UNIARACRUZ

ESTUDO DE SOLOS E ESTRUTURAS
ORLANDO VINICIUS RANGEL NUNES

ARACRUZ 2008

ORLANDO VINICIUS RANGEL NUNES

ESTUDO DE SOLOS E ESTRUTURAS

Trabalho apresentado ao Professor Romero da disciplina Topografia e Solos da turma do 3º Período, turno Noturno do curso de Arquitetura & Urbanismo.

UNIARACRUZ ARACRUZ - 2008
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SUMÁRIO
BIBLIOGRAFIA................................................................................ .......................18

1. INTRODUÇÃO É necessário que o peso de uma edificação seja distribuído uniformemente sobre um terreno para evitar que, quando a edificação assentar-se, provoque, nos invólucros murais, rachaduras, fendas e até desmoronamentos (esta ultima, em geral quando as edificações são de grande porte). Então, para distribuir a carga da edificação, utiliza-se as fundações, que nada mais é que um bloco de concreto armado construído diretamente sobre o solo dentro de uma escavação. Abordara-se este assunto adiante.
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Antes de se construir a fundação é necessário realizar testes no solo para identificar que tipo de estrutura seria a mais adequada para o local. Os testes em geral são as sondagens, informações ou métodos de mecânica dos solos. Deve-se ainda definir os níveis de água no subsolo e em terrenos com declividade considerável, prever os ricos de derrocadas. Para interpretar ainda melhor todos os conceitos dispostos acima fora proposto visitas a alguma obra em estagio inicial. Esta visita está documentada no final deste trabalho.

2. ESTUDO DO SOLO Os vários tipos de solos puderam ser criados devido à adaptação das rochas ao meio em que se encontram expostas. Esses tipos de solo são, principalmente:

2.1.Solos arenosos São aqueles em que a areia predomina. Esta se compõe de grãos grossos, médios e finos, mas todos visíveis a olho nu. Como característica principal a areia não tem coesão, ou seja,
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os seus grãos são facilmente separáveis uns dos outros. Embora quando úmido, ele detém uma coesão temporária. Este solo deve ser muito bem tratado, quando a questão é construção civil, pois, devido sua permeabilidade os lençóis freáticos podem facilmente se mover sob a terra. Gerando mais tarde recalques nas edificações. Veja a imagem abaixo.

Da imagem podemos entender que quando abrimos uma vala ao lado de uma edificação em terreno arenoso a água ira ser drenada para a vala e a casa fatalmente sofrerá recalques.

2.2.Solos argilosos Não são tão arejados, mas armazenam mais água. É bastante impermeável, embora alguns solos brasileiros mesmo tendo muita argila, apresentam grande permeabilidade. Formam pequenos grãos, isso lhe dá um similar ao arenoso, que é chamado então de latossolo. Devido à sua plasticidade e capacidade de aglutinação, o solo argiloso é usado há milhares de anos como argamassa de assentamento, argamassa de revestimento e na preparação de tijolos. É ainda o material preferido para a construção de barragens de terra, devido sua impermeabilidade. 2.3.Solos siltosos Esta entre a areia e a argila, pois, é um pó (partículas são pequenas e leves), como a argila, mais sua coesão está mais para o arenoso. E bom resultar ainda que o silte não se mistura como a argila. Estradas feitas com solo siltoso, não são muito bons, pois formam barro na época de chuva e muito pó quando seca. Cortes feitos em terreno siltoso não mantém estabilidade por muito

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tempo, sendo vítima fácil da erosão e da desagregação natural precisando de mais manutenção e cuidados para se manter.

2.4.Solo humífero Esse solo apresenta uma quantidade maior de húmus em relação aos outros. É um solo geralmente fértil, ou seja, um solo onde os vegetais encontram melhores condições para se desenvolverem. Tem um aspecto escuro, o que demonstra a existência de matéria orgânico.

2.5.Solo calcário Apesar de o calcário estar presente em todos os outros solos, o que diferencia este dos demais e a quantidade de calcário nesse tipo de solo, que é maior que em outros solos. Desse tipo de solo é retirado um pó branco ou amarelado, que pode ser utilizado na fertilização dos solos destinados à agricultura e à pecuária. Esse solo também fornece a matéria-prima (substância principal com que é fabricada) para a fabricação de cal e do cimento, que são utilizados na construção de edifícios, casa, muros, calçadas e pontes.

3. ESTRUTURA E FUNDAÇÃO É muito importante a contratação de um perito para pesquisar o solo, que, através de todo o aparato tecnológico disponível atualmente, indicada a posição da edificação no terreno, evitando-se as zonas de deficiências. A escolha do tipo de estrutura esta, também, a cargo deste perito, que irá indicar que modelo de fundação será necessária. É muito importante salientar isso porque todo o esforço produzido pelo peso da construção deverá ser
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suportado pelo terreno em que ela se apóia, isso, sem que o solo sofra recalques ou rupturas. Depois da pesquisa do solo, estar-se apto para escolha adequada da fundação. Atualmente as fundações são classificadas da seguinte forma:

Na pratica pode-se dizer que quando se encontra solo firme na superfície ou à pequena profundidade empregam-se fundações superficiais, ao contrário das fundações profundas que, como o próprio nome já diz, são empregadas em solos rígidos encontrados em camadas mais profundas. Contudo, podemos empregar ainda, fundações superficiais quando o terreno for sofrer pequena resistência em sua superfície. São nestes casos que utilizamos a solução de radier, que nada mais é que um grande piso onde será construída, sobre ela, a edificação.
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Ilustração esquemática da construção em Radier

Construção de uma fundação em Radie

As fundações superficiais diretas são em geral as sapatas, quem podem ser classificadas segundo a sua configuração espacial. As sapata isolada, ou simples, como também é chamada, são blocos de concreto com armação que ligam o pilar ao solo mais rígido. Abaixo pode-se observar um exemplo desta sapata.

