e x p e die n t e

f o t o g r a f i a

+

p e n s ata

c ré di t o s re t íc ul a

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16
e s t o c á s t ic a

foto p/b impressa em 1 cor

í n d i c e

orig in a l

me s a

p r o va

foto p/b convertida para cor e impressa em 4 cores

t r ata me n t o

f o t o g r a f i a

de

n av e g ue

d a d o s

bl o g

l u z

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im a g e m

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de

e x p e d i e n t e

# 01

porto alegre rs março de 2008 g r a f i a é uma public aç ão da gráfic a odisséia em parceria com a printmaker design de comunic aç ão
edição

loraine luz

MTB 9654

design gr áfico

auracebio pereira
produção gr áfica

MTB 8315

printmaker
iMpressão

gráfic a odisséia distribuiç ão dirigida periodicidade trimestral col aboram nesta ediç ão:
pauTa foTogr áfica

eduardo aigner
eduardo@eduardoaigner.com.br

marcelo curia
marcelo.curia@gmail.com poeM as + pensaTa

josé silvio amaral c amargo
zehpoeta@gmail.com

sof t wares InDesign CS3, Photoshop CS3 e Illustrator CS3 formato 25,5cm x 25,5cm papel da c apa Couchê fosco 300g | papel do miolo Couchê fosco 115g e Reciclato ® 120g ac abamento da c apa Prolan fosco, verniz UV localizado e alto-relevo tipografia Kautiva Pro av. fr a n ç a, 95 4 n ave g a nte s | c e p 9 0 2 3 0 -2 2 0 fo n e 51 33 03.5555 p o r t o a le g re r s B r a s il c o m e rc ial fo n e 51 33 03.55 4 4 ve n d a s @ g r af i c a o d i s s e ia.co m.b r w w w.g r af i c a o d i s s e ia.co m.b r r . B u e n o s a ire s, 4 0 2 / 510 J a rd i m B ot â ni co | c e p 9 0 670 -13 0 fo n e 51 3 0 61.5571 p o r t o a le g re r s B r a s il p r i nt 24 h @ g m ail.co m

Type designer: Ale Paul | Argentina / www.sudtipos.com

Trebuchet Ms Type designer: Vincent Connare | EUA
Tr aja n Pro Adobe | EUA

Gabi Script

Type designer: Gabriela Quinália | Brasil / www.vidaemfragmentos.kit.net Adobe | EUA

Chaparral Pro Light

agradecimentos Pedro Dreher / Elenco Pedro Haase / RBS Publicações Gariba / GRB Tratamento de Imagens Sulpetro

e d i t o r i a l

e e motivos

N

escolhemos a palavra grafia para sintetizar a idéia que justifica a existência desta revista: unir recursos de impressão e de design editorial com a intenção de surpreender visualmente

Quando a gente quer enumerar razões para justificar algo, diz simplesmente que tem N motivos. Todo mundo subentende que esta letra significa ‘muitos’. Pois então...Usamos o baita N aí do lado para ajudar a ilustrar os vários motivos que nos levaram a esta publicação. Queremos mostrar na prática aquilo que pode parecer pedante e ineficaz tentar explicar em textos com auto-elogios: nossa qualidade gráfica. Tanto na hora de pensar o design quanto na confecção das provas, tanto na impressão quanto no acabamento. Esta é uma publicação que quer se exibir. Há espaço para questões técnicas das artes gráficas, como a retícula, o verniz, a calibração da cor, a importância do tratamento de imagem. Mas, principalmente, temas que retratam personagens, lugares, curiosidades. O critério? Tudo o que renda uma página bonita de se ver impressa vira motivo para aparecer por aqui e, conseqüentemente, enriquecer nossa cultura visual.

grafia

5

f o t o g r a f i a

+

p e n s a t a

êxodo e a febre do
movimento
t e x t o s e p o e m a s j o s é f o t o s e d u a r d o a i g n e r e m a r c e l o c u r i a s i l v i o

