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FÍSICA APLICADA A
RADIOLOGIA I

“Não sei ainda que espécie de raio é o X.
Mas sei que vai operar milagres”
WILHELM CONRAD RÖENTGEN
(1845 – 1923)

Prof. Leoberto Lopes
Brabo – Organizador
Coleção de textos de
Radiologia

FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I
2/2009
Prof. Leoberto Lopes Brabo

FÍSICA APLICADA À RADIOLOGIA I

I – Meus comentários iniciais.....................................................................................................................................04
II – Comentário do meu amigo Ricardo..................................................................................................................05
III – Por que estudar física?........................................................................................................................................05
IV – A física na radiologia............................................................................................................................................06
V - A Física das Radiações na residência: Uma antiga necessidade sempre atual....................................06

I.

FÍSICA DAS RADIAÇÕES

08

Conceitos Fundamentais.............................................................................................................................................08
1.1. Radiação...................................................................................................................................................................................08
1.2. Energia......................................................................................................................................................................................09
1.3. Ondas.........................................................................................................................................................................................09
1.4. O Átomo....................................................................................................................................................................................10
1.5. Carga Elétrica.........................................................................................................................................................................12
1.5.1.
Princípio da Atração e Repulsão........................................................................................................................12
1.6. Radioatividade.......................................................................................................................................................................12
1.7. Classificação das radiações..............................................................................................................................................13
1.7.1.
Forma............................................................................................................................................................................13
1.7.2.
Origem...........................................................................................................................................................................15
1.7.3.
Interação com a matéria.......................................................................................................................................17
1.8. Aplicações das radiações..................................................................................................................................................19

II.

OS RAIOS X

23

2.1 Apresentação..........................................................................................................................................................................23
2.2 Produção de raios x.............................................................................................................................................................23
2.2.1.
O tubo de raios x...................................................................................................................................................24
2.2.1.1. Catodo......................................................................................................................................................................24
2.2.1.2. Anodo.......................................................................................................................................................................26
2.2.1.3. Ampola de encapsulamento...........................................................................................................................29
2.2.1.4. Cuidados com o tubo.........................................................................................................................................29
2.2.1.5. Valores máximos de operação.......................................................................................................................29
2.2.2.
Fases de produção dos raios x.........................................................................................................................30
2.2.3.
Tipos de raios x………………………………………………………………………………………………………..….32
2.2.3.1. Raios x característicos………………………………………………………………………………………………..32
2.2.3.2.
Raios x de frenagem..........................................................................................................................33
2.3.
A produção de calor...........................................................................................................................................33
2.4.
Princípio do foco linear....................................................................................................................................33
2.5.
Propriedades fundamentais dos raios x....................................................................................................34
2.6.
Elementos de um conjunto gerador de raios x.......................................................................................34
2.7.
Observações..........................................................................................................................................................35
Conclusão.................................................................................................................................................................................36

III.

FORMAÇÃO DA IMAGEM RADIOGRÁFICA

37

3.1. Introdução...............................................................................................................................................................................37
3.2. Absorção de raios x.............................................................................................................................................................38
3.3. Fatores que afetam a absorção de raios x.................................................................................................................38
3.3.1.
Espessura.....................................................................................................................................................................38
3.3.2.
Densidade....................................................................................................................................................................38
3.3.3.
Número atômico (Z)...............................................................................................................................................38
3.3.4.
Meios de contraste.................................................................................................................................................38
3.3.5.
Kilovoltagem...............................................................................................................................................................39
3.3.6.
Filtragem......................................................................................................................................................................40
3.3.6.1.
Filtragem inerente............................................................................................................................................40
3.3.6.2.
Filtragem adicional ou artificial..................................................................................................................40
2

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FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I
2/2009
Prof. Leoberto Lopes Brabo
3.3.6.3.
Observações..........................................................................................................................................................40
3.3.7.
Composição do objetivo anódico.......................................................................................................................40
3.4. Absorção diferencial no corpo humano.....................................................................................................................41
3.5. Contraste do sujeito............................................................................................................................................................41
3.6. Fatores de exposição que afetam a imagem aérea................................................................................................41
3.7. Efeito de talão........................................................................................................................................................................44
3.8. Filtros de espessura variável..........................................................................................................................................44
3.9. Geometria na formação da imagem.............................................................................................................................44
3.9.1.
Borrosidade geométrica e ampliação da imagem....................................................................................45
3.9.2.
Distorção.....................................................................................................................................................................46
3.10. Movimento.............................................................................................................................................................................46
3.11. Filme radiográfico...............................................................................................................................................................46
3.11.1.
Composição do filme.........................................................................................................................................46

IV.

RADIAÇÃO DISPERSA

47

4.1. Introdução..............................................................................................................................................................................47
4.2. Efeito no contraste do sujeito.........................................................................................................................................47
4.3. Fontes de radiação dispersa............................................................................................................................................47
4.4. Redução da radiação dispersa........................................................................................................................................47
4.4.1.
Limitação do feixe....................................................................................................................................................47
4.4.1.1. Diafragmas de abertura...................................................................................................................................47
4.4.1.2. Cilindros..................................................................................................................................................................48
4.4.1.3. Dispositivos limitadores de abertura variável.......................................................................................48
4.4.2.
Dimensões do campo projetado.........................................................................................................................48
4.4.3.
Grades............................................................................................................................................................................48
4.4.4.
Espaço de ar................................................................................................................................................................49
4.4.5.
Compressão.................................................................................................................................................................50
4.4.6.
Dispersão invertida.................................................................................................................................................50
4.5. Radiação extra focal...........................................................................................................................................................50
4.6. Ecrans intensificadores fluorescentes........................................................................................................................51

ANEXOS

52

TÉCNICAS RADIOLÓGICAS KV e mAS................................................................................................................52
ATRIBUIÇÕES DOS TÉCNICOS E TECNÓLOGOS EM RADIOLOGIA...............................................................56
CÁLCULO DAS MUDANÇAS NOS FATORES DE EXPOSIÇÃO...........................................................................60
REFERÊNCIAS.........................................................................................................................................................63

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http://www. seja o melhor profissional em Radiologia. faça a diferença. estive analisando o conteúdo programático de diversas instituições de ensino e procurei estabelecer bases de um ensino aplicado à realidade técnica. Temos portanto a obrigação de acharmos meios de tornarmos a sociedade mais humana. Para tudo há um limite. Entendo que a Física aplicada à Radiologia tem a função de estabelecer os limites para os avanços no campo tecnológico. Minha Cristogênese e puramente Mariana. “Nada escrevi que prestasse até que comecei a amar. Agradeço a meus ex-alunos (as) que sempre tiveram muita paciência com minha disciplina e que também contribuíram para que este trabalho viesse à tona.centrocapnext. marcado por vícios..com. Meu objetivo em propor esta obra. transforme o mundo.” (Lord Byron) Prof. Agradeço a Maria. TR Ricardo Souza por ter revisado a obra com carinho e atenção.com . A falta de uma visão consciente e responsável leva aos absurdos como o de tratarmos nosso planeta como lixo. Agradeço aos meus colegas de trabalho que interagem e transformam o meio. nossa visão mercantilista da vida nos reduz a objetos com um valor. Todos somos físicos e físicas em potencial pois é de costume nossa curiosidade aflorar uma pergunta existencial ou mesmo de situações cotidianas. Leoberto Lopes Brabo – Físico Outubro. nos deixa a margem dos questionamentos. Por isso. Mãe do Deus VIVO. participando ativamente de todo o processo educacional com responsabilidade e paciência.. buscando respostas para nossa existência e quem sabe nos darmos conta de que não somos individuais mas coletivos.. E isso é de fundamental importância pois nos leva a pensar na Criação e no mundo em que vivemos. Um agradecimento especial ao Prof. não estamos sós e que a Natureza está em nós do mesmo modo que dela pertencemos.FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof. sem aquela carga sofrida e estereotipada da Física que a maioria dos alunos pós-médio trás do ensino tradicional. para que muitas “questions” sejam analisadas e discutidas à luz de uma Física comprometida não apenas com os fenômenos a que se propõem solucionar mas fundamentalmente para dar suporte conceitual e prático à proteção radiológica. Portanto. visando o bem estar do profissional das radiações e de seu paciente. Que todas as “questions” sejam uma semente para uma cidadania com responsabilidade. que sempre presente em minha vida continua trazendo o amigo Jesus Libertador em seus braços de afeição e carinho para minha caminhada.br . 217º Círio de 2009 4 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail. tirando-nos a liberdade de sermos criativos. pense e tenha uma atitude positiva todos os dias. Somos treinados a darmos sempre as mesmas respostas. Agradeço a Deus. está na carência de material sobre Física das Radiações para área de radiologia. Infelizmente nosso sistema educacional. É com grande satisfação que apresento a segunda edição de uma coletânea de textos de diversos autores (inclusive meus) sobre Física Radiológica e sua aplicação. desprezarmos a Natureza e a todos que nele vivem. Seja um exemplo a ser seguido.. Leoberto Lopes Brabo MEUS COMENTÁRIOS INICIAIS. Costumo dizer que não existem limites para nossa imaginação.que utilizem fontes de Energia (como a nuclear) ou Radiações Ionizantes para o diagnóstico/terapia. Círio de 2007 Revisado e adaptado em Outubro.

pois você será mais uma “cabeça” contemplada com a facilidade e aplicabilidade dos conceitos sobre física aplicada à radiologia. digo a você que tais conhecimentos são muito importantes para que possamos desenvolver nossas competências e habilidades e assim. Para muitos. Portanto ser um bom profissional da radiologia significa estar com todas as ferramentas do conhecimento nas mãos. É de fundamental importância considerar nosso mundo vivencial. “O trabalho desenvolvido pelo autor traz uma quantidade de informações importantes para quem quer trilhar o caminho da radiologia e manter-se atualizado e em elevado patamar de conhecimento. técnicos ou tecnológicos. fenômenos e processos naturais.br . social e profissional. É de fundamental importância que o conhecimento físico seja explicado como um processo histórico. que permita ao indivíduo a interpretação dos fatos. os objetos e fenômenos com que efetivamente lidam. ou os problemas e indagações que movem nossas curiosidades. objeto de contínua transformação e associado às outras formas de expressão e produção humanas. 5 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail. sua realidade.com. Ricardo Nascimento de Souza POR QUE ESTUDAR FÍSICA? Contribuir para a formação de uma cultura científica efetiva. É importante também que essa cultura em Física inclua a compreensão do conjunto de equipamentos e procedimentos.. A Física deve desenvolver a capacidade de se preocupar com o todo social e com a cidadania. a física parece ser um “bicho de sete cabeças” – porém digo agora:”oito cabeças”.FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof. Como por exemplo: avaliar relações de risco/benefício de uma dada técnica de diagnóstico médico ou implicações de um acidente envolvendo radiações ionizantes. para que você possa utilizá-las! – Utilize esta maravilhosa ferramenta que está em suas mãos agora e esteja sempre na frente e pronto para o futuro. Leoberto Lopes Brabo COMENTÁRIO DE MEU AMIGO RICARDO.centrocapnext.http://www. ensinados pelo professor Leoberto nesta obra. Contudo. Promover um conhecimento contextualizado e integrado à vida de cada educando.com .. É preciso rediscutir a Física para possibilitar uma melhor compreensão do mundo e uma formação para a cidadania mais adequada. do cotidiano doméstico. aplicarmos no nosso cotidiano. Além de promover competências necessárias para a avaliação da veracidade de informações ou para a emissão de opiniões nas quais os aspectos físicos sejam relevantes.” Prof. O conhecimento da Física deve ser entendido como um meio para a compreensão do mundo.

envolve comprometimento e interdependência dentre os diferentes aspectos da qualidade da imagem. Não é a Física que é complicada e sim os fenômenos naturais é que são complexos e exigem a matemática como ferramenta. estrelas. freqüentemente. por não dominarmos. o que. Somo seres cujas existências foram e continuam sendo moduladas pelas radiações. que geraram galáxias. as estruturas internas e funções do corpo humano não são visíveis. A utilização efetiva das técnicas de radiodiagnóstico.). Os níveis de exposição do paciente aos raios X de uso médico variam muito e têm forte influência sobre a qualidade da imagem radiográfica. como nós a conhecemos. (Princípios de Física em Radiodiagnóstico – CBR 2002) A FÍSICA DAS RADIAÇÕES NA RESIDÊNCIA: UMA ANTIGA NECESSIDADE SEMPRE ATUAL Universidade Federal de São Paulo Escola Paulista de Medicina Coordenadoria de Física e Higiene das Radiações Editorial Revista da Imagem 2003. A vida como. Em cada método é necessário se trabalhar com níveis satisfatórios de qualidade de imagem e de visibilidade das estruturas do corpo. só que não entendo porque temos que ter aulas de Física. não só de características inerentes a cada técnica de radiodiagnóstico em particular. nos afasta da possibilidade de entendermos os fenômenos de uma forma objetiva e quantitativa.. Uma abordagem da relação entre riscos e os danos à saúde envolve análise de conceitos físicos. requer a compreensão de fenômenos físicos envolvidos nos processos de formação da imagem. 6 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail.com. por meio de diversas tecnologias. talvez pudéssemos percebê-las como um oceano multicolorido e sinfônico no qual estamos imersos. que nos toma tanto tempo. Foi com a disposição de desvendar os mistérios da natureza é que o ser humano ao procurar respostas e descrever os fenômenos utilizando-se de métodos experimentais construiu um campo de estudo que se denomina Física (do grego physis.” É bem provável que você já tenha ouvido ou mesmo tenha tido este diálogo com algum colega durante a residência na radiologia. Talvez. gerando a radiação cósmica onipresente”. Apesar dos benefícios incontestes à Medicina. 25(2): V-VI “Hoje teremos aula de Física Radiológica. A relação entre visibilidade e ajustes de parâmetros nesses equipamentos é complexa e. que muitas vezes. ou ainda.FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof. Estão aqui neste momento e estarão presentes até os últimos instantes deste Universo.com .. Em geral.br .. já que temos tantas outras coisas mais importantes para aprender. todas as técnicas de radiodiagnóstico podem representar um risco à saúde. assim como a interpretação das imagens produzidas. está preparado? Puxa. podem-se obter imagens através das quais um médico pode detectar condições anormais. Se tivéssemos sido constituídos organicamente de outra forma. como também do conjunto de ajustes selecionados no equipamento.. Se é atualmente residente e reticente quanto às aulas. este Universo em que vivemos foi propulsionado por quantidades por quantidades inimagináveis de energia. A imagem radiográfica é uma janela para o corpo. ao invés de temor. As radiações sempre estiveram conosco. não teria sido possível sem elas. então pudéssemos ter para com as radiações uma atitude mais correta – uma atitude de compreensão. “natureza”). não entendi nada do que foi dito na ultima aula.. Estes últimos percorrem o Universo em todas as direções. da perícia do observador e do compromisso com fatores tais como a minimização da dose no paciente devida aos raios X ou o tempo de obtenção da imagem. de respeito e até mesmo de gratidão. pois os processos de aquisição das imagens sempre envolvem deposição de alguma forma de energia no corpo do paciente.http://www.. e você? Acho que peguei alguma coisa. Se caracteriza pela associação entre observações e métodos experimentais e se utiliza da matemática para descrever quantitativamente os fenômenos naturais. Leoberto Lopes Brabo A FÍSICA NA RADIOLOGIA “Vivemos em um mundo inundado de radiações. em alguns casos pode também trazer prejuízos à saúde de médicos e técnicos em radiologia ou em enfermagem. Entretanto. grandezas e unidades de medidas. luz (. Estes níveis de qualidade e visibilidade dependem das características do equipamento. talvez possa ao final deste texto encarar a Física com outros olhos. Nenhum tipo de imagem mostra tudo. planetas. Os diversos métodos de radiodiagnóstico nos revelam diferentes características do corpo humano. guiar-se em procedimentos terapêuticos invasivo. pois a habilidade de visualizar estruturas anatômicas específicas ou condições patológicas depende. Desde o seu instante inicial.centrocapnext.

