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René
DESCARTES
REGRAS

PARA

A

DIRECÇÃO
DO ESPÍRITO
Edições 70

Título original: Regulae

ad Directionem

Ingenii

©
Edições 70
Tradução de João Gama
Capa de Edições 70

Depósito Legal n.º 28310/89

ISBN 972-44-0599-0
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BREVE NOTÍCIA

Um

opúsculo

incompleto

de

Descartes,

mas quão significativo! Os estudiosos discutem
a data em que terão sido redigidas as Regras
Para a Direcção do Espírito. As várias
opiniões
situam a sua redação entre 1620 e 1635, tendo

em conta algumas alusões nas biográficas Regras 2. encontrou desapareceu. Adam e às dos (e Paul escritos Paris. Há três manuscrito mas foi de Leibniz e se Hanôver. também Tannery). 10. 1908 (hoje. pela Vrin). 4. sua edição anteriores a de resultado do e 1623 as Descartes e 1628 teria posto escrito. e c) a os editores dos Clerselier. Cerf recorreu ao variantes do . H. importantes: manuscritos original. na sua cartesianos. Segundo 1). b) uma cópia na biblioteca de cópia de que se serviram Opuscula posthuma na primeira edição do texto latino em Amesterdão. grande Oeuvres de editados texto publicado manuscrito Charles nos edição Descartes. a turno. ( as Regras não intelectual espécie entre feito ano que foi neste último por devem uma 1623. e que perdeu-se. constituiriam trabalho na ser Gouhier. 1701. seu Por texto tem alguns história que pertencia a) a que o do física meandros. Opuscula de Hanôver.

Edições 70. e comentado Discourse Paris. The Method of Descartes. fundamentais as estudar que o há poderão Regulae: E. Lisboa]. Index scolastico-cartésien. comentário. 3) L. Paris. Discurso por do E. da edição base de presente * * * o Se algumas ajudar 1) leitor obras a estiver interessado. Regulae ad directionem ingenii. Vrin 1925. Oxford 1952. J. 1913. a study of the Regulae. Artur Morão 1) ( Descartes. Descartes.Éà esse texto e edição e Adam Tannery) tradução (no X fomo que serve de para português. Gilson. Alcan. 2) E. Gilson. [R. 1967 Método. . Beck. Gilson. de la Méthode. René Texto 4 anotado e Descartes.

mediante o que reconheceram numa delas como verdadeiro. que consistem exclusivamente no conhecimento intelectual.I REGRA A finalidade dos estudos orientação do espírito e sólidos verdadeiros deve para ser a emitir sobre tudo juízos o que se lhe depara. as mesmas mãos que se dedicam a cultivar os campos e a tocar cítara. Realizam assim falsas aproximações entre as ciências. Os homens reconhecem alguma costumam. . e vêem que nem todas as artes devem ser aprendidas simultaneamente pelo mesmo homem e que só aquele que exerce uma única se transforma mais facilmente num artista consumado. que exigem algum exercício e hábito corporal. e as artes. ou que se entregam a coisas. avaliar ambas. semelhança sempre que entre duas mesmo naquilo em que são diversas.

pelo contrário. a qual permanece sempre una e idêntica. e não recebe deles mais distinções do que a luz do sol da variedade das coisas que ilumina. parece-me de espantar com o maior os costumes dos homens. deixando de lado todas as vários ofícios outras. Julgaram que o mesmo se passaria com as ciências e. diferentes. da descoberta ajuda-nos. ao distingui-las umas das outras segundo a diversidade dos seus objetos. como se fora a prática de uma única arte. Enganaram-se não rotundamente. Com que todas as ciências nada mais são do que a sabedoria humana. as das plantas. parte indague. pensaram que era necessário adquirir cada uma separadamente.os podem executar com tanto desafogo como se a um só se dedicassem. os movimentos dos Sem maior empenho. por muito diferentes que sejam os objetos a que se aplique. não há necessidade de impor aos espíritos quaisquer limites Nem o conhecimento de uma só verdade. visto . que a propriedades outra. nos desvia efeito. . de dúvida.

não é sem motivo que pomos esta regra antes de todas as outras. porque nada nos afasta tanto do reto caminho da procura da verdade como orientar os nossos estudos. Assim. como a vã glória ou o lucro vergonhoso: é óbvio que as razões de mau quilate e os embustes próprios dos espíritos vulgares abrem neste sentido um caminho muito mais vantajoso do que o poderia fazer o sólido conhecimento da verdade. não tanto por si mesmo quanto pelo contributo que a esta traz. e que é de semelhantes quase ninguém disciplinas pense no bom . entretanto. Não falo já dos maus e condenáveis. as transmutações dos metais e os objetos e que. porque mais subtilmente somos por eles muitas vezes enganados: por exemplo. mas para alguns fins particulares.astros. quando tudo o mais deve ser apreciado. senso ou nesta Sabedoria universal. ao procurarmos adquirir as ciências úteis para o bem-estar da existência ou para o prazer que se encontra na contemplação da verdade. Mas pretendo falar dos fins honestos e louváveis. não para este fim geral.

Em breve ficará espantado de ter feito progressos muito superiores aos de quantos se dedicam a estudos . conhecimento afigurarão. podemos durante o omitamos muitos de perturbar. vem das e estes os nesta completa felicidade pensarmos vezes para porque ou pouco úteis coisas. vida efetivamente neles muitas fazem meios São que ciências estudo. não deve escolher uma ciência particular: estão todas unidas entre si e dependentes umas das outras. o intelecto mostre vontade o que deve escolher. em cada circunstância da vida. não para resolver esta ou aquela dificuldade de escola. mas. preciso acreditar que todas as ciências estão de tal modo conexas entre si que é muitíssimo mais fácil aprendê-las todas ao mesmo tempo do que separar uma só que seja das outras. se alguém quiser investigar a sério a verdade das coisas.àÉà quase a única que nenhuma frutos dor legítimos esperar. que o se ou pouco dignos de interesse. mas para que. Portanto. mas pense apenas em aumentar a luz natural da razão. se necessários outras primeira vista.

não podendo distinguir o verdadeiro do falso. parece até menos douto que este último. do que as que mas podem ainda não coisas lidar o que os mais elevadas II unicamente para cujo indubitável os nossos objetos tudo esperar. rejeitamos todos os Toda evidente. se formou uma opinião errada a respeito de algumas. a ciência é um conhecimento certo e nem aquele que duvida de muitas coisas é mais sábio do que quem nunca pensou nelas. porque então não há tanta esperança de aumentar a instrução como perigo de a diminuir. . REGRA Importa só com conhecimento espíritos aqueles certo e parecem ser suficientes.particulares. mediante esta proposição. é melhor nunca estudar do que ocupar-se de objetos de tal modo difíceis que. e de ter obtido outros desejam. Por conseguinte. Por isso. sejamos obrigados a tomar como certo o que é duvidoso.

adornar as insensivelmente. se persuadirem habituaram-se suas acabaram razões falsas por de a e as se observarmos si tomarem tal que. talvez e prováveis. como demasiado fáceis e acessíveis a todos. sou de opinião de que estes são muito mais numerosos do que pensam e suficientes para provar. próprios como verdadeiras. deve E convencidos de poucos desses conhecimentos. Porque julgaram indigno de um homem letrado confessar que existem muito ignorava modo a alguma coisa. bem esta . porque um defeito comum ao gênero humano os levou a não refletir sobre tais conhecimentos. No entanto. inúmeras proposições. com certeza. No entanto.somente conhecimentos declaramos que nas perfeitamente coisas quais não letrados se se pode estejam apenas confiar e das embora os que conhecidas duvidar. acerca das quais não puderam discorrer até então a não ser de uma maneira provável.

assuntos deste mas prováveis. e nenhu-ma delas parece mesmo porque. só a nos reduz a restam encontradas. das ciências a podemos gênero não condenamos filosofar e. poderia expô-las outra de modo a finalmente convencer o seu entendimento. sobre têm a mesma que certeza de pelo coisa juízos menos uma ou se engana. do Geometria. de tudo. pois.regra. de obter perfeita. que sobre todos os outra ter ciência. nos silogismos até agora a escolásticos. observação desta dos ciência permitido é Aritmética pelos a nós mesmos Assim. Mas. Parece. por isso encontrada maquinaria perfeitamente . às opiniões visto quais regra. se as razões de uma fossem certas e evidentes. à poucas coisas se apresentam a cujo estudo nos possamos aplicar. Dificilmente se encontrará nas ciências qualquer questão sobre a qual os homens versados não tenham muitas vezes discordado entre si. sempre que duas muito pessoas contrários. prováveis. não nos mais de não e a Apesar maneira outros sem temeridade que os outros já que esperar fizeram.

às abandoná-los sem guia se dirigissem precipícios. Na verdade. são até um exercício para os espíritos das crianças e com certa emulação os fazem progredir: é muito adequada melhor ainda formá-los que controvérsias mediante aparentemente dos eruditos. há que admitir entre as primeiras a que nos previne contra o abuso do ócio. deste incertas devido do que jaez. pelo menos por já ter sido aprovado por homens mais prudentes. Nós próprios nos alegramos por outrora termos sido assim formados nas escolas. ainda que se afastem algumas vezes da verdade. se quisermos seriamente determinar para nós próprios as regras que nos ajudem a chegar ao cume do conhecimento humano. deixam de lado o livremente a si para opiniões próprios. mas. em que tantos caem.à às suas guerras. porque agora estamos livres do juramento que nos submetia às palavras do Mestre e nos tornamos suficientemente adultos para subtrair a mão palmatória. seguirão no entanto um caminho mais seguro. mas enquanto caminharem pelas pegadas dos seus mestres. Talvez .

advertem já tarde que não fizeram mais do que aumentar o número das dúvidas. leva experiência conhecimento . entre as disciplinas conhecidas pelos outros. mas nunca pode ser mal feita pelo entendimento. preciso notar.É que é fácil. ainda o menos racional. E agora. E pouco úteis me parecem ser para isso os laços com que os Diabéticos pensam governar a razão humana. a saber. ao passo que a dedução ou a ilação pura de uma coisa a partir de outra se pode omitir quando não se divisa. observando nos ao que há uma a razão disto dupla via que das coisas. só se ocupam de coisas árduas sobre as quais elaboram engenhosamente conjecturas por certo muito subtis e razões deveras prováveis. a ou a dedução. por há pouco termos dito que. que as experiências acerca das coisas são muitas vezes enganadoras. após muito trabalho. além disso. vamos examinar mais atentamente mesmo. sem terem aprendido uma ciência. só a Aritmética e a Geometria estavam isentas de todo o defeito de falsidade ou de incerteza. Mas.

as mais fáceis e claras de todas. De tais porque é considerações que a Aritmética infere-se e a claramente Geometria são que as outras disciplinas: são efetivamente as únicas que lidam com um objeto tão puro e simples que não têm de fazer suposição alguma que a experiência torne incerta. São. mas apenas de se partir de e con fundiram-nas pouco compreendidas ou de se emitirem juízos de modo temerário e sem bem apropriados fundamento. parece difícil nelas um homem enganar-se. exceto por inadvertência. e consistem inteiramente em conseqüências a deduzir racionalmente. todo o erro possível — falo dos homens e não dos animais — nunca resulta de uma inferência errada. e têm um objeto tal como o exigimos já que. Apesar de tudo.se à que eu não negue que sejam muito para outros usos. pois. Com efeito. não é de espantar que muitos espíritos se apliquem espontaneamente a outras artes ou filosofia: isto acontece porque cada qual se muito mais certas .

não há que ocupar-se de objeto algum sobre o qual não se possa ter uma certeza igual às demonstrações da Aritmética e da Geometria. .permite adivinho matéria a si em mesmo matéria evidente. por fácil que seja. sobre qualquer questão do REGRA III No que respeita aos objetos considerados. e mais obscura é muito à confiadamente do mais fácil que ser em conjeturar que chegar própria verdade numa só questão. mas aquilo de que podemos ter uma intuição clara e evidente ou que podemos deduzir com certeza. de nenhum outro modo se adquire a ciência. mas somente que. na procura do reto caminho da verdade. há que procurar não o que os outros pensaram ou o que nós próprios suspeitamos. A conclusão a tirar de tudo o que precede é que não se deve aprender apenas a Aritmética e a Geometria.

manchas que a nós se agarram sejam quais forem as nossas resistências e precauções. todas as vezes que se embrenham por uma credulidade irrefletida na crítica de uma opinião controversa. podermos pois aproveitar um tão elevado número de homens. Com efeito. Há. rodeios.Devem é os uma os ler-se livros vantagem grande dos Antigos. quer para conhecer as descobertas já feitas no passado com êxito. se esforçam sempre por nos atrair mediante os trabalhos mais senão que de tiveram certo com diminuir mérito argumentos. os escritores costumam ter um espírito tal que. subtis sempre algo de ou contrário. quer também para nos informarmos do que ainda falta descobrir em todas as disciplinas. contudo. Pelo felicidade evidente. pela da e a o expõem aparentemente das então razões o porque nos . um grande perigo de se contraírem talvez algumas manchas de erro na lei-tura demasiado atenta desses livros. encontrar de nunca receando simplicidade invenção.

embora saibamos de cor todas as demonstrações feitas pelos outros. porque dificilmente um afirma algo cujo contrário não seja proposto por outro. nunca sabemos em qual deles acreditar. porque. por exemplo. duvidosas . o seu ensino não nos bastaria: nunca nos tornaremos mate-máticos. nem nos tornaremos filósofos se. Com efeito. se com o espírito não formos capazes de resolver todo e qualquer problema. daríamos a impressão de termos aprendido não ciências. mas histórias. tendo lido todos os raciocínios de Platão e Aristóteles. todos fossem impedindo-nos de de boa tomar à índole e coisas por verdadeiras e expondo-nos tudo de boa fé. é mais credível que a sua verdade tenha sido descoberta por um reduzido número do que por muitos. que às claras.invejam a verdade Ainda francos. Mesmo se todos estivessem de acordo. se se trata de uma questão difícil. não pudermos formar um juízo sólido sobre quanto nos é proposto. E não valeria de nada contar os votos para aderir opinião partilhada por mais Autores.

do . os atos permitem de não cairmos ulteriormente no vamos aqui passar em revista nosso entendimento que nos chegar ao conhecimento das coisas. ainda a na tão certo melhor primeiramente não das somenos razão pela qual não vulgar filosofia que não possa os nada de tão questionar-se. não com reconhecer as coisas claras e ousaram defender coisas obscuras e desconhecidas. por contentes certas. pouco a pouco. fim erro. que só por conjecturas prováveis alcançavam. Depois. eles próprios lhes deram crédito total e indistintamente com as coisas verdadeiras e evidentes. sem poderem tirar nenhuma conclusão que não parecesse depender de alguma proposição semelhante e que. conseguinte. Esta importância: se encontra evidente é somos disso. A mesmo todos não fosse incerta. estudiosos.misturar com absolutamente os nossos coisas. Além que e a admoestados nenhuma conjectura juízos sobre a verdade advertência não é de pois.

que a esfera o é apenas por uma superfície. Assim. sem dúvida possível. o conceito da mente pura e atenta. não a convicção pelos sentidos ou o juízo receio saber. que nasce apenas da luz da razão e que. Quanto ao mais. porque não se dignam aplicar a mente a coisas tão fáceis. por ser mais simples. cada qual pode ver pela intuição intelectual que existe. é ainda mais certo do que a dedução. o que é a mesma coisa. se bem que esta última não possa ser mal feita pelo homem. que pensa. admitem-se a intuição e a dedução. ou então. e outras coisas semelhantes. que um triângulo é delimitado apenas por três linhas. faço aqui uma enganador de inadequadas. intuição fornecida de uma imaginação de composições mas o conceito da mente pura e atenta tão fácil e distinto que nenhuma dúvida nos fica acerca do que compreendemos. entendo. a Por flutuante engano. que são muito mais numerosas do que a maioria observa. como acima observamos.sem nenhum apenas dois. advertência geral não vá alguém talvez .

que se realiza por dedução. por exemplo. agora perguntar-se porque é que intuição juntamos um outro modo de conhecimento. mesmos diversas. de de cada termos os que me e esta certeza da apenas exigidas para as simples enunciações. Seja. nestes porque termos e vou ater-me palavra em idéias próprios.com surpreender-se o e de outras a desviar da sua sequer no modo intuição forçado penso foi. últimos seria àà novo que falta idéia. mas também para quaisquer raciocínios. além disso. para a minha não expressão nas usada servir-me unicamente latim da igualmente como dificílimo exprimir uso significação vulgar: tempos. transfira parecem cada palavra serei totalmente mais adequados. mas dos significação para que. é preciso ver intuitivamente não só que 2 e 2 são 4. por Poderá . escolas. que destas duas proposições se conclui esta Ora. e que 3 e 1 são igualmente 4. intuição não necessariamente evidência são aquela terceira. esta conseqüência: 2 e 2 é igual a 3 mais 1. mas.

Distinguimos portanto. uma ininterrupto do nitidamente cada pensamento. coisa . do primeiro ao último. para a dedução não é necessário. Foi imperioso proceder assim. além disso. não. de princípios por um verdadeiros. basta que os tenhamos examinado sucessivamente e que nos lembremos que.ela entendemos necessariamente o que outras de se conclui coisas conhecidas com certeza. aqui. a intuição intelectual da dedução certa pelo fato de que. como para a intuição. se concebe uma espécie de movimento ou sucessão e na outra. nesta. embora não sejam em si evidentes. contanto que sejam deduzidas conhecidos. de que depende a ligação. cada um deles está ligado aos seus vizinhos imediatos. porque a maior parte das coisas são conhecidas com certeza. mesmo que não aprendamos intuitivamente num só e mesmo olhar o conjunto dos elos intermédios. movimento e contínuo já e que intui em particular: eis o único modo de sabermos que o último elo de uma cadeia está ligado ao primeiro.

ponto vista por memória a sua que estas imediatamente primeiros de antes é buscar diferente. não nos impede de acreditar que aquilo que foi objeto da revelação divina é mais certo do que qualquer outro conhecimento. certeza. somente dedução. ser por que dos de intuição. E se tem fundamentos no entendimento. com efeito. as duas do vias lado mais do seguras para não se espírito chegar devem e todas as outras devem ser como suspeitas e passíveis de erro. . conhecem de Pelo proposições.àà certo mas atual. admitir rejeitadas mais. a ora por partir contrário. mas da vontade. e. pelo as conclusões distantes só o podem dedução. conhecidas. poderão e deverão todos eles ser desco-bertos por uma ou outra das vias já indicadas. são que. Eis ciência. o que. a fé. vai que se pode se concluem dizer princípios. não é um ato do espírito. como talvez um dia o demonstraremos mais amplamente. por visar coisas obscuras. evidência modo. um ora se mas que os primeiros princípios por intuição. apesar de tudo.

Ora. sem ver contudo. casualmente. Assim estudam quase todos os quimistas. mas apenas mais afortunados. vale mais nunca pensar em procurar a verdade de alguma coisa . caminhos esperança mas unicamente para se arriscarem a o que procuram: é como se alguém. razoável. vagueasse praças públicas para estúpido encontrem alguma verdade. encontrar incendiado pelo sem por dominados que. encontrava algum perdido por um transeunte.IV REGRA O método de que é necessário Mortais Os curiosidade tão enveredam o para a procura são cega espírito muitas uma vezes. a maioria dos geômetras e um grande número de filósofos. não nego que tenham por vezes muita sorte nos seus caminhos errantes e encontrar pelas um tesouro. desconhecidos. não estou de acordo que sejam mais competentes. por da qualquer desejo tão de cessar se.

mas aumentando sempre gradualmente o saber. Entendo por método regras certas e fáceis. se ignorarmos algo de quanto podemos saber é apenas porque ou nunca suportar . que permitem a quem exatamente as observar nunca tomar por verdadeiro algo de falso e. Com efeito. pois. atingir o conhecimento verdadeiro de tudo o que será capaz de saber. tal modo não a pode a luz do pleno dia. há duas observações a fazer: não tomar absolutamente nada de falso por verdadeiro. a experiência que o diz: vemos muitíssimas vezes os que nunca se dedicaram às letras julgar o que se lhes depara com muito maior solidez e clareza do que aqueles que sempre freqüentaram as escolas. sem desperdiçar inutilmente nenhum esforço da mente. Aqui. e chegar ao conhecimento de tudo. de depois. trevas do É que desordenadamente e as obscurecem a luz natural e Quem se acostuma a andar método: é certíssimo. enfraquece olhar que.que os sem fazê-lo estudos feitos meditações confusas cegam os assim nas acuidade espíritos.

