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POLÍCIA ADMINISTRATIVA MUNICIPAL

E PROTEÇÃO DA PROPRIEDADE
INTELECTUAL

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POLÍCIA ADMINISTRATIVA MUNICIPAL
E PROTEÇÃO DA PROPRIEDADE INTELECTUAL
SUMÁRIO
Apresentação
1. Noções sobre a polícia administrativa
1.1. Qual a finalidade da polícia administrativa?
1.2. Quais são os meios de atuação da polícia administrativa?
1.3. Quais são os atributos da atividade de polícia administrativa?
1.4. Que princípios e requisitos norteiam a polícia administrativa?
2. Competência municipal em matéria de polícia administrativa.
2.1. Quais são os critérios para reconhecimento de competência em matéria de polícia
administrativa?
2.2.
Quais são as matérias de competência do Município em matéria de polícia
administrativa?
2.2.1. Competência do Município na polícia da atividade econômica urbana.
2.2.2. Competência do Município na polícia das relações de consumo.
2.2.3. Competência do Município na polícia dos logradouros públicos.
3. Proteção à propriedade intelectual e atividade de polícia administrativa municipal
3.1. A “pirataria” viola a ordem pública municipal?
3.2. Que instrumentos são necessários para prevenir e reprimir a pirataria no âmbito
municipal?
3.2.1. Medidas preventivas
3.2.2. Medidas coativas
3.3.3. Sanções Administrativas
4. Conclusão
Anexos
Bibliografia

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APRESENTAÇÃO
A confecção da presente apostila nos foi solicitada por entidades dedicadas ao
combate das atividades violadoras da propriedade intelectual, com o intuito de disseminar
informações necessárias à prevenção e repressão de tais ilegalidades aos agentes públicos
municipais.
A honra que nos trouxe tal trabalho somente se iguala à responsabilidade de
tratar de um tema que embora não propriamente novo – eis que a atividade de polícia administrativa
é um dos temas clássicos do direito administrativo – não tinha ainda recebido um enfoque
específico, no que tange à proteção da propriedade intelectual.
Não é difícil perceber que o tema da proteção à obra intelectual deixou de ser
um mero capítulo das relações entre indivíduos para ganhar aspectos de relevância coletiva, em
vista das suas múltiplas implicações em uma economia de massa de âmbito global. Ele está situado
na agenda da diplomacia econômica mundial e também se tornou um relevante tema de segurança
pública, diante da criminalidade organizada para lucrar às custas da criação intelectual alheia.
Tornou-se, por essa razão, objeto de política pública federal específica, a ser proposta pelo
Conselho Nacional de Combate à Pirataria, órgão consultivo recentemente criado (Decreto
5.244/2004), vinculado ao Ministério da Justiça.
A proposta contida neste trabalho tem um enfoque mais simples e por isso
mesmo mais eficiente: a proteção da obra intelectual e dos princípios e valores jurídicos a ela
associados pela atuação administrativa municipal. É revalorizado assim o poder público municipal,
cujo papel na solução das aflições cotidianas dos cidadãos não é suficientemente enfatizado em
nossa cultura política e jurídica.
Para maior didatismo, evitamos ao máximo usar de citações no corpo do
texto. As referências bibliográficas e algumas informações complementares foram colocadas em
notas ao final do texto, também no intuito de tornar sua leitura fluente. Pelo mesmo motivo,
trouxemos na forma de anexo uma coletânea dos textos normativos relevantes e também alguns
exemplos de normas municipais que possam servir de inspiração aos leitores.
Fica registrado, por fim, o nosso desejo de que as informações aqui contidas
sejam proveitosas às autoridades públicas municipais e sirvam para tornar mais simples a tarefa de
inegável importância que lhes é aqui sugerida.

Carlos José Teixeira de Toledo
Procurador do Estado
Mestre em Direito Urbanístico pela
Universidade de São Paulo
Professor de Direito Administrativo da
UNINOVE-SP

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POLÍCIA ADMINISTRATIVA MUNICIPAL
E PROTEÇÃO DA PROPRIEDADE INTELECTUAL

1. Noções sobre a polícia administrativa
Chamamos de polícia administrativa a atividade exercida pela
Administração Pública para adequar o comportamento dos particulares aos balizamentos e diretrizes
estabelecidos na lei.
Os direitos e faculdades estabelecidos no ordenamento jurídicos de forma
abstrata, devem ser harmonizados, para que a fruição de um direito por um particular não venha a
impedir a fruição do direito de seus concidadãos. “Todo o direito deve encontrar um ponto ótimo de
utilização”,i e para compatibilizar o exercício dos direitos, a Administração Pública exerce um papel
de mediação da convivência social.
Para exercer esse papel de árbitro e ordenador das relações na sociedade, é
necessário que a Administração Pública se deixe nortear pelas balizas, diretrizes e limites
estabelecidos na lei. Estamos nos referindo à lei em sentido formal, isto é, às normas editadas
mediante processo legislativo, nos termos da Constituição. Mesmo quando estabelece normas que
devam ser observadas pelos particulares, a Administração não pode ir além das exigências
necessárias ao cumprimento das finalidades traçadas na lei e não pode criar obstáculos aos direitos
dos cidadãos que não estejam explicitados no texto legal.

1.1.

Qual a finalidade da polícia administrativa?

A finalidade da atividade de polícia administrativa é evitar o dano decorrente
do exercício abusivo dos direitos pelos particulares.
Todo o direito é necessariamente limitado, pois se levado às últimas
conseqüências, aniquilaria a possibilidade da vida em sociedade. Conduzir automóveis é uma
atividade útil e benéfica à vida social; conduzir automóveis em estado de embriaguez ou em
velocidade incompatível é um comportamento anti-social. Construir imóveis é uma atividade
altamente incentivada; construir imóveis insalubres ou que causem riscos aos imóveis vizinhos é
uma conduta repudiada socialmente.
A polícia administrativa surge, pois, como uma atividade necessária para o
equilíbrio das relações sociais, tornando efetiva a escala de valores que a sociedade estabelece por
meio das suas leis. Assim, se a sociedade repudia a poluição ambiental como uma atividade que, a
partir de certos patamares, é nociva; se a sociedade, por meio de seus representantes, cria leis que
cristalizam esse juízo de valor como comandos e sanções; por conseqüência, é necessário que haja
uma autoridade que, em nome da sociedade, imponha a observância desse valor que foi convertido
em comando legal.
Portanto, a polícia administrativa é exercida com o intuito de prevenir e
impedir o exercício de atividades particulares que se oponham ao interesse da coletividade. ii
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como a Polícia Militar e a Polícia Civil.: a obrigatoriedade de instalação de equipamentos de segurança para que o edifício possa ser utilizado.2. ex.: a proibição de circular com automóveis acima de certa velocidade ou em certos dias da semana (rodízio). etc.  obrigações de fazer: geralmente são impostas como ônus para que o particular possa exercer determinada atividade ou fruir um direito. o que gerará a responsabilização do infrator em ambas as esferas. como água. contidos nas leis processuais penais. com a colaboração de agentes administrativos especializados – as corporações policiais previstas na Constituição. P. requisições. ex. Também é conhecida a distinção entre polícia administrativa e polícia judiciária. uma conduta especificada em uma norma do Direito Penal (Código Penal. 1. etc.). a proibição de construir acima de determinada altura ou coeficiente.  obrigações de não-fazer: podem ser também denominadas como sujeições.Não se deve confundir a polícia administrativa com outras atividades administrativas. aplicável às situações em que está presente um ilícito penal – ou seja. P. etc. a proibição de fumar em determinados ambientes. 5 . que podem ser:  obrigações de não-fazer: também conhecidas como proibições. etc. a imposição do cinto de segurança na condução dos automóveis.: não pode o criador opor-se ao abate de animais que estejam contaminados por uma epidemia. luz. tributações. assistenciais dos particulares (fomento).). P. Quais são os meios de atuação da polícia administrativa? A polícia administrativa atua por meio da imposição de obrigações. culturais.iii Isso não quer dizer que não possa haver. ex. concomitantemente. tais como: a oferta de utilidades à coletividade. da mesma forma. (serviços públicos). pois aqui o particular é obrigado a suportar uma atividade da Administração. Os ilícitos penais possuem um tratamento específico e sua apuração e repressão é feita pela autoridade judiciária. os pais devem permitir que seus filhos sejam vacinados. atuação econômica do Estado e regulação da atividade econômica (intervenção). Desse tratamento específico decorre também uma atividade de polícia específica – a polícia judiciária – regulada por princípios e normas próprios. de forma independente. a necessidade de requerer uma licença ou autorização para praticar uma atividade econômica. o incentivo de atividades econômicas. o exercício da polícia administrativa e da polícia judiciária atuando sobre uma mesma situação. obtenção de meios para a atividade administrativa (desapropriações. o comerciante deve suportar o ingresso dos agentes sanitários para fiscalizar seu estabelecimento. É comum que um ilícito penal seja também um ilícito administrativo. etc. leis penais especiais. Lei de contravenções penais. para evitar o contágio de moléstias. no exercício da polícia administrativa.

P. O direito reconhece tais qualidades. Por meio das sanções. Quais são os atributos da atividade de polícia administrativa? Ao exercício da atividade de polícia administrativa geralmente são associados alguns atributos.: advertência ou multa). diante do caso concreto. a retenção de um táxi que trafegue sem a aferição do taxímetro. ou de fixar o valor da multa dentro de certos limites.: multa de R$50. é comum que a lei ofereça opções para o agente. vii Usando dessa lógica. para constranger o particular a cessar ou evitar a prática do ato danoso.vi São eles:  discricionariedade: a polícia administrativa é uma atividade que.v Ex. por meio de normas administrativas – também conhecidas como regulamentos e posturas da Administração. Chama-se discricionariedade a margem de escolha que a lei dá ao agente. etc. medidas que têm uma natureza aflitiva para o particular. multa.3. como as de aplicar sanções em caráter alternativo (p. as cláusulas obrigatórias contidas em uma licença concedida pela Administração. por meio de um ato administrativo que transmita um comando aos particulares. o apito ou o gesto de um guarda de trânsito. para que sejam impostas.: uma notificação ou advertência sobre determinada conduta indesejável. deve possuir os meios”.00 a R$500. isto é. concretamente. o embargo de uma obra irregular. ex. que também deve conter em linhas gerais os critérios e o procedimento de punição. Discricionariedade. Também podem ser impostas.iv Medidas coativas ou cautelares são providências adotadas pela Administração. ex. perda e destruição de bens. devem estar expressamente previstas na lei. de acordo com a gravidade de infração (P. etc. em muitos casos. indicando que os particulares não devem nela transitar. isto é. ex.viii 6 . O intuito é de prevenir ou fazer cessar uma conduta que se considera irregular. Assim. restabelecendo-se a ordem pública. surge para a Administração o poder de aplicar medidas coativas e sanções administrativas. ou mesmo o sinal luminoso do semáforo. usando de força se necessário.: a apreensão de equipamentos destinados à pesca ou caça ilegal. que é conduta contrária ao direito e pode configurar o crime de abuso de autoridade. 1. para que ele. As sanções administrativas. Sanções administrativas mais comuns: advertência. suspensão ou cassação de atos de outorga (licenças e autorizações). escolha uma dentre várias possíveis soluções. toda e qualquer escolha feita pelo agente será válida. perda de linhas de financiamento e benefícios fiscais. impõe o exercício da chamada discricionariedade administrativa. etc. Sanções são penalidades. o bloqueio de uma rua. não se confunde com arbitrariedade. pois elas são muitas vezes necessárias para que a atividade de polícia administrativa possa atingir o seu fim e é conhecida a máxima pela qual “quem deve atingir os fins.00). evidentemente. Uma vez que os particulares venham a se opor aos comandos contidos nas normas e nos atos administrativos. busca-se desestimular as condutas consideradas inadequadas para o convívio social.Essas obrigações podem ser impostas de maneira geral para os particulares. desde que obedeça às balizas e limites dados pela lei e vise à finalidade legal. qualidades que a caracterizam.

1. como causas que obstam a prática do ato pelo agente a suspeição e o impedimento. 2°) a competência legal do órgão que está exercendo a atividade de polícia. ao mesmo tempo. c) aspecto temporal: há que se analisar se o ato foi produzido durante a competência do agente – se ele não se encontrava afastado. etc. e sem que haja necessidade de intervenção da autoridade judicial. não pode o fiscal de construções exercer fiscalização em áreas que não estão sob sua esfera de competência. Requisitos:  competência: o agente que exerce a atividade de polícia deve ser juridicamente competente. Isso somente ocorrerá se houver autorização legal para a medida ou se houver urgência que justifique a adoção da providência. Ele deve obedecê-los. por exemplo. que permite o seu conhecimento por parte do destinatário. de maneira a permitir o exercício do direito de defesa pelo particular e. 330 e 331). a demolição de edifício que causa risco à coletividade.  Para a verificação dos poderes atribuídos ao agente. deve estar investido dos poderes legais para a prática do ato.  Não se pode deixar de mencionar também. etc. não pode o prefeito de um Município tombar bem cultural no território do Município vizinho. não pode o agente estadual cobrar um imposto de competência municipal. tipificados no Código Penal (artigos 329. devem-se analisar também os seguintes aspectos: a) aspecto material: se o ato praticado se encontra no rol de matérias atribuídos àquele agente – não pode o agente de vigilância sanitária. Os atos baseados no exercício da polícia administrativa que sacrifiquem direitos e imponham penalidades devem ser formalizados de forma cuidadosa. a interdição de estabelecimento destinado à prática de atividade ilícita. se já não fora aposentado. mesmo com a oposição do particular. Exemplos: a apreensão de bens impróprios para consumo. 7 .4. b) aspecto territorial: deve o agente praticar atos dentro do âmbito espacial definido na lei e em seus regulamentos – assim. isto é. causas essas relacionadas aos princípios da moralidade e da impessoalidade da Administração. sob pena de incorrer nos crimes de resistência. Relacionado a este atributo está o seguinte:  auto-executoriedade: é a possibilidade que a Administração tem de realizar concretamente sua decisão. Para verificar-se a competência. deve-se analisar: 1°) a competência constitucional do ente político para atuar na matéria (vide próximo capítulo). Que princípios e requisitos norteiam a polícia administrativa? O exercício da atividade de polícia administrativa somente é regular e válido quando são obedecidos determinados requisitos e princípios.ix  formalização: chamamos de forma a exteriorização do ato administrativo. coercibilidade: os comandos dados pela Administração no exercício da polícia administrativa não são facultativos para o particular. se ainda não havia sido investido no cargo. se havia cessado o seu mandato. 3°) a competência legal do cargo ou função desempenhada pelo agente. garantir a validade do ato. desobediência e desacato. lavrar multas de trânsito.