br .com. Leoberto Lopes Brabo Na natureza há inúmeros fenômenos que não estamos aptos a perceber utilizando apenas nossos sentidos. porém ficou clara a necessidade de conhecer com maior profundidade esta radiação que podia matar pois se vislumbrava a possibilidade de ser utilizada também para curar. maximizando benefícios e inimizando riscos.http://www. Garantir a qualidade na geração das imagens. que também deve ser de domínio do especialista para que possa extrair todo o potencial disponível pelos equipamentos. Não ouvimos as ondas do ultra-som. Estudos mostram que este conhecimento pode permitir uma redução de até 40 % das doses de radiação na realização dos exames. que os cientistas se deram conta de que aquela radiação que mudou o mundo também podia provocar efeitos deletérios sobre o ser humano.ddi@epm. O conhecimento dos processos de interação das radiações no meio biológico permitiu desenvolver a instrumentação necessária para a geração de imagens de alta qualidade como as que são obtidas com as técnicas de tomografia computadorizada e ressonância. assim como a segurança das pessoas direta e indiretamente envolvidas no processo é legitimar o uso das radiações sob os aspectos éticos e legais e portanto são obrigações daqueles que escolheram este campo de atuação e para tal. em 1895.centrocapnext. Quando perceberam seus efeitos sobre si mesmos infelizmente eram irreversíveis. contra -indicar e estabelecer critérios de hierarquia de condutas que irão beneficiá-lo na busca do sucesso do diagnóstico. interligado a outros campos de estudo e hoje com uma forte atuação na área médica. Foi por isso que somente após alguns anos da descoberta dos raios X. Adjunto do Departamento de Diagnóstico por Imagem da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) Chefe da Coordenadoria de Física do Departamento de Diagnóstico por Imagem Supervisora de Radioproteção do Complexo UNIFESP-Hospital São Paulo 7 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail. Conhecer o potencial tecnológico é um dos conteúdos da Física das Radiações. Dra. Foi então que surgiu a Radioterapia. A Física contribui para o conhecimento das técnicas de imagem. permite ao radiologista conduzir suas ações visando sua proteção pessoal e a dos pacientes de acordo com a legislação vigente. que possibilita ao radiologista indicar.br Prof.com . É claro que esta qualidade foi alcançada graças a tecnologia da computação. item relevante da Física das Radiações. Regina Bitelli Medeiros rbitelli. não percebemos as ondas de radio ou os raios cósmicos vindos do espaço e nem tampouco percebemos as radiações X ou gama. as aulas de Física Radiológica tornam-se essenciais à boa formação do especialista. constantemente em evolução.FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof. O estudo das práticas em Proteção Radiológica. A busca do conhecimento deu origem ao campo da Física das Radiações. O estudo da Física Radiológica propicia também o conhecimento dos efeitos somáticos e genéticos das radiações que permite ao especialista da área avaliar riscos.

Com certeza. O que ocorre é uma confusão de conceitos. Segundo o dicionário Aurélio: “Qualquer dos processos físicos de emissão e propagação de energia.com . emitir.1- RADIAÇÃO O que é a Radiação? É possível que o termo RADIAÇÃO. Pode ser aplicado às várias formas de luz visíveis e “invisíveis” ou a feixes de partículas ATÔMICAS. pareça um pouco estranho. ou ainda. ondas eletromagnéticas ou radiações nucleares com massa. Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail. nada se cria. nada se perde. projetar.http://www. a princípio. Radiação é o processo pelo qual uma fonte emite energia que se propaga no espaço. Leoberto Lopes Brabo UNIDADE I FÍSICA DAS RADIAÇÕES “Na natureza. O termo radiação se usa também para designar a própria energia emitida. seja por intermédio de fenômenos ondulatórios. Pode ser aplicado a diversas situações ou fenômenos diferentes. calor e ultravioleta. você já deve tê-la visto associada a acidentes nucleares. tratar-se de um mesmo termo aplicado a coisas diferentes. 8 Aplicação da radiação solar. O Sol irradia luz. O termo IRRADIAR significa lançar de si.centrocapnext. Já RADIAÇÃO é aquilo que é IRRADIADO por alguma coisa. tudo se transforma. usinas nucleares ou mesmo em filmes de guerra.FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof. Este conceito é geral e inclui as ondas mecânicas (como o ultra-som ou as oscilações de um maremoto).com. espalhar.” (Lavoisier) Vamos tentar responder as seguintes questões:       O que é radiação? De onde vêm? Como interagem com o meio em que se encontram? Como fazemos para detectá-las? Como podemos utiliza-las? Como se proteger de seus efeitos? CONCEITOS FUNDAMENTAIS 1.br . Portanto: Radiação é energia em movimento. como veremos mais adiante. seja por meio de partículas dotadas de energia cinética” ou “Energia que se propaga de um ponto a outro no espaço vazio ou através de um meio material”.

ENERGIA é tudo aquilo capaz de realizar trabalho. onda é o resultado de algum tipo de perturbação que se propaga. sem. Em física. As ondas mecânicas dependem de um meio material para se propagarem. mas na média permanece praticamente no mesmo lugar. O número de ciclos de sobe e Comprimento de Onda desce. O fato de seu corpo subir e descer significa que existe uma energia associada à onda (realiza trabalho). por exemplo.http://www. as ondas se formam basicamente devido à perturbação da água pela atração da Lua e da ação dos ventos. Uma forma importante de conversão da energia do Sol é a fotossíntese. pois correspondem à propagação de uma perturbação nos campos elétricos e magnéticos. 1. no caso. existem basicamente dois tipos de onda: Ondas Mecânicas e Ondas Eletromagnéticas. a água. Por exemplo. deve ter percebido que seu corpo alternadamente sobe e desce.centrocapnext. Já no caso da rebentação. Leoberto Lopes Brabo O que é Energia? O conceito de Energia é muitas vezes considerado intuitivo e só pode ser medido (ou quantificado) quando temos a transformação de um tipo de energia em outro tipo (trabalho). no mar. dois pontos quaisquer equivalentes da onda. que por sua vez é responsável pelo crescimento das plantas e de quebra libera oxigênio para o ar. entretanto causar um deslocamento líquido final do meio. Como por exemplo. define o que se chama comprimento de onda. representado normalmente pela letra grega LAMBDA (λ). portanto realizar trabalho. Neste processo a luz solar é transformada em energia química. como as ondas do mar e as ondas sonoras. As ondas eletromagnéticas não dependem de um meio material. O produto do comprimento de onda pela freqüência da onda Depressão ou Vale fornece a velocidade de propagação da 9 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail. a eletricidade é capaz de fazer um motor elétrico funcionar e.3- ONDAS O conceito de onda é de fundamental importância para a compreensão de uma série de fenômenos físicos. Se você estiver boiando um pouco além da rebentação. Estes campos podem existir independentemente de um meio material. a energia eletromagnética do Sol pode ser convertida em eletricidade por meio de uma célula solar ou em calor por meio de aquecedores solares. ou ainda.1.2- ENERGIA FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof. por unidade de tempo define a freqüência da onda. A brusca frenagem da onda pelo fundo de areia da praia. Esta energia é transportada pela onda. Os elementos fundamentais de uma onda são: A distância entre dois picos ou dois vales. Em termos formais. Crista medida normalmente em Hertz ou ciclos por segundo e representada normalmente pela letra f. literalmente despejando a água. Quanto à forma. Portanto: Energia é a capacidade que possui um corpo de realizar trabalho.com. faz com que à parte de cima da onda se projete para frente. acarretando um movimento efetivo da água ou de algum objeto flutuante.br . outros fatores interferem com a onda.com . Da mesma forma.

br . c = 299 793 km/s Para as ondas eletromagnéticas. por sua vez. como ondas na água. e os nêutrons. Obviamente os resultados de Rutherford foram debatidos exaustivamente até que se chegasse a um quadro de consenso. que são os portadores de carga negativa. A luz se desloca no espaço por meio de ondas eletromagnéticas. Mas.4- O ÁTOMO É a menor porção de matéria A idéia de que a matéria é formada por partículas muito pequenas e “indivisíveis”. em geral representado pela letra Z.com . No caso das ondas eletromagnéticas no vácuo.centrocapnext. isto é. 67482×10−27 kg. Um átomo possui um núcleo que concentra praticamente toda a sua massa. 10939× 10−31 kg. a verdadeira estrutura do átomo só foi revelada no início do século XX com o trabalho de Ernest Rutherford. A massa do nêutron. O núcleo é composto por dois tipos de partículas: Os prótons. portanto diferem dos outros exemplos de ondas encontrados na natureza. Demócrito. sísmicas. ou átomos.com. 1. 67262×10−27 kg. A massa do elétron é igual a 9. O número total de prótons no núcleo é chamado de número atômico. que viveu quase 400 anos antes de Cristo. 602×10−19 C. O núcleo é circundado por elétrons (na eletrosfera). que não necessitam de um meio físico para serem transportadas. ondas sonoras. etc. Leoberto Lopes Brabo onda no meio em questão. mas exercem um papel fundamental na sua estabilidade.FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof. Ele propôs um modelo atômico onde os átomos se encaixavam mais ou menos como as peças de um Lego. Os nêutrons não possuem carga elétrica e portanto não interagem eletricamente com os prótons do núcleo. é muito antiga. Um próton possui uma carga igual à do elétron. este produto fornece a velocidade da luz. cerca de 1836 vezes maior do que o elétron. mas de sinal contrário: +1. já que ambos estão relacionados pela velocidade da luz que é uma constante universal. e. é muito próxima à do próton:1. a velocidade com que a perturbação se propaga. 10 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail.http://www. sua massa é de 1. e retém a carga positiva. O diâmetro de um átomo é cerca de 100 000 vezes o diâmetro do seu núcleo. a energia transportada depende unicamente de sua freqüência ou de seu comprimento de onda. A idéia que temos de átomo hoje em dia é o resultado dessas discussões. já pensava nessas coisas.

lisossomos. mitocôndrias. etc.  TECIDOS Tecido epitelial (epiderme. rim. fígado.http://www. retículo endoplasmático. coração.)  CÉLULAS (epiteliais. hialoplasma. linhagem sangüínea. derme.  ORGÃOS (cérebro. nucleotídeos. musculares. estriado. proteínas. Oxigênio. circulatório. Hidrogênio)  MOLÉCULAS (água. tecido nervoso . )  SISTEMAS (nervoso. tecido glandular). conjuntivas. oxigênio. núcleo. ácidos nucléicos. etc). Nitrogênio.FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof. gametas. respiratório. etc. Leoberto Lopes Brabo ORGANIZAÇÃO DOS SERES VIVOS ÁTOMOS (Carbono.com .centrocapnext. lipídeos. nucléolo. etc. hepáticas. pâncreas. etc. ovário. tireóide. reprodutor)  INDIVÍDUOS 11 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail. nervosas. Tecido conjuntivo (cartilaginoso e ósseo). complexo de Golgi. pulmão. Tecido muscular (liso. testículo. intestino.br .com. cromossomos.)  SUBSTÂNCIAS  ESTRUTURAS SUB-CELULARES (sistemas de membranas. açúcares. digestivo. supra-renais. ácidos graxos. carbono. estômago. cardíaco). excretor.

sendo Q1 e Q2 suas cargas elétricas. a carga elétrica total do átomo é nula. é igual à carga do próton: Carga do elétron = .http://www.6 . Como a carga de cada átomo é nula.6 . a carga elétrica total do corpo também será nula e diremos que o corpo está neutro. 10-19 coulomb = 1. que bombardearam alumínio com partículas alfa emitido pelo polônio. 10-19 C A carga de um elétron é negativa mas.1. 2.1. existe entre os corpos um par de forças de repulsão. em módulo. 12 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail. Os pais de Irene. A radioatividade é um fenômeno natural.1. e pode ocorrer basicamente de três modos distintos: por emissão alfa. A radioatividade é a liberação de energia por um núcleo excitado. já haviam sido agraciados com o Nobel de Física de 1903 (com Becquerel). Leoberto Lopes Brabo É uma propriedade intrínseca da matéria onde se observam os fenômenos de atração e repulsão entre corpos carregados A carga elétrica de um próton é chamada de carga elétrica elementar.centrocapnext. por emissão beta ou por emissão gama. sendo representada por e. seu valor é: e = 1. em 1934. Se Q1 e Q2 tem o mesmo sinal (Figura 1 e Figura 2).5. 1. mas pode também ser produzida em laboratório. foi produzido pela primeira vez em laboratório por Irene Curie e Pierre Joliot. No entanto é possível retirar ou acrescentar elétrons de um corpo. 10-19 C Os nêutrons não possuem carga elétrica.br .com . existe entre os corpos um par de forças de atração. De modo geral os corpos são formados por um grande número de átomos.6 . Desse modo o corpo estará com um excesso de prótons ou de elétrons. dizemos que o corpo está eletrizado ou ionizado.6- RADIOATIVIDADE Núcleos atômicos que espontaneamente emitem partículas ou energia pura (radiação eletromagnética) são chamados radioativos. 1.5- CARGA ELÉTRICA FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof. Como num átomo o número de prótons é igual ao número de elétrons. Irene e Pierre levaram o Nobel de Química de 1935 pelo seu trabalho. no Sistema Internacional. e produziram o isótopo de fósforo 30P. observamos que: 1.com. Princípio da atração e repulsão Dados dois corpos eletrizados. Se Q1 e Q2 têm sinais opostos (Figura 3). pelo seu trabalho com radioatividade natural. Alfa. O fenômeno foi descoberto em 1896 pelo francês Henri Becquerel e. Pierre e Marie Curie. beta e gama são nomes dados a tipos de radiação cuja natureza era desconhecida na época em que foram descobertas.e = . Esse processo é chamado de decaimento radioativo.

