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governo do estado de são paulo

secretaria da educação

MATERIAL DE APOIO
AO PROGRAMA ENSINO INTEGRAL
DO ESTADO DE SÃO PAULO

CIÊNCIAS FÍSICAS
E BIOLÓGICAS

ATIVIDADES EXPERIMENTAIS
E INVESTIGATIVAS
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
CADERNO DO PROFESSOR
Primeira edição
2014

São Paulo

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Governo do Estado de São Paulo
Governador
Geraldo Alckmin
Vice-Governador
Guilherme Afif Domingos
Secretário da Educação
Herman Jacobus Cornelis Voorwald
Secretária-Adjunta
Cleide Bauab Eid Bochixio
Chefe de Gabinete
Fernando Padula Novaes
Subsecretária de Articulação Regional
Raquel Volpato Serbi Serbino
Coordenadora da Escola de Formação e
Aperfeiçoamento dos Professores – EFAP
Silvia Andrade da Cunha Galletta
Coordenadora de Gestão da
Educação Básica
Maria Elizabete da Costa
Coordenadora de Gestão de
Recursos Humanos
Cleide Bauab Eid Bochixio
Coordenadora de Informação, Monitoramento e
Avaliação Educacional
Ione Cristina Ribeiro de Assunção
Coordenadora de Infraestrutura e
Serviços Escolares
Dione Whitehurst Di Pietro
Coordenadora de Orçamento e
Finanças
Claudia Chiaroni Afuso
Presidente da Fundação para o
Desenvolvimento da Educação – FDE
Barjas Negri

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Prezado(a) professor(a),
Em dezembro de 2011, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo instituiu o Programa Educação
Compromisso de São Paulo, que tem como um de seus pilares expandir e aperfeiçoar a política de Educação
Integral, como estratégia para a melhoria da qualidade do ensino e, portanto, para o avanço na aprendizagem dos alunos.
Nesse contexto, foi criado, em 2012, o Programa Ensino Integral, com o objetivo de assegurar a formação
de jovens autônomos, solidários e competentes por meio de um novo modelo de escola. Este novo modelo,
entre outras características, possui jornada integral de alunos, currículo integrado, matriz curricular diversificada, Regime de Dedicação Plena e Integral dos educadores e infraestrutura que atenda às necessidades
pedagógicas do Programa Ensino Integral. Essa estrutura visa proporcionar aos alunos as condições necessárias para que planejem e desenvolvam o seu Projeto de Vida e se tornem protagonistas de sua formação. O
Programa, inicialmente direcionado a escolas de Ensino Médio, teve sua primeira expansão em 2013, quando
passou a atender também os anos finais do Ensino Fundamental. O Programa deverá continuar sua expansão
nos segmentos que já atende e ampliar sua atuação na Educação Básica, compreendendo também escolas dos
anos iniciais do Ensino Fundamental.
Esta série de cadernos contempla um conjunto de publicações que se destina à formação continuada
dos profissionais que atuam no Programa Ensino Integral e também ao apoio dos adolescentes e jovens em
busca de uma aprendizagem bem-sucedida. Os cadernos ora apresentados têm um duplo objetivo: por um
lado, oferecer subsídios para otimizar o uso dos laboratórios, com base nas diretrizes que fundamentam
este Programa; por outro, destacar estratégias metodológicas que, em todos os componentes curriculares,
concorrem para que os estudantes possam ampliar suas competências na área de investigação e compreensão – para observar, descrever, analisar criticamente os diferentes fenômenos de cada área, levantar
hipóteses que os expliquem e propor iniciativas para mudar a realidade observada. A série é composta pelas
seguintes publicações:
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Biologia: atividades experimentais e investigativas 
Ciências Físicas e Biológicas: atividades experimentais e investigativas
Física: atividades experimentais e investigativas
Manejo e gestão de laboratório: guia de laboratório e de descarte
Matemática – Ensino Fundamental – Anos Finais: atividades experimentais e investigativas
Matemática – Ensino Médio: atividades experimentais e investigativas
Química: atividades experimentais e investigativas
Pré-iniciação Científica: desenvolvimento de projeto de pesquisa
Robótica – Ensino Fundamental – Anos Finais
Robótica – Ensino Médio

Pretende-se, dessa maneira, contribuir para que as escolas desenvolvam atividades experimentais e
investigativas nos laboratórios, nos segmentos a seguir:
•  Ensino Fundamental: nas aulas de Ciências Físicas e Biológicas e de Matemática; nas aulas de Práticas Experimentais; e nas aulas de disciplinas eletivas, dependendo da especificidade dos temas e conteúdos
selecionados.
•  Ensino Médio: nas aulas de Biologia, Física e Química, da 1a a 3a séries; nas aulas de Prática de Ciências, na 1a e 2a séries; nas aulas de disciplinas eletivas, da 1a a 3a série, dependendo da especificidade dos
temas e conteúdos selecionados; e em atividades para o desenvolvimento de Projetos de Pré-iniciação Científica dos alunos.
Bom trabalho!
Equipe do Programa Ensino Integral

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.............................................. 12 Considerações iniciais.... 22 Como investigar o problema?............ 27 Considerações iniciais............................................................ 8 Como investigar o problema?.................................................................. 29 Para saber mais....................6 Tema 1: Obtenção e uso de pigmentos e corantes............ 22 Considerações iniciais..................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 13 Para saber mais............................................................................................................................................................................................................................................................. 18 Para saber mais............................................................................................................... 27 Como investigar o problema?................ 9 Para saber mais................ 23 Para saber mais...SUMÁRIO Orientações sobre os conteúdos do Caderno............................................................................................................. 31 Tema 6: Os nutrientes e suas funções no organismo ............................... 12 Como investigar o problema?................................................ 22 Tema 4: Analisando as densidades dos planetas................................................................................................................. 12 Tema 2: Corrosão do ferro e suas ligas............................... 17 Considerações iniciais.............. 32 Considerações iniciais..................................................................................................................8 Considerações iniciais............................................... 32 Como investigar o problema?.................................................................................................................... 27 Tema 5: Diversidade da vida animal.................................................................................................................................................. 33 Para saber mais.... 17 Como investigar o problema?............................................................... 37 CIÊNCIAS.............................indd 4 27/10/14 14:19 ................................................... 17 Tema 3: Sombras e suas formas..........................................................................................................................................

................................................. 59 Tema 11: Órgãos dos sentidos............. 53 Tema 10: O funcionamento do bafômetro – comparação do teor alcoólico de soluções........................................................................................................................ 53 Como investigar o problema?............................ 37 Considerações iniciais....... 43 Tema 8: Eletricidade e cargas elétricas. 68 CIÊNCIAS................................................. 53 Considerações iniciais.......................................................................................... 63 Tema 12: As cores inexistentes do disco de Newton....................................................... 38 Como investigar o problema?.................................. 61 Para saber mais..................................................................................................... 60 Como investigar o problema?............................. 60 Considerações iniciais.................................................................................................................................................................................. 63 Considerações iniciais..................... 48 Considerações iniciais........ 48 Como investigar o problema?............................................................................................................................... 43 Considerações iniciais........ 49 Para saber mais......................................................................................................................... 44 Para saber mais...... 39 Para saber mais....................................................................................................................................................................................... 48 Tema 9: Relações proporcionais entre massas de reagentes e produtos envolvidos nas transformações químicas.... funcionamento e inter-relações do sistema respiratório e do sistema cardiovascular........................................................................................................indd 5 27/10/14 14:19 ...............................Tema 7: Estrutura............................................................................................................................................... 43 Como investigar o problema?............................................... 54 Para saber mais................................ 64 Para saber mais..................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 63 Como investigar o problema?.....................

inseridos em uma sociedade cada vez mais influenciada pela ciência e tecnologia. A escola é responsável pela formação do indivíduo. Vida e Ambiente. comparar e relacionar fatos e fenômenos de forma adequada. A compreensão do funcionamento do bafômetro e a análise de questões relacionadas ao consumo de álcool contribuirão também para que os estudantes possam refletir a respeito das escolhas que poderão levá-los a uma melhor qualidade de vida. Terra e Universo. aproveitar informações diversas para explicar as diferentes manifestações de um mesmo fenômeno e também saber utilizar informações adquiridas e conceitos construídos para interpretar ou resolver novas situações. indiretas e de que a compreensão de um objeto astronômico resulta da composição das observações de seus vários aspectos. Para exercer esse papel de maneira efetiva. investigar. além de incentivar e orientar a curiosidade natural dos jovens. Na mesma direção. estimular a investigação científica. a analisar as transformações que ocorrem no processo de fabricação dos pães e a investigar as próprias ideias a respeito do processo de corrosão do ferro. As atividades referentes ao eixo Ciência e Tecnologia subsidiam os estudantes a compreender como podem ser extraídos pigmentos de vegetais. muitas vezes. segundo a qual a educação científica não pode se limitar a informar ou transmitir conhecimento. que precisam estar preparados para compreender e reagir aos múltiplos estímulos a que estão submetidos diariamente. a reflexão e a atuação na resolução de problemas. uma outra atividade analisa os valores 6 CIÊNCIAS. também.indd 6 27/10/14 14:19 . é importante que um dos aspectos da educação seja o aprendizado fundamentado no fazer. seja no ambiente escolar ou na sociedade em que vivem. Essas atividades abrem caminho para a efetivação das premissas do Programa Ensino Integral e de uma das premissas do Currículo do Estado de São Paulo. atividades experimentais e investigativas referentes aos eixos temáticos Ciência e Tecnologia. Assim. Saber interpretar o mundo de forma científica é poder utilizar instrumentos objetivos para analisar e reconhecer os vários fatores e relações que explicam fenômenos naturais no cotidiano. O experimento que envolve o eixo temático Terra e Universo propõe o estudo das sombras de objetos e a discussão de que as observações astronômicas. construir e avaliar a realidade das situações a que são ou serão submetidos durante a vida.Orientações sobre os conteúdos do Caderno Prezado(a) professor(a). o estudo das cargas elétricas estáticas em situações do cotidiano permite aos estudantes explorar sua existência e suas características. medir. são. ao longo deste Caderno. Com objetivos similares. a participação social. Você encontrará. Ser Humano e Saúde e Tecnologia e Sociedade. experimentar. os jovens precisam desenvolver algumas habilidades básicas que lhes permitam observar. a partir da superfície da Terra. Este Caderno tem como objetivo propor exemplos de atividades práticas investigativas com o intuito de complementar as que estão presentes nas Situações de Aprendizagem dos Cadernos do Professor de apoio ao Currículo do Estado de São Paulo (São Paulo faz escola). mas precisa.

nos jardins das casas. estimula a sua participação e gera discussões. são propostas atividades que visam educar o olhar do estudante para o ambiente que o cerca e evidenciar que a diversidade de espécies está em todos os lugares: nas praças. trabalhados nos Cadernos do Professor de apoio ao Currículo do Estado de São Paulo (São Paulo faz escola). No eixo Vida e Ambiente. levantar as hipóteses. propõe-se o estudo da composição que leva à formação de cores e de movimentos não existentes fisicamente. propõe-se a investigação de como se dá a percepção dos estímulos ambientais que estabelecem as relações entre o organismo e seu entorno por meio da produção de respostas a esses estímulos. O valor educacional da Ciência reside não apenas na informação que ela fornece. Assim. Bom trabalho! 7 CIÊNCIAS. na escola. não existe um único modelo de investigação. Além disso. mas. Qualquer investigação inicia-se com um problema. suas distâncias relativas e seus movimentos ao redor do Sol. por meio de experiências que são vivenciadas pelos estudantes nas atividades práticas investigativas. buscar estratégias para resolvê-los e estabelecer as ligações entre os conceitos e os fatos da vida cotidiana de cada um deles. por meio da investigação da presença e da quantidade de determinado nutriente em diferentes alimentos e também do estudo das funções de nutrição relacionadas ao aparelho respiratório. identificar os problemas. O laboratório das escolas do Programa Ensino Integral dispõe de uma série de equipamentos e outros materiais que podem auxiliá-lo nessa jornada. como no cinema ou televisão. o aprendizado se torna eficaz quando eles manuseiam ou experimentam o que está sendo estudado. na maneira de obter essa informação. complementando a caracterização desses astros e somando às atividades desenvolvidas nos Cadernos do Professor de apoio ao Currículo do Estado de São Paulo (São Paulo faz escola) sobre seus tamanhos. Eles começam a deixar de lado a atitude passiva e passam a perceber que têm nas mãos a condução de seu aprendizado. sendo um instrumento importante no desenvolvimento de habilidades que podem levá-los a uma mudança de postura. Faça uso desse espaço no exercício diário.Ciências Físicas e Biológicas: Atividades Experimentais e Investigativas das densidades dos planetas do Sistema Solar. junto com os estudantes. Em Tecnologia e Sociedade. como a obtenção da cor esbranquiçada no disco de Newton ou de cenas contínuas provenientes de cenas descontínuas. além de despertar o interesse dos estudantes. a proposta é complementar e ampliar os conceitos de nutrição. A prática baseada na resolução de problemas. procurando. com ênfase na capacidade pulmonar e na relação entre os sistemas respiratório e cardiovascular. No entanto. Na temática Ser Humano e Saúde. praticamente existem tantos métodos de abordagem quantos são os problemas e as pessoas que procuram as soluções. a elaboração de uma hipótese e a escolha de procedimentos para testar essa hipótese.indd 7 27/10/14 14:19 . sobretudo.

não. produzindo diferentes cores.indd 8 27/10/14 14:19 . relacionar os usos dos materiais a suas propriedades específicas. 8 CIÊNCIAS. tinha o papel de auxiliar os seres humanos a expressar suas emoções.Tema 1: Obtenção e Uso de Pigmentos e Corantes Considerações iniciais Este tema1 possibilita a abordagem de questões históricas relacionadas ao uso de pigmentos e corantes em diferentes épocas e contextos e também a realização de um trabalho que envolva sensibilização para as diferentes manifestações artísticas e culturais. os pigmentos apenas se dispersam no veículo que será utilizado (água ou outro solvente). Você pode apresentar algumas pinturas rupestres. Número de aulas 3 aulas. compreender a importância do controle de variáveis para analisar resultados experimentais. Para dar cor às tintas. introduza o assunto explicando que pigmentos e corantes são materiais utilizados ao longo da história da humanidade para colorir diferentes objetos. Outro aspecto importante é que o uso de diferentes pigmentos e corantes. Inicialmente pergunte aos estudantes: Vocês sabem quais materiais são utilizados na produção de tintas? O que são pigmentos e quais materiais poderiam ser usados como pigmentos? Em seguida. nas Situações de Aprendizagem “Materiais da Natureza” e “Propriedades específicas e usos de materiais”. 1 Tema abordado nos Cadernos do Aluno e do Professor de apoio ao Currículo do Estado de São Paulo (São Paulo faz escola) do 6o ano. dizer que as tintas são utilizadas entre os diversos povos indígenas para caracterizar guerreiros ou participantes de cerimônias religiosas e que as tintas também foram usadas ao longo da Idade Média para tingir tecidos. contar histórias e retratar seu cotidiano em diferentes locais e épocas. comente que os corantes geralmente são solúveis em água e os pigmentos. avaliar o efeito das variações de temperatura e de superfície de contato entre o solvente e o material a ser dissolvido sobre a dissolução dos materiais. Mencione também as aplicações tecnológicas dos pigmentos e corantes na atualidade. Se você achar necessário. Problema a ser investigado Como as variações de temperatura e de superfície de contato afetam os processos de extração de corantes presentes nos vegetais? Habilidades Reconhecer os usos de diferentes materiais no cotidiano e no sistema produtivo. como o tingimento de tecidos e de alimentos.

Ciências Físicas e Biológicas: Atividades Experimentais e Investigativas Como investigar o problema? Levantamento de hipóteses Uma possibilidade de encaminhamento é perguntar aos estudantes se eles sabem como são obtidos os pigmentos e corantes. Qual das situações você imagina que é mais propícia para a extração de um corante: com água quente ou água gelada? 3. 500 mL de água à temperatura ambiente. Atenção: O corte da beterraba deve ser feito de forma cuidadosa e sob a supervisão de um adulto. liquidificador. como a beterraba? 2. pincéis. 9 CIÊNCIAS. ou por outro adulto. recipiente adaptável ao porta-filtro. aa aa Colocar. que processos seriam necessários (como fazer a extração. Procedimentos a ser adotados Os estudantes devem ser divididos em grupos e seguir estas instruções: Parte I – Estudo do efeito da temperatura sobre a extração de corantes de vegetais aa Cortar a beterraba de forma a obter dois cubos com cerca de 1cm de aresta. Execução da atividade experimental Material necessário Uma beterraba com cerca de 5 cm de diâmetro e outros vegetais coloridos (2 folhas de repolho roxo ou 2 folhas de couve ou 12 amoras ou pétalas de flores coloridas). Picar o vegetal faz diferença na hora de extrair o corante? É importante ressaltar que o processo de elaboração de questões auxilia os estudantes a relacionar os procedimentos elaborados às hipóteses levantadas. ao mesmo tempo. com a sua ajuda. o que é fundamental para compreender a lógica de um trabalho de investigação. ATENÇÃO: A água quente só pode ser manipulada por você. Colocar um cubo em cada copo de vidro transparente. professor. podem apresentar as seguintes hipóteses: aa É possível obter corantes a partir da mistura de vegetais e frutos coloridos em água. 1 faca. Os estudantes. A água é capaz de dissolver o corante presente em um vegetal. 50 mL de água gelada em um dos copos e 50 mL de água quente no outro. A partir dessas hipóteses.indd 9 27/10/14 14:19 . você pode propor as seguintes questões: 1. 2 copos de vidro transparentes. papel-filtro.). folhas de papel brancas ou tecidos brancos. porta-filtro. aa A variação da temperatura da água e o estado do vegetal (inteiro ou picado) afetam o processo de obtenção dos corantes. 100 mL de água gelada (à temperatura de uma geladeira comum). 100 mL de água quente (a cerca de 60 °C). que matérias-primas poderiam ser utilizadas (frutas e vegetais coloridos podem ser lembrados). formas de fixação etc.

aa Aguardar cerca de 2 minutos. Filtrar a mistura. Obterão também um extrato vegetal que poderá ser utilizado para colorir papéis e tecidos. aa Observar a coloração dos dois sistemas e anotar as conclusões. Colocar o porta-filtro sobre o recipiente que recolherá o extrato vegetal. Atenção: O corte da beterraba deve ser feito de forma cuidadosa e sob a supervisão de um adulto. Parte II – Estudo do efeito da superfície de contato sobre a extração de corantes de vegetais aa Cortar a beterraba de forma a obter dois cubos com cerca de 1cm de aresta.indd 10 27/10/14 14:19 . aa Picar um dos cubos em pedaços bem pequenos. com o auxílio de lápis de cor. Colocar o papel-filtro no porta-filtro. Utilizando pincéis. passar a tinta obtida sobre um papel ou um tecido branco. ou por outro adulto. O mesmo será observado com a beterraba picada em relação à beterraba em pedaço maior. anotar e desenhar a coloração dos dois sistemas. O aquecimento da água facilitou a extração do corante do vegetal? 2. Bater a mistura por cerca de 2 minutos. Por que utilizamos o liquidificador? 10 CIÊNCIAS. aa Aguardar cerca de 2 minutos. professor. 50 mL de água quente em cada um dos copos. despejando o extrato que estava no liquidificador sobre o filtro. ao utilizar água quente. Você saberia dar outros exemplos em que a variação de temperatura afeta um processo de dissolução? 4. ATENÇÃO: A água quente só pode ser manipulada por você. Adicionar 500 mL de água à temperatura ambiente. Discussão dos resultados A discussão dos resultados pode ser orientada com base nas questões a seguir: 1. ao mesmo tempo. Resultados observáveis Os estudantes poderão observar que. conseguirão um extrato com cor mais intensa do que com água gelada. aa Observar. aa Colocar. aa Colocar o cubo inteiro em um dos copos de vidro transparente e a beterraba picada em outro copo. Parte III – Fabricando tintas com extratos vegetais aa aa aa aa aa aa aa Colocar o vegetal a ser utilizado dentro do copo do liquidificador. você diria que a variação de temperatura pode afetar a dissolução de um material? 3. A partir da resposta dada à questão anterior.