a lei busca um resultado específico. em conformidade à vontade da lei. que pode se caracterizar quando o agente busca um fim colidente com o interesse público – por exemplo. quando o agente público impõe uma penalidade indevida. Quando há a imposição de sanções. visando obter alguma vantagem com isso – ou quando usa do ato para uma finalidade que é. mas deve-se ter o cuidado de não se criar normas de conteúdo muito vago ou de difícil compreensão pelo destinatário. que são comuns a todos os atos administrativos. que deve ser perseguido. aplicando uma sanção que a lei não previu. As normas administrativas devem descrever.xii 8 . baseada em princípios e/ou normas jurídicas. de forma eficaz. P. A falta de motivação é causa freqüente de anulação de ato dessa natureza. que pode ser desdobrado em dois: motivo de fato e motivo de direito. o que é comum no direito administrativo. Primeiro significado: não pode o agente público criar atos administrativos não previstos em lei – por exemplo. Além desses requisitos.  Os atos exercidos na atividade de polícia administrativa devem ser sempre motivados. motivo: é a justificativa para a prática do ato. a lei visa promover a segurança nas relações de consumo.  O não atendimento a esse requisito gera o vício conhecido como desvio de finalidade ou desvio de poder. para possibilitar ao particular a defesa de seus interesses e permitir às autoridades competentes o controle de legalidade desses atos. por exemplo. compatível com o interesse público.x  finalidade: é o objetivo a ser alcançado com o ato. existem determinados princípios e limites que são especialmente importantes no exercício da atividade de polícia administrativa: Princípios:  tipicidade: esse princípio se aplica especialmente na imposição de medidas coativas e de sanções administrativas e tem dois significados. ocasionando perigo à coletividade. mas para a qual o ato não se presta – o que ocorre.: ao possibilitar a aplicação de sanções ao comerciante que vende um produto imprestável. ao determinar o cancelamento de autos de infração de determinado grupo de empresas. Isso não impede que as normas tipificadores tenham um conteúdo genérico ou dependam da aplicação de outras normas regulamentadoras. a pretexto de incrementar a atividade econômica por elas praticada. de maneira que se possa verificar a tipificação da conduta (ver adiante). ex. em tese. Ao atribuir ao agente público o poder para praticar um determinado ato. a situação real que impeliu a Administração a agir: se a Administração determinou a demolição de um imóvel. o motivo de fato é o estado de deterioração do prédio. Segundo significado: ao aplicar uma medida coativa ou sanção administrativa. portanto. de forma suficiente para que os particulares possam prever e evitar aquela conduta. o agente público deve verificar se o fato em exame é aquele descrito na norma jurídica como pressuposto para a realização daquele ato. Entre duas providências igualmente eficazes. O motivo de fato é a circunstância. a conduta que se considera reprovável.xi  necessidade e eficácia: a adoção de uma medida de polícia administrativa deve ser justificada pela necessidade de se evitar um dano à coletividade ou reprimir uma conduta socialmente reprovável. devese adotar sempre a providência que causa o menor sacrifício ao particular. o motivo de direito é a justificação da atuação administrativa. é sempre necessário que seja indicado o fundamento legal.

 proporcionalidade: decorrente do princípio da razoabilidade. a pretexto de incentivar o aumento da população local. Esse princípio impede o uso de força excessiva ou de punições em desproporção às infrações cometidas. o princípio da proporcionalidade impõe adequação entre meios e fins. 9 . razoabilidade: o princípio da razoabilidade impede que a Administração tome atitudes arbitrárias. violadoras do bom-senso e da lógica. Um exemplo de exercício não-razoável da polícia administrativa é a de um prefeito que tentou. Exemplo de violação desse princípio: a apreensão do veículo de passeio de um particular que foi flagrado com uma vara de pescar no período de proibição legal da atividade. proibir a venda de preservativos em sua cidade. incongruentes. A finalidade da polícia administrativa não é destruir os direitos dos particulares. mas adequá-los à convivência social. recentemente.

Um exemplo clássico: cabe à União legislar com exclusividade sobre o direito comercial (CF/88. 22.)” 10 . é certo que a regra geral não se aplica de forma indiscriminada.2. 30.(. Quais são as matérias de competência do Município em matéria de polícia administrativa? No que toca ao Município. concessão de licenças e autorizações.xiii Hipótese semelhante ocorre em matéria de trânsito: embora haja competência exclusiva da União para legislar (CF. visto que a Constituição Federal divide o poder estatal entre esses entes – União. recorre à fórmula genérica da existência de um “interesse local” como delimitador da competência municipal: “Art. em que há vários aspectos a serem considerados. 22. os aspectos referentes à localização da casa comercial e o horário de seu funcionamento. para o regular exercício da polícia administrativa. a Constituição enumera algumas competências específicas. XXVI). temos o princípio de que é competente para exercer a atividade de polícia administrativa o mesmo ente político competente para legislar sobre a matéria. Compete aos Municípios: I . pelo qual as competências são preferencialmente distribuídas às entidades que possuam maior motivação e melhores condições para desenvolver determinada tarefa de polícia administrativa. 22. Porém. o que faria supor que somente a ela caberia a polícia da atividade comercial. art. o sistema de competências da Constituição Federal é estruturado pelo princípio do interesse predominante. Distrito Federal e Municípios. todavia. os Estados e Municípios também exercem a polícia administrativa de trânsito. etc. como a defesa da saúde. logo. sobre cada um deles incidindo uma determinada competência. art.legislar sobre assuntos de interesse local.. sofrendo a regulação pelo Município. em que há sistemas nacionais que buscam harmonizar a atuação conjunta desses entes. O exame da competência dos agentes públicos inicia-se com a verificação da competência do ente político ao qual eles pertencem. aplicação de sanções. são matéria de interesse local. Competência municipal em matéria de polícia administrativa Como já dissemos. Estados.xv Em linhas gerais.1. 2. I).xvii porém.. Quais são os critérios para reconhecimento de competência em matéria de polícia administrativa? Como regra geral. do meio ambiente e do consumidor. art.xiv Também há competências que são distribuídas de forma comum para todos os entes políticos. pois há situações complexas. por meio de órgãos próprios.xvi 2. caberá à União também exercer a polícia administrativa sobre essa atividade – o que fará por meio da fiscalização.2. é necessário que o agente que aplica as medidas de polícia seja dotado de competência. Por exemplo: cabe à União legislar sobre atividades nucleares de qualquer natureza (CF/88. XI).

No que tange à polícia administrativa. a polícia das construções será exercida pelo Município. Competência do Município na polícia dos estabelecimentos econômicos. Assim. inúmeros são os aspectos da vida cotidiana que exigem a intervenção da autoridade municipal. fazer valer a legislação municipal. que esclarece serem muitas as “atividades que. incidirá também a competência da União. o que reforça a obrigação da autoridade municipal em exercer. Nos tempos coloniais. I). é evidente que está pressuposta também a competência administrativa.Embora a Constituição se refira nesse inciso à competência legislativa. da predominância de interesses. no âmbito de suas atribuições. xx se o edifício em questão servirá para atividade de manipulação de material radioativo. polícia dos bens ambientais urbanos.xxi 2. Isso porque. conforme reconhece a doutrina constitucional. com respaldo doutrinário e jurisprudencial. Mas quais seriam os assuntos de interesse local? Tanto a Constituição como a doutrina não se arriscam a enumerar as matérias consideradas de interesse local. zelando pela boa prática da mercancia.xviii pois é óbvio que não caberá às entidades de maior abrangência (União e Estados-membros). Trata-se de competência implícita. das leis e das instituições democráticas e conservar o patrimônio público” (art. como pessoa administrativa que é. armada de autoridade pública e de poderes próprios para a realização de seus fins”. todas as atividades que preservem a integridade do ordenamento jurídico nacional. diversos são os aspectos da vida local que são objeto dessa atuação. Convém lembrar a lição de Hely Lopes Meirelles. atento a que a ação do Poder Público é sempre um poder-dever. polícia das construções. o almotacé. algumas dessas atividades de polícia são compartilhadas com os demais entes públicos. como sede da convivência dos cidadãos. embora tuteladas ou combatidas pela União e pelos Estados-membros. pois essa é necessária à efetivação da legislação Municipal. tem. 23.xix Não custa lembrar também que a Constituição atribui a todos os entes políticos o dever de “zelar pela guarda da Constituição. o dever de agir.1. conforto e salubridade na aquisição dos bens do dia-a-dia. como: polícia sanitária. polícia do uso dos logradouros públicos. e sobre os quais o Município não só pode como deve intervir. regulamentar ou impedir uma atividade útil ou nociva à coletividade. em razão da competência constitucional dos corpos de bombeiros militares. porém aspectos relacionados à prevenção de sinistros devem ser exercidos também pelos Estados. Logicamente.xxii 11 . correlatamente. etc. polícia das águas. sendo o seu exercício regulado pelo princípio já mencionado. com o objetivo de assegurar aos munícipes segurança. essa tarefa era atribuída a um funcionário municipal específico. que percorria as feiras e casas de comércio abertas ao público. em razão da competência comum ou pelo desdobramento de suas manifestações.2. em razão da multiplicidade e variedade de atividades e serviços que podem ser consideradas de interesse da municipalidade. deixam remanescer aspectos da competência local. no tocante a esse aspecto. Dentre as mais tradicionais atividades fiscalizatórias dos Municípios está a polícia das atividades econômicas em seu território. Se o Município tem o poder de agir em determinado setor para amparar.

respeitados os limites dados pela Constituição vigente. O papel da autoridade municipal também é reconhecido no que tange à proteção do consumidor. continua a existir. O novo ordenamento constitucional não se afastou substancialmente das diretrizes contidas em Constituições anteriores. Competência do Município na polícia das relações de consumo.) § 1º. 55. 24. nas suas exigências de segurança. devemos aqui destacar: “Art. evidentemente. A União. (. Essa fiscalização deve seguir as balizas da Política Nacional das Relações de Consumo.2. da saúde. indústrias e profissões no seu território”. a publicidade de produtos e serviços e o mercado de consumo. adotando as medidas cautelares e aplicando as sanções administrativas necessárias à defesa do consumidor e da boa ordem nas práticas relacionadas ao consumo. V) – não se pode excluir a competência dos Municípios para promover a tutela administrativa do consumidor. os Estados. no interesse da preservação da vida..2.)”(grifos nossos). aos Estados e ao Distrito Federal (art.Essa competência. distribuição. da segurança. 105) e reconheceu explicitamente a competência municipal em polícia das relações de consumo: “Art. (. Tanto assim que o Código de Defesa do Consumidor (Lei 8. continuando atual a orientação do Supremo Tribunal Federal.. Embora a Constituição não tenha atribuído diretamente ao Município a competência para legislar sobre as relações de consumo – que foi dada concorrentemente à União. da informação e do bem estar do consumidor. 12 ..078/1990) integrou as entidades municipais no Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (art. de que “ao Município cabe o poder de polícia sobre o exercício do comércio... o envolvimento das autoridades municipais. de cunho eminentemente local. que possam causar prejuízos aos consumidores. o Distrito Federal e os Municípios fiscalizarão e controlarão a produção. (..xxiii Diz Hely Lopes Meirelles que “tal pode é inerente ao Município para a ordenação da vida urbana.xxiv 2. inclusive a concorrência desleal e utilização indevida de inventos e criações industriais das marcas e nomes comerciais e signos distintivos. industrialização.) VI – coibição e repressão eficientes de todos os abusos praticados no mercado de consumo. A capilaridade das atividades relacionadas com o consumo exige. sendo que dentre suas exigências. 4º. higiene. sossego e bem estar da coletividade”. suplementando e adaptando a legislação federal e estadual às suas peculiaridades. baixando as normas que se fizerem necessárias” (grifos nossos).

visto que é livre apenas o uso normal desses bens. jardins. 13 . É evidente que não deve o Município. etc. permitir o bloqueio de uma avenida para a realização de “rachas” ou autorizar o uso de uma praça como rinha de galo.: a realização de uma competição esportiva na praia. geralmente relacionados às funções urbanas de circulação e recreação. cuja permissão se referia à venda de jornais e revistas. pode haver um uso anormal ou excepcional dos logradouros públicos.xxvi Isso não significa que esses bens possam ter qualquer utilização. Por exemplo. o que faz por meio dos instrumentos denominados autorização e permissão de uso do bem público. a instalação de bancas de jornal.  contínua. o qual pode ser aceito desde que não haja prejuízo ao interesse da coletividade. que deles usufrui de maneira anônima.ex.xxvii Deve a administração. devendo rejeitar todo e qualquer uso contrário à legalidade e às regras básicas da convivência social. praças.xxv Esses bens são geralmente qualificados como bens de uso comum do povo. ao exercer o direito de usar do bem público de forma excepcional. Esse uso anormal pode ocorrer de forma:  episódica. Da mesma forma. o uso das calçadas pelo comércio ambulante). não pode a administração tolerar que o particular utilize um quiosque. quando a função típica do logradouro é temporariamente modificada (p. de livre utilização pela população em geral. por exemplo. isto é. Competência do Município na polícia dos logradouros públicos Também é reconhecida como prerrogativa municipal a polícia dos logradouros públicos. quando houver um uso persistente em benefício de determinada pessoa (p.ex.2. xxviii Diante do descumprimento desses requisitos.).: a ocupação da calçada por mesas de um restaurante. para a prática de jogo ilegal. o comércio de feira em uma rua.2.3. analisar de forma criteriosa se o uso requerido é útil para a coletividade. sem que haja apropriação ou utilização exclusiva dos mesmos por quem quer que seja. Porém. igualitária e independente de consentimento da Administração. a administração não somente pode como deve proceder à cassação da autorização ou permissão concedida. é necessário que a administração municipal dê o seu consentimento. dos espaços comuns de convivência da coletividade: ruas. Para que esse uso excepcional possa ocorrer. antes de dar o seu consentimento. o particular não pode se afastar das normas legais referentes à atividade realizada e tampouco poderá descumprir as condições que a administração estabeleceu no ato de outorga. isto é. etc. o bloqueio de uma rua para uma festa comunitária.

na lei da propriedade industrial (Lei 9.  os direitos de propriedade industrial. no Código Penal (arts. 12). visto que em um mundo globalizado. desenhos industriais. entretenimento e aprimoramento educacional. o Brasil é signatário de diversas normas internacionais de proteção da propriedade intelectual. relativos a inventos industriais. também prejudicam o interesse da coletividade. art. as práticas violadoras da propriedade intelectual. 184 a 186). pois protege a propriedade intelectual dos programas de computador. nomes de empresas e signos distintivos. publicação ou reprodução.  Lei Federal 9. científicas e literárias.610/98 – conhecida como “lei de direitos autorais”. literárias e científicas. pratica essa atividade quem: 14 .610/98). Proteção à propriedade intelectual e atividade de polícia administrativa municipal Denomina-se propriedade intelectual o direito que é reconhecido ao autor de uma obra ou invento. relacionados ao reconhecimento de sua autoria e à preservação da integridade de sua criação.279/96 – legislação que protege a chamada propriedade industrial. relativos às obras artísticas. Esse conceito abrange:  os chamados direitos autorais. como as invenções e as marcas.3. Além disso. 3. Cabe lembrar que essas práticas são tipificadas criminalmente. pois necessárias ao progresso cultural e econômico da sociedade. além de ocasionarem dano aos titulares dos direitos referentes às obras protegidas. Com relação a obras protegidas pela lei de direitos autorais (Lei 9.279/96. de variadas formas. que protege as obras artísticas.1. marcas.  Lei Federal 9. a circulação dos produtos da criação intelectual é um elemento econômico primordial e atende à necessidade das pessoas por informação. compatibilizando os direitos do criador com o interesse social. arts. de dispor sobre sua utilização.609/98. A “pirataria” viola a ordem pública municipal? No âmbito municipal.xxix A propriedade intelectual no Brasil é protegida hoje pela seguinte legislação:  Lei Federal 9. que é a violação mais disseminada em nosso país. 2ª) que os produtos da criação intelectual sejam disponibilizados à coletividade. Destacamos especialmente a prática comercial conhecida como “comércio de produtos piratas”. 183 a 195) e na lei do software (Lei 9. garantindo-se a ele também o reconhecimento de seus direitos morais.609/98 – a chamada “lei do software”. A proteção da propriedade intelectual tem por fundamento duas necessidades: 1ª) que as atividades de criação sejam incentivadas.

