UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA

FACULDADE DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS E VETERINÁRIAS
CÂMPUS DE JABOTICABAL

ESTRUTURA, ULTRAESTRUTURA E MORFOMETRIA DA
AORTA E VEIA CAVA DE PACA (Cuniculus paca,
LINNAEUS, 1766) CRIADA EM CATIVEIRO.

Sérgio Pinter Garcia Filho
Médico Veterinário

Jaboticabal – São Paulo – Brasil
2010

UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA
FACULDADE DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS E VETERINÁRIAS
CÂMPUS DE JABOTICABAL

ESTRUTURA, ULTRAESTRUTURA E MORFOMETRIA DA
AORTA E VEIA CAVA DE PACA (Cuniculus paca,
LINNAEUS, 1766) CRIADA EM CATIVEIRO.

Sérgio Pinter Garcia Filho

Orientadora: Profa. Dra. Márcia Rita Fernandes Machado

Dissertação apresentada à Faculdade de Ciências
Agrárias e Veterinárias - UNESP, Câmpus de
Jaboticabal, como parte das exigências para a obtenção
do título de Mestre em Cirurgia Veterinária

Jaboticabal – São Paulo – Brasil
2010

ii

DADOS CURRICULARES DO AUTOR
SÉRGIO PINTER GARCIA FILHO – filho de Sérgio Pinter Garcia e Angela Maria
Andreoge Garcia, nasceu em Terra Roxa – SP, no dia 30 de Janeiro de 1985. Em
Fevereiro de 2008, graduou-se em Medicina Veterinária pelo Centro Universitário
Moura Lacerda. Em Agosto de 2008, ingressou no curso de Mestrado no
programa de Cirurgia Veterinára na Faculdade de Ciências Agrárias e
Veterinárias, FCAV – UNESP, Câmpus Jaboticabal.

iii

DEDICATÓRIA

Dedico este trabalho aos meus pais Sérgio e Angela que me deram a vida e não
mediram esforços para que eu conseguisse chegar até aqui. Obrigado por
proporcionarem o melhor de vocês para mim. Meu amor e reconhecimento
eterno...

iv

AGRADECIMENTOS ESPECIAIS

A DEUS pelo dom da minha vida, pela graça da minha saúde e pelas
oportunidades que tenho todos os dias.

À minha orientadora, professora e amiga Profa. Dra. MÁRCIA RITA FERNANDES
MACHADO, pela sua dedicação, seu carinho, atenção, amizade e pelos conselhos
diários.

A minha querida tia Nenê, por participar de minha criação, pelo carinho e apoio a
mim dispensados muitos e muitos anos. Amo você.

Aos meus avós paternos Assêncio e Elenice, e aos maternos Waldemar e
Guiomar pelo carinho, apoio e compreensão.

que neste momento a emoção não me deixa lembrar. Aos amigos D. que de forma direta ou indireta contribuíram para realização desta pesquisa. Marilda.v AGRADECIMENTOS A minha família querida pelo amor incondicional. Obrigado por tudo. dando força. Ao Técnico de Laboratório Sr. Jaboticabal. Obrigado. A Profa. Alessandra Silva. Maria Rita Pacheco. A TODOS os meus amigos de Terra Roxa. que sempre me acompanharam. pelo programa de pós graduação em cirurgia veterinária. Muito Obrigado. Andréa Bosso. Orandi pela ajuda. José Geraldo e Denise Lachat pelo apoio. Eu Amo Vocês. Marcos Lânia e Profa.. apoio e compreensão. incentivo e sobretudo pela amizade. Muito Obrigado!!! . A Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”. Cobrinha e Yara que sempre estiveram dispostos a ajudar. conselhos e incentivo. Prof. Maria Angélica Dias pela grande contribuição neste trabalho.. A todos. Leandro Martins. Às queridas pacas que de forma indireta contribuíram para realização deste trabalho. Aos meus amigos Ana Carolina.

.............................. MATERIAL E MÉTODOS.. 10 3.2 Ultraestrutura................................... DISCUSSÃO......vi SUMÁRIO Página LISTA DE FIGURAS........................................................ 01 2........................... 33 6.............................................. 09 3.................................................................................3 Morfometria.............................. REFERÊNCIAS....................................................................... 11 3.............................................................. 37 ................. xi RESUMO............................................................................................................................ 36 7................................................................................... vii LISTA DE TABELAS..................................... 02 3...........................................................................................................................................................................................1 Processamento histológico......................... 13 5............................. 12 4...................................... 11 3................. INTRODUÇÃO.................................................................................................................................... RESULTADOS.......................................4 Análise estatística....... REVISÃO DE LITERATURA.................. xiii 1........................... xii SUMMARY................. CONCLUSÃO.................

................................. 2010)............ Tricrômio de Masson........ 2010)................................... o subendotélio (SE) e a membrana limitante elástica interna (EI).................... na túnica média as fibras musculares lisas (ML) entremeadas às fibras elásticas (FE) e a membrana limitante elástica externa (EE) e na túnica adventícia as fibras colágenas (FC) e as fibras elásticas (FE)..... Tricrômio de Masson........ as fibras elásticas (FE) e a vasa vasorum (VV)..... na túnica média as fibras musculares lisas (ML) entremeadas às fibras elásticas (FE)............................. 2010)........... média (M) e adventícia (A) (Jaboticabal/SP............ 20x (Jaboticabal/SP..... média (M) e adventícia (A).. 17 ....... 40x (Jaboticabal/SP.......... 2010)..vii LISTA DE FIGURAS Figura 1 2 3 4 5 6 Página Fotomicrografia evidenciando estrutura histológica da parede da aorta abdominal de paca adulta evidenciando luz regular (LR) e as túnicas íntima (I)..... 13 Eletronmicrografia de varredura da artéria abdominal de paca adulta.. evidenciando-se as túnicas íntima (I)..... Hematoxilina-eosina.................................... Hematoxilinaeosina. 2010).................................... 20x (Jaboticabal/SP... Hematoxilina-eosina................ 2010)............... 15 Fotomicrografia do segmento da aorta torácica cranial de paca adulta evidenciando na túnica média a membrana limitante elástica externa (EE) e na túnica adventícia as fibras colágenas(FC) e as fibras elásticas (FE).... 5x (Jaboticabal/SP............ evidenciando na túnica íntima o endotélio (E)...... 15 Fotomicrografia do segmento da aorta abdominal de paca adulta.... 40x (Jaboticabal/SP...................................................... 16 Fotomicrografia do segmento da aorta torácica caudal de paca adulta...... 14 Fotomicrografia do segmento da aorta torácica caudal de paca adulta evidenciando na túnica íntima o endotélio (E).......................................... evidenciando na túnica média as fibras musculares lisas (ML) entremeadas às fibras elásticas (FE) e a membrana limitante elástica externa (EE) e na túnica adventícia as fibras colágenas (FC). o subendotélio (SE) e a membrana limitante elástica interna (EI)........

