Resumo

Os procedimentos especiais de jurisdição contenciosa é o objeto de estudo
deste trabalho. Quanto a eles, assim conceitua-os o processualista Humberto
Theodoro Júnior (2006, p. 4): "são aqueles que se acham submetidos a trâmites
específicos e que se revelam total ou parcialmente distintos do procedimento
ordinário e do sumário". Eles estão previstos no Livro IV, Título I do Código de
Processo Civil (CPC). Ali consta quinze tipos de ações que deverão seguir esse
rito especial. Contudo, este trabalho se presta a estudar apenas quatro deles.
Os quais são: a) ação de depósito que tem por fim exigir a restituição da coisa
depositada ; b) a ação de anulação e substituição de títulos ao portador que se
subdivide-se em dois diferentes procedimentos: ação reivindicatória e ação de
anulação e substituição; c) ação de divisão e demarcação de terras particulares
que cabe em duas situações: 1ª) "para obrigar o seu confinante a estremar os
respectivos prédios, fixando-se novos limites entre eles ou aviventando-se os já
apagados"; 2ª) "ao condômino para obrigar os demais consortes, a partilhar a
coisa comum"; d) embargos de terceiros, que é o remédio processual que a lei
põe à disposição de quem, não sendo parte no processo sofre turbação ou
esbulho na posse de seus bens por ato de apreensão judicial.

palavras chaves: procedimentos especiais, depósito, anulação, substituição,
reivindicatória, embargos de terceiros.

1 Dos Títulos ao portador 3.2 Procedimento 4. Ação de Depósito 2.Sumário Introdução 1.4 Prisão Civil 3.2 Legitimação 2.1 Normas Gerais 4.1 Pressupostos da ação 2.1 Jurisdição 1. Ação de Divisão e demarcação de terras particulares 4.3 Ação de anulação e substituição 3. Conceitos 1.2 Procedimentos especiais de jurisdição contenciosa 2.3 Da ação de demarcação 4. Ação de Anulação e substituição de títulos ao portador 3.3 Procedimentos 2.4 Legitimação e competência 4.2 Ação de reivindicação 3.4 Da ação de divisão .

901-906). este empreendimento estará concentrado nos seguintes: a) ação de depósito (arts. 907913). poderia. que é a jurisdição contenciosa. ter sido evitada". embora não faça parte do tema central desta atividade.5. resta-nos registrar a crítica feita pelo professor Humberto Theodoro (2006. ao nomear o Livro IV e seus dois Títulos. de acordo com o escritor acima citado. são aqueles que se acham submetidos a trâmites específicos e que se revelam total ou parcialmente distintos do procedimento ordinário e do sumário. . perfeitamente. 4). já citado no início deste parágrafo. Tendo sido delimitado o campo de atuação deste trabalho. o legislador. Ele conclui dizendo que "essa impropriedade terminológica. Para ele. d) embargos de terceiros (arts. p.6). num código moderno como o nosso. Apesar de termos. 946-981).046-1. p. temos que procedimentos especiais contenciosos. em relação a muitos deles o parlamento deixou-se levar pela antiga praxe de tratá-los como "ações especiais". c) ação de divisão e demarcação de terras particulares (arts. Ali também se encontram informações relativas aos procedimentos especiais de jurisdição voluntária. 1. quinze tipos de procedimentos especiais de jurisdição contenciosa codificados no CPC. Embargos de terceiro 5. será registrada aqui. Título I do Código de Processo Civil (CPC). objeto de estudo deste trabalho.054).1 Cabimento Conclusão Introdução Os procedimentos especiais de jurisdição contenciosa. nas palavras do processualista Humberto Theodoro Júnior (2006. na estrutura do CPC. mas ao dar denominação a cada um dos procedimentos. para fins de embasamento ao assunto principal. no que se refere a nomeclatura adotada pelo Código. b) ação de anulação e substituição de títulos ao portador (arts. fez de forma adequada ao utilizar a expressão "procedimentos especiais". estão previstos no Livro IV. que. Sendo assim.