Ec é chamada de energia cinética (de movimento).Mas afinal de contas o que vem a ser esse tal de infravermelho? . Outro aspecto importante da radiação eletromagnética é seu caráter ondulatório. 13 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail. Sua energia depende da velocidade de maneira diretamente proporcional segundo a equação: Ec Onde: m de massa e v de velocidade.7.http://www. das quais nossos olhos conseguem captar apenas uma pequeníssima fração.Exatamente! O Universo que nos rodeia é banhado por um imenso "oceano" de luzes. é chamada de luz visível ou apenas luz. káons. Négatrons. Por esta razão. a radiação eletromagnética é constituída de ondas com componentes elétricos e magnéticos. .(négatron) β+ (pósitron) Núcleo instável b) RADIAÇÕES ELETROMAGNÉTICAS Você com certeza sabe ou mesmo ouvir falar que o controle remoto de sua TV ou DVD funcionam por infravermelho. por infravermelho. Essa pequena fração de radiações que o olho humano vê.6. alfa. E podem ser: a) RADIAÇÕES CORPUSCULARES Possuem massa e formam os átomos e os núcleos atômicos. Ex:  Elétrons.1. Portanto as Radiações Eletromagnéticas:  Não possuem massa. O termo luz fica reservado à pequena parcela de radiação eletromagnética que conseguimos enxergar. é mais conveniente chamarmos ao conjunto de todas as “luzes” que não vemos de RADIAÇÃO ELETROMAGNÉTICA. mv 2 2 α (alfa) Núcleo instável β.  Íons leves e pesados (átomos sem elétrons). Forma FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof. Esta radiação pode ser descrita como energia em movimento a velocidades inferiores à da luz. múons. nêutrons. Também já não é mais novidade um microcomputador operado por mouse e teclado sem fios. A radiação eletromagnética é uma forma de energia. prótons.  Pósitrons.centrocapnext. ou seja. Sem ela simplesmente não haveria vida na Terra.1.  Píons.CLASSIFICAÇÃO DAS RADIAÇÕES 4.com . isto é.Alguma espécie de raio invisível? .com. Leoberto Lopes Brabo A forma caracteriza a maneira como as radiações se apresentam na Natureza.br .

temos uma representação gráfica de uma radiação eletromagnética:  Sua velocidade é igual da LUZ (c = 3x108m/s).  Sua Energia depende do comprimento de onda e de maneira inversamente proporcional. Nas figuras abaixo.63 X 10-34 J. Leoberto Lopes Brabo  São ondas com componentes elétricos e magnéticos.FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof.br . segundo a equação: E hc Onde: h é a constante universal chamada constante de Planck e cujo valor é h = 6.http://www.s(Joule x segundo).com . Ao conjunto de todas as radiações eletromagnéticas chamamos de: ESPECTRO ELETROMAGNÉTICO Ex:        14 Rádio e TV Microondas Infravermelho (calor) Luz visível (vermelho ao violeta) Ultravioleta Raios X Raios gama Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail. c é a velocidade da LUZ e é o comprimento da onda.centrocapnext.com.

Leoberto Lopes Brabo 4. calor.    Colisões atômicas: elétrons.2. Ultravioleta. íons leves e pesados d) OUTRAS ORIGENS DAS RADIAÇÕES ELETROMAGNÉTICAS     Aceleração de cargas (+/-). Transições nucleares (incluindo fissão): raios gama.. E podem ser: a) ORIGEM NUCLEAR Possuem origem no NÚCLEO do átomo instável. betas.com .http://www.. nêutrons e gama.br . raios X. Origem Representa onde as radiações nascem. íons leves e pesados. Aniquilação partícula/anti-partícula: raios gama. Transições atômicas: elétrons. nêutrons. radiação ultravioleta.centrocapnext.FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof. Ex: Radiações alfas. Obs: Estas radiações são as chamadas RADIOATIVAS. Transições atômicas:luz visível. alfa.com..6. prótons. pois são conseqüência do fenômeno da RADIOATIVIDADE (Gama) Núcleo Instável b) ORIGEM ATÔMICA c) OUTRAS ORIGENS DAS RADIAÇÕES CORPUSCULARES Possuem origem na ELETROSFERA atômica devido a transições eletrônicas e/ou colisões entre partículas carregadas Ex: Raios X. Luz visível. elétrons (beta). Transições nucleares (incluindo fissão):Prótons. pósitrons. 15 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail.

br . Leoberto Lopes Brabo 16 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail.centrocapnext.FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof.http://www.com.com .

O problema. Ao transferir toda a potência de transmissão para 17 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail. e lembrando a lei que rege a relação entre energia e distância. as radiações fazem parte do nosso cotidiano. a temperatura craniana sobe de 2 a 3 graus centígrados. betas e de nêutrons. RAIOS X. Radiações em Celulares Tem havido recentemente especulações de que o uso de telefones celulares possa estimular o crescimento de tumores cerebrais na região da cabeça próxima à antena. sem dúvida. Interação b) RADIAÇÕES NÃO-IONIZANTES Estas radiações apenas depositam suas energias no meio. E podem ser: a) RADIAÇÕES IONIZANTES São aquelas radiações que produzem íons na matéria com a qual interagem.3.com . quando possível. M. se bem que de muito maior intensidade. de uma antena externa. The Cellular Phone Scare. veremos que no celular.com. Ex: Raios Gama. expondo o usuário a um risco imprevisto. a instalação. (energia proporcional ao inverso do quadrado da distância).http://www. o risco para o ser humano. A maneira mais eficiente de se proteger dessas radiações dos telefones celulares é. estamos mergulhados num campo imenso. Ultravioleta. Ex: Todas as demais radiações do espectro eletromagnético. Radiações alfas. Interação da Radiação com a matéria Esta classificação caracteriza a maneira como as radiações se relacionam com o meio. ou seja.6.br . As termos-fotografia abaixo mostram a temperatura da cabeça sem e com o uso de um telefone celular. (Fischetti. Leoberto Lopes Brabo 4.FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof. Basta lembrar que o processo de cozimento dos alimentos nos fornos de microondas se baseia nestas radiações. Essas transformações podem evoluir a ponto de causar degenerações. normalmente causando uma excitação atômico-molecular.. apesar da baixa potência envolvida. Embora invisíveis. após 10 minutos de uso do celular. não só do planeta mas também do Universo. tornando-se possíveis focos de leucemia e câncer.centrocapnext. a proximidade da antena faz com que um lado da cabeça receba diretamente essas radiações. repleto de ondas vindas de todos os cantos. 43-47 June 1993) Comprovações recentes atestam transformações de células quando imersas em um intenso campo eletromagnético. mas ninguém pode prever as conseqüências de uma prolongada exposição a esse campo eletromagnético. Está comprovado que. IEEE Spectrum. é justamente a intensidade dessas radiações.

Além dessa solução.com. Links úteis:  USA .com . Há um método. que é capaz de mostrar uma diminuição considerável (no mínimo 70 %) dos efeitos nocivos ao homem quando da instalação de uma antena externa no aparelho celular.FCC . desenvolvido pelo cientista japonês Y.The Electromagnetic Radiation Health Threat  Medical College of Wisconsin . além de propiciar uma comunicação de muito melhor qualidade. Conheça o protetor WaveShield que bloqueia até 97% das radiações. estaremos poupando o usuário de radiações que podem ser perigosas.centrocapnext.http://www. que são dispositivos cerâmicos absorvedores de ondas eletromagnéticas. Omura e denominado "Bi-digital O-Ring test".Information on Human Exposure to Radiofrequency Fields from Cellular and PCS Radio Transmitters  Austrália: Mobile Telephone Communication Antennas: Are They a Health Hazard?  Nova Zelândia .br .FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof. e que também demonstra a proteção exercida pelos absorvedores.estrategicamente localizada longe do aparelho. Leoberto Lopes Brabo essa antena. existe ainda a possibilidade de se usar protetores contra radiação fixa ao aparelho.Cellular Phone Antennas and Human Health Medição da taxa de transferência de energia e dose absorvida 18 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail.

centrocapnext.com .8- APLICAÇÕES DAS RADIAÇÕES Radiografia FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof. Leoberto Lopes Brabo Medicina Nuclear Mamógrafo Cintilógrafo Ultra-som Densitômetro 19 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail.http://www.com.br .1.

com .centrocapnext. Leoberto Lopes Brabo Radioterapia Tomógrafo Angiografia 20 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail.http://www.FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof.com.br .

Leoberto Lopes Brabo Fonte radioativa para área industrial Radiologia industrial 21 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail.centrocapnext.com.http://www.com .FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof.br .

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UNIDADE II
OS RAIOS X

“Penso 99 vezes e nada descubro.
Deixo de pensar, mergulho no silêncio, a verdade me é revelada”
(Einstein)

2.1.

APRESENTAÇÃO

Em Novembro de 1895, Wilhelm Conrad RoentgenP, fazendo
experiências com raios catódicos (feixe de elétrons), notou um brilho
em um cartão colocado a pouca distância do tubo. Notou ainda que o
brilho persistia mesmo quando a ampola (tubo) era recoberta com
papel preto e que a intensidade do brilho aumentava à medida que se
aproximava o tubo do cartão. Este cartão possuía em sua superfície
uma substância fosforescente (platino cianeto de bário).
Roentgen concluiu que o aparecimento do brilho era devido a
uma radiação que saia da ampola e que também atravessava o papel
preto. A esta radiação desconhecida, mas de existência comprovada,
Roentgen deu o nome de raios-X, posteriormente conhecido também
por raios Roentgen.
Roentgen constatou também que estes estranhos raios podiam
atravessar materiais densos, em um desses resultados ele pode
visualizar os ossos da mão de sua mulher.

1ª Radiografia
Laboratório de Roentger

2.2.

PRODUÇÃO DE RAIOS X

De um modo geral os Raios X são produzidos quando elétrons (partículas elementares de carga
negativa) em alta velocidade colidem violentamente contra alvos metálicos.
Os equipamentos de Raios-X foram planejados de modo que um grande número de elétrons sejam
produzidos e acelerados para atingirem um anteparo metálico (alvo) com alta energia cinética.
No tubo de Raios X os elétrons obtêm alta velocidade devido a alta tensão aplicada entre o anodo
(eletrodo positivo) e o catodo (eletrodo negativo).
Os elétrons que atingem o alvo (anodo) interagem com sua estrutura atômica, transferindo suas
energias cinéticas para os átomos da estrutura atômica do alvo.
Os elétrons interagem com qualquer elétron orbital ou núcleo dos átomos do anodo. As
interações resultam na conversão de energia cinética em energia eletromagnética (calor, cerca de 99% e
Raios X, cerca de 1%)
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2.2.1. O TUBO DE RAIOS X

É montado dentro de uma calota protetora de
metal forrada com chumbo, projetada para evitar
exposição à radiação fora do feixe útil e possíveis
choques elétricos.
Os raios-X produzidos dentro do tubo, são
emitidos em todas as direções (feixe divergente).
Os raios-X utilizados em exames são emitidos
através de uma janela (feixe útil ou primário).
Os raios-X que passam pela capa de proteção
são chamados radiação de vazamento ou de fuga e
podem causar exposição desnecessária tanto do
paciente quanto do operador.

2.2.1.1.

CATODO

É o pólo (ou eletrodo) negativo do tubo de
raios-X. Dividindo-se em duas partes: Filamento
catódico e capa focalizadora ou copo de foco
(cilindro de Welmelt).

a) Filamento Catódico
Tem forma de espiral, construído em
tungstênio e medindo cerca de 2mm de diâmetro, e 1
ou 2 cm de comprimento. Através dele são
produzidos os elétrons, quando uma corrente atravessa o filamento. Este fenômeno se chama emissão
termiônica. A ionização nos átomos de tungstênio ocorre devida ao calor gerado e os elétrons são
emitidos.
O tungstênio é utilizado porque possui um alto ponto de fusão, suportando altas temperaturas
(cerca de 3.400 °C). Normalmente os filamentos de tungstênio
são acrescidos de 1 a 2% de tório, que aumenta eficientemente
a emissão termiônica e prolonga a vida útil do tubo.

b) Capa Focalizadora ou Copo de Foco
Sabe-se que os elétrons são carregados negativamente
havendo uma repulsão entre eles. Ao serem acelerados na
direção do anodo, ocorre uma perda, devido à dispersão dos
mesmos. Para evitar esse efeito, o filamento do catodo é
envolvido por uma capa carregada negativamente, mantendo
os elétrons unidos em volta do filamento e concentrando os
elétrons emitidos em uma área menor do anodo.

c) Foco Duplo

A maioria dos aparelhos de raios-X diagnóstico, possui
dois filamentos focais, um pequeno e um grande. A escolha de
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um ou outro é feita no seletor de mA, no
painel de controle. O foco menor abrange
uma faixa de 0,3 a 1,0 mm e o foco maior, de
2,0 a 2,5 mm. Ambos os filamentos estão
inseridos no copo de foco.
O foco menor e associado ao menor
filamento e o maior, ao outro. O foco menor
ou foco fino (2), permite maior resolução da
imagem, mas também, tem limitado a sua
capacidade de carga ficando limitado as
menores cargas . O foco maior ou foco
grosso (1), permite maior carga, mas em
compensação, tem uma imagem de menor
resolução.

