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I SEGURO

(arts. 757 a 802 CC)

Conceito
Aquele pelo qual uma das partes, denominada segurador, se obriga a
garantir interesse legítimo da outra, intitulado segurado, relativo a pessoa
ou a coisa, contra risco predeterminados. (CC art. 757)
1)Sistemática
Segurador X Segurado
- Quem assume o risco?
R.: Aquele que juridicamente responde o risco.
Prêmio
É a contraprestação recebida pelo segurador pelo segurado.
Apólice
É o “contrato”, segundo alguns doutrinadores é a exteriorização do contrato
de seguro.
2)Características
Risco – Pode ser bom. Ex.: Quando se formar, se casar ou completar “X”
anos.
3)Natureza Jurídica
- Bilateral/Sinalagmático (reciprocidade de obrigações – possibilita às partes a
análise dos benefícios e prejuízos)

- Oneroso
- Aleatório (Ale
Risco)
-Adesão (Na prática é de adesão)
- *Consensual (Alguns entendem ser consensual)
- Formal – Exige forma especial, embora a mera apresentação do
comprovante pagamento é o bastante.

4)Espécies
- Seguridade Social – Previdenciário (Leis 8.212 + 8.213)
- DPVAT (Lei 6.194/74)
-Seguro de Pessoa¹ (Cód. Civil)
-Seguro de Dano² (Cód. Civil)

indicando a soma por que pretende segurar-se. 781 – 782) Art. na vigência do contrato. 781. 778. pelo que efetivamente pagou. Acidente de trânsito e outros. em hipótese alguma. perderá o direito à garantia. salvo em caso de mora do segurador. em si.) Seguro Obrigatório de Danos Pessoais causados por veículos automotores de via terrestre . de dano a pessoa) 2.441/92.Recai sobre o indivíduo (de vida.1.: Atenção a Súmula 188 STF + art. e. A indenização não pode ultrapassar o valor do interesse segurado no momento do sinistro. o limite máximo da garantia fixado na apólice. pretender obter novo seguro sobre o mesmo interesse. 782. Se a inexatidão ou omissão nas declarações não resultar de má-fé do segurado. 766. 6) Seguro DPVAT – Lei 6. a diferença do prêmio. ou a cobrar. Parágrafo único.194/74 (posteriormente alterada pela Lei 8. além de ficar obrigado ao prêmio vencido. “Resseguro” “Vida” Obs. e contra o mesmo risco junto a outro segurador. até o limite previsto no contrato de seguro. a fim de se comprovar a obediência ao disposto no art. o segurador terá direito a resolver o contrato.Recai sobre os bens do indivíduo (móveis e imóveis) 5) Objeto Qualquer bem (fato lícito) Obs. deve previamente comunicar sua intenção por escrito ao primeiro. O segurado que. por si ou por seu representante. Analisar sempre o bem. Se o segurado. 766 CC Art. Súmula 188 STF O segurador tem ação regressiva contra o causador do dano. Art. fizer declarações inexatas ou omitir circunstâncias que possam influir na aceitação da proposta ou na taxa do prêmio. Culpa concorrente não exclui a seguradora Valor (arts. e não a sua origem. mesmo após o sinistro.

