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PROJETO MEMÓRIAS DO COMÉRCIO EM SÃO PAULO: NOVOS OLHARES

COMÉRCIO E CIDADE: UMA RELAÇÃO DE ORIGEM
Heliana Comin Vargas1

Em uso arcaico, o significado da palavra comércio refere-se à troca de ideias,
opiniões e sentimentos2, pois a troca da qual o comércio é decorrência está na origem
das relações humanas. Diferenciando-se do comércio pela ausência de um interesse
econômico explícito, respondeu pelas mais diversas intenções que vão desde a
aproximação entre grupos, troca de favores, confraternização e demonstração de
poder, criando, pelo ato de dar e receber, um vínculo que, com o tempo, se
transformaria no contrato, quando o interesse econômico assume o seu lugar e cria o
comércio. Ou seja, no comércio existe uma intenção de acúmulo de moeda pela troca,
ao mesmo tempo em que existe um equilíbrio na relação entre vendedor e comprador.
A troca só se realiza porque existe a necessidade ou o desejo do bem, levando, assim,
à busca de uma real satisfação quando a troca se conclui. Aliás, uma boa negociação é
aquela em que ambos os envolvidos (vendedor e comprador) saem satisfeitos.
O caráter social da atividade de troca e, consequentemente do comércio,
aparece imediatamente quando, para a troca se realizar, existe a necessidade do
encontro, envolvendo além das mercadorias, a troca de ideias, palavras, experiências e
sensações que fazem parte do encanto do consumo, pois o ato da troca pressupõe a
conversa, ainda que virtual, para que o negócio seja efetivado.
Para além da troca de ideias, alguns estudos3 induzem à suposição de que o
contexto favorável para o nascimento filosófico-científico, que teve como berço as
cidades gregas (Tales de Mileto e sua escola), contrapondo-se ao pensamento mítico,
foi decorrência das atividades políticas mais intensas, assim como das trocas
comerciais lá desenvolvidas. O caráter pragmático da atividade comercial secundariza
as tradições míticas e religiosas, na medida em que as confronta, relativizando-as e
revelando suas origens culturais. Também pelo comércio, as cidades gregas,
diferentemente das romanas, estimulavam o convívio de culturas diversas com suas
diferentes línguas, tradições, cultos e mitos, exercendo um domínio pacífico, capaz de
helenizar o mediterrâneo com a sua cultura, difundida por meio do comércio.4
A busca por harmonizar as relações em benefício do comércio também
responderam pela criação de inúmeros códigos civis, como o de Hamurabi, na
Mesopotâmia, e o dos Hititas, na Capadócia, que nada mais foram do que códigos
mercantis com regras de posturas e comportamentos sociais.
Para além desse caráter social e de facilitação das relações humanas, o
comércio também vai responder às necessidades de abastecimento das populações
não autossuficientes, principalmente as urbanas, fazendo nascer o lugar do mercado.

Este texto integra o livro Memórias do Comércio Paulista: Guia de Acervo, produzido pelo Projeto
Memórias do Comércio, idealizado pelo Sesc São Paulo e executado pelo Museu da Pessoa, em 2012

