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CURSO DE DIREITO DE FAMÍLIA

PRIMEIRA PARTE: Conceito, Conteúdo e abrangência, Evolução
histórica, A Família Constitucionalizada e Princípios:
I – Direito de Família: é um conjunto de regras que disciplinam os direitos pessoais e
patrimoniais das relações de família ( Lobo).
1

Conteúdo e abrangência:

Paulo Netto Lobo divide o conteúdo de direito de família da seguinte forma, tendo
como paradigma a família diante da nova ordem constitucional, a saber:
a

o direito das entidades familiares: que abrange o casamento e os demais arranjos
familiares, sem discriminação.

b

O direito parental: relativo a situações jurídicas de paternidade, maternidade,
filiação e parentesco;
O direito assistencial: relaciona-se a guarda, tutela e curatela

c
d

O direito patrimonial familiar: relativo ao regime de bens entre os cônjuges e
companheiros, alimentos, bem de família, e administração do bem de família,

2

Evolução histórica:

As leis elaboradas na República vinham atender ao anseio da burguesia
( individualismo, patrimonialismo, características do Código Civil de 16).
O código civil de 16 seguia a ordem da vida na parte especial( família, reais,
obrigações, sucessão) .
Nessa época, o patrimônio estava acima de tudo, toda família deveria adquirir
patrimônio, por isso o casamento era indissolúvel para não dividir as riquezas da
família, diminuindo o patrimônio.
O individualismo consistia na acumulação de patrimônio através da pessoa, não
mais através do Estado.
Os filhos provenientes do casamento civil, ostentavam o status de filhos legítimos,
já os filhos de uma relação extraconjugal (filho adulterino) ou os filhos que
derivaram de impedimento de parentesco (filho expúrios) não ostentavam, sendo
assim, não possuíam os mesmos direitos.
Era proibido o homem reconhecer o filho extraconjugal na constância do casamento.
3 A Família constitucionalizada: arts. 226 a 230 da CF
Com a constituição de 88, o direito de família foi constitucionalizado, devendo ser
interpretado com base na Constituição Federal. Há disposição a respeito do direito
de família nos arts. 226 CF ao 230 CF.
A constituição de 88 veio quebrar a hegemonia do casamento, pois até então
somente o casamento instituía família, surgiram diversas espécies de entidades

familiares. Ex: casamento,união estável, monoparental( qualquer dos pais e seus
descendentes) eudomonista, anaparental, entre outras.
3.1- Espécies de entidades familiares:
Essas espécies de entidade familiares são meramente exemplificativas, podendo surgir
outras.
a

Família matrimonial ou Casamento: O casamento era a única forma apta a
constituir família. No Brasil Império, o Estado e a igreja se confundiam, sendo
assim, somente o casamento religioso era válido. Com a República, o Brasil
tornou-se um país laico, estabelecendo a liberdade de culto, a partir de então o
casamento válido passou a ser o civil.
O casamento religioso pode ser convertido no civil.

b

União estável: Ela foi reconhecida pela CF de 1988. Observa-se que houve um
tempo que os valores na sociedade eram arcaicos, extremamente conservadores,
as pessoas viviam para o casamento. Quando as pessoas começaram a se separar,
rompendo a concepção de família na época e ao mesmo tempo sendo
marginalizadas mas começaram a surgir problemas que deveriam ser
solucionados , pois começaram a serem formadas sociedades de fatos, através de
casamento no exterior, as pessoas constituíam patrimônio conjuntamente. O
judiciário começou a receber vários pleitos para resolver essas situações.
De inicio os tribunais estabeleciam indenização por serviços prestados.
Depois quando fosse comprovado o esforço de ambos companheiros na
construção de um patrimônio , era reconhecida como uma sociedade de fato.
Sumula 380- STF (dec.60 )
Comprovação - Existência de Sociedade de Fato - Cabimento - Dissolução
Judicial - Partilha do Patrimônio Adquirido pelo Esforço Comum
Comprovada a existência de sociedade de fato entre os concubinos, é cabível
a sua dissolução judicial, com a partilha do patrimônio adquirido pelo esforço
comum.
Essas uniões estáveis eram chamadas de concubinato. Provado esforço mutuo,
esse patrimônio poderia se dividir.
O concubinato era subdivido em puro e impuro( relação paralela ao casamento ,
ex: homem que se envolvia com mulher casada), essa sumula só se aplicava a ao
puro.
Com a CF 88, mudou de nomenclatura, passando a ser denominado de UNIÃO
ESTÁVEL.
Antes do CC 2002 tivemos as leis 8.971/94 e 9278/96 , essas leis foram
revogadas tacitamente. ( lei posterior que engloba ou é incompatível com a lei
anterior).
Só existe uma discussão acerca do direito de habitação do companheiro que esta
previsto na lei 8971/94 acredita-se que ainda está em vigor, pois o CC/2002 não
previu.
Concubinato puro  união estável
Concubinato impuro concubinato

c

União homoafetiva: quando o supremo adotou a união homoafetiva como
entidade familiar, deixou de existir qualquer dúvida que o disposto no art.226
CF a respeito de entitades familiares é exemplificativa.
Tem se entendido que o termo homossexual aplica-se como patologia e por isso
tem-se adotado esse termo  homoafetivo.
O supremo se manifestou em duas ações : ADPF 132/RJ e ADI 4.277/DF
( efeito erga omnes e vinculante) , no sentido em que a união de pessoas do
mesmo sexo, equiparam-se àquelas de pessoas de sexos diferentes
Vide o artigo :
http://jus.com.br/artigos/20672/o-julgamento-da-adpf-132-e-da-adi-4277-e-seusreflexos-na-seara-do-casamento-civil
O supremo não se ateve a determinar uma analogia legal mas uma analogia
jurídica pois havia uma lacuna no art.1.723.
d

Monoparental: Formada por qualquer um dos ascendentes com seus
descendentes. Art.226 §4º  “§ 4º Entende-se, também, como entidade familiar
a comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes.”

e

Pluriparental ou mosaico: Advém do princípio da solidariedade familiar, são
famílias formadas com base no afeto. Se constitui, por exemplo, quando homem
divorciado que possui dois filhos e casa com uma mulher divorciada com filhos
e venham constituir uma prole. Nesse caso, a família vai constituir diversas
raízes, são filhos de diferentes matrizes, há pluralidade de parentesco.

f

Anaparental: é uma família formada somente pelos descendentes, é uma
família que não tem mais ascendente. O fato de os genitores tenham falecido
deixando seus filhos, os filhos órfãos formam uma entidade familiar. É uma
situação de afeto familiar. Os irmãos que constituírem patrimônio juntos ,
segundo maria Berenice dias, em caso de morte, possui direito a meação. Até
porque existe lei que veda o enriquecimento sem causa!

Ler informativos: 486 STJ e 625 do STF
II- Princípios: indica suporte fático hipotético necessariamente indeterminado e
aberto, dependendo a incidência dele da mediação concretizadora do intérprete, por
sua vez orientada pela regra instrumental da eqüidade, entendida segundo formulação
grega clássica, sempre atual, de justiça no caso concreto. ( Lobo)
1

Princípios fundamentais:

1.1-Dignidade da pessoa humana e família: segundo Paulo Lobo, viola o
princípio da dignidade da pessoa humana todo ato, conduta ou atitude que
coisifique a pessoa, ou seja, que a equipare a uma coisa disponível, ou a um objeto.
Art.1º , III da CF.
O princípio da paternidade responsável é garantido expressamente no art. 226, § 7º
da Constituição Federal:
“Art. 226. A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado.
(...)
§ 7º Fundado nos princípios da dignidade da pessoa humana e da paternidade responsável, o
planejamento familiar é livre decisão do casal, competindo ao Estado propiciar recursos educacionais

2. as pessoas estão livres para decidir. pois há liberdade de planejamento familiar prevista no art.Princípio da convivência familiar:é o ninho no qual as pessoas se sentem recíproca e solidariamente acolhidas e protegidas. Princípios gerais: 2. 2.s 5. §5º. não existe a prevalência de um sobre o outro. I.F.2. justa e solidária”. Art.Princípio da solidariedade familiar: tem matriz constitucional. 1583 e 1584 do CC) e arts 3° e 4º do ECA. só irá orientar. do Conselho de Justiça Federal. 227. ( Lobo). especialmente as crianças. ninguém é obrigado a permanecer casado. 227. O princípio da paternidade responsável constitui uma idéia de responsabilidade que deve ser observada tanto na formação como na manutenção da família.5-Princípio do melhor interesse da criança e do adolescente: a criança e o adolescente devem ter seus interesses tratados com prioridade. Significa também que o Brasil é um pais livre. 2. I Jornada de Direito Civil: Segunda parte – Direito das entidades familiares Preâmbulo: Concepção Constitucional de Família: . 2. I . temos consequentemente a intervenção mínima do Estado nas relações.Princípio da igualdade: art.e científicos para o exercício desse direito. Leia mais: http://jus.226 §7º CF.Princípio da afetividade: é o princípio que fundamenta o direito de família na estabilidade das relações socioafetivas e na comunhão de vida.3. art.226 CF. ( Lobo) Nos casos em que houver uma relação afetiva prevalecerá sobre a biológica. do art. caput.Aplicação do princípio da liberdade às relações familiares: Relaciona-se com a autonomia privada. caput. como os filhos devem ser tratados como iguais. vedada qualquer forma coercitiva por parte de instituições oficiais ou privadas. “Art. da CF e arts. Muito dos princípios gerais irão está interligados com os fundamentais 2.1. 226. com primazia sobre as considerações de caráter patrimonial ou biológico. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: I .2. Vide enunciado 101. (art. Hoje o homem e a mulher são tratados de forma igual.br/artigos/24305/principio-da-paternidaderesponsavel#ixzz2sy5jVb3M 1.construir uma sociedade livre. §6º todos da Constituição Federal.com.” Desse modo é possível que ocorra indenização por abandono afetivo. Esse princípio da solidariedade se estende para as relações familiares. art. Esse princípio conecta-se com o princípio da solidariedade. Estabeleceu que tantos os cônjuges.4. 3º da C.