Copo de Foco

Filamento
Catódico

Foco grosso

Foco fino

Catodo

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ANODO FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof. o anodo é também um bom condutor térmico.centrocapnext.2.br . unidades portáteis ou unidades de mamografia. O anodo recebe os elétrons emitidos pelo catodo. a) Anodo fixo É encontrado normalmente em tubos onde não é utilizada corrente alta. Esquema de uma ampola com anodo fixo Exemplo de uma ampola com anodo fixo Detalhe do anodo fixo Detalhe do Catodo.http://www. grande parte de suas energias cinéticas são transformadas em calor. para não derreter o anodo.1. Quando os elétrons se chocam contra o anodo. Além de ser um bom condutor elétrico.2. como aparelhos de raios. Existem dois tipos de anodo: anodo fixo e anodo rotatório (ou giratório). Este calor deve ser conduzido para fora rapidamente.com.X dentários. com seu copo de foco 25 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail. Leoberto Lopes Brabo É o eletrodo ou pólo positivo do tubo de raios-X.2. O material mais usado no anodo é tungstênio em base de cobre por ser adequado na dissipação do calor.com .

http://www. produzir feixes mais intensos.com.com . Leoberto Lopes Brabo b) Anodo giratório ou rotatório A maioria dos tubos de raios-X utiliza este. com seu copo de foco 26 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail.br . Esquema de uma ampola com anodo giratório Exemplo de uma ampola com anodo giratório Detalhe do anodo giratório Detalhe do Catodo. e com isso. devido a sua capacidade de resistir a uma maior intensidade de corrente em tempo mais curto.centrocapnext.FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof.

Sua área alvo total é aproximadamente 2 x π x 30mm x 4mm = 754mm². o raio de impacto é de aproximadamente 3 cm (30 mm). Este disco tem uma resistência grande à alta temperatura. num tubo com foco de 1mm. resultando em uma rápida dissipação do calor produzido. Fonte . Com isso o calor resultante não fica concentrado apenas em um ponto como no anodo fixo. No anodo fixo. o alvo é feito de uma liga de tungstênio incluída em um anodo de cobre.com. temos: no anodo fixo a área de impacto (alvo) é de aproximadamente 1mm x 4mm = 4mm². No anodo giratório. Ponto de fusão (3.com . No anodo rotatório de diâmetro de 7 cm. 27 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail. Fazendo a comparação de ambos. ponto de Foco ou pista focal É a área do anodo que recebe o impacto dos elétrons. Leoberto Lopes Brabo c) Alvo. Portanto.centrocapnext. A escolha do tungstênio deve-se à: 1. o alvo é um disco. com mesmo tamanho de foco.400 rotações por minuto. Alto número atômico. d) Aquecimento do anodo O anodo giratório permite uma corrente mais alta pois os elétrons encontram uma maior área de impacto. superior à temperatura de bombardeamento de elétrons (2.http://www.000 rpm.000 ° C). Condutividade térmica quase igual a do cobre. Normalmente a capacidade de rotação é de 3. 2.400 ° C). A capacidade de carga é aumentada com o número de rotações do anodo.br .FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof. acarretando grande eficiência na produção de raios-X. o anodo rotatório permite o uso de área uma centena de vezes maior que um anodo fixo. 3. Existe anodo de tubos de maior capacidade que giram a 10.

2.2. são normalmente calculadas pelos fabricantes adotando o sistema de bloqueio de carga superior ao limite do tubo.1.4. Quando a exposição é completada pode-se ouvir o rotor diminuir a rotação e parar em mais ou menos 1 minuto. Ajuda na refrigeração da ampola.http://www. pois.3.5. Depressões no anodo causadas por superaquecimento 28 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail. para que o rotor acelere e desenvolva o número de rotações por minuto desejadas.1. mas apenas três são mais discutidas: 1. deve-se esperar 1 a 2 segundos. O operador do aparelho de raios-X deve estar atento à capacidade máxima de operação do tubo para não danificá-lo. isolante elétrico e de suporte estrutural para o anodo e catodo. pois. O sistema de encapsulamento serve para manter o vácuo no interior do tubo. existindo uma pequena fricção sem a qual o rotor levaria 10 a 20 minutos para parar. sendo de suma importância o conhecimento destas pelo operador. permitiria que eletricidade percorresse o tubo.centrocapnext. O rotor e precisamente balanceado.2. após o uso. na forma de pequenos raios e centelhas. danificando o sistema.com . há um superaquecimento criando depressões no anodo (danos sérios) ou rachaduras causando danos irreversíveis ao tubo. 3. CUIDADOS COM O TUBO 2. A presença de ar dentro do tubo é indesejável.br . 2. Sendo que estas três variáveis. FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof. VALORES MÁXIMOS DE OPERAÇÃO O mecanismo do rotor de um tubo rotatório pode falhar ocasionalmente. além de interferir na produção de raios X. o próprio profissional poderá poupar o tubo das cargas excessivas. Leoberto Lopes Brabo AMPOLA DE ENCAPSULAMENTO É um recipiente hermeticamente fechado que serve de blindagem. Resfriamento da calota do tubo. Curvas de rendimento máximo. Quando isso acontece. antes da exposição. Resfriamento do anodo. 2.com. Ao acionar o disparador de exposições de uma unidade radiográfica. Existem vários tipos de tabelas que podem ser usadas para estabelecer os valores máximos de operação do tubo de raios-X. em caso de falha do sistema.1.2. mas.

Os elétrons com grande velocidade (e Energia Cinética) “colidem” com o anodo.2. no ponto de foco ou na pista focal. Aumentando-se o mA. maior será a corrente.centrocapnext. A aplicação de uma diferença de potencial elevada (tensão ou campo elétrico) (kV) ao conjunto catodo-anodo. controlada por um seletor de mA. FASES DE PRODUÇÃO DOS RAIOS X 1.http://www. causando um desarranjo na estrutura atômica do objetivo.2. acelera os elétrons da nuvem catódica em direção ao anodo. elevando a temperatura e produzindo mais elétrons por efeito termiônico. Raios X C A Raios X 29 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail. 3.com . 2.br . O filamento catódico é aquecido devido à passagem de uma corrente elétrica (corrente de filamento – mA) de uma fonte de baixa voltagem.FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof. produzindo Raios X e calor.com. Leoberto Lopes Brabo 2. criando uma nuvem negativa (nuvem catódica) em torno do catodo.

FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof. Leoberto Lopes Brabo Filtro 30 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail.com .com.http://www.br .centrocapnext.

os raios-X decorrentes deste processo também são únicos e. Como os níveis de energia dos elétrons são únicos para cada elemento.http://www.br . TIPOS DE RAIOS X FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof.2. Esta condição instável é imediatamente corrigida com a passagem de um elétron de uma órbita mais externa para este “buraco”. portanto.2. Daí o nome de raios-X característico.centrocapnext.3. característicos de cada elemento (material). 31 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail. deixando um "buraco". dependendo da forma de interação entre elétrons e o alvo: 2.1.com . RAIOS X CARACTERÍSTICOS Esse processo envolve uma “colisão” entre o elétron incidente e um elétron orbital ligado ao átomo no material do alvo. Leoberto Lopes Brabo Existem dois tipos de raios-X.com.3. O elétron incidente transfere energia suficiente ao elétron orbital para que seja ejetado de sua órbita ou “salte” para uma outra órbita.2.

Entretanto a um limite para esta angulação (15° a 20°). (Vista lateral) Catodo Ponto de foco aparente ou efetivo 32 Ponto de foco real (Área de bombardeio) Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail.centrocapnext. Se for muito pequeno causa um excessivo declínio de intensidade do lado anódico do feixe.3. Este ponto de foco projetado é chamado de PONTO DE FOCO APARENTE ou EFETIVO.2. RAIOS X DE FRENAGEM FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof.com . 2. O PRINCÍPIO DE FOCO LINEAR faz Angulação com que o tamanho do ponto de foco real pareça menor quando visto da posição do filme devido a uma angulação do anodo com relação ao feixe catódico. O tamanho do ponto de foco real (FONTE) tem um efeito na formação da imagem radiográfica.com.http://www. chamado de EFEITO DE TALÃO OU Anodo de Tungstênio ANÓDICO.2. O PONTO DE FOCO REAL é a área do objetivo onde os elétrons “colidem”. A atração entre o elétron carregado negativamente e o núcleo positivo faz com que o elétron seja desviado de sua trajetória perdendo parte de sua energia. que é conhecido como "bremsstrahlung” ("braking radiation") ou radiação de frenagem. como já foi visto. PRINCÍPIO DO FOCO LINEAR O calor também é produzido pelo “impacto” de elétrons.3. A PRODUÇÃO DE CALOR 2. Sua relação é: Quanto menor é o ponto de foco mais nítida é a imagem. Esta energia cinética perdida é emitida na forma de um raio-X.br . Leoberto Lopes Brabo O processo envolve um elétron passando bem próximo a um núcleo do material alvo.4.2.

ELEMENTOS DE UM CONJUNTO GERADOR DE RAIOS X A fonte de alimentação vem da rede elétrica. São diferentes dos raios catódicos (feixe de elétrons). PROPIEDADES FUNDAMENTAIS DOS RAIOS X          Causam fluorescência em certos sais metálicos. As máquinas de Raios-X podem operar a diversas tensões e a diversas correntes no tubo. não sofrem desvio em campos elétricos ou magnéticos.2) Seletor de kV. b) Painel de controle que possuem os controles b. b. Atravessam o corpo tanto melhor quanto maior for à tensão aplicada ao tubo (kV). b. Transformam gases em condutores elétricos (ionização). d) Mesa para o paciente. Produzem radiações secundárias em todos os corpos que atravessam.http://www.4) Seletor de mAs c) Ampola.FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof. • Raio-X industrial: de 50 a 300 KVP e correntes de até 10 mA 33 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail. De um modo geral. São radiações eletromagnéticas. Acoplados a ampola existem dois circuitos: BV – Baixa voltagem. observa-se: a) Transformador que recebe 110/220V e fornece ao filamento aproximadamente 10V e ao conjunto catodo-anodo uma tensão variável entre 40kV e 150kV (ou mais).com. Leoberto Lopes Brabo 2.5.1) Liga/desliga. b. Propagam-se em linha reta (do ponto focal) para todas as direções (divergência). • Terapia: de 60 a 250 KVP e correntes de aproximadamente 8 Ma • Raio-X dentário: de 50 a 90 KVP e correntes de até 10 mA. Tornam-se "duros" (mais penetrantes) após passarem por absorvedores. Enegrecem placas fotográficas.centrocapnext.3) Seletor de mA.br . temos as seguintes características: • Diagnóstico: de 40 a 150 KVP e correntes de 25 à 1200 mA.com . AV – Alta voltagem que funciona junto a um retificador que fornece o campo elétrico e mantém a polaridade no tubo. com corrente regulável que aquece o filamento.6. 2. Numa instalação de Raios X.

mas há um indicador do tempo de exposição acumulado que emite um sinal sonoro após 5 minutos de exposição.br . ao circuito primário do gerador. A seleção adequada dos ajustes do tempo de exposição no equipamento 34 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail. Em fluoroscopia. O feixe de Raios X possui diversas energias (policromático). A corrente elétrica é definida como a quantidade de carga elétrica (Q).centrocapnext. Não são. c) O RETIFICADOR: Transforma CORRENTE ALTERNADA (CA) em CORRENTE CONTÍNUA (CC). a exposição é iniciada pelo operador do equipamento e terminada depois que se esgota o tempo selecionado previamente. a exposição é iniciada e terminada pelo operador.com . d) O MILIAMPERE – SEGUNDO (mAs): É o número total de elétrons que atingem o anodo. dada em Coulomb (C). g) FILTRAGEM A filtragem do feixe aumenta a energia média do feixe. pois retira radiação com pouco poder de penetração “raios X moles”. b) O KILOVOLTPICO (kVp): É a tensão máxima aplicada no tubo que determina a energia do fóton mais energético em keV (Kiloeletronvolt) não representa a energia efetiva do feixe que está em torno de 30% a 40% do valor do kVp.com.http://www. OBSERVAÇÕES a) A KILOVOLTAGEM – kV: É a tensão aplicada no tubo. Leoberto Lopes Brabo 2. f) QUALIDADE DOS RAIOS X: Capacidade de penetração que depende da energia dos Raios X.7. Cada uma dessas unidades refere-se a uma grandeza diferente. Os temporizadores e botões de controle ajustados pelo operador ativam e desativam a geração de raios X acionando dispositivos de chaveamento que pertencem. Freqüentemente.FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof. A unidade mA refere-se à grandeza física corrente elétrica (i). dividido pelo intervalo de tempo em que ocorre esta passagem. o ajuste do tempo de exposição deve ser feito pelo operador antes de iniciar o procedimento. que passa por um meio qualquer. e) CONTROLE AUTOMÁTICO DE EXPOSIÇÃO (CAE) Dispositivo que controla o nível de exposição. suspendendo a geração de Raios X quando o receptor de imagens (conjunto tela-filme) recebe uma determinada quantidade de exposição prédeterminada considerada ideal para um determinado exame. h) TEMPO DE EXPOSIÇÃO: Em radiografias. em segundos (s). as unidades mA e mAs são confundidas ou tomadas como termos sinônimos. i) TEMPO – AJUSTE MANUAL: Nos temporizadores manuais.

por lhe enviar papéis "velados". a descoberta dos raios X tem uma história repleta de fatos curiosos e interessantes. 35 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail. protegidos contra a luz. mas precisava de alguém suficientemente sutil para identificar seu aspecto fenomenal.FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof. Leoberto Lopes Brabo dependerá do conhecimento pessoal ou da consulta a uma Tabela de Exposição que correlaciona a espessura do paciente com o kV. e os raios X ali produzidos (ainda não descobertos) os velavam. o mA e o tempo.com.br . Assim. Por exemplo.centrocapnext.http://www. Outros físicos observaram esse "fenômeno" dos papéis velados. eram geralmente colocados próximos aos seus tubos de raios catódicos.com . mas jamais o relacionaram com o fato de estarem próximos aos tubos de raios catódicos! Mais curioso e intrigante é o fato de que o físico alemão Philipp Lenard (1862-1947) "tropeçou" nos raios X antes de Roentgen. mas não percebeu. CONCLUSÃO Além da inegável importância na medicina. e que demonstram a enorme perspicácia de Roentgen. na tecnologia e na pesquisa científica atual. parece que não foi apenas o acaso que favoreceu Roentgen. a descoberta dos raios X estava "caindo de madura". Esses papéis. o físico inglês Sir William Crookes (1832-1919) chegou a queixar-se da fábrica de insumos fotográficos Ilford.

http://www. a quilovoltagem pode variar dentro de um amplo limite. Na maioria dos equipamentos de raios X usados em medicina. e esta radiação constituem o feixe primário.” (Lair Ribeiro) 3.br . INTRODUÇÃO Os Raios X.com . RAIOS X “DUROS”. com maiores comprimentos de ondas e baixa energia produzidos com baixa quilovoltagem. energias e poderes de penetração. que está diretamente ligada à quilovoltagem usada em: RAIOS X “SUAVES” OU “MOLES”. O centro geométrico do feixe primário é chamado de Raio Central (RC).Por este motivo. o que possibilita uma ampla aplicabilidade de exames ou terapias. 36 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail. assim como a luz visível. Leoberto Lopes Brabo UNIDADE III FORMAÇÃO DA IMAGEM RADIOGAFICA “Intenção sem ação é ilusão. estes são facilmente absorvidos. produzidos com alta quilovoltagem. com menores comprimentos de ondas e altas energias. Somente uma quantidade de radiação útil sai do tubo.com. esta radiação é mais penetrante e responsável pela imagem radiográfica.FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof. Podemos classificar os raios X que saem da ampola segundo a energia que possuem. Os raios X utilizados em radiografia médica são heterogêneos por constituírem-se de radiações com diferentes comprimentos de ondas.1. irradiam em todas as direções (divergência) propagando-se em linhas retas (a partir do ponto de foco) até que são detidos por um absorvente.centrocapnext. Ouse a fazer. e um poder será lhe dado. o tubo de Raios X está situado em um alojamento de metal que detém a maioria da radiação X.

