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SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL

VIVIAN SEPAROVIC RIBEIRO

ESPIRAL DE ERVAS – “Uma Alternativa Sustentável para
uma Boa Alimentação e para o Resgate Cultural”

Rio de Janeiro
2012

VIVIAN SEPAROVIC RIBEIRO

ESPIRAL DE ERVAS – “Uma Alternativa Sustentável para uma Boa Alimentação
e para o Resgate Cultural”

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado
ao Curso de Especialização em Educação
Ambiental

do

Serviço

Nacional

de

Aprendizagem Comercial – SENAC como
requisito parcial para a obtenção do título de
Especialista em Educação Ambiental.

ORIENTADOR: Prof. MSc. Emerson Ribeiro Garcia

Rio de Janeiro
2012

VIVIAN SEPAROVIC RIBEIRO

ESPIRAL DE ERVAS – “Uma Alternativa Sustentável para uma Boa Alimentação
e para o Resgate Cultural”

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado
ao Curso de Especialização em Educação
Ambiental

do

Serviço

Nacional

de

Aprendizagem Comercial – SENAC como
requisito parcial para a obtenção do título de
Especialista em Educação Ambiental.
Aprovado em

de

de 2012.

Banca Examinadora:
________________________
Prof. Emerson Ribeiro Garcia, Mestre.
Orientador
Senac
________________________
Prof. Daniel Vitor Ferreira Noleto, Especialista.
Coordenador do curso
Senac

.Dedico esse trabalho a minha querida amiga e mestre Joelma Cavalcante. responsável por grande parte dos ensinamentos e inspiração que me estimularam a concluir esse Curso.

Agradeço a empresa OMNES Consultoria em Sustentabilidade Ltda. em especial Agatha Franco e Joelma Cavalcante. por ter proporcionado essa formação. . Também agradeço aos meus pais Celso Luiz Ribeiro e Maria Separovic Scerban. ao meu amado marido Kleber Eduardo Dias Silva e amigos que colaboraram para minha formação pessoal e profissional.

Palavras-chave: Educação a Distância. cuidados com solo. o objetivo desse Trabalho de Conclusão do Curso é apresentar a proposta de um Curso de Educação Ambiental voltado para a comunidade do bairro Setor 3. O processo de urbanização possibilitou avanços significativos.RESUMO A transição do rural para o urbano em muitos municípios do Brasil vem crescendo significativamente a partir das décadas de 70 e 80. serão abordados conceitos de meio ambiente. Educação Ambiental. valendo-se da ideia do alimento produzido de forma ecológica. Permacultura. onde se sugere o plantio de ervas de uso culinário e de cunho medicinal. Pretende-se através desse processo formativo promover a reaproximação do homem com a natureza e a valorização/ recuperação do saber popular. RO. plantas e a construção de um jardim em formato espiralado. permacultura. orgânica. saudável e de baixo custo. Espiral de Ervas . ecologia. agricultura sustentável. No entanto. além de uma grande perda cultural e do desuso da terra como alternativa de renda ou subsistência. é importante dizer que problemas sociais. Nesse processo de instrumentalização. econômicos e ambientais acompanham essa urbanização. no município de Ariquemes. Assim. a “Espiral de Ervas”.

which suggests the planting of herbs for culinary and medicinal use. ecology.ABSTRACT The transition from rural to urban in many municipalities in Brazil has been growing significantly since the 70’s and 80’s. sustainable agriculture. caring for soil. economic and environmental problems arises as a result of this urbanization process. Keywords: Distance Education. organic. The urbanization process has provided significant advances. It is intended through this process of community environmental training to provide the community with important insights which will empower and spiral environmental changes. permaculture. therefore the goal. The course covers concepts of environment. as well as. However. healthy and inexpensive. Environmental Education. Spiral Herbs . bring men back to nature. Ariquemes. plants and the construction of a spiral-shaped herb garden. RO neighborhood. The aim of this “Environmental Education” course final assignment is to present a proposal for a community-oriented Environmental training in the sector 3. Permaculture. and the recovery / restoration of popular knowledge. a great cultural loss occurs and the disuse of the land as an alternative income and livelihood. it is important to say that social. taking advantages of the idea of ecologically produced food.

........................................................................... 17 Quadro 6 – Plano de Aula .............................................................................................................................................................................................. 25 Quadro 7 – Matriz de Monitoramento.......................................................... 16 Quadro 3 – Recursos Materiais ................................................................................................................................................................................................................................................................. 15 Quadro 2 – Recursos Humanos ....................................................................... 17 Quadro 5 – Recursos Financeiros ................................................................................................................................................ 16 Quadro 4 – Recursos Tecnológicos........................................ 26 ............................................................................................................LISTA DE QUADROS Quadro 1 – Cronograma de Atividades .............................................................................

................................................................................. 17 ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO . 18 RESULTADOS ESPERADOS .................1 6.................................................................................................................................................................................................... 7 METODOLOGIA .........................................................2 10 11 12 13 INTRODUÇÃO ...............................................................................................................................1 8......................................... 16 Tecnológicos ...............................................................................................................SUMÁRIO 1 2 3 3........................................................4 9 9.............................................................................................................................................................................. 11 Estratégia de Realização das Atividades 12 Linhas de Ação 13 CRONOGRAMA DE ATIVIDADES .......................................................... 16 Humanos ..............2 7 8 8....................................1 9............................................. 5 Objetivo Geral ....................................... 5 PÚBLICO-ALVO ........................................................................................................ 20 REFERÊNCIAS ......... 15 RECURSOS ............... 19 CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................3 8.............................. 21 ANEXOS ..............................2 4 5 6 6..................................................................................................................................... 16 Materiais ................................................................................................................................. 18 Indicadores ................................................................................................ 18 Metas .......... 6 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ................................................................................ 5 Objetivos Específicos ..................................... 23 ....................................................................................................................................................2 8.......1 3......................................................................................................................................... 3 OBJETIVOS................................................................................................................................. 17 Financeiros .................................................................................................................................................................................... 1 JUSTIFICATIVA ......................................................................................................................

