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Procurador vai participar em acções nas escolas
leonel de castro / arquivo jn

Combate à violência terá a ajuda do próprio procurador-geral

Fernando Basto O s sindicatos dos professores e as associações de pais ceitaram o desafio lançado pelo procurador-geral da República no sentido de denunciarem casos de violência escolar aos delegados do Ministério Público (MP). Pinto Monteiro prometeu, mesmo, envolver-se ele próprio em acções que visem divulgar e chamar a atenção para uma maior afirmação da cidadania nas escolas. A Plataforma Sindical dos Professores foi recebida, em audiência, pelo procurador-geral da República, na sequência das preocupações demonstradas por Fernando Pinto Monteiro em relação aos fenómenos de violência escolar que, ultimamente, têm sido noticiados. Em declarações ao JN, Carlos Chagas, do Sindicato Nacional e Democrático dos Professores (SINDEP), reunido na Plataforma Sindical, disse que o procurador realçou a necessidade de todos os casos de violência e delinquência escolar serem denunciados aos tribunais. "O senhor procurador deixou claro que os presidentes dos conselhos executivos têm a obrigação de denunciar esses casos como crime público aos delegados do MP", revelou. Assim, Carlos Chagas informou que ficou assente no encontro que os sindicatos de professores vão se assumir como entidades que também podem exercer o dever de denúncia dos casos. "A Plataforma referiu-se à necessidade de que, logo no início do ano lectivo, as regras sejam deixadas bem claras como forma de prevenir os episódios de violência escolar", afirmou o sindicalista. Carlos Chagas informou, ainda, que os sindicatos de professores irão coloborar com os conselhos executivos das escolas no sentido de fazer baixar os níveis de violência e tornar os jovens mais sociáveis. Por seu turno, a direcção da Confederação Nacional

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das Associações de Pais afirmou-se mais motivada, após o encontro com Pinto Monteiro, para dar o seu contributo na luta contra a violência escolar. "Houve uma grande identidade de pontos de vista entre nós", revelou Albino Almeida, presidente da Confap. No encontro, o procurador-geral da República disponibilizou a sua presença, bem como a dos restantes membros da PGR, em acções de divulgação sobre os direitos e deveres dos cidadãos. A Confap irá, agora, planear as sessões, que contarão com o envolvimento de todas as associações de pais.

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