adveio da fusão das anteriores. Os demais objetivos. como supra-individualista. por meio de editais. atribuição do sobrenome de um cônjuge ao de outro. a ela aderindo àqueles que resolvem convolar núpcias. Nesta fase busca-se averiguar a capacidade dos nubentes. b) Instituição: conhecida. d 4 Finalidades: art. c) Contrato sui generis ou Contrato de Direito de Família: a teoria eclética. Título I. à pretensão manifestada pelos noivos. (Lamartine Corrêa de Oliveira apud GONÇALVES) 2 Natureza jurídica: a). uma vez que um dos primeiros deveres impostos a ambos os cônjuges é a fidelidade recíproca. os nubentes aderem com sua manifestação de vontade a uma instituição organizada legislativamente e passam a adquirir o estado de casados. Destina-se essa medida também a dar publicidade.A CF tem um capítulo próprio que trata da família.1525 ao 1532 CC ( realizar a leitura desses artigos que esclarecem o processo de habilitação). causa suspensivas . convocando as pessoas que saibam de algum impedimento para que venham opô-lo. 1. pessoalmente ou por procurador com poderes especiais. II Do processo de Habilitação: art. bem como a de casamento . são secundários. ( corrente majoritária) 3 Princípios aplicados ao casamento: a b c Monogamia Liberdade de união – cabe exclusivamente aos consortes manifestar a sua vontade. que é a relação matrimonial.tais como : procriação.Contrato: na concepção clássica ou concepção individualista. a inexistência de impedimentos matrimoniais. Comunhão plena de vida – implica união exclusiva. educação dos filhos e a satisfação sexual. É necessário apresentar a certidão de nascimento. apenas. . Se domiciliados em locais diversos processar-se-á o pedido perante o Cartório do Registro Civil de qualquer deles. como qualquer contrato em geral. também. diz que o casamento é uma grande instituição social. da manifestação de vontade das partes. legalização do estado de fato.Do casamento: I Noções gerais sobre casamento: 1 Conceito: negócio jurídico de direito de Família por meio do qual um homem e uma mulher se vinculam através de uma relação típica. do adolescente e do idoso.511 do CC A principal finalidade do casamento é estabelecer uma comunhão plena de vida. diz-se que o casamento é um contrato que deriva. Esta é uma relação personalíssima e permanente. mas o edital será publicado em ambos. determina que o casamento é um ato complexo. que traduz ampla e duradoura comunhão de vida. O processo de habilitação deve ocorrer no cartório do domicilio de ambos nubentes. caso seja viúvo. da criança.

Temos a antecipação da idade núbil  Gravidez – A doutrina majoritária só admite no caso de gravidez. Não se anulará. o casamento não poderá ser anulado. Obs: Os relativamente incapazes podem se casar. para casar. 1517). Como são ainda relativamente incapazes é essencial a autorização de ambos os pais ou de seus representantes legais. É obrigatório o regime da separação de bens no casamento: III .517. Excepcionalmente. não extingue a autorização dos pais para a realização do casório. quando injusta. ou de seus representantes legais. 1. III Dos Impedimentos: .519. Vencido o prazo de 90 dias. O artigo 1520 CC admite o casamento daquele que não completou os 16 anos.No processo de habilitação também haverá a escolha do regime de bens. a certidão de habilitação perde sua validade (caducidade). ( art.520 do CC Em regra. Art. de suprimento judicial. a ser juntado no processo de habilitação. se for parcial é só declarar. Mesmo não havendo suprimento judicial nesse caso. por motivo de idade. 1. o CC estabelece algumas exceções. Se houver negativar de qualquer dos genitores .517 do CC. para evitar imposição ou cumprimento de pena criminal ou em caso de gravidez. Obs: o suprimento da idade núbil pelo juiz.520. o casamento de que resultou gravidez. as pessoas absolutamente incapazes não podem casar-se. 1. idade.de todos os que dependerem. Necessidade de autorização dos pais: art. afinal repudia-se o enriquecimento sem causa. Art. enquanto não atingida a maioridade civil. a súmula 377 do STF permite a comunicação dos aquestos provenientes do esforço comum. será permitido o casamento de quem ainda não alcançou a idade núbil (art. 1 Da capacidade para o casamento: A aptidão genérica para o casamento é estabelecida pelo critério biológico. pode ser suprida pelo juiz. Se o pedido de suprimento for deferido. Assim. será expedido alvará. Visto que não aceita mais a posição de que o casamento da vítima com o agressor extingue a punibilidade e antecipe a idade núbil. art. Caso haja negativa injustificada da autorização . 1. 1. o juiz poderá suprila . 1. Suprimento judicial da idade núbil: art. é necessário realizar o pacto antenupcial. Art. estão aptos a casar os maiores de 16 anos que é a idade núbil. sendo necessária uma nova habilitação visto que podem ter surgidos novos impedimentos. mas se o casamento for realizado sem a autorização temos uma situação de nulidade relativa do casamento. mas se for outro regime que não este. A denegação do consentimento. É necessário observar que nesses casos. 1. Contudo quando for relacionado à idade. a contar da data da fixação do edital no cartório. O homem e a mulher com dezesseis anos podem casar. 1517 CC Idade núbil  16 anos . far-se-á necessária a abertura de outro processo separado para pleitear o suprimento judicial. e o casamento celebrado no regime de separação de bens.551. Art. ( nesse caso terão dois suprimentos).1548CC) Suprimento da autorização dos pais: Art. exigindo-se autorização de ambos os pais.641.

se ainda couber recurso não haverá impedimento para a realização do casório. até o momento da celebração do casamento. e demais colaterais. ou o oficial de registro.521. Exceção Dec. Os impedimentos podem ser opostos. A proibição. Casamento avuncular  casamente entre parente de 3º grau. nem com o divórcio. Ex: tio com sobrinho.Impedimento decorrente de crime: Art. 1. por exemplo. Quanto à legitimidade Vide o artigo abaixo: Art.549. 1. apenas. não se desfaz com a morte do cônjuge ou companheiro.-Conceito: são aqueles que visam evitar uniões que possam. Não podem casar: VII . mas que não provocam. sobrinho com tio) .2-Impedimentos resultantes de casamento anterior: O CC procura restringir a bigamia.522. E após a celebração do casamento? O juiz deverá ser provocado através de uma ação declaratória de nulidade absoluta. Espécies: Impedimentos resultantes do parentesco. 1. b afinidade: é o que liga um cônjuge ou companheiro aos parentes dos outros. Art. Essa norma tem o objetivo de preservar a eugenia e a moral familiar.pode ser promovida mediante ação direta. de algum modo. resultantes de circunstâncias ou fatos impossíveis de serem supridos ou sanados( GONÇALVES) 2. unilaterais ou bilaterais. sogros com enteados são impedidos de casar-se. pelos motivos previstos no artigo antecedente. ( pois é matéria de ordem pública) Parágrafo único . IV 1 Das causas suspensivas: são determinadas circunstâncias capazes de suspender a realização do casamento. (GONÇALVES) Considerações gerais: . Impedimentos resultantes de casamento anterior e Impedimento decorrente de crime.521. Este somente existe quando houver transitado em julgado. apenas se separaram judicialmente. por qualquer pessoa capaz. A linha colateral (cunhados) não há o empecilho. pai com filho.1521.Lei 3200/41 – Os nubentes podem solicitar avaliação de uma junta médica que demonstre que o casamento entre eles não há problema e nem prejuízo para a prole . não podem casar. até o terceiro grau inclusive.os irmãos. A decretação de nulidade de casamento. tiver conhecimento da existência de algum impedimento. 1.as pessoas casadas. como .3. A regra é o impedimento. ou pelo Ministério Público. 1. I a VIII a consangüíneos: são os parentes ligados por vínculo de sangue. A proibição da afinidade refere-se ao casamento em linha reta. por qualquer interessado.1. poligamia e adota a monogamia. refere-se. Não podem casar: VI . Obs: as pessoas que não se divorciaram .1-Impedimentos resultantes do parentesco art.o cônjuge sobrevivente com o condenado por homicídio ou tentativa de homicídio contra o seu consorte. 2. IV do CC :Não podem casar: IV . (irmãos . Art. ameaçar a ordem pública. O CC deixou uma lacuna. será obrigado a declará-lo ( de ofício). quando infringidas. vide o art.521. 2. a linha reta. c) adoção: não podem casar com os parentes adotivos 2. a sua nulidade ou anulabilidade.Se o juiz.

4 Tutela e curatela: art. a nubente deverá provar nascimento de filho.1524 CC elenca os legitimados para opor as causas suspensivas Art. Não devem casar: II . enquanto não cessar a tutela ou curatela.a viúva. O Legislador quis evitar a dúvida quanto a prole. As causas suspensivas da celebração do casamento podem ser argüidas pelos parentes em linha reta de um dos nubentes.641.Não devem casar : III . a justiça permite que se altere o regime de bens para qual desejar. 1. III e IV deste artigo. 1. e não estiverem saldadas as respectivas contas. 1523 II CC: Art. Perceba que esse inciso ratifica que as pessoas relativamente incapazes podem contrair matrimônio.524. para o herdeiro. no caso do inciso II. o bens dela(e) ficam hipotecados legalmente e deverá casar-se com separação obrigatória de bens. Para que seja evitada a confusão patrimonial. Penalidade  Inobservância da causa suspensiva  Perda da possibilidade escolha do regime de bem.o tutor ou o curador e os seus descendentes. enquanto não fizer inventário dos bens do casal e der partilha aos herdeiros. 1. cunhados ou sobrinhos. sejam também consangüíneos ou afins. irmãos. Parágrafo único . No entanto há divergências doutrinárias quanto a isto. no inc II comprovando que a viúva não está grávida.As causas suspensivas geram irregularidade no casamento ( não gera nulidade absoluta ou relativa) As causas suspensivas podem ser opostas antes do casamento. ascendentes. Já outra parte acreditam que os nubentes somente poderão se casar após sanada a irregularidade. entende-se que o divorciado não poderá casar enquanto não houver sido resolvida essa questão.523. com a pessoa tutelada ou curatelada. ou inexistência de gravidez. Se a viúva ou viúvo casar antes do inventário.o viúvo ou a viúva que tiver filho do cônjuge falecido. ART. provando-se a inexistência de prejuízo. o legislador quis evitar a confusão patrimonial. suspendendo o casamento apenas para averiguá-la. ou a mulher cujo casamento se desfez por ser nulo ou ter sido anulado. art. enquanto não houver sido homologada ou decidida a partilha dos bens do casal. Nesse caso. até dez meses depois do começo da viuvez. 2 Confusão de patrimônios: (art. posteriormente à partilha. Art.1523 IV CC: Não devem casar : IV . I em caso de inventário negativo.É permitido aos nubentes solicitar ao juiz que não lhes sejam aplicadas as causas suspensivas previstas nos incisos I. respectivamente. 3 Confusão de sangue. pois parte da doutrina crê que deve ficar ao arbítrio dos nubentes se irão se casar. Nessas situações. O art.523. Não devem casar: I .1523 III CC . sejam consangüíneos ou afins. I CC) Art.1523. Prova-se a inexistência de prejuízo no inc. na fluência do prazo. É obrigatório o regime da separação de bens no casamento: I . ou da dissolução da sociedade conjugal. e pelos colaterais em segundo grau. 1. para o ex-cônjuge e para a pessoa tutelada ou curatelada. Geralmente a questão relativa aos bens fica para ser decidida em momento posterior.das pessoas que o contraírem com inobservância das causas suspensivas da celebração do casamento.o divorciado. V Espécies de casamento válido: .

