You are on page 1of 9

“Jesus...

es”

Quando ouve falar em Jesus, uma
reação natural de um não-cristão seria perguntar:

Qual deles?
A pergunta pode soar absurda, ou mesmo ofensiva, para um cristão, mas é
perfeitamente cabível fora do âmbito religioso no quais os cristãos situam o nome e a
pessoa de Jesus de Nazaré.
Podemos interpretar três “Jesuses” distintos e diferentes entre si, cada um deles sujeitos
as outras tantas subdivisões:
1. O Jesus histórico, o homem que teria vivido na Palestina, liderado um
movimento de revisão dentro do judaísmo e sobre o qual praticamente não há
registros confiáveis, fora os Evangelhos;
2. O Jesus teológico, que os diferentes concílios cristãos definiram por decreto
nos dogmas da divindade e da trindade, passando a considerar heréticas outras
leituras do texto bíblico;
3. O Jesus dos evangélicos e fundamentalistas cristãos em geral, uma entidade
definida principalmente por experiências pessoais de religiosidade ou de
espiritualidade, como geralmente são chamadas pelos crentes em questão.

Jesus Histórico
O Jesus histórico é uma incógnita, investigável apenas pelas técnicas que os
historiadores utilizam para, a partir de “fatos” documentados subseqüentes, rastrearem
os antecedentes de um determinado fenômeno histórico sobre o qual há poucos
registros.
O que as fontes gregas e romanas têm a dizer sobre Jesus? A resposta é de tirar
o fôlego. Elas NÃO têm absolutamente NADA a dizer sobre ele. Não há registros de
nascimento, relatos de seu julgamento e morte, reflexões sobre o seu significado ou
discussões sobre seus ensinamentos. Na verdade, seu nome não é mencionado uma
única vez em nenhum fonte pagã. E temos muitas fontes da época, gregas e romanas. E
temos muitas fontes gregas e romanas da época: estudiosos da religião, historiadores,
filósofos, poetas, cientistas naturais, temos milhares de cartas particulares; inscrições
em locais públicos. Jesus NÃO é mencionado em nenhuma fonte grega ou romana
(pagã) do século I.
No caso da pessoa humana e real de Jesus, não há evidências arqueológicas
definitivas enquanto as citações de historiadores são suspeitas, excessivamente vagas
ou não contemporâneas. Essa falta de comprovação torna-se ainda mais significativa
quando comparamos Jesus com Sócrates, por exemplo, que apesar de haver vivido
vários séculos antes da lenda cristã, deixou comprovada sua existência, sua produção
filosófica e cultural, seus pensamentos e inclusive seus discípulos (Aristóteles, Platão,
Fédon etc).
Os Evangelhos são considerados e estudados dentro das técnicas da exegese
histórica, que se vale de ferramentas diversas, da lingüística à semiótica, para
identificar o que é cientificamente válido no conjunto do texto.

De todos os estudos feitos, tem-se por resultado apenas teorias e boatos, como as
que consideram a possibilidade de messiânico Jesus de Nazaré (ou Yeishu ha-Notzri)
haver sido membro ou dissidente da seita dos essênios, grupo que conduziu um
movimento de humanização dentro do judaísmo. Existiram muitos jesuses. Existiu
um século antes do Cristo dos Evangelhos e que tem a sua existência comprovada,
podendo ter servido de modelo para o mito Jesus de Nazaré, é o Jesus Ben-Pandira
(Yeshu Ben-Pantera), afirma o historiador Gerald Massey.
Segundo um estudo realizado por La Sagesse, Jesus Cristo foi apenas uma
entidade ideal criada para fazer cumprir as escrituras, visando dar seqüência ao
judaísmo em face da diáspora e da destruição do Templo de Jerusalém. Teria sido
um arranjo feito em defesa do judaísmo que então morria, surgindo uma nova crença, na
qual paradoxalmente - os judeus nem crêem. Tudo foi planejado para que o homem
comum, as massas e os rebanhos continuassem sendo dóceis e fácil de manipular pelas
mãos hábeis daqueles que historicamente sempre aproveitaram as religiões como fonte
de lucros e de poder .

