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"Saúde é o completo bem-estar físico, mental e social e não a simples ausência de

doença".
Esta definição foi atribuída pela OMS (Organização Mundial da Saúde), esta organização
reconhece também a grande importância da actividade física para a saúde física, mental e social,
capacidade funcional e bem-estar de indivíduos e comunidades, aponta para a necessidade de
criar políticas que integrem a actividade física no dia-a-dia de todas as faixas etárias, incluindo
mulheres, idosos, trabalhadores e portadores de deficiências, em todos os sectores sociais.
A actividade física pode ajudar a:

Aumento da esperança média de vida;

Reduzir o risco de morte por doenças cardiovasculares;

Reduzir o risco de hipertensão e de diabetes;

Prevenção da osteoporose;

Melhorar o nível de saúde mental, pois existe um melhoramento do sistema nervoso e
órgãos sensoriais (melhoramento do humor, diminuição do stress e redução dos sintomas
de depressão e de ansiedade);

Melhorar a estrutura locomotora – ossos, articulações e músculos (aumento das
capacidades físicas coordenativas condicionantes, tornando mais fácil a realização das
actividades diárias;

Melhorar o controlo do peso corporal, e por consequência melhor funcionamento das
funções fisiológicas do nosso corpo, prevenindo a obesidade;

Aumentar a capacidade de trabalho físico, tornando-o mais fácil e agradável;

Está relacionada na redução do tabagismo e na redução no consumo de drogas;

Os exercícios de fraca e moderada intensidade podem ser praticados durante várias horas o que
beneficia o sistema cardiovascular, exercícios como as caminhadas, natação, ciclismo, corridas de
resistência e de várias formas de ginástica. Este tipo de exercício permite ao organismo manter
um estado de equilíbrio entre o consumo de energia e o suporte energético que o organismo nos
proporciona, o que faz com que os exercícios aeróbicos sejam os recomendados em qualquer
programa de exercícios, quando se visa a aptidão física relacionada à saúde.
É necessário realçar que a actividade física deve ser feita sempre com o acompanhamento
médico ou outros profissionais de saúde como especialistas em fisiologia do esforço, enfermeiros,
profissionais de educação física, nutricionista, fisioterapeutas, pois estes profissionais contribuem
para a orientação de cada caso.
É necessário que os exercícios sejam executados de uma forma adequada, assim é possível evitar
lesões como nos joelhos, coluna vertebral, etc. Estas lesões podem ocorrer em qualquer idade,
podendo por vezes ser permanentes.
Um dos maiores factores de risco da actualidade, reconhecido pelo World Health Report de 1997 é
o sedentarismo, este é o conceito dado pela falta ou grande diminuição da actividade física, ou
seja, um sedentário é o indivíduo que gasta poucas calorias por semana, com actividades
ocupacionais. É um estilo de vida definido com base na ocupação e actividades realizadas fora do
trabalho, incluindo o transporte para o emprego, actividades desportivas e outras actividades de

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que serão importantes para a idade adulta. O cenário epidemiológico desta doença em Portugal. no total. a infância e uma idade crucial para o desenvolvimento físico e psicológico. A Obesidade Nascem cerca de 100 mil crianças por ano em Portugal e 4 em cada 100 com excesso de peso logo à nascença. A importância do ambiente uterino e do peso à nascença é realçada com a certeza que a genética não é a grande responsável pela chamada epidemia do século XXI. esta constitui um dos problemas mais sérios tanto dos países ricos quanto dos países emergentes. a vigilância pré-natal melhorou a estatística. quanto mais horas as crianças dormirem. A epidemia que mais já mais que a SIDA ou a subnutrição. 50% das mortes por AVC. O estudo antropológico dos investigadores da Universidade de Coimbra foi o 1º com evidência epidemiológica e o sinal de alerta tanto mais que o problema é dado por subvalorizado. É em crianças que se adquirem hábitos alimentares e de actividade física que se verificam na idade adulta. também não se diferencia destes valores. Contudo. É uma questão de família. Em 4500 crianças estudadas. a OMS estimou em 250 milhões o número de obesos a nível mundial. em termos de prevalência. esse aumento apresenta diferentes velocidades de progressão de país para país. se contarem menos tempo de televisão ou computador e se mexerem. entre os 7 e os 9 anos de idade e o valor encontrado. e de 10 para 25% nas mulheres. Na Europa. nos últimos 20 anos o aumento das taxas de obesidade foi de 6 para os 21% nos homens. provavelmente por uma questão genética. mas também para a criação de hábitos saudáveis. A população portuguesa revela níveis de obesidade em 18% das mulheres e 12% dos homens. mas ao serviço de saúde chegam ainda muitas grávidas com quilos a mais e as complicações são imediatas. portanto de excesso de peso mais obesidade foi de 31. meninos e meninas. o seu aumento ocorre de uma forma assustadora. Convém salientar que na maioria dos países Europeus se registou um aumento de 10 a 40% na prevalência da obesidade. é um estilo de vidada que se caracteriza por uma inactividade física ao longo do dia e nos tempos livres. No Reino Unido. Riscos de hipertensão. Os resultados da análise são tanto melhores quanto o nível de instrução dos pais. Em 2002. O factor mais importante da obesidade infantil é a obesidade dos pais. riscos de diabetes. enquanto que em 2025 deverão contabilizar-se 300 milhões. o que demonstra bem o problemático avanço a que se está a assistir.56%. Sendo assim.lazer. O sedentarismo é um estilo de vida que pode conduzir um indivíduo ou criança à obesidade. segundo o IOFT registou-se um aumento da prevalência da obesidade de 10 para 20% nos homens. 37% das mortes por cancro e. que muitas das vezes têm que ser realmente ajudados com instrumentação ou recorrer mesmo à via de cesariana. riscos de infecção do trato urinário e riscos de mais tarde virem a desenvolver complicações no parto. e de 6 para 21. por 51% do risco de morte de um indivíduo. Estilos de vida sedentários e maus hábitos alimentares fazem com que a Europa esteja a braços com a doença e a perder a batalha. Em 2 .4% nas mulheres. há duas décadas contavam-se 10 em cada 100. nos últimos 10 anos. mas é uma questão de família quase de certeza por uma questão de comportamento. De acordo com o ministério da saúde este estilo de vida é responsável por 54% das mortes por cardiopatia.

2005. As consequências da obesidade Vai conduzir a muito curto prazo a doenças ateroscleroticas precoces (doenças inflamatórias crónicas nas quais ocorrem a formação de ateromas (placas. compostas especialmente de lípidos e tecido fibroso. podendo chegar a obstrução total do mesmo e. É urgente alterar substancialmente os cuidados a ter com as crianças e com os adolescentes deste país se não queremos um desastre nos próximos 10 ou 15 anos. ocasionando isquemias teciduais) dentro dos vasos sanguíneos) a acidentes vasculares cerebrais precoces. Martins e Aguiar realizaram um estudo que concluiu que cerca de 14. entre os 18 e 65 anos. Levam progressivamente a diminuição do diâmetro do vaso. que se formam na parede dos vasos. possivelmente. 3 .4% da população é obesa e 35% tem excesso de peso.