Processo legislativo

Conceito e objeto:
É o conjunto de atos (iniciativa, emenda, votação, sanção, veto) realizados pelos
órgãos legislativos, visando a formação de leis constitucionais, complementares e ordinárias,
resoluções e decretos legislativos. Tem, pois, por objeto, nos termos do art. 59, a elaboração
de emendas à CF, leis complementares, leis ordinárias, leis delegadas, medidas provisórias,
decretos legislativos e resoluções.
As medidas provisórias não constavam da enumeração do art. 59 como objeto do
processo legislativo, e não tinham mesmo que constar, porque sua formação não se dá por
processo legislativo. São simplesmente editadas pelo Presidente da República.
Nada se diz sobre o processo de formação dos decretos legislativos e das resoluções.
Aqueles são destinados a regular matérias de competência exclusiva do Congresso Nacional
(art. 49) que tenham efeitos externos a ele; independem de sanção e de veto. As resoluções
legislativas também são atos destinados a regular matéria de competência do Congresso e de
suas Casas, mas com efeitos internos – regimentos internos são aprovados por resoluções.
Vale ressaltar que há, contudo, algumas resoluções com efeito externo, como a de delegação
legislativa e as do Senado sobre matéria financeira e tributária (arts. 68, §2º, 52, IV a X, e
155, §2º, V).
Atos do processo legislativo:
São eles a iniciativa legislativa; as emendas; a votação; a sanção e o veto; a
promulgação e publicação.
A iniciativa:
É a faculdade que se atribui a alguém ou a algum órgão para apresentar projetos de lei
ao Legislativo. Em rigor, não é ato de processo legislativo. É conferida concorrentemente a
mais de uma pessoa ou órgão, mas, em alguns casos expressos, é outorgada com
exclusividade a um deles apenas. O PL deve ter início na Câmara dos Deputados, se não
resulta de iniciativa de senador ou comissão do Senado.
A iniciativa das leis complementares e ordinárias compete a qualquer membro ou
comissão da Câmara dos Deputados, do Senado ou do Congresso, ao Presidente da República
e aos cidadãos (art. 61). Esclareça-se que este dispositivo inclui o STF, os Tribunais
Superiores e o Procurador-Geral da República como detentores também do poder de iniciativa
legislativa, embora não concorrente, pois somente podem iniciar as leis que lhes são indicadas
com exclusividade, salvo o Procurador-Geral da República, que concorre com o Presidente da
República na iniciativa da lei orgânica do MP.

128. o STF conciliou os dispositivos. A iniciativa é comum para todas as proposições em que o constituinte não tenha restringido o âmbito da sua titularidade. I. impõe a iniciativa de lei sobre a organização do MP ao Presidente da República. 128. e 52. e fixação de subsídios dos membros da Corte. Iniciativa reservada: Ocorre quando a CF reserva a possibilidade de dar início ao processo legislativo a apenas algumas autoridades ou órgãos. Iniciativa privativa da Câmara dos Deputados. localizadas no art. entendendo que. Todavia. Iniciativa privativa do MP: As matérias de competência reservada ao MP encontram-se nos artigos 127. dos Tribunais Superiores e dos Tribunais de Justiça o que está escrito no art. Iniciativa privativa de órgãos do Judiciário: É de iniciativa reservada do STF a lei complementar sobre o Estatuto da Magistratura (CF. bem assim pelo Presidente da República e. O art. no caso da iniciativa popular (CF. §2º). II. para propor criação de novas varas judiciárias. Para preservar a independência orgânica do TCU. o constituinte estendeu-lhe o exercício das atribuições previstas no art. d. §1º. essa “privatividade” [da iniciativa do Presidente da República] só pode ter um sentido. XIII). nos termos do art. que é o de eliminar a iniciativa parlamentar. 96. o que cria conflitos com o at. no caso. do Senado e do TCU A Câmara dos Deputados e o Senado Federal têm a iniciativa privativa para leis que fixem a remuneração dos servidores incluídos na sua organização (arts. §5º. Assim. pelos cidadãos. Os tribunais têm competência. criação de cargos e remuneração de servidores. 96 da CF. §2º. ainda. II. d. que cuida também da iniciativa reservada de lei por parte de órgãos do Judiciário. o TCU tem iniciativa para apresentar projeto de lei visando a dispor sobre a sua organização administrativa.Iniciativa comum: É dita comum/concorrente se a proposição normativa puder ser apresentada por qualquer membro do Congresso Nacional ou por comissão de qualquer de suas Casas. os casos de iniciativa reservada não devem ser ampliados por via interpretativa. É igualmente da iniciativa privativa do STF. art. Como figuram hipóteses de exceção. Iniciativa privativa do Presidente da República . A iniciativa privativa visa subordinar ao seu titular a conveniência e oportunidade da deflagração do debate legislativo em torno de assunto reservado. art. 61. 61. IV. além das matérias de iniciativa do chefe do MP.93). 96. §5º. 51.

