O MITO DA MOTIVAÇÃO

por Luis J. Monteverde
Consultor de Empresas com especialização em Gestão de Mudança Organizacional
A motivação constitui uma das preocupações dos empresários e dos
gestores desde que Elton Mayo se deu conta da existência da
Organização Informal dentro das empresas. Tal significava que a
produtividade não decorria apenas da qualidade técnica e da eficiência
dos processos, mas também da atitude das pessoas em relação às
tarefas que lhes eram solicitadas. Tratava-se, então, de motivar as
pessoas.
A tradição
Daí pensar-se que o melhor estímulo que se podia oferecer aos
recursos humanos na empresa era um bom sistema salarial. Porém,
nunca nenhuma pesquisa pôde demonstrar que as condições materiais
de trabalho tivessem uma correlação significativa com a produtividade.
Descobrir motivações
Segundo Gooch e McDowell, "a motivação é uma força que se encontra
no interior de cada pessoa" e nenhuma "pessoa pode jamais motivar
outra". Konrad Lorenz, prémio Nobel da medicina explica que, na
conduta motivacional, o indivíduo parte de um estado de carência que
tenta suprir, o que o leva à busca do factor de satisfação que o irá
atender. Deste modo, satisfeita essa necessidade, outra vem à tona.
Ou seja, toda a motivação é, sempre e só, interior ao indivíduo, que
pode ou não encontrar no meio exterior as condições para a sua
satisfação. E, quando esta ocorre, aquela motivação cessa, sendo
substituída por outra ainda não satisfeita.
A consequência desta leitura da motivação é que as empresas não
podem motivar os seus colaboradores, apenas podem descobrir-lhes as
motivações e proporcionar-lhes condições para a sua satisfação. Nova
questão surge entretanto: como fazer com que os indivíduos acreditem
que as condições que lhes são proporcionadas permitem a satisfação
das suas carências?
O comportamento motivacional não é uniforme: mesmo que as
carências dos seres humanos sejam, no essencial, as mesmas. As
formas como elas se apresentam e a sua importância relativa são

diferentes de indivíduo para indivíduo. O comportamento dos
indivíduos está relacionado com a forma como as suas carências foram
ou não satisfeitas. Constrói-se, assim, uma personalidade, ou seja, um
comportamento motivacional padrão que corresponde à experiência, à
auto-imagem e ao desejo de cada um se "considerar a si próprio como
uma pessoa única e distinta das demais", segundo Argyle.
Estilos
Cada pessoa tem o seu padrão de comportamento próprio, que
corresponde (segundo Bally) à "maneira segundo a qual as pessoas
preferem lidar com as diferentes situações, sem esforço para manter o
controlo sobre o que estiver ocorrendo". A repetição do mesmo
procedimento nas mesmas situações caracteriza o chamado "estilo"
que se pode enquadrar em quatro grandes grupos:

o estilo de Participação, quando predomina uma atitude de cooperação e
se busca o desenvolvimento das pessoas;

o estilo de Acção, onde predomina a atitude de rapidez de decisão e se
procuram resultados;

o estilo de Manutenção, associado à maior valorização da segurança,
com a prevalência da continuidade do "status quo";

o estilo de Conciliação, quando prevalece a sociabilidade e se procura o
bom entendimento dentro do grupo.

Segundo algumas pesquisas o estilo de Participação é mais vulgar em
profissionais de gestão de Recursos Humanos e Planeamento; o de
Acção nas áreas de Produção e Comercial; o de Manutenção nas
Finanças e Administração geral; e o de Conciliação nas áreas Comercial
e de Recursos Humanos. Entretanto, a cada estilo correspondem
factores de motivação que lhes são peculiares, como a auto-realização
para o estilo Participação, ou o sentimento de responsabilidade para o
de Manutenção e o da possibilidade de progresso para o de Acção.
A complexidade da gestão dos grupos humanos reside no facto de
todos os indivíduos terem estilos comportamentais próprios. Acontece
ainda que quando o líder espera que os seus liderados se comportem
como ele, ou seja, que tenham motivações semelhantes às suas, o
choque surge. O confronto e a não harmonização das diferentes
motivações pode levar a conflitos, baixas produtividades e à
resistência à mudança.

Comportamento em Aristóteles

incisivamente: "A humanidade em massa se assemelha totalmente aos escravos. além das funções que encontramos nas almas dos vegetais e dos animais. a Nic.br) Aristóteles diz coisas sobre a qualidade moral das ações humanas o bastante para extrairmos dele uma teoria do comportamento. o parênteses é nosso). ou fogem do que lhes assusta. Passemos ao De Anima. viver bem ou "ir bem"? Diz Aristóteles. tem mais uma outra. então.cobra. que é a função da racionalidade. Porém. e consideram que viver bem e ir bem (ser bem sucedido) eqüivale a ser feliz" (Et. no sentido de que suas funções principais são a nutritiva e a reprodutiva. para essas pessoas mais qualificadas. são nossas atividades conformes à excelência que nos levam à felicidade. I. de modo que o seu comportamento mais próprio e mais excelente seria aquele governado por essa última e mais alta função. . II e III. . 1096 a). diz Aristóteles. Entre as ocupações que se vinculam à alma sensitiva dos animais está a busca do prazer. e as atividades contrárias nos levam à situação oposta" (idem. pois se movimentam e buscam objetos que desejam. Livros I. como animais. preferindo uma vida comparável à dos animais". apesar do próprio filósofo não haver apresentado suas idéias sob essa forma. Cp.. E mais adiante: "Na realidade."A humanidade em massa se assemelha totalmente aos escravos. a Nic. Para Aristóteles. e com fundamento em sua própria excelência (Et. E revela: "Em palavras. dos indivíduos mais qualificados. o acordo quanto a este ponto é quase geral. Mas é nos animais dotados de movimento que estas funções se traduzem em comportamentos. 10. e que não existem nos vegetais. Ela é fundamentalmente "vegetativa".. ao menos eles procuram ser honrados por pessoas de discernimento. Cp. e entre aquelas que os conhecem. Mas. I. a alma humana é a mais completa de todas. 4. 5. Este é um tratado referente às funções da alma.pages. Possuem almas sensitivas que somam funções da alma vegetativa às funções que lhes são próprias. 1100 a/b). O que será. a alma mais simples é própria dos vegetais. e assim sendo. Página de Educação e Comportâmento escrita por Rubem Queiroz Cobra (Site original: www. Os animais têm na alma faculdades outras além daquelas próprias da alma vegetativa. que estes "parecem perseguir as honrarias com vistas ao reconhecimento de seus méritos. tanto a maioria dos homens quanto as pessoas mais qualificadas dizem que este bem supremo é a felicidade. 1095 a. preferindo uma vida comparável à dos animais" (Aristóteles).nom.

