adicional_de_periculosidade_35_2012

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ADICIONAL DE PERICULOSIDADE
Considerações Gerais
Sumário
1. Introdução
2. Conceito
3. Caracterização e Classificação/Perícia
4. Obrigatoriedades
4.1 - Delimitação Das Áreas de Risco
4.2 - Identificação Nos Rótulos
5. Adicional de Periculosidade (30% - Trinta Por Cento)
6. Base de Cálculo
7. Integra a Remuneração
7.1 - Horas Extras
7.2 - Hora Noturna
7.3 - Férias, 13º Salário, Rescisão, FGTS, INSS, Salário-Maternidade
7.4 – Descanso Semanal Remunerado – Indevido
8. Atividades Que Têm Periculosidade
9. Exposição Permanente ou Intermitente
10. Cessa a Periculosidade
11. Proibido o Trabalho do Menor
12. Periculosidade e Insalubridade
13. Periculosidade Não Influencia na Aposentadoria
14. Fiscalização e Penalidades as Empresas (NR-28)
1. INTRODUÇÃO
Certas atividades exercidas nas empresas poderão originar pagamentos de adicionais aos salários dos empregados,
como, por exemplo, o adicional de periculosidade, isso devido aos riscos de vida a que o trabalhador se expõe ao
desempenhar suas atividades.
O Adicional de Periculosidade é um direito constitucional, previsto no artigo 7º, inciso XXIII, da Constituição Federal
de 1988, na CLT (Constituição das Leis do Trabalho) artigo 193 e também existem Normas Regulamentadoras (NR)
que tratam desta questão, como a NR-16 e NR-9 da Portaria nº 3.214/1978.
2. CONCEITO
De acordo com o artigo 193 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) são consideradas atividades ou operações
perigosas, na forma da regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho, aquelas que, por sua natureza ou
métodos de trabalho, impliquem o contato permanente com inflamáveis ou explosivos em condições de risco
acentuado.
3. CARACTERIZAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO/PERÍCIA
Conforme a NR 16, item 16.1 são consideradas atividades e operações perigosas as constantes dos Anexos números
1 e 2 desta Norma Regulamentadora.
A caracterização e a classificação da insalubridade e da periculosidade, segundo as normas do Ministério do Trabalho
e da Administração, far-se-ão através de perícia a cargo do Médico do Trabalho ou Engenheiro do Trabalho,
registrados no Ministério do Trabalho e da Administração (Artigo 195 da CLT).
É facultado às empresas e aos sindicatos das categorias profissionais interessadas requererem ao Ministério do
Trabalho, através das Delegacias Regionais do Trabalho, a realização de perícia em estabelecimento ou setor deste,
com o objetivo de caracterizar e classificar ou determinar atividade perigosa (Artigo 195 da CLT, § 1º).
O disposto nos parágrafos anteriores não prejudica a ação fiscalizadora do Ministério do Trabalho e da
Administração.