Art.1. difere porque nessa especificamente há violência doméstica. 1. este incorrerá: I . Antes de mover a ação de nulidade do casamento. produz todos os efeitos até o dia da sentença anulatória. A sentença que decretar a nulidade do casamento retroagirá à data da sua celebração.1 Casamento putativo: 1.na perda de todas as vantagens havidas do cônjuge inocente. X tem de meação. em relação a estes como aos filhos. § 1º Se um dos cônjuges estava de boa-fé ao celebrar o casamento. produz. 1. 1. mas que. 1. a de separação judicial.561 do CC Casamento putativo é aquele nulo ou anulável. nem a resultante de sentença transitada em julgado. 2 Casamento religioso com efeitos civis: . A ação de separação de corpos é uma cautelar utilizada para que um dos cônjuges saia de casa. §2º do CC) 3 VI Conversão da união estável em casamento:Art. os seus efeitos civis só a ele e aos filhos aproveitarão. 1726 do CC. é como se eles casados fossem até a sentença anulatória. II .564. a título oneroso.516. os seus efeitos civis só aos filhos aproveitarão.2. em atenção à boa-fé com que foi contraído por um ou ambos os cônjuges. somente a este aplicar-se-á os efeitos do casamento válido. Embora anulável ou mesmo nulo. a de anulação. 1. 1561 e art. Se só um dos cônjuges estiver de boa fé.sem prejudicar a aquisição de direitos.não abrange o casamento inexistente .563.562. a separação de corpos. 1. mesmo que haja boa fé. Art.Conceito: art. Temos medida similar na lei maria da penha . no entanto quanto ao bem de Y. comprovando sua necessidade. AÇÃO DE SEPARAÇÃO DE CORPOS. Quando o casamento for anulado por culpa de um dos cônjuges. para o de boa fé e os filhos.Efeitos: art. Desse modo o bem de X (boa fé) Y não tem a meação. o casamento. 1. 1. por terceiros de boa-fé.561. ( Alípio Silveira apud Gonçalves) A putatividade se restringe apenas aos casamentos nulos e anuláveis. Putatividade nada mais é do que o reconhecimento da boa-fé.com prévia habilitação: (art. que será concedida pelo juiz com a possível brevidade.564 do CC. se contraído de boa-fé por ambos os cônjuges. Art.com habilitação posterior a celebração religiosa: (art. §1º do CC) .na obrigação de cumprir as promessas que lhe fez no contrato antenupcial. até a declaração de sentença. § 2º Se ambos os cônjuges estavam de má-fé ao celebrar o casamento. Utilizada para aqueles casos que um dos cônjuges esta causando transtorno no lar. 1.a de divórcio direto ou a de dissolução de união estável. Art. Da inexistência e da invalidade do casamento: .516. poderá requerer a parte. todos os efeitos civis até passar em julgado a sentença anulatória.

511. 226 parágrafos 3º e 5º da CF assim dispõem. VII 1 Da eficácia jurídica do casamento: Efeitos do casamento: 1 Efeitos sociais: 1. 1556 e 1558 do CC 3 Casamento irregular: É aquele celebrado com infringência de uma causa suspensiva. aqui em Sergipe é o magistrado que celebra. 5. podendo até mesmo acrescer o sobrenome do outro. silencio do nubente ou negativa como resposta diante do questionamento da autoridade celebrante. pois o art. Liberdade que os cônjuges possuem de planejamento familiar 2 Efeitos pessoais: a).Casamento nulo: art. art.Dever de fidelidade recíproca 2. As autoridades competentes são indicadas nas leis de organização judiciária de cada Estado.1565§1º do CC). também. 1517 e 1565 do CC. Gera uma penalidade que é casar com a separação obrigatória de bens.casamento anulável: arts. os arts.( dessa forma os cônjuges são consortes e companheiros. . pois admite prova em contrário. dentre elas.1527 e 1528 do CC. 6. Afinidade  linha reta . 1. com base na igualdade de direitos e deveres dos cônjuges. Essa presunção é relativa. O casamento estabelece comunhão plena de vida. Vide.1.1 Casamento inexistente: 1 Diversidade de sexos: faltando este requisito o casamento será inexistente.1511CC) Art.Estabelecimento da comunhão plena de vida ( art. 2 Falta de consentimento: trata-se de hipótese de ausência de consentimento como no caso de procuração sem poderes especiais.2. 4. Há divergências se essa presunção se estende a união estável. ser presidida por autoridade competente. No caso da viúva terá seus bens hipotecados legalmente. haja vista o casamento emancipa os menores. 1.Presunção de filiação (art.Emancipação do menor – automática. 2 Casamento inválido: 2. os filhos da mulher casada nascidos na constância do casamento presume ser do marido).Entidade familiar 3.548 do CC 2. 3 Ausência de celebração na forma da lei: a celebração se reveste de formalidades. 1550.

226.Forma: Lavratura extrajudicial de escritura pública de divórcio em qualquer cartório de notas. .Vida em comum. 1. ( art. o divórcio deverá ser realizado obrigatoriamente pela via judicial. fidelidade. A corrente majoritária entende-se que esse instituto foi extinto.Requisitos: a. §1º do CC). consensual.5. também. § 2º do CC. o professor Cristiano Chaves de Farias tem entendido que este procedimento se aplica.2. em todos os níveis.2. se requerido por um dos cônjuges.b)acrescer o sobrenome c) os direitos e deveres são exercidos por ambos os cônjuges ( art.4. IV.Sustento. socorro moral. VIII Dissolução do casamento: O casamento válido só se dissolve pela morte ou pelo divórcio. no domicílio conjugal: dever de coabitação.566 do CC 2. se requerido por ambos os cônjuges. não se admite retratação. A separação judicial só desconstituía a sociedade conjugal (dever de coabitação.124 A do CPC Apesar de haver silêncio do legislador. 1. as dissoluções consensuais de união estável. 2.1571§1º).2. 1580.Respeito e consideração mútuos: ( refere-se ao dever que cada cônjuge tem de velar pelos direitos da personalidade do outro). guarda e educação dos filhos: 2. 2.3-mútua assistência: obriga os cônjuges a se auxiliarem. 1571. (art. espiritual 2.Inexistência de filhos menores ou incapazes do casal: caso exista. 2 Divórcio: tem o poder de dissolver o vínculo do casamento. litigioso (não se discute a culpa). 1 Morte: A morte que extingue o casamento é a real. 2 Divórcio extrajudicial ou administrativo: art. esse dever foi relativizado pois entende-se que pela vontade das partes os cônjuges podem viver separadamente 2. mas o CNJ não estabeleceu nada a respeito.1-Fidelidade recíproca: 2.2.1567 CC e 1566 CC) 3 Efeitos patrimoniais: Regime de bens Bem de família (legal e o voluntário) Alimentos Direito sucessório Usufruto e administração do patrimônio dos filhos menores Doações nupciais ( na oportunidade do casamento é plenamente possível realizar doações inclusive com a cláusula de incomunicabilidade). porém o CC inclui também a morte presumida do ausente com ou sem decretação de ausência. § 6º da CF e art. 2 Deveres recíprocos dos cônjuges: art. Obs: lavrada a escritura.1. incomunicabilidade de bens adquiridos após a separação) e não o vínculo matrimonial. 1 Direto Judicial: Art.

Título II.devendo obedecer os requisitos previstos em lei. O código não estabelece a duração da união estável.1723CC 2 Elementos caracterizadores(requisito). ( afecttio maritalis( intenção de tratar como se marido e mulher fossem). se não houver consenso entre eles. pois senão exigisse poderia enquadrar os homossexuais na união estável. diversidade de sexo: A união estável exige sim diversidade de sexo.elemento subjetivo): não é objetivo de procriação . O contrato só demonstra a vontade . Nesse caso específico há uma lacuna normativa. o divorcio atualmente é “Express” e Assistência de advogado: lei exige a participação de um advogado como assistente jurídico das partes nas escrituras de separação e divórcio. podendo-se aplicar por analogia todas as normas concernentes à união estável a união homoafetiva. Os requisitos estão no art. c Lavratura de escritura pública por tabelião de notas: O divórcio só pode ser lavrado por tabelião de notas. O casamento não está em uma hierarquia superior . d Não existe mais prazo. art. 1. pois ambos estão aptos a formar uma entidade familiar. são institutos diferentes. o divórcio deverá ser realizado pela via judicial tendo em vista que não há divorcio litigioso pela via administrativa. não é indispensável à caracterização do concubinato. havendo lapsos em que o casal vive separado. Embora exista um artigo constitucional dizendo que pode converter a união estável em casamento que vem apenas esclarecer que há diferenças entre eles e não hierarquia. b Convivência pública.União Estável: 1 Considerações gerais: A união estável não se confunde com o casamento. não sendo necessário apresentar petição ou procuração. A união estável pode ser constituída mesmo as pessoas morando em casas separadas. devendo ser analisado caso a caso. Súmula 382 STF. “ a vida em comum sob o mesmo teto.b. devendo mesmo assim preencher os requisitos para que haja a união estável. já que esta é outorgada pelos interessados na própria escritura de separação ou divórcio. Não pode haver várias interrupções da união. contínua e duradoura: Não se pode estabelecer uma relação de clandestinidade.723 do CC e §3º do art. O advogado deverá assinar a escritura juntamente com as partes envolvidas. As partes podem ter advogados distintos ou um advogado para ambos. apesar de em muitas situações produzirem os mesmos efeitos.” c objetivo de constituição de família. 226 da CF: a Relação afetiva entre homem e mulher.Consenso sobre todas as questões emergentes do divórcio: as partes devem está de comum acordo. O divórcio pode ser decretado sem divisão de bens e só depois entrar com um processo para que ocorra a partilha. Não precisa realizar um contrato de união estável para constituí-la. “more uxório”.