e b) estimular um novo modo de vida. pois quase não há cultivo de ervas medicinal. população em geral com baixo grau de escolaridade. viu-se a necessidade da implementação de cursos que incentivem o bom uso da terra e o consumo autossustentável. alta taxa de desemprego e perda de identidade produtiva da terra. . O trabalho em questão propõe o projeto de um processo de formação. A técnica apresentada pelo Curso é uma ótima opção para quem deseja consumir vegetais saudáveis. ruas sem asfalto. sem contaminantes e com custo mínimo quando comparado ao vendido comercialmente. Região de assentamento agrário na década de 50. pobreza excessiva. Esse trabalho foi inspirado nas características observadas no bairro de Agrovila Chaperó. falta de saneamento básico.1 1 INTRODUÇÃO Em virtude da crescente mudança de hábitos e de cultura que veem ocorrendo no país de maneira geral. A comunidade antes buscava seus medicamentos no quintal. O cultivo de plantas livres de agrotóxicos e seu uso na alimentação têm dois objetivos principais: a) garantir saúde e melhor qualidade de vida para o próprio consumidor. orientadas pela experiência de seus avós e essa sabedoria está se perdendo. consumo e produção na sociedade. Muitos municípios no país vêm sofrendo essa pressão urbana em detrimento a expansão industrial e deixam de aproveitar suas extensões de terra como uma alternativa de alimentação e subsistência. um país anteriormente de características predominantemente rural que hoje se caracteriza como urbano. assim como os temperos naturais que enriqueciam os pratos culinários. justo e que recupere e preserve recursos para as gerações atuais e futuras. situado no município de Itaguaí. intitulado “Curso de Educação Ambiental através da Espiral de Ervas” voltado para comunidades com essas características. caracterizado como residencial que ainda conserva características rurais comumente encontradas no Brasil: grandes quintais de terra. mais harmonioso. RJ.

para construir o canteiro de ervas em suas casas. tem-se que conhecer a estrutura de solo ideal para o plantio. através do trabalho em grupo. gerenciamento de resíduos sólidos e princípios ativos e uso de erva aromática e medicinal. intensidade de ventos. O objetivo do presente trabalho é oferecer um plano de instrumentalização visando incentivar o exercício de uma atividade sustentável compatível com a conservação ambiental. Além de oportunizar o aproveitamento de pequenos espaços rurais ociosos. como o conceito de meio ambiente. onde todos poderão usufruir mais tarde. a ecologia das plantas e dos microrganismos. para que servem as ervas e como prepara-las. A partir desse breve resumo da atividade prática que será executada no decorrer do curso é possível observar que a todo tempo interage-se com o meio. seja através da colheita de mudas e ervas. a reaproximação e a valorização da natureza. sombreamento e declividade do terreno. sendo possível discorrer questões relevantes à educação ambiental. Para construir uma espiral de ervas precisa primeiro observar ao redor.2 Há expectativa que através desse Curso o publico participante resgate o interesse do uso da terra para o cultivo do próprio alimento. é preciso coletar o material que será utilizado como estrutura. portanto haverá a necessidade de mobilizar todos os vizinhos para que guardem e coletem as garrafas consumidas. o espirito de cooperação. Resgatar através da troca de informação essa sabedoria popular que está se perdendo. em seguida a preferencia de habitat das plantas que serão utilizadas e como protegê-las de pragas e doenças e por fim. como por exemplo. . garrafa PET de 2L. de forma a incentivar o cuidado com a terra. Depois de construída. reconhecer as características intrínsecas do quintal. o plantio autossustentável e o uso de ervas de cunho culinário e medicinal. consumo sustentável. como: direção do sol. repassando conhecimento adquirido ou da observação do modelo em si. Escolhido o local.

entre outras necessidades materiais e não materiais. de que forma foram produzidos. a estabilidade e a resistência dos ecossistemas naturais. aproximadamente 85% da população mundial habitarão as grandes cidades. o Brasil tornou-se um país urbano. Devido ao fato apresentado devemos nos abster da importância de educar as pessoas para cultivarem seu próprio alimento. se para serem produzidos danificaram o meio ambiente ou se contem agrotóxicos nocivos a nossa saúde. de forma sustentável. o projeto permacultural envolve o planejamento. Uma Espiral de Ervas é um elemento de jardinagem que se caracteriza como uma maneira simples de manejar as plantas proporcionando sustentabilidade e espaços funcionais. não há mais tempo nem espaço para isso. o processo de urbanização no Brasil tornou-se cada vez mais acelerado. A partir da década de 1950. os alimentos são adquiridos em estabelecimentos comerciais vendidos por produtores rurais e grandes indústrias alimentícias. provendo alimentação. energia e habitação. sendo passível de ser aplicado em escolas para estudantes do nível médio. Ele resulta na integração harmoniosa entre as pessoas e a paisagem. a implantação e a manutenção conscientes de ecossistemas produtivos que tenham a diversidade. Um novo meio de se levar a vida figura o cenário do país e de seus habitantes. Na segunda metade do século 20. diversas cidades perderam suas características rurais que sofreram ou veem sofrendo transformações de hábitos e culturas. De acordo com Soares (1998). O trabalho em questão propõe o projeto de um processo de formação. ou seja. Pouco se sabe da origem dos alimentos consumidos. intitulado “Curso de Educação Ambiental através da Espiral de Ervas” voltado para comunidades com perfil semelhantes aos de Chaperó.3 2. JUSTIFICATIVA Segundo a ONU¹ até 2027. o alimento deixou de ser cultivado em quintais. A Espiral de Ervas é uma das técnicas sustentáveis aplicadas no projeto Permacultural. O formato espiralado muito encontrado na natureza respeita as curvas naturais . em sua publicação Conceitos Básico sobre a Permacultura. mais de 50% de sua população passou a residir nas cidades.

