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11 Sistemas electricos

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Sistemas eléctricos e electrónicos
1 A electricidade com que convivemos
no dia a dia........................................................73
2 A compreensão de uma força misteriosa… ........74
3 Corrente eléctrica e circuitos eléctricos .............80
4 Tensão, intensidade da corrente
e resistência eléctrica ........................................86
5 Ímanes, electroímanes e
indução electromagnética ..................................104
6 O mundo da comunicação, do controlo
e da regulação ...................................................114
7 Componentes e circuitos electrónicos:
alguns exemplos ................................................120
Síntese das ideias principais..............................130
Teste..................................................................132

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A electricidade com que
convivemos no dia a dia
A electricidade é tão antiga como o Universo. E é por todo o lado
utilizada no dia a dia. Desde o relógio despertador que te acorda
de manhã, até ao walkman ou o rádio que te acompanha até à
hora de dormir, tudo gira em torno da electricidade. Já pensaste
como seria viveres num local onde não pudesses dispor da
electricidade que te é fornecida?

Conta-se que há mais de dois mil e quinhentos anos, as
mulheres gregas usavam vestidos de seda e colares de
elektron. Esta era a designação grega para o âmbar
amarelo com que ainda hoje se fazem colares e outras
jóias valiosas. Quando as mulheres gregas se
movimentavam, as contas do colar, de elektron,
friccionavam-se no vestido e adquiriam a propriedade
estranha de atrair corpos leves. A explicação
prevalecente naquele tempo era a de que os colares de
elektron eram lágrimas das Helíadas, filhas do Sol, e por
isso tinham esse poder sobrenatural… Este fenómeno
também pode ser facilmente observado friccionando
uma esferográfica de plástico num pano de lã ou flanela
e aproximando-a de pequenos pedaços de papel.

Colares de âmbar, ou seja, colares de
elektron…

Dois mil anos depois, William Gilbert (1544-1603),
médico pessoal da rainha Isabel I de Inglaterra,
escreveu um livro sobre o magnetismo e a electricidade.
Não acreditou na explicação miraculosa dos antigos
gregos e decidiu investigar a propriedade do elektron:
começava assim a história da “electricidade”. Esta
palavra provém precisamente da palavra grega
elektron…
Normalmente, quando se fala em electricidade,
pensa-se em lâmpadas, televisões, computadores, etc.
No entanto, a electricidade é responsável por muito
mais do que proporcionar luz,
calor e entretenimento. Ela
encontra-se envolvida numa
enorme variedade de
fenómenos, desde o bater do
coração até ao ouvir e ao pensar...

A raia eléctrica emite descargas
eléctricas através da água que atordoam
ou matam as suas presas.

As células nervosas estabelecem
comunicação umas com as outras
através de correntes eléctricas…

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A compreensão de uma força
misteriosa…
A matéria vulgar não manifesta propriedades eléctricas. Se tal
sucedesse andávamos permanentemente a apanhar choques
eléctricos! Um corpo que manifesta a propriedade eléctrica diz-se
electricamente carregado. O procedimento mais fácil para que um
corpo fique electricamente carregado é friccioná-lo. Será que esta
electrização por fricção é possível com todos os corpos? E todos
os corpos ficam carregados de igual modo? Que significa
dizer que um corpo está “carregado electricamente”?

Experimenta friccionar uma esferográfica plástica, ou uma
vareta em vidro, numa camisola de lã. Aproxima o objecto
utilizado de pequeninos pedaços de papel, antes e após a
fricção. Que concluis?
Friccionados muitos outros objectos com um pano de lã,
eles atraem corpos leves. Uns atraem melhor, outros
atraem pior. Uns têm maior quantidade de electricidade, e
outros menor quantidade de electricidade. Os nossos
antepassados aprenderam a medir a quantidade de
electricidade (actualmente designada por carga
eléctrica), pelo efeito de uns corpos noutros, sem, no
entanto, saberem a que eram devidas as forças de atracção.
Todos já vimos relâmpagos que ocorrem quando as
trovoadas estão relativamente perto de nós. Os relâmpagos
também são manifestações de fenómenos eléctricos. Um
relâmpago é uma enorme descarga eléctrica que ocorre
entre as nuvens e a terra ou mesmo de umas nuvens para
outras. Os povos antigos encaravam as trovoadas como as
vozes iradas dos deuses, mas hoje temos uma explicação
natural ou científica para as trovoadas. Pequenas descargas
eléctricas também podem ocorrer em muitas outras
situações. Por exemplo, quando se sai de carro, após uma
viagem num dia seco de verão, pode apanhar-se um
pequeno choque eléctrico, isto é, pode sofrer-se o efeito de
um “pequeno relâmpago”…
Por vezes, utiliza-se o termo electricidade estática para
nos referirmos à carga eléctrica que um corpo isolado
acumula e que se manifesta quando esse corpo é posto
depois em contacto ou em interacção à distância com outros
corpos carregados ou neutros.
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Uma
esferográfica,
depois de
friccionada, atrai pequenos pedaços de
papel!

Os relâmpagos são cargas elécricas em
movimento rápido (descargas
eléctricas) de nuvem para nuvem ou de
uma nuvem para a terra. É
extremamente perigoso brincar com um
papagaio em dia de trovoada, pois o
cordel pode facilitar uma descarga
eléctrica das nuvens para a terra
através do corpo de quem segura o
papagaio.

• Varetas de ebonite.Experimenta Detectar cargas eléctricas Objectivo Observar interacções entre objectos carregados com o mesmo tipo de carga ou com cargas de tipo diferente. Discussão 1 Que tipos de interacção observaste entre os diferentes objectos? 2 Quantos tipos de carga eléctrica devem existir? Fundamenta a resposta. etc. • Tubos. Procedimento 1 Monta um sistema como o da figura ao lado. A B A figura mostra um pêndulo que pode ser electrizado por contacto. após terem sido friccionados nos panos ou noutros objectos. borrachas.: discos. Aproxima do objecto suspenso no suporte um outro corpo igualmente friccionado. varetas ou frascos de vidro. o pêndulo passa a funcionar como “electroscópio”. como detector de tipo de carga eléctrica. • Linha de costura ou fio leve e um suporte para suspender os objectos.). 75 . Material necessário • Panos bem secos (de lã ou flanela). 2 Preenche a tabela com registos adequados. se possível. 2 Coloca diversos objectos no suporte. • Outros corpos leves não metálicos (ex. isto é. cartão. No caso da figura. • Réguas e canetas de plástico. Uma vez electrizado. como está exemplificado para duas situações. as duas varetas A e B possuem cargas do mesmo tipo ou de tipos diferentes? Fundamenta a resposta.

Diz-se que a carga eléctrica se conserva. Isto é. Os átomos possuem também partículas sem carga eléctrica. Cada átomo. mesmo. electricamente neutro. a electricidade é tão antiga como o mundo… E pensa-se. a carga do electrão é considerada negativa pelo que a carga do protão resulta obviamente positiva. A carga de um electrão é exactamente simétrica da carga de um protão. por isso. Trata-se de uma mera convenção (ou seja. se tiverem cargas do mesmo sinal. as folhas afastam-se uma da outra. E é tanto mais negativa quanto maior for o número de electrões em relação ao número de protões. Interacção entre corpos electrizados Quando um corpo electrizado se aproxima de outro corpo electrizado. que o aparecimento das primeiras formas de vida estiveram ligadas a fortes descargas eléctricas. A carga eléctrica de um corpo (designada antigamente por “quantidade de electricidade”) é tanto mais positiva quanto menor for o número de electrões em relação ao número de protões. em volta do núcleo. no núcleo. consoante tenham carga do mesmo sinal ou cargas de sinal dferente. É N C T R I C O I C S O S E A origem da electricidade encontra-se na estrutura da matéria. 76 Duas pequenas esferas leves e suspensas podem afastarse ou atrair-se. Quando está carregado.11 Sistemas electricos 11 4/14/04 10:50 AM S I Página 76 S T E M A S E L E C T E L R Ó A origem da carga eléctrica nos corpos Sabemos hoje que todos os átomos possuem partículas com carga eléctrica: • protões (com carga eléctrica positiva). se tiverem cargas de sinal diferente. quer com carga positiva quer com carga negativa. os neutrões (que fazem parte do núcleo). Por razões históricas. • electrões (com carga eléctrica negativa). A matéria é constituída por átomos. transferem-se electrões dos átomos de um dos objectos para os átomos do outro objecto. contém cargas negativas a girar em torno do núcleo. constituído por cargas positivas. Quando se friccionam dois objectos. . ou mais protões do que electrões. Mas a carga que sai de um é exactamente igual à carga que o outro recebe. Sabemos hoje que a electricidade é a propriedade que os corpos revelam por possuírem mais electrões do que protões. duas situações podem ocorrer: • os corpos repelem-se. As cargas eléctricas já existem na matéria. pois. Não há. tem o mesmo valor absoluto e apenas difere no sinal. • os corpos atraem-se. nem perda nem criação de carga eléctrica. O excesso ou a falta de electrões num corpo faz com que esse corpo fique electrizado… O instrumento da figura é um electroscópio de folhas (observem-se as folhas de ouro penduradas da haste). um acordo entre os cientistas). e.

howstuffworks.htm 77 . Sugere-se que os alunos investiguem estas e/ou outras aplicações da electricidade estática. Pelo contrário.com/photocopier. Explica-se esta repulsão dizendo que o campo criado por uma das esferas carregadas actua na outra esfera. cria-se na chapa uma réplica do que está no papel original. terá de perder um número de electrões verdadeiramente astronómico: 6. O campo eléctrico criado por um corpo em cada ponto à sua volta é tanto mais intenso (mais forte) quanto maior for a carga do corpo. O campo eléctrico vai enfraquecendo com o aumento da distância à carga até se tornar tão pouco intenso que se pode considerar nulo.25 × 1018 electrões (625 seguido de dezasseis zeros!). Nessa chapa. repelem-se mutuamente. as zonas correspondentes à parte branca do original ficam neutras (nesses pontos. há uma chapa metálica electrizada positivamente sobre a qual é colocado o original a ser copiado. – – Campo eléctrico Hoje temos muitas provas experimentais de que qualquer corpo electricamente carregado cria à sua volta o que se designa por um campo de forças eléctricas ou. na proximidade uma da outra. As gotas de tinta são electrizadas negativamente e a superfície a pintar positivamente. terá de ter um excesso de 6. Algumas páginas da Internet com informação interessante sobre este assunto: http://wikibooks. para um corpo ter a carga –1 C. Projectos Duas pequenas esferas carregadas.11 Sistemas electricos 4/14/04 10:50 AM Página 77 Unidade SI de carga eléctrica A unidade SI de carga eléctrica é designada por coulomb (C). Há uma economia de tinta (evitam-se espalhamentos para áreas que não interessa pintar) e a tinta fica melhor espalhada. Outra utilização da electricidade estática é nas fotocopiadoras. Usos da electricidade estática Uma das utilizações da electricidade estática é nas cabinas de pintura de fábricas de automóveis. As gotas de tinta. A réplica com toner é transferida para uma folha em papel branco e dá-se a sua aderência a esta por aquecimento. Para um corpo ter a carga 1 C. quando este entra em contacto com essa chapa. Um coulomb é bastante superior às cargas dos corpos com que vulgarmente trabalhamos. Na foto. simplesmente. a carga é escoada para a Terra) e as zonas correspondentes à parte escura do papel mantêm a sua carga positiva. por terem cargas do mesmo sinal.org/wiki/Uses_of_static_electricity(GCSE_science) http://electronics. e vice-versa. repelem-se umas às outras. equipamento experimental para medir a força de interacção entre duas esferas carregadas.25 × 1018 electrões sobre o número de protões. campo eléctrico. As zonas positivas desta réplica atraem um pó negro e fino (toner) carregado negativamente. Deste modo. mas são atraídas para a superfície metálica do carro carregada positivamente. Nestas máquinas.

por cada resposta que proporciona. quando friccionados. verificou que penas de aves. nascia na Alemanha o homem que seria um digno continuador da sua obra: Otto von Guericke (1602-1686). Utilizando um grande número de corpos diferentes. e tinha. de enxofre. William Gilbert (1544-1603) No meio século que se seguiu às descobertas de Guericke. Mas. Quatro anos mais tarde. publicadas em 1672. arrojadamente. Os seus estudos não confirmaram esta hipótese. em Londres. passando novamente a ser atraídas pela esfera de enxofre carregada. No fim da sua vida. Guericke colocou a hipótese de que as forças que mantêm os planetas a mover-se em torno do Sol são forças eléctricas. Entre as descobertas de Guericke. pois esta. Um ano antes da morte de Gilbert. logo que tocava nas penas. Tem sido sempre assim na história da Ciência. Gilbert tinha desenvolvido muitas ideias. Stephen Gray (1666-1736) descobriu que a electricidade se pode transmitir à distância em fios metálicos e em cordas humedecidas e identificou materiais que conduziam e que não conduziam a electricidade. ossos. ficavam electrizadas. terra. mármore. o francês Dufay (1698-1739) introduziu pela primeira vez os termos «condutor» e «não condutor» da electricidade. gotas de água. um dos precursores da física. ficou famoso por prever o eclipse do Sol que ocorreu em 28 de Maio de 585 aC. etc. que a electricidade é uma propriedade inerente a toda a matéria e desempenha um papel Guericke e a sua máquina electrostática… 78 . que foi médico da rainha Isabel I de Inglaterra. Gilbert pôde concluir que muitos deles se comportavam como os pedaços de âmbar. amigo do conhecimento). em grande parte consagrada à investigação das propriedades eléctrica e magnética. principalmente. mas conduziram-no à construção da primeira máquina electrostática. etc. de resina. outras erradas. elas perdiam a sua electrização. areia. Mas. marfim. de muitos cristais. Por exemplo. De facto. E mais: imediatamente após o contacto. uma máquina feita com uma esfera de enxofre capaz de carregar corpos electricamente. limalha de metais. um dos fundadores da filosofia grega (filósofo significa.11 Sistemas electricos 4/14/04 11 10:50 AM S I Página 78 S T E M A S E L E C T E L R Ó É N C T R I C O I C S O S E Leitura… Breve história da electricidade estática Apesar dos fenómenos eléctricos serem conhecidos desde há mais de dois mil e quinhentos anos. em 1729. Gilbert organizou uma lista de materiais que não conseguiu electrizar por fricção: metais. muitas dúvidas. Era o caso de corpos de vidro. à letra. fibras vegetais. as penas eram fortemente repelidas. umas certas. Verificou que era capaz de carregar electricamente os bons condutores (como os metais) por fricção desde que os isolasse e afirmou. Concluiu que os corpos electrizados perdem o seu “estado eléctrico” sempre que se toca neles com a mão. ao colocar novos problemas para resolver. os progressos no conhecimento sobre a electricidade foram muito poucos. Tales de Mileto. especulava que a origem da atracção do âmbar seria a existência de partículas minúsculas que provocariam uma força eléctrica… Os interesses de Tales iam desde a geometria até à astronomia. realça-se uma pela sua importância: a electrização por contacto. em contacto com uma esfera electrizada. cria muitas questões. madeiras duras. etc. das pedras preciosas. o seu estudo sistemático só se iniciou com William Gilbert (1544-1603). E os corpos leves atraídos também eram variados: pedaços de madeira. de goma-laca.

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fundamental no Universo. Esta ideia ainda hoje se mantém válida. É a
Dufay que ficamos a dever a «teoria dos dois fluidos eléctricos»
segundo a qual a electricidade é propagada à distância por meio de
dois fluidos, um que propaga num dado sentido a electricidade
«vítrea» (do tipo da electricidade do vidro friccionado com lã) ou
«positiva», e outro que propaga em sentido contrário a
electricidade «resinosa» (do tipo da electricidade da resina
friccionada com lã) ou «negativa».
Em 1747, o americano Benjamin Franklin (1706-1790) realizou
estudos notáveis: explicou os raios que caem na terra durante
as trovoadas e que tantos estragos fazem, testando a ideia de
que são correntes eléctricas fortes e ultra-rápidas (descargas
eléctricas) que ocorrem entre as nuvens e a terra; descobriu que a
electricidade se «escoa» dos corpos para a atmosfera mais
facilmente pelas pontas desses corpos—o chamado «poder das
pontas»; e inventou, com base neste poder das pontas, o pára-raios
(em 1752). Para além disso, enunciou o princípio da «conservação
da electricidade» e propôs a «teoria de um fluido eléctrico
único». A ideia de Franklin de um só fluido não se impôs logo, até
porque vários estudos mostravam que os termos «electricidade vítrea»
e «electricidade resinosa» eram enganadores porque nem o vidro nem
a resina adquirem sempre uma electricidade da mesma natureza
(dependia do material friccionante).