introduz no País. § 2º do Código Penal. seja para a prevenção da criminalidade em seu território (o que é tarefa de todos os entes públicos. oculta ou tem em depósito. com pena de reclusão de 1(um) a 4 (quatro) anos e multa. a autoridade pública se expõe ao descrédito. 288). usando de suas competências para esse fim. 15 . e também não lhe falta motivação. Também a lei do software (Lei 9.609/98) pune “quem vende. tem em depósito. além de violar o dever de agir. em razão de serem associadas à informalidade no trabalho. visto que é constitucional o dever dos entes públicos em geral de zelar pela legalidade (art. o contrabando e o descaminho (Código Penal. com prejuízo para a arrecadação dos tributos e receitas previdenciárias. adquire. é necessário que a Administração seja dotada de: a) normas jurídicas que regulem o exercício da polícia administrativa. 23. original ou cópia de programa de computador.. original ou cópia de obra intelectual ou fonograma reproduzido com violação do direito de autor. independentemente de queixa ou representação da vítima. em seu artigo 12. art. do direito de artista intérprete ou executante ou do direito do produtor de fonograma (.2. Que instrumentos são necessários para prevenir e reprimir a pirataria no âmbito municipal? Para que possa exercer tal atividade. 184. crimes contra a organização do trabalho (Código Penal. 3. vende. Em razão da gravidade dessa conduta. aluga.“com o intuito de lucro direto ou indireto. oculta. mesmo não dispondo da competência em matéria de polícia judiciária). adquire. Portanto. seja no decréscimo de sua participação nas receitas tributárias produzidas em seu território (IPI e ICMS). expõe à venda. sujeita à pena de 2 (dois) a 4 (quatro) anos de reclusão e multa. há evidente prejuízo da própria moralidade administrativa. art. isto é. com a possibilidade de vir a ser responsabilizada pela sua omissão. Os Municípios também participam desses prejuízos. introduz no País. distribui. Não o fazendo. § 2º.. seja em razão da necessidade de combater a evasão fiscal (que também prejudica as receitas municipais). sem mencionar a perda de receitas próprias (ISS). as práticas relacionadas à violação da propriedade intelectual geralmente estão associadas a outras formas delituosas.)” Trata-se de conduta tipificada no art. artigos 197 a 207). a apuração criminal e a propositura da ação penal são feitas pelo Poder Público. a ação penal é pública incondicionada. seja em razão da sobrecarga de suas tarefas assistenciais. b) pessoal administrativo que disponha de competência para o exercício de tal atividade.137/90). o Município tem os instrumentos necessários para promover o combate às práticas da chamada “pirataria” em seu território. Quando praticadas essas violações de forma ostensiva.xxx Ademais. para fins de comércio. expõe à venda. produzido com violação de direito autoral”. como a formação de quadrilha (Código Penal. I). e vários tipos de crimes contra a ordem tributária (Lei 8. 334). Prejuízos de ordem social e econômica também advêm dessas condutas.

trata-se de uma cautela a mais. de praticar atividades comerciais. pois é evidente o dever. pois é evidente que se um particular se dirigir à prefeitura buscando o licenciamento de um estabelecimento de jogo ilegal ou de exploração de menores. não é a ausência de norma local explícita que impedirá a administração de coibir atividades ilícitas. Pode-se usar de tipificação genérica. no exercício de seu poder de fiscalização.2. os Municípios já possuem legislação que lhes permita utilizar das medidas preventivas. de fazer valer tal legislação. coativas e sancionatórias pertinentes. pelos motivos já mencionados. etc. utilizar como justificativa a violação da norma federal protetiva da propriedade intelectual. por exemplo. respeito às normas de edificação. Por exemplo: não se questiona que o particular tem o direito.xxxii Usando de seu arsenal normativo. para se estabelecer ele deve preencher diversos requisitos a serem verificados pela autoridade administrativa. Medidas preventivas O principal instrumento preventivo de que dispõe a autoridade municipal consiste na exigência de prévio cadastramento e licenciamento dos estabelecimentos situados em seu território. é de todo conveniente que o ente municipal explicite em sua legislação a possibilidade de coibir as práticas ilícitas constatadas no exercício das suas competências em matéria de polícia administrativa. Conforme dissemos. xxxiii Nesse caso.Visto que o exercício da polícia administrativa dos estabelecimentos econômicos e dos logradouros públicos já é tradicional no âmbito municipal. em razão do exercício de práticas irregulares pelo beneficiário. em tese. ao reprimir a atividade. o Município poderá adotar as seguintes medidas: 3. já mencionado. o órgão municipal estará impedido de dar o seu consentimento. deverá o agente municipal. Porém. Admite-se que o Município aplique diretamente a legislação federal. O licenciamento é o procedimento pelo qual a autoridade administrativa verifica se o particular preenche os requisitos para o exercício de um determinado direito. de sossego público. independentemente do que digam as normas locais. impedindo a prática de condutas ilícitas em seu território xxxi – lembrando que a diferença entre o ilícito penal e o ilícito administrativo é apenas de grau. Portanto. visto que somente as atividades lícitas é que são passíveis de licenciamento. a legislação paulistana. como o faz. relacionados à localização do estabelecimento (zoneamento municipal). de habitabilidade ou higiene”. instalação de equipamentos de segurança. observância das normas sanitárias. pois tal conduta pode ser considerada atentatória à “segurança” e ao “sossego público”. considerando irregulares as atividades que “atentem contra as normas de segurança. 16 . porém. É conveniente que a legislação municipal sobre o licenciamento e o próprio alvará – nome que se costuma dar ao documento que formaliza a licença – já prevejam a possibilidade de sua suspensão e/ou cassação.1.

são medidas que buscam fazer cessar a atividade danosa. identificação do detentor das mercadorias). etc. data e horário da apreensão. 3. Para uso no processo criminal.Além do licenciamento. podemos destacar a apreensão de mercadorias e interdição de estabelecimento. deixando-lhe a incumbência de apreender os produtos irregulares ou lavrando em conjunto o auto de apreensão. estadual e municipal em equipes (“força-tarefa”) para coibir as atividades dessa natureza. Por essa razão. Medidas coativas Conforme já explicamos. artesanatos. todavia. As mercadorias apreendidas devem então ser entregues à autoridade policial do local onde ocorreu a apreensão. Há experiências bem-sucedidas de atuação conjunta das autoridades federal. com isso incentivando o comércio de feiras livres. devendo recusar a concessão de permissões ou autorizações para usos indevidos e. etc.xxxv Outra providência a cargo da autoridade municipal é a interdição do estabelecimento que se dedique à prática de violação de direitos autorais. o Município pode usar de discricionariedade para a outorga desses instrumentos. uma vez constatados tais usos. A apreensão de mercadorias no que tange ao comércio de produtos piratas é particularmente importante. Se o estabelecimento se dedicar a atividades lícitas e praticar violações apenas em caráter acessório (por exemplo: uma lanchonete que também promova a venda CDs piratas). tolerar as práticas ilícitas nos logradouros públicos. deve impedir a sua continuação.2. pois cabe a ela adotar as providências relativas à responsabilização criminal do detentor dos produtos irregulares. poderá entregá-los ao titular do direito autoral violado.xxxiv De toda a forma. como o comércio. caso o estabelecimento se dedique exclusivamente a práticas ilícitas. mas também porque é necessária para a apuração do crime cometido. eventos culturais. pode-se intimar o estabelecimento para que cesse a atividade ilícita e somente interditá-lo se houver resistência em cumprir a ordem. Como se sabe.xxxvi 17 . Essa providência deve ser adotada em caráter imediato. não apenas porque faz cessar a atividade ilícita. os bens devem ficar sob a custódia da autoridade policial.2. que os encaminhará à perícia e. Poderá também a autoridade municipal requisitar a presença da autoridade policial no ato de fiscalização. sendo impossível a regularização da situação. sendo lavrado com a descrição de todos os bens apreendidos e informações sobre a medida (local. No que tange à repressão da chamada “pirataria”. também deverá a municipalidade utilizar-se das permissões de uso e autorizações de uso para controle das atividades praticadas nos logradouros públicos em caráter excepcional. prejudicial ao interesse público. esse documento deverá ser firmado por pelo menos 2 (duas) testemunhas. Não poderá. 530-C do Código de Processo Penal. estabelecendo que tipo de atividade será tolerada em determinada via pública. é conveniente que o auto de apreensão preencha os requisitos do art. após tal providência. ou dando preferência a deficientes físicos.

Conforme já dissemos.). 3. sob pena de nulidade do procedimento sancionatório. previamente à exigência da multa e à efetiva cassação do ato de outorga. tais sanções devem estar previstas em lei municipal. com o fim de fazer cessar a irregularidade. A decisão da Administração também deve ser informada ao particular. podendo ser aplicadas de forma concomitante. etc. a autorização e a permissão de uso do logradouro público. a Administração deve tomar a sua decisão de forma motivada. do ato que consentiu na atividade. a constatação de uma situação irregular gera também a possibilidade de aplicação de sanções administrativas. Também é necessário ressaltar a necessidade de se permitir o exercício do direito de defesa pelo particular. a autoridade deverá indicar a sanção a que estará sujeito o particular e este deve ser intimado para a apresentação da defesa.3. critérios de punição conforme a gravidade da infração. 18 . reincidência.Cabe esclarecer que a apreensão de mercadorias e a interdição do estabelecimento são medidas que não se excluem. Apresentada a defesa. Por ocasião da autuação da infração. Sanções administrativas Além das providências acima mencionadas.xxxvii valores mínimo e máximo da multa.2. que estabeleça os parâmetros básicos necessários à sua aplicação (agente competente. como a licença para instalação e funcionamento do estabelecimento. tipificação da infração. para que ele pague a multa e/ou cesse a atividade cujo ato de outorga foi cassado. especialmente:  a multa e  a cassação do ato de outorga (isto é. no caso de atividades nele realizadas).

contrabando. somente podem ser plenamente alcançados com a participação de todos os entes políticos. descaminho). para coibir de forma legal e segura essas manifestações. resguardando-se o devido processo legal e o direito de defesa dos particulares afetados pela ação administrativa. está a propagação do comércio irregular ou ilegal de produtos. sob pena de se desviarem de uma tarefa fundamental: resguardar a ordem pública no âmbito municipal. Os produtos denominados de “piratas” conjugam todos esses vícios. incisos IV e V). que na maior parte das vezes. i NOTAS 19 . referentes ao respeito aos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa (art. no âmbito de sua competência. causando danos diretos e indiretos à coletividade. garantia do direito de propriedade. zelar pela observância da lei como forma de assegurar o progresso e o bem-estar da coletividade. Os Municípios dispõem de instrumentos próprios. incisos XXVII a XXIX).4. substâncias perigosas ou produzidas de forma ilegal) e de sua lesividade ao consumidor (produtos insalubres ou fora dos padrões de consumo). 1º. inciso II). além de prejuízos morais e patrimoniais aos titulares dos direitos de natureza intelectual. Dentre os fenômenos que impõem a participação municipal no âmbito do poder de polícia. inciso IV). Portanto. 170. O exercício da polícia administrativa é irrenunciável. 5º. pois não se pode prescindir da autoridade municipal na disseminação das políticas públicas – visto que mesmo nas de âmbito federal e estadual ela é chamada a participar – e nas manifestações de polícia administrativa. cuja manutenção é necessária ao bem-estar da coletividade local. os entes municipais não devem abdicar do uso de tais instrumentos. sendo que toda a autoridade pública deve. estão sob sua responsabilidade. 3º. respeito à livre concorrência e defesa do consumidor (art. a tarefa municipal não é secundária. Conclusão A leitura atenta da Constituição Federal nos permite afirmar que os diversos princípios e objetivos ali traçados. já tradicionais e comumente utilizados. Neste quadro. inclusive o referente às obras intelectuais (art. de sua natureza (entorpecentes. busca do desenvolvimento nacional (art. cuja ilegalidade pode decorrer de sua origem (receptação.

açougues. Marçal Justen Filho. Pode ser argüida a suspeição de autoridade ou servidor que tenha amizade íntima ou inimizade notória com algum dos interessados ou com os respectivos cônjuges. de n° 1.. 18. Direito Administrativo Sancionador. a didática distinção feita por Fábio Medina Osório. 20. 2003. 1996) e Temas de Direito Administrativo (2ª ed. ampl. Curso. quando: I . Min. São Paulo: RT. II . É impedido de atuar em processo administrativo o servidor ou autoridade que: I . Vide o Código de Trânsito Brasileiros. art.. Curso. p. 262-322 Carlos Ari Sundfeld refere-se a isso como princípio da mínima intervenção estatal na vida privada. No período republicano. Maria Sylvia Zanella. 13ª ed. Celso.1958. 2003.. talhos. higiene do Município. 144. 748. Art. 19. vide as obras de Álvaro Lazzarini: Estudos de Direito Administrativo (São Paulo: RT. p115). feiras e mercados.tenha participado ou venha a participar como perito. tudo quanto respeita à polícia e ao bem do Município que não estiver provido por lei do Estado (apud Soares. Mello. clara e congruente. (. revogação. p. p.038. Di Pietro. Direito Municipal Brasileiro.04. 1ª ed. abstendo-se de atuar. companheiros. serão parte integrante do ato. tratando as medidas coativas como espécies de sanção.11. Os atos administrativos deverão ser motivados. A Lei 9. 756.. p. A autoridade ou servidor que incorrer em impedimento deve comunicar o fato à autoridade competente. supõe-se que lhe tenham sido dados também os meios sem os quais tal jurisdição não pode ser exercida). 135. para efeitos disciplinares. ao dispor: “É competente o Município para fixar o horário de funcionamento de estabelecimento comercial”.. CF. 390. No mesmo sentido Hely Lopes Meirelles. jogos. Vide a Lei de Organização Municipal do Estado de São Paulo. Curso de Direito Administrativo. arts.” Ainda a Lei 9. 5ª ed. André Ramos Taveres. ou se tais situações ocorrem quanto ao cônjuge. 2005. São Paulo: Malheiros. § 5o . 2002. p. Celso Bastos.neguem. esse tipo de atividade não se modificou substancialmente.1957 – publ. (. p. III . São Paulo: Malheiros. São Paulo: Saraiva. Esse preceito remonta aos romanos: Cui jurisdictio data est ea quoque concessa esse videntur sine quibus jurisdictio explicari nequit (A quem se deu uma jurisdição.) Vide Fábio Medina Osório. Vide Ruy Cirne Lima (Princípios de Direito Administrativo. Cf. 688. local para a fabricação. 1982. São Paulo: RT.imponham ou agravem deveres. Direito Administrativo. Curso de Direito Administrativo.. 2005.. 1986. incisos III a IX. 234. A Súmula 645 do STF seguiu esse raciocínio. Nesse sentido: Celso Antonio Bandeira de Mello. p..12. atual. parentes e afins até o terceiro grau. 22 e 24. 2003. II . encargos ou sanções.esteja litigando judicial ou administrativamente com o interessado ou respectivo cônjuge ou companheiro. perigosas ou incômodas. São Paulo: Malheiros. rev.. p. São Paulo: Saraiva. de 19.. 78-9. rev.784/99 (Lei Federal de Procedimentos Administrativos): Art. 3ª tir.. São Paulo: Atlas. 250-1. Cabe alertar que a lei nem sempre faz essa distinção. matadouros. com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos. Vide art.504-SP – Rel.ii iii iv v vi vii viii ix x xi xii xiii xiv xv xvi xvii xviii xix xx xxi xxii xxiii Bastos. Antonio Carlos Otoni. 50. respeitadas as leis estaduais. André Ramos Tavares. Curso. limitem ou afetem direitos ou interesses. Celso Antonio Bandeira de. 2001. p. p. 2003). pólvora e produtos inflamáveis e o de indústrias insalubres. 3ª atualizada por Célia Marisa Prendes e Mário Schneider Reis. § 1o A motivação deve ser explícita. testemunha ou representante. 20 . (Direito Administrativo Ordenador.. A omissão do dever de comunicar o impedimento constitui falta grave.) VIII . XXIII. 13ª ed. 709. companheiro ou parente e afins até o terceiro grau. 131-2. 111) e Álvaro Lazzarini (Temas de Direito Administrativo. 16. 21. Vide Carlos Ari Sundfeld. Art. p. 67-72). 205. fiscalização de gêneros alimentícios. CF. p. Villas Bôas – j. neste caso. 17ª ed.18. 267). Direito Municipal Brasileiro. atribuía às Câmaras Municipais deliberar sobre: aferição de pesos e medidas. depósito e venda de fogos de artifício. Adotamos aqui. 27. (. São Paulo: Celso Bastos Editora. 95-6) RMS 4. art. que.784/99 (Lei Federal de Procedimentos Administrativos ) estabelece: “Art. informações. p. Parágrafo único. p. Direito Administrativo Ordenador. espetáculos e divertimentos públicos. Curso de Direito Administrativo. 30. p.. suspensão ou convalidação de ato administrativo. com alguma simplificação.. A instituição municipal no Brasil. decisões ou propostas.tenha interesse direto ou indireto na matéria. que em seu art.importem anulação. Sobre o estudo da atividade policial em suas diversas vertentes. e ampl.. 2002. p. São Paulo: RT. Curso de Direito Constitucional.decidam recursos administrativos. atual. São Paulo: RT. podendo consistir em declaração de concordância com fundamentos de anteriores pareceres.1906. em seu Direito Administrativo Sancionador (2ª ed.) V .