demonstrar que é possível oportunizar o aproveitamento de pequenos espaços rurais ociosos através da demonstração de como construir e cuidar da Espiral de Ervas. Assim como. decorando. efeito de bordas. microclima e drenagem. consórcios. o plantio autossustentável e o uso de ervas de cunho culinário e medicinal. atraentes e requintados. assim como as ervas aromáticas que são plantas utilizadas como aromatizantes.4 se inserindo harmoniosamente no ambiente. Objetiva-se através desse trabalho fornecer uma breve abordagem da agricultura sustentável. das quais utilizamos as folhas. modificando a aparência visual e tornando os pratos mais temperados. resgatar na comunidade a ser trabalhada os saberes e práticas locais bem como incentivar o trabalho comunitário em prol de um bem comum que será a espiral de ervas onde todos que trabalharam poderão usufruir do resultado de seus esforços. contemplando aspectos como diversidade. visando incentivar o exercício de uma atividade sustentável compatível com a conservação ambiental. . ou seja. a utilização das ervas. sementes e flores. Algumas ervas podem ser acrescentadas em diversas preparações. Por fim. A utilização das plantas medicinais é uma das mais antigas armas empregadas para o tratamento das enfermidades humanas e muito já se conhece a respeito de seu uso por parte da sabedoria popular. de forma a incentivar o cuidado com a terra.

o plantio autossustentável e o uso de ervas de cunho culinário e medicinal. com a função de informar e sensibilizar a comunidade sobre os temas propostos. ou seja. . Tijolos. slides ilustrativos. e  Avaliar qualitativamente e quantitativamente todo o processo de formação.1 Objetivo Geral 3. Garrafas de Vidro ou Pneus.2  Objetivos Específicos Empregar como estratégia aulas. debates e atividades práticas.5 3 OBJETIVOS Oferecer instrumentalização visando incentivar o exercício de uma atividade sustentável compatível com a conservação ambiental. de forma a incentivar o cuidado com a terra. como por exemplo: garrafas PET. Pedras. 3.  Construir uma Espiral de Ervas utilizando como base materiais recicláveis.  Valorizar os saberes e práticas locais bem como incentivar o trabalho comunitário em prol de um bem comum que será a espiral de ervas onde todos que trabalharam poderão usufruir do resultado de seus esforços. a utilização das ervas.

mulheres adultos e/ou adolescentes com as seguintes características: (a) moradores de residências que tenham quintais de terra. comentada no item 1. onde habitam aproximadamente 150 famílias.Introdução. (b) baixa renda familiar. localizado próximo a zona central da cidade de Ariquemes – RO. e (d) que tenham interesse em cultivo de plantas. do presente trabalho. (c) mínimo de alfabetização. O município passa pela mesma transformação de identidade rural para urbana observada no bairro de Chaperó. sendo constituídos por homens. Para cada processo de formação será estabelecido um limite de 30 participantes. Itaguaí – RJ. .6 4 PÚBLICO-ALVO O público de interesse reside no bairro setor 3.

o ser humano transforma. Reunido com a proposta da vertente socioambiental que se pretende aplicar. defendendo principalmente a importância do processo participativo e da valorização da natureza para a boa prática da educação ambiental. a sua própria natureza. internalizado como progresso econômico. desenvolvido pelo Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA). apresenta-se um exemplo de um capitulo do livro Teoria e Pratica da Educação do Campo: análises de experiências (2008). tomando como referência que os recursos naturais se esgotam e que o principal responsável pela sua degradação é o ser humano. a natureza e o universo. buscou-se como apoio o texto de CASTRO (2004).. e sua relação com a sustentabilidade ambiental.7 5 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Partindo-se do pressuposto de que os seres humanos humanizam-se na relação que travam com a natureza e com os outros homens em sociedade através do trabalho. no município de Horizontina – RS em meados do ano de 2001onde foi implementado o curso Plantando Saúde.2003): A educação ambiental aponta para propostas pedagógicas centradas na conscientização. por sua vez. desenvolvimento de competências. segurado com certo enfoque na vertente conservacionista. O projeto em questão propõe essa transformação. Ao transformar a natureza. mudança de comportamento. que alega que a percepção de mundo que interrelaciona os fenômenos humanos aos processos cíclicos da natureza incorpora uma consciência ecológica que só se estabelece a partir de uma reflexão crítica sobre a questão do desenvolvimento. aperfeiçoando-se ou degradando-se. dependendo das relações travadas. Pressupondo que será através da atividade prática que o processo de instrumentalização se consolidara. a educação pode ser considerada como um processo contínuo e permanente que extrapola os muros escolares.. onde se descrevem os resultados de um processo de formação semelhante ao adotado no presente projeto. onde as informações tratadas em sala de aula serão vivenciadas. capacidade de avaliação e participação dos educandos [.] O seu enfoque deve buscar uma perspectiva de ação holística que relaciona o ser humano. Fundamentado pelo texto apresentado por JACOBI (2004. destinado ao Movimento de Mulheres Camponesas (MMC) com a intencionalidade pedagógica do .