Gravura alusiva às
experiências de Franklin
com o pára-raios, em
1752.

O francês Charles de Coulomb (1736-1806) considerava
existirem “duas electricidades”, dois tipos de fluidos materiais
cujas partículas se atraíam ou repeliam. Foi o primeiro a estudar
quantitativamente as atracções e repulsões eléctricas. Em 1785
concluiu que a força repulsiva (entre cargas do mesmo tipo) ou
atractiva (entre cargas de tipo diferente) era directamente
proporcional ao produto dos valores que quantificam essas
cargas e inversamente proporcional ao quadrado da distância
entre elas.
Apenas em 1800 o italiano Alexandro Volta construiu a primeira
pilha eléctrica, que permitia obter correntes eléctricas de modo
continuado. Começava um novo capítulo na história da electricidade… e
da história da Humanidade.

A electricidade estática esteve
na “moda” nos salões nobres
no século XVIII. Os seus usos
foram muito diversificados…

Questões
1 Encheram-se dois balões de borracha. Em
seguida fizeram-se duas cruzes nos dois balões
e friccionaram-se fortemente com panos de lã
as zonas dos balões onde estão as cruzes.
Depois aproximaram-se essas zonas uma da
outra.

2 Voltou-se a friccionar um dos balões
fortemente na zona da cruz e aproximou-se um
dedo da mão, bem seco, dessa zona do balão.
Notou-se um pequeno estampido.

1.1 O que prevês que tenha sucedido?

2.1 Caso esta experiência fosse feita numa sala
escura, o que poderias ver?

1.2 Como explicas o que sucedeu?

2.2 Explica a origem do pequeno estampido.

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Corrente eléctrica e
circuitos eléctricos
Se a interacção entre corpos electrizados (electricidade estática)
já é conhecida há muitas centenas de anos, o estudo das cargas
em movimento através dos circuitos eléctricos (electrodinâmica) é
mais recente: iniciou–se há cerca de 200 anos, com a invenção
da primeira pilha eléctrica.

Corrente eléctrica temporária e
permanente. Pilhas eléctricas
Qualquer objecto electricamente carregado descarrega-se
quando o colocamos em contacto com a terra por meio de um
condutor eléctrico. Os electrões movem-se facilmente
através dos condutores, constituindo o que se chama uma
corrente eléctrica. Numa descarga eléctrica para a “terra”, a
corrente pode ser:
• da terra para o objecto carregado, se este estiver
positivo (tem “falta de electrões”);
• do objecto carregado para a terra, se o objecto estiver
negativo (tem “excesso de electrões”).
Na descarga, a corrente eléctrica é praticamente
instantânea, como no caso do choque eléctrico que se sente
por vezes ao sair de um automóvel, num dia seco e quente. A
carga eléctrica da carroçaria metálica (originada pela fricção
com o ar) é descarregada através do nosso corpo, quando
tocamos no chão.
Vimos que as correntes eléctricas temporárias existem
desde sempre: é o caso, por exemplo das trovoadas. Porém,
a manutenção das cargas eléctricas em movimento, ou seja a
produção de correntes eléctricas permanentes, só foi
conseguida há pouco mais de 200 anos pelo físico italiano
Alexandro Volta (1745-1827), ao inventar a primeira pilha
eléctrica. A corrente obtida com uma pilha (ou com outro
gerador eléctrico) mantém-se durante muito mais tempo do
que numa descarga eléctrica e tem sempre o mesmo sentido.
É, por isso, uma corrente contínua (DC, de direct current).
Quando se liga uma pilha ou qualquer outro gerador a um
circuito exterior, são estabelecidos campos elétricos no circuito
exterior e dentro do próprio gerador. Isto faz com que o
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Em 1746, o padre Nollet, de Paris,
estudioso da electricidade,
verificou que esta se movia muito
depressa... Colocou 200 frades em
fila, ligados entre si. Fez incidir
uma descarga eléctrica no primeiro
frade e verificou que todos os
outros saltaram e começaram a
“praguejar” simultaneamente,
devido à passagem da corrente
eléctrica! O padre
Nollet refere esta
experiência no
seu livro Lettres
sur L’Électricité,
1753 (Cartas
sobre a
Electricidade).

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movimento de cargas não ocorra apenas
no circuito exterior mas também dentro
do gerador. Caso contrário, não teríamos
corrente, pois o gerador deixava de o ser
para passar a ser um interruptor
(interrompia a corrente que ele próprio
pretendia criar!).
Qualquer pilha eléctrica possui um
circuito interior formado por condutores em
contacto:
• dois eléctrodos metálicos, a que se
liga o circuito exterior;
• o electrólito (em geral uma solução)
embebendo os eléctrodos, e que
contém iões (átomos ou grupos de
átomos que, tendo perdido ou
recebido electrões, são portadores de
carga eléctrica).

A corrente eléctrica percorre todos os componentes do
circuito: gerador, fios, lâmpada e interruptor… A corrente
gerada por uma pilha é uma corrente contínua (tem
sempre o mesmo sentido).

A produção de corrente está
relacionada com reacções químicas que se
dão entre os eléctrodos e o electrólito.
Nessas reacções, há partículas que cedem
carga a outras partículas. O resultado final é
um fluxo de cargas no interior e no
exterior do gerador, quando este é
incluído num circuito fechado. No
electrólito, são iões as partículas que
transportam a carga eléctrica; nos
eléctrodos e nos fios,
são electrões que
transportam a carga.

Uma forma simples de
produzir corrente: duas
moedas diferentes e um
limão…

Abrindo uma pilha, verificas que há sempre
dois sólidos condutores, os eléctrodos (grafite
e zinco, nas pilhas vulgares, ou outros
materiais nas pilhas
carvão
de maior duração),
(grafite)
separados por uma
mistura que tem
embebida uma
zinco
solução condutora.

Numa pilha eléctrica
transfere-se energia das
reacções químicas para a
corrente ao longo do circuito.
A pilha eléctrica, um gerador
electroquímico de corrente,
foi inventada no princípio do
século XIX pelo italiano
Alessandro Volta. Este físico
descobriu que entre dois
pedaços de metal (cobre e
zinco), separados por papel
embebido em água salgada,
se estabelecia uma tensão
eléctrica. Ligando os dois
metais através de um
condutor, verificou que
passava corrente.
O termo "pilha" vem do facto
de Volta ter empilhado vários “elementos”
constituídos, cada um, por uma pequena chapa de
cobre separada de uma chapa de zinco por uma
folha embebida em água salgada (figura ao lado).

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pelas força do campo eléctrico no fio. 5 Os fios condutores devem estar devidamente isolados e ter uma espessura adequada. estão fracamente ligados aos átomos e podem mover-se desordenadamente. Bem pelo contrário. em todas as direcções. o aparelho deve estar desligado. em quaisquer corpos metálicos ou em outros que também sejam condutores e estejam intercalados no circuito. Cuidados com a corrente eléctrica O corpo humano é um bom condutor da corrente eléctrica. os electrões de condução progridem no fio relativamente devagar (alguns milímetros por segundo. Nota que o facto de o campo eléctrico se propagar tão rapidamente no fio não significa que os electrões de condução progridam muito depressa ao longo dos fios. O campo eléctrico nos fios é particularmente intenso e propaga-se muito rapidamente (a uma velocidade de cerca de 200 000 quilómetros por segundo!). Uma corrente eléctrica suficientemente intensa através do corpo pode provocar a morte. 3 Quando se liga uma ficha. não devendo estar partidos por dentro. e devem ser bem ligadas de modo a não poderem ser tocadas com as mãos. numa corrente contínua). de átomo para átomo. principalmente quando está molhado. 6 Nunca se devem ligar muitos aparelhos à mesma tomada de corrente. As regras seguintes devem ser sempre respeitadas quando se usam aparelhos eléctricos: 1 As superfícies metálicas de contacto dos elementos dos circuitos (pontas dos fios e terminais dos aparelhos) devem estar limpas e secas. 7 Em caso algum se deve tocar nos fios descarnados. 2 Não se deve utilizar um aparelho com as mãos húmidas ou perto de água. 82 Nunca se deve utilizar um aparelho eléctrico com mãos húmidas ou próximo de água. Porquê? . originando uma corrente eléctrica.11 Sistemas electricos 11 4/14/04 7:59 PM S I Página 82 S T E M A S E L E C T E L R Ó É N C T R I C O I C S O S E Modelo sub-microscópico da corrente eléctrica Nos metais. o alumínio ou o sódio. o ferro. Os electrões de condução são “arrastados” para o pólo positivo do gerador. os electrões mais afastados do núcleo. chamados electrões de condução. devido às colisões com os átomos. 4 Sempre que possível. devem-se usar tomadas com ligação à Terra (porque canalizam para a Terra qualquer excesso de corrente). como o cobre.

devem utilizar-se as escalas de maior alcance e só depois ir reduzindo os alcances das escalas adequando-as aos valores entretanto medidos. pelo menos. Os circuitos podem ser representados por esquemas eléctricos. Há.11 Sistemas electricos 4/14/04 10:57 PM Página 83 Como representar um circuito eléctrico? Um circuito eléctrico é uma sequência de condutores por onde circula uma corrente eléctrica. um desenho pode não dar uma ideia clara do modo como estão ligados os componentes do circuito. Mas o risco de danificação dos aparelhos é elevado. A pilha é o gerador de corrente para o circuito (outros exemplos de geradores são as baterias de automóvel e os dínamos de bicicletas) e a lâmpada é o receptor (outros exemplos de receptores são os motores eléctricos e os circuitos electrónicos). 3 Nos aparelhos com várias escalas. se o interruptor estiver ligado. uma lâmpada e um interruptor. Por exemplo: 1 Qualquer montagem deve ser feita com base num esquema eléctrico prévio. se o interruptor estiver desligado. que respeitar as normas indicadas pelos professores. podem ver-se fotos de alguns tipos de componentes de circuitos eléctricos e respectivos símbolos. fechando o interruptor. porque os aparelhos didácticos garantem uma boa segurança e as correntes são pouco intensas. quando se tem a certeza de que as ligações estão de acordo com o esquema e de que as grandezas a medir estão dentro do alcance dos aparelhos de medida. uma lâmpada. Cada tipo de componente de um circuito é representado por um símbolo próprio. + – interruptor (aberto) gerador (pilha) Um circuito eléctrico com uma pilha. pois. 2 Só se deve dar início à passagem da corrente no circuito. Além de ser mais difícil fazer um desenho do que um esquema. O esquema de um circuito eléctrico não é um desenho realista do circuito. Diz-se que um circuito está: • aberto. Nas experiências escolares. 83 . um interruptor inicialmente desligado. Na próxima secção. A figura ao lado mostra um circuito com uma pilha. um interruptor e fios e o respectivo esquema eléctrico. para servir de orientação e incluir. os perigos de utilização da corrente eléctrica são muito baixos. lâmpada • fechado. Os símbolos que utilizamos são os recomendados pela Comissão Electrotécnica Internacional (CEI) e estão de acordo com as normas portuguesas.

A corrente eléctrica contínua pode provocar reacções químicas. 84 . o cobre passa a depositar-se na outra barra condutora. Numa pilha. Se invertermos as ligações no gerador. quando passa através de soluções condutoras. no século XIX. Efeito químico da corrente Um condutor percorrido por uma corrente eléctrica sofre um aumento de temperatura (pode ser difícil detectar este aquecimento. observa-se o aparecimento de novas substâncias (cobre e cloro) nos eléctrodos. Parte da energia que estava associada à corrente eléctrica (energia eléctrica) vai surgir na forma de energia química. o estudou pela primeira vez. fazendo passar corrente numa solução condutora de cloreto de cobre. isto é. a formação de novas substâncias. se a intensidade da corrente for pequena). De facto. ocorrem reacções químicas que dão origem à corrente eléctrica. em resultado disso.11 Sistemas electricos 4/14/04 11 9:29 PM S I Página 84 S T E M A S E L E C T E L R Ó É N C T R I C O I C S O S E Efeitos da corrente eléctrica Quando a corrente eléctrica passa num fio ou numa solução condutora podemos observar diversos efeitos: N NE SO 9 – 10 3 11 0 S 8 5 4 2 SE 6 E O NO 7 + 12 Efeito térmico da corrente (ou efeito Joule) Efeito magnético da corrente A passagem da corrente eléctrica contínua num fio provoca o aparecimento de um campo magnético na proximidade do fio que pode ser detectado pelo desvio de uma agulha magnética. invertendo as ligações no gerador. inverte-se o sentido da corrente e. Os efeitos magnético e químico da corrente eléctrica contínua sugerem que a corrente tem um sentido. a agulha magnética desvia-se em sentido contrário. muda de sentido o desvio da agulha magnética e mudam de eléctrodo os produtos que se formam quando a corrente passa numa solução. em homenagem ao físico inglês James Joule que. Se invertermos o sentido da corrente. O mesmo ocorre com o gás cloro. O efeito térmico é também conhecido por efeito Joule. Por exemplo. que passa a libertar-se na outra barra condutora ou eléctrodo. Tal processo é o oposto do que acontece nas pilhas eléctricas.

O sentido do movimento dos electrões — sentido electrónico da corrente — é também designado por sentido real da corrente eléctrica. A emissão de luz e o movimento de um comboio eléctrico são manifestações da energia da corrente eléctrica. E é pelo facto de ser realizado este trabalho que há energia eléctrica transformada em outras formas nos diversos componentes do circuito. pois não vemos quaisquer efeitos da corrente. ainda não se tinha uma ideia clara sobre a corrente eléctrica: não se sabia que era um fluxo de electrões e pensava-se que era algo de semelhante a um "fluido" (um gás ou um líquido são fluidos. Mas muitas vezes não “vemos” essa energia eléctrica. Só com o circuito fechado o campo eléctrico no circuito arrrasta as cargas eléctricas ao longo do circuito. É fornecida ao circuito pelo gerador. tal como vimos. No século XIX. há trabalho realizado sobre essas cargas. a partir de outras formas de energia. 85 . como qualquer outra forma de energia. não é criada do nada. A corrente eléctrica e as manifestações de energia Os efeitos da corrente eléctrica acabados de estudar. Convencionou-se então que esse “fluido eléctrico” passava do pólo positivo para o pólo negativo — sentido convencional da corrente. nos fios. Havendo arrastamento das cargas eléctricas pelas forças do campo eléctrico. do pólo negativo para o pólo positivo. A energia transformada em cada parte do circuito depende deste trabalho das forças do campo eléctrico sobre as cargas eléctricas. Esta. Porquê? Porque simplesmente não há corrente eléctrica (o circuito está aberto…). se bem que não corresponda de facto ao sentido do movimento dos electrões.11 Sistemas electricos 4/14/04 11:00 PM Página 85 Sentido real ou electrónico e sentido convencional da corrente A corrente obtida numa pilha tem sempre o mesmo sentido: os electrões de condução seguem. escorrem). porque fluem. mais não são do que manifestações de uma forma de energia que se designa vulgarmente por energia eléctrica. O sentido convencional é ainda hoje muito utilizado em engenharia e em Física.

11 Sistemas electricos 11 4 4/14/04 9:31 PM S I Página 86 S T E M A S E L E C T E L R Ó É N C T R I C O I C S O S E Tensão. a energia das cargas eléctricas vai-se transformando em outras formas de energia nos diversos componentes do circuito. 6 Os algarismos significativos numa medição são os que se lêem com exactidão e o primeiro que se lê por aproximação. 5 Neste voltímetro só se pode ler com exactidão de 0. Leitura de aparelhos e algarismos significativos 1 Quando se faz a leitura num aparelho de medida. por unidade de carga. intensidade da corrente e resistência eléctrica A energia eléctrica que é transformada em outras formas de energia num troço de circuito depende da chamada tensão eléctrica nos extremos desse troço.05 V. 4 A menor divisão (ou divisão propriamente dita) vale 0. que é a milésima parte do volt. entre esses pontos do circuito. Tensão eléctrica volt Ao longo de um circuito eléctrico percorrido por uma corrente.1 V em 0. o conjunto de 10 divisões pequenas) vale 1 V. a rapidez de arrastamento é tanto menor quanto maior for a resistência dos condutores. lê-se sempre um valor aproximado. Por aproximação. 86 Voltímetro com um alcance máximo de 5 V = 5 000 mV. no voltímetro ao lado. 2 Chamam-se algarismos significativos aos algarismos que faz sentido considerar no resultado da leitura. que depende das divisões da escala do aparelho.1 V (1 V/10). mas U é o símbolo recomendado internacionalmente). A intensidade da corrente depende desta rapidez de arrastamento.001 V = 1 V 1000 milivolt volt A unidade de tensão eléctrica é o volt. pode ler-se metade deste valor: 0. A tensão eléctrica (grandeza que também é designada por diferença de potencial eléctrico) representa-se pelo símbolo U (alguns livros usam V. Por sua vez.1 V. A tensão eléctrica entre dois pontos do circuito mede a energia que é transformada. milivolt 1 V = 1000 mV 1 mV = 0. A tensão é a grandeza que determina a maior ou menor rapidez com que as cargas eléctricas são arrastadas. Mede-se com aparelhos designados por voltímetros. Utiliza-se também o milivolt (mV). de alcance 5 V. cujo símbolo é V. cada divisão grande (isto é. . 3 Por exemplo.

