EDUCAÇÃO AMBIENTAL

INSTRUMENTO DE MUDANÇA DE
COMPORTAMENTO

PARA DESCONTRAIR UNA
BREVE HISTORIA DA
MEDICINA

500 d.C Venha até aqui e coma essa raiz
1000 d.C Essa raiz é coisa de ateu, faça uma
oração ao Deus que está no céu
1792 d.C O Deus não está no céu, quem reina é a
razão. Venha aqui e beba essa poção

1917 d. C Essa poção é para enganar o oprimido,
sugiro que você tome esse comprimido
1960 d C Esse comprimido é antigo e exótico.
Chegou o momento de tomar o antibiótico
1998 d.C Antibiótico te deixa fraco e infeliz.
Chegou a hora do Antidepresivo
2000 d.c Eis um novo tratamento: coma essa raiz
Coelho,T. O Modelo Completo. Breve Histórico da Medicina. (Folha de
S.Paulo,26 jun.1998,p.49)

O QUE TODOS CONHECEMOS

ONTEM

• Natureza
• Recurso
• Problema
• Meio de Vida
DISCUSSÕES A
RESPEITO DA
NATUREZA

A principal característica dos tempos atuais não é só o fim da
modernidade, mas o excesso, a hipertrofia e a deformação,
particularmente em três dimensões: o tempo, o espaço e o eu
(Marc Augé, 2005) .

Pare a catástrofe.

SALVE OPLANETA E A SOCIEDADE

O paradigma da expulsão do
Imagens da Organização
paraíso dominou
nossa
Garret Morgan

cultura por séculos a fio e
ajudou a construir a visão da

vida em sociedade como
uma luta competitiva pela
existência, e a crença no
progresso material ilimitado a
ser obtido, na maioria das
vezes, sem questionamentos
éticos.

O status quo
buraco na camada de ozônio
aquecimento global
Ameaça as cidades litorâneas e a agricultura mundial
Chuva ácida em lagos e florestas relacionada como uma das principal causa
de câncer de pulmão, depois do tabagismo.
35 mil pessoas morrendo de fome diariamente.
Extinção diária de espécies
Desmatamento
Poluição
O planeta morrendo!
O planeta está morrendo porque nós estamos satisfeitos com nossos
relacionamentos limitados, nos quais o controle, a negação e o abuso são
tolerados.
O status quo somos nós mantendo estes relacionamentos insignificantes uns
com os outros, entre as nações, entre nós mesmos e o mundo natural. Por
que deveríamos nos incomodar?
Porque relações saudáveis não são uma meta esotérica. É uma questão de
sobrevivência, nossa e da maioria da vida existente na Terra

Lipovetsky (2004) reforça a idéia de que a competição e a busca
pela eficiência paralisam os sujeitos nas suas capacidades mais
essenciais: Reflexão, auto-cuidado, investimento nos sujeitos
amados. É um controle fluído, como se tivéssemos um grande
observador a nos mandar produzir mais, em menos tempo e com
mais eficiência.

ALTERNATIVAS

Desenvolvimento sustentável:
desenvolvimento econômico, desenvolvimento
social e proteção ambiental.
Capitalismo natural: é uma extensão da
noção econômica de capital (meios de
produção) para a produção de bens e serviços
ambientais (Nascimento et al, 2008).

3 R: redução, reutilização e
reciclagem.

Emissão zero (Zeri): a
produção industrial imita o
processo de funcionamento da
natureza (Nascimento et al,
2008).

.

TERAPIA PARA UM PLANETA QUE ESTÁ MORRENDO
Terrance O‟Connor

A natureza não é reciclável.

Visão de
sustentabilidade:
Sustentabilidade como a integração
e relação de equilíbrio pacífico e
espiritual do ser humano com a
natureza, de forma que ela provê,
protege e nutre o ser humano, mas
ao mesmo tempo, pode ameaçar e
dominar quando essa relação entra
em desequilíbrio.

Apesar do aparente consenso de que o meio ambiente abrange um todo
dinâmico que inclui aspectos históricos, culturais, sociais, econômicos, éticos,
estéticos e outros, o conceito continua reduzido, no pensamento dominante,
às suas dimensões naturais e técnicas. Essa redução transforma o meio
ambiente em uma entidade concreta a „natureza‟ (ou os ecossistemas para os
mais técnicos).

Sua preocupação global é suficiente?
Encare o problema antes que seja muito tarde.

Informação, conhecimento , educação, meio
ambiente, paz. Igualdade, multipolaridade
global. temas prioritários no mundo hoje

HOJE

“Estamos diante de uma crise global sem paralelos, um
desastre eminente muito maior QUE TODO O VIVIDO ATÉ
HOJE .”

