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UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO / CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS E NATURAIS

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DEPARTAMENTO DE LÍNGUAS E LETRAS
DISCIPLINA: Laboratório de Práticas Culturais: Oficina de leitura e interpretação literária II - CÓDIGO: LET
06112 – 2011/2
Prof. Wilberth Salgueiro [wilberthcfs@gmail.com.br]
EMENTA (geral): Prática de leitura e interpretação de textos. Corpus a definir.
Sinopse (específica): Leitura e interpretação do romance Grande sertão: veredas (1956), de Guimarães Rosa.
Metodologia: em cada aula, deverão ser apresentados e discutidos os textos listados no “Roteiro de leitura”, a partir
da (a) exposição oral do professor e de alunos previamente indicados e (b) da leitura de alguns dos resumos críticos
feitos por alunos também previamente indicados.
Critérios de avaliação: A avaliação buscará os seguintes critérios, considerando as modalidades escrita e oral: a)
domínio do tema; b) atualização na matéria; c) clareza de exposição; d) capacidade de síntese; e) ordenação do
pensamento; f) correção gramatical / fluência da linguagem; g) criatividade.
Avaliação ESCRITA e ORAL: cada aluno deverá [a] elaborar e entregar 3 (três) resumos críticos, digitados,
referentes a textos previamente estipulados, e [b] apresentar oralmente até 4 (quatro) textos, conforme o GRUPO a
que pertencer [ver abaixo].
Haverá 5 (cinco) notas: 3 resumos críticos + 1 nota referente ao conjunto das 4 apresentações orais + 1 nota
referente ao trabalho apresentado no Módulo II [ver].
Cada resumo crítico deverá ter até 20 (vinte) linhas em 2 parágrafos: no primeiro, uma apresentação objetiva
do texto; no segundo, uma apreciação crítica. Não serão aceitos resumos fora do prazo.
A apresentação oral deverá ser feita em até 10 (dez) minutos (e poderá seguir o modelo do resumo crítico, ou
seja, uma apresentação objetiva seguida de uma apreciação crítica do texto).
Os alunos com média final abaixo de 7,0 deverão fazer uma avaliação final escrita.
ROTEIRO DE LEITURA (MÓDULO I)
Nº do texto. Referências bibliográficas
[Os textos indicados entre colchetes serão enviados por e-mail pelo professor.
Os demais textos, à exceção do romance, estarão à disposição para cópia na
xerox da Cantina.]
1. ROSA, Guimarães. Grande sertão: veredas [1956].
[2.] ROSA, Guimarães. Diálogo com Guimarães Rosa [1965]. Guimarães Rosa. 2. ed.
COUTINHO, Eduardo (org.). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1991, p. 62-97. (Fortuna
Crítica, 6) {Trechos selecionados}
3. CANDIDO, Antonio. O homem dos avessos [1957]. Guimarães Rosa. 2. ed. COUTINHO,
Eduardo (org.). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1991, p. 294-309. (Fortuna Crítica,
6) [De Tese e antítese. São Paulo: Cia. Ed. Nacional, 1964.]
4. PROENÇA, Manuel Cavalcanti. Aspectos formais [1958]. Augusto dos Anjos e outros
ensaios. 3. ed. Rio de Janeiro: Grifo, 1976, p. 210-231.
5. GALVÃO, Walnice Nogueira. A condição jagunça [1970]. As formas do falso: um estudo
sobre a ambiguidade em Grande sertão: veredas. 2. ed. São Paulo: Perspectiva, 1986, p.
15-47. [1ª edição: 1972.]
6. MACHADO, Ana Maria. O nome perpetual [1976]. O recado do nome: leitura de
Guimarães Rosa à luz do nome de seus personagens. São Paulo: Martins Fontes, 1991, p.
45-81.
7. ARROYO, Leonardo. Arvoado amor. A cultura popular em Grande sertão: veredas
(filiações e sobrevivências tradicionais, algumas vezes eruditas). Rio de Janeiro: José
Olympio; Brasília, DF, INL, 1984, p. 67-81.
8. ROSENFIELD, Kathrin. O problema da homossexualidade em Grande sertão: veredas.
In: JOBIM, José Luis (org.). As palavras da crítica. Rio de Janeiro: Imago, 1992, p. 198-211.
9. COUTINHO, Eduardo. Grande sertão: veredas: épico, lírico ou dramático?. Em busca
da terceira margem: ensaios sobre o Grande sertão: veredas. Salvador: Fundação Casa
de Jorge Amado, 1993, p. 71-86.
[10.] GINZBURG, Jaime. A desordem e o limite – a propósito da violência em Grande
sertão: veredas. Dissertação. USP, 1993. [Parte III: p. 78-110]
11. UTÉZA, Francis. Era uma voz. JGR: metafísica do Grande Sertão. São Paulo: EDUSP,
1994, p. 113-134.
12. STARLING, Heloísa. Uma estrada de muitos cotovelos [1997]. Lembranças do Brasil:
teoria, política, história e ficção em Grande sertão: veredas. Rio de Janeiro: Revan;
Ucam, Iuperj, 1999, p. 23-39.
13. BOLLE, Willi. Narrador pactário e função diabólica da linguagem. grandesertão.br: o
romance de formação do Brasil. São Paulo: Duas Cidades; Ed. 34, 2004, p. 174-194.
[1998]
14. PASSOS, Cleusa. No giro da memória: literatura e psicanálise em Grande sertão:
veredas. João Guimarães Rosa – Cadernos de literatura brasileira. Rio de Janeiro:
Instituto Moreira Salles, 2006, p. 262-269.
[15.] SALGUEIRO, Wilberth. Grande sertão: veredas: romance e ensaio – par em par.
Contexto.
Vitória:
Edufes,
2008,
p.
163-170.
[Em
http://www.ufes.br/ppgl/matriz/pdf/Contexto_15-16_2008-9.pdf]


pág.:
904

Grupo
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Grupo
Resu
mo
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7

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Todos
Todos

2) aproveitamento das ilustrações de Arlindo Daibert. música. 7) do CD “7 episódios de Grande sertão: veredas” com Antonio Candido. 11) etc. individualmente ou em grupo. 8) do catálogo da instalação GS:V (1986) de Bia Lessa. “Falar com o estranho assim. que bem ouve e logo longe se vai embora. esquete. 5) da série (1985) de Walter Avancini. os alunos deverão propor/elaborar alguma atividade que envolva a apresentação do romance Grande sertão: veredas a alunos do Ensino Médio. pintura etc. é um segundo proveito: faz do jeito que eu falasse mais mesmo comigo. dentro da gente. 4) do filme (1965) de Geraldo e Renato Santos Pereira. 10) análise da presença do romance nos livros didáticos.). 6) de O léxico de Guimarães Rosa de Nilce Sant’Anna Martins. a gente perverte sempre por arredar mais de si. Davi Arrigucci e José Mindlin. escultura.2 MÓDULO II: Em datas a combinar. 9) de traduções do romance. Sugestões: 1) atividades intersemióticas (poemas. 3) da canção “Casinha feliz” de Gil. Para isso é que o muito se fala?” (Grande sertão: veredas) . Mire veja: o que é ruim.