.) O que se faz 1 Montar um circuito com uma lâmpada.11 Sistemas electricos 4/14/04 11:16 PM Página 87 Experimenta Como ligar lâmpadas num circuito? Que materiais são bons condutores de corrente eléctrica? Objectivos • Construir circuitos simples. etc.. por tentativas. vidro. ligando-a directamente à pilha… (ver figura ao lado). 4 Descobrir. Material necessário • 1 pilha de 4.? 3 Construir um circuito com duas lâmpadas. um outro processo que há para ligar as duas lâmpadas no circuito. • Identificar materiais bons e maus condutores da corrente eléctrica. 5 Construir um circuito que permita testar a condutibilidade eléctrica de um objecto. nos respectivos suportes. chapas metálicas. 87 .5 V • 2 lâmpadas e respectivos suportes • 1 interruptor • fios de ligação soltos e com bananas • diversos materiais para teste de condutibilidade (exemplos: cortiça. 6 Verificar se os materiais de que são feitos diversos objectos conduzem ou não a corrente eléctrica. no respectivo suporte. papel. Como ligar a lâmpada (fora do suporte respectivo) à pilha de modo a acendê-la. 2 Retirar a lâmpada do respectivo suporte e investigar como acender a lâmpada utilizando fios soltos. Organizar um quadro com as observações. couro.

88 . 1.ª experiência (lâmpadas em série) • pilha • fios de ligação • 2 lâmpadas iguais • 1 interruptor 1 Montar um circuito como o da figura para medir a tensão eléctrica nos extremos de uma lâmpada. O voltímetro é ligado em paralelo à lâmpada. 3 Medir a tensão entre os extremos da associação em série das duas lâmpadas. Registar o respectivo valor. 4 Que relação há entre a tensão nos extremos da associação em série das duas lâmpadas e as tensões nas extremidades de cada lâmpada? Esquematiza o circuito e escreve os respectivos valores. O voltímetro é ligado aos extremos das duas lâmpadas. 2 Medir a tensão entre os extremos da outra lâmpada. Registar os respectivos valores. • voltímetro • O voltímetro é ligado em paralelo aos dois pontos entre os quais se pretende medir a tensão eléctrica.11 Sistemas electricos 4/14/04 11 11:13 PM S I Página 88 S T E M A S E L E C T E L R Ó É N C T R I C O I C S O S E Experimenta Medição da tensão eléctrica em associações de lâmpadas em série e em paralelo As ideias Material necessário • A tensão eléctrica entre dois pontos quaisquer de um circuito eléctrico pode ser medida com um voltímetro.

ª experiência (lâmpadas em paralelo) 1 Montar um circuito como o da figura para medir a tensão eléctrica nos extremos de uma lâmpada. V + U=? U=? – 89 . 2 Medir a tensão entre os extremos da outra lâmpada. 3 Medir a tensão entre os extremos da associação em paralelo das duas lâmpadas. Registar os respectivos valores. U=? V V 4 Que relação há entre a tensão nos extremos da associação em paralelo das duas lâmpadas e as tensões nas extremidades de cada uma das lâmpadas? Completa o esquema do circuito (ao lado) escrevendo os valores lidos nos voltímetros. Registar o respectivo valor.11 Sistemas electricos 4/14/04 11:13 PM Página 89 2.

1.5 V em milivolts. Verifica que a carga eléctrica que circulou no sistema eléctrico do HT durante 1 min foi 583 coulombs. em volts.8 mV em volts.1 Qual é o alcance máximo do voltímetro? 2. 1.25 V em milivolts. 4.11 Sistemas electricos 4/14/04 9:33 PM 11 S Página 90 I S T E M A S E L E C T E L R Ó É N C T R I C O I C S O S E Questões 1 Converter: 1. o HT funcionou com uma potência de 700 watts (700 W). 4.2 duas das três lâmpadas fiquem em paralelo e a terceira em série e que o voltímetro meça a tensão na associação das lâmpada em paralelo. indica a energia.3 4. http://www. que é transformada por cada coulomb de carga que circula no circuito. Usa como fonte de alimentação duas baterias com um total de 72 V.5 0.segway. ou seja.2 250 mV em volts.2 Como se deve proceder para efectuar uma medição com um alcance de 15 V? 2.1 as três lâmpadas fiquem em série e que o voltímetro meça a tensão na lâmpada do meio.3 Em que posição deve estar o ponteiro para marcar 1. recebeu 700 J da fonte de tensão em cada segundo. Num certo percurso. 1.1 Qual é a energia que o HT recebeu em 10 s? 4.5 V quando o alcance for de 3 V? 3 Estabelece as ligações de tal modo que: 3.4 0.3 A tensão eléctrica.com 90 . em joules. 2.5 V em milivolts.1 2. 3. 2 Observa a fotografia do voltímetro ao lado.2 Verifica que a energia que o HT recebeu em 1 min é 42 000 J. 1. 1 1 0 2 3 4 0 5 2 3 4 5 V V + + 4 O Segway Human Transporter (HT) pretende ser um veículo revolucionário para o transporte nas cidades.

11 Sistemas electricos 4/14/04 8:52 PM Página 91 Componentes mais vulgares dos circuitos de laboratório e respectivos símbolos Gerador (pilha) Fios de ligação Gerador (caixa de alimentação) + – G Lâmpada Resistor (ou “resistência”) Interruptor Voltímetro Amperímetro Motor eléctrico V Tomada de corrente de 220 V A Campainha M Reóstato 220 V 91 .

042 A 1000 Para medir a intensidade da corrente num circuito que tem todos os seus elementos ligados em série. é mais intenso.6 0 0 1 2 A 3 0. a milésima parte do ampere. Um submúltiplo muito utilizado é o miliampere. basta introduzir um amperímetro em série em qualquer ponto do circuito. ampere 0.080 A = 0. O número desses electrões que passam em qualquer secção do fio condutor. por unidade de tempo.11 Sistemas electricos 4/14/04 8:53 PM 11 S I Página 92 S T E M A S E L E C T E L R Ó É N C T R I C O I C S O S E Intensidade da corrente eléctrica Uma corrente eléctrica num fio pode ser pouco intensa ou muito intensa.8 1. A intensidade da corrente eléctrica mede a carga eléctrica que passa em cada secção por unidade de tempo. a corrente eléctrica é mais intensa (nota que não há mais electrões—mais carga—a circular… os electrões de condução progridem é mais depressa!). E. cujo símbolo é A. criado pelo gerador. é maior.1 A = 100 mA.2 A = 1.001 A = A 1000 miliampere ampere Exemplificando ) Como converter em miliamperes uma medida em amperes… 1. por isso. A unidade SI de intensidade da corrente eléctrica é o ampere.2 0.150 A 1000 porque 1 mA = 42 mA = 42 × 92 1 A 1000 1 A = 0. os electrões de condução são arrastados mais rapidamente.0 4 5 miliampere 1 A = 1000 mA 1 1 mA = 0.4 0. .2 × 1000 m A = 1200 mA + – porque 1 A = 1000 mA 0. Amperímetro com um alcance máximo de 0. Quando o campo eléctrico.080 × 1000 m A = 80 mA Como converter em amperes uma medida em miliamperes… 150 mA = 150 × 1 A = 0. Representa-se pelo símbolo I e mede-se com aparelhos chamados amperímetros.

5 × 0. tendo em conta o número de divisões.5 A? 93 . o alcance é 5 A… E quanto vale cada divisão? 2 1 Se o alcance for 3 A… 3 0 …cada divisão maior da escala vale 1 A e a menor divisão vale 0. O valor marcado é 10 mA + 2. 2 Calcular quanto vale a menor divisão.5 A… !  ) …cada divisão maior da escala vale 0.200 A Se o alcance for 60 mA…  !  …cada divisão maior da escala vale 20 mA e a menor divisão vale 2 mA. O valor marcado é ) 200 mA = 0. O valor marcado é 3.11 Sistemas electricos 4/14/04 8:53 PM Página 93 Exemplificando Como medir valores num amperímetro? É necessário conhecer o alcance ou valor máximo da escala e… 1 Calcular quanto vale cada divisão da escala.025 A = 25 mA A que terminais se deve ligar este amperímetro para que o alcance seja 0. O valor marcado é 0. O valor marcado é 1 A + 2.05 A.0125 A Se o alcance for 300 mA…  !  …cada divisão maior da escala vale 100 mA e a menor divisão vale 10 mA.5 × 2 mA = )  = 7 mA = 0. tendo em conta o alcance. o alcance é 1 A… E quanto vale cada divisão? = 12.1 A = A = 1.1 A.5 mA = 0.05 A = = 0.25 A = 1250 mA Se o alcance for 30 mA… 2 1 3 0 …cada divisão maior da escala vale 10 mA e a menor divisão vale 1 mA.007 A Se o alcance for 1.5 A e a menor divisão vale 0.5 × 0.5 × 1 mA = A Utilizando estes dois terminais. Utilizando estes dois terminais.

ª experiência (lâmpadas em série) 1 Monta o circuito da figura ao lado.11 Sistemas electricos 4/14/04 11 10:54 PM S I Página 94 S T E M A S E L E C T E L R Ó É N C T R I C O Experimenta Corrente em circuitos em série e em paralelo As ideias principais • Um amperímetro monta-se sempre em série. Na ligação em paralelo. Que sucede? Porquê? 94 I C S O S E . 2 Modifica o circuito de modo a incluir o amperímetro entre as duas lâmpadas. • 1 voltímetro • 1 amperímetro • 1 interruptor • fios de ligação 1. Regista a intensidade da corrente. a corrente reparte-se por vários caminhos (os ramos da ligação). Regista a intensidade da corrente. 3 Modifica o circuito. colocando o amperímetro entre a lâmpada L1 e o gerador. Material necessário • 1 pilha • 2 lâmpadas iguais nos respectivos suportes. 5 Nota-se alguma variação na intensidade da corrente ao longo do circuito? 6 Desenrosca uma das lâmpadas. 4 Modifica o circuito. • Na ligação em série. Regista a intensidade da corrente. com as duas lâmpadas L1 e L2 em série. colocando o amperímetro entre o interruptor a lâmpada L2. toda a corrente percorre o mesmo caminho.

6 Nota-se alguma diferença na intensidade da corrente nos diversos troços do circuito? Onde é que a corrente é mais intensa: no gerador e no interruptor ou em cada uma das lâmpadas? 7 Desenrosca uma das lâmpadas. Regista a intensidade da corrente. 5 Modifica o circuito de modo a incluir o amperímetro entre a lâmpada L1 e o gerador. 4 Modifica o circuito de modo a incluir o amperímetro entre a lâmpada L2 e o interruptor. Regista a intensidade da corrente. 3 Modifica o circuito de modo a incluir o amperímetro no troço do circuito da outra lâmpada em paralelo.ª experiência (lâmpadas em paralelo) 1 Monta o circuito da figura ao lado.11 Sistemas electricos 4/14/04 10:54 PM Página 95 2. Regista a intensidade da corrente. 2 Modifica o circuito de modo a incluir o amperímetro no troço do circuito de uma das lâmpadas em paralelo. com as duas lâmpadas em paralelo. Regista a intensidade da corrente. Que sucede? Porquê? 95 .

mas a passagem da corrente dá-se de modo semelhante: a corrente que circula no troço principal do circuito divide-se num nó para os troços em paralelo—as duas lâmpadas—e volta a juntar-se no outro nó do circuito. Na primeira.. a corrente só tem um caminho que passa por todos esses condutores. chama-se troço principal do circuito à parte do circuito onde não existem componentes em paralelo. Quando num circuito há um nó onde a corrente se divide em dois ou mais caminhos e há um outro nó onde estes caminhos se juntam. A corrente no troço principal é a soma das correntes nos troços em paralelo. Num circuito com componentes em paralelo. + – Um circuito em série e respectivo esquema.11 Sistemas electricos 11 4/14/04 10:54 PM S I Página 96 S T E M A S E L E C T E L R Ó É N C T R I C O I C S O S E O valor da corrente em circuitos em série e em circuitos em paralelo Quando os componentes de um circuito estão ligados em série. troços em paralelo nó do circuito nó do circuito + – troço principal do circuito Um circuito com duas lâmpadas em paralelo e respectivo esquema.. Estas duas figuras mostram o mesmo circuito de duas lâmpadas em paralelo. diz-se que os componentes desses caminhos estão ligados em paralelo ou derivação. 96 . usa-se menor número de fios.

3 4. + + 3 Completa os valores de intensidade da corrente e de tensão eléctrica nos circuitos esquematizados:        +     –  .1 as três lâmpadas fiquem em série e que o amperímetro meça a intensidade no circuito.2 duas das três lâmpadas fiquem em paralelo e a terceira em série e que o amperímetro meça a intensidade no troço principal do circuito. 2 Estabelece as ligações de tal modo que: 2.2 1 550 mA em amperes.1 2. 1.11 Sistemas electricos 4/14/04 9:08 PM Página 97 Questões 1 Converter: 1.8 mA em amperes. 2. 1.25 A em miliamperes.

Um dos dois caudais resultantes da bifurcação é 4 m3/min.3 Há alguma analogia entre este movimento da água e o que sucede com a corrente eléctrica? Explica a tua resposta. O caudal de água do regato antes da bifurcação é 10 m3 por minuto. 4. 97 .2 Qual é o caudal de água após a reunião dos dois ramais? 4.   4 A figura representa um regato a descer uma montanha que se bifurca em dois que posteriormente se reunem.1 Qual é o caudal do outro ramal? 4.

200 A R= 4. o resistor abaixo tem uma resistência eléctrica de 1500 Ω ± 75 Ω. pode ser medida por diversos processos. a resistência eléctrica é expressa numa unidade designada por ohm.º de zeros que se seguem aos dois primeiros algarismos 5% A quarta banda indica o valor da incerteza da resistência 5% de 1500 Ω são: 0.5 Ω – Resistores de carvão Nos circuitos electrónicos e em muitos outros dispositivos. Este valor de ± 75 Ω é a incerteza da resistência.11 Sistemas electricos 4/14/04 9:01 PM 11 S Página 98 I S T E M A S E L E C T E L R Ó É N C T R I C O I C S O S E Resistência eléctrica dos condutores Os átomos e outras partículas do condutor oferecem uma “certa resistência” à passagem da corrente. por exemplo. designada por resistência eléctrica do condutor. Por exemplo. Esta resistência.5 V 0.200 A + A = 22.5 V V Um condutor submetido.5 ohms: 200 mA resistor U 4. O ohm é a resistência eléctrica de um condutor que estando submetido à tensão de 1 volt é percorrido por uma corrente de 1 ampere: R= U I 1 ohm = 1 volt 1 ampere 1Ω = 1V 1A 4.200 A tem a resistência eléctrica de 22. 2ª e 3ª banda preto 4ª banda (incerteza) 0 castanho 1 castanho = 1 % vermelho 2 vermelho = 2 % laranja 3 dourado = 5 % amarelo 4 prateado = 10 % verde 5 azul 6 violeta 7 cinzento 8 branco 9 .5 V e percorrido por uma corrente de 200 mA = 0. Ω. à tensão de 4.5 Ω I 0. cujo símbolo é a letra grega ómega. O valor da resistência de um resistor é dado por um código de cores. define-se a resistência eléctrica pela equação: tensão eléctrica resistência eléctrica = intensidade da corrente U I R= No Sistema Internacional de Unidades. de cor dourada.5 V R= = = 22. utilizam-se pequenos resistores de carvão.05 × 1500 Ω = 75 Ω 98 1ª. Para um condutor percorrido por uma corrente de intensidade I e submetido à tensão eléctrica U. A primeira e a segunda banda indicam os dois primeiros algarismos do valor da resistência resistor de 1500 Ω ± 75 Ω 1 5 2 A terceira banda indica o n. indicada pela última banda.

em série com um gerador. 2. voltímetro 2 3 1 4 5 0 V 2 Em seguida. um interruptor e um amperímetro.º processo: usando um multímetro Um multímetro é um aparelho muito utilizado em trabalhos de electricidade porque pode medir intensidades de corrente.º processo: usando a definição de resistência Procede-se do seguinte modo: 1 Liga-se o condutor (por exemplo.0 4 5 3 Finalmente. resistências e outras grandezas (multi significa vários).11 Sistemas electricos 4/14/04 9:01 PM Página 99 Medição da resistência eléctrica de um condutor 1. liga-se um voltímetro aos extremos do condutor e mede-se simultaneamente a tensão eléctrica U e a intensidade da corrente I. O multímetro faz passar uma certa corrente no resistor. utiliza-se a equação de definição de resistência eléctrica para calcular a resistência do condutor.8 1. ligam-se as pontas de prova aos extremos do resistor (que não pode estar num circuito fechado!).6 0 0 U R= I 1 2 A 3 0. um resistor). mede a tensão eléctrica e calcula imediatamente a resistência. amperímetro resistor 0. tensões eléctricas. cursor para seleccionar a grandeza a medir e a escala Multímetro analógico. de que pretendemos medir a resistência. pontas de prova Multímetro digital. bornes para ligação das pontas de prova (escolhidos de acordo com a grandeza a medir) 99 . Para medir a resistência eléctrica de um condutor com um multímetro é necessário seleccionar primeiro a função adequada (indicada pelo símbolo Ω) rodando o cursor do multímetro.2 0. Em seguida.4 0.