a “permissão de uso de bem público é o ato unilateral. 32 (vide no anexo III). 2ª ed. cit. p. xxxiv Vide exemplo de ato de constituição de força-tarefa no anexo V. diferindo apenas por ser utilizada para o uso episódico. Direito Administrativo. e atual.. 2003. xxix A garantia da fruição da obra intelectual pela sociedade se dá pelas limitações aos direitos de propriedade intelectual (como sua limitação por prazo determinado.). p. 2003.º 41. p.534. 1995. 140. Curso. José Afonso. das normas do Código Penal. da Lei de Improbidade Administrativa (Lei 8. al. p. 728. Decreto-lei 201/1967).º 10. do Município de Volta Redonda.. xxxiii Decreto Municipal n. “O regime publicista das águas brasileiras e a proteção dos mananciais hídricos”.) et. etc. In: Bastos. de acordo com a conduta. a desapropriação dos direitos patrimoniais relativos à obra e o tombamento dos bens culturais. Vide também Celso Antônio Bandeira de Mello. São Paulo: Max Limonad. op.º 41. rev. 263. xxxii Vide. 178 e 195. p. O mesmo pode ser dito à autorização. Juarez. após o qual a obra se torna de domínio público) e pelo uso de instrumentos de intervenção administrativa. pelo qual se faculta a alguém o uso de um bem público” (op. “exercer atividade ilícita em estabelecimento comercial aberto ao público”. e atual. xxv 21 . Por exemplo: “desrespeitar as condições da licença concedida pela autoridade municipal”. Diógenes. Direito Administrativo Moderno. pelas normas estatutárias dos servidores públicos. reproduzido no anexo VI. cit. xxvi Medauar. xxxv Vide artigos 530-D e 530-E do Código de Processo Penal. e atual.xxiv Direito Municipal Brasileiro. xxxi Nesse sentido. das Leis de responsabilidade dos agentes políticos (no caso dos prefeitos e vereadores. em seu art. xxxvi Um roteiro de como se deve proceder à interdição é dado pelo Decreto Municipal n. como a licença compulsória da patente. Silva. São Paulo: RT. p. 7ª ed.vide no anexo III.534. de curta duração (idem. além da responsabilização administrativa. xxviii Gasparini. 28. Odete.429/2005. Direito Urbanístico Brasileiro. xxxvii A tipificação pode ser genérica. Novos Rumos da Autonomia Municipal. p. § 4º . rev.. Evandro de Castro (coord.429/92). rev. xxx Essa responsabilização poderá decorrer. 483-4. “praticar atividade não conforme às posturas municipais”. p. p. art. remetendo a descrição específica da conduta à norma regulamentar. nesse sentido. Gasparini. o Decreto Municipal n. São Paulo: Malheiros. acerca da aplicação de legislação federal ambiental pelo Município. precário e discricionário quanto à decisão de outorga. 8ª ed. 140-1. por exemplo. 767.. vide Freitas. 2000. 765). Vide. 764-5.. xxvii Para Celso Antônio Bandeira de Mello. São Paulo: Saraiva.

de 1º.7. TÍTULO III DOS CRIMES CONTRA A PROPRIEDADE IMATERIAL CAPÍTULO I DOS CRIMES CONTRA A PROPRIEDADE INTELECTUAL Violação de direito autoral Art.2003) Pena . de 1º. por qualquer meio ou processo. mediante cabo.695. conforme o caso.reclusão. de 1º. e multa. (Incluído pela Lei nº 10.2003) 22 . ondas ou qualquer outro sistema que permita ao usuário realizar a seleção da obra ou produção para recebê-la em um tempo e lugar previamente determinados por quem formula a demanda.ANEXOS ANEXO I – NORMAS DO CÓDIGO PENAL (DECRETO-LEI No 2. interpretação. fibra ótica. do produtor de fonograma.695. 184. direto ou indireto.reclusão. satélite. de obra intelectual. ou. do produtor. com intuito de lucro. de 1º. de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. (Redação dada pela Lei nº 10.2003) § 3o Se a violação consistir no oferecimento ao público. distribui.2003) Pena .2003) Pena . do artista intérprete ou executante. do artista intérprete ou executante.7. introduz no País.695.detenção. e multa.7. (Redação dada pela Lei nº 10. conforme o caso. sem autorização expressa. original ou cópia de obra intelectual ou fonograma reproduzido com violação do direito de autor.2003) § 2o Na mesma pena do § 1o incorre quem. ou de quem os represente: (Redação dada pela Lei nº 10. com intuito de lucro direto ou indireto.695. de 1º.7. ainda. tem em depósito. de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. sem autorização expressa do autor. de 1º. execução ou fonograma.7.695. expõe à venda. do direito de artista intérprete ou executante ou do direito do produtor de fonograma. ou de quem os represente: (Redação dada pela Lei nº 10. sem a expressa autorização dos titulares dos direitos ou de quem os represente.695. do autor. de 3 (três) meses a 1 (um) ano. oculta. vende.848. com o intuito de lucro direto ou indireto. Violar direitos de autor e os que lhe são conexos: (Redação dada pela Lei nº 10.2003) § 1o Se a violação consistir em reprodução total ou parcial. aluga original ou cópia de obra intelectual ou fonograma.7. de 1º. ou multa.7. aluga. adquire.695. DE 7 DE DEZEMBRO DE 1940). (Redação dada pela Lei nº 10.

se decorrido o prazo de 30 (trinta) dias. não será recebida a queixa. Sem a prova de direito à ação.695.7.queixa. nem a cópia de obra intelectual ou fonograma. nos crimes previstos no caput do art. (Incluído pela Lei nº 10. e quer esta se realize. 184. de 1º. se reconhecer a improcedência das razões aduzidas pelos peritos. Art. autarquia. que verificarão a existência de fundamento para a apreensão.695. para uso privado do copista. A diligência de busca ou de apreensão será realizada por dois peritos nomeados pelo juiz. de 1º. No caso de haver o crime deixado vestígio.2003) Art. Art. de 1º. Art.2003) Usurpação de nome ou pseudônimo alheio (Revogado pela Lei nº 10.7.695. Procede-se mediante: (Redação dada pela Lei nº 10. e o juiz ordenará que esta se efetue.610. 184. os autos serão conclusos ao juiz para homologação do laudo. a queixa ou a denúncia não será recebida se não for instruída com o exame pericial dos objetos que constituam o corpo de delito.O disposto nos §§ 1o. (Incluído pela Lei nº 10. de 1º. 524. 525.7.2003) II . 526. nos crimes cometidos em desfavor de entidades de direito público.7. Parágrafo único. de 1º.2003) III . (Incluído pela Lei nº 10. (Incluído pela Lei nº 10. 23 . Art. No processo e julgamento dos crimes contra a propriedade imaterial. de 19 de fevereiro de 1998. nos crimes previstos nos §§ 1 o e 2o do art.7. nos crimes previstos no § 3 o do art.ação penal pública incondicionada. não será admitida queixa com fundamento em apreensão e em perícia. Nos crimes de ação privativa do ofendido. após a homologação do laudo. com as modificações constantes dos artigos seguintes. o laudo pericial será apresentado dentro de 3 (três) dias após o encerramento da diligência.2003) ANEXO II – ARTIGOS DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL DO PROCESSO E DO JULGAMENTO DOS CRIMES CONTRA A PROPRIEDADE IMATERIAL Art.2003) I .695.ação penal pública condicionada à representação. empresa pública. 528. 527. 186.2003) IV . 529. 2o e 3o não se aplica quando se tratar de exceção ou limitação ao direito de autor ou os que lhe são conexos.7. de 1º. O requerente da diligência poderá impugnar o laudo contrário à apreensão. de 1º. em um só exemplar. sociedade de economia mista ou fundação instituída pelo Poder Público. sem intuito de lucro direto ou indireto.ação penal pública incondicionada. Encerradas as diligências. observar-se-á o disposto nos Capítulos I e III do Título I deste Livro. (Incluído pela Lei nº 10.695.695.695.7. Art. 184. quer não. em conformidade com o previsto na Lei nº 9. nem ordenada qualquer diligência preliminarmente requerida pelo ofendido.

7. 530-B. 530-D.7. Nos crimes em que caiba ação penal pública incondicionada ou condicionada. (Incluído pela Lei nº 10. de 1º. (Incluído pela Lei nº 10. poderá determinar a destruição dos bens ilicitamente produzidos ou reproduzidos e o perdimento dos equipamentos apreendidos. de 1º. Será dada vista ao Ministério Público dos autos de busca e apreensão requeridas pelo ofendido. em seu próprio nome.695. ao patrimônio da União. (Incluído pela Lei nº 10. perícia sobre todos os bens apreendidos e elaborado o laudo que deverá integrar o inquérito policial ou o processo. Na ocasião da apreensão será lavrado termo.2003) Art. que deverá destruí-los ou doá-los aos Estados. 2o e 3o do art. o juiz poderá determinar. juntamente com os equipamentos. por pessoa tecnicamente habilitada. 530-H. o prazo a que se refere o artigo anterior será de 8 (oito) dias. Art.695.2003) Art.695. Os titulares de direito de autor e os que lhe são conexos serão os fiéis depositários de todos os bens apreendidos.7.7. se o crime for de ação pública e não tiver sido oferecida queixa no prazo fixado neste artigo. As associações de titulares de direitos de autor e os que lhes são conexos poderão. 524 a 530 será aplicável aos crimes em que se proceda mediante queixa. de 1º. 530-F. 530-I.2003) Art. 184 do Código Penal.2003) Art. 530-D. ou. a autoridade policial procederá à apreensão dos bens ilicitamente produzidos ou reproduzidos. quando praticado em detrimento de qualquer de seus associados. 530-F.7. O disposto nos arts. 530-E. (Incluído pela Lei nº 10. (Incluído pela Lei nº 10. (Incluído pela Lei nº 10.2003) Art. na falta deste. Subseqüente à apreensão. em favor da Fazenda Nacional. Ressalvada a possibilidade de se preservar o corpo de delito.2003) Art. 530-A. assinado por 2 (duas) ou mais testemunhas. 530-C.2003) 24 .Parágrafo único. o qual deverá integrar o inquérito policial ou o processo. 530-E. 530-B. 530-G e 530-H. por perito oficial. de 1º. que não poderão retorná-los aos canais de comércio. desde que precipuamente destinados à produção e reprodução dos bens. (Incluído pela Lei nº 10. 530-G. em sua totalidade. 530. Municípios e Distrito Federal. Art. devendo colocá-los à disposição do juiz quando do ajuizamento da ação. 530-C. por economia ou interesse público. funcionar como assistente da acusação nos crimes previstos no art. de 1º. a requerimento da vítima. (Incluído pela Lei nº 10. com a descrição de todos os bens apreendidos e informações sobre suas origens. bem como incorporá-los. O juiz. a destruição da produção ou reprodução apreendida quando não houver impugnação quanto à sua ilicitude ou quando a ação penal não puder ser iniciada por falta de determinação de quem seja o autor do ilícito. Nos casos das infrações previstas nos §§ 1 o. a instituições públicas de ensino e pesquisa ou de assistência social. de 1º.695. 184 do Código Penal. desde que estes se destinem precipuamente à prática do ilícito.7. de 1º. ao prolatar a sentença condenatória. Se ocorrer prisão em flagrante e o réu não for posto em liberdade. de 1º. observar-se-ão as normas constantes dos arts.2003) Art.695. de 1º.7.7. será realizada.2003) Art. (Incluído pela Lei nº 10.7.695.695.695. suportes e materiais que possibilitaram a sua existência.695.

visando ao aperfeiçoamento do procedimento fiscalizatório.A ação fiscalizatória obedecerá ao planejamento estabelecido pela respectiva unidade. III . estabelece os procedimentos de fiscalização da instalação e do funcionamento de atividades em imóveis. junto a: I .relatórios contendo informações e decisões proferidas em processos.Este decreto regulamenta os procedimentos administrativos da fiscalização. impacto ou risco da atividade. consultas e aferição de resultados.porte.órgãos públicos. § 2º .cadastros municipais. § 1º . aprovação e execução de obras e serviços de segurança. uso e ocupação do solo. à higiene. regularização de obras e edificações. MARTA SUPLICY. e dá outras providências. à segurança. parcelamento do solo. aprovação. finalmente. sem prejuízo de alterações a serem introduzidas com a implementação das Subprefeituras. dentre outros: I . mediante a adoção de critérios e medidas objetivas que orientem os munícipes. § 2º . Art. relativos a pedidos de: inscrições em cadastros. CONSIDERANDO a diretriz traçada pela Administração Municipal de uniformizar os procedimentos fiscalizatórios. CONSIDERANDO. dentre outros. em especial no que se refere às normas relativas ao licenciamento para instalação e funcionamento.natureza da atividade. ao parcelamento. III . obra ou serviço. 20 DE DEZEMBRO DE 2001 Dispõe sobre a fiscalização em geral. funcionamento de atividades e de equipamentos. no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei. Prefeita do Município de São Paulo.O planejamento definirá as ações fiscalizatórias prioritárias. 1º . CONSIDERANDO a necessidade de aperfeiçoamento da ação fiscalizatória e da legislação municipal pertinente. a agilização e a eficiência da atuação administrativa. Dos Objetivos Art. considerando os seguintes critérios. objetivando a supervisão. II . 2º .A ação fiscalizatória é procedimento administrativo sujeito à auditoria interna. obra ou serviço. aprovação. DECRETA : Art.O planejamento será fundamentado nas informações e dados obtidos. avaliação e controle permanentes.As informações obtidas por meio das ações fiscalizatórias deverão promover a criação. execução. conclusão. 3º . II .conformidade em relação à licença concedida e à legislação pertinente. buscando garantir eficiência e eficácia. fixando as regras gerais e as específicas da instalação e do funcionamento de atividades em imóveis destinados a uso não residencial. § 1º . licenciamento para instalação de 25 . alimentação e atualização de bancos de dados para possibilitar o planejamento. ao sossego público e ao meio ambiente. que as medidas administrativas serão aplicadas por todos os órgãos municipais incumbidos da fiscalização. avaliando-se a respectiva potencialidade de causar transtorno ou incômodo à vizinhança ou à população em geral.A ação fiscalizatória deve ser desenvolvida de ofício ou mediante notícia de irregularidade e visa a verificar no local o efetivo cumprimento da legislação.ANEXO III – EXEMPLO DE DECRETO MUNICIPAL SOBRE FISCALIZAÇÃO DE ESTABELECIMENTOS DECRETO Nº 41. a fim de assegurar a transparência.534. às obras e edificações.