resguardando a autonomia dos grupos e regiões e suas decisões. tem repercussão na qualidade de vida nas zonas urbanas. A metodologia do curso Plantando Saúde teve como base os princípios participativos de construção coletiva. que construam seus espaços permanentes. desenvolvem a capacidade de análise e interpretação da realidade. Para tanto. a solidariedade e a partilha. receitas alternativas. O resultado apresentado por BENDER (2006) foi a verificação de que o grupo de base do MMC se constitui em um espaço educativo na medida em que. O Curso de Formação em Educação Ambiental através da Espiral de Ervas encoraja as pessoas a agirem com a ética da permacultura. considerando que. a família rural é carente de informações e de recursos para sobreviver sustentavelmente. a agricultura convencional já estava em decadência adiantada.. com o consequente êxodo rural que. A Permacultura foi desenvolvida no começo dos anos 70 pelos australianos Bili Mollison e David Holmgren. é necessário compreender o funcionamento de sistemas naturais.. 1998) A proposta da Permacultura está associada à ideia de gestão do espaço de forma planejada.] No Brasil. 1998) complementa tratando a proposta como ”Ecologia cultivada” e para que possamos cultivar um ecossistema.8 processo de formação de lideranças que tem como objetivos o resgate da sabedoria popular e do trabalho da mulher camponesa na promoção da saúde das pessoas e do meio ambiente nas comunidades rurais. mostrando sinais de degradação ambiental e perda de recursos naturais irrecuperáveis [. por sua vez. naquele país. trazendo novo saberes e ao mesmo tempo resgatando e valorizando as experiências locais. aprendem e ensinam valores importantes para manutenção da saúde. (SOARES. que ajam com visão holística e sistêmica e que se disponha a utilizar toda a bagagem de conhecimentos disponíveis na cultura local mais o que e útil no saber científico e técnico moderno. (SOARES. estabelecendo uma relação dialética entre o saber popular e científico. passou a ser difundida na Austrália. de tal forma que nossas intervenções obedeçam a um . A partir de então. como o companheirismo. como uma síntese das culturas ancestrais sobreviventes com os conhecimentos da ciência moderna. além de produzir remédios caseiros. equilibrada e respeitando a distribuição de cada um de seus elementos dentro do sistema ecológico. as mulheres exercitam leitura e escrita.

. abandono.. comenta que a práxis ecológica quando corretamente articulada entre o ambiental e social. Para tanto SIQUEIRA (2002). de forma que numa localidade em que se prevalece a ética da Permacultura não há desigualdade social. no que se refere ao uso das plantas medicinais. Além do planejamento para sustentabilidade agrícola. tanto com o ambiente natural de hoje como para as futuras gerações. raça. independente da sua formação. mas seja ele o responsável pelas suas ações desenvolvendo assim o saber ambiental. credo. 2007) Conforme MORIN (2006) a educação do futuro deve se voltar para as incertezas ligadas ao conhecimento observado em cada indivíduo. fome. e Partilha dos excedentes. O uso de remédios à base de ervas remonta às tribos primitivas em que as mulheres se encarregavam de extrair das plantas os princípios ativos para utilizá-los na cura das doenças. pela adoção de diversas soluções práticas e empoderadoras que refletem esse foco. (HOLMGREN. que dele dependerão. para reconhecer estratégias da aproximação das ciências com o real. chegando a alcançar objetivos imensuráveis. A espiral de ervas é uma técnica simples de execução que agrega um belo componente paisagístico ao quintal. Cuidado com as pessoas. sendo o conhecimento popular uma incorporação de experiências e conhecimentos transmitidos de geração em geração. Embora a Permacultura seja estrutura conceitual para o desenvolvimento sustentável com raízes na ciência ecológica e no pensamento sistêmico. dificilmente se dilui e assim consegue atingir objetivos éticos mais amplos.9 critério de sustentabilidade. A relação entre o conhecimento popular e o conhecimento cientifico. através da educação e da cultura. a Permacultura parte das seguintes premissas: Cuidado com o planeta Terra. além de trazer para perto da cozinha ervas medicinais e temperos de procedência confiável que podem ser utilizados na rotina diária das pessoas. prevê a transformação e a evolução das ideias. degradação e uso indevido dos recursos naturais. . desperdício. suas bases se estendem a diversas culturas e contextos mostrando seu potencial para contribuir para a evolução de uma cultura popular de sustentabilidade. reestruturando seus conceitos para abrir e ampliar novos campos de aplicação individual e coletiva.

quando o imperador chinês Shen Nung catalogou 365 ervas medicinais e venenos que eram usados sob inspiração taoísta de Pan Ku. terra. Esse primeiro herbário dependia da ordenação de dois pólos opostos: yang . Por volta de 1500 a C. para ajudar o organismo a normalizar funções fisiológicas prejudicadas restaurar a imunidade enfraquecida. acessando o poder da natureza.C. promover a desintoxicação e o rejuvenescimento. considerado deus da criação.10 Os primeiros registros fitoterápicos datam do período 2838-2698 a. (FRANÇA. calor. a base da medicina hindu já estava revelada em dois textos sagrados: Veda (Aprendizado) e Ayurveda (Aprendizado de Longa Vida) [..luz..] A fitoterapia permite que o ser humano se reconecte com o ambiente. céu. direito. 2007) . frio. esquerdo. e o yin trevas.

