CARACTERIZAÇÃO DA ÁGUA DE LAVAGEM DE CINZAS E GASES DE CALDEIRAS

NA INDÚSTRIA DE CANA DE AÇUCAR

Torquato Jr, H.1; Callado, N. H.2; Pedrosa, V. A.3; Pimentel, I. M. C.4 ;
Menezes, A. C. V.5; Omena, S. P. F6

Resumo – A indústria sucro-alcooleira possui uma intensa demanda de água e energia, ao mesmo
tempo em que é um potencial gerador de energia elétrica a partir da biomassa do bagaço de cana. O
resíduo da extração do caldo da cana é o bagaço, o qual é utilizado nas caldeiras para geração de
vapor. O vapor é utilizado para acionamento das moendas e geração de energia. Mas a caldeira ao
queimar o bagaço produz cinzas e gases que são eliminados para a atmosfera, podendo poluir o ar.
Para conter a emissão desses poluentes são utilizados os lavadores de gases e cinzas, o quais
demandam razoável quantidade de água e geram igual volume de água residuária. Este artigo visa
avaliar a água residuária gerada no processo da lavagem das cinzas e dos gases das caldeiras da S.
A. Coruripe, buscando quantificar sua demanda e analisar a qualidade dessas águas. Os resultados
indicam que as águas de lavagem de gases apresentam qualidade inferior às de lavagem de cinzas e
que ambas não podem ser descartadas sem prévio tratamento.

Abstract – The industry in the sugar the alcohol possesses an intense demand of water and energy,
at the same time in that is a potential generator of electric energy starting from the biomass of the
cane trash. The residue of the extraction of the broth of the cane is the trash, which is used in the
boilers for vapor generation. The vapor is used for active of the mills and generation of energy.
However the boiler when burning the trash produces ashes and gases that they are eliminated for the
atmosphere, could pollute the air. To contain the emission of those pollution they are used, the
washers of gases and ashes, which demand reasonable amount of water and they generate the same
amount of wastewater. This article seeks to evaluate the wastewater generated in the process of the
wash of the ashes and of the gases of the boilers of S. A. Coruripe, looking for to quantify its
demand and to analyze the quality of those waters. The results indicate that the waters of wash of
gases introduce inferior quality the one of wash of ashes and that neither one can be discarded
without previous treatment.
Palavras-Chave – Indústria Sucro-Álcooleira, água de lavagem, cinzas e gases, lavadores de gases.
1

Bolsista de iniciação tecnológica industrial, graduando em Engenharia Civil da Universidade Federal de Alagoas, Campus A. C. Simões, Tabuleiro
dos Martins, Maceió-AL. 57072-970, tel. (82) 214-1286; htjr@hotmail.com
Professora do Departamento de Construção Civil e Transporte / CTEC / UFAL nhc@ctec.ufal.br
2
Professor do Departamento de Águas e Energia / CTEC / UFAL; vpedrosa@ctec.ufal.br
4
Bolsista de iniciação tecnológica industrial, graduanda em Engenharia Civil da Universidade Federal de Alagoas – UFAL , pcmi@uol.com.br
5
Bolsista de iniciação tecnológica industrial, graduanda em Engenharia Civil da Universidade Federal de Alagoas – UFAL sylviapfo4@hotmail.com
6
Bolsista de iniciação tecnológica industrial, graduanda em Engenharia Civil da Universidade Federal de Alagoas – UFAL alinecvm@bol.com.br
3