No antigo teatro grego, êxodo era o episódio final da tragédia, ou, ainda, a emigração de todo um povo. Ficaremos com o segundo significado, não que o primeiro não seja belo. é que o segundo conceito, devidamente balizado pelo dicionário Houaiss, está melhor aplicado a esse contexto. úteros inquietos, estão sempre vertendo idéias e têm o mundo como limite, não se restringindo a endereços, estados ou cidades. Partir significa abandonar algum pedaço de memória, para abrir espaços nos arquivos do futuro. Ali instalados, darão continuidade aos sonhos, apre-

sentando produtos criativos, cumprindo com sua missão e, modestamente, tentando embelezar o mundo na técnica de dinamizar o conhecimento. Por isso, passear pelo mapa fotográfico da nova cidade é uma forma de apreender as lembranças, sofrendo uma saudade ao contrário na paisagem que se deslinda. A cidade tem uma beleza de doer, na história dos bairros, das árvores, dos córregos, do Guaíba, de onde bebemos a vida. Sair não significa não mais voltar ou abandonar as raízes. Mas é ancorando num porto novo que entendemos o verdadeiro significado da palavra herança.
as luzes se movem diante do cinema fechado. e, assim, cumprem o destino abortado e

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mantêm-se enganando as retinas
grafia

grafia

7

Invadi tua previsibilidade abri a caixa preta da tarde conferi os registros com naturalidade. Imprevistos possíveis foram computados para que a orgia do sol não inflamasse as carnes dos banhistas de areia dessa capital de águas de não nadar. Evadi a possibilidade vi tua madeixa meiga espalhar-se parti sem suavizar-te.

(Tomando sol das dezoito do gasômetro tínhamos a intenção de assassinar o termômetro).

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grafia

grafia

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grafia

mais do que o prédio do poder, o que encanta na imagem é o escudo inútil das sombras, protegendo os passos amparados do menino

aço e vidro apreendem as formas sinuosas da casa de cultura, realizando uma dança que desequilibra o brasil
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grafia

tudo parece cansado e desfocado no encontro do velho com os guindastes. lembra uma presa encarando seus algozes. só uma coisa não destoa: é o guarda-chuva que adivinha a precipitação, mesmo errando o dia

grafia

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grafia

c r é d i t o s

eduardo aigner, porto alegre, 1970. Já fotografou rãs, prédios, músicos, casas, gatos, panelas, pedras, livros, cadeiras, fábricas, amigos, namoradas, folhas, personalidades, paisagens, brinquedos, tempestades, banheiras, atores, árvores, campos, cavalos, computadores, etc. estudou arquitetura, descobriu a fotografia, e segue transitando em ambos os mundos.

Marcelo curia, 31 anos, portoalegrense. colabora regularmente com as revistas national geographic e Viagem e Turismo. É co-autor do livro fotográfico História de Pescador, editado sob a chancela da Lei de Incentivo à cultura, do governo gaúcho. participou de inúmeras mostras e exposições de fotografia e já teve trabalhos de reportagem publicados no exterior. 51.32736762 / 91964592 / marcelo.curia@gmail.com

grafia

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r e t í c u l a

e s t o c á s t i c a

o faz diferença ponto que
a u r a c e b i o p e r e i r a

A heroína de histórias em quadrinhos parece chamar quem pára diante da banca de revistas. Um rapaz estende a mão em direção ao desenho, meio incrédulo, meio enbevecido. Kelsyn reage ao gesto e literalmente sai do cartaz para a vida real. Eles vão dar uma volta, entram num parque de diversões, ela experimenta algodão-doce. O clima romântico é quebrado quando começa a chover. Uma gota cai no colo dela, outra no rosto, que, sendo de papel, começa a perder tinta. Eles correm para o carro, voltam para a banca, ela entra no cartaz, ele vai embora. Fim dos 60 segundos de um dos filmes usado em 2007 para divulgar o Fiat Punto no Brasil. Bom demais! O pessoal da produção foi tão detalhista que usou a retícula que forma as imagens impressas como recurso visual da personagem animada. Assim, mais do que um desenho contracenando com gente real, Kelsyn é um “ser impresso” que sai do papel e vai dar uma voltinha de carro. O uso do ponto impresso como recurso na criação do visual da personagem 16