. parece-me que nada mais se exige para ele ser completo. ou antes. por mais fáceis que fossem. são aqui inúteis. de tal maneira que.àà via que nos conduzisse a tal ou porque caímos no erro oposto. como antes ficou dito. já que não há nada que se possa juntar pura luz da razão. devem contar-se entre os obstáculos. Nem ele se pode estender até ensinar como se devem fazer estas operações. não compreenderia nenhum dos preceitos do próprio método. porque são as mais simples e primeiras de todas. Mas se o método nos dá uma explicação perfeita do uso da intuição intelectual para não cairmos no erro contrário verdade. Quanto às outras operações intelectuais. sem a obscurecer de uma ou de outra maneira. já que nenhuma ciência se pode adquirir a não ser pela intuição intelectual ou pela dedução. e do meio de encontrar deduções para chegar ao conhecimento de tudo. que a Diabética se esforça por orientar com a ajuda destas primeiras. divisamos uma conhecimento. se o nosso entendimento as não pudesse usar antes.

que permite fazer para os números o que os Antigos faziam para as figuras. ainda que não a tenham transmitido posteridade. em que as primeiras sementes dos Uma tão grande pensamentos que. sem ele. mesmo só sob a conduta da natureza. facilmente me convenço de que os espíritos superiores. já antes o divisaram de alguma maneira. E agora floresce um gênero de Aritmética. destinado a ser mais prejudicial do que útil. Com efeito. vemos bastante bem que os antigos Geômetras utilizaram uma espécie de análise que estendiam solução de todos os problemas. a Aritmética e a Geometria: de fato. ainda que descuradas e por estudos feitos indiretamente. úteis foram lançadas de tal modo vezes. o que experimentamos. nas ciências mais fáceis. Estas duas coisas não passam de frutos espontâneos dos princípios muitas abafadas . a mente humana tem não sei quê de divino. produzem um fruto espontâneo. que se chama Álgebra.Éà à vez que a utilidade deste método é que o cultivo das letras parece.

no entanto. cujos objetos admiro àà que são muito com mais nas outras. facilidade eles do até aqui cresceram que perfeita maturidade. E ainda que esteja decidido a falar aqui muito de figuras e de números. aperceber-se-á facilmente de que mais lhe falte a quele grau de pe rspic ácia estas regras. no entanto. Foi neste o que me propus Tratado. não ter dado outra prova de superioridade que a de me ocupar de bagatelas. talvez com mais subtileza do que os outros. neste caso. os vãos se só daria principalmente muita fazer importância a para resolver com que costumam entreter-se os calculadores ou os geômetras nos seus passatempos: julgaria.naturais tenha do sido nosso nestas e não me artes. que método. mas onde também. onde maiores obstáculos geralmente os costumam abafar. Não problemas servissem . quem. prestar atenção minha idéia. se se cultivarem com sumo cuidado. porque não se podem pedir a nenhuma das outras disciplinas exemplos tão evidentes e tão certos. se farão infalivelmente chegar simples.

para outro espírito a são mais disciplina deve os primeiros e estender-se respeito conhecimento uma roupagem exponho rudimentos para é preferível transmitido fazer assunto.Matemáticas outra disciplina do que partes. de qualquer a todo o humanamente. Se falei de roupagem não significa que eu queira cobrir e envolver este ensino para afastar o vulgo. não tive a sorte de me virem às mãos Autores capazes de me satisfazer . antes o quero vestir e adornar para melhor se adaptar ao visto que elas livremente. a verdades e. maior parte seus promotores preferência — me primeiramente Quando eram de todos das a li logo coisas habitualmente e ensinam Aritmética dizia-se que — as e a apliquei integralmente cultivei Geometria. mais simples às a os de porque e como que uma senda para as restantes. tanto numa como noutra. falar que Esta humana razão brotar que de conter efetivamente da e vulgares é fonte humano. os outros: é esta a minha persuasão. Mas. disciplinas matemáticas.

nada de mais fútil do que . mas. coisas fazia havia me metiam pelos olhos dentro e que eram o resultado de conseqüências rigorosas. e nestas demonstrações superficiais. lidar de tal modo com simples números e figuras imaginárias que a nossa vontade parece satisfazer-se com o conhecimento de semelhantes banalidades. porque é que era assim e como lá se chegava não me parecia que o patenteassem bastante mente. aflorar estas artes para logo as abandonarem como infantis e inúteis ou. do que de eram Com efeito. por isso. a verdade. em que o acaso faz mais descobertas do que a arte e que se dirigem mais aos olhos e imaginação do que ao entendimento. dos números. as aprender extremamente nada há que cujo quanto muitas de alguma deter-se pela de mais inútil eles entrada. acerca constatar àà à lia neles.plenamente. mesmo os bem dotados e eruditos. não ficava surpreendido ao ver a maior parte dos homens. certamente. muitas coisas pelo contrário. dissuadidos de idéia difíceis maneira e que intrincadas. me cálculo às figuras.

sem que por isso pensasse que dela tivessem tido um conhecimento perfeito. pois as suas loucas alegrias e sacrifícios por irrelevantes invenções mostram claramente como eram incultos. Nem me demovem da minha opinião algumas das suas máquinas celebradas pelos vulgar da . conhecido muito diferente Suspeitei uma da espécie então de Matemática nossa época. interroguei-me sobre a razão que outrora levou os criadores da Filosofia a não quererem admitir no estudo da sabedoria ninguém que fosse ignorante em Matemática. como se de todas esta disciplina lhes parecesse a mais fácil e necessária para ensinar e preparar os espíritos para outras algum modo. de o hábito de utilizar a própria razão. Seguidamente. Ao mais ciências que tivessem Matemática importantes. nada é mais complicado do que — com semelhante maneira de fazer demonstrações — superar novas dificuldades escondidas numa desordem de números.a se elas ao ponto aplicar de perdermos. mesmo tempo.

natureza verdades. quotidianas facilmente elevados Contudo. viveram no entanto muitos séculos antes da nossa era. mediante a mesma luz intelectual com que viam haver que preferir a virtude ao prazer e o honesto ao útil. sem serem dos primeiros tempos.historiadores. E não me custa acreditar que. extrema em pois. de e ou tinham e por nós audição tal força os homens. parece-me que alguns vestígios desta verdadeira Matemática surgem ainda em Pappus e Diofanto. os próprios autores a fizeram naquela rude e conseguiram categoria ignorante leitura sua da estou persuadido de espíritos tantos de talvez multidão sementes primeiras pela àà apesar simples antiguidade que . também chegaram a conhecer as idéias verdadeiras da Filosofia e da Matemática. as nos devido abafadas. Na verdade. os quais. ulteriormente. embora ignorassem porque era assim. de que depositadas humanos erros. simplicidade. ser celebridade prodígios pela embasbacada. sem terem ainda podido alcançar perfeitamente estas mesmas ciências.

engenhosos por e assim às simplicidade. alguns enfim. apresentar-nos em seu lugar algumas verdades estéreis demonstradas com um subtil rigor lógico como efeitos da sua arte. sua grande desvalorizasse pela para se fazerem admirar. Com efeito.desaparecer por perniciosa. que se ressuscitar designa parece preferiram. que eliminaria totalmente a nossa admiração. reconheceu que muitos procedido eles facilidade e que talvez. Visto que estes pensamentos me levaram dos estudos seja de tal modo liberta dos múltiplos . ou não e facilidade extremas que. em vez de nos ensinarem a própria arte. divulgação. por suposição nossa. muito no nosso pois com o bárbaro nome de ser outra coisa. à de espécie relativamente recearam sua uma homens esforçaram a mesma arte. contanto século a que se Álgebra não que apenas números e inexplicáveis figuras que a complicam. Houve. que não esc ada s des tinadas a es te uso. astúcia como suas devido se se tinham artesãos invenções. devem existir na verdadeira Matemática.

uma vez que termo Matemática tem apenas o sentido de disciplina. que palavra. por apenas que se dizem mas ainda a Astronomia. Não basta aqui considerar a origem da palavra. todos antes entendem e porque é de das outras já se que Geometria e geral de exatamente não são da mais. as ciências acima citadas não têm menos direito do que a Geometria designação de Matemáticas. Como vemos. disciplinas. relacionar . Refletindo mais pareceu-me por fim óbvio com a Matemática tudo aquilo em que apenas se examina a ordem e medida. a Música. a Mecânica e muitas outras. a Óptica. sem ter em conta se é em números. entre o que se lhe apresenta. atentamente. não há quase ninguém. Matemáticas. astros. que não distinga facilmente. aquilo que pertence Matemática e o que pertence às ciências.àà particulares para uma Matemática. desde que tenha apenas pisado o limiar das escolas. acerca essa as do da Aritmética investigação e interroguei-me. figuras. parte que da aprofundada falou.

pelo vocábulo não já pelo antigo e aceite pelo Matemática universal. se é que contém algumas. e. muitos outros. além disso. por conseguinte. embora não lhe prestem atenção. Quanto a Matemática universal sobrepuja em utilidade e facilidade as outras ciências que lhe estão subordinadas. como explicar que a maior parte investigue . porque esta contém tudo o que contribui para que as outras ciências se chamem partes da Matemática. no fato ainda de que as suas dificuldades. sem as aplicar a uma matéria especial: vocábulo em esta qualquer ciência mas uso de suposto. com outras ainda provenientes dos seus objetos particulares e que ela não tem. outro objeto designa-se. existem também nestas últimas ciências. deve haver uma ciência geral que explique tudo o que se pode investigar acerca da ordem e da medida.sons. vê-se perfeitamente no fato de abarcar os mesmos objetos que estas últimas e. ou que semelhante medida se deve procurar. visto que todos sabem o seu nome e aquilo de que trata. E agora.

fraqueza. esforçar-me-ei por congregá-lo num todo e o pôr em ordem.as outras disciplinas. que e que ninguém se preocupe laboriosamente dependem. nunca passe a outros sem me parecer que os primeiros nada mais me deixam para desejar. essa Matemática universal. aprender não soubesse fácil e se espírito julga Admirar-me-ia esta? que poder Eu. antes de ir em frente. Mas. é a certamente consideram por se muito há muito. tanto quanto pude. do conhecimento principiando . Foi por isso que cultivei até agora. quer para o retomar um busca tal que. não tivesse humano para o que todos dela notado. tudo o que achei de mais digno de nota nos meus estudos anteriores. sem a elas prematuramente me aplicar. de maneira que julgo poder tratar daqui por diante as ciências mais elevadas. decidi consciente observar da minha pertinazmente na das coisas uma ordem sempre pelos objetos mais simples e mais fáceis. que o sempre de lado o que fazer facilmente e se precipita logo novidade e mais elevado. deixa porém.

fielmente. E reduzirmos e e se. o resumo e esta regra deve contém por quem anseia pelo menos do que o não pelos conhecimento fio de Teseu .dia É neste comodamente em virtude da com o aumento da a memória e me poder necessário memória aliviar com maior liberdade necessário fim dirigir de emos a obscuras a seguida. as gradualmente diminuição for V objetos descobrirmos observá-lo- isso de espírito. REGRA Todo o método disposição dos se opúsculo. de todas. verdade. apenas humana de todas que se indústria. em complicadas proposições mais simples tentarmos elevar-nos conhecimento nisto toda na para partir da intuição das mais simples ao de da quer para aplicar ao resto idade. mesmos as outras. degraus consiste a a ser seguida das coisas ordem e os quais da penetração alguma se proposições na é a mente.

ou a ignoram totalmente. esperam poder assinalar os seus efeitos. Assim faz a maioria dos que estudam a mecânica sem a física e que fabricam temerariamente instrumentos novos para produzir movimentos. E. da parte mais baixa ao fastígio de um edifício. descurando as experiências. ou presumem dela não ter necessidade. muitos que não refletem no que ela prescreve. sem conhecer a natureza dos céus e mesmo sem ter observado perfeitamente Os seus movimentos. como Minerva nasceu de Júpiter. e muitas vezes examinam questões dificílimas de um modo tão desordenado que parecem proceder como se tentassem chegar. há . Assim fazem todos os astrólogos que. amos a notando até que existem umas escadas. descurando as escadas destinadas a este uso. todos aqueles de que acabamos de falar pecam evidentemente contra esta regra. com um só salto. julgam que a verdade nascerá do seu cérebro. Mas. Assim procedem também os filósofos que.para quem desejasse penetrar no labirinto. claro.

porque exige é seja vezes a de tal modo ao está não muitas ela. Para distinguir Se bem ensinar nada entanto. contém. ou igualmente afastado. em que segredo todo pareça novo. VI REGRA as coisas mais simples das mais complexas e prosseguir ordenadamente na investigação. ou menos. a não ser que cuidadosamente o que será exposto na dificilmente tornarão proposição seguinte. todas as coisas não Ensina-nos. notar o que é mais simples e como todo o resto dele está mais. se podem . o há mais com que esta de totalmente principal útil efeito. no da arte e nenhuma proposição este Tratado.Mas. em cada série de coisas em que diretamente deduzimos algumas verdades umas das outras. é necessário. suficientes observem ordem e obscura alcance de todos que se que aqui complicada reconhecer qual precauções para não se perderem.

o mais Chamo . não evidentemente enquanto se referem a algum gênero de ser. isto é. igual. e por que dispor ordem. semelhante. simples. uno. quando não há a sua natureza consideramos as comparamos a partir absolutas das ou entre outras si — se mas isoladamente. por exemplo. absoluto tudo o que contém em si a natureza pura e simples de que trata uma questão. ou outras coisas deste gênero. para as conhecer podem umas dizer ou relativas. tudo o que é considerado como independente. que todas as coisas — sob o aspecto da sua utilidade possível para o nosso propósito. Para que isso se possa fazer corretamente.em certas séries. de tal modo que. mas enquanto umas se podem conhecer a partir das outras. possamos imediatamente advertir se será útil examinar algumas outras. quais. causa. tais como as dividiram os Filósofos nas suas categorias. primeiramente. em primeiro lugar. reto. chamo-o. universal. sempre que se apresente uma dificuldade. que notar.

mas. E o que há segredo de a arte consiste em em todas as coisas o Há coisas. múltiplo. simples dele faremos particular. subordinadas outras. de modo que. buscarmos . passando por todas as tipo contêm. pode referir-se ao absoluto. que chamo relações. das coisas absolutas relativas quanto afastam-se mais tanto relações deste umas às outras.e o à mais fácil. em função do uso que na resolução das questões. ao menos. assim é tudo o que se diz dependente. Estas mais desigual. e a presente regra adverte-nos que é preciso distinguir todas estas relações. e dele se deduzir mediante uma certa série. além disso. a partir da última. com efeito. toda com diligência de mais absoluto. efeito. etc. possamos chegar que é mais absoluta. é o que participa desta mesma natureza ou. Quanto ao relativo. dessemelhante. encerra no seu conceito outras coisas. composto. de algum dos seus elementos. e atentar na sua conexão mútua e na sua ordem natural. por isso. oblíquo.

se tomarmos em consideração os indivíduos. verdadeiramente relativas. entre os objetos mensuráveis. . Do mesmo modo. entre as espécies de extensão. mas pode dizer-se mais relativo do que este último. vista. certas coisas são por vezes realmente mais absolutas que outras sem. ela é algo de relativo. Com efeito. porque tem uma natureza mais simples. por fim. etc. etc. se nos referirmos ao gênero. sem dúvida um ponto de que outras. porque depende dos indivíduos para existir. a espécie é algo de absoluto. são mais o universal é mais absoluto que o particular. embora as suas naturezas relativas. foi de mas a t rês d iferentes ao causa e o igual entre as coisas absolutas. sejam Assim. para melhor se compreender que consideramos aqui séries de coisas a conhecer e não a natureza de cada uma delas. alguma. Da mesma maneira. por exemplo.que são. no entanto. é o comprimento que é absoluto. mas. mas que. serem ainda as mais absolutas de todas. mais absolutas consideradas de do outra sob maneira. a extensão é qualquer coisa de absoluto.

em cada série. quer por uma inferência imediata e próxima. só podem ser percebidas deduzindo-as das primeiras. três ou mais conclusões diferentes. porém. cujo número também deve ser notado. a causa e o efeito são aqui. Quanto a todas as outras. mas só reconhecemos as desiguais comparando-as às iguais.para É os Filósofos. quer apenas mediante duas. a fim de sabermos se mais ou menos graus as afastam da proposição que é coisas correlativas. e não inversamente. investigarmos . que são poucas as naturezas puras e simples. dizemos que importa considerá-las diligentemente. necessário notar. porque são as mesmas que. em segundo lugar. As coisas iguais também se correspondem umas às outras. etc. que se podem ver por intuição imediatamente e por si mesmas. chamamos as mais simples. e não inversamente. mas nas próprias experiências ou graças a uma certa luz que nos é inata. se o que é um efeito. importa antes conhecer a causa. independentemente de quaisquer outras.

tal. determinadas. sempre que for objetos de necessário. para que examinar se possa com um método seguro. Note-se. nenhuma recolher escolha. investigação. além disso. que a segundo habituar-nos perspicácia certamente. que que já sobre pela não cada se minha experiência. começar os estudos das coisas difíceis. refletir uma mais é com do certa das mínimas coisas devem antes de questões fazer em terceiro lugar. verdades que . Tal encadeamento estas origina é. Para conveniente.a e primeira o todo a mais o lado. investigação importa. que conseqüências simples. mas que nos aprontarmos para algumas finalmente. e. as previamente. como é mais importante discerni-las por uma certa penetração do espírito do que retê-las na memória. como não é fácil a todas recensear. sem a nada vimos anteriormente. em das séries de aos quais se deve reduzir toda a questão. há que procurar um meio de dar aos espíritos uma formação que lhes permita reconhecê-las imediatamente. Mas.

que o número em seguida o continuamente 6 é . igualmente entre 12 e 24. depois. e destas outras investigações se outras ainda. ao abordar uma determinada questão. procuraria igualmente. Daqui deduziria facilmente que há a mesma relação entre 3 e 6 que entre 6 e 12. quer dizer 12. proporcionais. se bem me parece. é preciso refletir atentamente nas verdades encontradas e examinar cuidadosamente porque é que pudemos achar umas mais cedo e mais facilmente do que outras e quais são essas. 24. Feito isto. etc.. e ver será delas assim entregar-nos útil se me viesse ao o dobro de três. 12. 48. por conseqüência.se apresentem espontaneamente. a saber. e também o dobro deste último. os números 6. 48. pensamento etc. Do mesmo modo. procuraria dobro do número 6. ainda que tudo isto seja tão claro que quase parece infantil. ou seja. por diante. e que. 3 previamente. são Por exemplo. o dobro deste último. uma reflexão atenta . se podem deduzir.. etc. a que outras gradualmente. 24. Assim saberemos julgar.

esclareço que não foi mais difícil encontrar o dobro de seis que o dobro de três. dadas as grandezas 3 e 6. Não se como maneira muda . Observo. porque. que. porque — como é evidente — têm de encontrar-se uma a uma separadamente e sem relação às outras. de modo análogo. apesar da facilidade que há em achar uma terceira que esteja em proporção contínua. dadas duas grandezas extremas. 6. poder achar a grandeza média. ou seja. em todos os casos. depois de se ter achado uma proporção entre faz-me duas compreender grandezas inumeráveis a quaisquer. podem entre dar-se si. tão fácil. que têm. a saber 3 e 12. no entanto. em seguida. Antes de mais. a outras mesma a natureza da dificuldade quando se procuram 3 ou 4 grandezas ou mesmo mais. e a ordem que a sua investigação exige: só isso abrange o conjunto de toda a ciência das matemáticas puras. 12. proporção. isto é. não é.se complicam todas as questões relativas às proporções ou relações entre as coisas que se podem propor.

ou seja. Prossigo e examino se. parece ser assim. dadas duas grandezas. é uma operação completamente diferente da exigida para. há que prestar atenção não só a uma ção d e tu d o o qu e se re laci ona com u ma mesmo tempo. Com efeito. é claro de dificuldade. ou seja 6 e 12. primeira vista. aos dois extremos e proporção que entre eles existe. dadas as grandezas 3 e 24. a fim de extrair uma nova pela sua divisão. se teria podido achar tão facilmente uma das duas médias proporcionais. De fato. teria sido mais difícil achar uma das três médias proporcionais. Aqui surge ainda um outro gênero de dificuldade mais complicado que os precedentes: é que aqui. 6. permitido ir mais longe ainda e ver se. . razão. dados apenas 3 e 48.para quem disto ààÉ examina intuitivamente a que existe um ou outro gênero que difere muito do precedente. com efeito. é preciso prestar atenção. para achar um meio proporcional. para achar uma quarta. ao mesmo tempo. se encontrar uma terceira que esteja em proporção contínua. 12 e 24.

obviamente. ou 12 e diremos dificuldade dois facílimo que a Se e 12. então examinada é 3 3. será então alternados. outros. Por disso. 24. ou seja 6. 12. maneira. já permite observar. para diremos que a indiretamente Se igualmente e termos proporção examinada. além como se pode buscar o conhecimento da mesma coisa por vias diferentes. quatro proporcionais: dois diretamente primeira estes achar 24. seja.mas nos ocorre que esta dificuldade se pode dividir e simpli-ficar se. isto é 24. isto 3 é. exemplo: continuamente supusermos 12. externos. se procurar primeiro uma só média proporcional entre 3 e 48. e se se procurar seguidamente uma outra média proporcional entre 3 e 12. Deste modo se reduz ela ao logo segundo de dificuldade gênero Tudo me isto exposto. e uma outra entre 12 e 48. ou seja. em que uma é muito mais difícil e obscura que a outra. Se e 6. 12. 3 achar 24. 6. para supusermos através deles da os se . os acharmos ou seguidos. ou 6 e os outros e a encontrar é supusermos dois ou 6 e 24.

então da continuar exemplo ela segunda assim muitas e outras para que o leitor compreenda o que eu pretendo ao dizer que uma proposição se deduz direta ou indiretamente. por um movimento contínuo e jamais Para completar analisar. . muitas descobertas podem ser feitas mesmo noutras disciplinas por aqueles que refletem com atenção e se entregam às investigações com deduções: estas bastarão argúcia.procurarem será os examinada maneira. todas as coisas que se relacionam com o nosso objetivo. uma interrompido numa do pensamento. enumeração suficiente e abarcando-as metódica. e pense que. é preciso por uma. a partir do que há de mais fácil e do que se conhece em primeiro lugar. REGRA VII a ciência. indiretamente Poderia extrair deste 6 intermediários ainda único e 12.

isto encadeamento tão Com após termos lembrar-nos nos levou. por fim. em seguida entre C e D e.A para que. por de conseqüências estas todo o verdades. não é até aí preciso por contínuo exemplo. mas si que do observação necessária uma do diversas primeiramente ao da relação entre as grandezas A e B. remediar a espécie de por de isso fraqueza Por me acima. é as se certas um modo por vezes movimento pensamento. nem por isso vejo qual é a que existe entre A e E. e não posso fazer uma idéia precisa a partir das relações já conhecidas. verdades deduzem em dos dissemo-lo princípios efeito. a não ser que me recorde de todas. e conhecidos imediato. caminho dizemos da levaram que memória que é se um que. Por isso. percorrê-las-ei várias vezes por uma espécie de movimento contínuo da imaginação que vê intuitivamente cada objeto em particular conhecimento . depois entre B e C. operações faz-se longo se propõe mais primeiros não de alcançado fácil aqui como admitir mesmos. entre D e E.