devido ao fato de que a cana. a melhoria da manutenção como forma de reduzir as perdas dos sistemas hídricos e a adoção de tecnologias hidricamente eficientes [2]. com seus instrumentos de outorga. necessitando de consideráveis quantidades de água em seus processos e operações. adequando a quantidade da água a sua aplicação. a minimização de desperdícios compatibilizando a quantidade ao uso. que sem o manejo adequado e reutilização levariam a degradação completa das áreas de cultivo. inicia a perda do conteúdo de sacarose. representando o principal desafio do setor: aumentar a produção de forma sustentável e com o reaproveitamento de seus resíduos minimizar os impactos sobre o meio ambiente. Exemplos de ações que contribuem para a racionalização são o reuso e reutilização de águas servidas. sua localização geralmente se dar nas proximidades de um manancial de água. cobrança e sistema de informações. as cinzas da caldeira (queima de bagaço). transporte de matéria prima (a cana). forçaram todo o setor produtivo a buscar o uso racional da água [5]. Parte dessas cinzas pode ser lançada para atmosfera se as caldeira não forem ditadas de lavadores de gazes e cinzas. dificilmente um engenho de açúcar conseguirá instalar-se na área urbana. e facilidades de recirculação.433/97)[4]. Como tal. o bagaço da cana. Os principais resíduos gerados no processo produtivo são: a palha. Diante dessas condições. em um fluxo aproximadamente igual ao da transformação em açúcar. particularmente provocados pelo advento da irrigação. eliminando o mau uso. enquadramento. é estimado em 6 kg cinza/250kg de bagaço de cana que alimenta a caldeira e o percentual de uso do bagaço em 95% [7]. a crescente escassez dos recursos hídricos. impôs a necessidade da busca pela minimização do uso da água. A industria açucareira é do tipo úmido. e a palha) ou como matéria-prima industrial (Bagaço). Grande parte destes resíduos é reaproveitada seja como adubo orgânico (Vinhoto. embalagens de defensivos agrícolas ou agrotóxicos e vinhoto.INTRODUÇÃO As industrias sucro-alcooleiras geralmente são localizados nas áreas rurais devido às suas características especiais: necessidade de muita água. A racionalização consiste no prolongamento do tempo de permanência da água na planta industrial. para produção de vapor nas caldeiras. Atualmente. cinza. Nesta direção a política nacional de recursos hídricos (Lei 9. Esta “sobrevida quali-quantitativa” da água promove a redução dos volumes capitados e devolvidos ao corpo d’água. uma vez colhida e armazenada. . armazenamento e disposição final de água de processo [3]. Os resíduos de cinzas gerados a partir da queima do bagaço utilizado como combustível. Também é desejável que esteja perto da fonte de matéria prima [3]. além dos comitês de bacias hidrográficas. A indústria da cana é responsável pela produção de 115 milhões de toneladas de resíduos por ano. planos de recursos hídricos.

Este artigo visa apresentar aspectos do uso industrial da água no processo de lavagem de gases e cinzas das caldeiras. visando se alcançar o melhor rendimento na produção de vapor [9]. METODOLOGIA Esse trabalho foi desenvolvido dentro da unidade industrial S. Medições de vazões As quantificações de vazões foram realizadas utilizando um aparelho medidor de vazão ultrassônico portátil de correlação por tempo de trânsito digital. Dessa forma. pouca atenção tem sido dada às águas residuárias utilizadas nos lavadores de cinzas e gases dessas caldeiras. Usina Coruripe Açúcar e Álcool-Matriz. foi feito um inventário das mesmas com as grandezas necessárias. Os parâmetros estudados foram: . OBJETIVO O objeto deste artigo é o estudo do fluxo da água no processo da lavagem das cinzas e dos gases das caldeiras da S. Poucas usinas possuem dados que representem a qualidade e a quantidade desse tipo de água residuária. a fim de se observar qual a forma de tratamento visando o reúso dentro do parque industrial ou seu descarte. O medidor de vazão é não-invasivo. Para avaliação da qualidade da água realizaram-se campanhas de amostragem nos pontos de descarte das águas de lavagem cinzas e de gases das caldeiras. tipo de material. existem especificações gerais para o tratamento da água utilizada. buscando quantificar sua demanda e analisar a qualidade dessas águas. CORURIPE AÇUCAR E ÁLCOOL. Para realização das medições são necessários o levantamento das características da tubulação (diâmetro. e o princípio metodológico utilizado nesta pesquisa. No entanto. depois de identificadas as tubulações possíveis de se aplicar esse método de medição de vazão. A. enfatizando a sua importância com relação à diminuição do impacto ambiental que seriam causados pelos resíduos gerados neste processo. o que significa que mede fluxo a partir da superfície do tubo [8]. é importante que essa avaliação seja feita. envolveu duas ações específicas: medições de vazões e caracterização das águas de lavagem de gases e cinzas. Modelo DCT-7088. Os transdutores são montados na tubulação e as medições de fluxos são efetuadas sem interromper o fluxo. para cada faixa de pressão de trabalho das caldeiras. espessura da parede) e algumas propriedades do fluido. Dessa forma.A.Muita atenção tem sido dada à água utilizada nas caldeiras para geração de vapor.