00 1.00 500 × 10–4 . mais facilmente passam os electrões… 3 Um dos gráficos ao lado mostram uma relação de proporcionalidade directa e outro uma relação de proporcionalidade inversa.00 1.00 170 × 10–4 cobre 2. tendo em conta que quanto mais “grosso” for o fio.00 3.00 alumínio 1. completa a tabela com os valores correctos em falta.00 cobre 10. 3R 2R 1 Admite que tens dois condutores feitos do mesmo material com igual secção recta mas com diferente comprimento.00 1. qual deve ter maior resistência eléctrica? Fundamenta a resposta. cobre ou alumínio.00 5. Que variáveis influenciam a resistência eléctrica de um fio condutor? É evidente que uma variável é o material de que é feito o condutor.00 2.00 alumínio 1. é melhor condutor eléctrico? Fundamenta a resposta.00 1. c 2c 3c resistência do fio Consideremos agora as seguintes variáveis: comprimento do condutor e secção recta do condutor (ver figura ao lado). Estes gráficos estão de acordo com as respostas que deste nas questões anteriores? Explica a tua resposta..50 1.. 5 Qual dos seguintes metais. 2c 3c comprimento s 2s 3s resistência do fio R R/2 R/4 s 2s 3s área da secção recta 4 Tendo em conta a informação dos gráficos ao lado e os dados da tabela abaixo.14 x raio2 De que depende a resistência eléctrica de um fio condutor? comprimento do condutor Condutores diferentes têm resistências eléctricas diferentes.00 cobre 0. Qual dos condutores deve ter maior resistência eléctrica? Fundamenta a resposta. R c 2 E se tiveres dois condutores feitos do mesmo material com igual comprimento mas com diferente secção recta.00 alumínio 1. Por exemplo.11 Sistemas electricos 4/14/04 11 8:02 PM S I Página 100 S T E M A S E L E C T E L R Ó É N C T R I C O I C S E área da secção recta = 3. certos metais são melhores condutores que outros metais. 100 S secção recta do condutor Discute. O material do fio comprimento do fio (m) secção recta do fio (mm2) resistência eléctrica do fio (Ω) cobre 1.00 alumínio 1.

Quando o interruptor é ligado passa no circuito uma corrente de 0.2 O desembaciador fica quente mas os fios de ligação mantêm-se frios.1 A resistência do termistor varia “muito” ou “pouco” com a temperatura? Fundamenta a resposta.3 Que característica apresenta o condutor de "constantan" (liga metálica que contém 55% de cobre. Qual é a resistência da lâmpada se o voltímetro indicar 4. 1. O gráfico ao lado refere-se à resistência de três condutores em função da temperatura. 1.0 4 5 3 Determina a resistência do resistor da figura utilizando o código de cores.3 V e o amperímetro 200 mA? amperímetro 0. 4 Uma bateria de 12 V de um carro alimenta o desembaciador do vidro traseiro. Em geral. a resistência à passagem dos electrões de condução.2 Qual dos condutores se opõe cada vez mais à passagem da corrente à medida que a temperatura aumenta? Fundamenta a resposta.2 0. quanto maior é a temperatura de um condutor.4 0. Porquê? 101 . maior é a agitação dos seus átomos e maior é. 4. portanto.11 Sistemas electricos 4/14/04 8:02 PM Página 101 Questões 1 A resistência de um fio condutor depende da sua temperatura.1 Qual é a resistência do desembaciador? 4. 44% de níquel e 1% de manganés)? 1. 1.8 1.4 Qual é o valor da resistência eléctrica do condutor de tungsténio à temperatura de 70 ºC? voltímetro 2 3 1 4 5 0 V 2 Observa a figura ao lado.6 0 0 1 2 A 3 0.6 A.

a tensão nos seus extremos não é proporcional à intensidade da corrente. tensão eléctrica (V) Quando aumenta a tensão eléctrica aplicada nas extremidades do resistor.21 7.29 6. Muitos condutores não seguem a lei de Ohm.5 0. Nesses condutores — condutores não-óhmicos ou não lineares o valor da resistência depende da tensão eléctrica. A resistência é. se tem: tensão eléctrica intensidade da corrente = constante = 7 Ω U = constante = R I 0. voltímetro 2 3 1 4 5 0 V amperímetro resistor 0. Quando duas grandezas são directamente proporcionais. aumenta também a intensidade da corrente que o percorre.5 0. (Numa experiência deste tipo só se deve manter o circuito ligado enquanto se efectuam as leituras nos aparelhos de medida.8 1. no resistor. a fim de que a temperatura dos condutores não varie significativamente). a resistência do condutor.0 0. Para um certo condutor. deslocando o cursor do reóstato.6 0 0 1 2 3 A 0. Repara que quando a tensão aumenta para o dobro. verifica-se que a tensão nos extremos do condutor e a intensidade da corrente que o percorre são directamente proporcionais. Estes dados permitem concluir que.667 ≈ 7 1. a intensidade da corrente aumenta igualmente para o dobro (se desprezarmos pequenas diferenças que atribuímos às incertezas das medições). O quociente dos respectivos valores é constante.36 6. As duas grandezas são directamente proporcionais. 102 . Quando se faz variar a resistência total do circuito. Este é um exemplo de um condutor óhmico. ou seja. para qualquer valor da tensão ou da intensidade de corrente). obtiveram-se os dados da tabela. representados no gráfico. portanto. variam a tensão eléctrica nos extremos do resistor e a intensidade da corrente no circuito e. por definição.2 A figura ao lado mostra um circuito que permite verificar essa relação com um resistor de carvão.4 0.11 Sistemas electricos 4/14/04 8:02 PM 11 S I Página 102 S T E M A S E L E C T E L R Ó É N C T R I C O I C S O S E Lei de Ohm e condutores óhmicos Em alguns condutores (a temperatura constante).0 0.15 6. portanto.142 ≈ 7 2. Esta afirmação constitui a chamada lei de Ohm e os condutores eléctricos em que tal se observa chamam-se condutores óhmicos. constante no condutor utilizado (vale 7 ohms. para aquele condutor.0 4 5 reóstato (o cursor faz variar a resistência do reóstato) tensão eléctrica U (V) intensidade da corrente I (A) U I 1. o gráfico que as relaciona é uma linha recta que passa pela origem dos eixos.896 ≈ 7 2.944 ≈ 7 O quociente U/I é.

1 Utiliza o papel milimétrico para representar a intensidade da corrente em função da tensão eléctrica.7 V. 3. 3.1 155 3.0 249 2. O circuito engloba os componentes X. tensão eléctrica (V) 103 .9 194 5.11 Sistemas electricos 4/14/04 8:02 PM Página 103 Questões 1 Considera o circuito eléctrico esquematizado ao lado.3 Trata-se de um condutor óhmico ou de um condutor não-óhmico? Fundamenta a resposta. S e K.4 O LDR é um condutor óhmico ou não-óhmico? Fundamenta a resposta.6 unidades SI Y V Z + – A 1. U.2 Qual é o valor da intensidade da corrente que passa em S? T V K S 1.3 unidades Sl.2 Calcula a resistência do condutor para os diversos valores de tensão eléctrica. indica como se alteram os valores indicados por Z e U se a resistência total do circuito passar para o dobro. 2 A tabela ao lado apresenta os resultados obtidos numa experiência em que se mediu a resistência eléctrica de um condutor.6 V. O instrumento Y indica o valor 10. O instrumento U indica o valor 3. tensão eléctrica U (V) intensidade da corrente I (mA) 2. Y.4 Qual é a resistência de T? 1. O instrumento Z indica o valor 0.2 Calcula a resistência do LDR quando a tensão nos seus extremos vale 0.1 Qual é a intensidade da corrente no LDR quando a tensão nos seus extremos vale 0. 3 O gráfico em baixo mostra a corrente em função da tensão eléctrica nos extremos de um LDR (Light Dependent Resistor).3 Qual é a finalidade do componente S? U X 1. T.2 unidades SI.3 Calcula a resistência do LDR quando a tensão nos seus extremos vale 0. Z.0 102 3.5 Para que valores de tensão é que o LDR é praticamente isolador? 3.6 A resistência do LDR aumenta ou diminui à medida que aumenta a tensão eléctrica? Fundamenta a resposta.6 V? 3. 1. 3.5 Desprezando os efeitos da variação da temperatura.1 Faz a respectiva legenda. 2. 2. 3.

Se voltarmos a partir um dos novos ímanes ao meio. Escavando este. obtemos outros dois ímanes. Que tipo de interacção se estabelece entre os dois ímanes da figura? . os 104 O pastor Magnes descobre a atracção do ferro pela magnetite… pólo S pólo N pólo S pólo N Partindo um íman. os ímanes orientam-se numa direcção próxima da linha Norte-Sul geográfica. Uma propriedade importante dos ímanes é. usada na produção industrial de corrente. há mais de 2000 anos. cada um com o seu pólo Norte e pólo Sul. investigou os ímanes. Mas com um campo magnético também podemos obter uma corrente eléctrica. Por isso. utilizada nas agulhas magnéticas para navegação em terra e no mar: quando suspensos livremente. um lugar onde a ponta de ferro do seu cajado era atraída para o solo. Os pólos de um íman não podem ser separados um do outro. nos campos das cercanias de Magnésia. Gilbert (1540-1603). Já o aço (mistura de ferro. a chamada linha Norte-Sul magnética. encontrou uma rocha que tinha o poder “mágico” de atrair o ferro. E assim sucessivamente. O ferro macio (ferro quase puro) é muito fácil de magnetizar ao ser friccionado. ficaram intrigados com o estranho poder de um minério de ferro que hoje conhecemos como magnetite. obtêm–se dois novos ímanes. como sabes. É o que sucede na chamada indução electromagnética. se partirmos um íman ao meio obtemos dois ímanes. carbono e outros metais) é mais difícil de magnetizar mas a sua magnetização é permanente. que também foi pioneiro no estudo da electricidade.11 Sistemas electricos 11 5 4/14/04 8:02 PM S I Página 104 S T E M A S E L E C T E L R Ó É N C T R I C O I C S O S E Ímanes. Uma das suas lendas conta que um pastor de nome Magnes encontrou um dia. Mas a sua magnetização é temporária: com a mesma facilidade perde o poder magnético ao deixar de ser friccionado. Descobriu que estes tinham dois pólos diferentes (Norte e Sul) e que o ferro pode adquirir as propriedades magnéticas ao ser friccionado com a magnetite. o que está na base dos electroímanes e motores eléctricos. Hoje sabe-se que as propriedades dos ímanes são devidas a microcorrentes eléctricas associadas a certo tipo de materiais. cada um com o seu pólo Norte e o seu pólo Sul. Recorda que pólos do mesmo tipo repelem-se e pólos de tipo diferente atraem-se. electroímanes e indução electromagnética Uma corrente eléctrica produz um campo magnético. Os objectos com este poder de atrair o ferro (e outros metais) chamam-se ímanes (íman significa que atrai) ou magnetes (palavra originada de Magnes e de Magnésia). De facto. Uma “estória” muito antiga… Os gregos antigos.

). com base no comportamento da agulha? 105 . • Ímanes em barra e suportes 2 Aproxima do pólo Norte (vermelho) do íman suspenso o pólo Norte de outro íman. lápis. borrachas. Que observas? Investigar o comportamento de uma bobina 8 Coloca uma agulha magnética perto de uma bobina (fio condutor enrolado em espiral). Que sucede? 11 Que podes concluir sobre os pólos da bobina (Norte ou Sul).11 Sistemas electricos 4/14/04 8:02 PM Página 105 Experimenta Ímanes e electroímanes Interacção entre ímanes Material 1 Suspende (ou apoia) um íman num suporte. ligação a uma pilha 9 Liga e desliga a corrente na bobina. ligação a uma pilha Construir um electroíman 5 Enrola o fio condutor tal como mostra a figura. esferográficas metálicas e de plástico. IMPORTANTE: estabelece a ligação à pilha apenas durante o mais pequeno intervalo de tempo possível. Aproxima o prego de uma agulha magnética (ou de limalha de ferro) e liga e desliga a corrente. Que sucede? 10 Inverte o sentido da corrente na bobina. ligação a uma pilha 7 Enrola o fio condutor em torno de um prego de ferro grande. etc. Como se orienta o íman? Compara essa orientação com a direcção Norte-Sul geográfica. Faz uma lista dos que são atraídos pelo íman. Que sucede? • Limalha de ferro 4 Aproxima um íman do maior número possível de objectos (clips. pregos. 6 Liga as extremidades do fio condutor a uma pilha e verifica o que sucede à agulha magnética. Que sucede? • Fio condutor de cobre isolado • Pilha eléctrica • Prego grande de ferro • Bobina e agulha magnética 3 Aproxima do pólo Norte do íman suspenso o pólo Sul de outro íman. pionaises. para “poupar” a pilha.