totalizando 16 horas. a sabedoria do grupo. discussões em grupos e dinâmica de integração. dessa forma.11 6 METODOLOGIA O processo de formação será implementado em quatro encontros de quatro horas. atividades práticas. um responsável por ministrar as aulas e outro para realizar o apoio necessário. A equipe técnica deve ser composta por dois educadores ambientais. contemplando conteúdos teóricos. o curso prevê a exibição do documentário “O Mundo da Terra Viva” . assim como o acompanhamento e assessoria de um coordenador técnico. o resgate de técnicas e conhecimentos populares e promover trocas de saberes. em suas etapas de reconhecimento e o plantio além do e preparo de caldas defensivas que contribuirão na manutenção da Espiral. procedendo com o registro fotográfico e anotações pertinentes para aprimoramento e detalhamento das ações realizadas. . valorizando. princípios e exemplos aplicados. O conteúdo teórico aborda temas referentes à Permacultura. apresentando seu conceito. A discussão sobre controle de pragas e doenças comuns em práticas agrícolas tem como intuito estimular o diálogo constante. A atividade prática consiste na construção da Espiral de Ervas. sendo 10 horas de aulas teóricas e 6 horas de atividades práticas. Reconhecendo-se que a base de qualquer prática agrícola está associado a qualidade do solo e da água. com o intuito de sensibilizar os participantes a perceberem a importância do solo para o manejo adequado da Espiral de Ervas. O Curso de Educação Ambiental através da Espiral de Ervas foi elaborado a partir de uma metodologia que visa o processo de ensino-aprendizagem de maneira participativa. Todos farão parte da elaboração e execução do projeto.

1. ou reconhecendo possíveis pragas e apresentando novos métodos de controle.1 Estratégia empregada Serão aplicadas aulas teórico-expositivas através de slides ilustrativos. permite que cada um demonstre de alguma forma sua aptidão relacionada a atividade. próximo a uma cozinha.3 Local escolhido para atividade prática Será acordado entre os participantes qual o local adequado para a construção da Espiral de Ervas. estímulo a debates entre os presentes e com a função de reforçar o conteúdo teórico e sensibilizar os participantes sobre os temas propostos o curso contará com atividades práticas.1 – Estratégia de Realização das atividades De acordo com item 3.2 – Objetivos Específicos apresenta-se a seguinte metodologia: 6. A construção coorporativa. priorizando quintais ociosos. trazendo as mudas ervas que cultivam ou que reconhecem como útil seja para tempero ou de cunho medicinal. 6.2 Sensibilização através da reutilização de resíduos A Espiral de Ervas poderá ser construída utilizando como base materiais recicláveis. encontrados mais comumente no entorno da comunidade.1.1. Garrafas de Vidro ou Pneus.4 Valorização dos saberes e resgate cultural Os participantes serão estimulados a intervir em todo o processo. colaborando com suas experiências de vida. Tijolos. como por exemplo: garrafas PET.12 6. .1. 6. de preferencia que atenda assistencialmente a comunidade em questão. na forma de disposição das plantas dentro da Espiral. 6. seja através da estruturação da Espiral. O objetivo das dinâmicas de grupo e atividades práticas encontra-se esmiuçados no Plano de Curso apresentado no ANEXO B e o andamento das atividades descrito no Plano de Aula observado no ANEXO C. Pedras.

apresentado no ANEXO C.Articulação e Mobilização Social O processo de articulação e mobilização realizada no bairro Setor 3.2 Linhas de Ação Levando em consideração a abordagem metodológica apresentada. de preferencia de fácil acesso à comunidade.13 6. O publico será apresentado ao escopo do curso e as pessoas que demonstrarem interesse deverão passar o numero de telefone para confirmação de inscrição em data próxima a realização do Curso. comércios. destinado à divulgação do referido Curso será iniciado um mês antes da sua execução. a seguir descritas: Etapa 1 . Durante esse processo. associações. notebook. possibilitando ajustes e correções ao longo de seu processo.  Demais materiais descritos no Plano de Aula.Monitoramento e Avaliação A avaliação é um dos métodos para verificar a efetividade da ação implementada. uma vez por semana com duração de quatro horas cada.  Local para a instalação da Espiral de Ervas. conforme apresentado no ANEXO A. suas diretrizes envolvem quatro linhas de ação. a Espiral de Ervas. Etapa 3 . junto à comunidade. qualitativa e . Etapa 2 . será definido o local de realização do curso e da implantação da unidade demonstrativa. Será feita a partir de visitas às residências.  Equipamentos de data show. caixa de som e maquina fotográfica.Desenvolvimento da Atividade A realização do Curso ocorrerá mediante a inscrição de no mínimo 20 participantes e será realizada em quatro encontros. O processo avaliativo elaborado para analisar a eficácia do Curso de Educação Ambiental através da Espiral de Ervas será aplicado em dois formatos de avaliação distintos. Serão necessários para sua implantação:  Local adequado para aplicação da exposição teórica. igrejas e instituições de ensino e como ferramenta de apoio serão entregues panfletos explicativos.

Para traçar um perfil geral dos participantes será solicitado o preenchimento de uma ficha de inscrição e o processamento desses dados resultará nas seguintes informações: a média de idade dos participantes. onde se captam as percepções dos alunos sobre a instrumentalização fornecida. ajustar e avaliar o processo em pauta. profissão e principais interesses. Etapa 4 – Reuniões Semanais As reuniões semanais com a equipe técnica (educadores e coordenação) responsável em conduzir o processo educativo têm como objetivos discutir. escolaridade.14 quantitativamente. . Inclui-se também nessa etapa a elaboração de um relatório final consolidando o resultado das ações desenvolvidas. cruzando-se as informações obtidas nesses instrumentos com as entregues ao final de cada encontro realizado.

