7FD0DBF7%7D;&UIPartUID=%7B05734935-6950-4E3F-A182629352E9EB18%7D>. Acesso em: 14 out. 2013.

73

MARTINS, André Ramon Silva; NOGUEIRA, Fábio José Horta. Caldeiras e Fornos.
In: MARQUES, Milton César Silva; HADDAD, Jamil; MARTINS, André Ramon Silva
(Coord). Conservação de energia: eficiência energética de equipamentos e
instalações. 3. ed. Itajubá – MG, FUPAI, 2006, 621 p. cap. 10, p. 349-395.
Disponível em: <http://www.procelinfo.com.br/main.asp?View=%7B5A08CAF0-06D14FFE-B335-95D83F8DFB98%7D&Team=&params=itemID=%7BA3930774-182147DC-8562-F1B07E13668C%7D;&UIPartUID=%7B05734935-6950-4E3F-A182629352E9EB18%7D>. Acesso em: 09 nov. 2013.
NOGUEIRA, Luiz Augusto Horta. Auditoria energética. In: MARQUES, Milton César
Silva; HADDAD, Jamil; MARTINS, André Ramon Silva (Coord). Conservação de
energia: eficiência energética de equipamentos e instalações. 3. ed. Itajubá – MG,
FUPAI, 2006, 621 p. cap. 4, p. 129-148. Disponível em:
<http://www.procelinfo.com.br/main.asp?View=%7B5A08CAF0-06D1-4FFE-B33595D83F8DFB98%7D&Team=&params=itemID=%7BA3930774-1821-47DC-8562F1B07E13668C%7D;&UIPartUID=%7B05734935-6950-4E3F-A182629352E9EB18%7D>. Acesso em: 09 nov. 2013.
NOGUEIRA, Luiz Augusto Horta; ROCHA, Carlos; NOGUEIRA, Fábio José Horta.
Eficiência Energética no Uso de Vapor. Rio de Janeiro - RJ, Eletrobrás/Procel,
2005, 196 p. Disponível em:
<https://eva.fing.edu.uy/file.php/253/Libros/Livro_Vapor.pdf>. Acesso em: 02 dez.
2013.
PEREIRA, J.C.D; et al. Características da madeira de algumas espécies de
eucalipto plantadas no Brasil. Colombo – PR, Embrapa Florestas, 2000, 113 p.
Disponível em: <http://www.cnpf.embrapa.br/publica/seriedoc/edicoes/doc38.pdf>
Acesso em: 03 dez. 2013.
PIRANI, Marcelo José; et al. Refrigeração e ar condicionado. In: MARQUES, Milton
César Silva; HADDAD, Jamil; MARTINS, André Ramon Silva (Coord). Conservação
de energia: eficiência energética de equipamentos e instalações. 3. ed. Itajubá –
MG, FUPAI, 2006, 621 p. cap. 9, p. 293-347. Disponível em:
<http://www.procelinfo.com.br/main.asp?View=%7B5A08CAF0-06D1-4FFE-B33595D83F8DFB98%7D&Team=&params=itemID=%7BA3930774-1821-47DC-8562F1B07E13668C%7D;&UIPartUID=%7B05734935-6950-4E3F-A182629352E9EB18%7D>. Acesso em: 09 nov. 2013.
QUIRINO, Waldir Ferreira, et al. Poder calorífico da madeira e de resíduos
lignocelulósicos. Biomassa & Energia, v. 1, n. 2, 2004, p. 173-182. Disponível em:
<http://www.renabio.org.br/06-B&E-v1-n2-2004-173-182.pdf>. Acesso em: 06 dez
2013.
RIO GRANDE ENERGIA. Guia RGE empresas. Caxias do Sul – RS, CPFL, 2009,
43 p. Disponível em: < https://portal.rgers.com.br/rgeempresas/site/downloads/Guia_rgeempresas_2009.pdf>. Acesso em:
16 nov. 2013.

