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Continuação do arquivo modelos atômicos A

Este material é um resumo baseado no capítulo 1 do livro :”Princípios de química”; Peter Atkins e
Loretta Jones, Bookman, 2001, pág. 148-177.
A estrutura atômica de um átomo de muitos elétrons:
Todos os átomos além do H tem mais que um elétron.
Energia dos orbitais:
As energia são diferentes das do H porque agora existem interações com os elétrons vizinhos.
O núcleo do átomo com muitos elétrons tem mais cargas que o núcleo do hidrogênio e a carga
maior atrai os elétrons mais fortemente e diminui as suas energias. Entretanto, os elétrons
repelem-se uns aos outros o que aumenta suas energias. Por ex. em um átomo de He, onde a
carga do núcleo é 2e, a energia potencial total é:

2e 2

2e 2
2e 2
ν =−

+
4πε 0 r1 4πε 0 r2 4πε 0 r12
atração

atração

[5]

repulsão

onde: r1 é distância do e- 1 até o núcleo, r2 é distância do e-2 até o núcleo,e r12 é a distância entre
os dois elétrons.
termos com sinal negativo Æ atração entre o núcleo e os dois elétrons
termo com sinal positivoÆ repulsão entre os dois elétrons
Analisando quantitativamente: em átomos com muitos elétrons experimentos mostram que a
repulsão elétron-elétron faz com que a energia dos orbitais 2 p seja mais alta do que a do orbital
2 s.
Da mesma maneira que é atraído pelo núcleo, cada elétron é repelido pelos outros elétrons
presentes. Assim, está menos fortemente ligado ao núcleo do que deveria estar se os outros
elétrons estivessem ausentes.
Dizemos que cada elétron está blindado em relação à atração total do núcleo sobre um elétron.
A carga nuclear efetiva experimentada pelo elétron é sempre menor que a carga nuclear real
porque as repulsões elétron-elétron trabalham contra a atração do núcleo.
Um elétron 2s de qualquer camada pode ser encontrado muito próximo do núcleo Æ pode
penetrar através das camadas internas (ele é esférico). Um elétron p penetra menos, a sua
função de onda prevê probabilidade zero de existir no núcleo. Como penetra menos, está mais
efetivamente blindado em relação ao núcleo e assim experimenta um carga efetiva menor.

Figura 9: As energias relativas das camadas, subcamadas e orbitais em átomo polieletronicos.

Neste caso. Em 1925 Wolfgang Pauli demonstrou que: Não mais que dois elétrons podem ocupar um dado orbital. O estado fundamental do Li é: 1s2 2s1 Podemos imaginar o átomo como tendo uma camada fechada 1s2 (também chamada de “core”) rodeada por uma camada mais externa contendo 1 elétron com energia mais alta.Em outras palavras: um elétron s está mais efetivamente ligado que um elétron p e tem energia ligeiramente menor (mais negativa). . Portanto. Be tem 4 elétrons. O princípio da construção A estrutura eletrônica de um átomo pode ser descrita pela sua configuração eletrônica. Em geral somente os elétrons de valência podem ser perdidos em reações químicas porque os elétrons do “core” estão fortemente ligados. Quando dois elétrons ocupam um orbital seus spins devem estar emparelhados. Os efeitos de blindagem e penetração podem ser grandes (s<p<d<f). Elétrons nas camadas mais externas Æ elétrons de valência. Um elétron d está menos firmemente ligado que me elétron p da mesma camada. uma lista de todos os orbitais ocupados. A sua estrutura pode ser representada como na figura 10: O átomo de hélio que tem elétrons pode ser representado como na figura 10: Os dois elétrons estão emparelhados. No estado fundamental os elétrons ocupam os orbitais atômicos de modo que a energia total do átomo seja a mínima possível. O orbital 1s está completo. escrevemos os dois elétrons com spins paralelos porque essa configuração representa uma energia menor. Esse raciocínio pode ser usado para os demais elementos: o berílio. (Princípio de Exclusão de Pauli) O spin de dois elétrons são dito emparelhados (ou antiparalelos) quando um está ↑ e o outro está ↓. Observe a configuração dos demais elementos do 2 período (n=2). Figura 10: representação dos orbitais dos átomos de H e de He. O átomo de hidrogênio no estado fundamental tem 1 elétron no orbital 1s. Os elétrons que ocupam diferentes orbitais p estão mais afastados um dos outros do quando ocupam o mesmo orbital. O lítio tem 3 elétrons. o quarto elétron se emparelha com o elétron 2s resultando 1s22s2. dois ocupam o orbital 1s e completam a camada n=1. O princípio da exclusão implica em que cada orbital no diagrama de energia pode ser ocupado por não mais que dois elétrons. eles se repelem menos. são representados ↑↓ e os números quânticos magnéticos tem sinais opostos. com o número de elétrons que cada um contém. O 3° elétron ocupa o próximo orbital disponível de mais baixa energia: 2s. dizemos que o átomo de He tem uma camada fechada Æ uma camada contendo o máximo de elétrons permitidos pelo princípio de exclusão. No carbono (Z=6) o 6° elétron ocupa um orbital vizinho (py) ao invés de estar emparelhado no orbital px. O Be tem então um core rodeado 1s2 rodeado por 2 elétrons com energia mais alta.