Além pois. para não Todavia. movimento não alguma partindo de o todo com o omitirem certo muitas das cuidado não rápida. nenhuma fazer que porém. corrige-se também a lentidão do espírito e aumenta-se de certo modo a sua aprendido transitar última tal rapidez capacidade. encadeamento intermédias é dedução princípios este interromper-se parte. em os que tentam demasiado remotos.enquanto vai a com à aos passando outros. percorrem conclusões suficiente inconsideradamente. nos servem. sem deixar quase nenhum papel memória. dizemos para preceitos resolver que a a ciência. que mesmo imediatamente completamente enumeração se certamente. ao ajudar a memória. me pareça ver simultaneamente o todo por intuição. da primeira Acrescentamos. a menor das omissões faz quebrar a cadeia e arruína a certeza disso. aqui completar a maioria das . deve é os exigida outros para da conclusão. ter até relação para a que. Assim. frequentemente.

se o objeto da conclusão depois ou indução. de tal forma que. pois. e que se.só a enumeração nos pode ajudar a aplicar o nosso espírito a qualquer uma delas. enumeração. por acaso. como fiquemos pelo apercebermos vezes acontece. encontrá-lo menos mais sábios por nos de que não poderíamos por nenhuma das vias de nós conhecidas. a termos usado. audaciosamente fora muitas todas todo o alcance do . a não deixar escapar absolutamente nada. todas sabemos Esta investigação anas alguma coisa. homens percorrer aí de as nos seja que o seu chegam. a o que se relaciona com continuar investigação oculto. parecendo assim que de questões. de tudo proposta. por conseqüência. a fazer sempre sobre ela um juízo seguro e certo e. pudemos os vias pelas quais permitido afirmar conhecimento espírito está humano. questão e diligente omitimos de nossa investigação que cuidada tão dela tão a tiremos certa e evidente de que nada por descuido. é.

não podemos por meio de uma única intuição da vista distinguir todos os elos de uma cadeia demasiado comprida. aquela dá a é possível intuição. deve contentar-se com a certeza dessa operação. se tirarmos uma única conseqüência de um grande número de coisas separadas. Pois.Note-se. Mas. isso unicamente esta via. salvo a simples não que. se virmos a ligação de cada elo com os seguintes. neste caso. reduzir depois encadeamentos de dos todo na sua o outro intuição. um apenas conclusão gênero Sempre conhecimento rejeitados silogismos. . se a ilação tiver sido evidente. foram já reduzidas a uma verdadeira intuição. Do mesmo modo. por todos de que os resta-nos na qual devemos totalmente acreditar. muitas vezes a capacidade do nosso entendimento não é suficiente para conseguir abrangê-las a todas numa única intuição. suficiente indução. no entanto. à enumeração entendemos verdade com mais certeza do que prova. todas as coisas que deduzimos imediatamente umas das outras. além ou que nos disso.

Afirmei que esta operação deve ser suficiente. ainda que percorramos bastará pela um enumeração coisas perfeitamente número de se. outras. sujeita a erro. mas sem distinguirmos as coisas uma por uma. essa enumeração deve. porque pode. Além disso. com efeito. a menor omissão. não quantidade e . nem uma por se isso Com efeito. às vezes. Por vezes. ruptura da cadeia tempos a tempos. Às vezes. quantos como disse se gêneros são afirmaria que apenas que quisesse há uma deve ser suficiente. de cometermos tudo. muitas vezes. provar por enumeração seres corporais ou de apreendidos há nem outra.para dizermos também que percebemos como é que o último se liga ao primeiro. apesar de elevado evidentes. distinta e. também estamos certos de tudo abarcar com uma enumeração. ser incompleta e. por conseguinte. de forma que só conhecemos o todo confusamente. coisa pelos determinada sentidos. dá-se a e toda a certeza da conclusão se desvanece. ser completa.

mostrar que a compreendi distingui Suponhamos. Suponhamos. por meio da enumeração. por fim.a mais. Acrescentei também que a enumeração deve ser metódica. enumeração outros. que eu queria mostrar. não é necessário soubesse todos na em particular por outro lado. idêntica conclusão a respeito de todas as outras. via. dos alma não pela algum que. todos superfícies também das outras figuras não é necessário de igual perímetro: passar em revista todas as figuras. não que seguramente minha uns que. que a superfície do círculo é maior que rodas as completa. antes. de maneira a demonstrar que a alma racional a nenhum deles se pode referir. a fim de daí extrair. igualmente por indução. mesma racional ser os e os queria corporal. não só porque não há remédio mais eficaz contra os defeitos já enumerados do que aprofundar tudo com . não será que enumeração a de modo seja mas bastará juntar simultaneamente os corpos em alguns grupos. mas basta fazer esta demonstração para algumas em particular.

pode ordem geralmente de enumeração variar e depende das do . se levam a cabo. ou algum pormenor de cada uma em particular. muitas vezes. primeira vista. algumas mais do que outras ou.mas ordem. pareciam enormes. proposto. ao fim de pouco tempo – e graças a um trabalho fácil – numerosas tarefas que. quer em virtude das repetições demasiado freqüentes que se apresentariam dos mesmos objetos. ou então. Mas. redu-zir-se-ão tanto quanto possível a determinadas classes. por causa de uma ordem bem estabelecida. pelo menos. das quais bastará examinar cuidadosamente ou uma única. se cada se fosse uma acontece preciso das em coisas com relacionam percorrer o objeto nenhuma vida humana bastaria para quer por causa do seu número excessivo. nada alguma vez percorreremos em vão duas vezes. esta maneira de proceder é tão útil que. se dispusermos todas estas coisas na melhor ordem. frequentemente separadamente particular que àà porque também que. tal. Quanto coisas.

com efeito. para que o pensamento esteja em condições de a estabelecer com mais acuidade. pelo exame das transposições das letras. por isso. por exemplo. De proposições resto. Por este meio. Bastará propor-se. se se quiser fazer um anagrama perfeito transpondo as letras de um nome. repartido por determinadas classes. não estas devem últimas três ser separadas. de tal modo que se veja logo em quais há mais hipóteses de se achar o que se procura.um. ma relação que. . arbítrio de cada . nem distinguir as coisas absolutas das relativas: nem isso tem lugar aqui. por sus peita lhe parecesse de menor importância. que se descobrem fazendo consistir todo o método no estabelecimento desta ordem. uma ordem tal que nunca se percorram duas vezes as mesmas e que o seu número seja. não é necessário passar do mais fácil para o mais difícil. é preciso recordar o que se disse na quinta proposição. mas apenas uma brincadeira de crianças. muitas vezes o trabalho não será longo. Assim.

deve aqui REGRA Se. explicamo-las em poucas palavras. grande todas perfeição interesse nelas refletir do contribuem método. porque quase mais nada temos a fazer no resto do Tratado. que o deter-se evitando um intuir aí. determinar ao qual Não delas se ensinar em primeiro lugar. em que mostraremos em por menor o que aqui abordamos em geral.porque mesmo preciso. na série nosso de com depararmos examinar a objetos alguma entendimento suficientemente VIII coisa possa não bem. sem trabalho supérfluo. prescrevem a ordem e explicam-na. esta agora mostra em que casos é absolutamente necessária e em que casos é apenas útil. é e para a porque tempo igualmente teria geralmente. Com efeito. há o que segue e que procurar. o que As três regras precedentes .

é sem dúvida útil passá-las sempre em revista por ordem. mas apenas um reduzido número ou uma só. no entanto. como frequentemente acontece. passar-se frente. quase pelo mesmo motivo que a segunda regra. não nos expondo verdade alguma. não se julgue que ela nada contém de novo para promover a erudição. Claro que apenas ensina os principiantes a não trabalharem em vão. por outro lado. pode. Esta regra decorre necessariamente das razões dadas para a segunda. deve necessariamente ser examinado antes de tudo o que se lhe segue. Mas. Quanto ordem. ou inversamente. aos que conhecerem perfeitamente as sete regras precedentes. regra geral. não somos contudo obrigados a observá-la tão estrita e rigorosamente. embora pareça que apenas nos desvia da investigação de certas coisas. ainda que não conhecêssemos claramente todas as coisas. Se. ela constitui um grau completo na série . muitas coisas se referem ao mesmo grau.àà que serve para ir das coisas relativas ao absoluto. Contudo.

por que razão a si mesmos se podem contentar em qualquer ciência. saberá então certamente que. essa da própria de exclusivamente que em Dióptrica em que os paralelos se refratam de tal forma que depois da refração. têm um só ponto de chama todos. ao ponto de nada mais terem a desejar. nunca poderá encontrar a ciência que procura. mais longe menor própria a sua senso. e isso não por culpa do seu espírito. raios sua pela conhecimento que a que coisa. é levasse deve exemplos. uma ciência a natureza da Assim. ou homem. no entanto. aquela . Pois. e quem do curiosidade da natureza procedente ou seja. obrigado por esta última regra a deter-se em alguma parte. Este Tudo dois alguém às se isto procura. por um ou suponhamos que ter bom ser ilustrado entregando-se linha anaclástica. quem quer que tenha observado cuidadosamente as regras precedentes para resolver alguma dificuldade e seja. apesar de toda a sua aplicação. mas pelo mostra impedimento dificuldade. não condição manifesta não pareceria Matemáticas.

mas. que diz respeito não Matemática mas Física. só de coisas puramente simples e absolutas é que se pode ter uma experiência certa. regra. procurar a . como não será capaz de procurar minuciosamente esta relação. dedique segundo por outro só às a primeira lado. por suspeita. a mais verdadeira de todas. deseje que não se mas que. De nada lhe servirá querer aprender este conhecimento dos Filósofos ou extraí-lo da experiência. depende da refração mantêm dúvida. Além disso. esta proposição é ainda composta e relativa. ora. Seria também inútil supor entre os ângulos em questão uma relação que. que a relação com os de incidência. lhe gênero. dir-se-á no seu lugar. mas apenas uma linha que seria a conseqüência lógica da sua ângulos suposição. será forçado a deter-se aqui no limiar. e quinta linha sexta. pois já não procuraria a anaclástica.intersecção. Se. alguém Matemáticas. as segundo determinação que os àà Facilmente regras desta ângulos de sem observará. pois pecaria contra a regra terceira.

verdade à em tudo quanto mesma dificuldade. ângulos além de na que e os cair disso. Feito . a partir do segundo grau. é preciso saber o que é em geral uma potência natural: é. não puder descobrir a natureza da ação da luz. pelo menos por ângulos analogia. por fim. e que. voltará a passar pelos mesmos graus. depois de ter feito claramente e em pormenor este exame através da intuição intelectual. e que o conhecimento desta penetração supõe o conhecimento da natureza da ação da luz. a fim de que o conhecimento de alguma destas potências lhe faça compreender essa ação. seguindo a quinta regra. em última análise. o que há de mais absoluto em toda esta série. para compreender a ação da luz. incidência sua mudança devido diversidade dos meios. todas as outras potências naturais. a relação entre os se lhe depare. descobrirá. de acordo com a sétima regra. Portanto. de refração depende falaremos. enumerará. que. da da analogia. esta mudança depende da maneira como o raio penetra através de todo o corpo diáfano. por seu turno. e se. depois.

à que maneira o raio penetra através de todo o corpo diáfano e procederá assim por ordem em tudo o mais. a partir das regras dadas. nada vejo que possa impedir alguém de vir a conhecê-la de maneira evidente. até chegar própria anaclástica. Esta constituiu até hoje em vão o objeto de muitas inquirições. Se alguém se propuser como questão a análise de todas as verdades para cujo conhecimento a razão humana é suficiente — e parece-me que isso deve ser feito uma vez na vida por todos os que se esforçam seriamente por alcançar a sabedoria — descobrirá certamente. todos os outros instrumentos de conhecimento que isto. em seguida. que nada se pode conhecer antes do entendimento. enumerará. ter examinado em pormenor tudo o que vem imediatamente a seguir ao conhecimento do entendimento puro. investigará de . Depois de. e não o inverso. visto que dele depende o conhecimento de todo o mais. no resto. Mas demos o exemplo mais nobre de todos. contudo. pelo uso correto do nosso método.

temos dois: a pois. a propósito de cada objeto em particular. e abertas aos seguir uma de a origem quanto enumerará são apenas Empregará. três no modos de a precaver. o que será ainda fácil de fazer. a fim de segura: nem elas. e em e e o erro só distinguir conhecimento.. sentirá inteiramente que nada mais ignora por falta de espírito ou de homens que seja . verdade entendimento.. com efeito. todo e os imaginação o seu estes examinar ao ver que. podem existir atenção e que do entendimento. E — o que parecerá maravilhoso e incrível aos que o não experimentaram — logo após ter distinguido. cuidado propriamente. são tão numerosas que as não ache a todas facilmente e por uma enumeração suficiente. conhecimento. além embora dos prestará dois cuidadosa o possa enganar exatamente derivem outros todas para se as vias para a verdade. tudo em modos a sua frequentemente sentidos.. os conhecimentos que enchem ou apenas ornamentam a memória dos que são verdadeiramente causa por que um homem se deva dizer mais erudito.

bastando aplicar a sua mente como convém. cuja por esta regra. Este método.à e que nada há que outro homem possa saber. na verdade. assemelha-se ao proibida devido . Ora. ter a percepção investigação lhe será ao fato de. muitas coisas. é por aquilo que há de mais útil que se deve encetar a inquirição. Ainda que muitas vezes se possam propor-lhe arte. satisfará plenamente a sua curiosidade. no clara de que elas estão fora do alcance do espírito humano. Para melhor o fazer. sem que ele próprio também o consiga. entre as coisas igualmente fáceis de conhecer. se for sensato. importa uma vez na vida ter investigado cuidadosamente de que conhecimentos a razão humana é capaz. nem por isso se julgará mais ignorante. para não ficarmos sempre na incerteza quanto capacidade da inteligência e para que ela não trabalhe em vão e ao acaso. mas o saber simplesmente que aquilo que procura não pode ser sabido por ninguém. entanto. antes de nos prepararmos para conhecer as coisas em particular.

tenazes e tudo o mais que lhe viesse a ser útil.que não precisam da ajuda das outras. mas. auxílio. com efeito. Este exemplo ensina-nos que. no princípio. antes de mais. não se esforçaria logo por forjar. dos alguns pela com o seu Filósofos inatos arte. Se. de início. das artes depois mecânicas de preceitos termos é resolver que rudimentares às nossas mentes não encontrado preciso os do que tentar diferendos mais apenas parecem fornecidos logo. fabricaria martelos. conforme as necessidades. ou tirar . alguém quisesse exercer uma destas artes. a de ferreiro. mas elas mesmas fornecem o meio de fabricar os seus instrumentos. a pegar num calhau para martelo. a servir-se ir-se de uma pedra dura ou de qualquer bloco informe de ferro como bigorna. espadas e capacetes ou quaisquer outros objetos de ferro. para uso dos outros. uma bigorna. e estivesse privado de todos os instrumentos. por exemplo. a dispor de pedaços de madeira em forma de tenazes e a juntar. total mente a apree nsão do Após tais preparativos. seria certamente forçado.

sobretudo quando não houver razão que a faça parecer mais difícil de encontrar do que algumas das questões propostas geralmente na Geometria. é de o estende. E nada me parece mais inadequado do que disputar audazmente sobre os segredos da natureza. aqui que se este que de todas. a influência dos céus no nosso já anteriormente estabelecidas. assunto é preciso segundo o que deve fazer uma vez na vida quem quer que ame um pouco a verdade. pois a investigação aprofundada deste ponto contém os verdadeiros instrumentos do saber e todo o método. mas importa nos servirmos primeiro para procurar com o maior cuidado tudo o que há de mais necessário ao exame da verdade. . de deles Por mais outro útil do conhecimento Eis numa porque só que nada e trataremos como a pode até onde agora e pensamos primeira haver o investigar humano questão examiná-la as regras lado.É apuros os Matemáticos. ou na Física e nas outras disciplinas.

tão múltiplo ou tão disperso que não se possa. determinar próprios limites sentimos. para reconhecer como cada uma em particular se sujeita ao exame da nossa mente. dividimos primeiro tudo o que lhe diz respeito em duas partes: pois. quer conosco que somos capazes de conhecimentos. há que relacioná-lo. muitas não ou difícil que em nós vezes. mediante a enumeração. hesitamos em E formular . no inquirido se a razão tais fazer do futuro descobertas. incluir em limites determinados e reduzir a alguns pontos essenciais.mundo a predição como muitos inferior. Nada há. quando. considerar-se tarefa árdua os deste espírito. jamais humana pode deve terem e coisas fazem. entanto. não sobre o que um juízo existe fora de nós e que nos é completamente estranho. Para disso fazer a experiência na questão proposta. semelhantes. sem. com efeito. quer com as próprias coisas que se podem conhecer. E não é um trabalho imenso querer abarcar pelo pensamento todas as coisas contidas neste universo. de que tratamos.

separadamente que em nós só o mas também que três outras faculdades o podem ajudar ou criar-lhe impedimentos: são a imaginação. Em seguida. e coisas entendimento dividimo-las simples Entre as importa considerá-las e as em em naturezas vir só atinge. entendimento é advertimos capaz de ciência: É. Assim. ou por são . às enquanto só pode haver ou corporais. em que é que elas nos podem ser úteis. pertencentes a ambas ao mesmo tempo. sujeita discussão. esta parte será discutida mediante uma enumeração suficiente. inteiramente ou compostas. Neste naturezas próprias o sentido. umas naturezas espirituais. proposição seguinte. os sentidos e a memória. como se mostrará na Na verdade. entre as naturezas compostas. pois. necessário ver por ordem em que é que cada uma destas faculdades em particular pode constituir um obstáculo. ou então. a fim de nos precavermos. fim. de modo a lançarmos mão de todos os recursos. complexas simples.à Vamos discutir estes dois pontos.

porque distinguimos. Em todo por procurar este Tratado. com a demonstração de que só pode haver erro nestas antes de enquanto últimas naturezas compostas pela inteligência. que quem quer que tenha perfeitamente aprendido todo o nosso método — ainda que seja o mais medíocre dos espíritos — verá que nenhuma destas vias lhe está mais vedada do que aos outros e que já nada ignora por falta de espírito ou de arte. Far-se-á uma exposição mais pormenorizada de tudo isto na duodécima proposição. Mas. com tanto esforçar-nos-emos e tornar tão fáceis todas as vias abertas aos homens para o conhecimento da verdade. e as que pressupõem outras. e a cuja explicação destinamos todo o terceiro livro. das quais trataremos em todo o livro seguinte. nas naturezas as que se deduzem das naturezas mais simples e são conhecidas por si mesmas.de fato captadas como tais pelo entendimento. cuidado . ele as determinar por um juízo. as outras são por ele compostas. cuja experiência nos mostra a composição na realidade. Eis compostas.

porque não há menos ciência neste conhecimento do que em qualquer outro. que ela depende de uma experiência que não está em seu poder. coisas nelas Depois operações do de nosso termos as exposto entendimento. demonstrará que a coisa procurada ultrapassa totalmente a imprimir um espírito humano e. por conseguinte. a duas intuição e . mente ou a ao encontrará menos. ou. pelo de REGRA preciso para fáceis até as e nos intuição dirigir toda a IX acuidade do espírito menos importantes e mais nos determos tempo suficiente habituarmos a ver a verdade por de uma maneira distinta e clara.É sempre que conhecimento a aplicar sua de alguma ou coisa. se bem que seja forçado a deter-se. completamente. e é por isso que não se queixará do seu espírito. não se julgará por isso como mais ignorante. aperceber-se-á. por fim.

nesta Proposição e na seguinte. Conhecemos certamente a maneira como utilizar a intuição intelectual. do mesmo modo. quem tiver o devemos como costume servir dissemos. com espírito confuso. as duas principais faculdades do nosso espírito. como nos podemos tomar mais aptos para fazer estas operações e cultivar. que são as de que nos as ciências. com o uso. Pois. quem quiser observar muitos objetos ao mesmo tempo com um só olhar. agora explicar. vendo distintamente por intuição cada coisa em particular. adquirem. e. a perspicácia. a capacidade de fica se . a saber.as com arte umas das outras. Mas os artesãos que ocupam de obras minuciosas e que se habituaram a dirigir atentamente a penetração do seu olhar para cada ponto em particular.a dedução. deduzindo. de prestar para vamos únicas aprender atenção a mesmo tempo. ao mesmo tempo. não vê distintamente nenhum deles. e a sagacidade. quanto mais não seja por comparação com os nossos olhos. por um só ato muitas de coisas ao pensamento.