lavador de gases nas seis caldeiras. e os efluentes gerados são lançados diretamente numa lagoa de sedimentação. A indústria pretende instalar. Vazões médias observadas nos pontos de medição. sólidos sedimentáveis (SS). por meio de equipamento de medição portátil que foram levados ao campo. RESULTADOS E DISCUSSOES Demanda de água Na usina Coruripe existem seis caldeiras das quais cinco possuem lavador de cinzas e apenas uma possui lavador de cinzas e gases. A safra 2003/2004 foi a primeira com lavador de cinzas e gases na caldeira 1. As amostras foram coletas com periodicidade quinzenal.potencial hidrogeniônico (pH). Uma das caldeiras não tem nem lavador de cinzas nem de gases. Ponto de medição de vazão Vazão (m³/h) 1. preservados em gelo e levadas imediatamente ao laboratório. sólidos voláteis (SV). Tubulação de água para lavagem de gás da caldeira 1. sólidos totais (ST). De cada ponto selecionado foram coletados 1. sólidos fixos (SF). Tubulação de água para lavagem de das cinco caldeiras 600 . alcalinidade total (AT). 120 2. Desta forma foram feitas medições de vazões. As águas para todos os lavadores são provenientes da mistura das águas do rio Coruripe com as águas provenientes do sistema de resfriamento das colunas barométricas. gradativamente. As demais análises foram realizadas segundo “Standard Methods for the Examination of the Water and Wastewater” [10]. demanda química de oxigênio (DBO).5L de amostra. Tabela 1. As concentrações de ácidos voláteis foram medidas por titulação direta. ácidos voláteis (AV) e nitrogênio amoniacal. das águas enviadas para os lavadores de cinzas das cinco caldeiras e do lavador de gases da caldeira 1. As medições de pH e temperatura foram realizadas no próprio ponto de coleta. de setembro de 2003 a abril de 2004. Todas as análises foram realizadas no Laboratório de Saneamento Ambiental (LSA) da Universidade federal de Alagoas (UFAL). temperatura. separadamente. segundo métodos descritos por Dilallo & Albertson [6]. As vazões medidas nas tubulações de recalque que alimentam os lavadores de cinzas e gases estão apresentados na Tabela 1. e o procedimento descrito por Ripley et al [11] foi utilizada para as análises de alcalinidade como CaCO3.

Variação de temperatura da água de lavagem de gases e cinzas.0 0. A Figura 1 ilustra a variação de temperatura dessas águas.0 50. A Figura 2 ilustra a variação de DQO dessas águas.0 lav. as águas proveniente do lavador de cinzas e do lavador de gases da caldeira 1. 80.0 40.0 60. Como as caldeiras são alimentadas com bagaço de cana. O Decreto Nº 6. ou seja. o limite máximo de 40°C.0 10. A DQOCNZ esteve entre 110mg/L e 476mg/L. e num volume de resíduo de aproximadamente 720m3/h. a DQO da água de lavagem de cinzas (DQOCNZ) também se apresentou inferior a do lavador de gases (DQOGSE). . os valores observados estão acima dos limites estabelecidos. cinzas 12/6/2004 23/4/2004 4/3/2004 14/1/2004 25/11/2003 6/10/2003 lav. medida pela demanda química de oxigênio (DQO). o que resultou num consumo de 1. gases 17/8/2003 TEMPERATURA (°C) VARIAÇÃO DE TEMPERATURA PERÍODO Figura 1. Com relação à presença de matéria orgânica.0 70. Entre essas águas foram observadas diferenças significativas principalmente quanto a temperatura. A temperatura da água do lavador de gases (TGSE) é cerca de 25oC maior que a do lavador de cinzas (TCNZ). Caracterização das águas Foram analisadas. enquanto que a TGSE ficou em torno de 65oC.200/85[1]. A TCNZ oscilou em torno de 40oC. e a DQOGSE entre 285mg/L e 980mg/L. Considerando que o Decreto Estadual Nº 6. separadamente. verifica-se que para descarte esse resíduo deve ser resfriado.0 20.25m3/TC (metros cúbicos de água por tonelada de cana moída). que estabelece os padrões de emissão de efluentes em corpos de água no estado de Alagoas. ao queimar. a matéria orgânica volatiliza.Observando-se os dados da Tabela 1 verifica-se uma demanda atual de 720m3/h de água para lavagem de cinzas e gases.0 30.200/85 estabelece que o limite máximo para descarte do parâmetro DQO é de 150mg/L. e parte dela é carreada pelas águas de lavagens gerando DQO.