do artigo 206. hipótese essa que é inconciliável com a idéia de responsabilidade civil. do Código Civil. não há de se falar em "responsabilidade civil" quando quem sofre o prejuízo é o próprio causador do dano. barcos.Qual o tipo de ação (procedimento)? Ação de cobrança do seguro DPVAT.E se o IPVA (Licenciamento) não foi pago estiver atrasado? Não há problema algum. .. A indenização do seguro obrigatório previsto Lei 6. nesse caso. 10 (dez) anos. Pelo art. . Observe que nessa definição não se enquadram trens. porque essa pressupõe um terceiro prejudicado ("outrem"). É por isso que acidentes envolvendo esses veículos não são indenizados pelo Seguro DPVAT.Prazo Prescricional? Não sendo aplicável ao seguro obrigatório previsto na Lei 6. pois. ou seja.194/74 é paga ainda que a vítima seja o próprio condutor do veículo e único responsável pelo acidente. bicicletas e aeronaves. No entanto. resta então afirmar que a regra a ser utilizada é a do prazo geral de prescrição prevista no artigo 205. 275 CPC é Sumário.Quem tem direito? Qualquer um que se envolver num acidente de trânsito. por não se tratar de seguro de responsabilidade civil. e não havendo disposição expressa específica para os casos de seguros obrigatórios que não sejam de responsabilidade civil.O que deve ser provado? Dano e Nexo Causal (em caso de morte. ele indeniza vítimas de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre. Isso significa que o DPVAT é um seguro que indeniza vítimas de acidentes causados por veículos que têm motor próprio (automotores) e circulam por terra ou por asfalto (via terrestre). Como o próprio nome diz. pedir tutela antecipada) . estar-se-ia diante da hipótese de uma excludente de responsabilidade que é a culpa exclusiva da vítima. parágrafo 3º. .194/74 o prazo prescricional de três anos previsto no inciso IX. é possível o pedido de conversão da ação para procedimento ordinário (pq?) . ou seja.O que cobre? O Seguro DPVAT cobre vidas no trânsito. invocando o princípio da razoabilidade. .

789 a 802 CC) Esta modalidade securitária garante ao segurado ou beneficiário o recebimento de certa quantia. quando o segurado é cônjuge. 790 CC/02 Art. conforme regras do Art. presume-se o interesse. Parágrafo único. 790. e o restante aos herdeiros do segurado. sob pena de falsidade. o seu interesse pela preservação da vida do segurado. Anteriormente conhecido como "seguro de vida". Caso não seja apontado uma pessoa? Art. 794. nem se considera herança para todos os efeitos de direito. No seguro de vida ou de acidentes pessoais para o caso de morte. No seguro sobre a vida de outros.Dúvidas freqüentes – Como funciona a apólice? O prêmio pode ser pago após a morte. -Seguro de terceiros? Sim. este instituto tem sido amplamente utilizado até os dias de hoje. . Até prova em contrário.Seguro de Pessoa (art. Nada haver com a herança. o proponente é obrigado a declarar. o capital estipulado não está sujeito às dívidas do segurado. serão beneficiários os que provarem que a morte do segurado os privou dos meios necessários à subsistência. Na falta das pessoas indicadas neste artigo. Na falta de indicação da pessoa ou beneficiário. obedecida a ordem da vocação hereditária.Dano a pessoa (Direito previdenciário e trabalhista) . ou se por qualquer motivo não prevalecer a que foi feita. Seguro não é a antecipação da herança.Vida? .Seguro x Herança Art. -Tem limite? . motivo pelo qual seu tratamento no código civil é bastante extenso . ou em X anos (conforme expectativa de vida) -Quem pode ser o beneficiário? Qualquer um que seja apontado. Parágrafo único. ascendente ou descendente do proponente. Não se comunicam. que não precisa ser necessariamente o próprio segurado. por ocasião de um sinistro previamente estipulado em relação a determinado indivíduo. o capital segurado será pago por metade ao cônjuge não separado judicialmente. 792.