os pontos que formam a ilusão das imagens impressas servem até para ajudar a simular personagens que saem do papel. mas, na vida real, a retícula está ficando quase imperceptível
reproduções

grafia

e s t o c á s t i c a

c o n v e n c i o n a l

e s t o c á s t i c a c o n v e n c i o n a l

nestas imagens ampliandas, vemos o mesmo, ícone impresso em duas edições diferentes da mesma revista. compare a retícula convencional com a estocástica

foi baseado no senso comum, naquilo que conseguimos ver ao aproximarmos os olhos da maioria dos impressos. Ver estes pequenos pontos impressos é um pouco como assistir às mágicas do Mister M. Ele sempre conta como fez o truque e acaba com o mistério. estocástica e tv digital Aos poucos, começamos a conviver com uma outra retícula, batizada de estocástica. No modo convencional, os pontos formam rosetas, compostas pelas cores cian (azul), magenta (rosa), yellow (amarelo) e black (preto) que, quando 17

grafia

reprodução

sobrepostas, criam outras milhares de cores. Mudando o tamanho dos pontos, altera-se a sobreposição entre eles e, assim, cria-se uma nova cor. Na retícula estocástica, os tons são gerados pela variação do número e da localização dos pontos, e não somente pela mudança no tamanho dos pontos em posições fixas, como na reticulagem convencional. O resultado é uma fidelidade muito maior na reprodução de imagens. Desaparecem as rosetas, e o diâmetro de cada ponto é infinitamente menor. A retícula estocástica pode ser equiparada à qualidade da imagem que a TV digital proporciona. Quando comparamos o que já conhecemos na tela da TV analógica com uma imagem melhor, mais facilmente percebemos os defeitos do padrão vigente até então. Mas, diferente da HDTV, que começou a ser transmitida em 2007 em São Paulo e está ainda engatinhando para uma futura estréia no resto do país, a impressão com qualidade superior já é encontrada no Rio Grande do Sul. E o melhor: não custa mais caro. Algumas gráficas locais ainda convivem com os dois sistemas e só usam a estocástica quando o cliente solicita. Como toda tecnologia relativamente nova, só investimento em equipamentos não basta: é preciso qualificação de pessoal, tanto na pré-impressão quanto 18

no trabalho em máquina. O fim do fotolito também foi essencial para que a estocástica ganhasse espaço. Com a trasferência direta da artefinal para a chapa (CTP – Computer to Plate), o monitoramento de todas as etapas foi refinado. A gráfica Odisséia optou por adotar a retícula estocástica como padrão e não usa mais a retícula convencional. Conseguiu, inclusive, aperfeiçoar internamente o processo, ampliando ainda mais a qualidade final, com cores e tons de cinza de alto impacto. Ainda não é capaz de fazer moças bonitas sairem do papel e pularem para a vida real. Mas, mesmo confinado a um ambiente bidimensional, quem aparece em uma foto impressa em estocástica se surpreende com a fidelidade ao original de carne e osso.

link ficou com vontade de ver a Kelsyn saindo do cartaz no comercial de TV do fiat punto? dá para assistir e até baixar em alta resolução no site da produtora Vetor Zero, que fez o filme sob encomenda da agência Leo Burnett. www.vetorzero.com.br coincidência pois não é que estamos aqui falando de ponto de impressão e o carro que inspirou os publicitários a criarem este filme chama-se Punto!?