Jesus Teológico
O Jesus teológico é produto de uma complexa combinação de elementos religiosos,
filosóficos e sócio-culturais.
Os cristãos primitivos já atribuíam divindade à pessoa do Cristo. Conforme o
cristianismo se expandiu como religião, as lideranças cristãs sentiram a necessidade de
dar uma definição e explicação única a este dogma, antes que a igreja se fragmentasse
em conseqüência das diferentes interpretações.
Os dogmas básicos do cristianismo: a divindade e consubstancialidade de
Cristo foram afirmadas pelo Concílio de Nicéia, no século IV.
As diferentes opções dos bispos entre as resoluções dos concílios provocaram o
primeiro cisma entre os cristãos, dividindo a igreja entre a facção romana,
posteriormente chamada católica apostólica e a facção grega, posteriormente chamada
ortodoxa.
No século XVI a Reforma Protestante estabeleceu uma nova divisão, com a
novidade de que a nova corrente desautorizou os concílios e decretou que apenas a
Bíblia tem autoridade sobre questões religiosas cristãs, mesmo que interpretada
individualmente, no que se chamou de sola scriptura.
Não obstante seu caráter revisionista, a maioria das denominações protestantes
preservou os dogmas da divindade e consubstancialidade de Cristo, como definidas no
Concílio de Nicéia.
O centralismo papal da Igreja Católica Romana impediu outras subdivisões em seus
dogmas, mas os ortodoxos se cindiram em ramos, enquanto os protestantes se
fragmentaram em uma infinidade de denominações, muitas vezes conflitantes
dogmaticamente entre si.
Cada uma destas subdivisões cristãs tem sua própria idéia sobre Jesus, a maioria
ainda segue Nicéia nos dogmas fundamentais. Mas, basta comparar as diferenças
doutrinárias entre Adventistas do Sétimo Dia e Testemunhas de Jeová (religiões

originadas do mesmo tronco do protestantismo) para se constatar o quanto às
percepções sobre o tema são distintas.
Assim, o Jesus teológico é uma escolha entre múltiplas, podendo o estudioso nãocristão analisar a consistência filosófica de cada uma delas, mas jamais apontar alguma
como verdadeira.

Jesus dos Evangélicos e Fundamentalistas
O Jesus dos evangélicos e fundamentalistas cristãos, em geral, é uma entidade
supra-teológica, um conceito pessoal que combina interpretações bíblicas, via sola
scriptura, com vínculos emocionais estabelecidos por experiências íntimas de cunho
religioso, por eles chamadas de “espirituais”.
É mais fácil para o estudioso não-cristão compreender a religiosidade católica,
detalhadamente documentada e justificada dentro de preceitos filosóficos aristotélicos,
do que apreender o significado da religiosidade evangélica, particularmente a neopentecostal, que dispensa completamente a presença de elementos intelectuais em sua
constituição.
Quando um evangélico usa jargões doutrinários, como “conhecer Jesus” ou
“aceitar Jesus”, refere-se não a um personagem teológico claramente formatado, e sim
a uma entidade mística, inteligível apenas no foro intimo.
O Jesus (das mãos furadas) dos evangélicos esta sempre acompanhado de
indistintas sensações e emoções, não raro associadas à idéia de uma revelação
sobrenatural nos moldes da narrada por Paulo, no caminho de Damasco.
As dificuldades de comunicação entre não-cristãos e evangélicos são originadas
principalmente do fato dos primeiros não conseguirem apreender o significado da
entidade Jesus, exaustivamente propagada por eles. Enquanto os evangélicos vêem
nesta incapacidade um sintoma de “inferioridade espiritual”, “ausência do sinal dos
eleitos”, “carência do Espírito Santo” ou coisas do tipo, centrados que são em sua
crença de que o cristianismo é a única fé verdadeira e todas as demais devem se
submeter a ela ou aceitar a danação eterna.
Assim, o único modo de se compreender um evangélico ou um fundamentalista, e
o significado que dão à entidade Jesus, é se convertendo. Na verdade, se tivermos
espírito crítico, não precisaremos de Espírito Santo.
É uma questão tipicamente agnóstica a dúvida se Deus é cognoscível ou não. O
Jesus dos evangélicos, com certeza, também não é.