Um átomo com elétrons em estados de energia maiores que o preditos pelo princípio da construção é dito estar em um estado excitado. os elementos do período 3 tem o core 1s22s22p6 do Ne. é mais simples escrever [He]2s1.Figura 11: configuração dos elementos do 2° período. Regra de Hund: se mais de um orbital estiver disponível em uma subcamada. Todos os elementos num período tem o mesmo tipo de “core”. O primeiro elemento do período 3 é o sódio Na e a sua configuração é 1s22s22p63s1 ou mais resumidamente [Ne]3s1. o orbital de menor energia na próxima camada. considerando a atração do elétrons pelo núcleo e a repulsão por outro elétron. um átomo de qualquer elemento tem um “core” do gás nobre do período anterior. todos os elementos do grupo 4A tem configuração ns2np2. Este procedimento resulta na configuração de mais baixa energia para um átomo. . e assim por diante. como esta configuração consiste de um elétron sozinho em torno de um cores 1s2. ou seja todos os orbitais preenchidos. Todos os átomo em um dado período (linha horizontal na tabela periódica) tem em comum a camada de valência e o numero quântico principal (n) desta camada é igual ao número do período. A figura 12 mostra de maneira resumida a configuração eletrônica em termos de camadas e grupos. observe que o último elemento o Ne tem a camada 2 fechada. Esse procedimento é chamado de princípio da construção e é aplicado para todos os elementos da tabela periódica. o próximo elétron entra no órbita 3s. um estado excitado é instável e emite um fóton quando o elétron retorna para um orbital de energia mínima. De acordo com a figura 9. adicione elétrons com spins paralelos em diferentes orbitais desta subcamada ao invés de emparelhar dois elétrons em um mesmo orbital. Em geral. n=2. rodeado pelos elétrons da camada de valência. A seqüência de configuração do período 2 é mostrado na figura 11. similar ao He. Todo os elementos no grupo IA tem configuração de valência ns1. A camada de valência é a camada ocupada que tem o maior valor de n. Então os elementos do período 2 tem o core 1s2 do He . tem a mesma configuração de elétrons de valência com exceção do valor de n. A configuração eletrônica do estado fundamental A configuração do Li é 1s22s1. Todos os átomos em um grupo. Na figura 11 são apresentadas as configurações dos elementos do 2° período.

A tabela é dividida em blocos s. Figura 13: Blocos na tabela periódica .Figura 12: ordem na qual os orbitais são ocupados de acordo com o princípio da construção. A estrutura eletrônica da tabela periódica Pode ser explicada agora que conhecemos as configurações eletrônicas.p.d e f . A figura 13 mostra esta distribuição. denominados de acordo com a última subcamada ocupada de acordo com o principio da construção.

estanho e chumbo ficam nesta região da tabela. estão disponíveis em pequenas quantidades. a maior parte dos metais de transição forma íons com diferentes estados de oxidação.7) tem alta afinidade eletrônica. Todos os elementos do bloco d são metais. Alumínio. Um metal do bloco s será um metal reativo. pois podem perder vários elétrons d.6. Como são feitos em reatores nucleares ou aceleradores de partículas. O estanho e o chumbo são menos reativos que os elementos do bloco s. tendem a ganhar elétron para completar a camada. seus elétrons mais externos podem ser perdidos facilmente. elementos do grupo 2 formam íons 2+. O metal de transição perde primeiro os elétrons s externos. Elementos do grupo 1 forma íons 1+. Os elementos da parte de baixo de cada grupo são mais reativos porque perdem seus elétrons mais facilmente uma vez que possuem energia de ionização menores. No entanto.4) principalmente os elementos pesados tem energias de ionização mais altas do que os elementos do bloco s por isso são menos reativos. Estão presentes em muitos dos minerais que nos rodeiam. Reagem com metais para formar ânions em compostos iônicos. . Os elementos a esquerda do bloco p (grupos 3. Os metais alcalinos são muito importantes como compostos. Os lantanídeos são muito estudados hoje em dia porque os materiais supercondutores geralmente tem lantanídeos. tais como Mg2+. tais como Li+. por isso tem propriedades similares. Os actinídeos são todos elementos radioativos. O impacto nos materiais: Um elemento do bloco s tem baixa energia de ionização. Os elementos a direita do bloco p (grupos 5. Tem propriedades intermediárias entre os elementos do bloco s e do bloco p. Os elementos depois do plutônio são todos sintéticos.Figura 14: Principais grupos. por isso são chamadas de metais de transição. Formam compostos moleculares uns com os outros. Exceto o telúrio e o polônio que são metalóides. A industria de metais está envolvida em problemas de extração de metais de suas combinações com não metais. Os elementos em um mesmo período só diferem entre si pelo numero de elétrons d.