Parágrafo único. não pode ser valorado. Ressalvada a hipótese prevista neste artigo. O beneficiário não tem direito ao capital estipulado quando o segurado se suicida nos primeiros 2 (dois) anos de vigência inicial do contrato. 798. se a redução do risco for considerável. O resseguro (novos seguros de um em) de vida é livre (não valorado). pelo que efetivamente pagou. no período contratual de carência.Não tem limite. ou a resolução do contrato. ou da sua recondução depois de suspenso. -E no caso de Suicídio? Art. a diminuição do risco no curso do contrato não acarreta a redução do prêmio estipulado. . até o limite previsto no contrato de seguro. 766. Vida. o suicídio do segurado. Súmula 61 STJ O seguro de vida cobre o suicídio não premeditado. Pertences: Avião Roubo de veículo: . não exime o segurador do pagamento do seguro. e sem prejuízo da ação penal que no caso couber. A indenização não pode ultrapassar o valor do interesse segurado no momento do sinistro. 781. Súmula 188 STF O segurador tem ação regressiva contra o causador do dano. Nos seguros de dano. Valor: Art. 778 CC/02 (Exceção 781 CC/02) Art. e. ou seja. de dano não é livre. o segurado poderá exigir a revisão do prêmio. o limite máximo da garantia fixado na apólice. bem abstrato sem valor determinado. mas. é nula a cláusula contratual que exclui o pagamento do capital por suicídio do segurado.Se o segurado não declarar doença pré-existente? . sob pena do disposto no art.E se houver desvalorização? VER DOUTRINA Art. Deve obedecer o teto do valor do bem. em hipótese alguma. observado o disposto no parágrafo único do artigo antecedente. Exceção: Art. 778. Súmula 105 STF Salvo se tiver havido premeditação. a garantia prometida não pode ultrapassar o valor do interesse do segurado no momento da conclusão do contrato. 770. Salvo disposição em contrário. salvo em caso de mora do segurador.

ou do beneficiário. 778. nos direitos e ações que competirem ao segurado contra o autor do dano. Parágrafo 2º. 800. 786 CC (1° exceção – se o dano for cometido por cônjuge. Parágrafo 1º. consangüíneos ou afins. fizer declarações inexatas ou omitir circunstâncias que possam influir na aceitação da proposta ou na taxa do prêmio. O segurado que. pretender obter novo seguro sobre o mesmo interesse. Nos seguros de vida não (art. OBS.O ônus da prova cabe a seguradora (art. na vigência do contrato. . indicando a soma por que pretende segurar-se. . -Ausência de pedido de exame pela segurada. Art. Salvo dolo. 782 CC/02 “Valor do bem” Art. a seguradora pode cobrar uma diferença do valor do tratamento. por si ou por seu representante. caput Regra geral sim. É devida indenização. além de ficar obrigado ao prêmio vencido.: E se o prêmio não estiver quitado? Vítima recebe? Art. perderá o direito à garantia. contra o causador do sinistro. Nos seguros de pessoas. em prejuízo do segurador. 778 – 788 CC/02 . não há sub-rogação. 786.Art. Em caso de boa-fé. Se houve má-fé. nos limites do valor respectivo. 6° CDC) Resseguro e extensão do dano Art. descendente e ascendente. 786 CC. cobrando um prêmio a mais. deve previamente comunicar sua intenção por escrito ao primeiro. 800 CC) Art. Para a indenização. os direitos a que se refere este artigo. se não houver dolo. 782.Pontes de Safena não declaradas no contrato. e contra o mesmo risco junto a outro segurador.E se houver vício no bem? Jurisprudências divergentes Sub-rogação Art. a sub rogação não tem lugar se o dano foi causado pelo cônjuge do segurado. Não é devida indenização. Atenção: Art. a fim de se comprovar a obediência ao disposto no art. É ineficaz qualquer ato do segurado que diminua ou extinga. não é devido o seguro. Jurisprudência . 766. o segurador sub-roga-se. seus descendentes e ascendentes. Se o segurado. o segurador não pode sub-rogar-se nos direitos e ações do segurado.