A moral provisória de Jesus um idiota, mentiroso e ladrão (Marcos 11: 13)!
As regras de moral estão relacionadas aos costumes de cada povo. Elas nos
permitem viver em sociedade, minimizando os conflitos com nossos semelhantes e
tornando nossa vida mais fácil. Não são perfeitas, não são absolutas e muito menos
imutáveis. Variam com a ocasião, com o lugar, com a época. De um modo geral,
aperfeiçoam-se com o tempo.

Diante disto, o que pensar da moral pregada e atribuída a Jesus? Seria ele o
padrão absoluto de excelência, conforme acreditam os cristãos?
Em primeiro lugar, não há como discutir o que Jesus “disse” e foi atribuído a ele.
Os filósofos gregos, muito antes dele, debateram a fundo este assunto. Podemos
concordar com eles ou não, mas, pelo menos, eles apresentaram suas razões, eles nos
deram argumentos que podemos analisar.
Jesus, ao contrário, apenas através dos padres, nos impôs sua doutrina,
arbitrariamente, sem maiores explicações, por meio de promessas e ameaças. Ele não
era um moralista. Sua “missão” era anunciar a vinda próxima do Reino de Deus e
seu preceito básico era o de que os homens devem se dedicar inteiramente a Deus se
quiserem entrar no céu:
“Arrependei-vos, pois o Reino dos Céus está próximo” (Mateus 04:17)
“‘Mestre,
qual
é
o
maior
mandamento
da
Lei?"
Jesus respondeu: ‘Ame ao Senhor seu Deus com todo o seu coração, com toda a sua
alma, e com todo o seu entendimento. Esse é o maior e o primeiro mandamento.’
”(Mateus 22:36-38).
Ou seja, seus mandamentos, em sua maior parte, se referem ao que é preciso fazer
para se alcançar a recompensa em outra vida: obediência total e amor compulsório.
Não acreditar nele era o grande pecado:
“Se alguém não os receber bem, e não escutar a palavra de vocês, ao sair dessa casa e
dessa
cidade,
sacudam
a
poeira
dos
pés.
Eu garanto a vocês: no dia do julgamento as cidades de Sodoma e Gomorra serão
tratadas com menos rigor do que essa cidade.” (Mateus 10-14-15).
Quando o suposto Jesus fala em ter fé, ele fala em obedecer sem discutir.
Se aceitarmos algo sem analisar, mas apenas porque é o que se exige de nós, em
obediência cega, renunciamos à busca da verdade, renunciamos ao uso de nossa mente.
Recorrer à razão se torna um pecado.
“Quem não é comigo, é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha”. (Mt 12 : 30).
Todo cristão decodificaria, em favor de Jesus, uma “verdade positiva” neste
quadro; eu, se quisesse, veria neste mesmo quadro uma “verdade oposta”,
contra Jesus. Por oportuno, não apenas eu, há mais alguém como Bertrand
Russel que compartilha de minha visão:
“Se comparardes Jesus a Sócrates, por exemplo, verificareis que o
filósofo era suave e cortês para quem se recusava a escutá-lo. Ao que
penso, é muito mais próprio dum sábio adotar essa linha de conduta do que
deixar-se dominar pela indignação. Recordem-se as palavras de
Sócrates no momento da sua morte e aquelas que correntemente dirigia aos
que estavam em desacordo consigo”.