entanto. elas que entretanto admiram nos Filósofos certas razões sublimes e de longe tiradas. importa observar que os verdadeiramente sábios têm igual facilidade em discernir a verdade. consideração mais fácil. sem dúvida. já que gostam mais das trevas do que da luz. depois que aí chegaram: toda a diferença está maioria das . ainda que quase sempre elas se apóiem em fundamentos nunca por alguém suficientemente examinados em pormenor: são. em cada um destes casos. único e distinto. Pois. aos e a pessoas julgam nada saber quando vêem a causa muito simples e clara de uma coisa. No mortais em o do as coisas mais ínfimas os que nunca vários dissipam na continuamente mais o ao mesmo objetos ocupam que há de e simples e de tornam-se perspicazes. que eles a captam.distinguir perfeitamente subtis. considerar é um defeito mais belo o que comum é difícil. insensatas. seu pensamento mas tempo. Ora. assim também. é por um ato semelhante. quer a extraiam de um assunto simples ou de um assunto obscuro.

que a conduz princípios deve ser certamente uma verdade primeiros e mais mais longa. são por natureza muito mais aptos para isto do que outros. que pensamento todos tão . afastada se dos mais absolutos. se habituem a poucas coisas ao mesmo tempo e coisas tão simples que nunca julguem saber algo. dentre todas aqui importa fazer é que cada qual se persuada firmemente de que não é das coisas grandes e obscuras.na É via. segundo me parece. por mais escondidas que se possam supor. A única recomendação que. por exemplo. mas apenas das fáceis e mais ao nosso alcance. que não o vejam também por intuição tão distintamente como aquilo que de tudo mais distintamente conhecem. Assim. mas o método e o exercício podem tomar também os espíritos muito mais aptos. pelo pois. no mesmo instante. abarcar preciso. que é preciso deduzir as ciências. se eu quisesse examinar se alguma potência natural pode. Alguns. claro. exercer-se num local afastado.

atravessando
logo

para a

todo

à

o espaço

ou a

força magnética

sequer para a
luz, que dirigirei a minha
inquirir
se, porventura,
astros, não é

instantâneas,

provar

do

refletirei,

pois

que o
de

isso

objeto

tais

no

perceptível

notarei,

certamente,

que uma

passar

instantaneamente

isto

a fim de
ações são

mais

da minha

nada

da ação da

mente,

seria

preferência,

é

dos

influência

rapidez

corpos, porque
que seja mais

dos

não

intermédio,

pode

movimento
haver

aos
pedra

em

mas
local
tudo

sentidos.
não

E

pode

para
outro, porque é um corpo; enquanto que uma
potência
semelhante
que move a pedra só se
comunica
de
uma maneira
instantânea,
se
passar no estado nu de um sujeito a outro.
mais in tim amente. M as,
movimento
na
extremidade
de um pau, por mais comprido
que ele seja, facilmente concebo que a potência
que serve para mover esta parte do pau move
necessariamente num só e mesmo instante todas
as suas outras partes, porque se comunica no
estado nu, sem existir em qualquer corpo como,
de

um

de

difícil

pesquisa;

local

por

exemplo,

uma

pedra,

que

serviria

para a

transportar.
Da

como

é

pode

mesma maneira, se eu quiser saber
que uma só e mesma causa simples
produzir

contrários,

não

simultaneamente
é

aos

remédios

dos

efeitos
médicos,

que expulsam certos humores e retêm outros,
que vou recorrer, não é sobre a Lua, que aquece
pela sua luz e arrefece por uma qualidade oculta,
que direi bagatelas, mas considerarei antes por
intuição a balança, em que o mesmo peso num
só e mesmo instante eleva um dos pratos e baixa
o outro, e coisas semelhantes.
REGRA

se tome perspicaz, deve
exercitar-se em procurar o que já por outros
foi
encontrado,
e
em
percorrer
metodicamente
todas
as artes ou ofícios
dos homens, ainda os menos importantes, mas
sobretudo
os que manifestam ou supõem
Para

que o

X

ordem.

espírito

à

com um espírito tal que o
prazer dos estudos consistiu, para mim,
não em ouvir as razões dos outros, mas em
exercitar-me
a mim próprio na sua descoberta;
pois, foi apenas isso que me atraiu quando ainda
jovem para o estudo das ciências,
e sempre que
o título de um livro me prometia uma nova
descoberta,
antes de continuar
a ler, tentava
saber, se por uma perspicácia
inata, não poderia
porventura
chegar
a semelhante resultado, e
evitava
cuidadosamente
destruir
esse prazer
inocente
por
uma
leitura
apressada.
Fui
tantas
vezes bem sucedido
que finalmente
reconheci
que já
não
chegaria
verdade,
seguindo
o hábito
dos
outros
homens,
por
investigações feitas de modo incerto e às cegas,
com a ajuda da sorte mais do que da arte, mas
que uma longa experiência
me tinha permitido
captar
determinadas
regras, que para este
efeito me foram de não pouca utilidade
e de
que me vali para
planear
muitas
mais.
Assim, aperfeiçoei cuidadosamente
todo o meu
Nasci, confesso,

maior

àÉ à
e

método

princípio,

mais útil

persuadi-me

tinha

porque

Mas,

uma
procurar
próprias

antes
reina

esta

a

tecem
bordam
tecido

mesmo
que se

espíritos

as

de

mas

estudar

é

as artes menos

ordem;

e

por

agulha

ou

de cambiantes

as

pelas

com o

preciso

mais

examinar

e
em que

importantes

as

não

para
suas
que

ensina-nos

aquelas

exemplo,

tapeçarias,

todos

natural

coisas

logo

que

principalmente

telas

de

proposição

ocupar-nos

árduo,

todas

simples,

maneira

inclinação

minuciosamente

forças,

e

difícil

os

grande

tão

forçoso

é

a

adotado

o

desde

de todas.

têm

não

que,

de

mais
mais

fios de

que
que
um

variados;

do

dos artesãos

das

entremeiam

infinitamente

mulheres

os

os jogos numéricos e tudo o
relaciona com a Aritmética,
e exercícios
semelhantes.
maravilhoso constatar como todas
estas coisas cultivam o espírito,
contanto que
não vamos buscar a descoberta aos outros, i-nas
a tiremos de nós próprios. Com efeito, dado
que nelas nada há que permaneça escondido e
porque
correspondem
inteiramente
modo, todos

capacidade

do

apresentam-nos
ordens

todas

conhecimento
muito

humano,

distintamente

entre

diferentes

si,

inúmeras
submetidas,

a regras e cuja exata observância
quase toda a sagacidade humana.
E,
por isso, advertimos
a que se
aplicassem
a estas investigações com método,
método
que, nestas
matérias
de
menor
porém,

constitui

importância,

não

observância

constante

própria

ou

coisa

habitualmente

difere

da

que

subtileza.

Suponhamos,

queremos

ler

que

ordem

se
por

da

existe

inventa
exemplo,

na
com
que

uma
escrita
de
caracteres
: nenhuma ordem aí aparece
certamente,
mas, apesar
disso,
imaginamos
uma, quer para examinar todas as hipóteses
que se podem
fazer
relativamente
a cada
símbolo,
ou cada palavra ou cada frase em
particular, quer ainda para as dispor de maneira a
conhecer por enumeração tudo o que delas se
desconhecidos

pode

tempo

deduzir.

em

fortuitamente

Importa,
adivinhar

e

sem

sobretudo,

evitar

perder

semelhantes

arte,

pois,

ainda

coisas

que

àà à

possam muitas vezes encontrar-se sem arte e, por
vezes, talvez mais rapidamente
sorte do que
com a ajuda de um método, enfraqueceriam a luz
do espírito e o habituariam de tal modo a vãs
puerilidades
que, depois, se deteria sempre
superfície
das coisas, sem nelas poder penetrar
pode ser então cap tada
entretanto, não vamos
nós cair no erro dos que só pensam em coisas
sérias
e demasiado elevadas, das quais, após
múltiplos
trabalhos,
adquirem
uma ciência
confusa, embora desejem uma profunda?
pois,
no que há
de
mais
fácil
que devemos
primeiramente
exercitar-nos,
mas com método,
a fim de que, por vias abertas e conhecidas, nos
acostumemos,
como quem brinca, a penetrar
sempre até
íntima verdade das coisas: por este
meio, com efeito, será
em seguida pouco a
pouco, e num tempo mais curto do que
ousaríamos
esperar,
que
também
teremos
consciência
de
poder,
com igual facilidade,

É,

deduzir

de

proposições

complicadas.

princípios

que

parecem

evidentes
muito

várias

difíceis

e

todavia. eles certas confiante. governar que talvez. concluir acertado. deles enredados. que contrárias .Alguns em lugar que procuramos aptos para tornarmos mais umas outras. por vezes vezes a estes se servem muitas que aqueles evidência observamos Efetivamente. Por isso. mas sim os próprios sofistas. verdade formas de alguma lógicas que a enquanto como coisa. dos das a embora que certa de meios os todos quais a se verdade enquanto subtrai permanecem que algo de que a laços. de formas os deduzir omitamos Dialéticos. espantar-se-ão. a dispense da forma. e a os sofismas tão frequentemente mostra-nos pode. Isto não aos outros. virtude nos verdades necessariamente tão maneira neste de as os prescrevendo-lhe raciocínio concludentes e a em com razão. é sobretudo nossa se razão examinamos rejeitamos a estas para evitar aqui desinteresse. neles acontece experiência todos mais subtis quase nunca costumam enganar a quem se serve da razão. preceitos julgam neles razão atenção da própria inferência.

a menos que se tenha já a sua matéria. por conseguinte. para que se torne ainda mais evidente que esta arte de raciocinar em nada contribui para o conhecimento da verdade. a Dialética vulgar é totalmente inútil para os que desejam descobrir a verdade das coisas. importa observar que os Dialéticos não podem construir com a sua arte nenhum silogismo cuja conclusão seja verdadeira. por vezes.ao nosso procuramos antes cuidadosamente tudo o que nos ajude a manter o pensamento atento. Ora. isto é. para expor mais facilmente a outros as razões já conhecidas e. Daqui claramente se conclui que uma tal forma lógica não lhes permite conhecer nada de novo e que. por conseqüência. a não ser que já antes conheçam a mesma verdade que nele se deduz. objetivo e REGRA XI . Só pode servir. é preciso fazê-la passar da Filosofia para a Retórica. como se mostrará a seguir.

Definimos esta como uma inferência a partir de inúmeras coisas separadas. e conceber distintamente várias coisas ao mesmo tempo. percorrer as mesmas com o pensamento num movimento contínuo e em nenhum lado interrompido. efetivamente. tanto quanto se puder. opusemo-la dedução e.Depois da àà intuição de algumas proposições se delas tirarmos outra conclusão. refletir nas suas relações mútuas. Eis claramente aqui o que a ocasião de anteriormente . pois. na outra. como dissemos no mesmo local. expor mais se disse sobre a intuição intelectual. é assim que o nosso conhecimento se torna muito mais certo e se aumenta a capacidade do simples. apenas enumeração. numa dessas passagens. a simples dedução de uma coisa a partir de outra se faz por intuição. convém espírito. nas regras terceira e sétima. ao passo que.

ao mesmo movimento uma seguida. de não distinguimos por da Mas se a considerarmos já feita. quando é simples e clara. para a condições se exigem. porém. mas o termo de um movimento. a assim coisa que aí a tempo. A dedução.la.Foi preciso agir intuição intelectual. de algum modo. mas porque. duas que a proposição e distintamente e saber. . se pensarmos parece seja compreendida também tempo isso. Foi a esta última que demos o nome de enumeração ou de nda para encon trar as co isas que entre si s toda ao mesmo tempo pelo entendimento e a sua intuição. do nosso outra. o que se disse na sétima regra. e não quando é composta e complexa. não sucessivamente. como na um certo compreendida que. clara seja e fazê. que se implica em toda ao que espírito foi com realize toda infere razão terceira mesmo regra. segundo certeza na depende. e é por isso que supomos que a vemos por intuição. da memória. já não designa então movimento algum.

certa tantas havia a presente regra. e em tornar para outras distinções de o nosso uma já maneira espírito mais mais apto a memória. para de todas se elas tirar conclusão. da qual descobertas. esta agora explica de que maneira as duas operações se completam e aperfeiçoam mutuamente. Com efeito. Há nisto uma dupla vantagem que indicamos e que consiste em conhecer a Outras para interpretar conclusão. como se disse. que nos ocupa. graças a um movimento do pensamento que considera atentamente por intuição cada objeto em particular. a certeza das conclusões que abarcam mais do que o que pode ser captado por uma só das nossas intuições. ao mesmo tempo que vai passando aos outros. depende. a fazer que a nona tratou unicamente da intuição intelectual e a décima apenas da enumeração. . ao ponto de parecerem fundir-se conjuntamente numa só.qual se sobre cada devem conservar uma das partes uma única os juízos emitidos enumeradas.

importa observar que a maior utilidade da nossa regra consiste em que a reflexão sobre relação existe entre quinta: . entre seguida. entre nem por isso vejo que a primeira e a quinta e não a posso deduzir das que já são conhecidas. repetido tenha a devido fortificada.deve seus ser e despertada e esquecimentos contínuo movimento por Suponhamos. entre uma depois. chegado relação uma uma quarta e uma àà fraquezas. terceira. a não ser que me lembre de todas. Além disso. e uma que. finalmente. e uma uma terceira e uma quarta e. segunda. Eis porque é necessário que o meu pensamento as percorra de novo. operações. sem quase deixar nenhum papel memória. pareça ver toda a coisa ao mesmo tempo por intuição. até que passe da primeira última com tal rapidez que. entre existente segunda por aos um do pensamento. primeiro. Não há ninguém que não veja como é que por este meio se corrige a lentidão do espírito e aumenta a sua capacidade. primeira eu qual e grandeza exemplo. em por a várias conhecer.

e é ainda muito mais difícil conceber a dependência desta segunda relativamente primeira e quarta.: é que isto se faz por meio de conceitos particulares e distintos. Daí chego. dadas apenas a primeira e a terceira. etc. Ora. etc. que percorro mais grandezas continuamente que vou refletir. por subitamente algumas das dependência é proposições hábito de simples distinguir ou menos relativo. exemplo. por um conceito semelhante. a captar porque é que. que reconheço a relação existente entre a primeira e a segunda. se reduz ao absoluto. não descobrirei tão proporcionais: eis tudo aquilo sobre .a mútua nos faz Éà à o adquirir o que e por que graus Suponhamos. entre a terceira e a quarta. nem mais nem menos fácil. etc. posso facilmente encontrar a terceira e a quarta. dadas somente a primeira e a segunda. Mas não posso conceber assim tão facilmente qual a dependência da segunda relativamente primeira e terceira ao mesmo tempo. em seguida. entre a segunda e a terceira.

outra outra implicados. também achar três simultaneamente me pareceria entre razão forma: simultânea conceitos. que quatro é divisível por outro número. Há. porque há aqui facilmente três conceitos isso. o que é que nela gera a dificuldade e qual é de entre todos o meio mais simples para a resolver: é o que constitui a maior ajuda para conhecer a verdade. é que eles difícil Por ainda a primeira e a quinta. para que isto se passe de que. pois isso só se pode fazer mediante um conceito que envolva ao mesmo tempo dois dos precedentes. etc. da segunda por meio da primeira e da terceira. Dadas apenas a primeira e a quarta. Quem se habituou a fazer estas reflexões e outras semelhantes reconhece imediatamente. ser-me-á ainda mais difícil ver por intuição as duas médias.a média. dado . sempre que examina uma nova questão. mais existe podem aqui contudo entre ser quatro separados. apesar da ligação médias no entanto. de maneira a possibilitar-me a busca da terceira apenas por meio da primeira e da quinta. em seguida.

há apenas quatro faculdades que podemos utilizar para esse objetivo: o entendimento. No conhecimento. intuição distinta da todos os imaginação. Em nós. regra é a conclusão de tudo o que anteriormente se disse e ensina em geral o que Esta era necessário explicar em particular: eis como. a saber: nós. quer ainda para encontrar as coisas que entre devem comparar. e os objetos a conhecer. quer para termos das proposições quer para estabelecermos. uma ligação adequada que as permita reconhecer. e da memória. entre as coisas que se procuram e as conhecidas. a imaginação. há apenas dois pontos a considerar. os .REGRA Finalmente. a fim de se não omitir nenhum recurso da indústria humana. recursos do dos sentidos uma há que XII utilizar entendimento. simples. que conhecemos.

Do lado da realidade. quais são em todo o composto humano as faculdades que servem para o conhecimento e o que cada uma delas faz em particular. deve. no entanto. se este lugar não me parecesse demasiado estreito para incluir todos os preliminares necessários.à e a memória. basta examinar três coisas. antes de a todos se Por isso. o que é o seu corpo. daquilo não omitindo a que se pode absolutamente estender a nada indústria humana. pelos sentidos e pela memória. ao primeiro ponto. Só o entendimento é capaz de ver a verdade. expor o que é a mente do homem. e. a saber: primeiro. o que se apresenta espontaneamente. que deduções se podem tirar de cada um deles. em seguida. como se conhece por outro um determinado objeto. ser ajudado pela imaginação. para nada omitirmos de quanto se oferece nossa indústria. passando desejaria aqui . como é que este é informado por aquela. por fim. Esta enumeração parece-me sentidos completa.

qual dos modos de conceber tudo o que em nós se destina a conhecer as coisas é mais útil ao meu propósito. Mas. ainda que tenhais muitas vezes. que é que vos impedirá de seguir as mesmas suposições se é evidente que. que assim seja.tornar manifesta verdade destas coisas. a com a efeito. sem em nada diminuir a verdade das coisas. a não ser que previamente tenha exposto as razões que me levaram às minhas deduções e mediante as quais creio que os outros também podem ser persuadidos. bastar-me-á explicar com a máxima brevidade possível. em que fazeis sobre a quantidade certas suposições que não enfraquecem de maneira alguma a força das demonstrações. exceto se vos agradar. elas unicamente Desejo. nada asserir de quanto tornam tudo muito mais claro? Não será diverso que acontece na Geometria. do . escrever sempre de maneira se costuma pôr em discussão. na Física. Não acreditareis. mas. uma idéia diferente acerca da sua natureza. já que não o posso fazer agora.

por um movimento local.. revestida cores. ou rugoso. membrana impérvia de diversas das orelhas. lugar. importa antes conceber que o objeto modifica realmente a figura exterior do corpo senciente. e a primeira narinas e da língua. o frio e as qualidades semelhantes. etc. não só quando pelo tato sentimos um corpo como figurado. para falar com propriedade. mas também quando mediante o tato percepcionamos o calor. Há que admitir isto. E nem sequer se deve pensar que estas expressões são analógicas. O mesmo acontece com os outros sentidos: a primeira parte opaca do olho recebe assim a figura. pois. vai . pela mesma razão por que a cera recebe a figura impressa por um selo. partes do embora objetos ação. somente passivos na sensação. exatamente da mesma maneira que o selo modifica a que se encontra na superfície da cera. das ao objeto. ou duro.É em preciso. conceber. que todos corpo. são todavia. por uma os sentidos primeiro externos enquanto os apliquemos aos ou seja. impressa pela ação da luz.

É

igualmente

odor

e ao

buscar

uma nova

figura

ao som, ao

sabor.

muito

útil

uma

tal concepção de todas

estas coisas, pois nada cai mais facilmente

sob

os sentidos do que a figura: na verdade, toca-se
e vê-se. Por outro lado, esta suposição nem
sequer implica mais conseqüências falsas do que
qualquer- outra: a prova está em que o conceito
de figura é tão comum e tão simples que está
incluído em todo o sensível. Por exemplo,
podes supor que a cor seja o que quiseres, mas
não negarás
que é extensa e, por conseqüência,
figurada. Que inconve-niente, pois, daqui

se,

resultará

precavendo-nos

de admitir

ou de formar irrefletidamente algum
novo ser, não negarmos da cor o que a outros
teria agradado pensar, mas apenas abstrairmos de
tudo o resto — salvo do que constitui uma
figura — e se concebermos
a diferença que
inutilmente

existe

entre

como a que
expostas

o

branco,

o

existe entre

ou outras

azul,

as

o

vermelho,

figuras

semelhantes,

aqui

etc.?

etc.,

O

pois

a

mesmo

quantidade

para

certo,

se

pode

dizer

infinita

exprimir

de

das

figuras

as

todas

tudo

o

basta,

diferenças

objetos sensíveis.
Em

que,

segundo

visto

movimento
recebe

corpo,

é

o

lugar,

sentido

pelo

é

objeto,

transposta

preciso

externo

a

para

ser
figura

outra

É

mais,
é

dos

conceber

posto

em

que

ele

parte

do

comum,
instantaneamente
e sem passagem
real
de
ser algum
de
um sítio
para
outro.
precisamente
assim
que agora, ao escrever,
compreendo
que, no mesmo instante em que
cada letra particular é traçada no papel, não só a
parte inferior da minha pena está'
a mover-se,
mas ainda que nem sequer nela pode existir o
chamada

sentido

menor

à

que seja igualmente
recebido
ao mesmo tempo em toda a pena,
cuja
parte
superior
descreve
no ar todas
estas

movimento,

diferentes

sem

formas

de movimentos,

ainda

que na minha concepção nada de real passe de
uma extremidade
outra. Quem pensaria, com
efeito, que há
menos conexão entre as partes
do corpo humano do que entre as de uma pena,
e que é que se pode imaginar de mais simples
para exprimir este fato?
Em terceiro lugar, é preciso conceber que
o sentido comum desempenha também o papel
de

um

selo

imaginação,

para
tal

formar

como

na

na
cera,

fantasia

as

ou

mesmas

ou idéias
que vêm
dos
sentidos
puras e incorporais;
e que esta
fantasia é uma verdadeira
parte do corpo, cuja
grandeza
é tal que as suas diversas
porções
podem revestir várias
figuras distintas umas das
outras e as costumam conservar
por bastante
tempo: é então a mesma que se chama memória.
Em quarto lugar, é preciso conceber que
a força motriz ou os próprios nervos têm a
figuras

externos,

como uma também em nós fantasia assim próprios se se puramente compreende fazem todas aquelas . como sentido o são se onde cérebro. no entanto. mas apenas corpórea. qual diferentes.sua no origem pela fantasia. parece. animada por um movimento totalmente diferente e contrário. ter as suas imagens expressas em si. tal. mas outras de que podem seguir-se estes movimentos. também como é que a ser a causa de muitos movimentos nos nervos sem. Com efeito. na sua parte maior. pelo contrário. a pena inteira não está em movimento tal como acontece com a sua parte inferior. E assim se compreende como podem fazer-se todos os movimentos dos outros animais ainda que neles não se admita Este exemplo mostra pode fantasia absolutamente nenhum conhecimento das coisas. movidos comum o é externo ou como a pena inteira a encontra de maneiras pelo pela sentido sua parte inferior.