...... 2010)..... 23 Fotomicrografia do segmento da veia cava cranial de paca adulta evidenciando na túnica adventícia........... 2010)................ o subendotélio (SE) e a membrana limitante elástica interna (EI)...... 22 Fotomicrografia do segmento da veia cava caudal de paca adulta evidenciando na túnica íntima o endotélio (E)... evidenciando luz sinuosa (LS) e as túnicas íntima (I). 5x (Jaboticabal/SP....... na túnica adventícia as fibras elásticas (FE)................... na túnica adventícia as fibras elásticas (FE). 20 Fotomicrografia do segmento da veia cava cranial de paca adulta evidenciando na túnica íntima o endotélio (E)........ 19 Eletronmicrografia de varredura da veia cava cranial de paca adulta........ 18 Fotomicrografia evidenciando estrutura histológica da parede da veia cava cranial de paca adulta........... Azul de toluidina.... 2010)......... média (M) e adventícia (A).............................. 2010)............... o subendotélio (SE) e a membrana limitante elástica interna (EI)...... evidenciando o comportamento aleatório das fibras elásticas (cabeça de seta) e fibras colágenas (seta) dispostas em diferentes planos..................................................... Azul de toluidina....... Azul de toluidina....... as fibras de colágeno (FC) e fibras musculares (FM)................. presença de tecido ....................... as fibras de colágeno (FC) e feixes de fibras musculares lisas (FM)................. (Jaboticabal/SP.................viii 7 8 9 10 11 12 13 14 Eletronmicrografia de varredura da túnica íntima da aorta torácica cranial de paca adulta..... 20x (Jaboticabal/SP................................................................................. na túnica média as fibras musculares lisas (ML) entremeadas às fibras elásticas (FE) e às fibras de colágeno (FC).. 2010).. 2010)........ evidenciando o tecido epitelial simples pavimentoso (cabeça de seta) (Jaboticabal/SP... 18 Eletronmicrografia de varredura da túnica adventícia da aorta abdominal de paca adulta........ evidenciando as túnicas íntima (I).... 2010)........ 21 Fotomicrografia do segmento da veia cava cranial de paca adulta evidenciando na túnica média as fibras musculares lisas transversais (ML) entremeadas às fibras elásticas (FE) e às fibras de colágeno (FC)..... Hematoxilina floxina............... 20x (Jaboticabal/SP..... 40x (Jaboticabal/SP.. média (M) e adventícia (A) (Jaboticabal/SP.........

. do complexo formado pelas túnicas íntima+média e da espessura da túnica adventícia..... P2 P3 e P4) (Jaboticabal/SP... 2010). 2010).... P2 P3 e P4) (Jaboticabal/SP.................... 25 Eletronmicrografia de varredura da túnica adventícia da veia cava cranial de paca adulta............ 2010)............................... 2010)................ do complexo formado pelas túnicas íntima + média e espessura da túnica adventícia referentes ao segmento da veia cava caudal de quatro pacas adultas (P1.................. 2010).ix 15 16 17 18 19 20 21 adiposo (TA).... 2010)........... do complexo formado pelas túnicas íntima + média e espessura da adventícia referentes ao segmento da aorta abdominal de quatro pacas adultas (P1................. referentes ao segmento da aorta torácica cranial de quatro pacas adultas (P1.. 25 Representação gráfica dos valores médios ± DP da espessura em µm...................................................................... fascículo nervoso (FN) e capilar linfático (CL)................................... do complexo formado pelas túnicas íntima + média e espessura da túnica adventícia referentes ao segmento da veia cava cranial de quatro pacas adultas (P1................... dispostas de forma variada (Jaboticabal/SP... 27 Representação gráfica dos valores médios ± DP da espessura em µm...... evidenciando o endotélio formado por camada de células pavimentosas poligonais (seta) (Jaboticabal/SP................. P2 P3 e P4) (Jaboticabal/SP............................... 29 Representação gráfica dos valores médios ± DP da espessura em µm................................... do complexo formado pelas túnicas íntima + média e espessura da túnica adventícia referentes ao segmento da aorta torácica caudal de quatro pacas adultas (P1......... P2 P3 e P4) (Jaboticabal/SP.... 2010)................... 2010).............................. Azul de toluidina.......... vasa vasorum (VV).......... 27 Representação gráfica dos valores médios ± DP da espessura em µm...... 26 Representação gráfica dos valores médios ± DP da espessura em µm.. evidenciando as fibras elásticas (seta) e fibras colágenas (cabeça de seta)................. 10x (Jaboticabal/SP...................................................... 24 Eletronmicrografia de varredura da túnica íntima da veia cava caudal de paca adulta...................... 30 ............... P2 P3 e P4) (Jaboticabal/SP..........

............x 22 Representação gráfica dos valores médios ± DP da espessura em µm....................... 2010).......................................... de todos os complexos formados pelas túnicas íntima + média e todas as túnicas adventícias dos segmentos vasculares analisados nas quatro pacas adultas (Jaboticabal/SP........ 32 ............

............. Letras diferentes denotam significância (p<0.....05) pelo teste “T” pareado (Jaboticabal/SP.... Letras diferentes denotam significância (p<0.................... 2010)........ Letras diferentes denotam significância (p<0.05) pelo teste “T” pareado (Jaboticabal/SP..........................05) pelo teste de Tukey (Jaboticabal/SP.....xi LISTA DE TABELAS Tabela Página 1 Valores médios (µm) e desvio padrão (±DP) da espessura do complexo formado pelas túnicas íntima+média referentes aos segmentos de aorta analisados de pacas adultas............ 2010).... 31 ............... 28 Valores médios (µm) e desvio padrão (±DP) da espessura do complexo formado pelas túnicas íntima+média referentes aos segmentos de veia cava analisados de pacas adultas....... 28 2 3 4 Valores médios (µm) e desvio padrão (±DP) da espessura da túnica adventícia referentes aos segmentos de aorta analisados de pacas adultas....................................................................05) pelo teste de Tukey (Jaboticabal/SP..... 2010).............. 31 Valores médios (µm) e desvio padrão (±DP) da espessura da túnica adventícia referentes aos segmentos de veia cava analisados de pacas adultas..... Letras diferentes denotam significância (p<0.. 2010).......................................

pois além de haver grande interesse na sua criação comercial. quando comparados aos valores dos outros segmentos aórticos analisados.xii ESTRUTURA. sendo roedores. em todos os animais. média e adventícia. Palavras chave: Roedor. Parte dos segmentos foi analisada à microscopia de luz e parte. RESUMO: Considerando-se que a paca (Cuniculus paca) é o segundo maior roedor da fauna brasileira. já que apresentam carne de excelente qualidade. notou-se que. 1766) CRIADA EM CATIVEIRO. Microscopia Eletrônica de Varredura . foram significativamente maiores no segmento cranial. a pesquisa sobre estes animais vem tornando-se importante. Histologia. teste “T” pareado (p<0. e ainda. Mensurou-se as espessuras do complexo formado pelas túnicas íntima+média e túnica adventícia da aorta e veia cava e analisou-se os resultados pela estatística descritiva. supostamente devido a uma adaptação à exigência funcional. como poucas são as informações detalhadas sobre sua morfologia. ULTRAESTRUTURA E MORFOMETRIA DA AORTA E VEIA CAVA DE PACA (Cuniculus paca. objetivou-se com este trabalho descrever a morfologia. na veia cava comprovou-se que os valores da espessura das túnicas íntima. à microscopia eletrônica de varredura. Em relação à espessura das túnicas estudadas. os valores referentes à espessura do complexo formado pelas túnicas íntima+média da aorta torácica cranial foram significativamente maiores.05) e teste de Tukey (p<0.05). morfometria e a ultraestrutura de segmentos das porções torácica e abdominal da aorta e segmentos das porções cranial e caudal da veia cava de quatro pacas (Cuniculus paca) machos e fêmeas. podem vir a tornar-se animais alternativos para a experimentação. para todos os animais. As camadas das paredes dos vasos apresentaram variações entre si quanto à estrutura e espessura. Aorta. Veia cava. LINNAEUS.

