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III ETAPA - CONSTRUÇÃO DA INFRAESTRUTURA – TERRAPLENAGEM
1 – INTRODUÇÃO –
Concluída a Etapa de Projeto, ou seja, uma vez elaborados todos os projetos – conforme listagem a seguir – necessários à implantação de uma estrada de rodagem, passa-se à Etapa de
Construção da estrada, ou implantação propriamente dita.
A construção de uma estrada de ferro ou de rodagem normalmente é realizada através
de contatos entre o órgão público – seja na esfera municipal, estadual como federal – e empresas
prestadoras de serviços de engenharia, dada a impossibilidade do primeiro de contar com recursos
humanos, equipamentos, materiais, enfim, meios próprios necessários ao cumprimento de seus objetivos, até mesmo para serviços de supervisão da referida construção. Dado o elevado custo da obra,
normalmente as empresas construtora e supervisora são selecionadas através de licitações específ icas.
Estudos: Topográficos, Geológicos, Geotécnicos e Hidrológicos.
Projetos: Geométrico, Terraplenagem, Obras de Arte Correntes (Drenagem Superficial e
Profunda, Muros de Arrimo e Pontilhões), Obras de Arte Especiais, Obras de Arte Complementares
(Sinalização, Cercas e Defensas; Paisagismo; Recobrimento Vegetal ).
1.1 – EXAME DOS ESTUDOS E PROJETOS COMPONENTES DO PROJETO FINAL DE
ENGENHARIA DE UMA ESTRADA E DAS CARACTERÍSTICAS REGIONAIS PARA A SUA CONSTRUÇÃO –
O engenheiro da empresa construtora, assim com o da supervisora e também o funcionário/técnico do órgão governamental responsável pela fiscalização dos serviços necessitam examinar
os seguintes documentos:
a)
– Estudos Geológicos – estes estudos contribuirão com os seguintes elementos para
a execução da terraplenagem:
 seções geológicas típicas (longitudinais e transversais ) ao longo do traçado da estrada, em
escala adequada e representativa,
 identificação de locais propícios à exploração de materiais adequados e necessários à construção da infraestrutura da estrada,
 classificação do material escavado nas diversas categorias previstas nas especificações, identificado por sondagens sísmicas,
 identificação da natureza da rocha a ser extraída, através de exames geológicos e ensaios
petrográficos, e estudo de casos especiais (presença de fraturas, estratificações, alterabilidade da rocha )
 indicações de taludes a serem adotados nos cortes em rocha, nos cortes em terra e nos aterros.
b) – Estudos Geotécnicos - estes estudos contribuirão com os seguintes elementos:
 confirmação da classificação do material escavado, através de sondagens a percussão, rotativas e a trado, pá e picareta,
 características físicas dos solos ocorrentes nos cortes e nos empréstimos (LL, LP, IG, grau de
compactação e CBR ), para a execução das camadas dos aterros e rebaixos dos cortes,
 estudo da estabilidade de taludes (coesão e resistência dos materiais ) para a identificação
das diversas soluções a adotar (inclusive o escalonamento de taludes ), e estudo dos casos especiais
para a fundação de aterros.

