REFLEXÕES SOBRE O TIPO EM ALDO ROSSI

Isadora Luz
Proarq-UFRJ

“Every

project,

as

a

complete

work,

is

necessarily a synthesis of multiple elements.
Furthermore, in art and technique (and therefore
in our craft, architecture) the completed work has
its own strange and personal life, like a strange
and personal Fortune.” Aldo Rossi

RESUMO
Sobre influencia das ideias racionalistas do Iluminismo francês, desde o século XVIII
sentiu-se uma necessidade classificatória que atingiu também o campo arquitetônico.
Inicialmente o tipo foi utilizado por François Blondel em 1771 no catálogo para o curso de
arquitetura ministrado na Academia Francesa (FEFERMAN, 2009, p.56). Posteriormente
a ideia de tipologia persistiu por toda a história da arquitetura, intensificando discussões
em cima do conceito de tipo que passou por constantes alterações em sua definição e
aplicação na concepção arquitetônica. O presente artigo visa levantar o conceito de tipo
segundo o arquiteto italiano Aldo Rossi e refletir sobre sua aplicação na concepção do
projeto arquitetônico, verificando seu caráter de aplicação.

INTRODUÇÃO
A invenção tipológica fez com que houvesse uma independência da história. A
arquitetura passava a existir não mais pela tradição, mas pela consciência das suas
possibilidades técnicas e artísticas. O tipo passa a dar apoio às composições que são
livres das influências e definições culturais. Com o movimento moderno novas noções de
tipo e tipologia foram adotadas, baseadas em princípios estéticos, funcionais e técnicos.
(FEFERMAN, 2009, p.67).
Ao longo dos anos 60, os arquitetos italianos Aldo Rossi, Carlo Aymonino,
Giancarlo De Carlo, Vittorio Gregotti e Giorgio Grassi, formaram o grupo autointitulado de

139). especialmente com seu livro A arquitetura da cidade em que ele levanta a necessidade de criação de uma ciência urbana. também conhecido como Escola de Veneza. (MONTANER. 2007. Mas o tipo não pode ser . p. Ernesto Nathan Rogers arquiteto diretor da revista Casabella Continuità influenciou uma geração de arquitetos inclusive os da Escola de Veneza que nela passaram a expor suas ideias. (MONTANER. p. e a morfologia urbana um instrumento. 2001. tentativas de relacionar a arquitetura e cidade e a busca por reformular o pensamento arquitetônico com base na própria disciplina. tornando esta publicação o veiculo responsável pela divulgação dos então considerados neo-racionalistas.La Tendenza. Esta reformulação teórica baseada na própria disciplina visou buscar uma aproximação com fatores históricos. A forma constitui um conjunto de dados empíricos que podem ser estudados através de observação. a arquitetura poderia restabelecer sua contribuição operativa. No momento de reconstrução da Europa pós Segunda Guerra o pensamento moderno já passava por constantes revisões a partir das suas práticas. surgiam muitos questionamentos a partir do abandono da cidade tradicional e o surgimento de novos tipos e novas estruturas que nem sempre correspondiam as expectativas de quando foram idealizados. ligado a forma e ao modo de vida. havendo uma necessidade de uma nova teoria capaz de explicar a continuidade formal e estrutural da cidade antiga. (ROSSI. O TIPO EM ROSSI A influência do estruturalismo em Rossi se manifesta no conceito de tipologia por relacionar a estrutura espacial do edifício dentro da trama da cidade e não reduzir-se a questões funcionais ou construtivas (MONTANER. o tipo ilumina a compreensão da estrutura da cidade. Aldo Rossi foi um dos principais protagonistas deste momento. O conceito de tipo como fundamento da arquitetura é utilizado na análise arquitetônica e na concepção projetual. pois somente partindo de seu conhecimento e da análise da dimensão urbana. a arquitetura como construção da cidade no tempo. Para Rossi. 1995. A cidade para Rossi é entendida como uma arquitetura. a forma parece resumir os fatos urbanos e suas origens. 2001.139). Neste caso. p. p.13). Suas ideias continham referencias históricas. Podendo assim dizer que neste caso.103). a única forma concreta com a qual podemos encarar a realidade mais complexa dos fatos urbanos. o tipo vai se constituindo de acordo com as necessidades humanas e aspirações de beleza.

