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SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL

CARLOS EDUARDO CORRÊA MOLINA

Educação semipresencial para disciplinas em regime de


dependência

Itajubá
2006
CARLOS EDUARDO CORRÊA MOLINA

EDUCAÇÃO SEMIPRESENCIAL PARA DISCIPLINAS EM REGIME DE


DEPENDÊNCIA

Trabalho de Conclusão de Curso


apresentado ao SENAC/BH como
requisito parcial para a obtenção
do título de Especialista em
Educação a Distância.

ORIENTADORA: Profª.Drª Juliane Corrêa Marçal

Itajubá
2006
M722e MOLINA, Carlos Eduardo Corrêa
Educação semipresencial para disciplinas em
regime de dependência / Carlos Eduardo Corrêa
Molina. – Itajubá, 2006.
41 p.
Trabalho de Conclusão de Curso
(Especialização em Educação a Distância)
SENAC/DR/MG, 2006.

1. Educação semipresencial. 2. Dependência


I. Título

CDU: 37
CARLOS EDUARDO CORRÊA MOLINA

EDUCAÇÃO SEMIPRESENCIAL PARA DISCIPLINAS EM REGIME DE


DEPENDÊNCIA

Trabalho de Conclusão de Curso


apresentado ao SENAC/BH como
requisito parcial para a obtenção
do título de Especialista em
Educação a Distância.

Aprovada em 28 de Outubro de 2006.

BANCA EXAMINADORA

Prof. Mestre FRANCISCA NUNES CAIXETA


SENAC/BH

Prof. Dra. JULIANE CORRÊA MARÇAL


SENAC/BH

Prof. Mestre MARIA JOSÉ FELIZARD


UNICOR/BH
DEDICATÓRIA

À minha mãe, Maria Cândida e ao


meu pai, José Molina, por me
ensinarem, com seus exemplos de
vida, que o conhecimento é um bem
intangível que o tempo não
consome. Pelo incentivo e apoio nos
momentos mais difíceis.

À minha esposa, Luiza e minha filha,


Gabriela, pelo amor e inspiração que
me deram em todas as fases dessa
empreitada.

A Deus, aquele que é meu provedor


e Senhor, e que em todo o tempo
me fez sentir o seu cuidado paternal.
AGRADECIMENTOS

À professora, tutora, orientadora e incentivadora, Juliane Corrêa Marçal.

Às ilustres professoras Maria Ilse Rodrigues e Maria de Lourdes Coelho,


que nos apoiaram desde o engatinhar e passos iniciais dessa caminhada,
até que enfim pudéssemos ser lançados na maratona dessa fase final, que
culmina na apresentação desse trabalho.

A toda equipe do SENAC/BH, representada por sua coordenadora


Francisca Nunes Caixeta, pelo apoio constante e anônimo, porém,
imprescindível ao bom andamento do curso.

Aos familiares e a Deus, a quem dediquei esse trabalho, bem como à


outros entes queridos: minha segunda família em Itajubá, o Sr. Luiz
Carlos, Dona Miriam e Liriam.

Aos amigos, que em diversos momentos me ajudaram, não


necessariamente na construção desse trabalho, mas com a descontração e
a alegria que mantiveram o moral em alta e a saúde emocional em dia,
para vencer essa etapa.

Ao brother Newton Flávio, que enquanto esteve pertinho foi um grande


amigo pra troca de idéias e desabafos e ao mano Paulo Sérgio, que
mesmo distante é um exemplo a seguir, sendo ele o primeiro Doutor
Molina dos três.
A pesquisa acadêmica deve ser precisa,
seja ela interessante ou não.
Mas o ensino tem que ser interessante,
mesmo que não seja 100% preciso.

G. Highet
RESUMO

O presente trabalho relata um projeto para introdução da


metodologia de educação semipresencial, com base na web, nas
disciplinas em regime de dependência para alunos do curso de
Administração de Empresas das Faculdades ASMEC, em Ouro Fino/MG.
Para efeitos de aprovação do projeto, o mesmo prevê uma aplicação
da metodologia em disciplina piloto, a Matemática Financeira, com a qual
se pretende demonstrar o uso de um ambiente virtual de aprendizagem, o
TelEduc, disponível gratuitamente no portal Universia, exemplos de
utilização de suas ferramentas, bem como dicas resumidas para confecção
de materiais de apoio multimídia.
A dinâmica de trabalho para essa primeira disciplina pressupõe dois
encontros presenciais (o inicial e o final) e três outros períodos com
atividades à distância.
O projeto abrange ainda as fases de avaliação de desempenho dos
alunos e da própria metodologia adotada, bem como, algumas diretrizes
para a expansão do projeto e veiculação das demais dependências, com
previsão para o ano de 2007.

Palavras-chaves: educação semipresencial, dependências, material


multimídia, TelEduc.
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ......................................................................... 09
2. JUSTIFICATIVAS ..................................................................... 12
3. OBJETIVOS ............................................................................ 15
3.1. Objetivo geral .............................................................. 15
3.2. Objetivos específicos .....................................................15
3.3. Metas do projeto .......................................................... 15
4. PROPOSTA PEDAGÓGICA ..........................................................16
5. O PERFIL DA TUTORIA ............................................................. 19
6. RECURSOS E TECNOLOGIAS EMPREGADAS ................................. 20
6.1. O TelEduc ....................................................................20
6.2. O portal Universia ........................................................ 23
6.3. Outros recursos tecnológicos ..........................................24
7. A DISCIPLINA DE MATEMÁTICA FINANCEIRA .............................. 26
7.1. O plano de ensino ........................................................ 26
7.2. A divisão das atividades propostas .................................. 27
7.3. Os materiais de apoio confeccionados ............................. 32
8. AVALIAÇÕES DO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM ................. 36
8.1. A avaliação de desempenho e nota final dos alunos ...........36
8.2. A auto-avaliação dos alunos ...........................................36
8.3. A avaliação da aplicação da modalidade semipresencial ..... 37
9. CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO DO PROJETO ................................ 38
10. CONSIDERAÇÕES FINAIS ....................................................... 39
11. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .............................................. 40
9