Thickness measures of the tunica intima and media complex and tunica adventitia of the aorta and vena cava were taken and analyzed using "T" test (p <0.xiii STRUCTURE. Key words: Rodent. the aim of this study is describe the morphology. presumably due to an adaptation to functional demand. Histology. ULTRASTRUCTURE AND MORPHOMETRY OF THE AORTA AND VENA CAVA IN THE PACA (Cuniculus paca. in vena cava the thickness values of the intima. 1766) RAISED IN CAPTIVITY. researches concerning these animals are becoming important because the wide interest on its commercial production since they have excellent meat quality and as rodents they could become alternatives to animal experimentation. Vena cava. Scanning Electron Microscopy . As there is few detailed information on their morphology.05). Part of the segments were examined by light microscopy and part by scanning electron microscopy. morphometry and ultrastructure of segments of thoracic and abdominal aorta portions and segments of cranial and caudal vena cava portions in four males and females Cuniculus paca. Aorta. were significantly higher in the cranial segment. SUMMARY: Considering that the paca (Cuniculus paca) is the second largest rodent of the Brazilian fauna. media and adventitia.05) and Tukey test (p <0. In all animals the thickness values for the tunica intima and media complex of the cranial thoracic aorta were significantly higher when compared to the values of other aortic segments analyzed. The layers of the vessel walls show variations in structure and thickness. for all animals. LINNAEUS.

oferecendo subsídios à sua criação racional e. BENTTI. Vale ressaltar que o conhecimento das condições ambientais necessárias para sua sobrevivência e. Subordem: Hystricomorpha. Gênero: Cuniculus. roedor típico de regiões tropicais. A pesquisa sobre esta espécie animal vem tornando-se importante. 1972. 1981). trabalhos sobre a morfologia desses animais visam contribuir com o aproveitamento multidisciplinar desta espécie. Filo: Chordata. Segundo EISENBERG & REDFORD (1989).1 1. que depois da capivara é o maior da espécie no Brasil. também são quesitos fundamentais (GEO BRASIL. Superfamília: Cavioidea. o comprimento médio entre o focinho e a ponta da cauda é de 70 cm e 60cm. já que apresentam carne de excelente qualidade. para sua exploração racional. 1981). pois além de haver grande interesse por sua criação comercial. Família: Cuniculidae. as quais. sobretudo. respectivamente (MONDOLFI. quanto ao delineamento de estratégias adequadas para a conservação desses animais. Ordem: Rodentia. 2002). conseqüente colaboração na sua preservação. nos machos e fêmeas adultos. Dessa forma. INTRODUÇÃO Projetos voltados ao melhor conhecimento da morfologia de espécimes selvagens que integram a fauna brasileira são essenciais para traçar alternativas que possibilitem adotar uma série de decisões. Espécie: Cuniculus paca. Classe: Mammalia. apresentam a seguinte classificação zoológica: Reino: Animal. poucas são as informações sobre este roedor. Espécie de corpo robusto e vigoroso (COLLET. Dentre as espécies selvagens que integram a fauna brasileira enfatiza-se a paca. Subfilo: Vertebrata. podendo chegar até aos 14 kg (MATAMOROS. geralmente se referem tanto ao manejo. (1989) ao descreverem que os roedores. A necessidade de estudos mais detalhados sobre esta espécie é reforçada pelas colocações de BJÖRKMAN et al. juntamente com os lagomorfos são considerados animais experimentais “ad hoc" . 1982). o peso corpóreo varia de 5 a 10 kg.

1981... mediante análise à microscopia de luz e microscopia eletrônica de varredura. 2004) Constituem o sistema cardiovascular o coração. contínua e variável. sempre diminuindo de tamanho. 1981. seu órgão central. HAMLETT & RASWEILER IV (1993) salientam a importância da busca de novos exemplares entre as espécies apropriadas. visando sua utilização como modelos experimentais adequados. Perante tal circunstância objetivou-se com este trabalho descrever. colaborando assim. com o desenvolvimento de pesquisas vitais ao homem e a outras espécies animais. Existem ainda grandes lacunas quanto à descrição específica de muitos dos aspectos anatômicos da paca. em relação ao coração (SCHUMMER et al. as artérias e veias que se diferenciam quanto à direção centrífuga e centrípeta. .2 pois apresentam aspectos característicos tais como tamanho adequado. DYCE et al. espécie que até o momento não teve sua morfologia amplamente estudada. 2. Aliado a estas informações. 2004). respectivamente. até resolverem-se em muitas arteríolas estreitas ou artérias pré-capilares pequenas. preço acessível e curto período de prenhez. nesses animais. formando um extenso leito vascular. o arranjo estrutural de segmentos das porções torácica e abdominal da aorta e de segmentos das porções cranial e caudal da veia cava... segundo as necessidades metabólicas do indivíduo para desempenho adequado de suas funções orgânicas em face das diversas exigências a que o organismo está sujeito (SCHUMMER et al. REVISÃO DE LITERATURA O sistema cardiovascular fornece e mantém o fluxo sangüíneo aos diversos tecidos do organismo de forma suficiente. A partir do coração saem as artérias que se distribuem através dos órgãos do corpo. DYCE et al. e de vasos sanguíneos entre os quais.