3. 3. mas nem todos os raios X que entram na matéria a penetram completamente.1. FATORES QUE AFETAM A ABSORÇÃO DE RAIOS X Seguem-se alguns fatores que influenciam a absorção da radiação X. para radiografias dos sistemas vascular.3. Caso contrário são RADIOTRANSPARENTES.3. MEIOS DE CONTRASTE Os meios de contraste são substâncias que diferem em densidade e número atômico do meio em que estão cuja função é evidenciar estruturas que normalmente não são vistas numa radiografia.3.3. linfático ou respiratório e o canal vertebral. de uma maneira geral. esta relação é um tanto complicada e depende da energia da radiação incidente. alguns são absorvidos e aqueles que entram formam a imagem aérea. 3.2. ESPESSURA É uma relação intuitivamente óbvia: um pedaço de material “grosso” absorve mais radiação X do que um pedaço “fino” do mesmo material.com . No entanto. NÚMERO ATÔMICO (Z) O número atômico de um elemento químico representa a quantidade de prótons presente em seu núcleo.4.3.com.3. O estado de agregação dos átomos do meio favorece esta absorção. CO2 ou gases em geral. DENSIDADE Elementos mais densos (maior quantidade de matéria por unidade de volume) absorvem mais que os menos densos.br . como por exemplo: o ar. 37 Esofagografia Intestino Grosso Contrastado Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail. o alumínio (que absorve menos) do chumbo (usado para proteção e isolamento). temos: Suspensões aquosas de sulfato de bário são usadas para realçar o trato gastrintestinal.3.centrocapnext. elementos com baixos números atômicos absorvem menos do que aqueles com maiores números atômicos. Obs: Substâncias que absorvem radiação X são chamadas de RADIOPACOS. Leoberto Lopes Brabo Uma das principais características dos raios X é o seu poder de penetrar a matéria.http://www. como por exemplo a água (que absorve mais) do vapor de água. urinário.2. como por exemplo. Como exemplo. 3.Compostos orgânicos líquidos contendo iodo. 3. ABSORÇÃO DE RAIOS X FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof.

com .com.br . KILOVOLTAGEM FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof.3. mais energéticos são os Raios X produzidos (portanto com menores comprimentos de ondas) influindo assim em sua absorção. quanto mais kV.http://www.3. Leoberto Lopes Brabo A kilovoltagem aplicada no tubo age como intensificadora de Raios X.centrocapnext. EFEITO NA IMAGEM RADIOGRÁFICA COM O AUMENTO DO kV 60kV e 50mAs 70kV e 50mAs 80kV e 50mAs 38 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail.5.

3. 2. FILTRAGEM Filtrar é remover Raios X inúteis.6. 3. A filtragem necessária depende fundamentalmente da kilovoltagem aplicada.com.3. FILTRAGEM INERENTE È a filtragem que ocorre na própria ampola através de seus elementos como a superfície do vidro e o óleo isolante ao redor do tubo. Na maioria das aplicações médicas são usados objetivos de Tungstênio enquanto que em Mamógrafos são usados objetivos de Molibdênio (que produzem uma maior porcentagem de radiação de baixa energia. 4. 39 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail.3.br .http://www.6. A maioria das radiações menos energéticas irão somente adicionar-se à dose absorvida pelo paciente. A filtragem pode ser especificada em termos de equivalente de alumínio. através de folhas de metal inseridas no tubo (como no caso do alumínio). FILTRAGEM ADICIONAL OU ARTIFICIAL É a filtragem que ocorre propositalmente. facilmente absorvidos).centrocapnext. Leoberto Lopes Brabo 3. de baixa energia. 3. cuja função é remover Raios X de baixa energia. em termos da espessura de alumínio que produziria a mesma filtragem. ou seja.6. A inserção de filtros “endurece” o feixe.7.3.3. 3. 3. OBSERVAÇÕES 1.6.3. A filtragem aumenta a energia média do feixe.com .FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof.2. COMPOSIÇÃO DO OBJETIVO ANÓDICO O material que compõe objetivo também influi na absorção.1.3.

Leoberto Lopes Brabo 3. Por isso. A radiação que emerge do corpo é resultado desta absorção diferencial e é constituída de diferentes intensidades de Raios X. Por exemplo. Os diferentes padrões de intensidade que emergem do corpo formam a imagem aérea.6.br . provocado por uma diferença de exposição nestes dois pontos. 3. o osso é mais denso e contém elementos de número atômico maior do que o tecido macio.6. Quanto maior for a diferença de densidades ópticas para uma mesma exposição. os ossos absorvem mais Raios X que os demais tecidos.centrocapnext. 40 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail. Observa-se também que estruturas doentes absorvem os Raios X de forma diferenciada evidenciando uma patologia. CONTRASTE DO SUJEITO É a relação entre a intensidade de uma parte do objeto e a intensidade de uma outra parte mais absorvente.1.com . Sua definição está relacionada à diferença de densidades ópticas entre dois pontos do filme. maior será o contraste: C DO1 DO2 O contraste do sujeito depende dos fatores que afetam a absorção dos Raios X. Estes elementos absorvem os Raios X de maneira diferenciada. por outro lado a idade do paciente também pode ter alguma influência na absorção como é o caso da osteoporose (poros nos ossos) que apresenta uma baixa absorção de Raios X.com.FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof.http://www.4. ABSORÇÃO DIFERENCIAL NO CORPO HUMANO O corpo humano é uma estrutura complexa constituída de diferentes espessuras e elementos.5. 3. MILIAMPERAGEM Aumentando-se a miliamperagem aumenta-se a intensidade de Raio X sem no entanto afetar o contraste do sujeito que se mantém com a mesma proporção (ou seja as diversas intensidades de Raios X que emergem do corpo continuam a manter a mesma relação entre si). FATORES DE EXPOSIÇÃO QUE AFETAM A IMAGEM AÉREA 3.

com .FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof.http://www.centrocapnext. Leoberto Lopes Brabo EFEITO NA IMAGEM RADIOGRÁFICA COM O AUMENTO DO mAs 70kV 25mAs 70kV 50mAs 70kV 80mAs 41 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail.com.br .

Isso acontece devido ao fato de que os Raios X propagam-se em linhas retas divergentes. e conforme a distância aumenta. DISTÂNCIA FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof.6. KILOVOLTAGEM Uma mudança na quilovoltagem resulta em uma mudança no poder de penetração dos Raios X. 3. conforme a distância entre a fonte e o objeto diminui. Leoberto Lopes Brabo A distância entre o tubo e o objeto tem um efeito na intensidade da imagem. a intensidade de Raios X aumenta.2.3.6.3.br .http://www. Como já foi dito anteriormente. a intensidade de radiação no objeto diminui. modificando assim a intensidade total do feixe que incide no paciente e também o contraste do sujeito.com.centrocapnext. 42 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail.com . O contraste do sujeito também não é afetado pela mudança na distância.

FILTROS DE ESPESSURA VARIÁVEL 3.centrocapnext. SUMÁRIO DAS APLICAÇÕES DO EFEITO ANÓDICO INCIDÊNCIA Coluna torácica (AP) Coluna lombar (Lateral) Fêmur (AP e lateral) Úmero (AP e lateral) Perna (Tíbia/Fíbula) Antebraço (AP e lateral) EXTREMIDADE ANÓDICA Cabeça Cabeça Pés Cotovelo Calcanhar Punho 3. A intensidade diminui rapidamente do raio central em direção ao extremo anódico e aumenta levemente em direção ao extremo catódico. Leoberto Lopes Brabo EFEITO DE TALÃO (OU ANÓDICO) A intensidade de radiação que sai da fonte e incide sobre o paciente não é uniforme (ou seja.7.http://www. 43 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail. Por exemplo.9. O efeito de talão pode ser usado para obter densidades equilibradas em radiografias das partes do corpo que diferem em absorção. Lâmpadas comuns podem simular o que acontecem com os Raios X.com. FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof. O efeito de talão corresponde a uma variação de intensidades de Raios X devido ao ângulo de emissão de Raios X do ponto de foco. no caso de exposição de filmes pequenos. O objetivo de uma radiografia é o de obter imagens as mais exatas quanto possível e dois fatores que afetam esta nitidez são o grau de borrosidade e o tamanho da imagem. é um campo não constante) devido à inclinação que o objetivo possui em relação ao feixe de elétrons. GEOMETRIA NA FORMAÇÃO DA IMAGEM EXTREMIDADE CATÓDICA Pés Pés Cabeça Ombro Joelho Cotovelo É também um método de se obter densidades equilibradas em radiografias por usar filtros de espessuras diferentes para diferentes absorções produzindo diferentes intensidades de radiação X incidente. Quando se usa a porção central do feixe o efeito de talão é menos notado. em radiografias das vértebras torácicas.8.com .br .3. a área cervical fina deve receber a menor intensidade de radiação da porção do anodo do feixe enquanto que a área grossa do peito deve ser exposta a uma radiação mais intensa da porção catódica.

Leoberto Lopes Brabo 3.centrocapnext. Substituindo a lâmpada menor por uma fonte maior note que os contornos ficam turvos mesmo com o objeto a pouca distância da parede. quanto mais perto o objeto estiver do filme (plano receptor de imagem) e quanto mais longe estiver o objeto da fonte.9. BORROSIDADE GEOMÉTRICA E AMPLIAÇÃO DA IMAGEM A sombra produzida por uma lâmpada pequena.1. maiores são a borrosidade e a ampliação.FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof. esta borrosidade aumenta quando se move o objeto em direção a fonte.com . Mas um ponto de foco maior e mais próximo do objeto e este distante do filme.com. Quanto menor for a fonte de radiação (ponto de foco). a uma distância de 5cm da parede. é quase do mesmo tamanho do objeto iluminado.br . os mesmos princípios de formação de sombra são aplicados em radiografia. a uma distância de 90cm da parede. Uma vez que a imagem aérea dos Raios X é também uma sombra do objeto.http://www. 44 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail. e de contornos bem definidos. Movendo o objeto em direção a luz a sombra se torna maior e os contornos mais turvos. O efeito da borrosidade também pode ser causado movendo-se a fonte para perto do objeto. menos borrosa e mais nítida é a imagem.

O filme é então lavado em água corrente. Suporte: É a base do filme feita de poliéster.2. DISTORÇÃO FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof. Quando a radiação interage com estes cristais. O resultado é o enegrecimento de áreas proporcionalmente a quantidade de radiação recebida. FILME RADIOGRÁFICO O filme radiológico consiste em uma emulsão fixada numa base de material plástico (poliéster transparente ou de triacetato). que contém em suspensão cristais de brometo de prata em material gelatinoso.9. A distorção e a ampliação podem muitas vezes serem úteis quando aplicadas para examinar algumas estruturas que de outra maneira seriam obscuras. contribui para a borrosidade da imagem. O filme é então “fixado” através d uma solução de tiossulfito de sódio. Após a exposição. que dissolve o brometo de prata e a gelatina da emulsão não expostos às radiações. Revestimento: camada protetora para diminuir danos na superfície do filme. quando o filme é então “revelado”.http://www.com. não afetando a prata metálica. Leoberto Lopes Brabo É uma ampliação desigual de partes de uma estrutura. Haleto de prata: grãos de prata. os cristais expostos á radiação se reduzem a grãos de prata metálica.com . Se o ponto de foco não estiver verticalmente acima do objeto ele produzirá uma ampliação da imagem neste caso tendo o objeto e a superfície de gravação paralela. 45 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail. Duas regras devem ser seguidas: Imobilizar a parte radiografada e reduzir o tempo de exposição. COMPOSIÇÃO DO FILME: Gelatina ou emulsão: veículo para manter o composto de prata na forma de micro cristais de ato de prata uniformemente.10. tanto das estruturas sendo radiografadas quanto do equipamento de exposição. para remover todos os resíduos químicos. 3.11.1.br .11. 3. MOVIMENTO O movimento. O estabelecimento da posição de uma estrutura a partir de sua “sombra” pode ser útil na identificação de uma lesão.centrocapnext.3. O grau de enegrecimento de uma região do filme é descrito pela “Densidade Ótica” (DO) da região A imagem da luz do écran é transmitida para o receptor: o filme de Raios X 3. eles modificam quimicamente e formam o que é conhecido por imagem latente. Se o objeto e a superfície de gravação não forem paralelos à sombra será distorcida.