Rossi tem como referência a definição de tipo e modelo de Quatremère de Quincy: “A palavra „tipo‟ não representa tanto a imagem de uma coisa a ser copiada ou imitada perfeitamente quanto a idéia de um elemento que deve. 1995. “A tipologia é a ideia de um elemento que desempenha um papel próprio na constituição da forma e que isso é uma constante.” (ROSSI. p. Rossi assume que somente com a cópia e imitação do modelo não haveria arquitetura e que o tipo é uma constante. 1995.) (QUINCY. é um objeto que se deve repetir tal como é. ele mesmo. pelo contrário. Portanto é impossível apreender a cidade sem apreender os elementos que a constituem. com proposições deriváveis uma da outra. (ROSSI. aspecto último da estrutura. um objeto. p.55).25). “Penso. a cidade que confere critérios de necessidade e de realidade a casa arquitetura.. o modo constitutivo da arquitetura que está presente no modelo e em todos os fatos arquitetônicos.identificado como uma forma. mesmo que todas as formas possam ser redutíveis a tipos. p. segundo o qual cada um pode conceber obras. Rossi faz crítica ao funcionalismo ingênuo e alerta sobre a redução do tipo à função. aquilo que está mais próximo de sua essência. p. uma função é sempre caracterizada no tempo e na sociedade. do momento analítico desta.57). o elemento singular sempre concebido como parte de um sistema. eles distinguem a forma. um enunciado lógico que está antes da forma e que a constitui” (ROSSI. (. o sistema. o tipo „é‟.” (ROSSI. pois. (.. que não se assemelharão entre si..) O modelo.25) Ainda com base em Quatremère. 1995. o principio da arquitetura e da cidade. em segundo lugar. Tudo é preciso e dado no modelo.. em certo sentido sem desenho. assim a forma tem uma persistência que não está reduzida ao momento lógico. servir de regra ao modelo. neste caso a cidade. “ A função é insuficiente para definir a continuidade dos fatos urbanos e que. Assim. tudo é mais ou menos vago no „tipo‟. 1995. . no conceito de tipo como algo permanente e complexo. uma regra.29). 1995. 1832 apud ROSSI. entendido segundo a execução prática da arte. o tipo é a própria ideia da arquitetura. e em terceiro lugar. p. Em primeiro lugar os tratadistas do século XVIII procuram estabelecer princípios de arquitetura que podem ser desenvolvidos em bases lógicas. Em Arquitetura da Cidade ele demonstra a importância do pensamento iluminista em sua obra e na teoria dos fatos urbanos. vemos que a imitação dos „tipos‟ nada tem que o sentimento e o espírito não possam reconhecer. se a origem da constituição tipológica dos fatos urbanos é simplesmente a função não se pode explicar nenhum fenômeno de sobrevivência.

considera a critica e a história como instrumento de projeto recusando a separação da teoria e da prática. a arquitetura que se baseia na função não assume seu caráter de permanência. Tendo como hipótese a cidade como artefato. produzida pelo homem através de sua imagem. o tipo é um princípio lógico e imutável para estabelecer a permanência da forma. Os elementos primários tem um valor em si e um valor posicional em relação a cidade. (MONTANER. 2001. p. a arquitetura assume um valor por ela mesma.139). dois tipos de habitação. Por isso podemos dizer que sua teoria está refletida em seus projetos.142). p. O TIPO COMO FERRAMENTA DE PROJETO Rossi assim como seus contemporâneos. Assemelha-se ao artista clássico por acreditar que existem valores formais imutáveis de acordo com a beleza dos primeiros modelos. fica reduzida a um esquema distributivo sem valor autônomo. elas vão além. Neste caso o “locus” e a memória são mais significativos. cada tipologia arquitetônica deve ser entendida em função da morfologia urbana. Em cima desta hipótese. 2001. Ele propõe uma série de critérios metodológicos que acabaram sendo adotados por muitos arquitetos que além de ferramenta compreensão urbana é ferramenta também de projeto (MONTANER. edifícios públicos e comerciais. Deve-se entender a posição de Aldo Rossi diante ao funcionalismo ingênuo ao qual ele critica. Estes conceitos são fundamentais para compreender a estrutura da cidade. são eles capazes de acelerar o processo de urbanização. os elementos primários e as áreas residenciais. dentro da estrutura urbana existem elementos de natureza particular relevantes por sua origem e capazes de acelerar ou não os processos urbanos. são indissociáveis. Podemos verificar isto quando tratamos de requalificações de edifícios históricos. três proposições já são colocadas: o desenvolvimento urbano é relacionado ao sentido temporal dos fatos.Para Rossi. . suas análises estão voltadas para compreender os valores estruturais da cidade e a linha entre a análise e projeto é bastante tênue. são eles os monumentos e as atividades fixas como lojas. As formas não são resultado das funções. há uma continuidade espacial da cidade sem que haja ruptura entre os fatos. Outra grande contribuição de Rossi que estabelece critérios metodológicos de projeto é a identificação de dois elementos básicos na cidade.