esta se divide em artérias ilíacas (SCHUMMER et al. carreiam o sangue de volta ao coração (SCHUMMER et al. assim prossegue até atravessar o diafragma através do hiato aórtico. sua continuação caudal. O retorno venoso sistêmico surge a partir das redes capilares com a origem nos capilares venosos que conduzem o sangue para as vênulas. As artérias. caracterizando-se por formar o arco da aorta. a ser denominada de aorta abdominal. em animais segundo o INTERNATIONAL COMMITTEE ON VETERINARY GROSS ANATOMICAL NOMENCLATURE (2005). As outras camadas de suas paredes variam . formando a circulação denominada de “circulação terminal”. Do coração. além do tronco pulmonar emerge a aorta. o sangue é liberado para o interior de pequenas vênulas ou veias pós capilares.. A aorta torácica é o segmento que se submete. passando então. 1996). Esta. revestido por endotélio ininterrupto de baixo atrito. superior e inferior. 1999). 1999) e ao fluxo turbulento do sangue impelido para a luz desse vaso pela sístole ventricular esquerda (MELBIN & DETWEILER. cujo lume aumenta progressivamente de tamanho. Em seres humanos. A partir dos capilares. as veias pós capilares. superior e inferior (SOCIEDADE BRASILEIRA DE ANATOMIA. esses vasos são chamados de veias cavas cranial e caudal. na altura da quarta.3 Assim. logo na sua emergência cardíaca. quinta ou sexta vértebra lombar. 1981). em posição dorsal. Estas confluem para as veias sistêmicas que finalmente terminam nas veias cavas. ainda paralela aos corpos vertebrais. que desembocam no átrio direito do coração (DIDIO. as vênulas. onde ocorre a troca entre o sangue e o tecido e as células. recebem o sangue pobre em oxigênio e nutrientes dos tecidos. essas veias são denominadas de veias cavas. 2001). segue caudalmente emitindo em seu percurso. As artérias pré-capilares e os capilares levam oxigênio e nutrientes aos tecidos e. mais diretamente. capilares e veias formam um sistema contínuo. sendo chamada de aorta torácica. o principal tronco das artérias sistêmicas. à pressão sistólica (MELLO. paralela aos corpos vertebrais. diversos ramos às vísceras abdominais. 1981)..

da perfusão tissular e à proteção contra espasmo. em direção ao lúmen ou luz. portanto. células musculares lisas.4 amplamente na estrutura. 2008). Como resultado da ausência de pressão sanguínea e da contração do vaso por ocasião da morte. prostaciclina. JUNQUEIRA & CARNEIRO. ocasionalmente. a PGH2 e o tromboxano A2. trombose e aterogênese. PGE2 antiproliferativas e antiagregantes plaquetárias: fator de relaxamento dependente do endotélio ou óxido nítrico (EDRF/NO). são os seguintes: túnica adventícia. possui fenestras que permitem a difusão de substâncias para nutrir células situadas mais profundamente na parede do vaso. incluindo as endotelinas. sua túnica íntima é a mais interna e apresenta uma camada de células endoteliais apoiada em tecido conjuntivo frouxo e uma camada subendotelial. túnica média e túnica íntima (DIDIO.estratificada e seus nomes. Interpostas entre as células . composta principalmente de elastina. A integridade do endotélio é essencial à regulação do tono vascular e estrutura dos vasos. de fora para dentro. componente mais externo da íntima.. a lâmina elástica interna das artérias geralmente apresenta um aspecto ondulado nos cortes histológicos (JUNQUEIRA & CARNEIRO. outras prostaglandinas e bradicinina. do fluxo sanguíneo. em evidente ou suposta adaptação a diferentes exigências funcionais (DYCE et al. A túnica média é constituída principalmente por camadas concêntricas de células musculares lisas organizadas helicoidalmente. Entre as múltiplas funções biológicas do endotélio. 2) síntese de substâncias vasoconstritoras. ânions superóxido e angiotensina II (BATLOUNI. 2008). designadas fatores de contração derivados do endotélio (EDCFs). que pode conter. Ela está separada da média por uma lâmina elástica interna. na espessura e até mesmo na presença. Esta lâmina. exceto nos capilares. 1999. as relacionadas à vasomotricidade incluem: 1) síntese de substância vasodilatadoras. 2001). fator hiperpolarizante dependente do endotélio (EDHF). a parede dos vasos é tri . 2004) e. A aorta e seus grandes ramos apresentam denominação de artérias elásticas ou de grande calibre.

Quanto à histoarquitetura de algumas artérias elásticas de humanos. nestes roedores. a quantidade de lâminas elásticas na túnica média oferece a esta camada a importante função de regularizar o fluxo sanguíneo (JUNQUEIRA & CARNEIRO.1999). a túnica adventícia consiste principalmente em colágeno do tipo I e fibras elásticas. além de outros constituintes. que formam um "sistema mio-elástico" (MELLO.. Também são encontrados. STHEBENS. comparativamente com a estrutura microscópica da aorta de cobaia (MELLO.. 1999). Dados similares foram . 1993. Torna-se gradualmente contínua com o tecido conjuntivo do órgão pelo qual o vaso sanguíneo está passando. principalmente em regiões sujeitas a expressivo estresse hemodinâmico (WILLEKES et al. proteoglicanas e glicoproteínas. nesta túnica. capilares linfáticos. Salienta-se que nas grandes artérias. DINGEMANS et al. e nervos.. 1967. como o colágeno e o músculo liso. 1981. Segundo estes mesmos autores. 1996 e MELLO. o qual apresenta papel morfofuncional na visco-elasticidade da parede desse vaso (WOLINSKY & GLAGOV. 2008). vasa vasorum (vaso dos vasos). 1999). 1985. apresenta os menores valores numéricos médios de lamelas elásticas na parede vascular. 2004) e os autores concluíram que o segmento abdominal aórtico. 1999. verificou-se variabilidade na espessura da camada adventícia e do complexo formado pelas túnicas íntima e média. podendo estas estruturas penetrar até a porção mais externa da média. A histologia aórtica do rato albino foi enfocada. ao passo que nos segmentos precedentes observou-se padrão basicamente elástico na construção da parede aórtica. do tipo mioelástico. Verifica-se na literatura especializada destaque ao componente elástico da parede arterial (lamelas de elastina). fibras reticulares (colágeno do tipo III). A túnica média possui uma lâmina elástica externa mais delgada que a separa da túnica adventícia. MELLO et al. DAVIS.5 musculares lisas existem quantidades variáveis de fibras e lamelas elásticas. As células musculares lisas são as responsáveis pela produção destas moléculas da matriz extracelular. CLARK & GLAGOV. além de menor calibre vascular e um padrão estrutural mural misto.

2001) e de cão (HAAS et al. seria compensado por pequena diminuição. feito por conexão e ancoramento entre ambos os elementos murais por meio de lamelas de colágeno. mediante análise de segmentos aórticos torácicos e abdominais. sendo os valores obtidos maiores para a porção ascendente torácica. Também observaram como características estruturais da parede vascular: a presença de pregas na túnica íntima. quando . da pressão arterial a este nível (GUYTON. em seu curso abdominal. observou-se um inter-relacionamento aparentemente estreito. 2004). constituindo uma rede (VIEGAS et al.. Como muitas veias estão localizadas logo abaixo da pele. elas são mais fáceis de serem observadas do que artérias. As veias entram em colapso prontamente e.. Em estudo sobre as características estruturais da aorta de coelho. de certa extensão. verificaram-se variações morfométricas no diâmetro vascular e na espessura das camadas deste vaso.. Considerando-se os fatores vasculares hemodinâmicos. 2004). em relação à porção abdominal. 2001). ORSI et al. Em contraste. tais como a interrupção. em certos locais da parede. interrupção acompanhada por poros endoteliais. a formação de conexões mioelásticas na túnica media. sendo essa disposição principalmente notada na túnica média da parede vascular.. Na túnica íntima foram verificadas algumas características marcantes.6 encontrados em aortas de coelho (VIEGAS et al. 1981). variável número de lamelas elásticas nos distintos segmentos. 1991. Investigando as peculiaridades ultraestruturais da parede da aorta de rato verificou-se que as lamelas elásticas apareciam interpostas às fibras musculares lisas. Na túnica adventícia predominaram as fibras de conjuntivo. de continuidade da lâmina elástica interna. dispostas de forma variada. sendo maior nas porções torácicas. a ocorrência de certo adelgaçamento da parede vascular aórtica. porém relevante. suprajacentes à falha na estrutura elástica íntima (MELLO et al. como as paredes são relativamente delgadas. é difícil palpá-las. as artérias estão mais profundamente situadas mas. Entre as fibras musculares lisas e as lamelas elásticas.. ascendente e descendente.