704 do CC Direito sucessório: art.1704 CC) . O rompimento de promessa de casamento pode haver efeitos jurídicos.1521CC) Forma uma entidade familiar Não é uma entidade familiar As ações referentes a união estável se As ações tramitam em vara cível comum processam em vara de família Aplicam-se as regras do regime de bens Não pode adotar regime de bens. mas no caso do namoro não haverá. 5 Relações patrimoniais: Meação do patrimônio quando da dissolução da união estável. se houver separado de fato pois já rompeu o afeto do casamento anterior). o dever de lealdade abrange o de fidelidade. pois as normas da união estável são cogentes. ( mesmo sem requerer o divórcio. 9 Concubinato difere de união estável  Naquele existe impedimentos . Como as causas tornam apenas o casamento irregular. sustento e educação dos filhos. acarretando prejuízo de ordem moral e financeiro. pois se aplica o regime da comunhão parcial de bens. Entende-se adotados que há a incidência da súmula 380 do STF.724. Apesar de não está expresso o dever de fidelidade. 4 Direitos e deveres: art.1521 do CC? § 1º A união estável não se constituirá se ocorrerem os impedimentos do art. 3 Distinção e conversão do namoro em união estável: Existem vários doutrinadores que entendem que o objeto do contrato de namoro é ilícito e portanto inexistente.521. 1. Respeito (obrigação do cônjuge zelar pelos direitos da personalidade) e mútua assistência são deveres similares ao do casamento. 1724 Art. impedidos de casar( art. Devendo apenas ser utilizado quando realmente não há união estável mas namoro. nessa situação ele será lícito. caso se deu de forma vexatória. 8 As causas suspensivas aplicam-se a união estável? Art. 1. Tem direito a alimentos (art. As relações não eventuais entre o homem e a mulher. constituem concubinato. as pessoas separadas judicialmente podem constituir união estável. 1790 do CC 6 Conversão da união estável em casamento: 7 Aplica-se à união estável .1723 § 2º As causas suspensivas do art. pois o contrato de namoro surge para afastar uma união estável existente. Art. Obrigação de alimentos art.1521) . os impedimentos do art. respeito e assistência. o contrato de namoro perde a validade. enseja indenização por perdas e danos. não se aplicando a incidência do inciso VI no caso de a pessoa casada se achar separada de fato ou judicialmente. ela não afetará a constituição da união estável. As relações pessoais entre os companheiros obedecerão aos deveres de lealdade. 1.727. 1. e de guarda. Se posteriormente surgir a união estável .523 não impedirão a caracterização da união estável. União estável Concubinato Não há infringência de impedimentos Toda relação de fato constituída com infringência de impedimento (art. A união estável antigamente era o concubinato impuro.d Possibilidade de conversão em casamento. 1.

A lei dispõe de 4 regimes que as podem livremente escolher através de escritura pública. estabeleceu convivência. lá conheceu Maria Rita. duradora.(2004) Quartas e quintas  Tício dá plantão em Umbaúba.1790 CC) Passar a tabela que está anotada no caderno para o documento. A doutrina tem 3 posicionamentos acerca dessa situação. pública. em 2001. Tício  as terças-feira dá plantão em Canindé. 10 Regime de comunhão de bens x união estável. juntos montaram uma farmácia. entende que há união paralela. . Esta mora em Aracaju. era como união estável fosse. Há possibilidade de que seja adotado um regime híbrido. Se pessoas passam a viver em união estável e não faz contrato escrito aplica-se o regime parcial da comunhão de bens( regime supletivo). No entanto. desde que seja devidamente realizado através de contrato. Casamento paralelo a união de fato (estável?). A companheira está gravida. POLIAFETIVAS E UNIÕES PARALELAS. admite-se entrar com ação declaratória de união estável paralela. De regra seria o concubinato. UNIÕES HOMOAFETIVAS. lá estabeleceu uma união nos mesmos moldes com Maria Tereza . (2009) Nenhuma esposa sabia uma da outra . engloba também os vínculos provenientes da afinidade e da adoção. tício da plantão em Brejo Grande.(2006) Tício  sextas. uniões desleais. onde se envolveu com Maria Helena. médico. Pessoas que decidem fazer uma escritura pública de união plúrima ( poliafetiva) União estável "poliafetiva" lavrada no interior de São Paulo pela tabeliã Claudia do Nascimento Domingues entre um homem e duas mulheres trouxe à tona um debate que divide os juristas e a sociedade Terceira Parte: Direito Parental I 1 1 Da Relação de parentesco. Conceito e classificação: Conceito: parentesco é o vínculo entre duas ou mais pessoas que existe em razão de descenderem uma da outra ou de um ancestral comum. estabeleceu uma relação nos mesmos moldes . Em sentido amplo. com quem vive “more uxório”.Tem direitos sucessórios ( art. rompeu com a boa fé objetiva e desse modo cada maria podia pedir indenização Tartucce  Defende cada união estável putativa como todas estavam de boa fé. nos casos em que a esposa sabe desde o início dessa união. Uniões estáveis paralelas Ex: tício. em que não há casamento mas união estável e desse modo não há impedimento. com o objetivo de constituir família com Maria das Dores e com ela teve um filho. Maria Berenice  Todas as relações são união estável STJ Nenhuma seria relação estável. contínua. devendo ser registrado no cartório de registro imobiliário do domicilio dos companheiros. todas seriam concubinatos. agindo com um comodismo e provando-se que houve realmente uma união estável. Maria Helena Diniz  Nenhuma relação seria união estável.

até o quarto grau. ex. não se extingue com a dissolução do casamento ou da união estável. o parentesco colateral bilateral que ocorre quando a ascendência comum for tanto paterna quanto materna.O parentesco é o vínculo jurídico estabelecido entre pessoas que têm a mesma origem biológica (mesmo tronco comum). um vínculo matrimonial.1595 CC). Esta espécie de parentesco só tem relevância para os impedimentos matrimoniais. . tios. irmãos. apenas. além disso. aí temos os irmãos germanos ou bilaterais. sem descender uma da outra. sobrinhos. Ex. tios e sobrinhos. 2 Classificação: a Parentesco consangüíneo ou natural: é aquele que existe entre pessoas que mantém um vínculo biológico ou de sangue. também. Na linha reta não há limites. cunhados. entre um cônjuge ou companheiro e os parentes do outro e entre pessoas que tem entre si um vinculo civil.São parentes em linha colateral. A afinidade limita o parentesco na linha colateral até o segundo grau. A linha colateral poderá ser igual quando a distância entre os parentes for a mesma em relação ao ancestral comum (irmãos ou primos) Poderá ser desigual quando houver diferença entre a distância de cada um dos parentes e o antepassado comum. 2 Parentesco na linha reta: é a que existe entre pessoas que estão umas para as outras na relação de ascendentes e descendentes. as pessoas proveniente de um só tronco. Lembre-se que marido e mulher não são parentes entre si. entende-se como aquele que deriva da adoção. b Parentesco Civil: art. por terem origem no mesmo tronco comum. 1593 CC . bem como os decorrentes de técnica de reprodução assistida heteróloga e da paternidade socioafetiva.é o parentesco que resulta de outra origem que não a consangüinidade. Atualmente. Existe. O CC reconhece o parentesco de afinidade decorrente da união estável. c Por afinidade: é o vínculo que liga o cônjuge ou companheiro aos parentes do outro ( art. existem. não qualquer efeito em relação a alimentos ou união estável. Parentesco unilateral: quando a ascendência comum for apenas paterna ou materna. No sentido ascendente divide-se em paterna ( agnação) e materna ( cognação) 3 Parentesco colateral: conhecido também como trasversal ou obliquo: é aquele que existe entre pessoas que provém de um só tronco.

( VENOSA. dois irmãos casados com duas irmãs. terão os mesmos direitos e qualificações. 1. a Lei n.º 9. Dúplice: quando houver dois motivos para que ocorra o parentesco.596. e depois se desce até encontrar o outro parente. entre pais e filhos”. filhos e pais são parentes em primeiro grau. 4 Graus de parentesco e sua contagem: Graus: são as distâncias entre parentes por geração. exemplo. tios e sobrinhos em terceiro grau.§7º da CF . 1. 3 Direito ao planejamento da filiação: art. 2003:267) “a filiação é a relação jurídica existente entre ascendentes e descendentes de primeiro grau.§6º da CF. havidos ou não da relação de casamento. 227. Os filhos. Não existe limitação de grau na linha reta. proibidas quaisquer designações discriminatórias relativas à filiação. 1. ou por adoção. como acontece em geral.. Art.596 do CC e art. Art.226. Contagem: varia de acordo com o tipo de linha: Na linha reta: cada geração equivale a um grau. seus filhos serão colaterais dúplices ou parentes colaterais em linha duplicada. 1. Na linha colateral: o parentesco se limita ao quarto grau. São parentes em segundo grau.A presunção “ pater is est”: é presumida a paternidade do marido no caso do filho gerado por mulher casada. amplamente podemos dizer que a filiação compreende todas as relações.597 do CC 4. 2 Princípio da igualdade da filiação: art. Tal relação é regida pelo princípio da igualdade entre os filhos. Irmãos são colaterais em segundo grau. ou seja.Irmãos somente por parte de mãe(uterinos) Irmãos somente por parte de pais: (consangüíneos) Ainda se pode falar em parentesco unilateral simples ou dúplice: Simples: verifica-se quando houver apenas um vínculo de parentesco. . modificação e extinção.601 do CC... II Direito de Filiação: 1 Conceito de filiação: A filiação é um fato jurídico do qual decorrem inúmeros efeitos. que têm como sujeitos os pais com relação aos filhos. A contagem se faz desta forma: Sobe-se dos parentes até o ascendente comum. primos em 4º grau.1.263/96 dispõe sobre o planejamento familiar ( trata das hipóteses de controle de natalidade masculina e feminina) 4 Modos e presunções legais de concepção dos filhos: art. avôs e netos. e respectivamente sua constituição.