0 800.0 lav.Variação de sólidos Totais da água de lavagem de cinzas e de gases. cinzas 600. A relação SF/ST variou de 0.gases 400.85 para a lavagem das cinzas e de 0.0 12/6/2004 23/4/2004 4/3/2004 14/1/2004 25/11/2003 6/10/2003 17/8/2003 0.0 lav. sempre com o predomínio de sólidos fixos sobre os voláteis. Os valores de SSGSE variaram de 11mL/L a 50 mL/L. O Decreto Nº 6.0 2000.0 200.0 PERÍODO Figura 2. cujos valores para as águas de lavagem das cinzas (STCNZ) esteve entre 450mg/L e 2780mg/L. gases 17/8/2003 ST VARIAÇÃO DE SOLIDOS TOTAIS PERÍODO Figura 3. foram maiores para as águas de lavagem de gases (SSGSE) que para as de cinzas (SSCNZ). 3000. Quanto à concentração de sólidos totais estas não apresentaram diferenças significativas entre si.200/85[1].Variação de DQO das águas de lavagem de cinzas e de gases. enquanto que os SSGSE variaram de 20mL/L a 90mL/L.0 1500.0 500. mostrando que materiais inertes predominavam sobre os orgânicos.0 1000.59 a 0.0 lav. A Figura 3 ilustra a variação da concentração de sólidos totais dessas águas.VARIAÇÃO DA DQO 1200. côo limite . cinzas 12/6/2004 23/4/2004 4/3/2004 14/1/2004 25/11/2003 6/10/2003 lav. por sua vez. e as da lavagem dos gases variaram de 866mg/L a 2248mg/L. Os sólidos sedimentáveis.0 0.55 a 0.0 2500.75.0 DQO 1000.

e para as águas de lavagem dos gases foi maior.0 SS 80. cinzas 4.gases 2.Variação de sólidos suspensos da água de lavagem de cinzas e de gases.00 lav.0mL/L.00 6.00 PERÍODO Figura 5. respectivamente para . que para as cinzas esteve no intervalo de 6. Outra diferença significativa foi com relação ao pH.0 lav.0 60. e de 178mgCaCO3/L a 283mgCaCO3/L.200/85[1].0 lav. VARIAÇÃO DE SÓLIDOS SUSPENSOS 100.gases 20.máximo de emissão desse parâmetro o valor de 1. Os valores de alcalinidade apresentaram o mesmo comportamento do pH.00 lav.0 PERÍODO Figura 4. entre 7. Os valores observados estão dentro dos limites estabelecidos pelo Decreto Nº 6. A Figura 4 ilustra a variação dos valores de sólidos sedimentáveis dessas águas.00 pH 8. A Figura 5 ilustra a variação dos valores de pH dessas águas.00 12/6/2004 23/4/2004 4/3/2004 14/1/2004 25/11/2003 6/10/2003 17/8/2003 0. Variação do pH da água de lavagem de cinzas e de gases.3 a 8. variando de 56mgCaCO3/L a 175mgCaCO3/L. cinzas 40. VARIAÇÃO DO pH 10.0.0 23/4/2004 3/4/2004 14/3/2004 23/2/2004 3/2/2004 14/1/2004 25/12/2003 5/12/2003 15/11/2003 0.2.5 a 8.