1 Jurisdição Assim. encontra-se a definição de jurisdição como 'função do Estado de atuar a vontade concreta da lei com o fim de obter a justa composição da lide'.46): "Jurisdição (juris dictio) é o poder de dizer o direito no caso concreto". a primeira conceituação importante para nosso estudo é o de jurisdição.1. De acordo com o escritor Valdeci dos Santos: "jurisdição voluntária (graciosa ou administrativa) implica em situações nas quais não existe nenhuma pretensão resistida. objeto de disputa entre as partes. quer autorizando-lhe ou conferindo-lhe validade. p. 1. Assim sendo. resolvendo sobre o bem da vida. as palavras do professor Alexandre Câmara (2012. São. com muita frequência. sempre com a finalidade constitutiva de situações jurídicas novas. passemos a eles. no livro IV. p. a validade do ato depende da intervenção do juiz. onde se diz: "Assim é que. Corroborando com este entendimento. Conceitos Não podemos continuar com a presente atividade. 1. citamos também Valdeci dos Santos (2007. porém. sem antes conceituarmos algumas expressões em que se funda o seu tema principal. primeiramente. transcrevemos. Para isso." Já.78). sobre a contenciosa o mesmo autor escreve: "é aquela destinada a compor o litígio mediante a solução da lide.2 Procedimentos especiais de jurisdição contenciosa Os procedimentos especiais estão previtos. Pode se voluntária ou contenciosa. . no âmbito do CPC.

pelo código. b) ação de anulação e substituição de títulos ao portador (arts. e decorre ou vontade direta da lei ou de circunstâncias imprevistas e imperiosa. Também pode-se classificar o depósito em regular e irregular. 2. surge a partir do acordo de vontades segundo o qual uma das partes.046-1.portanto. 946-981). Para entendermos claramente este dispositivo. Conforme já observado anteriormente. e este com a obrigação de restituí-la. seu objeto são coisas . d) embargos de terceiros (arts. Surge. é denominado. O primeiro.054). se obriga a guardá-la. Ele se encontra especificado nos artigos 901 a 906 desse código: "Esta ação tem por fim exigir a restituição da coisa depositada". 907-913). temporária e gratuitamente. de necessário. de coisa corpórea alheia deixada na guarda de outrem. a figura do depósito em que a doutrina classifica-o em duas espécies: contratual ou necessário. E pode esse ser civil ou comercial. também chamado de depósito "voluntário". conhecido como extracontratutal. Ação de Depósito Assim sendo. Se trata ela. é propósito deste trabalho apresentar quatro das espécies apontadas no CPC: a) ação de depósito (arts. 1. recebendo de outra uma coisa móvel. O primeiro tem como objeto coisas não fungíveis. c) ação de divisão e demarcação de terras particulares (arts. independe do acordo de vontade entre as partes. O outro. dependendo se o depositário é ou não comerciante. Esse. para restituí-la na ocasião aprazada ou quando lhe for exigida. Já o segundo. o primeiro procedimento especial que será apresentado é denominado pelo CPC de ação de depósito. aqueles que permitem a tramitação do processo com rito diferenciado. assim. se faz necessário definir o que vem a ser coisa depositada. 901-906).

(art. em busca de uma sentença condenatória que imponha ao réu a exigência de restituir o bem que lhe fora anteriormente confiado. segundo o direito material. b) entregar a coisa ao autor. subordinam a ação de depósito como procedimento especial. 2. c) depositá-la em juízo. com a obrigação de devolver" 2. administrador.1 Pressupostos da ação Dois pressupostos traçados e definidos pela lei. 2.fungíveis. o réu será citado para que em cinco dias opte por uma das seguintes repostas: a) constestar a ação. com a estimativa do valor da coisa depositada. Em relação a natureza jurídica dessa ação. tem legitimidade para a proposição dessa ação aquele que confiou a coisa à custódia do depositário. b) a prova literal dessa relação jurídica há de vir. a instauração de um processo de conhecimento. assim nos escreve Humberto Theodoro (2006.: locatário. desde logo.901). E de maneira geral. pode-se afirmar que tem legitimidade qualquer que. necessariamente instruída com prova literal do depósito.3 Procedimentos Iniciada a ação por meio de uma petição inicial.2 Legitimação Em regra. tem a titularidade da pretensão à restituição da coisa depositada. p. etc. mandatário. ou d) consignar o seu equivalente em dinheiro. porque a ação é pessoal. Ex. em muitos casos.4 Prisão Civil . 902) 2. em juízo. com a petição inicial da causa. 56): "A ação de depósito provoca. podendo. que são: a) a pretensão à restituição da coisa há de apoiar-se na relação jurídica de depósito (art. ser por quem tem apenas a posse do bem. pelo autor. É importante observar que não há necessidade de ser o dono.Também pode ser proposta pelos herdeiros e sucessores do depositante.