Exemplos de trabalhadores que exercem atividades com periculosidade:
a) frentista em posto de gasolina;
b) operador em distribuidora de gás;
c) fabricação de fogos de artifício;

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180. que exige a nomeação de perito com especialidade na matéria sobre a que deva opinar (art. avisos ou cartazes. para o correto pagamento do valor do adicional de periculosidade devem ser adotados os seguintes critérios: a) mensalista com salário básico de R$ 1. § 2º.DJ 15.br/Prodinfo/boletim/2012/trabalhista/adicion. O artigo 196 da CLT dispõe que os efeitos pecuniários decorrentes do trabalho em condições de insalubridade ou periculosidade serão devidos a contar da data da inclusão da respectiva atividade nos quadros aprovados pelo Ministro do Trabalho. a rejeição do pedido se impõe. f) entre outros. Por se tratar de fato que somente pode ser provado por meio de conhecimento técnico ou científico. temos: Assim sendo.00439-2007-665-09-00-2-ACO-28593-2008 . que trata sobre prescrição do direito de ação quanto a créditos resultantes das relações de trabalho.Identificação Nos Rótulos Os materiais e substâncias utilizados.com. 5. PROVA PERICIAL. 195. sua composição.2 . verifica-se que a caracterização da periculosidade far-se-á através de perícia a cargo de médico do trabalho ou engenheiro do trabalho (art.Relator Luiz Celso Napp . do mensalista. incidente sobre o salário. da CLT e a NR 16. Conforme o artigo 193.adicional_de_periculosidade_35_2012 2 de 6 http://www.Delimitação Das Áreas de Risco A Norma Regulamentadora (NR) 16.2008).TRINTA POR CENTO) “O adicional de periculosidade é um valor devido ao empregado exposto a atividades periculosas. prêmios ou participação nos lucros da empresa. item 16. prêmios ou participações nos lucros da empresa. 145.. quando perigosos ou nocivos à saúde. sob responsabilidade do empregador. item 16. recomendações de socorro imediato e o símbolo de perigo correspondente.2. nos setores de trabalho atingidos..369/1985). no rótulo. artigo 197. caso cesse o tipo de atividade. CLT). e) empregados no setor de energia elétrica (Lei n° 7. Exemplo de cálculo. sem os acréscimos resultantes de gratificações. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE (30% .1 . 6. devem conter.informanet. d) trabalhos com radiações.2 e o artigo 193. § 1° da CLT. NECESSIDADE. CPC). da CLT). por mês: 21/10/2014 11:59 . E o adicional só gera direito ao recebimento enquanto o empregado estiver exposto ao agente periculoso.8 determina que todas as áreas de risco previstas nesta NR devem ser delimitadas. com advertência quanto aos materiais e substâncias perigosos ou nocivos à saúde (Parágrafo único. 4. ou o empregado seja transferido de função. o trabalho em condições de periculosidade assegura ao empregado um adicional de 30% (trinta por cento) sobre o salário sem os acréscimos resultantes de gratificações. de acordo com algumas condições preestabelecidas pelo Ministério do Trabalho”.08.00. § 2º. Observações: O adicional de periculosidade é calculado sobre o salário do trabalhador e não sobre o salário-mínimo. ou seja. Não tendo o Autor diligenciado no sentido de produção da prova técnico-científica para comprovação da periculosidade no local de trabalho. Os estabelecimentos que mantenham as atividades previstas neste artigo afixarão. ele deixa de receber este adicional. respeitadas as normas do artigo 11. § 1° da CLT determinam que o trabalho realizado em condições de periculosidade garante ao trabalhador o direito ao adicional de 30% (trinta por cento). Jurisprudência: ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. BASE DE CÁLCULO A NR 16. manipulados ou transportados nos locais de trabalho. (TRT 9ª Região .1). O empregado poderá optar pelo adicional de insalubridade que por acaso lhe seja devido (Artigo 193. segundo a padronização internacional (Artigo 197 da CLT). § 2º. item 16. 4. do diarista e do horista. OBRIGATORIEDADES 4.