Presunção relativa. Depois a seguradora recebe o prêmio “parcela” pelo segurado. Seguradora se compromete a responsabilizar por dano causado pelo segurado a terceiros. Presunção que não admite prova em contrário. Nesse caso. o art. 798 não estaria sendo cumprido.E se o homicídio for antes de 2 anos? Cabe a seguradora provar a premeditação (ônus da prova) 1 ª corrente (majoritária) Início do Contrato 2008 _________________________________/ _________________________________ 2 anos 2010 – Suicídio Presunção relativa Presunção de não Ônus da seguradora Premeditação Seguradora Paga! Iuris et de jure . 2 ª corrente Início do Contrato 2008 _________________________________/ _________________________________ 2 anos 2010 – Suicídio Presunção relativa Presunção de não Ônus da seguradora Premeditação Seguradora Paga! Iuris et tantum . Suicídio inconsciente . Presunção absoluta.De direito e por direito.De direito.É possível resseguro de dano? Sim.Recebe. o que decorre do próprio direito. . . Seguro de responsabilidade civil. Contanto que o valor ressarcido seja até o “teto” do valor bem.

no seguro de pessoa não há sub-rogação. uma vez. pular de ???. pelas disposições relativas ao depósito.Conceito e Natureza Jurídica É aquele em que alguém se obriga. . A seguradora PAGA. 730) . Seguro de Dano – Se a seguradora cobrir o dano. Eutanásia Passiva Abandono de tratamento médico.: X se recusa a determinado tratamento médico. quando a coisa e depositada ou guardada nos armazéns do transportador (CC. esportes radicais. rege-se no que couber. pode sub-rogar ao causador do dano? Sim.O transportador tem obrigação de entregar pessoa ou coisa incólume ao seu destino. 751) . a transportar. 730 a 756) 1. . art.Tem natureza acessória.Coloca o bem/vida a risco. que pode ser proveniente de outro negócio jurídico. pessoas ou coisas (CC art.: Compra e Venda de automóvel. que o vendedor se responsabiliza pela entrega do bem no domicílio do comprador. A seguradora deve PAGAR.Embora tenha características próprias. Ex. Ex. mediante retribuição. de um lugar para outro. II TRANSPORTE (arts.

tomando todas as cautelas necessárias para mantê-la em bom estado e entregá-la no prazo ajustado (art. sendo nula qualquer cláusula excludente de responsabilidade (art. no que não contrariem as disposições do diploma civil. se aquele não for encontrado (art. -Não se subordina as normas do contrato de transporte o feito gratuitamente por amizade ou cortesia (art. -O art. 746) . 6. Se houver concorrido para o dano.O passageiro deve sujeitar-se as normas estabelecidas pelo transportador. 736) Exceto se agir com dolo ou culpa grave Sumula 145 STJ . onde o primeiro cede o uso do meio de transporte ao outorgado. 732 CC ressalva a legislação especial (CDC. pelos danos causados às pessoas transportadas e suas bagagens.A partir do momento em que um indivíduo acena para um veículo de transporte público. 749) -Poderá o transportador recusar a coisa cuja embalagem seja inadequada. ser gratuito) -Comutativo (as prestações são certas e determinadas) -Não solene (não depende de forma prescrita. Código Brasileiro de Aeronáutica. 734) 5. Convenção de Varsóvia. Caracteres . ou depositado em juízo. podendo ser verbal) -De Adesão (não há discussão de cláusulas) 3. 2. começa no momento em que recebe a coisa e termina quando é entregue ao destinatário. Transporte de pessoas .. 4. (art. que lhe dará o destino que desejar. diante da oferta permanente em que se encontra o veículo em trânsito. salvo motivo de força maior. quanto ao meio empregado. já o contrato teve início. o juiz reduzira equitativamente a indenização. Responsabilidade do transportador Responde o transportador.A responsabilidade do transportador.Não confunde fretamento com contrato de transporte. de forma objetiva. 738). pode ser terrestre.). etc.Bilateral/Sinalagmático (reciprocidade de obrigações) -Consensual (aperfeiçoa-se com o acordo de vontades) -Oneroso (podendo. porém. aéreo e marítimo. Transporte de coisas -E dever do transportador conduzir a coisa ao seu destino. ou danificar o veiculo e outros bens. abstendo-se de quaisquer atos que causem incomodo ou prejuízo aos demais passageiros (art. 750) . bem como a que possa por em risco a saúde das pessoas. Espécies É de pessoas e coisa e. limitada ao valor constante do conhecimento.