Os pedacinhos da limalha de ferro espalhada por cima do vidro que cobre o íman ficam magnetizados. criando um íman suficientemente intenso para interactuar com outros ímanes e correntes. que começou a sua vida como encadernador de livros. observa-se que esta se distribui segundo as linhas de força do campo criado pela corrente. como todos os materiais. O que é. espalhada numa placa que contém um enrolamento de um fio condutor em bobina. corrente eléctrica e ímanes Já conheces a ideia de campo eléctrico ou campo de forças eléctricas: uma carga eléctrica cria à sua volta um campo eléctrico. Este campo de forças é facilmente detectado por outro íman ou por limalha de ferro. limalha de ferro ou por outras correntes. Quando um electrão se move constitui uma corrente eléctrica microscópica! Cria. o campo magnético criado pela corrente que percorre esse condutor é semelhante ao campo criado por um íman: uma das extremidades da bobina corresponde ao pólo Norte e a outra extremidade ao pólo Sul. que ficou conhecido como campo magnético. alinhando-se segundo as linhas do campo magnético criado pela corrente. constituindo um espectro magnético. ficam magnetizados e alinham-se segundo as linhas do campo magnético criado pela corrente que passa na bobina. o aço. dizemos que um íman cria um campo de forças magnéticas. Porque se chama campo magnético se ele é criado por correntes eléctricas? É que esse campo começou por ser associado apenas às propriedades dos magnetes e só mais tarde foram descobertas as propriedades magnéticas das correntes eléctricas. A limalha de ferro espalhou-se de acordo com as chamadas linhas de força do campo magnético do íman.11 Sistemas electricos 11 4/14/04 8:02 PM S I Página 106 S T E M A S E L E C T E L R Ó É N C T R I C O I C S O S E Campo magnético. afinal. alinhando-se segundo as linhas do campo de forças magnéticas criado pelo íman. o ferro. um campo magnético microscópico. como mostra a figura ao lado. etc.). De modo semelhante. quem pela primeira vez produziu espectros magnéticos que “revelaram” a existência de “algo”: um campo de forças. 106 . Em certos materiais (como a magnetite. É esse campo eléctrico que exerce forças (de atracção ou repulsão) sobre outras cargas eléctricas próximas dela. tal como as correntes eléctricas nos circuitos que estudaste criam um campo magnético à sua volta. as correntes eléctricas microscópicas podem ficar todas “alinhadas”. Os pedacinhos da limalha de ferro. espalhando limalha em torno de um condutor percorrido por uma corrente. um íman? Os ímanes. Desde o século XIX que se sabe também que uma corrente eléctrica cria um campo magnético que pode ser detectado por ímanes. pois. são feitos de átomos com electrões em movimento. Foi Michael Faraday (1791-1867). Os pedacinhos da limalha de ferro espalhada numa folha em volta do fio condutor ficam magnetizados. Quando o condutor tem a forma de uma espiral ou bobina. Por exemplo.

fecha-se o interruptor atrás referido. por razões de segurança. Não os coloques em funcionamento. 107 . 3 Quando a haste de ferro é atraída. 2 Quando a corrente eléctrica passa nas bobinas de fio (parecem carrinhos de linha na figura). Era com bússolas deste tipo que se navegava no tempo dos descobrimentos… Como funciona uma campainha… 1 A haste que contém o martelo está inicialmente ligeiramente afastada do núcleo do electroíman. Podes também desmontar equipamentos eléctricos antigos (rádios. ambos baseados em electroímanes. deixa de atrair a haste. magnetizada por fricção com um íman. pequenos electrodomésticos. Uma campainha antiga pode ser facilmente desmanchada para se estudar o seu funcionamento… 4 Como este interruptor pertence ao circuito eléctrico que alimenta as bobinas. volta a passar corrente no circuito. o núcleo de ferro desmagnetiza-se.11 Sistemas electricos 4/14/04 8:02 PM Página 107 Utilização dos ímanes e electroímanes A bússola é a mais antiga utilização dos ímanes. campainhas. volta a atrair a haste e assim sucessivamente… trim… trim… Projectos As duas fotos ao lado mostram dois equipamentos antigos que ajudaram a revolucionar as comunicações: um telégrafo primitivo e um dos telefones que o americano Alexander Bell inventou. o seu núcleo volta a magnetizar-se. 5 Quando isto sucede. fazendo com que este bata na campainha. Consultando enciclopédias. sem a ajuda de um técnico ou professor. abre-se um contacto que funciona de interruptor na base da haste. Uma bússola rudimentar feita com uma agulha de coser.) e investigar componentes que usem electroímanes. e esta volta à sua posição normal. de modo a que o martelo esteja a uma pequena distância da campânula da campainha. etc. desde as simples campainhas até sofisticados motores eléctricos. o electroíman volta a ter corrente. outros livros e a Internet. Com a descoberta do efeito magnético da corrente eléctrica construiram-se electroímanes que têm um número enorme de aplicações. Deste modo. o facto de ele se abrir interrompe a corrente nas bobinas. o núcleo de ferro das bobinas fica magnetizado e atrai a haste de ferro do martelo. faz um poster sobre o funcionamento de um aparelho que utilize electroímanes.

no interior de potentes electromagnetes. Os alternadores que geram a corrente eléctrica nos automóveis funcionam de modo semelhante. Essa tensão pode depois ser utilizada num circuito exterior. no interior do íman. detectada pelo galvanómetro. o movimento do magnete provoca o aparecimento de uma corrente eléctrica. O princípio é simples: uma bobina. O movimento dessa bobina produz uma tensão eléctrica muito elevada (centenas de milhares de volts!) que é depois utilizada para alimentar circuitos exteriores. que varia permanentemente de intensidade e de sentido. na base dos motores eléctricos. A resposta afirmativa a esta pergunta demorou-lhe vários anos… mas contribuiu para mudar o mundo: começava a era da electricidade com aplicação prática. . é colocada a girar (por uma queda de água. origina uma tensão eléctrica alternada. não há corrente induzida no fio da bobina. em certa medida. Não havendo movimento do íman. num potente campo magnético (íman branco e vermelho que envolve a bobina). Quando o íman se aproxima. a corrente na bobina tem o sentido oposto à corrente induzida que surge quando o íman se afasta (como se pode observar no ponteiro do galvanómetro da figura). instigar: na indução electromagnética. A corrente eléctrica produzida por indução electromagnética não é uma corrente contínua: está permanentemente a variar de intensidade e de sentido. interrogou-se sobre se seria possível produzir uma corrente eléctrica a partir de um campo magnético (criado por ímanes. Produção industrial de corrente eléctrica A produção de corrente nas centrais hidroeléctricas e termoeléctricas é baseada na indução electromagnética em sistemas designados por alternadores. surge uma corrente eléctrica no fio condutor. duravam pouco tempo! Faraday descobriu que quando um íman se aproxima ou afasta de uma bobina. já conhecidas no tempo de Faraday. uma vez que as pilhas. Induzir quer dizer provocar. O movimento rotativo da bobina. 108 Modelo escolar de um alternador: o movimento da bobina. por exemplo).11 Sistemas electricos 11 4/14/04 8:02 PM S I Página 108 S T E M A S E L E C T E L R Ó É N C T R I C O I C S O S E A indução electromagnética Faraday sabia que com uma corrente eléctrica conseguia produzir um campo magnético… Como era um cientista genial e tinha uma enorme intuição criadora. Diz-se que é uma corrente alternada. designado por indução electromagnética. Interrompendo o movimento do íman. galvanómetro (amperímetro muito simples. Este fenómeno. Na foto ao lado mostra-se um modelo escolar de um alternador. origina a tensão eléctrica que é detectada pelo galvanómetro. está na base da produção industrial de corrente eléctrica e. naturais ou electromagnéticos). não calibrado) O movimento do íman induz uma corrente não contínua. deixa de haver corrente eléctrica no fio.

50 vezes. isso sucede. Ao fim de 0. Num segundo. variando desde um valor negativo de osciloscópio é possível verificar a – 311 V até um valor positivo de 311 V. Apesar de dizermos que a corrente alternada das habitações é de 220 V. se ligarmos uma lâmpada aos 0.0 0. tempo/s Assim. é necessário um pequeno “truque”: as ligações do enrolamento à fonte de tensão têm que ser de tal modo que a repulsão se mantenha cada vez que a bobina dá meia volta.05 s).03 03 0. Um dos motores eléctricos inventados por Faraday no séx. Gráfico que mostra a variação da tensão eléctrica na corrente alternada de 220 V das habitações. Diz-se que a frequência da corrente é de 50 Hz (ler “50 hertz”. Para se manter em rotação. XIX. 109 .05 terminais de corrente alternada de – 100 220 V notar-se-á na lâmpada o mesmo efeito térmico (consequentemente o – 200 mesmo efeito luminoso) que se – 300 ligarmos essa lâmpada aos bornes de corrente contínua de 220 V. Esta de Quando passa corrente no enrolamento. Observa o motor eléctrico de demonstração da figura junto. B E Motores eléctricos I F Um motor eléctrico é um dispositivo que utiliza as propriedades magnéticas da corrente para obter um movimento de rotação. O gráfico ao lado mostra a variação da tensão eléctrica das habitações. a tensão eléctrica dessa corrente Observando uma corrente alternada num não é constante. durante 5 centésimos de segundo (0.02 . Motor eléctrico de demonstração. U. Essas ligações são estabelecidas nas chamadas escovas (E). a corrente retoma o valor inicial e nas mesmas condições de variação. o hertz é uma unidade que significa 1 vez por segundo).01 01 0. pois.04 . É transportada em “alta tensão” (centenas de milhares de volts) mas utilizada em “baixa tensão” (220 volts). de Alternate Current). O motor possui um enrolamento ou bobina de fio (B) que está colocado no interior de um íman (I) em forma de bobina é alimentada pela corrente vinda da fonte tensão (F). fazendo com que este rode. ocorrem forças de repulsão magnética entre o íman I e o enrolamento B.11 Sistemas electricos 4/14/04 8:02 PM Página 109 Corrente alternada A corrente que alimenta as nossas casas e as fábricas é corrente alternada (AC.0 0. Mas que significado variação da tensão ao longo do tempo.02 s. tem dizer que uma fonte de corrente alternada é de 220 V se a tensão da tensão /V corrente está permanentemente a variar? Convencionou-se que uma 300 corrente alternada de 220 V é a 200 corrente alternada que produz exactamente o mesmo efeito térmico 100 que uma corrente contínua de 220 V.

11 Sistemas electricos 11 4/14/04 8:05 PM S I Página 110 S T E M A S E L E C T E L R Ó Transporte da corrente alternada e transformadores Uma das grandes vantagens da corrente alternada é a facilidade com que se transforma a tensão. É N C T R I C O I C S O S E transporte a grandes distâncias 275 000 V ou 400 000 V 25 000 V 132 000 V transformadores transformadores central habitações O transporte é feito a tensões muito elevadas para diminuir tanto quanto possível as chamadas “perdas em linha” devidas ao efeito Joule (as perdas são menores quando a tensão é alta e quando a intensidade da corrente é baixa). 110 A corrente alternada que chega ao enrolamento primário cria um campo magnético variável no enrolamento secundário. O transporte a grandes distâncias é feito a tensões muito elevadas (centenas de milhares de volts). . provocando neste uma corrente alternada por indução. que são aparelhos que funcionam por indução electromagnética e possuem dois enrolamentos (bobinas). A tensão obtida num transformador depende da relação entre o número de espiras nos dois enrolamentos. A foto abaixo mostra um transformador de desmonstração. é feito a tensões muito mais baixas (220 V em Portugal). aumentando-a ou diminuido-a. Fonte de tensão alternada. Os dois enrolamentos de um transformador têm número diferente de espiras. Um transformador é constituído por um núcleo de ferro macio (formado por chapas metálicas sobrepostas) e dois enrolamentos (secundário e primário). por razões de segurança. A tensão obtida no secundário depende da relação entre o número de espiras nos dois enrolamentos. mas o consumo. indústria pesada indústria ligeira 220 V 11 000 V transformadores 33 000 V transformadores transformadores Para obter correntes alternadas de tensões elevadas a partir de correntes de tensões menores ou vice-versa usam-se transformadores.

Se o número de espiras do secundário fosse superior ao do primário. se o número de espiras do enrolamento secundário (ou de saída) for 10 vezes superior ao número de espiras do enrolamento primário (ou de entrada). 1. C 1. estando cada metade ligada a uma extremidade da bobine). o comutador acompanha esse movimento. Que sucede ao sentido da corrente na bobina? Que resulta desse facto? 3 Observa o transformador da foto de baixo da página anterior.2 Enquanto a bobine dá meia volta.2 Explica resumidamente como funciona. O motor é alimentado ligando uma pilha aos terminais A e B.3 Faz uma estimativa do quociente entre o número de espiras do primário e do secundário.1 Faz a legenda da figura. Ao fim da meia volta. D E 2 Observa o esquema do motor ao lado (motor eléctrico de corrente contínua).º de espiras no primário n. a ligação comutadorescova é invertida (repara que o comutador é um anel circular “partido ao meio”. Explica em uma ou duas frases como funciona. 4 A foto ao lado mostra um guindaste electromagnético. O transformador esquematizado é um abaixador de tensão. 111 .2 Qual das bobines tem maior número de espiras: a do primário ou a do secundário? 3. tratar-se-ia de um elevador de tensão. A B Questões 1 A figura junta representa uma campainha eléctrica de demonstração. uma corrente de 1000 V no circuito primário sairá do circuito secundário com a tensão de 10 000 V (10 × 1000 V). 3.11 Sistemas electricos 4/14/04 8:06 PM Página 111 Por exemplo.º de espiras no secundário ligações onde se pode obter corrente alternada com outra tensão eléctrica primário secundário Esquema de um circuito de transformação.1 Aumentou ou diminuiu a tensão do primário? Porquê? 3. 2. transformador gerador de corrente alternada Esta relação de proporcionalidade entre as tensões do primário e do secundário e os respectivos números de espiras pode ser escrita do seguinte modo: tensão no primário tensão no secundário = n.1 Que tipo de interacção (repulsão ou atracção) se estabelece entre a bobine e o íman? escovas bobine comutador A B 2.

A potência de 1 W corresponde à transferência de 1 J de energia por segundo. a potência das lâmpadas é expressa em watts e a potência dos aparelhos electrodomésticos em quilowatts. A instalação eléctrica das habitações inclui diversos disjuntores. um aquecedor com a potência de 1. Se o aparelho tiver a potência de 2 kW consome: • 2 kWh de energia eléctrica numa hora. É nesta unidade que é indicado o consumo de energia nos contadores de electricidade.180 kWh . isto é.5 kWh: energia = 1. etc. apenas a energia de 0.. Esta lâmpada consome 60 joules de energia por segundo. as tomadas de corrente estão em paralelo. Potência eléctrica e energia eléctrica A potência eléctrica é a grandeza física que mede a rapidez com que a energia eléctrica é transformada noutras formas de energia. Uma lâmpada com a potência de 60 watts = 60 W = 0. um aparelho eléctrico com a potência de 1 kW consome: • 1 kWh (ler quilowatt hora) de energia eléctrica numa hora. Em cada circuito independente.060 kW. de correntes demasiado intensas.11 Sistemas electricos 4/14/04 11 8:06 PM S I Página 112 S T E M A S E L E C T E L R Ó É N C T R I C O I C S O S E Discute. em três horas. J.180 kWh: energia = 0. que poderão danificar os electrodomésticos ou mesmo produzir incêndios. • 2 kWh de energia eléctrica em duas horas. E que energia consome uma lâmpada de 100 W em cinco horas? E um aquecedor de 1 500 W em duas horas? 112 O consumo de energia eléctrica nas habitações é expresso em quilowatt-hora (kWh) e medido nos contadores de electricidade. Por isso. O quilowatt (símbolo: kW) são 1000 watts. • 4 kWh de energia eléctrica em duas horas. . Assim. que se representa por kWh.5 kWh . Como sabes de anos anteriores. Já uma lâmpada com a potência de 60 W (60 W = 0. como os da figura. a energia de 4. o que não sucederia se estivessem ligados em série. a energia mede-se em joules.. A energia de 1 kWh é a energia consumida por um aparelho com a potência de 1 kW durante 1 hora de funcionamento. os outros aparelhos continuam a funcionar sem qualquer problema. A unidade de potência do Sistema Internacional de Unidades é o watt (símbolo: W).5 kW consome. O consumo de energia eléctrica é expresso vulgarmente numa outra unidade de energia. em 3 horas. A equação que relaciona a energia eléctrica consumida por um aparelho com a potência do aparelho e o tempo de utilização é.5 kW × 3 h = 4. quando um aparelho não está ligado. etc.060 kW × 3 h = 0.060 kW) consome. A energia de 1 kWh é a energia consumida por um aparelho com a potência de 1 kW durante 1 hora. Os disjuntores têm como função proteger os respectivos circuitos de sobrecargas. Em geral. no SI. pois: energia utilizada = potência × tempo de utilização Por exemplo. o quilowatt-hora.