1. INTRODUÇÃO

A proposta desse trabalho vem ao encontro de necessidades


eminentes das Faculdades ASMEC, situada em Ouro Fino, no sul de Minas
Gerais. O projeto refere-se à veiculação de disciplinas em regime de
dependência, na modalidade semipresencial, e poderá servir a todos os 14
cursos oferecidos, entretanto, o contexto inicial trata da realidade e
necessidade do curso de graduação em Administração de Empresas.
Atualmente, é comum os alunos terminarem os 4 anos de
bacharelado em Administração de Empresas e terem que retornar, depois,
para liquidarem as pendências acadêmicas. Isso ocorre, tendo em vista
que os mesmos ficam impossibilitados de fazerem no decorrer do período
normal, em geral, por incompatibilidade nos horários.
Para efeitos de aprovação do projeto pela diretoria das Faculdades
ASMEC, será proposto a veiculação da disciplina de Matemática Financeira
como projeto-piloto, para a qual serão desenvolvidos diversos exemplos
elucidativos de parte do conteúdo, englobando alguns materiais de apoio
multimídia e exemplos de utilização das ferramentas do Ambiente Virtual
de Aprendizagem (AVA), o TelEduc.
Muitas são ou podem ser as vantagens do uso da EaD. Algumas
dessas, são citadas por praticamente todos estudiosos da área e,
relacionam-se à própria distância ou separação entre professor-aluno-
instituição, sendo que essa distância ou separação, tanto pode se referir
ao tempo como ao espaço de ocorrência da aprendizagem e, ainda assim,
ocorrer uma comunicação de qualidade, independente da simultaneidade
(Azevedo, 2005).
O público alvo desse projeto, os alunos com dependência, ou estão
no meio do curso de bacharelado em Administração de Empresas ou já o
terminaram e, de uma forma ou outra, necessitam terminar as disciplinas
que faltam para o cumprimento de pré-requisitos e obtenção do seu
diploma. Os problemas que esses alunos enfrentam são muitos, desde a
incompatibilidade de horários até os relacionados com o seu transporte.
10

A veiculação das dependências através da modalidade


semipresencial acabará por unir diferentes realidades: os alunos que já
terminaram os 4 anos do curso, e que possivelmente teriam dificuldades
de estarem presentes durante algum dia na semana e até mesmo no
sábado, e também os alunos ainda presentes na Universidade, e que, à
princípio só teriam o sábado disponível. Ambos serão beneficiados com
esse projeto.
Uma outra vantagem interessante de ser ressaltada é o
desenvolvimento da autonomia do aluno, pois quanto menor forem os
níveis de diálogo, maior deverá ser a busca por autonomia, da parte do
aluno (Moore, 1993). Estando o aluno, ainda na Universidade, a busca por
maior autonomia de aprendizagem e familiarização com a EaD e as NTICs
trará importante benefício ao mesmo, uma vez que, a ASMEC está
implantando outras soluções baseadas na EaD, como o uso de 20% da
carga horária à distância, distribuída entre diversas disciplinas a cada
semestre. Para os alunos que já terminaram os 4 anos, a sua necessidade
de maior autonomia de aprendizagem não deixa de ser importante, visto
que, profissionalmente falando, essa tende a ser uma característica cada
vez mais procurada nos profissionais da área de Gestão e Administração
de Empresas.
Ainda falando em autonomia, por tratar-se de disciplinas que os
alunos já conheceram e, de certa forma já as estudaram, ainda que não
tenham cumprido os requisitos mínimos, é bem provável que haja
conteúdos específicos dentro de cada disciplina que o aluno já domine.
Assim sendo, ele terá a opção de dar maior ênfase aos conteúdos que
ainda não domina, uma vez que na abordagem de aprendizagem virtual
ele escolhe o tempo, local e dedicação que irá empreender (Coutinho,
2003). Dessa forma, deixará de dedicar o seu precioso tempo à exposição
maçante de conteúdos já conhecidos.
Outra vantagem, ainda que não seja exclusiva da EaD, mas que
poderá ser bastante explorada nesse projeto seria a comunicação
bidirecional, síncrona ou assíncrona, que são possíveis, em detrimento a
11

uma comunicação pautada na recepção passiva por parte dos alunos, em


que estes são meros receptores de informações e de mensagens (Menezes
e Santos, 2006). A veiculação de atividades obrigatórias, semana a
semana, que cumpririam também o caráter avaliativo, levariam a uma
natural interação entre professor-aluno, aluno-aluno e aluno-conteúdo.
Não pode ser esquecida a importante característica de mescla de
atividades presenciais e virtuais, a qual permite a possibilidade de uma
união do que há de melhor em cada uma das modalidades (Moran et al.,
2005). Um primeiro encontro presencial teria como objetivos a motivação
dos alunos, a interação inicial entre eles e o professor, através da troca de
e-mails, telefones, etc., como também, o treinamento e aprendizado de
algumas técnicas necessárias para o uso da internet como meio
intermediador de suas relações (Seixas e Mendes, 2006). O último
momento da disciplina, que também seria presencial traria consigo a
importante característica de fechamento, através da prova final e
avaliação da própria dinâmica adotada, além da seriedade e expectativas
positivas que a própria espera desse dia gera nos alunos.
Por fim, para a Instituição, há a possibilidade de se agrupar um
número maior de alunos por turma, e assim ocorrer ganhos financeiros,
mesmo porque, há ainda a possibilidade de, com a devida anuência do
MEC e comprovada a equivalência de ementas, que sejam oferecidas as
mesmas disciplinas às outras universidades do grupo e/ou adequação do
projeto a outro já estabelecido na Universidade que trata de Estudos
Especiais, onde disciplinas são agrupadas nos chamados Núcleos
Pedagógicos Comuns.
12

2. JUSTIFICATIVAS

O projeto de disciplinas de dependências na modalidade


semipresencial tem como principais justificativas os seguintes pontos:
1) Adequação dos momentos presenciais.
Tomando como exemplo uma disciplina com carga horária total de
80h. Sendo veiculada aos sábados, a disciplina requereria um total de 10
sábados, com 8 horas a cada, para então, cumprir a carga horária
prevista. Nesse projeto, propõe-se um encontro presencial inicial e um
final. O primeiro para familiarização com o ambiente virtual a ser utilizado
e início das atividades de aprendizagem da disciplina e o último encontro,
para um momento de fechamento da disciplina e para a prova final. As
demais 64h de trabalho seriam realizadas à distância, distribuídas em 8
semanas, perfazendo pouco mais de 1h diária de dedicação do aluno.
Para o primeiro encontro presencial, os objetivos são comuns,
mesmo para alunos de diferentes disciplinas. Essa aula inaugural,
portanto, poderia ser dada em conjunto, para diferentes grupos, ou seja,
para alunos dependentes em disciplinas diferentes. Até mesmo, seria
possível, que um aluno com duas dependências participasse dessa aula
inaugural cumprindo os pré-requisitos das duas dependências ao mesmo
tempo. Uma etapa final, ainda da aula inaugural, traria alguns primeiros
conceitos e conteúdos da disciplina específica, através de atividades
virtuais previamente preparadas, mas que, nesse caso, seriam realizadas
presencialmente, como uma forma de adequação, familiarização e
ambientação dos alunos a essa nova metodologia: a educação
semipresencial.
2) A melhor compatibilização das agendas dos alunos.
Nesse formato, com um número reduzido de sábados presenciais,
haveria uma facilidade maior de adequação para os alunos que já
terminaram o curso no tempo regular. Estes, possivelmente teriam
dificuldades de estarem presentes durante algum dia na semana e até
mesmo nos sábados, caso a disciplina exigisse uma grande quantidade de
13