534.09.11. 7.00 / 220 + 50% 21/10/2014 11:59 . 22 e 25.br/Prodinfo/boletim/2012/trabalhista/adicion. o adicional de periculosidade integra a remuneração para pagamento das verbas trabalhistas. o valor do adicional de periculosidade integra a base de cálculo das horas extras. DJ 20.O adicional de periculosidade.10. por hora 30% (trinta por cento) de R$ 10.inserida em 27.00. integrado por parcelas de natureza salarial e acrescido do adicional previsto em lei.09. as horas extras serão calculadas também sobre o valor do adicional de periculosidade.1982 . b) para o diarista com salário básico de R$ 70.180.00. DJ 11. INCIDÊNCIA (nova redação) . “ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL Nº 267 DO TST (TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO): Conforme posição do TST. 20 e 21. 13º salário. será computada a média duodecimal recebida naquele período. c) para o horista com salário básico de R$ 10. aviso prévio. cujo valor de cada uma destas horas será calculado da seguinte forma: (R$ 1. o empregado não se encontra em condições de risco.adicional_de_periculosidade_35_2012 3 de 6 http://www. § 6º: Se.00 = R$ 3.Horas Extras No caso do empregado laborar além da jornada de trabalho normal.00. “SÚMULA Nº 191 DA TST (TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO): ADICIONAL.00.2002) II . após a atualização das importâncias pagas. Exemplo: O salário base do mensalista é de R$ 1. DJ 19.Res.Durante as horas de sobreaviso. O adicional de periculosidade integra a base de cálculo das horas extras”. Em relação aos eletricitários.2000)”. acordo.1800. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE.02 (cancelada em decorrência da nova redação conferida à Súmula nº 132.11. “SÚMULA Nº 132 DO TST (TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO): ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. o cálculo do adicional de periculosidade deverá ser efetuado sobre a totalidade das parcelas de natureza salarial”.00 = R$ 354.1982/ DJ 15.informanet. (ex-Súmula nº 132 . PERICULOSIDADE. Inserida em 27.00) / 220 + 50% R$ 1. (ex-OJ nº 174 da SBDI-1 inserida em 08. DJ 20. 129/2005. o empregado não estiver percebendo o mesmo adicional do período aquisitivo.10.04.1 . elas serão também consideradas “horas extras perigosas”.. “SÚMULA DO TST (TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO) Nº 264: A remuneração do serviço suplementar (hora extra) é composta do valor da hora normal. deverá ser somado ao salário-base para cálculo de férias. pago em caráter permanente.2005: I . BASE DE CÁLCULO.180.00. HORAS EXTRAS. integra o cálculo de indenização e de horas extras (ex-Prejulgado nº 3). calculando-se as horas extras. Então. 121/2003. no momento das férias. INTEGRA A REMUNERAÇÃO Conforme dispositivos abaixo.2005).2003: O adicional de periculosidade incide apenas sobre o salário básico e não sobre este acrescido de outros adicionais. então. por dia 30% (trinta por cento) de R$ 70. INTEGRAÇÃO (incorporadas as Orientações Jurisprudenciais nºs 174 e 267 da SBDI-1) .00 + R$ 354. “CLT (CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO).RA 102/1982. artigo 142.e ex-OJ nº 267 da SBDI-1 . mediante incidência dos percentuais dos reajustamentos salariais supervenientes”.com. ou quando o valor deste não tiver sido uniforme. convenção coletiva ou sentença normativa”..00 e o adicional de periculosidade é de R$ 354.04. OJ-SDI1-267. razão pela qual é incabível a integração do adicional de periculosidade sobre as mencionadas horas.00 = R$ 21. contrato. entre outras. 7.Res.00. 30% (trinta por cento) de R$ 1.