EXEMPLOS: A combinação em categorias. 1. como dissemos. Vimos acima que para Aristóteles. Comportamentos desse grupo seriam Comportamentos apetitivos-racionais. Depois de Aristóteles viria a escola epicurista que. eficaz e seguro. idem. de modo desregrado: busca e posse direta . aquela que dirige o comportamento apetitivo e pode conduzi-lo inteligentemente para o prazer intelectual.É quando ele diz: "Seja como for. por exemplo. cada uma com a respectiva classe transacional ou objetiva. 1103a). nos dá 2 grupos. a Nic. de acordo com esta subdivisão. pois dizemos que certas formas de excelência são intelectuais e outras são morais (a sabedoria. de Aristóteles. Assim. Aristóteles ressalta que a razão não se limita a esta ação intelectual de governo do apetite. 13. Porém. porém se aplica em que sejam conseguidos de modo prudente. justamente. quando a razão não fornece nenhum outro objetivo além daqueles objetos de prazer. resultam duas formas de excelência racional: a excelência intelectual e a excelência moral..Categoria dos apetitivos impulsivos 1. É exatamente o que o filósofo diz logo adiante: "A excelência também se diferencia em duas espécies. vegetativo (que aqui chamamos "apetitivo impulsivo") e apetitivo (que chamamos "apetitivo racional"). em todos os casos. pois nestas ele fala. Temos portanto uma nova categoria de comportamentos. Modalidade dos apetitivos impulsivos. em uníssono com a razão" (Et.Grupo de comportamentos instintivos I . 3 categorias. a Nic. e a liberalidade e a moderação. mas é capaz de articular o pensamento moral. destas duas categorias diferentes de ação da razão. não devemos duvidar de que haja na alma um elemento além da razão (o elemento irracional). 1102. Toda essa classe de comportamentos objetivos tem seu motivo fundado em sensações. em um total de 12 modalidades. totalizando 6 classes.. resistindo e opondo-se a ela" (a razão). e sobretudo leva ao seu acúmulo. como abaixo: Exemplos: A . São o que chamaríamos comportamentos meta-apetivos. nas pessoas dotadas de continência ele obedece à razão. e aquela que pode modera-lo com vistas a um outro nível de valores. e presumivelmente ele é ainda mais obediente nas pessoas moderadas e valorosas. são formas de excelência intelectual. são formas de excelência moral)" (Et. e cada uma dessas classes com sua modalidade ativa e passiva. Aristóteles dividiu o elemento irracional em dois. classes e modalidades dos vários tipos de comportamento dedutíveis da exposição contida no Livro I da Ética a Nicômaco. ativos. os valores morais -."Mas mesmo este elemento (que se opõe à razão) parece participar da razão. b). inteligência e o discernimento. são nossas atividades conformes à excelência que nos levam à felicidade. de qualquer forma. por exemplo. objetivos... aplica a razão na busca do prazer. Consequentemente. e visa objetos físicos causadores de prazer. um puramente impulsivo e o outro associado à razão.

entregar-se ao sono ou ao descanso 3. ed. Os comportamentos irracionais da classe transacional são fundados em sentimentos do indivíduo em relação a si mesmo ou aos outros: ações ditadas por orgulho. articulação criadora ou destruidora. leituras. roubo e furto.131132). concederse o ócio. no sentido de eficiência em relação aos seus objetivos. Modalidade dos apetitivos impulsivos. passivos: aceitação. viver sem compromissos. esforço por um prêmio. derrotar o outro de modo astucioso. valer-se da sedução. apesar de que seja louvável a um príncipe viver com integridade. Comportamentos influenciados pela razão. porém de modo comedido. incluído o objeto sexual. vitória. submeter ou derrotar o outro. socorro. 1948. visa objetos de prazer.Grupo de comportamentos racionais II . disfarces. São palavras de Maquiavel que em certas circunstâncias as ações levadas a efeito impulsivamente. chegaram a . Racismo. vaidade. mais ferozes e com maior audácia a dominam" (Maquiavel. televisão. vingança. porque a sorte é mulher e. sadismo. ativos. São comportamentos segundo a máxima do epicurismo: comer e beber balanceadamente. assassinato. ser servido. defesa de exclusividade e propriedade. massagens. etc. 6. Busca indiscriminada de objetos substitutos dos alvos naturais de prazer. aplicação esmerada na destruição do inimigo. 7. Modalidade dos apetitivos racionais. 2. objetivos.de objetos da sensualidade na satisfação de necessidades vitais. Maquiavel ressalta que. como mulher. observar regimes alimentares. os príncipes que souberam. Modalidade dos apetitivos racionais. Modalidade dos apetitivos racionais. transtornar a cabeça dos homens. etc. é preciso bater-lhe e contrariá-la. transacionais. estratégia de guerra. troca ou compra de carícias. p. renúncia. passivos: receber ajuda. ativos: atividades astuciosas. A sorte. etc. Motivo fundado em sensações. pela astúcia. castigo. 4. objetivos. objetivos. têm mais probabilidades de resultarem em ganho que as ações racionalmente preparadas: "Estou convencido de que é melhor ser impetuoso do que circunspeto. Ser sustentado. exercício desregrado do poder. para dominá-la. Em seus célebres conselhos aos governantes. Modalidade dos apetitivos impulsivos transacionais. afeição e gratidão naturais. B . transacionais. maquiavelismo. beber bebidas alcóolicas. Modalidade dos apetitivos impulsivos.Categoria dos apetitivos racionais 5. E é geralmente reconhecido que ela se deixa dominar mais por estes do que por aqueles que procedem friamente. passivos: música. a bem do próprio prazer. fumar. contudo. ativos. concertos. fuga. é sempre amiga dos jovens porque são menos circunspectos. jogos e competições esportivas. selecionar e degustar. usar drogas.

outra... "Precisa. um príncipe obrigado a bem servir-se da natureza da besta. o ato de aceitação de poder ilegítimo que lhe seja conferido ou consideração decorrente de temor. pela força. ed. muitas vezes.. 1948. que existem duas formas de se combater: uma. . que os educou. mas poucos. pois. é preciso recorrer à segunda. Modalidade dos apetitivos racionais. sendo obrigado pelas circunstâncias a não o ser. pelas leis.. eu digo que o egoísmo pertence à essência de uma alma nobre. que Erasmo aconselha.. "Não tens quem te elogie? Elogia-te a ti mesmo". reconhecimento recebido dos que o temem em decorrência de poder político ou poder econômico. deve dela tirar as qualidades da raposa e do leão" . quero dizer a crença . ser raposa para conhecer os laços e leão para aterrorizar os lobos". portanto. no capítulo XVIII: "Deveis saber. transacionais. e estes poucos não têm a audácia de contrariar a opinião dos que têm por si a majestade do Estado" (Maquiavel. e de outro. "Todos vêem o que tu pareces. que mais poderia convir à Loucura do que ser o arauto do próprio mérito e fazer ecoar por toda parte os seus próprios louvores? Quem poderá pintar-me com mais fidelidade do que eu mesma?". a segunda. Auto elogio. tornar-se o contrário"."por exemplo: de um lado. A primeira é própria do homem. .. saber empregar convenientemente o animal e o homem. (Erasmo. humano. p.. Ao príncipe toma-se necessário. p. "Sendo. que aquele que engana. .15) O escritor e filósofo alemão Nietzsche considera justo o comportamento ditado pelo egoísmo e diz: "Arriscando desagradar a ouvidos inocentes.. que relatam o que aconteceu com Aquiles e outros príncipes antigos. E tão simples são os homens. parecer a ser efetivamente piedoso. Isto foi ensinado à socapa aos príncipes... e obedecem tanto às necessidades presentes. É que isso (ter um preceptor metade animal e metade homem) significa que o príncipe sabe empregar uma e outra natureza".. portanto. "Mas é necessário disfarçar muito bem esta qualidade e ser bom simulador e dissimulador. fiel. porém. integro. passivos: receber reconhecimento e aclamação receber provas de submissão a ordens. . sempre encontrará quem se deixe enganar". s/d. o que és realmente. ter o ânimo de. Como.muito melhor resultado administrativo que o obtido pelos príncipes que foram leais. dos animais.94-97). religioso. a primeira não seja suficiente. ed. Diz.. pelos antigos escritores. porém. 8.. pela boca da Loucura: "De fato. entregues aos cuidados do centauro Quiron.