sábados. Os demais alunos, ou seja, aqueles que ainda estão cumprindo o


tempo regular na Universidade, estes realmente teriam apenas os
sábados para fazerem as disciplinas de dependência.
3) A minimização do problema financeiro, principalmente relativo ao
deslocamento dos alunos.
Um grande número de idas e vindas à Universidade geraria um
elevado custo aos alunos. A grande maioria reside em outras cidades e, ao
contrário do que acontece nos cursos regulares durante a semana, a
chance de conseguirem fretar um veículo para o transporte seria mínima.
Assim, estariam sujeitos a duas opções: o deslocamento até a
Universidade com veículos próprios ou através de ônibus convencionais,
"de linha". Em ambas as opções ocorreriam elevados desembolsos, sem
mencionar que há ainda outros gastos necessários, como a alimentação.
4) A solução da pendência dos alunos no menor prazo possível.
Um grave problema, principalmente do ponto de vista dos alunos, é
que estes acabam, em geral, terminando os 4 anos de bacharelado em
Administração de Empresas, porém, deixando algumas dependências a
serem cursadas posteriormente. Nesse caso, eles acabam fazendo com as
turmas subseqüentes, em algum dia da semana e muitas vezes,
necessitam estar presentes mais de uma vez na semana, mesmo que seja
para o acompanhamento de uma única disciplina. O ideal para estes
alunos seria, portanto, que tivessem a chance de cursar a dependência
enquanto ainda estão em curso os 4 anos de bacharelado.
5) O agrupamento de um maior número de alunos em disciplinas
comuns.
No âmbito desse projeto, pressupõe-se a possibilidade de agrupar,
por exemplo, alunos que estejam no 1º, no 2º, no 3º, no 4º ano e, a
princípio, alguns que já terminaram os 4 anos, para fazerem juntos uma
disciplina, por exemplo, do 1º período, para a qual todos estes estejam
em débito. Isso não seria possível sem uma proposta como essa, pois
naturalmente, os alunos do 4º ano buscariam cursar a disciplina no ano
14

seguinte, assim que tivessem disponibilidade; já os alunos do 3º ano


procurariam cursa-la um ano depois, e assim sucessivamente.
É ainda provável que algumas outras vantagens venham a surgir no
decorrer da execução desse projeto. Da mesma forma, deverão aparecer
desafios e problemas a serem sanados na implantação e execução, mas,
entende-se que, de forma alguma, isso seja um "privilégio" da Educação a
Distância. Trata-se na verdade, de acontecimentos comuns, inerentes à
prática docente, que exigem do Professor ou Tutor um enorme preparo e
conhecimento de práticas que o levem a converter os problemas em
oportunidades de enriquecimento da aprendizagem.
15

3. OBJETIVOS

Pretende-se atingir alguns objetivos diretos e indiretos com esse


projeto, os quais são abaixo explicitados:

3.1. Objetivo geral


Introduzir a metodologia da educação semipresencial, com base na
web, nas disciplinas em regime de dependência para alunos do curso de
Administração de Empresas das Faculdades ASMEC.

3.2. Objetivos específicos


• Possibilitar a utilização do ambiente de aprendizagem Teleduc na
disciplina de Matemática Financeira;
• Orientar a confecção de materiais multimídia e auto-avaliações;
• Adequar o Plano de ensino à educação semipresencial.

3.3. Metas do projeto


• Efetuar teste piloto com a disciplina de Matemática Financeira nos
meses de Fevereiro e Março de 2007 e
• Reduzir em 80% as pendências acadêmicas no decorrer de 2007.
16

4. PROPOSTA PEDAGÓGICA

Da mesma forma que o Projeto de Dependências em regime


semipresencial, por natureza, mistura a EaD e suas práticas mais comuns
com a Educação Presencial tradicional, tem-se que a sua Proposta
Pedagógica venha a ser um misto de diferentes concepções.
Falando em mistura de concepções e práticas surge a necessidade
de se conhecer e definir o termo inglês para tal, o blended-learning, que
segundo (Driscoll 2002) pode ser encarado sob diferentes ângulos:
• Combinação de tecnologias educacionais com as atividades
laborais dos aprendizes;
• Mistura de tecnologias aplicáveis na educação e a instrução
presencial tradicional;
• Mescla de diferentes concepções pedagógicas;
• Combinação de várias tecnologias baseadas na internet.
Cada um desses quatro enfoques poderá estar presente, em um
momento ou outro, nesse projeto. Por hora, cabe ressaltar as diferentes
concepções pedagógicas que possivelmente estarão presentes na
abordagem adotada para as dependências: o uso de um Ambiente Virtual
de Aprendizagem, mediador da interação entre aluno-tutor-conteúdo-
aluno e de apenas dois momentos presenciais específicos.
As atividades virtuais a serem realizadas compreendem:
• Leituras de textos relacionados à temática da disciplina;
• Discussão assíncrona através da ferramenta Fórum de Discussão;
• Discussão síncrona via sala de bate-papo (não obrigatória);
• Confecção de trabalhos individuais a serem anexados no Portfólio
do aluno;
• Aprendizagem de conteúdos através do acompanhamento de
Materiais de Apoio diversos:
o Slides de Aula acompanhados de áudio;
o Tutorial de uso de softwares também acompanhados de
áudio;
17

o Auto-Avaliações interativas sobre os tópicos já


aprendidos.
• Uso de um Fórum de Discussão informal para interação entre os
alunos (Café-virtual);
• Outras atividades.
Dessa forma, ao se estudar as Teorias Cognitivas de Aprendizagem,
algumas delas resumidas abaixo, de acordo com Lins (2005), nota-se que
cada uma delas pode servir como apoio, em alguma parte ou no todo
desse projeto.
Na teoria da Gestalt, a aquisição da aprendizagem se dá por meio
do chamado insight, que organiza o caos interior do indivíduo. A retenção
é observada pela permanência da aprendizagem e de sua reutilização. A
transferência da aprendizagem se dá pela ligação entre as estruturas de
diversas aprendizagens, em que há dependências entre estas.
Para Piaget, a aprendizagem ocorre por um processo contínuo de
construção de Estruturas, mediante a interação do sujeito com o meio
ambiente. Os Conteúdos (dados da realidade), os Esquemas (unidades de
conhecimento) e as Estruturas (sistemas organizados regidos por leis de
conservação, transformação e auto-regulação) constituem-se nas
variáveis que geram as contínuas Adaptações e Organizações, ao que
denomina-se Equilibração (equilíbrio dinâmico das Estruturas).
A teoria de Bruner, dá enorme importância à intuição, como uma
capacidade fundamental de apreensão da realidade em todas as épocas da
vida do sujeito. Assim, a pessoa aprende, desde que lhe seja apresentado
algo, de forma honesta e que almeje a sua intuição. Na prática, a
aprendizagem se dará pela descoberta e pelo currículo em espiral de cada
aprendiz, fazendo com que a descoberta gere informações que são
categorizadas, para então, se tornarem disponíveis como algo já
aprendido.
Vygotsky valoriza a mediação simbólica (processo de interação
realizado pelo próprio sujeito com a ajuda de outras pessoas),
determinada pelas condições socioculturais e históricas e também ressalta
18