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c) – Projeto Geométrico – onde se obterá as seguintes informações:
 na planta topográfica, o projeto da diretriz, detalhes altimétricos da faixa de domínio (representados por curvas de nível de cotas inteiras ), a posição dos off sets, a demarcação da faixa de domínio, os RNs, as amarrações dos pontos intermediários ao longo das tangentes e dos pontos notáveis
das curvas, e o quadro com os elementos das curvas,
 no perfil longitudinal, os perfis do terreno e da estrada, os elementos e os pontos notáveis das
curvas, e as ocorrências de material impenetrável, de baixa capacidade de suporte e elevada expansão nos locais sondados,
 em folha à parte, quadro com as características técnicas da estrada.
d) – Projeto de Terraplenagem – onde se obterá as seguintes informações:
 nas seções transversais, em tangente e em curva, os taludes de corte e aterro, os escalonamentos, as posições dos muros de arrimo, das sarjetas e banquetas e as dimensões da plataforma,
 nos relatórios de computação, os cálculos dos volumes de cortes e aterros, e a indicação dos
locais onde haverá a compensação lateral,
 em um quadro-resumo do movimento de terras, indicações de distribuição e espessura de
material selecionado para rebaixo de cortes (quando o material existente ao nível da plataforma de
terraplenagem tiver expansão2% e baixa capacidade de suporte ou ocorrer afloramento de rocha; a
espessura ou profundidade é calculada em função do ISC FUNDO, do ISCPROJ e do número N – no de
repetições de um eixo padrão de 8,2 ton, que passa numa seção da estrada num determinado sentido,
durante a vida do projeto) e camada de topo de aterros (nesse caso, a espessura depende do ISC CA,
do ISCMAT.SELEC. e do número N ), distribuição do material do corpo dos aterros, e distribuição do movimento de terras de empréstimos e botaforas,
 em gráficos e croquis, a localização geral dos empréstimos e suas características,
 no perfil de solos (desenhado na escalas horizontal 1/2000 e vertical 1/40, com a linha de
greide na horizontal e a indicação do início e do fim de cada trecho de corte e de aterro) as sondagens
realizadas, os diferentes horizontes – de acordo com a classificação HRB – e os volumes de corte e de
aterro de cada trecho extraídos dos relatórios de computação,
 nas notas de serviço, em cada estaca as indicações dos elementos de projeto em planta e
perfil, distancias em relação ao eixo e cotas dos bordos e dos off sets, superelevação e superlargura,
 em projetos específicos, soluções para problemas de fundações de aterros (em caso de existência de terrenos com baixa capacidade de suporte ao nível do leito ) e de proteção de encostas (em
caso da existência de terrenos sujeitos a escorregamentos).
e) – Projeto de Obras de Arte Correntes – onde se obterá as seguintes informações:
 nas notas de serviço dos bueiros, a indicação aproximada (uma vez que a posição precisa
será definida nos trabalhos de locação dos mesmos) de sua localização, o tipo, o diâmetro, a esconsidade, a declividade, os comprimentos a montante e a jusante, a cota do fundo no eixo, a cota do gre ide de terraplenagem e a altura de cobertura de aterro,
 nas notas de serviço das valetas de proteção, a indicação das estacas de início e término,
posição (lado) e comprimento estimado.
f) – Memória Descritiva – onde se deverá examinar:
 a descrição sucinta do projeto elaborado,
 as características regionais, pois afetam as produtividades e os custos dos serviços de terraplenagem, quais sejam:
 clima – precipitação média anual e período de chuvas (dias de chuva/ano, meses de maior
precipitação). Quando a incidência de chuvas é característica, não se deve prever trabalhos de terraplenagem no período ou, então, considerar os equipamentos operando com baixa produtividade. As-

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sim, o dimensionamento dos mesmos no referido período vai sofrer alterações e, portanto, também o
plano de utilização dos equipamentos.
 fitologia regional – trata-se da vegetação da região por onde passará a futura estrada, que
pode ser diversa em mais de um trecho em decorrência da variação de pluviosidade, temperatura,
altitude e tipo de solo do território brasileiro, afetando os custos e produtividades dos equipamentos na
execução dos serviços preliminares.
 endemias – é importante conhecer-se a incidência das principais endemias não controladas
ocorrentes na região (esquistossomose, doença de Chagas, malária, etc), pois os efeitos lesivos nos
seus portadores irão comprometer a produtividade da mão de obra, principalmente do pessoal não
especializado, geralmente contratado na região.
 salários regionais – afetam os custos dos serviços; no caso de mão de obra especializada, os
salários aumentam com o distanciamento dos centros urbanos e industriais e, para a mão de obra não
especializada, obedecem aos salários mínimos estabelecidos pelo Governo.
 apoio logístico – os custos de transportes (rodoviário, ferroviário, fluvial, marítimo e aéreo) de
pessoal, máquinas, equipamentos e materiais necessários à execução dos trabalhos influem nos custos dos serviços e obras de infraestrutura de uma estrada.
 o equipamento mais recomendável para os serviços, principalmente no período de chuvas, e
respectivas produtividades,
 o prazo de execução e as quantidades dos serviços,
 informações complementares, como: localização de fontes de água, disponibilidade de mão
de obra, umidades encontradas nos empréstimos (in situ), etc.
g) – Memória Justificativa – onde se deverá examinar:
 os elementos básicos considerados na elaboração do projeto,
 os resultados dos estudos geológicos e geotécnicos,
 a concepção do projeto e o demonstrativo de cálculos e quantidades de serviço a executar,
 o dimensionamento da solução adotada e sua justificativa técnico-econômica.
h) – Especificações –
Documento que estabelece, em linhas gerais, os princípios, regras, métodos e práticas a serem
adotados para a perfeita execução dos serviços e obras de terraplenagem, as características exigidas
para os materiais a empregar, os métodos de verificação de qualidade dos produtos acabados e os
critérios de aceitação/rejeição dos trabalhos executados.
1.2 – PLANEJAMENTO E CONTROLE DA CONSTRUÇÃO
Com base no exame do material acima descrito, o engenheiro da firma construtora inspeciona
o trecho por onde se desenvolverá a futura estrada, de modo a observar criteriosamente as condições
locais. A partir daí, o construtor:
 dimensiona o equipamento e a mão de obra necessários, considerando os diversos fatores
que afetam as respectivas produtividades,
 calcula os consumos dos materiais necessários à execução dos serviços,
 define os custos dos equipamentos, mão de obra e materiais, com base em pesquisa de mercado e no apoio logístico disponível na etapa de construção.
Com todos os elementos acima levantados, determina os custos unitários dos serviços a serem
desenvolvidos. De posse desses custos unitários e dos quantitativos dos respectivos serviços (obtidos
do projeto), elabora a proposta de preços.
Antes de iniciar a obra, o construtor precisa tomar as seguintes providências:
 elaborar o Organograma da obra – nele estão estabelecidas as relações hierárquicas, a partir
do engenheiro responsável pela obra, ao qual estarão diretamente ligadas equipes de assessoria jurídica, comunicação, planejamento e controle, e relações públicas.