um aumento de temperatura dificulta esse processo. por isso é importante que você retome o que foi feito. quando variamos os dois ao mesmo tempo. Você acha que poderíamos analisar o efeito da variação de temperatura sobre a extração se tivéssemos utilizado um vegetal inteiro em água quente e outro picado na água gelada? Por quê? A partir da análise dos dados. não conseguimos saber qual deles está alterando os resultados experimentais. Eles também deverão analisar a influência do estado dos materiais (inteiro ou picado) em outros fenômenos que já observaram. Ampliação do estudo experimental Para ampliar esse estudo experimental. como o solvente utilizado. O aa aumento de temperatura afeta o processo de extração dos corantes. Ressalte que nem sempre o aumento de temperatura auxilia nos processos de dissolução. Ter picado o vegetal afetou o processo de extração? 7. a diferença na rapidez da dissolução de açúcar comum e de açúcar cristal. os estudantes concluirão que o aquecimento melhora o processo de dissolução dos corantes em água e que a variação de temperatura pode afetar o processo de dissolução dos materiais estudados. Em que situação a água tem maior área de contato com o vegetal: quando ele está inteiro ou picado? 6.Ciências Físicas e Biológicas: Atividades Experimentais e Investigativas 5. Você pode retomar as questões propostas no início da atividade e apontar que: aa É possível utilizar água para extrair corantes de vegetais porque eles são materiais solúveis em água. O mesmo procedimento pode ser executado com álcool e água. Um exemplo que pode ser dado é a extração do café. Também poderão analisar outros processos de dissolução ou extração que observam em seu dia a dia. utilizando os dois materiais 11 CIÊNCIAS. que só é eficiente se for utilizada água quente. por exemplo.indd 11 27/10/14 14:19 . auxiliando na dissolução. mostrando que tanto a temperatura da água como o estado do vegetal afetaram o processo de extração e. como. você pode modificar algumas variáveis. Não seria possível variar simultaneamente a temperatura e a superfície de contato para avaliar o efeito de cada uma dessas variáveis. No caso da dissolução do gás oxigênio em água. aa O aumento da fragmentação aumenta a área de contato dos materiais e facilita a extração. Você saberia dar outros exemplos em que a variação da superfície de contato afeta um processo de dissolução? 8. Os estudantes poderão apresentar dificuldades em fazer essa análise. A última questão busca a reflexão sobre a importância do controle de variáveis na análise de dados experimentais. As observações feitas no processo que utiliza o vegetal picado e no que utiliza o vegetal inteiro levarão os estudantes a concluir que um material mais dividido terá maior contato com a água e isso facilitará o processo de dissolução. por exemplo.

br/default. São Paulo: Unesp.org. A arte dos sonhos – uma iconografia ameríndia. Acesso em: 21 jul. Site do Conselho Regional de Química – IV região. B. Nesse caso. NETO. dessa forma. 2014.à temperatura ambiente. Além disso. Você também pode realizar um trabalho interdisciplinar com os componentes curriculares Arte ou História. Para introduzir o assunto. processos de corrosão de materiais. retomando a importância das pinturas rupestres ou algumas manifestações artísticas dos povos em diferentes épocas. mas de ligas. em seu cotidiano. Arte rupestre na Amazônia – Pará. Nessa situação. pois a corrosão de metais é um problema em processos industriais. pergunte aos estudantes se eles já observaram. Este tema permite abordar questões tecnológicas. como o carbono e o níquel. Química na cabeça. 2001. php?p=texto. os estudantes poderão utilizar as diferentes tintas produzidas empregando diversas técnicas a fim de expressar suas emoções e ideias em pinturas sobre diferentes texturas. é possível estabelecer uma interface com os componentes curriculares História e Arte. Disponível em: <http://crq4. Belo Horizonte: UFMG. podem ser utilizados outros tipos de pigmento e corante. 2004. A. PEREIRA. estruturas submetidas a intempéries ou a condições de alta umidade ou salinidade. Comente sobre o custo de recuperação de peças públicas corroídas. Tema 2: Corrosão do Ferro e Suas Ligas Considerações iniciais O estudo da corrosão do ferro e suas ligas pode dar continuidade ao estudo de propriedades dos materiais já iniciado nos Cadernos de Ciências. os estudantes poderão concluir que líquidos diferentes podem apresentar tempos de evaporação diferentes quando submetidos às mesmas temperaturas. Para saber mais MATEUS. entre outros. assim. Estima-se que o custo com medidas de prevenção à corrosão e com restauração de estruturas diversas 12 CIÊNCIAS.php&c=quimicaviva_corantespigmentos>. por exemplo.indd 12 27/10/14 14:19 . 2002. que são o resultado da mistura do ferro com outros elementos químicos. Além disso. apontando as mudanças de cor e textura que podem ser observadas. como aqueles presentes no carvão ou giz. A clara de ovo pode ser comparada com a água ou com óleo de linhaça. Você pode mostrar a eles fotos de monumentos de metal ou de estruturas metálicas que estão corroídas. também pode ser estudado o tempo de secagem da tinta. substratos diferentes podem ser usados para testar a aderência ao papel e o poder de cobertura da tinta. A. Processos de corrosão podem ser notados também em monumentos históricos. L. É interessante notar que a grande maioria dos objetos que usamos em nosso dia a dia não é feita de ferro. Edithe. Lisboa: Assírio e Alvim.

dos pregos. A partir das respostas. em 2000. a recuperação de um monumento histórico é um trabalho que demanda muito tempo e nem sempre se consegue uma completa restauração. Além disso. Problema a ser investigado Quais são as condições necessárias para a formação de ferrugem? Habilidades Compreender a importância do uso de um experimento-controle para a análise de resultados experimentais. os estudantes investigarão as próprias hipóteses sobre o processo de formação da ferrugem. Como investigar o problema? Levantamento de hipóteses Nesta atividade. Nesse caso. 13 CIÊNCIAS. Quais são as condições necessárias para que a ferrugem apareça? Eles provavelmente darão exemplos como os da palha de aço. escolha o prego como material-base para sistematizar as hipóteses levantadas e as questões a ser formuladas pelos estudantes. Como ponto de partida para este levantamento. A graxa deve ser evitada. formule a seguinte questão: A formação da ferrugem ocorrerá tanto caso o prego esteja sujo quanto caso esteja limpo? Nesse caso. o frio. é possível formular a seguinte questão: A formação da ferrugem ocorrerá tanto no caso de colocarmos um prego na geladeira quanto no caso de deixarmos outro prego fora dela? Ressalte que as outras condições devem ficar constantes (umidade.5 bilhões. você pode estimulá-los com as seguintes questões: Dê exemplos de objetos que enferrujam. luminosidade etc.Ciências Físicas e Biológicas: Atividades Experimentais e Investigativas no Brasil.). o calor. Número de aulas 4 aulas (duas aulas para a montagem do experimento e outras duas para análise dos resultados – deve haver um intervalo de. compreender quais são os materiais essenciais para a formação da ferrugem. Outra hipótese poderia ser: Pode-se supor que a sujeira é necessária para que se forme ferrugem sobre o prego. três dias entre os blocos de aulas). dos portões etc. o prego poderia estar sujo com terra ou poeira. pois pode dificultar o enferrujamento em função da cobertura da superfície do prego. correspondeu a cerca de R$ 3.indd 13 27/10/14 14:19 . Um exemplo de hipótese: Pode-se supor que o frio é necessário para que se forme ferrugem sobre o prego. o sal marinho etc. A partir dela. As condições citadas podem ser: a umidade. pelo menos. para evitar diferenças de luminosidade. A partir dela. o escuro. os estudantes podem deixar o prego que fica fora da geladeira dentro de uma caixa de papelão.

marcar o tubo com o número 1. Se os elementos água e ar forem mencionados. elas não devem ser descartadas de imediato. Cada dupla de tubos de ensaio deve ser montada para permitir que se investigue o efeito de um único material ou de um único fator do ambiente. Execução da atividade experimental Material necessário Tubos de ensaio. palha de aço. é fundamental para o desenvolvimento do pensamento científico. •• Colocar outro prego dentro do tubo. deixando as outras constantes. •• Colocar um prego dentro do tubo. Embora possam surgir ideias incorretas do ponto de vista científico. em conjunto com os estudantes. água. Procedimento a ser adotado Os estudantes devem ser organizados em grupos e orientados a seguir as instruções. a) Preparação do sistema a ser usado como referência: •• Colocar água em um tubo de ensaio até preencher metade do seu volume. Você pode decidir. só se deve variar uma condição por vez. É importante que você leia as instruções com eles e ressalte que. considerando sua plausibilidade diante das observações e análises de dados experimentais. •• Utilizando uma etiqueta. Os estudantes devem analisá-las. Para isso. Parte I – Estudo das ideias levantadas pelos estudantes sobre o material necessário para a formação de ferrugem Neste experimento. •• Colocar o tubo na estante de tubos de ensaio. você pode dizer que esses efeitos serão investigados na segunda parte da aula experimental. quais das hipóteses levantadas serão investigadas. Todas as hipóteses levantadas e as respectivas questões devem ser registradas na lousa. estante para tubos de ensaio. •• Colocar o material apontado como necessário para a formação de ferrugem dentro do tubo e agitar.Esse exercício de planejar como será possível estudar apenas uma variável. você vai comparar o processo de enferrujamento de pregos. três placas de Petri. pois serão usadas para a montagem da primeira parte da aula experimental. você vai poder avaliar se o material ou a condição que escolheu são necessários para a formação da ferrugem. sendo retomadas durante a discussão dos resultados. •• Colocar o tubo na estante de tubos de ensaio já utilizada no item a do experimento. bastão de vidro.indd 14 27/10/14 14:19 . b) Preparação do sistema contendo o material escolhido para estudo: •• Colocar água em outro tubo de ensaio até preencher metade do seu volume. marcar esse tubo com o número 2. •• Utilizando uma etiqueta. 14 CIÊNCIAS. pregos de ferro limpos e polidos. na Parte I do estudo.

por exemplo).Estudo da formação da ferrugem2 Montagem do Sistema 1 aa Utilizando o bastão de vidro. colocá-lo na placa de Petri. Fonte: GEPEQ. os estudantes pensaram em uma condição como necessária para a formação da ferrugem (frio. Fazer um novo desenho para mostrar o estado final dos três sistemas. colocar somente o Tubo 2. colocar um pedaço pequeno de palha de aço no fundo de um tubo úmido.Ciências Físicas e Biológicas: Atividades Experimentais e Investigativas •• Anotar as características dos materiais contidos nos dois tubos (cor do líquido. aa Montagem do Sistema 2 Colocar um tubo. observar e registrar novamente as características dos materiais contidos nos dois tubos. aa Inverter o tubo de ensaio e. exposto a essa condição. que conterá apenas o prego e a água. no Sistema 1. Observação Se. não se formou ferrugem. •• Deixar os dois tubos em repouso por três dias. poderão utilizar a geladeira. por exemplo). numa placa de Petri contendo água. na escuridão. Colocar água em uma placa de Petri de forma a quase preenchê-la. •• No final desse período. Você pode utilizar outra estante para tubos de ensaio ou um béquer para apoiá-lo. Não se esquecer de retratar todos os detalhes: a altura da coluna de água dentro dos tubos e o aspecto da palha de aço. por exemplo. o nível de água permaneceu o mesmo. no calor e na luz. 2 15 CIÊNCIAS. Se pensaram na condição de frio. Esse é o estado inicial dos sistemas.indd 15 27/10/14 14:19 . poderão colocá-lo em um local escuro. No Sistema 2. Deixar os três sistemas em repouso por três dias. vazio e invertido. luz ou escuridão. 2006. Esse é o estado final dos sistemas. No Sistema 3. Na Parte II. cor e brilho do prego. Parte II . Resultados observáveis Na Parte I do experimento. aa aa aa aa aa Montagem do Sistema 3 Repetir o procedimento utilizado na montagem do Sistema 1. será possível observar que se formou ferrugem e que o nível de água contido no tubo de ensaio subiu. Ensino Médio. Esse é o estado inicial. poderão colocar o tubo de ensaio em um local ensolarado para que seja aquecido e iluminado. será observada a formação de ferrugem nos Tubos 1 e 2. calor. Química. Fazer um desenho mostrando como ficou o arranjo experimental dos três sistemas. agora com um tubo de ensaio seco e uma placa de Petri vazia. São Paulo: Edusp. em vez de um material. Interações e Transformações I: elaborando conceitos sobre transformações químicas. mantendo-o nessa posição. Distribuir a palha de aço dentro do tubo de forma que ela ocupe um terço de seu volume.

os estudantes poderão concluir que o aumento do nível de água dentro do tubo de ensaio se deve ao consumo de parte do ar que estava no tubo para que se forme a ferrugem (Sistema 1). não o são. Poderão observar que. Considerando os resultados da Parte II. haverá a formação de ferrugem. apesar de este não conter o material considerado essencial ou de não ter sido submetido à condição considerada necessária. Discussão dos resultados A discussão dos resultados pode ser orientada com base nas questões a seguir: 1. É possível confirmar essa ideia ao perceber que não houve esse aumento de nível no Sistema 2. por exemplo). Dessa forma. no Tubo 1.indd 16 27/10/14 14:19 . Dependendo do material considerado no estudo (o sal. que diferenças você observou ao comparar o estado final e o estado inicial do conteúdo do Tubo 1? E do Tubo 2? 2. Quais são os materiais necessários à formação da ferrugem? Diante dos resultados obtidos na Parte I do experimento. os estudantes poderão perceber que a água é necessária para a formação da ferrugem. mostrando que o estudo foca a ocorrência do enferrujamento e não a quantidade de ferrugem formada num certo intervalo de tempo. ressalte a questão inicial. você diria que o material ou a condição estudada são necessários para a formação da ferrugem? 3. Considerando os resultados do Sistema 3. Considerando a Parte I do experimento. conclui-se que a água e o ar são materiais necessários para a formação da ferrugem. 16 CIÊNCIAS. Considerando a Parte II do experimento. os estudantes poderão concluir que as condições que julgavam necessárias para a formação da ferrugem. na verdade. Como você explica as observações feitas no Sistema 3? 5. Considerando as observações relatadas na questão anterior. Nesse caso.Sistema 2 Sistema 3 © Daniel Beneventi Sistema 1 Figura 1 – Resultados do experimento (Parte II). o que você acha que causou a mudança do nível de água contido no tubo de ensaio do Sistema 1? 4. pode haver diferenças na quantidade de ferrugem formada.

Tema 3: Sombras e Suas Formas Considerações iniciais Provavelmente. Ampliação do estudo experimental Para ampliar o estudo experimental. php?id_noticia=699>. é uma atividade desafiadora.br/noticias_interna. 3 17 CIÊNCIAS. Disponível em: <http://www. Acesso em: 21 jul. Muitas pesquisas da astronomia foram e ainda são feitas estudando indiretamente os elementos observáveis da Terra e. Exemplos dos efeitos das sombras nesse contexto são os eclipses lunar (resultado da sombra da Terra projetada na Lua) e solar (resultado da sombra da Lua projetada na Terra)3.com. por exemplo). Embora o tema Sistema Solar seja tratado nos Cadernos do Aluno de apoio ao Currículo do Estado de São Paulo (São Paulo faz escola) do 7o e do 8o anos. As formas das sombras de um objeto podem revelar seus segredos. Para saber mais Instituto de Pesquisas Tecnológicas. Podem também ser investigadas formas de evitar a corrosão dos metais. formação ou movimentos. Acesso em: 21 jul.Ciências Físicas e Biológicas: Atividades Experimentais e Investigativas Retome as questões apresentadas no início da atividade e formalize que os materiais necessários para a formação da ferrugem são ferro. Também pode ser realizado um estudo sobre como são feitas a conservação e a restauração de obras de arte e que órgãos governamentais são responsáveis por esse trabalho. desenvolvido no Caderno do 6o ano. Disponível em: <http://zh. constituição.clicrbs. Para a Ciência. cobre e zinco. 2014. Todas as outras condições e/ou materiais estudados não são necessários para esse processo. água e ar.ipt. 2014. como o zinco. a questão abordada nessa atividade se concentra no estudo do formato do planeta Terra. você pode propor uma comparação da resistência à corrosão de diferentes metais (ferro.html>.indd 17 27/10/14 14:19 . Olhar para as sombras e delas extrair características do objeto que as produz pode ser uma atividade bastante lúdica. comparando sistemas que utilizem água fervida coberta com óleo para minimizar a presença do ar ou que utilizem metais que se oxidem mais facilmente que o ferro. a maioria das crianças já brincou de fazer sombras com as mãos. mas também podem esconder suas propriedades. a partir deles. Obras de arte de Porto Alegre que ficaram comprometidas pela falta de cuidado e preservação. surpreendendo-se com suas projeções em paredes.br/rs/entretenimento/noticia/2013/08/confira-obrasde-arte-de-porto-alegre-que-ficaram-comprometidas-pela-falta-de-cuidado-epreservacao-4249875. elaboram-se hipóteses a respeito de seu tamanho.

período em que não se conheciam as formas da Terra. se possível. a estrela cadente etc. a egípcia e a grega. telescópio Hubble. desenvolver um olhar para a história antiga e compreender que uma observação cuidadosa e sistemática pode. A seguir. em qualquer posição. a maia. realize uma atividade de sensibilização e problematização. Número de aulas 2 aulas. as estrelas. compreender que. foguetes tripulados ou sondas enviadas à Lua ou a Marte. mostre fotos de relógios de sol das antigas civilizações. Como investigar o problema? Levantamento de hipóteses Parte I Inicie explicando a importância das sombras no estudo da astronomia e. computador. for circular. os planetas. satélite artificial. levar a hipóteses consistentes. a sombra teve um papel determinante nos estudos de fenômenos celestes que influenciaram a visão de mundo da época. compreender a importância do controle de variáveis para obtenção de resultados significativos. o fato de a sombra da Terra na Lua ser sempre arredondada justifica a esfericidade da Terra. como a Lua. A sombra foi usada para marcar o tempo diário por meio do relógio de sol (os primeiros datam de cerca de 3 500 a. A história revela que.C. Essas imagens são encontradas facilmente em sites. inclusive no Brasil. Alguns relógios de sol também são encontrados em várias cidades do mundo. televisão.C. como a inca. e a composição de várias informações bidimensionais permite inferir a forma tridimensional do objeto.Você pode iniciar a atividade solicitando aos estudantes que imaginem como eram as pesquisas dos objetos observáveis no céu. solicitando aos estudantes que façam sombras na parede utilizando as 18 CIÊNCIAS.. Também Aristóteles (cerca de 350 a.).) e para Eratóstenes estimar o raio da Terra (cerca de 250 a. na Antiguidade.) tentou provar a esfericidade da Terra pelo fenômeno do eclipse (sombra da Terra na Lua) argumentando ser a sombra da Terra sempre arredondada. reconhecer que são necessárias análise e composição de várias sombras para inferência no formato do objeto. o Sol. durante um eclipse lunar. a asteca. A atividade proposta aqui verificará a possibilidade desse argumento de Aristóteles: de que. muitas vezes. Problema a ser investigado Se a sombra de um objeto (quando projetada em um anteparo plano e perpendicular à direção dos raios luminosos).C. da Lua nem do Sol. qual deve ser a forma desse objeto? Habilidades Analisar a sombra para inferir a forma do objeto que é iluminado.indd 18 27/10/14 14:19 . definir referências para a produção de sombras ou para obtenção de valores da variável em estudo. têm-se da sombra apenas informações bidimensionais. no estudo da astronomia a partir da superfície da Terra. utilizando sombras em duas cidades diferentes. na época em que não existiam relógio eletrônico.

tentar inferir sua forma. Você deve treinar as projeções de sombras para que as hipóteses dos estudantes sobre as formas dos objetos sejam plausíveis. ferramenta serra de arco ou cortador elétrico de isopor. vários objetos que permitam a ocorrência de semelhanças de projeção: uma esfera. Serão projetadas sombras de quatro objetos. meia-esfera.Ciências Físicas e Biológicas: Atividades Experimentais e Investigativas mãos e tentem observar se. independentemente. seria possível. porém. pergunte qual é a sombra de um dedo colocado na horizontal e perpendicular ao feixe de luz. Lanterna Haste Esfera de isopor Esfera Disco Meia-esfera Cone Hastes Figura 2 . depois. analisando apenas as duas sombras. um de cada vez. afirmar que elas são de um mesmo dedo? Parte II O estudo será a análise das várias projeções de sombras de um objeto e. e as hipóteses sobre qual é a sua forma serão levantadas para cada um dos objetos.Arranjo experimental. um cone e um disco (facilitará se todos forem de isopor). Cada um dos objetos deve ser fixado em uma haste. Pergunte: Se não soubéssemos que é o dedo. As esferas de isopor podem ser cortadas por facas serrilhadas. 19 CIÊNCIAS. uma caixa de papelão com fundo vazado e frente coberta de papel vegetal. em paralelo ao feixe de luz. é possível identificar a posição dos dedos para que a sombra apresente determinado formato. Dando prosseguimento. Procedimento a ser adotado O material deve ser preparado com antecedência. a partir delas. o mesmo dedo colocado na horizontal.indd 19 27/10/14 14:19 . Execução da atividade experimental Material necessário Papel vegetal Caixa de papelão © Daniel Beneventi Uma luminária ou lanterna com feixe de luz direcionada. a partir das sombras.

analisando a sombra. Mude de posição. 20 CIÊNCIAS. os estudantes devem formular hipóteses. Experimento 4: Projeção de sombras de uma esfera Repita o mesmo procedimento do Experimento 1. Resultados observáveis Os estudantes poderão observar que. Por exemplo. justificando-a com as sombras projetadas.A face da caixa com papel vegetal ficará virada para os estudantes e você ficará na parte posterior. Discussão dos resultados Em cada experimento desta atividade. de onde manipulará os materiais cuja sombra será projetada no papel vegetal. pergunte se as hipóteses continuam verdadeiras ou não. um disco.indd 20 27/10/14 14:19 . Gire lentamente de um lado para outro e discuta com os estudantes a continuidade ou não das hipóteses. Em cada um dos movimentos do objeto. No final. é necessário observar a sombra desse objeto em diferentes posições. na primeira projeção do Experimento 1. analisar a plausibilidade das hipóteses e as conclusões parciais. observar os resultados. solicite aos estudantes que desenhem no caderno a forma do objeto que cada um consegue inferir. ligue e desligue a luminária sempre que trocar o objeto e segure-o sempre pela haste. Discuta a plausibilidade das hipóteses. Importante: nas projeções de sombras. Mostre o objeto e relacione-o com os desenhos feitos por meio das sombras observadas. Experimento 3: Projeção de sombras de uma meia-esfera Repita o mesmo procedimento do Experimento 1. Experimento 2: Projeção de sombras de um disco Repita o mesmo procedimento do Experimento 1. não mostre o objeto antes do final do experimento. as hipóteses dos estudantes podem ser: uma bola. Coloque o objeto nas posições solicitadas pelos estudantes para a comprovação de suas hipóteses. Solicite aos estudantes que proponham hipóteses sobre a forma do objeto. para elaborar hipóteses plausíveis sobre a forma de um objeto. Experimento 1: Projeção de sombras de um cone •• •• •• •• •• •• •• •• •• Coloque o cone na posição em que a sombra no papel resulte em um círculo e ligue a luminária. Aproxime e afaste o objeto da fonte e pergunte se as hipóteses continuam válidas.

