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Camile Lamarc

Mrs.
Quanto tempo não conversamos.
Há muitas coisas que gostaria de contar, mas não sei bem como
começar.
Primeiro:
A minha viagem ao sul, não foi como imaginava, poderia assim dizer
que foi bem melhor; mais interessante, principalmente quando tive um
encontro inesperado.
Bem que sabe que fiquei naquele albergue fajuto. Mas era o mais
barato. E ficar num quarto coletivo foi uma tarefa de paciência, logo que,
havia somente dois banheiros e um número bastante alto de hóspedes.
Bem, resolvi ficar no albergue aquele dia (terça feira), estava mais frio do
que nunca e não tinha a mínima vontade de sair no meio de uma breve
neblina e com um pouco de nevasca. Tinha jantado cedo: às sete. Assisti
um pouco de Tv no Hall e fui para minha cama, ou melhor, o meu beliche.
Haviam poucas pessoas no ambiente, mas no quarto não tinha ninguém,
somente eu brigando com meus cobertores e tiritando os dentes de tanto
frio. Quando consegui adormecer, senti um calor a envolver-me,
principalmente pelas costas. Era tão aconchegante que por intuito me
aconchegava cada vez mais.
Somente tomei consciência de que não era um sonho, quando senti
um suspiro na nuca, um gemido e um braço que me segurava de
encontro ao corpo. Abri os olhos rapidamente, e vi que estava presa pelo
braço. Tentei me levantar, mas não consegui. Somente ouvi uma
reclamação.
- Fique quieta, senão eu vou cair.
- O que faz aqui?!
- Estou querendo dormir, oras!
- Pois vá para seu quarto. Eu vou chamar o gerente.
- Que vá, mas me deixe dormir.
Pensei: - “mas que atrevido. Além de estar na minha cama,
atrapalhando o meu sono, tem a cara de pau de não querer sair.”

o peso do braço sobre o corpo. Levantei-me da cama e tirei um dos casacos. E assim ficamos. Suas pernas se envolveram . Em dado momento comecei a sentir frio novamente. uma calça e algumas das meias. Ele também. Eu queria dormir. mas vi você tremendo e resolvi deitar. usando-o como um aquecedor natural. peguei na mão dele e aproximei-me mais. Segundo: Quando voltei para seu lado. Fiquei ainda afastada. Ficamos assim. Não se preocupe. Passaram alguns minutos para que eu começasse a sentir um incomodo por toda aquela roupa. ele colocou novamente o braço sobre mim. ficando somente com o moleton e um par de meias. hoje o frio será de menos quinze graus. A aparência de cansado se notava por causa da barba rasteira e as profundas olheiras. Mas mesmo antes de voltar para seu lado.2 Camile Lamarc . mas não do frio que se intensificou. Com o braço solto no peito e a cabeça apoiada no travesseiro. Não seria nada incomodo um ajudar ao outro.Como você veio parar na minha cama? . Acho que entrei no quarto errado. Cobrinos. E agora! Vai se deitar ou não?! Pensei muito no frio. não vou fazer nada. Já estava toda se tremendo somente com sete positivo. Voltei para o seu lado.Sei lá! Pedi uma cama. ía sair. Estava com um número razoável de casacos. Assim pensava como desculpa. a meia escorregando do pé. Inconsciente. sentindo o suspiro na nuca. somente isto. . vai estar congelada. Dormia com a boca aberta. Pensei no calor que afastava o frio. mandaram eu vir nesta direção. tirei o excesso de roupa.É melhor deitar. Seus pés estavam juntos com os meus. Estava de calça e camisa. Só quero dormir. e ele não estava de meia. ressonando. talvez roncasse. Isto me protegeria. Ele estava deitado. esfregando meus pés junto aos dele. Me isolaria de qualquer tentativa de abuso. sentindo algum calafrio. quando chegar aos quinzes negativos. meias e moletons. mas logo ele passa o braço por cima e faz-me aproximar novamente.