Etapas Mês 01 Planejamento das ações Produção de Material Didático e de Apoio Articulação Político-social Mobilização Social Desenvolvimento da Atividade Avaliação e Monitoramento Relatório Final Reunião Semanal Quadro 1 – Cronograma de Atividades Mês 02 Mês 03 Mês 04 . a contar da data de contratação dos educadores ambientais.15 7 CRONOGRAMA DE ATIVIDADES As atividades descritas no presente projeto deverão ocorrer durante quatro meses.

00 R$ 64.00 9 Terra Adubada 30kg 5 R$ 9.00 Total Quadro 2 – Recursos Humanos 8.00 R$ 24.00 R$ 240.16 8 RECURSOS Em seguida. Item Descrição Quantidade Valor Unitário Valor Final 1 Blocos de Anotação 30 un R$ 1.00 2 Educador Ambiental Sênior 1 R$ 3000.00 1L R$ 4.00 3 Resma de Folha A4 1 un R$ 8. propriamente dita.000. Os equipamentos necessários para essa construção.00 R$ 42.00 Areia 1/3 m³ R$ 40.00 Quadro 3 – Recursos Materiais .70 R$ 126.Para o preenchimento da espiral serão necessários ervas e substrato.00 R$ 210.00 R$ R$ 30.00 2 Canetas Esferográficas 30 un R$ 0.2 Recursos Materiais O material necessário para o desenvolvimento do processo de formação em questão envolve materiais de papelaria e materiais para o preenchimento e plantio com a execução da Espiral de Ervas.000.000.00 4 Estiletes 5 Fumo de Rolo 6 Álcool Hidratado 7 15 R$ 2.00 8 Brita nº 0 1/3 m³ R$ 35. apresenta-se a descrição e o orçamento previsto para a aquisição dos recursos necessários para a execução do presente projeto.000.000.00 R$ 15.00 R$ 180. são pás.00 10 Mudas de Ervas 30 R$ 1.00 120g R$ 7.00 R$ 270.00 3 Educador Ambiental Junior 1 R$2.00 Custo Final R$ 1492.00 R$ 6.00 R$ 9.20 R$ 216. enxadas e carrinhos de mão serão solicitados aos participantes.000.1 Recursos Humanos A equipe necessária para a realização do projeto é composta por: Item Descrição Quantidade Valor Unitário Valor Final 1 Coordenador Técnico 1 R$ 5.00 R$ 120. 8.

3 Recursos Tecnológicos Os recursos tecnológicos serão utilizados para a realização da instrumentalização teórica.00 3 Caixa de Som 1 R$ 250.00 Custo Final R$ 5100.400.200.00 3 Recursos Tecnológicos R$ 5.592.00 Total R$ 30.00 R$ 36.00 Quadro 4 – Recursos Tecnológicos 8.00 2 Notebook 1 R$ 1.492.00 Quadro 5 – Recursos Financeiros .100.00 4 Impressora de Jato de Tinta 1 R$ 250.17 8.4 Recursos Financeiros Item Descrição Valor Total 1 Recursos Humanos 2 Recursos de Materiais R$ 1. Item Descrição Quantidade Valor Unitário 1 Datashow 1 R$ 3.000.

 Material didático elaborado para o público de interesse. ou seja.18 9 ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO Ao final de cada encontro os participantes serão submetidos ao preenchimento de fichas de avaliação.2 Indicadores  Carga horária total de 16h aplicada especificamente ao público de interesse.  Implementar seis (06) Unidades Demonstrativas. 9.  Avaliações dos encontros realizadas pelo público participante e relatos de adequação e aplicação no decorrer das atividades desenvolvidas. apresentado no ANEXO D.  Produzir um relatório final ao término da implementação do Curso. além da observação e considerações apresentadas através de relatos entregues pelos educadores ambientais responsáveis. de forma que seja possível quantificar e qualificar o processo de formação. Espiral de Ervas em quintais que além de servir como modelo. 9. beneficie a comunidade. 2001).  Realização de Curso Educação Ambiental através da Espiral de Ervas.  Quantidades de participantes do Curso.  Fornecer seis cursos. voltado especificamente para comunidade do Setor 3 Ariquemes com carga horária de16h. . O modelo adotado durante a análise do processo e elaboração do relatório final será o Modelo Básico de Matriz de Monitoramento Proposto pelo WWF (ANDRADE.1 Metas  Promover a formação de aproximadamente 120 participantes através de seis turmas de no mínimo 20 participantes cada.  Produção de um relatório final ao término Curso.  Grau de satisfação de todos os envolvidos no Curso.

Essa prática oferece uma noção de como gerenciar e melhorar as relações entre a sociedade humana e o ambiente. O presente projeto propõe uma instrumentalização voltada para uma comunidade que com desenvolvimento econômico da região veem perdendo sua identidade cultural.19 10 RESULTADOS ESPERADOS Acredita-se que através da educação ambiental seja possível desenvolver nas pessoas conhecimento. a reaproximação e a valorização da natureza. Espera-se que a técnica de Espiral de Ervas seja multiplicada pelos participantes. habilidades e motivação. . Inspire ao cultivo não só de ervas. para que se alcance enriquecimento de valores e atitudes. através da Permacultura. de modo que aproveite o espaço ocioso do quintal e o consumo sustentável de alimentos livres de agrotóxicos e ricos em nutrientes. Esse Curso pode dar origem a diversos outros processos de formação que impulsionem o cultivo sustentável. Almeja-se que seja o ponta pé inicial e que encoraje os participantes nesta empreitada. transitando de costumes rurais para urbano. que incentive educadores a replica-las em outras comunidades e instituições escolares. mas de hortaliças e grãos. necessárias para lidar com as questões/ problemas ambientais em busca de soluções. para construirmos uma alternativa de mundo melhor. compreensão. Há expectativa que através desse Curso o publico participante resgate o interesse do uso da terra para o cultivo do próprio alimento. de modo integrado e sustentável. de uma vida sustentável em que predominem a parceria e a cooperação.