Mineola. "civilizado". de Lívio Xavier. Modalidade dos meta-apetitivos objetivos e ativos. 1990 Erasmo de Roterdam . Trad.An internet resource developed by Christopher D. Ed. e também sem consciência de rudeza. Atena Editora. Trad. § 265) Motivação: o segredo do sucesso . consciência e controle do comportamento impulsivo e apetitivo racional segundo prescrições de uma crítica moral: contrariar impulsos em relação a objetos de prazer. Toronto. os outros seres devem estar naturalmente sujeitos. Comportamento polido. 5a. edição. 10. trad. Oliveira. 218 p.Ética a Nicômaco. São Paulo. Nietzsche. . (Nietzsche."Beyond Good and Evil . 1997. J. F. 167 p. Ontario.De Anima. Machiavelli. NY.inabalável de que a um ser como "nós". A alma nobre aceita o fato do seu egoísmo inquestionavelmente. de Paulo M. Univ. obras assistenciais. W. imagens. Atena Editora. jejuar. São Paulo. e têm que se sacrificar. movimentos.Elogio da Loucura. A. § 265) III. 11. 12. constrangimento ou arbitrariedade nesse particular. N. s/d.O Príncipe.se ela procurasse uma designação para isso haveria de dizer "É a própria justiça". Modalidade dos meta-apetitivos transacionais. 1948. 2001 " . Smith Bekker .. Comportamentos motivados por interesse social e moral. Trad. passivos: aceitar ser objeto de reconhecimento numa medida justa. Classics in the History of Psychology . arriscar a vida pelo outro. etc. criar símbolos. York University. Dover Publications Inc. ===== Bibliografia: Aristóteles . Modalidade dos meta-apetitivos objetivos e passivos: sofrer prova de resistência relativa a um ideal. de Helen Zimmern. de . Green. Trad. Modalidade dos meta-apetitivo transacionais. ativos: ação e reação dirigida sobre pessoas ou no interesse de pessoas com a preocupação de justiça e honradez: campanhas.Prelude to a Philosophy of the Future. Categoria dos meta-apetitivos 9. 1997. de Brasília. porém mais como alguma coisa que pode ter suas bases na lei primitiva das coisas . assumir riscos. .

(MOTTA. No âmbito profissional. o que resulta em autoconhecimento. e este como a atividade liberatória da autoridade e da concepção do dever. (. aceitação social.Atributo inato do homem. a motivação é um conjunto de fatores psicológicos que impulsiona os seres humanos a agirem de determinada maneira na conquista de objetivos e realização de ideais. Somente assim as empresas serão capazes de concorrer positivamente para a motivação e satisfação dos seus empregados.. Segundo Maslow. a melhora da auto-estima. O ambiente em que vivemos interfere na motivação. o desenvolvimento de relacionamentos motivadores. Ou seja. planejar. especialistas no assunto afirmam que quando as pessoas fazem as atividades que gostam elas são mais felizes e trabalham mais motivadas. quando satisfeitas. acreditava-se que trabalho e felicidade eram coisas incompatíveis. de reconhecimento. mais motivadas ficarão as pessoas que trabalham diretamente com esse grupo. de crescimento e valorização das habilidades voltadas para a empresa. o que. 2000:187) . Motivação chama motivação. Mas por que é necessário estar motivado? Segundo teóricos motivacionais. ela é estimulada de acordo com as prioridades internas de cada um e depende desse conteúdo particular. o trabalho restringe a autonomia e significa conformidade com necessidades primárias de sobrevivência e luta contra o ambiente no qual o homem vive. segurança. alegre e agradável. durando enquanto a necessidade interior não for suprida. aceitar desafios. "os indivíduos apresentam uma hierarquia de necessidades básicas que precisam ser satisfeitas e que se dividem em fisiológicas.. Para o psicólogo Abraham Maslow (1908-1970). quando concretizadas. segundo especialistas. Por outro lado. Há muito. planejando caminhos e traçando metas para o desenvolvimento próprio ou da empresa. pode ser a chave do sucesso Nessa linha. melhoria da qualidade de vida e dos serviços e aumento da produtividade. procurar solucionar problemas. proporciona uma sensação de satisfação e segurança nos indivíduos. Hoje. auto-estima e autorealização". "essas necessidades estão ligadas entre si numa escala de valores ascendente que. são grandes passos para uma vida motivada e valorizada que. quanto mais motivado estiver o grupo de convívio. os dirigentes deveriam procurar mecanismos para tornar o ambiente de trabalho em algo produtivo. que gera características próprias e individuais em níveis diferentes em cada pessoa. seja no campo pessoal. Manifestando-se em qualquer situação da vida. definir prioridades. ser otimista e estar aberto a mudanças. o cuidado com o corpo. autoconhecimento. ter iniciativa. o homem que vive em sociedade precisa e depende de outras pessoas para sobreviver. controle de sentimentos e emoções. O lazer autêntico envolve autonomia do indivíduo sobre o tempo a ele dedicado. profissional ou espiritual. essa força está relacionada às necessidades de trabalho. o desenvolvimento de atitudes positivas. A realização de uma atividade na qual o Profissional gosta é um dos caminhos para esse sucesso interior. atingir metas e objetivos. pois é através dele que se torna possível satisfazer grandes necessidades. o que gera nele um conjunto de necessidades. surtem no indivíduo uma grande sensação de bem estar".) O Trabalho era visto como o contrário do lazer. Porém é importante compreender que. assumir responsabilidades.

são proativos e. não é obra única e exclusiva da automotivação do indivíduo que. formalmente. quando comparamos com os resultados advindos deste trabalho. garantem seu sustento (necessidades primárias) e somam prazer nesta difícil equação a ser equilibrada. são infinitamente mais comprometidos com os resultados e com a organização. Existem inúmeras formas de uma organização estimular a satisfação com o trabalho. acima de tudo. tornar-se fiel ao "cumprimento" de atividades que. vem de dentro.Sabedores dessa disputa entre necessidades primárias (trabalho) e prazer (lazer). Empregados motivados e valorizados pelas suas empresas atraem outros bons e motivados profissionais. Não há sensação pior no trabalho do que perceber que toda vez que realizamos algo "diferente" do esperado. a motivação precisa ser constantemente estimulada pelas empresas. todavia. Na grande maioria dos setores econômicos. É uma miopia antiga e ferrenha que prima por mecanismos de controles complexos e repressores e não pela visualização dos resultados concretos e aferição de metas. com o tempo. não é um passo fácil. se essa busca pela motivação e satisfação é realmente desejada por toda a cultura da empresa. querem o melhor para a empresa. não significa. gradativamente. constantes e formais das organizações. todos já teriam feito. o modo como realizamos determinado trabalho não é tão relevante. Quando falamos em motivação. A motivação. A motivação. Medir os resultados e deixar os trabalhadores livres para criar. sem estímulos lícitos. buscam. demonstram de maneira inabalável a eficiência conquistada. Sem dúvida. mas. de deixar fluir boas relações individuais entre os empregados e suas tarefas. Estes. com total anuência. muito pelo contrário. pois sabem que o melhor da empresa será o melhor para o futuro deles. São valores que precisam estar absorvidos por toda organização. . por si só. com o tempo. como tal. Assim. ocorrerá a diminuição do gap entre motivação e satisfação em relação à obrigatoriedade de se realizarem tarefas (trabalho). Executar uma atividade de maneira diferente. possui inúmeros pensamentos conflitantes para lidar e resolver. melhores qualificações. realizá-la de maneira errada. indubitavelmente. portanto. resta saber. sobretudo. constantemente. Quebrar paradigmas e transformar a organização em uma instituição que realmente valorize o empregado é o primeiro passo para uma empresa que deseja efetivamente conquistar e desenvolver a motivação e satisfação de seus empregados. por tudo isso. os dirigentes devem se empenhar em produzir um ambiente organizacional propício para o desabrochar de atividades prazerosas. É uma dificuldade recorrente dos "gestores modernos" conseguirem conceber que existem outras formas e muitas vezes mais eficientes de se realizar determinado grupo de atividades. uma vez que atos isolados não surtirão efeito positivo. precisamos entrar nas fronteiras da relação individual com o trabalho. Cada empregado poderá. aniquilar o compromisso dos mesmos com a organização. sem dúvida. todo o ímpeto e desejo dos empregados poderá ser desperdiçado e. necessariamente. pois se o fosse. e sim. desagradando aos princípios e valores da empresa. Deste modo. Não se trata de tornar as empresas em grandes salões de festas. é justo pensarmos que a visão comum acerca do trabalho é de algo nada agradável. desenvolver novos métodos e facetas é um dos segredos do incremento da motivação no dia-a-dia. podemos estar infringindo alguma coisa e. Não investir nas pessoas e nas suas satisfações com o trabalho é o pior investimento que uma empresa pode realizar. no mesmo momento.

