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MISTURAS ASFÁLTICAS

MORNAS

INTRODUÇÃO
 O que são?
As misturas asfálticas mornas ou Warm Mix Asphalt
(WMA) são misturas produzidas em temperaturas mais baixas
do que as misturas quentes, reduzindo o gasto com
combustível, as emissões de gases poluentes e a exposição
dos trabalhadores aos fumos durante a usinagem ou
aplicação da mistura.

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INTRODUÇÃO
 Breve Histórico
 As misturas asfálticas mornas surgiram na Europa, no final da
década de 90, devido à elevação dos preços energéticos, ao
aquecimento global e as normas ambientais cada vez mais
restritivas.

 Em 1999, o primeiro trecho em rodovias públicas na Alemanha
com Aspha-Min® foi realizado.

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INTRODUÇÃO 4 .

 Aplicação. 5 .  Vantagens/Benefícios.OBJETIVOS  Mostrar as tecnologias utilizadas nos métodos de produção das misturas asfálticas mornas.  Desvantagens.

MATERIAIS BETUMINOSOS  Definição  Propriedades • • • • • • • • Natureza orgânica Ação de bactérias anaeróbicas sobre os organismos do plancton marinho Ação combinada de pressão e temperatura Resultam hidrocarboneto Elemento aglutinante Mistura de hidrocarbonetos Solúveis em bissulfeto de carbono Capacidade de aglutinar agregados  Materiais betuminosos usados em pavimentação • • • • • cimentos asfálticos de petróleo (CAP) asfaltos diluídos (ADP) emulsões asfálticas (EAP) asfaltos modificados por polímero (AMP) e asfaltos modificados por borracha (AMB) 6 .

MISTURAS ASFÁLTICAS  Definição  Classificação • • • • Pré-misturado a frio Pré-misturado a quente Semimornas Mornas 7 .

MISTURAS ASFÁLTICAS  Propriedades  Estabilidade  Flexibilidade  Durabilidade  Rugosidade  Impermeabilidade 8 .

CLASSIFICAÇÃO DAS MISTURAS ASFÁLTICAS MORNAS  Quanto ao tipo de tecnologia empregada para reduzir a temperatura de trabalho  Aditivo Químico de Ligante.  Aditivos Orgânicos.  Misturas Utilizando Espumas de Asfalto. 9 .

podendo a adição ser feita diretamente pelo fabricante de asfalto.ADITIVO QUÍMICO DE LIGANTE  O aditivo é adicionado diretamente ao ligante.  Tipos de produtos com esta classificação:  Rediset ™ WMX  Revix ®  Evotherm ™ 10 .  O recobrimento dos agregados é obtido através de agentes tensoativos ou sur factantes que compõem o aditivo.

 Objetivos:  Aperfeiçoar o recobrimento.  Através da combinações de agentes surfactantes e aditivos orgânicos. e  Melhorar a adesividade.ADITIVO QUÍMICO DE LIGANTE  Rediset ™ WMX  Comercializado em forma de pastilhas. 11 .

 Objetivo:  Reduzir o atrito interno entre as partículas de agregados e as finas películas de ligantes. 12 .ADITIVO QUÍMICO DE LIGANTE  Revix ®  Produzido com aditivos surfactantes.

 Finalidade:  Melhorar o recobrimento dos agregados. 13 .  Adesividade.  Trabalhabilidade.ADITIVO QUÍMICO DE LIGANTE  Evotherm ™  Conjunto de aditivos químicos.

ADITIVO QUÍMICO DE LIGANTE 14 .

 Aumento da capacidade de recobrimento e de compactação.  Vapor é encapsulado pelo ligante asfáltico viscoso.  Aumento de volume.MISTURAS UTILIZANDO ESPUMA DE ASFALTO  COMO FUNCIONA?  Adição de pequena quantidade de água (1 a 3% do volume de asfalto).  Vaporização da água. 15 .

16 . há inserção de água fria ao fluxo de asfalto quente.  Em alguns casos.MISTURAS UTILIZANDO ESPUMA DE ASFALTO  MÉTODOS DE PRODUÇÃO  Basicamente. há uso de um híbrido de métodos.

MISTURAS UTILIZANDO ESPUMA DE ASFALTO  17 .

MISTURAS UTILIZANDO ESPUMA DE ASFALTO  EFEITOS DA ESPUMA NAS CARACTERÍSTICAS DA MISTURA  Aumento de 5 a 20% no volume de ligante.  Redução da viscosidade da mistura.  Problema da otimização da quantidade de água (capacidade de recobrimento x trabalhabilidade).  Problema da duração das bolhas.  Reduções de temperatura entre 15 a 30ºC. 18 .