os seus princípios regem o respeito com a natureza e com o próximo. de forma que após a primeira etapa da linha de ação. o Curso por ventura poderá sofrer adaptação de modo que atenda as demandas e expectativas observadas durante o citado processo. esse projeto anseia multiplicar os conceitos e técnicas apresentados pelo Curso. articulação e mobilização. Inspirado por esse ideal. Um novo modelo de sociedade poderá surgir. para quem se interessar em contribuir com seus conhecimentos e experiências. possibilitando assim maior êxito da ação.20 11. . uma sociedade mais justa.CONSIDERAÇÕES FINAIS Entende-se que um Processo de Formação previamente formulado sem um estudo de diagnóstico aprofundado está aquém do esperado na prática de educação ambiental. A educação ambiental aplicada através da Permacultura é uma das alternativas que podem ocasionar diversos ganhos para a sociedade. preocupada com as suas ações e suas consequências.

ed. P. Monitoramento e Avaliação de Projetos em Educação Ambiental: Uma Contribuição para o Desenvolvimento de Estratégias. . et al. V. 2006. G. 2008. C. Michéle Sato. UERGS/ ITERRA. cidadania e sustentabilidade.. F. JACOBI. 2004. C. São Carlos: Rima. FRANÇA. Introdução à permacultura. M. MACHADO. 1996. B. 2002. D. Método Paulo Freire: princípios e práticas de uma concepção popular de educação. Manual de orientação em educação para gestão ambiental. CADEI. J.São Paulo: Cultrix.. L. Revista brasileira de educação ambiental / Rede Brasileira de Educação Ambiental. FCIDE / AGRAR / UERJ / NUREDAM. CASTRO. – Brasília: Rede Brasileira de Educação Ambiental. P. – nº 0 (nov.au. Newton Roberval Eichemberg . Brasília mar-abr. 1999. Medicina popular: benefícios e malefícios das plantas medicinais. MIRANDA. Rio de Janeiro.2004). Revista Brasileira de Enfermagem. (Org) et.. CAPRA. D. A. Trabalho orientado pela professora Simone Valdete dos Santos. São Paulo: Loyola. FEITOSA.. Veranópolis. Acesso em: 12 de maio de 2012. Trad. SIQUEIRA. S. Trabalho de conclusão de curso. E. 61(2). BENDER. National Libray of Austrália.com.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANDRADE. MOLLISON. F. In: A contribuição da EA à esperança de Pandora. X. 2008. C.. S. A teia da vida: uma nova compreensão cientifica dos sistemas vivos. I. Cadernos de Pesquisa (Fundação Carlos Chagas). Teoria e prática da educação do campo: análises de experiências – Brasília: MDA.. al. 2. S. C. Os Fundamentos da Permacultura.holmgren. Texto como parte da dissertação de mestrado defendida na FE-USP – São Paulo. 2001. N. princípios e saberes práticos de tecnologia para a responsabilidade socioambiental – Curitiba: artigo publicado no IX ENGEMA ENCONTRO NACIONAL SOBRE GESTÃO EMPRESARIAL E MEIO AMBIENTE. D. B. M. O Curso Plantando Saúde e o Processo de Formação/Educação das Mulheres Camponesas.. HOLMGREN. Educação ambiental. Ética e meio ambiente. Permacultura: inovação.21 12 . Educação e meio ambiente – transformando as práticas. L. 1991. 2004. JACOBI. C. São Paulo. Disponível em: http://www. 2007. LOUREIRO. José Eduardo dos Santos. 2003.

Brasília: MA/SDR/PNFC.br/mododevida.asp consultado em fev/2012.. Notas 1 De acordo com o site: http://www.idhea. . Conceitos básicos sobre permacultura. A.J.com. 1998. .22 SOARES. L.

Ariquemes . Material didático Apostila Espiral de Ervas Pré-requisitos Mínimo de alfabetização e interesse em plantas . Caldas defensivas.RO Organização curricular Conceito de Permacultura. o plantio autossustentável e o uso de ervas de cunho culinário e medicinal.23 ANEXOS ANEXO A – Caracterização do curso Identificação do curso Curso de Educação Ambiental através da Espiral de Ervas Carga horária 16h/a (10 horas exposição teórica e 6 horas atividades práticas) Objetivos Oferecer instrumentalização visando incentivar o exercício de uma atividade sustentável compatível com a conservação ambiental. de forma a incentivar o cuidado com a terra. Espiral de Ervas. Destinado a Comunidade residente no bairro setor 3. e Plantio de Mudas. Cuidados com o solo. Benefícios e Usos de Ervas.

oferecer instrumento conceitual para a reprodução e apropriação da técnica utilizada. onde se intenciona aperfeiçoar o processo de ensino aprendizagem. (c) mínimo de alfabetização. (b) baixa renda familiar. A seguir serão apresentados os objetivos das dinâmicas e das atividades práticas utilizadas durante o curso. mulheres adultos e/ou adolescentes com as seguintes características: (a) moradores de residências que tenham quintais de terra. residentes em Ariquemes. Atividades Práticas  Preparação de Caldas Defensivas Objetivo: Sensibilizar os participantes para as vantagens de adoção de métodos sustentáveis de combate a pragas. e (d) que tenham interesse em cultivo de plantas. em sistema de mutirão. Dinâmicas de Grupo Objetivos: Promover a apresentação dos participantes de maneira dinâmica. Explicar o passo a passo da construção e/ou organização da Espiral de Ervas. direcionada para a disseminação e democratização dos conhecimentos apreendidos na fase de instrumentalização teórica. onde vivem aproximadamente 150 famílias. . realizar a integração e descontração dos cursistas e identificar a percepção dos participantes sobre o conteúdo abordado. e  Dinâmica de Sensibilização: Nó Humano.  Dinâmica de Aprofundamento: Giro de Perguntas. descontraído. participativo e instrutivo através de demonstrações práticas. bairro Setor 3. Rondônia.24 ANEXO B – Plano de Curso O curso Educação Ambiental através da Espiral de Ervas foi elaborado visando atender a homens. tornando o curso agradável.  Construção da Espiral de Ervas Objetivo: Implementar a construção da Espiral de Ervas de forma conjunta com os participantes. Circuito dos Nomes e Cochicho. A princípio se propõe as seguintes dinâmicas:  Dinâmica de integração: Dinâmica da bola.