podendo haver contestação da paternidade em caso de dúvida.2. ( é obrigatória a autorização escrita do marido para que utilize seu material genético após sua morte). IV .A procriação assistida e o novo Código Civil: Resolução n. Ex de erro: filhos trocados na maternidade. mesmo que falecido o marido.º 1. salvo provando-se erro ou falsidade do registro. seja na fecundação in vitro. Presumem-se concebidos na constância do casamento os filhos: I .604 do CC Art. 4.havidos por inseminação artificial heteróloga.1597. essa ação é imprescritível. para fecundar a mulher. nulidade e anulação do casamento. A filiação prova-se pela certidão do termo de nascimento registrada no Registro Civil. pois caso este já exista.597.nascidos 180 dias . a posse de estado de filho( se as pessoas se tratam como se pais e filhos fossem) . decorrentes de concepção artificial homóloga.nascidos nos 300 subsequentes à dissolução da sociedade conjugal. . V . As presunções de filiação na união estável: 5 Distinção entre estado de filiação e direito da personalidade ao conhecimento da origem genética: 6 Prova da filiação: art.havidos por fecundação artificial homóloga. b)Inseminação artificial heteróloga: ocorre quando é utilizado o sêmen de pessoa diversa do marido. através da negatória de paternidade. 1. depois de estabelecida a convivência conjugal. Anulatória de registro – paternidade (é necessário provar que não há vinculo de socioafetivo). por morte. quando se tratar de embriões excedentários. quando a pessoa foi enganada. EM SE FORMANDO A PATERNIDADE AFETIVA VAI PREVALECER ESTA EM DETRIMENTO DA VERDADE BIOLÓGICA( não pode haver quebra de registro). seja na inseminação artificial. ele não poderá mais voltar atrás. vedação do comportamento contraditório.Art. a qualquer tempo. pois admite prova em contrário. 1. 7 Validade e eficácia do registro de nascimento: art. 1. divórcio. doador anônimo. 1. II . Essa presunção é relativa. haja vista que se ele deu autorização e se realizou o procedimento. não será possível a sua desconstituição da paternidade mesmo que não seja o verdadeiro pai. Se o filho nasceu 180 dias antes de estabelecida a sociedade conjugal.havidos. o pai poderá valer-se dessa ação. Ninguém pode vindicar estado contrário ao que resulta do registro de nascimento. . ( e o V?) Obs: Nas ações negatórias de paternidade deverá ser analisado o vínculo de paternidade socioafetiva. salvo a hipótese do art. IV CC que há presunção absoluta. pelo menos.603. 1603 Art. III .604.358/92 do CFM a)Inseminação artificial homóloga: é aquela que manipula gametas da mulher(óvulo e do marido ( sêmen). Deve ser averiguado caso a caso se já estabeleceu o vínculo socioafetivo e a inverdade biológica. desde que tenha prévia autorização do marido.

Sendo assim. e estando desamparado o filho nascido pela fecundação heteróloga.As presunções de paternidade dos incisos III. 1605. ( Lobo) Art. Além disso. 2 É possível a inseminação artificial heteróloga no caso de união homoafetiva? Sim. (inclusive a posse de estado de filho) Ex: a pessoa ostenta o nome da família. inclusive com intuito oneroso? Em casos tais. desde que haja um vínculo de parentesco( linha reta e colateral ate 2º grau). para uma pessoa que não e parente é necessário que haja um alvará. QUESTÕES CONTROVERSAS SOBRE O ASSUNTO: 1. A união homoafetiva é considerada uma entidade familiar. independentemente desta situação corresponder à realidade real.quando houver começo de prova por escrito. a criança fica com dois pais ou duas mães. o que deve abranger os filhos havidos dessa união. ou defeito. falecendo tanto o pai quanto a mãe legítima( que fizeram a inseminação). que forneceu o material genético? Cabe investigação de paternidade contra o doador do material? O filho terá direitos sucessórios em relação a esse pai biológico? Há muita divergência quanto a esse aspecto.8 Posse do estado de filiação: art. a união estável é entidade familiar protegia na Constituição Federal . V. em que o casal escolhe o material de acordo com as características gerais dos doadores? Nesse sentido. 1597. pois há possibilidade de gestação de útero alheio. A maternidade nem sempre é certa. não há vedação de aplicação da norma por analogia. no entanto. fora as trocas de filho na maternidade. o vínculo de maternidade existirá em relação à mãe que forneceu o material biológico ou em relação a que forneceu o útero? . do CC( inseminação heteróloga).quando existirem veementes presunções resultantes de fatos já certos. cabe eventual ação de investigação de paternidade contra o doador inclusive para se pleitear alimentos ou direitos sucessórios do último. Pode até haver gestação em útero alheio. do termo de nascimento. havendo litígio. IV e V do art. fama( todos conhecem aquelas pessoas como se fossem parentes) ou são tratadas como se pai e filho fossem (trato). seria possível criar um ser humano geneticamente superior? 5 Na hipótese prevista no art. Na falta. prevalece o entendimento de que não é impossível haver a quebra de sigilo do doador do material genético. 6 É possível a barriga de aluguel.605. II . proveniente dos pais. entende-se pela possibilidade da ocorrência de inseminação articial heteróloga ou homóloga. poderá o mesmo pleitear alimentos do pai biológico. 1597 do CC devem ser aplicadas também nos casos de união estável? Sim. pois não se trata de norma restritiva da autonomia privada. conjunta ou separadamente.refere-se a situação fática na qual uma pessoa desfruta do status de filho em relação a outra pessoa. 1. poderá provar-se a filiação por qualquer modo admissível em direito: I . 3 O que fazer com embriões não utilizados no processo de fertilização in vitro? Podem os mesmos serem utilizados para fim de utilização científica? 4 Seria possível a criação de um cardápio de espermas em bancos de sêmem.

A confissão materna tem que ser corroborada por outros meios de prova tal qual o DNA.602. Art. 1. 1.608 do CC Art.1. provando a falsidade do termo. Não é dado o direito de pedir a anulação do registro. No Brasil pode haver sim a gestação de substituição. IV Reconhecimento de filho: .608. a mãe só poderá contestá-la. pois houve um crime por parte dele. Quando a maternidade constar do termo do nascimento do filho. 4 Impugnação da paternidade pelo marido da mãe: art. desde que gratuita( admitida apenas no âmbito familiar em um parentesco ate o 2ºgrau) III Dúvidas e impugnação da filiação: 1 Novas núpcias da mulher: 2 Impotência para gerar: Impotência coeundi: é a impossibilidade de cópula em virtude de disfunção dos órgãos sexuais tanto no homem como na mulher em razões de ordem físicas ou psíquicas.600 do CC O dispositivo está superado. É direito personalíssimo. os herdeiros do impugnante têm direito de prosseguir na ação. 7 Adoção à brasileira: Ocorre com declaração falsa e consciente de paternidade ou maternidade. Cabe ao marido o direito de contestar a paternidade dos filhos nascidos de sua mulher. 3 Presunção de paternidade e o adultério da mãe: art. não houve erro. 1. Nos casos em que há registro de filho de outrem – adoção a brasileira – ex: homem casa com mulher grávida e assume o filho dela. Parágrafo único . vedação do comportamento contraditório. ( obs: não cabe impugnação da paternidade tratando-se de inseminação artificial heteróloga.1599 – a prova de impotência(generandi) do marido para gerar à época da concepção. com exclusão de qualquer outro. nem engano. ou das declarações nele contidas. Ex: troca de bebês na maternidade. 1. 1. haja vista há reconhecimento voluntário. sendo tal ação imprescritível.604 do CC 6 Impugnação da maternidade pela suposta mãe: art. (Negatória de maternidade). Impotência generandi: neste caso estamos diante da esterilidade absoluta do homem ou da mulher. salvo alegação de dolo ou fraude. uma vez que o adultério desapareceu do sistema. (ação negatória de paternidade . Não basta a confissão materna para excluir a paternidade.Contestada a filiação. Art. bem como se houver posse do estado de filho). 1601 do CC Este direito é exclusivo do marido. afasta a presunção de paternidade. para obter êxito tem que ser comprovada a inexistência de vínculo genético e afetivo) Art.601.A maternidade será estabelecida em prol daquela que ofereceu o material genético. 5 Anulação de registro: art. Nem mesmo o filho ou a mãe poderá impugnar a paternidade. pois é o único titular.

retroage à data do nascimento. só precisa provar que há autenticidade do pai. (há doutrinadores que acreditam que não deve haver prazo). A ação de prova de filiação compete ao filho. Esse termo é bastante amplo. os herdeiros poderão continuá-la. a ser arquivado em cartório.por escritura pública ou escrito particular. 1.614 do CC O filho maior não pode ser reconhecido sem o seu consentimento e o reconhecimento do filho menor de idade. abrange até mesmo as cartas. e)por manifestação direta e expressa perante o juiz. conjunta ou separadamente.2.por manifestação direta e expressa perante o juiz. mas se não houver esse conhecimento o caminho será a via judicial mediante a investigação de paternidade. sendo de natureza declaratória 3.é um procedimento administrativo e não judicial . 1. O reconhecimento não pode ser revogado. O reconhecimento produz todos os efeitos a partir do momento de sua realização e é retroativo(ex tunc). II . enquanto viver. III .1607 – Os filhos havidos fora do casamento podem ser reconhecidos pelos pais. 2. os bens irão para o ascendente que reconheceu(.Se iniciada a ação pelo filho. Filiação havida fora do casamento: art. Art. d) testamento: Mesmo que a pessoa não diga expressamente no testamento.por testamento. O reconhecimento dos filhos havidos fora do casamento é irrevogável e será feito: I . Reconhecimento voluntário ou perfilhação: O reconhecimento voluntário exige capacidade do agente 2 – Modos de reconhecimento voluntário: art.606. Parágrafo único . por meio da ação de investigação de paternidade. ( se não houver descendentes. ou seja. IV . ainda que o reconhecimento não haja sido o objeto único e principal do ato que o contém: Averiguação oficiosa – lei 8560/92 . 1. salvo se julgado extinto o processo. no que concerne ao reconhecimento voluntário do estado de filiação não poderá ser revogado. O testamento mesmo que revogado. se ele deixar descendentes.O reconhecimento pode preceder o nascimento do filho ou ser posterior ao seu falecimento. Reconhecimento judicial: Ação de investigação de paternidade e investigação de maternidade: O filho não reconhecido voluntariamente pode obter o reconhecimento forçado ou coativo.1. não faz coisa julgada. 1606 do CC Art. c) escritura particular: não precisa de formalidade. nem mesmo quando feito em testamento. passando aos herdeiros. Art. Parágrafo único . se ele morrer menor ou incapaz.no registro do nascimento. ainda que incidentalmente manifestado. 1609 do CC / Lei 8560/92 – averiguação oficiosa Art.609.meios de oposição ao reconhecimento voluntário: art. a) próprio termo de nascimento: b) escritura pública – lavrada no livro de notas do tabelião.610. ainda que o reconhecimento não haja sido o objeto único e principal do ato que o contém. 2. poderá ser impugnado por este no quatriênio que seguir a aquisição da capacidade civil. 1. A averiguação oficiosa pode culminar em um reconhecimento voluntário. de natureza declaratória e .