4. No caso das partes do corpo consideradas pesadas. ou seja. tais como o abdômen. 4. EFEITO NO CONTRASTE DO SUJEITO A radiação dispersa é uma fonte capaz de expor o filme. esta radiação secundária é também conhecida por RADIAÇÃO DISPERSA. A Radiação transmitida após passar pelas estruturas e ter diversas absorções formam a “sombra” que será projetada sobre o écran e formará a imagem radiográfica.centrocapnext. 46 DIAFRAGMAS DE ABERTURA Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail.com. a intensidade de radiação dispersa pode ser 10 ou mais vezes maiores que a radiação primária atenuada. LIMITAÇÃO DO FEIXE O feixe primário deve ser limitado a um tamanho e forma que cubra precisamente a área de interesse diagnóstico. Fonte Radiação Primária Objeto radiografado Radiação dispersa. maior é a intensidade de radiação dispersa produzida”.4. Mas nem toda radiação que interage com o objeto será útil na formação da imagem.http://www. 4.br . As áreas não irradiadas não contribuem para a dispersão nem para a dosagem do paciente. TRANSMITIDOS ou ESPALHADOS.FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof.2. para formar uma imagem.1.4. Leoberto Lopes Brabo UNIDADE IV RADIAÇÃO DISPERSA “Não corrigir nossas faltas é o mesmo que cometer novos erros. eles podem ser ABSORVIDOS.1.1. segundo a relação: “Quanto maior o volume irradiado. FONTES DE RADIAÇÃO DISPERSA A principal fonte de Radiação dispersa é o volume irradiado. o que é inconveniente porque não contribui para a formação da imagem útil.” (Confúcio) 4. REDUÇÃO DA RADIAÇÃO DISPERSA 4. INTRODUÇÃO Quando os Raios X interagem com a matéria.com . Ao contrário. uma parte será espalhada pelos átomos que compõe o objeto. de reduzir a proporção de intensidades de Raios X entre as estruturas vizinhas na imagem aérea.3. 4.1. ele produz uma intensidade de raios X que se sobrepõe à imagem aérea. A conseqüência desta intensidade de revestimento é o de reduzir o contraste do sujeito. Portanto toda radiação criada da interação do feixe primário com o objeto é considerada Radiação dispersa ou secundária. espalhada ou secundária Filme Radiação Transmitida 4.

1. GRADES A grade é um dispositivo formado por tiras alternadas de chumbo e material espaçador radiotransparente (fibra ou alumínio) que é escolhido para ter baixa absorção de Raios X. 47 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail. Usando a fórmula.4. As tiras de chumbo absorvem radiação dispersa aleatória enquanto que os espaçadores permitem a passagem do feixe primário.com.2.4.4.centrocapnext. B= 10 cm.FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof.com .3. B é a largura da abertura do dispositivo limitador de feixe. A distância do ponto focal à grade é chamada de distância focal ou foco radial. Alguns possuem botões rotativos indicadores enquanto que outros são controlados por sensores que ajustam o campo ao tamanho do receptor de imagem (chassis). quadradas ou circulares colocadas no feixe de Raios X perto da janela do tubo. DIMENSÕES DO CAMPO PROJETADO Podemos calcular a largura do campo projetado seguindo a expressão: X A R C Onde: X é a largura do campo projetado no chassi.3. C é a distância entre a fonte e a abertura menor ou de controle do dispositivo limitador de feixe.1. DISPOSITIVOS LIMITADORES DE ABERTURA VARIÁVEL São dispositivos que contém placas de chumbo ou obturadores que podem ser ajustados para modificar o campo da área irradiada. C= 30 cm. Leoberto Lopes Brabo Consistem em lâminas de chumbo com aberturas retangulares.2. 4.http://www. 4. CILINDROS São tubos metálicos que podem fornecer campos retangulares ou circulares. As tiras podem ser paralelas entre si (grade paralela) ou anguladas de forma que convertam a um ponto (grade enfocada). Ex: A= 105 cm. 4.4. A é à distância da fonte ao plano do receptor de imagem. o diâmetro do campo projetado seria: X 105 10 30 X=35 cm 4.br .

com .com. a quantidade de radiação dispersa que o atinge é reduzida. mantendo-se todos os fatores constantes. mais radiação dispersa esta absorverá. 4. ÍNDICE DE GRADE 4.3. 48 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail. O desenfoque pode também ocorrer se o tubo estiver inclinado lateralmente com relação à grade. 4. se a espessura da tira de chumbo é 8 vezes maior do que a largura dos espaçadores.br .4. Quando isso não acontece ocorre o desenfoque. O desenfoque é a diminuição progressiva da intensidade dos raios X transmitidos devido ao aumento do desalinhamento do feixe primário em relação às tiras laterais.http://www. ESPAÇO DE AR Quando o paciente está perto do receptor de imagem.FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof. quanto maior for o índice de grade. ENFOQUE E DESENFOQUE DA GRADE É a relação entre a espessura das tiras de chumbo a e espessura dos espaçadores.1. Mantendo todos os fatores constantes.3. Lembremos que o uso de espaços de ar implica na ampliação da imagem daí a necessidade de se usar um filme maior.3. Quando o paciente se afasta do receptor. Quanto maior for o índice de grade maior será a exposição.4.4. muita radiação dispersa será transmitida ao receptor.4. Por exemplo.3.2.centrocapnext.4. EFEITO NA EXPOSIÇÃO Ao introduzir uma grade devemos aumentar a exposição para compensar a perda de intensidade e este aumento vai depender de seu índice e da parte do corpo radiografado. A borrosidade geométrica produzida por uma maior distância entre o objeto e o chassi pelo espaço de ar. pode ser compensada pela melhora do contraste do sujeito devido uma menor dispersão. O ponto focal do tubo deve coincidir com o foco radial e o RC do feixe deve atravessar o centro da grade de maneira perpendicular. o índice de grade é 8:1. Leoberto Lopes Brabo 4.

A radiação que emerge por detrás do plano de imagem pode dispersar e voltar à imagem. Para reduzir esta dispersão limitamos o campo de atuação do feixe somente a área do chassi e de interesse diagnóstico.4. pois reduz a distância entre o objeto e o chassis 4. c) Reduz a borrosidade geométrica. Elétrons dispersos e não focados no ponto de foco são responsáveis pela radiação extra focal. etc. COMPRESSÃO FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof.centrocapnext. Leoberto Lopes Brabo Comprimir o objeto durante o exame pode oferecer algumas vantagens: a) Aumenta o Contraste do sujeito devido a redução do volume irradiado. 49 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail. a grande maioria da radiação extra focal produzida na grafite é de baixa energia e é facilmente absorvida pela filtragem inerente. o compartimento de filme. DISPERSÃO INVERTIDA Outros elementos que estão na direção do feixe também contribuem para a dispersão de Raios X.4.6. b) O uso de um tubo com um alvo circular alojado em um anodo de grafite. Podemos reduzir esta radiação de duas maneiras: a) Inserindo um diafragma de abertura o mais próximo possível do ponto de foco. b) Reduz a borrosidade causada pelo movimento. como por exemplo: a mesa.4. Chamamos a isto como dispersão invertida.br .com.com .http://www.5. RADIAÇÃO EXTRA FOCAL A radiação extra focal é a radiação emitida de qualquer parte do tubo de raios X que não seja do ponto focal. Esta radiação também causa borramentos.5. pois não contribuem com informação e apenas juntam-se ao feixe primário reduzindo o contraste do sujeito. 4.

eles extraem mais fótons de raios X do feixe multiplicando um quantum em centenas de fótons de luz que são mais facilmente absorvidos pelo filme. os filmes contêm emulsão fotossensível em ambos os lados e são expostos colocados entre dois écrans de intensificação 4.  Alto rendimento de conversão.com. CARACTERÍSTICAS DO FÓSFORO Para que um fósforo seja usado em écrans intensificadores.1.6.  Diminuição da borrosidade geométrica.br . As vantagens de se reduzir a exposição são:  Diminuição da borrosidade devido ao movimento do paciente.  Não deve apresentar luminescência residual (fosforescência) ou demora de atividade. Os écrans são transformadores de energia porque permitem a conversão de fótons de Raios X em fótons de luz azul ou verde e também podem multiplicar a quantidade de fótons recebidos (intensificadores) deste modo reforçam a impressão sobre o filme radiográfico.  Ter um espectro de emissão de luz adequado. 4. FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof.  Capacidade de resistir variadas condições ambientais como por exemplo o calor e a umidade. Leoberto Lopes Brabo ECRANS INTENSIFICADORES FLUORESCENTES Os Raios X causam fluorescência em certas substâncias (fósforos). ele deve:  Alta absorção de raios X.6. INTENSIFICAÇÃO Como o próprio nome já diz.centrocapnext. écrans intensificadores intensificam o efeito fotográfico dos raios X.  Maio tempo de vida útil para o tubo de Raios X. Para aumentar a sensibilidade e melhorar a qualidade da imagem. fenômeno este responsável por sua descoberta.6.com .  Adaptabilidade aos processos de fabricação. Por serem mais espessos e mais absorventes.4.http://www. A combinação de fatores permite que a exposição seja reduzida. Chassi 13x18cm e 18x24cm Chassi 24x30 e 35x35cm Chassi 30x40cm Chassi 35x43cm 50 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail.  Redução da dose absorvida em pacientes e profissionais (por radiação dispersa).  Maior flexibilidade na seleção de quilovoltagem o que permite um melhor ajuste do contraste do sujeito.2.

e K = 25. Leoberto Lopes Brabo ANEXOS TÉCNICAS RADIOLÓGICAS KV e mAS SÉRIE RADIOLOGIA E SABER 1 POR: PROF. MMII: Ante-pé. gera uma forte radiação ao paciente. a temperatura e o tempo da processadora e a marca do filme. então temos: 51 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail. antebraço e cotovelo. exemplo. Então teremos para RX de tornozelo com espessura = 9 cm. e pouco contraste significa uma imagem branca. também terei 50 mAs.10. Para descobrir o mAs de exames ortopédicos referentes a extremidades – regiões situadas nas pontas dos membros. usa-se o valor do KV dividindo-o por dois. o crânio. a matemática. RONALDO J.25 segundos. tornozelo e perna. a DFoFi . o úmero. usa-se pouco kV e muito mAs. o ombro. Alguns físicos defendem que o muito uso do mAs. Deve-se usar o valor do KV dividindo por três. Para o cálculo do kV é usada a fórmula: kV 2e K Onde. A saber: MMSS: Falanges. Esse método é usado para diminuir o borramento da imagem. Se o botão do mA estiver no 200 e o botão do S no 0.br . a maneira de descobrir a quantidade de kV a ser colocada. numa imagem de um RX de uma perna. o tipo da grade.http://www.com. pois quando maior o tempo mais chance o paciente tem para se mexer durante a produção da imagem. a clavícula. é descoberta por uma ciência. O K significa a constante. pelo valor colocado no comando do S (tempo). o mAs é responsável pela densidade. que é determinada por um conjunto de equipamento e acessórios de uma sala de RX.FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof.centrocapnext. mAs nada de tão exagerado a ponto de prejudicar a saúde do paciente. o Hemi tórax. A espessura é medida através do espessômetro. mão. e quando a imagem ideal é a do osso. Quando o exame é designado para partes moles – tudo o que não for osso – usa-se pouco mAs e muito kV. deve colocar mais mAs e menos kV. que deve ser posicionado no ponto onde entra o RC. que compreende a capacidade da ampola. o exemplo: kV 2e K kV 9 2 25 kV 18 25 kV 43 O mAs é calculado através de outras fórmulas. A densidade é responsável pela eliminação de partes moles. CALIL O kV determina o contraste. se o técnico quiser produzir uma imagem óssea com bastante detalhe e qualidade. punho. e = espessura e K = constante. esterno e fêmur. o contorno que aparece como sendo dos músculos e tudo o que não for osso. ou seja. O contraste é responsável pela imagem preta e branca na radiografia. significa que houve pouca densidade. chamada popularmente de “queimada”. a variação da voltagem do aparelho. a imagem não sai tremida. o mAs será igual a 50. O mAs é resultado da multiplicação do valor colocado no comando (a mA). ou seja. A constante é extraída através da fórmula: K KV 2e Essa fórmula será mais discutida a frente. portanto. O principio dessa técnica é diminuir o tempo sem alterar o valor do mAs. muito contraste significa uma imagem preta. se colocar o mA no 500 e o tempo no 0.: mAs kV 3 Para descobrir o valor do mAs para essas extremidades. incluindo o joelho. Densidade é aquela imagem referente ao contorno da estrutura do osso. pé. e a qualidade de imagem é compensadora. É verdade que a quantidade aumenta. a velocidade do écran.com . Ao contrário do que alguns afirmam. cada uma a ser empregada de acordo com a região. feitos sem bucky.

Então em um exame de coluna lombar.80. perdemos potência no aparelho.3 mAs Para descobrir o mAs de exames de regiões mais específicas como o tórax.015 mAs 1. Quando se abaixa a ampola. usamos a distância igual a 1. de espessura e com uma constante de sala igual a 25.com. a cada 10 cm.centrocapnext. as colunas e o abdome. Leoberto Lopes Brabo kV 2 mAs No exemplo acima teremos: kV 3 43 mAs 3 mAs 14. Quando afastamos a ampola. com um paciente com espessura de 25 cm. usa-se outra fórmula: mAs kV CM O CM (Coeficiente Miliamperimétrico) é um valor pré determinado usado para determinar o mAs.015. a luz vai enfraquecendo. Os seus valores são: Abdome = 0. e uma constante igual a 30 o cálculo total fica: kV 2e K kV 25 2 30 kV 50 30 kV 80 mAs kV CM mAs 80 0. A cada 10 cm.com .8 mAs 64 Essa fórmula foi elaborada para distância igual a 1 metro. mAs no exame de tórax.70. Esse fenômeno pode ser explicado se comparado a um carro encostado na parede com o farol ligado. e a forma de manter a mesma intensidade de luz é aumentando a sua potência. Colunas = 0.FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof. na mesma proporção. Tórax = 0. 52 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail. quando ele começa a dar ré. devo fazer o seguinte cálculo: kV 2e K kV 50 25 kV 75 DFoFi kV kV 75 8 4 75 32 80 cm kV 107 mAs kV CM mAs 107 0. deve-se aumentar 4 KV. O mesmo acontece com o KV. então para o tórax aumenta-se 32 KV. que a ampola é afastada. Então para o RX de tórax de um paciente com 20 cm. o efeito é ao contrário. deve-se abaixar 4KV.6 Todo o tórax deve ser feito no mínimo usando a mA 300. fazendo com que o KV seja diminuído.80m.http://www.br .