manifestando-se. Configura usurpação de iniciativa reservada a lei surgida a partir de proposta parlamentar que. distribuído pelo menos por cinco Estados. nos arts. passaram a ser objeto de decreto do Presidente da República. no mínimo. pois. XXIII. não é da iniciativa reservada ao Chefe d Executivo.São aquelas previstas no art. XII. cada uma delas. Quis o constituinte que temas relacionados ao regime jurídico de servidores públicos. §2º) já estabelece os requisitos necessários e suficientes para o seu exercício imediato. O direito de propor emendas é uma faculdade de os membros ou órgãos de cada uma das Casas do Congresso sugerirem modificações nos interesses relativos à matéria contida em projetos de lei. Iniciativa popular: No processo legislativo é reconhecida a iniciativa popular independentemente de regulamentação legal. tratando-se de iniciativa reservada e vinculada. Desse modo. com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles. leis de aumento de vencimentos ou de criação de vantagens somente podem resultar da iniciativa do Chefe do Executivo. Da mesma forma. que são: projeto de lei subscrito por. Emendas: Constituem proposições apresentadas como acessórias a outra. diretrizes orçamentárias e orçamentos anuais). um por cento do eleitorado nacional. I e II. 61. o Presidente somente possui competência reservada em relação aos Territórios. reserva também ao Presidente da República a iniciativa de lei no âmbito orçamentário (plano plurianual. que não impliquem aumento de despesas. 84. A CF. e 165. §1º. pela maioria relativa de seus membros. mesmo que importem em aumento de despesas. Iniciativa de Governadores e Assembleias: A um terço dos Governadores de Estado e do DF. civis e militares estivessem subordinados à iniciativa de lei reservada ao Presidente da República. A lei que concede benefício tributário. já que a apresentação da proposta é obrigatória. §2º. porque o próprio texto constitucional (art. foi conferida a faculdade para iniciar a lei complementar que disciplina o imposto previsto no art. ao projeto de lei do orçamento anual. embora não discipline assunto sujeito à reserva de iniciativa do Presidente da República. . e mais da metade das Assembleias Legislativas dos Estados e do DF. Admitem-se emendas. deve ter origem no Executivo lei que dispõe sobre a existência de órgãos da Administração – organização e funcionamento. Em matéria tributária. fixa um prazo para o exercício dessa iniciativa. 61. 155.

não tranca de modo absoluto o andamento do projeto. a fim de ser apreciado pelo Congresso. 69). de parágrafo. reputando-se rejeitado. É geralmente precedida de estudos e pareceres de comissões técnicas (permanentes ou especiais) e de debates em plenário. em trinta dias a contar de seu recebimento. e somente recaem sobre o projeto de lei – não se sanciona ou veta uma lei. e maioria de três quintos dos membros das Casas do Congresso. Se aquela maioria absoluta não for alcançada. maioria absoluta dos membros das Câmaras. §2º). votar contra ele. Sanção e veto: São atos legislativos de competência exclusiva do Presidente da República. podendo ser expressa ou tácita. Expressa quando o Presidente emite ato de sanção assinando o projeto. É o ato de decisão (art. apenas são sancionáveis ou vetáveis projetos que disponham sobre as matérias indicadas no art. para aprovação de emendas constitucionais (at. mas seus efeitos . Assim.Votação: Constitui ato coletivo das Casas do Congresso. que deverá ser promulgada. e tácita quando o Presidente silencia (não assina) durante os 15 dias subsequentes (quinzena de dias úteis). arquivando-se o projeto = rejeitado. 66) que se toma por maioria de votos: maioria simples (relativa). e parcial se atingir parte dele. Será. A promulgação não passa de mera comunicação aos destinatários da lei de que esta foi criada com determinado conteúdo. de inciso ou de alínea. comunicado ao Presidente do Senado no prazo de quarenta e oito horas. Promulga-se e publica-se a lei. o projeto se transforma em lei (sem sanção). Rigorosamente. É errado falar em promulgação de projeto de lei. Promulgação e publicação da lei: Não configuram atos de natureza legislativa. 65. para aprovação dos projetos de lei complementar (art. a menos que seja vetada e o veto rejeitado. em sessão conjunta. isto é. não faz lei. 48. 47). para a aprovação de lei ordinária. se a maioria absoluta dos Deputados e Senadores. não se muda o sentido do texto. mas aquele somente abrangerá texto integral de artigo. maioria dos membros presentes (art. A promulgação. Sanção: é a adesão do Chefe do Executivo ao projeto de lei aprovado pelo Poder Legislativo. Ademais. que já existe desde a sanção ou veto rejeitado. não integram o processo legislativo. Será total se recair sobre todo o projeto. ficará mantido o veto. Em tal hipótese. 60. isto é. em voto secreto. A lei nasce com a sanção que é pressuposto de sua existência. portanto. Veto: é a desaprovação do projeto de lei por entendê-lo inconstitucional ou contrário a interesse público. O veto é relativo. mediante mensagem fundamentada.