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p r o v a

+

d a d o s

prova que
parece o impresso
dados variáveis
Personalização ao extremo: a impressão com dados variáveis oferece esta possibilidade. Usando softwares que gerenciam e modificam informacões em campos pré-determinados, uma mesma publicação pode se dar ao luxo de ter uma capa diferente para cada exemplar, numa mesma edição. A gama de variações possíveis é grande, mas o uso mais freqüente do recurso costuma incluir o nome do destinatário em uma frase de apresentação, por exemplo. Mas nada impede que uma imagem ou uma página inteira seja diferente em cada exemplar.

máxima semelhança entre a prova digital (à esquerda) e o impresso final facilita a revisão editorial e gráfica

A marca de corte sumiu das provas! E não foi só isto. Desapareceram também o overlay, as páginas individuais descasadas, o papel necessariamente brilhante, a escala de cor. A gráfica Odisséia decidiu aproximar o máximo possível a prova digital em papel que vai ser revisada pelo cliente,

do produto final, impresso em off-set. Se o material é uma revista em que o papel da capa é diferente do miolo, a prova terá o mesmo papel. Se o acabamento vai ter grampos, a prova, idem. Em livros, a lombada, a cola a gramatura, a orelha, tudo vai aparecer na prova, impressa em ambos os lados.

grafia

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m e s a

d e

l u z

design livro dá personalidade ao
RBS Publicações sabores contemporâneos
Premiado na categoria Design Editorial na 3a Mostra de Artes Gráficas da América Latina
Impressão_Edelbra

Editora Casa Verde ampulheta
Impressão_Evangraf

contos de algibeira
Impressão_Pallotti

valorize sua carreira
Impressão_Edelbra

catálogo rbs publicações
Impressão_Odisséia

Edição da autora crianças índigo
Impressão_Pallotti S. Maria

hagah viver poa 06/07
Impressão_Odisséia

Simers alcoolismo: quem paga essa conta?
Impressão_Corag

o che guevara que conheci e retratei
Impressão_Edelbra

flores da cunha de corpo inteiro
Impressão_Edelbra

SindBancários saúde do bancário
Impressão_Odisséia

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grafia

l i v r o s

c o m

d e s i g n g r á f i c o d e a u r a c e b i o p e r e i r a

grafia

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o r i g i n a l

A GUERRA QUE NãO ACABOU

seman

uliana j
a
tubro 6 de ou 25 e 2

Naquele tempo
século XX, 1986. Grêmio estudantil tinha que ter jornal. Computador não existia e nem fazia falta. Logotipo desenhado à mão, com direito à estilização futurista de um grifo-leão, símbolo da escola. Tipologia copiada da capa de um LP. 1991, Olho Nu: jornal para adolescentes, produção independente, durou três exemplares. 1993, c.d.f, para vestibulandos, gratuito. 1996, Vestibular: caderno semanal do jornal Zero Hora, existe ainda hoje, com outra cara. século XXi. coordenados pela publicitária Patrícia Carneiro, ex-alunos retornam voluntariamente à escola para ressuscitar a Semana Juliana. o leão original, rabiscado, sai da gaveta, vai para o scanner. Maquiado, vira cartaz e volta ao Julinho.
o desenho foi feito a lápis e caneta nanquim por José silvio amaral camargo, que viria a ser presidente do grêmio estudantil. O layout dos jornais do Julinho foi um trabalho coletivo. Os outros são do autor. [ Auracebio Pereira ]

O UEREM QUE Q INHO ic in as O JUL ra as of õe s pa
s. as til ho e in sc riç lio de C aç õe s In fo rm ol ég io Jú E do C no S O P