p. . o pensamento lógico significa pensar em palavras. uma abstração ao espaço da cidade para definir melhor um determinado fenômeno. São edifícios da esfera pública promovidos pela coletividade para a coletividade. Rossi possuía uma visão historicista ligada a morfologia da cidade tradicional na qual se desenvolve a ideia de cidade análoga. Nega-se que a residência seja uma mera necessidade. Rossi visa recuperar a lógica da cidade tradicional. 2001. edifícios. são casas que crescem limitadas a uma zona que seguem a lógica da repetição: casas geminadas. Valorizando os monumentos. etc.141). Este conceito se refere a uma operação lógica e formal que utiliza a memória mostrando a essência da cidade em imagens. Resgatando a solidez e permanência da arquitetura acadêmica ao contrário do Movimento Moderno com concepções mais efêmeras. Como Rossi define em carta de Jung a Freud. fruto de uma memória coletiva independente do tempo. A investigação passa a ser morfológica abrindo-se para o conceito de “locus” e dimensão (ROSSI. p. aproximando-se da lógica de repetição mais do que de permanência e individualidade dos monumentos (MONTANER. Outro conceito inserido é o de área-estudo como porção da área urbana.142). quando analisamos a produção destes elementos primários nas periferias das cidades observa-se uma arquitetura baseada na funcionalidade.(ARNELL e BICKFORD apud MONTANER. 2001. uma forma e uma memória. por isso substitui-se a casa singular pelo conceito de área. p. 2001. é o privado. hospitais. etc. Porém. imaginar ainda em silencio. Portanto esta teoria deve se desdobrar ao contexto de cada cidade principalmente de acordo com cada cultura. É arcaico. um entorno urbano mínimo. Esta divisão básica em elementos primários e áreas residenciais apesar de parecer simplória é de grande valor como instrumento básico de compreensão e intervenção na cidade. 1995. casas emparelhadas. pensamento analógico seria sentir ainda o irreal. (MONTANER. p. Trata-se o tecido repetitivo das residências e a individualidade dos monumentos e outras atividades fixas coletivas. inversa ao urbanismo racionalista. As áreas residenciais. sem expressão e praticamente impossível de expressar em palavras.universidades. a compreensão da estrutura da cidade e fatos urbanos fica mais simples de ser explorada através da relação binária entre tipologia e morfologia urbana.140). escolas. blocos. partes inteiras da cidade apresentam sinais concretos do seu modo de viver.139). assim.