Motivação e necessidades O querer da vontade é sempre um querer motivado. e somente no longo prazo. o que. Vontade e motivação 1 . de tudo aquilo que. a partir do meu interior. Record. Por isso. é uma decisão dificílima abrir mão do foco puramente financeiro (lucros) em prol da realização de investimentos nas pessoas. A nossa vontade necessita de razões e motivos. devo perguntar-me: que considero valioso? É-o realmente? Somos seres que damos e nos damos. 2000. Há. sociais. 2 Motivação e valores . poderá trazer maiores lucros. mas também temos necessidades. pois. Motivação pode-se entender como o conjunto dos meus motivos. Dura desde o nascimento até à morte Descobre que as necessidades humanas estão organizadas numa série de níveis.Em verdade. quer dizer. a ordená-los ou hierarquizá-los. existem cinco níveis de necessidades: fisiológicas. Os valores são especificações do bem. a rectificar motivos torcidos (não rectos ou correctos). De menor a maior importância.afirma Maslow. uma estreita relação entre motivos e valores. Este processo é interminável.Mal uma das suas necessidades é satisfeita. me move a fazer (e a pensar e a decidir). aparece outra no seu lugar. do eu e de auto realização. Pode expressar também a ajuda que me presta outra pessoa para reconhecer os meus motivos dominantes. Rio de Janeiro: 11a edição. no longo prazo. segundo uma hierarquia de importância. Quantos empresários estão dispostos a deixar de lucrar hoje para lucrarem mais amanhã? Bibliografia: Motta. centrada nas necessidades. . a ter outros mais elevados. além de intelectualizado. de segurança. É muito conhecida a teoria sobre a motivação desenvolvida por Abraham Maslow. Um motivo é o efeito da descoberta de um valor. O homem é um ser indigente . Gestão Contemporânea: A Ciência e a Arte de Ser Dirigente. Paulo Roberto.

na motivação transcendente pelas que espera que a sua acção produza em outra ou outras pessoas presentes à sua volta. Destaca as intenções do sujeito. os fins que se propõe. Por outras palavras. nessa mesma medida se auto realiza. São três motivações que se encontram em todas as pessoas humanas. pela simples razão de que quanto mais o homem se esforçar por consegui-la. Esta diferenciação apoia-se na observação de que toda a acção humana se realiza num ambiente . Está muito relacionada. p. Se predomina a motivação extrínseca a pessoa está dependente. Frankl refere-se á meta última. das reacções dos outros e actua interesseiramente. as aspirações . pelas consequências que espera alcançar devido às reacções do ambiente. Esta não pode ser em si mesma uma meta. a auto realização não esgota as necessidades . com vontade humana. a partir das sua experiência de atrozes sofrimentos em campos de concentração alemães. Os motivos movem o ser humano pelas consequências que espera em virtude da acção executada. de certo modo. na motivação intrínseca pelo que espera que produza nele a sua própria acção. dando preferência à motivação intrínseca e à transcendente. 1986. a organização . mas a sua consecução produz desencanto ou frustração).e que gera consequências em três dimensões diferentes. que denomina respectivamente motivação extrínseca. se predomina a intrínseca.do ser humano. embora em proporções distintas. Pérez López distingue três tipos de motivações. O esquema da motivação humana de Pérez López tem muitos pontos de contacto com Frankl. . pois só na medida em que o homem se compromete no cumprimento do sentido da sua vida. podem motivar durante a sua busca. mais se lhe escapa.ou melhor. mas não são valiosos. A verdadeira meta da existência humana não se pode encontrar no que se denomina auto realização. Este esquema das intenções das motivações é muito interessante. se predomina a transcendente a pessoa actua pensando ou abrindo-se às necessidades alheias ou à melhoria pessoal dos destinatários da sua actividade. que o homem é um ser que procura sentido para a vida e que esta mesma vontade de sentido o sustém na existência. a auto realização não se pode alcançar quando se considera um fim em si mesma. portanto. intrínseca e transcendente. a pessoa pode decidir-se pela acção tendo em vista a sua melhoria pessoal. Este famoso psiquiatra viu com particular clarividência. porque não se centra tanto_ no que o ser humano sente como no que a pessoa quer. 109). os educadores podem ajudar os seus filhos ou aluno(a)s a elevar o nível dos seus motivos. como se pode ver na teoria da motivação de Victor Frankl. Na motivação extrínseca.Por outro lado. A procura e a consecução de metas têm um efeito motivador na medida em que são valiosos. (Quando o parecem. mas quando acontece como efeito secundário da própria transcendência (Frankl.por exemplo. Mediante a acção educativa.

Além disso. (Se alguém tentasse separá-los. se encontram. como também acontece. Nem sempre acontece assim. Logicamente.pela descoberta de um novo valor que a transforma (Polaino e Carreño. serão prioritários os valores humanos mais cultivados por ambos os cônjuges. l992.independentemente da reacção do seu ambiente e da sua própria satisfação pessoal -. aqueles que mais convenham. 75). encontrar-se-ia com uma verdade má e feia. numa família concreta com as suas circunstâncias actuais. Se os pais optaram por certos valores e se comprometeram com eles. o que implica uma maior liberdade e uma maior qualidade da motivação. ajudanos a descobrir os valores preferentes ou prioritários de cada pessoa. Abre-se não só às necessidades de outros. São três tipos de valores estreitamente relacionados entre si. ou quando os valores se confundem com os desejos ou as apetências de um ser humano. porque verdade. 3 Valores no âmbito da família Quando os valores prioritários são os valores ou bens materiais. e talvez sem relevo. Porquê? Porque a motivação humana remete sempre para valores humanos verdadeiros. a descoberta de verdadeiros valores humanos tem uma grande importância para a motivação da vontade humana. p. emergem de repente no nosso horizonte existencial. aos que fazem referência à verdade (valores intelectuais)..sempre que os primeiros sirvam os segundos e não ao contrário. com uma beleza falsa e má). uma vida rotineira. aos do espírito. mediante eles. um indivíduo pode acabar por ser. o âmbito vital da família. cada filho que vem ao mundo não tem de desenvolver a tarefa hercúlea e problemática de tratar de descobrir por que valores vale a pena arriscar a vida (ibidem). materiais e espirituais .e até invadida . ao bem (valores morais) e à beleza (valores estéticos). inclusivamente apesar da nossa resistência (.). chegar a ser aquilo que é: pessoa ser mais e melhor pessoa. Optar por certos valores significa escolher. para o desenvolvimento pessoal de cada membro e para a melhoria familiar. Mas nem sempre que se procuram.Quando uma pessoa se move por uma motivação transcendente significa que se abre às necessidades alheias . entre os melhores. com um bem feio e falso. Há algum âmbito onde a descoberta de valores seja menos difícil ou mais provável? Em primeiro lugar. pode sentir-se sacudida . considerando a proporção em que entram cada uma destas motivações.. Também é verdade que às vezes. Um dia qualquer. Por sua vez. bem e beleza são os termos inseparáveis de um trinómio. Como descobrir estes valores? Cada qual deve tomar a iniciativa de os procurar porque lhe são muito importantes: são os elementos que aperfeiçoam o próprio ser. Comprometer-se com uns valores e organizar a vida familiar em função deles supõe . A descoberta de valores corresponde aos imateriais. como também à sua melhoria como pessoa. como ocorre em amplos sectores da sociedade actual. podemos avaliar a motivação de uma pessoa para uma acção.