inas s ofic debate lturais des cu ativida S

2007

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grafia

h t t p : / / l u z z z z z z . b l o g s p o t . c o m

Déjà vu ao contrário
l o r a i n e l u z

É comum o déjà vu, aquela sensação de já ter visto tal cena/estado em tal lugar/sentido tal coisa. aliás, um parêntese. sabe que existem mais de 40 teorias tentando explicar esse fenômeno? soube disso enquanto escrevia esse post. googlei sobre o tema. e sabe que o primeiro cientista a estudar isso foi um francês em... caramba, 1876!? Cientista francês, logo, déjà vu assim, em francês, que quer dizer “já visto”. Fecha o parêntese. O motivo desse post: às vezes, tenho a sensação exatamente contrária da do déjà vu. Sempre com palavras. Quer dizer, já me ocorreu com cores/tonalidades em o b j e t o s , mas é mais freqüente com palavras. Déjà vu é aquela sensação de ter visto, estado, sentido algo que tua cabeça sabe que tu não viu, não esteve, não sentiu antes. sensação para um lado, cabeça para o outro. Fez-se o nó (e 40 teorias a respeito... fora a tua, a minha...). O meu déjà vu ao contrário é que às vezes olho para uma palavra e é como se a visse pela primeira vez, embora eu saiba que já a vi milhares de vezes. Sei lá, é como se achasse estranho o desenho das letras, valorizasse mais uma vogal ou outra que passou despercebida por anos... esses dias foi com a palavra á g u a . olhei pra ela e pensei, nossa, água, assim com acento no a, como águia, mas sem o i. Vira água. aquele gu ali no meio: é como se nunca o tivesse notado. agora há pouco foi com a palavra tampouco. Tam. pouco. Que é isso?!?!?!? Esse tam ali assim, um M no meio da palavra. Am? Tampopo, o filme. Tão pouco. Muito pouco? prazer, tampouco. nunca te vi, sempre te li. Lembro do dia que percebi pela primeira vez, depois de uns dois anos, flores amarelas no desenho de uma almofada. Elas têm o mesmo tamanho das demais, mas só as vi muito tempo depois de notar as outras. Dois anos depois. Será que eu tenho problemas? E eu já contei que troco o 7 pelo 4 e o 4 pelo 7? Aiaiai, deixa pra lá.

grafia

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t r a t a m e n t o

d e

i m a g e m

o que é bom pode ficar ainda melhor
Por que todas as imagens são tratadas antes e o que é ruim também tem conserto. mas software nenhum faz de ir para as páginas de livros, jornais ou revismilagre sozinho. o segredo está mesmo com o profissional espetas? Porque, de fato, muitos acertos precisam ser feitos para que o universo captado pelas lencialista em tratamento de imagem. ele é quem faz o momento único tes se transforme em fotografias impressas com capturado pelo fotógrafo ganhar qualidade máxima na impressão máximo aproveitamento. Luz, sujeira, recorte de fundos, foco, cor, detalhes que entram, outros que desaparecem. O que chamamos de tratamento de imagem também inclui ajustes que devem levar em conta o tipo de impressão e até de papel que vai ser usaa manipulação de originais surgiu do. Depende, também, de variáveis como a qualidade do original (estado junto com a fotografia, já que as do negativo, tamanho do arquivo digital ou da ampliação em papel) e da primeiras imagens obtidas eram muito dimensão final da imagem. Fotos de página inteira exigem originais com ruins devido a baixa sensibilidade a resolução alta. luz dos materiais que os fotógrafos Os recursos atuais para interferência na fotografia são inúmeros. Mas endispunham. Técnicas já conhecidas tre querer fazer e poder, há diferenças. Sem entrarmos em discussões éticas de desenho e pintura eram utilizadas e estéticas que tentam delimitar a tênue linha que separa o verdadeiro e o por “retocadores” para melhorar a falso, o que é permitido mudar e o inaceitável, podemos dizer que existe um qualidade final. tratamento de imagem jornalístico e outro publicitário. O primeiro procura com o surgimento dos primeiros corrigir áreas de luz e de sombra, a fim de que a informação contida na imascanners, na década de 1950, os grandes gem chegue ao receptor com a melhor qualidade possível, dentro das limitafabricantes de equipamentos para ções naturais impostas pela reprodução em papel. Já o tratamento publicitáfotografia e artes gráficas começaram rio tenta criar uma hiperrealidade, onde tudo fica melhor do que é: a mulher, a desenvolver processos para alterar mais bonita, e a cerveja, mais dourada. Em ambos os casos, o fundamental originais eletronicamente, mesmo que é a sensibilidade do profissional que faz o trabalho, aliada ao domínio dos de maneira bem simples, adaptando as recursos do software. Sempre levando em conta o objetivo da publicação. cores da fotografia. 24