uma espécie da ordem Scandentia. TAGAWA et al. ou simplesmente pelos seus nomes anatômicos. 2001. Foi observada a presença de células cardíacas nas veias pulmonares de animais e do homem e essas células localizavam-se além da junção átrio-venosa (HO et al.(2008). 1964). As válvulas estão ausentes na veia cava e na veia porta hepática (BANKS. A túnica íntima da veia cava consiste em um endotélio formado de uma única camada de células pavimentosas poligonais. 1995). em orientação paralela ao maior eixo do vaso. que também foi descrita para Tupaia glis (ENDO et al. são sentidas como cordões duros.. Feixes dispersos de músculo liso também podem estar presentes nesta camada. MOUBARAK et al. enquanto o componente muscular liso está reduzido ou mesmo ausente. sendo que estes autores atribuíram esta ocorrência como um fato comum em mamíferos considerados inferiores na escala zoológica. sendo que a lâmina elástica interna pode estar presente. 2001). GARTNER & HIATT. A túnica adventícia está bem desenvolvida. Normalmente. 2000. 1992. Descrições sobre a presença de musculatura cardíaca em veias foi verificada na literatura compilada.7 dissecadas. médias e grandes. Na veia cava de cães. 1877. tais como veia cava e veia jugular (DELLMANN & BROWN. Segundo BRUNTON & FAYER (1876) citado por MUELLER-HOECKER et al. sendo a porção mais espessa da parede. 1982). mesmo quando em seu lume não exista sangue. Nas veias de grande calibre a túnica íntima é mais espessa que a observada nas veias menores. STIEDA... 1982). sustentado por camada de tecido conjuntivo subepitelial constituída de fibras colágenas e fibroblastos (DELLMANN & BROWN. NATHAN & ELIAKIM . as veias são classificadas em pequenas. 1999). A túnica média é formada principalmente por fibras colágenas e elásticas. a ocorrência da pulsação independente das veias . As veias correspondentes à aorta são conhecidas como grandes veias. 1966.. suínos e ruminantes foi observada presença de musculatura cardíaca (CARROW & CALHOUN.

Segundo MELLO et al. a túnica íntima mostra-se como uma fina rede elástica subendotelial. . Em todas as porções estudadas deste vaso. A túnica média é uma estrutura fina constituída por feixes circulares de fibras musculares lisas entremeadas com feixes oblíquos de colágeno e fibras elásticas. dos músculos e fibras musculares na parte pós-renal. principalmente.8 pulmonares e da veia cava sugerem a presença de células impulso condutoras nesses vasos. (1997). fibras elásticas na origem e porção pré-renal e. não foram observadas diferenças estruturais importantes na parede da veia cava caudal do cão. A adventícia é a camada mais claramente visível em todas as três porções e consiste principalmente de colágeno.

torácica caudal e aorta abdominal. Neste trabalho foram utilizadas quatro pacas adultas. Campus de Jaboticabal da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (FCAV – UNESP). ambos na mesma seringa e aplicados via intramuscular. via intramuscular. além da associação de 20 mg por quilograma de peso corpóreo de cloridrato de quetamina com 1. sob o protocolo de número 005891-09.5 mg de cloridrato de xilazina. A eutanásia dos animais foi efetuada mediante administração de sobredose dos agentes que usualmente se emprega para anestesiar esses animais. foi denominada aorta abdominal a porção desse vaso localizada caudalmente ao diafragma. MATERIAL E MÉTODOS A metodologia adotada neste estudo foi aprovada pela Comissão de Ética no Uso de Animais (CEUA). pouco antes dela atravessar o hiato aórtico do diafragma. Quanto à veia cava. excedentes do plantel do Setor de Animais Silvestres do Departamento de Zootecnia da FCAV – UNESP. veia cava cranial e caudal. ou seja. como criatório de espécimes da fauna brasileira para fins científicos. procedeu-se exame à microscopia de luz e à microscopia eletrônica de varredura das seguintes regiões: aorta torácica cranial. o segmento de veia cava cranial foi colhido na região anterior ao . a porção torácica caudal da aorta correspondeu à porção aórtica. para anestesia desses roedores administrou-se. Este criatório é registrado junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA. da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias. Considerou-se aorta torácica cranial a imediata continuação caudal do arco da aorta. as quais foram descartadas para a seleção e manutenção do equilíbrio entre machos e fêmeas no criatório estabelecido neste setor. Para a realização da análise morfológica dos segmentos dos vasos das pacas. número do cadastro 482508.9 3. 1mg midazolan por quilograma de peso corpóreo.

10 diafragma e o de veia cava caudal correspondeu a um segmento desse vaso com localização posterior ao diafragma. Tricrômio de Masson. e Hematoxilina floxina. conforme descrito anteriormente. obtendo-se cortes de cinco micrômetros. em seguida. Imediatamente após a eutanásia dos animais foram colhidos segmentos das regiões dos vasos em questão e essas amostras foram divididas.BRASIL). As preparações histológicas foram obtidas mediante cortes semi-seriados.1 Processamento histológico O material destinado a análise à microscopia de luz foi fixado em solução de McDowell e. processado para a inclusão em parafina plástica (HISTOSEC® . obtendo-se total de cinco cortes por região. Os cortes foram corados com Hematoxilina-eosina. com o intuito de se observar a constituição geral do tecido em estudo. para que se procedesse a análise morfométrica do material. DM5000 B).. Azul de toluidina. acoplado a câmera Leica DFC300FX pela qual capturaramse algumas imagens para a documentação. 3. sendo que parte delas foi preparada para análise comparativa à microscopia de luz e parte. As preparações histológicas foram analisadas em microscópio (LEICA. RM-2155). processada para observação à microscopia eletrônica de varredura. Todos os procedimentos foram efetuados no Setor de Microscopia do Departamento de Morfologia e Fisiologia . no caso das artérias e quatro no caso das veias. Para a inclusão do material foi realizada a rotina histológica convencional (BEHMER et al. com auxílio de navalhas descartáveis. respeitando-se intervalo de 100µm entre eles. 1976). A seguir realizou-se a microtomia em micrótomo automático (LEICA.MERCK .