O que se faz mediante processo legislativo é a resolução do Congresso Nacional que outorga a delegação (art. necessitando pois da publicação de seu texto. Na quarta fase dá-se a decisão. será remetido à outra Casa para revisão (quinta fase). Não têm sanção nem veto. se este não o fizer em igual período. A primeira efetiva-se pela apresentação do projeto. nem sanção. que somente a promulgação não é suficiente para dar efetividade à lei. quando o projeto é votado. Emendas constitucionais serão promulgadas pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal (art. §2º). 68. por outro lado. o Presidente do Senado a promulgará e. Trata-se de mera edição que se realiza pela publicação autenticada. No sistema brasileiro. aí passará pelas mesmas fases (recebimento da matéria. aludindo ao andamento da matéria nas Casas legislativas. comportando mais oportunidades para o exame. . nem votação. É. e por isso. A elaboração de leis delegadas e de medidas provisórias não comporta atos de iniciativa. A terceira é a das discussões da matéria. Desenvolve-se em cinco etapas: a) inicial. na prática. c) a das discussões. O conteúdo da promulgação é a presunção de que a lei é válida. e especial. considera-se que há procedimento elaborativo. que deverão ser estudadas pelas comissões. com o parecer das comissões. e) revisória. Se ele não o fizer dentro de quarenta e oito horas. §3º). se for aprovado. o estudo e a discussão do projeto. José Afonso da Silva entende. Na segunda. caberá ao Vice-Presidente do Senado fazê-lo. §7º). sem veto. §2º. sumário. é estudado pelas comissões que emitem pareceres favoráveis ou desfavoráveis à sua aprovação. b) a de exame do projeto nas comissões permanentes. podem-se distinguir três procedimentos: ordinário. ao falar-se delas. Procedimentos legislativos: É o modo pelo qual os atos do processo legislativo se realizam. sendo condição para que a lei entre em vigor e se torne eficaz. A promulgação é obrigatória e cabe ao Presidente da República. em plenário da Câmara onde o projeto foi apresentado – abre-se nesta fase oportunidade de oferecer emendas ao projeto. 60. 66. Realiza-se pela inserção da lei promulgada no jornal oficial. destinado à elaboração de leis ordinárias.somente se produzem depois daquela. nem promulgação. d) a decisória. executória e potencialmente obrigatória. IV e V). mesmo das leis decorrentes de veto rejeitado. 155. e quem a promulga deve determinar sua publicação. (art. admitidas emendas e até substitutivos ao projeto. A publicação da lei constitui instrumento pelo qual se transmite a promulgação aos destinatários da lei. como não os têm as várias resoluções do Senado Federal mecionadas na CF (art. Procedimento legislativo ordinário: É o procedimento comum. a tramitação do projeto.

