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Homens que não sabem amar - o que passa na mente de

sedutores incapazes de manter um relacionamento
Eles são sedutores, inteligentes e interessantes. Não
medem esforços na hora da conquista. E continuam
destilando seus encantos por um tempo até que, sem
mais, desaparecem. Em seu vácuo, deixam apenas a
dúvida: o que aconteceu, afinal, se parecia tudo tão bem?
Marie Claire conversou com especialistas e com mulheres
para tentar desvendar esse perfil de homem. Será uma
espécie imune ao amor?
Toda mulher passou ou conhece alguém que tenha passado pelas mãos daquele tipo que faz
de tudo para conquistar e depois simplesmente some — ou a troca por outra — sem dar
explicação. É quase um clássico na lista de experiências amorosas que acabaram mal. Mas
será que dá para pôr todos esses homens sob o mesmo rótulo e classificá-los simplesmente
como grandessíssimos cafajestes? Talvez parte deles seja mesmo, outros provavelmente não
estavam a fim (é possível que um homem não goste da gente sem que ele seja
necessariamente um cachorro, afinal). Alguns, porém, por mais que queiram, podem apenas
não conseguir amar. Ou, como diagnostica o especialista em relacionamentos amorosos
norte-americano Steve Carter, podem ter fobia de compromisso.
Mas como é que a gente identifica, então, se o cara com quem estamos lidando tem boas
intenções ou está pronto para fugir a qualquer momento? Existem diferentes padrões de
comportamento entre os fujões: há os que desaparecem no dia seguinte, os que mudam de
atitude em pouco tempo durante a relação (geralmente curta), os que transformam as
qualidades da mulher em defeitos de um dia para o outro e os que traem compulsivamente.
Qualquer que seja a história, fica evidente a falta de comprometimento com a relação.
“Um homem com fobia de compromisso é confuso e confunde as mulheres. Ele vive dividido
entre a necessidade de amar e um medo incontrolável de se comprometer. Sua confusão cria
um padrão de comportamento tão claro quanto impressões digitais”, diz Carter em seu livro,
Homens que não conseguem amar (Sextante, 240 págs.). Nele, Carter define esse perfil de
homem com o que chama de “síndrome de perseguição/pânico”. “Isso quer dizer que ele
empreende uma perseguição incansável até sentir que o amor e a reação da mulher o
deixaram encurralado no relacionamento — eternamente. No momento em que isso
acontece, sente o relacionamento como uma prisão que lhe provoca ansiedade; quando não,
pânico total. Antes que a mulher saiba o que está acontecendo, o homem já começou a fugir
do relacionamento, dela e do amor.”

um psicopata usa qualquer pessoa como um instrumento ou troféu que ele se orgulha em exibir”. “São casos menos comuns do que os com outros tipos de deficiência afetiva.Pode não ser fácil. Podem até saber o significado da palavra amor. mas que. Nascem com um distúrbio. culpa. crimes passionais. amigos. Mas os primeiros capítulos do livro Mentes perigosas tratam justamente de um tipo de psicopata menos conhecido e. já que estamos acostumados a associar psicopatia a casos de assassinato em série. “No campo dos relacionamentos amorosos. já que eles têm a noção de sentimentos. mas esses homens que não sabem amar são capazes de aprender a se ligar a uma mulher.” . mas não conhecem a sensação que ele provoca — e isso não só no relacionamento amoroso. assim como os outros. diz Ana Beatriz. São tipos que dificilmente teriam coragem de matar alguém. Entretanto. um erro no funcionamento mental que os torna incapazes de compreender sentimentos como empatia. como a fobia ou a dependência afetiva da paixão. E a ausência desses sentimentos é o que caracteriza uma espécie bem mais nociva e perigosa de homens que não sabem amar: os psicopatas leves ou sociopatas. remorso e amor. agem friamente em benefício de seus interesses sem se preocupar na consequência de seus atos a outras pessoas. ninguém. Eles não se ligam de verdade a família. filhos. mas são também os mais nocivos. mais comum do que os que chegam aos jornais. possivelmente. há casos extremos de homens que simplesmente são incapazes de amar. Parece uma termologia exagerada.