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Sapata isolada retangular cêntrica

As sapatas ainda podem ter duas formas segundo a disposição do eixo do pilar, são elas: sapata cêntrica (o eixo do pilar coincide com o centro da sapata, o mesmo do exemplo acima dado); e sapata excêntrica (é aquela em que o pilar encontra-se fora do centro da sapata). Lembrando que existe ainda sapatas em outros formatos, que não o retangular, por exemplo, as ciculares, conjugadas e corridas, entre outras.

Exemplo de outro tipo de sapata, neste caso, sapata corrida.

Mas se caso no terreno encontra-se apenas solo firme em camadas mais profundas será o caso de utilizar-se estacas. Em geral, para a utilização de estaqueamento utiliza-se sobre as estacas um elemento intermediário para a transmissão de cargas, este elemento estrutural chama-se bloco. Estudar-se-á então o estaqueamento de acordo com o bloco e o número de estacas.

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O bloco de uma estaca é um dos mais simples da série. É também o único que faz a ligação direta entre o pilar e a estaca. Este bloco detém a forma de um paralelepípedo. Já no bloco de duas estacas o pilar não mais coincide com o centro das estacas, embora também tenha a forma paralelepídica. O bloco de três estacas tem a forma de um prisma com vértices chanfrados, sendo que as estacas estão localizadas nestes vértices. O bloco de quatro estacas volta a ter a forma de um paralelepípedo, nele procura-se coincidir o centro do pilar com o centro do bloco. Quando se entra no campo dos blocos de 5 ou mais estacas seguise, de maneira geral, o mesmo critério visto até agora. Abaixo pode-se observar os vários tipos de estaqueamento, descritos neste parágrafo.

Bloco com uma estaca

Bloco com duas estacas

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Bloco com três estacas

Bloco com quatro estacas

Estacas cravadas no solo
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4. VISITA A OBRA No dia 20/03/2008 às 14h25min foi realizada uma visita a obra de um duplex no bairro Vila Nova em Aracruz. Ao chegar à obra fui recebido pelo mestre de obras Argelino, que é uma pessoa muito simpática e, aparentemente, esclarecida.

Foto da obra visitada

A residência fora projetada para comportar duas casas independentes (uma no térreo e outra no andar superior). O duplex possui garagem para um carro cada casa, ou seja, dois carros no total; sala; cozinha/copa; área de serviço; quartos; suíte; e varanda. Abaixo podemos observar a planta da casa.

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Foto do projeto – 1º Pavimento

Foto do projeto – 2º Pavimento
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O intuito da visita fora aprender, na pratica, a realização de uma fundação, neste caso, residencial. Conversão com o mestre de obras ficou sabido fundamentos importantes para confecção de fundações residenciais com dois pavimentos. Por exemplo, é muito importe que as sapatas (tipo de fundação escolhido para a execução da obra) sejam disposta segundo as forças, decorrente da construção, na prática isso quer disser que onde a obra aplica maior força terá que ter uma sapata maior, em geral essa força aplica-se no centro da edificação e portanto a maior sapata com a coluna mais reforçada também serão feitas no centro do edifício. A foto a seguir fora tirada na obra, e mostra a sapata com dimensões maiores que as demais.

Foto da sapata centra

Nesta obra, inclusive, fora utilizadas sapatas de 1x1x1 em média, mais segundo o Mestre de Obras Argelino não fora necessário que todas as sapatas detivessem este tamanho. Ele falou que fazias as sapatas seguindo a seguinte regra: um sapata grande e outra menor seguida por outra maior e assim por diante.
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Foto de uma sapata menor

Saindo um pouco do assunto fundações, se você observar bem o projeto arquitetônico você pode observar que o “sol da manhã” esta voltado para a área molhada, enquanto o “sol da tarde” esta incidindo sobre os quartos, tanto do primeiro piso quanto do segundo. Abaixo você poderá avaliar melhor a disposição dos cômodos do duplex. Para caráter informativo, a residência possui cerca de 210m2 de área construída.

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SOL DA MANHÃ

Não pude distinguir o tipo de solo, devido o meu baixo conhecimento no assunto. Mando em anexo a este relatório uma amostra do solo, coletado na obra no mesmo dia. Abaixo tem-se uma foto de perfil da sapata, onde podemos observar a primeira camada do solo no terreno.

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Foto de perfil do solo do terreno

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BIBLIOGRAFIA
Adão, Francisco Xavier. Desenho de Concreto Armado. 1 ed. RJ: Ediouro. Arq. Iberê M. Campos. Conheça os três tipos principais de solo: areia, silte e argila. 18/10/2007. Disponível em: <http://www.forumdaconstrucao.com.br/conteudo.php?a=9&Cod=59>. Acessado em: 22/03/2008. Borges, Alberto de Campos. Prática das Pequenas Construções. 8 ed. SP: Edgard Blücher, 2000. Bruno Lima, Chico Rocha e Lula Marcondes. O Norte Oficina de Criação. Residência, Recife. Disponível em: <http://www.arcoweb.com.br/arquitetura/arquitetura779.asp>. Acessado em: 21/03/2008. Embrapa. Solos. 2000. Disponível em: <http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Algodao/AlgodaoIrrigado/solos. htm>. Acessado em: 21/03/2008. Watanabel. Fundações, Escavações e Obras de Terra. 26/12/2006. Disponível em: <http://www.ebanataw.com.br/roberto/fundacoes/index.php>. Acessado em: 22/03/2008. Wikipédia. Solo. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Solo>. Acessado em: 19/03/2008.

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