Com certeza que lá estará fria. . e soltei a sua mão. Logo conseguiria uma guria para te esquentar. .Isto não seria problemas para você. Logo ouviu-se o primeiro gemido. . alguns também se encontravam acompanhados para refugiar-se do frio. aprofundei em seu abraço e deslizei a sua mão para meu ventre. Abri os olhos rapidamente. Eu não conseguiria mais dormir.Fica quieta e volte a dormir. – assim ele disse. Que convite mais direto e encorajador. vindo de um dos lados do quarto. Aconchegavam-se em seus colchões e pareciam não ter percebido a presença dele.Se continuar assim.Eu não vou conseguir mais dormir. – sussurrou ele. . Aquilo foi seguido de outros e mais outros. e apesar dele estar de calças jeans sentia sua excitação contra minha bunda. ficando frente a ele e tentando ver seu olhar. e meu sangue correu mais rápido. . As pernas. O abraço dele foi mais apertado desta vez. O silêncio dominou o tempo de resposta. Algumas pessoas começavam a chegar. que nem ao menos sabia de quem se tratava. o que umas tantas outras pessoas faziam naquele momento. Imitá-los. Não por ele estar ali.Então deveria voltar para sua cama. . Troquei de posição. . o coração disparado. Ou porque. Um estranho que fugia do frio numa cama ocupada.E o que faremos então?! Já que ambos não conseguem dormir. Suas pernas voltaram a se entrelaçarem com as minhas. Mas os gemidos se tornavam altos. não deixou que separassem.3 Camile Lamarc entre as minhas. Não conseguia devido a penumbra que se concentrava diante. . A coxa que estava entre as minhas pernas . Alguns outros casais acompanhavam ao ritmo dos primeiros e nós dois ficamos encarando-se na escuridão. terei que tirar a roupa. . contudo. As meias escorregavam dos pés.Para que arriscar. queria transar num dormitório ouvindo.Poderíamos imitá-los.

e no mesmo instante. soprava. .Shii. Me arqueava contra aquela tortura. Eu estava embaixo. Neste momento eu estava nua.Tenha paciência. Ele quieto. Ele em cima. sem perceber o que ocorria. . Queria tirar as roupas dele e minha para seguir gemendo como os demais naquele local. O frio desapareceu em segundos. no início. queria seguir aquele ritmo. Quis alcançar o seu membro dentro da calça. Já no outro seio.Tenha calma. Gemi contra seu pescoço. logo. um homem fodia uma mulher de quatro. Aquilo me assustou. Calma era a última coisa que eu teria daqui há alguns segundos. E quando pensava que não conseguiria mais resistir. Não percebi quando a sua mão direita já se encontrava entre as minhas coxas.Não consigo. Estava com sangue correndo rápido.4 Camile Lamarc começou a se movimentar. esperando por ele. ele invadiu de maneira brusca. deslizando gentilmente para dentro e fora. Fique quieta. Me jogava contra sua mão. Minha paciência tinha evaporado a partir do momento em que ele não saía do meu lado. E circulando. Dois ou três hóspedes dormiam a sono solto. . A mulher estava montada em seu parceiro de certa forma que não importava aos demais. Suspirava contra minha testa. Circulando. acariciando meu sexo. Logo. Tinha necessidade de tirar o resto das roupas. enquanto ela se apoiava na cabeceira da cama. reparei que um casal estava transando na cama ao meu lado. mas estava presa debaixo dele. Circulando. A ponta da língua deslizava sobre o bico. As minhas pernas abertas. Ele também. Um de seus braços ainda estava debaixo da cabeça e o outro ainda me segurava as costas. Mas ele não deixava. mas ao continuar com a investida. circulando com o polegar o bico do seio. Tinha necessidade de tocá-lo e de ser tocada. Mais a frente. Queria movimentar. Contra sua carícia. . Ele não deixou. . Quando abri os olhos. E assim reparei em alguns outros que ali se encontravam. lambia-o e soprava.

afogando meu gemido em seu ombro e ouvindo os dele próximo ao meu ouvido.Calma. Somente sentia uma vibração que estremecia meu corpo completamente. Relaxei esperando que os tremores me levassem aquele labirinto de sensações. você não ficará assim. E sorri.Aproveite. – disse. E não sentia mais frio. Desceu a mão e acariciou meu clitóris. Insatisfeita. E sonhei. Continuava deitado sobre mim. Seu corpo desabou sobre o meu. A língua dele mordiscou o lóbulo de minha orelha esquerda. Não pensava em nada. Não pensei duas vezes. Massageava-o com o dedo anelar. Ele gozou. Não naquela noite. enquanto suprimia tremores em meu interior. beijou minha bochecha. . .5 Camile Lamarc segui apreciando. Camile Lamarc . mas eu não havia chegado ao clímax e ele percebeu. Um suspiro rouco surgiu de sua garganta. Daí fiquei tonta. E adormeci.