5 A origem do mercado está. e é esse fluxo espontâneo ou gerado que define o lugar do mercado e o melhor ponto para o negócio. O pouco prestígio das atividades terciárias. ao observar a atividade comercial nas cidades. com a aceitação do lucro pela reforma religiosa e com a valorização do trabalho em relação ao ócio é que o olhar para a atividade comercial assume outra condição. pela grande resistência encontrada entre estudiosos e pesquisadores de adentrarem essa “compulsiva” área do conhecimento. O mais influente expoente da doutrina Este texto integra o livro Memórias do Comércio Paulista: Guia de Acervo. Somente a partir do século XVI. que a carência de estudos sistemáticos sobre o comércio é maior. etimologicamente a palavra negócio (o comércio. que podiam se dedicar à filosofia e ao governo. preferências por cores. habilidades contábeis. estudar o comércio nos oferece a possibilidade de compreender as sociedades que o praticam. em parte. Nesse sentido. tudo o que não pertencia às atividades de ócio eram negadas (negócio) e consideradas atividades menos dignas e menos nobres. nas quais se incluem o comércio e os serviços varejistas. na Antiguidade Clássica. isto é. o ideograma que representava mercado era um Y.6 Essa condição de atividade social e de abastecimento relaciona a atividade comercial com o cotidiano das pessoas. Ironicamente. sabores. capacidade de organização e objetividade. com a ascensão da classe burguesa. suas bases culturais. o que indicava o encontro de duas linhas ou rotas. o trabalho manual. em 2012 .7 Segundo Souza8. uma relação umbilical. Seja por sua caracterização como atividade indigna. Desde os sumerianos. negação do ócio. valorizando a atividade refere-se à “douceur du commerce”. perceber o seu dinamismo e vitalidade. Um vocábulo que entrou em moda a partir do final do século XVII. capacidade inventiva e criativa. no ponto de encontro de fluxos de indivíduos que traziam seus excedentes de produção para a troca. É possível conhecer seu modo de vida. produzido pelo Projeto Memórias do Comércio. ou seja: os produtos que fabricam e consomem. normalmente localizados em pontos equidistantes dos diversos centros de produção ou em locais estratégicos do ponto de vista da navegação ou da existência de água. com a importância crescente do comércio externo para a riqueza das nações. o ócio era privilégio das classes bem-nascidas. enfim. Como. portanto. o negócio) surgiu como oposição ao conceito de ócio decorrente de sua concepção grega neg-otium. odores. e o preconceito sobre elas que esteve fortemente presente respondem. Também é possível. tecnologias envolvidas. seja pela não compreensão da sua capacidade de geração de riqueza. é justamente nessa sua relação com a cidade. seja pela desconsideração da sua condição de atividade de cunho social. uma relação de origem.PROJETO MEMÓRIAS DO COMÉRCIO EM SÃO PAULO: NOVOS OLHARES A necessidade do encontro para a troca se realizar pressupõe a existência de fluxo de pessoas. na Mesopotâmia. idealizado pelo Sesc São Paulo e executado pelo Museu da Pessoa. pois a retração ao consumo em tempos difíceis manifesta-se imediatamente sobre o comércio.

Marie André Prost.. idealizado pelo Sesc São Paulo e executado pelo Museu da Pessoa.PROJETO MEMÓRIAS DO COMÉRCIO EM SÃO PAULO: NOVOS OLHARES do “doux commerce” foi Montesquieu. principalmente no cenário nacional. Willian Davidson. Com alguns desdobramentos no Brasil. a atividade comercial assume novamente um papel secundário na economia. interessados nas questões locacionais das atividades econômicas nas quais o comércio também aparecia. a reboque do setor industrial.10 Situação que perdurará por quase todo o século XX. Michel Rochefort. Philip Kotler. existe o comércio − e onde quer que exista o comércio. em que se destacam. Manoel Correia de Andrade. a partir de 1970. os trabalhos de Gilda Collet Bruna e Alberto de Oliveira Lima Filho. pois o ponto principal era o desenvolvimento econômico que tinha como foco o setor industrial. refletindo-se no pouco interesse dos estudos acadêmicos sobre o comércio.”9 No entanto. com o advento das revoluções industriais – têxtil. pode-se dizer que o estudo do terciário (comércio e serviços varejistas) foi uma área desenvolvida predominantemente por geógrafos e economistas.. Heliana Comin Vargas11 e Anita Kon. O comércio. Brian Berry. Michel Porter. E. Etienne Dalmasso. ao mesmo tempo em que passa a prescindir do espaço físico. tendo como precursores. os costumes são polidos. por sua vez. com a saturação do mercado internacional e a mudança do sistema de produção fordista para a produção flexível. encontram-se os estudos de Roberto Lobato Correa. A partir de então. entre 1930 e 1950. vai Este texto integra o livro Memórias do Comércio Paulista: Guia de Acervo. a partir do final do século XVIII. Além disso. em 1966 começam a surgir trabalhos nessa área. Inicialmente. os estudos sobre o varejo passaram a se direcionar para a compreensão do mercado. com o crescimento da produção industrial. toda uma série de novas necessidades vai ser criada para manter a produção ativa em função da dinâmica do consumo. em 2012 . Walter Christaller. seguidos na década de 1960 e 1970 por François Perroux. Milton Santos. o comércio recupera a sua primazia e o processo de terciarização das grandes cidades se intensifica. onde quer que os costumes sejam polidos (moeurs douces). o Shopping Iguatemi. vai se virtualizar. embora mais focados nos estudos de rede urbana e sua hierarquia. Tendo em vista o surgimento do primeiro shopping center no Brasil.) é quase uma regra geral que. produzido pelo Projeto Memórias do Comércio. Pedro Geiger. do carvão e do aço e. com a revolução tecnológica –. No Brasil é possível identificar o início de uma preocupação com o setor terciário. que aparece na passagem do L’espirit des lois: “(. Na década de 1960 e 1970. A forma de comerciar e a sofisticação de suas técnicas vão responder pela melhor colocação dos produtos industriais. mas ainda bem distante das questões territoriais e urbanas. concomitantemente com o avanço das comunicações e transportes. Paulo Roberto Haddad. abrindo espaço para o campo da administração e do marketing onde surgem nomes como Richard Nelson. Willian Applebaum. entre outros. Willian Reilly e August Losch. mais fortemente a partir do início do século XX.