a conduta de cada filho estará motivada desde o principio. na laboriosidade.que lhe sirva de orientação (ibidem). Deste modo. há-de comprometer-se também nas escolhas que faz e que.tê-los interiorizado profundamente. Estes valores familiares descobertos na convivência do lar paterno. quase sem dar por isso. com bom humor. se deve admirar. Isto será tanto menos difícil para os pais quanto mais cedo façam da sua família um museu vivo de valores. Penso. na amizade e noutros valores humanos. os pais têm de preparar essa fase de referência . uns valores que anteriormente assumiu e integrou.). sob esta perspectiva.através do seu comportamento . Será menos difícil também a sua adolescência. tem já. em tantos filhos desmotivados antes e durante a sua adolescência. aparece-nos como um museu vivo de valores. Desenvolve . como em depósito. E não porque os pais pendurem os valores nas paredes.nenhuma criança inicialmente os questiona. sabendo sorrir habitualmente. obviamente. Precisamente. na generosidade. por contraste. um dado irrefutável. serão atractivos para os filhos e contagiosos. E também estarão presentes estes valores na conduta dos filhos. além de os viverem e de os fomentarem. Em consequência.como efeito de descoberta . na medida em que cresce.com. Os valores familiares constituem. Mais tarde sim. emerge e amadurece a sua liberdade pessoal. por isso. portadores de valores. quando o quadro de referência e um mínimo de normas e costumes tenham sido parte importante do seu ambiente familiar acolhedor desde a primeira infância. a sua vontade estará motivada. pelo contrário. quando os primeiros responsáveis da família não se propuseram ou não souberam criar este a ambiente familiar cimentado na sinceridade. quando os pais. promovem e mantêm vigentes algumas normas e costumes familiares que mostram a presença viva destes valores preferenciais.em famílias cristãs não são só valores naturais. vividos pelos pais.. no respeito confiado. na compreensão exigente. p. Os valores familiares . como se se tratasse de um quadro que. com naturalidade e com graça.. no optimismo.br Psicólogo na Indústria e Comércio de Biscoitos Festiva em São Paulo. de irmãos de diferentes idades. que vai unido ao comportamento diário dos pais (ibidem. contagiados ou emprestados pelos seus pais. Só assim serão capazes de os pôr de moda na sua família. quando os filhos são ainda muito pequenos. na gratidão.em motivos. Esses valores. Oliveros Otero O poder da liderança para a liberdade Armando Correa de Siqueira Neto selfpsicologia@mogi. são sempre muito pessoais(. na lealdade. sendo eles próprios. A família. 76). porque. quase com cunho testemunhal. traduzem-se . quando o filho adolescente ou o filho jovem dá prioridade a alguns valores como fundamento para apoiar a sua vida. nas relações diárias de pais e filhos. na disponibilidade. passivamente. mas também valores sobrenaturais . para os seus filhos.

Ao imaginar uma formação vertical ascendente. cada vez mais elevadas. Eles não querem dizer. influência. Isto é confirmado em Siqueira (2003). se observarmos ao nosso redor. O que falta. domínio e soberania variam de acordo com a escala. observam-se . A evolução transporta o ser humano a condições. variará o caráter individual com relação ao seu emprego. de acordo com Michaelis (2000) 1 Conter-se. na convivência social. 4 Governo de um Estado. Em outro extremo. em sua maioria. poder significa: 1 Ter a faculdade ou a possibilidade de. bem sabemos. é a consciência a respeito. nos encaminhar a comportamentos de abuso do poder quando as circunstâncias assim demandarem. 5 Meios. O poder é um instrumento a serviço do desenvolvimento humano. É bom lembrar que a nossa enorme imperfeição poderá. Numa breve investigação. A sua personalidade determina. as suas formas existentes. recursos. A julgar pela variedade de palavras que significam poder. em escala. encontra-se o poder impositivo. de manifestar o poder. E.. Nesta variação compreendese a limitação ou a magnitude que alcança o poder. encontraremos a negação. domínio ou influência para. quer dizer 1 Que tem poder ou exerce o mando. 3 Posse. Tendo em vista estes conceitos sobre poder e liderança. soberania. violento. poderoso. taxativamente. Fosse um pequeno clã ou um império. dessa proposta”. em alto grau. Apenas o exprimem de acordo com a situação. exerceram domínio de forma atroz. oportunamente. paciência. a influência. Um grupo de pessoas. valores e educador-líder.trabalhos e palestras com Psicologia Preventiva e eventos educacionais. em boa parte. Tal é a busca constante por ele. o tipo de poder a ser empregado. líderes. Os termos autoridade.) embora este autoconceito seja simpático do ponto de vista da vaidade e da auto-estima. liberdade.. que seja uma coisa ou outra. 2 Ter autoridade. é possível distribuir. 2 Império. Outros empregaram a sutil influência quando dominaram. 1 Autoridade. elemento inerente ao seu crescimento. então. 2 Estar bem por cima de. domínio. Ainda. Então. [versão para impressão] Conforme Michaelis (2000). vencer as próprias paixões. quando declara: “imaginamo-nos altamente capacitados no reino da razão (. nossa atenção para alguns líderes que utilizaram o ato de influir sobre os seus seguidores. Quem exerce o grau de poder encontrado na escala variável é o ser humano. 2 Que tem poder físico ou moral. 2003 Idioma: Português do Brasil Palavras-chave: Líderes. Na história. lançaremos.

Martin Luther King (19291968). Cabe ressaltar que os dois grandes líderes foram influenciados por um terceiro homem: Henry David Thoreau (1817-1862). Gandhi (1869-1948). em harmonia com a natureza racional e própria do homem. Nos movimentos realizados por Gandhi e King havia muitos seguidores. que Deus quis realizar no mundo. possibilitou mudanças fundamentais relacionadas às questões raciais. quando tinha dezenove anos. Esta atitude ficou conhecida como resistência passiva. Porém. Alguns dias após o assassinato de King. Entretanto. há o aspecto natural e a necessidade do controle para uma convivência social (Estado). também. Thoreau chegou a permanecer preso por uma noite. e sim da necessidade racional da divina essência. uma essência que o favorece quanto aos pensamentos e atos relacionados à justiça e o bem da espécie. essencial. foi ordenado pastor batista. É nesse ponto que a reflexão deve ganhar espaço e ponderar sobre liderança e poder. pois. Os protestos tinham grande vulto.semelhanças e congruência na forma de pensar e agir. Ainda que soubessem dos perigos que os rondava. A tônica que permeava a forma de ser de ambos estava centrada nas ações sociais não-violentas. As suas manifestações ganharam vulto crescente. a proibição da segregação em transportes públicos. apesar das dificuldades? Encontra-se nos dois os símbolos de liberdade e justiça. o presidente Lyndon Johnson assina uma lei acabando com a discriminação social nos Estados Unidos. No desenvolvimento humano encontramos algumas concepções a respeito das etapas evolutivas do homem. Em seguida cursou pós-graduação em Boston. Afinal. por exemplo. Aquino (1996) afirma que a ordem moral. Inseparável da natureza humana. Luther King. escritor e naturalista. tal como em Gandhi. Gandhi e Luther King. filósofo. Não obstante. as atuações pacíficas provocaram o triste fim àquele que era averso a violência. Como descrito em Hobbes (2002). . conseguiu da justiça. tal como em Thoreau. pela independência da Índia. Isto é. Desta sorte. a ordem moral é imanente. que é uma determinada imagem da essência divina. agir moralmente significa agir racionalmente. Seus estudos o levaram a se aproximar das idéias daquele que o influenciaria: o indu Mohandas K. o que existiu nestes líderes. a ponto de mover tantas pessoas a favor de suas ações. cuja dominação inglesa tornava a vida do povo bastante explorada. em lugar de pagar os impostos a um tipo de governo que admitia a escravidão. não depende da vontade arbitrária de Deus. Em 1948. Movimentos pacíficos que atingissem resultados sem qualquer intervenção violenta. existe. transportada para seu ensaio “Desobediência Civil”.