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A um nível mais inferior, os departamentos administrativo e de operação. Ao primeiro, estarão
ligadas seções de pessoal (seleção; admissão e administração de pessoal; segurança), material (abastecimento; almoxarifado) e econômico - financeiras (contabilidade geral; tesouraria; custos). Ao
segundo, estarão diretamente ligadas equipes de topografia e desenho e o laboratório, assim como as
seções de apoio (oficina de manutenção; exploração de jazidas; idem, de pedreiras; fábrica de tubos)
e de produção (terraplenagem; obras de arte correntes; obras de proteção e complementares; superestrutura, se for o caso).
Engenheiro responsável

Relações Públicas

Planejamento e Controle

Assessoria Jurídica

Departamento de Operação

Topografia e Desenho

Laboratório

Apoio

Comunicação

Departamento Administrativo

Pessoal

Material

Econôm.financ.

Produção
Seleção Admissão Segurança Contabilid. Tesour. Custos
Adm

Oficina Explor. Explor. Fabric.
Manut. Jaz. Pedreira Tubos
Areia
Abastecim.

Almoxarifado

Terraplen. O.A.C. O.Prot.Complem.

 selecionar o equipamento mecânico a ser utilizado – para tal, leva em conta as seguintes recomendações:
= dar preferência a máquinas iguais, de mesma fabricação, para maior economia e facilidade
de reposição de peças,
= usar duas máquinas iguais em vez de uma de maior porte, para garantia de continuidade do
trabalho, em caso de avaria),
= não adotar máquinas de criação recente, pois ainda não foram consagradas pela prática,
= escolher a máquina mais apropriada do ponto de vista econômico (levar em conta o custo de
aquisição e as condições de venda – parcelamento, prazo e condições de entrega, garantia do fabricante -, assistência técnica e estoque de peças),
= escolher a máquina mais apropriada do ponto de vista técnico (produtividade capaz de executar a obra no prazo previsto).
 verificar onde e como obter água e energia elétrica,
 projetar e construir as obras civis necessárias para o canteiro de serviço; instalar o equipamento fixo,
 recrutar o pessoal técnico, administrativo e operário.
III.2 – CONSTRUÇÃO DA INFRAESTRUTURA – TERRAPLENAGEM
A implantação da estrada se dá em duas fases: implantação da infraestrutura e implantação da
superestrutura. Na primeira, executa-se os serviços de terraplenagem: movimentação de terras visando transformar a região ao longo da qual se desenvolverá a futura estrada, construção dos dispositivos
de drenagem incorporados à infraestrutura e fora dos limites do corpo estradal, abertura de túneis e