pois a indústria fordista. e de sua verificação empírica localmente realizada. roubaram a cena dos demais setores da economia urbana. foi necessário esperar mais de uma década para o tema assumir papel relevante nos meios acadêmicos. em 2012 . principalmente depois do trabalho de Saskia Sassen13. no âmbito dos estudos urbanos. cultura. idealizado pelo Sesc São Paulo e executado pelo Museu da Pessoa. e Johann Geist. sem a devida compreensão da composição. produzido pelo Projeto Memórias do Comércio. é claro.12 Posteriormente. No entanto. principalmente. Este texto integra o livro Memórias do Comércio Paulista: Guia de Acervo. que só recentemente começaram a surgir. sobre as arcadas comerciais. No contexto internacional. estrutura. para manter as taxas de retorno. alimentação etc. exigem estudos sobre os espaços terciários e sua localização de forma mais sistemática e intensa. dos estudos sobre comércio e cidade. diversão. Sem falar. terciário. O quadro a seguir dá uma ideia da complexidade dos estudos do comércio e serviços varejistas e sua amplitude em termos de áreas do conhecimento com as quais estabelece forte interface. considerado o pai dos shopping centers. devidamente integrada com as demais (lazer. e o avanço do apelo ao consumo de produtos e de lugares. A ausência de compreensão do significado dos novos produtos e serviços. embora. dos poucos estudos sobre arquitetura comercial.PROJETO MEMÓRIAS DO COMÉRCIO EM SÃO PAULO: NOVOS OLHARES precisar retornar às suas origens como atividade social. ainda. intensificado pela necessidade de ampliar o mercado consumidor e pelo crescimento da atividade turística e de lazer como forte atividade motriz da economia. terciarização e desindustrialização passaram a ser temas discutidos em maior profundidade. no Brasil.). quer indivíduos (consumidores). quer empresas. discutindo espaços comerciais. domínio e localização do terciário. na sua interação com os demais atores. é importante mencionar trabalhos pioneiros na área de arquitetura e urbanismo como os de Victor Gruen. sua opulência e impactos ambientais. David Gosling.