Embora, em poucos casos, trate das relações interpessoais, sua moral pouco se
importa com a melhoria da vida terrena. Isto até que faz sentido: Jesus afirmou

conforme a Bíblia que partiria, mas logo voltaria para estabelecer seu reino. Voltaria, de
fato, enquanto “alguns dos que o ouviam ainda estivessem vivos” (Marcos 09:01).
Sua moral era uma moral provisória, a ser seguida no pouco tempo de
existência que restava ao mundo.
Isto talvez explique (mas não justifica) por que ninguém se preocupou em registrar
sua suposta biografia para que os fatos chegassem às gerações futuras. Não haveria
gerações futuras. Apenas décadas depois, quando seus supostos discípulos,
desiludidos, se deram conta de que ele só voltaria em futuro incerto e não sabido, é que
começaram as tentativas de se produzir uma biografia.
E, como o tempo que restava à humanidade era curto, faziam sentidos
mandamentos do tipo “abandonar a família, os pais, a mulher e os filhos” ou
“vender tudo o que se tem e dar aos pobres” (Lucas 18:22). Ou, um absurdo para os
costumes da época, “deixar o pai insepulto e seguir a Jesus”.
Mas… e o Sermão da Montanha, alguns dirão? Mais uma vez, não passa de
promessas a serem cumpridas numa outra vida.
Como é possível se ter uma vida digna se a gente dá a outra face a quem nos bate, se
a gente também entrega a camisa a quem nos pediu o casaco, se a gente anda duas
milhas quando alguém nos manda andar uma?
Temos, é claro, a “Regra de Ouro”, mas ela nada tem de original. Foi enunciada por
Confúcio 500 anos antes de Cristo e já fazia parte da Lei, como o próprio Jesus afirma
em Mateus 07:12. Ou “ama teu próximo como a ti mesmo” (Mateus 22:39), que é
uma cópia de Levítico 19:18.
Além disto, era uma moral sectarista, limitada às “ovelhas perdidas de Israel”, e o
resto da humanidade que se danasse (Marcos 04:10 -12, 13:22 e 13:27 ou João 06:37,
44 e 65 ou 17:02 e 06).
Isto fica claro neste trecho:
“Jesus enviou os Doze com estas recomendações: ‘Não tomem o caminho dos pagãos,
e não entrem nas cidades dos samaritanos. Vão primeiro às ovelhas perdidas da casa
de Israel". (Mateus 10:05-06)
Ou neste, embora, mais adiante, ele pareça se arrepender da própria grosseria:
“Jesus respondeu: ‘Eu fui mandado somente para as ovelhas perdidas do povo de
Israel’. Mas a mulher, aproximando-se, ajoelhou-se diante de Jesus, e começou a
implorar:‘Senhor,
ajuda-me’.
Jesus lhe disse: ‘Não está certo tirar o pão dos filhos, e jogá-lo aos cachorrinhos’”
(Mateus 15: 24-26).
Para piorar, alguns dos mandamentos atribuídos a Jesus são absurdos, já que
exigem que eliminemos nossos sentimentos:
“Não olhar para as mulheres com desejo” (Mateus 5:27-28) ou “Não sentir raiva do
irmão” (Mateus 5:21-22).