A Figura 6 ilustra a variação das concentrações de alcalinidade total dessas águas. com concentração média 33mg/L para as águas para lavagem de cinzas e de 48mg/L para as águas de lavagem dos gases.0 150.0 100. cinzas 23/4/2004 3/4/2004 14/3/2004 23/2/2004 3/2/2004 14/1/2004 25/12/2003 lav. 450.0 50. A Figura 7 ilustra a variação das concentrações de nitrogênio amoniacal dessas águas. cinzas 23/4/2004 3/4/2004 14/3/2004 23/2/2004 3/2/2004 14/1/2004 25/12/2003 lav.0 250.0 lav.gases 5/12/2003 NH4 VARIAÇÃO DE NH4 PERÍODO Figura 7. .0 350.0 12.0 10. A concentração de nitrogênio amoniacal também foi detectada com predominância apenas nas águas de lavagem de gases (NH4+GSE) com concentração que variou de 4.6mg/L. Variação de NH4 da água de lavagem de cinzas e de gases.alcalinidade total da água do lavador de cinzas (ATCNZ) e do lavador de gases (ATGSE).0 lav.0 4.1mg/L a 11.0 2.0 8.0 300.0 0. 14. enquanto que nas águas de lavagem de cinzas só foi detectado amônio na amostra coletada no final de janeiro (período chuvoso). Os ácidos voláteis apresentaram comportamento semelhante.0 200. com concentração de 2.Variação da alcalinidade total da água de lavagem de cinzas e de gases.0 6.9mg/L.0 400.0 0.gases 5/12/2003 ALCALINIDADE TOTAL VARIAÇÃO DA ALCALINIDADE TOTAL PERÍODO Figura 6.

0 50. gases 5/12/2003 AV VARIAÇÃO DE AV PERÍODO Figura 8.0 lav. são mais alcalinas e conseqüentemente têm pH mais elevado.0 60. aumentando assim.25m3/TC. Variação de ácidos voláteis da água de lavagem de cinzas e de gases. que após passar essas águas por um sistema de tanques de sedimentação. operados em paralelo. ocorrerá uma menor solicitação do manancial de superfície. Além disso.0 10. num circuito semi-fechado.0 40. cujo efluente mistura-se com as demais águas residuárias da industria numa lagoa intermediária que alimenta uma série de lagoas de estabilização. apresentam concentrações mais elevadas de sólidos totais e de sólidos sedimentáveis.0 30.0 20. Os resultados indicam que as águas de lavagem de gases apresentam concentrações de carga orgânica (DQO) maiores que as de lavagem de cinzas. Após o drama nacional de energia. O efluente dessas lagoas de estabilização é bombeado para a irrigação. a recarga do manancial subterrâneo.0 0. No caso da Usina Coruripe-Matriz. cinzas 23/4/2004 3/4/2004 14/3/2004 23/2/2004 3/2/2004 14/1/2004 25/12/2003 lav. . Vale ressaltar que se uma usina é racional e econômica no uso de água. Algumas industrias sucro-alcooleiras fazem a reutilização das águas de lavagem de cinzas e gases. será racional e econômica no uso de vapor e de energia elétrica. CONCLUSÕES As análises dos dados permitiram concluir que o circuito de água de lavagem de gases e cinzas é completamente aberto. onde tem sempre um tanque em processo de limpeza e os demais em uso. retirando a real necessidade de água do rio. e utiliza taxa de aplicação de 1. retornam para a lavagem de gases e cinzas das caldeiras. com presença de nitrogênio amoniacal e elevadas temperaturas. essas águas são descartadas numa lagoa de sedimentação.0 70.80. além da água é muito bem vindo economizar energia. num circuito completamente aberto.

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