através de servir o outro. Uma combinação de sucesso. mas. nas suas variadas formas. forma e poder de um estado eclesiástico e civil. E este modelo de liderança resulta em possibilidade de se atingir objetivos. apesar do poder usado no controle social descrito em Thomas Hobbes. Sejam da grandeza que for. Repele o cerceamento. o poder de influenciar seus seguidores por meio da razão paciente. Gera o crescimento e mantém a limitação distante. 2002. o exemplo vivo do que se acredita. É a favor da liberdade. somada à motivação que se estabelece em cada pessoa que integra o movimento de idéias e ações. evidenciaram a existência de um tipo de poder possível na liderança. HOBBES. no caso deles. Esta serventia age por meio de formas mais brandas para o exercício da expressão humana. Gandhi. fostes chamados à liberdade. os dois líderes tinham algo que fortalecia as relações com aqueles que os seguiam: a consistência e firmeza dos propósitos. 1996. se pleiteia e mantêm-se firme a eles.Ao estudarmos a personalidade de Gandhi e Luther King. Mas não useis da liberdade para dar ocasião à carne. Quem educa com o propósito de ajudar o ser humano a criar a própria chave da libertação é digno de servir como mestre. Luther King e outros líderes pacíficos trouxeram ao mundo o sabor da conquista sem a imposição que limita. Como se não bastasse tal poder. O Leviatã ou matéria. sobretudo. gerar liberdade. A sua postura é bem clara quanto aos valores que defende e expressa a respeito do desenvolvimento e autonomia. demonstra servir com sabedoria. Respeita as características individuais do aluno. Referências AQUINO. São Paulo: Nova Cultural. A expressão clara dos valores internos. Encontra-se em Gálatas 5:13 “Porque vós. encontraremos. O educador-líder que vê no conhecimento a chance de tornar o educando um ser livre em sua construção de conhecimento. Ao contrário. Vemos ai a sabedoria de um tipo de liderança que age estimulando parte de nosso ser em potencial. Em suma. Parece. não apenas essa essência virtuosa presente. e. Tomás. É um convite ao desenvolvimento de certas capacidades presentes na espiral da evolução humana bem observadas por Tomas de Aquino. irmãos. Tomas. antes pelo amor servi-vos uns aos outros”. pacíficas. da visão e missão contidas em seus comportamentos. existir uma influência ainda anterior aos pensadores aqui descritos. Aquele que estimula o seu próximo a refletir sobre o conhecimento e a liberdade realiza um trabalho de grande alcance. Seleção de textos. Sumaré: Martin Claret. .

Em seu livro Desafios da Liderança eles citam as 5 práticas: 1. principalmente. A revolução provocada pela internet está fazendo diminuir sensivelmente as vendas em local físico. perdem lugar para as informações pulverizadas.br. disponível em: www. o processo de convencimento é árduo e muitas vezes desgastante. As mudanças no mundo e nas empresas leva-nos à constatação de que encontramo-nos em um momento de transição de um tempo que está acabando e de outro que começa. têm que ceder espaço a novos modelos mais eficazes. LIDERANÇA E NEGOCIAÇÃO Eraldo Consultor do Instituto MVC Meireles Quando se fala em Liderança. em busca dos resultados de sua unidade. Nesta hora revelam-se os verdadeiros líderes. é sua capacidade de negociar. 5. 2000. 4. Desafiar o Processo. Acesso em 27/10/03. quando falamos de líderes. E este não muda como mudam as peças. São Paulo: Companhia Melhoramentos. Se não. A estes principalmente não pode faltar o grande atributo da liderança: saber negociar! Segundo os consagrados autores Kouzes e Posner a "Liderança é um conjunto de práticas observáveis que podem ser aprendidas". Internet. Inspirar uma Visão Compartilhada. Conhecer ou mesmo treinar habilidades não basta para que o ser humano se disponha a mudar. nenhuma dessas práticas pode ser imposta. Enfim. As informações centralizadas. Estruturas hierarquizadas são substituídas pelas matriciais. quando todos sabem que é necessário "fazer o que é preciso". . SIQUEIRA. os vínculos burocráticos perdem sentido diante dos vínculos empreendedores.Capacitar os Outros para Agir. com o principal agente de todas as mudanças: o ser humano. até então um símbolo do poder. Armando Correa Neto. em favor das vendas cada vez mais significativas em "local virtual". cargo ou contexto em que esteja atuando. de chefia ou que detêm algum poder formal nas estruturas hierárquicas. as relações formais cedem lugar às informais. vejamos alguns exemplos. Todas estas mudanças batem de frente com necessidades e valores enraizados.com. obedece quem tem juízo" . Ora. Referimo-nos a todos que precisam obter resultados com/e por intermédio de outras pessoas. não estamos nos referindo apenas àqueles que exercem funções gerenciais .psicopedagogia. as máquinas ou seus componentes. já tem pouco valor o "manda quem pode. os antigos modelos mentais. logo ressaltada. quando todos são envolvidos nos processos de comunicação dentro das empresas.Modelar o Caminho. uma das primeiras e mais importantes atribuições do líder. com um "status quo" estabelecido e. 2. A função do educador frente à construção do conhecimento científico. independentemente de sua posição. E. Cada um cuidando de seu pedaço. perde importância diante dos resultados maiores da Empresa. responsáveis por comportamentos e atitudes que já não funcionam.Encorajar o Coração. 3.MICHAELIS: minidicionário escolar da língua portuguesa.

a mudança resultante deste tipo de trabalho poderá apresentar regressões futuras dependendo da natureza da organização. o que ocorre é a verificação de traços de eficiência de liderança. eficiência do grupo e que um alto nível de eficiência do grupo pode ser obtido com bons líderes. Não podem ser impostos. Lideranças e as funções de grupo A insatisfação com a abordagem dos traços provocou o aparecimento de uma interpretação da liderança que acentua as características do grupo e a sua situação. O conceito de eficiência de liderança se baseia no fato de que as características que colocam um indivíduo em posição de liderança podem ser bem diferentes das que o tornam um líder eficiente depois de estar no posto.). Traços de personalidade e eficiência de liderança Não existe comprovação de que traços de personalidade específicos garantem a liderança.Dinâmica de Grupo Capítulo 25 Em geral parte-se de algumas suposições para o entendimento da liderança como por exemplo moral. Reconhecer as Contribuições e até Comemorar as Pequenas Vitórias são comportamentos ativos que exigem pré-disposição e convencimento íntimo. Neste caso a influência do ambiente é mais poderosa do que a informação recebida em treinamento. Pesquisa apontam que o comportamento de grupos se mostra diferente diante de lideranças diferentes. e tais atitudes terão mais possibilidades de consolidar se há um grupo que exerce apoio mútuo. Partindo do conceito de que liderança é a realização de atos que auxiliam o grupo a atingir seus resultados desejados. Em situações de treinamento onde determinada atitude é estimulada. realizar menos controle. Sobretudo um bom Líder é aquele que favorece as boas relações.delegar mais autoridade. apresentação. realizar movimento em direção aos objetivos. podemos entender que os atos que se associam a funções do grupo são: auxiliar o estabelecimento de objetivos do grupo. Observa-se que supervisores mais eficientes são capazes de diversificar papel (planejamento. promover maior coesão no grupo. embora existam algumas situações que ilustram por onde passa a liderança eficiente. A eficiência de liderança se relaciona a adequação e neste sentido é necessário considerar características pessoais e tipo de função. os verdadeiros líderes são capazes de se transformar em "agentes de resultados" tão necessários nestes tempos de mudança cada vez mais rápidas e que exigem inteligência Liderança e Realização de Grupo De: Cartwright/Zander . se elas não estiverem convencidas do valor destes comportamentos? Dar o Exemplo.Como impor às pessoas uma "uma busca de oportunidades desafiantes ou a assunção de riscos" sem que eles estejam dispostas a isto? Como fazê-las colaborar ou compartilhar informações. A eficiência de liderança se mostra principalmente quando o líder é sensível as transformações de seu grupos e flexível na adaptação de seu comportamento a novas exigências. aliadas às boas técnicas de negociação. mas podem e devem ser negociados! Usando suas habilidades pessoais. O que nos faz pensar que a cada nível .. observar a qualidade da interação. permitir coesão..