sendo mensurados os seguintes parâmetros: espessura do complexo formado pelas túnicas íntima e média. onde. totalizando quinze medidas de cada segmento aórtico e doze de cada segmento da veia cava. Heerbrugg – Switzerland).5% por 24 horas.. desidratadas em série crescente de alcoóis (30 a 100%). 3. metalizadas com átomos de ouro em aparelho DESK II® (DESK II DETON VACCUN NJ.11 Animal da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias. lavadas novamente em tampão fosfato.2 Ultraestrutura Para o estudo ultraestrutural. lavadas em tampão fosfato 0.4. pois a túnica íntima era muito delgada para ser mensurada isoladamente. pós-fixadas em tetróxido de ósmio a 1% por duas horas. além da espessura da túnica adventícia. Câmpus de Jaboticabal. operando com feixe de elétrons de 15 keV. UNESP. secas ao ponto crítico no aparelho EMS® 850. Assim. para cada animal. . EUA) e examinadas ao microscópio eletrônico de varredura JEOL® (JEOL® -JSM 5410 Tokyo-Japão). durante pelo menos 20 minutos cada etapa. algumas amostras foram documentadas.1M pH 7.3 Morfometria Para a realização das análises morfométricas foi utilizado o software de análise Leica Qwin® (Leica Image Processing and Analysis Software – Leica Microsystem Ltd. seguindo metodologia estabelecida pelo Laboratório de Microscopia Eletrônica da FCAV – UNESP: parte das amostras colhidas foram fixadas em solução de glutaraldeído a 2. 3.

dos parâmetros analisados. buscando-se caracterizar morfométricamente as túnicas dos vasos de pacas machos e fêmeas adultas.05 foram considerados significativos.05) nos valores encontrados para as túnicas da veia cava. Valores menores a 0. os valores das médias e dos desvios padrão. Para o estabelecimento de comparações aplicou-se o teste de Tukey (p<0. para as diferentes partes da veia cava. .05) nos valores encontrados para as túnicas da aorta e o teste “T” pareado (p<0. nos distintos segmentos da aorta e 48 de cada.4 Análise estatística Mediante aplicação da estatística descritiva calculou-se. 3.12 obtiveram-se 60 medidas de cada parâmetro.

também observadas na microscopia eletrônica de varredura (Figura 02). média (M) e adventícia (A). apresentando luz regular (Figura 01). . 5x (Jaboticabal/SP.13 4. RESULTADOS A histoarquitetura da aorta da paca mostrou-se constituída pelas túnicas íntima. 2010). Fotomicrografia evidenciando estrutura histológica da parede da aorta abdominal de paca adulta evidenciando luz regular (LR) e as túnicas íntima (I). Figura 01. Hematoxilina-eosina. média e adventícia.

Notou-se ainda a presença da membrana limitante elástica externa. . 2010). média (M) e adventícia (A) (Jaboticabal/SP. sustentado por tecido conjuntivo frouxo (subendotélio).14 Figura 02. evidenciando-se as túnicas íntima (I). Na túnica média observaram-se fibras musculares lisas entre fibras elásticas em abundância (Figura 03). Na túnica íntima. seguido pela membrana limitante elástica interna. Eletronmicrografia de varredura da artéria abdominal de paca adulta. verificou-se endotélio constituído por tecido epitelial simples pavimentoso. que delimita esta túnica da túnica adventícia (Figura 04).

na túnica média as fibras musculares lisas (ML) entremeadas às fibras elásticas (FE). Fotomicrografia do segmento da aorta torácica caudal de paca adulta evidenciando na túnica íntima o endotélio (E). Hematoxilina-eosina. . Hematoxilinaeosina. 2010).15 Figura 03. o subendotélio (SE) e a membrana limitante elástica interna (EI). 40x (Jaboticabal/SP. Fotomicrografia do segmento da aorta torácica cranial de paca adulta evidenciando na túnica média a membrana limitante elástica externa (EE) e na túnica adventícia as fibras colágenas (FC) e as fibras elásticas (FE). 2010). 40x (Jaboticabal/SP. Figura 04.

foram evidenciados. Na periferia desta túnica. Tricrômio de Masson. . Figura 05. pequenos vasos sanguíneos (Figuras 05 e 06). Fotomicrografia do segmento da aorta abdominal de paca adulta. o subendotélio (SE) e a membrana limitante elástica interna (EI).16 Na túnica adventícia notou-se uma estrutura mais frouxa. 20x (Jaboticabal/SP. . constituindo a vasa vasorum. evidenciando na túnica íntima o endotélio (E). 2010). constituída principalmente de fibras colágenas e elásticas. na túnica média as fibras musculares lisas (ML) entremeadas às fibras elásticas (FE) e a membrana limitante elástica externa (EE) e na túnica adventícia as fibras colágenas (FC) e as fibras elásticas (FE).

Tricrômio de Masson.17 Figura 06. À microscopia eletrônica de varredura verificou-se que o endotélio da camada íntima. as fibras elásticas (FE) e a vasa vasorum (VV). 2010). 20x (Jaboticabal/SP. era formado por tecido epitelial simples pavimentoso (Figura 07). Fotomicrografia do segmento da aorta torácica caudal de paca adulta. evidenciando na túnica média as fibras musculares lisas (ML) entremeadas às fibras elásticas (FE) e a membrana limitante elástica externa (EE) e na túnica adventícia as fibras colágenas (FC). .

18 ► ► ► Figura 07. Eletronmicrografia de varredura da túnica íntima da aorta torácica cranial de paca adulta. 2010). . (Jaboticabal/SP. Na análise tridimensional da camada adventícia observou-se um padrão reticulado (em mosaico) de fibras elásticas e fibras colágenas dispostas intercaladamente em diferentes planos ou disposições espaciais (figura 08). Eletronmicrografia de varredura da túnica adventícia da aorta abdominal de paca adulta. evidenciando o tecido epitelial simples pavimentoso (cabeça de seta) (Jaboticabal/SP. evidenciando o comportamento aleatório das fibras elásticas (cabeça de seta) e fibras colágenas (seta) dispostas em diferentes planos. 2010). Figura 08.

evidenciando luz sinuosa (LS) e as túnicas íntima (I). observadas e fotodocumentadas também pela microscopia eletrônica de varredura (Figura 10). 2010). Azul de toluidina. .19 A histoarquitetura da veia cava da paca mostrou-se constituída pelas túnicas íntima. média e adventícia e por uma luz sinuosa (Figura 09). 5x (Jaboticabal/SP. Figura 09. Fotomicrografia evidenciando estrutura histológica da parede da veia cava cranial de paca adulta. média (M) e adventícia (A).

.20 Figura 10. Eletronmicrografia de varredura da veia cava cranial de paca adulta. 2010). média (M) e adventícia (A) (Jaboticabal/SP. evidenciando as túnicas íntima (I).

21 Na túnica íntima da veia cava foi observada uma rede elástica fina subendotelial. 20x (Jaboticabal/SP. Azul de toluidina. fibras elásticas e feixes dispersos de fibras musculares (Figuras 11. 12 e 13). . 2010). presença de feixes circulares de fibras musculares lisas entremeadas com feixes de colágeno e fibras elásticas e na túnica adventícia. na média. colágeno. o subendotélio (SE) e a membrana limitante elástica interna (EI). Fotomicrografia do segmento da veia cava cranial de paca adulta evidenciando na túnica íntima o endotélio (E). Figura 11.