As medidas devem ser colocadas em uma tabela (distância × tamanho) para que os estudantes observem mais claramente esse resultado. Eles poderão dizer que se trata de um objeto com uma ponta redonda e a outra. os desenhos podem ser modificados em função das sombras projetadas. eles devem concluir que apenas a esfera produz sombra circular independentemente de sua posição e localização em relação à fonte e ao plano de projeção de sua sombra. o tamanho da sombra varia. Entretanto. ao aproximar ou afastar o objeto do anteparo (neste caso. o que torna o desenvolvimento desse experimento bastante interessante por envolver estudantes e professores de diferentes escolas.Ciências Físicas e Biológicas: Atividades Experimentais e Investigativas uma pizza. espaço bidimensional. de que a Terra deve ser esférica porque sua sombra sobre a Lua. Ao final da experimentação. um ovo. explique que. Outro possível estudo de sombras é a determinação do raio da Terra utilizando um procedimento semelhante ao de Eratóstenes. Tal situação é mais complexa. inclusive. Seria interessante solicitar aos estudantes que desenhassem a forma do objeto que imaginam produzir as sombras observadas. com um bico. Para essa medição. a folha de papel vegetal). podendo. poderá apenas ser observado que o tamanho da sombra aumenta à medida que diminui a distância entre o anteparo e o objeto. A discussão dos resultados pode ser orientada com base na seguinte questão: Você concorda com o argumento de Aristóteles sobre a esfericidade da Terra (ou seja. durante os eclipses lunares. O estudo dessa variação pode ser um aprofundamento do estudo das sombras. ao girar o objeto. Ao aproximar ou afastar o objeto da fonte de luz. No caso de eclipses.indd 21 27/10/14 14:19 . Deixando a distância entre a fonte de luz e o objeto fixa. para esta atividade. basta que os estudantes entendam que esse fenômeno ocorre quando a Lua é ocultada total ou parcialmente pela sombra da Terra. pois as sombras continuam circulares. entre outros objetos. podendo ser verificada pela projeção de sombras de uma esfera em outra esfera. o tamanho da sombra deve ser medido. por exemplo. entretanto. a projeção da sombra foi no papel. 10 cm. Nessa experiência. os estudantes observaram que. porque a Terra se interpõe entre o Sol e a Lua. Porém. tornar-se um projeto de toda a rede de escolas do Programa Ensino Integral. Ampliação do estudo experimental No desenvolvimento do experimento. a distância da tela/anteparo da projeção da sombra poderá ser variada de 20 cm em 20 cm. Você também pode explorar o fato de essa variação não ser linear (quando a distância entre eles dobra. com a possibilidade de controlar as posições do objeto. A explicação do eclipse lunar é desenvolvida no Caderno do 8o ano. Para cada projeção. mas bastante semelhante ao estudo realizado na atividade. as hipóteses continuam válidas. todas as hipóteses iniciais serão refutadas e os estudantes elaborarão novas hipóteses. Todo o encaminhamento dessa 21 CIÊNCIAS. na atividade realizada. pois as análises das sombras devem revelar que apenas objetos esféricos produzem sombras sempre arredondadas. o tamanho da sombra diminui menos que a metade). as sombras são projetadas em esferas (espaço tridimensional) e resultam do movimento de rotação e translação da Lua em relação à Terra. pois. é sempre arredondada)? Espera-se que os estudantes concordem. a cada posição de giro do objeto. é necessária a participação de estudantes que moram em cidades distantes.

com a análise de suas densidades médias. 2014. “Revivendo Eratóstenes”. Por exemplo: 4 Conteúdo trabalhado no Caderno do 7o ano (Volume 1) de apoio ao Currículo do Estado de São Paulo (São Paulo faz escola). Acesso em: 21 jul. tratam dos aspectos como tamanho. o que ocorre? De que materiais são formados os planetas? Como sabemos os estados físicos da matéria dos planetas? Cada uma dessas questões pode se tornar um trabalho de pesquisa dos estudantes. assim. Roberto. Disponível em: <http://www. Disponível em: <http://www. Acesso em: 21 jul. São Paulo: Companhia das Letras. em geral. publicado na Revista Latino-Americana de Educação em Astronomia . Você pode introduzir o tema retomando o estudo dos planetas e suas posições no Sistema Solar. 19-38. 2006. estão ausentes questões do tipo: por que todos os planetas são arredondados? A distância dos planetas em relação ao Sol é consequência de alguma lei da natureza? Os planetas se movem.ufscar.pdf>.com/site/ projetoerato/get-started>. 2006.br/num3/A2%20n3%202006. Utilizando os valores de seus diâmetros4. e.br/~picazzio/aga292/Notasdeaula/terra-lua.usp. Formação do professor de Ciências em Astronomia: uma proposta com enfoque na espacialidade. In: Astronomia do Sistema Solar (AGA 292). Acesso em: 21 jul. 22 CIÊNCIAS. 2014. 2014. 2014. Disponível em: <http://www. p. 3. refaça a análise comparativa dos valores.htm>. distância relativa e movimento ao redor do Sol. Esta atividade abordará um dos aspectos dos materiais que formam os planetas. Iagusp. Disponível em: <http://astro. Tese de doutorado. a história de um enigma que fascina a humanidade. Astronomia na Antiguidade.usp.google. Universidade Federal do Rio Grande do Sul.pdf>.br/teses/disponiveis/48/48134/tde-05062007-110016/pt-br.iag. Cristina. 2014. Para saber mais CASATI. Normalmente. A descoberta das sombras: de Platão a Galileu.indd 22 27/10/14 14:19 . Tema 4: Analisando as densidades dos planetas Considerações iniciais Os estudos dos planetas do Sistema Solar na educação fundamental. se pararem. São Paulo: Universidade de São Paulo.experiência pode ser encontrado no trabalho de Paulo Cesar R. 2008. 2001.br/antiga/antiga. Acesso em: 21 jul.teses.php>.ufrgs. Disponível em: <https://sites. forma. Veja também o Projeto Eratóstenes Brasil. Acesso em: 21 jul. Terra e Lua. PICAZZIO.if. n. Enos. proporcionará a ampliação da visão do estudante sobre a constituição do Sistema Solar.relea. Pereira. mas.astro.Relea. LEITE.

Ciências Físicas e Biológicas: Atividades Experimentais e Investigativas

Mercúrio e Marte são os menores planetas; Vênus tem aproximadamente o mesmo tamanho da
Terra; Urano e Netuno têm tamanhos cerca de quatro vezes maiores que o da Terra; e Júpiter é o
maior deles, 11 vezes maior que a Terra. Embora Júpiter e Saturno sejam os maiores planetas do
Sistema Solar, eles estão mais perto do Sol do que Urano e Netuno.
Este tema deve ser trabalhado após o estudo do tamanho e da distância dos planetas do Sistema
Solar5. Nesta atividade, a densidade será trabalhada de forma mais avaliativa e comparativa da
“leveza” ou “dureza” dos planetas. Os resultados dessa atividade podem ser incorporados, como
ponto de partida do estudo, no tema densidade, como propriedade específica da matéria6 no tema
abordado na Parte 3 dessa atividade.

Problema a ser investigado
Esta atividade é desenvolvida em duas partes. A primeira tem o objetivo de conceituar densidade
e para resolver o problema: o que é densidade de um objeto? A segunda parte aplicará esse conceito
relacionando-o com a questão: existe relação entre as densidades dos planetas e suas respectivas posições no Sistema Solar?

Habilidades
Calcular volumes de objetos regulares e determinar experimentalmente suas massas; calcular
densidade a partir da massa e do volume; usar tabelas para organização, sistematização de dados
experimentais e resultados de cálculos; reconhecer que diferentes planetas são constituídos de diferentes materiais; identificar que planetas mais densos estão mais próximos e os menos densos estão
mais afastados do Sol.

Número de aulas
4 aulas.

COMO INVESTIGAR O PROBLEMA?
Parte 1 – O que é densidade de um objeto? Como se determina?
Levantamento de hipóteses
Você pode fazer um levantamento de situações em que os estudantes já observaram objetos submersos e flutuando na água. Essas situações devem ser listadas no quadro. Utilizando essas anotações,
pergunte por que alguns dos objetos afundam e outros flutuam. Estimule-os a elaborar hipóteses
plausíveis sobre as variáveis relevantes: Os objetos, como pedaço de ferro e pedra, afundam porque são
mais pesados? O que é pesado? É ter mais massa? Um pedaço de cortiça não afunda porque é menos
pesado? Tem menos massa? E, se ele tivesse a mesma massa de um pedaço de ferro (uma placa de
5

Conteúdo trabalhado no Caderno do 7o ano de apoio ao Currículo do Estado de São Paulo (São Paulo faz escola).

6

Conteúdo trabalhado no Caderno do 9o ano de apoio ao Currículo do Estado de São Paulo (São Paulo faz escola).

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cortiça muito grande), afundaria? Por quê? Do que depende o fato de afundar ou boiar? Anote as hipóteses levantadas pelos estudantes, pois serão retomadas no decorrer da experimentação.

Execução da atividade experimental
Material necessário

© Daniel Beneventi

Cinco objetos de diferentes formas e densidades e de fácil cálculo de seus volumes (por exemplo: pequenas esferas ou cubos de metal, de vidro, de madeira, de cortiça e de parafina); régua
milimetrada e vasilha com água para testar a flutuação desses objetos.
Vasilha com água

Bolinha
de gude

Pedrinha

Pedaço de
isopor

Clipe

Pedaço de
madeira

Esfera de
metal

Figura 3 - Arranjo experimental.

Procedimento a ser adotado
Testando as primeiras hipóteses
Em função das hipóteses dos estudantes – como a de que objetos pesados afundam e leves flutuam –, você deve colocar na água objetos que confirmam ou refutam essa ideia. Por exemplo, para
refutar a hipótese da dependência do peso do objeto, ou seja, todo objeto pesado afunda, coloque
um clipe na água e mostre que objetos leves também afundam. O fato de o clipe afundar também
refuta a hipótese de que objetos leves flutuam. A discussão deve terminar com o reconhecimento
dos estudantes de que é preciso compreender o significado de “leve” e “pesado”, no que se refere à
flutuação de objetos com essas características.
Determinando as densidades de objetos
Organizados em grupos, os estudantes podem receber um roteiro conforme modelo a seguir:

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Ciências Físicas e Biológicas: Atividades Experimentais e Investigativas

Cálculo da densidade de objetos
aa Elabore uma tabela de 5 colunas e 6 linhas, como mostra a Tabela 1;
aa Utilizando uma balança, determine a massa de cada objeto em gramas e anote o valor na
tabela;
Calcule
o valor do volume de cada objeto. Se o objeto for esférico, meça seu diâmetro
aa
(D) (meça 5 vezes, em diferentes posições do diâmetro, e tire uma média) e determine o
volume utilizando a fórmula V = (D · D · D) dividido por 2 (essa fórmula não é exata, mas
é uma aproximação suficiente neste contexto). Se o objeto for um cubo, meça um dos
lados (A) e calcule seu volume pela fórmula V = A · A · A. Se o objeto for um fio, determine
o volume com a seguinte operação: 0,8 ⋅ diâmetro ⋅ diâmetro ⋅ comprimento. Se o objeto
não tiver forma definida como a pedra, meça seu volume com uma proveta graduada.
Anote na Tabela 1 os valores dos volumes calculados em cm3;
aa Determine a densidade de cada objeto dividindo a massa pelo volume. A unidade da densidade será g/cm3. Anote esses valores na Tabela 1.
Objeto

Afundou
ou flutuou

Massa (g)

Volume (cm3)

Densidade
(g/cm3)

1.
2.
3.
4.
5.
Tabela 1 – Resultados das observações, das medidas e dos cálculos de densidade.

Discussão dos resultados
A discussão dos resultados pode ser orientada com base nas questões a seguir:
1. Por que medir o diâmetro de uma mesma esfera 5 vezes?
2. Analisando os valores das densidades da Tabela 1, quais são os objetos de maior densidade? E os
de menor densidade? Se comparados com a densidade da água (1 g/cm3), quais são mais densos
que a água e quais são menos densos que a água?
3. O que aconteceu com os mais densos quando colocados na água? E com os menos densos?
4. As hipóteses apresentadas pelos estudantes, antes da realização da atividade experimental,
foram confirmadas?
5. Peça aos estudantes que procurem em livros ou sites os valores da densidade dos materiais que
foram pesquisados. São semelhantes aos calculados?
6. Foram observadas situações em que objetos metálicos flutuam? No que diferem estes objetos em
comparação aos pesquisados?

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Densidades dos planetas do Sistema Solar Densidade (g/cm3) Mercúrio Vênus Terra Marte Júpiter Saturno Urano Netuno 5. a terceira e a quarta questões buscam evidenciar a importância de verificar se os resultados explicam as observações realizadas e as hipóteses levantadas. O que aconteceria com um objeto esférico.3 5.7.5 4.7 1. devem-se avaliar as hipóteses dos estudantes: o distanciamento ou a aproximação dos valores das densidades estimados por eles em comparação com os dados da Tabela 2.3 0. deve ficar claro para os estudantes que o fato de um objeto afundar ou flutuar na água está relacionado com uma propriedade específica do material denominada densidade. A sexta e a sétima questões são encaminhamentos para novas atividades experimentais que podem ser realizadas pelos estudantes envolvendo o fenômeno do empuxo em líquidos. A segunda.indd 26 27/10/14 14:19 . A tabela a seguir pode ser apresentada. e que o formato do objeto também é uma variável relevante no fenômeno da flutuação. A seguir.3 1.4 5. metade de metal e outra metade de cortiça? A primeira questão evidencia a importância de medir o diâmetro várias vezes. pela dificuldade de localizar o centro da esfera. utilizando o conceito de densidade. procure orientá-los para que observem que os planetas mais próximos do Sol têm densidades semelhantes à da Terra e que os mais afastados têm densidade um pouco maior que 26 CIÊNCIAS. com os valores estimados das densidades dos planetas. Você pode encaminhar esta segunda parte da atividade fazendo perguntas sobre as densidades dos planetas: Qual será o planeta mais denso? E o menos denso? Será que os planetas mais densos estão mais perto do Sol? Imagine que pudéssemos ir a cada um dos planetas – o pedacinho de Marte pareceria com qual objeto analisado na experiência anterior? E o de Saturno? E o de Urano? Anote as hipóteses dos estudantes para que sejam retomadas depois da análise dos valores da Tabela 2. em diferentes posições. Parte 2 – As densidades dos planetas e suas posições no sistema solar Esta atividade será uma continuidade do estudo dos planetas do Sistema Solar. A quinta indica que os resultados devem ser coerentes com os apresentados em bibliografias científicas. que é a razão entre a massa e seu volume.6 Tabela 2 – Densidade média dos planetas do Sistema Solar. Ao final do experimento e das discussões.0 1. Discussão dos valores das densidades dos planetas Primeiro.

se a força da gravidade os puxa para baixo? Dando continuidade. revistas.Ciências Físicas e Biológicas: Atividades Experimentais e Investigativas a da água e Saturno. um dos motivos para conservar a biodiversidade seria garantir a manutenção dos processos que podem ocorrer no meio ambiente.7 g/cm3. significava apenas riqueza de espécies. IAG. a exemplo do que ocorre com os balões ou dirigíveis. Acesso em: 21 jul. Os gasosos. são compostos principalmente de gases (hidrogênio. possuindo um pequeno núcleo sólido em seu interior. o que é biodiversidade? O termo é uma contração da expressão “diversidade biológica”. SARAIVA. Kepler de Souza. inclui a diversidade genética.iag. Peso.indd 27 27/10/14 14:19 .usp. também conhecidos como gigantes gasosos. como a subida de objetos no ar.IF. 2014.ufrgs. Disponível em: <www. Se fosse considerada apenas a diversidade de espécies. explore o empuxo em outros líquidos e/ou em meios gasosos. Mas.USP. no começo da década de 1980. Para saber mais GREF. a bolinha de isopor ou a madeira flutuando. massa e gravidade. 2014. Disponível em: <http://astro. como 27 CIÊNCIAS. como gasosos. Quando foi cunhado. O Sistema Solar. atualmente. havendo entre os dois grupos o Cinturão de asteroides. Ampliação do estudo experimental Para ampliar esse estudo. de espécies e de ecossistemas. Maria de Fátima de Oliveira.htm>.br/ssolar. 2014. br/gref/>.USP. Livros e apostilas. Acesso em: 21 jul. o mundo técnico e científico invadiu os meios de comunicação com o assunto preservação da biodiversidade. Leituras de Física. Jornais. com densidade de 0. Tema 5: Diversidade da vida animal Considerações iniciais Ao longo das últimas décadas. você pode explorar a atividade do cálculo da densidade dos objetos e discutir o fenômeno do empuxo: Qual a natureza da força que mantém a cortiça.if.br/astronomia/livros-eapostilas>. Acesso em: 21 jul.usp. Articular essa característica dos planetas com aquelas desenvolvidas no Caderno do Professor do 7o ano (Volume 1). no tema “Representando o Sistema Solar”. OLIVEIRA FILHO. mostrando que os quatro planetas mais próximos do Sol são conhecidos como planetas rochosos ou telúricos e os quatro últimos. hélio e metano).if. televisão e internet tratam desse tema de extrema importância. Disponível em: <http://www. Mecânica.

controle de pragas e doenças etc. é possível explorar conteúdos de Ecologia abordados no Caderno do Professor do 7o ano de maneira investigativa e experimental. relacionar algumas adaptações dos animais aos ambientes em que vivem. padrões que garantem a sobrevivência e a evolução dos seres vivos. além de nematódeos. Número de aulas É provável que toda a atividade possa ser desenvolvida em três aulas. 28 CIÊNCIAS. Derechos reservados. Chile. encharcado)? Quais são as características do ambiente em que há maior diversidade de espécies de animais no solo (por exemplo. Problema a ser investigado No solo da escola. A proposta é analisar amostras de solo da escola ou de seu entorno em busca de seres vivos. Santiago. trabalhar em grupo. Feinsinger (2009). para coleta de dados sobre a diversidade de espécies. Natalia Arango. úmido. sombreado. María E. ensolarado. O objetivo desta atividade. com vegetação. exposto)? Habilidades Estabelecer critérios para o agrupamento de animais invertebrados. analisar e discutir a qualidade dos critérios adotados. concluir com base em dados empíricos. a responsabilidade de preservar a biodiversidade é delegada ao outro. E. No entanto. a animal. identificar invertebrados de solo e classificar os indivíduos de acordo com os critérios de igualdade e diferença preestabelecidos. Instituto de Ecología y Biodiversidad . solo pisoteado. Permitida la reproducción de textos citando la fuente: Arango N. comunicar os resultados encontrados e argumentar sobre suas conclusões. no caso. analisar. do ponto de vista biológico. seco. está em todos os lugares. Chaves y P. Por meio desta proposta. uma vez que imaginamos que essas espécies estão muito longe de nós.indd 28 27/10/14 14:19 . portanto..a polinização. ajudando os estudantes a reconhecer as consequências das ações humanas em seu entorno e no planeta. 2009. e a última para discussão dos resultados encontrados. sendo a primeira para problematização e coleta das amostras de solo. milhões de fungos e protozoários. Exemplos de problemas que podem ser propostos aos estudantes são: Qual é a diversidade de espécies de animais que vivem no solo da escola ou de seu entorno? Quais são as características do solo onde há maior diversidade de espécies animais (por exemplo.Fundación Senda Darwin. muitas vezes. arenoso. ciclagem de nutrientes. 7 Principios y Práctica de la Enseñanza de Ecología en el Patio de la Escuela. Peter Feinsinger. 136 p. a segunda. há variedade de animais invertebrados?7 A multiplicidade de habitats encontrada no solo possibilita a existência de enorme biodiversidade: uma pequena porção de solo pode conter bilhões de bactérias. M. é evidenciar que a diversidade de espécies. aracnídeos e insetos. Chaves. conservação dos solos.