a linguagem como fator preponderante no processo de desenvolvimento


da aprendizagem. Ele define a Zona de Desenvolvimento Proximal que é o
intervalo entre uma capacidade potencial de um indivíduo e a capacidade
real por ele demonstrada. Essa zona se altera à todo momento, à medida
que o indivíduo se desenvolve e se torna mais participante do processo
histórico, social e cultural.
Entretanto, é na teoria cognitiva de Gardner que se encontra uma
maior fundamentação para o uso de diferentes ferramentas de um AVA,
onde se constrói uma estrutura ensino-aprendizagem que busca aguçar,
senão todas, várias das sete inteligências abordadas por esse estudioso:
• Lingüística: Maior facilidade no manejo das palavras.
Aprendizagem por associações verbais.
• Musical: Facilidade de percepção e discriminação de sons.
• Lógica-Matemática: Compreensão abstrata muito forte, que
permite deduções e induções importantes para a aprendizagem.
• Espacial: Capacidade de organização de si mesmo e de tudo que
se encontra a sua volta (percepção da totalidade).
• Corporal-cinestésica: Realiza a aquisição de aprendizagem
através da linguagem do corpo e movimentos (sem palavras).
• Interpessoal: Voltada para a socialização e o intercâmbio entre as
pessoas. O sujeito conhece o outro e estabelece as ligações de
troca fundamentais para a vida em comum.
• Intrapessoal: Voltada para o autoconhecimento. Descobrir suas
capacidades, seus desejos, suas limitações, suas necessidades e
assim, melhor encaminhar o processo de aprendizagem.
Cada atividade virtual proposta será, portanto, pensada e
programada através da confrontação com questionamentos como: Qual
das inteligências abordadas por Gardner está sendo acionada com a
presente atividade? Há a possibilidade de enriquecimento da tarefa para
que a mesma venha atingir, não somente uma, mas várias dessas
inteligências conjuntamente?
19

5. O PERFIL DA TUTORIA
Partindo do princípio delineado por Neves e Ribeiro (2005), de que o
tutor deve motivar, despertar o interesse e facilitar a aprendizagem do
aluno, mantendo sempre a sua autonomia, a sistemática adotada nesse
projeto é a de promover o acesso do aluno aos materiais e atividades do
período, primando por sua autonomia, entretanto, deixando o canal
aberto para interações aluno-professor.
Para tanto, estabelece-se um roteiro de comunicação síncrona
(bate-papos), de caráter não obrigatório, durante o horário entre as 20 e
22h, a cada 6ª feira, nos quais os alunos interagem entre si e tiram
dúvidas com o tutor. Além disso, pretende-se estimular o uso dos fóruns
de discussão para as temáticas ligadas à disciplina e, para a interação
informal (café-virtual). O uso do correio eletrônico será também possível,
uma vez que, eventualmente, o aluno poderá querer uma comunicação
em particular com o professor, ou com algum(s) de seus colegas.
Azevedo (2005) aponta ainda algumas estratégias que vem de
encontro com a premissa estabelecida acima, que busca o respeito e
incentivo pela maior autonomia do aluno. Uma dessas estratégias aponta
para a postura de "entrevistado" que muitas vezes o professor tende a
assumir, e que nesse caso, deverá ser evitada. Ele, o professor, deverá
abrir espaço para a participação dos alunos, para que os mesmos possam,
passo a passo, ir construindo um ambiente de colaboração mútua.
O autor adota ainda a chamada “costura textual”, como uma forma
de dinamizar o debate. Nessa estratégia, o professor usa de seus
comentários como meio para ligar as diversas idéias e contribuições
emitidas pelos alunos.
Como a dinâmica de algumas disciplinas de dependência (como a
Matemática Financeira) prevê a aprendizagem de cálculos e uso de
formulações matemáticas, algumas vezes através de softwares, adota-se
com grande freqüência o uso de exercícios, os quais, depois de resolvidos,
são entregues pelo aluno no próprio AVA, em seu portfólio individual.
20

6. RECURSOS E TECNOLOGIAS EMPREGADAS

O projeto de dependências semipresenciais conta com uso intenso


da internet e de instrumentos tecnológicos diversos, desde um AVA, até
softwares específicos de construção de materiais de apoio interativos.
Alguns destes são descritos pormenorizadamente:

6.1. O TelEduc (http://teleduc.nied.unicamp.br/pagina)


Trata-se de um ambiente para a criação, participação e
administração de cursos na internet, que foi desenvolvido por
pesquisadores do Nied (Núcleo de Informática Aplicada à Educação) da
Unicamp, de forma participativa, pela qual suas ferramentas foram
projetadas de acordo com necessidades relatadas pelos próprios usuários.
É um AVA de distribuição livre, que embora ainda esteja em
desenvolvimento, já tem sido amplamente adotado por instituições em
todo o país.

Figura 1 – Tela de Entrada no TelEduc, disponibilizado pelo Portal Universia.


21

Recentemente, o TelEduc, representado pela Figura 1, passou a ser


disponibilizado pelo portal Universia, a qualquer docente ou instituição,
sem que os interessados necessitem de servidores e equipe de apoio para
sua manutenção.
A totalidade das ferramentas disponíveis no TelEduc é apresentada
abaixo, embora dificilmente um curso seja planejado prevendo a utilização
de todas, mas sim, fazendo uma seleção das ferramentas mais adequadas
a cada caso.