66) ou. A Casa na qual tenha sido concluída a votação enviará o projeto ao Presidente da República que. se houver emendas. Poderá haver um ou dois turnos de discussão e votação. promulgará e publicará a lei dele resultante (art. as emendas deverão ser apreciadas pela Câmara em dez dias (prazo total. que poderá rejeitá-lo pela maioria dos seus membros. sendo elas aprovadas ou rejeitadas. não aquiescendo. se merecer aprovação. O procedimento de formação das leis financeiras consta no art. formadas por procedimento ordinário com quorum especial. com a aprovação do projeto. Ultimado o pronunciamento de ambas as Casas dentro dos prazos ou não. de leis delegadas. deixará correr a quinzena em silêncio. 65).). de leis financeiras (diretrizes orçamentárias. discussão e decisão). comunicando os motivos do veto ao Presidente do Senado Federal. ou vetá-lo-á no todo ou em parte. 65). 69). a contar de seu recebimento. . Se o projeto for rejeitado em qualquer das Casas. 67). terá o Senado Federal igual prazo para sua apreciação (prazo total = noventa dias para o pronunciamento de ambas as Casas). rejeitando-o. pois. plano plurianual. o projeto ira à sanção. e a matéria somente poderá constituir objeto de novo projeto na mesma sessão legislativa mediante proposta da maioria absoluta dos membros de qualquer das Casas do Congresso Nacional (at. sem emendas. se o Senado emendar o projeto. a fim de ser submetido à apreciação do Congresso Nacional. O procedimento não se aplica a projetos de Códigos e aqueles prazos não correm nos períodos de recesso do Congresso Nacional. mas na fase de revisão só existirá um turno (art. 166.remessa às comissões. Se for aprovado na Câmara. será remetido à sanção e promulgação. Procedimento legislativo sumário: É o previsto nos parágrafos do at. Se isso ocorrer. este subirá à sanção. o sancionará. o que implicará sanção. voltará à Casa iniciadora para apreciação destas e. Contudo. é de cem dias). será arquivado. sendo. então. será arquivado (art. Estas somente diferem do procedimento de formação das leis ordinárias na exigência do voto da maioria absoluta das Casas para a sua aprovação (art. 64. acolhendo-o. o projeto deverá ser apreciado pela Câmara dos Deputados no prazo de quarenta e cinco dias. e sua aplicação depende do Presidente da República. aquiescendo. o projeto vira lei que deverá ser promulgada e publicada. Procedimentos legislativos especiais: São estabelecidos para a elaboração de emendas constitucionais. etc. a quem a CF confere a faculdade de solicitar urgência para apreciação de projeto de sua iniciativa. de medidas provisórias e de leis complementares.

por outro lado. de competência privativa da câmara e de competência privativa do Senado. §3º): conversão em lei no prazo. 62. é que incumbe ao Congresso Nacional disciplinar. que tais pressupostos são sindicáveis. 62. diretrizes orçamentárias e orçamentos não podem ser objeto de leis delegadas. Se esse decreto não for editado até 60 dias após a sua rejeição ou perda de eficácia. após exame e parecer de uma comissão mista de deputados e senadores . podem ser adotadas pelo Presidente da República. a perda de sua eficácia. 62. que a outorgará por resolução que especificará seu conteúdo e os termos de seu exercício. por um lado. §5º). cidadania. No caso de rejeição ou de perda de eficácia. Os pressupostos materiais se encontram no art. A deliberação de cada uma das Casas do Congresso Nacional sobre o mérito das medidas provisórias depende de juízo prévio sobre o atendimento de seus pressupostos constitucionais. sua rejeição ou. As medidas provisórias terão eficácia imediata. as quais. 62. Dentro deste prazo perdem sua condição de medidas provisórias por uma das três situações (art. materiais e regras de procedimento do art. que deverá solicitar a delegação ao Congresso Nacional. os materiais dizem respeito à matéria que pode ser por elas regulamentadas. para serem legítimas. políticos e eleitorais. não se verificando nem esta nem aquela. Procedimento: são apreciadas pelo Plenário de cada uma das Casas do Congresso em sessões separadas. as relações jurídicas delas decorrentes. as relações constituídas e decorrentes de atos praticados durante sua vigência continuarão por ela regidas. senão que serão elaboradas pelo Presidente da República. por decreto legislativo. há de atender a pressupostos formais. tanto os formais quanto os materiais (art. a CF nada prevê. que arrola matérias vedadas às medidas provisórias. nacionalidade. O pedido de delegação inclui o projeto da lei que se quer elaborar. ou seja. Significa. São medidas de lei sujeitas a uma condição resolutiva. que o entendimento da Casa por onde se inicia a sua votação – a Câmara dos Deputados – no sentido de que foram atendidos não vincula a Casa revisora – Senado Federal. contados de sua publicação – prazo prorrogável por igual período. planos plurianuais. Os formais são a urgência e a relevância. Matérias de competência exclusiva do Congresso. mas a perderão desde a sua edição se não forem convertidas em lei no prazo de 60 dias (que se suspende no recesso do Congresso Nacional).Quanto ao procedimento das leis delegadas. direitos individuais. Medidas Provisórias: Com força de lei. bem como a legislação sobre organização do Poder Judiciário e do MP. Jamais foi usada em vinte anos. sujeitas a perder sua qualificação legal no prazo de 120 dias.