os herdeiros poderão continuá-la. a ação tb pode ser proposta contra o avô Se o pai recusar em fazer o exame de DNA. Legitimidade Passiva : A ação será proposta contra o suposto pai ou a suposta mãe .606.imprescritível. não é possível desconstituir o vínculo de filiação já estabelecido.Se iniciada a ação pelo filho. 3.2. 1616 Relativização da coisa julgada nas ações de investigações de paternidade  Ex: ações antigas que a parte não teve condições de custear o DNA. não passando pelo processo de reconhecimento de filiação do pai. 1. Investigação avoenga – não se enquadra nessa hipótese. A ação de prova de filiação compete ao filho. 1611. os herdeiros poderão se habilitar. art. (GONÇALVES) 2 Características: . Os netos podem com ação própria. investigar sua condição de neto. 4. V Poder Familiar: 1 Conceito: é o conjunto de direitos e deveres atribuídos aos pais. Parágrafo único . Prazo : o reconhecimento de filiação é personalíssimo e portanto indisponível e imprescritível 3. Trata-se de direito personalíssimo e indisponível.3. Efeitos do reconhecimento dos filhos havidos fora do casamento: Art.4.Fatos que admitem a investigação de paternidade: 3. passando aos herdeiros. Os art.1. no tocante à pessoa e aos bens dos filhos menores. se ele morrer menor ou incapaz. Falecido este ou esta. Os efeitos da sentença são os mesmo do reconhecimento voluntário. Por fim. 1612.Legitimidade para a ação: 1606 CC Legitimidade ativa : Art. A ação somente declarará a existência do vínculo biológico que é reconhecido com um direito personalíssimo da parte. haverá uma presunção de paternidade a ser apreciada com o contexto probatório. Se em vida ele ajuizou a ação e o processo estava em tramitação. alegam cerceamento da defesa e havia uma preponderância da parte ter seu estado de filiação estabelecido em detrimento da coisa julgada. salvo se julgado extinto o processo.s1616 e 1606 do CC não impõem nenhuma limitação à investigação da filiação 3.Ação de investigação de maternidade: Referida ação é reconhecida ao filho que pode endereça-la contra mãe ou seus herdeiros. enquanto viver. mesmo que não tenha falecido incapaz ou menor.Meios de prova: A prova mais efetiva é a realização do exame de DNA. Obs: diante da parentalidade socioafetiva. a ação será proposta contra os herdeiros da pessoa investigada e não contra o espólio diante de seu caráter pessoal.

respeito e os serviços próprios de sua idade e Condição. o divórcio. podendo a mãe se valer da ação de busca e apreensão de menores. acarretando a perda do poder familiar art. 1634 do CC Compete aos pais.Quanto aos bens dos filhos: art. 1. e assisti-los.Divergindo os pais quanto ao exercício do poder familiar. se o outro dos pais não lhe sobreviver.representá-los. (pois há um interesse do Estado na proteção dos menores) É irrenunciável: os pais não podem transferir o poder familiar. 1. dar-se-á tutor ao menor.632.nomear-lhes tutor por testamento ou documento autêntico. Tem que haver destituição do poder familiar da mãe e do pai ou nos casos do menor ser órfão para poder ser concedida a tutela. ou o sobrevivo não puder exercer o poder familiar. IV . Parágrafo único . Observe que a guarda está contida no poder familiar. A obediência e respeito tem que ser analisada com base no princípio da dignidade humana e da proteção integral da criança e do adolescente sendo vedado impor o regime ditatorial aos filhos.sob pena de destituição do poder familiar. 4 Conteúdo do poder familiar: 4. nos atos da vida civil.Constitui-se num múnus público: pois ao Estado que fixa normas para o seu exercício. não gera a prescrição O poder familiar cessa aos 18 anos de idade. a dissolução da união estável não alteram as relações entre os pais e os filhos. 4. (ex: o pai que tem somente o direito de visita e a guarda é da mãe. VII . que aos primeiros cabe. já que não existe mais de direito). 1689 do CC – exceção: art.tê-los em sua companhia e guarda. Os pais não podem explorar economicamente os filhos.conceder-lhes ou negar-lhes consentimento para casarem. É indelegável 3 Titularidade do poder familiar: arts. 1631 a 1633 do CC Via de regra. hoje há preferência de guarda compartilhada. até aos dezesseis anos.] Art.exigir que lhes prestem obediência. O pai não pode ultrapassar o período estipulado.Quanto à pessoa dos filhos: art. A separação judicial. na falta ou impedimento de um deles. A única diferença é em relação a guarda. O filho. Desse modo. salvo nos casos de emancipação de nos casos de destruição do poder familiar. utilizar da força. Durante o casamento e a união estável. o divórcio e a dissolução da união estável não alteram as relações entre pais e filhos senão quanto ao direito. após essa idade. VI . -castigos imoderados. 1638. suprindo-lhes o consentimento. ( a infração ao dever de filiação constitui crime de abandono material. Art. quanto à pessoa dos filhos menores: I . interessa o seu bom desempenho.dirigir-lhes a criação e educação. fica sob poder familiar exclusivo da mãe. nem do pai. III . 1693 do CC . haja vista superada pela despatriarcalização. não reconhecido pelo pai.1. se a mãe não for conhecida ou capaz de exercê-lo. Visto que apesar do pai ter também o poder familiar. mesmo sendo contra o pai.631. 1. ambos os pais exercem o poder familiar. o outro o exercerá com exclusividade. Art. só há possibilidade de haver tutela se não houver poder familiar nem da mãe. A separação judicial (de fato.633.reclamá-los de quem ilegalmente os detenha. estava fora do prazo estipulado para a visita). é assegurado a qualquer deles recorrer ao juiz para solução do desacordo.2. V . compete o poder familiar aos pais.CC) II . salvo no caso de doação É imprescritível: Mesmo o não exercício. de terem em sua companhia os segundos. nos atos em que forem partes. Não sendo mais o caso de utilizar a expressão de pátrio poder.

( já que esta antecipa os efeitos da maioridade civil).635. quando convenha. abandono do filho. II . Art.incidir. quando os pais forem excluídos da sucessão. Art. e têm a administração dos bens dos filhos menores sob a sua autoridade. ou administrados. entende-se pela possibilidade dos castigos moderados. sob a condição de não serem usufruídos. 1. 1. III . IV .deixar o filho em abandono. III .castigar imoderadamente o filho. 1.os valores auferidos pelo filho maior de dezesseis anos. 5. ou o Ministério Público. 1635 do CC Art. IV . cabe ao juiz. 1.pela morte dos pais ou do filho. abusar de sua autoridade.637. (a única hipótese em que se configura como se fossem uma renúncia dos pais ao poder familiar transferindo-o para o adotante.693. em virtude de crime cuja pena exceda a dois anos de prisão.583 a art.43 § 1º Compreende-se por guarda unilateral a atribuída a um só dos genitores ou a alguém que o . II . nos termos do art. III .A extinção aqui é tida como uma penalidade). 5. nas faltas previstas no artigo antecedente. 1590 C.Suspende-se igualmente o exercício do poder familiar ao pai ou à mãe condenados por sentença irrecorrível. A perda do poder familiar não desobriga os pais de sustentar seus filhos. II . na forma do artigo 1.pela maioridade.O pai e a mãe devem ser tratados como usufrutuários dos bens dos filhos. Jurisprudencialmente têm entendido que os castigos moderados são aqueles em que não há abalo físico. (abrange todas as espécies de abando. Se o pai.2. até suspendendo o poder familiar.1.os bens que aos filhos couberem na herança.Extinção e suspensão do poder familiar: 5. IV . 1. Quarta Parte –Do Direito Assistencial: I – Da Guarda e Proteção das pessoas dos filhos: art. ou a mãe. 1637 do CC Lembre-se que suspensão é algo temporário.638. Extingue-se o poder familiar: I . não se pode bater). pelos pais.pela emancipação.pela adoção. 1.praticar atos contrários à moral e aos bons costumes.os bens deixados ou doados ao filho. Parágrafo único . reiteradamente.C. no exercício de atividade profissional e os bens com tais recursos adquiridos. requerendo algum parente. (dessa forma.os bens adquiridos pelo filho havido fora do casamento. o moral. V . Excluem-se do usufruto e da administração dos pais: I .638CC – o castigo imoderado do filho. parágrafo único. adotar a medida que lhe pareça reclamada pela segurança do menor e seus haveres.Extinção e perda do poder familiar:art. A guarda será unilateral ou compartilhada. antes do reconhecimento. Destituição do poder familiar Art. Art. 5º. (mãe que levava vários homens para dormir em casa). É necessária a anuência dos pais quanto aos filhos postos em adoção).por decisão judicial. educacional).583. (suspender várias vezes o poder familiar.Suspensão do poder familiar:art.1637CC . poderá acarretar a extinção do mesmo). faltando aos deveres a eles inerentes ou arruinando os bens dos filhos. Perderá por ato judicial o poder familiar o pai ou a mãe que: I . seja o abandono afetivo. prática de atos contrários à moral e aos bons costumes e a incidência reiterada nas faltas previstas do art.