6º . de 16 de outubro de 1993. previstos no Anexo I.ocuparem cargo de Agente de Controle Ambiental. disponibilizando-a no "site" oficial. de ato praticado por autoridade ou de ordem determinando as providências para sanar a irregularidade constatada. integrarão o corpo auxiliar da fiscalização.O Relatório de Vistoria Técnica é o documento que contém o levantamento de todas as informações necessárias. VI . devendo ser-lhe permitido imediato ingresso no local objeto da vistoria. VIII . relatórios.pedidos de informações.O Auto de Intimação ou de Notificação será lavrado para dar conhecimento. 4º .Do Relatório de Vistoria Técnica deverão constar. 9º . quando existente. § 1º .Fica instituído o Grupo Técnico Fiscalizador. regido pela Lei nº 12. em especial. Das Definições Art.ordem a ser atendida. no Diário Oficial do Município.pertencerem às carreiras profissionais de nível superior na Administração Municipal. 26 . IV .A designação de servidor para compor o Grupo Técnico Fiscalizador será efetivada mediante credenciamento pela autoridade competente da Secretaria em que estiver lotado. 5º . será consubstanciada em Relatório de Vistoria Técnica.dados cadastrais e de zoneamento. pelo prazo de 2 (dois) anos.descrição da atividade e seu enquadramento. do Quadro dos Profissionais da Fiscalização.análise técnica e conclusões.descrição da infração. Art.A ação fiscalizatória será exercida por servidores públicos municipais pertencentes ao Grupo Técnico Fiscalizador e por agentes vistores. 12 .Os servidores que exercem cargos de natureza técnico-auxiliar.identificação do infrator. os seguintes dados. VII . Art. IV . Grupo 2. .indicação de eventual notícia de irregularidade. quer as constatadas durante a realização da vistoria. exceto quando da realização de comandos. Art.Constitui vistoria a diligência realizada por agente fiscalizador.O servidor que integrar o corpo fiscalizador será responsável por todos os atos praticados no decorrer da ação fiscalizatória e. obras e serviços que exijam conhecimento e avaliação técnica específica para fazer cumprir a legislação municipal. VI . obrigatoriamente.Do Auto de Intimação ou de Notificação deverão constar.localização do imóvel. quer as obtidas previamente na unidade. obras e serviços que não exijam conhecimento ou avaliação técnicos ou específicos. com a incumbência de fiscalizar as atividades. IV. podendo ser renovado. Parágrafo único . termos e outros documentos equivalentes. 8º . pelos dados consignados em autos. Art. VII . criado pela Lei Municipal nº 11.relativos ao imóvel e à edificação.477. por iguais períodos . dentre outros.O Poder Executivo Municipal publicará mensalmente. bem como a fiscalização de atividades. dentre outros: I .local da infração e número do contribuinte do imóvel. Art. a relação dos servidores que compõem o corpo fiscalizador e suas respectivas unidades de lotação. V . Art. de 22 de setembro de 1997. reclamações e denúncias. ao eventual infrator. Parágrafo único . visando a verificar o efetivo cumprimento das normas legais no imóvel. obrigatoriamente: I . III . servindo para determinar a ação fiscalizatória cabível e para promover conferências e anotações na unidade ou no Sistema de Informática. cujas habilitações tenham poderes fiscalizatórios e sejam compatíveis com o objeto da fiscalização. da obra ou serviço e seu responsável. II . Do Agente Fiscalizador Art. ao auto de inspeção e ao termo de ocorrência.dispositivo legal infringido. Art. Parágrafo único . § 2º . II .Nenhum agente fiscalizador poderá exercer suas atribuições sem exibir documento de identificação fornecido pela Administração Municipal. equiparando-se ao laudo técnico. II . sucessivamente. 10. 7º . em áreas territoriais previamente definidas.Quando a vistoria exigir avaliação por técnico credenciado.sanções legais aplicáveis pelo não atendimento da ordem no prazo fixado.prazo e local de atendimento da ordem.identificação do estabelecimento. V . III . expedindo os termos e autos pertinentes.documentação apresentada ou necessária.anúncios.426. cabendo-lhes a prática de atos não privativos do Grupo Técnico Fiscalizador. 11 .Somente integrarão o Grupo Técnico Fiscalizador os servidores públicos municipais que: I . Tabela A.

II . o número do registro funcional.descrição da infração.local da interdição e número do contribuinte do imóvel. VIII . o cargo que ocupa e a unidade de lotação. V .local da infração e número do contribuinte do imóvel. a forma de lacração do estabelecimento. VI . VIII .assinatura e carimbo do agente fiscalizador. com indicação do número de sua cédula de identidade . III .importância da multa e base de cálculo. X . § 1º . ou declaração 27 .identificação do infrator . bem como os respectivos nome. VI .descrição da infração e menção ao preceito legal violado. V . ou declaração de sua recusa em fazê-lo.assinatura e carimbo do agente fiscalizador. do estabelecimento ou do serviço e seu responsável. pague a multa que lhe foi aplicada ou apresente defesa.Do Auto de Multa deverão constar.assinatura do infrator ou de seu preposto. VI .número do processo administrativo. V . Art. Parágrafo único . Parágrafo único . 13 . será formalizada em Auto de Interdição.assinatura e carimbo do agente fiscalizador do qual constarão o nome. II . VIII . edificação ou local de trabalho para a cessação da atividade irregularmente exercida.O Auto de Multa será lavrado em decorrência do Auto de Infração. obrigatoriamente: I . batalhão e registro. ou declaração de sua recusa em fazê-lo.RG.prazo para apresentação de defesa ou recurso. II . Art.motivação da interdição.assinatura dos Policiais Militares. o número de registro no órgão profissional. constituindo-se na aplicação da sanção administrativa de caráter pecuniário.identificação da obra.sanções legais. do qual deverão constar. até a data estabelecida.VIII .local. com indicação do número de sua cédula de identidade . data e hora da lavratura.Do Auto de Multa será extraída Notificação-Recibo ao infrator para que.RG. do qual constarão o nome.RG. ou declaração de sua recusa em fazê-lo. 15 . IV . IX . IV . II . com a indicação do número de sua cédula de identidade . V .número do Auto de Interdição. o número de registro no órgão profissional quando se tratar de técnico credenciado.assinatura do responsável ou de seu preposto. quando se tratar de técnico credenciado. inclusive.assinatura e carimbo do agente fiscalizador do qual constarão o nome.local. IV . § 2º .O Auto de Infração será lavrado pelo agente fiscalizador no local em que constatou a ocorrência da irregularidade. o número do registro funcional. 16 . conforme o caso. III . ou declaração de sua recusa em fazê-lo. o número de registro no órgão profissional quando se tratar de técnico credenciado. com indicação do número de sua cédula de identidade . obrigatoriamente: I . data e hora da lavratura do auto. caracterizando. o número do registro funcional.A lacração do estabelecimento. VII . VII .O Auto de Constatação será lavrado em decorrência do descumprimento do Auto de Interdição. obrigatoriamente: I .identificação do infrator. III .local da infração e número do contribuinte do imóvel.assinatura do responsável ou de seu preposto. o cargo que ocupa e a unidade de lotação. VII .assinatura do infrator ou de seu preposto. caracterizado pelo rompimento do lacre colocado pela autoridade competente. III . 14 .dispositivo legal violado. data e hora da lavratura do auto.local.local da interdição e número do contribuinte do imóvel.local. o número do registro funcional.assinatura do infrator ou de seu preposto. o cargo que ocupa e a unidade de lotação. o cargo que ocupa e a Unidade de lotação.Do Auto de Infração deverão constar. do qual constarão o nome. IX .Do Auto de Constatação deverão constar.RG.descrição da violação do lacre.termos específicos do auto. obrigatoriamente: I . data e hora da lavratura. o número de registro no órgão profissional quando se tratar de técnico credenciado.RG.identificação do infrator. obra. com a indicação do número de sua cédula de identidade . posto. Art. Art. IV .

IPCA.As edificações serão consideradas em situação irregular. o cargo que ocupa e a unidade de lotação.IPCA. em qualquer zona de uso. II .IBGE. atualizado pela variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo . ser apresentado o documento comprobatório do licenciamento da atividade. Art. quando ocorrerem a cassação ou a invalidação de um destes documentos. o número do registro funcional. 22 .IBGE. o número do registro no órgão profissional. Certificado de Conclusão ou Alvará de Conservação. o técnico fiscalizador indicará o enquadramento legal da irregularidade. § 1º . Art.O agente fiscalizador. quando se tratar de técnico credenciado. 25 .local. atualizado pela variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo . II . 26 . quando em atividade sem Alvará de Licença de Localização e Funcionamento.Constatado o não atendimento de quaisquer das hipóteses de que trata o artigo anterior. previamente à vistoria do local. em posição visível para o público. 27 . até que seja sanada a irregularidade.Se verificada a conformidade. 20 . data e hora da lavratura.de sua recusa em fazê-lo. Art. Da Ação Fiscalizatória e do Funcionamento de Atividades Art. 23 .48 (cento e sete reais e quarenta e oito centavos). do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística . Art. no valor de R$ 107.Quando se tratar de Auto de Licença de Funcionamento. Auto de Conclusão. na forma estabelecida na legislação municipal pertinente. sob pena de lavratura de Auto de Infração e da aplicação de multa prevista na Lei nº 8. Auto de Licença de Funcionamento ou Alvará de Funcionamento. Art. quer determinando vistoria técnica. os usos ou as edificações cujos documentos.a existência do Auto de Licença de Funcionamento ou de Alvará de Funcionamento. sob pena de serem iniciadas as ações administrativas que poderão ensejar a interdição da atividade. ser afixado o documento mencionado no inciso I do artigo 23. 21 . § 2º .O Auto de Licença de Funcionamento ou o Alvará de Funcionamento. poderá ser realizada vistoria conjunta.Na hipótese da irregularidade referir-se a atividade que exija conhecimento técnico de matérias diversas. renovável a cada 30 (trinta) dias. VII . em relação aos regularmente aceitos pela Prefeitura. de 8 de setembro de 1986. de 4 de dezembro de 1986. que será remetido à chefia imediata para ciência.se o Auto de Licença de Funcionamento ou o Alvará de Funcionamento encontra-se em vigor e está afixado no acesso principal do edifício. quer comunicando o fato à autoridade competente. expedidos pela Prefeitura. o infrator será intimado acerca da possibilidade de cassação da licença e do prazo para oferecer defesa prévia. quando não possuírem "Habitese".Autuado o processo administrativo. em qualquer zona de uso. deverá diligenciar para obter informações existentes na respectiva unidade. Auto de Regularização ou documento equivalente. anotações e arquivamento. será examinado quanto à sua conformidade com a situação constatada no local. VI . Auto de Licença de Localização e Funcionamento. do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística .Se verificada a desconformidade. Auto de Infração e Auto de Multa prevista na Lei nº 10.A vistoria deverá verificar: I . em se tratando de Auto de Licença de Funcionamento.205. 19 . o não atendimento ao Auto de Intimação implicará a lavratura de Auto de Infração e a aplicação de multa prevista na Lei nº 10.Serão também considerados em situação irregular. deverá ser expedido Auto de Intimação para: I . Da Ação Fiscalizatória Art. Auto de Vistoria.Na hipótese referida no parágrafo anterior. nos 28 . Parágrafo único . ainda. será ela certificada no protocolado formado pelo Auto de Intimação e o Relatório de Vistoria. § 3º .432.48 (cento e sete reais e quarenta e oito centavos). no valor R$ 107.assinatura e carimbo do agente fiscalizador do qual constarão o nome. apresentado por ocasião da vistoria ou em decorrência do atendimento da intimação. tenham perdido eficácia em função de alterações de ordem física ou de utilização. 17 .A não apresentação da licença ou a apresentação da licença em desconformidade com o uso implicará a autuação de processo administrativo instruído com os autos lavrados e o Relatório de Vistoria Técnica.no prazo de 30 (trinta) dias. 18 .205.O agente fiscalizador que verificar irregularidades cuja fiscalização não seja de sua competência deverá noticiar o fato à sua chefia imediata para que esta adote as devidas providências. Art. do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística . ou. a que se referem os artigos 17 e 18 deste decreto. de 4 de dezembro de 1986.IBGE. na forma estabelecida na legislação municipal pertinente. na forma estabelecida na legislação municipal pertinente. atualizado pela variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo IPCA.74 (cinqüenta e três reais e setenta e quatro centavos). expedidos pela Prefeitura. no valor de R$ 53. em qualquer zona de uso. de imediato.Os usos serão considerados em situação irregular.no prazo de 2 (dois) dias. serão lavrados. 24 . Art. Art. sem prejuízo da elaboração de um único relatório. Art.