não há base legal para aplicação da parte final do art. ou seja. o STF firmou entendimento de que desde a ratificação pelo Brasil. do Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos e da Convenção Americana sobre Direitos Humanos ..reivindicá-lo da pessoa que o detiver. que tanto poderá ocorrer na petição inicial como em fase ulterior do processo." Encerra-se. Ali se diz que "Aquele que tiver perdido título ao portador ou dele houver sido injustamente desapossado poderá: I ." Em que pese a afirmação anterior. para a prisão civil do depositário infiel (. inciso LXVII. por exemplo. Os incisos I e II do artigo 907 faz menção a três pretensões possíveis fundamentada nesse tipo de procedimento. II . Ação de Anulação e substituição de títulos ao portador A ação de anulação e substituição de títulos ao portador está prevista nos artigos 907 a 913 do CPC. temos as ações de reinvidicação e de anulação e substituição de títulos ao portador e que serão estudadas a seguir. o juiz não pode ex officio decretar a prisão do depositário infiel.requerer-lhe a anulação e substituição por outro. ao passar a reconhecer status de supralegalidade aos tratados internacionais sobre direitos humanos. 3." Sendo assim. como.Humberto Theodoro (2006.). p. 3.. e passamos ao tópico seguinte.1 Dos Títulos ao portador Mas. este primeiro tipo de ação com procedimento especial. Terá de aguardar a provocação do depositante. no ano de 1992. 203): "Em suma. temos um posicionamento mais atual que vem dos professores Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino (2011. 5°. é importante conceituarmos o . dizendo: "Como faculdade da parte que é. então. da Constituição. 63) nos explica tal possibilidade. após a frustação do mandado de entrega expedido por força da sentença.Pacto de San José da Costa Rica. p. antes de seguirmos com o assunto principal.

76): "Título ao portador é o que resulta do negócio jurídico em que o devedor se compromete a realizar a prestação a qualquer pessoa que. caso conheça de antemão que o título foi negociado em bolsa ou leilão público. propor o incidente da denunciação da lide. além de outras. no momento devido. Ali consta a fórmula a ser seguida na confecção da peça inicial.que se conhece como títulos ao portador para os efeitos da ação em comento. E do devedor. basta que o desapossado comprove a transferência de posse sem o concurso de sua vonta para que o mesmo se utilize dessa faculdade legal. uma vez que não está previsto no CPC um procedimento específico para tal ação. ele está prefixado nos arts." 3. que assegura ao réu (vencido) o direito de ser indenizado pelo reivindicante. p.3 Ação de anulação e substituição Esta ação visa tutelar tanto os interesses do credor quanto o do credor. o reivindicante poderá. 908 a 910 do CPC. Caso não conheça. sem o risco de ter de renovar a prestação perante terceiro que eventualmente venha a se apresentar como portador da antiga cártula. poderá ingressar com uma ação autônoma em busca de fazer cumprir o seu direito de regresso. Contudo um dado interessante nos é apresentado no parágrafo único do artigo . 913 do código. Entretanto. pois pretende restituir a ele o documento indispensável ao exercício de seu direito. Do credor. quando garante a este a possibilidade de pagar ao credor primitivo. Diante da situação descrita no parágrafo anterior. Quanto ao procedimento. deve-se observar o disposto no art. 3. O rito a ser seguido é o comum.2 Ação de reivindicação A ação de reivindicação do título ao portador pressupõe posse atual do demandado e perda anterior dela pelo autor. se a aquisição havia sido feita de boa-fé em bolsa ou leilão público. tomamos mais uma vez as lições do professor Humberto Theodoro (2006. lhe apresente o instrumento da obrigação. Assim. E para tanto.

as ações de demarcação e divisão de terras particulares estão previstas no Código Processual Civil. de sorte a atingir qualquer pessoa que venha a possuir o título ou tenha interesse a resguardar em face de sua circulação pretérita e futura. Já a. deverá ser o valor nominal do título. Quanto a competência territorial. Ação de Divisão e demarcação de terras particulares Tradicionalmente denominadas. os réus são o detentor. E. 100 do CPC.910 qual seja: "Recebida a contestação do réu. a outra. de "juízo divisório". Nesse caso.4 Legitimação e competência O legitimado ativo nas duas ações acima é aquele que possuía o documento e a perdeu contra sua vontade. Já na ação de anulação e substituição. O sujeito passivo. os terceiros interessados. na ação reivindicatória. submete-se. III: "É competente o foro do domicílio do devedor. observar-se-á o procedimento ordinário". o foro competente para a ação reivindicatória segue a regra geral do domicílio do réu (art. inc. seja ele conhecido ou não. para a ação de anulação de títulos extraviados ou destruídos". 3. porque a ação aqui toma feitio de procedimento edital. desde o início ao rito comum. cuja posse o autor considera injustamente perdida. a ser lançada na petição inicial. de anulação e substituição segue o procedimento especial descritos nos artigos 908 a 910. Encerramos o tópico com duas considerações finais: a) A ação reivindicatória. o devedor descrito na lei. como já afirmado. O cabimento da primeira é assim descrita: "para obrigar o seu confinante a estremar os respectivos prédios. em seu conjunto. ainda. 4. e. é o atual detentor do título. CPC). trata-se do emitente do título. nos artigos 946 a 981. 94. . b) O valor da causa. a regra especial do art.

