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UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA

NÚCLEO DE EDUCAÇÃO
CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA

INCLUSÃO DOS PORTADORES DE NECESSIDADES
EDUCATIVAS ESPECIAIS NO ENSINO REGULAR NO
CONTEXTO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS EDUCACIONAIS

PORTO VELHO
2009

UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA
NÚCLEO DE EDUCAÇÃO
CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA

INCLUSÃO DOS PORTADORES DE NECESSIDADES
EDUCATIVAS ESPECIAIS NO ENSINO REGULAR NO
CONTEXTO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS EDUCACIONAIS

MARCIANITA PEDRI VALENÇA

PORTO VELHO
2009

MARCIANITA PEDRI VALENÇA

INCLUSÃO DOS PORTADORES DE NECESSIDADES
EDUCATIVAS ESPECIAIS NO ENSINO REGULAR NO
CONTEXTO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS EDUCACIONAIS

Monografia apresentada ao
Departamento Acadêmico, da
Universidade Federal de
Rondônia, como requisito
final para obtenção da
graduação em Educação
Física.

Orientador:Professor Especialista Daniel Oliveira de Souza

Porto Velho
2009

INCLUSÃO DOS PORTADORES DE NECESSIDADES
EDUCATIVAS ESPECIAIS NO ENSINO REGULAR NO
CONTEXTO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS EDUCACIONAIS
Marcianita Pedri Valença

Esta monografia foi julgada e aprovada para obtenção da Graduação em
Educação Física, da Universidade Federal de Rondônia.

Professor(a): Daniel Oliveira de Souza

Banca Examinadora

Professor (a):_____________________________

Professor (a):_____________________________
Professor Mestre Ricardo Faria Santos Canto

Porto Velho
2009

A Deus e a minha família, por me
darem força e coragem para
prosseguir nesta longa caminhada.

. ao meu orientador Daniel Oliveira de Souza. a Deus e a minha família. aos professores. contribuindo para o meu crescimento intelectual.A todas as pessoas que estiveram sempre ao meu lado.

inclusive. porém. 1979). os obstáculos são tão grandes que a distância a percorrer será enorme.“Diferentes obstáculos em sua caminhada na direção deste objetivo e que para alguns. . qualquer progresso é significativo”. Relatório Warnock (Grã-Bretanha. Neles.

................................................................2 CARACTERÍSTICA DA PESQUISA..............................3 Da Interação Escolar A Educação Inclusiva.........................................................................................................APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS.......2..................20 2........ INTRODUÇÃO.....................1.........1...............18 2.......................................................................................................2...................................08 2.......... 1 A CONSTITUIÇÃO FEDERAL...............................................................01 1...............02 1...................24 3......................................................................................................................................2..2.........29 4.1 Geral...........................................2 A LDBEN.......................................05 2......1 DELIMITAÇÃO DO ESTUDO......................................................................................................................................................................................3 A Educação Especial e Sua História No Brasil... REFERENCIAL TEÓRICO ..........................................................1 Justificativa ........................................................................................2..04 2..................02 1.....2 Específicos..................29 4..........1.....4 A Educação Especial Na Atualidade.................1CONTEXTUALIZANDO A EDUCAÇÃO INCLUSIVA NO BRASIL.................................................................06 2.................13 2....................................................25 3..........................1 Diversidade na Escola...............................................................................................................................03 2.... a Educação Especial e o Atendimento Educacional Especializado...............30 ......... METODOLOGIA.....................27 4 ......................................................1...........24 3..............2.............................................02 1...22 3......................4 INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS................................................2 NECESSIDADES ESPECIAIS..............................04 2..................................... APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS OBTIDOS ATRAVÉS DE FORMULÁRIO.............................3 ETAPAS DA PESQUISA..........................................25 3....18 2.... OBJETIVOS......................3 QUESTÕES DE PESQUISA.............1.2...............01 1.................................................................................SUMÁRIO RESUMO 1......2 Das Necessidades Educacionais Básicas Às Necessidades Educacionais Especiais.................................APRESENTAÇÃO DOS DADOS OBTIDOS ATRAVÉS DE QUESTIONÁRIO.......................

...............................................37 6...............1 CONCLUSÕES................................................................................................35 5.................................................45 ............. ANÁLISE DOS DADOS LEVANTADOS.......................................................................................... REFERÊNCIAS............................... CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES...................4............35 5...........3......40 ANEXOS ......2 RECOMENDAÇÕES......................................................................................................31 5...................

..............................................................29 TABELA 2: QUANTIDADE POR SEXO............30 ........................29 TABELA 4: QUANTIDADE POR TITULAÇÃO..................................................................29 TABELA 3: QUANTIDADE POR IDADE.................................................................LISTA DE TABELAS TABELA 1: QUANTIDADE DO CORPO DOCENTE.

para que no cruzamento e tratamento dos dados obtidos fosse possível encontrar respostas às perguntas que motivaram o presente estudo. constatou-se que houve uma grande evolução na Educação Inclusiva. . Unitermos: Educação Inclusiva. mas. conclui-se que a INCLUSÃO DOS PORTADORES DE NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS NO ENSINO REGULAR NO CONTEXTO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS EDUCACIONAIS evolui. com o propósito de verificar como a educação especial evoluiu. as Políticas Públicas afins com o tema. o despreparo e o desconhecimento. como foram inseridas no ensino regular. fazem com que as ações existentes quase estagnem pela falta de recursos e interesse dos meios políticos. no entanto. O estudo foi bibliográfico. em relação às leis determinadas e sancionadas. etc. Utilizou-se no estudo autores previamente selecionados para este trabalho. as leis e normas que amparam os portadores de necessidades educativas especiais.RESUMO A pesquisa abordou o tema "INCLUSÃO DOS PORTADORES DE NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS NO ENSINO REGULAR NO CONTEXTO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS EDUCACIONAIS". Após a conclusão das leituras e da pesquisa de campo. Necessidades Educativas Especiais. a formação dos professores. uma série de questionamentos que condizem com a educação inclusiva. Buscou-se conhecer e pesquisar sobre a Educação Especial. enfim. as Necessidades Educativas Especiais. ainda necessita de uma série de inovações e responsabilidade por parte do poder público e dos demais envolvidos. com delineamento exploratório. Portanto. Políticas Públicas.

the Special Needs Education. so that the crossing and processing of data was possible to find answers to questions that motivated this study. . but still requires a number of innovations and accountability by the public administration and other involved. laws and standards that protecting the carriers of special needs education. and so on. the Public Policy with a view of the subject. a series of questions that match the inclusive education. It was used in the study authors previously selected for this work. with exploratory design. Special Educational Needs. finally.ABSTRACT The research addressed the theme "Inclusion of individuals with SPECIAL NEEDS EDUCATION IN REGULAR EDUCATION POLICY IN THE CONTEXT OF PUBLIC EDUCATION" in order to see how the special education evolved. however. make the existing shares almost flat by lack of resources and interest in political circles. Key words: Inclusive Education. Upon completion of the readings and field research. It was concluded that the inclusion of individuals with SPECIAL NEEDS EDUCATION IN REGULAR EDUCATION POLICY IN THE CONTEXT OF PUBLIC EDUCATION moves in relation to certain laws and punished. The study was bibliographic. teacher training. they were placed in regular education. The aim was to know and search on Special Education. the unpreparedness and ignorance. it was found that there was a big change in Inclusive Education. Public Policy.

2003). desde o final da década de cinqüenta. os desafios a enfrentar são inúmeros e toda e qualquer investida no sentido de ministrar um ensino especializado aos alunos dependem de se ultrapassarem as condições atuais de estruturação do ensino escolar para deficientes.1. na maioria dos casos. 2005). na seriação dos níveis de ensino. acesso 2008). não tem nada a oferecer a essas pessoas "diferentes". (MENDES. capaz de diminuir o índice de evasão e repetência escolar. (MAZZOTTA. tem sido vista como uma parte indesejável e. que fogem às regras tradicionais do jogo educacional. 1. até os dias atuais. jovens e adultos com deficiência. A evolução das idéias e práticas relativas aos serviços para pessoas com deficiência e. ainda fortemente calcadas na linearidade do pensamento. atribuída como assistência aos deficientes e não como educação de alunos que apresentam deficiência. . no primado racional e da instrução. a inclusão também implica a fusão do ensino regular com o especial e em opções alternativas/aumentativas da qualidade de ensino para os aprendizes em geral (CASTRO. INTRODUÇÃO A Educação Especial na política educacional brasileira. de aceitação. Conforme Mantoan (1997).1. século passado. muitas vezes. As escolas especiais têm papel fundamental no desenvolvimento de crianças. JUSTIFICATIVA Como toda inovação. que necessitam de estímulos diferentes. na transmissão dos conteúdos curriculares. elas oferecem atendimento especializado. de adaptações. pois. a inclusão implica em mudanças de paradigma. a inserção escolar. especialistas. Entre outras inovações. diferente de escolas regulares. No Brasil. de conceitos e posições. é grande a falta de atendimento adequado às necessidades escolares de crianças com dificuldades de aprendizagem. que. colocam inúmeras questões aos educadores.

