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AUTO DE INFRAÇÃO

1. NOTIFICAR
Definição: É o ato pelo qual se dá conhecimento a alguém sobre determinado
assunto, para, querendo, se manifeste acerca do mesmo.
2. AUTUAR
Definição: Lavrar auto contra (alguém) pelo fato do cometimento de uma infração
à lei.
3. AUTO DE INFRAÇÃO
Definição: Conforme art. 10 da Resolução n. 1008, de 9 de dezembro de 2004, O
auto infração é o ato processual que instaura o processo administrativo, expondo os fatos
ilícitos atribuídos ao autuado e indicando a legislação infringida, lavrado por agente fiscal,
funcionário do Crea, designado para esse fim.
Toda autuação determinada nos Creas, quer seja pelo Departamento de
Fiscalização ou pelas Câmaras Especializadas, para terem validade jurídica,
obrigatoriamente devem estar embasadas em leis federais (5.194, de 1966; 6.496, de
1977, e 4.950-A, de 1966). Ver tabela anexa.
4. REGULAMENTAÇÃO DAS AUTUAÇÕES NOS CREAS
Os procedimentos para instauração, instrução e julgamento dos processos de
infração e aplicação de penalidades nos Creas são regulados pela Resolução n.1008 do
Confea, de 2004, que revogou as Resoluções n. 207, de 28 de janeiro de 1972, e n. 391,
de 17 de março de 1995, a Decisão Normativa n. 07, de 29 de abril de 1983, e demais
disposições em contrário. Entrou em vigor a partir da data de sua publicação no D.O.U.,
em 13 de dezembro de 2004, Seção 1, pág. 142/143, e aplicável, exclusivamente, aos
processos de infração iniciados a partir desta data.
5. COMPONENTES DO PROCESSO ADMINISTRATIVO AUTO DE INFRAÇÃO
5.1 Relatório de Fiscalização
Atributos: Conforme art. 5º da Resolução n. 1.008/2004, O relatório de
fiscalização deve conter, pelo menos, as seguintes informações:
I – data de emissão, nome completo, matrícula e assinatura do agente fiscal;
II – nome e endereço completos da pessoa física ou jurídica fiscalizada, incluindo,
se possível, CPF ou CNPJ;
III - identificação da obra, serviço ou empreendimento, com informação sobre o
nome e endereço do executor, descrição detalhada da atividade desenvolvida e dados
necessários para sua caracterização, tais como fase, natureza e quantificação;
IV – nome completo, título profissional e número de registro no Crea do
responsável técnico, quando for o caso;
V – identificação das Anotações de Responsabilidade Técnica – ARTs relativas às
atividades desenvolvidas, se houver;