Ferramenta Descrição de sua utilização


Estrutura do Contém informações gerais sobre o funcionamento do ambiente
Ambiente virtual de aprendizagem.
Dinâmica do Contém informações sobre a metodologia e a organização da
Curso disciplina: Objetivos, Ementa, Cronograma, Programa, Método
de Ensino e Avaliação, Bibliografia Recomendada e
Complementar.
Agenda É a página de entrada do curso com a programação da semana.
Avaliações Lista as avaliações em andamento no curso.
Atividades Apresenta as atividades a serem realizadas durante o curso.
Material de Apresenta informações úteis relacionadas à temática do curso,
Apoio subsidiando o desenvolvimento das atividades propostas. Pode
incluir apostilas, softwares, materiais multimídia, etc.
Leituras Apresenta artigos relacionados à temática do curso, podendo
incluir sugestões de revistas, jornais, endereços na Web, etc.
Perguntas Contém a relação das perguntas realizadas com maior
Freqüentes freqüência durante o curso e suas respectivas respostas.
Exercícios Ferramenta para criação/edição e gerenciamento de Exercícios
com questões dissertativas, de múltipla-escolha, de associar
colunas e de verdadeiro ou falso.
Parada Contém materiais que visam desencadear reflexões e discussões
Obrigatória entre os participantes ao longo do curso.
Mural Espaço reservado para todos os participantes disponibilizarem
informações consideradas relevantes no contexto do curso.
Fóruns de Permite acesso a uma página que contém os tópicos em
Discussão discussão naquele momento do andamento do curso, permitindo
esse acompanhamento por meio da visualização, de forma
estruturada, das mensagens já enviadas e a participação na
mesma por meio do envio de mensagens.
Bate-Papo Permite uma conversa em tempo-real entre os alunos do curso e
os formadores. Os horários de bate-papo com a presença dos
formadores podem ser marcados na "Agenda" e, havendo
interesse do grupo, o bate-papo pode ser utilizado em outros
horários.
Correio É um sistema de correio eletrônico que é interno ao ambiente,
com o qual todos os participantes podem enviar e receber
mensagens.
22

Grupos Permite a criação de grupos de pessoas para realização de


tarefas.
Perfil Todos os participantes preenchem informações a seu respeito,
que resultam no seu perfil. A idéia desse recurso é fornecer um
mecanismo para que os participantes possam se conhecer e
desencadear ações de comprometimento entre todos.
Diário de Utilizado para o aluno descrever, registrar, analisar seu modo de
Bordo pensar, expectativas, conquistas, questionamentos e suas
reflexões sobre a experiência vivenciada no curso e na atividade
de cada dia.
Portfólio Nessa ferramenta os participantes podem armazenar textos e
arquivos a serem utilizados ou desenvolvidos durante o curso,
bem como endereços da Internet. Esses dados podem ser
particulares, compartilhados apenas com os formadores, ou
compartilhados com todos os participantes do curso. Cada
participante pode ver os portfólios dos demais, podendo ainda
fazer comentários sobre eles.
Acessos Permite acompanhar a freqüência de acesso dos usuários ao
curso e às suas ferramentas e pode ser também um critério de
avaliação.
Intermap Permite aos formadores visualizar a interação dos participantes
do curso no Fórum de Discussão e Bate-Papo, podendo também,
ser um critério de avaliação.
Configurar Permite alterar configurações pessoais no ambiente tais como:
senha, idioma e notificação de novidades.
Administração Permite aos formadores gerenciar as diversas ferramentas do
ambiente, configurando suas opções. As opções disponibilizadas
em Administração são, dentre outras: ‘Destacar Ferramentas’,
‘Inscrever Alunos’, ‘Enviar Senha’ e ‘Gerenciamento de
Inscrições’.
Suporte Permite aos formadores entrar em contato com o suporte do
Ambiente (administrador do TelEduc) por meio de e-mail.
23

6.2. O portal Universia (http://www.universia.com.br/salasvirtuais)


Pertence a uma rede de 985 universidades em 11 países (Argentina,
Brasil, Espanha, Chile, Colômbia, México, Peru, Porto Rico, Portugal,
Uruguai e Venezuela) e tem como parceiro financeiro/estratégico o Grupo
Santander. Oferece desde 2002 no Brasil, conteúdos e serviços aos Pré-
Universitários, Universitários, Pós-Universitários, Docentes e Gestores.
Ainda nesse segundo semestre de 2006, migrou as salas virtuais que já
eram disponibilizadas gratuitamente aos seus associados, para o ambiente
TelEduc, conforme demonstra a Figura 2, ampliando assim, as
possibilidades de atuação dos professores que as utilizam e a
interatividade com seus alunos.

Figura 2 – Tela de acesso as Salas Virtuais, dentro do portal Universia.


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6.3. Outros recursos tecnológicos


Um bom ambiente, como o TelEduc, não garante por si só a eficácia
de aprendizagem e a construção do conhecimento. Faz-se necessário o
uso de outros recursos e de um planejamento adequado para a sua
utilização. No âmbito desse projeto, outros softwares serão também
empregados, desde o processador de texto Word for Windows, o
programa de apresentações Powerpoint, a planilha eletrônica Excel,
softwares específicos ligados à cada disciplina (ex: Emulador da HP12C no
caso de Matemática Financeira), até softwares destinados à criação de
materiais de apoio multimídia como o Camtasia Studio. Esse software,
apresentado na Figura 3, além de ser utilizado para gerar vídeos em
formato swf e wmv, permite estruturar conjuntos de arquivos em
linguagem html para serem disponibilizados no TelEduc ou outro AVA,
bem como, possui também uma série de outras aplicações para a
Educação.

Figura 3 – Tela Record the screen do Camtasia Studio 3.0.


25

As tradicionais apresentações em Powerpoint utilizadas em sala de


aula presencial podem, com o auxílio do Camtasia Studio, ser
transformadas em uma espécie de aula virtual a ser acompanhada pelo
aluno no horário e local de sua conveniência. É importante notar, como
esclarece a Figura 4, que esse tipo de material multimídia permite grande
mobilidade para o aluno. O material oferece uma espécie de índice e em
cada trecho, uma barra de rolagem. Sendo assim, o aluno pode repetir
um trecho tantas vezes quanto julgar necessário, voltar ao início ou
adiantar a transmissão do vídeo.

Figura 4 – Apresentação em Powerpoint gravada com o Camtasia Studio 3.0.

Vale ressaltar que praticamente todos os resultados conseguidos


com esses aplicativos podem, com mais ou menos dificuldades, serem
também alcançados com versões de uso livre como Open Office Writer,
Open Office Presentation, etc. Há também, outras alternativas para o
trabalho de sincronizar slides e arquivos de áudio (semelhantemente ao
que se obtém com o Camtasia Studio), que são softwares gratuitos para
edição em html, mas que acabam por requerer maiores conhecimentos
dessa linguagem.
26

7. A DISCIPLINA DE MATEMÁTICA FINANCEIRA

A Matemática Financeira é uma disciplina para a qual, no curso de


graduação em Administração de Empresas das Faculdades ASMEC, se
prevê um total de 40 horas/aula, sendo ministrada originalmente, para os
alunos do 2º período.