2. OBJETIVOS 1. com vistas ao exercício da cidadania. tanto a nível nacional como comunitário para que se obtenham recursos adicionais e para que se reempregue os recursos já existentes. no contexto das políticas públicas educacionais. 1. à implementação imediata de políticas que garantam a educação inclusiva nos sistemas educacionais. auxiliar professores. O desenvolvimento de escolas inclusivas como o modo mais efetivo de atingir a educação para todos deve ser reconhecida como uma política governamental chave e dado o devido privilégio na pauta de desenvolvimento na nação. Específicos • Conhecer as leis e normas existentes sobre o tema proposto. Mudanças nas políticas e prioridades podem acabar sendo inefetivas a menos que um mínimo de recursos requeridos seja providenciado. que deve se realizar transversalmente. 1999).1.A Lei de Diretrizes e Bases (LBD/96). escolas e a sociedade em geral. Geral Fixamos como objetivo geral desse trabalho.2. trata a Educação Especial como uma modalidade de educação escolar voltada para a formação do indivíduo. Ao mesmo tempo em que as comunidades devem desempenhar o papel-chave de desenvolver escolas inclusivas. 1. apoio e encorajamento aos governos também são essenciais ao desenvolvimento efetivo de soluções viáveis (CASTRO. Somente desta maneira que os recursos adequados podem ser obtidos.2. . estudar e analisar as leis e normas que visam a inclusão dos portadores de necessidade educativas especiais no ensino regular. O compromisso político é necessário. permeando a todos os níveis e demais modalidades de ensino nas instituições escolares. a fim de.2.

1. os PNEE? E) A formação do corpo docente é adequada a esse tipo de educação? O que falta? F) Qual é o papel da família nesse contexto? .3 QUESTÕES DE PESQUISA Além de estabelecer o objetivo geral e os específicos. oferecendo-lhes os meios para desenvolvê-las ao máximo. • Apontar potencialidades do educando com necessidades educativas especiais.• Levantar junto ao corpo docente questões que elucidem o seu papel na educação dos PNEE. algumas questões de pesquisa devem ser levadas em consideração para o bom desempenho da pesquisa: A) Quais são as Leis e Normas que garantem e Educação Inclusiva aos Portadores de Necessidades Educativas Especiais? B) O modelo de educação no Brasil está preparado para suprir as necessidades dos alunos Portadores de Necessidades Educativas Especiais? C) As escolas brasileiras estão equipadas adequadamente para essa Inserção desses alunos? D) O ensino regular está preparado para receber em “igualdade”.

2. discriminação e preconceito. O direito de todos à educação tem peculiaridades: não é qualquer tipo de acesso à educação que atende ao princípio da igualdade de acesso e permanência em escola (art. 206.o direito de todos a uma escola de todos e para todos. 2002). 208. é imprescindível conhecer o que nos move para apresentação desse trabalho . Esse trabalho busca distinguir inclusão dos portadores de necessidades educativas especiais no ensino regular. no contexto das políticas públicas educacionais. I. CF). mas principalmente. entre outros objetivos (art. CF).1 CONTEXTUALIZANDO A EDUCAÇÃO INCLUSIVA NO BRASIL Para tratar do tema desta formação. o seu direito à educação só estará totalmente preenchido: a) Se o ensino recebido visar ao pleno desenvolvimento da pessoa e ao seu acesso preparo para o exercício da cidadania. Ele também trata do sentido da Educação Especial. pois o grande dilema é saber em qual hipótese “tratar igualmente o igual e desigualmente o desigual”. à luz das nossas leis. 205. sem exclusões. principalmente. bem como a garantia de Ensino Fundamental obrigatório (art. fórmula proposta ainda na Antiguidade. uma das maiores preocupações é a aplicação eficaz do princípio da igualdade para se alcançar a justiça. 1991). CF). segundo os referenciais inclusivos da Educação. REFERENCIAL TEÓRICO 2. . (CANOTILHO. No campo jurídico. I. por Aristóteles (BINI. em se tratando de crianças a adolescentes. De acordo com Canotilho (2002). Essa não é uma tarefa simples.

eles desconsideram os requisitos que mencionam acima para esta. substituem totalmente o acesso a uma escola comum. Para os defensores desse tipo de ensino segregado.1. chamadas especiais ou especializadas. e como um dos seus objetivos fundamentais e promoção do bem de todos. c) Se tais estabelecimentos não forem separados por grupos de pessoas. A segunda faceta da Educação Especial é a que vem sendo bastante propagada pelos movimentos que defendem a inclusão escolar. 1997). 3º. raça. em caso do ensino básico superior. cor. ECA e normas infralegais). chamado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. II e III). 2. de Educação Especial. . LDBEN. inc. é a que levou à organização de escolas separadas.1 A Constituição Federal A Constituição Federal elegeu como fundamentos da República a cidadania e a dignidade da pessoa humana (art. e mais conhecida. quando na idade própria. pois. extraídos da Constituição e dos tratados e convenções internacionais pertinentes. voltadas apenas para pessoas com deficiências. O Atendimento Educacional Especializado. ou seja. em estabelecimentos oficiais comuns (BRASIL. ou seja. idade e quaisquer outras formas de discriminação (art. nos termos da Convenção relativa à Luta contra a Discriminação no campo do ensino (1960). o aluno ali matriculado está tendo acesso à educação. entre outras características. Essa segunda faceta é a do Atendimento Educacional Especializado como apoio e complemento. apresenta duas facetas. a freqüência a um mesmo ambiente por alunos com e sem deficiência. sem preconceitos de origem. nos termos da legislação brasileira de regência (CF. 1º. sexo. destinado a oferecer aquilo que há de específico na formação de um aluno com deficiência. sem impedi-lo de freqüentar. ambientes comuns de ensino. A primeira. inclusive a Declaração Universal de Direitos Humanos. nas quais normalmente se pode cursar a Educação infantil e o Ensino Fundamental.b) Se for ministrado em estabelecimentos oficiais de ensino.

em função das condições específicas dos alunos. Isso decorre do fato de que toda a legislação ordinária tem que estar em conformidade com a Constituição Federal. não podendo excluir nenhuma pessoa em razão de sua origem. Toda escola.) Garante ainda. nos artigos 205 e seguintes. O entendimento equivocado desse dispositivo tem levado à conclusão de que é possível à substituição do ensino regular pelo especial. deve atender aos princípios constitucionais. raça.inc. o direito à igualdade (art. sexo. 208. da pesquisa e da criação artística. segundo a capacidade da cada um” (art.2 A LDBEN. do direito de TODOS à educação. Portanto a Constituição garante a todos o direito à educação e ao acesso à escola. V). A interpretação a ser adotada deve considerar que essa substituição não pode ser admitida em qualquer hipótese. não for possível a sua integração nas classes comuns do ensino regular”(art. 206. ou serviços especializados. 2002). cor. 58 e os seguintes. reconhecida pelos órgãos oficiais como tal. expressamente. Especializado. “o Atendimento Educacional Especializado será feito em classes. acrescentando que o “dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de acesso aos níveis mais elevados do ensino. sempre que. Esse direito deve visar o “pleno desenvolvimento da pessoa. Além disso. elege como um dos princípios para o ensino. I). 205. 2008). 5º) e trata. a “igualdade de condições de acesso e permanência na escola” (art. seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho” (art. 59 § 2º).1. inc. a Educação Especial e o Atendimento Educacional Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDBEN – (art. idade. IV. escolas. assim. independentemente da idade da pessoa. A interpretação de um dispositivo legal precisa ser feita de forma que não haja contradições dentro da própria lei. 2. (BASTOS. .). deficiência ou ausência dela (CARVALHO.

Essa modalidade deve disponibilizar um conjunto de recursos educacionais e de estratégias de apoio aos alunos com deficiência. 1. de acordo com as necessidades de cada um. sem discriminações indevidas. removendo barreiras que impedem a freqüência desses alunos ás turmas comuns do ensino regular. 6º. Após tratar das etapas da educação básica. ensino fundamental Médio. A educação inclusiva garante o cumprimento do direito constitucional indisponível de qualquer criança ter acesso ao Ensino Fundamental. inclusive para os que a ele não tiverem acesso na idade própria (“. proporcionando-lhes diferentes alternativas de atendimento. Conforme o seu artigo 37. A educação básica.”.. É dever dos pais ou responsáveis efetuar a matrícula dos menores.. a partir dos 7 anos de idade. por sua vez. obrigatório e gratuito. não admitindo o oferecimento de Ensino fundamental em local que não seja escola (art. no Ensino Regular Fundamental. 4º. a educação escolar é composta pela educação básica e pelo ensino superior.“Art. a EJA é a modalidade destinada a jovens e adultos “que não tiveram . 2 – “Art. De acordo com o artigo 21. já que pressupõe uma organização pedagógica das escolas e práticas de ensino que atendam às diferenças entre os alunos.A Constituição define o que é educação. beneficiando a todos com o convívio e crescimento na pluralidade (MANTOAN. I) e também prevê requisitos básicos que essa escola deve observar (art. 205 e seguintes). “ A tendência atual é que o trabalho da Educação Especial garanta a todos os alunos com deficiência o acesso à escola comum. inc. é composta das seguintes etapas escolares: Educação infantil.)”. 2002). A LDBEN trata no seu título V “Dos níveis e das Modalidades de Educação e Ensino”. 206. a LDBEN coloca a educação de jovens e adultos – EJA – como a única que pode oferecer certificado de conclusão equivalente ao ensino Fundamental e/ou Médio. O dever do Estado com a educação escolar pública será efetivado mediante garantia de: I – Ensino fundamental.