As hipóteses levantadas devem levar em conta as condições do solo. Chaves. praças etc. mas apenas semelhanças morfológicas macroscópicas. Chile. bandeja de fundo claro ou forrada com papel branco. pá de jardinagem (para cavar o solo e recolher a amostra). 8 Principios y Práctica de la Enseñanza de Ecología en el Patio de la Escuela. O objetivo é contar os indivíduos encontrados e agrupá-los por semelhanças morfológicas (conceito tipológico de espécie). tais como textura. Mas vale lembrar que há outras possibilidades. escolha com os estudantes que característica do solo será levada em consideração na investigação. luvas. Permitida la reproducción de textos citando la fuente: Arango N. Esses materiais devem ser distribuídos para cada grupo. dessa forma. os canteiros do jardim ou os lados de um caminho) e a outra metade ficaria responsável por áreas pisoteadas (como a trilha de um caminho ou de um jardim) e. quantidade de água e de matéria orgânica. Instituto de Ecología y Biodiversidad . se houver tempo. Chaves y P. como as descritas anteriormente. comportamento. metade das equipes ficaria responsável por setores do pátio da escola que não estão pisoteados (por exemplo. E. É importante que você esclareça que esta é uma investigação que trará indícios da biodiversidade animal no solo. régua e saco plástico. Execução da atividade experimental8 Para testar as hipóteses levantadas. jardins. Inicialmente. Peter Feinsinger.). Apenas para ilustrar e facilitar a compreensão dessas orientações. pinças ou palitos de sorvete ou churrasco (para manusear os seres vivos). Santiago. Feinsinger (2009).. sequência de DNA etc. os estudantes devem refletir sobre as condições do solo e a relação dessas condições com a biodiversidade. seria interessante que você organizasse a classe em grupos de três ou quatro estudantes. Derechos reservados. e. grau de compactação. M. uma vez que a classificação em espécies não seguirá todos os critérios adotados por biólogos (morfologia detalhada. Vale a pena investigar com antecedência se determinados locais da escola são propícios para a realização desta atividade. 29 CIÊNCIAS. María E. 136 p. imagina-se que a escolha tenha sido comparar a diversidade de espécies em solos pisoteados e não pisoteados. é possível repetir os procedimentos trocando as equipes. Natalia Arango. o número real de espécies encontradas pode estar sub ou superestimado. Material necessário Balde pequeno. Considerando os conhecimentos adquiridos. imaginando em qual solo é esperado encontrar mais espécies. 2009. use amostras do entorno ou de parques. Caso não disponha de um local adequado na sua escola.indd 29 27/10/14 14:19 .Ciências Físicas e Biológicas: Atividades Experimentais e Investigativas Como investigar o problema? Levantamento de hipóteses Inicialmente. A ausência completa de animais visíveis pode ser frustrante para os estudantes.Fundación Senda Darwin. habitat.

A diferença entre o que foi encontrado nos dois tipos de solo foi relevante ou reduzida? 3. define uma zona de aproximadamente 1 m de diâmetro. a dureza? 5. recolhendo o solo escavado em baldes ou sacos plásticos. Que outras características do solo poderiam afetar a diversidade de espécies? 30 CIÊNCIAS. Analisando somente um mesmo tipo de solo.Procedimento a ser adotado Cada grupo. os grupos reúnem-se para resumir e registrar os dados. de acordo com suas características. de acordo com seu setor (pisoteado ou não pisoteado). espera-se encontrar mais indivíduos e. nesse caso. discutir o observado e preparar a apresentação para toda a classe. deve-se espalhar a amostra de solo sobre uma bandeja de cor clara para facilitar a visualização dos seres vivos. Posteriormente. para definir a diversidade de espécies. Os dados podem ser apresentados no formato de tabela ou gráficos de diversos tipos (barras. e toda a amostra deve ser recolocada no local em que foi coletada. No laboratório. Como o pisoteio pode interferir nas características do solo. separada por. úmidos e com restos de vegetais que lhe servem de alimento. Finalizado o trabalho prático. os estudantes devem devolver os indivíduos ao solo coletado. Também é esperado que alguns animais sejam encontrados num determinado tipo de solo e não em outros. a equipe cava um buraco de 30 cm × 30 cm de superfície e 20 cm de profundidade. por exemplo). A minhoca.indd 30 27/10/14 14:19 . eles deverão agrupar os seres vivos encontrados por semelhanças. No meio de sua zona. por exemplo. no mínimo. maior biodiversidade. Os seres vivos encontrados nessas amostras devem ser manuseados com cuidado para não morrerem até que todas as amostras de solo sejam registradas. 2 m das demais zonas. como a disponibilidade de ar. é encontrada com frequência em solos não pisoteados. o número de seres vivos variou entre um e outro buraco ou sempre foi o mesmo? 4. Quando há condições que favoreçam a sobrevivência dos animais. Há mais espécies por amostra nas zonas de solo pisoteado ou não pisoteado? 2. Discussão dos resultados A discussão dos dados encontrados pode ser orientada com base nas questões a seguir. Muitas delas levam a novas perguntas e novas investigações. 1. Resultados observáveis É esperado que a biodiversidade encontrada varie de acordo com as características do solo investigado. Os estudantes devem separar todos os seres vivos encontrados da terra escavada. a umidade. Como investigar isso? Qual solo parecia mais duro? Qual parecia mais úmido? 6. Ao terminar.

Ampliação do estudo experimental Veja algumas sugestões de atividades para ampliar este estudo experimental: 1. Outra discussão que pode surgir da comparação entre diferentes solos é sobre a condição ambiental do local de onde foi retirada a amostra. Propor uma investigação para selecionar o melhor tamanho para as amostras de solo. 31 CIÊNCIAS. há alimento. recomendam-se o uso de microscópios ou lupas e a leitura de obras sobre as características de animais invertebrados. ed.. Dessa forma. N. Esse tipo de investigação pode resultar numa pesquisa individual em que o estudante proporia ações para melhorar as condições do solo na escola e. Para isso. Solos úmidos possuem mais água. solos não pisoteados possuem mais espaços entre os grãos e há mais ar. propiciar o aumento da biodiversidade no local. favorecendo. consequentemente. Brasília: UnB. Questões como as sugeridas a seguir podem problematizar o tema e desencadear o processo investigativo: O desenho experimental realizado foi o melhor possível? As amostras tiveram um tamanho apropriado? Seria possível desenhar uma investigação para selecionar o melhor tamanho para as amostras? Como seria tal investigação? 4. S. classe. a vegetação propicia uma maior biodiversidade no solo. RIBEIRO-COSTA.indd 31 27/10/14 14:19 . R. 2008. Investigar outros tipos de solo da escola ou de outros locais. Seria melhor mandar ladrilhar? Biodiversidade: Como? Por quê? Pra quê? 2. 2. Classificar os indivíduos encontrados (todos do reino animal) nos táxons filo. o deslocamento dos seres vivos e sua respiração. Ribeirão Preto: Holos. portanto mais seres vivos e maior biodiversidade podem ser encontrados ali.Ciências Físicas e Biológicas: Atividades Experimentais e Investigativas De modo geral. Invertebrados: manual de aulas práticas. ROCHA. M. consequentemente. ordem e família. Propor questões a respeito das ações humanas sobre o solo. aerados e ricos em matéria orgânica do que os solos expostos. 2002. recurso fundamental para a sobrevivência e importante para a reprodução de muitos seres vivos. C. Solos em áreas com vegetação frequentemente são mais úmidos. tais como: Como o uso do solo afeta a biodiversidade? Será que a passagem de turistas em uma trilha afetaria os seres vivos que habitam o solo em reservas naturais? Como minimizar estes efeitos? Como os animais do solo são afetados por diferentes práticas agrícolas? Que procedimentos poderiam ser adotados para minimizar esses efeitos? Para saber mais BENSUSAN. Quando há matéria orgânica disponível (restos de seres vivos). conhecimento importante para pensar nas ações dos seres humanos quando desmatam uma região e deixam o solo exposto. 3. a fim de tentar responder que condições favorecem a biodiversidade.

Por isso. televisão. é muito importante que este tema ganhe tempo e espaço no cotidiano escolar dos estudantes. Todavia. mas consideram sua ingestão imprescindível para a manutenção da boa saúde. nessa faixa etária. informa a presença de determinados nutrientes e aproveita para fazer propaganda de seu caráter “saudável”. Problema a ser investigado A vitamina C é amplamente conhecida como nutriente importante para o funcionamento do organismo humano. as questões problematizadoras para investigação 32 CIÊNCIAS. Muitas pessoas não sabem exatamente quais são as funções desse nutriente no corpo. constituem ideias equivocadas e até perigosas (quando a informação incorreta é usada para montagem de dietas específicas). como quando apresenta uma informação do seguinte tipo: “Fonte de vitamina C”. percebe-se que as informações recebidas por diferentes veículos de comunicação (revistas. em alguns casos. pois tratam de um nutriente específico: a vitamina C. No Caderno do Professor. carboidratos. Esta atividade tem como objetivo verificar a presença e a quantidade de vitamina C em diferentes alimentos. vitaminas e outros nutrientes. Sendo assim. naturais ou processados.indd 32 27/10/14 14:19 . de verificação sobre o conteúdo calórico de alguns alimentos e do uso de guias alimentares para a montagem de dietas equilibradas. É muito comum que elas relacionem a vitamina C com o bom funcionamento do sistema imunológico. uma vez que as atividades escolares planejadas/realizadas pelos professores devem ser fontes de informações seguras. A indústria alimentícia. os nutrientes e suas funções são discutidos a partir de atividades de análise de rótulos e embalagens dos produtos industrializados. Conhecer algumas substâncias importantes para os processos metabólicos e suas principais fontes na alimentação nos permite realizar escolhas mais conscientes dos alimentos que devem ser ingeridos em maior ou menor quantidade nas refeições. principalmente quando se considera um nutriente reconhecidamente importante pela população. As escolhas dos consumidores de alimentos industrializados podem ser influenciadas pelas informações presentes nas embalagens. como a vitamina C. É muito comum que estudantes do 8o ano já tenham ouvido falar de proteínas. por meio dos rótulos e embalagens de seus produtos. As atividades sugeridas neste material permitem o trabalho investigativo com conteúdos complementares.Tema 6: Os Nutrientes e Suas Funções No Organismo Considerações iniciais O corpo humano necessita de uma série de substâncias para funcionar corretamente. internet) não são corretamente articuladas ou. nas Situações de Aprendizagem a ser trabalhadas no 8o ano. O bom funcionamento do organismo depende da ocorrência de processos celulares que necessitam de matérias-primas obtidas nos alimentos ingeridos pelo indivíduo.

Ciências Físicas e Biológicas: Atividades Experimentais e Investigativas são: Qual dos alimentos possui maior quantidade de vitamina C? Um suco de laranja industrializado possui mais vitamina C que um suco natural? Habilidades Associar a vitamina C a alguns alimentos presentes na dieta diária. comparar dados e elaborar conclusões. apresente aos estudantes as questões problematizadoras para investigação na forma de perguntas (como foram apresentadas no item “Problema a ser investigado”). se eles têm quantidades diferentes de vitamina C e se os alimentos industrializados possuem quantidades maiores de vitamina C que suas “versões naturais”. Solicite então que. Número de aulas O número de aulas para trabalhar com este tema depende da possibilidade de expansão das problematizações propostas. tentem respondê-las a partir de suas opiniões. responder perguntas de forma objetiva. selecionar. também é possível perguntar se todos os alimentos possuem vitamina C. procurar informações em uma tabela. As respostas dadas serão as hipóteses de investigação. A investigação simultânea pode ocorrer de duas formas: a turma pode ser organizada em grupos para investigar os dois problemas ou alguns grupos investigam o primeiro problema. relacionar e interpretar dados e informações representados de diferentes formas para tomar decisões e enfrentar situações-problema. isolar variáveis para interpretar fenômenos. Uma maneira de otimizar o tempo das aulas é abordar as duas questões problematizadoras concomitantemente. construir gráficos para sintetizar e apresentar informações. relacionar informações. enquanto outros investigam o segundo.indd 33 27/10/14 14:19 . representadas de diferentes formas. seria interessante iniciar uma discussão investigando os conhecimentos prévios dos estudantes a respeito do que é a vitamina C. emitir opiniões e argumentar. primeiro. e conhecimentos disponíveis em situações concretas para construir uma argumentação consistente. As questões problematizadoras propostas foram elaboradas de forma a delimitar as possibilidades de hipóteses. recomenda-se um número mínimo de três aulas. organizar. ler e interpretar rótulos de alimentos. Nesse último caso. Seguem alguns exemplos de questões seguidas de hipóteses que podem ser expostas pelos estudantes: 33 CIÊNCIAS. construir uma tabela organizando informações. Em seguida. COMO INVESTIGAR O PROBLEMA? Levantamento de hipóteses Ao problematizar o tema com a turma. após o levantamento das ideias iniciais. Para direcionar a conversa de forma a culminar na problematização. onde o nutriente pode ser encontrado e qual é a sua função no organismo.

sucos de frutas variados (depende das frutas que você escolher).indd 34 27/10/14 14:19 . couve. bico de Bunsen ou lamparina a álcool). a vitamina C desmonta a ligação entre iodo e amido. nabo. p. 9 34 CIÊNCIAS.. FERREIRA. G. vegetais folhosos. inhame. Química Nova na Escola. L. É possível escolher um conjunto de frutas. outros vegetais (verduras e legumes à sua escolha). fonte de calor (aquecedor elétrico. verduras ou legumes). béquer de 500 mL ou de 250 mL. propõe-se a investigação qualitativa da presença de vitamina C em diferentes alimentos fornecidos por você à turma. tintura de iodo a 2% (comercial). É importante que você obtenha os vegetais no dia anterior à atividade ou combine com os estudantes para que os tragam no dia da aula. Procure usar a mesma quantidade (massa) de vegetal. água filtrada. provocando mudança na coloração. Observações sobre o material a ser utilizado • O liquidificador e a balança digital podem ser usados coletivamente. O método utilizado para identificar a vitamina C nesses alimentos baseia-se na reação deles ao composto formado por iodo e amido. goiaba. ficará transparente com a aplicação da quantidade certa de vitamina C. a laranja é a que possui a maior quantidade de vitamina C. maracujá. no 2. SILVA. mas os outros materiais são necessários para cada grupo de estudantes. Um suco de laranja industrializado possui mais vitamina C que um suco natural? aa O suco de laranja natural possui mais vitamina C do que o suco industrializado.. brócolis. a fim de produzir sucos para a análise. R. 1 garrafa de vidro ou de plástico de 1 L. assim como de água. Dependendo do número de grupos formados na turma. A. • Para o teste dos diferentes vegetais (frutas. mandioca. laranja. Fonte dos dados: SILVA. 31-32. deverão ser produzidos seus respectivos sucos. 1 caixa de 1 L de suco industrializado de laranja. 6 ou mais copos de vidro (do tipo de acondicionar geleia ou do tipo americano). caju. R. A mistura de amido com iodo. acerola etc. Execução da atividade experimental9 Quantidade de vitamina C em diferentes alimentos Nesta atividade. termômetro. A. Considere o tempo para a preparação dos sucos em seu planejamento. como espinafre. em cada preparação. manga. liquidificador (para preparo dos sucos). que é de coloração roxa ou azulada.. balança eletrônica digital. À procura da vitamina C. 5 pipetas de 10 mL (ou seringas de plástico descartáveis de mesmo volume).aa Qual dos alimentos possui maior quantidade de vitamina C? Entre os alimentos fornecidos. L. ou legumes. como limão. como pimentões. Material necessário 1 comprimido efervescente de vitamina C de 1 g. as quantidades totais deverão ser recalculadas. 1995. nov. S. 8 g de farinha de trigo. Por conta de seu potencial antioxidante. conta-gotas de vidro.

cujo acompanhamento poderá ser realizado por meio de um termômetro. repita os procedimentos realizados no Copo 3 com o suco X. mas agora com o suco Y. Preparação da solução aquosa de vitamina C controle Em um béquer de 1 L ou em uma garrafa de mesmo volume contendo aproximadamente 500 mL de água filtrada. desligue a fonte de calor e acrescente aproximadamente 8 g de farinha de trigo na água aquecida. o mesmo número de gotas da solução de iodo do Copo 1. dissolva um comprimido efervescente de vitamina C. Adicione. Registre o número de gotas do suco X utilizado no Copo 3. uma gota a mais ou a menos será indicativa de maior ou menor quantidade de vitamina C. Em seguida. gota a gota. como a análise será qualitativa. a solução de iodo no Copo 1 até que a mistura fique com uma coloração preta ou azul arroxeada. 35 CIÊNCIAS. acrescente. o suco X até que a coloração azul arroxeada desapareça de forma permanente. Resultados observáveis A contagem do número de gotas necessárias para deixar a mistura de cada copo sem a coloração roxa ou azulada é muito importante para a realização de toda a discussão subsequente. serão necessários dois copos: (1) controle do número de gotas de solução de iodo. aqueça o líquido até a temperatura de 50 0C. (2) controle do número de gotas da solução-padrão de vitamina C. agitando sempre a mistura até que alcance a temperatura ambiente. Os estudantes devem realizar essa contagem de forma cuidadosa. No Copo 3. o número de gotas de solução de iodo utilizadas no Copo 1. No Copo 4. Anote o número de gotas utilizado. Adicione também. Realização dos testes Preparação do teste: o número de copos utilizados para o teste dependerá do número de sucos vegetais à disposição. Isso será ilustrado com dois copos-teste. a solução-padrão de vitamina C no Copo 2 até que a coloração azul arroxeada desapareça. Não se esqueça de registrar o número de gotas da solução-padrão de vitamina C usadas no Copo 2. Adicione. adicione mais gotas até que o desaparecimento seja permanente. no Copo 2. Em seguida. os estudantes devem anotar os resultados obtidos. Preparação do controle experimental Para estabelecer a base de comparação com os testes a ser realizados.Ciências Físicas e Biológicas: Atividades Experimentais e Investigativas Procedimentos a ser adotados Preparação da mistura de água com farinha de trigo Em um béquer. respectivamente. acrescente. Em seguida.indd 35 27/10/14 14:19 . então. Ao atingir a temperatura desejada. em cada copo. Numere os copos como 3 e 4 e acrescente 30 mL da mistura de água e farinha de trigo em cada um. coloque 400 mL de água filtrada. Numere os copos como 1 e 2 e acrescente 30 mL da mistura de água e farinha de trigo em cada um. acrescente mais 500 mL de água filtrada e mexa por 30 segundos. pois. gota a gota. gota a gota. Se a coloração voltar a aparecer.

2 mg Laranja-pera fresca 40. haja a necessidade de um número maior de gotas para a descoloração da mistura de água e amido. 36 CIÊNCIAS. amido e iodo? 3. O uso de tabelas de composição dos alimentos para verificar a quantidade de vitamina por unidade de massa e a construção de gráficos de barras para visualizar melhor a comparação dos resultados podem enriquecer o trabalho de fechamento. quanto maior a quantidade de vitamina C na fruta ou no vegetal. A vitamina C é capaz de desfazer a ligação entre amido e iodo e. além de discussão com os estudantes sobre a confirmação ou não de suas hipóteses. O Copo 1 representa o parâmetro da quantidade de iodo necessária para colorir uma mistura que possui quantidade zero de vitamina C.5 mg Caju amarelo maduro 219. uma vez que representam o parâmetro para as comparações. a cor azul ou roxa desaparece. O que acontece quando se adiciona vitamina C a uma mistura de água. Pensando nesses resultados. É esperado que os vegetais tenham quantidades de vitamina C inferiores à existente no comprimido efervescente e. como essa ligação era responsável pela coloração característica da mistura. Já o Copo 2 representa uma mistura de grande concentração da vitamina. Quais dos sucos causam o mesmo efeito que a vitamina C? 4. 1992).6 mg Tabela 3.Discussão dos resultados A discussão dos dados encontrados pode ser orientada com base nas questões a seguir: 1. nesse experimento. Por que.9 mg Suco concentrado e congelado de laranja 76. menor a quantidade de gotas de suco necessárias para fazer desaparecer de forma permanente a coloração azulada de certo copo-teste. Dessa forma. Os copos-controle devem ser retomados constantemente na análise dos resultados. O que acontece quando se adiciona iodo a uma mistura de água e amido? 2. responda: que sucos têm mais vitamina C? 5. é necessário que um dos copos não contenha nem vitamina C nem suco? A mistura de água e amido adquire uma coloração azulada ou roxa quando entra em contato com uma solução de iodo.2 mg Limão maduro 30.1 mg Goiaba vermelha 45. por isso. De acordo com a Tabela de Composição de Alimentos (Franco.indd 36 27/10/14 14:19 .7 mg Goiaba branca 80. seguem alguns valores do teor de vitamina C em algumas frutas: Tabela de Composição de Alimentos Limão verde 63.