manter uma televisão de 120 W ligada durante 8 h? (Ver preços do kWh na caixa ao lado.1013 6 Será que compensa em termos de custos mensais contratar a tarifa bi-horária e utilizar a máquina de lavar roupa com a potência de 1700 W durante 1 h quatro vezes por mês durante as “horas de vazio”? Fundamenta a resposta. 7 E será que compensa contratar a tarifa bi-horária usando apenas o frigorífico nas “horas de vazio” durante um mês inteiro? Fundamenta a resposta.00 0.11 Sistemas electricos 4/14/04 8:06 PM Página 113 Quando se faz um contrato de fornecimento de energia eléctrica deve fazer–se previamente uma estimativa da potência total dos electrodomésticos e outros aparelhos que se vão usar.30 h e as 22 h 5 Quanto custa. a qualquer hora Custo do kWh durante o período de vazio (em euros. Custo do kWh fora do período de vazio (em euros.45 kW e 20. em contrapartida.30 2. Portanto.07 1. Os aparelhos têm indicada a potência no próprio aparelho. implica um acréscimo na factura mensal de 2.12 0.90 10. mais caro é. calcula-se a potência necessária. Tarifa bi-horária (horários do período do vazio) • Segunda-feira a sexta.92 37. com IVA) • 0.10 0.02 0. só poupa dinheiro quem de facto usar energia nas “horas de vazio”—ver horário e preços ao lado. excepto entre as 9 h e as 14 h e entre as 18. com IVA) • 0.70 Preço com IVA (em euros) 5.70 2.15 Consumo total simultâneo 8193 8.60 6. 1 Qual é a potência mínima que se deve contratar para a habitação acima indicada? 2 Que pode suceder se se contratar um valor inferior de potência e se se utilizar todos os aparelhos indicados ao mesmo tempo? 3 Será possível ter potência inferior à necessária para utilizar todos os aparelhos indicados e não haver problema algum? Em que situação é que tal pode acontecer? Potência contratada (em kW) 3.65 7. como podes ver na tabela referente a Dezembro de 2003.35 20.51 18.45 4. incluindo as lâmpadas. em euros. Equipamentos em simultâneo Potência W Consumo por hora kWh Máquina de lavar loiça Forno eléctrico Termoventilador Exaustor Frigorífico combinado Televisor Computador c/ monitor Calorífico a óleo Iluminação Videogravador Mini Hi-Fi 1700 2300 2000 130 100 120 70 1000 600 23 150 1. Quanto maior a potência.13 0.19 As empresas fornecedoras de electricidade fornecem ligações com potências entre 3.22 euros (contando já com o IVA).7 kW.67 Valores referentes a Dezembro de 2003.94 12.) • Domingos. 113 . para uso doméstico. A tabela ao lado apresenta uma estimativa para uma certa habitação. Somando-se as potências de todos os aparelhos que se prevê usar simultaneamente.60 0.00 0.0554 A chamada tarifa bi-horária permite o consumo de energia a custos mais baixos mas. da meia-noite às 7 h da manhã 4 Porque razão há em certas cozinhas um interruptor (comutador) que apenas permite o funcionamento de uma certa máquina (de lavar loiça ou de lavar roupa)? • Sábados a qualquer hora.

pré-amplificação. o processamento é tudo o que sucede nos circuitos internos do computador e a saída pode ocorrer num ecrã ou numa impressora. Um ponteiro num medidor ou um alarme são outros exemplos de transdutores de saída. Por exemplo. input). output). 114 As colunas de som são transdutores de saída (recebem energia eléctrica e põem a vibrar membranas). do controlo e da regulação Desde sempre que os seres humanos ambicionaram comunicar com o mundo que os rodeia cada vez a maiores distâncias e cada vez mais facilmente. processamento. • a saída de sinais (em inglês. amplificação. em geral. poderá ser o transdutor de saída num circuito simples. Um sistema electrónico é um circuito ou conjunto de circuitos que realiza uma certa função. costuma-se distinguir: • a entrada de sinais (em inglês. Hoje em dia é relativamente fácil. os sinais de entrada podem ser os que o teclado ou um rato proporcionam. num leitor de CDs. os sinais de entrada são os que resultam da leitura (por luz laser) do CD. • o processamento dos sinais. convertem energia eléctrica noutra forma de energia). comunicar a distâncias cósmicas. transdutores: • os transdutores de entrada convertem sinais mecânicos. convertem em energia eléctrica outra forma de energia). . etc. Uma simples lâmpada. desde os aviões até às máquinas de lavar. Num computador. Transdutores Os componentes de saída ou de entrada de um sistema electrónico são chamados.) e a saída corresponde à emissão do som por um altifalante. É também a Electrónica que permite controlar e regular os mais diversos aparelhos. graças à Electrónica. • os transdutores de saída convertem sinais eléctricos em sinais de outro tipo (portanto. ópticos ou acústicos em sinais eléctricos (ou seja.11 Sistemas electricos 4/14/04 8:06 PM 11 6 S I Página 114 S T E M A S E L E C T E L R Ó É N C T R I C O I C S O S E O mundo da comunicação. output… entrada de sinais (input) processamento de sinais saída de sinais (output) A Electrónica utiliza o movimento das cargas eléctricas em dispositivos ou sistemas electrónicos que tornam a vida mais confortável. o processamento é toda a transformação por que passam (descodificação. Num sistema. Input. Um microfone é um exemplo de transdutor de entrada: converte sinais sonoros em sinais eléctricos.

um computador também pode funcionar como osciloscópio. Ecrã revestido de uma camada fluorescente para que o impacto do feixe electrónico seja visível. No segundo caso. mais para cima ou para baixo se desvia o feixe electrónico (neste caso a tensão varia alternada e periodicamente). observa-se uma tensão variável ao longo do tempo (por exemplo.drdaq. A curva observada corresponde à diferença de potencial aplicada nas placas horizontais do osciloscópio: quanto maior for essa tensão aplicada nas placas. Com a ajuda de um osciloscópio. um microfone. Neste tubo de um osciloscópio pode observar-se as placas horizontais e verticais que desviam o feixe de electrões. Este osciloscópio tem dois canais: pode receber dois sinais distintos.11 Sistemas electricos 4/14/04 8:06 PM Página 115 Osciloscópios A visualização de sinais eléctricos era praticamente impossivel até o alemão Ferdinand Braun (18501918) inventar o osciloscópio. uma “onda sinusoidal”). ou seja numa tensão eléctrica variável que vai ser aplicada a duas placas horizontais no meio das quais o feixe de electrões passa. O microfone converte o sinal sonoro num sinal eléctrico. por exemplo. Este varrimento é produzido por uma tensão variável aplicada a duas placas verticais. portanto. 115 . No primeiro caso. corrente contínua ou alternada. observa-se no ecrã uma linha horizontal provocada pelo varrimento horizontal do feixe electrónico produzido por uma tensão variável aplicada nas duas placas verticais do osciloscópio. Um osciloscópio tem algumas semelhanças com a televisão na medida em que possui também um “canhão” de electrões onde. por aquecimento de um filamento metálico. entre dois pontos de um certo circuito existe uma diferença de potencial contínua ou alternada e. se origina um feixe electrónico. . Onde está a entrada de sinal no canal 2 (CH2)? Com sensores e software adequados. Entrada de sinal no canal 1 (CH1). ao mesmo tempo. Um dos sistemas mais acessíveis para escolas está descrito em http://www. O transdutor de entrada poderá ser. Possui também placas que desviam este feixe dentro de um tubo de onde foi retirado o ar e um alvo—o ecrã. pode verificar-se facilmente se.com. sinal de corrente alternada sinal de corrente contínua Controlo de frequência do varrimento horizontal do feixe electrónico. Controlo da tensão nas placas horizontais para fazer o feixe “subir” ou “descer”. emitido por um filamento aquecido junto à base do tubo.

Com a ajuda de um osciloscópio. um sinal eléctrico (isto é. Por exemplo. pode verificar-se se. 0000 0001 0010 0011 0100 0101 0110 0111 1000 1001 1010 1011 1100 1101 1110 1111 . num termómetro de mercúrio. num dado troço de um circuito. bem como as letras. 8 110 valores diferentes. só se 1 01 001 pode ter dois valores 10 010 11 011 diferentes. Com 2 bits. a altura da substância termométrica varia continuamente. Bit e byte. código binário Um sinal digital comum só pode ter um de dois valores. • o algarismo “0” é representado pelo byte “00110000”. um sinal que varia “aos saltos”. Num circuito eléctrico. que varia continuamente à medida que varia a temperatura. Um sinal analógico e um sinal digital tal como são vistos no ecrã de um osciloscópio. existe corrente com uma certa intensidade—“ligado”—ou não existe corrente— “desligado”). Num termómetro analógico. “1” ou “0”. no código binário mais comum (código ASCII): • a letra “A” é representada pelo byte “01000001”. Um byte são 8 bits (o que possibilita 256 valores diferentes). a variação de uma corrente eléctrica num certo intervalo de tempo) pode ser um sinal analógico. que é um exemplo de um “sinal” analógico. • digital. Todos os algarismos de 0 a 9. A resolução de um instrumento é. sem interrupções. “ligado” ou “desligado”. Por exemplo. sinais de pontuação. num código que só utiliza dois sinais. simplesmente. num código adequado (código binário).. isto é. a temperatura é indicada pelo comprimento da coluna de mercúrio. Pelo contrário. a menor variação de valor que esse instrumento pode detectar. onde a temperatura é indicada por algarismos. quando a corrente só pode tomar alguns valores (por exemplo. são representados nos computadores por bytes diferentes. 100 pode ter-se 4 valores 101 diferentes. num termómetro digital. “sim” ou “não”. • o algarismo “8” é representado pelo byte “00111000”. Cada um destes dois valores é designado por bit. o mostrador «salta» de décimo de grau em décimo de grau. isto é. ou seja. maior é a diversidade de valores possíveis. Qualquer número ou letra pode ser representada digitalmente. Quanto 111 maior for o número de bits num sinal digital. 116 Bits registados num disco compacto (em cima). • a letra “a” é representada pelo byte “01100001”. É N C T R I C O I C S O S E Num termómetro digital como o da figura. o sinal é analógico ou digital. Um conjunto sequencial de oito bits é um byte. • o símbolo “?” é representado pelo byte “00111111”. um sinal que varia continuamente. Por exemplo.11 Sistemas electricos 11 4/14/04 8:06 PM S I Página 116 S T E M A S E L E C T E L R Ó Sinais analógicos e digitais Um sinal pode ser de dois tipos: • analógico. 0 00 000 Com 1 bit. o mostrador “salta” de grau em grau ou de décimo de grau em décimo de grau (consoante a resolução do termómetro). Com 3 bits. no caso em que a corrente varia continuamente. ou digital. etc.

117 . Nota que quanto maior for o número de bits utilizados para converter o sinal analógico em sinal digital. por exemplo. com o mesmo número de bits… … permitindo a reconstituição do sinal original (esta reconstituição é tanto mais fiel quanto maior for o número de bits usados na conversão e quanto maior for o número de registos por segundo). Com apenas 3 bits. É graças a técnicas de redundância que os CDs. No exemplo da figura. o que é muito pouco para. 44 100 vezes por segundo! Vantagens da conversão Os sinais digitais apresentam enormes vantagens práticas.01 milisegundos. como no caso dos CDs. Essa conversão.. Por isso. Mas quanto mais bits se usar. usam-se 16 bits (o que permite 65536 níveis diferentes de registo). continuam a tocar em condições. por exemplo. a maior parte dos sistemas usam técnicas de redundância. mesmo com pequenos riscos. usam-se apenas 3 bits para fazer a quantificação do sinal.01 milisegundos em 0. E. podem obter-se 8 níveis diferentes do sinal (mas com 8 bits já se podem obter 256 níveis!) O que “circula” no circuito são estes “uns” e “zeros”… … que podem ser novamente convertidos em níveis (no transdutor de output). não sofrem pequenas variações ao acaso. e quanto mais valores se registarem por segundo. menor é o erro que se comete na conversão. quanto maior for o número de valores que se registam por segundo. porque todos os sinais são apenas constituídos por “zeros” e “uns”. fazem duas vezes a mesma coisa e se os dois resultados forem diferentes detectam o erro e repetem o processo. melhor é também a conversão. Para som com qualidade musical. cada valor do sinal é quantificado. No entanto. A qualidade paga-se. Por exemplo. pode haver erros de transmissão. claro.. são facilmente codificados e descodificados e não há “ruído”. Os telefones usam 8 bits (o que permite 256 níveis diferentes de sinal).11 Sistemas electricos 4/14/04 8:09 PM Página 117 Conversão de sinais: de analógico em digital e vice-versa Para que um sinal analógico possa ser utilizado num sistema digital necessita de ser convertido num sinal digital. melhor tem de ser o conversor ADC e maiores têm de ser as memórias associadas ao sistema de conversão. Analog to Digital Converter) está esquematizada na figura. feita nos chamados conversores analógicos digitais (conversores ADC. registar sons. usando um código com um certo número de bits. isto é. Sinal analógico que vai ser convertido em digital por um conversor ADC… É medido o valor do sinal de 0. Em seguida. Por exemplo. Este número de bits só permite um código com 8 níveis diferentes de registo para o sinal.

os processos de controlo de equipamentos. pois aproveitavam-se as linhas de caminho de ferro para estender as linhas do telégrafo. um estafeta correu 42 km desde a planície de Maratona (onde tinha decorrido uma batalha dos atenienses contra os persas. Hoje. Com a telegrafia (a partir da segunda metade do século XIX). Por outro lado. 300 000 km/s. o que não é barato. o chamado código Morse. 118 Receptor de sinais telegráficos do século XIX. até à cidade de Atenas. estão presentes por todo o lado. particularmente em dias de má visibilidade.11 Sistemas electricos 4/14/04 11 8:09 PM S I Página 118 S T E M A S E L E C T E L R Ó É N C T R I C O I C S O S E Leitura… Comunicação: uma história sem fim… A 13 de Setembro do ano 490 a. Mas estes sinais. Impunha-se. que tem de ser refinado até quase à pureza total. pois. os sinais são reconvertidos em ondas sonoras (nos altifalantes). o que permitia um mais fácil acesso para verificação e manutenção dessas linhas pelos “guarda-fios”. cada vez mais miniaturizados. Gravura alusiva à ligação por cabo telegráfico entre a Europa e os EUA. Internet. No receptor.) através de cabos ou através da radiação. Os caracteres eram representados por grupos de “pontos” e “traços” separados entre si por espaços. O primeiro alfabeto telegráfico é o célebre código Morse inventado pelo americano Samuel Morse em 1876. desde fábricas inteiras até ao controlo remoto de TV. as tecnologias da comunicação (telefone. Mesmo um corredor bem treinado demoraria mais de duas horas a percorrer esta distância de 42 km para comunicar a mensagem. e tinham de ser instalados…). não podem ser enviados a grandes distâncias. permitem enviar mensagens quase instantaneamente para qualquer lugar da Terra e até para outros planetas. C. apesar de se propagarem à máxima velocidade que é possível. Para a produção de “pontos” usavam-se pulsos elécricos muito curtos e para a produção de “traços” pulsos ligeiramente maiores. Correr e contar uma novidade é uma forma pouco prática de comunicar a grandes distâncias… O uso de sinais de fumo e de luz de fogueiras é também muito antigo. Nascia o telefone… Os sinais telegráficos ou telefónicos viajavam pelo fios a uma velocidade relativamente próxima da velocidade da luz. as mensagens podiam ser transmitidas a distâncias muito grandes e depois entregues por escrito ao destinatário. As primeiras mensagens usavam um “alfabeto telegráfico” especial. um processo de comunicar sem fios! Essa proeza foi conseguida na transição do século XIX para o século XX. TV. Este episódio lendário estará na origem da actual modalidade de corrida pedestre designada por maratona. O problema eram os fios eléctricos (feitos de cobre. o americano Graham Bell conseguiu transformar ondas sonoras em sinais eléctricos (nos microfones) e transmitir esses sinais à distância por meio dos fios. Em 1876. O desenvolvimento da telegrafia coincidiu com a expansão das redes ferroviárias na Europa e na América. na Grécia antiga). para comunicar a vitória grega. A Electrónica é o ramo da Física e da Engenharia que estuda o movimento e o controlo das cargas eléctricas em circuitos. A comunicação e o controlo são baseados nas propriedades eléctricas. etc. .

O circuito pode ter milhões de componentes. Os circuitos electrónicos são usados para tornar mais fortes os sinais electromagnéticos muitos fracos. 12 de Dezembro de 1901: Marconi. 1873) com as leis matemáticas do campo electromagnético e fez uma espantosa previsão: as cargas eléctricas em movimento acelerado deveriam emitir ondas electromagnéticas. isto é.11 Sistemas electricos 4/14/04 8:09 PM Página 119 A TSF – Telegrafia Sem Fios Algumas dezenas de anos depois de Faraday ter descoberto a indução electromagnética. a qualidade da audição num rádio ou da imagem numa televisão é muito má quando a antena está desligada). e começaram no início do século XX. na estação receptora no Canadá. Os sinais chegam aos receptores muito fracos e de nada serviam se não fossem amplificados… Em cima: circuito integrado de um computador. numa área muito inferior ao tamanho de um morango… À esquerda: o sistema de posicionamento global (GPS). Estavam assim criadas as condições para a comunicação a grandes distâncias. da mesma natureza das da luz visível mas com comprimento de onda diferente! Uma série de experiências realizadas pelo alemão Heinrich Hertz na década de 1880 vieram a confirmar estas previsões. 119 . após receber o primeiro sinal que atravessou o Atlântico. O inventor pioneiro na comunicação por TSF a grandes distâncias foi o italiano Marconi que usou antenas com longos fios e placas metálicas (como já verificaste certamente. por exemplo). A evolução da electrónica foi decisiva para a TSF. emiti-las à distância e captá-las. Marconi conseguiu a proeza de comunicar por TSF da Europa para a América do Norte em 1901. Estava assim confirmada a possibilidade de comunicar via rádio a grandes distâncias. os telefones celulares e as redes de computadores sem fios (Wi-Fi. para amplificar sinais (circuitos amplificadores) que podem posteriormente ser usados em sistemas como colunas de som ou auscultadores. o físico escocês James Maxwell publicou um livro (Tratado de Electricidade e Magnetismo. Os sinais electromagnéticos que eles usavam eram fracos e apenas eram captados a distâncias muito curtas. Estas comunicações acontecem por emissão e recepção das chamadas ondas hertzianas (ondas electromagnéticas com comprimentos de onda que vão de alguns centímetros a centenas de metros). Pela primeira vez foi possível produzir ondas electromagnéticas artificialmente. sem fios. são três das aplicações mais recentes das ondas hertzianas. Os pioneiros da TSF—telegrafia sem fios—confrontaram-se com alguns problemas complexos.