p. Na origem clássica.198). O “locus” entende-se pelo lugar. analogicamente e simbolicamente resgatando a memória daquele lugar. ele transforma à sua imagem. p. o novo é a metáfora do antigo. urbano e público. Rossi também explora o irracional e transcendental em sua teoria através da “alma da cidade” e “locus”. p. Podemos citar o concurso que participou com Giorgio Grassi em 1966 para a construção do bairro San Rocco em Monza em que optaram pela tipologia em torno do pátio estabelecendo uma autonomia da morfologia periférica propondo uma nova trama de bairro tendo como referencia tipologia presente na Lombardia e a Karl. . No processo de projeto de Aldo Rossi. 2001. dobra-se e adapta-se a coisas materiais que resistem a ele. “Quando um grupo é inserido numa parte do espaço. fantasioso e pessoal que a obra de Rossi possui.142). Em seus primeiros projetos é assumida uma linguagem própria a partir de elementos combinados através de leis de composição clássica formando partes que configuram tipos funcionais. referência da arquitetura moderna e o Cemitério de Módena (1971-1984). mas universal que existe entre certa situação local e as construções que se encontram naquele lugar”. mas. p.143-146). a própria cidade elege sua imagem.” (MONTANER. 1995. Outro exemplo o Monte Amiata no bairro Gallaratese em Milão (1067-1974) em que Rossi opta pela tipologia do edifício linear organizado por galerias sob pilotis. A memória é o fio condutor de toda a complexa estrutura. ao mesmo tempo.“A analogia é uma operação lógica e formal que define este caráter científico. a a ideia de “genius loci” refere-se a divindade local que presidia tudo que acontecia no lugar. seja morfologicamente. histórico. busca de uma continuidade morfológica com aquilo que preexiste. ligada a fatos e lugares.” (HALBWACHS apud ROSSI. a arquitetura. ele trabalha por analogias a partir da ideia de tipologia. poético. sempre se relacionando com a cidade. São pontos singulares característicos locais necessários para a compreensão de determinado fato urbano. “relação singular. A alma da cidade para Rossi é a memória coletiva. já que a cidade é fruto da vontade coletiva. O locus. (MONTANER. mas ao mesmo tempo biográfico.139). 2001. Apesar de tentar estabelecer uma ciência urbana. como maneira de compreender a estrutura da cidade e utilizar como ferramenta de projeto.Marx Hof em Viena. uma reinterpretação do cemitério neoclassico de San Cataldo. 1995. (ROSSI. as permanências e a história serviram para tentar esclarecer a complexidade dos fatos urbanos. portanto a cidade é o “locus” da memória coletiva.

como usado por no principio do século XIX por Durand. seu método de uso consistia-se no reconhecimento da arquitetura disponível e através de um catálogo com este acervo a composição arquitetônica é elaborada. técnicos e históricos. prova uma crise ou até mesmo um retrocesso se comparado ao processo de evolução da arquitetura moderna (BOHIGAS. 191-194). defende o uso do tipo como uma coleção de dados geométricos. como no Museu da História Alemã em Berlim (1987) (MONTANER. Esta idéia como ele mesmo diz nega a declaração de Giulio Carlos Argan sobre “série de tipos”. Bohigas ainda coloca um alerta sobre a “tipificação do tipo” se referindo a ideia de que o acervo tipológico estaria encerrado. particularmente a maneira ao qual o homem se organiza sobrevivendo em diferentes culturas por usar sua memória. O conceito de tipo passa a englobar interesses antropológicos. constituido apenas de tipos históricos e desencorajando o surgimento de novas opções. mas aos poucos assume uma postura um pouco mais ecletista e comunicativa através de símbolos na arquitetura que se comunicam com a memória histórica coletiva. o tipo como ponto de partida e não modelo (ARGAN. Esta realidade tipológica é o principio que une muitas arquiteturas diferentes sendo possível a partir dela refazer tradições e costumes completamente desconhecidos. Portanto como vimos anteriormente. 2001. 1985). o erro desta instrumentalização do tipo é justamente o uso desta ferramenta tipológica como meio de fornecimento de modelos e formas finais. um . a tipologia como processo criativo. Alega que o uso do tipo enquanto considerado ferramenta de desenho. 1969). reutilizando o tipo clássico ao contrário de ser utilizado metodologicamente no processo de criação.Rossi persiste nos partidos tipológicos ao longo de sua carreira. TIPO CLÁSSICO OU METODOLÓGICO? Oriol Bohigas. Argan é o primeiro a trazer novamente à tona a idéia do tipo em 1965. Aldo Rossi se insere na opção do tipo operacional metodológico. em 1985 coloca em seu texto crítico na revista Casabella Continuità ressalvas sobre a maneira em que o tipo vinha sendo usado no projeto de arquitetura. Em entrevista para a Casabella Continuita em 1985 Aldo Rossi em sua fase madura. Este tipo clássico difundido se refere a um tipo catalográfico. arquiteto e urbanista espanhol. assim como Quatremere de Quincy que influencia Rossi. Para Bohigas. o tipo para ele não está fechado como uma opção.