de habitabilidade ou higiene.Verificada a violação do lacre. porém já aceita pela Prefeitura para esse uso ou uso equivalente. o agente fiscalizador deverá acionar imediatamente a Assessoria Policial Militar do Gabinete do Prefeito. § 1º .00 (dois mil. lavrado Auto de Infração e aplicada multa prevista na Lei nº 8.oficiar à autoridade policial competente.Havendo resistência à lacração. do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística . seiscentos e oitenta e sete reais). de ofício. Art. 31 . atualizado pela variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo .Caso o protocolo do pedido de Auto de Licença de Funcionamento seja apresentado por ocasião da intimação. bem como em edificação não conforme.Aos usos em situação irregular. bem como àqueles com restrições de distância entre estabelecimentos. II . o prazo constante do Auto de Intimação será de 30 (trinta) dias. 29 .001. de Multa. na forma estabelecida na legislação municipal pertinente. § 1º . no valor de R$ 107. no prazo fixado para regularizar ou cessar a atividade. de Infração.Serão também aplicadas as disposições deste artigo aos usos não permitidos no local. de 24 de dezembro de 1973. quando for o caso. 33 .Em se tratando de uso em situação irregular instalado em edificação não regularizada. de Interdição.Em se tratando de uso em situação irregular que esteja causando comprovado transtorno ou incômodo à vizinhança ou à população em geral. por meio de despacho interlocutório fundamentado exarado pelo Supervisor de Uso e Ocupação do Solo. § 3º . àqueles não admitidos como uso misto. 28 . autuando-os em processo autônomo para o prosseguimento da ação fiscalizatória. até a regularização da situação. Parágrafo único . § 2º . de Infração. decorrido o prazo constante do Auto de Intimação ou da suspensão concedida. que consiste no encerramento das atividades. Art. não conformes. não conforme em relação à zona de uso ou na hipótese de local de reunião com capacidade igual ou superior a 100 (cem) pessoas. Art.Nos casos de usos em situação irregular.reproduzir o Relatório de Vistoria. pela ordem: I . III . no valor de R$ 2. será concedido prazo para cessação da irregularidade. Parágrafo único .Nos casos mencionados no "caput" deste artigo. anexando cópia dos Autos de Intimação. do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística . o agente fiscalizador. até a regularização da situação. após o devido exame e a confrontação com o processo noticiado poderá. será concedido o prazo de 5 (cinco) dias para a cessação da irregularidade. renovável a cada 30 (trinta) dias.687. Art. os Autos de Intimação. Art.48 (cento e sete reais e quarenta e oito centavos). para as providências cabíveis. na forma estabelecida na legislação municipal pertinente. § 2º . em função da largura da via. § 2º . será lavrado o Auto de Constatação pelo agente fiscalizador.A concessão dos prazos para cessação da irregularidade. 30 .Em não sendo apresentado o referido protocolo.IPCA. propor a suspensão da ação fiscalizatória.IBGE.Em se tratando de uso em situação irregular instalado em edificação regularizada. de 24 de dezembro de 1973. garantindo-se a retirada de documentos. objetos pessoais e produtos perecíveis.IBGE. sem prejuízo da aplicação de novas multas.A lacração será efetivada por meios compatíveis com o tipo de estabelecimento ou local de trabalho. solicitando a presença da Polícia Militar para garantir o cumprimento da ordem. instalados em local onde não são permitidos.Se perdurar a irregularidade. Art.anotar a violação do lacre no processo administrativo.Em se tratando de uso em situação irregular instalado em edificação regularizada. de Interdição e de Constatação. a ação fiscalizatória será suspensa se o responsável pela atividade comprovar ter requerido o Auto de Licença de Funcionamento ou o Alvará de Funcionamento. dar-se-á mediante intimação do responsável pelo uso ou de seu preposto.IPCA. § 1º .Na hipótese de que trata o parágrafo 1º do artigo 28. 32 . § 3º . quando for o caso. com a lacração do estabelecimento. o prazo constante do Auto de Intimação será de 30 (trinta) dias. de sossego público. tratada nos artigos 28 e 29. o responsável pela atividade poderá requerer a suspensão da ação fiscalizatória. instalados em local onde são permitidos conformes ou sujeitos a controle especial. que o encaminhará ao chefe da unidade para as seguintes providências. o prazo constante do Auto de Intimação será de 10 (dez) dias. de Constatação e a comunicação à autoridade policial. lavrado Auto de Infração e aplicada multa prevista na Lei nº 8. de Multa.A chefia imediata analisará o enquadramento proposto e designará o agente fiscalizador responsável pelo cumprimento das providências subseqüentes cabíveis.O prazo máximo de suspensão da ação fiscalizatória será de 90 (noventa) dias. Parágrafo único . propondo. renovável a cada 30 (trinta) dias. 29 . o Auto de Intimação será lavrado simultaneamente ao Auto de Infração e ao primeiro Auto de Multa decorrente do enquadramento legal da irregularidade. atualizado pela variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo . a cassação da licença concedida.001. o prazo constante do Auto de Intimação será de 90 (noventa) dias.termos dos artigos 28 ou 29 deste decreto. será lavrado Auto de Interdição. ou em condições que atentem contra as normas de segurança. conforme em relação à zona de uso. § 4º .

recurso dirigido ao Prefeito.Para os fins deste decreto. estabelecendo o plano correspondente.Do despacho decisório que desacolher a defesa.A decisão final do pedido será prolatada pela autoridade competente da circunscrição territorial da ocorrência da infração e será cadastrada no Sistema Municipal de Processos . 35 .Cadastrado no Sistema de Controle da Fiscalização. considera-se infrator o responsável pelo estabelecimento ou local de trabalho. por via postal. Art. § 1º .pedido de reconsideração. § 1º . a decisão será cadastrada no Sistema de Controle da Fiscalização e publicada no Diário Oficial do Município. com aviso de recebimento. § 3º .Ao Administrador Regional ou autoridade a ele equiparada compete: I . § 2º . 36 . § 2º . sob pena de confirmação da penalidade imposta e de sua subseqüente inscrição na Dívida Ativa. até o primeiro dia útil após a sua lavratura. com aviso de recebimento. III .A relação total das multas lavradas no mês anterior será mensalmente publicada por edital no Diário Oficial do Município-DOM. com a remessa de notificação ao infrator para pagar ou apresentar defesa. II . noticiando o descumprimento da ordem administrativa. § 1º . ser encaminhado à Unidade de Cadastro de Autos de Infração/INFORMÁTICA . IV . nova Notificação-Recibo será encaminhada ao infrator.anular.recurso dirigido ao Secretário da Implementação das Subprefeituras ou autoridade equiparada. e 10. enviando-o. mesmo a apresentada por via postal. II . para autuação e cadastramento do processo no Sistema Municipal de Processos . 40 . 34 .SIMPROC.A defesa será apreciada pelo Supervisor de Uso e Ocupação do Solo e decidida pelo Administrador Regional da circunscrição territorial a que pertencer o local da infração. ensejará a lavratura dos competentes Autos de Multa.oficiar à autoridade policial. Art. mensalmente. cassar e declarar inválida a licença concedida. 8.O agente fiscalizador deverá entregar a via correspondente do Auto de Multa no setor competente de informática. para que seja cadastrado junto ao Sistema de Controle da Fiscalização.decidir acerca da defesa interposta contra Autos de Multa. o processo deverá ser imediatamente remetido para análise do agente fiscalizador responsável pela autuação . § 2º .001. dirigido à mesma autoridade que proferiu a decisão.A defesa poderá ser apresentada em qualquer Administração Regional ou unidade equivalente. § 3º . revogar.432. Parágrafo único . de imediato. relatório sintético e analítico das ações realizadas pela Unidade de Fiscalização. V .encaminhar o processo original ao setor responsável pelo controle de autos. Art. III . Art.SIMPROC.A inobservância aos dispositivos legais previstos nas Leis nºs 8.definir diretrizes para o planejamento das ações fiscalizatórias.A data da publicação no Diário Oficial do Município deverá ser devidamente certificada no respectivo processo administrativo. 37 . Das Competências Art.coordenar a execução das ações fiscalizatórias.elaborar e divulgar. Das Multas Art. no endereço do estabelecimento ou local de trabalho.O cadastramento dos Autos de Multa deverá ser efetuado até o primeiro dia útil após a sua entrega.SIMPROC. de 4 de dezembro de 1986. de 24 de dezembro de 1973. § 3º . fixada como data de entrada da defesa a data de autuação junto ao Sistema Municipal de Processos . após manifestação da Assessoria Jurídica. § 4º . constituindo-se em Notificação-Recibo para que seja paga ou apresentada defesa ou recurso até a data fixada.Autuado. 39 .IV . Art.UNICAI.Ao Supervisor de Uso. II . de 8 de setembro de 1986. ao Diretor de Divisão ou autoridades a eles equiparadas compete: I .Publicada a decisão de manutenção do Auto de Multa no Diário Oficial do Município. 30 .Toda e qualquer defesa.O pedido de reconsideração e os recursos poderão ser interpostos até a data final constante na NotificaçãoRecibo e serão anexados ao processo que trata da defesa.providenciar remessa do processo administrativo original ao Departamento Judicial da Procuradoria Geral do Município para adoção das medidas judiciais pertinentes. para instrução quanto à situação das multas aplicadas em decorrência do funcionamento irregular.Após seu cadastramento no SIMPROC. 38 . a notificação será encaminhada ao infrator. no setor competente de informática. 41 .205. posteriormente à Assessoria Jurídica da unidade. Art.Cadastrado o Auto de Multa. caberão: I . o processo deverá. deverá ser encaminhada a um dos serviços de protocolo das Administrações Regionais ou unidade equivalente.

revogadas as disposições em contrário. de 28 de julho de 1974. 48 .indicar o enquadramento legal das irregularidade constatadas. 101 e 102 do Decreto nº 11. no âmbito das atribuições estabelecidas por este artigo. solicitar a presença da Polícia Militar para a efetivação da ordem administrativa.propor a remessa do processo à Assessoria Jurídica e a expedição de ofício à autoridade policial.propor e determinar anotações e arquivamento de protocolados e processos fiscalizatórios.Este decreto entrará em vigor no prazo de 60 (sessenta) dias. 448º da fundação de São Paulo.Ao ocupante de cargo de Agente de Controle Ambiental a que se refere o inciso III do parágrafo 2º do artigo 6º deste decreto.solicitar a presença da Polícia Militar para a plena efetivação do poder de polícia administrativo.V . bem como a intermediação entre as unidades de competência fiscalizatória correspondentes e os demais órgãos normativos específicos. VI . ainda. ambiental e sanitária. V . no âmbito das competências das unidades com poder fiscalizatório. de 23 de setembro de 1986.deliberar quanto à suspensão da ação fiscalizatória. Art. referentes às legislações urbanística.propor a suspensão da ação fiscalizatória. 44 . III .prestar informações em defesas de Autos de Multa. Parágrafo único .manifestar-se quanto à proposta de invalidação ou cassação de licença concedida.propor anotações e arquivamento de protocolados. Da Comissão Permanente de Ações Fiscalizatórias e de Aplicação das Legislações Urbanística. em especial. propondo as medidas pertinentes. Ambiental e Sanitária . PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO.deliberar quanto ao enquadramento legal da irregularidade e ao rito fiscalizatório pertinente.Compete ao Agente Vistor realizar vistorias. VII . 46 . consultivo e orientador da aplicação das legislações urbanística. IV .solicitar a autuação de processo.manifestar-se quanto à suspensão da ação fiscalizatória.À Comissão Permanente de Ações Fiscalizatórias e de Aplicação das Legislações Urbanística.Ao Chefe da Unidade de Fiscalização ou autoridade a ele equiparada compete: I .propor a invalidação ou a cassação de licença concedida e o rito fiscalizatório pertinente. aos 20 de dezembro de 2001. VII . Ambiental e Sanitária CAFIS.gerenciar as ações fiscalizatórias. a ser criada por lei específica. VI . II . V . visando ao encerramento da atividade irregularmente exercida. VII . determinando as medidas cabíveis. 45 . VIII . incumbirá a normatização dos procedimentos necessários à consecução dos objetivos traçados pela Política Fiscalizatória Municipal. III . os artigos 98. objetivando a adoção de medidas judiciais. IV . Art. Art. 100.Integram o presente decreto 6 (seis) anexos que compõem o fluxograma das ações fiscalizatórias. 43 .encaminhar o processo à Assessoria Jurídica. Art.determinar a extração de cópia do processo fiscalizatório e o prosseguimento da ação fiscal. ambiental e sanitária. Art. II . 42 . lavrar autos e praticar todos os atos fiscalizatórios que não forem de competência privativa do técnico credenciado e.794. compete. a contar da data de sua publicação. elaborando o respectivo relatório e lavrar autos. 47 .CAFIS Art.realizar vistoria técnica. Disposições Finais Art. Ambiental e Sanitária CAFIS atuará como órgão normativo.Ao técnico credenciado compete: I . e o Decreto nº 22. a aplicação das penalidades previstas na legislação ambiental vigente. 31 . 99. Publicado na Secretaria do governo Municipal em 20 de dezembro de 2001.106. VI .A Comissão Permanente de Ações Fiscalizatórias e de Aplicação das Legislações Urbanística.determinar anotações e arquivamento de processos fiscalizatórios.

destinando o efetivo necessário para pronta atuação. Art. em parceria com as comissões civis comunitárias.intervir. mecanismos de interação com a sociedade civil. serviços e instalações municipais ou relacionadas ao exercício de atividades controladas pelo poder público municipal. VII . 1º A Guarda Civil Metropolitana de São Paulo.atuar. 32 .exercer. em sessão de 1º de julho de 2004. III . nas vias e logradouros municipais. IV . regular e irregular. VIII .866. faz saber que a Câmara Municipal. gerenciar e mediar conflitos e crises em bens. adotando medidas educativas e Preventivas.atuar. praticando atos inerentes às atividades de fiscalização. de forma articulada com os órgãos municipais de políticas sociais. em parceria com outros Municípios e órgãos estaduais e da União. DE 1º DE JULHO DE 2004 FIXA AS ATRIBUIÇÕES DA GUARDA CIVIL METROPOLITANA. tem as seguintes atribuições: I . Mediação de Conflitos e Gerenciamento de Crises. MARTA SUPLICY.ANEXO IV – EXEMPLO DE LEI MUNICIPAL DISPONDO SOBRE A FISCALIZAÇÃO DE COMÉRCIO AMBULANTE LEI Nº 13. priorizando a segurança escolar. Mediação de Conflitos e Gerenciamento de Crises tem a seguinte estrutura: I . em conformidade com as diretrizes e políticas estabelecidas pela Secretaria Municipal de Segurança Urbana. 2º Fica criada a Superintendência de Fiscalização do Comércio Ambulante e Atividades Afins. a fim de identificar soluções para problemas e implementar projetos locais voltados à melhoria das condições de segurança nas comunidades. com o objetivo de planejar e coordenar as ações de controle urbano e fiscalização do exercício do comércio e prestação de serviços ambulantes. o policiamento preventivo e comunitário. arquitetônico e ambiental do Município. V . DA SUPERINTENDÊNCIA DE FISCALIZAÇÃO DO COMÉRCIO AMBULANTE E ATIVIDADES AFINS. vinculada à Guarda Civil Metropolitana. no âmbito do Município de São Paulo. serviços e instalações do Município ou relacionadas ao exercício de atividades controladas pelo Executivo Municipal. de natureza permanente. decretou e eu promulgo a seguinte lei: DAS ATRIBUIÇÕES DA GUARDA CIVIL METROPOLITANA Art.Inspetoria de Fiscalização do Comércio Ambulante e Atividades Afins.promover. nas vias e logradouros públicos. visando a contribuir para a normatização e a fiscalização das posturas e ordenamento urbano municipal. instalações e serviços municipais.prevenir e inibir atos que atentem contra os bens. IX . X . cultural. principal órgão de execução da política municipal de segurança urbana. uniformizada.estabelecer integração com os órgãos de poder de polícia administrativa. no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei. armada. promovendo a mediação de conflitos e o respeito aos direitos fundamentais dos cidadãos. MEDIAÇÃO DE CONFLITOS E GERENCIAMENTO DE CRISES Art. CRIA SUPERINTENDÊNCIA E CARGOS DE PROVIMENTO EM COMISSÃO A ELA VINCULADOS E DISPÕE SOBRE A FISCALIZAÇÃO DO COMÉRCIO AMBULANTE. com vistas à implementação de ações integradas e preventivas.fiscalizar o comércio ambulante nas vias e logradouros públicos. VI . órgão integrante da Secretaria Municipal de Segurança Urbana.proteger o patrimônio ecológico. II . bem como intervir. dentre as quais a apreensão de mercadorias irregulares. Prefeita do Município de São Paulo. gerenciar e mediar situações de conflitos e crises verificadas em bens. 3º A Superintendência de Fiscalização do Comércio Ambulante e Atividades Afins. visando a ações interdisciplinares de segurança no Município. baseada na hierarquia e disciplina.realizar atividades preventivas voltadas à segurança de trânsito.