Conhecer mais 37 CIÊNCIAS. T.pdf>. Acesso em: 21 jul. Química Nova na Escola. 2006.. Esses fatores realmente influenciam o teor nutricional dos alimentos e podem ser investigados com base nos mesmos materiais e procedimentos propostos anteriormente. São Paulo: Coronário. Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). 2014. 1995. As pessoas lembram-se deles quando algo atrapalha sua respiração: quando ficam sem ar ou falta-lhes fôlego para realizar determinada atividade. 2009. nov.br/nepa/taco/contar/taco_4_edicao_ampliada_e_revisada. Uma informação bem difundida é a perda do teor nutricional do alimento. Disponível em: <http://www. Barbies. R. R. dependendo da forma de seu preparo. bambolês e bolas de bilhar: 67 deliciosos comentários sobre a fascinante química do dia a dia. À procura da vitamina C. PHILIPPI. p. 2002. SCHWARCZ. na água ou no vapor. 31-32. A. Moléculas. Tabela de composição dos alimentos: suporte para decisão nutricional. muitas vezes.indd 37 27/10/14 14:19 . Seguem alguns exemplos de problematizações possíveis: Em relação ao teor de vitamina C. L. A. FERREIRA. S. NEPA – Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação. Tema 7: Estrutura. diminui a perda de vitamina C em relação à conservação na temperatura ambiente? Para saber mais ATKINS. ed. pdf?arquivo=taco_4_versao_ampliada_e_revisada. caso haja condições. nem são percebidos. W. p.unicamp. seria melhor ingerir vegetais crus ou cozidos? Qual tipo de cozimento. São Paulo: Edusp. G. 100-102. algumas horas após seu preparo. S. 57-64.. P. Por isso. L. funcionamento e inter-relações do sistema respiratório e do sistema cardiovascular Considerações iniciais O ato de respirar e o fôlego são constantes no funcionamento cotidiano do organismo. no 2. provoca a menor perda de vitamina C? Um suco de laranja natural deve ser consumido em quanto tempo após seu preparo a fim de evitar perda no teor de vitamina C? Conservar o suco de laranja natural em geladeira. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. J. 2.Ciências Físicas e Biológicas: Atividades Experimentais e Investigativas Ampliação do estudo experimental A discussão sobre o teor de vitamina C nos alimentos pode ser ampliada a partir de um projeto de investigação individual ou de uma nova atividade experimental. SILVA. de sua conservação ou do tempo entre o preparo e o consumo. p. SILVA.

Mas o que determina quanto tempo uma pessoa pode ficar sem respirar? O tempo de apneia (interrupção voluntária ou involuntária da ventilação pulmonar) depende de alguns fatores. como a realização de atividades físicas de intensidade variável ou a moderação das pausas durante a fala. é importante que você alerte a turma sobre os riscos dessa prática. Número de aulas O tempo mínimo para a atividade é de quatro aulas. considerando a primeira aula para a problematização.sobre a respiração e o que determina o fôlego nos indivíduos permite uma maior consciência sobre o funcionamento do corpo. A atividade sugerida neste material complementa esse estudo com enfoque na capacidade pulmonar e na relação entre os sistemas respiratório e cardiovascular. Esta sugestão de atividade propõe a investigação da capacidade pulmonar dos estudantes a partir das seguintes questões: O sexo e o tamanho corporal influenciam a quantidade de ar que pode ser armazenada nos pulmões das pessoas? A prática de atividade física. relacionar e interpretar dados experimentais e coletados por meio de entrevistas. Você deve estar preparado para fazer ajustes em função do andamento dos trabalhos e da autonomia da turma. construir uma tabela organizando informações. como a quantidade de ar armazenada dentro dos pulmões e o aproveitamento do gás oxigênio presente nesse ar armazenado. a terceira e quarta serão direcionadas à análise dos dados e discussão das conclusões. possibilitando maior autonomia para lidar com diferentes situações. COMO INVESTIGAR O PROBLEMA? Levantamento de hipóteses Inicie a problematização do tema discutindo com os estudantes sobre o ato de respirar e o tempo que uma pessoa pode voluntariamente ficar em apneia. emitir opiniões e argumentar. construir gráficos para sintetizar e apresentar informações. 38 CIÊNCIAS. A constante necessidade de gás oxigênio é tão grande que uma pessoa pode perder a consciência ou mesmo vir a falecer se for privada do ato de respirar por pouco mais de quatro minutos. responder perguntas de forma objetiva. o sistema respiratório é tratado como parte importante na realização das funções nutricionais.indd 38 27/10/14 14:19 . No Caderno do Professor do 8o ano. o tipo e o tempo de duração influenciam a capacidade pulmonar das pessoas? Habilidades Associar o trabalho dos músculos da ventilação pulmonar com a capacidade de ar que pode ser armazenada nos pulmões. Problema a ser investigado Ficar sem respirar é angustiante. Professor. discussão dos procedimentos e início da coleta de dados. selecionar. A segunda aula será dedicada exclusivamente à coleta de dados. organizar. identificar variáveis associadas à capacidade pulmonar.

mangueira transparente e flexível de comprimento igual a 1. apresentar as questões problematizadoras para investigação (como foram apresentadas no item “Problema a ser investigado”). se possível. os estudantes também deverão realizar medições da altura corporal e coletar dados sobre os tipos de atividade física praticados durante a semana e a duração dos treinos. Execução da atividade experimental Fatores que influenciam a capacidade pulmonar dos estudantes Esta atividade propõe a construção de um equipamento de medida da capacidade pulmonar a partir da quantidade de ar eliminada numa expiração forçada – o espirômetro. jarra ou recipiente com capacidade de 1 L. Dessa forma.indd 39 27/10/14 14:19 . caneta para marcação permanente. Veja o exemplo: O sexo e o tamanho corporal influenciam a quantidade de ar que pode ser armazenada nos pulmões das pessoas? aa Hipótese 1 – a capacidade pulmonar das pessoas não varia entre os sexos. Demais materiais Fita métrica (no mínimo duas). em seguida. balde ou cuba com capacidade mínima de 15 L e diâmetro que permita a inserção em seu interior do garrafão. Portanto. é possível desmembrá-los durante a apresentação aos estudantes. pano de chão. 39 CIÊNCIAS. Como a investigação trabalha com fatores muito suscetíveis às variações do tamanho amostral. aa Hipótese 2 – a altura das pessoas influencia a capacidade pulmonar da seguinte forma: quanto mais alta é a pessoa. 1 garrafão de plástico transparente com capacidade mínima para 6 L com tampa de rosquear.Ciências Físicas e Biológicas: Atividades Experimentais e Investigativas Você pode dar continuidade à discussão. cada problema deve permitir a elaboração de duas ou mais hipóteses. ou trabalhar com eles a criação de hipóteses que abordem apenas um dos aspectos do problema. maior sua capacidade pulmonar.5 m e diâmetro mínimo de 1.5 cm. garantindo assim o maior universo amostral possível. A medição da capacidade pulmonar será feita a partir do volume ocupado pelo ar expelido na expiração máxima do indivíduo. Material necessário 1 béquer de 250 mL. álcool absoluto 99% e material para anotações. planejar uma maneira de agregar os dados de todas as classes da série. é interessante realizar a medição com o espirômetro com todos os estudantes da turma e. Cada problema proposto para a atividade é composto por duas questões. O próximo passo é permitir que os estudantes elaborem suas hipóteses para investigação. bacia. levantando a questão sobre qual é a quantidade de ar que pode ser armazenada nos pulmões de uma pessoa e. Além dos dados do espirômetro.

próximo ao gargalo do garrafão. no fundo do recipiente. A construção do espirômetro pode ser trabalhosa e demorada. de forma que o ar eliminado pelo seu corpo vá para dentro do garrafão. em seguida.Observações • A quantidade de espirômetros dependerá da disponibilidade para realizar a medição da expiração forçada em diferentes pessoas simultaneamente. estará a marcação de 250 mL. Coloque o garrafão de cabeça para baixo dentro do balde com água. considere esse tempo em seu planejamento. Coloque mais 250 mL de água no garrafão e faça uma nova marcação com a caneta. Usando o béquer. Medição do volume de ar eliminado na expiração forçada Com o espirômetro preparado de acordo com o procedimento anterior. Se você tiver pouco tempo disponível para a realização do experimento. • É interessante disponibilizar para a turma mais de uma fita métrica. Dessa forma. expirar o máximo que conseguir dentro do tubo (mangueira). por isso. cuba ou bacia com metade da sua capacidade total. com a caneta permanente. Abra o garrafão. estará a marcação de 6 000 mL e. Depois. conforme mostra a figura. Insira uma das pontas da mangueira flexível dentro do garrafão e deixe a outra extremidade da mangueira fora do balde. coloque o garrafão de cabeça para baixo e escreva ao lado de cada marcação o volume correspondente. Encha completamente o garrafão de água e tampe-o. Construção do espirômetro © Daniel Beneventi Procedimentos a ser adotados Garrafão Lave e retire o rótulo do garrafão. Mangueira faça uma marcação do nível referente a esse volume na parte externa do garrafão. O estudante que realiza o teste deve expirar apenas uma vez com a maior intensidade possível. para tornar mais ágil a medição da altura corporal. é interessante construir o espirômetro previamente às aulas. Figura 4. realizar uma inspiração máxima na posição ereta e. coloque 250 mL de água no garrafão e. um estudante deve segurar a extremidade da mangueira que está fora do balde. Repita esse procedimento até realizar a marcação que representará o volume Balde total do garrafão. Encha o balde. parando apenas quando sentir que “não há mais 40 CIÊNCIAS.indd 40 27/10/14 14:19 . mergulhando pelo menos todo o seu gargalo.

o indivíduo em análise deve permanecer sem calçado. Que grupo de estudantes teve maiores volumes de expiração: meninas ou meninos? 2. Se uma parede for usada como auxílio. independentemente do sexo. maior que a do sexo feminino em virtude do maior tamanho da caixa torácica. com toda a planta dos pés tocando o solo. É provável que a maior parte dos estudantes. do peso corporal e da prática de atividades físicas. Durante a medição. A altura do indivíduo está relacionada com o volume de expiração? Justifique com dados do experimento. A distância entre a sola do calcanhar e o ponto mais alto da cabeça. A prática de atividades físicas influencia de forma perceptível a capacidade pulmonar. Resultados observáveis A capacidade pulmonar depende do sexo. apresente valores de expiração máxima entre 3 000 mL e 4 500 mL. 41 CIÊNCIAS. a capacidade pulmonar do sexo masculino é. Todavia.indd 41 27/10/14 14:19 . Coleta dos dados sobre prática de atividades físicas Durante as medições da expiração máxima e da altura corporal. A graduação marcada na garrafa pode ser considerada uma medida da capacidade pulmonar dos estudantes. Discussão dos resultados A discussão dos resultados pode ser orientada com base nas questões a seguir: 1. Devem descobrir quantas vezes por semana realizam atividade física e qual a duração de cada treino. a pessoa deve permanecer em pé. por conta da faixa etária. Em adultos. os estudantes também devem entrevistar seus colegas sobre a prática de atividades físicas. em virtude da faixa etária. Medição da altura corporal Os estudantes devem medir a altura corporal dos colegas usando a fita métrica e uma superfície plana e regular como uma parede ou o chão. por isso. vários dias por semana. É importante registrar também o tipo de atividade praticada. A atividade física tem alguma relação com o volume expirado? Explicar usando dados coletados. desconsiderando o cabelo. caso o estudante a realize de forma consistente. em média. é provável que a diferença entre os sexos ainda não seja significativa. 3. Deve-se observar o nível da água dentro do garrafão e registrar a marcação de volume em que a superfície do líquido se encontra.Ciências Físicas e Biológicas: Atividades Experimentais e Investigativas ar em seus pulmões”. talvez alguns estudantes estejam em fases muito distintas e. será medida pela fita métrica e indicará a altura corporal.

v. Niterói. Acesso em: 21 jul. Os artigos indicados a seguir são boas fontes para planejamento dessas atividades. 82. v. A quantidade de gás oxigênio absorvida nos alvéolos. Validade de equações de predição em estimar o VO2max de brasileiros jovens a partir do desempenho em corrida de 1.br/scielo. 6. (Rio J. Anabel N. uma vez que alguns indivíduos possivelmente não tenham conseguido expirar o máximo que conseguiriam. é importante deixar claro aos estudantes que os valores de capacidade pulmonar são influenciados por diferentes fatores./dez. tais como tamanho do tórax e condicionamento e consciência do indivíduo a respeito dos movimentos e músculos envolvidos na respiração. Um passo mais avançado seria discutir o conceito de correlação ou associação. Valores de consumo máximo de oxigênio determinados pelo teste cardiopulmonar em adolescentes: uma proposta de classificação. 2014.scielo. Para fechar. 2014.indd 42 27/10/14 14:19 . como: média das meninas × média dos meninos. seria interessante a utilização de diagramas de dispersão (gráficos de pontos) para avaliar a associação entre as variáveis testadas. ALMEIDA. por exemplo. Ampliação do estudo experimental A discussão sobre a capacidade pulmonar e o volume máximo de gás oxigênio pode ser ampliada a partir de um projeto de investigação individual ou de uma nova atividade experimental. A verificação dessa influência a partir de uma investigação que permite mais de uma medição no espirômetro por pessoa é uma forma de ampliação do trabalho. jan. nov.A investigação realizada no decorrer desta atividade permitirá aos estudantes perceber a existência ou ausência de algumas relações entre as variáveis analisadas e a capacidade pulmonar deles. É provável que os estudantes percebam que o procedimento de tomada de medidas da expiração forçada pode influenciar as conclusões elaboradas. RODRIGUES. Porto Alegre. Disponível em: <http://www. 2010. 42 CIÊNCIAS. n. n. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. Esse tipo de análise permitirá uma avaliação mais aprofundada da ligação entre as variáveis. já que a maneira como variam juntas resultará em um determinado arranjo espacial dos pontos. Acesso em: 21 jul.600 m. Há uma sugestão de leitura específica sobre esse tipo de análise na seção Para saber mais. Considere discutir com os estudantes as relações existentes entre a quantidade de ar armazenada nos pulmões e o quanto é absorvido do gás oxigênio presente nesse ar. média dos mais altos × média dos mais baixos. transportada pelo sangue e consumida pelos tecidos também é muito importante. Disponível em: <http://www. Outra possibilidade de ampliação é fazer uma investigação sobre o “volume de gás oxigênio” dos estudantes por meio de atividades a ser realizadas conjuntamente com os professores de Educação Física.scielo. um gráfico de volume expirado × altura.php?script=sci_ arttext&pid=S1517-86922010000100011&lng=en&nrm=iso>. 16. Uma primeira possibilidade é calcular as médias dos grupos a ser comparados. vale ressaltar que a capacidade pulmonar é um dos determinantes do fôlego de uma pessoa. 1. Jornal de Pediatria. Além disso.br/scielo. Para isso. 2006. Jeeser Alves de et al. média dos que fazem atividade física × média dos sedentários. mas não o único. se houver tempo disponível./fev.php?script=sci_ arttext&pid=S0021-75572006000800006&lng=en&nrm=iso>. et al.).

as pessoas dizem “positivo” e “negativo”. n. Frequentemente. 43 CIÊNCIAS.Ciências Físicas e Biológicas: Atividades Experimentais e Investigativas Para saber mais PARKES. Esse estudo complementará conteúdos dos Cadernos de 8o ano. Partindo de observações simples da eletrização por atrito. Scientific American Brasil – Aula Aberta. compreender a necessidade de neutralizar os materiais no início de qualquer experimentação envolvendo identificação de cargas estáticas. de “eletricidade estática”.indd 43 27/10/14 14:19 . há oportunidades para os estudantes explorarem a existência e as características da carga elétrica. termos associados à eletricidade. em Física. Problema a ser investigado Quais são os tipos de manifestação que indicam a existência de carga elétrica em um objeto? Quais são as bases para atribuir o conceito de positivo e negativo à eletricidade? Habilidades Identificar variáveis relevantes e elaborar hipóteses em situações em que ocorrem fenômenos que envolvem eletricidade estática. 22-27. reconhecer a existência de dois tipos de carga elétrica. Fisiologia: o limite da apneia. elaborar comunicação escrita ou oral para relatar os experimentos. Nesta proposta de atividade. a atenção estará focada na eletricidade que pode surgir quando há atrito em objetos de materiais diferentes ou no contato e na aproximação de corpos já eletricamente carregados. ano II. 2013. Tema 8: Eletricidade e Cargas Elétricas Considerações iniciais Hoje em dia. 15. nos quais se analisam as fontes de energia elétrica e seu uso cotidiano. reconhecer a importância de repetir procedimentos para obtenção de observações confiáveis. J. p. costuma-se conviver com a eletricidade em pontos de luz e tomadas elétricas e também com fenômenos elétricos naturais: os raios durante as tempestades. descargas elétricas sentidas ao tocar em objetos desligados da rede elétrica (sobretudo em dias secos) ou sacos plásticos de supermercados que parecem estar sempre grudados. sem compreender seu significado no contexto da ciência. fenômenos chamados. estabelecer relações e interpretar observações ou resultados de um experimento sobre eletrização por atrito e por contato. M.

construções e investigações. fita-crepe. sugerem-se três aulas. inicie com um levantamento de hipóteses sobre a possibilidade de uma pessoa gerar eletricidade. pedaços de poliestireno expandido (EPS. papel-alumínio. massa de modelar lisa. papel de seda de bala de coco. Com um pente plástico limpo. Procedimentos a ser adotados Parte I – Gerando eletricidade com o atrito Normalmente. responsáveis pelo fornecimento da eletricidade nas residências. linha de náilon (pode ser fio de meia desfiada ou de uma corda de náilon desfiada). os pedaços tendem a ser atraídos pelo pente. 44 CIÊNCIAS. aproxime-o de pedaços pequenos de papel. associa-se a geração de energia elétrica a grandes usinas hidrelétricas ou termelétricas. COMO INVESTIGAR O PROBLEMA? Levantamento de hipóteses Esta atividade está estruturada em duas etapas: Parte I – Gerando eletricidade com o atrito Para a realização dessa etapa. melhor). isopor). papel sulfite. em termos de eletrização de cargas? Outras hipóteses podem ser registradas ao decorrer de cada etapa. saco plástico preto para lixo. Será que percebem que há algum tipo de energia envolvida? O resultado da conversa pode ser registrado na lousa para ser retomado ao final da atividade. Pergunte aos estudantes como eles explicam esse fenômeno. papel sulfite ou de seda (quanto menor a gramatura.indd 44 27/10/14 14:19 . solicite aos estudantes que reflitam sobre as seguintes questões: Como corpos com eletricidade estática se comportam ao interagir com outros corpos? O que caracteriza a atração elétrica e a repulsão. Material necessário Para as atividades demonstrativas: pente plástico. Parte II – Atração e repulsão e os sinais das cargas Para a realização dessa etapa. Seria possível a uma pessoa gerar eletricidade? Você pode iniciar o estudo com uma demonstração de eletrização por atrito. canudo plástico de refrigerante. após passar algumas vezes no cabelo seco. papel higiênico.Número de aulas Para o desenvolvimento das discussões. Para as atividades investigativas: tesoura.

pedaço de isopor e saco plástico preto para lixo. 45 CIÊNCIAS. Sugere-se que você organize os estudantes em grupos e solicite a eles que reproduzam a ilustração em sala de aula. é necessário um pêndulo eletrostático. Peça aos estudantes que façam as seguintes observações para auxiliar a investigação. Fio de náilon (bem fino) Canudinho dobrável 3 cm Disco de papel-alumínio Massa de modelar Figura 5 – Pêndulo eletrostático. Caso não haja disponibilidade de tempo. Sugestões de outros pares de materiais: régua plástica e agasalho de lã. registrando-as em pequenos textos ou desenhos no caderno. prepare os pêndulos com antecedência.indd 45 27/10/14 14:19 . Parte II – Passando a eletricidade de um corpo para o outro Como os corpos eletrizados por atrito interagem com um pedacinho de papel-alumínio? Fita-crepe © Daniel Beneventi Para essa investigação.Ciências Físicas e Biológicas: Atividades Experimentais e Investigativas O passo seguinte é ampliar a gama de materiais atritados a fim de verificar se poderiam reproduzir o mesmo efeito resultante do atrito entre o pente e o cabelo. canudinho plástico de refresco e papel higiênico.

há repulsão elétrica). d) Verificar se o pêndulo está eletricamente descarregado tocando-o com o dedo. os corpos ficam com cargas de mesma natureza (mesmo “sinal”). antes de começar. na eletrização por contato. passa a ser repelido. No caso da questão c. O que ocorre nesta situação? O pêndulo eletrostático pode indicar se um corpo está carregado eletricamente? Talvez seja necessário repetir a observação algumas vezes para responder à pergunta anterior. Permita que os estudantes explorem a eletrização por atrito. e o que era no início atraído. g) Agora. O que foi observado: atração ou repulsão? h) Repetir o procedimento (de a a d) para ter certeza das observações.indd 46 27/10/14 14:19 . e) Eletrizar o pedaço de EPS atritando-o no saco plástico preto. Solicite aos estudantes que usem os termos “atração” e “repulsão” para registrar o que observaram. O que ocorre: o disco de alumínio foi atraído ou repelido pelo canudo eletricamente neutro? b) Observar o que ocorre quando o canudo eletrizado por atrito toca no disco de alumínio. Esse dispositivo oferece observações mais claras e permite discutir a eletrização por contato. pode-se perceber algo que já estava presente no teste do papel: a eletricidade do canudo pode passar para o objeto que é tocado. Materiais bons e maus condutores podem adquirir carga elétrica por atrito. entretanto a eletrização por contato é observada apenas 46 CIÊNCIAS. Com o pêndulo eletrostático. Eletrizar o material por atrito e aproximá-lo do pêndulo vagarosamente. Resultados observáveis Nos diversos casos analisados. os estudantes observarão essencialmente os fenômenos de atração e repulsão elétricas. especialmente. Tocar com a mão o disco de alumínio. Pegar o canudo descarregado (depois de passar na mão ou um canudo novo antes de ser atritado) e aproximar do disco. Trabalhe apenas com o EPS (poliestireno expandido) e o saco plástico preto para lixo. é a oportunidade de caracterizar que. aproximar o saco plástico preto do pêndulo eletrostático carregado por contato com o EPS. após o toque no disco de alumínio. pedindo a eles que experimentem realizar suas próprias eletrizações. f) Eletrizar o pêndulo por contato com o EPS (verificando se.a) Observar a interação do pêndulo eletrostático com materiais eletrizados por atrito. c) É possível ou não que o tipo de carga do pêndulo após ser tocado por um material eletrizado seja da mesma natureza do material que o eletrizou? Agora. As observações devem ser registradas com textos ou desenhos no caderno. depois do toque. A interpretação de tais situações permitirá discutir as explicações físicas para as eletrizações (por atrito e por contato) e a introdução de termos como cargas elétricas positiva e negativa. implicando a repulsão elétrica entre eles. verifique com os estudantes a natureza da eletricidade de dois materiais atritados.