é uma estratégia projetual em que o conhecimento tipológico estrutura a primeira ideia. a estrutura da cidade presume constantes transformações. Este conceito de cidade tradicional se utiliza para estruturar as novas formas. neste caso o uso do tipo é apenas simulado. as tipologias também se transformam. Portanto para Rossi. “A cidade é uma coisa que permanece através de suas transformações e que as funções simples ou múltiplas que ela desempenha progressivamente são momentos na realidade de sua estrutura” (ROSSI. 1978). Analisa que a arquitetura de Rossi tem um desejo unitário em que a estrutura formal unitária do tipo desaparece. Se a cidade se transforma. a analogia como fruto deste pensamento é a ferramenta com que ele consegue atender as necessidades do novo sem perder a memória da tradição coletiva. ainda antes de se consolidar em desenho. A chamada investigação tipológica se limita a produção de imagens ou a recuperação de tipologias tradicionais. O próprio Bohigas utiliza as palavras de Popper “tipo como uma hipótese para começar a jogar”. fazendo uma sutil dissociação formal em que a unidade da estrutura formal se desvanece.modelo.46). faz desaparecer as relações entre a cidade e lugar. p. sendo um progresso da razão humana. “O uso de componentes estruturais da cidade antiga que tentam estabelecer um espaço complexo com a retomada do uso do tipo na realidade. . Como um processo de rompimento e recomposição de tipos. Moneo faz crítica a esta retomada da tipologia como reconstrução da complexidade existente nas cidades antigas. dando deste modo consistência às mesmas. cidade e tempo.” (MONEO. Moneo elogia a sofisticação de Rossi: “A nostalgia de uma ortodoxia impossível brota desta arquitetura”. porém assim a tipologia é assumida como um mecanismo de composição. 1995. E cita a casa Baj. não fazendo sentido a aplicação das velhas definições de tipo às novas situações mas defende o valor do conceito a medida que as obras de arquitetura permitem reconhecer nelas tanto sua utilidade quanto características comuns com outras.

atribuindo um valor fundamental na bagagem do individuo no processo de escolha das estratégias projetuais. especialmente quando se trata de uma ciência que não é exata. Mesmo não sendo claramente utilizado como estratégia projetual. ela esclarece este ponto de partida. As multiplas maneiras de formular um pensamento arquitetônico e as estratégias projetuais. se referindo a preconcepções dos projetistas antes de iniciar o processo de projeto. podemos confirmar o tipo e a memória como seu gerador primário. Rafael Moneo ressalta a importancia do tipo como conceito para entender a natureza da obra de arquitetura. muito mais do que uma teoria ou método universal. tornando teoria e prática indissociaveis e garatindo um legado de grande valor para as pesquisas arquitetônicas.CONSIDERAÇÕES SOBRE O USO OPERACIONAL DO TIPO Hoje se torna mais simples estabelecer críticas em função do tipo e da sua aplicação por já possuirmos um vasto catálogo de experiências teóricas e projetuais. antes do desenho. Jane Darke em 1979 lança o conceito de “gerador primário”. Assim. . torna-se difícil selecionar uma única forma para estruturar um pensamento coletivo como foi tentado em vários momentos da história da arquitetura. o que funciona na realidade como uma justificativa pessoal para seus partidos. quando Aldo Rossi diz que o tipo vem como uma idéia. Portanto podemos dizer que Aldo Rossi possui uma posição teórica muito coerente com suas estratégias projetuais. sejam elas baseadas em tipos históricos ou até mesmo diagramas funcionais.

Leonel. Design Studies. DARKE. Barcelona. FEFERMAN. 1985. 1969 BOHIGAS. MONEO. n. Caos e ordem: origens. . Ed. ROSSI. Sobre la nociòn de tipo. .Conceito. Casabella. Arquitetura e critica. n. Gustavo Gili. A arquitetura da cidade. Aldo. 509-510. 1995. MONTANER. Rio de Janeiro. J. 2001. 36-44. Barcelona.BIBLIOGRAFIA ARGAN. Giulio Carlo. In: Leituras em teoria da arquitetura 1. pp. 1978. New York. 2009. Josep Maria. The Primary Generator and the Design Process. 509-510. MONTANER.1. Oppositions. 2007. Depois do Movimento Moderno. Josep Maria. 1979. Biblioteca de la Universidad Central de Venezuela. São Paulo. Milton Vitis. desenvolvimentos e sentidos do conceito de tipologia arquitetônica. ROSSI. Viana & Mosley. n. Rafael. Martins Fontes. Gustavo Gili. Sobre el concepto de tipologia arquitectónica (1965). Casabella. Proyecto y destino. In: Giulio Carlo Argan. Dieci opinioni sul tipo. Aldo. 1985. Dieci opinioni sul tipo.