Em todos estes casos. esta não chega para receber ao mesmo tempo as idéias vindas do sentido comum. que. que conceber quinto esta lugar. nas coisas só pois corpóreas devem nada que lhe aqui se seja . muitas vezes. contudo. aplica estas expressões analogicamente. ou para as transferir para a força motriz segundo a simples organização corporal. em Finalmente. ora imita o selo. esta força cognoscente é ora passiva. ora a cera. além disso. ora ativa. pela força preciso é qual as coisas é puramente espiritual e não é menos distinta de todo o corpo do que o sangue do osso. ou a mão do olho. quer porque forma outras novas que ocupam de tal forma a imaginação que. ao mesmo tempo que a porque sentido quer às que se conservam na memória.operações que realizamos sem qualquer ajuda da razão. tomar-se encontra se do fantasia. é única. quer conhecemos porque propriamente recebe as figuras vindas comum.

sempre que fantasia. Consideramo-la apta para estas diversas operações e há que ter em conta. que.totalmente Éà semelhante. ou se ocupe das já feitas. ao aplicar-se comum. No seu devido lugar. se diz: compreender. se diz: aplicar-se apenas imaginação. ulteriormente.. Uma vez assim formuladas todas estas concepções. funções. ou memória. mas dá-se-lhe propriamente o nome de espírito. se diz: recordar. finalmente. ou imaginação. uma só e mesma com a imaginação ao ver. que. a distinção das denominações precedentes. enquanto esta se acha revestida de diversas figuras. ao aplicar-se a ela para formar outras novas. o leitor atento divisará facilmente quais as ajudas que deve pedir a cada faculdade e até onde se pode estender a diversas . ao que. tocar. ou sentidos. se diz: imaginar ou conceber. a Segundo estas mesma força chama-se ainda ou entendimento puro. ao agir só. exporei mais longamente de que modo se força sentido faz esta última operação. etc. que.

pelo menos a corpórea e semelhante recor-dação dos animais. tanto quanto possível. para que nelas não encontre obstáculo algum. mas. o entendimento se propõe examinar um objeto que se pode relacionar com um corpo. por outro lado. a os imaginação pela agir pode sobre agir ela. é preciso afastar os sentidos e despojar. entendimento pode ou. sobre os sentidos pela força motriz. com certeza que. pelo contrário. se o entendimento se ocupa do que nada tem de corporal ou de semelhante ao corporal. pelo contrário. Se. por outro lado. pintando nela as imagens dos corpos. a imaginação de toda impressão distinta.indústria dos homens espírito. não pode ser ajudado por essas faculdades. eles podem agir sobre ela. não é de forma alguma distinta da imaginação. a memória. também à para ser suprir defeitos do como o movido pelo contrário. é a idéia deste objeto que é preciso formar com Conclui-se assim . aplicando-os aos seus objetos ou. Com imaginação assim assim efeito.

próprio Uma para deve mostrar-se aos objeto que esta imaginação. objetos não pode intuição distinta facilitar de cada serão tanto mais cômodas quanto mais breves forem. há que rejeitar das idéias. Do mesmo modo. Mas. mas antes algumas das suas figuras abreviadas. que das coisas se têm. abordar também o segundo ponto: distinguir cuidadosamente as noções das coisas simples. contanto que bastem para evitar um lapso de memória. e estas. E vamos. a fim de que o resto mais facilmente se retenha na memória. Quem tudo isto observar nada omitirá. do que se relaciona com esta parte da nossa exposição. não serão então as próprias coisas que se devem propor aos sentidos externos. o fazer.a maior o mais comodamente sentidos idéia na distinção possível externos representará. das noções que a assim . o que muitas vezes se tem de fazer. pluralidade de ao entendimento a um deles em particular. agora. para tirar de uma pluralidade uma só dedução. tudo o que não exigir uma atenção imediata. me parece.

mas pouco importa que nem sequer as julguem mais verdadeiras do que os círculos imaginários com que os Astrônomos descrevem os seus fenômenos. pois distintos uns . Neste lugar. tal como no que precede. por parte da realidade. a propósito de qualquer coisa. Com efeito. que conhecimento pode ser verdadeiro ou falso.se compõem e ver numas e noutras onde pode residir o erro. considerarmos um corpo extenso e figurado. pois. é preciso fazer certas suposições que talvez nem todos nos concedam. por exemplo. confessaremos que ele. em primeiro lugar. não partir delas poderia natureza neste sentido dizer-se composto corporal. estes elementos de extensão nunca e existiram de de figura. e quais as que se podem conhecer com certeza a fim de apenas delas nos ocuparmos. é algo de uno e de simples. contanto que. a fim de o evitarmos. pela sua ajuda. que é preciso considerar as coisas singulares em ordem ao nosso conhecimento de forma diferente de quando delas falamos tal como existem realmente. Dizemos. Se. se distinga.

percebidas simples limite algo mais geral figura. concebemo-las modo. visto falar também que se pode. entendimento. chamamos cujo conhecimento entendimento não outras conhecidas figura. não tratando aqui de coisas senão enquanto entendimento. a extensão. a às tais são etc. do limite que sem pela dúvida do movimento. todas que o distinto em dividir pelo àquelas de certo destas. Quanto movimento. pode assim acontece o e tão claro compostas exceção por obtemos só mais distintamente: outras. às vezes. preciso tão geral que não para as que. em ao nosso relação que dizemos é composto porque captamos naturezas. três ÉÉ Mas. por isso que. concebendo pela palavra alguma.dos outros. . abstração das próprias coisas quando dizemos que a limite do objeto extenso. é as fossem entender há isso sequer simples: figura é o palavra de maneira várias como se. cada destas uma delas antes de termos podido julgar separadamente que se encontram as três juntas num só e mesmo sujeito.

que as coisas chamadas simples em relação ao nosso entendimento são puramente intelectuais. se bem que o limite designe abstração tirada da figura. antes. é certo que há algumas assim. . graças a uma certa luz ingênita e sem a ajuda de qualquer imagem corpórea. não devem. ou puramente materiais.etc. ou comuns.. que a considerar-se figura. é um composto de várias naturezas completamente diferentes e às quais se aplica apenas de maneira equívoca. houve também que abstraí-lo dos seus objetos. a dúvida. coisas que são de um gênero totalmente diferente do da figura. e não pode formar-se nenhuma idéia corporal que nos represente o que é o conhecimento. Ora. Dizemos. que nos é permitido chamar volição. etc. como o termo de uma duração ou de um movimento. por isso mais simples do uma vez que se atribui ainda a outras coisas. em segundo lugar. Neste uma caso. São puramente intelectuais as conhecidas pelo entendimento. a ignorância. e também o que e a ação da vontade. porém. por conseguinte. e.

quer puro. elas sabemos a figura. A isto se devem igualmente referir essas noções comuns que são como laços unindo entre si outras naturezas simples e sobre cuja evidência se apóiam todas as conclusões dos raciocínios. movimento.e coisas semelhantes. etc. têm duas também. a duração e coisas semelhantes. São as seguintes: duas coisas idênticas a uma terceira chamar-se são entre idênticas que coisas não mesmo terceira do alguma diferença. relacionar-se também além com uma entre disso. para tal. como a existência. Puramente razão. noções comuns pelo materiais. assim modo. conhecidas tão real sermos basta materiais são e todas facilmente dotados as coisas de o etc. quer através do mesmo que intui as imagens das coisas entendimento entendimento si. que apenas nos corpos. Finalmente. podem podem . ora aos espíritos. E. existirem extensão. a unidade. si estas ser conhecidas. como a por nós que. devem comuns as que são atribuídas indistintamente ora aos objetos corpóreos.

. poderemos ulteriormente dizer que todos os restantes objetos que viermos a ainda conhecer compostos são naturezas destas por exemplo. enquanto são apreendidas pelo nosso entendimento. há a contara privação e a negação destas mesmas naturezas. direi que o meu pensamento é de certo modo composto de figura e repouso. ou o repouso. naturezas são e que nada contêm se distinguirmos entendimento conhece. ou a duração. ele o e as qual intuição julga. terceiro todas vê de falso. ou o instante.De resto. e assim por simples: diante. entre estas naturezas simples. Será a as daquela faculdade. conhecidas por qual por si fácil pela prová-lo. coisas pela que estas mesmas lugar. do que aquele mediante o qual compreendo o que é a existência. não é menos verdadeiro o conhecimento que me faz ver intuitivamente o que é o nada. pois. se me acontece julgar que uma figura não está em movimento. em Dizemos. ou o movimento. Graças a esta maneira de conceber.

vezes. ou que intuição pensamento este motivo. que há alguma coisa é por julgamos completamente com É que coisas assim é quando. e nosso este quando efetivamente ignorar vemos por nelas o nosso pensamento Pode evidente alguma Por falso. suspeitamos que que nos está escondida. por isso mesmo. em Dizemos. e aí capta. ignorar. que a conhecemos perfeitamente. conjunção necessária destas ou quarto coisas contingente. si a é quando . lugar. Aliás. é que nos enganamos se. em virtude do que nela captamos e do que dela julgamos efeito. que não conhecemos destas naturezas simples. que pensemos afirmando acontecer na além realidade do conhecemos. mas composta.ou negando. se dela apreendêssemos intelectualmente uma mínima parte. nem a poderíamos chamar simples. simples que entre necessária. haveria que concluir. o que é seguramente necessário na hipótese de que sobre ela emitimos algum juízo.

se Sócrates diz que duvida de tudo. tudo o que se demonstra a respeito das figuras e dos números conecta-se necessariamente com o objeto de que se afirma. nem um movimento privado de toda a duração. trata-se de uma composição necessária. do mesmo modo. que sabe que pode da outra . Do mesmo modo ainda. etc. E não é apenas nas coisas sensíveis que se encontra esta necessidade. com efeito. segue-se necessariamente que compreende ao menos que duvida. não concebemos distintamente o número sete sem nele incluirmos numa certa relação confusa o número três e o número quatro. se digo que quatro e três fazem sete.uma está àÉ à implicada tão intimamente no conceito que não podemos conceber distintamente uma ou outra. Do mesmo modo. porque não é possível conceber uma figura privada de extensão. mas também noutras circunstâncias: por exemplo. se as julgarmos separadas entre si. desta maneira que a figura está unida extensão.. o movimento duração ou ao tempo.

Dizemos. muitas vezes. mer osos defei tos. proposições etc. quinto compreender a das assim. c omo acontec e se. e do mesmo modo: compreendo. portanto.haver à algo estas de verdadeiro conseqüências ligadas natureza contingente a é se quando necessariamente que dúvida. não é contudo virtude que observar que além nada destas . Final-mente. está vestido. podemos de Deus em existir. conclusão em que eu permitido. não sua A implica as entre que um corpo diz de falso. Há importa conversas proposições necessárias que ainda de que do fato de da ainda são contingentes: eu existir tire do fato também existo.. não notando a relação que entre elas existe. como. estão ligadas entre si necessariamente e que a maioria das pessoas situa entre as contingentes. afirmar lugar. pois estão da indissolúvel ligação ou união nenhuma coisas: é animado. como que um uma grande quantidade de coisas que. para as parte maior Deus existe. homem etc. tenho uma mente distinta do corpo. etc. pelo fato Deus é.

naturezas

simples

composição

muitas

e

da

que entre

vezes

mais

fácil

espécie

elas

de

existe.

considerar

mistura
E, claro,

ou
é

ao mesmo

juntas do que separar das outras
por exemplo, posso conhecer o
triângulo sem nunca
ter pensado
que, neste
conhecimento, está ainda contido o do ângulo, da
linha, do número
três,
da figura, da extensão,
etc.; isto não nos impede, no entanto, de dizer
que a natureza do triângulo é composta de
todas
estas
naturezas
e que elas são mais
conhecidas
do que o triângulo, pois são elas
próprias que a inteligência
nele descobre.
No
mesmo triângulo estão talvez ainda encerradas
muitas outras naturezas que nos escapam, como
a grandeza dos ângulos, cuja soma é igual a dois
retos, e as relações inumeráveis
que existem
entre os lados e os ângulos, ou a capacidade da

tempo

uma

área,

várias

única;

etc.

em sexto
lugar,
que
as
por nós chamadas compostas nos são
conhecidas,
quer
porque
experimentamos
o
que elas
são,
quer porque
nós próprios
Dizemos,

naturezas

as

compomos.

percepcionamos

Experimentamos
pela

sensação,

tudo
tudo

o
o

É

que
que

e, de um modo geral, tudo
o que chega ao nosso entendimento, ou de
algum lado, ou da contemplação refletida que
ele tem de si próprio. Há
que notar, a este
respeito, que o entendimento
nunca pode ser
enganado
por experiência
alguma,
desde que
unicamente
tenha a intuição precisa
da coisa
que lhe é apresentada, conforme a possui em si
ou numa imagem, e contanto que, além disso,
não
julgue
que a
imaginação
reproduz
fielmente
os objetos dos sentidos, nem que
ouvimos

os
das

dos

sentidos
coisa,

outros

revestem

nem,

verdadeiras

finalmente,

que

as

figuras

coisas

nos aparecem.
que, efetivamente,
estamos sujeitos ao erro, como se alguém
nos
contar
uma
fábula,
julgarmos
que o
acontecimento
tem lugar; ou se um doente
atingido de icterícia
julgar que tudo é amarelo,
porque tem o olho tingido de amarelo; ou, por
fim, se devido
a uma lesão da imaginação,
externas

em

são

todos

sempre

as

estes

tais quais

pontos

como acontece
aos
que as suas imagens
realidades.
entendimento
receber

da

Mas
do

perturbadas

nada
sábio,

imaginação

à

melancólicos,

disto

porque

será

julgarmos

representam
enganará
tudo

o

evidentemente

o
que
por

como realmente
nela
pintado;
todavia,
nunca
afirmará
que isso
mesmo
aconteceu tal qual e sem qualquer mudança das
coisas externas para os sentidos e dos sentidos
para a imaginação, a não ser que o tenha
conhecido antes, por qualquer outro meio. Por
outro
lado,
compomos
nós próprios
as
coisas
que entendemos, sempre que julgamos
existir
nelas
algo
que nenhuma experiência
imediatamente
mostrou
nossa mente. Por
exemplo, se acontecer que o doente de icterícia
se persuade
de
que as coisas vistas são
amarelas, este seu pensamento
será
composto
daquilo que a sua fantasia lhe representa
e da
suposição que faz, a saber, que a cor amarela lhe
aparece, não por defeito do seu olho, mas
porque as coisas vistas são realmente amarelas.
A conclusão é que só podemos ser enganados
ele

julgado

sétimo que esta a saber. A composição faz-se por conjectura quando. nada mais há do que éter muito puro e muito mais subtil que o próprio ar. acima do ar. ou por uma disposição da fantasia: a primeira influência nunca engana. conjeturamos que. por exemplo. por impulso. por se encontrar acima da água. mas determinados apenas ou por alguma potência superior. se em lugar. e ainda do fato de o ar.compondo em que É nós próprios de certo modo as coisas acreditamos. ser também mais leve. etc. por estar mais afastada do centro do mundo do que a terra. por impulso que compõem os seus juízos sobre as coisas aqueles cujo espírito os leva a alguma crença. Dizemos. ou pela sua própria liberdade. do fato de a água. . a terceira quase sempre. ser também de uma essência mais subtil. mas a primeira não tem o seu lugar aqui. a segunda raramente. por conjectura ou por dedução. sem serem persuadidos por razão alguma. porque não depende da arte. Tudo o que composição pode fazer de três maneiras.

como acontece ao deduzirmos que nada pode ser figurado sem ser extenso. Mas está em nosso poder evitar este erro. porém. Resta só.deste certamente. haver nela também numerosos defeitos. daí concluirmos que este espaço é vazio. pelo fato da figura ter uma ligação necessária com a jamais também não afirmarmos é verdadeiro. e se compomos modo se julgarmos não que que é nos apenas à engana. . pois. associando erradamente a natureza do vazio deste espaço. provável mas nos torna mais sábios. se nunca ligarmos coisas entre si sem ver por intuição que a ligação de uma com outra é completamente necessária. a dedução pela qual possamos compor as coisas de forma a estarmos seguros da sua verdade. tato ou qualquer outro sentido. a saber. Pode. como tant o q uanto ela de nada haver no nosso espaço cheio de ar que percepcionemos pela vista. Assim acontece sempre que de uma coisa particular ou contingente julgarmos que é possível deduzir algo de geral e de necessário.

finalmente. quer na fantasia. que abordamos na oitava proposição. por outro. por um lado. dir-se-ão mais coisas a seguir. em minha opinião. em segundo lugar.àà extensão. em primeiro expusemos distintamente e. Conclui-se. que não há que envidar esforços por conhecer essas Tudo lugar. etc. Quanto dedução. por uma enumeração suficiente. o que no início só confusa e grosseiramente pudemos mostrar. que não há vias abertas ao homem para um conhecimento certo da verdade além da intuição evidente e da dedução necessária. E é claro que a intuição intelectual se estende. permite concluir. e também para conhecer o que são as naturezas simples. a todas as outras coisas que o entendimento julga existir de uma maneira precisa. ao conhecimento das conexões que existem necessariamente entre si e. naturezas conhecidas separar isto que simples. quer em si próprio. por unias si das pois são mesmas. a todas essas naturezas. a saber. outras e já suficientemente mas apenas considerar por as parte .

de espírito é de É delas. que sofremos ao mudar de lugar. que seja tão débil que não perceba que. mediante algo de mais evidente: com efeito. sua penetração intelectual. ou absolutamente nada. e quem poderia conceber a mesma coisa. com efeito.intuitivamente cada a ninguém. exceto a situação. o que lhes acontece sempre que tentam esclarecer estas coisas conhecidas por si mesmas. frequentemente o costume os letrados de serem têm tão que encontram meio de nada ver no que é evidente por si e que os incultos nunca ignoram. Pois quem não percebe todas as mudanças. sejam elas quais forem. aplicando-lhes Não há uma algum modo diferente de si. esta Mas porque observação. Não é em vão que aqui fazemos levantado. e nem todos podem afirmar que nada mudou. quando nem todos separam com a mesma distinção a natureza da situação do resto que se contém nesse pensamento. quando sentado. quando se lhe diz que o lugar é a superfície do corpo engenhosos mesmo . ou explicam outra coisa.

ambiente? Esta superfície pode se mudar. dizer que nunca se devem explicar as coisas por definição alguma desta espécie. ciência humana distintamente em terceiro consiste como estas lugar. pelo contrário. mas que cada um as deve apenas examinar separadas de tudo o mais. pois. coisa conhecidíssima de todos. é o ato do ser em potência. deslocar-se comigo de maneira a rodear-me. Em contrapartida. que apenas naturezas toda em a ver simples . não parecem proferir palavras mágicas. embora eu já não me encontre no mesmo lugar. que têm uma força oculta e para além do alcance do espírito humano. não aconteça captarmos em vez do simples o composto. É bem que eu permaneça imóvel e não mude de ou. enquanto está em potência ? Quem compreende estas palavras? Quem ignora o que é o movimento? E quem não confessaria que estes homens procuraram um nó num junco? preciso. os que dizem que o movimento. numa intuição atenta e segundo as luzes do seu lugar. Conclui-se. espírito.

concorrem outras sempre Éà em coisas. errando pelo espaço vazio das causas múltiplas. das pois. que se propõe uma dificuldade para resolver. logo eles. quase todos se detêm no limiar. por ex. Primeiro.. esforça-se por daí deduzir qual a mistura de naturezas simples necessária para produzir . na incerteza de saber a que pensamentos devem aplicara sua mente e na persuasão de que importa procurar algum outro novo gênero de ser antes desconhecido. ao perguntar. Mas aquele que pensa que nada se pode conhecer na pedra-ímã que não seja composto de certas naturezas simples e conhecidas por si mesmas.se qual a natureza da pedra-ímã. esperam que ele encontre algo de novo. não tem incertezas sobre o que é preciso fazer. como. ao vaticinarem que a coisa é penosa e difícil. depois. partidos aventura. reúne cuidadosamente todas as experiências que pode encontrar a propósito desta pedra. conjunto muito para a útil composição observar isto. desviam a inteligência de tudo o que é evidente e a viram para tudo o que há de mais difícil e.

não as temem expor. já que todos são da mesma natureza e consistem apenas numa composição de coisas conhecidas por si mesmas. os ajudam a raciocinar sobre muitas coisas e a delas falar logicamente. afirmam que vêm verdades muitas vezes obscuras como através de uma nuvem. Estas verdades. que os experiência esta mistura. habitualmente.os todos na que efeitos pedra-ímã. mas. compreendeu pedra-ímã. da conclui-se. associando os seus conceitos a palavras que. sem realmente serem compreendidos nem por si não devem ser que descoberta ajuda das experiências Por que ser achada afirmar natureza gimos aqui pôde por reconheceu olhados . nas coisas que ignoram completamente. por um tanto homem e feitas. apoiando-se numa opinião contrária. das do coisas como mais obscuros uns do que os outros. Quase ninguém se dá conta. foi dito. em quarto conhecimentos lugar. os mais atrevidos permitem-se tomar as suas conjecturas por demonstrações verdadeiras e. vez Uma pode audaciosamente a verdadeira com a fim.