Areia e Terra Adubada 1h40 min Avaliação do Encontro Ficha de Avaliação 15 min Apresentação de Slides: Ervas Medicinais e Culinárias Data Show e Notebook 45 min Apresentação de Slides: Plantio e Colheita de Mudas Data Show e Notebook 40 min 4º Intervalo Encontro Prática: Construção da Espiral de Ervas Parte 3 Avaliação do Curso e Considerações Finais 25 min Terra adubada e Mudas de Ervas 1h30 min Ficha de Avaliação 40 min Quadro 6 – Plano de Aula . Notebook e Cx. Atividades Materiais Necessários Duração Dinâmica de Integração: “Bola” 1 Bola 30 min Apresentação de slides: Escopo do Curso Data Show e Notebook 30 min Apresentação de slides: Introdução a Permacultura Data Show e Notebook 40 min Intervalo 1º Encontro Exibição de Vídeo: O Mundo da Terra Viva 25 min Data Show. Pet 2 L 1h15 min Avaliação do Encontro Ficha de Avaliação 15 min Dinâmica de Integração: Cochicho Nenhum 20 min Apresentação de Slides: Espiral de Ervas Parte 2 Data Show e Notebook 50 min Intervalo 25 min 3º Encontro Dinâmica de Sensibilização: Nó Nenhum 30 min Prática: Construção da Espiral de Ervas Parte 2 Garrafa Pet 2L. 8hs às 12hs ou tarde. 120 g de fumo de rolo e 1 litro de álcool hidratado 30 min Data Show e Notebook 30 min Data Show e Notebook 25 min 2º Apresentação de Slides: Espiral de Ervas Parte 1 Encontro Instruções para a Prática Espiral de Ervas Intervalo 25 min Prática: Construção da Espiral de Ervas Parte 1 Barbante.25 ANEXO C – Plano de Aula O curso está previsto para seguir a seguinte carga horária: turma manhã. de Som 30 min Dinâmica de Aprofundamento: Giro de Perguntas Papeis e Canetas 40 min Apresentação de slides: Cuidados com o Solo Data Show e Notebook 30 min Avaliação do Encontro Ficha de Avaliação 15 min Dinâmica de Integração: Circuito dos Nomes Nenhum 15 min Apresentação de Slides: Caldas Defensivas Data Show e Notebook 25 min Atividade Prática: Calda de Fumo Pet de 2L. horário a ser definido durante o processo de mobilização de acordo com a preferencia e disponibilidade dos participantes. 13hs às 17hs. totalizando a carga horária de 16 horas por turma formada. trena. enxada. O conteúdo será distribuído em quatro encontros. Brita.

Material didático elaborado para o público de interesse.Promover a formação de 120 participantes através de 6 turmas de no mínimo 20 participantes. Construir de uma Espiral de Ervas utilizando como base materiais recicláveis. Avaliar qualitativamente e quantitativamente todo o processo de formação.Material reciclável utilizado na estrutura da Espiral de Ervas. . beneficie a comunidade.Grau de satisfação de todos os envolvidos no Curso. o plantio autossustentável e o uso de ervas de cunho culinário e medicinal. Resultados . Oferecer instrumentalização Metas .Material didático e de apoio produzido .Realização de Curso Educação Ambiental através da Espiral de Ervas . Empregar como estratégia aulas. slides ilustrativos.Carga horária total de 16h aplicada especificamente ao público de interesse. Espiral de Ervas em um quintal que além de servir como modelo. .Produção de um relatório final ao término Curso . .Produzir um relatório final.Quantidades de participantes por Curso .Avaliações dos encontros realizadas pelo público participante e relatos de adequação e aplicação no decorrer das atividades desenvolvidas.26 Anexo D – Modelo Básico de Matriz de Monitoramento Objetivo Geral Objetivos Específicos Valorizar os saberes e práticas locais bem como incentivar o trabalho comunitário em prol de um bem comum. Tijolos.Mobilização de no mínimo 20 participantes. como por exemplo: garrafas PET.Relatório final produzido. . visando incentivar o exercício de uma atividade sustentável compatível com a conservação ambiental.Boa recepção e troca de conhecimentos. . ou seja. . Quadro 7 – Matriz de monitoramento . . . com a função de informar e sensibilizar a comunidade sobre os temas propostos.Fornecer seis cursos voltados especificamente para comunidade do Setor 3 Ariquemes com carga horária de16h.Material recolhido pela comunidade e empregado na construção da Espiral de Ervas .Implementar seis (06) Unidades Demonstrativas. debates e atividades práticas.Curso Realizado . Indicadores .Fichas de avaliação preenchida pelos participantes . . de forma a incentivar o cuidado com a terra. ao término da implementação dos Cursos.Carga horária atendida . Garrafas de Vidro ou Pneus. Pedras.