ADITIVOS ORGÂNICOS  Utilizados para reduzir a viscosidade do ligante e permitir que a mistura asfáltica tenha a trabalhabilidade superior àquela obtida sem a adição deste aditivo no ponto de fusão. bem como por espumejo do asfalto (alteração do processo de usinagem). . .  A fabricação de misturas asfálticas em temperaturas mornas é possível por meio de introdução de aditivos sur factantes ou ceras no ligante asfálticos ou na mistura.

e consequentemente redução da viscosidade.  Reduções de 20 a 40 graus na usinagem.  Causa expansão do volume do ligante. Adicionada a frio. Formado por uma rede cristalina de silicatos .ZÉOLITA      A zeólita é um mineral de origem natural ou ar tificial. Com a temperatura. Possui cerca de 20% de água de cristalização. . esta água é liberada gerando um efeito de espuma na mistura. Estrutura cristalina e face hexagonal de uma zeólita.

 Uma vez adicionadas.  Fácil manuseio.  Melhora o desempenho da mistura na deformação permanente. permitindo a usinagem em temperaturas mais baixas.CERA PARAFÍNICA SINTÉTICA OU ÉSTER DE BAIXO PESO MOLECULAR  Ambas fundem entre 95 e 100 graus Celcius.  Exemplo: CERA ASPHALTAN B . modificam quimicamente a cur va (viscosidade x temperatura).  Reduções de 10 a 35 graus na usinagem.

promove um melhor recobrimento e adesão dos agregados graúdos e dos finos minerais ao ligante.  Adição é realizada em pequenas quantidades diretamente ao ligante. .  Durante a etapa de usinagem. na presença de umidade residual.  A ge modificando a sua natureza físico-química.ADITIVOS ORGÂNICOS MELHORADORES DE ADESIVIDADE  Baseada na síntese de amidoaminas e poliaminas graxas de alto peso molecular.  Proporciona benefícios de curto e longo prazo em misturas asfálticas a quente.

 Melhoria das condições de trabalho e saúde.BENEFÍCIOS  Redução do consumo energético.  Redução da emissão de gases no processo de usinagem  Permite a aplicação em dias frios (-10°C).  Aplicação em temperaturas menores. 23 .

24 .BENEFÍCIOS  Dado da redução do consumo energético durante a construção de pistas experimentais de misturas mornas na cidade do Rio de Janeiro.

BENEFÍCIOS  Comparação da redução de gases no processo de usinagem. uma na temperatura convencional e outra na “morna” 25 .

VANTAGENS  Proporciona maior vida ao pavimento  Pavimento menos duro e quebradiço  Diminuição na ocorrência de fissuras  Permite longas distâncias de transpor tes  Permite trabalhar com elevado teor de pavimento reciclado  Melhora a compactação com ligantes especiais 26 .

27 .DESVANTAGENS  Tendência de Afundamento da Trilha.

DESVANTAGENS  Trincamento Precoce. 28 .

29 .DESVANTAGENS  Perda da Adesividade.

30 .DESVANTAGENS  Incógnita sobre a Real Redução de Custos.

DESVANTAGENS  Perda de Trabalhabilidade. 31 .  Insuficiência de dados para Análises de Técnicas.  Falta de Normalização de Dosagem e Execução.

Obras de revestimento de pavimento na Rodovia Presidente Dutra. 32 .APLICAÇÕES DA MISTURA ASFÁLTICA MORNA Obras de recuperação de pavimento na Rodovia Raposo Tavares.

Rodovia Presidente Dutra FIGURA 1: A parênc i a da mist ura mo rna 33 .

Rodovia Presidente Dutra FIGURA 2: E spalha m e nto da mist ura mo rna 34 .

Rodovia Presidente Dutra FIGURA 3: C o mpac t aç ão da mist ura mo rna 35 .

Controle tecnológico de compactação e espessura da Rodovia Presidente Dutra GC (± dp) [%] VV (± dp) [%] e [cm] 99.2 (± 1.2) 4.7 (± 1.5) TABELA 1: Result ado de c o nt ro le tec no ló g ic o de c o mpac t aç ão e espessu r a 36 .2) 6.7 (± 0.

13) 4.8 (± 0.39 (± 0.90 (± 0.74 (± 0.12) 4.02) 6.4 (± 0.2) Mistura a quente em laboratório 1.3 (± 1.9) Mistura morna em laboratório 1.3 (± 0.Resistência à tração de corpos de prova extraídos de pista TABELA 2: RT (± dp) [MPa] VV (± dp) [%] Corpos de prova extraídos após um mês 1.3) Result ado de resist ên c i a à t raç ão po r c o mpress ão diamet ral de c o rpo s de prova ex t raído s do t rec ho ex perime nt al e do s est udo s labo rato riai s 37 .4) Corpos de prova extraídos após onze meses 1.05) 4.71 (± 0.

sem dúvida. o futuro da pavimentação.” 38 .“A tecnologia de misturas asfálticas mornas será.