aumenta a interdependência. A liderança é vista como um ato ou atos que qualquer pessoa pode apresentar em diferentes graus e não algo que se tem ou não. Para identificar a liderança dentro desta perspectiva é necessário considerar: 1.Manifestam comportamentos como iniciar a ação.Realização de algum objetivo -. desenvolver plano de ação. os valores do grupo em determinado movimento 2. por outro lado líderes pontuam a dificuldade em atingir equilíbrio. ações dos membros que contribuem para o fato. alguém que insiste para a realização e outro que satisfaz às necessidades sociais/emocionais. no enfoque do autor compreende-se poder como a capacidade de influenciar pessoas. As 2 idéias mais importantes dentro desta concepção são: 1. a adequação de tais funções para realizar tais estados 3. Liderança e Poder Sempre se compreendeu liderança através da posse e do exercício de poder. desavenças. objetivos. em outros poderá estar levando um grupo a fugir de uma tarefa. Para o autor é importante enfatizar 2 tipos de funções 1 . provavelmente um líder emerja (subsistemas: comportamento. decide Principalmente em pequenos grupos é bem perceptível a distinção. manter atenção dos participantes. uma determinada função pode ser realizada por vários comportamentos Ex. A liderança é uma função de grupo que aparece e se caracteriza de acordo com a tarefa/objetivo que o grupo precisa atender.de processo de um grupo. controle de impulso. apresenta estímulo.Manutenção do grupo -. Pesquisa mostram que a satisfação de grupos é maior quando encontram lideranças que representem as duas funções.: a brincadeira por exemplo. normas. valores) Funções da liderança no grupo Ações que auxiliam o grupo a realizar seus estados desejados são funções de liderança. qualquer membro pode ser líder. Pensando que o ato de liderança contribui para uma função de grupo. pois é capaz de realizar ações que estão a serviço de uma função do grupo 2. Para a psicanálise as funções de liderança se dividem em: formação. catexis redução de culpa. pode ter a função de aliviar a tensão do grupo em determinado momento. introjeção de superego. manutenção e perturbação do grupo através de mecanismos como identificação. disponibilizar informações 2. De qualquer modo o objetivo ou tarefa de grupo exerce influência na natureza do comportamento de liderança que provoca. esclarecer questão.Mantém agradáveis relações. emoção. e esta contribuição envolve a manifestação do comportamento de outras .

Pensado a respeito da relação de poder com o ato de liderança. Apesar da liderança ser uma característica muito apreciada e exigida pelos agentes empregadores. referência (identificação) 5.pessoas. mas não tem poder social adequado (apoio de outras autoridades) a liderança não atinge índices tão altos. especialista (avaliação-conhecimento) 4.das bases de poder é a que provoca maior resistência 3. A utilização inadequada tende a reduzi-lo. aliás. Eu penso. Consciência da necessite da função 2. Necessidade de realização 7. Sentir-se capaz de realizá-la 3. legítimo (valores aceitos pelo grupo) LIDERANÇA Introdução A arte de saber delegar é cada vez mais uma necessidade dentro de uma organização. . o poder para exercer o ato de liderança esta baseado na aceitação ou permissão que o grupo da para que tal aconteça. nomeadamente no que se refere à sua gestão. Bases de poder: 1.provoca menor resistência e maior atração 2. Grau de interdependência do grupo ( aumenta a responsabilidade) 4. Liderança e determinantes de iniciativa por um membro de grupo 1. saber delegar contribui de alguma forma para a liderança. que. coerção (desobediência/castigo) . O que é delegar? O que é liderar? São algumas questões cuja resposta é múltipla e para a qual eu espero contribuir com este trabalho. Confiança em suas opiniões 6. ela está de certo modo relacionada com a delegação. pode-se dizer que a importância da posse de poder para a liderança efetiva esta na sustentação. recompensa (ganho). Sede de Poder (neste caso o indivíduo esta atuando em prol de sua necessidade e no do grupo) Liderança e poder A liderança ou o ato que atende a função do grupo terá mais eficiência quanto maior seu apoio em uma base de poder (capacidade de influenciar pessoas). Sentimentos de valor e aceitação do grupo 5. se um líder tem um traço de personalidade específico.

“atividade de gestão que através da comunicação e motivação do pessoal.desempenhar o papel de líder quando tudo está bem é fácil. .A liderança e a delegação situam-se em determinados pontos da gestão de uma organização." Os Líderes Devem ter: · Visão e valores · Integridade · Vontade de assumir riscos Devem ser: · Agentes de descentralização · Agentes de mudança A liderança como um teste: .necessário ter visão e valores bem enraizados e consistentes. . tal como mostra a figura seguinte: Que é Liderar? O conceito de liderança tem vindo a evoluir ao longo dos tempos. . levando a abordagem da liderança para outros âmbitos e outros grupos. Nos anos 20 o sociólogo Max Weber identificava líderes burocrático detentores de patrimônio e carismáticos. Nos anos 40 houve um forte desenvolvimento nestes estudos com o apoio do exército do EUA que os utilizaram na seleção dos seus oficiais e nos anos 50 muitos outros estudos surgiram nas ciências comportamentais.resposta adequada nas situações de crise. onde aí é que se vê até que ponto os líderes são bons. pior é quando começa o "tiroteio". para que as pessoas ganhem confiança em si. leva este a realizar as atividades necessárias para atingir os objetivos da empresa.

Edward de Bono desenha a liderança do seguinte modo: (mostrar o desenho do líder) O líder toma a iniciativa. em que este tem mais responsabilidades . podendo no entanto haver líderes intermédios. um pouco talvez por conhecer mais sobre o campo em debate específico.. TEORIAS SOBRE LIDERANÇA Warren Bennis "um bom gestor faz as coisas bem. emerge com uma idéia que é seguida pelos outros. deve-se deslocar pelo seio da organização tentando mostrar sempre um ar simpático. enquanto um bom líder faz as coisas certas" John Adair "as capacidades de liderança podem ser adquiridas através do treino" John Kotter "as capacidades de liderança são inatas. conseguir-se libertar das dificuldades. enquanto que numa liderança participativa existe uma maior independência e liberdade de ação pessoal. embora todas as pessoas devam ser encorajadas a ser líderes" TIPOS DE LIDERANÇA No quadro 1 podemos verificar os tipos opostos de liderança: a liderança autoritária e a liderança participativa. Assim com uma liderança autoritária (mais à esquerda) o líder normalmente toma as decisões e anuncia-as. Possivelmente dominou o encontro desde o início e apenas esperava a oportunidade certa para avançar e defender a sua idéia. Os outros seguem-no vigorosamente.Um líder não pode ficar circunscrito ao seu gabinete. Deve ter classe e carisma.