essas escolas. não podem substituir. Em 1874 o Hospital Estadual de Salvador. Conforme a LDBEN. em seu artigo 60. já no século XIX. Portanto. mas complementar as escolas comuns em todos os seus níveis de ensino. hoje denominado Hospital Juliano Moreira. na Bahia. Atendimento Educacional Especializado. surdos. com seus níveis e etapas próprias.1. Sendo assim. está correto o entendimento de que a Educação Especial perpassa os diversos níveis de escolarização.acesso ou continuidade de estudos no Ensino Fundamental e Médio na idade própria”. . em tempos bastante tardios. Uma instituição especializada ou escola especial é reconhecida justamente pelo tipo de atendimento que oferece. Mazzotta (2003) cita que a inclusão da "educação de deficientes". A Educação Especial deve estar sempre presente na educação básica e superior para os alunos com deficiência que dela necessitarem. Tratava-se de assistência médica e não propriamente atendimento educacional. há registros de outras ações voltadas para o atendimento pedagógico ou médico-pedagógico aos deficientes. mas ela não constitui um sistema paralelo de ensino. da "educação dos excepcionais" ou da "Educação Especial" na política educacional brasileira vem a ocorrer somente no final dos anos cinqüenta e início da década de sessenta no século XX. No Segundo Império. afirma Mazzotta (2003). alguns brasileiros iniciaram. iniciou a assistência aos deficientes mentais. as instituições especializadas são aquelas com atuação exclusiva em Educação Especial. a organização de serviços para atendimento a cegos. deficientes mentais e deficientes físicos.3 A Educação Especial E Sua História No Brasil Inspirados em experiências concretizadas na Europa e Estadas Unidos da América do Norte. 2. ou seja. “para fins de apoio técnico e financeiro pelo Poder Público”.

no Rio de Janeiro. especializada em deficientes mentais. com atendimento a deficientes mentais. com atendimento a deficientes mentais. o Grupo Escolar Paula Soares. 'Tratamento e Educação das Crianças Anormais da Inteligência' e 'A Educação da Infância Anormal e das Crianças Mentalmente Atrasadas na América Latina'. em Canoas o Instituto Pestalozzi. de Campinas (SP). o importante livro do Professor Norberto de Souza Pinto. regular. de ensino regular particular fundado em 1909. que prestavam algum tipo de atendimento escolar especial a deficientes mentais. criado em 1926. de autoria do Professor Clementino Quaglio. o Colégio dos Santos Anjos. A Fundação Dona Paulina de Souza Queiroz. durante o 4° Congresso Brasileiro de Medicina e Cirurgia. particular. Em relação aos estabelecimentos de ensino regular. (MAZZOTTA.Em 1900. em Porto Alegre. . instalada em 1941. particular. E. o Dr. intitulado 'Infância Retardatária'. estadual. até 1950 havia quarenta instituições mantidas pelo poder público. (MAZZOTTA. sendo um federal e os demais estaduais. Por volta de 1915 foram publicados três outros importantes trabalhos sobre a educação de deficientes mentais: 'A Educação da Infância Anormal da Inteligência no Brasil'. Carlos Eiras apresentou a monografia intitulada: "A Educação e Tratamento Médico-Pedagógico dos Idiotas". Nesta mesma época. três instituições especializadas (uma estadual e duas particulares) atendiam deficientes mentais e outras oito (três estaduais e cinco particulares) dedicavam-se à educação de outros tipos de deficiências. 2003). estadual. As obras supracitadas deram início às pesquisas científicas e ao atendimento a pessoas com deficiência no país. no município de Joinville. especializada. 2003). obras de Basílio de Magalhães. As onze instituições especializadas destacavam-se: em Santa Catarina. a Escola Especial Ulisses Pernambucano. com atendimento a deficientes mentais. criadas em 1950. especializado em deficientes mentais. no Rio Grande do Sul. Lar-Escola São Francisco e Grupo Escolar Visconde de Itaúna. criado em 1927. do Rio de Janeiro. 2003). (MAZZOTA. de São Paulo. Na década de vinte.

ainda que com divergências e variações.RS. introduziu no Brasil a concepção da ortopedagogia das escolas auxiliares.SP. como internato especializado no atendimento de deficientes mentais. Em 1931-1932 quando foi criada outra classe especial estadual. pelo Instituto de Santa Terezinha em Campinas . (MAZZOTTA. oficinas e mantendo cursos para preparo de pessoal especializado. em 1942 e 1949. Inspirado na concepção da Pedagogia Social do educador suíço Henrique Pestalozzi. .IBC para cegos.O Instituto Pestalozzi de Canoas. pela Portaria Ministerial n° 504 de dezessete de setembro de 1949. o Instituto Pestalozzi do Rio Grande do Sul foi precursor de um movimento que. na Santa Casa de Misericórdia. Em São Paulo. uma Granja-Escola na Fazenda do Rosário. o centro que era em Porto Alegre . a Sociedade Pestalozzi de Minas Gerais instalou no município de Ibirité. em 1928 foi criado o Instituto de Cegos "Padre Chico". que em 1990 passou a chamar-se "Fundação Dorina Nowil" para cegos. criado por um casal de professores. 2003). de forma escolar. Em 1940. de acordo com Mazzotta (2003). e pela América do Sul.RS foi transferido para Canoas . (MAZZOTTA. O atendimento a deficientes físicos começou em São Paulo. 2003). porém em 1933 foi transferido para São Paulo. foi criado o Instituto Benjamin Constant . se expandiu pelo Brasil. O deficiente auditivo também passa a ser atendido no Brasil com maior qualidade. nos arredores de Belo Horizonte. na Escola Mista do Pavilhão Fernandinho. trabalhos artesanais. 2003). (MAZZOTTA. 2003). européias. Após. Eles publicavam a revista brasileira para cegos a qual passou a ser distribuída gratuitamente as pessoas cegas que solicitassem. que funcionava como modalidade de ensino hospitalar e em 1982 passaram a funcionar no Hospital Central da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. com dez classes especiais estaduais administrativamente classificadas como Escolas Isoladas sob a Jurisdição da 13° Delegacia de Ensino da Capital. proporcionando experiências em atividades rurais. no Rio de Janeiro. Em 1927. (MAZZOTTA.

onde instalou o Centro de Treinamento Profissional. Em quinze de março de 1990 as atribuições relativas à Educação Especial passaram a ser da Secretaria Nacional de Educação Básica . 2003). visando à sua participação progressiva na comunidade. Observa-se que o órgão foi criado com a finalidade de incluir todas as deficiências no atendimento escolar desde a pré-escola até o superior incluindo até mesmo o ensino supletivo. conforme Mazzotta (2003. 2003). Conforme Mazzotta (2003. (MAZZOTTA. superior e supletivo. políticos e científicos que orientam a Educação Especial. físicos. Que. p. 2003).SNEB. p. Em 1957. 56).No período de 1951 a 1953 passou a realizar cursos de formação de professores em convênio com o Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos INEP. Em 1975. (MAZZOTTA. (MAZZOTTA. abrangendo todas as deficiências. em vinte e nove de outubro. concebendo a CENESP (Centro Nacional de Educação Especial). Em 1973. para os deficientes da visão. através de convênios realizados com o governo consegue-se recursos para iniciar-se uma biblioteca. mentais. coordenando e planejando o desenvolvimento da Educação Especial no Brasil. portadores de deficiências múltiplas. realizado pela Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro. da audição. o artigo 2° declara que: O CENESP tem por finalidade planejar. por ato do Presidente Médici a APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) do Rio de Janeiro recebeu em comodato. uma área na rua Prefeito Olímpio de Melo. coordenar e promover o desenvolvimento da Educação Especial no período pré-escolar. Neste período até 1993 iniciaram-se as oficinas em âmbito nacional para o atendimento educacional de crianças com deficiências mentais. promovendo. 59): . educandos com problemas de conduta e os superdotados. obedecendo aos princípios doutrinários. foi assinada a portaria n° 550 pelo Ministro Ney Braga. nos ensinos de 1° e 2° graus.