Ora, podemos controlar como reagimos a nossos sentimentos, podemos controlar
nossas ações, mas não podemos anular nossos sentimentos mais íntimos sem anular
nossa personalidade. Entretanto, Jesus “declara” que até os sentimentos são
pecaminosos. Para seguir a Jesus, temos que destruir aquilo que somos, sentimos e
pensamos.
Inversamente, ele nos ordena “amar a Deus” e “amar ao próximo”, como se
sentimentos pudessem ser ligados ou desligados voluntariamente. Sentimentos surgem
a partir de valores que observamos nas pessoas. Se não os observamos, como fazer para
despertar esses sentimentos sem mentir para nós mesmos? Mas Jesus não nos dá essas
respostas, apenas nos ameaça com castigos eternos se não obedecermos.
Como podemos nos tornar “mansos e humildes” a não ser destruindo nossa
autoestima e nossa vontade própria? Por medo do castigo?
Como é possível se construir uma civilização se o sofrimento é uma virtude, se a
prosperidade e a felicidade são condenáveis?
“Felizes de vocês se os homens os odeiam, se os expulsam, os insultam e amaldiçoam o
nome de vocês, por causa do Filho do Homem. Alegrem-se nesse dia, pulem de alegria,
pois será grande a recompensa de vocês no céu, porque era assim que os antepassados
deles tratavam os profetas. Mas, ai de vocês, os ricos, porque já têm a sua consolação!
Ai de vocês, que agora têm fartura, porque vão passar fome! Ai de vocês, que agora
riem, porque vão ficar aflitos e irão chorar!” (Lucas 06:22-25)
Fica claro que estes eram mandamentos para os poucos anos que ainda restavam ao
mundo, e não um guia moral para uma civilização que se estenderia por muitas
gerações, indefinidamente. Sua validade é questionável.
As maiorias dos principais ditos de Jesus na bíblia, são de conteúdo de uma
Filosofia Popular de origem Grega denominada Cinismo, criada 400 anos antes de Jesus
por Antisthenes, discípulo de Sócrates. Tinha como base de fundamento que a
felicidade não depende de nada externo à própria pessoa, ou seja, coisas materiais,
reconhecimento alheio e mesmo a preocupação com a saúde, o sofrimento e a morte,
nada disso pode trazer a felicidade. Segundo os Cínicos, é justamente a libertação de
todas essas coisas que pode trazer a felicidade que, uma vez obtida, nunca mais poderia
ser
perdida.
A semelhança desses ensinamentos atribuídos a Jesus com a filosofia cínica é
estudado por teólogos que nomearam essas semelhanças como Livro "Q", abreviação
de
uma
palavra
que
significa
livro
Fonte.
A seguir um dos ditos de Jesus retirado do livro de Lucas que cito como exemplo
comparativo de Filosofia Cínica :
"Por isso eu lhes digo: não se preocupem com a vida, quanto ao que vocês vão comer,
nem com o corpo, quanto ao que vão vestir. Não será a vida mais que alimento, e o
corpo mais que vestuário?"
Os mesmos ditos aparecem em um outro Evangelho considerado apócrifo, que se
trata de um evangelho de ensinamentos - O Evangelho de Tomé.

Nillson & Kroll afirmam que a liturgia de culto de ESCULÁPIO foi uma forte
influência sobre a sistematização da ritualística cristã, e Justino, em sua Apologia,
escreveu que "Quando dizemos que Jesus curou os aleijados e os paralíticos e os que
eram doentes desde o nascimento e que ressuscitou os mortos, estamos relatando feitos
que eram idênticos àqueles que se diz Esculápio ter praticado".
Hart traçou um paralelo entre as vidas de Esculápio e Cristo, onde apontou várias
semelhanças. Ambos eram filhos de um pai divino e de uma mãe mortal e virgem,
ligadas a maridos mortais; seu nascimento foi acusado por manifestações sobrenaturais,
Cristo com uma estrela que se movia diante dos Reis Magos e por anjos que chamaram
os pastores para o adorarem, e segundo Pausânias, Esculápio foi achado por um pastor
cercado de uma luz divina; ambos nasceram como mortais e depois de viverem uma
vida pura dedicada ao socorro da humanidade, operando várias curas miraculosas,
morreram uma morte humana, e foram deificados em seguida.
Vejamos o que diz Tom Harpur, no seu livro "O Cristo dos Pagãos". Vale
salientar que Tom Harpur é ex-pastor e ainda crente em Deus - pelo menos à época em
que escreveu o livro): Tom Harpur, colunista do jornal canadense Toronto Star,
acadêmico de Rodhes e ex-pastor anglicano, professor de grego e do Novo Testamento
na University of Toronto e escritor sobre temas religiosos e éticos, é um dos, já não tão
raros, exemplos da antiga decência cristã, felizmente.
A forma literalista da ortodoxia, que inventou o genérico Jesus Cristo ou de Nazaré,
segundo Harpur resulta da descida da forma original esotérica (ensino destinado a
discípulos qualificados) para a forma política ou exotérica (passível de ser ensinado ao
grande público) que se choca eticamente com a interpretação tradicional do antigo mito
de Cristo e explica o grande progresso e a blindagem da hipocrisia religiosa com o
auxílio da grande massa de fiéis inocentes.
"[...] Vou documentar claramente que não há nada do que o Jesus dos Evangelhos
alguma vez disse ou fez – desde o Sermão da Montanha até os milagres, desde a fuga
de Herodes quando bebê até a própria Ressurreição – que não possa ser mostrado
como tendo se originado milhares de anos antes, nos ritos de mistérios egípcios e em
outras liturgias sagradas, como o Livro dos Mortos egípcio (p. 24).[...]
“Não