não tiver assumido o cargo. Se nenhum dos candidatos alcançar essa maioria. Se o parecer for favorável.2º). e é a mesma coisa que a “maioria absoluta dos votos”. de governo e de administração. como Chefe do Poder Executivo. De modo geral. o Presidente ou Vice-Presidente. o Presidente da República. art. além de outras atribuições que lhe forem . trata-se de órgão constitucional (supremo) que tem por função a prática de atos de chefia de estado. simultaneamente com um Vice-Presidente. É ato político que só a ele incumbe. Se o projeto de lei de sua conversão propuser alteração no seu texto original. férias) e suceder-lhe no caso de vaga. ela se manterá integralmente em vigor até que seja sancionado ou vetado o projeto (§12). 62. Para as eleições presidenciais. e. §3º. O cargo também será declarado vago se nenhum deles comparecer para a posse na Presidência. concorrendo apenas os dois candidatos mais votados. definitivamente se a ausência do Presidente imotivada ou motivada gerar a impossibilidade de sua investidura. 14. Quem pode declarar a vacância cabe ao Congresso Nacional. além da necessidade de estar-se vinculado a um partido político. a comissão apresentará com ele um projeto de lei de sua conversão o projeto de lei pode alterar a medida provisória. 78. parágrafo único). dentre brasileiros natos que preencham as condições de elegibilidade previstas no art. Substitutos e sucessores do Presidente: Ao Vice-Presidente cabe substituir o Presidente nos casos de impedimento (licença. far-se-á uma segunda eleição (segundo turno). enfeixa as funções de Chefe de Estado e as de Chefe de Governo. §9º). mantém-se o princípio da maioria absoluta – não computados os brancos e nulos –. Do Poder Executivo A expressão “Poder Executivo” indica ora uma função (art. “votos válidos”são todos os votos. Chefe de Estado e Chefe de Governo: devido ao fato de o Brasil adotar o regime presidencialista. Se. mas comparecer o Vice. doença. tendo-se como eleito aquele que conseguir a maioria dos votos válidos. no silêncio da Carta Magna. exceto os brancos e os nulos. Seu conteúdo envolve poderes.76) ora o órgão (cargo e ocupante. Eleição e mandato do Presidente da República: É eleito.(art. decorridos dez dias da data fixada para a posse. Se o Presidente não comparecer. este será declarado vago (art. faculdades e prerrogativas de diversas naturezas. não dependendo da confiança do Congresso para manter-se investido no cargo. salvo motivo de força maior. este assume o cargo de Presidente.

nos termos d art. Atribuições do Presidente da República: . vale como renúncia. o Presidente do Senado e o Presidente do STF. A CF não prevê crimes de responsabilidade para o Vice-Presidente enquanto tal. Subsídios: O Presidente e o Vice têm direito a estipêndios mensais pelo exercício de seus mandatos. ou de decisão judicial como efeito da condenação em processo de crime comum. os subsídios do Presidente e do Vice continuarão os mesmos do exercício anterior. se ausentar do Pais sob pena de perda do cargo. auxiliará o Presidente. renúncia. Perda do mandato do Presidente e do Vice: 1) Cassação: em virtude de decisão do Senado nos processos de crime de responsabilidade. Nesse caso. vacância nos dois últimos anos = eleição indireta pelo Congresso Nacional. o Congresso não está obrigado a tomar a providência. Os novos eleitos apenas concluem o mandato presidencial em curso. na forma de subsídios em parcela única. Outros substitutos: do Presidente são: o Presidente da Câmara dos Deputados. é o Congresso o competente para aplicar a pena de perda de cargo. 79. se a última se der nos últimos dois anos. porque. segundo Silva. a eleição será feita trinta dias depois pelo Congresso Nacional. por mais de quinze dias. e é considerada como extinção de mandato. Se não o fizer. salvo motivo de força maior. Nesta última hipótese. que serão fixados pelo Congresso Nacional – a este cabe a competência exclusiva de fixar-lhes os subsídios. sem licença do Congresso Nacional. parágrafo único). Todavia. que são sucessivamente chamados ao exercício da Presidência da República e do Vice no caso de vacância de amos os casos. Isto é: vacância nos primeiros dois anos = eleição popular direta. não cabendo sua declaração a nenhum órgão jurisdicional. sempre que por ele convocado para missões especiais (art. 3) Declaração de vacância do cargo pelo Congresso Nacional: daquele ou de ambos quando não comparecerem para tomar posse dentro de dez dias da data para isso fixada (vence dia 11 de janeiro). 2) Extinção: nos casos de morte. 4) Ausência do País. sem licença do Congresso. o não comparecimento no prazo indicado.conferida por lei complementar. perda ou suspensão dos direitos políticos e perda da nacionalidade brasileira. que declara que não poderão eles. na forma da lei. se esta ocorrer antes de iniciar os dois últimos anos de mandato presidencial. por cuidar-se de questão política. 83. convocar-se-á eleição direta para noventa dias depois da última vaga.