Quanto ao mais. cuja lhes inspira que a dedução só se pode fazer. aceitam as fáceis opiniões daqueles mais confiança. vezes de ainda que só e muito necessárias para a vida. Para as Dizemos. receando que o encadeamento dos nossos preceitos escape a alguém. quer das partes às partes ou ao próprio todo. . quer das palavras às coisas..próprios mais nem modestos. porque se consideram impotentes a seu respeito. examinar à que os ouvem. quer do efeito sua causa. dividimos tudo o que se pode conhecer em proposições simples e em questões. diferentes dos conhecimentos quaisquer perscrutar quinto não damos outros preceitos que preparam a nossa para captar por objetos com lugar. quer da causa ao seu efeito. maior mais força de intuição distintamente os porque estas sagacidade. pelos uma muitas abstêm-se quantidade de aos Quanto coisas. quer do semelhante ao semelhante. e como julgam que podem ser compreendidas por outros mais dotados de espírito. em autoridade proposições simples..

quer para não sermos obrigados a dizer algo que pressuponha o conhecimento do que se segue. Note-se que. coisas. umas compreendem-se perfeitamente. A isto e o que. na nossa opinião. uma divisão urdida com um desígnio. permitem reconhecer quando surge. pode facilitar o' uso da razão. em que percebemos a saber: que sinais o que se procura. que ele colocamos é precisamente naquilo de . fizemo-la. quer para ensinarmos. ainda quando se ignore a solução: é só delas que nos ter julgamos ocuparemos nos e espontaneamente doze mostrado então nas imediatamente. entre as questões que se imperfeitamente compreendem apenas e primeiros aquelas distintamente três reservamo-las perfeitamente. antes de mais. o que também julgamos ser prioritário no cultivo do espírito. Quanto às questões.proposições É ocorrer devem ser não podem nos dedicamos objeto de investigação. regras doze outras preceitos tudo que se seguem compreendem-se para as doze últimas regras.

e como importa provar que há entre estes objetos. fazer a isso pode se já determinado. Faço. As quase sempre abstratas e quase só se encontram na Aritmética ou na Geometria: é por isso que parecerão pouco úteis aos inexperientes. uma maior que a requerida exija inferência. que mas depende implicadas. no entanto. uma advertência: no estudo desta arte devem mais longamente ocupar-se e exercitar-se os que desejam possuir perfeitamente a última parte deste método. uma tal dependência que um não pode de forma alguma mudar quando o outro não muda.que o devemos deduzir. temos as nossas premissas e nada mais fica por mostrar do que o modo de encontrar a conclusão. conjuntamente que não espírito mais se do simples fazer-se disse). em que tratamos de tudo o resto. questões deste tipo são . não certamente deduzindo de uma única coisa simples um objeto sem determinado um extraindo de muitas com uma objeto coisas tal arte de profundidade para (pois como preceitos. Desta forma.

a sua investigação esse incógnito seria lugar. uma todo o maior partes tão enumerando-as. tem pois. necessariamente de inútil: de ser outro eles. de alguma estaríamos maneira. e simplicidade pequenas à perfeitamente abstraí-la de reduzi-la em dividi-la quanto possível. assim também nós avras. Mas não distinguimos. em toda a questão. deve Só nisto como assim haver pois. como eles. apenas imitamos os Dialéticos: na exposição das formas dos silogismos. outro em modo. Primeiro. dois extremos e um meio: é da maneira seguinte que tratamos todo o assunto. supõem que se conhecem os seus termos ou a matéria. E n ão é antecipadamente que a questão sej a perfeitamente compreendida.XIII REGRA compreendermos Se questão. de determinados a . segundo designado modo. devemos conceito supérfluo. não algo de desconhecido.

B. designado mediante conhecida. queremos que ela sej a completamente determinada. ao ser significado O que dos pedra-ímã e natureza. Assim acontece se alguém me pergunta o que se deve inferir precisamente sobre a natureza da pedra-ímã a partir das experiências que Gilberto afirma ter feito. alguma se isto imperfeitas. a fim de a questão ser perfeita. Mas. conhecido: é . além disso. B é. do mesmo modo. é o que nos determina a procurá-lo de preferência a outra coisa. se me pergunta a minha opinião sobre a natureza do som. atendendo precisamente a estes três fatos: três cordas A. quer elas sejam verdadeiras ou falsas. C. questões que se Tudo inquire lugar. dois termos. por hipótese. compreendemos a preferência terceiro como a natureza quanto outro qualquer só pode outra coisa encontra acontece até já nas sempre da pedra-ímã. produzem o mesmo som e. duas vezes mais grossa que A. entre elas. de tal forma que nada mais se inquira além do que se pode deduzir dos dados.investigá-lo de em objeto.

A. e . Por exemplo. segundo as regras quinta e sexta. além disso. já não há mais nenhuma dificuldade em remover o nosso pensamento de todas as outras. mas apenas em comparar certas grandezas entre si. Vê-se também como é preciso observar esta regra para que uma dificuldade bem compreendida seja abstraída de todo o conceito supérfluo e reduzida a uma forma tal que já não tenhamos o pensamento ocupado neste ou naquele assunto em particular. que a dificuldade se deve reduzir sua maior simplicidade. depois de nos termos decidido a só examinar tais ou tais experiências sobre a pedra-ímã. como se exporá mais extensamente no respectivo lugar. esticada mas apenas duas vezes mais por um peso quatro vezes etc. Acrescente-se. Percebe-se assim facilmente como é que todas as questões imperfeitas se podem reduzir às perfeitas.à sem ser mais comprida mas esticada por um peso duas vezes mais pesado. ao passo que C não é mais grossa que comprida mais e pesado.

sétima. como já se disse. se se tratar do som. em relação aos termos de uma proposição. a partir percorrê-las-ei de ao várias separadamente mesmo modo. etc. depois A e C. quer simples. . os únicos três pontos a que o entendimento puro se deve ater antes de abordarmos a sua última solução. Já dissemos que só na intuição das coisas. de maneira a abarcar seguidamente tudo ao mesmo tempo numa enumeração suficiente. e há que enumerar os diversos gêneros de questões para determinar o que somos capazes de fazer em relação a cada uma delas. se houver necessidade de utilizar as onze regras seguintes. pois.dividir-se examinara pedra-ímã experiências. Assim também.. quer ligadas. Por mais outro entendemos por questões tudo aquilo em que se encontra o verdadeiro ou o falso. não é neste lado. deste maneira do Tratado de fazer explicará isto. compararei separadamente entre si as cordas A e B. Eis. A seguir terceira claramente parte a outra. é que não pode haver erro. uma a à segundo a Assim.

fazendo incidir a sua atenção neste ponto.àà que elas se chamam questões. mas. não são apenas as perguntas feitas por outros que colocamos no número das questões. enfim. várias coisas ao mesmo que se acabou de dizer. A isto se referem não só todos os enigmas — como o da Esfinge sobre o animal que. que se procuram as coisas pelas palavras. por fim. em seguida. sempre que a dificuldade reside na obscuridade da linguagem. Com efeito. quer as coisas pelas palavras. bípede e. mas recebem esse nome a partir do momento em que decidimos emitir sobre elas um determinado juízo. a princípio. se pôs a procurar se era verdade que ele duvidasse de tudo. é quadrúpede. partir do Dizemos . nós procuramos. Ora. tratou-se de uma questão logo que Sócrates. ou outras partes por algumas de sentido entre elas. quer as causas pelos seus efeitos. dúvida de Sócrates. quer os efeitos pelas suas causas. tempo a quer. em relação própria ignorância ou. quer o todo pelas suas partes. e isso mesmo afirmou. antes.

que significa. quase sempre. em pé. e as partes do espaço exterior.. trata-se. . devido qual algo se diz estar aqui ou ali. etc. de uma questão de palavras.àà e também o dos pescadores que. por exemplo. essa natureza simples e conhecida por si mesma. chamar lugar superfície do corpo ambiente. Consiste numa certa relação entre a coisa. segundo o uso corrente. e alguns. munidos de anzóis e linhas para apanharem os peixes. mas. que se diz estar no lugar. Se lhes acontece. vendo que o nome de lugar era empregue para designar a superfície caminha sobre três pés. tinham aqueles que ainda não haviam conseguido apanhar. E gur ar preciso ter tão má opinião de grandes espíritos que se julgue que eles concebem mal as próprias coisas sempre que as não expliquem em termos suficientemente adequados. na margem do rio. na maioria dos casos sobre que discutem os letrados. mas abusam apenas do termo lugar. diziam que já não tinham os que haviam apanhado e que. nada de falso concebem na realidade. além disso. inversamente.

dada uma questão qualquer.ambiente. etc. a lugar propósito resto. De tão investigação efeitos impropriamente questões sempre acordo ao significado houvesse quanto questão mesmo O Estas encontram-se que à denominaram-no se nos propõe frequentemente uma acontece que não notamos logo a que gênero ela pertence... Será mais rápido e mais cômodo tratar ao mesmo tempo e com ordem tudo o que é preciso fazer para resolver qualquer dificuldade. se ela é ou o das quando resolver. nem se são as coisas que procuramos pelas palavras ou as causas pelos seus efeitos. é por isso que me parece supérfluo entrar em tais pormenores sobre estes casos em particular. mais. entre das tudo palavras frequentemente supressão tem descobrir. equivaleria controvérsias. para de com de que. todas se isso as suas causas pelos seus sempre que tentamos de uma coisa. lugar o interno.. Por conseqüência. A se passa ela é. . quase os Filósofos palavras.

a sua investigação seria inútil. pois.àÉ importa primeiro. se por acaso aparecer. em toda a questão. Não são menos ineptos do que um criado enviado a qualquer lado pelo seu senhor e que estivesse tão desejoso de obedecer que se pusesse a correr precipitadamente sem ainda ter recebido ordens e sem saber onde o mandava ir. como dizemos. esforçar-nos. Pelo contrário. sua compreender o que se procura. nos devemos entregar desde o início. de outro modo. Frequentemente. é preciso. antes que sinais reconhecerão o objeto procurado. e isso acontecerá se aplicarmos a nossa penetração intelectual a captá-las intuitivamente. claramente tal modo por a alguns investigar solução um por apressam-se de que aplicam proposições espírito vagabundo. uma a de advertirem . no entanto. ainda que deva haver algo de desconhecido. ao exame destas condições que. que este incógnito seja designado por condições tão precisas que nos determinemos completamente a procurar um objeto particular de preferência a outro.

mas apenas uma opinião inveterada. de duas maneiras. para as resolver. mas. coisas investigando cuidadosamente preciso supor mais evitar precisas coisas que as que nos sobretudo perguntas enigmas artificiosamente feitas e e são nas outras para pôr os espíritos em apuros. mas é preciso ver ainda se ela não se pode aplicar. omitindo alguma coisa. o espírito humano costuma enganar-se aqui. quando. se supõe — parece — como certo o que nenhuma razão explícita. nos fez aceitar. no enigma da Esfinge. quer supondo algo mais do que o que lhe foi dado para determinar a questão. É que limitação recebe de cada uma delas esse incógnito que procuramos. não se deve pensar que a palavra pé designa apenas verdadeiros pés de animais.uma. visto que ambos se servem deles como de pés para andarem. pelo contrário. por vezes. a outras coisas. também noutras questões. Por exemplo. na dadas: nos do mais . Assim também. às mãos da criança e ao bordão do velho. a saber. como de fato acontece. Na verdade. quer.

enquanto ela não atingia um nível suficientemente elevado para entrar na boca de Tântalo. não determina de forma alguma a questão. que todo o artifício consistiu em construir esta estátua de Tântalo que. os pobres trazem consigo sem querer. no entanto. e que deitam fora depois de os terem apanhado. não passando de um complemento. se se inquirir como foi construído um vaso semelhante ao que vimos um dia. primeira vista. Assim também. logo que chegava aos seus lábios infelizes. mas que a deixava de todo escapar imediatamente. frequentemente. parece. no meio do qual se elevava uma coluna encimada por uma estátua de Tântalo fazendo o gesto de beber. Toda a dificuldade consiste unicamente em investigar como se deve construir o vaso para que a apodere de o pescadores. vaso que continha exatamente a água que nele se vertia. pensamento tal forma dos peixes nossa mente nesses animais de não .adivinha para dos que à é preciso ter cuidado se que a impeça de pensar que.

em seguida. pensando que a Terra se move sempre em círculo volta do seu eixo e que a atinge . examinarmos o que de certo é permitido asserir sobre este assunto. se a partir de todas as observações que possuímos sobre os astros sã o. porque desde a nossa infância assim nos pareceu. Igualmente. como o dos astros ou das águas da fonte. sempre que uma condição requerida para determinar unia questão na mesma está expressa ou compreendida. sem nela refletirmos. a suposição gratuita de que a Terra é imóvel e colocada no centro do Mundo. Pecamos por omissão. antes. . como os Antigos. se alguém (como alguns julgaram que se podia fazer. a figu ra o m ovimento e coisas com certeza a respeito dos seus movimentos. não natural.água se escape uma certa Éà dele completamente quando altura. mas produzido pela indústria humana. não é preciso fazer. mas importa antes pôr essa opinião em dúvida para. o que acontece na investigação de um movimento perpétuo. e de forma alguma por fim. E assim por diante.

etc. que ao que ela com a movimento comunique outras este encontrará dispondo perpétuo da ferro propriedades. roda sob a queda sempre em con- conseguir. vez assaz compreendida a questão.conserva pedra-ímã se Terra). mas utilizaria apenas o que é natural. mas é preciso também refletir em cada uma das coisas que nela são requeridas a fim de que. Nem sempre é suficiente compreender uma questão para saber onde está a dificuldade. pensar alguém movimento as que todas propriedades esta pedra maneira a que se mova em círculo menos. para a isolar das restantes e mais facilmente se resolver. de ou. contudo. ver exatamente em que consiste a sua dificuldade. resolver uma a questão. se Uma é preciso . cepção rio de maneira ele omitiria. pelo o seu Mesmo a sua arte não um movimento perpétuo. e não agiria de forma diferente de se colocasse uma viesse produziria. indispensável para a pô-la pois. de um movimento.

resta a dificuldade pura e simples que reside no fato de a água. as de lado e. é apenas importante passar em revista ordenadamente tudo o que nos foi dado numa proposição. facilmente notamos como é que o vaso se deve fazer: a coluna levantada ao meio. deixemos questão. antes contida no vaso. o pássaro pintado. Assim. rejeitando o que claramente virmos não se relacionar com o assunto. se escapar toda depois de ter chegado a uma certa altura.ocorrerem coisas fáceis de à encontrar. na questão do vaso descrita um pouco mais acima. etc. REGRA A mesma real dos regra corpos deve XIV aplicar-se e propor-se extensão imaginação . retendo o que é necessário e relegando o que é duvidoso para um exame mais atento. uma vez retiradas da apenas reste o que ignoramos. A que se deve isto? Eis o que é preciso investigar. Agora. Rejeitado tudo isso por não se relacionar com o assunto.

não há esperança de alguma vez chegarmos por raciocínio a fazer-lhe perceber verdadeiras idéias das cores. algo de é servirmos notar preciso determinado e à simples. Há apenas um alargamento de todo o nosso conhecimento que nos faz compreender que. será distintamente da ajuda que. de uma ou de outra maneira. pode acontecer que se formem também imagens das que nunca viu. Por exemplo. ao desconhecido da deduzir de outro anteriormente. outrora. graças sua semelhança com outras. a coisa procurada participa da natureza daquelas que nos são dadas na proposição. nem por isso se sempre com um novo gênero de ser. nos Para imaginação. se alguém for cego de nascença. sem nunca ter visto as cores intermédias ou mistas. mas se alguém. mediante uma já conhecido depara .com a ajuda assim percebida puras e de figuras muito mais pelo entendimento. como as que temos ao extraí-las dos sentidos. tiver visto as cores principais.

dar. percepcionarmos julgaremos distintamente tê-lo a de seres ou de naturezas já conhecidas. não é de esperar que alguma vez o venhamos a conhecer por raciocínio. Claro. que não vem a propósito enumerar aqui.pois. seria preciso ser dotado para isso ou de um novo sentido ou de uma mente divina. e não imaginamos de outra forma a figura de uma coroa. segundo este mistura . a figura. o movimento e ncontra semelhantes. todos estes seres já conhecidos. mesmo espírito humano obtido. conhecem-se em diversos sujeitos por intermédio de uma mesma idéia. se pode modo.se houver na pedra-ímã algum gênero de ser que nada tenha de semelhante com o que o nosso entendimento até agora viu. Esta idéia comum não se transfere de um sujeito para outro a não ser por uma simples comparação: afirmamos que o que se procura é. quer seja de prata ou de oiro. que produz os mesmos efeitos que se descobrem na pedra-ímã.. Tudo o que neste caso o Do dedução. tais como a extensão.

sob esta relação que um e outro são B. de tal que. razão humana operação. etc. de dois ou meio de pura e consegue intuição se apenas pela comparação si. é apenas por uma comparação que conhecemos a verdade de uma maneira precisa. quer dizer. efetivamente. ou igual a um objeto dado. todo o B é C.ou aquele aspecto. neste caso: todo o A é B. depois de as ter completamente rejeitado. compara-se entre si o que é procurado e o que é dado. todo o A é C. que não simples se obtém por de um objeto isolado. parecido. Mas porque. Por exemplo. portanto. quase consiste pois. as formas dos silogismos em nada nos ajudam a perceber a verdade das coisas. quando mais toda em é objetos entre a indústria da preparar esta conhecida e . E. em todo o raciocínio. conceber que todo o idêntico forma conhecimento. será de toda a vantagem para o leitor. como já advertimos. A e C.

segundo a regra precedente. instintivamente a das de nenhum luzes naturais verdade que por ela obtém. em seguida. preciso notar. a dizem indústria notar preciso simples e humana manifestas. e apenas por este motivo: a natureza comum não se encontra nos dois objetos tal qual. auxílio da para ver se há não necessidade mas apenas arte. e tudo isso está compreendido no nome de grandeza. Deste modo. mas segundo determinadas relações ou proporções em que está envolvida. E. senão . na sua maior parte. não consiste noutra coisa em transformar estas proporções de maneira a ver claramente a igualdade que existe entre o que se procura e o que já se conhece. que as comparações se mas só quando o que se procura e o que é dado participa igualmente de uma certa natureza. uma vez que.ÉÉ simples. necessitam de preparação. que só se pode reduzir a esta igualdade o que supõe o mais e o menos. Quanto às outras todas. os termos da dificuldade foram abstraídos de todo o sujeito.

importa observar.caso neste ocupar das só temos. será representada na nossa imaginação. em que concebemos a própria fantasia com as idéias nela existentes como um verdadeiro corpo real. grandezas em àÉ ulteriormente. outro lado. também evidente por si. Esta espécie de grandeza é a extensão real do corpo abstraída de tudo o resto. que nada se diz das grandezas em geral que não possa também referir-se especialmente a qualquer delas em Por imaginemos particular. exceto da figura: isto deriva do que foi dito na regra duodécima. é fácil concluir que será de não pouca vantagem aplicar o que compreendemos sobre as grandezas em geral espécie de grandeza que. finalmente. entre todas. algo para de Assim. pois em nenhum outro sujeito se vêem mais distintamente . nos que ainda então e não utilizemos o entendimento puro. mas o entendimento ajudado pelas espécies representadas na fantasia. mais fácil e distintamente. extenso e figurado. geral.

e assim por diante. por este motivo. Com efeito. quase nenhuma consiste em assente firmemente determinadas perfeitamente dificuldade. reduzir além as proporções a igualdades: tudo aquilo em que precisamente se encontra uma tal dificuldade pode e deve separar-se com facilidade de todo o outro sujeito e reduzir-se a uma extensão ou a figuras. trataremos só delas ulteriormente até regra vigésima quinta.. não podemos. delas que a um e da Geometria. ainda que uma coisa se possa dizer mais ou menos branca do que outra e. deixando de lado qualquer Desejaríamos ao estudo embora ainda eu da ter aqui Aritmética preferisse ocupado outra consideração. no entanto. questões pois.à as diferenças das proporções. que as não Que contêm que daquela fique. etc. um som mais ou menos agudo. a não ser que recorramos a uma analogia com a extensão de um corpo todas figurado. ele não se não leitor ser devotado tivesse através da . do mesmo modo. definir com exatidão se há neste afastamento uma relação dupla ou tripla.

o nú m ero não é noutros. tal não é o corpo. e não há axiomas conhecidos . mais para que nosso dos a é de adquirir não no em todo uma não problemas cultivar. exceto das recearei método que estes de fácil que do questões.vulgar. ainda que não seja alterado por nenhum erro declarado. utilidade sabedoria o emprego efeito. erudição Com regras que agora vou seu estudo. por corrigir. uma largura e uma profundidade. sem inquirir se é um verdadeiro corpo ou um espaço apenas. maior A gênero sua dar é muito qual. que nos esforçaremos. é no entanto obscurecido por um grande número de princípios desvirtuados e mal concebidos. de passagem e já a seguir. talvez importa E nada certos por si mesmos e ao alcance de toda a gente. para o outro qualquer suficiente. Por extensão. mais de é tal que esta parte do inventada por causa afirmar foi matemáticos. antes são estudar quase só por mor suporei destas disciplinas. entendemos tudo o que tem um comprimento. mas o seu conhecimento.

necessidade que parece. com efeito. de uma explicação mais longa. que a própria extensão exista por si só. que se esforçará por representar então na sua fantasia: notará. não se servirá de uma idéia corpórea para formar este conceito. todavia. ao que seja mais nossa imaginação. por exemplo. e que não reconhecemos em geral entes filosóficos desta espécie. Ele próprio o confessará. entretanto. que não caiam realmente no campo da imaginação. ainda que alguém possa persuadir-se de que. Todavia. é preciso adverti-los de que a extensão não significa aqui algo de distinto e separado do próprio sujeito. se refletir atentamente sobre a própria imagem da extensão. não repugna. ao reduzir a nada tudo o que é extenso na natureza das coisas. visto que os letrados usam muitas vezes distinções tão subtis que obscurecem a luz natural e encontram trevas até naquilo que os incultos nunca ignoram. mas só do entendimento que emite um juízo errado. que não a vê privada de todo o sujeito. Pois. mas que a imagina de forma facilmente pois percebido nada pela há .

não é melhor empregar a expressão: o que é extenso. Poder-se-ia entender unicamente por A extensão primeira é tomada mostra por aquilo . ou seja. o corpo. extensão da que intelecto ulteriormente cautamente significações devem do jamais. fato) juízo que esses entes opinião fantasia separadamente Ora. fórmulas: a tem extensão. ela acerca nada das ao nosso ocupa o sobre sujeitos. como é que a que é extenso. para evitar a ambigüidade. imaginação.completamente de profere. concebo exatamente a mesma coisa como quando digo: o que é extenso ocupa lugar. do as se Propomos. (seja qual verdade diversa tal forma for do a sem o como auxílio distinguir por e a se porém. Ao dizer: a extensão ocupa lugar. que um sujeito ocupa lugar porque é extenso. pois ela não significaria tão distintamente o que concebemos. Todavia. lugar. seus dos por meio examinar extensão não é de é estas abstratos da formam na três o corpo faremos importante que idéias palavras intelecto. particulares propor isso.