ou se é só em partes. Radiografias com o cilindro de extensão. Efeito Anódico: Quanto mais a estrutura estiver próxima ao cátodo. Para cada 10 KV que diminuo. ou até a mesa. portanto quando o chassi fica em cima da mesa. geralmente está relacionado à DFoFi da ampola à grade. Deve-se aumentar a técnica em 5 kV. em que o aparelho não proporcionar o uso correto da técnica. b. Em paciente com gesso. evitando a radiação dispersa.2 6. No exemplo acima a ampola pode estar a 90 cm. diminuir 8 a 10 kV. deve-se aumentar de 6 a 8 kV. c. o paciente deve sempre ficar com a cabeça em direção do anodo (na estativa) e os pés no lado do cátodo (no comando). sendo necessário adequar as nossas normas. devo dividir o mAs por dois. devido a característica de sua raça. Em um Raios-X de tornozelo. Ex. A mão é feita sem bucky. mAs só se o cilindro estiver encostado na parte a ser radiografada. obtendo.FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof. No caso acima não consigo empregar o mAs obtido .. A constante é o valor mais difícil de descobrir. aumentando a distância e adicionando 4 kV. e quando o exame for de quadril. fazendo com tenha mais penetração no seu lado. Então para o mAs do tórax citado acima.com. Em pacientes de cor. segue-se o contrário. nesse caso deve-se levar em consideração a perda de cálcio nos ossos. Portanto. por isso o efeito deve ser usado em exames que a estrutura a ser examinada tenha o formato cuneiforme . O anodo fica na direção da estativa e é identificado com o sinal positivo (+) também na saída dos fios da ampola. O seu valor depende de adequar os valores obtidos pedidos na sua fórmula de cálculo. acima da sua parte redonda lateral. mais concentrado estará a atenuação dos Raios-X. 53 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail. de distância do chassi. Para isso uso a regra descrita a seguir: Para cada 10 KV que aumento. Nesse caso é necessário aumentar a distância em aproximadamente 10 cm. Pacientes idosos.6 3. A grade tem uma espessura que requer mais técnica. O cátodo fica sempre no lado do comando do aparelho. basta ir usando a regra até atingir o valor de 6 mAs: kV 107 97 87 mAs 1.com . devido a densidade acrescentada pelo gesso.br . Leoberto Lopes Brabo O mAs em alguns aparelhos o tempo começa com 0. chegando em quase 50% de diferença. A fórmula é: K KV 2e Deve-se conferir: a. são propensos a terem osteoporose. A diferença entre um lado e outro é grande. A maneira mais simples de descobrir a constante é extraindo-a de um exame de coluna lombar em decúbito. obviamente não é 5. Se o valor do kV está correto. quando o exame for de qualquer coluna. O cilindro alinha os raios. O fenômeno não tem nada haver com a pigmentação da pele e sim com a característica de raça. Se o valor do mAs está dentro da relação kV/mAs usada nas fórmula apresentadas acima.: Em um exame de mão foi usado 41 kV com 5 mAs. para compensar. Se a espessura do paciente está correta. o método a ser usado será explicado a frente.centrocapnext. É necessário prestar atenção na distância real da ampola em relação ao filme. O ponto referente a um metro no marcador de distância da ampola. deve-se dividir por 3 e achar o valor do mAs.o tempo muda de aparelho para aparelho. devo dobrar o mAs.se mais detalhe do osso. principalmente mulheres. o que faz com a radiografia saia escura. Neste caso deve-se adequar a fórmula aos padrões corretos. De uma radiografia com grade para outra sem grade. a parte posterior normalmente está com gesso. deve-se abaixar a técnica em aproximadamente 5% do valor do kV. diminuindo a intensidade.comece fino e termine grosso –.http://www. a distância é reduzida geralmente em 1 metro. juntamente com a valor do mAs e do KV. Essa técnica pode também ser usada para melhorar a qualidade da imagem já que aumentando o mAs. resultando 6 mAs. Para evitar que o exame seja repetido. deve-se aumentar em média 10 kV. a anterior não. portanto extraído o kV. Deste local mede-se um metro até a grade. d. por serem mais musculosos. O mesmo é indicado para pacientes orientais.02 s. e geralmente é identificado com o sinal negativo (-) na saída dos fios na ampola.4 O mesmo é válido para situações similares para outras partes do corpo. e 41 dividido por 3. elimina-se as partes moles. e vice-versa. Se a DFoFi está correta. O ponto correto de medição da ampola é a aproximadamente 4 cm. Vale a pena observar se o gesso envolve todo o local a ser radiografado.

Afim de se obter dois filmes com a mesma imagem. o paciente deve ser posicionado ao contrário. que pode apresentar-se com um tamanho bem inferior.centrocapnext.Quanto mais próximo da ampola estiver à estrutura. Esse efeito pode ser comparado ao efeito da luz. Revelado a imagem copiada estará no positivo.FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof. de modo que a parte mais densa fique sempre no lado do cátodo. ou seja. deve-se dobrar o mAs e diminuir 10 kVs. é preciso de mais detalhe para osso e de eliminar qualquer estrutura que sobreponha os rins. do menor ao maior. o chassi é levado à mesa de Raios-X e irradiado com uma técnica de mão. de fundo preto e imagem branca. deixando as partes moles sem evidência. Depois de revelados.com. gerando uma sombra. podendo ser alterada para mais ou menos. verifica-se que a imagem dos dois são quase iguais. de modo que vire um bloco espesso. em aproximadamente 1. mais ampliada ela se apresenta.br . Leoberto Lopes Brabo perna pé. virgem. Dobra-se outro menos espesso ainda. no lado onde não vai radiação. deve-se usar a mA 100.. Pode ser feito de papel alumínio de cozinha. afim de se obter uma igualdade da estrutura. Essa técnica destacará a parte óssea do tórax. coloca-se dois filmes em um só chassi. A técnica pode variar de parelho a aparelho. O filtro deve ser colado na ampola. afim de se obter uma melhor imagem do rim. formando-se uma “escada”. Para técnica em urografia. onde projeta.se todos os blocos. a imagem projetada da sombra aumenta de tamanho. fundo branco e imagem preta. um filme totalmente velado e revelado (preto). Para isso basta colocar dentro do chassi. assim terá o formado desejado. Podem-se produzir cópias de um filme já radiografado. Como o exame estuda a possibilidade de litíase renal. e assim sucessivamente até chegar ao ponto zero. O mesmo acontece com os Raios-X. afinal os cálculos renais são calcificados.se a parte maior para a parte mais fina da estrutura.5s. dobrando-o várias vezes. Para incidência de Arcos Costais. e por último o filme a ser copiado. ao contrário do original. gerada através de uma só incidência. depois outro filme.com . 54 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail. por cima deste. Junta. Quando você aproxima a sua mão no foco gerador de luz (da lanterna). chegando a menos de um milímetro. O filtro de compensação é uma cunha de alumínio.http://www. e a menor para a parte mais grossa. só que um menos espesso do que o anterior. Forra-se todos os blocos com papel cartão e depois com papel contact. Imagine que sua mão está sendo projetada em uma parede através de uma lanterna. é um só disparo de Raios-X. Magnificação: É a ampliação . pois um é um pouco mais claro do que o outro devido a redução da luz produzida pelo écran. Dobra-se outro pedaço de papel produzindo outro bloco. com o tempo longo. Para essa imagem o mAs será aumentado e o kV diminuído. Depois de fechado.

no exercício de suas atribuições legais e regimentais.com . artigo 16. unidades de terapia intensiva. RESOLUÇÃO CONTER N.http://www. Art.º 89/2000 e os trabalhos da Comissão nomeada pela Portaria CONTER n. Art. objetivando garantir sua saúde e integridade física.º 92. b.centrocapnext. RESOLVE: Art.U nº 108 de 05/06/2001 as seguintes resoluções: * Resolução CONTER nº 5 de 25/04/2001 . versa que: "é livre o exercício de qualquer trabalho. radiologia convencional. CONSIDERANDO o Processo Administrativo CONTER n. radiologia odontológica. 4º .Compreende-se como setores de diagnóstico por imagem. c. DE 25 DE ABRIL DE 2001. CONSIDERANDO que no artigo 5º. 3º . de 17 de agosto de 1992 e dá outras providências.º 39. 5º . Leoberto Lopes Brabo Atribuições dos Técnicos e Tecnólogos em Radiologia O Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia. * Resolução CONTER nº 10 de 25/04/2001 . realizada nos dias 26 e 27 de abril de 2001.Institui e normatiza as atribuições do Técnico e Tecnólogo em Radiologia na especialidade de diagnóstico por imagem. centro cirúrgico e ainda nas unidades externas ao departamento de diagnóstico por imagem obtidas por meio de equipamentos radiológicos ficam definidos como especialidade de radiologia convencional. revoga a Resolução CONTER n. hemodinâmica. tomografia computadorizada. mamografia.Institui e normatiza as atribuições do Técnico e Tecnólogo em Radiologia na área de Radiologia de Salvaguardas. atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer". litotripsia.Os procedimentos de obtenção de imagem nas unidades de enfermaria. 1º .Os procedimentos na área de radiologia veterinária ficam também definidos como especialidade de radiologia convencional. inciso XIII da Constituição Federal.Institui e normatiza as atribuições do Técnico e Tecnólogo em Radiologia na especialidade de Radioterapia.Compete ao Técnico e Tecnólogo em Radiologia no setor de diagnóstico por imagem realizar procedimentos para geração de imagem. ressonância magnética nuclear. h. ofício ou profissão. conferidas pela Lei n. f. as especialidades de: a. no que se refere a radioproteção e a qualidade dos serviços oferecidos à comunidade. através de operação dos equipamentos específicos nas especialidades definidas no artigo 2º da presente Resolução. nos setores de diagnóstico por imagem. direito fundamental do ser humano que não pode ser relegado a um segundo plano e não pode ser entregue a quem não detenha conhecimento e habilitação necessária. e. Art. nas diversas áreas do conhecimento. d.394/85 e artigo 2º. densitometria óssea. CONSIDERANDO o decidido na II Reunião Plenária Extraordinária.br . 55 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail.790/86.com. inciso I do Decreto 92.Instituir e normatizar as atribuições do Técnico e Tecnólogo em Radiologia na especialidade de radiodiagnóstico.394.790. i. faz publicar no D. * Resolução CONTER nº 8 de 25/04/2001 . CONSIDERANDO o avanço da tecnologia radiológica nos diversos setores de diagnóstico por imagem. de 17 de junho de 1986 e o artigo 9º. Institui e normatiza as atribuições do Técnico e Tecnólogo em Radiologia na especialidade de radiodiagnóstico nos setores de diagnóstico por imagem. de 29 de outubro de 1985. g.º 7. CONSIDERANDO a responsabilidade dos Conselhos Nacional e Regionais de Técnicos em Radiologia perante a sociedade e instituições como um todo.º 05.FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof. 2º . alínea "q" do Regimento Interno do CONTER. submetida ao diagnóstico por imagem nos diversos meios de execução de exames não se exponha desnecessariamente a qualquer tipo de radiação. inciso I da Lei 7. ultra-sonografia. Art.º 23/2000. O CONSELHO NACIONAL DE TÉCNICOS EM RADIOLOGIA.O. inciso V do Decreto n. CONSIDERANDO o disposto no artigo 1º. CONSIDERANDO que compete exclusivamente ao Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia normatizar sobre o exercício da profissão dos Técnicos e Tecnólogos em Radiologia. CONSIDERANDO que tal exigência visa preservar a sociedade que.

conferidas pela Lei n.http://www.Instituir e normatizar as atribuições exclusivas do Técnico e Tecnólogo em Radiologia na área de Radiologia de Salvaguardas.394.com. CONSIDERANDO o avanço da tecnologia radiológica nos diversos setores da radiologia de Salvaguardas. direito fundamental do ser humano que não pode ser relegado a um segundo plano.Todos os exames que necessitam de contraste iodados ou outros produtos farmacológicos para sua realização. Art.º 89/2000 e os trabalhos da Comissão nomeada pela Portaria CONTER n.º 08.com . respeitando as atribuições profissionais de cada um.790/86. Art. 8º . artigo 16. em especial a Resolução CONTER n. de 29 de outubro de 1985. executar o protocolo de preparo para início e término da atividade diária do equipamento. 10º . inciso IV da Lei n. Art.º 92. de 17 de junho de 1986 e o artigo 9º. acionar e operar o equipamento. Institui e normatiza as atribuições do Técnico e Tecnólogo em Radiologia na área de Radiologia de Salvaguardas e dá outras providências. de 17 de agosto de 1992. 1º .Poderão ser inscritos no Sistema CONTER/CRTRs os profissionais que atualmente exercem as atividades inerentes ao Técnico em Radiologia em Salvaguardas.Revogam-se as disposições em contrário. CONSIDERANDO o decidido na II Reunião Plenária Extraordinária. III.Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. fazer o controle de todas as funções do equipamento durante todo o período de operação do mesmo. CONSIDERANDO que no artigo 5º. sendo entregue a quem não detenha conhecimento e habilitação necessária. CONSIDERANDO o disposto no artigo 1º. ofício ou profissão.Devem o Tecnólogo e o Técnico em Radiologia pautar suas atividades profissionais observando rigorosa e permanentemente as normas legais de proteção radiológica. § 2º . § 1º . 4º .São atribuições do Técnico e do Tecnólogo em Radiologia na especialidade radiodiagnóstico a execução de todas as técnicas para a geração de imagem diagnóstica nas especialidades citadas no art. CONSIDERANDO que tal exigência visa preservar a sociedade que não se exponha desnecessariamente a qualquer tipo de radiação ionizante. deverão ser executados em conjunto com o médico.FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof.394/85 e artigo 2º. Leoberto Lopes Brabo Art. O CONSELHO NACIONAL DE TÉCNICOS EM RADIOLOGIA. junto a equipamentos geradores de imagens radiológicas: I. Art. 6º . II.Compete aos Técnicos e Tecnólogos em Radiologia na especialidade de Salvaguardas. Art. sem registro nos Conselhos Regionais. 9º . versa que: "é livre o exercício de qualquer trabalho.br .Os profissionais que exercem as atividades inerentes aos Técnicos em Radiologia em Salvaguardas. bem como o Código de Ética Profissional. inciso IV do Decreto n.Os documentos necessários para comprovação do exercício profissional para o caso dos parágrafos 1º e 2º do artigo anterior estão relacionados na Instrução Normativa desta Resolução. incluindo procedimentos médicos.º 24/2000. CONSIDERANDO o Processo Administrativo CONTER n. IV.º 92. cuidar para que as normas de proteção radiológica do equipamento e dos indivíduos sejam atendidas. Art.º 7. 2º . os profissionais que executam as Técnicas em Radiologia de Salvaguardas deverão comprovar que estão habilitados pelo Sistema Educacional Brasileiro.Para obterem registro no Sistema CONTER/CRTRs. objetivando garantir sua saúde e integridade física.centrocapnext. DE 25 DE ABRIL DE 2001. 56 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail. CONSIDERANDO que compete exclusivamente ao Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia normatizar sobre o exercício da profissão dos Técnicos e Tecnólogos em Radiologia. CONSIDERANDO a responsabilidade dos Conselhos Nacional e Regionais de Técnicos me Radiologia perante a sociedade e instituições como um todo.790.º 39. desde que comprovem o previsto no parágrafo anterior. RESOLVE: Art. inciso V do Decreto n. poderão ter suas inscrições aceitas. no exercício de suas atribuições legais e regimentais.º 7. de acordo com a legislação em vigor. Art. 3º . Parágrafo único – Não é de competência do Técnico ou Tecnólogo em Radiologia a administração de produtos radiofármacos. realizada nos dias 26 e 27 de abril de 2001. atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer". 2 º. 7º . que possuam segundo grau completo ou equivalente e comprovem o exercício da função há pelo menos 3 (três) anos. no que se refere a radioproteção e a qualidade dos serviços oferecidos à comunidade no setor de radiologia de Salvaguardas. alínea "q" do Regimento Interno do CONTER. inciso XIII da Constituição Federal. VALDELICE TEODORO Diretora Presidente do CONTER MÁRIO CÍCERO NUNES LUCENA Diretor Secretário do CONTER ELIAS FONSECA Diretor Tesoureiro do CONTER RESOLUÇÃO CONTER N.

Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.Revogam-se as disposições em contrário. Simulador com escopia.com.º 92. 7º. Art. Institui e normatiza as atribuições do Técnico e Tecnólogo em Radiologia na especialidade de Radioterapia e dá outras providências.º 10. CONSIDERANDO o disposto no artigo 1º. CONSIDERANDO que compete exclusivamente ao Conselho Nacional de Técnicos em Rradiologia normatizar sobre o exercício da profissão dos Técnicos e Tecnólogos em Radiologia. b.790. CONSIDERANDO a responsabilidade dos Conselhos Nacional e Regionais de Técnicos em Radiologia perante a sociedade e instituições como um todo. i. VALDELICE TEODORO Diretora Presidente do CONTER MÁRIO CÍCERO NUNES LUCENA Diretor Secretário do CONTER ELIAS FONSECA Diretor Tesoureiro do CONTER RESOLUÇÃO CONTER N.º 92. CONSIDERANDO que tal exigência visa preservar a sociedade. Confecção de Máscara ou Bloco de Colimação. 5º . Planejamento técnico.º 89/2000 e os trabalhos da Comissão nomeada pela Portaria CONTER n.Devem o Tecnólogo e o Técnico em Radiologia pautar suas atividades profissionais observando rigorosa e permanentemente as normas legais de proteção radiológica. Fazer o protocolo de preparo para o início e término da atividade diária do equipamento. no que se refere a radioproteção e a qualidade dos serviços oferecidos à comunidade no setor de radiologia na área de radioterapia. c. Art. bem como o Código de Ética Profissional Art. Receber. 2º -Compete aos São considerados Técnicos e Tecnólogos em Radiologia na especialidade de Radioterapia atuar junto aos equipamentos emissores de radiação os profissionais que operam emem atividades com: a. no exercício de suas atribuições legais e regimentais. III. d. g. inciso II da Lei n.Compete exclusivamente ao Técnico e Tecnólogo em Radiologia na especialidade Radioterapia: I. participar juntamente com o médico radioterapeuta e o físico em medicina. de 29 de outubro de 1985. buscando uma melhor técnica e a otimização do processo.790/86. 6º . Moldagem. O CONSELHO NACIONAL DE TÉCNICOS EM RADIOLOGIA. inciso II do Decreto n. orientar e posicionar o paciente. 57 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail.centrocapnext. do planejamento e programação de tratamento.http://www. conferidas pela Lei n. atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer". Art. II. e. DE 25 DE ABRIL DE 2001.º 23/2000.Instituir e normatizar as atribuições exclusivas do Técnico e Tecnólogo em Radiologia na especialidade de Radioterapia. Irradiadores com fontes radioativas seladas (coCobalto). k. 1º . CONSIDERANDO o Processo Administrativo CONTER n. j. f. Executar o tratamento radioterápico de acordo com as especificações da ficha técnica e a rotina de atendimento estabelecida.394/85 e artigo 2º. CONSIDERANDO o avanço da tecnologia radiológica nos diversos setores da radiologia na área de Radioterapia. Aceleradores Lineares. Braquioterapia. sendo entregue a quem não detenha conhecimento e habilitação necessária. CONSIDERANDO o decidido na II Reunião Plenária Extraordinária. artigo 16. h. Leoberto Lopes Brabo Art.º 7. Betaterapia. ofício ou profissão. cheque-filme. Roentgenterapia. realizada nos dias 26 e 27 de abril de 2001.º 7. 3º .394.FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof.br . direito fundamental do ser humano que não pode ser relegado a um segundo plano. de 17 de junho de 1986 e o artigo 9º. RESOLVE: Art. versa que: "é livre o exercício de qualquer trabalho. CONSIDERANDO que no artigo 5º. inciso V do Decreto n. Radioimplante. inciso XIII da Constituição Federal. alínea "q" do Regimento Interno do CONTER.com . objetivando garantir sua saúde e integridade física. Tratamento de Pterígeo.

Operar os painéis de controle dos aparelhos de tratamento radioterápico e/ou simulação de acordo com os critérios preestabelecidos. ou outro artefato qualquer que auxilie na execução do tratamento radioterápico. 5º . solicitando dos setores competentes. imobilizações gessadas. tanto acessórios quanto os emissores e/ou geradores de radiação. ao executar procedimentos em braquiterapia. compensadores de tecido ausente. de forma adequada. nunca deixando funcionar um aparelho que não apresente total e absoluta segurança para a equipe e o paciente. Confeccionar máscaras e colimações convencionais e/ou personalizadas em chumbo e/ou alloy. bem como a dose ministrada na fração diária. 6º.Revogam-se as disposições em contrário. Registrar a execução do tratamento em livro específico e na ficha técnica do paciente. Conferir os cálculos da programação. Art. Manter. XII. e. mantendo sempre a maior distância e o menor tempo possível juntos as fontes. byte block de acordo com critérios preestabelecidos. consultar o Departamento de Física e/ou médico radioterapeuta. Manter sempre em ordem os aparelhos. as condições dos equipamentos. Art. guardando-as em local próprio. 8º.Devem o Tecnólogo e o Técnico em Radiologia na especialidade de radioterapia. antes de dar início ao tratamento. pautar suas atividades profissionais observando rigorosa e permanentemente as normas legais de proteção radiológica. conferindo-o sempre que retirar do paciente.com. em caso de dúvida. 4º . bolus de cera e/ou chumbo. VIII.Devem o Técnico e o Tecnólogo. moldes de chassagne.Compete ao Técnico e Tecnólogo operar com eficiência todos os procedimentos radioterápicos. a tatuagem de identificação do campo de irradiação dos pacientes.Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. Registrar na ficha técnica todas as particularidades do tratamento que possibilitem a sua correta interpretação pelos demais profissionais. Art. 7º . X. XI.Observar nos testes diários de rotina. Efetuar as correções de campos de irradiação conforme solicitação do radioterapeuta e/ou do físico médico. Art. Providenciar os check-filmes para confirmação da região irradiada de acordo com a solicitação do radiotepeuta e/ou físico médico. XIII. Leoberto Lopes Brabo IV. bem como o Código de Ética Profissional. VII.com .centrocapnext.br . visando sua proteção e saúde. desenvolvendo suas funções junto a equipe multidisciplinar. respeitando as atribuições dos demais profissionais. Art.FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof. ter o máximo cuidado e atenção ao manipular o material radioativo. VI. V. VALDELICE TEODORO Diretora Presidente do CONTER MÁRIO CÍCERO NUNES LUCENA Diretor Secretário do CONTER ELIAS FONSECA Diretor Tesoureiro do CONTER 58 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail. IX.http://www.

 Distância foco-filme. Na prática .  T0 (tempo original).  T (novo tempo).5 30 0.5s foram usadas. permanecendo a quilovoltagem constante. Existem tabelas que ajudam a resolver estes ajustes.05 0. Parâmetros iniciais:  mA0 (miliamperagem inicial).FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof.http://www.  mA (miliamperagem final).5 0. Para se deter o movimento é necessário reduzir o tempo de exposição a 0. mAs mA0 T0 59 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail.  D0 (distância original).  Quilovoltagem. representa o fator que controla a “quantidade” de exposição. a mudança de um fator requer que se faça um ajuste em um dos outros fatores. Como cada um desses fatores contribuem para o resultado radiográfico. Qual o novo tempo de exposição? mA0 mA 30 60 T T Miliamperes – segundos (mAs) T T0 T 2 30 2 60 1s É fundamentalmente o produto entre a miliamperagem e o tempo.05s.com.  Tempo de exposição. Qual seria a nova miliamperagem? mA0 mA 30 mA T T0 0. eles podem ser alterados de acordo com as necessidades das condições. Leoberto Lopes Brabo Cálculo das Mudanças nos Fatores de Exposição Os fatores envolvidos na exposição são:  Miliamperagem. Entretanto é necessário que se compreendam as operações matemáticas envolvidas para um ajuste inteligente se não se encontrarem tabelas à disposição. se quer aumentar a miliamperagem para 60.05 300 mA mA Exemplo 2 – Foi utilizado 30 mA e um tempo de exposição de 2s.  D (nova distância). Relação entre Miliamperagem e Tempo A miliamperagem é inversamente proporcional ao tempo de exposição.com . mA0 mA T T0 Exemplo 1 – Uma miliamperagem de 30 e um tempo de exposição de 0.centrocapnext.br .

1 3. Mudanças na distância entre Fonte e Receptor  A borrosidade geométrica diminui com o aumento da distância entre a fonte e o receptor (isto se não modificarmos a distância entre o objeto radiografado e o receptor).83 2 0. Deseja-se diminuir o tempo de exposição para 0.125 s T 2 Exemplo 2 – Supondo que o tempo de exposição inicial seja de 0. Que tempo seria necessário para uma distância de 75cm? T T0 D D0 2 2 75 2 100 2 2 5625 T 10000 T 1.centrocapnext.1 D 2 0. pode-se calcular o novo tempo de exposição (T) para qualquer nova distância (D).http://www. divergem em trajetórias retilíneas.com .35 D2 0. Leoberto Lopes Brabo Relação das distâncias entre Fonte e Receptor de Imagem Lei do Inverso do Quadrado Os Raios X.5 D2 0. a partir do ponto de foco.68 0. assim como a luz. Usando-se a lei do inverso do quadrado da distância teremos: T T0 D D0 2 2 Exemplo 1 – Vamos supor que o tempo de exposição inicial seja de 2s e a distância seja de 100cm. Relação entre Tempo e distância Modificando-se a distância entre a fonte e o receptor deve-se também modificar a quantidade total de Raios X usando-se a miliamperagem. Se o tempo original (T0) e a distância original (D0) forem conhecidas.FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof.68 D 0.com.  Reduzem também a ampliação e a distorção. a medida que afastam-se da fonte cobrem áreas cada vez maiores perdendo intensidade.br .5 1.  Entretanto para manter uma mesma densidade é necessário aumentar a quantidade de Raios X. aumentando o mA.5s e a distância seja de 1. 60 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail.83m. Qual será a nova distância solicitada? T T0 D D0 2 2 0.82 D 82 cm Relação entre Miliamperagem e Distância Os problemas relacionados entre miliamperagem e a distância são equivalentes com a relação entre tempo e distância porque a miliamperagem afeta a exposição da mesma forma.1s.

83 2 100 0.http://www.  mAs (miliampere-segundo final). Como é uma relação complexa estes parâmetros devem ser determinados através da prática. Qual a distância necessária para se reduzir a 25mAs? mAs mAs 0 25 100 D2 D02 D2 1. Entretanto um aumento na quilovoltagem reduz o contraste do sujeito. Os cálculos mais úteis envolvendo distância são aqueles que combinam estes dois fatores em um único fator: o miliampere-segundo (mAs). Leoberto Lopes Brabo D2 D02 mA mA0 Relação entre Miliamperes-Segundos e Distância O resultado dos miliamperes e tempo são frequentemente considerados como um único fator.com .83 D 0.91m D 2 Exemplo 2 – Vamos supor que os fatores normais para uma radiografia da pélvis seja uma distância de 100cm com mAs de 100.83 2 D2 25 1.83 D 0. Qual será o novo mAs necessário? mAs mAs 0 mAs 100 mAs mAs D2 D02 88 2 100 2 7744 100 10000 77 . Vamos representá-los assim:  mAs0 (miliampere-segundo inicial). a uma distância de 1.83m.FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof. 61 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail.br . Uma mudança na quilovoltagem requer uma compensação na exposição (mAs ou distância). mAs mAs 0 D2 D02 Exemplo 1 – Vamos supor que são necessários 100mAs para se produzir uma exposição.centrocapnext.4 Mudanças de Quilovoltagem. e a altura da cama permite uma distância máxima de somente 88cm.com. O paciente não pode ser removido para uma mesa.

Copiar.fapes. ATRIBUIÇÃO – USO NÃO-COMERCIAL – NÃO A OBRAS DERIVADAS Você pode: 1. Grande Compêndio de Enfermagem São Paulo.odo. 8. Vedada a criação de obras derivadas: Você não pode alterar. 3. transformar ou criar outra obra com base Para cada novo uso ou distribuição. Atribuição: Você deve dar crédito ao autor original.radiologica@hotmail. agradeço sua contribuição. 2.http://www.com.br Scaff.com.com . Scaff – São Paulo : SARVIER.com Desde já. da forma especificada pelo autor. você deve deixar claro para os outros os termos da licença desta Qualquer uma destas condições pode ser renunciada. desde que Você obtenha a permissão do autor 62 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas leobrabo@gmail. nesta.br física. 3.com Ou acesse meu blog: http://nextcursos.br/Orientando/radiografiapanoramica http://www.centrocapnext. 2.com. Leoberto Lopes Brabo Referências 1. 4.FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009 Prof. 7. exibir e executar a obra Sob as seguintes condições: 1. obra. 6.br .apcd. 5. M. Jesus. Sivadi Editorial.org.odontosites.net http://www. 1947 – Bases físicas da radiologia: diagnóstico e terapia / Luiz A. Uso não-comercial: Você não pode utilizar esta obra cm finalidades comerciais. Livro do CD: Bontrager livro digital 5º edição http://www.br http://ortodontista. 5. 1998. sugestões ou críticas mande um e-mail para: leobrabo@gmail. distribuir. 4. Luiz Alberto Malagutti. 1979 Fundamentos de Radiografia – Eastman Kodak Company – 1980 Para correções.blogspot. RUECAS.