Para conduzí-la. a busca de organização de instituições especializadas gerenciadas pelos próprios pais.678. incluiu como órgão da SENEB o Departamento de Educação Supletiva e Especial . mais recentemente se tem registrado a organização dos movimentos de pessoas com deficiência. foi nomeada Rosita Edler Carvalho. O Instituto Benjamin Constant e o Instituto Nacional de Educação de Surdos ficaram vinculados a SENEB. que atuara como técnica do CENESP no Rio de Janeiro e na SESPE anterior. . suas necessidades sejam satisfeitas de modo mais eficiente. então. de 8 de novembro de 1990. passaram pelo DESE duas diretoras e a Coordenação de Educação Especial foi desativada. com competências específicas com relação à Educação Especial. 2003). (MAZZOTTA. observa-se na Constituição Federal e em diversos textos oficiais. houve outra reorganização dos Ministérios e na nova estrutura reapareceu a Secretaria de Educação Especial . No final de 1992. psicóloga e professora aposentada da Universidade de Brasília.DESE. em relação ao atendimento a pessoas com deficiência. após a queda do Presidente Fernando Collor de Mello. mantendo-se como órgãos autônomos. Este é um importante aspecto a ser organizado junto aos grupos de pais a fim de consolidar a tão desejada parceria entre sociedade civil e ação governamental. como órgão específico do Ministério da Educação e do Desporto. o Decreto n° 99. Até o final de 1991. Todas as atribuições específicas da Educação Especial passaram. para fins de supervisão ministerial.Aprovando a estrutura regimental do Ministério da Educação. de alguma forma. além da CORDE (Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência). 2003). (MAZZOTTA. (MAZZOTTA. a serem exercidas pela nova diretora do DESE.SEJUSP. psicóloga e professora universitária aposentada. Maria Luiza Mendonça Araújo. No Brasil. Onde estes têm levado suas necessidades ao conhecimento dos organismos governamentais em todos os níveis da organização social e pouco a pouco percebe os fazendo esforços para assegurar que. 2003). em Brasília. Por outro lado.

acesso 2008). exerce uma função segregadora e excludente. a escola e a comunidade.4 A Educação Especial Na Atualidade A Educação Especial na atualidade tem sido presidida por princípios teóricos e filosóficos emanados da evolução conceitual e da definição de políticas próprias. buscando contribuir. 59 e 60 com seus Parágrafos e Incisos determinam os direitos garantidos as pessoas com deficiências. 1997).Reconhecer a importância da participação das pessoas com deficiência no planejamento e na execução dos serviços e recursos a eles destinados é. A literatura especializada aponta grandes avanços recentes. . nos últimos dez anos no Brasil. para a superação de uma Educação Especial equivocada: o que responsabiliza o deficiente ou o seu meio próximo pelas dificuldades de aprendizagem e de adaptação. (MENDES. problemas cuja solução depende de investigação científica e de intervenção que seja cientificamente embasada e avaliada.1. mas. um imperativo de uma sociedade que pretende ser democrática. buscando sempre a inclusão e o melhor atendimento aos alunos especiais. A capacidade de pressão dos grupos organizados por pessoas com deficiência tem sido evidenciada na própria elaboração da legislação sobre os vários aspectos da vida social. A maior conquista está na Constituição Federal de 1988 e nas Constituições Estaduais a partir dela. (MEC. suas famílias. (OLIVEIRA. 2. sem dúvida. ao mesmo tempo. e atua contra os ideais de inclusão e integração social de pessoas com deficiência e a garantia de sua plena cidadania. nos Artigos 58. de maneira intencional e planejada.LDB. enquanto área de conhecimento e campo de atuação profissional. 2006). revela imensas lacunas no conhecimento relativo a problemas que envolvem os indivíduos especiais. Nesta constituição através do Capítulo V: da Educação Especial. A Educação Especial brasileira segue o que determina a Lei de Diretrizes e Bases .

que adotam a perspectiva da inclusão. (ZANELLA. o movimento se assenta em contextos onde já existia um razoável acesso à educação. 2006). é necessário também que o processo de tomada de decisão política privilegie mais as bases empíricas fornecidas pela pesquisa científica sobre inclusão escolar. Portanto. por exemplo. (MENDES. acesso 2008). 2006). de maneira intencional e planejada. a ciência torna-se essencial para que a sociedade brasileira busque contribuir. (OLIVEIRA. ou seja. Em outros países. onde não se pode descartar que a adoção de diretrizes baseadas na educação inclusiva pode ser a única estratégia política com potencial para garantir o avanço necessário na Educação Especial brasileira. em termos de recursos humanos. acesso 2008). e nem questioná-la dentro da ética vigente nas sociedades ditas democráticas. pois não se tem lastro histórico na realidade brasileira que a sustente. em especial por. e as universidades podem contribuir para esse processo. a mudança requer ainda um potencial instalado. se tratar de uma ideologia importada de países desenvolvidos. sobre formação de professores (do ensino regular e especial) e estratégias pedagógicas inclusivas que podem ser adaptadas para a realidade brasileira.Em relação à inclusão. em condições de trabalho para que ela possa ser posta em . Mas. uma rede diversificada e melhor qualificada de serviços. não se pode negar que na perspectiva filosófica a inclusão é uma questão de valor. nos quais a perspectiva de educação inclusiva representou apenas um passo natural em direção à mudança. No Brasil há procedimentos que geram dados que permitem subsidiar o acompanhamento de políticas públicas educacionais. No Brasil a educação inclusiva é ainda uma história a ser construída. debater a educação inclusiva é hoje um fenômeno que requer posicionamento ideológico. para a superação de uma Educação Especial equivocada que atua contra os ideais de inclusão social e plena cidadania. (MENDES. é um imperativo moral. Por outro lado. que representa um alinhamento ao modismo.

(MENDES. (ZANELLA. Assim sendo. Outro documento também importante é a Declaração Mundial de Educação para Todos. acesso 2008). Reuniu delegado de 92 governos e 25 Organizações não Governamentais (ONGs). política e prática em Educação Especial. acesso 2008). políticos. acesso 2008). que obrigará a uma revisão na postura de pesquisadores. familiares e indivíduos com deficiência. o que é um desafio considerável para o sistema brasileiro de ensino superior. promovida pelas . pois é na existência de pessoal cientificamente preparado. tanto em cursos de formação inicial quanto continuada. dentro de uma política de escola inclusiva (MENDES. A partir do ano de 1981. 1990. Plano de Ação para satisfazer as necessidades básicas de aprendizagem. (MENDES. 2006). a Conferência Mundial sobre Necessidades Educativas Especiais: Acesso e Qualidade. Conferência de Jomtien. A partir daí passou a ser pauta de discussões internacionais. foi declarado o Ano Internacional da Pessoa Deficiente. hoje considerado o embrião da educação inclusiva e. que reside à possibilidade de alterar a realidade da Educação Especial no país. o futuro da educação inclusiva em nosso país dependerá de um esforço coletivo. promover a aprendizagem e atender às necessidades de cada criança individualmente. Tailândia. em 1994 foi realizada em Salamanca. como por exemplo. Seu objetivo principal foi propor a adoção de linhas de ação em Educação Especial.prática. para identificar as armadilhas de concepções e procedimentos inadequados. firmando-se a urgência de ações para uma educação capaz de reconhecer as diferenças. prestadores de serviços. além de produzir conhecimento tem ainda à responsabilidade de qualificar os recursos humanos envolvidos. para trabalhar numa meta comum que seria a de para garantir uma educação de melhor qualidade para todos. em 1983-1992 foi instituída a década das pessoas com deficiência nas Nações Unidas. cujas discussões surgiu o documento Declaração de Salamanca sobre princípios. na Espanha. A universidade enquanto agência de formação.

o Ministério da Educação estabelece como diretrizes da Educação Especial. fundação das Nações Unidas para o desenvolvimento (PNUD) e Banco Mundial. necessidades e aspirações de pessoas com deficiência. hoje vista na perspectiva de inclusão social e escolar dos alunos com deficiência.MEC).1994). Em relação a esta trajetória histórica da Educação Especial. 2006). ciência e cultura (UNESCO). princípios e finalidades dessa proposta de educação para todos. condutas típicas e altas habilidades. O capítulo V caracteriza. a natureza do atendimento especializado e. não for possível a sua integração nas classes comuns de ensino regular. Deve a escola. modificando a terminologia de portador de deficiência para portador de necessidades especiais. de 20/12/96 em substituição a 4024/61 e 5692/71. explicitando quais os procedimentos. (ROSSETO. . para que os professores consigam atingir os seus objetivos é necessário que se tenha um serviço de apoio funcionando. escolas ou serviços especializados. para atender às peculiaridades da clientela de Educação Especial. (MEC. e dar prioridade ao financiamento de projetos institucionais que envolvam ações de integração. diz que: 1º Haverá quando necessário serviço de apoio especializado na escola regular. O objetivo era traçar ações concretas para mudar até 2000 a situação do analfabetismo. sempre que. apoiar o sistema regular de ensino para a inserção de pessoas com deficiência. em função das condições específicas dos alunos. incluindo a situação das pessoas com necessidades educacionais especiais. Este documento propunha-se estabelecer objetivos gerais e específicos referentes a interpretação dos interesses. que nos parágrafos da LDB.Nações Unidas para a educação. Por meio deste documento. no artigo 58 . institucionalizar o processo de inclusão. 9394/96. ainda destaca-se o documento: Política Nacional de Educação Especial (1994 . 2º O atendimento educacional será feito em classes. em três artigos. Outro documento a ser mencionado é a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

não é suficiente existirem leis que determinem a sua efetivação. Conforme a LDB em seu artigo 26. 2006). acabando definitivamente com o preconceito. (ROSSETO. sociais e políticos. através de pesquisas. concepção de homem. 2006). a Educação Física está integrada a proposta pedagógica da escola. parte-se de uma escola articulada com uma sociedade que entenda a educação como fato social. a realidade da Educação Especial brasileira ainda não é a adequada. para que esta inclusão se concretize. Portanto. no parágrafo 3º. pressupõe grandes avanços e mudanças na sociedade como um todo. mas percebe-se grande mobilização por parte de todos em relação a melhoria da mesma. No entanto. É necessário refletir sobre certos conceitos. ajustando -se às condições da população escolar. Tudo isto.Dentro deste pressuposto. como por exemplo. buscando analisar sobre quais seriam as condições necessárias à inclusão das pessoas com deficiência na atual escola pública.2 NECESSIDADES ESPECIAIS 2. educação. e sociedade como seus determinantes econômicos. 2006). político e cultural em oposição a uma escola padronizada e representante do status quo. constitui uma proposta que objetiva resgatar valores sociais voltados com a igualdade de direitos e de oportunidades para todos. é componente curricular da educação básica. dados confiáveis e precisos. 2006). A educação inclusiva. (ROSSETO. e é claro que a Educação Física não fica de fora desse contexto. abandonando definitivamente discussões meramente opinativas. (ROSSETO. apesar de encontrar sérias resistências por parte de muitos. 2.2. (ROSSETO.1 Diversidade na Escola . que não resultam na efetivação de uma Educação Especial séria e eficaz.