74

ROCHA, Carlos Roberto. BAJAY, Sérgio. GORLA Filipe Debonzi. Oportunidades
de eficiência energética para a indústria: Relatório setorial: alimentos e bebidas.
Brasília – DF, CNI, 2010, 58 p. Disponível em:
<http://www.procelinfo.com.br/main.asp?View=%7B5A08CAF0-06D1-4FFE-B33595D83F8DFB98%7D&Team=&params=itemID=%7BBEE58D9C-BDF2-402F-819C284D62391587%7D;&UIPartUID=%7B05734935-6950-4E3F-A182629352E9EB18%7D>. Acesso em: 13 nov. 2013.
WERNECK, Patrycia. Caracterização da política tarifária aplicada ao setor de
lácteos no Brasil. Dissertação de mestrado em agronegócio para a Faculdade de
Agronomia e Medicina Veterinária da Universidade de Brasília. Brasíla – DF, UnB,
2009, 108 f. Disponível em:
<http://repositorio.unb.br/bitstream/10482/5150/1/Mestrado%20Patrycia%20Werneck
.pdf>. Acesso em: 20 nov. 2013.
YAMACHITA, Roberto Akira; HADDAD, Jamil; DIAS, Marcos Vinícius Xavier.
Iluminação. In: MARQUES, Milton César Silva; HADDAD, Jamil; MARTINS, André
Ramon Silva (Coord). Conservação de energia: eficiência energética de
equipamentos e instalações. 3. ed. Itajubá – MG, FUPAI, 2006, 621 p. cap. 7, p. 213247. Disponível em: <http://www.procelinfo.com.br/main.asp?View=%7B5A08CAF006D1-4FFE-B335-95D83F8DFB98%7D&Team=&params=itemID=%7BA39307741821-47DC-8562-F1B07E13668C%7D;&UIPartUID=%7B05734935-6950-4E3FA182-629352E9EB18%7D>. Acesso em: 09 nov. 2013.
ZACCHI, Danilo Renato Philippi. et al.(Org). Manual técnico orientativo: eficiência
energética e gestão de energia elétrica na indústria. Santa Catarina; CELESC S. A.
Distribuidora, [201-?], 50 p. Disponível em:
<http://pt.scribd.com/doc/148228044/Celesc-Manual-Consumo-Inteligente>. Acesso
em: 17 out. 2013.

A. .75 APÊNDICE A – Fatura de energia elétrica.). Principais dados contidos no modelo de conta de energia elétrica utilizado pela distribuidora RGE (Rio Grande Energia S.

25 jun-12 521 442 475 412 141.39 abr-12 511 515 496 495 152.479.59 0.627 7.099 0.57 set-13 561 510 530 499 206.44 0.38 504.30 0.41 nov-13 535 498 514 467 305.302 8.58 394.578 3.544 887 0.21 mar-12 517 467 498 447 162.605 2.342 0.810 916 0.110 9.502 997 0.426 0 0 83.46 0.255 0 0 56.322 372 1.035 0.670 6. Valores medidos para cada tipo de consumo de energia e demanda de potência.235 237.11 mai-13 518 441 498 433 152.34 0.925 0.715 5.868.00 186.41 0.251 2.60 0.750 3. obtidos a partir das contas de energia elétrica da COOTALL no período de Dezembro de 2011 a Novembro de 2013.546 77 0 29.446 19 0 22.576 0 4 45.334 3.232 0.774 10.39 jan-12 524 482 502 464 163.57 out-13 544 516 527 518 248.891 0 0 78.037 45 109.327 211 7 61.101 1.52 0.979 173 2 56.693 20.361 0.782 4.532 0 0 58.13 fev-12 518 458 497 434 153.469 6.63 0.850 2.649 0.010 MÉDIA 525.505 0.45 0.982 0.70 TOTAL 12.639 0.33 mai-12 506 472 485 461 124.555 5.422 0.57 out-12 509 455 487 430 133.248 16.095 0.325 18.57 ago-12 528 522 497 504 266.325 4.133 2.957 8.380 3.450 192 0 103.37 mar-13 551 468 533 458 207.59 0.78 418.34 0.602 17.011 0.869 3.198 2.50 60.849 38 10 57.525 734 0.27 abr-13 495 397 489 312 104.Histórico do consumo de energia e demanda de potência.078 1.76 APÊNDICE B .404 24.545 269 2 83.619 10.78 9.003 4. Mês Demanda Demanda Demanda Reativa Demanda Reativa Energia Reativa Energia Reativa Energia Ativa Energia Ativa Energia Reativa Energia Reativa Fator de Fator de Acumulada Acumulada Acumulada Acumulada Acumulada Acumulada Fora de Ponta Ponta Fora de Ponta Ponta Carga Carga Fora de Ponta Ponta Fora de Ponta Ponta Fora de Ponta Ponta (kWh) (kWh) (kVARh) (kVARh) Fora Ponta Ponta (kW) (kW) (DMCR) (DMCR) (UFER) (UFER) dez-11 514 121 493 96 124.946 7.966 442 24 118.079 192 157 75.226 2.36 0.45 0.456 4.516 77 77 75.232 1.72 jan-13 525 462 513 445 265.61 set-12 525 510 496 485 217.041 12.65 0.44 0.27 jul-12 525 485 503 457 224.41 0.917 38 0 23.634.61 0.069 1.506 12.83 138.890.475 0.945 0.453 58 0 59.52 ago-13 535 59 532 45 157.429 4.70 fev-13 543 560 532 529 215.592 0.325 743 0.229 19 13 35.75 0.331 134 12 44.75 0.384 727 0.694 0.78 0.22 dez-12 535 475 503 439 263.066 0 0 45.928 1.205 3.709 154 13 34.18 jun-13 530 173 517 105 155.19 nov-12 524 484 490 457 205.460.023 9.875.002 0.432 0 1 43.866 12.40 15.221 5.21 jul-13 526 68 504 64 126.48 0.174 5.71 0.852 69.085 1.630 21.259 11.37 0.39 .309 192 4 60.45 0.84 2.48 0.550 1.