em cada trecho. do tempo de execução. essa solução nem sempre é recomendada. qualquer obra – de pequeno. etc. assim. médio ou grande porte – de Engenharia Civil exige a execução de serviços de movimentação de terras prévios regularizando o terreno natural em estreita obediência ao projeto que se deseja implantar. então. com base nas notas de serviço fornecidas pela fiscalização. reduzindo as instalações do canteiro ao atendimento operacional dos equipamentos. porém distante o suficiente para não ser afetado durante a construção. do vulto da obra. conforme especificado no projeto. marcação dos off sets e seus respectivos nivelamentos. deve permitir fácil acesso (racionalização dos caminhos de serviço) e possibilidade de manobras de máquinas. no seu desempenho). assim como de uma ferrovia. seccionamento transversal. ambulatório. e energia elétrica. o canteiro contém dependências para os seguintes serviços ou atividades: abastecimento. alojamento. e emissão das notas de serviço. telefone. ou um aeroporto. uma usina hidrelétrica. etc) de modo que deve ser elaborado um estudo para a definição de sua posição e vulto (desde um simples depósito de ferramentas e materiais até uma vila/comunidade.5/41 construção de pontes e viadutos previstos no projeto. depósitos de cimento. – devem ser tais que os serviços possam ser executados de acordo com a técnica prevista e com o cronograma de execução da obra. esgoto. efetuar a relocação do eixo nas diversas etapas do serviço e avivar elementos que se fizerem necessários. lavagem / lubrificação. recreação. escritório. administrativo. carga. escavação. transporte e deposição do material extraído (dos cortes e empréstimos) e consolidação dos aterros.com os serviços de terraplenagem . materiais e equipamentos) a ser usado na execução da obra. borracharia. . é possível lá instalar o pessoal. O canteiro conterá o apoio principal (técnico. Caberá ao empreiteiro a conservação de todas as referências. etc). de modo a se obter as seções e greides indicados no projeto. com instalações como escolas. assim como obtenção de serviços básicos (água potável.de seu estado natural. armazéns. um conjunto residencial. uma fábrica. Quanto ao local.1 – INSTALAÇÃO DO CANTEIRO DE SERVIÇO Antes de iniciar a obra. execução de caminhos de serviço. nivelamento e contranivelamento. Cabe ao cliente/dono da obra. gás. e a entrega dos mesmos será concretizada com a assinatura de um memorando de confirmação entre as partes. A construção de uma estrada de rodagem. diretamente ou através de consultoria. o canteiro deve se situar o mais próximo possível do “centro de gravidade” dos serviços (minimizando as distancias de transporte). a etapa de CONSTRUÇÃO da estrada. conserto / manutenção. a primeira providência que se deve tomar é a instalação do canteiro de serviço. servindo também de suporte a canteiros auxiliares (instalações de pedreiras e jazidas em geral. almoxarifado. mudanças no comportamento do pe ssoal e. pois a experiência tem mostrado que tal situação leva a perda de produtividade no trabalho (perda de tempo nos deslocamentos. segurança e transporte. Tem início. etc). a execução dos serviços topográficos de locação do eixo. Porém. Na segunda. De modo geral. A terraplenagem envolve as seguintes operações: serviços preliminares. cujas dimensões e lay-out – os quais dependem de sua localização em relação aos centros urbanos. enfim. com a transformação da faixa de domínio . Considerando a proximidade da obra a algum centro urbano. 2. procede-se aos (às) elementos (camadas) componentes da superestrutura da estrada. O empreiteiro/vencedor da licitação para os serviços de terraplenagem deverá acompanhar tais serviços.