a escola tem sido marcada em sua organização por critérios seletivos que tem como base a concepção homogeneizadora do ensino. Ao invés disso. um conteúdo curricular e uma atividade para todos na sala de aula.Tradicionalmente. cuja característica central deve ser a flexibilização do conteúdo curricular e o modo como o currículo é incorporado à atividade escolar (BELISÁRIO FILHO. fisioterapeutas. Muitas vezes o estudante é rotulado ou classificado por suas diferenças educacionais é excluído ou encaminhado à especialistas de áreas distintas ( fonoaudiólogos. 1999). a escola deve adquirir uma melhor compreensão do contexto onde as dificuldades escolares se manifestem e buscar formas para tornar o currículo. Em uma escola inclusiva. a situação de “desvantagem ou deficiência” do educando. O não reconhecimento da diversidade como um recurso existente na escola e o ciclo constituído pela rotulação. é que a escola estará assegurando o direito de todos a uma educação de qualidade. assim como as interações humanas. Somente quando o sistema educacional consegue promover um ajuste relevante que responda de forma efetiva à diversidade da população escolar. Isso pressupõe educar com base no respeito às peculiaridades de cada estudante e no desenvolvimento da consciência de que as diferenças resultam de um complexo conjunto de fatores. O estudante que não se enquadra nesta abordagem permanece à margem da escolarização. os sistemas educacionais precisam promover uma reforma profunda. contribuí para aprofundar as desigualdades educacionais ao invés de combatêlas. dentro da qual alguns estudantes são rotulados. fracassa na escola e é levada à evasão. Esta concepção educacional com fundamento social e político atribui . que abrange as características pessoais e a origem sócio-cultural. Esta concepção reflete um modelo caracterizado pela uniformidade na abordagem educacional do currículo: uma aula. Neste sentido. A fim de equiparar as oportunidades para todos. não deve ser enfatizada. discriminação e exclusão do estudante. mas acessível e significativo. etc.) para receber atendimento especializado ( BELISÁRIO FILHO. o reconhecimento e a abordagem da diversidade constituem o ponto de partida para evitar que as diferenças se transformem em dificuldades e desigualdades entre os estudantes. 1999).

 Eliminar o espírito de competitividade. a escola deve ajudar cada um a desenvolver suas aptidões no contexto comum a todos.  Resposta diversificada versus resposta uniforme: permite adequar os processos de ensino-aprendizagem às diferentes situações.  Oferecer oportunidades a todos para compensar as desigualdades existentes.ao currículo importante valor de transformação na medida em que proporciona as mesmas oportunidades a todos os alunos (a)s e. mas sem educar para “formar pessoas iguais”. No entendimento à diversidade podem ser apontados alguns princípios. livre de seleção e da conseqüente classificação de alunos em diferentes tipos de instituições especializadas. entre os quais. sociais e culturais dos alunos (a)s. destacando-se as seguintes:  Levar sempre em consideração o fato de que as pessoas são diferentes e que.2 Das Necessidades Educacionais Básicas Às Necessidades Educacionais Especiais .2. 2. 2001). compensa desigualdades sociais e culturais (BUENO. a partir do qual a visão de mundo se restringe a uma corrida na qual apenas alguns conseguirão chegar até o final.  Heterogeneidade versus homogeneidade: este princípio realça o valor dos agrupamentos heterogêneos dos alunos como objetivo de educar com base em valores de respeito e aceitação das diferenças numa sociedade plural e democrática. a partir das quais a ação educacional é orientada. desta forma. portanto. destacam-se:  Personalização em lugar de padronização: reconhecer as diferenças individuais. Algumas idéias básicas próprias da educação inclusiva foram referidas por Alves (2001).

sociais. o relatório Warnock ressalta que: . as quais são expressas no histórico escolar e obedecem às diretrizes gerais de desempenho acadêmico. Segundo Blanco (2002). Especificamente. Muitas das crianças que enfrentam barreiras para aprender e participar na vida escolar são capazes de superá-las rapidamente sempre que suas necessidades são levadas em conta e ajuda compatível é oferecida. e que a finalidade da educação é a mesma para todos. movimentações. ou ainda. 1979). crenças. com relação às dificuldades de aprendizagem. Tal concepção remete ao entendimento de que todos os alunos apresentam certas necessidades educacionais individuais que podem ocorrer em momentos diferentes durante a escolarização. nas expectativas. o qual afirma que nenhuma criança deve ser considerada ineducável. mas há ocorrências de discriminação que se refletem nos conteúdos. nos estilos de ensino e no material didático que tratam dos papéis sociais masculinos e femininos. Blanco (2002). étnicos e culturais dispõem de normas. O conceito de necessidades educacionais especiais teve origem no “Relatório de Warnock” (Grã-Bretanha. comportamentos distintos que. em geral. culturais. interesses e experiência de vida-são inerentes a cada ser humano e têm grande influência nos processos de aprendizagem que são únicos para cada pessoa. valores.O conceito de diversidade é inerente à educação inclusiva e evidencia que cada educando possui uma maneira própria e específica de absorver experiências e adquirir conhecimento. afirma que. Isto quer dizer que as diferenças individuaisaptidões. não fazem parte da cultura das escolas. no fato da escola não considerá-las. por ser um bem a que todos têm o mesmo direito. os diversos grupos sociais. A origem das dificuldades do educando pode estar situada no âmbito das diferenças pessoais. A este respeito. na América Latina não se consta desigualdade de gênero na educação. de aprendizagem. embora todas as crianças apresentem necessidades básicas comuns de aprendizagem. estilos de aprendizagem. com exceção nas áreas rurais e no meio indígena. A discrepância entre a cultura escolar e a cultura destas comunidades provoca impacto no rendimento dos estudantes que pertencem a estes grupos sociais e que pode se refletir no seu baixo nível de progresso educacional e. muitas vezes no.

Este enfoque representa um avanço em relação às respostas tradicionais do modelo clínico ou da abordagem compensatória que são usualmente disponibilizadas aos alunos (a)s que enfrentam barreiras para aprender nas escolas. Um caráter dinâmico (varia em função da evolução do aluno e das condições do contexto educacional). Precisam ser definidas com base nos recursos adicionais por elas exigidos. A definição de necessidades educacionais especiais desloca. portanto. e o relacionamento estabelecido entre a comunidade escolar e seus alunos. ou. o foco de atenção do problema no aluno para o contexto educacional. que [o aluno (a)] tem uma deficiência que torna difícil a utilização das facilidades que a escola proporciona normalmente” Sassaki (1999). exercem forte influência na aprendizagem. 1999). são definidas a partir do potencial de aprendizagem e de desempenho.“afirmar ter uma aluno (a) com necessidades educacionais especiais é dizer que [o aluno (a)] tem maior dificuldade para aprender do que a maioria das crianças de sua idade. é possível contribuir mais ou menos para minimizar ou compensar as dificuldades enfrentadas pelos estudantes (DUK. afirma que o conceito de necessidades educacionais especiais implica:     Um caráter interativo (tanto dependente das características individuais como da resposta educacional). 2. bem como as atividades de aprendizagem propostas. a metodologia utilizada. o papel representado pela escola é determinante nos resultados da aprendizagem.2. Em conseqüência. dependendo da qualidade da resposta educacional. bem como nas alterações curriculares que se tornam necessárias.3 Da Integração Escolar À Educação Inclusiva A educação inclusiva não constitui uma nova expressão para designar os alunos com necessidades educacionais especiais. O conceito de inclusão é mais amplo que o de integração porque enfatiza o papel da escola comum na sua . ou seja. Não implicam um caráter classificatório em relação aos alunos. ainda. ressaltando o fato de que as decisões sobre currículo adotadas pelas escolas.