XII e XXV aos Ministros de Estado. XV. XIV. 84. apuradas em processo político-administrativo realizado pelas Casas do Congresso Nacional. que observarão os limites traçados nas respectivas delegações. o Senado Federal se transformará em tribunal de juízo político. XVII. A primeira . V. XVI. definidos na legislação penal comum ou especial. e esta conhecerá. também será arquivada.84. XIII. ou não. ficando sujeito a sanções de perda do cargo por infrações definidas como crimes de responsabilidade. não conhecendo. primeira parte. I-IV). contra a segurança interna do País (art. XIX. do MP e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação. A acusação pode ser articulada por qualquer brasileiro perante a Câmara dos Deputados. Poderá o Presidente cometer crimes de responsabilidade e crimes comuns. Se a declarar procedente pelo voto de dois terços de seus membros. 84 da CF. XXI e XXII. b) ao STF. segunda parte. ao Procurador-Geral da República ou ao Advogado-Geral da União. 85. 84. individuais e sociais. XI. julgando-a improcedente. VIII. II. XVIII. segunda parte. V-VII). as atribuições do Presidente se enquadram nas três funções básicas do Poder Executivo: 1) Chefia do Estado: com as matérias relacionadas no art. da denúncia. se se tratar de crime de responsabilidade. 85. do Poder Judiciário. III. VII. 2) Chefia do Governo: com as matérias indicadas no art. 3) Chefia da Administração federal: com as matérias previstas no art. I e 86). Estes. XXIV e XXV. e crimes funcionais (art. XXIII. autorizará a instauração do processo (arts. Responsabilidade do Presidente da República: No presidencialismo. contra o livre exercício do Poder Legislativo. conhecendo. XXIV e XXVII.São aquelas enumeradas como privativas do Presidente no art. XVI. XVI. X. sob a presidência do Presidente do STF. se o crime for comum. será ela arquivada. XX. passando então a matéria: a) à competência do Senado Federal. contra o exercício dos direitos políticos. Classificação das atribuições do Presidente da República: Para Silva. XII. O processo dos crimes de responsabilidade e dos comuns cometidos pelo Presidente da República divide-se em duas partes: juízo de admissibilidade do processo e processo e julgamento. Aqueles distinguem-se em infrações políticas: atentados contra a existência da União. XVIII. I. declarada procedente ou não a acusação. Recebida a autorização da Câmara para instaurar o processo. 51. cujo parágrafo único permite que ele delegue as mencionadas nos incisos IV . o próprio Presidente é responsável. IX. IV. VI.

. Nesse caso. parágrafo único). ou condenatório por dois terços dos votos do Senado. A renúncia do cago durante o processo de julgamento não implica sustação deste. com a consequência . limitando-se a decisão à perda do cargo. O processo seguirá os trâmites legais. sem prejuízo das demais sanções cabíveis – impeachment (art. prosseguindo o processo nos termos do Regimento Interno e da legislação processual pertinente. com inabilitação por oito anos para o exercício da função pública. com oportunidade de ampla defesa do imputado. a condenação do Presidente importa em consequência de natureza penal e somente por efeitos reflexos e indiretos implica perda do cargo. este será instaurado pelo STF com recebimento da denúncia ou queixa-crime. autorizado o processo pela Câmara. que poderá absolvê-lo com o arquivamento do processo. 52. concluindo pelo julgamento. da suspensão do Presidente de suas funções. Em se tratando de crimes comuns. também imediata.consequência da instauração do processo será a suspensão doo Presidente de suas funções.