4. gozar. que é o domínio ou propriedade. O artigo 954 preceitua: "Feitas as citações. que inclui e mantém nos poderes do proprietário o de forçar a demarcação do seu prédio ou a divisão do prédio comum.1 Normas Gerais As ações comentadas neste tópico. o código descreve: "ao condômino para obrigar os demais consortes. bem como de o reavê-lo de quem quer que o possua injustamente. não podendo se falar em dois processos diferentes. que.2 Procedimento O procedimento das ações aqui referidas se desdobra em duas fases distintas e necessárias. O código regula tal direito. "É o caráter de exclusividade e absolutismo do domínio. Já a de divisão. como se vê no art. E. observar-se-á o procedimento . Isso fará com que o processo se desenvolva seguindo o rito ordinário. a partilhar a coisa comum". embora se desenvolva em duas fases distintas. caso a pretensão da primeira fase seja acolhida. propriamente ditas. diz respeito a definição do direito de dividir ou demarcar que deverá ser decidida pelo juiz se existe ou não o direito pretendido. 2006). dando ao proprietário o direito de usar. em fases de um mesmo processo. Essa contestação é realizada na primeira fase. o processo é uno. pois tanto a incerteza dos limites como a comunhão criam embaraços sérios e indesejáveis ao exercício completo das faculdades inerentes ao direito de propriedade que não podem persistir sempre que o dono se disponha a usufruir plenamente seus direitos subjetivos sobre o imóvel" (Humberto Theodoro Junior. sem embargo das tendências restritivas e socializantes do direito moderno. passa-se a segunda fase. Mas a de se ressaltar. e sim. 4. estão relacionadas ao mais amplo e mais importante dos direitos reais.fixando-se novos limites entre eles ou aviventando-se os já apagados". dispor. A primeira delas. 955 do CPC: "Havendo contestação. terão os réus o prazo comum de 20 (vinte) dias para contestar". em que se levam a efeito as operações técnicas de demarcação e divisão.

969 a 981 na divisão. antes de proferir a sentença da primeira fase. 959 a 966 para a demarcação e os arts. Aqui é onde se realiza a parte prática do processo que foi iniciado com a petição inicial proposto na primeira fase. todos do CPC. Decidida a primeira fase. vamos a alguns dos procedimentos presentes na fase postulatória. 966). na concretização da pretensão requerida pelo autor. 4.ordinário. utilizando-se os requisitos do art. exceção e ação declaratória incidental.4 Da ação de divisão Seguindo a mesma forma utilizada no parágrafo anterior. resultando. 950 do CPC. 967 do CPC. Aqui. após seguir o procedimento especial previsto no Código. aplica-se o disposto no art. a revelia é de pequena consequência. ocasionado pela revelia preceituada no artigo 319 do CPC. Também pode o réu responder com reconvenção. ocorrerá o julgamento antecipado da lide. Entretanto. o juiz terá de promover a prova pericial para levantamento do traçado da linha demarcanda. porque. 4. Assim temos. em se tratando de ação demarcatória. só que agora. os condôminos são citados para apresentar contestação no prazo comum de 20 dias. chega-se à segunda sentença proferida pelo magistrado. na fase postulatória. Uma vez proposta a ação. mesmo sem contestação. A segunda fase é desenvolvida utilizando-se o procedimento especial preconizado pelos arts. os confrontantes são citados pessoalmente ou por edital para contestar no prazo comum de 20 dias. II". Com isso. e com ela todo o procedimento demarcatório se encerra por meio de sentença de homologação da demarcação (art. preceituado a partir do art. .3 Da ação de demarcação Faremos agora uma breve exposição dos procedimentos. 330. a primeira fase (contenciosa) iniciada com a propositura da petição incial." e "não havendo. 950 do CPC para a ação de demarcação. Quanto à segunda fase (executiva). ou seja. a primeira fase também se inicia com a petição inicial. com os requisitos do art. por meio de sentença.