Díodos Os díodos são pequenos componentes constituídos pela junção de dois semicondutores. Na foto. Se a corrente atingir o díodo no sentido correcto. rectificando a corrente alternada. pois. tal como os actuais transistores. o americano Lee de Forest criou a válvula de três eléctrodos ou tríodo termiónico. só deixava passar corrente num sentido. Assim. se for ligado com a polaridade invertida. um tipo n e outro tipo p (ver caixa na página seguinte). Esta válvula é a antepassada dos actuais díodos de semicondutores e. Díodo IN4007 acende… Um díodo só deixa passar corrente num sentido. ligação trocada… A velha válvula de dois eléctrodos ou díodo termiónico é o mais antigo componente electrónico e foi criado pelo inglês Ambrose Fleming em 1904 (Fleming foi o primeiro professor de Engenharia Eléctrica). válvulas do princípio do século XX. Trocando as ligações na pilha. Sem os circuitos electrónicos seria impossível as Tecnologias de Informação e Comunicação e o controlo e regulação dos mais diversos sistemas desde máquinas simples até às centrais de comando das viagens espaciais. a passagem de corrente é interrompida. tal como estes. 120 . Em 1906. a corrente não passa e a lãmpada não acende.11 Sistemas electricos 4/14/04 11 8:09 PM S I Página 120 S T E M A S E L E C T E L R Ó É N C T R I C O I C S O S E Componentes e circuitos electrónicos: alguns exemplos 7 Qualquer circuito electrónico é constituído por componentes electrónicos. que permitia amplificar sinais eléctricos fracos. passa sem problemas… É. uma espécie de polícia sinaleiro da corrente! não acende… O díodo só deixa passar corrente num sentido.

possuem átomos com quatro electrões na última camada mas nenhum deles está “livre” para conduzir a corrente eléctrica. como os dos microprocessadores. Um segundo tipo de semicondutores é obtido misturando “impurezas” constituídas por átomos com três electrões na última camada. base e colector. mas sobra um electrão livre por átomo (“livre” por não estar a estabelecer ligação com outros átomos). Como funcionam os semicondutores tipo n e tipo p semicondutor tipo p sobra um electrão "livre" na última camada no átomo da "impureza" semicondutor tipo n lacuna (falta um electrão na última camada no átomo da "impureza") Os electrões livres e as lacunas das “impurezas” são os responsáveis pelas propriedades dos díodos e dos transistores… Os metais semicondutores. o desenho é reduzido a um tamanho muito pequeno e impresso em “bolachas” de silício (os “chips”). como veremos adiante. Um transistor pode ser utilizado como amplificador de um sinal eléctrico ou como interruptor automático (essencial. como o silício. 121 . isto é átomos de outro elemento com cinco electrões na última camada.11 Sistemas electricos 4/14/04 8:09 PM Página 121 Transistores Os transistores (inventados em 1948) fazem parte do nosso dia a dia. pode haver milhões de transistores miniaturizados. base Um transistor é uma espécie de sanduíche de um semicondutor em dois outros semicondutores. A construção destes circuitos exige uma tecnologia sofisticada: primeiro. portanto. Temos assim um semicondutor do tipo p. misturam-se “impurezas”. Para que o silício se torne condutor. desenham-se os circuitos num computador. controla-se a colocação de impurezas de tipo n e p nos vários pontos. em processos de controlo). Estes átomos ligam-se aos átomos de silício. uma falta de um electrão para estabelecer ligação a um átomo de silício). Na impressão. depois. Transistor BC107. Os transistores vulgares têm três ligações designadas por emissor. Um pequeno sinal na emissor colector base tem um grande efeito no colector. Os electrões passam do emissor para o colector controlados pela tensão eléctrica na base. Estas lacunas ou electrões em falta originam uma corrente de sentido contrário à dos electrões livres. apesar de não darmos por isso… Um transistor pode ser um dos milhões de componentes sub-microscópicos de um microprocessador ou uma pequena “caixa” de plástico ou de metal com umas “pernas” metálicas (ver figura). ficando uma lacuna por átomo (isto é. Uma junção de dois semicondutores (um do tipo n e outro do tipo p) origina um díodo n-p como o da figura ao lado. Transistores encapsulados em plástico Nos chamados circuitos integrados. É este o processo de condução da corrente nos chamados semicondutores de tipo n. Estes átomos estabelecem ligações com os átomos de silício.

se houver um aumento de resistência porque incide muita luz. quando colocado num circuito. O LED só acende se o sentido da corrente for o adequado. Este tipo de componentes é utilizado. para pequenos valores de intensidade da luz. por exemplo. Um LDR (“Light Dependent Resistor”) é um resistor cujo valor da resistência depende da intensidade de luz que recebe. para vermos a indicação de um LCD. Mostrador de 7 segmentos Para mostrar números e letras. uma vez que não emite luz própria. Há LEDs que emitem luz verde. Três tipos diferentes de LDRs. Cada “casa” de um mostrador de sete segmentos pode ser um LCD ou um LED. pois. Quando a intensidade de luz aumenta. Se for um LCD. usado em dispositivos de controlo. alguns dispositivos electrónicos utilizam mostradores de sete segmentos. Um cristal líquido é um material especial que não fornece luz. Por isso. porque a luz emitida tem baixa intensidade. Um LCD. LDRs A resistência eléctrica de determinados corpos depende da intensidade da luz que neles incide. Em geral. Um LDR é. a resistência do LDR diminui. por isso.11 Sistemas electricos 11 4/14/04 8:42 PM S I Página 122 S T E M A S E L E C T E L R Ó LEDs Um LED (“Ligth Emitting Diode”) é um díodo que emite luz. precisamos portanto de uma fonte de luz. um sensor de luz. Por exemplo. Conforme o “estado” (ligado ou desligado) de cada segmento. só é visível quando iluminado. a resistência do LDR é muito grande. Termómetro e relógio digitais. . pode-se diminuir a intensidade da corrente num troço do circuito. Os que são utilizados para representar números têm a forma de um oito. assim vão representando os algarismos de 1 até 9. outros que emitem luz vermelha e ainda outros que emitem luz amarela. de um pedaço de sulfureto de cádmio. pode ser protegido intercalando em série com ele uma resistência suficientemente grande. O consumo de energia de um LED é pequeno. Quais os segmentos que devem estar ligados para aparecer o algarismo 6? E o 7? Símbolo de um LDR. Este e outros materiais de comportamento análogo podem usar-se para construir os chamados LDRs. É o caso. por exemplo. como os que são usados em relógios e termómetros digitais. só necessita. mas é capaz de reflectir a luz que recebe. de uma quantidade muito pequena de energia. LCDs Um LCD («Liquid Crystal Display») é um mostrador de cristais líquidos. cuja resistência pode diminuir milhares de vezes quando exposto à luz. resistores sensíveis à luz. como indicador electrónico. sendo. para funcionar. apagando uma lâmpada… 122 É N C T R I C O I C S O S E Um LED (um díodo que emite luz) e o respectivo símbolo. uma vez que é um díodo… Um LED vulgar funciona com uma corrente de pequena intensidade (cerca de 10 mA) pelo que deve ser submetido a uma pequena tensão (menor que 2 V). De noite. a f b g e c d Os mostradores de sete segmentos permitem representar números. com mostradores de cristais líquidos (LCD).

Pode dar-se uma descarga. por exemplo. para sintonizar as estações num aparelho de rádio.001 F = 10–3 F microfarad 1 µF = 0. O tempo que demora a carga a ser transferida pode ser facilmente determinado. 123 . para uma certa corrente de água.000 000 000 001 F = 10–12 F LED Um condensador funciona de modo semelhante a um tanque. este armazena-a e fica com energia potencial eléctrica. Um condensador. acumula carga eléctrica e pode depois transferir essa carga para a parte restante do circuito. É fácil carregar um condensador. uma das placas do condensador fica carregada com carga positiva e a outra com carga negativa. O condensador é um tipo de componente com variadíssimas utilizações. o condensador tem uma certa capacidade. microfarads (µF) e picofarads (pF). conhecendo as características do condensador e do circuito.000 000 001 F = 10–9 F picofarad 1 pF = 0. o tempo necessário para encher o tanque. Ao fornecer-se carga eléctrica a um condensador. Basta ligá–lo a uma pilha. Quando carregado. Esses dois condutores chamam-se placas ou armaduras.000 001 F = 10–6 F nanofarad 1 nF = 0. Serve. isto é. Carregando o condensador de 1 mF (observa a ligação do comutador…). Tal como o tanque. maior é o tempo de carga. Descarregando o condensador. uma grandeza física que se mede em farads (símbolo F). Os condensadores caracterizam-se pela sua capacidade. existindo pois entre elas uma tensão eléctrica. no resistor e no LED… comutador comutador 1 kΩ + – 4.11 Sistemas electricos 4/14/04 8:42 PM Página 123 Três exemplos de condensadores. para aumentar o rendimento da transmissão de energia em corrente alternada. Quanto maior for a capacidade do tanque.5 V 1 kΩ + – 1 mF 1 mF LED milifarad 1 mF = 0. a carga é transferida para o circuito. abrindo um orifício. C. para melhorar o sinal em circuitos que funcionam com corrente contínua. Símbolo de um condensador e um esquema de um condensador plano (duas placas condutoras separadas por isolador). num circuito. Um farad é uma capacidade muito grande pelo que se usa normalmente milifarads (mF). para armazenar a energia nos flashes das máquinas fotográficas. Quando se descarrega o condensador. Qual é a capacidade do condensador da esquerda? E qual é a tensão eléctrica máxima a que pode ser submetido? Condensadores Um condensador é um componente que possui dois condutores metálicos separados por um isolador—o dieléctrico. etc.

temperatura/o C Um potenciómetro permite modificar a tensão num dado troço de um circuito. Pode ser útil. para alarmes de incêndios. Um potenciómetro permite fazer variar a tensão num dado troço de um circuito. Símbolo de um termistor. como por exemplo em certos óxidos de cobalto. pois. por exemplo. cobre e níquel. simplesmente. O termistor é um resistor cuja resistência varia com a temperatura. este termistor é muito sensível (porquê?)… e entre 70ºC e 80ºC praticamente não pode ser utilizado como sensor de temperatura (porquê?)… 1000 500 0 0 10 20 30 40 50 60 70 80 Alguns termistores.11 Sistemas electricos 4/14/04 8:42 PM 11 S I Página 124 S T E M A S E L E C T E L R Ó É N C T R I C O I C S O S E Termistores A resistência eléctrica dos condutores depende da temperatura. Esta variação pode ser obtida. modificando o comprimento do condutor efectivamente percorrido pela corrente. Em determinados materiais. um condutor cuja resistência é feita variar através de um cursor. 1500 Próximo dos 0ºC. resistência eléctrica/ohm 3000 2500 Resistência de um certo termistor em função da temperatura. para variações de temperatura relativamente pequenas. por exemplo. ao contrário do que corresponde a este gráfico. aumentam de resistência quando a temperatura aumenta. 124 . ser utilizado como sensor de temperatura. tal como os LDRs permitem detectar variações de intensidade luminosa. Termistores. isto é. rfí supe cie con du Potenciómetros ra to contacto móvel Esquema do funcionamento de um potenciómetro. resistores que permitem detectar variações de temperatura. 2000 A resistência diminui à medida que a temperatura aumenta de 0°C até 80°C. Potenciómetros. Um termistor pode. essa dependência da resistência é muito grande. Estes materiais usam-se para produzir termistores. É.

Manipula o potenciómetro para obter essa tensão… R1 R2 125 . • Pilha de 4.5 V 5 Escolhe um certo valor para a tensão no resistor R1. 3 Substitui o resistor R2 pelo potenciómetro. Mas. Que observas? + – 4. • Utilizar um potenciómetro para obter uma certa tensão entre dois pontos de um circuito.11 Sistemas electricos 4/14/04 8:42 PM Página 125 Experimenta Um circuito divisor de tensão Objectivos • Medir a tensão nos extremos de resistores. em geral. Essa tensão obtém-se por meio de uma pilha ou uma fonte de alimentação ligada à rede. • Fios com «crocodilos».5 V e interruptor. Material necessário Qualquer circuito electrónico necessita de uma tensão eléctrica para funcionar. R1 R2 B 680 Ω 1 kΩ 2 Mede a tensão nos extremos do resistor R1. • Potenciómetro. • Multímetro. 4 Mede a tensão nos extremos do resistor R1 para diferentes posições do cursor do potenciómetro. Que fazer A 1 Monta o circuito cujo esquema está ao lado. diferentes partes do circuito necessitam de diferentes tensões… • Resistores de carvão de 680 Ω e 1 kΩ. • Suportes para componentes electrónicos (se possível).

Que sucede à tensão eléctrica entre os extremos do resistor? + LDR – 4. A B V 2 Mede a tensão eléctrica entre os extremos do resistor.5 V 4 Explica como é que um circuito deste tipo pode ser utilizado para medir a intensidade da luz. um LDR e uma pilha em série. de acordo com o esquema. 3 Aproxima uma chama do termistor. 126 680 Ω + – 4. 5 Que semelhanças há entre este circuito e o circuito divisor de tensão da página anterior? E que diferenças há? Um sensor de temperatura… 1 Monta um circuito com um resistor. sem tocar! Que sucede à tensão eléctrica entre os extremos do resistor? 4 Explica como é que um circuito deste tipo pode ser utilizado para medir a temperatura. utiliza um foco de luz ou um ponteiro laser. A B V 2 Mede a tensão eléctrica entre os extremos do resistor.11 Sistemas electricos 4/14/04 8:42 PM 11 S I Página 126 S T E M A S E L E C T E L R Ó É N C T R I C O I C S O S Experimenta Sensores de luz e de temperatura Material • 1 resistor de 680 Ω • 1 LDR • 1 termistor • Fios de ligação com crocodilos • Suporte para componentes electrónicos • Pilha de 4. de acordo com o esquema. 680 Ω 3 Faz variar a intensidade da luz que incide no LDR. um termistor e uma pilha em série.5 V • 1 multímetro Um sensor de luz… 1 Monta um circuito com um resistor. Se necessário.5 V termistor E .

e em que um osciloscópio está ligado nos extremos do resistor. – • Osciloscópio 4.5 V 2 Com o LED aceso. em que a corrente alternada é fornecida por uma fonte de alimentação a.11 Sistemas electricos 4/14/04 9:13 PM Página 127 Experimenta LEDs. inverte a ligação do LED e/ou do díodo IN4007). e 6V no mesmo 1 kΩ a.c. • Suportes para componentes electrónicos (se possível). suprimindo “metade” da corrente alternada (rectificador de meia onda). Em que sentido passa a corrente? • Pilha de 4. há sempre díodo IN4001 corrente no resistor. Que se observa no LED? 3 Inverte a polaridade do díodo. Neste caso. sentido. • Fios de ligação com “crocodilos” • Resistor de 1 kΩ.a.5 V Uma ponte de díodos utilizada para rectificar corrente alternada.c. 1 kΩ + LED IN4007 • Interruptor. como mostra o segundo esquema) podes fazer a chamada rectificação da onda completa.5 V 1 Monta o circuito correspondente ao seguinte esquema (se o LED não acender. Um circuito baseado num díodo permite obter corrente contínua a partir da corrente alternada. díodos e rectificação da corrente Material • Díodo (por exemplo. monta um circuito como o esquematizado na figura em baixo. Que observas no osciloscópio? 6 Se tiveres uma ponte de díodos (ou 4 díodos convenientemente ligados. • Fonte de c. Que sucede? 4 Monta o circuito correspondente ao esquema à direita e verifica o que sucede quando se invertem as ligações no LED… Rectificação da corrente alternada 5 Utilizando um díodo e um resistor de 1 kΩ. 127 . ainda que com tensão variável… Ponte de díodos 6V a. 1 kΩ 1 kΩ + LED – 4. Com uma ponte de díodos obtém-se a rectificação da onda completa. retira o díodo IN4007 e inverte as respectivas ligações.c. o IN4007) • Díodo emissor de luz (LED).