regular e irregular. sendo este fechado por lacre e imediatamente recolhido às dependências da Subprefeitura. Art. 10 A Inspetoria de Fiscalização do Comércio Ambulante e Atividades Afins terá. regular e irregular. praticando atos inerentes às atividades de fiscalização. IV . os autos de apreensão e as multas decorrentes das atividades fiscais previstas nesta lei serão lavrados pelos Guardas Civis Metropolitanos lotados na Inspetoria de Fiscalização do Comércio Ambulante e Atividades Afins. comunicando imediatamente aos órgãos superiores a ocorrência de qualquer irregularidade. II .controlar a gestão de pessoal e o bom emprego dos recursos materiais alocados na Superintendência. 14 Todo material apreendido pela Guarda Civil Metropolitana deverá ser acondicionado. cobrada em dobro na reincidência. 8º Pela prática de infrações às normas que regulam o comércio ambulante.Inspetoria de Mediação de Conflitos e Gerenciamento de Crises. Art. A responsabilidade pela inviolabilidade dos lacres.intervir.aplicação de multa.II . a fiscalização do comércio e da prestação de serviços ambulantes. especialmente designados e credenciados pelo Superintendente para a fiscalização determinada. em saco apropriado.controlar a gestão de pessoal e o bom emprego dos recursos materiais alocados na Inspetoria. III . 12 As notificações.apreensão de mercadorias. § 1º. Art. III . Art. dentre os quais a apreensão de mercadorias irregulares. reajustada na forma da legislação específica. 9º Os vendedores ou prestadores de serviços nas vias e logradouros públicos. II . por servidor ocupante de cargo ou função de Agente de Apoio. Art. durante o prazo de 2 (dois) anos. cabendo à Subprefeitura. por conta própria ou mediante relação de emprego. sua guarda e conservação. será. nas vias e logradouros públicos. a quem compete relacionar a quantidade de material apreendida.cumprir e fazer cumprir as ordens emanadas dos órgãos superiores. destinando o efetivo necessário para pronta atuação. 6º A Inspetoria de Mediação de Conflitos e Gerenciamento de Crises tem as seguintes atribuições: I . 13 Os documentos originados pelas ações de fiscalização definidas nesta lei deverão ser encaminhados pela Guarda Civil Metropolitana à Subprefeitura. sujeitar-se-ão às sanções previstas na legislação vigente. serviços e instalações do Município ou relacionadas ao exercício de atividades controladas pelo Executivo Municipal. exercida pela Guarda Civil Metropolitana. em situações de conflitos e crises verificadas em bens. os vendedores ou prestadores de serviços nas vias e logradouros públicos. comunicando imediatamente aos órgãos superiores a ocorrência de qualquer irregularidade. considera-se vendedor ou prestador de serviços nas vias e logradouros públicos o ambulante regular. imediatamente. 11 A partir do término do prazo fixado no artigo 10. II . serviços e instalações do Município ou relacionadas ao exercício de atividades controladas pelo Executivo Municipal. no prazo máximo de 48 (quarenta e oito) horas. nas vias e logradouros públicos. no valor de R$ 285. durante o transporte das mercadorias até a Subprefeitura. bem como adotar as demais providências daí decorrentes.fiscalizar o exercício do comércio e a prestação de serviços ambulantes. Art. Art. DA FISCALIZAÇÃO DO COMÉRCIO AMBULANTE Art. Art. mediante decreto.controlar a gestão de pessoal e o bom emprego dos recursos materiais alocados na Inspetoria. gerenciar e mediar situações de conflitos e crises verificadas em bens. caso seja constatada qualquer violação ou outro tipo de irregularidade. para que tenha prosseguimento a ação fiscal. adotar as providências visando à apuração de eventual responsabilidade dos servidores pela prática de atos ilícitos. 7º Para os fins desta lei. sujeitar-se-ão às seguintes penalidades: I .intervir. progressivamente estendida às demais Subprefeituras do Município de São Paulo. Mediação de Conflitos e Gerenciamento de Crises tem as seguintes atribuições: I . com a conseqüente aplicação das penalidades cabíveis. é dos servidores que efetuarem essa operação. 4º A Superintendência de Fiscalização do Comércio Ambulante e Atividades Afins. contados da publicação desta lei.planejar e coordenar as ações de controle urbano e fiscalização do exercício do comércio e prestação de serviços de ambulante. quando irregulares. nos termos da legislação vigente. comunicando imediatamente aos órgãos superiores a ocorrência de qualquer irregularidade. destinando o efetivo necessário para pronta atuação. Art. e aquele que exercer tal atividade irregularmente. II .cumprir e fazer cumprir as ordens emanadas dos órgãos superiores. 33 .00 (duzentos e oitenta e cinco reais). Art.cumprir e fazer cumprir as ordens legais emanadas dos órgãos superiores. quando regulares. III . sua atuação adstrita à área da Subprefeitura da Sé. nas vias e logradouros públicos. 5º A Inspetoria de Fiscalização do Comércio Ambulante e Atividades Afins tem as seguintes atribuições: I .

conservação e manutenção das mercadorias apreendidas. 15. Art. mediante a apresentação da segunda parte do lacre e da nota fiscal de compra da mercadoria apreendida. 451º da fundação de São Paulo. § 3º. com data de validade vencida. 1 (um) da Coordenadoria de Ação Social e Desenvolvimento e 1 (um) da Coordenadoria de Saúde. por 30 (trinta) dias. As mercadorias perecíveis que forem objeto de apreensão não serão devolvidas. alterada pelas Leis nº 11. Art. ocupantes do cargo de Inspetor. § 5º. Os produtos alimentícios apreendidos deverão ser encaminhados ao Banco de Alimentos. de 2002. previsto no artigo 22 da Lei nº 13. regularmente inscritas no Conselho Municipal de Assistência Social-COMAS. O disposto neste artigo. se atendem às normas técnicas de segurança.468. sem fins lucrativos. de 17 de fevereiro de 2004. § 6º.o estado de conservação das mercadorias. 17 Fica reaberto. quanto à doação. Publicada na Secretaria do Governo Municipal. suplementadas se necessário. vinculado à Secretaria Municipal de Abastecimento. no que couber. § 8º. adotar as providências para apuração de eventual responsabilidade dos servidores pela prática de atos ilícitos. 1 (um) cargo de Inspetor Chefe Superintendente. com a conseqüente aplicação das penalidades cabíveis. produzidas ou obtidas ilicitamente ou em desacordo com a lei ou as normas técnicas aplicáveis. III . 3 (três) servidores. Referência QPG-6. DATA DE PUBLICAÇÃO: 02/07/2004 ANEXO V – EXEMPLO DE DECRETO MUNICIPAL 34 . DISPOSIÇÕES FINAIS Art. mantidas as demais condições ali estabelecidas. de 26 de julho de 2002. a quem incumbirá relacionar as mercadorias apreendidas. Mediação de Conflitos e Gerenciamento de Crises. II . § 4º. 18 As despesas decorrentes da execução desta lei correrão por conta das dotações orçamentárias próprias. àquele que teve suas mercadorias apreendidas.382.370.no caso de brinquedos.768. e 2 (dois) cargos de Inspetor Chefe Regional. A devolução das mercadorias a seus proprietários será efetivada pelo setor competente da Subprefeitura. passando a integrar a coluna situação nova do Anexo Único. 13.§ 2º. cabendo-lhe. portadores de diploma de nível superior. O laudo deverá indicar: I . durante o período em que os sacos permanecerem sob sua custódia. o prazo para opção pela nova Carreira da Guarda Civil Metropolitana. 19 Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação. bem como pela inviolabilidade dos lacres. para análise e posterior doação. Art. contados da publicação desta lei. danificadas. de 31 de outubro de 1991. 16 Ficam criados. as disposições da Lei nº 11.468. constituída por. não se aplica às mercadorias deterioradas. estragadas. compará-las com aquelas descritas na nota fiscal e adotar as providências ainda cabíveis. de 26 de janeiro de 2004. e nº 13. todos de livre provimento em comissão pelo Prefeito. de 9 de novembro de 1995.o tipo. sendo 1 (um) da Coordenadoria de Planejamento e Desenvolvimento Urbano. mediante autorização do Subprefeito. Referência QPG-8. em 1º de julho de 2004. cuja destinação deverá se efetivar na forma da legislação própria. no mínimo. aos 1º de julho de 2004. observados os requisitos impostos pelo § 6º deste artigo. O servidor responsável pela apreensão deverá fornecer. nos termos da Lei nº 13. caso seja constatada violação de lacres. Art. de 3 de junho de 2002. a que se refere o artigo 22 da Lei nº 13. e do Decreto nº 44. § 7º. a quantidade e o lote de cada mercadoria. de 6 de dezembro de 2002.112. A Subprefeitura é responsável pela guarda. O Subprefeito designará comissão com a finalidade de elaborar laudo de avaliação das mercadorias apreendidas. PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO. da Guarda Civil Metropolitana.396. dentre integrantes da carreira da Guarda Civil Metropolitana. na Superintendência de Fiscalização do Comércio Ambulante e Atividades Afins.917. Tabela "B". impróprias para o consumo. sendo doadas às entidades de assistência social. observando-se. na presença do Agente Vistor que estiver de plantão. o nome e o endereço da Subprefeitura para a sua retirada.

o que resulta. para o equacionamento de questões de tal magnitude. em todos os seus aspectos.que tem nos camelôs a ponta mais frágil .um Delegado da Polícia Federal. com as quais. 1º .um integrante do Ministério Público. bem assim com entidades cujas atividades estejam relacionadas com a matéria. de resto. VII .articular. o contrabando. assim. à reprodução ilegal de produtos. estabelecer-se ação articulada entre as diversas instâncias governamentais competentes.CONSTITUINDO FORÇA-TAREFA PARA COMBATE AO COMÉRCIO IRREGULAR DECRETO Nº 42. o seqüestro e sonegação de recursos do Poder Público. DE 29 DE MAIO 2002 Dispõe sobre a constituição de Força-Tarefa Permanente e Integrada para o combate à corrupção na fiscalização do comércio.investigar os servidores do setor de fiscalização supostamente envolvidos na prática de cobrança de propina no comércio formal e informal e. CONSIDERANDO a necessidade de realizar ações integradas e permanentes voltadas ao combate à ilegalidade. a Prefeitura já vem mantendo entendimentos. com a finalidade de empreender o combate à corrupção na fiscalização do comércio.o Ouvidor Geral do Município de São Paulo. os esquemas de falsificação e reprodução ilegal de mercadorias e sua venda no mercado informal ou formal.São atribuições da Força-Tarefa Permanente e Integrada: I . como o desemprego. Art. inclusive. VI .investigar permanentemente a origem dos produtos ilegais e identificar as pessoas envolvidas para as devidas ações penais. II .quantificar o comércio de produtos ilegais. designado pelo Titular da Pasta. CONSIDERANDO a necessidade de ampliar os canais de diálogo da Prefeitura de São Paulo com os segmentos econômicos significativamente prejudicados pela prática de tais ilicitudes. IV . Prefeita do Município de São Paulo. V . no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei. IV . edá outras providências. designado pelo Superintendente da Polícia Federal de São Paulo. estes fundamentais para novos investimentos em áreas sociais. com outros entes governamentais e organizações e entidades da sociedade civil. terminam por se transformar em vítimas de organizações criminosas. ao contrabando e à reprodução ilegal de mercadorias.um representante da Receita Federal. designado pelo Secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo. propor a instauração dos procedimentos administrativos e penais abíveis. e. CONSIDERANDO que parte da atividade do comércio formal e informal integra uma rede . 3º . III . atuando como camelôs. Santo Amaro e Pinheiros.Fica criada a Força-Tarefa Permanente e Integrada. ações conjuntas e sistemáticas para a apreensão de produtos ilegais. ao contrabando e ao roubo de cargas no Município de São Paulo. em especial nas regiões da Sé. a violência.por envolver a atuação de grupos que controlam o roubo de cargas. III . designado pela Procuradora Chefe Regional da República da 3ª Região. à reprodução ilegal de produtos. na formação de quadrilhas. Lapa. Art.elaborar relatórios de investigações. para cujo combate o Município não detém competência exclusiva. VI . se presentes indícios de autoria e materialidade. a corrupção. MARTA SUPLICY. CONSIDERANDO ser imprescindível. designado pelo Superintendente da Receita Federal de São Paulo. DECRETA: Art. constituindo-se. na base visível de uma estrutura criminosa mais abrangente do que a prática de cobrança de propina por servidores municipais dos setores de fiscalização. assim como promover campanhas contra a ilegalidade.propor ações que inibam a prática de comércio de produtos ilegais.propor alterações na legislação referente à matéria. CONSIDERANDO as conseqüências diretas de tais fatos ao conjunto dos trabalhadores desempregados.um representante da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo. ao contrabando e ao roubo de cargas.um Delegado e um Oficial da Polícia Militar. que.059. de demonstrar as conseqüências de tais práticas à população. designado pelo Procurador Geral de Justiça. II .A Força-Tarefa Permanente e Integrada será composta na seguinte conformidade: I . 2º . 35 . VII . ainda.um integrante do Ministério Público Federal. V . dando-se-lhes prioridade na tramitação.

Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação.A presente proibição deverá passar a constar das obrigações do Permissionário. no interior dos boxes e dependências dos Mercados Populares localizados nos bairros Vila Santa Cecília. PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO. Art. o interesse público ou o bem da coletividade.A Prefeitura do Município de São Paulo poderá implantar. 4º . CONSIDERANDO que cabe à Administração Pública regulamentar o exercício de atividade comercial. D E C R E T A: Artigo 1º . (AC) Parágrafo único . Art. Publicado na Secretaria do Governo Municipal . IX . Aterrado.Fica proibida.o Secretário Municipal de Segurança Urbana. na cláusula 5ª. CONSIDERANDO que é obrigação da Administração Pública zelar para que a legislação vigente seja cumprida por todos aqueles que se utilizam/permanecem nas dependências de quaisquer próprios municipais.429 Proibe a dos Mercados comercialização Populares de localizados CD’s nos e DVD’s falsificados no interior dos bairros Vila Santa boxes e dependências Cecília. indicado pelo Titular da Pasta. revogadas as disposições em contrário. Art. fitas cassetes. Aterrado. com falta de identificação ou comprovação da origem lícita. aos 29 de maio de 2002. CONSIDERANDO que os Mercados Populares. são considerados próprios municipais. CONSIDERANDO que a falsificação. Retiro e São João. localizados nos bairros Vila Santa Cecília. (NR) Art. fitas de vídeo VHS com imagens e outros produtos fonográficos e afins é crime previsto e penalizado pela Legislação Federal. Aterrado. postos fixos da Força-Tarefa Permanente e Integrada. 449º da fundação de São Paulo. 6º . Retiro e São João. Artigo 3º . a distribuição e comercalização de CD’s e DVD’s que não sejam oriundos de estabelecimentos comerciais e industriais registrados nos órgãos competentes.Este decreto entrará em vigor na data de sua publicação. 36 . Artigo 2º . em 29 de maio de 2002. concedida pelo Município Artigo 4º .O Coordenador da Força-Tarefa Permanente e Integrada poderá solicitar a adoção de providências dos órgãos municipais com poder de polícia administrativa. em áreas da cidade. sempre.VIII . visando. 7º . O Prefeito Municipal de Volta Redonda. de 02/outubro/2001. Retiro e São João. ANEXO VI .Os representantes dos órgãos federais e estaduais serão convidados a acompanhar a Força-Tarefa uma vez formalizada a respectiva designação. do Termo de Permissão de Uso do Bem móvel. no uso de suas atribuições legais . distribuição e comercialização de CD’s. do Decreto nº 9023. bem como convocar servidores e requisitar informações necessárias ao cumprimento das atribuições previstas neste decreto.EXEMPLO DE LEGISLAÇÃO PROIBINDO O COMÉRCIO DE PRODUTOS DE ORIGEM ILÍCITA EM LOGRADOURO MUNICIPAL DECRETO Nº 10. industrial e de prestação de serviços no Município. 5º .O Secretário Municipal de Segurança Urbana será o coordenador da Força-Tarefa Permanente e Integrada. de que trata o Anexo II.um representante da Secretaria de Implementação das Subprefeituras.O não atendimento ao disposto no presente Decreto ensejará a cassação da Permissão de Uso e a revogação da Licença para o exercício da atividade.