com um enfoque mais voltado à área de administração e marketing. Muitos deles trabalham fundamentalmente aspectos negociais e mercadológicos do varejo.PROJETO MEMÓRIAS DO COMÉRCIO EM SÃO PAULO: NOVOS OLHARES Fonte: A partir de VARGAS. Memorial para concurso de professor Titular. 2002 Fora do Brasil. idealizado pelo Sesc São Paulo e executado pelo Museu da Pessoa. Holanda. Grupos como Union Géographique Este texto integra o livro Memórias do Comércio Paulista: Guia de Acervo. Heliana Comin. como. em Eindhoven. com cursos de pós-graduação lato e stricto sensu. formada em 1990. na França. como o European Institute of Retailing and Services Studies (EIRASS). interessada em desenvolvimento de pesquisa e ensino. por exemplo. em 2012 . várias universidades. na Harvard Design School. São Paulo: FAU-USP. e a European Association for Education and Research in Commercial Distribution (EAERCD). produzido pelo Projeto Memórias do Comércio. Esses grupos de pesquisa realizam congressos e seminários em que são apresentadas pesquisas ou experiências nessa área do conhecimento. possuem núcleos de pesquisa em “Retailing and Services Studies”.

exigem maior atenção dos estudos urbanos. na Unesp de Rio Claro. Marcel Mauss. basicamente. idealizado pelo Sesc São Paulo e executado pelo Museu da Pessoa. despontam em outras partes do país. indo em busca das origens do ato de consumir e seus desdobramentos. origens e destinos. em Portugal e um grupo de pesquisadores na Universidade de Lisboa liderados pelos professores Tereza Barata Salgueiro e Herculano Alberto Cachinho. o NECC. A The Association of Business Historians (ABH) e o Centre for the History of Retailing and Distribution (Chord). oferece-se como fonte importante de pesquisa. A sociedade capitalista contemporânea transformou o comerciante. Por aqueles que vivenciaram as dificuldades e as oportunidades num contato direto entre o produto. Outro centro com estudos na área do planejamento urbano é o URB&COM. o produtor e o Este texto integra o livro Memórias do Comércio Paulista: Guia de Acervo. Nesse sentido. na FEA-USP. o qual passa a inventar as mais diversas fórmulas para garantir o consumo. Guy Debord. liderado pela autora deste artigo. existe o Provar. junto ao departamento de Arquitetura e Planejamento liderado por Corinna Morandi. estão voltados aos aspectos históricos do comércio e consumo. em 2012 . mas mais focados na gestão de centro de cidades. ou seja. agora já surgindo a participação dos profissionais da Arquitetura e Urbanismo. centrado nas questões do comércio e cidade e da arquitetura dos espaços comerciais. para citar apenas alguns. na FAU-USP. produzido pelo Projeto Memórias do Comércio. da sociologia e da antropologia.PROJETO MEMÓRIAS DO COMÉRCIO EM SÃO PAULO: NOVOS OLHARES Internationale (UGI) que é. uma associação de geógrafos. também existe um núcleo de estudos de localização varejista. conduzido pela professora Silvana Pintaldi. A necessidade de territorializar essa atividade econômica. Na mesma direção. Inglaterra. A questão do consumo extrapola a questão do “ter” enquanto suprimento e aumento do bem-estar e conforto. a história contada por quem a pratica. na FGV. voltado aos aspectos administrativos das empresas varejistas liderado pelo professor Claudio Fellisoni. principalmente no Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Esse consumo exacerbado reforça o interesse de estudiosos de outras áreas do conhecimento como forma de entendimento da sociedade atual. regional e nacional. Wolverhampton. Principalmente porque essa possibilidade se apresenta como uma versão da história contada a partir de quem dela tem participado. Jean Baudrillard. a importância da atividade de distribuição e abastecimento no desenvolvimento local. onde as atividades de lazer. recreação e cultura assumem o posto principal dos desejos de consumo. cede lugar ao ter efêmero. o advento da atividade turística vista como a “salvadora“ das economias locais. tendo como referência estudos clássicos como os de Thorstein Veblen. para além da sua função de distribuidor. estudos que retratam a atividade comercial acontecendo. e. No Brasil. Walter Benjamin. alguns embriões de núcleos comerciais. O aumento da intensidade dos fluxos das mais diversas naturezas. Henry Lefebvre. existem o Observatório do Comércio. Laboratório de Urbanistica e Commercio do Politecnico di Milano. tem conduzido à necessidade de compreensão das mudanças decorrentes da emergência de novas atividades e novos hábitos. Recupera trabalhos da área da história. à descartabilidade e adentra o campo do “experienciar”. Charles Baudelaire. o Laboratório de Comércio e Cidade. Fernand Braudel. analisando suas demandas e impactos socioeconômicos e ambientais. em propagandista da produção. onde o comércio aparece como tema de maior interesse. preocupa-se com a questão territorial do comércio.