Versão: Agosto/11

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e valor da multa a que estará sujeito o notificado caso não regularize a situação. quando for o caso. e valor da multa a que estará sujeito o autuado. e Versão: Agosto/11 2 . incluindo nome completo e função exercida na obra. VI – data da verificação da ocorrência. II – nome e endereço completos da pessoa física ou jurídica fiscalizada. o auto de infração.3 Auto de Infração Atributos: Conforme art. e VIII – identificação do responsável pelas informações. e IV – indicação das providências a serem adotadas pelo notificado e concessão do prazo de dez dias para regularizar a situação objeto da fiscalização. § 1º A regularização da situação no prazo estabelecido exime o notificado das cominações legais. se for o caso. se for o caso. o agente fiscal deverá encaminhar o relatório elaborado à gerência de fiscalização para que seja determinada a lavratura imediata do auto de infração. capitulação da infração e da penalidade. incluindo. 1. 1. V – identificação da infração. CPF ou CNPJ. no mínimo. 11 da Resolução n. III – identificação da infração. Parágrafo único. obrigatoriamente. nome completo. com informação sobre a sua localização. a notificação deve apresentar. matrícula e assinatura do agente fiscal. O agente fiscal deve recorrer ao banco de dados do Crea para complementar as informações do relatório de fiscalização. III – nome e endereço completos da pessoa física ou jurídica autuada. sem emendas ou rasuras. VII . capitulação da infração e da penalidade. incluindo. 5. 8º da Resolução n. IV – identificação da obra. no mínimo. § 2º Caso a pessoa física ou jurídica fiscalizada já tenha sido penalizada pelo Crea em processo administrativo punitivo relacionado à mesma infração. VII – indicação de reincidência ou nova reincidência. deve apresentar. serviço ou empreendimento. as seguintes informações: I – menção à competência legal do Crea para fiscalizar o exercício das profissões abrangidas pelo Sistema Confea/Crea. indicação da natureza da atividade e sua descrição detalhada.2 Notificação Atributos: Conforme art.descrição minuciosa dos fatos que configurem infração à legislação profissional. nome e endereço do contratante. serviço ou empreendimento. mediante descrição detalhada da irregularidade. 5. se possível.008/204. serviço ou empreendimento. mediante descrição detalhada da irregularidade constatada. as seguintes informações: I – menção à competência legal do Crea para fiscalizar o exercício das profissões abrangidas pelo Sistema Confea/Crea. CPF ou CNPJ.008/2004. grafado de forma legível. II – data da lavratura.VI – informações acerca da participação efetiva do responsável técnico na execução da obra.

TRDP. e 6. de ART. substituir ofícios de diligências. 1. deverá ser informado se o mesmo se constitui em defesa do autuado/notificado ou se resulta de pesquisa por iniciativa do funcionário. se houver. quanto para realizar diligência em um processo em andamento. serve tanto para buscar subsídios com fins de iniciar um processo de fiscalização. ou seja. § 3º Não será permitida a lavratura de novo auto de infração referente à mesma obra. MONTAGEM DO PROCESSO As peças que compuserem o processo de Auto de Infração deverão ser agrupadas em ordem cronológica de data. que são peças obrigatórias no processo administrativo de Auto de Infração. conforme segue: a) Ordenamento básico .950-A e 5. . nos dispositivos das Leis n. No caso do relatório de ART. . se houver. não ofende à mesma.Documentos comprobatórios do Relatório da Fiscalização.Relatório de Fiscalização consubstanciado. 5. de 1977. inclusive.Solicitação de diligência/SD. a regularização da situação não exime o autuado das cominações legais. nos casos em que houver alteração nos anteriores ou que ainda não tenham sido emitidos.Relatórios do Sistema Informatizado. RPJ.Autuação. antes do trânsito em julgado da decisão relativa à infração.Documentos apresentados após a emissão da notificação. porém. se houver.008/2004. § 2º Lavrado o auto de infração. sendo vedada a capitulação com base em instrumentos normativos do Crea e do Confea.4 Termo de Requisição de Documentos e Providências . emitidos/existentes antes dos documentos abaixo relacionados. .496. . .TRDP Atributos: É uma ferramenta utilizada pelo agente fiscal. o qual deve subscrever tal informação. . 6. serviço ou empreendimento. não substitui nenhum desses documentos. levando-se em consideração os critérios definidos no Rito Processual. não prevista na Resolução n. ambas de 1966. .194. FLUXOGRAMA DAS AUTUAÇÕES Fluxo Geral das Autuações 7. na hipótese de se tratar de reincidência ou nova reincidência. entretanto. .VIII – indicação do prazo de dez dias para efetuar o pagamento da multa e regularizar a situação ou apresentar defesa à câmara especializada. ou outros. podendo. .Notificação. se for o caso. Versão: Agosto/11 3 . RPJ.Certificado do Trânsito em Julgado/CTJ. § 1º A infração somente será capitulada. É um documento mais informal do que um relatório de fiscalização e menos intimidante do que uma notificação. caso houver: RPF. de ART. ou decisão da câmara determinando que o agente fiscal efetue fiscalização.Relatórios do Sistema Informatizado: RPF. 4. conforme o caso. O TRDP objetiva coletar informações. se houver.