128.727.50 23.443.305.77 14.250.827.65 31.085.00 2.95 54.73 968.94 jul-13 4.01 12.74 337.948.53 0.50 25.935.86 80.43 3.79 1.00 0.03 3.809.670.033.87 15.23 15.00 9.925.674.366.766.00 6.44 0.42 0.77 APÊNDICE C .44 0.70 9.265.35 43.649.00 0.50 24.52 8.730.244.680.58 17.158.582.29 15.078.435.69 17.05 1.74 17.519.130.02 TOTAL R$ 198.87 10.743.91 0.80 68.00 20.519.804.494.84 36.43 -991.47 18.00 1.57 2.56 6.59 17.00 15.83 1.895.16 34.72 32.997.06 1.50 40.69 38.85 59.998.146.02 dez-12 9.15 5.79 38.868.58 8.50 ago-13 4.296.253.50 20.026.627.51 36.657.32 58.00 12.00 14.00 22.741.44 4.761.048.511.37 29.687.69 out-13 4.80 37.07 68.06 4.77 26. Valores faturados em R$ para cada tipo de consumo de energia e demanda de potência. Mês Demanda de Energia Ativa Potência Ativa Fora de Ponta (KW) (KVh) Energia Ativa Ponta (KVh) Energia Reativa Excedente Fora de Ponta (KVARh) Energia Reativa Excedente Ponta (KVARh) Encargos por atraso Outros serviços Crédito Encargos Continuidade Tributários TOTAL R$ dez-11 10.09 12.855.01 0.52 56.81 552.00 1.52 64.242.77 nov-13 4.265.00 15.39 70.76 -3.543.00 18.43 0.202.550.83 57.72 120. obtidos a partir das contas de energia elétrica da COOTALL no período de Dezembro de 2011 a Novembro de 2013.332.96 15.301.40 42.24 0.422.304.59 3.57 0.255.00 0.079.57 0.588.00 1.30 1.Histórico do faturamento das contas de energia elétrica.424.60 46.160.157.29 0.30 0.51 47.155.405.01 0.00 12.34 33.52 abr-12 10.13 set-13 4.00 17.00 11.368.86 55.564.00 8.25 0.71 12.460.501.196.44 0.765.00 12.82 ago-12 9.110.37 12.43 -177.44 0.43 jan-12 10.32 14.50 nov-12 9.071.04 set-12 9.47 0.28 35.794.66 57.58 49.70 13.137.319.00 6.88 47.00 0.71 65.01 0.15 100.55 18.598.53 0.560.25 69.55 15.17 3.325.26 fev-13 8.213.618.53 0.00 15.536.61 0.26 0.642.10 0.984.31 2.30 94.00 4.250.802.466.06 379.01 -2.13 abr-13 7.11 33.45 337.00 0.396.354.63 105.110.989.00 jul-12 9.84 2.594.70 mar-12 10.17 47.143.20 20.69 6.65 30.584.14 65.24 15.780.44 0.17 0.00 4.53 0.73 15.26 5.633.89 10.45 10.635.846.96 36.234.00 0.762.130.01 0.00 12.190.219.673.56 63.00 5.78 23.068.382.96 17.68 17.979.45 mai-12 10.69 67.00 13.75 12.63 57.904.415.33 0.665.97 16.659.734.29 40.23 13.00 11.64 out-12 9.95 1.85 1.08 16.44 0.06 20. além dos demais encargos contratuais.53 mar-13 8.77 0.09 0.00 2.548.07 106.04 jan-13 9.26 1.447.79 36.14 2.00 10.625.44 0.733.391.272.526.238.00 2.00 11.44 0.23 1.53 fev-12 10.58 155.216.800.91 20.00 0.564.87 28.83 62.977.393.59 1.00 24.207. .79 MÉDIA R$ 8.84 1.98 30.254.570.923.66 mai-13 6.97 56.60 2.900.425.75 29.80 17.00 0.68 65.412.330.00 17.77 jun-13 6.562.39 40.927.902.047.789.76 36.99 Obs: Valores dos encargos tributários em itálico foram calculados separadamente das tarifas.00 12.61 0.364.72 jun-12 10.20 96.90 0.58 21.96 968.44 0.041.59 1.516.951.854.301. ao invés de estarem inclusos.86 15.080.20 0.00 22.23 39.168.190.474.086.903.130.442.82 12.82 -151.53 27.588.27 17.00 10.44 0.15 29.412.86 5.04 17.00 0.17 15.43 0. como normalmente.84 32.15 15.23 6.05 8.