You are on page 1of 3

Nos idosos, a depressão se apresentaria

com sintomas somáticos ou hipocondríacos
mais frequentes, haveria menos
antecedentes familiares de depressão e
pior resposta ao tratamento.

Cabe lembrar que nos pacientes idosos
deprimidos o risco de suicídio é duas vezes
maior do que nos não deprimidos.

Do ponto de vista biológico, durante o
processo de envelhecimento é mais
frequente o aparecimento de fenômenos
degenerativos ou doenças físicas capazes
de produzir sintomas característicos da
depressão.

A depressão no idoso costuma manifestarse por meio de queixas físicas freqüentes e
associada a doenças clínicas gerais,
sobretudo aquelas que imprimem
sofrimento prolongado, levando à
dependência física e à perda da autonomia,
e que induzem à hospitalização ou
institucionalização.

Nos idosos, por exemplo, a depressão se
apresentaria com sintomas somáticos ou
hipocondríacos mais frequentes, haveria
menos antecedentes familiares de
depressão e pior resposta ao tratamento.
Do ponto de vista vivencial, o idoso esta
numa situação de perdas continuadas; a
diminuição do suporte sócio-familiar, e
perda do status ocupacional e econômico, o
declínio físico continuado, a maior
frequência de doenças físicas e a
incapacidade pragmática crescente são
motivos suficientes para um expressivo
rebaixamento do humor. Do ponto de vista
biológico, durante o processo de
envelhecimento é mais frequente o
aparecimento de fenômenos degenerativos
ou doenças físicas capazes de produzir
sintomas característicos da depressão.–

Aspectos Clínicos da Depressão e
Diagnóstico
O diagnóstico da depressão passa por
várias etapas: anamnese detalhada, com o
paciente e com familiares ou cuidadores,
exame psiquiátrico minucioso, exame
clínico geral, avaliação neurológica,
identificação de efeitos adversos de
medicamentos, exames laboratoriais e de
neuroimagem. Estes são procedimentos
preciosos para o diagnóstico da depressão,
intervenção psicofarmacológica e
prognóstico, especialmente em função da
maior prevalência de comorbidades e do
maior risco de morte.

Depressão e Doenças Clínicas Gerais

Muitas vezes, os sintomas depressivos são
confundidos com a própria doença clínica
geral ou como uma conseqüência “normal”
do envelhecimento, sendo pouco
valorizados.

DEPRESSÃO MAIOR – CRITÉRIOS DSM-IV POSITIVO (1 MAIOR + 4 MENORES) Mais de duas semanas com pelo menos 1 dos dois sintomas: Humor deprimido na maior parte do tempo e ou Perda de interesse ou prazer pelas atividades (anedonia). sendo que os sintomas depressivos instalam-se em um quadro demencial preexistente. de concentração e de memória recente. o aparecimento do termo “pseudodemência depressiva”. freqüentes no idoso. sobretudo aquelas que imprimem sofrimento prolongado. Por outro lado. c) Depressão com comprometimento cognitivo: a depressão evolui com dificuldades cognitivas. . o início de um processo demencial do tipo tradicionalmente. levando à dependência física e à perda da autonomia. em muitos pacientes. e que induzem à hospitalização A comorbidade de depressão e demência contribui para o comprometimento de suas capacidades funcionais. Perda ou ganho de peso (5% em 1 mês). A depressão pode conduzir a alterações das funções cognitivos. Associado a 4 dos sinais ou sintomas a seguir: Insônia ou hipersonia. sintomas depressivos constituem parte integrante do processo demencial. particularmente. b) Demência com depressão: coexistência de ambos os fenômenos. d) Demência na depressão: onde o comprometimento cognitivo resulta do processo depressivo. a Depressão e Doenças Clínicas Gerais A depressão no idoso costuma manifestar-se por meio de queixas físicas freqüentes e associada a doenças clínicas gerais.Em algumas condições específicas. 1998). Depressão e Funções Cognitivas O aparecimento de transtornos depressivos em idosos tem sido considerado um fator de risco para o desenvolvimento posterior de processo demencial. Alguns estudos sugerem que 50% dos pacientes com depressão evoluem para quadro demencial num período de cinco anos (Rasking. Depressão na demência: os ou institucionalização.

Idéias recorrentes de morte ou tentativa de suicídio. haverá duas notas pedindo cautela aos médicos na hora de fazer o diagnóstico em casos como esse. Auto-depreciação ou culpa excessiva.Agitação ou retardo psicomotor. No lugar da regra. lentidão de pensamento ou indecisão. Fadiga ou perda de energia. uma pessoa que está de luto por ao menos duas semanas pode ser diagnosticada com depressão. Redução da capacidade de concentração. O restante da descrição do transtorno depressivo maior será mantido . No DSM-5.