só os primeiros cristãos se apoderaram quase completamente dos mitos e
ensinamentos dos seus mestres egípcios, mediados em muitos casos pelas religiões de
mistérios, e pelo judaísmo nas suas expressões, mas também fizeram tudo ao seu
alcance para destruir as evidencias decisivas do que aconteceu ─ pela falsificação e
outras fraudes, queimando livros, eliminando personalidades e cometendo assassínios
propriamente ditos. No processo, apropria história cristã, que muito provavelmente
começou como uma espécie de encenação dramática espiritual, juntamente com uma
fonte de “aforismos” baseados em material egípcio, foi convertida em uma forma de
história em que o Cristo do mito tornou-se uma pessoa de carne e osso identificada
como Jesus (Yeshua ou Joshua) de Nazaré. [...]” (HARPUR, 2008 p. 26)
Para não acharem que digo coisas de outro mundo ou de inspiração demoníaca, ao
afirmar que deus e jesus realmente não são confiáveis, lembrem-se das palavras
atribuídas ao velho Papa Pio XII proferidas em 1955, no Congresso de História em
Roma:

“Para os cristãos, o problema da existência de Jesus Cristo concerne à fé e não à
História”.
Artigo inspirado em “Atheism-The case against God”, por George H. Smith.
Leia mais em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Escul%C3%A1pio
http://www.umanovaera.com/Fraudes_Religiosas/Cristo_Nunca_Existiu.htm
http://irreligiosos.ning.com/profiles/blog/show?id=2626945%3ABlogPost
%3A20846&commentId=2626945%3AComment%3A56264
A Falsa origem do Cristianismo:
http://youtu.be/F53HLAf5d1A
Acesse livro grátis na Web: Autor, Alfredo Bernacchi.
http://minhateca.com.br/Franz.Schmitt/Documentos/COMO-PODEUM-DEUS-NASCER-E-NINGUEM-SABER--AlfredoBernacchi,97717534.pdf

Artigos relacionados de OICED MOCAM, provando que Jesus NÃO
existiu. Segue especial sobre Jesus:
*Jesus...es” Qual Jesus? Quando ouve falar em Jesus, uma reação natural de um nãocristão seria perguntar: Qual deles?
* Jesus: O incômodo silêncio da História
* Jesus e Maria, quem foram? Lenda, mito ou fato?
*O MAIOR ACOBERTAMENTO da HISTÓRIA – YESHU/CRESTUS

* O "12 Apóstolos" Seguidores fabricados de um Salvador fabricado!
* QUEM ESCREVEU A BÍBLIA? Ela é divina, é inspirada? Pode
conter mentiras? E POR QUE ISSO NÃO É MAIS CONHECIDO?
* JESUS VOLTARÁ? O retorno de Jesus. A Pedra no Sapato do Cristianismo!
https://pt.scribd.com/doc/253815040/21-Jesus-Voltara-A-Pedra-No-Sapato-DoCristianismo

*AS ORIGENS DO CRISTIANISMO – Os pais da Igreja. TESTEMUNHOS DA
IGREJA de que JESUS DE NAZARÉ NÃO EXISTIU!
https://pt.scribd.com/doc/253343525/As-Origens-Do-Cristianismo-Primitivo

* O Cristianismo - Nada é original! Jesus de Nazaré não existiu. Evangelhos
Gnósticos.
https://pt.scribd.com/doc/253343479/O-Cristianismo-Nada-e-Original-No-Cristianismo
https://pt.scribd.com/doc/253343398/Humor-Corpo-e-Sangue-de-Cristo-Hostia-ORitual-humor-cristao
* Deus (humor) - Seus assessores e o suicídio.