3º Na eventualidade de surgimento de novos espaços para o exercício do comércio ambulante dentro do perímetro referido no “caput” do art.447. 2º As licenças de que trata o “caput” do art. os dispositivos da Lei nº 3. de 24 de outubro de 1968.187. o § 3º do art. e Lei nº 8. regulamentada pelo Decreto nº 12. fica reservado para os portadores de deficiência visual um percentual de 20% (vinte por cento) do total de vagas daqueles novos espaços. regulamentada pelo Decreto nº 4. que não se aplica aos ambulantes portadores de deficiência visual. em conformidade com os critérios a serem estabelecidos no decreto regulamentador desta Lei. Art. 1º poderão ser transferidas em caso de morte ou invalidez permanente do titular. dando-se preferência aos mais carentes. de 18 de dezembro de 2000.278.SMS. Parágrafo único. 37 . bem como o art.671. 8º Revogam-se as Leis nºs 4. Dispõe sobre a emissão de alvarás de autorização para o exercício do comércio ambulante por portadores de deficiência visual e dá outras providências. Art. de 1968. alterada pela Lei nº 8. 15 da Lei nº 3.187. PREFE ITU RA MU NICI PAL D E PORTO AL EGRE. incluído pelo art. Gothardo Lopes Netto Prefeito Municipal ANEXO VII . independente de ser ou não portador de deficiência vi-sual.EXEMPLO DE LEGISLAÇÃO SOBRE EMISSÃO DE ALVARÁ PARA COMÉRCIO AMBULANTE LEI Nº 8. de 5 de maio de 1999. e 5. que estabelece normas para a exploração do Comércio Ambulante. Art. LEI Nº 8447 Altera dispositivos da Lei nº 3187. Art. de 1999. § 2º A deficiência referida no parágrafo anterior deverá ser comprovada através de laudo fornecido pela Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre . Parágrafo único. que alterou dispositivos da Lei nº 3. Art. Excetua-se do disposto no “caput” deste artigo. A transferência de que trata o “caput” deste artigo somente poderá ser feita uma única vez ao cônjuge ou descendente. 1º Fica o Município de Porto Alegre autorizado a conceder 62 (sessenta e dois) alvarás de autorização. de 1999. de 24 de outubro de 1968. § 1º As licenças de que trata este artigo somente poderão ser expedidas em favor de portadores de deficiência visual. e dá outras providências. que ficam reservados para o exercício do comércio ambulante por portadores de deficiência visual no Centro da Cidade. Riachuelo. será considerada a condição sócio-econômica do postulante. 7º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. perímetro compreendido entre as Ruas Dr. 13 da Lei nº 8. Art. de dezembro de 2000. Art. 08 de setembro de 2005. de 31 de dezembro de 1970.Palácio 17 de Julho. 5º Aplicam-se.255. 4º No processo de seleção para o exercício do comércio ambulante de que trata esta Lei. de 1968. O PREFE ITO MU NICIPAL D E PORTO AL EGRE.134. e alterações posteriores. Faço sabe r que a Câmara Muni ci pal aprovou e e u sanci o no a se gui nt e Lei : Art. 9º da Lei nº 8. de 30 de dezembro de 1999.327. 1º. 6º O Executivo regulamentará esta Lei no prazo de 120 (cento e vinte) dias. Flores. de 12 de janeiro de 1998. desde que estes estejam comprovadamente desempregados há mais de um ano.447.187. de 30 de dezembro de 1976. Caldas Júnior e Av. no que couberem.447. Mauá.935. de 22 de julho de 1987.

nas vias e logradouros públicos..” Art. VI ..Fica acrescentado o inciso VI ao art.O PREFEITO MU NIC IPAL D E PORTO AL EGRE. 7º . 6º . VI – vender ou ter em depósito no equipamento mercadorias que não pertençam ao ramo autorizado. X . c a n c e l a n d o . V – venda de cigarros.s e p o r e s t e a t o .. 11 da Lei nº 3187/68: “Art.. 7º . VII ...réplicas de arma de fogo em tamanho natural. de 24 de outubro de 1968.Nas condições mencionadas no §1º. 1º . incluem-se os Camelôs.vales transportes e passagens de transporte coletivo. a m u l t a a p l i c a d a .Fica acrescentado o §5º ao art.. §1º .. §5º .. §5º .. 4º . que passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 5º da Lei nº 3187/68. ..Fica alterado o §1º do art. XIII .Fica alterada a redação do inciso VI e acrescentado o inciso XIV ao art. VIII .. com a seguinte redação: "Art.. §3º . 7º da Lei nº 3187/68: “Art. ..óculos de grau. como segue: "Art. 5º .Ficam acrescentados os §§ 5º e 6º ao art.. com a seguinte redação: “Art.Fica alterada a redação do inciso V do art. serão doadas ao órgão de assistência social do Município.. 3º . 11 -. que se exerça de maneira itinerante...Fica acrescentado o §3º ao art.” Art... V I – C a m e l ô s . §6º .O disposto no §1º não se aplica aos camelôs.Os camelôs regularmente cadastrados pela SMIC que desenvolvem suas atividades na Rua 38 .” Art.. XI . . XIV – artigos pirotécnicos.. . . 12 . mediante recibo comprobatório. 12 da Lei nº 3187/68. 1º da Lei nº 3187/68.medicamentos....facas e canivetes. a atividade lucrativa de caráter eventual ou transitório. 1º da Lei nº 3187. 5º . XII ." Art. quando não reclamadas dentro de 30 (trinta) dias. .produtos inflamáveis.telefones celulares... X V – c a r t õ e s t e l e f ô n i c o s . Faço sabe r que a Câmara Muni ci pal aprovou e e u sancio no a se gui nte Le i : Art. 12 ... 12 da Lei nº 3187/68: “Art. IX . 1º .instrumentos de precisão.. 2 . para efeitos desta Lei.As mercadorias não-perecíveis.. 2º .Considera-se Comércio Ambulante. regularmente cadastrados pela SMIC. X I V – v i o l a r o l a c r e c o l o c a d o n o e q u i p a m e n t o e m f u n ç ã o d a v i s t o r i a . 1º . que ficará à d i s p o s i ç ã o d o i n t e r e s s a d o .” Art.. 11 e acrescentados os incisos de VI a XV ao art. desde que estejam localizados na área definida no Anexo I da presente Lei. que se dedicam ao comércio de produtos diversos não-perecíveis ”Art..

§2º . §1º .Fica suprimido o inc.Somente poderão candidatar-se no processo seletivo. . passa a vigorar com a seguinte redação: "Art... será concedido por 1 (um) ano. de 22 de julho de 1987. §5º . Art. que. Art..A transferência de que trata o § 4º deste artigo somente poderá ser feita uma única vez ao cônjuge/companheiro ou descendente. em caso de morte ou invalidez do titular. §2º .Fica alterada a redação do "caput" do art. poderão transferir a licença." Art.” Art. serão progressivamente transferidos para a área de que trata o Anexo I desta Lei. 14 . o Executivo organizará processo seletivo para ocupação das vagas existentes.Multa inicial de 50 UFIRs (cinqüenta Unidades Fiscais de Referência)... 2º. § 5º .Para efeito de reincidência serão consideradas as infrações cometidas no período de 2 (dois) anos. será procedido sorteio universal. será procedido sorteio público primeiramente entre os candidatos residentes em Porto Alegre. . §4º . ANEXO VIII .Ficam mantidas as licenças reservadas pela Lei nº 4255. 12 .” 3 Art.por escrito. II do art.EXEMPLO DE LEGISLAÇÃO SOBRE CASSAÇÃO DE INSCRIÇÃO NO ICMS 39 . às quais não se aplicam as disposições dos §§ 3º. será cassada a licença." Art. pessoas desempregadas há mais de um ano. por qualquer motivo. 11 . que passa a vigorar com a seguinte redação: 4 “Art. as licenças dentro do perímetro de que trata o §1º do art. 13 .Fica alterada a redação do inc.O "caput" do art. 12 da Lei n o 3187/68..O disposto neste artigo não se aplica aos camelôs regularmente cadastrados pela SMIC.. 4º e 5º ao art.Na terceira infração será aplicada a pena de suspensão da atividade por 7 (sete) dias. 9º desta Lei. desde que estes estejam comprovadamente desempregados há mais de um ano. 15 da Lei nº 3187/68: "Art.Vigário José Inácio. que passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. I do art.Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. I . 19 da Lei nº 3187/68. §3º . que tenham dependentes e não possuam fonte de renda fixa. 3º. na medida em que se f o r e m e x t i n g u i n d o a s l i c e n ç a s p a r a a q u e l a á r e a . desde que a mesma não seja considerada grave. remanescendo vagas. quando se tratar de ambulante regularmente licenciado. 30 de d e ze m b ro de 19 99 . 19 da Lei nº 3187/68. a multa será aplicada em dobro. renovável por iguais e sucessivos períodos até o limite de 5 (cinco) anos. 2º.À medida que se forem extinguindo. 19 . §4º . 3º.Em caso de reincidência da infração. 10 . observada a conveniência pública. 15 . 20 . de 04 de maio de 1977.. 4º e 5º do mesmo artigo da Lei nº 3187/68. no trecho compreendido entre as Ruas dos Andradas e Otávio Rocha. 9º ... §1º . alterada pela Lei nº 5935." Art. 15 . 20 e dos §§ 1º.Ficam acrescentados os §§ 1º. 4º e 5º do art. regulamentada pelo Decreto nº 5903.As penalidades por infração aos dispositivos desta Lei serão graduadas de acordo com as reincidências de um mesmo infrator. na primeira infração.O licenciamento para a área definida no §1º do art. PREFE ITU RA MU NICI PAL D E PORTO AL EGRE. 15 da Lei nº 3187/68.Na quarta infração.Caso o número de candidatos seja superior às vagas existentes. 12 desta Lei. §3º . de 30 de dezembro de 1976. 8º .

indústria. Celso.As disposições desta lei aplicar-se-ão. em conjunto ou separadamente. mesmo que em estabelecimento distinto daquele. Artigo 4º .O Poder Executivo divulgará. Artigo 6º . inabilita o estabelecimento à prática de operações relativas à circulação de mercadorias e de prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. do Deputado Orlando Morando – PL) Dispõe sobre a cassação da eficácia da inscrição.Será cassada a eficácia da inscrição. no cadastro de contribuintes do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação – ICMS. 21 de fevereiro de 2006 BIBLIOGRAFIA Bastos. prevista no artigo 1º. do estabelecimento comercial que comercializar. 2002 40 .A cassação da eficácia da inscrição no cadastro de contribuintes do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação – ICMS. contados da data de cassação.A falta de regularidade da inscrição.o impedimento de exercerem o mesmo ramo de atividade.A não conformidade tratada no artigo anterior será apurada na forma estabelecida pela Secretaria da Fazenda e comprovada por laudo pericial. Artigo 7º . São Paulo: Celso Bastos Editora. estocar ou expuser produtos falsificados ou contrabandeados. adquirir. Artigo 2º . através do Diário Oficial do Estado. Parágrafo único – As restrições previstas nos incisos prevalecerão pelo prazo de 5 (cinco) dias. a relação dos estabelecimentos comerciais penalizados com base no disposto nesta lei.a proibição de entrarem com pedido de inscrição de nova empresa no mesmo ramo de atividade. nome completo dos sócios e endereços de funcionamento. importador. no cadastro dos contribuintes do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação – ICMS O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei: Artigo 1º . credenciadas ou conveniadas com o Governo do Estado de São Paulo. implicará aos sócios. Artigo 5º . Palácio dos Bandeirantes. do estabelecimento penalizado: I .Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. no cadastro de contribuintes do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação – ICMS.279. pessoas físicas ou jurídicas. Curso de Direito Administrativo. ao comércio. indistintamente. elaborado por órgão e/ou entidades capacitadas.LEI Nº 12. exportador e armazéns de estocagem. Artigo 3º . DE 21 DE FEVEREIRO DE 2006 (Projeto de Lei nº 258/2005. II . fazendo constar os respectivos CNPJ – Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas.

rev. Fábio Medina. São Paulo: Atlas. Cabral. Curso de Direito Constitucional.) et. Maria Sylvia Zanella. 2003. Direito Municipal Brasileiro. São Paulo: Saraiva. ______________. Lazzarini. São Paulo: Malheiros. São Paulo: Malheiros. Estudos de Direito Administrativo. 8ª ed. rev. Sundfeld. atual. 2003. São Paulo: RT. 2003. Direito Administrativo Ordenador. 2003. e atual. Mello. Curso de Direito Administrativo. São Paulo: Malheiros. 1996. Direito Administrativo Sancionador. São Paulo: RT. São Paulo: Harbra. Álvaro. Justen Filho. 3ª tir. André Ramos. 2ª ed. Direito Administrativo. Eduardo Salles. 1998. São Paulo: Lejus. 2ª ed. 4ª ed. 41 . Marçal. Pimenta. São Paulo: RT. 2002. 17ª ed. São Paulo: Saraiva. e ampl. Novos Rumos da Autonomia Municipal. 2000. 1ª ed.Bastos. 2001. 2ª ed. Hely Lopes. Direito Administrativo. São Paulo: Saraiva. Direito Urbanístico Brasileiro. 1995. e atual. 2003. Evandro de Castro (coord. São Paulo: Max Limonad. Silva. São Paulo: Malheiros. ampl. Antonio Carlos Otoni. Tavares. atual. 7ª ed. Código de direitos autorais e acordos internacionais. Gasparini. Plínio. Temas de Direito Administrativo. rev. rev. Di Pietro. São Paulo: RT. 3ª atualiza. rev. São Paulo: RT. Curso de Direito Administrativo.da por Célia Marisa Prendes e Mário Schneider Reis. al. Direito Administrativo Moderno. 2005. Soares. Meirelles. A instituição municipal no Brasil. Diógenes. Carlos Ari. 2005. José Afonso. e atual. 13ª ed. Celso Antonio Bandeira de. A nova lei de direitos autorais: comentários. 2003. 1986. Osório. 2003. Odete. Medauar. 13ª ed.