Julgamento: 16. São consideradas perigosas as seguintes atividades: a) Atividades e operações perigosas com explosivos.04. INSS.23.0531 . com reflexos sobre férias com o terço. Remunerado (DSR) já vem incluso regularmente no valor da remuneração. R$ 6. 7. REFLEXOS.02. FGTS com 40% e aviso prévio. já que também neste horário o trabalhador permanece sob as condições de risco”.04. O Descanso Semanal serem deferidas as horas diferenças quanto ao real de Petição a que se nega Relator: Desembargadora 8. O adicional de periculosidade deve compor a base de cálculo do adicional noturno.2008) 7. FGTS. Jurisprudências: ADICIONAL DE PERICULOSIDADE.4 – Descanso Semanal Remunerado – Indevido Não se calcula o DSR sobre o adicional de insalubridade. e também às áreas de risco.) Processo: AP 398004620095040531 RS 0039800-46. BASE DE CÁLCULO. INTEGRAÇÃO.00-8.com. 13º Salário..2 . (TRT23.2011. INDEVIDO. O adicional de periculosidade deve compor a base de cálculo do adicional noturno.Férias. tais parcelas implicam valor do DSR. ao extraordinárias e o adicional de periculosidade.Relator(a): João Batista Brito Pereira . cujo exercício produz o direito ao recebimento do adicional. 21/10/2014 11:59 . 7. pois caso contrário haveria duplo reflexo.01847. Porque calculado sobre o salário base o adicional de periculosidade não produz reflexos sobre o repouso do empregado mensalista. Relator VICENTE DE PAULA MACIEL JÚNIOR. BASE DE CÁLCULO.. Para o cálculo das férias.09. já que o autor era mensalista. cálculo na rescisão (aviso prévio indenizado.08.. observando-se a prescrição pronunciada.5. “OJ-SDI1-259 ADICIONAL NOTURNO.0003 .br/Prodinfo/boletim/2012/trabalhista/adicion. já que também neste horário o trabalhador permanece sob as condições de risco. pois o valor não é variável.. 13º salário.06. férias e 13º salário). Processo 01684-2006-142-03-00-4 RO. O adicional de periculosidade deve integrar a base de cálculo das horas extras. Inserida em 27. Leila Calvo) .adicional_de_periculosidade_35_2012 4 de 6 http://www. Não haverá reflexos sobre o repouso porque este integra o salário base. conforme o entendimento vertido na Súmula nº 264 do TST. Recurso de Embargos de que não se conhece. Belo Horizonte. Salário-Maternidade O adicional de periculosidade integra a base de cálculo das férias. 2ª Turma. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. AP .(Orientação Jurisprudencial 259 da SBDI-1). (Processo: E-RR 1451002420055200003 145100-24. INTEGRAÇÃO. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. ATIVIDADES QUE TÊM PERICULOSIDADE A Norma Regulamentadora nº 16 estabelece quais são as atividades perigosas. Jurisprudência: HORAS EXTRAS. Rescisão.. pela sentença. Jurisprudência: ADICIONAL NOTURNO.Hora Noturna A Orientação Jurisprudencial nº 259 do TST estabelece o valor do adicional de periculosidade integra a base de cálculo da hora noturna. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. c) Atividades e operações perigosas com eletricidade.3 . Publicado em: 14. não se calcula média dos valores recebidos.Julgamento: 14. BASE DE CÁLCULO.97 + R$ 3. 13º salário.04. d) Atividades e operações perigosas com radiações ionizantes ou substâncias radioativas. aviso prévio indenizado.2003. Agravo provimento. REFLEXOS SOBRE O REPOUSO.49 = R$ 10. (. Provejo ao pagamento do adicional de periculosidade a ser calculado na forma da Súmula 191/TST. as quais foram corretamente levantadas na conta de liquidação.2005. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE.46 (valor de uma hora extra com o adicional de periculosidade). assim.informanet.5.2009. primeira parte. 13o salários.021.Relator(a): Emílio Papaléo Zin . que servirá de base de cálculo. DESCANSO SEMANAL REMUNARADO.. pois o DSR já está integrado no salário contratual mensal. FGTS. 05 de junho de 2007. b) Atividades e operações perigosas com inflamáveis. INSS.20.