Nem é diferente. fantasia não duas corpo e a da extensão. como se eu dissesse: um ser animado ocupa lugar. Passemos agora a estas palavras: o corpo tem extensão. ou antes: o que é extenso é extenso.É o que é extenso é um sujeito que ocupa lugar. o que caracteriza estes entes que só existem num outro e nunca podem conceber-se sem um sujeito. idéias diferente do na nossa corpo. Já não acontece o mesmo com os que são realmente distintos dos seus sujeitos. por exemplo: Pedro tem riquezas. do a do . unicamente a de no entanto. Esta razão explica por que dissemos que tínhamos aqui a intenção de tratar da extensão mais do que do que é extenso. embora julguemos que ela não se deve conceber de modo diferente do que é extenso. por parte da coisa. mas corpo extenso. do que se dissesse: O corpo é extenso. pois se dissesse. a idéia de Pedro seria completamente distintas. onde compreendemos que a tal: extensão significa algo formamos.

E neste significado não há idéia particular que lhe corresponda na fantasia. rico. como uma tal idéia envolve necessariamente o conceito de corpo. então a palavra extensão toma-se num sentido completamente diferente do que acima se expôs.diferente da de riquezas. se disserem que a extensão assim captada pela imaginação. Por fim. Mas. tal como as riquezas de Paulo se diferenciam de Paulo. gente: neste entendimento poder Esta é não sentido de isolar uma notam não ocasião que pode a ser por e representam-na uma verdadeira idéia. A maior distingue esta é não que a erradamente distinto do rico. se dissermos: a extensão não é o corpo. mas toda esta enunciação puro. que é o único seres abstratos desta de erro para muita extensão tomada provém do que tem o espécie. mesmo modo. é diferente que é extensão extenso. uma imaginaria do que se parte e possui algo Paulo completamente o rico pessoas opinam de do dissesse: coisa dissesse: das diferença se e. .

Importa observar em todas estas palavras. significado ainda cuidadosamente: em que o mesmo mesmo modo proposições conservando do excluem ou negam . a unidade não é uma quantidade. nas quais as palavras desta espécie: extensão. unidade. têm um significado tão restrito que excluem algo de que. não são distintas. figura. imprudentemente caem no embaraço: de que a mesma coisa é simultaneamente corpo e não corpo. etc. na rea-lidade. número.É corpo. é por isso que não temos a intenção de as analisar a concebida não é o seguir. Todas estas proposições e semelhantes devem remover-se totalmente da imaginação. porém.. a linha o da superfície. a superfície é o limite do corpo. o ponto o da linha. as outras embora e sendo separadas dos sujeitos. etc. como quando se diz: a extensão ou a figura não é o ctual. superfície. é exatame nte a a coisa numerada. nada. muito importante distinguir as enunciações. para que sejam verdadeiras. linha.

se tratarmos da figura. pensaremos que tratamos de um sujeito coisa numerada está excluída do . quando necessário. se se tratar do número. para as suas outras expressas pela palavra. entendimento da coisa. para permitir se não uma ao distinguem. apesar de o entendimento refletir agora só na sua multiplicidade. se não concebessem o número como distinto das coisas numeradas. Por exemplo. formar imaginação. e não julgar imprudentemente que foram excluídas. certamente. condições não acautelar-nos-emos concluir daí algo não no vá qual ele. se ulteriormente. no embora então. o que fazem os que atribuem aos números espantosos mistérios e puros disparates nos quais. suponha que a nosso conceito. da precisamente a imaginação verdadeira idéia ajuda da o ao que se deve.É daquilo que de e podemos realmente devemos servir-nos entendimento porque só atenda designa pela palavra. não acreditariam. entanto. voltar-se. imaginaremos um sujeito mensurável por meio de muitas unidades e. Do mesmo modo.

as próprias artes da Aritmética e da Geometria. Com efeito. Apesar da amplidão com que faço todas estas deduções. largo e profundo.que apenas concebemos sob a relação ser figurado. achem. se abordarmos o corpo. se tratarmos da linha. exceto que é um ser. deixando de lado a sua profundidade sem. Qual o calculador. a negar. de estão. se nos ocuparmos da superfície. no entanto. no entanto. pensaremos que tratamos do mesmo sujeito. são aqui. os espíritos dos mortais extenso. uma fonte de erro. será apenas enquanto é comprida. deixaremos de parte tudo o resto. concebê-la-emos como comprida e larga. todavia. demasiado breve a explicação do meu pensamento. muito tão preocupados poucos suficientemente que estejam livres de todo temo nesta o que só matéria perigo de erro. e numa longa exposição. se bem que sejam as mais certas de todas. . enquanto comprido. se nos centrarmos no ponto.

é um verdadeiro corpo. para não nos determos mais tempo nestes pormenores. Ocupamo-nos. não perturba a evidência do seu objeto. expor-se-á com mais brevidade a efeito. ao passo que aquela a que falta largura não passa de um modo do corpo. maneira como supomos se conceber deve respeito. há o para que nosso objeto demonstrarmos a seu mais facilmente de verdadeiro o possível.com que não pensa que os seus números foram. embora logo a seguir as componha umas pelas outras. nada e mais evitando de um considerar nele aqui de propósito a . mas que é preciso também dele os distinguir realmente pela imaginação? Qual o Geômetra que.? Mas. não só abstraídos de todo o sujeito pelo entendimento. etc. apesar dos seus princípios. sem notar que a linha. a partir de cujo movimento pensa ele que nasce a superfície. ao julgar que às linhas lhes falta largura e às superfícies profundidade. que a sem extensão. portanto. no campo tudo da Aritmética o que e da Geometria. objeto do extenso.

Como. a largura deste e a . efetivamente. comparando.a com outra extensão. Mas conhecida. é certo que todas as diferenças de proporções. que se encontram noutros sujeitos. basta considerar na própria extensão todos os aspectos que nos podem ajudar a expor as diferenças de proporções. ao ponto em que o desconhecido se equipare a algo de conhecido. a unidade e a figura. podem também encontrar-se entre duas ou várias extensões. para o nosso propósito. Assim. Por que o dimensão. e apresentam-se apenas três: a dimensão. que subtis também há certos distinguiram à Filósofos esta da supomos que todas as questões foram levadas a um ponto tal que nada mais se inquire a não ser uma certa extensão que importa conhecer. não estamos espera do conhecimento de um novo ser. não e a considera só o nada mais maneira como entendemos do a um segundo qual mensurável. modo sujeito se modo. mas só queremos reduzir as proporções.palavra tão porque quantidade. por complicadas que sejam. comprimento.

a própria divisão em várias partes iguais. Por exemplo. se bem que haja alguma diferença no significado da palavra divisão. a velocidade é a dimensão do movimento. enquanto dividido em partes. medimo-lo. pelo contrário. horas. um acrescentam mas que se às coisas compreendem da . quer seja real ou conhe cer a geneal og ia de alguém dimensão profundidade segundo a maneira de são as dimensões do . e uma infinidade de outras coisas desde gênero.corpo. diz-se então que contamos. horas. mas se contarmos momentos. medimos os séculos por anos. se considerarmos as partes em relação ao todo. Por aqui se vê que pode haver no mesmo sujeito uma infinidade de dimensões diversas e que nada qual contamos constituir absolutamente que as possuem. dias e anos. dias. e esta número chama-se propriamente uma espécie de dimensão. acabaremos por ter séculos. mas ainda o peso é a dimensão segundo a qual os sujeitos são pesados. as coisas. Com efeito. momentos. se. Pois. nos referimos ao todo.

já que nela quase todos imaginadas arbitrariamente concebem erradamente a três espécies de e o corpo. Mas. espécies que. no homem. Com efeito. com efeito. como é preciso fazer aqui e nas disciplinas Matemáticas. o mesmo acontece a todas as coisas. No entanto. enquanto verdadeiramente distintas do corpo ou distintas uma da outra. mas não a divisão do dia em horas e momentos. já estabeleceu que a linha e a superfície não dão lugar a um conceito. pois. superfície de quantidade são espécies mais diversas diferentes de . não quantidade: são então do a antes se pela linha. etc. se as considerarmos apenas sob a relação da dimensão. se se considerarem simplesmente como abstraídas pelo intelecto. um quer É. algo de real o peso do corpo ou a velocidade do movimento ou a divisão do século em anos e dias.mesma real maneira. Semelhante observação lança uma nova luz na Geometria. nos quer próprios tenham sujeitos. é aos Físicos que cabe sobretudo examinar se o seu fundamento é real. fundamento tenham sido nossa mente.

não lhes que a outras formadas fundamentos se o damos aqui maior em número pelo nas quisermos medir e que infinito ou têm Assim. de escolher num dado sólido qualquer destas extensões por comprimento. etc. a fim de escolhermos aqui as que melhor ajudam a nossa imaginação. ou dois ângulos e a superfície. que as três dimensões dos corpos.o animal e o vivente. etc. seis num tetraedro. são outros triângulo.. três elementos. com efeito. num intelecto coisas. nunca prestemos atenção ao mesmo tempo a mais do que uma ou duas. Tudo isso se pode chamar dimensões. uma outra por largura. atenção do perfeitamente. não diferem entre si só por palavras: nada impede. no substância entanto. . E ainda que só as três tenham um fundamento real em todo o objeto extenso. enquanto simplesmente extenso. que são ou os três lados. a largura e a profundidade. ou dois lados e um ângulo. o comprimento. do mesmo modo. Mas. de passagem. etc. é preciso por parte da coisa. Note-se. conhecer. é preciso conhecer cinco num trapézio.

e então será idêntica ao ponto dos Geômetras. Se não houver já alguma determinada na questão. A qual. já se mostrou acima igualmente si se . Concebê-la-emos também. sucessivamente. quer outra qualquer. ou como um quadrado. que notás semo s exi stirem muitas outras na proposição de que nos ocuparemos. poucas ao mesmo tempo e a todas. e será a medida comum a todas as outras. comum na devem participar todas as coisas que entre comparam. com efeito. podemos tomar em vez dela quer uma das grandezas já dadas. No tocante às figuras.muito na nossa É. abstração feita de tudo o resto. porém. próprio da arte distingui-las no maior número possível. de maneira a que examinemos representadas ainda fantasia. quer como uma linha. quer simplesmente como algo de extenso. Compreenderemos que nela existem tantas dimensões quantas existem nos extremos a comparar entre si. cujo movimento lhes serve para compor a linha. unidade como é aquela acima natureza dissemos.

então. Ora. há apenas dois gêneros de coisas que entre si se comparam: as pluralidades e as grandezas. Temos. a triangular. das suas diversas espécies inumeráveis.. só empregaremos aqui aquelas pelas quais mais facilmente se exprimem todas as diferenças das relações ou proporções. Resta-nos fazer aqui uma advertência: é que. os pontos é que designam um número árvore que faz conhecer etc. dois gêneros de figuras que nos servem para as conceber: assim. genealogia ou a de .como que só por elas se podem formar idéias de todas as coisas. por exemplo.

etc. ao passo que no . mas as que são contínuas e indivisas. aqui de nos vamos servir.. que quase nada mais ensina. são figuras ao Agora. expormos aquelas de quais que são. é possíveis devem ordem preciso referir ea a saber seres entre que dois pontos as todas mesmo do relações se que são a gênero essenciais. a levam estas todas conhecimento fim figuras. saber não é que. Importa. como além uma disso.para representar a pluralidade. medida. como um triângulo. na pouca a ver se pode aqui ou acolá no nosso método. ordem. de das grandezas. cogitação de atividade. um quadrado.

que. qual a ordem que existe entre A e B. Reconheço. sem É uma mente neste gênero às outras terceiro pode percorrer sétima. nos termo. reduzir-se por vezes a uma pluralidade. umas relações. sem ter considerado um terceiro termo. que é a unidade que serve de medida comum aos outros dois. um sua de só por como isso. e sempre pelo Importa grandezas unidade totalmente também contínuas saber podem. existe medidas. mas não reconheço que acontece nas a regra de a absolutamente e a nossa referem-se mediação após ordem. com efeito.conhecimento de descoberta. relação de grandeza há de entre dois e três. si. sem outra consideração que a destes dois extremos. as a uma de empréstimo. que devido . segundo facilmente. por limitaremos a dar aqui a explicação. uma a uma as partes ordenadas. que. não nenhuma dificuldade.

menos parcialmente. depende maior auxílio. Por há de uma que se outra o que fim. se tivermos mais de duas diferentes para entre si comparar. proposições. tal relacionava apenas neste progresso que a arte nos é do conhecimento da ordem: A é da medida. para comparar entre si duas diferentes. fácil concluir menos fazer que tratam questão. mais distintamente não há do que e a largura. O que a arte diz é que. que também chamamos há . se percorrem sucessivamente e se atende apenas a duas comprimento atender simultaneamente. as linhas retas. e que não é preciso a várias simultaneamente na mesma figura. as superfícies retilíneas e retangulares ou. Nem salvo então. que ordem com o a depois. que guardar alguma para nosso uso. do Depois que. as entre contínua. dimensões conceba saber grandeza que. não das próprias os Geômetras. pluralidade que se das numa dispor-se dificuldade. nas abstração destas observações. se que de qualquer se figuras delas outra se é deve de fizer matéria. unidades pode.

também útil como se devem representar estas para que. e nada há de mais simples que a indústria humana possa achar para expor todas as diferenças que existem entre as relações. que são: por um . como do acima pelas é REGRA XV quase sempre traçar estas figuras e apresentá-las aos sentidos externos. as suas imagens se formem mais distintamente na nossa imaginação. é por si evidente. ora grandezas contínuas. pois não para superfícies nos são menos úteis um imaginar que as sujeito se disse. Primeiramente. para que seja mais fácil. mesmas figuras que é preciso representar. extenso.É figuras. unidade de três maneiras. por este meio. ora também unia pluralidade ou um número. ao pô-las mesmo debaixo pre olhos. conservar atento o nosso pensamento. representaremos a O modo figuras. verdadeiramente Enfim.

desta comensuráveis. apresentar-se-ão aos nossos olhos mediante um retângulo. de se só unidade. ou. em questão Finalmente. com a incomensuráveis ou . a prestarmos atenção grandezas.. . os termos de uma proposição. Assim ainda. se a ela atendermos enquanto ou por uma linha. nada. sempre compreenderemos que é um sujeito extenso em todos os sentidos e suscetível de uma infinidade de dimensões. sem destoutra mais pluralidade . se forem estiver unidades. só . de qualquer maneira que se represente e conceba. enfim. representá-la-emos uma ou das por uma se suas um . cujos dois lados serão as duas grandezas propostas. desta maneira se forem quadrado comprida e . se for preciso atender simultaneamente a duas das suas grandezas diferentes. larga. por um ponto ● se só pretendermos com ela formar uma quantidade. se a considerarmos apenas enquanto comprida. Mas.

enganar-se enquanto deduções. considerar incomensurável. da maneira seguinte uma pluralidade. de lado é e o outro a unidade. mais de duas dimensões diferentes entre as inumeráveis Quanto se deviam ao se se atenção necessário por notações vale designá-lo que por o compará-la XVI REGRA mente. superfície. . desta que se faz sempre que é com uma à maneira seguinte que requer não embora não figuras poderá distrair-se a inteiras. proposta grandeza ou por um só comprimento. contemplar . . da maneira a mais.que um retângulo. muito assim a da mais breves do memória nem o pensamento se aplica a outras como dissemos que não numa só e mesma intuição. então. quer visual quer intelectual. O . • • • • • se for imediata conclusão. preciso apenas como um comprimento ou.

após havermos examinado distintamente cada coisa em particular. papel tudo o que for deixando entregue absolutamente no preciso. tudo percorrer por um movimento muito rápido do pensamento e ver simultaneamente por intuição o maior número representaremos possível de objetos. importante que é podem necessário. E isto por meio de notas muito breves para que. para representar sempre que que a natureza a memória. enquanto estamos ocupados com outros pensamentos. instruído frequentemente não confiaremos mas memória. possamos. totalmente aqui nada a nossa fantasia livre e às idéias presentes.dimensões que se fantasia. . Mas. segundo a regra nona. parece ter e foi reter todas nos facilmente ocorram. porque esta se apaga e para não nos forçar a gastar uma parte da atenção em reavivá-la. Fortalecidos por este auxílio. segundo a undécima. a arte descobriu muito a propósito o uso da escrita. para este fim à na nossa as outras.