GUERRAS, DESVALORIZAÇÃO DA VIDA HUMANA

JUNTOS, MAS SOLITÁRIOS , ILHADOS DO MUNDO E SEM
COMUNICAÇÃO ENTRE NÓS
Figures in a Landscape, Goodman (1973)

CONSUMO versus
VALORES

A lógica do consumo já não está mais
somente relacionada com o suprimento
das necessidades humanas. A barreira
da escassez já foi ultrapassada.
“O consumo surge como sistema que
assegura a ordenação dos signos e a
interação do grupo, constitui
simultaneamente uma moral (sistema
de valores ideológicos) e um sistema
de comunicação ou estrutura de
permuta [...]entra-se num sistema
generalizado de troca e produção de
valores codificados em que todos os
consumidores se encontram
reciprocamente implicados. Neste
sentido, o consumo constitui uma
ordem de significações, como a
linguagem, ou como o sistema de
parentesco nas sociedades primitivas
(BAUDRILLARD, 1995, p.78).

Gilles Lipovetsky

A era do vazio, analisa uma
sociedade pós-moderna,
marcada pelo desinvestimento
público, pela perda de sentido
das grandes instituições
morais, sociais e políticas, e
por uma cultura aberta que
caracteriza a regulação "cool"
das relações humanas, em que
predominam tolerância,
hedonismo, personalização dos
processos de socialização e
coexistência pacífico-lúdica dos
antagonismos - violência e
convívio, modernismo e "retrô",
ambientalismo e consumo.

Falta de compromisso e interesse

Qual é a essência da
Modernidade?
-O que é a Modernidade?Esse tempo marca a morte de
Deus, da Deusa, a
mercantilização da vida, o
nivelamento das distinções
qualitativas, as brutalidades do
capitalismo, a substituição da
qualidade pela quantidade, a
perda dos valores e do sentido, a
fragmentação da vida, o terror
existencial, materialismo vulgar e
desenfreado.....

“Desencanto do Mundo” –
Max Weber

O TER NO LUGAR DO SER

Com o surgimento da
modernidade no
Ocidente, a Grande
Cadeia do Ser
desapareceu quase por
completo, em seu lugar
apareceu uma concepção
“plana” de um universo
composto basicamente
de matéria
(matéria/energia)

A Moderna Negação
da Espiritualidade

Quando comecei
minha vida de Físico
tudo era Matéria.
Depois, tudo era
Energia. Agora, tudo
é Informação.
Alfred Wheeler
(em o It e o Bit)

O que teremos
Amanhã ????

Conhecimento e Pòder

O Poder separa. De um lado a
Natureza, compreendendo o
que é natural, o meio ambiente,
Gaia e, do outro lado o Mercado
gerando Externalidades;
buscando Lucro.
De um lado um conhecimento
milenar, que é cultural; uma
sabedoria popular; holística;
integral; naturalística e, do outro
lado um conhecimento que é
individual; fragmentado;
pragmático; patenteado;
registrado; acadêmico;
disciplinar; royalties.

Segundo Capra (1996) esse paradigma
consiste em idéias e valores
entrincheirados, como as visões do
universo como um sistema
mecânico, o corpo humano como
máquina, a vida em sociedade como
uma luta competitiva pela
existência, a crença no progresso
material ilimitado por intermédio de
crescimento econômico e
tecnológico e a crença em que uma
sociedade na qual a mulher é, por
toda a parte, classificada em posição
inferior a do homem é uma
sociedade que segue uma lei básica
da natureza “.

[CAPRA, Frijot. A teia da Vida: Uma nova compreensão científica dos
sistemas vivos. São Paulo, Cultrix, 1996.

Boff (2004) relata que o objetivo básico foi
bem formulado pelos fundadores do
paradigma moderno (Galileu Galilei,
René Descartes, Francis Bacon, Isaac
Newton, entre outros) criando o mito do
ser humano, herói desbravador,
Prometeu indomável e suas obras
faraônicas.
Intervenções para nos tornarmos “maître et possesseur
de la nature”
Descartes

Devemos “subjugar a natureza, pressioná-la para nos entregar
seus segredos,
Amarrá-la a nosso serviço e fazê-la nossa escrava”
Bacon

Mas quando a ciência
aboliu o animismo da
natureza, não lhe deu
outra alma, mas
colocou a razão
humana acima da
natureza. A ciência,
porém, não deu valor
algum à alma da
natureza (Jung, 1998
[1946], par. 1368).

As velhas e sérias
verdades despencam
diante de um mundo
surpreendentemente
lindo e complexo
demandando uma nova
forma de se fazer
ciência.
POSPOST MODERNIDADE

Da dialética à dialógica

AMANHÃ

Da dialógica à translógica

RETORNO
IMPRESCINDIVEL DA
RELAÇÃO HOMEMNATUREZA

Os ecopsicólogos acreditam que há um vínculo
emocional entre os seres humanos e o
ambiente natural no qual nos desenvolvemos.