§ 3º Para estabelecer as atribuições do pai e da mãe e os períodos de convivência sob guarda compartilhada. poderá implicar a redução de prerrogativas atribuídas ao seu detentor. a guarda compartilhada. o outro genitor tem o direito de visita e o de fiscalizar a guarda. a similitude de deveres e direitos atribuídos aos genitores e as sanções pelo descumprimento de suas cláusulas. § 5º) e. unilateral ou compartilhada. § 2º Quando não houver acordo entre a mãe e o pai quanto à guarda do filho.584. de divórcio. o grau de parentesco e as relações de afinidade e afetividade. deferirá a guarda à pessoa que revele compatibilidade com a natureza da medida. o juiz informará ao pai e à mãe o significado da guarda compartilhada. A guarda. II . poderá basear-se em orientação técnico-profissional ou de equipe interdisciplinar. § 4º (VETADO) Art. unilateral ou compartilhada. § 1º Na audiência de conciliação. § 5º Se o juiz verificar que o filho não deve permanecer sob a guarda do pai ou da mãe. A guarda unilateral deve ser atribuída ao genitor que apresentar melhores condições de integralizar os direitos da criança e do adolescente. a sua importância. poderá ser:44 I . No entanto. Perceba que não há nenhum requisito econômico.afeto nas relações com o genitor e com o grupo familiar. No caso da guarda unilateral. § 2º A guarda unilateral será atribuída ao genitor que revele melhores condições para exercê-la e. de ofício ou a requerimento do Ministério Público. por consenso. Na guarda compartilhada é fixada a casa aonde a criança vai morar para se dá a ela referência do lar.saúde e segurança.concernentes ao poder familiar dos filhos comuns. em ação autônoma de separação. não impede que passe o final de semana na casa do outro. ambos os pais devem está . pelo pai e pela mãe. III .substitua (art. compreendendo encontros regularmente estabelecidos. II . sempre que possível.requerida. em atenção a necessidades específicas do filho. ou por qualquer deles. mais aptidão para propiciar aos filhos os seguintes fatores: I .decretada pelo juiz. considerados. inclusive quanto ao número de horas de convivência com o filho. o juiz. § 4º A alteração não autorizada ou o descumprimento imotivado de cláusula de guarda. ou em razão da distribuição de tempo necessário ao convívio deste com o pai e com a mãe. 1 Proteção dos filhos como direito à convivência: 2 Guarda de filhos de pais separados: 3 Guarda exclusiva: 4 Direito de visita e direito de convivência: O regime de visitas é entendido como a forma pela qual os cônjuges ajustarão a permanência dos filhos em companhia daquele que não ficar com a guarda. ( Paulo Lobo) 5 Guarda compartilhada: A nossa legislação não adota a guarda alternada mas a compartilhada. de dissolução de união estável ou em medida cautelar. repartição de férias escolares e dias festivos. 1. § 3º A guarda unilateral obriga o pai ou a mãe que não a detenha a supervisionar os interesses dos filhos. de preferência. objetivamente. 1.educação.584. por guarda compartilhada a responsabilização conjunta e o exercício de direitos e deveres do pai e da mãe que não vivam sob o mesmo teto. será aplicada.

3. por esta ordem: I . irá analisar aqueles que tiverem melhores condições para criar. em qualquer caso. Obs: a tutela pode ser imposta. não tinha o poder familiar. Parágrafo único . Além disso.presentes no dia a dia com a criança. 2. ou sendo estes julgados ausentes. nem legítima. esta constante convivência é essencial. Por escritura pública pode ser feita por ambos os pais conjuntamente podem estabelecer tutor.730. em qualquer dos casos.729.731. Art. 2 Espécies: 2.testamentária: é aquela feita pelo pai ou pela mãe . a responsabilidade para cuidar.1. 1. É nula a nomeação de tutor pelo pai ou pela mãe que. Art. 1. preferindo o de grau mais próximo ao mais remoto. O direito de nomear tutor compete aos pais. pelo instituto da tutela confere-se a pessoa capaz. II -Da Tutela: 1 Conceito: é similar ao poder familiar. Os filhos menores são postos em tutela: I . Se a tutela testamentária não tiver sido feita ou se não puder ser efetivada aí se passa para a tutela legítima. II . preferindo os mais próximos aos mais remotos. II .com o falecimento dos pais. . em ato de disposição de última vontade. o juiz escolherá entre eles o mais apto a exercer a tutela em benefício do menor. o juiz. 1. escritura pública). Em falta de tutor nomeado pelos pais incumbe a tutela aos parentes consangüíneos do menor. no mesmo grau.em caso de os pais decaírem do poder familiar.A nomeação deve constar de testamento ou de qualquer outro documento autêntico. quanto o direito de visita pode ser diminuído. protegendo-o e administrando seus bens. Art. Art.728. É necessário que quando morrer (individualmente) o pai ou a mãe esteja em poder familiar e a tutela testamentária só poderá produzir efeitos se nenhum dos genitores estiver vivo. sempre que o menor seja órfão. ou estando vivo tenha sido destituído do poder familiar. O tutor legítimo não pode se eximir da tutela. em conjunto. os mais velhos aos mais moços. sendo obrigado a exercê-la por no mínimo 2 anos.731 do CC. ao tempo de sua morte. seja no testamento propriamente dito ou em outro ato autêntico ( codicilo. todos os problemas que vierem a surgir. devem ser resolvidos juntamente por ambos os pais. parente ou não. Em havendo malefícios para o menor tanto a guarda pode ser modificada.aos colaterais até o terceiro grau. quando os pais não tiverem feito a nomeação. 1. ou ainda no caso de o filho não ter sido reconhecido por outro genitor.2 -Legítima: é aquela que recai sobre as pessoa sindicadas na lei conforme a ordem preferencial estabelecida no art. e. 1. Essa ordem não é fixa.aos ascendentes.Dativa: é aquela que decorre de nomeação judicial quando não for possível a testamentária. os pais forem ausentes ou terem decaído do poder familiar. A tutela vem suprir o poder familiar tanto que as atribuições do tutor se assemelha a dos pais. 2.

1.( Tartucce entende que existe determinadas funções públicas que realmente tornam a pessoa inaptas a exercer a tutela. ou falhas de probidade. ( curatela especial).737 do CC Art. As crianças e os adolescentes cujos pais forem desconhecidos.quando estes forem excluídos ou escusados da tutela. escusa ou qualquer outro impedimento. 1. 1. e as culpadas por abuso em tutorias anteriores. A escusa apresentar-se-á nos dez dias subseqüentes à designação. V . Art.734. de 13 de julho de 1990 . delegado – a função dele por si só demanda muito tempo Possibilidades de escusas do tutor: art. entende-se que a tutela foi cometida ao primeiro. (o tutor testamentário também não pode recusar de ser tutor. os dez dias contar-se-ão do em que ele sobrevier. III . 65 3 Incapacidade de exercício e escusa da tutela: Incapacidades: (art. gerando conflito de interesses. consangüíneo ou afim.733.aqueles que já exercerem tutela ou curatela.736 e 1.736. ( seria no caso da tutela dativa) Art. incapacidade.069. 1.aqueles que tiverem sob sua autoridade mais de três filhos. 1. ainda que o beneficiário se encontre sob o poder familiar. pois estabelece uma situação de desigualdade entre a mulher e o homem) II . ou aqueles que tiverem sido expressamente excluídos da tutela pelos pais. poderá nomear-lhe curador especial para os bens deixados.mulheres casadas.Estatuto da Criança e do Adolescente. se houver no lugar parente idôneo. 1. Lembre-se que condenação pressupõe o trânsito em julgado. por faltar idoneidade. e o menor. se ocorrer morte.os impossibilitados por enfermidade. ou algum interesse de seus parentes próximos. d aqueles que exercerem função pública incompatível com a boa administração da tutela. se o motivo escusatório ocorrer depois de aceita a tutela. IV .737.na falta de tutor testamentário ou legítimo. II . na forma prevista pela Lei nº8. e que os outros lhe sucederão pela ordem de nomeação.738.quando removidos por não idôneos o tutor legítimo e o testamentário.Art. Art.militares em serviço. Quem não for parente do menor não poderá ser obrigado a aceitar a tutela. VI . 1. a Os inimigos do menor ou de seus pais. . sob pena de entender-se renunciado o direito de alegá-la. salvo nessas hipóteses) § 2º Quem institui um menor herdeiro.732. (entende-se que é inconstitucional. em condições de exercê-la. falecidos ou que tiverem sido suspensos ou destituídos do poder familiar terão tutores nomeados pelo Juiz ou serão incluídos em programa de colocação familiar. b Aquele que tiver sido condenado pelo crime de furto. O juiz nomeará tutor idôneo e residente no domicílio do menor: I . Art. estelionato. Podem escusar-se da tutela: I . por exemplo. ou crime contra os costumes. ou tutela.maiores de sessenta anos.aqueles que habitarem longe do lugar onde se haja de exercer a tutela. § 1º No caso de ser nomeado mais de um tutor por disposição testamentária sem indicação de precedência. ou legatário seu. c As pessoas que tenha mau procedimento. VII .1735 CC) a)Não poderão exercer a tutela aqueles que não tiverem a livre administração de seus bens: b) Existência de alguma relação jurídica entre o possível tutor. Aos irmãos órfãos dar-se-á um só tutor. III . crime contra a família.