7.1. O plano de ensino


Baseado no projeto pedagógico global das Faculdades ASMEC ainda
vigente, o plano de ensino de Matemática Financeira apresenta a seguinte
estrutura:

A ementa da disciplina:
• conceitos básicos da matemática financeira;
• juros e descontos simples;
• juros compostos;
• equivalência de capitais;
• taxas de juros;
• séries uniformes de pagamentos;
• sistemas de amortização de dívidas e
• noções de análise de alternativas de investimentos.

Os objetivos da disciplina:
• Ler, interpretar e utilizar representações matemáticas (tabelas,
gráficos, expressões etc);
• Utilizar adequadamente os recursos tecnológicos como
instrumentos de produção e comunicação;
• Identificar o problema (compreender enunciados, formular
questões etc);
• Formular hipóteses e prever resultados;
• Fazer e validar conjecturas;
• Discutir idéias e produzir argumentos convincentes;
27

• Aplicar conhecimentos e métodos matemáticos em situações


reais;
• Utilizar adequadamente calculadoras e computador,
reconhecendo suas limitações e potencialidades.

A bibliografia básica:
NETO, A. A. Matemática Financeira e suas aplicações. São Paulo:
Atlas, 1997.
SOBRINHO, J. D. V. Matemática Financeira. São Paulo: Atlas, 1997.

A bibliografia complementar:
FARO, C. Matemática Financeira. São Paulo: Atlas, 1993.
KUHNEN, O. L. e BAUER, U. R. Matemática Financeira aplicada e
análise de investimentos. São Paulo: Atlas, 1996.
MATIAS, W. F. e GOMES, J. M. Matemática Financeira. São Paulo:
Atlas, 1996.

7.2. A divisão das atividades propostas


Conforme estipulado anteriormente, a disciplina de Matemática
Financeira na modalidade semipresencial contará com uma primeira
semana presencial, três semanas com atividades à distância mediadas
pelo TelEduc e um encontro presencial final, no qual será aplicada a
Avaliação final da disciplina.
A seguir encontra-se a divisão das atividades propostas para cada
semana:

SEMANA 1 (Presencial):
• Conhecer o Ambiente de Trabalho;
• Configurar - Alterar Senha;
• Ler a Dinâmica do Curso;
• Preencher o Perfil;
28

• Conhecer a Ferramenta Mural (descrever experiências do dia-a-


dia que envolvem conceitos da Matemática Financeira);
• Conhecer a Ferramenta Leitura (ler texto com conceitos iniciais e
princípios básicos da Matemática Financeira);
• Conhecer a Ferramenta Fórum de Discussão (discutir aspectos do
texto lido de acordo com questionamentos feitos pelo professor);
• Acompanhar explanação, através de slides de powerpoint, dos
conceitos de juros, o valor do dinheiro no tempo e diagrama de
fluxo de caixa (DFC);
• Conhecer a Ferramenta Material de Apoio, revendo resumo dos
conceitos acima e exemplo de exercício sobre DFC. Em seguida,
resolver exercícios propostos;
• Acompanhar explanação, através de slides de powerpoint, sobre
capitalização por juros simples (JS);
• Acessar novamente a Ferramenta Material de Apoio,
acompanhando exemplo de capitalização por JS. Em seguida,
resolver exercícios propostos em documento do word;
• Anexar exercícios resolvidos na ferramenta portfólio;
• Conhecer o funcionamento das Auto-Avaliações disponíveis na
Ferramenta Material de Apoio.

SEMANA 2 (Virtual):
• Resolver a Auto-Avaliação-01 disponível na Ferramenta Material
de Apoio;
• Resolver exercícios (não obrigatórios) de aprofundamento,
referentes ao conteúdo da semana anterior (Apostila);
Sugestão para 2ª feira:
• Acompanhar explanação, através de material de apoio (slides
com voz), sobre capitalização por juros compostos (JC);
• Resolver exercícios propostos (DFC, formulação, solução);
Sugestão para 3ª feira:
29

• Repassar o conteúdo através da apostila e resolver a Auto-


Avaliação-02;
Sugestão para 4ª feira:
• Acompanhar explanação através de material de apoio (slides com
voz), sobre as Relações de Equivalência P/F e F/P, os exemplos
clássicos e uso das Tabelas Financeiras;
• Refazer os exercícios propostos (Tabela Financeira);
Sugestão para 5ª feira:
• Acompanhar explanação através de material de apoio (slides com
voz), sobre operações com taxas efetivas, nominais e
equivalentes;
• Resolver exercícios especiais com variações em taxas e resolver a
Auto-Avaliação-03;
Sugestão para 6ª feira:
• Acompanhar, através de material de apoio, utilização da HP12C
na resolução de alguns exercícios;
• Anexar os exercícios propostos, resolvidos através da fórmula dos
juros compostos e através das tabelas financeiras, no portfólio
individual;
• Participar do bate-papo (não obrigatório), das 20 às 22h;
Sugestão para o final de semana:
• Rever conteúdos de maior interesse ou dificuldade e acessar as
dúvidas e respostas dadas pelo professor durante a semana no
mural virtual.

SEMANA 3 (Virtual):
• Resolver exercícios (não obrigatórios) de aprofundamento,
referentes ao conteúdo da semana anterior (Apostila);
Sugestão para 2ª feira:
• Efetuar leitura de estudo de caso, disponível na ferramenta
leituras e iniciar debate no fórum de discussão (essa discussão
30

deverá se estender por toda a semana com a participação efetiva


dos alunos);
Sugestão para 3ª feira:
• Acompanhar explanação através de material de apoio (slides com
voz), sobre as séries uniformes de pagamentos;
• Resolver os exercícios propostos (Séries Uniformes);
Sugestão para 4ª feira:
• Acompanhar explanação através de material de apoio (slides com
voz), sobre as Relações de Equivalência A/P, P/A, A/F e F/A, os
exemplos clássicos e uso das Tabelas Financeiras;
• Refazer os exercícios propostos (Tabela Financeira);
Sugestão para 5ª feira:
• Acompanhar, através de material de apoio, utilização do Excel na
resolução de alguns exercícios;
• Resolver a Auto-Avaliação-04;
Sugestão para 6ª feira:
• Rever conteúdos através de exercícios em planilhas do Excel,
disponíveis em material de apoio;
• Anexar os exercícios propostos, resolvidos através das tabelas
financeiras, no portfólio individual;
• Participar do bate-papo (não obrigatório), das 20 às 22h;
Sugestão para o final de semana:
• Rever conteúdos de maior interesse ou dificuldade e acessar as
dúvidas e respostas dadas pelo professor durante a semana no
mural virtual. Dar suas últimas contribuições para o debate no
fórum de discussão.