a empresa pagará apenas um adicional.Juiz Relator: Juiz Convocado Fernando A. à afetação de sua integridade física. em que pese não seja ininterrupta. 22 e 25.1994 .08. É o que ocorre no caso dos autos. quando o contato dá-se de forma eventual. desde que pactuada em acordos ou convenções coletivos.adicional_de_periculosidade_35_2012 5 de 6 http://www. Faz jus o Reclamante à percepção do adicional de periculosidade. O artigo 405 da CLT também dispõe sobre trabalhos proibidos aos menores de 18 (dezoito) anos: “Art. Observação: Se o local de trabalho for insalubre e perigoso. item I do TST.2005: a) Faz jus ao adicional de periculosidade o empregado exposto permanentemente ou que. sofrer o dano fatal.03. em seu artigo 7º.informanet. SÚMULA Nº 364 DO C.. de 15 a 20 minutos. de forma intermitente. ainda que intermitente. o adicional deve ser pago na integralidade.2003) b) A fixação do adicional de periculosidade.04. 258 e 280 da SBDI-1) Res.2008). 405 . se dá de forma diária e sistemática. inciso XXXIII. ou o que. constantes de quadro para esse fim aprovado pela Secretaria de Segurança e Medicina do Trabalho”. 129/2005.DJ 22. TST.e 280 . 11. A exposição intermitente do trabalhador a produtos inflamáveis gera o direito ao recebimento do adicional de periculosidade (inciso I da Súmula nº 364 do C. EXPOSIÇÃO INTERMITENTE AO PERIGO. sendo habitual. (TRT 9ª Região -01917-2005-322-09-00-7-ACO-01608-2008 . em que o trabalhador entra em contato com a periculosidade de forma esporádica e indefinida.Viegas Peixoto -Data de Publicação: 20.09.2008) ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. EXPOSIÇÃO INTERMITENTE. ainda que tal contato ocorresse apenas uma vez durante a jornada. o direito ao adicional cessará quando ocorrer à eliminação do risco à saúde ou integridade física do trabalhador”. Indevido.01. PROIBIDO O TRABALHO DO MENOR A Constituição Federal. em que o Autor ficava exposto à periculosidade diariamente. (ex-Ojs da SBDI-1 nºs 05 . o que não ocorre na hipótese versada. deve ser respeitada.Órgão Julgador: Turma Recursal de Juiz de Fora .com. ou seja.inserida em 14..Relator Arnor Lima Neto . o empregado deixa de ter direito à percepção do respectivo adicional. o direito do empregado ao adicional de insalubridade ou de periculosidade cessará com a eliminação do risco à sua saúde ou integridade física. Conforme a NR 16.1. dá-se por tempo extremamente reduzido.Ao menor não será permitido o trabalho: I . em qualquer circunstância. TST).nos locais e serviços perigosos ou insalubres. A diferenciação que se faz é em relação à exposição eventual. perigosos ou insalubres aos menores de 18 (dezoito) anos.2002) Jurisprudências: ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. em valor a ser estipulado por laudo pericial específico (Artigo 193 da CLT. assim considerado o fortuito. ou seja. mesmo o empregado somente tenha contato com atividades periculosas de forma não contínua. § 2º). proíbe os trabalhos noturnos. 21/10/2014 11:59 . Nos termos da Súmula nº 361 do C. EXPOSIÇÃO PERMANENTE OU INTERMITENTE A jurisprudência tem se posicionado no sentido que. a Súmula do TST n° 364. E segue abaixo. (Processo: 00813-2008-038-03-00-1 RO .TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO (conversão das Orientações Jurisprudenciais nºs 5. conforme entendimento consubstanciado nas Súmulas 361 e 364. Considera-se intermitente a exposição que. são consideradas atividades e operações perigosas as constantes dos Anexos números 1 e 2 desta Norma Regulamentadora-NR: a) ANEXO 1 b) ANEXO 2 9. neste sentindo.br/Prodinfo/boletim/2012/trabalhista/adicion. ele terá direito ao adicional de periculosidade.12. sujeita-se a condições de risco. 10. estando o empregado sujeito a entrar em contato com a periculosidade habitualmente da mesma forma. “O direito ao adicional de periculosidade não se trata de um direito adquirido. DJ 20.DJ 11. por comprovado que no exercício do seu mister expunha-se de forma habitual. apenas. TST. cessado o agente externo gerador da insalubridade ou periculosidade. O trabalhador que se expõe ao risco pode. SÚMULA N° 364 DO TST . CESSA A PERICULOSIDADE Conforme o artigo 194 da CLT. em percentual inferior ao legal e proporcional ao tempo de exposição ao risco. item 16. porque ou existe ou não existe o perigo. (ex-OJ nº 258 da SBDI-1 inserida em 27.