grafia

o r i g i n a l

emílio pedroso

t r a t a d a

o r i g i n a l

Um livro de gastronomia precisa que a imagem da receita seja realista, sem deixar de parecer saborosa. Mesmo com o empenho do fotógrafo na montagem do set, a imagem final tem de ser aperfeiçoada

jefferson botega

t r a t a d a

Salada proa
Ingredientes
1 molho de rúcula 1 radicchio de Verona 1 alface americana 2 kiwis 2 alhos-porós 100g de azeitonas pretas 200g de queijo parmesão azeite de oliva vinho branco ou espumante brut

Como preparar
Sobreponha as folhas e corte em julienne (tiras) ou, se preferir, enrole como rocambole. O efeito será igual após o corte. Retire a casca do kiwis e corte no comprimento. Numa frigideira antiaderente e em fogo baixo, preencha com o queijo parmesão ralado grosso. Não mexa. O queijo derreterá e, quando começar a dourar, aguarde 2 minutos e retire do fogo. Porções: 2 Espere esfriar e retire com uma espátula para formar o crispie de parmesão. Salteie o alho-poró com um pouco de azeite de oliva e nalize com vinho branco ou espumante brut, sal e pimenta. Num prato fundo, coloque, nesta ordem: o mix de folhas, o kiwi, as azeitonas pretas sem caroço, o alho-poró quente e os crispies de parmesão.

Salada de gr ãos
Ingredientes
100g de lentilha 100g de grão-de-bico 100g de ervilha seca 1 colher (sopa) de salsinha picada 50g de damasco picado 50g de passas de uva azeite de oliva vinagre balsâmico sal

sal e pimenta a gosto

Como preparar
Coloque os grãos de molho, separadamente, até que dobrem de volume. Cozinhe-os, também separadamente, até que quem macios. Coe a água do cozimento dos grãos. Retire a pele do grão-de-bico. Pique o damasco. Junte todos os grãos, o damasco e as passas. Tempere com o sal, o azeite e com o vinagre balsâmico. Junte a salsinha picada e misture. Porções: 5

Entradas e Acompanhamentos

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Gastronomia

Ao Sabor das Origens

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Às vezes, a necessidade de ressaltar o assunto principal exige soluções drásticas: neste exemplo, todo o fundo foi alterado para que o prato de salada ganhasse o devido destaque na página
as fotos são do livro ao sabor das origens, da rbs publicações. À venda no site www.zerohora.com/rbspublicacoes Tratamento de imagens: RGB | Design: Auracebio Pereira | Impressão: Edelbra | Textos: Bete Duarte | Edição: Pedro Haase Filho

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volpi era um pintor apaixonado por bandeirinhas, tornando-as um dos principais temas de sua obra. parecia prever que um dia elas ilustrariam esta página. rindo, em movimento, da imobilidade da ponte

c r é d i t o

acima, alguns livros de José silvio amaral camargo, autor dos poemas espalhados pela pauta fotográfica desta edição. Zé é um artista local e um ecologista cosmopolita. gosta de escrever e, quando solicitado, ensina crianças a desenhar animais da Mata atlântica. 51.98141993 /zehpoeta@gmail.com

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n a v e g u e

www.ideafixa.com www.spd.org www.sib.org.br www.kakofonia.com http://grafar.blogspot.com http://fazcaber.globolog.com.br www.designgrafico.art.br www.rldiseno.com www.newseum.org www.vektorjunkie.com/mag.html www.indesignmag.com www.ilustradores.com.br www.tupigrafia.com.br www.zupi.com.br www.fotosite.com.br www.grito.com.br www.icograda.org www.myfonts.com www.justintype.com.br www.apdesign.com.br www.adg.org.br www.nucleovisual.com www.casaverde.art.br

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Av. França, 954 - Porto Alegre - RS - (51) 3303.5555 - vendas@graficaodisseia.com.br

Você sabe o que quer... A gente coloca no papel.

Imprimindo Realizações.