SEMANA 4 (Virtual):
• Resolver exercícios (não obrigatórios) de aprofundamento,
referentes ao conteúdo da semana anterior (Apostila);
Sugestão para 2ª feira:
31

• Acompanhar explanação através de material de apoio (slides com


voz), sobre Financiamentos e Sistema de Amortização com
prestações constantes (PRICE);
• Resolver exercício proposto (Preenchimento da tabela PRICE);
Sugestão para 3ª feira:
• Acompanhar explanação através de material de apoio (slides com
voz), sobre Sistema de Amortização com amortização constante
(SAC);
• Resolver exercício propostos (Sistema SAC);
Sugestão para 4ª feira:
• Resolver mais exercícios pelos sistemas PRICE e SAC (não
obrigatórios) e a Auto-Avaliação-05;
Sugestão para 5ª feira:
• Acompanhar, através de material de apoio, utilização do Excel e
HP12C para preenchimento da tabela PRICE;
Sugestão para 6ª feira:
• Acompanhar, através de material de apoio, utilização do Excel
para preenchimento da tabela SAC;
• Anexar os dois exercícios propostos, um pelo Sistema PRICE e o
outro pelo sistema SAC, no portfólio individual;
• Participar do bate-papo (não obrigatório), das 20 às 22h;
Sugestão para o final de semana:
• Rever conteúdos de maior interesse ou dificuldade e acessar as
dúvidas e respostas dadas pelo professor durante a semana no
mural virtual. Resolver exercícios (não obrigatórios) de
aprofundamento, referentes ao conteúdo dessa semana
(Apostila);

SEMANA 5 (Presencial):
Durante a semana:
• Rever conteúdos de maior interesse ou dificuldade, os materiais
de apoio multimídia e as auto-avaliações. Participar de bate-
32

papo, na 6ª feira, das 20 às 22h e de um eventual bate-papo a


ser marcado para o início da semana;
No encontro presencial:
• Acompanhar explanação, através de slides de powerpoint, dos
conceitos básicos de Análise de Alternativas de Investimentos;
• Realizar avaliação, responsável por 50% da nota final;
• Preencher tabela de auto-avaliação;
• Responder questões de avaliação da disciplina.

7.3. Os materiais de apoio confeccionados


Para a apresentação dos materiais de apoio a serem utilizados,
toma-se apenas uma das semanas como exemplo, a Semana 4, que
apresenta os conteúdos referentes aos Sistemas de Amortização PRICE e
SAC.

Material de apoio multimídia:


Os materiais multimídia, conforme mencionado anteriormente,
possuem índice e barra de rolagem, ambos como forma de permitir
mobilidade ao aluno e promover a sua interação com o conteúdo
abordado.
Cada um desses conteúdos é preparado inicialmente em powerpoint,
conforme a Figura 5. O arquivo gerado em formato ‘ppt’ ou ‘pps’ serve,
tanto para a confecção do material multimídia, como para o seu uso em
separado. Cabe lembrar que alguns alunos que não possuem acesso à
internet banda larga, eventualmente, vão preferir acessar os slides sem
voz, ao invés de partirem em busca de um local público ou lan house.
33

Figura 5 – Slides em powerpoint do conteúdo da Semana 4.

Em seguida, entra em cena o Camtasia Studio, que permite a


gravação de voz, associada à apresentação do powerpoint através da
função ‘Record the screen’ (Figura 3). Esse processo gera um arquivo de
vídeo no formato ‘avi’ que poderá:
• Ser convertido a outros formatos de interesse como ‘wmv’,
‘mpeg’ ou outros, através da função ‘Produce vídeo as ...’ ou
• Ser tratado e dividido em partes ou tópicos, para formar um
conjunto de arquivos em ‘swf’, já indexados em uma estrutura
‘html’ para sua fácil veiculação na internet. Para esse
procedimento utiliza-se a função ‘Create web menu ...’ e o
resultado é aquele demonstrado na Figura 4.

Auto-avaliação:
34

As auto-avaliações são também geradas no Camtasia Studio,


através da função ‘flash quiz’. Trata-se de um procedimento bastante
intuitivo, no qual o professor deve:
• Importar uma imagem a ser usada como pano de fundo e
adicioná-la à linha do tempo no Camtasia (add to time line);
• Selecionar a função ‘flash quiz';
• Criar um novo quiz, atribuindo-lhe um título;
• Digitar uma a uma das questões conforme as instruções contidas
na Figura 6;

Figura 6 – Inclusão das questões na auto-avaliação pelo Camtasia Studio 3.0.

• Finalizar a inclusão das perguntas no Flash Quiz;


• Finalizar o Flash Quiz através da função ‘Produce vídeo as ...’,
escolhendo a única opção possível, que é a produção em arquivos
do flash, os de terminação ‘swf’.
35

Após esse processo, o resultado é semelhante ao obtido no caso dos


materiais multimídia, ou seja, o professor ou equipe desenvolvedora tem
em mãos uma estrutura ‘html’ a ser inserida no ambiente virtual de
aprendizagem, o TelEduc, conforme demonstrado na Figura 7.

Figura 7 – Auto-avaliação gerada pelo Camtasia Studio e inserida no TelEduc.


36

8. AVALIAÇÕES DO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM

Faz-se necessário que um projeto como esse, no que se refere à


Avaliação, seja o mais amplo possível, para que se possa mensurar, além
da aprendizagem auferida, a percepção dos alunos em relação à
metodologia empregada.

8.1. A avaliação de desempenho e nota final dos alunos


A proposta, no que se refere à medição do desempenho dos alunos,
será composta por três frentes, para as quais, juntas, o aluno deverá
obter o mínimo de 70% e assim, ser aprovado. Sugere-se a adoção de
percentuais conforme abaixo:
• 30% da nota para os exercícios propostos a cada semana, desde
os aplicados na aula inaugural;
• 20% da nota para uma avaliação da interação virtual dos alunos.
Para esse item pretende-se ponderar os relatórios de acesso e
intermap do TelEduc, além da qualidade geral dos comentários
realizados nos fóruns de discussão;
• 50% da nota para a avaliação final, realizada na última semana,
presencialmente.