poderá o juiz condicionar o exercício da tutela à prestação de caução bastante.direta e pessoal. e promover todas as diligências a bem deste. Se o menor possuir bens. mediante aprovação judicial. poderá este. A responsabilidade do juiz será: I . conforme os seus haveres e condição.adimplir os demais deveres que normalmente cabem aos pais. assim como defendê-lo nos pleitos contra ele movidos. III . nem o removido. legados ou doações. bem como as de administração. tiver produção de laranja. 1. Art. Parágrafo único . 1. III . 1. Art.742. 1. mediante preço conveniente. arbitrando o juiz para tal fim as quantias que lhe pareçam necessárias. exercerá o nomeado a tutela. e as quantias a ele devidas. III . com autorização do juiz: I . conservação e melhoramentos de seus bens.748. enquanto o recurso interposto não tiver provimento. ou por interposta pessoa.representar o menor. Art. a depender do caso ele pode ser dispensado. Art. V .reclamar do juiz que providencie. 1. pode o juiz nomear um protutor.por exemplo.adquirir por si. Compete mais ao tutor: I . após essa idade. a eficácia de ato do tutor depende da aprovação ulterior do juiz. O juiz pode ser acionado quando o tutor não pode arcar com o prejuízo ou não na totalidade. será sustentado e educado a expensas deles. (toda vez que for nomeado um tutor. bens móveis ou imóveis pertencentes ao menor.744. 1.pagar as dívidas do menor. ( se o menor . Incumbe ao tutor. e os imóveis nos casos em que for permitido. Os bens do menor serão entregues ao tutor mediante termo especificado deles e seus valores. 1. o arrendamento de bens de raiz. IV .741. em proveito deste. . e assisti-lo. e responderá desde logo pelas perdas e danos que o menor venha a sofrer. Se o juiz não admitir a escusa. ainda que com encargos. ouvida a opinião do menor. sob a inspeção do juiz. cumprindo seus deveres com zelo e boa-fé. 1. se este já contar doze anos de idade.dispor dos bens do menor a título gratuito. ou realizados em lugares distantes do domicílio do tutor. Art. sob pena de nulidade: I . deve ser prestada uma caução. IV .propor em juízo as ações. considerado o rendimento da fortuna do pupilo quando o pai ou a mãe não as houver fixado. Para fiscalização dos atos do tutor. cuja conservação não convier.746. Art. Essa medida visa a evitar que o tutor venha causar prejuízos financeiros ao menor). contra o menor.alienar os bens do menor destinados a venda.740. III . II . até os dezesseis anos. quanto à pessoa do menor: I .dirigir-lhe a educação.749. ou não o houver feito oportunamente.fazer-lhe as despesas de subsistência e educação. nos atos da vida civil. 1. quando não tiver nomeado o tutor. Compete também ao tutor. Incumbe ao tutor.Art. Art. Art. quando o menor haja mister correção. Art. II .743.constituir-se cessionário de crédito ou de direito. administrar os bens do tutelado. II .No caso de falta de autorização. Parágrafo único . II . mediante contrato particular. 1. tanto que se tornou suspeito.747.receber as rendas e pensões do menor.subsidiária. Ainda com a autorização judicial. defendê-lo e prestar-lhe alimentos. ainda que os pais o tenham dispensado.promover-lhe. ou nelas assistir o menor. quando não tiver exigido garantia legal do tutor. forem complexos.745.Se o patrimônio do menor for de valor considerável. mercearia não necessitará pedir todas as vezes ao juiz ) V . Art. 1. nos atos em que for parte. delegar a outras pessoas físicas ou jurídicas o exercício parcial da tutela.aceitar por ele heranças. Se os bens e interesses administrativos exigirem conhecimentos técnicos. II .vender-lhe os bens móveis. não pode o tutor. podendo dispensá-la se o tutor for de reconhecida idoneidade.739.transigir. como houver por bem.

O tutor responde pelos prejuízos que. Quando houver reconhecimento do menor pelo pai ou adoção.Art. prevaricador ou incurso em incapacidade. ( ações de alvará judicial. § 2º.764.ao expirar o termo.746. Será destituído o tutor.766. Os imóveis pertencentes aos menores sob tutela somente podem ser vendidos quando houver manifesta vantagem. 1. quando ele não estiver cumprindo fielmente o que foi determinado na concessão de tutela. quando negligente. determinação judicial). arbitrando o juiz para tal fim as quantias que lhe pareçam necessárias. 1.752. Cessam as funções do tutor: I . mediante prévia avaliação judicial e aprovação do juiz. em que era obrigado a servir. e também quando.1766 estabelece as causas de remoção do tutor Art. . 1. O Tutor pode ser remunerado.com a maioridade ou a emancipação do menor. ( entra com ação de remoção do tutor . 1. Vide. Art. mas tem direito a ser pago pelo que realmente despender no exercício da tutela. Art.ao ser removido. também. Terá direito a receber remuneração proporcional à importância dos bens administrados 2 Prestação de contas: o tutor é obrigado a prestar contas da administração dos bens do menor que se justifica em razão de cumprimento de seu dever com zelo e boa-fé.ao sobrevir escusa legítima. Cessa a condição de tutelado: I . III . por dolo ou culpa. 1. (2 anos) II . § 1º Ao protutor será arbitrada uma gratificação módica pela fiscalização efetuada. 1. artigos 1. causar ao tutelado. no caso de reconhecimento ou adoção. Se o menor possuir bens. 1.734. e as que concorreram para o dano. Os tutores prestarão contas de dois em dois anos.757. tem a função de fiscalizar os atos do tutor e é nomeado pelo juiz. mínimo 2 anos. causar ao menor. 1 Responsabilidade e remuneração do tutor: O tutor responde pelos prejuízos que.736 e 1735 do CC Quando expirar o termo que tiver sido obrigado a servir. por culpa. deixarem o exercício da tutela ou toda vez que o juiz achar conveniente.750.752. por qualquer 1 motivo. Se o menor não tiver renda cabe ao tutor prestar alimentos ao tutelado(pupilo). entra só para pedir essa autorização). § 2º São solidariamente responsáveis pelos prejuízos as pessoas às quais competia fiscalizar a atividade do tutor. salvo no caso do art. II .ao cair o menor sob o poder familiar. 2 Cessação da tutela: Quando o pupilo completar a maioridade. Art. naqueles casos em que tiver vários bens e a tutela demanda muito dele. e a perceber remuneração proporcional à importância dos bens administrados. será sustentado e educado a expensas deles. 4 A figura do protutor: inovação do CC de 2002. 5 Garantias da tutela: 6 Exercício da tutela Art. Art. 1. Art. considerado o rendimento da fortuna do pupilo quando o pai ou a mãe não as houver fixado. 1. art. ou dolo.763.

1. Nomeia-se o perito.III Da Curatela: 1 Conceito: é semelhante a tutela. 1. o juiz fixará os limites da curatela. Os direitos patrimoniais do nascituro só são adquiridos com o seu nascimento.” No processo de interdição o juiz deverá marcar uma audiência de interrogatório com a finalidade de evitar que pessoas sejam interditadas fraudulentamente.1767 – quem pode ser interditado judicialmente.1767 e seguintes. a enfermidade é aquela que debilita e não aquela que priva do discernimento. para que se cuide da pessoa e dos seus bens em caso de incapacidade. se o pai falecer estando grávida a mulher. Pode nomear curador para ficar na posse em nome do nascituro para administrar o patrimônio. 1780 do CC Não existia no código civil de 16. Com base no Laudo. pois nos casos de incapacidade relativa a curatela não será plena.780. A pessoa para receber o curador nesse caso. bem como aqueles legitimados para entrar com o processo de interdição judicial.Curatela propriamente dita ou dos interditos: é a curatela que é deferida num processo de interdição judicial.768.Curatela do nascituro: art. Art. pode se inserir nesse artigo. e não tendo o poder familiar. na impossibilidade de fazê-lo. 2 Espécies de curatela: art. Art. III -o síndrome de down se encaixa aqui. Esta somente será plena quando a capacidade for absoluta. 1779 do CC Art.2.1767 II – surdo e mudo. pode requerer ao juiz que nomeie um curador para cuidar de seus bens. não precisa ser incapaz. Art. O próprio curatelado tem legitimidade ativa. haja vista ser um pedido de nomeação de curador. geralmente o psiquiatra. Ex: deficiente físico que herde uma pedreira. A requerimento do enfermo ou portador de deficiência física. Incapacidade relativa – o curador será assistente . Na sentença de interdição o juiz sempre fixará os limites da curatela. Dar-se-á curador ao nascituro. 2.779. dar-selhe-á curador para cuidar de todos ou alguns de seus negócios ou bens. de qualquer das pessoas a que se refere o art. 3 Curatela do enfermo ou portador de deficiência física: art. 3 O processo de interdição: “ interdição é o procedimento especial de jurisdição voluntária por meio do qual se busca obter a certeza e o grau de incapacidade de uma pessoa. no entanto direciona-se a proteção das pessoas em razão de incapacidade.Se a mulher estiver interdita. 1. autista. Parágrafo único . mas lembre que é relativamente incapaz 2. seu curador será o do nascituro. Se nascer com vida o nascituro adquire a propriedade e será nomeado um tutor. Cabe ao perito dá um laudo. a pessoa é consciente. Não há um processo de interdição judicial. ou.1.

783. 1. 1781 a 1783 do CC Art. (subsidiária. não será obrigado à prestação de contas. ( não limita o grau de parentesco. com a restrição do art. 1. transigir. pois vai apenas declarar um estado de incapacidade preexistente. 4 Exercício da curatela: arts. e praticar. mas lembre que os parentes se estende somente aos colaterais até o 4 grau. em geral. ou ao descendente que se mostrar com maior aptidão (preferindo-se os mais próximos em relação aos ais remotos).pelos pais ou tutores.1. III .4. 1.Legitimados ad causam: art. 1. A interdição deve ser promovida: I . só pode requerer interdição se não existir parente capazes e não requererem).pelo cônjuge. 1.772 e as desta Seção.pelo Ministério Público.Pessoas habilitadas a exercer a curatela: art. ou por qualquer parente. salvo determinação judicial. dar quitação. 1775 do CC Cônjuge ou companheiro não separado de fato. O companheiro também pode requerer. 3. entendimento jurisprudencial).3. somente sendo possível o levantamento quando os motivos que a levaram. As regras a respeito do exercício da tutela aplicam-se ao da curatela. sem curador.2. alienar. A interdição do pródigo só o privará de. Art. 1. demandar ou ser demandado. . 3. os atos que não sejam de mera administração. na falta destes. II .Natureza jurídica da sentença de interdição: A sentença que interdita uma pessoa tem natureza meramente declaratória. hipotecar. 3.Incapacidade absoluta – representante (?) 3. Art. emprestar.768 do CC.781. o encargo cabe ao pai ou a mãe.768. Quando o curador for o cônjuge e o regime de bens do casamento for de comunhão universal.Levantamento da interdição: Obs: o nosso direito não admite intervalos de lucidez.782. deixarem de existir. Art.