3. única.. c. será como se dissesse: o dobro da grandeza representada pela letra a e que contém três relações. enquanto a nossa mente tiver de abarcar vários Mas. 4.Assim. se escrever: 2a³. servir-nos-emos das a. letras . etc. para exprimir as grandezas já conhecidas. B. para explicar a pluralidade. apresenta. Por exemplo.. sem nada se omitir de útil. Fá-las-emos preceder frequentemente das nota-ções numéricas 1. b. jamais se encontre neles algo de supérfluo e que ocupe inutilmente a capacidade do espírito. para mais facilidade.. necessário solução por uma vontade. e acrescentaremos as mesmas notações para significar o número de relações que será preciso nelas compreender. etc. C. como considerar de uma nota tudo uma o que unidade for designá-lo-emos que representar-se pode à para a dificuldade. não só faremos economia de muitas palavras mas. e das letras A. para exprimir as incógnitas. etc.remos os termos da dificuldade sob uma forma tão pura e tão simples que. Por este meio. 2. o que é o principal.

as quais se confundem no número.ao mesmo tempo. que dizem respeito natureza da distintas e não sejam carregadas de números inúteis. o calculador dirá que ela é igual √225 ou 15. quer para evitar o aborrecimento de um cálculo longo e supérfluo. por número de relações. Fazemo-lo. e estas duas partes a² e b² permanecerão distintas. ao passo que aqui não as abstraímos menos das figuras geométricas ou de qualquer outra coisa. ao passo que nós poremos a e b no lugar de 9 e 12 e acharemos que a base do triângulo é igual √a² + b². se devem compreender as proporções que se seguem em ordem contínua. objetos Para mais claramente isto. Calculadores costumam designar . é preciso notar. se àà compreender primeiro. se se procurar a base de um triângulo retângulo. quer sobretudo para que as partes da matéria. cujos lados dados são 9 e 12. Por exemplo. que tudo os as grandezas em particular por várias unidades ou por um número determinado. Note-se ainda que.

depois de da linha que o cubo e as outras construídas sua semelhança. biquadrado. muito a pois. enganaram-me tempo. o cubo. o quadrado. figuras resolvi dificuldades. me Álgebra Mas. segundo a regra precedente. etc. que se e dimensões terceira. pois a mesma grandeza. parecia mais claro do primeira. Estes mim durante e quais vulgar. segunda. com o seu auxílio um bom número de quadrado. quarta. entanto. tais não pudesse conhecer muito mais distintamente.. apresentar-se imaginação o se no senão como uma linha ou uma superfície. sem ela. várias por esforçam-se chamam. claro. confesso-o. cubo. fácil e e que se deviam rejeitar denominações para que não perturbem conceito. não apresentar algo imaginação. cias. não são . quadrado.na Outros. nomes pudesse minha várias raiz. e. quer chame cubo ou biquadrado. etc. de por nunca encontrara muitas esta nada experiên- maneira de que. Há que notar sobretudo que a raiz. nunca deve. as exprimir àà à à mediante das figuras. do depois que. reconheci conceber.

que diante. façamos em daqui chama raiz.mais que do que proporcionais. que se supomos acima. segunda Importa. frequentemente. relações. embora a esta terceira. portanto. primeira empréstimo. em a grandeza finalmente. etc. da primeira. É grandezas de dificuldade que. unidade e por chama quadrado. ora a medida. o que se explica pelo duplo uso dos números e a que já antes fizemos alusão: explicam. depois de resolver mais simplesmente ela . certos para acontece se possa com os números dados do que se deles for abstraída. pois. Por conseqüência. por intermédio três relações. e. a relação. e continuamente unidade grandeza imediatamente segunda. proporcional. por diante. ora a ordem. essa e assim nos termos de uma examinar a sua natureza.. proporcional intermédio a sempre de e por uma só Chamaremos. da segunda. esta por proporcional Álgebra. se aqui se que refere mas. dominadas por de que falamos a primeira já por duas primeira etc. porém. observar abstração números da que.

em vez de é a dificuldade que a reduzir investigado de somados proporcional média do a e b. nós. que nunca importa se deve observar confiar . mas não os Calculadores. cuja b². no qual um lado está para o outro como 3 para 4. mas não de uma maneira geral pelo fato de ela ser a base do triângulo retângulo. Ficaremos assim a saber que a base 15 é comensurável com os lados 9 e 12. base função dos lados em vez estes números preciso. b². há dados. que ficam contentes desde que se lhes ofereça a soma desejada. a exemplo. Fazemos todas estas distinções.termos termos gerais. ou Por que visto em é à expressa em aos números porventura nos fornecem mais retângulo. mesmo sem se notar que ela depende dos lados: no entanto. a √a² + 81 e. Pelo geralmente contrário. é o único ponto em que reside propriamente a ciência. raiz simples. para ver se alguma solução depois de triângulo eles termos igual dão 225. 144. a² pôr entre a unidade e 225. é 15. que procuramos o conhecimento evidente e distinto das coisas.

Eis. depois de se ter achado a solução graças a estas mesmas atenção contínua. que é igual a 12. pois nada ser de uma matéria menos geral. em vez de B C. a partir da grandeza dos lados. tais como nos terão sido propostos na primeira vez. ponho a e. que é igual a 9. para evitar notações. em vez de A B. Desta forma. particular se de da estivermos . esta ao solução.memória nada daquilo que não exige uma se pudermos pô-lo no papel. que uma parte do nosso espírito se subtraia ao conhecimento de um objeto presente em virtude de uma recordação inútil. ponho b. pois. em seguida. o que eu escreveria: procura-se a base AC de um triângulo retângulo ABC e abstraio a dificuldade de maneira a procurar em geral a grandeza da base. e assim por diante. onde escreveremos os termos da questão. aplicaremos sem intervenção abstrai que a não facilmente memória. Há também que fazer um sumário. sujeito a tratar. como é que se abstraem e por que notações se designam. em seguida.

intenção de XVII REGRA A dificuldade a cada de alguns e outros a deles em intuitivamente um .que temos Note-se servirmos terceira uma regras precedentes nos na Tratado. dos proposta seus termos interdependência serem do ser que como se do diretamente fato conhecidos examinando de ampla explicadas. aquela dirá percorrida. tomando-as de quatro das parte deste ainda um pouco maneira mais por que foram aqui no seu devido lugar. deve prescindindo desconhecidos.

relação àà à aos outros. As quatro como ensinaram-nos precedentes as dificuldades se devem abstrair de cada um dos seus sujeitos em particular e reduzir ao ponto de nada mais se procurar ulteriormente senão certas grandezas a conhecer. assim por diante. nas cinco regras seguintes. exporemos como é que as mesmas dificuldades devem ser tratadas. estando a primeira em relação unidade como a segunda em relação primeira. e de maneira a que. mediante verdadeiros raciocínios. estabelecendo esta ou aquela relação entre elas e certas grandezas dadas. se forem tantas. de certo modo. a quarta em relação terceira e. de maneira a subordinar umas às outras. seja qual for o seu número. Agora. todas as grandezas desconhecidas. numa só proposição. Isso far-se-á por um método tão certo que. tenhamos determinadas e regras é que perfeitamente compreendidas . tenham uma soma igual a alguma grandeza conhecida. a terceira em relação segunda.

em toda a questão a resolver por dedução. sabendo que a proposições: deve . ao presente. existe uma via sem obstáculo e direta. Para Quanto isto compreender. para daí inferir como é que a última depende da primeira. Assim. note-se que. sem interromper a ordem em nenhuma parte. recordar onde o que se expusemos fazer o encadeamento das se cada uma delas em particular se comparar com as vizinhas. por meio da qual nos é permitido passar o mais facilmente possível de um termo a outro. disse como na re se gra é preciso undécima. se considerarmos intuitivamente a sua dependência recíproca. ao passo que todas as outras vias são mais difíceis e indiretas. embora não seja tão fácil deduzir as intermédias a partir das extremas.a possibilidade nenhuma de afirmar as indústria teria com segurança podido que reduzir a termos mais simples. Pelo contrário. se. fácil nos será perceber como é que também a primeira e a última se relacionam entre si. percorremos diretamente a dificuldade.

que primeiro nos ocorrem. seria então uma ordem completamente indireta e invertida que seguiríamos. pois supusemos. no meio de uma ordem perturbada. se refletirmos sobre elas mesmas. supondo conhecido o que é desconhecido. e se as contarmos entre as conhecidas ainda deduzir quais são as daí intermediárias . em podermos assim propor-nos uma via fácil e direta de investigação. nas quais se conhecem os extremos e se deve chegar a conhecer certos intermediários. entre si de quisermos que as unem. Deste modo. poder reconhecer que as coisas desconhecidas numa questão estão numa dependência tal das coisas conhecidas que são por estas completamente determinadas. mesmo nas dificuldades mais embrulhadas. todo o artifício neste lugar consistirá. enquanto reconhecemos esta determinação. desde o início desta parte.primeira uma e o última maneira estão unidas determinada. Nada impede que isso sempre aconteça. Como nos ocupamos aqui apenas das questões complicadas.

cumpriremos Quanto dade. exemplos de muitas outras coisas. aqui quer mais a fazer. a pouco raciocínios todas como conhecidas. o que esta regra prescreve. porque aí mais facilmente se exporão. e a multiplicação muitas XVIII as divisão: se não não duas devem complicar. quatro subtração. para a adição. porque facilmente efetuadas. ser últimas. temos REGRA Para isso. operações: quer podem. e aos tudo se fossem desconhecidas.que pouco para daí deduzirmos e pelos verdadeiros as coisas mesmo desconhecidas. reservamo-los para a regra vigésima quarta. A multiplicidade vezes. Mestre. o que se pode muitas das da incompetência reduzir a um regras de um preceito provém. a intenção de falar a seguir. geral único e . ulteriormente. apenas exigem-se a vezes.

Não há mais processos de deduzir uma grandeza de outras. possuindo as partes de que ela é composta: isso faz-se pela adição. há que usar a multiplicação. as reduzimos aqui a quatro pontos essenciais: a sua explicação fará conhecer como são suficientes. para deduzir certas grandezas de outras. Suponhamos que reconhecemos uma parte possuindo o todo e o excesso deste todo sobre essa mesma parte: isso faz-se pela subtração. tomadas absolutamente. se for preciso encontrar alguma por meio de outras de que ela é completamente diferente e nas quais de nenhum modo está contida. por isso que todas as operações de que é preciso servir-se para percorrer as questões. quer dizer.É menos claro. a divisão. é necessário que alguma relação a ligue a estas: se for necessário procurar diretamente esta relação. Com efeito. Mas. suponhamos que chegamos ao conhecimento de uma só grandeza. e nas quais de certa maneira está contida. fica . quando se divide em numerosos preceitos particulares. se indiretamente.

ou seja. por outro lado. ao ela passo que as grandezas dadas se encontram no segundo. se se disser: a unidade está para a grandeza dada. se. e as grandezas procuradas no terceiro. a b ou 35. e que. e obtém-se este produto pelas duas multiplicações de ab e de c. todas grandezas ocupa o estes dois pontos. ao passo que a grandeza dada está no último. que primeiro . tal como b ou 7. Com efeito. está para aquela que é procurada. quarto e demais graus. grandeza também dada. que a unidade. Do mesmo modo. então abc está no quarto grau. proporcionais. a ou 5.expor Para é preciso falamos. de que já a base e o fundamento de relações. se se acrescentar: a unidade está para c ou 9. for indireta. a grandeza procurada encontra-se no segundo grau e nos graus intermediários. então a e b estão no segundo grau e o respectivo produto a b no terceiro. se a proporção for direta. na série das saber é as claramente aqui continuamente grau. como ab ou 3 5 estão para a grandeza procurada abc ou 315.

e assim por diante. Do . divisor dado. a multiplicação não se faz de maneira diferente quer se multiplique a mesma grandeza por ela própria ou se a multiplique por outra completamente diferente. grandeza procurada. grandeza dada. está para a³ ou 125. está para a² ou 25. grandeza dada. tal como A² ou 25.no segundo grau. ou melhor: a unidade está para A ou 5. a unidade está para a ou 5. etc. a ordem é invertida e indireta: é por isso que só se obtém a grandeza estão procurada por a. dividendo dado. grandeza dada. então. tal como a ou 5 estão para a² ou 25. grandeza procurada. se se B pela divisão de ab. tal como B ou 7. assim. tal 4 como a³ ou 125 estão para a ou 625. estão para ab ou 35. Com efeito. e grandeza também dada. Do mesmo modo: a unidade está para a ou 5. Agora. se se disser: a unidade está para a ou 5. que é uma grandeza procurada. grandeza procurada. grandeza procurada. mesmo modo. e ainda: a unidade está para a ou 5 tal como a² ou 25 para a³ ou125. tal como A ou 5. disser: a unidade está para A ou 5.

a duas então. ou a raiz cúbica de a³ ou de 125. de para suficientes de vamos . é como se se dissesse que é preciso achar uma dissesse de a² quadrada entre proporcional média esta grandeza de a que por designamos entre proporcionais ou. Donde que estas achar deduzir certa se duas qualquer de obtém das outras relação. nestes últimos como se se exemplos. a². Com efeito. mais assim relações. apesar de tudo. e assim por diante: é a maneira de falar de que se servem os Calculadores. facilmente operações são grandezas grandezas. que contém. Compreendido a conclusão que em se devem virtude isto. por conseqüência.por diante. Para explicarmos isto na linguagem dos Geômetras. médias por assim diante. há que ver que os últimos casos desta espécie encerram mais dificuldades que os primeiros. Englobam-se todas estas operações no nome de divisão. é que é preciso extrair a raiz ou 25. porque neles se acha mais vezes a grandeza procurada. unidade e e a³.

ab. na qual apenas se considera o comprimento. operações e como próprios devem à ser também olhos. seu uso ou como expondo prática. ou como uma grandeza extensa. analisadas para pela preciso é estas imaginação mostrá-las explicarmos já a aos o seguir ou uma como uma linha. . uma juntamo-las e obtém-se fazer concebemos c o uma que é adição sujeito outra desta maneira. pois. Se preciso for subtração. se for preciso juntar a linha a linha b.prosseguir.

pois. multiplicação. se a mais saber. mas imaginando que com elas se forma um retângulo. aplicá-las-emos e temos recoberta assim pela uma tiver de sobre ser a outra extraída.Mas. b de a. se multiplicarmos a por b . a desta maneira a parte da maior que não mais pequena. ou seja: ( Na _à pequena pode ser ) concebemos também as grandezas dadas maneira de linhas.

desta maneira: e obtêm-se mesmo por c. Do o retângulo modo. que ab é ab .uma com a outra dispomo-las segundo um ângulo. é preciso conceber se quisermos ab multiplicar como uma linha.

dado. . na abc: divisão em que o divisor for que a grandeza a dividir é em que um lado é o divisor e o outro o quociente. houver que dividir o retângulo ab por a. por exemplo. um imaginamos retângulo.de maneira Por a ter para fim. Se.

às divisões em que o divisor não é mas apenas designado por uma relação. se devem Quanto dado..retiramos-lhe a largura a. então há que ver que o termo a dividir e todos os outros. etc. se mesmo retângulo por altura b. pelo contrário. retirar-lhe-emos será o a a. e fica b como quociente: ou. . como quando se diz que é preciso extrair a raiz quadrada ou cúbica. e o quociente for preciso dividir b.

tratamos apenas das a percorrer diretamente. questões depois de ter resultado da multiplicação de . expor como é que os seus termos se devem preparar. sem dúvida alguma. Quanto às outras operações. Resta. pois. levar-se a cabo da maneira extremamente fácil como dissemos que se devem conceber. no entanto. ao lidar com uma dificuldade. e unidade quisermos. imaginação. a como lugar. acontece muitas vezes no raciocínio que um retângulo. esta devido unidade Quanto e a quantas proporcionais médias continuamente primeira grandeza à que se encontram linhas em que a proporcionais. de conceber os seus termos como linhas ou como retângulos. podem. ainda que tenhamos a liberdade. Que baste haver necessidade de caminhos indiretos e reflexos da por agora. como dissemos na regra décima quarta. sem nunca lhes atribuirmos outras figuras.sempre numa conceber de série última maneira tantas será a é grandezas encontrar de a entre explicada no seu a é dividir.

construir outro que lhe seja igual. todo este trabalho se reduz proposição seguinte: dado um retângulo. por sua vez. para fazer uma outra operação. desde . como aqui. pois. sobre um dos lados. Isto é que façam esta observação: por linhas. noutro retângulo fácil para de os lado designado. Acontece ainda que o mesmo retângulo. Assim. em que um lado é o comprimento que tomamos por unidade. receando ter muito Geômetras. importante expor aqui como é que todo o retângulo se pode transformar em linha e. deve logo conceber-se como um outro retângulo a construir sobre uma linha designada. entendemos sempre retângulos. agrada-me no entanto expô-lo em pormenor.à se deve conceber como uma linha. É. ou a linha resultante de uma adição ou de uma subtração. Se bem que seja familiar até aos principiantes na Geometria. como é que uma linha ou mesmo um retângulo se podem transformar duas linhas. sempre que as comparamos a algum retângulo. pela qual é preciso fazer a divisão.

outras tantas comparações tantas maneiras incógnitos para de método XIX assim quantos entre duas coisas iguais. há . nunca utilizando a multiplicação sempre que para a Resolvidas divisão houver lugar. REGRA Se tivermos várias XXI equações desta espécie.omitido algo. expressas de os termos supomos como conhecidos. REGRA XX as equações. diretamente a dificuldade. REGRA Por este procurar duas importa grandezas diferentes que percorrer ter-se-ão raciocinar. há que efetuar as operações que deixamos de lado.

.... ... .. . .. 3 REGRA A finalidade dos estudos I deve ser a orientação ... . . ... . ....... ...que reduzi-las a uma termos ocuparão cujos graus na das série proporcionais.. . . . .. .. ... termos se a saber... . . . ... .. .... .... . .4 REGRA Importa lidar unicamente II com aqueles objetos .... .. do espírito para emitir juízos sólidos e verdadeiros sobre tudo o que se lhe depara.. .. .. FIM ÍNDICE Breve notícia...... àquela o menor número de única. . grandezas a segundo continuamente qual os mesmos devem ordenar. .. .......... . . . ....... .. ..... .. . ... ..... . ..

4 REGRA III que respeita aos objetos considerados.....7 REGRA Todo o disposição método dos consiste objetos V ria para ordem os e quais na é .................... há que procurar não o que os outros pensaram ou o que nós próprios suspeitamos..... .............. No .............................. de nenhum outro modo se adquire a ciência.. mas aquilo de que podemos ter uma intuição clara e evidente ou que podemos deduzir com certeza.......... ...................... ...........................para cujo conhecimento certo e os indubitável nossos parecem espíritos ser suficientes... ... 6 REGRA O método é necessário IV para a procura da verdade.......... ...........

necessário a dirigir a penetração da mente.. de coisas em é em necessário. todo notar o resto o que dele está é .. que diretamente cada série deduzimos algumas umas das simples e como verdades mais outras.. E fim de descobrirmos observá-lo-emos fielmente.... das intuição elevar-nos ... 10 ao degraus conhecimento REGRA Para distinguir mais complexas as e as de todas VI coisas mais prosseguir simples das ordenadamente na investigação... se reduzirmos e complicadas e se............... alguma verdade........ pelos mesmos outras. simples de partir da tentarmos todas. em as gradualmente a obscuras proposições proposições mais simples mais a seguida..

....... preciso é coisas por um objetivo...... ou menos........ VII contínuo pensamento..................11 REGRA Para a completar uma por uma. com o nosso e jamais ciência......... do abarcando-as numa enumeração suficiente e metódica..... que há segue que e .............. .... ou igualmente afastado... mais.. relacionam movimento interrompido .................... com série alguma de VIII a procurar..................... .......... depararmos que o nosso entendimento objetos coisa não possa deter-se evitando intuir aí..............................13 REGRA na Se.... .... um suficientemente sem examinar o bem.......... todas as que se analisar..

...... .... trabalho supérfluo................ .. deve em procurar o que já por outros foi e em percorrer metodicamente as artes ou ofícios dos homens...... 18 REGRA Para que o exercitar-se X espírito se torne perspicaz... .... . . REGRA preciso para as e nelas nos dirigir coisas toda menos determos a IX acuidade importantes tempo do e suficiente espírito mais fáceis até nos ... ....... ..... ......................................... a ver a habituarmos uma verdade por intuição de maneira distinta e clara......... ............É ... todas menos . ainda os encontrado.......

.... simples....................... que ............ tanto quanto se puder............ e conceber distintamente várias coisas ao mesmo tempo............. ou manifestam mas sobretudo os supõem ordem............ da memória... convém ...19 REGRA Depois da intuição de XI algumas proposições se delas tirarmos outra conclusão. que XII utilizar todos da imaginação.... refletir nas suas relações mútuas. quer para os recursos dos termos sentidos uma ................. percorrer as mesmas com o pensamento num movimento contínuo e em nenhum lado interrompido............... é assim que o nosso conhecimento se torna muito mais certo e se aumenta a capacidade do espírito. do e há entendimento....importantes..20 REGRA Finalmente.... efetivamente.

...intuição à distinta das proposições simples.... ........ . . pequenas quanto possível.. ...... . ... . ........... uma ligação adequada que as permita reconhecer. . ... devemos supérfluo. . entre as coisas que se procuram e as conhecidas.. .......... ..... . . .. . .... . . quer para estabelecermos...... . . ...... . partes tão enumerando- as.28 REGRA XIV ................... . reduzi-la abstraí-la maior perfeitamente uma o conceito de todo simplicidade e dividi-la em .... . .. quer ainda para encontrar as coisas que entre si se devem comparar... .... ...... a fim de se não omitir nenhum recurso da indústria humana... ..... . .... . ... .21 REGRA XIII compreendermos Se questão...

..... REGRA útil também e apresentá-las pelo 31 XV quase sempre traçar estas figuras aos sentidos externos..... meio.. para que seja mais fácil....... por este nosso pensamento.... será assim A percebida ..... atenção imediata necessário mais conclusão. muito assim breves a memória do que não por poderá .. vale designá-lo por figuras notações inteiras........... conservar atento o ...... muito mais distintamente entendimento.....àÉ à mesma regra deve aplicar-se extensão real dos corpos e propor-se imaginação com a ajuda de figuras puras e simples........36 XVI REGRA O que não embora requer a da mente.

não não se complicar. Para isso. quer muitas para vezes. exigem-se a deles em verdadeiros 39 REGRA adição.. devem quer . REGRA A proposta dificuldade percorrida. fazer. um cada mediante subtração. e conhecidos examinando outros intuitivamente a de interdependência aos relação raciocínios. XVIII apenas quatro operações: a a multiplicação e a divisão: as duas aqui últimas. prescindindo enquanto.enganar-se nem o pensamento distrair-se aplica a outras deduções. se XVII ser deve do diretamente de fato alguns dos seus serem termos desconhecidos. outros.

....... há que efetuar as operações que deixamos de lado.......porque podem........... nunca utilizando a multiplicação sempre que para a divisão Resolvidas .......40 XIX REGRA este Por procurar de método tantas raciocinar.. efetuadas .. importa expressas grandezas de duas maneiras diferentes que supomos percorrer diretamente outras tantas quantos os como termos incógnitos para conhecidos... ser ulteriormente..... a dificuldade................. ter-se-ão comparações entre duas assim coisas iguais.......... mais facilmente . 43 REGRA XX as equações...

............ ... várias reduzi-las desta a espécie..43 REGRA Se tivermos que XXI equações a uma única.................. há àquela cujos termos na série ocuparão das o menor número grandezas de graus continuamente proporcionais.......... saber...... segundo ordenar...... a qual os mesmos termos se devem ....houver lugar.........