8.2. A auto-avaliação dos alunos


Para se mensurar a dedicação empreendida pelos alunos no decorrer
da disciplina, os mesmos deverão responder a questões auto-avaliativas,
atribuindo notas: 1(péssimo)/2(ruim)/3(razoável)/4(bom)/5(excelente).
Item 1 2 3 4 5
Disponibilidade de softwares necessários
Familiarização com informática em nível de usuário
Acesso à internet de alta velocidade
Conhecimento prévio do conteúdo
Disponibilidade de horário para estudos
Disciplina no cumprimento das atividades
Visão preliminar a respeito da educação via web
Visão após essa experiência
Seu desempenho global como aluno
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8.3. A avaliação da aplicação da modalidade semipresencial


Pretende-se, com um questionário, adaptado de (Molina et al.
2006), extrair a percepção dos alunos sobre aspectos diversos da
disciplina e do modo como a mesma está sendo abordada. As perguntas
seguem basicamente o roteiro abaixo:
Pergunta Resposta Esperada
1 O tempo despendido em relação ao programa Sim ou Não
proposto foi suficiente?
2 A forma de disponibilizar informações e material Sim ou Não
pela internet e o uso do TelEduc foram efetivos?
Caso negativo o que você sugere para Resposta Livre
melhorar?
3 O que você achou dos materiais de apoio Resposta Livre
disponibilizados? Quais as dificuldades você
enfrentou?
4 O conteúdo incluso no material da disciplina foi Sim ou Não
adequado (conceitos, exemplos e exercícios)?
Caso negativo o que você sugere para Resposta Livre
melhorar?
5 Em qual assunto você teve MAIS facilidade em Resposta Livre
aprender? Em qual você teve MENOS facilidade?
6 A forma de avaliação foi adequada? Sim ou Não
Caso negativo o que você sugere para Resposta Livre
melhorar?
7 O conteúdo da disciplina pode ajudar em sua Sim, Talvez ou Não
carreira?
8 Que sugestão você daria para melhorar esta Resposta Livre
disciplina?
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9. CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO DO PROJETO


Final de Fevereiro e Março
Maio
Item Nov Dez Jan Fev Sem1 Sem2 Sem3 Sem4 Sem5 Abr em
diante
1 X
2 X X X X
3.1 X
3.2 X X X
3.3 X
4 X X
5 X X
6 X X
7 X X

1. Aprovação e liberação para execução do projeto.


2. Adequação de materiais previamente elaborados.
3. Veiculação da disciplina de Matemática Financeira (piloto).
3.1. Encontro Presencial Inicial (Semana 1)
a) Familiarização com o TelEduc;
b) Apresentação da Dinâmica da Disciplina;
c) Introdução. Conceitos básicos. Juros e Descontos Simples.
3.2. Atividades Virtuais Semanais
a) Semana 2: Juros Compostos. Equivalências. Taxas de Juros;
b) Semana 3: Série Uniforme de Pagamentos;
c) Semana 4: Sistemas de Amortização de Dívidas.
3.3. Encontro Presencial Final (Semana 5)
a) Noções de Análise de Alternativas de Investimentos;
b) Avaliação abrangendo todo o conteúdo abordado;
c) Avaliação da Disciplina e Auto-Avaliação.
4. Apresentação dos resultados à diretoria da ASMEC e ao corpo docente.
5. Treinamento de docentes e da equipe de apoio.
6. Planejamento de outras disciplinas em conjunto com os docentes
responsáveis.
7. Expansão do projeto e veiculação das demais dependências divididas
em núcleos pedagógicos.
39

10. CONSIDERAÇÕES FINAIS


A educação semipresencial é uma grande oportunidade de agregar à
boas práticas educativas, o uso de tecnologias já consagradas como a
internet. Por esse motivo, o projeto aqui apresentado não traz,
necessariamente, grandes novidades do ponto de vista pedagógico, mas
sim, formas dinâmicas de se utilizar a web, com vistas a uma maior
interatividade entre os agentes envolvidos, aluno-professor-conteúdo.
Da mesma forma, não representa também uma novidade para as
Faculdades ASMEC, uma vez que esta já tem trabalhado com outros
programas que incluem, por exemplo, o uso dos 20% à distância,
liberados pelo Ministério da Educação e Cultura.
O projeto de “educação semipresencial para disciplinas em regime
de dependência” acaba sendo um complemento a iniciativas diversas de
uso da EaD e que agrega também, a expectativa de solucionar, ainda que
em parte, o problema das pendências acadêmicas dos alunos. Na
realidade, o projeto se reflete como um parceiro de outras medidas já
estudadas pela Universidade. Cabe aqui registrar um outro projeto de
“estudos especiais”, encabeçado pela coordenação do curso de Pedagogia,
que prevê a divisão de disciplinas em núcleos pedagógicos. Entende-se
que ambos poderão se portar como projetos complementares, focando a
solução de problemas comuns.
Conclui-se, diante do exposto nesse relatório e da disciplina-piloto,
aqui estudada como exemplo, que é perfeitamente possível colocar-se em
prática esse projeto em um curto espaço de tempo. Não só possível, mas
totalmente viável, já que o projeto não requer praticamente nenhum
investimento financeiro. É importante frisar que os maiores desafios e
investimentos necessários serão no sentido da quebra de paradigmas
junto aos professores da instituição e para o treinamento de todos os
envolvidos.
40

11. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AZEVEDO, Wilson. Muito além do Jardim da Infância: temas de Educação


Online. Rio de Janeiro, Armazém Digital: 2005.

COUTINHO, Mabel Maria Silva de Resende Chaves. Fundamentos da EaD e


uma forma alternativa de vivenciar e aprender a engenharia econômica.
Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção). Universidade Federal
de Itajubá - UNIFEI, Itajubá. 2003.

DRISCOLL, Margareth. Web-based trainning: using technology to design


adult learning experiences. San Francisco: Jossey-Bass/Pfeiffer, 2002.

LINS, Maria Judith Sucupira da Costa. A aprendizagem, Curso de


Especialização em Educação a Distância - SENAC, PDF e-book, 2005.

MENEZES, Ebenezer Takuno de; SANTOS, Thais Helena dos.


"Comunicação bidirecional" (verbete). Dicionário Interativo da Educação
Brasileira - EducaBrasil. São Paulo: Midiamix Editora,
http://www.educabrasil.com.br/eb/dic/dicionario.asp?id=185, visitado em
9/10/2006.

MOLINA, Carlos Eduardo Corrêa; MONTEVECHI, José Arnaldo Barra;


COUTINHO, Mabel Maria Silva de Resende Chaves. A Percepção de alunos
da pós-graduação em relação ao ensino semipresencial da Pesquisa
Operacional. In: XXXIV Congresso Brasileiro de Ensino de Engenharia –
COBENGE, Passo Fundo, 2006.

MOORE, M. G. Theory of transactional distance. In Keegan, D. (ed)


Theoretical principles of distance education, 22-38. London and New York:
Routledge, 1993.
41

MORAN, José Manuel; ARAÚJO FILHO, Manoel; SIDERICOUDES, Odete. A


ampliação dos vinte por cento a distância. In: XII Congresso Internacional
de EaD. Florianópolis, 2005.

NEVES, Maria Cristina Baeta e RIBEIRO, Antônia Maria Coelho. A tutoria,


Curso de Especialização em Educação a Distância - SENAC, PDF e-book,
2005.

SEIXAS, Carlos Alberto; MENDES, Isabel Amélia Costa. E-Learning e


Educação a Distância – Guia prático para implantação e uso de sistemas
abertos. São Paulo: Atlas, 2006.