5 V + – B Se o LDR receber luz. Se necessário. o LED não acende… Se o LDR deixar de receber luz. 2 Monta o circuito esquematizado ao lado. não há passagem de corrente entre o emissor e o colector.5 V + – . o colector e a base. LDR LED termistor TH3 Um alarme de incêndio também pode funcionar de A modo semelhante. um termistor. o resistor de 1 kΩ e o LED em BC109C série). a corrente entre o colector e o emissor deixa de estar interrompida… e o LED acende! Que fazer 1 Observa o transistor e identifica o emissor.5 V + – – B Um transistor pode funcionar como interruptor electrónico automático. Quando a tensão entre a base e o emissor é inferior a 0. 4. o LED acende! 4 Verifica em que condições é que a variação da luz que incide no LDR é suficiente para que haja corrente no LED e este emita luz. Se o termistor aquecer.6 V. A principal diferença reside no facto de ser necessário um transdutor sensível à temperatura — por exemplo. estabelece-se a tensão adequada para ligar o transistor.5 V.6 V • 2 resistores de 1 kΩ e 1 de 100 Ω • 1 LDR • Fios de ligação com crocodilos • Suporte para componentes electrónicos • Pilha de 4. Mas se a tensão for superior a 0. base colector LED 1 kΩ esta pequena saliência… colector emissor …indica o emissor 4. talvez seja melhor utilizar uma campainha de som intenso em vez de um simples LED… B 128 1 kΩ c b BC108 100 Ω e 10 kΩ 4. Como transdutor de saída. utiliza um candeeiro ou um ponteiro laser.6 V. tendo em conta as ligações no transistor e a necessidade do LED estar correctamente ligado (podes verificar 1 kΩ se a ligação está correcta colocando a base A pilha. LDR 3 Faz variar a luz que incide no LDR.11 Sistemas electricos 4/14/04 11 9:13 PM S I Página 128 S T E M A S E L E C T E L R Ó É N C T R I C O I C S O S E Experimenta LED Usar um transistor para construir alarmes… BC109C colector (c) base (b) A + Material • Transistor BC109C (ou equivalente) • LED 100 Ω emissor (e) tensão entre A e B superior a 0.

sugestões. Há diversos sites na Internet com ideias. protocolos.scitoys.pt http://www. Mas com empenho. desde detectores simples até sistemas relativamente complexos. podes encontrar uma grande variedade de projectos de montagens electrónicas (além de experiências—e brinquedos—sobre muitos outros temas!).com 129 . em geral explicados com pormenor e muitas ilustrações.br Nos dois sites que sugerimos.dimofel. mesmo nos projectos mais ambiciosos! Os componentes electrónicos podem ser adquiridos em lojas de electrónica e em.com http://www.rs-portugal. por exemplo: http://www. persistência. sobre montagens electrónicas. Particularmente interessante pode ser a construção de um rádio a partir de um telefone e de uma garrafa de plástico… http://www. rigor e espírito empreendedor pode-se ter sucesso. etc. não é fácil encontrar todos os componentes necessários às montagens e estas frequentemente não funcionam como esperado… à primeira vez. “dicas”. Por vezes.feiradeciencias.11 Sistemas electricos 4/14/04 9:22 PM Página 129 Projectos Queres construir um rádio? As montagens electrónicas são um “hobby” para muitos jovens e adultos e nas “feiras de ciências” costumam ser um pólo de atracção. “Feira de Ciências” e “Science Toys”.com.

Num circuito em paralelo. metais ou carbono) e por um electrólito (uma solução condutora). 4 Qualquer corpo electricamente carregado cria à sua volta um campo eléctrico (responsável pelas interacções com outros corpos). a corrente vale o mesmo em qualquer ponto do circuito. 2 A origem da carga eléctrica reside nos átomos. 7 Nos metais. a corrente divide-se nos vários nós do circuito. Um corpo está carregado quando há um défice ou um excesso de electrões nos átomos que o constituem. com amperímetros. 130 LDR LED termistor TH3 A 1 kΩ c b BC108 100 Ω e 10 kΩ 4.5 V + – B . químico e térmico. 11 Num circuito em série. 6 Uma pilha eléctrica é constituída por eléctrodos (em geral. 12 A intensidade da corrente eléctrica é uma grandeza física que mede a carga eléctrica que passa em cada secção do condutor por unidade de tempo. Indica a energia transformada por unidade de carga entre dois pontos do circuito.11 Sistemas electricos 11 4/14/04 10:07 PM S I Página 130 S T E M A S E L E C T E L R Ó É N C T R I C O I C S O S E Síntese das ideias principais 1 A electricidade é a propriedade que os corpos revelam por possuírem carga eléctrica. a corrente eléctrica é devida ao arrastamento dos electrões de condução. 10 A tensão eléctrica U (ou diferença de potencial eléctrico) mede–se com voltímetros e exprime-se em volts. O sentido real da corrente é do pólo negativo para o pólo positivo. a tensão aos terminais do circuito é igual à tensão aos terminais em cada troço. vários receptores e alguns dispositivos de controle) por onde pode circular uma corrente eléctrica. Representa-se por I e mede-se em amperes. Um corpo que manifesta propriedades eléctricas diz-se electricamente carregado. A produção de corrente na pilha está relacionada com reacções químicas que ocorrem entre os eléctrodos e o electrólito. 3 Corpos com carga do mesmo sinal repelem-se e corpos com carga de sinal contrário atraem-se. As correntes eléctricas podem ser temporárias ou permanentes. Num circuito em paralelo. 9 A corrente eléctrica tem os seguintes efeitos: magnético. devido à acção do campo eléctrico criado pelo gerador. a tensão eléctrica aos terminais do circuito é dada pela adição das tensões nos vários componentes dispostos em série. 13 Quando os componentes de um circuito estão dispostos em série. Usa-se também o chamado sentido convencional da corrente (do positivo para o negativo). Todos os átomos possuem partículas com carga eléctrica: os protões (carga positiva) e os electrões (carga negativa). 8 Um circuito eléctrico é uma sequência de condutores (um ou mais geradores de corrente. 5 O movimento de partículas portadoras de carga (electrões ou iões) através de condutores constitui a corrente eléctrica. A unidade de carga eléctrica no SI é o coulomb (C).

Cada um destes valores é designado por bit. LDRs (resistores cujo valor de resistência depende da intensidade da luz que recebem). Os componentes de saída ou de entrada são chamados. 17 A indução electromagnética consiste no aparecimento de uma corrente eléctrica quando se aproxima ou afasta um íman de uma bobina. 24 Exemplos de componentes electrónicos: díodos (só deixam passar corrente num sentido). Um byte é um conjunto de oito bits. 3. a proporcionalidade directa entre a tensão nos extremos do condutor e a intensidade da corrente que o percorre). 0 3 05 6 4 3 5 1 6 4 kWh 1 KWh tip po Hu23 Nº 119 tipo o 220 0Hu23 Nº 1198297 79882978 v 10 0(30 0)A A 22 20 v 10(30)A 50 H z 50 H z 21 Um sistema electrónico é um circuito ou conjunto de circuitos que realiza uma certa função. LEDs (díodos que emitem luz). A tensão obtida por um transformador depende da relação entre o número de espiras nos dois enrolamentos. 18 Um motor eléctrico utiliza as propriedades magnéticas da corrente eléctrica para obter um movimento de rotação.0 0. Um transformador é constituído por um núcleo de ferro e por dois enrolamentos (secundário e primário). I/A 16 Um íman cria à sua volta um campo de forças magnéticas (um campo magnético). 25 Os transistores são componentes utilizados como amplificadores de sinais eléctricos ou como interruptores automáticos. Um electroíman obtém-se com um enrolamento de fio condutor. Exprime-se no SI em ohms (Ω). 23 Um sinal digital pode ter um de dois valores: 1 ou 0. percorrido por uma corrente eléctrica. Os enrolamentos são bobinas que têm número diferente de espiras. tensão eléctrica. ou vice-versa. condensadores (armazenam carga eléctrica). U/ V 14 A resistência eléctrica de um condutor mede a sua oposição à passagem da corrente eléctrica.0 0.2 0. 19 Uma das vantagens da corrente alternada é a facilidade com que se transforma a tensão.0 0.4 0. 20 A potência eléctrica é a grandeza física que mede a rapidez com que a energia eléctrica é transformada noutras formas de energia.0 1. 131 . aumentando-a ou diminuindo-a.6 0.8 intensidade da corrente eléctrica.11 Sistemas electricos 4/14/04 9:17 PM Página 131 15 Os condutores dizem-se óhmicos sempre que respeitam a chamada lei de Ohm (isto é. Os conversores analógicos digitais convertem um sinal analógico em digital. 22 Um sinal eléctrico pode ser de dois tipos: analógico (que varia continuamente) e digital (que varia aos “saltos”).0 2. em geral. A corrente eléctrica produzida por indução electromagnética é uma corrente alternada. LCDs (mostradores de cristais líquidos). A resistência eléctrica é constante num condutor óhmico (a temperatura constante). Mede-se dividindo a tensão eléctrica de um circuito pela intensidade de corrente que o atravessa (R = U/I). pois está permanentemente a variar de intensidade e de sentido. Os condutores que não respeitam a lei de Ohm chamam-se condutores não óhmicos ou não lineares. transdutores. termistores (resistores cujo valor de resistência depende da temperatura).

Porquê? 5 Uma pilha eléctrica é constituída por dois condutores embebidos numa solução condutora.3 Os electrões de condução progridem nos fios condutores apenas alguns milímetros em cada segundo. A foto ao lado mostra um modelo escolar de uma pilha.3 A corrente eléctrica criada por uma pilha circula apenas fora da pilha? Fundamenta a resposta. Quando esta começa a funcionar fica com os “cabelos em pé”.1 Como se designam os dois condutores? 5.11 Sistemas electricos 4/14/04 11 9:16 PM S I Página 132 S T E M A S E L E C T E L R Ó É N C T R I C O Teste 1 Uma estudante está em cima de uma superfície de plástico e ligada a uma máquina electrostática.2 Que é necessário para ocorrer uma corrente permanente? 4.1 Descreve uma situação em que surja uma corrente temporária.2 Que papel desempenha a superfície de plástico? 2 Qual das unidades seguintes é a unidade SI de carga eléctrica? A volt B coulomb C farad D ampere 3 Qual das seguintes frases descreve melhor a corrente eléctrica num condutor metálico? A É um movimento de cargas positivas. B É um movimento desordenado de cargas positivas. quando se liga um circuito com lâmpadas. D É um movimento orientado de alguns electrões. C É um movimento desordenado de todos os electrões. 1. 132 I C S O S E . estas acendem-se quase instantaneamente. 4 A corrente eléctrica pode ser permanente ou temporária. 4. 4. 5.1 Como se interpreta este fenómeno? 1.2 Que tipo de fenómeno sucede na pilha que permite que ela produza corrente eléctrica? 5. No entanto.

2 V e percorrido pela corrente de 200 mA? 10. 8. 10.15 A? 133 .3 Qual é a resistência eléctrica de um condutor submetido à tensão de 4. 7 Associa cada grandeza da coluna esquerda a um aparelho de medida da coluna da direita: 1) tensão eléctrica a) amperímetro 2) intensidade da corrente b) joulímetro 3) resistência eléctrica c) wattímetro 4) energia eléctrica d) voltímetro e) ohmímetro 8 A corrente eléctrica manifesta-se pelos seus efeitos.3 Que efeito da corrente revela o aquecimento de um carregador de bateria de telemóvel? 9 Observa os dois aparelhos de medida.1 Que significa cada um dos símbolos desta equação? 10. D Carga eléctrica que atravessa qualquer secção transversal do condutor por unidade de tempo. B Carga eléctrica que vai de um extremo ao outro do circuito por unidade de tempo. percorrida pela corrente de 0.1 Descreve uma experiência capaz de revelar o efeito magnético da corrente eléctrica.2 Qual é a unidade SI de resistência eléctrica? 10. 8.11 Sistemas electricos 4/14/04 9:16 PM Página 133 6 Qual das seguintes opções se refere à intensidade da corrente eléctrica num circuito? A Carga eléctrica que é arrastada ao longo do circuito por unidade de tempo.2 Em que consiste o efeito químico da corrente eléctrica? 8. C Carga eléctrica que atravessa uma só secção transversal do condutor por unidade de tempo.4 Qual é a tensão eléctrica nos extremos de uma lâmpada com uma resistência eléctrica de 10 unidades SI. Quanto marca cada um desses aparelhos? 10 A resistência eléctrica de um condutor define-se pelo quociente R = U/I.

134 tensão eléctrica.8 intensidade da corrente eléctrica. que sucede quando se desliga apenas o interruptor A? 11.1 A.7 Trata-se de um condutor óhmico ou não óhmico? Fundamenta a resposta.3 Qual é a tensão eléctrica no condutor quando a corrente vale 100 mA? 12.2 Indica duas lâmpadas ligadas em série.1 Que grandeza foi medida com um voltímetro? 12.4 Que sucede à tensão quando a corrente atinge 0. qual é a intensidade da corrente em L4? 11. U/ V 12.05 A.5 A. que sucede quando se desliga apenas o interruptor D? 11. I/A .0 2.0 0.1 Completa o desenho da direita para corresponder ao esquema (não incluas no desenho os interruptores B e C). 12.0 0. 3.4 A? 12.4 Se todos os interruptores estiverem ligados. 12.5 Calcula a resistência do condutor quando a corrente vale 0.4 0. 11. 12.2 Esquematiza um circuito que possa ter sido utilizado para obter os resultados do gráfico.0 1.7 Se a intensidade da corrente na lâmpada L1 for 0.11 Sistemas electricos 4/14/04 10:02 PM 11 S I Página 134 S T E M A S E L E C T E L R Ó É N C T R I C O I C S O S E 11 Considera o circuito abaixo esquematizado.5 Se todos os interruptores estiverem ligados.2 0.6 Que relação há entre a intensidade da corrente na lâmpada L3 e a intensidade na lâmpada L4? 11.6 Calcula a resistência do condutor quando a corrente vale 0.3 Como se designa a ligação entre as lâmpadas L3 e L4 com a lâmpada L2? 11. L1 B L3 A L2 C D L4 11.15 A e a intensidade na lâmpada L2 for 0.6 0.0 0. 11.8 Que relação de grandeza existe entre a tensão nos extremos da lâmpada L2 e a tensão que existe nos extremos da associação das lâmpadas L3 e L4? 12 Observa o gráfico ao lado que se refere ao estudo da relação entre a corrente e a tensão eléctrica num certo condutor.

3 Que sucederá quando a corrente deixar de circular em B? B 14 A figura mostra um modo de produzir corrente eléctrica.3 Se um voltímetro ligado à bobina da esquerda marcar 10 V.11 Sistemas electricos 4/14/04 9:18 PM Página 135 13 A figura ao lado mostra um sistema antigo usado para testar a força exercida por electroímanes.2 Qual é a relação entre o número de espiras da bobina da esquerda e da bobina da direita? 15. 15. 13. 14.3 A corrente obtida tem intensidade constante ou variável? 14.1 Para que serve um transformador? 15. 16.2 Que relação há entre a intensidade desta corrente e a rapidez da acção do experimentador? 14. 13.2 Que sucede no osciloscópio se se inverterem as ligações na pilha? 135 .1 Explica resumidamente como funciona o sistema.1 Em que diferem essas tensões eléctricas? 16.2 De que material deve ser feito o objecto C da figura? Porquê? A 13. podes observar um transformador escolar.1 Que deve o experimentador fazer para que o galvanómetro detecte uma corrente eléctrica? C D 14.4 Como se designa o fenómeno que esta experiência ilustra? 15 Ao lado. que valor assinala outro voltímetro ligado à bobina da direita? 16 Os osciloscópios em baixo permitem visualizar as tensões eléctricas obtidas numa fonte de tensão e numa pilha.