permitindo a unificação de critérios. assim em desigualdades sociais. Desenvolverem um currículo o mais amplo. Apresentarem adequação no nível de formação dos docentes.tarefa de atender à totalidade dos alunos. O princípio da inclusão orienta as ações dirigidas à superação das práticas de ensino tradicionais. a educação inclusiva representa um avanço no que diz respeito ao processo de inserção de pessoas com necessidades educacionais especiais nas escolas comuns porque tem como propósito principal facilitar a transição dos estudantes com. a adoção de um contexto conceitual compartilhado e a colaboração em torno de objetivos. Realizarem trabalho conjunto e coordenado do corpo docente. 2001). Possuírem um projeto educacional institucional que contemple a atenção à diversidade. deficiências da escola especial à escola comum e oferecer suporte ao processo de aprendizagem e a participação de muitos estudantes. afirma que. individuais e de gênero não se transformem em desigualdades educacionais e. Paro ( 2001). para avançar em direção ao desenvolvimento da educação inclusiva é necessário que as escolas progressivamente providencie uma série de condições que facilitam a oferta de resposta à diversidade. Dessa forma. para Gallo (1999). em termos de necessidades educacionais especiais e estratégias de atendimento è diversidade. a educação inclusiva contribui para assegurar que as diferenças culturais. por parte da direção da escola. . equilibrado e diversificado possível e passível de ser adequado às necessidades individuais e sócio-culturais dos alunos. com a aprendizagem e a participação de todos os aluno e alunas. sócio-econômicas. A experiência mostra que as escolas que conseguem bons resultados com todos os seus alunos caracterizam-se por:       Terem atitudes de aceitação e valorização da diversidade por parte da comunidade educacional. que consideram as limitações dos alunos para explicar as dificuldades de aprendizagem como resultadas da influência do contexto que cria barreiras ao sucesso escola (BUENO. Evidenciarem presença de liderança e comprometimento. A inclusão constitui um enfoque inovador para identificar e abordar as dificuldades educacionais que emergem durante o processo ensino-aprendizagem.

voltados para docentes. esclarecer e tentar relacionar conceitos e idéias. alunos e pais. Disponibilizarem serviços permanentes de apoio e assessoramento. o tema proposto. A pesquisa deve atender aos objetivos do autor. O estudo exploratório tem o objetivo de "familiarizar-se com o fenômeno e obter uma nova percepção a seu respeito. 2006). onde na sua complexidade. (MATTOS. (FURASTÉ. DELIMITAÇÃO DO ESTUDO Para que se obtenha um resultado satisfatório é necessário que se faça uso de uma metodologia específica para nortear a pesquisa. Terem abertura e relação de colaboração com outros setores da comunidade. 2004). Pelo fato de ter como principal finalidade desenvolver.1. Desenvolverem uma cultura de apoio e colaboração entra pais. 1998).    Estabelecerem critérios e procedimentos flexíveis de avaliação e promoção. As informações e os dados coletados foram analisados qualitativamente. Para a realização deste estudo utilizou-se como a primeira etapa do processo a pesquisa de cunho bibliográfico e exploratório e de campo. uma vez que precisa ir ao encontro da solução para o problema levantado. foi fundamentado pela reflexão resultante do cruzamento do referencial bibliográfico apresentado . para a formulação de abordagens mais condizentes com o desenvolvimento de estudos posteriores. descobrindo assim novas idéias em relação ao objeto de estudo". 3. METODOLOGIA 3. professores e alunos. mas é imprescindível que o processo de melhoria da escola se traduza em mudanças concretas na maneira de conduzir o processo de ensino e aprendizagem na sala de aula (WERNECK. Oferecer uma educação que assegure participação e aprendizagem de qualidade para todos os alunos não apenas exigem o desenvolvimento da escola como um todo.

basicamente.  Interpretação dos dados obtidos a través da pesquisa de campo. 1998). . sendo o elemento dinamizador e articulador do discurso construído na temática. para que um conhecimento possa ser considerado científico. .38. revistas e Internet. 3. Ao invés de estatísticas. p.nos capítulos posteriores. onde. leitura de livros.Procedimento para coleta de dados:  Pesquisa bibliográfica: fichamento.  Depoimentos. Ou.2 CARACTERÍSTICAS DA PESQUISA Segundo Gil (1996). a qualitativa trabalha com descrições. regras e outras generalizações. utilizarse-à as técnicas da Pesquisa qualitativa.Coleta de Dados:  Seleção dos dados: documentos obtidos por meio da pesquisa bibliográfica sobre o tema proposto para essa pesquisa. comparações e interpretações” (MINAYO. . . em outras palavras. para o tratamento dos dados e a redação final. observação e utilização de conversas informais com os educandos e educadores da referida escola. torna-se necessário identificar as operações mentais e técnicas que possibilitam a sua verificação. Escola Estadual de Ensino Fundamental Escola 21 de Abril. Diante disso. determinar o método que possibilitou chegar a esse conhecimento.Área: Escola da rede pública de ensino. jornais. segundo Minayo (1998): “Busca entender um fenômeno específico em profundidade.

pois. Segundo a pesquisa bibliográfica. menos controlável. 3. afirma (ANDRADE 2003. necessariamente.A pesquisa qualitativa é mais participativa e. . p. Os participantes da pesquisa podem direcionar o rumo da pesquisa em suas interações com o pesquisador. bem como de materiais publicados na Internet. monografias não dispensam a pesquisa bibliográfica.1999) dizendo que: A pesquisa bibliográfica consiste no exame de um manancial. podem comprometer em muito a qualidade da pesquisa. nos interessa muito mais compreender seus conteúdos do que descrevê-los. uma vez que as fontes muitas vezes apresentam dados coletados ou processados de forma equivocada. a pesquisa bibliográfica preliminar. Seminários.se das condições em que os dados foram obtidos. 79): A pesquisa bibliográfica constitui o primeiro passo para todas as atividades acadêmicas. p. debates. convém aos pesquisadores assegurarem . painéis. A pesquisa qualitativa defende a idéia que. resumos críticos. 36. para levantamento e análise de dados que já se produziu sobre determinado assunto que assumimos como tema de pesquisa científica. portanto. complementa (LIMA. na produção de conhecimentos sobre fenômenos humanos e sociais.3 ETAPAS DA PESQUISA O estudo será realizado em etapas: a) Levantamento bibliográfico: A pesquisa bibliográfica é desenvolvida a partir de material constituído principalmente de livros e artigos científico. Porém. Uma pesquisa de laboratório ou de campo implica. Ainda sobre a pesquisa bibliográfica.

onde ocorrem espontaneamente os fenômenos. se fará uso do estudo de campo. uma vez que não há interferência do pesquisador sobre eles.4 INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS Com isso. utilizar-se-á entrevista semi-estruturada. para o qual se procura uma resposta. que se queira comprovar ou. 1993. E ainda. 1987). Caracteriza – se por não ser inteiramente aberta. ainda. ou seja. a utilização de um formulário. descobrir novos fenômenos ou as relações entre eles (MARCONI. Baseia-se apenas em uma ou poucas questões/guias. As pesquisas de campo procuram muito mais o aprofundamento das questões propostas do que a distribuição das características da população segundo determinadas variáveis.b) Pesquisa de campo para obtenção de dados para a pesquisa: A fim de procurar o aprofundamento das questões propostas. p. Durante a realização da entrevista pode-se introduzir outras questões que surgem de acordo com o que acontece no processo em relação às informações que se deseja obter (KUHNT. quase sempre abertas. . A pesquisa de campo assim é denominada porque a coleta de dados é efetuada “em campo”. Na pesquisa de campo estuda-se um único grupo ou comunidade em termos de sua estrutura social. Pesquisa de campo é aquela utilizada com o objetivo de conseguir informações e/ou conhecimentos acerca de um problema. Nem todas as perguntas elaboradas são utilizadas. em campo. 1996). ressaltando a interação de seus componentes. 52). apresentando assim uma maior flexibilidade. para que se obtenha dados objetivos quanto à estrutura docente. LAKATOS. ou de uma hipótese. 3. podendo ocorrer mesmo que seus objetivos sejam reformulados ao longo do processo de pesquisa. estudando um único grupo e ressaltando a interação de seus componentes (GIL.

ou um conjunto de variáveis. de forma objetiva e capaz de ser contados e processados matematicamente ou estatisticamente. isto é os dados devem ser dispostos da melhor maneira para que o processamento flua concordante a pesquisa. Esses dois termos estão estritamente relacionados. o que se recomenda é o equilíbrio entre essas duas posturas. a fase seguinte do estudo. porém a análise tem como objetivo organizar e sumariar os dados de forma tal que possibilitem o fornecimento e respostas ao problema proposto para a investigação. Assim. a análise dos dados quantitativos deverá ser feita utilizando-se os números absolutos coletados Andrade (2003). idade.a) Interpretação e análise dos dados observados: Após a coleta. Inicialmente. formação. Kuhnt (1987). é a análise e interpretação dos dados. Os sujeitos participantes da pesquisa serão dispostos através de formulários levantados para defini-los: quantidade. sexo. já a interpretação tem como objetivo a procura do sentido mais amplo das respostas.se -ia dizer que os primeiros estacionam na análise dos dados e os últimos rigorosamente não a praticam. . analisando essas relações. a dos que supervalorizam os dados empiricamente obtidos (“o empirismo abstrato”) e a dos que se perdem em construções teóricas (“as grandes teorias”). Poder. é importante que o avaliador tenha esboçado previamente as categorias e/ou classificação e/ou grupos temáticos que deverá utilizar na análise dos dados (que devem ser revistas no processo de coleta e de análise propriamente dita) (GIL. Esses dados quantitativos medem uma variável. Para realizar uma análise adequada de dados qualitativos. propostos na pesquisa. 54). define duas posturas indesejáveis aos sociólogos americanos. 1996. o que é feito mediante sua ligação a outros conhecimentos anteriormente obtidos. Ainda para coleta de dados utilizaremos as técnicas da pesquisa qualitativa. a fim de que os resultados da pesquisa sejam significativos. p.

APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS 4. na cidade de Porto Velho – RO.1. SEXO MASCULINO 09 SEXO FEMININO 31 TABELA 3: Quantidade por idade IDADE 30 32 33 35 36 40 41 QUANTIDA DE 1 3 4 1 6 3 2 TOTAL 40 . A rigor. 40 40 TABELA 2: Quantidade por sexo RELAÇÃO QNTD. que atende ensino Fundamental. porque o que importa é o significado de uma informação para a situação avaliada e não a quantidade de informantes que repetem essa mesma informação ou o número de vezes em que ela aparece. não existe necessidade de definir uma amostra.Na coleta de dados qualitativos o que importa é a representatividade dos mesmos. APRESENTAÇÃO DOS DADOS OBTIDOS ATRAVÉS DE FORMULÁRIO TABELA 1: Quantidade do corpo docente ENSINO RELAÇÃO FUNDAMENTAL TOTAL QNTD. 4. b )Universo da pesquisa A pesquisa será realizada em uma escola de rede pública de ensino.

.  Ainda na questão anterior. novamente não. e o desconhecimento. um breve comentário foi explanado pelo corpo docente. foram apontados em tal comentário. ou seja.2. que garante ensino adequado aos Portadores de Necessidades Educativas Especiais. APRESENTAÇÃO DOS DADOS OBTIDOS ATRAVÉS DE QUESTIONÁRIO Ainda na apresentação dos dados levantados descreveremos as respostas obtidas através do questionário aplicado aos docentes:  Quando perguntado sobre as Leis e Normas. o despreparo das partes envolvidas na Educação Especial e ainda as barreiras políticas.42 44 46 47 48 49 50 3 5 2 4 1 3 2 TABELA 4: Quantidade por titulação QUANTIDADE 40 APENAS GRADUAÇÃO 19 GRADUAÇÃO E ESPECIALIZAÇÃO 21 4. se as mesmas são suficientes para a Educação Especial.  Na segunda questão proposta. foi a resposta obtida. a resposta foi unânime: não. foi questionado se o modelo de educação no Brasil está preparado para suprir as necessidades dos alunos portadores de Necessidades Educativas Especiais. o modelo de educação no Brasil está preparado para suprir as necessidades dos alunos portadores de Necessidades Educativas Especiais.

dos 40 docentes. ANÁLISE DOS DADOS LEVANTADOS Após a aplicação do formulário e apresentação dos dados. social e emocional. apontaram que o ensino regular também ainda não tem suporte suficiente para receber em igualdade os PNEE. os docentes estão distribuídos uniformemente no ensino fundamental oferecido pela escola. essa experiência traz consigo uma série de questionamentos e aponta várias soluções viáveis para melhor atender os Portadores de Necessidades Educativas Especiais. 31 são do sexo feminino e 09 do sexo masculino. Destes 40 docentes. na educação. podemos observar que. 21. esse tempo varia de 05 a 10 anos. sem exceção lecionam e cumprem a carga horária exigida pela Secretaria do Estado da Educação. possui graduação + especialização. ou seja.  Ainda. Ainda no levantamento desses dados. observamos que a maioria. apresentando essa uniformidade comentada. mostrando ainda. Em relação ao tempo trabalhado com as pessoas com Necessidades Educativas Especiais.3. também responderam que não é adequada as necessidades educativas especiais. que esse corpo docente conta com uma parcela considerável de professores com a faixa etária considerada adulta e experiente. . todos. No que diz respeito à formação desse corpo docente. 4 . quanto a formação do corpo docente. A idade do corpo docente varia de 30 a 50 anos. contribuindo assim para uma melhor formação do corpo discente. Na próxima questão.  Responderam que a participação da família do aluno PNEE é fundamental para a formação escolar. apontaram que as escolas brasileiras não estão equipadas adequadamente para inserção dos alunos com Necessidades Educativas Especiais. ou seja.  Bem como.

26). deve favorecer a eliminação dos serviços segregados. as comunidades escolares e as organizações. leis não garantem mudanças significativas e não representam condição imprescindível para inicia-se a jornada rumo à inclusão. aos alunos Portadores de Necessidades Educativas Especiais. (ALVES. a Educação Inclusiva deve responder à diversidade de estilos. pois estes concorrem com a essência do princípio da inclusão. Porém. Todavia. as modificações que devem ser implementadas na legislação existente. ou seja. p. são alguns dos elementos. não são suficientes para a Educação Especial. gestores. Contudo. o despreparo das partes envolvidas na Educação Especial e ainda as barreiras políticas. ritmos e necessidades educacionais especiais dos estudantes. que garante ensino adequado aos Portadores de Necessidades Educativas Especiais. percebe-se que os professores consideram que as Leis e Normas. Onde. envolvendo dirigentes educacionais. indivíduos ou grupos existentes na comunidade que lutam pelo direito à educação de pessoas com Necessidades Educativas Especiais nas escolas da rede regular de ensino (TOURAINE. a fim de apoiar o desenvolvimento de práticas pedagógicas inclusivas e recursos humanos ou materiais para a superação das barreiras à aprendizagem de qualquer aluno ou aluna que enfrente dificuldades para aprender.Continuando a análise dos dados levantados. 1999). as leis constituem um apoio fundamental ao desenvolvimento dos objetivos do processo e deve orientar os propósitos da mudança. nota-se que a realidade educacional brasileira ainda tem dificuldades no que diz respeito à Educação Especial. O que existe em geral são escolas que desenvolvem projetos de inclusão parcial. mas de acordo com Alves (2001): Embora as leis sejam importantes no processo de transição para a inclusão. os quais não estão associados a mudanças de base nestas instituições e continuam a atender aos alunos com deficiência em . A maioria das escolas está longe de se tornar inclusiva. por si. Percebe-se nitidamente que o Brasil não está preparado para garantir educação adequada. partindo para os dados obtidos através do questionário. o desconhecimento. 2001.

Na visão inclusiva. nenhum aluno é encaminhado a salas de reforço ou deverá aprender a partir de currículos adaptados para suas necessidades. não será possível elaborar um currículo escolar que reflita o meio social e cultural em que ela se insere (MANTOAN. A aprendizagem como centro das atividades escolares e o sucesso dos alunos como meta da escola . 1999). A inclusão não implica no desenvolvimento de um ensino individualizado para os alunos que apresentam déficits intelectuais. p. 1999. Sem que a escola conheça os seus alunos e os que estão à margem dela. portanto. 1999. mas a receptividade diante de níveis diferentes de desenvolvimento das crianças e dos jovens. exclusivamente. seja dentro ou fora das salas de aula e. é o aluno que se adapta ao novo conhecimento e só ele é capaz de regular o seu processo de construção intelectual (WERNECK. Ainda na análise dos dados coletados os docentes afirmaram que. 1999).espaços escolares semi ou totalmente segregados (MANTOAN. 45). 48). problemas de aprendizagem e outros relacionados ao desempenho escolar (TOURAINE. p.independentemente do nível de desempenho a que cada um seja capaz de chegar . O sentido desse acolhimento não é a aceitação passiva das possibilidades de cada aluno. Na verdade. segundo a decisão do professor ou do especialista. as escolas existem para formas as novas gerações a não apenas alguns de seus futuros membros.são condições básicas para se caminhar na direção de escolas inclusivas. As que enfatizam o aspecto cognitivo do . não estão equipadas adequadamente para inserção dos alunos com Necessidades Educativas Especiais. não se segregam os atendimentos escolares. Afinal. as escolas brasileiras. Persiste a idéia de que as escolas consideradas de qualidade são aquelas que centram a aprendizagem nos conteúdos programáticos das disciplinas curriculares. 1999). os mais privilegiados (TOURAINE.

o livresco. profissionais e pais. (BUENO. 1999). para que o mesmo.desenvolvimento e que avaliam o aluno. é fundamental que tal situação se inicie no contexto familiar. para definir estratégias de ensino que desenvolvam o potencial do aluno. a memorização. cada um assumindo a parte que lhe cabe. possa otimizar suas potencialidades e transformar o ambiente em busca de uma melhor qualidade de vida. a participação da família é fundamental para a formação escolar. social e emocional desse aluno. a repetição. a negação do valor do erro. os treinamentos.] é necessário que os professores conheçam a diversidade e a complexidade dos diferentes tipos de deficiências. São aquelas escolas que está sempre preparando o aluno para o futuro: seja este o próximo ano a ser cursado ( BUENO 2001). A família tem importante contribuição a dar à educação em geral e à aprendizagem de seus filhos em particular. . com autonomia. p. De acordo com a limitação apresentada é necessário utilizar recursos didáticos e equipamentos especiais para a sua educação buscando viabilizar a participação do aluno nas situações éticas vivenciadas no cotidiano escolar. A participação nas experiências cotidianas verificadas no lar e na comunidade são essenciais para o completo desenvolvimento do aluno (SASSAKI. A colaboração só pode ser obtida se ambos. Se a meta final é de que a criança seja incluída ativamente à sociedade. para que se produza a colaboração.. Nesse contexto.. quantificando respostas. 2001. valorizarem suas respectivas contribuições. Suas práticas preconizam a exposição oral. [. 68).

funcionando de forma seletiva e excludente.5. dentre outras coisas. Essas práticas quase sempre refletem apelos.1 CONCLUSÕES Através desta pesquisa. em nosso País. A viabilidade de inclusão dos alunos portadores de deficiência e necessidades educacionais especiais no sistema regular de educação requer o provimento de condições básicas. O encaminhamento de alunos para escolas especiais ou a manutenção de classes especiais deveriam constituir exceção a ser recomendada quando a educação na classe regular mostrar-se incapaz de responder às necessidades educacionais ou sociais do educando. A formação de educadores deve romper com a polaridade entre educação comum e especial. A deficiência não deve ser tomada. como obstáculo ou impedimento que impossibilita o pleno desenvolvimento das potencialidades de uma pessoa. As restrições decorrem das estruturas excludentes e das condições objetivas dos diversos campos de atuação do contexto social. ainda necessita de uma série de mudanças. tais instituições legitimam ambientes segregadores de aprendizagem. expectativas e necessidades dos educadores. 1994). CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES 5. não correspondendo às reais necessidades dos educandos. têm se tornado um dos mecanismos preferenciais dessa sociedade seletiva. As escolas públicas não têm correspondido às características individuais e socioculturais diferenciadas de seu alunado. Acolhendo um universo restrito de educandos. isoladamente. constatou-se que a Inclusão dos Portadores de necessidades Educativas Especiais no Ensino Regular no Contexto das Políticas públicas Educacionais. como reformulação de programas educacionais e formação permanente dos educadores. Escolas inclusivas requerem novas estruturas e novas competências. As escolas especiais . e desde que tal incapacidade seja demonstrada de forma inequívoca (Salamanca. . tendo como referência a diversidade e o aprendizado da inclusão.