Algumas observações importantes: aa Evite realizar esta atividade em dias úmidos. +) e o outro com falta dele (-). “positivos” ou “negativos” com relação à quantidade de “fluido elétrico”. A atividade oferece aos estudantes a oportunidade de observar atrações e repulsões elétricas. Depois se descobriu que a hipótese do fluido elétrico era insuficiente para explicar o fenômeno da eletricidade. Benjamin Franklin (1706-1790) acreditava que todo corpo teria uma quantidade normal de um determinado fluido. partindo da eletrização (por atrito e por contato). Explique aos estudantes que. aplicável a todos os fenômenos elétricos. Um aprofundamento possível seria estudar os problemas que essas situações envolvem e as medidas de segurança que permitem lidar com o excesso de carga eletrostática. se o EPS repelir eletricamente o papel-alumínio. se um ficou com carga positiva. Nesse contexto. mesmo que a origem da eletricidade seja um material mau condutor. como no caso do disco de alumínio do pêndulo eletrostático. um deles ficaria com excesso de fluido (com mais. a) Em algumas atividades produtivas. mas a nomenclatura 47 CIÊNCIAS. como nas fábricas que produzem plásticos (materiais descartáveis). um importante modelo científico da realidade. devem aa apenas tocar levemente o dedo no disco de alumínio. no processo de eletrização por contato. Como outros conhecimentos científicos e culturais. sempre que desejarem retirar a eletricidade do pêndulo. Ampliação do estudo experimental Diferentes estudos podem ser propostos por você a partir da atividade realizada. seriam. sendo então um corpo eletricamente neutro.indd 47 27/10/14 14:19 . quando corpos de materiais diferentes são atritados. O resultado final de tais observações permite discutir que. Se um corpo fosse atritado com outro. ambos os corpos ficam com cargas elétricas de mesmo sinal. principalmente na que utiliza EPS e saco plástico preto.Ciências Físicas e Biológicas: Atividades Experimentais e Investigativas nos condutores. ou seja. existe um impacto enorme da eletricidade estática. b) A denominação das cargas elétricas como positivas (+) e negativas (-) não ocorreu de uma hora para outra. pois há uma grande perda de eletricidade. o saco plástico preto o atrairá. ou seja. combustíveis voláteis (transporte de gasolina em caminhões-tanque). foi preciso muito trabalho e a colaboração de diversos estudiosos para que se chegasse aos modelos utilizados para explicar os fenômenos elétricos. Na observação da eletrização por atrito. convencionalmente chamadas de negativa e positiva. aa O pêndulo também deve estar protegido do vento e da respiração. não importa muito qual é o sinal das cargas. A sistematização das condições em que isso ocorre permite discutir a existência de dois tipos de carga. pólvora (fogos de artifício). deve-se explorar que. evitando que o movimento do ar interfira na observação. o outro ficou com carga negativa. pois se repelem. Por exemplo. mas sim observar que têm comportamentos diferentes (cargas de sinais diferentes se atraem e de sinais iguais se repelem). Assim. ficam com cargas opostas. portanto.

Acesso em: 21 jul. Os fundamentos experimentais e históricos da eletricidade. C.ufsc. que trata das quantidades de reagentes e produtos envolvidas nas transformações químicas. FERREIRA. como a produção de cerveja ou de iogurte. A atividade proposta envolve o estudo de um processo de fermentação e seria interessante que você comentasse com os estudantes que esse tipo de processo tem várias aplicações no sistema produtivo. PIMENTEL.br/index. Portanto.. Diante dessa breve história. N.“positivo” e “negativo” permaneceu. SILVA. Montreal. levando os estudantes a utilizar o conhecimento adquirido para fazer previsões acerca de outras transformações. E. 2008.ifi.unicamp. este material possibilitará a ampliação das discussões sobre relações proporcionais entre reagentes e produtos em uma transformação química. C.2008v25n1p141>.pdf>. 25 (1). Acesso em: 21 jul. 2010. Caderno Brasileiro de Ensino de Física.indd 48 27/10/14 14:19 . Além disso. 2014. K. A. uma proposta interessante seria pesquisar sobre personagens e acontecimentos relevantes para a compreensão dos fenômenos eletrostáticos. T.br/~assis/Eletricidade. de F. Uma análise da história da eletricidade presente em livros didáticos: o caso de Benjamim Franklin. por exemplo.php/fisica/article/view/2175-7941. Para saber mais ASSIS. também podem ser citados. Tema 9: Relações Proporcionais Entre Massas de Reagentes e Produtos Envolvidos nas Transformações Químicas Considerações iniciais Este tema articula-se com as atividades propostas no Caderno do 9o ano. Disponível em: <http://www. Apeiron. C. 2014. A. Rio Claro: Unesp/IB. Você pode destacar.. 2008. C. Outros processos. a capacidade de estabelecer relações proporcionais lhes permite compreender a importância de quantificar corretamente as matérias -primas utilizadas em vários processos industriais. o processo de fermentação que ocorre na produção de vinagre. 48 CIÊNCIAS. RAMOS. Disponível em: <https://periodicos. formando ácido acético e água. M. pois esse produto é elaborado quando o álcool etílico (mesmo álcool presente no vinho ou na cerveja) interage com o gás oxigênio. Cadernos de instrumentação para o ensino de Física: eletrostática.

Número de aulas 3 aulas. Porém. que ocorre na fermentação da massa do pão. fazer previsões sobre as quantidades de reagentes e produtos em certas transformações utilizando relações de proporcionalidade. liberando gás carbônico no processo. Por exemplo: se. formando bolhas e expandindo a massa do pão. O pão “cresce” porque o micro-organismo que constitui o fermento biológico (uma levedura) realiza uma transformação química. Para o levantamento de ideias prévias. Problema a ser investigado Há alguma relação de proporcionalidade entre as massas de reagentes e de gás carbônico produzido na fermentação do pão? Habilidades Identificar as proporções que se estabelecem entre as massas de reagentes e os produtos que estão envolvidos em uma transformação química. que quantidades de ingredientes seriam usadas para fazer 10 pães? Esse exercício inicial também auxiliará na análise dos resultados experimentais. são utilizados 1 kg de farinha de trigo. será que há uma relação numérica fixa entre essas grandezas? Para investigar essas hipóteses. Esse aspecto deverá ser retomado no momento em que a classe fizer a análise dos resultados experimentais. podem ser apresentadas as seguintes hipóteses: Pode-se supor que o aumento da massa de fermento empregado na fabricação do pão causará um aumento na massa de gás carbônico formado na fermentação.indd 49 27/10/14 14:19 . pergunte: A liberação de gás carbônico. levará a uma mudança de massa no sistema? Qual? É importante que você observe se os estudantes associam a liberação de gás carbônico com uma perda de massa. consumindo o açúcar presente na massa do pão. podem ser feitas as seguintes perguntas: Como é a ação do fermento biológico utilizado para fazer pão? Como determinar a massa de gás carbônico formada? Essa massa mudará se forem usadas quantidades diferentes de fermento biológico? É possível comparar a massa de gás liberada quando se utilizam 2 g de fermento com aquela obtida quando são utilizados 4 g? 49 CIÊNCIAS. 1 ovo e 1 copo de óleo. chame a atenção dos estudantes para o processo de fermentação que ocorre na produção do pão. COMO INVESTIGAR O PROBLEMA? Levantamento de hipóteses Aos estudantes. Para isso. é possível utilizar receitas de pães.Ciências Físicas e Biológicas: Atividades Experimentais e Investigativas Após essa conversa inicial. Avalie também a capacidade dos estudantes de estabelecer relações proporcionais. para fazer 5 pães.

4 vidros de relógio. aa Determine novamente a massa do Sistema 1 e registre-a na tabela. balança com precisão de 0. Esse será o Sistema 2 e também ficará em repouso por 30 minutos. Procure evitar que respingos caiam para fora do béquer. aa Utilizando outro vidro de relógio. Esse é o Sistema 1 e deve ficar em repouso por 30 minutos. aa Repita o procedimento utilizando a amostra de 4 g de fermento biológico.1 g. Resultados observáveis Espera-se que a diferença entre a massa inicial e a massa final dos sistemas seja de cerca de 0. 2 béqueres de 200 mL.6 g com 4 g de fermento. 50 CIÊNCIAS. pese uma amostra de 4 g de fermento biológico. aa Transfira a amostra de fermento biológico para dentro do béquer e agite o sistema com o bastão de vidro para que o fermento se dissolva.3 g com 2 g de fermento e de cerca de 0. água morna (50 ºC a 60 ºC). Coloque 100 mL de água morna no outro béquer. pese uma amostra de 2 g de fermento biológico. retire o vidro de relógio que cobre o Sistema 1 e agite bem seu conaa teúdo com o bastão de vidro. Procedimentos a ser adotados aa Utilizando dois vidros de relógio.Execução da atividade experimental Material necessário Fermento biológico. 1 proveta de 100 mL. aa Transfira a outra amostra de açúcar nesse volume de água. aa Determine a massa do sistema e anote-a na tabela a seguir. espátula.indd 50 27/10/14 14:19 . Cubra um dos béqueres contendo a solução de água e açúcar com o vidro de relógio que contém aa os 2 g de fermento biológico. Após esse período de tempo. agite a mistura com o bastão de aa vidro. aa Proceda da mesma forma com o Sistema 2. a a Utilizando o último vidro de relógio. bastão de vidro. Cubra novamente o béquer com o vidro de relógio. aa Coloque 100 mL de água morna em um dos béqueres. aa Transfira uma das amostras de açúcar para o béquer contendo água e agite o sistema com o bastão de vidro de modo que o açúcar se dissolva. Sistema Massa de fermento biológico 1 2g 2 4g Massa inicial do sistema (g) Massa final do sistema (g) Diferença entre a massa inicial e a massa final do sistema (g) Tabela 4. pese uma amostra de 12 g de açúcar em cada vidro. tomando cuidado para não respingar líquido para fora do béquer.

Se for utilizado 1 g de fermento biológico. pode ser que alguns estudantes não tenham conseguido eliminar do líquido o gás carbônico produzido na reação por ineficiência na agitação. O que a diferença entre a massa inicial e a massa final indica? 4. Também é possível que caiam respingos para fora do béquer em função da agitação. Quantas vezes a massa de fermento biológico utilizada no Sistema 2 é maior do que a utilizada no Sistema 1? 5. tais como o cuidado que tiveram ao fazer as pesagens e a precisão das balanças. Quantas vezes a massa de açúcar consumida no Sistema 2 é maior do que a consumida no Sistema 1? 6. pois parte dele fica dissolvida no líquido.indd 51 27/10/14 14:19 . qual provavelmente será a massa de gás carbônico produzida? 8.Ciências Físicas e Biológicas: Atividades Experimentais e Investigativas Observação Se o tempo de repouso utilizado for de 1 hora. no Sistema 2. devem ser discutidos com os estudantes. Isso dependerá da temperatura ambiente: quanto mais quente o dia. mais rápida será a fermentação. que afetam as medidas experimentais. É possível descrever. Esses fatores. É muito provável que os grupos não encontrem exatamente os mesmos resultados em razão de vários fatores. A massa inicial do experimento é maior ou menor que a final? Por que isso acontece? 3. Quantas vezes a massa de gás carbônico produzida no Sistema 2 é maior do que a produzida no Sistema 1? 7. Discussão dos resultados É interessante organizar todos os resultados dos grupos em uma mesma tabela. no Sistema 1 será observada uma perda de massa de cerca de 0. Isso poderá causar uma diminuição da massa de gás carbônico determinada. Caso haja condições de deixar o experimento em repouso por mais tempo (1 a 2 horas).5 g. A discussão dos resultados obtidos pode ser orientada pelas seguintes questões: 1. a diferença entre o uso de 2 g e 4 g de fermento será nitidamente mais observável. o que ocorrerá com a massa de gás carbônico obtida quando se alterar a massa de fermento biológico? 51 CIÊNCIAS. seguindo o modelo: Grupo Massa de gás carbônico obtida com 2 g de fermento biológico Massa de gás carbônico obtida com 4 g de fermento biológico G1 G2 Tabela 5. a perda será de 1 g. de forma geral. separando os dados obtidos para 2 g e 4 g de fermento. Além disso. O que os micro-organismos do fermento liberam para fazer crescer o pão? 2.

os estudantes podem passar a estudar outros processos. como a produção de vinagre a partir do álcool etílico. quando cessar. maior o número de micro-organismos e maior a massa de açúcar consumida. muitas vezes. Em seguida. acética etc. a massa do sistema diminuirá e. láctica. 52 CIÊNCIAS. a massa de gás carbônico é igual à diferença entre a massa inicial e a final do sistema em estudo.Durante a discussão dos resultados. espera-se que os estudantes compreendam que os micro-organismos consomem o açúcar presente na massa do pão e que esse processo produz gás carbônico. visando evidenciar a proporcionalidade. Portanto. a massa estabilizará e será menor que a massa inicial. A análise dos resultados experimentais permite concluir que a massa de gás carbônico dobrou quando a massa de fermento biológico empregada dobrou. Espera-se também que os estudantes percebam que a massa de gás carbônico produzida será determinada pela diferença entre a massa inicial e a final do sistema: como o gás escapa para o ambiente. com o decorrer da efervescência. retome os seguintes aspectos: durante o processo de fermentação do pão. Meça a massa desse sistema. Se essa relação estiver clara. Porém. é preciso chamar a atenção dos estudantes para a constatação de que o valor obtido para a diferença de massas em uma das situações é aproximadamente o dobro da outra. que também é uma fermentação realizada por micro-organismos. Isso permite concluir que há uma relação de proporcionalidade entre a massa de açúcar consumida e a massa de gás carbônico produzida na fermentação. é raro que os valores obtidos sejam exatos.). diga que a efervescência ocorre em função da liberação de gás carbônico para o ambiente. É importante dizer que o aquecimento da água aumenta o metabolismo dos micro-organismos. eles podem morrer e a fermentação não ocorrerá. coloque sobre a balança um béquer com água e um comprimido efervescente. Ampliação do estudo experimental Após estudar as transformações envolvidas na produção do pão. A partir dessa constatação. a massa do sistema diminui. Quanto maior a massa de fermento biológico empregada. de suas aplicações como conservante de alimentos e suas propriedades medicinais. Para finalizar a atividade. a ação da levedura empregada produz gás carbônico. Se os estudantes apresentarem dificuldades em associar a perda de massa à liberação de gás carbônico. e. que é liberado para o ambiente e levará a uma perda de massa. analise com eles o que ocorre com a massa durante a interação entre um comprimido efervescente e a água.indd 52 27/10/14 14:19 . se a temperatura for excessivamente alta. Inicialmente. sem deixá-lo em contato com a água. Os estudantes perceberão que. adicione o comprimido à água com o béquer ainda sobre a balança. Outra possibilidade é aprofundar-se em conhecer os micro-organismos utilizados nos diferentes processos de fermentação (alcoólica. Em uma situação experimental. acelerando a transformação. É possível fazer um estudo histórico da produção do vinagre. direcione o olhar dos estudantes para as quantidades envolvidas. ficará fácil generalizar para outras quantidades de fermento biológico. Depois.

há grande possibilidade de morte. embrapa. 2014.br/FontesHTML/Vinagre/SistemaProducaoVinagre/fermentacao.htm>. Depois. mostre aos estudantes algumas notícias de jornal. Se possível. como visão alterada. Embrapa.php>. 2014. Sistema de produção de vinagre. quando o nível de álcool etílico (ou etanol) no sangue chega a 0. Tema 10: O Funcionamento do Bafômetro . esse assunto também pode ser ampliado para diferentes épocas e contextos. de revista ou da internet que mencionem a detecção de álcool por meio do bafômetro e a lei que regula esse uso. quedas fatais e afogamentos.Comparação do Teor Alcoólico de Soluções Considerações iniciais Este tema está articulado ao estudo desenvolvido nos Cadernos do 9o ano sobre as “Drogas e seus efeitos”. Isso equivale ao consumo de 500 mL de cachaça ou uísque. possibilita a abordagem de questões associadas ao consumo de álcool e suas possíveis consequências para o organismo. Disponível em: <http://sistemasdeproducao. Outro dado interessante é que.6%. Se você julgar conveniente. O uso abusivo de álcool também está associado a homicídios. THIS. Acesso em: 21 jul. São Paulo: Ática.anav. Observação Seria bom esclarecer que o álcool presente nas bebidas alcoólicas é chamado álcool etílico ou etanol. Introduza o tema questionando os estudantes se é realmente necessário controlar a quantidade de álcool ingerida por um indivíduo. br/vinagre. 2000. Um cientista na cozinha. explique a eles que dados de 2013 informam que 65% dos acidentes de trânsito ocorreram como consequência da embriaguez. 53 CIÊNCIAS. Acesso em: 21 jul.com. H. Portanto.cnptia. pensamentos e julgamentos desordenados e problemas no controle respiratório.Ciências Físicas e Biológicas: Atividades Experimentais e Investigativas Para saber mais Anavi – Associação Nacional dos Produtores de Vinagre. Mencione alguns efeitos da embriaguez. Disponível em: <http://www.indd 53 27/10/14 14:19 .

10 mL de aguardente. fragmentos de giz branco. conta-gotas. água. calcular a porcentagem de álcool presente em diferentes soluções aquosas. 54 CIÊNCIAS.Problema a ser investigado Como funciona o bafômetro? O uso de enxaguante bucal ou de balas de menta pode dificultar a detecção de álcool pelo bafômetro? Habilidades Reconhecer os riscos inerentes ao uso indevido do álcool.1 mol/L. proveta de 10 mL. 1 estante para tubos de ensaio.indd 54 27/10/14 14:19 . 10 mL de enxaguante bucal com álcool. algodão. aplicar a intensidade da cor como critério para comparar as concentrações de soluções. COMO INVESTIGAR O PROBLEMA? Levantamento de hipóteses Pode ser apresentada aos estudantes a seguinte hipótese: Pode-se supor que o uso de enxaguantes bucais ou de balas de menta dificulta a detecção do álcool etílico pelo bafômetro. Número de aulas 3 aulas. pinça. 10 mL de etanol absoluto. 8 rolhas que se adaptem aos tubos de plástico. bomba para encher balões. 4 tubos de ensaio. solução ácida de dicromato de potássio 0. balas de menta. Execução da atividade experimental Material necessário 1 espátula. As seguintes perguntas podem auxiliar os estudantes a investigar essa hipótese: Como você imagina que funciona um bafômetro? Como ele mede o álcool que alguém consumiu? O consumo de balas ou bochechos com enxaguante bucal podem alterar o resultado de um teste com bafômetro? É importante que as ideias levantadas pelos estudantes sejam registradas para ser retomadas durante a discussão dos resultados. 10 mL de cerveja. 3 béqueres de 50 mL. 8 pedaços de tubo plástico transparente. 10 mL de enxaguante bucal sem álcool. 10 mL de vinho branco. 8 balões de aniversário. reconhecer as diferenças de teor alcoólico das bebidas.