Participating. pois crescem na capacidade e motivação. etc. Segue-se uma fase em que se deve dar mais apoio para que estes continuem encorajados nas suas tarefas . O estilo Delegating será indicado quando se têm empregados mais confiantes.Telling.. variando conforme a maturidade (de responsabilidades) dos empregados e a sua experiência. Nos pontos intermédios. Quando os empregados começam a procurar novas responsabilidades. o estilo de liderança será . em que estes têm de ser instruídos nas suas tarefas. . pois necessitam menos apoio e encorajamento.Teoria Situacional da Liderança. Normalmente ao início dos empregados numa organização o comportamento por parte do líder mais adequado deve ser . auto-direcionados e experientes. por ex.nas tomadas de decisão e mais conhecimento para enfrentar os problemas. o gestor pode começar por tentar "vender" as suas decisões.Selling. A liderança tem de ser dinâmica . Quadro 1 O quadro 2 (comportamento do líder) mostra a seqüência das formas e estilos de liderança mais adequadas na evolução do pessoal .

resolveu usar do porteiro para algumas dessas tarefas. "Delegar é conferir a minha autoridade a outros" . de certeza que ele o descarregará nesses dias. naturalmente. Se disser ao porteiro: "-Descarrega o lixo às 3ªs e 5ªs feiras". querendo manter o seu hotel bem limpo. vai verificando a necessidade de o descarregar em qualquer dia. ele se for responsável. mas é ele quem decide. mas se disser antes: "-Descarrega o lixo conforme seja necessário".Quadro2 A ARTE DA DELEGAÇÃO Imagine que é gerente de um hotel e que. conforme a necessidade (até lhe podemos ensinar algo sobre gestão de tempo).

por vezes a delegação vista por quem delega pode diferir da delegação vista por quem é delegado. (desenho da delegação) -É necessário conseguir transmitir o nosso objetivo a uma pessoa o melhor possível. Fornecer acesso total e rápido à informação relevante. . A DELEGAÇÃO VISTA POR QUEM DELEGA Um pouco como em tudo.tem a autoridade necessária para satisfazer o pedido (ou então que lha concedam) ."o objetivo da delegação é conseguir que alguém faça uma tarefa. deve-se certificar que a pessoa: .compreendeu o que foi pedido.   b) a grande ajuda dos sistemas de informação distribuídos para a disponibilização da informação. * as fontes de informação a recorrer. criei um para a delegação. É necessário que esta chegue ao objetivo da forma mais eficaz.   a) Encontros entre quem delega e quem foi delegado para irem trocando idéias sobre o que se vai passando. por parte do pessoal. sem ter de a acompanhar permanentemente. de Bono. É da responsabilidade de quem delega comunicar as coisas de uma forma clara: * as cautelas a tomar. No entanto quem delega deve ter em atenção determinados pontos.Saber como satisfazer esse pedido. tendo para isso poder de decisão e autoridade" Quando se delega algo a alguém. Um pouco à semelhança dos desenhos do Sr. .

pedindo explicações de tudo o que ele faz. Delegar gradualmente.   a) Começar por tarefas adequadas a cada pessoa. para que a pessoa dedique algum tempo a pensar e a decidir algumas coisas antes do encontro. e ajudá-lo caso necessário. i) Se ela estiver errada.Quando se delega (dar autoridade aos outros) fica-se sem controlo?   a) NÃO. Resultados e responsabilidades na delegação.     b) Existem umas com mais e outras com menos experiência e autoridade.   c) A idéia é que a pessoa aprenda sempre com a tarefa delegada. .   b) Mas não andar sempre atrás dele. porque estamos a treinar pessoas segundo um critério nosso.   b) Deve-se marcar encontros. para depois conseguir motivações nela para desempenhar tarefas a delegar de maior responsabilidade. e a pessoa ficava desmotivada   c) Barreiras e comentários:   i) "Eu posso fazer melhor…"   ii) "Eles não conseguem fazer. a) Não se pode delegar da mesma forma todas as pessoas.   b) Assim as pessoas acabam por praticar um controlo que é o meu estilo.   b) Se apresentamos uma tarefa difícil e assustadora . Deve-se primeiro conhecer as pessoas. pois podemos acabar por nos envolver na tarefa delegada o tempo inteiro. não têm capacidade suficiente. ao nosso estilo e forma de pensar. pode-se sentir perseguido.   a) Implica ir pondo um olho de vez em quando no seu desempenho. deve-se lhe dar os parabéns e aproveitar para sugerir algumas modificações.     ii) Se ela estiver quase certa.   a) Deve-se evitar a total disponibilidade.   iii) "Demoro muito tempo a explicar-lhe" Ganhar confiança na pessoa delegada. além de que cada pessoa tem a sua maneira de ser. Disponibilidade para com a pessoa delegada. aquele que me permite controlar. que a pessoa não se sentiria segura para a resolver. deve-se explicar calmamente porquê. ela podia não ser feita.

sendo ótimo que fosse a pessoa que errou a encontrá-la. Deve-se evitar ataques pessoais do estilo: "Foi uma autêntica bobice que fizeste…"   c) Assegurar que a pessoa :   i) Compreendeu o problema.   ii) Sente-se segura para o enfrentar. e para que se fique com mais tempo livre para outras tarefas.   b) As falhas devem ser detectadas quanto antes de causarem grandes problemas.   iii) Pense em procedimentos para evitar nova ocorrência. porque o problema também é de quem delega. Depois de tudo delegado.   b) Áreas onde se tenha experiência. o que sobra?   a) É muito importantes e necessários controlar as tarefas delegadas. e não como nós a pensamos. Quando ocorrem erros?!   a) Primeiro deve-se enfrentar o problema pensando numa solução. para que se possa explicar bem as tarefas a delegar. as responsabilidades pessoais são algumas:   i) de motivação   ii) de treino   iii) de organização   hiv) de repreensão   v) de promoção   vi) … .   b) Em seguida deve-se analisar as causas.  a) Devemos ter consciência que a tarefa delegada pode ser efetuada de diversas maneiras.   b) Mas há tarefas que não podem ser delegadas.   c) Delegar para que outros fiquem mais experientes. e ajudar o desenvolvimento do pessoal no seu exercício de autoridade. em vez de pensar nas causas. O que se deve delegar?   a) Deve-se começar por considerar as atividades que eu fazia antes de ser promovido. e onde possa avaliar também se as tarefas estão ser bem ou mal executadas.

desde objetivos resultados a atingir. para verificar e analisar a qualidade do trabalho antes de o entregar. Feedback   a) reúna com o gestor para o informar das suas atividades. ou podemos sugerir idéias. Ordens contraditórias   a) certificar-se de que tem autoridade. tudo o que tem de realizar. Maior responsabilidade   a) feedback positivo para o gestor para este lhe delegar funções de maior responsabilidade. possivelmente até contrárias. .A DELEGAÇÃO VISTA PELO DELEGADO O que deve ser feito?   a) compreender muito bem toda a tarefa. Quando deve a tarefa ser concluída?   a) existem prazos   b) possíveis problemas que podem atrasar   c) gestão de tempo Prioridade nas tarefas Informação adequada   a) preocupação de obter toda a informação necessária. caso apareça alguém lhe dar outras ordens. para certificarse se está tudo a correr bem. Qualidade   a) crie o seu próprio controlo de qualidade. Qual o seu grau de autoridade?   a) até onde vai a sua autoridade e responsabilidade Como deve ser realizada a tarefa?   a) a tarefa tem de ser obrigatoriamente realizada de uma determinada forma.

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