Para Maffesoli, a planta humana só pode ser entendida em
função do húmus em que se origina. A consciência individual só
existe em função de um vivaz “rizoma subterrâneo” graças ao
qual é capaz de “produzir as flores e os frutos, e também os
espinhos que são os diversos momentos da vida” (MAFFESOLI,
2007, p. 117)

ROMANTISMO
(voltar a tecer a teia da Vida)

Desejaremos retornar à
natureza, ao nobre selvagem, à
pureza e inocência de um
passado primitivo. Seremos
retrorromânticos, ansiando
pela “integridade” e “união”
anteriores, EM OUTRO
PATAMAR , ignorando todas as
coisas desagradáveis com que
nos deparamos na
modernidade.

Voltar a reestabelecer
outras relações
Mas humanas, no
marco da
construção de um
outro paradigma
matriarcal
centrado na vida,
e o amor

Arquétipo maternal
Ciclo maternal
Padrão Binário
EU
certo ou errado

Amor e ódio

OUTRO
certo ou errado

Definição e características:
• Arquétipo da Grande Mãe
• Predomínio e valorização do pólo subjetivo: intuição, sonhos,
fantasias, desejo, sensualidade, fertilidade.

• Relacionamento íntimo da polaridade consciente-inconsciente
e se expressa através da afetividade, do corpo e da natureza.
• Funcionamento na possessão, na magia e na vidência.

Atributos do arquétipo
materno: a mágica
autoridade do feminino; a
sabedoria e a elevação
espiritual além da razão; o
bondoso, o que cuida, o
que sustenta, o que
proporciona as condições
de crescimento, fertilidade
e alimento; o lugar da
transformação mágica, do
renascimento, o instinto e o
impulso favoráveis; o
secreto, o oculto, o
obscuro, o abissal, o
mundo dos mortos, o
devorador, sedutor e
venenoso, o apavorante e
fatal.

Mother and Child , Klimt (1905)

A ação é necessária,
porém a ação com
sentimento de culpa
pode somente piorar o
problema. Estamos em
desarmonia com o
mundo porque estamos
em desarmonia com
nós mesmos. O
sentimento de culpa é
uma indicação disto.
Sentir-se culpado é um
aviso de que nosso
sistema de valores é
incongruente, há uma
divisão no nosso
sentido do eu que
precisa ser investigada.

Fazer do nosso existir
uma obra de arte significa
viver num estado de
transformação
permanente,
autoredefinindo-se
perpetuamente e
tornando-se (ou pelo
menos tentando se tornar)
diferente
(BAUMAN, 2009)

A vida e a arte

Somos os
artistas-poetas,
grávidos e
criadores do
mundo. Nos
autocriamos
pela
imaginação

Estamos grávidos de muitos futuros.

“Para cada mundo
inventado, o poeta faz
nascer um sujeito que
inventa. Delega seu
poder de inventar ao
ser inventado.”
BACHELARD, em a
Poética do Devaneio

PÓS MODERNISMO
Mesmo o universo atual é simplesmente uma parte
do universo do próximo momento. Qualquer todo é
sempre uma parte, infinitamente.
(descontruir –reconstruir o mundo)
(novas tentativas de “reencantar” o mundo)

CONSTRUIR EM HARMONIA

Visão de sustentabilidade:

Criar um estado ético, de
felicidade e paz para a
humanidade e o planeta, numa
relação dialética, criativa,
igualitária, integrada e
intercambiável do eu com o outro
e do eu com a natureza.

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado
algumas vezes,
mas não esqueço de que minha vida é a maior
empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
apesar de todos os desafios, incompreensões e
períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz
de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma .
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre
da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios
sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo
que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...
(Fernando Pessoa)

A GRANDE VONTADE

“Uma visão sem ação é somente um sonho.

Uma ação sem visão é apenas um passatempo.
Uma visão com ação pode transformar o mundo.”

Referências Bibliográficas
BAUMAN, Zygmunt. Modernidade Líquida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed.,
2001.
BIANCOLIN, Mônica Maria; FIEDLER-FERRARA, Nelson. Revelando o
imaginário de estudantes de Física através da técnica dos brasões. XVII
Simposio Nacional do Ensino de Física, São Luis, MA, 2007.
BYINGTON, Carlos A. B. A ciência simbólica. Epistemologia e arquétipo. In:O
novo paradigma holístico. São Paulo: Summus, 2005.
Ciber-Socialidade: Tecnologia e Vida Social na Cultura Contemporânea.
http://www.ucs.br/ccha/deps/cbvalent/EAD/homepsico/andre.html
DURAND, Gilbert. As estruturas antropológicas do imaginario: introdução à
arquetipologia geral. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2002.
DURAND, Gilbert. L‟Imaginaire. Essai sur les sciences et la philosophie de
l‟image. Paris: Hatier, 1994.
GIDDENS, Anthony. A consequencias da modernidade. São Paulo: Editora
Unesp, 1991.
HABERMAS, Jürgen. O discurso filosófico da modernidade: doze lições.