Caso não se sinta seguro. Se necessário. Cada grupo pode receber um roteiro conforme o modelo a seguir. utilizando a coluna “Estado final”. é imprescindível que apenas você manipule as substâncias alcoólicas citadas neste experimento. cada grupo de estudantes pode realizar um ou dois testes e os resultados podem ser analisados ao comparar os bafômetros montados pelos diferentes grupos. coloque 5 mL de água e 5 mL de álcool etílico absoluto em um béquer. serão realizados vários testes. Parte II – Comparação dos diferentes teores de álcool nas soluções por meio da cor adquirida na interação com a solução de dicromato de potássio aa Coloque 30 mL de solução de dicromato de potássio em um tubo de ensaio. sugere-se que não o faça. que será o Tubo 2. Deixe os tubos em repouso por 1 dia. que será o Tubo 1. Coloque 9 mL de água e 1 mL de álcool etílico absoluto em outro béquer.Ciências Físicas e Biológicas: Atividades Experimentais e Investigativas Professor. utilizando a coluna “Estado inicial”. utilize lápis de cor para indicar a cor do estado inicial. que será o Tubo 3. Parte I – Preparação de soluções alcoólicas de diferentes concentrações aa Utilizando a proveta. que será a Solução 2. 55 CIÊNCIAS. aa Coloque 19 mL de água e 1 mL de álcool etílico absoluto em outro béquer. que será a Solução 1. Procedimento a ser adotado Na Parte III do procedimento. aa Anote suas observações na tabela. Coloque 30 mL de solução de dicromato de potássio e 1 mL da Solução 3 em outro tubo de aa ensaio. que será a Solução 3.indd 55 27/10/14 14:19 . que será o Tubo 0. Se você julgar pertinente. aa aa Identifique cada béquer e reserve-os. aa Coloque 30 mL de solução de dicromato de potássio e 1 mL da Solução 1 em outro tubo de ensaio. Se necessário. aa Anote suas observações na tabela a seguir. utilize lápis aa de cor para indicar a cor do estado final. Tubo Estado Inicial Estado Final 0 1 2 3 Tabela 6. aa Coloque 30 mL de solução de dicromato de potássio e 1 mL da Solução 2 em outro tubo de ensaio.

por exemplo). Disponível em: <http://qnesc. Aguarde cerca de 50 minutos. enxaguante bucal com álcool e sem álcool e aguardente e bala de menta. aa Coloque os fragmentos de giz em um recipiente provisório (béquer. Dentro de um dos tubos plásticos transparentes. aa Encha o balão utilizando a bomba. aa Quebre o giz branco em pedaços pequenos. se necessário. umedeça os fragmentos de giz com a solução de dicromato de potássio. aa Repita o procedimento. evitando que o pó se misture aos fragmentos. de água. 30 gotas das outras bebidas (vinho e aguardente). © Daniel Beneventi Balão de aniversário Tubo de plástico Bebida alcoólica Fragmentos de giz com solução Rolha Chumaço de algodão Figura 6 – Construção do bafômetro. aa Prenda o balão no lado aberto do tubo. coloque um pedaço pequeno de algodão. Acesso em: 21 jul. aa Deixe esse sistema reservado. aa Coloque uma rolha no tubo do lado em que está colocado o chumaço de algodão. colocando. sem deixar que fiquem encharcados. Com o auxílio de uma espátula. aa aa Anote suas observações e. aa Retire a rolha colocada na outra extremidade do tubo.br/online/qnesc05/exper2.indd 56 27/10/14 14:19 . aa Utilizando uma pinça. Conteúdo do balão Cor adquirida no bafômetro Cerveja Vinho branco Aguardente 56 CIÊNCIAS. triture os fragmentos úmidos de giz até que fiquem coloridos de aa maneira homogênea.sbq. coloque cerca de 30 gotas de cerveja no balão de aniversário. utilize lápis de cor.pdf>. em cada um dos balões. coloque os fragmentos de giz umedecidos dentro do tubo. Reserve os sistemas para posterior comparação.Parte III – Construção do bafômetro O esquema a seguir mostra como a montagem deve ficar.org. aa Utilizando um conta-gotas. aa aa Agora. 2014.

Ciências Físicas e Biológicas: Atividades Experimentais e Investigativas Conteúdo do balão Cor adquirida no bafômetro Água Enxaguante bucal sem álcool Enxaguante bucal com álcool Aguardente com enxaguante bucal em álcool Aguardente com bala de menta Tabela 7. maior a tendência de obter a cor esverdeada quando há a interação com etanol. no estado final.indd 57 27/10/14 14:19 . O Tubo 0 permanecerá com a cor alaranjada que possuía no estado inicial. Ordene as bebidas em ordem decrescente de teor alcoólico. espera-se que sejam observados os seguintes resultados: Conteúdo do balão Cor adquirida no bafômetro Cerveja Castanho-claro Vinho branco Castanho-escuro Aguardente Castanho-escuro intenso Água Alaranjado Enxaguante bucal sem álcool Alaranjado Enxaguante bucal com álcool Castanho-claro Aguardente com enxaguante bucal em álcool Castanho-escuro intenso Aguardente com bala de menta Castanho-escuro intenso Tabela 8. Parte IV – Comparação do teor alcoólico de bebidas alcoólicas aa Compare a cor resultante nas soluções dos tubos de ensaio que foram organizados na Parte II. com a construção dos diferentes bafômetros. o Tubo 2 apresentará uma coloração menos intensa. Quanto mais ácida estiver a solução. aa Compare os diferentes bafômetros montados com os tubos de ensaio. aa Coloque-os em ordem decrescente de concentração alcoólica. os estudantes poderão perceber que. Resultados observáveis Na Parte II. Na Parte III. e o Tubo 3 possuirá a cor menos intensa. 57 CIÊNCIAS. o tubo de maior concentração alcoólica (Tubo 1) apresentará uma coloração marrom esverdeada forte.

Com qual tubo ele mais se parece? Pensando nisso.indd 58 27/10/14 14:19 . Por que foi montado um bafômetro apenas com água? Espera-se que os estudantes percebam a relação entre a coloração das soluções nos tubos de ensaio e as diferentes concentrações de álcool que cada uma contém: quanto maior o teor alcoólico da solução estudada. A partir dessa constatação. Por exemplo: se a Solução 1 contém 50% de sua proporção em volume de álcool e sua coloração se parece com a do experimento com aguardente. Comparar a intensidade da cor do bafômetro que contém vinho com as cores dos tubos de ensaio. no entanto. É interessante que os estudantes percebam que o tubo contendo apenas água é um controle para comparação dos resultados. então a solução de aguardente deve possuir a mesma proporção de álcool. os estudantes devem usar esses tubos como padrão de comparação com os resultados dos bafômetros. não seja mais detectado no teste. pois a mudança de cor observada na presença e na ausência dessa substância é a mesma. O experimento deve levar os estudantes a perceber que os enxaguantes bucais não inibem a detecção do álcool pelo bafômetro. O experimento também mostra que o consumo de balas de menta não dificulta a detecção de álcool. O ideal é que consigam estabelecer uma relação quantitativa. não estando presente no sangue do indivíduo. Como é possível associar a intensidade da cor do estado final dos sistemas estudados com a porcentagem de álcool presente nas soluções contidas nos Tubos 1. A discussão dos resultados pode ser orientada com base nas questões a seguir. a Solução 2 possui 10%. 6. já que ele não contém álcool. considerando a soma dos volumes de álcool e água como o volume final da solução. qual a porcentagem de álcool que provavelmente há no vinho? Fazer a mesma análise para a cerveja e a aguardente. É possível que consumir balas de menta possa alterar o resultado do bafômetro? Justificar com dados do experimento. a presença de enxaguante bucal com álcool pode levar o bafômetro a acusar a presença de álcool. É interessante esclarecer aos estudantes que esse problema pode ser resolvido se o indivíduo esperar por cerca de 20 minutos para que o álcool se dissipe da boca e. Explicar como funciona o bafômetro construído. 4. 7. 58 CIÊNCIAS. Esse é um raciocínio que exige comparação e inferência e deve ser conduzido por você. 1. pois o resultado do bafômetro na ausência ou na presença da bala é o mesmo. É possível que o uso de enxaguante bucal altere o resultado do bafômetro? De que forma? Explicar com dados do experimento. É possível que a interação entre a solução de dicromato de potássio e uma solução alcoólica resulte em uma transformação química? Por quê? 3.Discussão dos resultados Solicite aos estudantes que calculem as porcentagens em volume de álcool que há em cada solução preparada. 2 e 3? 2. 5. A ordem decrescente de teor alcoólico nas bebidas é: aguardente > vinho > cerveja > enxaguante bucal com álcool > água = enxaguante bucal sem álcool. a Solução 3 possui 5%. mais intensa será a cor castanho-esverdeada adquirida. A Solução 1 possui uma concentração de 50% em volume.

aspx?cd=182>. TAKEI. html>. P. Por isso. 2009. São Paulo: Moderna. o uso do etanol como combustível renovável e alternativo ao petróleo. LARANJO. Disponível em: <http://www. V. M. HUMBERG. O uso de balas de menta e de enxaguantes bucais sem álcool não altera esses resultados. Isso pode ser resolvido se o teste for repetido depois de 20 minutos. O uso de enxaguantes bucais com álcool pode alterar o resultado do bafômetro de modo a acusar o consumo de álcool. Acesso em: 21 jul. F.com. 2002.br/gestor/agroenergia/arvore/CONT000fbl23vn102wx5eo0sawqe3djg2152. Estadão.102/cebridweb/download. P. 59 CIÊNCIAS.. Disponível em: <http://www. T. ROBSON. Drogas – Prevenção e tratamento. São Paulo: CLA. cuja evidência é uma mudança de cor. Drogas psicotrópicas – Livreto informativo – Leitura recomendada para estudantes a partir da 6a série do Ensino Fundamental. H.Ciências Físicas e Biológicas: Atividades Experimentais e Investigativas Como fechamento da atividade. Drogas. GIKOVATE.. D.indd 59 27/10/14 14:19 .embrapa.br/noticias/geral. M. 2014. MALUF.196795>. MACFARLANE. Acesso em: 21 jul. 2014.. A intensidade da cor observada depende da concentração de álcool da solução estudada. L. 2014. M.91. além das consequências dessa produção para a economia e o meio ambiente. a melhor experiência é não usá-las. 2008. Bafômetro flagra motorista que usou antisséptico bucal. Pode também reforçar que o funcionamento do bafômetro se baseia na transformação química que ocorre entre a solução de dicromato de potássio e a solução alcoólica. Que droga é essa? São Paulo: Editora 34. cnptia. é possível associar a concentração de álcool presente nas bebidas alcoólicas à intensidade da cor observada quando a solução interage com o dicromato de potássio. Escola Paulista de Medicina.agencia.. E. H. Para saber mais Ageitec – Agência Embrapa de Informação Tecnológica. você pode pedir aos estudantes que apresentem os resultados obtidos para cada uma das bebidas estudadas. Departamento de Psicologia da Unifesp. MEYER. Acesso em: 21 jul. A.bafometro-flagra-motorista-que-usou-antiseptico-bucal..144. 2003. 27 jun. CEBRID – Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas. Universidade Federal de São Paulo. Disponível em: <http://200.. Ampliação do estudo experimental Você pode ampliar esse estudo abordando com os estudantes os diferentes processos de produção de etanol e suas etapas (a partir da cana-de-açúcar. MACFARLANE. do milho ou de outros vegetais).estadao.

responder perguntas de forma objetiva.Tema 11: Órgãos dos Sentidos Considerações iniciais A percepção dos estímulos ambientais estabelece relações entre o organismo e seu entorno porque permite a produção de respostas a esses estímulos. No planejamento de três aulas. emitir opiniões e argumentar. Número de aulas Aproximadamente três aulas. O número de aulas para o trabalho considera que a atividade será aplicada já no final de uma sequência de aulas sobre o tema “Visão Humana”. seu funcionamento e a organização interna do globo ocular são assuntos que interessam a estudantes de diferentes faixas etárias. por isso. A atividade sugerida a seguir complementa o estudo sobre a visão humana e foi pensada para ocorrer ao final dos trabalhos sobre o tema. O formato da retina e a concentração diferencial de receptores em suas determinadas partes criam situações anatômicas e fisiológicas que definem o campo visual e condicionam a existência de um ponto cego do globo ocular. já que será importante realizar os testes e as medições com todos os estudantes da turma. Duas aulas podem ser suficientes para a atividade. Assim. é interessante considerar no planejamento a possibilidade de usar mais uma aula. Sabe-se que algumas pessoas enxergam melhor que outras e. a questão que levará à elucidação do problema será: É possível que algum indivíduo não possua um ponto cego em um dos seus olhos? Habilidades Associar a anatomia do globo ocular com a formação da imagem dos objetos e o funcionamento da visão. os sistemas nervoso e sensorial recebem destaque e as abordagens já privilegiam atividades práticas sobre esses conteúdos. A visão é um sentido de grande importância para o ser humano. Problema a ser investigado As pessoas enxergam da mesma forma? A capacidade visual varia de indivíduo para indivíduo. porém. A segunda será dedicada exclusivamente à coleta de dados e a terceira. à análise e à discussão dos dados. na maior parte das vezes em que se pensa sobre isso. Da mesma forma. Nos Cadernos do Professor do 9o ano. considera-se a nitidez da imagem que se vê. 60 CIÊNCIAS. a primeira será usada para a problematização e discussão dos procedimentos.indd 60 27/10/14 14:19 . a quantidade de elementos que aparecem no campo visual das diferentes pessoas pode variar. pois depende de alguns conteúdos como pré-requisitos ou facilitadores para o total entendimento do apresentado neste material.

É muito provável que os estudantes nunca tenham ouvido falar em ponto cego. Material necessário Caderno ou uma folha de sulfite. realize uma discussão a respeito do funcionamento da visão. Estimule a discussão propondo a eles as seguintes questões: Observe o esquema do olho humano e responda: existe alguma parte da retina que não é sensível à luz? Quando você olha para uma paisagem. a folha com as figuras desenhadas na altura do rosto. + Realização do teste visual O teste deverá ser realizado para os dois olhos de cada pessoa. a uma distância entre 30 cm e 35 cm. Procedimentos a ser adotados Primeiro. A figura deve ficar como a imagem a seguir. 8 cm Figura 7. fita métrica de costureiro. desenhe uma cruz ou um X de tamanho aproximadamente igual ao do outro desenho. lápis ou caneta. a cruz ficará fora do rosto do estudante. Para verificar o ponto cego do olho direito. régua. mas um de cada vez. percebe que há alguma parte dela que você não enxerga. mas sugere-se que a análise seja feita em dupla. de modo a permitir a realização de algumas medições que podem enriquecer as discussões posteriores. na mão direita. o estudante deve tampar o olho esquerdo com a mão esquerda e segurar. Meça 8 cm da borda do círculo voltada para o interior da folha e. então.indd 61 27/10/14 14:19 . A folha deve estar posicionada de maneira que o círculo fique bem na linha e em frente do olho direito – dessa forma. da anatomia do olho e do papel da retina na detecção de luz.Ciências Físicas e Biológicas: Atividades Experimentais e Investigativas COMO INVESTIGAR O PROBLEMA? Levantamento de hipóteses Para iniciar a problematização. Observação: a quantidade de fitas métricas definirá a possibilidade de trabalho em grupos menores durante a aula. Esse teste pode ser feito autonomamente por cada estudante. que é o mote desta investigação. desenhe um círculo (7 mm de diâmetro). mesmo estando dentro de seu campo visual? Execução da atividade experimental Verificando a presença do ponto cego Esta atividade propõe a verificação da existência de um ponto cego na visão a partir de um teste visual simples. é preciso construir a figura para o teste visual: numa folha de caderno ou folha de sulfite. Sempre olhando fixamente para o 61 CIÊNCIAS. a aproximadamente 5 cm da borda esquerda.

assim. agora tampando o olho direito com a mão direita e mantendo o olhar fixo do olho esquerdo na cruz.indd 62 27/10/14 14:19 . Por que. Discussão dos resultados A discussão dos resultados pode ser orientada com base nas questões a seguir: 1. cai exatamente sobre o ponto cego. as pessoas não perceberem as imagens com um ponto sem informação. um dos símbolos usados no experimento desaparece? 2. Talvez alguns necessitem de mais tempo para essa identificação ou mesmo da repetição completa do teste visual. Ressalte que a percepção de que a cruz desapareceu acontece na visão periférica. responda: em que local da retina você imagina que não há sensibilidade à luz? Para finalizar a atividade. É interessante que os estudantes experimentem mover o papel lentamente para perto e para longe dos olhos. sendo. Por esse motivo. é necessário repetir todo o procedimento. mesmo possuindo um ponto cego. observando exatamente em que ponto a cruz desaparece. até que. caso o estudante desvie os olhos de posição. nesse caso. É possível que alguns estudantes não consigam perceber o efeito e. ela é percebida por diferentes pontos da retina. Todos possuem ponto cego.círculo com o olho direito e mantendo o outro olho fechado. Resultados observáveis É esperado que os estudantes identifiquem o ponto cego de cada um de seus olhos. onde deixa de ser percebida. Observando o esquema do olho. Para verificar o ponto cego do olho esquerdo. dando a impressão de que sempre são vistas imagens completas. o efeito deixa de existir. Ressalte sempre que é preciso manter os olhos fixos e que o efeito aparece na visão periférica. é insensível à luz. o estudante deverá aproximar lentamente a folha de seu rosto até ter a sensação de que a cruz desapareceu do campo visual. mostre um esquema da anatomia interna do olho e explique que o ponto cego é o local da retina em que todos os receptores se conectam ao nervo óptico. é importante que os que conseguiram relatem sua experiência. Na realidade. Quando se move uma imagem lentamente mantendo o olho fixo. em certa altura. todos os estudantes devem reconhecer que essa área da retina não possui fotorreceptores e. o cérebro “completa” o tempo todo as informações visuais que o ponto cego não percebe. o ponto de partida desse nervo em direção ao cérebro. O círculo é que deverá ficar fora do rosto do estudante nessa parte da análise. mas algumas pessoas podem ter mais dificuldade em percebê-lo. porque a fixação do olhar na figura que está em frente ao olho aberto e a estabilidade da mão na posição em que a outra figura sumiu são elementos importantes para o sucesso do teste. 62 CIÊNCIAS. em determinada distância dos olhos. inclusive. Aproveite este momento para propor a reflexão sobre os efeitos práticos da existência de um ponto cego em cada globo ocular e o fato de.

2009. disponível no link a seguir. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. S. fisiologia visual.com. mas que são composições que se realizam no processo. enxergam-se movimentos que não estão presentes nos objetos em si. Disponível em: <http:// www2. ao girar objetos coloridos. No cinema. Enxergar cores também depende do observador. Revista Superinteressante. doenças relacionadas à visão.ibc. Enxergar cores ou movimentos que não existem fisicamente depende da frequência de exposição de cenas. na televisão.com. Disponível em: <http://super. um exemplo típico é o disco de Newton. pode ser usado como problematizador dessa abordagem: D'AMARO. Disponível em: <http://www. as chamadas cores inexistentes. Acesso em: 21 jul.abril. o que dá a sensação 63 CIÊNCIAS. em geral. A estranha visão dos cegos. gov.shtml>. é possível ver cores que não estão presentes quando eles estão parados. Paulo.br/?itemid=118>. 17-25. mas também dos pigmentos que refletem a luz que os ilumina ou as frequências da luz que neles incide. 2014. envolvendo visão e cérebro. Tema 12: As Cores Inexistentes do Disco de Newton Considerações iniciais A capacidade de enxergar e distinguir cores de objetos não depende apenas das características físico-químicas.indd 63 27/10/14 14:19 . O texto de Paulo D’Amaro. Visão periférica: olhos de craque. Para saber mais GELDER. Acesso em: 21 jul. Por que o bocejo é contagioso: e novas curiosidades sobre o cérebro. Scientific American Brasil on-line. 2014.html>. HERCULANO-HOUZEL. No cinema ou na televisão. p. 2014. sobretudo de aspectos fisiológicos (como a persistência da imagem na retina e a saturação). por isso. B. visão de outros animais.Ciências Físicas e Biológicas: Atividades Experimentais e Investigativas Ampliação do estudo experimental A discussão sobre a anatomia do globo ocular e sua influência na visão humana pode ser ampliada a partir de um projeto de investigação dentro de uma disciplina eletiva e que aborde mais questões sobre a visão: ilusões de óptica. Informações sobre glaucoma.br/sciam/reportagens/a_estranha_visao_dos_cegos. Acesso em: 21 jul. pode-se até mesmo enxergar cores que não estão presentes fisicamente. a projeção é da ordem de 25 cenas/segundo e. é de 30 quadros por segundo.br/esporte/visao-periferica-olhos-craque-440927. Percebe-se que.uol. Um exemplo de possível aprofundamento seria propor e testar formas para medir o campo visual e a capacidade de visão periférica de seus colegas. Instituto Benjamin Constant.