O educador deve ser capaz de transformar os valores vigentes estagnados. Ou seja. mobilizando mecanismos de resistência. a falta de condições e recursos adequados ao atendimento das necessidades educacionais especiais dos educandos. associada a uma formação segmentada dos educadores. Esse alvo longínquo deverá mover nossas ações e intenções como uma utopia a ser conquistada. construindo novas competências referenciadas no paradigma da escola inclusiva. desempenhando seu papel para o verdadeiro exercício de cidadania. que atenda a diversidade dos homens.As razões subjacentes a tais procedimentos costumam referir-se à falta de qualificação profissional e despreparo dos professores. Deve buscar o convívio produtivo com a diversidade. cursos de extensão e de pós-graduação. justifica o despreparo. especialistas. a luta profissional em prol do tema. mas o respeito às particularidades. onde a responsabilidade é de todos. para que todos possam ter acesso à educação de qualidade. todos devem assumir o desafio da descoberta e a superação de limites. instrumentalizando-se de todas as formas para lidar com as diferenças. assim como os pais e professores assumam realmente o seu papel de agente dinamizador dessa mudança. pais. um dos direitos imprescindíveis para qualquer cidadão. bem como sua inclusão na sociedade. técnicos. percebe-se que a inclusão dos portadores de necessidades educativas especiais no ensino regular no contexto das políticas públicas ao longo do tempo ganhou algum espaço na sociedade. que solidifique o partilhar e cooperar nas relações sociais. professores. isto é. possibilitar a sociedade à convivência respeitando os limites. através da história em relação às leis determinadas e sancionadas. A escola deve propor alternativa e soluções. sendo de vital importância para a inclusão dos especiais no mercado de trabalho. sem ostentar a caridade. Enfim. a conscientização da importância da Educação Inclusiva. mas necessita que o poder público. com a certeza de que se está trabalhando para minimizar a discriminação em busca dos direitos humanos. diante do exposto no trabalho. agentes do poder público e comunidade. desenvolvendo um cidadão mais sociável numa sociedade tão exclusiva. . a capacitação profissional. Alunos.

sem preconceitos de origem. IV). A dignidade. Portanto. 1º. atingindo. Toda escola. Estas se manifestam. deficiência ou ausência dela. principalmente. os direitos individuais e coletivos garantidos pela Constituição Federal impõem às autoridades e à sociedade brasileira a obrigatoriedade de efetivar essa política. o grande desafio é passar de um ensino transmissivo para uma pedagogia ativa. cor. como um direito público subjetivo.2 RECOMENDAÇÕES A nossa Constituição Federal elegeu como fundamentos da República a cidadania e a dignidade da pessoa humana (art. não podendo excluir nenhuma pessoa em razão de sua origem. raça. deve atender aos princípios constitucionais. inc. inc. como nos ensinou Paulo Freire (1978). A inclusão escolar constitui uma proposta que representa valores simbólicos importantes. de transferência unitária. que se contrapõe a toda e qualquer visão unidirecional. idade e quaisquer outras formas de discriminação (art. idade. condizentes com a igualdade e de direitos e de oportunidades educacionais para todos. cor. e como um dos seus objetivos fundamentais a promoção do bem de todos. a constituição garante à todos o direito à educação e ao acesso à escola. Certamente um professor que engendra e participa da caminhada do saber de seus alunos. mas encontra ainda sérias resistências. necessariamente. II e III). assim reconhecida pelos órgãos oficiais como tal. com os garante a constituição. Independentemente das diferenças próprias de cada aluno. 3º. sexo. contra a idéia de que todos devem ter acesso à escola comum. dialógica e interativa. individualizada e hierárquica do saber. toda e educação básica. conseguem . Novas práticas de ensino proporcionarão benefícios escolares para que todos os alunos possam alcançar os mais elevados níveis de ensino. para o qual os recursos humanos e materiais devem ser canalizados. segundo a capacidade de cada um.5. sexo. raça.

. Para ensinar a turma toda. O ensino deve ser relacionado às experiências dos alunos e a preocupações práticas no sentido de melhor motivá-los. a não ser pelo sujeito do conhecimento. As dificuldades. de modo a favorecer sua inclusão escolar. oferta de apoio especializado contingente às necessidades do aluno. reconhecimento da competência e do envolvimento do professor do ensino regular e da importância do seu papel na educação do aluno.entender melhor as dificuldades e as possibilidades de cada um e provocar a construção do conhecimento com maior adequação. desenvolver predisposições naturais de cada aluno. no caso. mas não devem conduzir ou restringir o processo de ensino. de que todo educando pode aprender. na medida em que não podemos controlar de fora o processo de compreensão de outra pessoa. atualizar possibilidades. prover oportunidades curriculares que seja apropriada à criança com habilidades e interesses diferentes. É fundamental que o professor nutra uma elevada expectativa por seus alunos O sucesso da aprendizagem está em explorar talentos. Não é possível individualizar o ensino para quem quer que seja. participação no apoio aos pais por meio de orientação adequada e pertinente. O conteúdo deve ser voltado a padrões superiores e às necessidades dos indivíduos com o objetivo de torná-los aptos a participar totalmente no desenvolvimento. O que é individual e intransferível é a aprendizagem. parte-se da certeza de que as crianças sempre sabem alguma coisa. definida ou adaptada por ninguém de fora. como habitualmente acontece. que é própria do aprendiz não é ditada nem comandada. visando a promoção humana e escolar do aluno com necessidades especiais. portanto. mas no tempo e de jeito que lhes são próprios. deficiências e limitações precisam ser reconhecidas. O currículo dever ser adaptado às necessidades das crianças e não vice-versa. A educação inclusiva requer dos professores especializados participação no processo avaliativo dos alunos. Escolas deveriam. o aluno.

Mudanças nas políticas e propriedades podem acabar sendo inefetivas a menos que um mínimo de recursos requeridos seja providenciado. Ao mesmo tempo em que as comunidades devem desempenhar o papel-chave de desenvolver escolas inclusivas. Somente desta maneira que os recursos adequados podem ser obtidos. apoio e encorajamento aos governos também são essenciais ao desenvolvimento efetivo de soluções viáveis. .O desenvolvimento de escolas inclusivas como modo mais efetivo de atingir a educação para todos deve ser reconhecido como uma política governamental chave e dado o devido privilégio na pauta de desenvolvimento na nação. O compromisso político é necessário. tanto a nível nacional como comunitário para que se obtenham recursos adicionais e para que se reempregue os recursos já existentes.

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APÊNDICES .

os PNEE (Portadores de Necessidades Educativas Especiais) ? ( ) Sim ( ) Não 6) A formação do corpo docente é adequada a esse tipo de educação? O que falta? ( ) Sim ( ) Não ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ _____________________________________________________________ 7) Qual é o papel da família nesse contexto? ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ _____________________________________________________________ . ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ _____________________________________________________________ 4) As escolas brasileiras estão equipadas adequadamente para essa Inserção desses alunos? ( ) Sim ( ) Não 5) O ensino regular. está preparado para receber em “igualdade”. assim como a rede pública de ensino. sexo. não sendo revelada idade.QUESTIONÁRIO Questionário aplicado ao corpo docente da Escola Estadual de Ensino Fundamental 21 de Abril. formação. faça um breve comentário.As Leis e Normas da Educação dos Portadores de Necessidades Educativas Especiais são suficientes para Educação Especial? ( ) Sim ( ) Não 1) O modelo de educação no Brasil está preparado para suprir as necessidades dos alunos portadores de Necessidades Educativas Especiais? ( ) Sim ( ) Não 2) De acordo com a pergunta anterior. com intuito meramente informativo. 1. As informações obtidas serão apenas transcritas.

.Idade do corpo docente. não sendo revelada a identidade.Formação do corpo docente: Graduação. .Com quantas pessoas conta o corpo docente? . .Quantos homens? Quantas mulheres? .Tempo na Educação Especial. . graduação e especialização. variáveis.. .FORMULÁRIO Formulário informativo. os dados obtidos serão apenas transcritos.