pois. como indica o título do presente artigo. cit. Rio de Janeiro: Zahar.A. adentrando o campo das atividades de recreação e lazer. 1994. 1992. É preciso conhecer a história também por quem a faz e não apenas por quem a observa ou escreve sobre ela. ter o registro de fatos do início do século XX − como se nos oferece a coletânea Memória do Comércio de São Paulo −. Danilo. na Academia Internacional de Meio Ambiente. de Lúcia Campello. Dissertação de mestrado – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo. Trad. 3 MARCONDES. 1985. Um estudo que registre a vida de comerciantes contada por eles mesmos. 1997. de Neil R. Lewis. 4ª ed. idealizado pelo Sesc São Paulo e executado pelo Museu da Pessoa. num momento em que a cidade de São Paulo assumia a condição de primeira cidade do país. Localização estratégia ou estratégia na localização. em 1982. O lugar. 8 SOUSA. Heliana Comin. São Paulo: SENAC. É preciso ir além das informações teóricas da academia. Barcelona: Bosch. 2001. 6 VARGAS. Belo Horizonte: Itatiaia. e economista pela PUC-SP. São Paulo. 1 Heliana Comin Vargas graduou-se arquiteta e urbanista pela FAU/USP. Trad. 4 VARGAS. Antonio Alvarez. Este texto integra o livro Memórias do Comércio Paulista: Guia de Acervo. USP. é sem dúvida uma enorme contribuição para as pesquisas urbanas que vão além da história do comércio. produzido pelo Projeto Memórias do Comércio. Alberto. É especialista em estudos de dinâmica e economia urbanas. 2ª ed. 1965. Rio de Janeiro: Paz e Terra. No caso do Estado de São Paulo. 5 MUMFORD. As paixões e os interesses: argumentos políticos para o capitalismo antes de seu triunfo. 7 VARGAS. que costumam retratar a vida e a ação dos dominadores. em 1974. op. 2001. A importância das atividades terciárias no desenvolvimento regional. 1992. informa uma série de coisas sobre o cotidiano do cidadão comum. São Paulo: FAU-USP. 59 pág. S. É mestre (1986) e doutora (1993) em Arquitetura e Urbanismo pela FAU-USP. da Silva. Heliana Comin. Heliana Comin. op. É professora Titular da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Espaço terciário.. em 1996. “comércio e cidade: uma relação de origem”. 10 VARGAS. 11 VARGAS. El ocio turístico em las sociedades industriales avanzadas. contados por pessoas que ajudaram a construí-los (filhos e netos). a arquitetura e a imagem do comércio. cultura e turismo.PROJETO MEMÓRIAS DO COMÉRCIO EM SÃO PAULO: NOVOS OLHARES consumidor. Casa editorial. 1987. com foco no setor terciário e com ênfase nas atividades de comércio e serviços varejistas. Iniciação à história da filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein. 9 HIRSCHMAN. Harlow: Longman. cit. em 2012 . Departamento de Projeto. Cursou pós-doutorado em Formação de Lideranças para o Planejamento Ambiental em Genebra. junto ao grupo de disciplinas de Planejamento Urbano e Regional. A cidade na história. 1979. não reveladas pela história escrita pelos detentores do poder. 2 LONGMAN Dictionary of Contemporary English.

São Paulo: Studio Nobel. idealizado pelo Sesc São Paulo e executado pelo Museu da Pessoa. Cit. em 2012 . op. As cidades na economia mundial. Saskia. 2001. 1998. 13 SASSEN. produzido pelo Projeto Memórias do Comércio.PROJETO MEMÓRIAS DO COMÉRCIO EM SÃO PAULO: NOVOS OLHARES 12 Para saber mais sobre espaços comerciais. veja VARGAS. Este texto integra o livro Memórias do Comércio Paulista: Guia de Acervo.