Hematoxilina floxina. na túnica adventícia as fibras elásticas (FE). Fotomicrografia do segmento da veia cava cranial de paca adulta evidenciando na túnica média as fibras musculares lisas transversais (ML) entremeadas às fibras elásticas (FE) e às fibras de colágeno (FC). as fibras de colágeno (FC) e fibras musculares (FM). 20x (Jaboticabal/SP. 2010).22 Figura 12. .

Ainda na túnica adventícia pode-se notar a presença de tecido adiposo. na túnica média as fibras musculares lisas (ML) entremeadas às fibras elásticas (FE) e às fibras de colágeno (FC). Azul de toluidina. 40x (Jaboticabal/SP. Fotomicrografia do segmento da veia cava caudal de paca adulta evidenciando na túnica íntima o endotélio (E). 2010). fascículo nervoso e capilar linfático (Figura 14). o subendotélio (SE) e a membrana limitante elástica interna (EI). . vasa vasorum. na túnica adventícia as fibras elásticas (FE).23 Figura 13. as fibras de colágeno (FC) e feixes de fibras musculares lisas (FM).

fascículo nervoso (FN) e capilar linfático (CL). Fotomicrografia do segmento da veia cava cranial de paca adulta evidenciando na túnica adventícia. Azul de toluidina. presença de tecido adiposo (TA). à microscopia eletrônica de varredura. constituindo uma rede (Figura 16). vasa vasorum (VV). Na túnica íntima da veia cava da paca.24 Figura 14. . 2010). 10x (Jaboticabal/SP. notou-se o endotélio formado por camada de células pavimentosas poligonais (Figura 15) e na túnica adventícia as fibras elásticas e as fibras colágenas dispostas de forma variada.

25 Figura 15. evidenciando as fibras elásticas (seta) e fibras colágenas (cabeça de seta). 2010). Eletronmicrografia de varredura da túnica íntima da veia cava caudal de paca adulta. dispostas de forma variada (Jaboticabal/SP. Figura 16. 2010). evidenciando o endotélio formado por camada de células pavimentosas poligonais (seta) (Jaboticabal/SP. Eletronmicrografia de varredura da túnica adventícia da veia cava cranial de paca adulta. .

18 e 19 estão apresentadas as análises dos resultados morfométricos obtidos neste estudo. referentes aos valores médios ± desvio padrão (DP) da espessura do complexo formado pelas túnicas íntima + média e da espessura da túnica adventícia. do complexo formado pelas túnicas íntima + média e espessura da túnica adventícia referentes ao segmento da aorta torácica cranial de quatro pacas adultas (P1. 2010). P2 P3 e P4) (Jaboticabal/SP. Figura 17. . Representação gráfica dos valores médios ± DP da espessura em µm. dos segmentos da aorta da paca.26 Nas Figuras 17.

Figura 19. referentes ao segmento da aorta abdominal de quatro pacas adultas (P1.27 Figura 18. Representação gráfica dos valores médios ± DP da espessura em µm. 2010). . Representação gráfica dos valores médios ± DP da espessura em µm. P2 P3 e P4) (Jaboticabal/SP. 2010). do complexo formado pelas túnicas íntima + média e espessura da adventícia referentes ao segmento da aorta torácica caudal de quatro pacas adultas (P1. do complexo formado pelas túnicas íntima+média e da espessura da túnica adventícia. P2 P3 e P4) (Jaboticabal/SP.

Média ±DP Aorta Torácica cranial 120. em todos os animais.79 Aorta Torácica caudal 64.84 Tabela 2.05) pelo teste de Tukey (Jaboticabal/SP. 2010). 18 e 19.53 . 2010). Letras diferentes denotam significância (p<0. Letras diferentes denotam significância (p<0. Também. Valores médios (µm) e desvio padrão (±DP) da espessura da túnica adventícia referentes aos segmentos de aorta analisados de pacas adultas.55 c ± 48.28 Observando os gráficos 17. Valores médios (µm) e desvio padrão (±DP) da espessura do complexo formado pelas túnicas íntima+média referentes aos segmentos de aorta analisados de pacas adultas. foram observados nos segmentos da aorta abdominal. Média ±DP Aorta Torácica cranial 702.60 b ± 23. os menores valores de espessura do complexo formado pelas túnicas íntima + média. os valores referentes à espessura do complexo formado pelas túnicas íntima + média da aorta torácica cranial foram maiores.70 a ± 38.18 b ± 75.74 Aorta Torácica caudal 354. quando comparados aos valores dos outros segmentos aórticos analisados. Tabela 1.30 Aorta Abdominal 77. em todos os animais.05) pelo teste de Tukey (Jaboticabal/SP. notou-se que.05 Aorta Abdominal 243. Os valores da média e desvio padrão da espessura do complexo íntima+média e da espessura da túnica adventícia para a aorta estão registrados nas Tabelas 1 e 2.98 b ± 26.19 a ± 122.

2010). Entretanto. sendo. dos segmentos de veia cava cranial e caudal de quatro pacas adultas.05). verificou-se que esta túnica se apresentou significativamente diferente nas três regiões aórticas analisadas (p<0.05). do complexo formado pelas túnicas íntima + média e espessura da túnica adventícia referentes ao segmento da veia cava cranial de quatro pacas adultas (P1. P2 P3 e P4) (Jaboticabal/SP.05). a região torácica cranial significativamente diferente das outras duas (p<0. Figura 20.29 Comparando-se os valores médios das medidas referentes ao complexo íntima+média da aorta de pacas. . A análise dos resultados obtidos neste estudo referentes aos valores médios ± DP da espessura do complexo formado pelas túnicas íntima + média e da espessura da túnica adventícia. Representação gráfica dos valores médios ± DP da espessura em µm. estão expostos nas Figuras 20 e 21. ao se cotejar os valores das médias para a túnica adventícia desse vaso notou-se que não houve diferença significativa entre as regiões abdominal e torácica caudal (p>0.

comprovou-se que a espessura das túnicas íntima. Representação gráfica dos valores médios ± DP da espessura em µm. foram maiores no segmento cranial da veia cava da paca.30 Figura 21. P2 P3 e P4) (Jaboticabal/SP. média e adventícia. Analisando-se os dados registrados nas Figuras 20 e 21. em ambos os segmentos. do complexo formado pelas túnicas íntima + média e espessura da túnica adventícia referentes ao segmento da veia cava caudal de quatro pacas adultas (P1. As Tabelas 3 e 4 registram os valores das médias e desvios padrão da espessura do complexo íntima+média e da espessura da túnica adventícia para a veia cava. para todos os animais. 2010). A túnica adventícia apresentou menor espessura em relação ao complexo das outras túnicas. .