c) aplicar as penalidades e multa previstas. SUBSÍDIOS PARA ANÁLISE E INSTRUÇÃO DOS PROCESSOS POR PARTE DAS COMISSÕES Durante o ano de 2006 foi aprovado por todas as Câmaras Especializadas um Roteiro para “Análise e Instrução dos Processos de Autuação” a ser seguido por todas as Comissões das Inspetorias. . caso houver alteração nos anteriores ou caso não tenha relatórios anteriores.Roteiro para análise dos processos de Auto de Infração. . .Relatório de Fiscalização atualizado consubstanciado. que dispõem sobre os procedimentos a serem seguidos pelas comissões das inspetorias na análise e instrução dos expedientes de infração. garantido a eficiência e eficácia dos atos. nas quais o Autuado solicitava a anulação do processo.Autuação. 46 da Lei 5. b) Ordenamento da autuação direta .” O Confea por sua vez. ..Relatórios do Sistema Informatizado: RPF. Versão: Agosto/11 4 . 46 – São atribuições das Câmaras Especializadas: a) julgar os casos de infração da presente lei. bem como sanar os vícios de origem do processo viabilizando o perfeito julgamento pelas Especializadas. Abaixo estão elencados os documentos mínimos necessários para auxiliar na análise dos Relatórios de Fiscalização e das Notificações – sob forma de processo ou não – bem como dos Autos de Infração. ou outros. de ART. RPJ. até a execução judicial se assim for necessário. do art. caso haja. por não ter sido cumprido o Rito previsto nas alíneas “a”. independentemente da área fiscalizada. no âmbito de sua competência profissional específica. . OU Folha de Encaminhamento para Processos Originados em Fiscalização.008 no qual prevê: “Não pode ser objeto de delegação de competência a decisão relativa ao julgamento de processos de infração. inclusive nos casos de revelia. Esta definição das Câmaras deu-se em cumprimento ao Art.194/66: Art.Defesa ou outro documento que tenha sido apresentado pelo autuado.Cópia desse Auto de Infração anterior. . providenciando inclusive as diligências necessárias a fim de esclarecer a situação constante dos autos. quando existir comissão da modalidade e esta se reúna em tempo hábil. “b” e “c”. quando não existir comissão da modalidade ou esta não tenha se reunido em tempo hábil. . 8. b) julgar as infrações do Código de Ética.Certificado do Trânsito em Julgado/CTJ da autuação anterior. 62 da Resolução nº 1. RPJ.Demais documentos seguirão o ordenamento relacionamento no item “a” acima. caso houver: RPF. . A partir deste Roteiro as Comissões ficaram com a incumbência de revisar os processos de autuação desde o relatório inicial da fiscalização. assim estipulou com o objetivo de evitar as demandas judiciais que estavam ocorrendo. de ART.Relatórios do Sistema Informatizado. para posterior julgamento dessas Especializadas.Cópia do RF dessa autuação anterior.

sob forma de processo ou não. a partir do item 8. 8.008.194. 8.4 Roteiro para análise e instrução de Notificação. 8.6 Instruções para o preenchimento dos Roteiros. 8. 8. Versão: Agosto/11 5 .8. basta clicar no documento desejado. de 2004.3 Lei Federal n.8.7 Roteiro para análise e instrução de Relatório de Fiscalização.1 Lei Federal n. 8. de 1966.950-A. 1.5 Roteiro para análise e instrução dos Processos de Autuação.2. 4.8. 8. 8.2 O Padrão Operacional denominado Rito Processual no Crea-RS.1 Este Padrão Operacional.2 Lei Federal n.8.8 E a seguinte Legislação: 8. 8.3 Tabela – Tipo de autuações.496. 5. de 1966. 8. 8. 6.Para visualizá-los. de 1977.4 Resolução do Confea n.