Atualmente. reconhecer a importância da persistência da imagem na retina no fenômeno observado no disco de Newton. As seguintes perguntas podem servir para problematizar o assunto: O que é necessário para enxergar 64 CIÊNCIAS.de movimento. presente no Caderno de Ciências do 9o ano. pesquisando a relação entre cor e frequência. demonstrando que. compreender que a cor branca é identificada pela sobreposição das diferentes cores de luz.indd 64 27/10/14 14:19 . COMO INVESTIGAR O PROBLEMA? Levantamento de hipóteses Inicie a atividade retomando o estudo da composição das cores. Mostre aos estudantes um disco de Newton. pode-se identificar o branco (acinzentado). reconhecer a necessidade de várias tomadas de dados para obtenção de resultados confiáveis. que é uma cor que não está presente entre as cores pintadas no disco (um disco de Newton é disponibilizado nas escolas participantes do Programa Ensino Integral). O estudo das cores no disco de Newton. para gerar a percepção do movimento em três dimensões (televisores 3D). A questão da mudança da cor de um objeto em função da cor que o ilumina também deve ser retomada nesta fase inicial. presente no Caderno do 9o ano. Problema a ser investigado Com qual frequência deve-se girar um objeto colorido para enxergar uma cor que não está presente nele? Habilidades Reconhecer a importância dos aspectos fisiológicos (como a persistência da imagem na retina e a saturação) que influenciam na visão de cores. verificando a compreensão dos estudantes sobre a formação de todas as cores vistas com a mistura de apenas três cores de luz. reconhecer a necessidade de empregar cores adequadas para que esse efeito ocorra. ao girá-lo. as frequências têm chegado a valores cada vez maiores. com TVs operando a 60 imagens por segundo. É interessante que este experimento seja desenvolvido após o estudo do tema “Cores”. dando como exemplo as cores da tela de um computador ou de uma televisão (sistema RGB). Número de aulas 3 aulas. é o objeto de que trata esta atividade e constitui uma continuidade do tema “Misturando as cores”. ou mais. compreender o significado de média aritmética como o valor representativo da medida. reconhecer a importância do trabalho em grupo. identificar a relação entre frequência de giro e número de repetições de uma mesma sequência de cores.

65 CIÊNCIAS. surgirá a necessidade de conceituar frequência – número de giros em um determinado intervalo de tempo. Sugere-se que você traga para a sala de aula os CDs. amarelo e vermelho. aa Utilizando o centro do círculo. 2 m de barbante (no 6 ou no 8) e cronômetro. Disco A: um lado com 3 setores (A3) e outro com 12 setores (A12).indd 65 27/10/14 14:19 . Para aumentar a velocidade. folha de sulfite branca. divida cada um dos círculos em: 3. Disco B com 6 setores (B6) e 18 setores (B18). Todas as hipóteses dos estudantes devem ser anotadas para ser avaliadas após a realização da experiência. dê um nó. com os estudantes organizados em grupos. lápis. Cuidado com esse procedimento. Execução da atividade experimental Material necessário 2 CDs (ou DVDs). siga pintando um a um os setores circulares nessa mesma ordem. e depois. pois furar CD no laboratório do Ensino Fundamental pode ser uma atividade perigosa. 6. Pesquise na internet procurando “como criar cor” ou “misturar cores” e os resultados lhe oferecerão muitas informações sobre as misturas possíveis e os critérios para escolher as cores que estarão à disposição dos estudantes para realizar o experimento. régua. o que ocorrerá? O mesmo efeito é conseguido com qualquer conjunto de três cores? Nessa discussão. um na frente e outro no verso. aa Pinte os setores circulares com as cores escolhidas em sequência. Fure os dois círculos pintados e passe por eles as duas pontas de um barbante.Ciências Físicas e Biológicas: Atividades Experimentais e Investigativas a cor branca? O que ocorrerá se diminuir a repetição das cores do disco: deve-se girar com mais velocidade ou menos para chegar ao branco? Se o disco tiver apenas três cores. Procedimento a ser adotado O material deve ser preparado com antecedência para que seja possível conhecer os resultados das misturas das cores disponibilizadas. O experimento utiliza o CD como base de giro do disco de Newton. o seguinte roteiro: aa Utilizando o CD. verde e vermelho. aa Recorte os círculos pintados e cole em cada CD dois discos pintados. transferidor. verde e vermelho ou azul. de aproximadaaa mente 1 m. com dois furos simétricos e próximos ao seu centro. basta aumentar a distância entre os fios. Por exemplo: se escolheu a sequência azul. tesoura. faça 4 moldes de círculos em folhas brancas. Para que o disco possa girar na horizontal. giz ou tinta para colorir. juntando as duas pontas. 12 e 18 partes iguais (setores circulares). pendure-o em uma haste de modo que a distância entre aa os dois fios seja cerca de 3 cm. cola. por onde deverá passar o barbante que girará o CD. aa Escolha um conjunto de 3 cores: azul. Siga.

fazendo-o girar. em um branco com tonalidade bege ou acinzentada. Utilizando a marca da borda e um cronômetro. Fazer pelo menos 5 medições diferentes e determinar o tempo médio (média das 5 medições). verde e vermelho ou azul. Comparar com a estimativa que você aa fez no segundo item.© Daniel Beneventi 3 cm 3 cm Figura 8 . haverá dificuldade em obter a composição. Como se pode medir este valor? Fazer algumas tentativas de medição. quanto maior o número de setores circulares. com o disco de apenas 3 setores circulares. Como pode-se obter a cor branca em cada um dos círculos? Explicar o que fez para isso. Os discos com as cores azul. amarelo e vermelho resultarão. Girar o disco aumentando a velocidade de rotação até conseguir a cor branca acinzentada. Determinar o tempo que o disco levou para dar uma volta. aa Durante os movimentos dos discos. para comparar com o resultado experimental. medir o tempo que o disco demora para dar. Fazer uma estimativa: qual o tempo que ele leva para dar uma volta completa (um giro)? Registrar esse valor. por exemplo. A estimativa foi próxima do resultado? Resultados observáveis Os estudantes observarão que. Quanto mais claras forem as cores 66 CIÊNCIAS.Arranjo experimental. aa aa Determinar o tempo de um giro utilizando o seguinte procedimento: fazer uma marca na borda do disco A18.indd 66 27/10/14 14:19 . ao ser girados. menor é a velocidade com que o disco deverá girar para se conseguir identificar a cor resultante. atente para algumas observações que podem ser discutidas com os estudantes: aa Impulsionar o disco com os dedos. Anotar os valores medidos. No decorrer do experimento. Provavelmente. foi observado que o círculo A18 precisou de menos velocidade de giro. Observar as cores dos discos no movimento de torção ou distorção do barbante. 10 voltas.

A frequência para obter a cor branca no disco de 18 setores é de. garanta que os estudantes concluam que. Sobre a medida do tempo de rotação do disco de 18 setores. aproximadamente.5 rotações/s = 16. 67 CIÊNCIAS. além da frequência de rotação. Dessa forma.3 segundo ou menor. Discussão dos resultados Solicite aos estudantes que determinem a frequência de rotação do disco. A multiplicação do número de repetições das cores pela frequência do disco resultará no número de cores por segundo. 3 rotações por segundo (f = 1/T).indd 67 27/10/14 14:19 . Será que a sobreposição de cores. ou um tempo menor. valor esperado para que ocorra a sobreposição das cores? 2. quanto maior é a repetição de cores.5 repetições/s) e assim por diante. A discussão dos resultados pode ser orientada com base nas questões a seguir: 1. para ocorrer a mistura de cores. maior que a frequência do disco. o disco B6 deve ser girado com frequência de 8 rotações por segundo (2 repetições de cores · 8 rotações/s = 16 repetições/s).Ciências Físicas e Biológicas: Atividades Experimentais e Investigativas utilizadas. O resultado é maior que 16? Por que esse número é maior que 16? 4. O valor da frequência determinado é maior ou menor do que 15 voltas por segundo. a permanência da imagem na retina faz a “mistura” (sobreposição para o observador) e pode-se enxergar o branco acinzentado. menor é a frequência do giro do disco necessária para misturar essas cores. o resultado será mais próximo do cinza. que é a frequência das cores que atinge a retina. Com que frequência deve girar cada um dos discos para que ocorra a mistura de cores e seja observada a cor branca acinzentada? A determinação da frequência pode ser um desafio para os estudantes e exige seu acompanhamento no estudo da relação entre período (valor determinado experimentalmente) e frequência. mais próximo ficará do branco e. Você esperava esse valor? Por quê? 3. e a frequência de repetição de cores é dada pela multiplicação do número de repetições das cores pelo número de rotação do disco por segundo. Apenas o disco de 3 setores circulares (cada cor está presente apenas uma vez) terá a frequência do disco igual à frequência das cores a atingir a retina. o valor encontrado para 10 rotações deve estar em torno de 3 segundos. Para fechar a atividade. quanto mais escuras forem as tonalidades das cores. depende do número de vezes que a cor é repetida? Multiplique o número de vezes que a cor é repetida no disco pela frequência do disco. o que significa um período de rotação (T) de 0. Se a frequência de cores é maior que 16 repetições por segundo. que é o número de voltas que o disco realiza em um segundo. o disco B12 deve ser girado com frequência um pouco maior do que 5 rotações por segundo (3 repetições de cores · 5.

Acesso em: 21 jul. As imagens em movimento e sua contribuição para o ensino de Ciências no Brasil – 1800 a 1960. no disco de Newton. usar as cores primárias.ifi.usp.br/alem_pincel. Quase–levitação magnética do disco de Newton e experimento sobre Leis de Faraday e Lenz.teses. 2012. M. BONETTI. mas com tonalidades diferentes – mais escuras ou mais claras –. Disponível em: <http://www. 2011. o círculo gira com rapidez. Ao torcer e destorcer o barbante. 2013. p. 54-60. a cor branca resultante se dá na superposição das cores. 2014. Disponível em: <http://www.joaobarcelos. p. e que ela se torna visível a partir de uma determinada frequência de incidência de imagens. 68 CIÊNCIAS. São Paulo. amarelo e laranja (ausência do azul).br/teses/ disponiveis/81/81131/tde-12072013-165752/pt-br. Acesso em: 21 jul. B. 2014. possibilita obter o branco mais ou menos acinzentado. Pintura além do pincel. que utiliza o fenômeno da persistência de imagens na retina. que ocorre pela persistência das imagens na retina. 42-56.19-29. Acesso em: 21 jul. Ampliação do estudo experimental Uma proposta de continuidade interessante é fazer a observação de 3 cores no disco. azul e rosa (ausência do verde) ou vermelho.Ao final do experimento e das discussões.pdf>.indd 68 27/10/14 14:19 . não será possível obter a cor branca. aquário e peixe ou aranha e teia. 2014. Alguns mais conhecidos trazem duplas de imagens. tais como pássaro e gaiola. Outra possibilidade de continuidade é a construção de traumatrópio. inventado por volta de 1450. Por outro lado.br/vie/F809/ F609_2012_sem1/MayaraM_Eliermes_F609_RF3. M.unicamp. Trata-se de um instrumento. os estudantes devem compreender que. Campinas. Sem uma das cores primárias. Ele é composto por um círculo de papel preso em suas extremidades por barbantes com duas imagens diferentes estampadas em cada um dos lados do círculo. J. Para saber mais AURICCHIO. Rio de Janeiro. p. mas sem a presença de uma das cores primárias. BARCELOS. M. que é dada pela multiplicação da frequência de rotação do disco e do número de repetições das cores.php>. C. sobrepondo as imagens.htm>.com. Disponível em: <http://www. Capítulo 3. Por exemplo: usar as cores vermelho.

Maria do Carmo Rodrigues Lurial Gomes. Yassuko Hosoume. Tomás Gustavo Pedro. Maria do Carmo Rodrigues Lurial Gomes. Sandra Maria Fodra. João Carlos Miguel Tomaz. Kátia Vitorian Gellers. Marcelo Eduardo Fonseca Teixeira. Taddeo. Ramos. Maristela Gallo Romanini e Thais Lanza Brandão Pinto Formação das equipes do Programa Ensino Integral – Vol. Maíra Batistoni e.Ciências físicas 2. Maria Camila Mourão Mendonça de Barros. Marina Murphy e Natália Pereira Leal COORDENADORIA DE GESTÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA (CGEB) Direitos autorais e iconografia: Denise Blanes (coordenação). 1 Beatriz Garcia Sanchez. João Torquato Junior. Cecília Dodorico Raposo Batista. Elaine Aparecida Barbiero. Maristela Gallo Romanini e Thais Lanza Brandão Pinto Modelo de gestão do Programa Ensino Integral Maria Camila Mourão Mendonça de Barros Modelo de gestão de desempenho das equipes escolares Ana Carolina Messias Shinoda e Maúna Soares de Baldini Rocha Cadernos do Professor Biologia: atividades experimentais e investigativas Maria Augusta Querubim e Tatiana Nahas Ciências Físicas e Biológicas: atividades experimentais e investigativas Eugênio Maria de França Ramos. Maria Elizabeth Seidl Machado. Maúna Soares de Baldini Rocha.90 69 CIÊNCIAS. Ciências físicas e biológicas: atividades experimentais e investigativas. Carlos Sidiomar Menoli. Karina Kempter. Souza.Ciências Físicas e Biológicas: Atividades Experimentais e Investigativas CONCEPÇÃO E COORDENAÇÃO GERAL PRIMEIRA EDIÇÃO 2014 Letícia Maria Delamare Cardoso. Maria Augusta Querubim. a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo não garante que os sites indicados permaneçam acessíveis ou inalterados. Sandra Maria Fodra. Maria Augusta. V. Título. VI. Dayse Pereira da Silva. Yassuko. 2014. Impressão e Acabamento Catalogação na Fonte: Centro de Referência em Educação Mario Covas • Nos cadernos de apoio ao Programa Ensino Integral são indicados sites para o aprofundamento de conhecimentos. José Carlos Augusto. IV. Tomás Gustavo Pedro. Todos esses endereços eletrônicos foram checados. Pepita de Souza Figueredo e Tomás Gustavo Pedro Projeto de vida: atividades de sala de aula – Ensino Médio Isa Maria Ferreira da Rosa Guará. Querubim. Ensino Fundamental – Anos Finais 5. Dayse Pereira da Silva. Pepita de Souza Figueredo. legenda e rosa dos ventos). Pepita de Souza Figueredo e Tomás Gustavo Pedro Apoio Fundação para o Desenvolvimento da Educação – FDE CTP. Érica Marques. João Torquato Junior. VIII. S239c São Paulo (Estado) Secretaria da Educação.). como a internet é um meio dinâmico e sujeito a mudanças. Maíra Batistoni e Silva. Hosoume.Caderno do Professor /Secretaria da Educação. Eugênio Maria de França Ramos. Maria Cecília Travain Camargo. Silva. Maria Fernanda Penteado. CDU: 371. como fonte de consulta dos conteúdos apresentados e como referências bibliográficas. coordenação. Carlos Sidiomar Menoli. Ciências biológicas 3. Karinna A. Helena Cláudia Soares Achilles. Eugênio Maria de França. • Os mapas reproduzidos no material são de autoria de terceiros e mantêm as características dos originais no que diz respeito à grafia adotada e à inclusão e composição dos elementos cartográficos (escala. 2 Beatriz Garcia Sanchez. Bruno Reis. Ensino Fundamental – Anos Finais . Helena Cláudia Soares Achilles. Valéria de Souza. Maria Cecília Travain Camargo. . III. Material de apoio ao Programa Ensino Integral do Estado de São Paulo. Carina Carvalho. II. Kátia Vitorian Gellers. 72 p. Marcus Ecclissi e Vanessa Leite Rios Coordenadora Maria Elizabete da Costa Diretor do Departamento de Desenvolvimento Curricular de Gestão da Educação Básica João Freitas da Silva Produção editorial: Adesign (projeto gráfico) e Jairo Souza Design Gráfico (diagramação e ilustrações não creditadas) ELABORAÇÃO DOS CONTEÚDOS ORIGINAIS Diretora do Centro de Ensino Fundamental dos Anos Finais. Pepita de Souza Figueredo. João Carlos Miguel Tomaz Micheletti Neto. Ensino Médio e Educação Profissional – CEFAF Valéria Tarantello de Georgel Coordenação do desenvolvimento dos conteúdos dos volumes de apoio ao Programa Ensino Integral Ghisleine Trigo Silveira Coordenação Técnica Roberto Canossa Roberto Liberato Suely Cristina de Albuquerque Bomfim Cadernos do Gestor PROGRAMA ENSINO INTEGRAL Diretrizes do Programa Ensino Integral Maria Silvia Sanchez Bortolozzo (coord. Valéria de. Maria Camila Mourão Mendonça de Barros.São Paulo : SE. Maúna Soares de Baldini Rocha. Programa Ensino Integral 6. C. Maria Augusta Querubim. Vera Lucia Martins Sette Coordenação da elaboração dos materiais de apoio ao Programa Ensino Integral Valéria de Souza Apoio técnico e pedagógico Marilena Rissutto Malvezzi Equipe Técnica Maria Silvia Sanchez Bortolozzo (coordenação). Elaine Aparecida Barbiero. No entanto. Micheletti Neto. Valéria de Souza. Maíra Batistoni e Silva. João Carlos Miguel Tomaz Micheletti Neto. Cecília Dodorico Raposo Batista.3:806. Vera Lucia Martins Sette GESTÃO DO PROCESSO DE PRODUÇÃO EDITORIAL 2014 FUNDAÇÃO CARLOS ALBERTO VANZOLINI Presidente da Diretoria Executiva Mauro de Mesquita Spínola Vice-Presidente da Diretoria Executiva José Joaquim do Amaral Ferreira GESTÃO DE TECNOLOGIAS EM EDUCAÇÃO Direção da Área Guilherme Ary Plonski Coordenação Executiva do Projeto Angela Sprenger e Beatriz Scavazza Gestão da Produção Editorial Luis Marcio Barbosa e Renata Simões Equipe de Produção Editorial: Guiomar Milan (coordenação). Beatriz Fonseca Micsik. textos. São Paulo I.indd 69 27/10/14 14:19 . ISBN 978-85-7849-697-5 1. Lamas. Rudella Tonidande Preparação acadêmica Marcelo Camargo Nonato Projeto de vida – Ensino Fundamental – Anos Finais Isa Maria Ferreira da Rosa Guará e Maria Elizabeth Seidl Machado Projeto de vida – Ensino Médio Isa Maria Ferreira da Rosa Guará e Maria Elizabeth Seidl Machado Protagonismo juvenil Daniele Próspero e Rayssa Winnie da Silva Aguiar Química: atividades experimentais e investigativas Hebe Ribeiro da Cruz Peixoto e Maria Fernanda Penteado Lamas Robótica – Ensino Fundamental – Anos Finais Alex de Lima Barros Robótica – Ensino Médio Manoel José dos Santos Sena Tutoria e orientação de estudos Jacqueline Peixoto Barbosa e Sandra Maria Fodra Cadernos do Aluno Projeto de vida: atividades de sala de aula – Ensino Fundamental – Anos Finais Isa Maria Ferreira da Rosa Guará. Ricardo Rechi Aguiar e Yassuko Hosoume Manejo e gestão de laboratório: guia de laboratório e de descarte Solange Wagner Locatelli Matemática: atividades experimentais e investigativas – Ensino Fundamental – Anos Finais Maria Silvia Brumatti Sentelhas Matemática: atividades experimentais e investigativas – Ensino Médio Ruy César Pietropaolo Pré-iniciação Científica: desenvolvimento de projeto de pesquisa Dayse Pereira da Silva e Sandra M. VII. Maria Fernanda Penteado Lamas e Yassuko Hosoume Física: atividades experimentais e investigativas Eugênio Maria de França Ramos. Atividade prática 4. Avaliação da aprendizagem e nivelamento Zuleika de Felice Murrie Formação das equipes do Programa Ensino Integral – Vol. Maria Elizabeth Seidl Machado. Maria Fernanda Penteado Lamas.

indd 70 27/10/14 14:19 .AnotAções 70 CIÊNCIAS.

indd 71 27/10/14 14:19 .Ciências Físicas e Biológicas: Atividades Experimentais e Investigativas AnotAções 71 CIÊNCIAS.

AnotAções 72 CIÊNCIAS.indd 72 27/10/14 14:19 .