Quanto a isso. (art. seguindo esse entendimento. o que é importante é definir a possibilidade de a medida ordenada pelo juiz influir sobre o patrimônio alheio. não sendo parte no processo sofre turbação ou esbulho na posse de seus bens por ato de apreensão judicial. arresto. inventário. em casos como o de penhora. p. Embargos de terceiro Os embargos de terceiro é o remédio processual que a lei põe à disposição de quem. pode determinar medidas constritivas ou que tendem imediatamente à constrição de bens. pois também no processo de conhecimento o juiz. não pode sofrer. devese ressaltar que a expressão "execução alheia" tem um sentido muito mais abrangente. no processo. por tal circunstância. o cabimento desse procedimento subordina-se à existência de medida executiva em processo alheio e ao atingimento de bens de quem tenha . Contudo. conforme preceitua o art. 1.1 Cabimento Essa ação é manejável por senhor e possuídor e até mesmo apaenas por possuidor.046.046 do CPC) Dessa forma.começa-se a segunda. tem assentado que 'são cabíveis embargos de terceiro em favor de quem. etc. apreensão judicial'. escreve Theodoro Junior (2006): "Mas. destarte. Em suma. pode-se conceituar os embargos de terceiro como a ação proposta por terceiro em defesa de seus bens contra execuções alheias. Humberto Theodoro (2006. o tipo de processo. 1. partilha. que se desenvolverá. § 1°do CPC. é titular inquestionável do domínio de bem que. podendo até mesmo ocorrer dentro da fase de conhecimento. arrecadação. 300) nos ensina que a jurisprudência. sequestro. embora não tendo a posse. arrolamento. alienação judicial. afetando o direito ou a posse sobre bens de estranho à relação processual. até chegar à sentença homologatória da divisão. atacar ato executivo pode ocorrer não apenas no processo de execução forçada. eventualmente. Não importa." 5. 5.

c) ação de divisão e demarcação de terras particulares que cabe em duas situações: a primeira é assim descrita: "para obrigar o seu confinante a estremar os respectivos prédios. 946-981). 901-906) que tem por fim exigir a restituição da coisa depositada . nos detivemos a quatro. Dessa maneira. dentre os quinze tipos de procedimentos especiais de jurisdição contenciosa codificados no CPC. b) a ação de anulação e substituição de títulos ao portador que se subdivide-se em dois diferentes procedimentos: ação reivindicatória e ação de anulação e substituição (arts.054). Título I do Código de Processo Civil (CPC). d) embargos de terceiros que é o remédio processual que a lei põe à disposição de quem. Por fim. conforme foi proposto na introdução deste trabalho. que de alguma forma são distintos do procedimento ordinário e do sumário. 907-913). E a segunda.046-1. fixando-se novos limites entre eles ou aviventando-se os já apagados". Conclusão Assim. estudamos alguns dos procedimentos especiais de jurisdição contenciosa. a partilhar a coisa comum". são aqueles que se acham submetidos a atos específicos. o qual conceituamos. (arts. não sendo parte no processo sofre turbação ou esbulho na posse de seus bens por ato de apreensão judicial (arts. previstos no Livro IV. Entendemos que procedimentos especiais contenciosos. Vimos também que o código contempla um outro tipo de procedimento denominado voluntário. dentro do CPC.direito ou posse incompatível com a medida. Sendo: a) ação de depósito (arts. 1. "ao condômino para obrigar os demais consortes. conclui-se que atualmente o direito processual tende a abandonar a .

Teoria Geral do Processo. ed. 23.37. 2006. Vicente. portanto. São Paulo: Atlas. . Rio de Janeiro: Forense. Alexandre Freitas. Marcelo. Referência CÂMARA. ALEXANDRINO. São Paulo: Método. Lições de Direito Processual Civil.antiga prática de dar nome às ações conforme o direito material questionado pelas partes. Curso de Direito Processual Civil. Valdeci dos. 2. São Paulo: Millennium. Caberá. ed. Direito Constitucional Descomplicado. ordenar a retificação do rito. não será decretada a nulidade do processo. em tese. de sua apreciação na Justiça. PAULO. THEODORO JUNIOR. ed. ed. 2007. Humberto. 2012. Assim. denominando-a como sendo de procedimento especial. só por esse erro. 7. se o autor errar o nome da ação que enseja um rito ordinário ou especial diferente. Hoje o que se busca é a verificação do pedido e a possibilidade. SANTOS. ao juiz. 2011.