31 Tabela 3. Média ±DP Veia cava cranial 266.05 b ± 17.17 a ± 69.05) pelo teste “T” pareado (Jaboticabal/SP.54 a ± 63.05). As médias e desvio padrão da espessura em µm. representados . de todos os complexos formados pelas túnicas íntima + média e de todas as túnicas adventícias dos segmentos vasculares analisados nas quatro pacas adultas estão na Figura 22. Valores médios (µm) e desvio padrão (±DP) da espessura da túnica adventícia referentes aos segmentos de veia cava analisados de pacas adultas.96 Veia cava caudal 119.05) quando comparados as duas regiões de veia cava analisadas. Média ±DP Veia cava cranial 317. Os valores das médias para a túnica adventícia nas regiões cranial e caudal também apresentaram-se significativamente diferentes (p<0. Valores médios (µm) e desvio padrão (±DP) da espessura do complexo formado pelas túnicas íntima+média referentes aos segmentos de veia cava analisados de pacas adultas. 2010).62 Analisando os valores médios das medidas referentes ao complexo íntima+média. verificou-se diferença significativa (p<0.02 Tabela 4. 2010).83 Veia cava caudal 95.40 b ± 22.05) pelo teste “T” pareado (Jaboticabal/SP. Letras diferentes denotam significância (p<0. Letras diferentes denotam significância (p<0.

quando comparados todos os valores médios de segmentos vasculares das quatro pacas estudadas. Verificou-se ainda. Representação gráfica dos valores médios ± DP da espessura em µm. 2010). de todos os complexos formados pelas túnicas íntima + média e de todas as túnicas adventícias dos segmentos vasculares analisados. pode-se observar que o valor médio do complexo formado pelas túnicas íntima + média referente ao segmento de aorta torácica cranial. quando comparado aos valores médios dos complexos nos outros segmentos vasculares analisados. foi maior em todos os animais. correspondeu ao da túnica adventícia do segmento de aorta torácica caudal. Avaliando os valores das médias e desvio padrão da espessura em µm. . que o menor valor médio observado.32 Figura 22. de todos os complexos formados pelas túnicas íntima + média e todas as túnicas adventícias dos segmentos vasculares analisados nas quatro pacas adultas (Jaboticabal/SP. nas quatro pacas adultas.

1993.. média e adventícia como reportado por alguns autores (DELLMANN & BROWN. 2004. 1999... para o cão (HAAS et al. a túnica íntima mostrou-se delgada e constituída por endotélio e lâmina elástica interna. provavelmente. DAVIS. fibras colágenas e elásticas bem como componente muscular liso tal qual descrito por . como relatado também para humanos por WILLEKES et al. para o coelho (VIEGAS et al. 2001). 2004) e para cobaia (MELLO. CLARK & GLAGOV.. MELLO et al.. especialmente na túnica média. 2004). STHEBENS. 2008). JUNQUEIRA & CARNEIRO. Foi encontrado na túnica íntima da veia cava a lâmina elástica interna e endotélio formado de uma única camada de células. 1982. sendo esta bastante evidente.. fato que.. Notou-se que as artérias e as veias são revestidas por um endotélio ininterrupto e as camadas de suas paredes variam tanto na estrutura quanto na espessura devido a uma suposta adaptação à diferentes exigências funcionais (DYCE et al. (1999). 2008). Esta estrutura geral da íntima é evidente nos diferentes tipos descritos de artérias e veias (DELLMANN & BROWN. WILLEKES et al. 1985.. 2004. DISCUSSÃO Ao analisar as observações realizadas sobre a histoarquitetura e elementos constituintes das paredes da aorta e veia cava da paca. MELLO et al.33 5. tanto à microscopia de luz quanto à microscopia eletrônica de varredura. ORSI et al. refere-se ao papel da visco-elasticidade da parede desse vaso (WOLINSKY & GLAGOV. 1982. mostraram que a aorta é tipicamente um vaso mio-elástico. MELLO. DINGEMANS et al. JUNQUEIRA & CARNEIRO. 1981. 2004).1999). na túnica média. DYCE et al. DIDIO. Verificou-se ainda variabilidade na espessura da camada adventícia e do complexo formado pelas túnicas íntima e média da aorta. Nos dois vasos estudados... 1999. 1999. Características estruturais vistas. 1996. verificou-se que a estrutura geral desses vasos consistiu em camadas íntima. 1967. 1991.

NATHAN & ELIAKIM. tal ocorrência. 1964. pesquisas imunohistoquímicas. suínos. TAGAWA et al. MOUBARAK et al. Não foi detectada na paca. provavelmente se deve ao fato de que o segmento vascular aórtico torácico se submete mais diretamente à pressão sistólica e a um fluxo turbulento . contrariando as descrições de BANKS (1992) e GARTNER & HIATT (1999). (1997) em suas observações para o cão. designados fatores de contração derivados do endotélio (EDCFs) e que incluem as endotelinas. a PGH2 e o tromboxano A2. 1995).. MELLO et al. A túnica adventícia da veia cava da paca mostrou-se bem desenvolvida. fibras elásticas e feixes dispersos de fibras musculares tal qual descrito por MELLO et al. sugerindo situação de contração para este vaso. 1877. porém não foi a porção mais espessa da parede. 2001. Características como presença de células cardíacas e células impulso condutoras também não foram observadas como mencionadas na literatura (STIEDA. verificou-se que os valores das porções torácicas eram significativamente maiores que os das outras porções. Válvulas estavam ausentes na veia cava da paca conforme indicaram as descrições de BANKS (1992) para os animais domésticos e GARTNER & HIATT (1999) para os humanos. devem ser realizadas para o melhor esclarecimento desta característica venosa nesses roedores. ENDO et al.34 DELLMANN & BROWN (1982) e BANKS (1992) para os animais domésticos. MUELLERHOECKER et al.. 2000. 2001.. nesta camada foi observada presença de colágeno. 2001). 1966. ruminantes e Tupaia glis (CARROW & CALHOUN. (1997) para o cão e GARTNER & HIATT (1999) para os humanos. presença de musculatura cardíaca em veias conforme verificado na literatura para cães. 2008). relacionadas à presença de fatores de contração endotelial. Chama atenção a sinuosidade verificada na luz da veia cava da paca.. HO et al. Dessa forma. Quanto às comparações morfométricas das camadas vasculares arteriais da paca nos diferentes segmentos analisados. ânions superóxido e angiotensina II (BATLOUNI..

35 do sangue impelido para a luz do vaso pela sístole ventricular como descrito por MELBIN & DETWEILER (1996). O segmento venoso cranial também apresentou valores de suas camadas significativamente maiores que os valores das camadas do segmento venoso caudal. quando comparadas aos valores dos outros segmentos arteriais e venosos. . possivelmente em decorrência de fatores hemodinâmicos no retorno venoso. respectivamente. Presume-se que a diminuição da pressão arterial no trato abdominal (GUYTON. 1996) no segmento venoso torácico. observados neste trabalho. inclusive da interferência mais direta da pressão sistólica (MELBIN & DETWEILER. para as espessuras das paredes da aorta e da veia cava. 1981) seja responsável pelos valores significativamente menores.

. CONCLUSÃO Nas condições em que este experimento foi conduzido. . .36 6. pode-se inferir que na paca: .A espessura do complexo formado pelas túnicas íntima + média foi significativamente maior para todos os segmentos de aorta analisados.As camadas das paredes dos vasos apresentam variações entre si quanto à estrutura e espessura. - A espessura do complexo formado pelas túnicas íntima+média foi significativamente maior para os dois segmentos de veia cava analisados. os segmentos craniais foram os que apresentaram maior espessura de túnicas.Em todos os vasos estudados.

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