995. a multa será aplicada em seu valor (parágrafo único.br/Prodinfo/boletim/2012/trabalhista/ adicional_de_periculosidade_35_2012.383/91).841. INFORMARE nº 13/2011. 6º da Lei nº 7.com. artigo 68.2.. e nesta Norma Regulamentadora.. do artigo 201 da CLT). PERICULOSIDADE E INSALUBRIDADE Se o local de trabalho for insalubre e perigoso.informanet.com.10.048/1999. penosa. http://www. em valor a ser estipulado por laudo pericial específico. físicos. porém esta situação não esteja prevista nos decretos regulamentadores. da Lei nº 6.adicional_de_periculosidade_35_2012 6 de 6 http://www. e no parágrafo 3º do Art. Observação: Atualmente. Existem alguns entendimentos que é possível a caracterização de uma atividade como especial quando a perícia técnica judicial constatar que a função é perigosa. O artigo 201 da CLT e NR 28 determinam que no caso de infrações relativas à medicina do trabalho serão punidas com multa de 30 (trinta) a 300 (trezentas) vezes o valor de referência previsto no art.1989. a empresa pagará apenas um adicional. somente quando trata de atividades insalubres. 13. § 2º e também a NR 16. 9% (nove por cento) ou 12% (doze por cento). As infrações aos preceitos legais e/ou regulamentadores sobre segurança e saúde do trabalhador terão as penalidades aplicadas conforme o disposto no quadro de gradação de multas (Anexo I). Observação: Matéria sobre Aposentadoria Especial. variando de 15 (quinze) a 25 (vinte e cinco) anos. PERICULOSIDADE NÃO INFLUENCIA NA APOSENTADORIA Somente os trabalhadores submetidos a condições insalubres no trabalho têm direito a aposentadoria com menos tempo de contribuição.1. de 29 de abril de 1975. e as concernentes à segurança do trabalho com multa de 50 (cinqüenta) a 500 (quinhentas) vezes o mesmo valor. como medida de valor e atualização de multas e penalidades de qualquer natureza (Lei nº 8. INFORMARE nº 27/2011. biológicos ou associação de agentes prejudiciais à saúde ou à integridade física. de 6% (seis por cento). Fundamentos Legais: Os citados no texto e Bol.07. De acordo com a CLT em seu artigo 193. Essas aposentadorias especiais são financiadas por alíquotas adicionais. parágrafo único.1965.html 21/10/2014 11:59 . emprego de artifício ou simulação com o objetivo de fraudar a lei. o empregado poderá optar pelo adicional de insalubridade que porventura lhe seja devido. utiliza-se da Unidade Fiscal de Referência UFIR (R$ 1.br/Prodinfo/boletim/2012/trabalhista/adicion. pagas pela empresa de acordo com o grau de risco à saúde do trabalhador (NR-15). e nº 97. 2º. Bol. de 15. conforme o grau de insalubridade enfrentado. obedecendo às infrações previstas no quadro de classificação das infrações (Anexo II) da Norma Regulamentadora (NR) 28. FISCALIZAÇÃO E PENALIDADES ÀS EMPRESAS (NR-28) A fiscalização do cumprimento das disposições legais e/ou regulamentares sobre segurança e saúde do trabalhador será efetuada obedecendo ao disposto nos Decretos nº 55. “O empregado que esteja exposto aos agentes insalubres e no mesmo momento aos agentes periculosos só terá direito a um deles. item 16.03. no Título VII da CLT. considerados para fins de concessão de aposentadoria especial. Em caso de reincidência. O Decreto nº 3. embaraço ou resistência à fiscalização.informanet.1989.0641).855. dispõe sobre a relação dos agentes nocivos químicos. de 24.205. o mais benéfico e mais vantajoso”. 14. de 26. 12.