c) – Almoxarifado – local para a guarda. combustíveis e lubrificantes. Suas dimensões dependem da importância da obra e das condições como é abastecida (a necessidade de estoque dos diversos tipos de material depende do tempo e das condições de remessa). arquivo (catálogo de peças. mesa) e para a alimentação do pessoal. fixa com jogo de brocas. seção técnica. pronto-socorro). tanques de imersão para moldes de CBR. conjunto de bomba e compressor de ar para lavagem e pintura das máquinas e calibragem de pneus. outro. pneus. jogos completos para ferramentas de campo e de oficina. e alojamentos para o restante do pessoal. tais como: gerência (sala do eng. bigorna de ferreiro. ambulatório (consultório. esquemas de motores e fichário com anotações. como estar isolado. com área mínima que permita o funcionamento de seções de preparação de amostras e ensaios de índices físicos. as dimensões em planta podem ser. . As construções acima citadas devem ser executadas com materiais de baixo custo e que permitam o seu reaproveitamento após a desmontagem do acampamento. etc. prateleiras. motores sobressalentes. tornos de bancada. etc. máquinas de pequeno porte.a) – Escritório – dependendo do vulto da obra. . pia. revisões. de modo que é desejável a existência de dois barracões: um para a guarda de materiais de pequenas dimensões. etc. para peças de grandes dimensões como esteiras. contendo as instalações necessárias à administração geral da obra. montador de pneumáticos. como: máquina de solda. . jogos de tarraxas e de machos para roscas finas e grossas. testes. são instalados sobre o chassis de um caminhão. distribuição e controle dos diversos tipos de material – escritório. um compressor de ar para o seu acionamento. Destina-se também à guarda de pneus. mapas de lubrificação. despensa). banheiro.padrão de uma obra de implantação rodoviária contém as seguintes instalações: . Exemplo de lay-out de um canteiro de obras: 12 1 2 14 11 3 9 4 5 6 7 8 RODOVIA EM CONSTRUÇÃO 13 10 . sendo que a área depende do número de unidades a atender (para 5 unidades. rampa em concreto armado para lubrificação de viaturas e local para a guarda de “comboios auto-propelidos”. para a elaboração da comida (fogão. verdadeiros postos volantes de lubrificação das máquinas em operação no campo. cavaletes (motores sobressalentes). três a seis bombas pneumáticas para o recalque dos mesmos. armários (guarda de ferramentas em uso). macacos de cinco e dez toneladas. pode estar instalado no próprio barracão do almoxarifado. de aproximadamente 10x18 m). granulometria e compactação.d) – Refeitório – barracão provido de local para a guarda de gêneros alimentícios (refrigerador. seção administrativa.6/41 Um canteiro . etc. prensa e seção de cálculo. . etc. e dispõem de tambores com lubrificantes pastosos (graxas) e fluidos (óleos). cortador de cabos de aço. limpeza. de consertos e reparos.f) – Oficina – provida de bancadas (com gavetas).5 a 4 metros. em cada máquina). . Quanto às dimensões. rádio. g) – Posto de abastecimento e lubrificação – Deve ser provido de bombas e tanques de armazenamento de óleo diesel e de gasolina. peças e acessórios de reposição. peças substituídas. máquina de furar. provido de prateleiras.. Deve dispor de equipamento adequado para conserto e manutenção.b) – Residências – moradias para os engenheiros e técnicos. responsável). ferramentas. deve ter uma profundidade mínima de dez metros e pé direito livre de 3.e) – Laboratório de solos – local para a realização de estudos e ensaios para controle tecnológico dos materiais usados na obra. bombas saca-pinos para tratores médios e pesados. por exemplo. contabilidade/caixa. datadas.

com largura de plataforma variando de 4 a 5m. Os serviços de escavação e drenagem dos caminhos de serviço podem ou não ser pagos pela contratante. a parcela de caminhos de serviço ao longo do eixo longitudinal da estrada nos trechos de corte e de aterro não é medida. aos empréstimos. os serviços de desmatamento. sendo descritos nas Especificações Gerais ou citados nas Especificações Complementares. previamente. 2. destocamento e limpeza dos caminhos de serviço não são medidos nem pagos. Podem ser ou não pagos pela contratante (direta ou indiretamente). desenvolvimento e drenagem) à utilização racional do equipamento e dos veículos. No primeiro caso só são executados após a autorização da fiscalização. às obras de arte. jazidas. tratores de esteira com lâmina angulável). fontes de abastecimento d’água e instalações previstas no canteiro da obra. assegurar o acesso ao canteiro de serviço. sendo considerada integrante da própria operação de terraplenagem. Inicia-se. então. respectivamente. de preferência a meia-encosta. e ligando o canteiro às diversas frentes de ataque e a estradas e cidades mais próximas. . às ocorrências de materiais (pedreiras. terraplenagem e drenagem.2 – CAMINHOS DE SERVIÇO (E OBRAS DE ARTE PROVISÓRIAS) São as vias construídas com padrão suficiente para permitir o trânsito de equipamentos e veículos em operação entre cortes e aterros (acesso a todos os pontos do trecho a ser implantado). no menor número possível. concreto) pedreira estrada a implantar canteiro de serviço estrada existente São. com boas características técnicas – permitindo o acesso permanente das máquinas --. executando inclusive suas respectivas obras de arte provisórias. assim como o acesso deste a uma estrada existente próxima. às suas custas. em geral. na área escolhida. a construção dos caminhos de serviço. E (inclui usinas de britagem. areais). Os serviços de desmatamento. e condições mínimas (de rampa. Sua manutenção é responsabilidade do empreiteiro. A implantação destes caminhos de serviço será feita com equipamento adequado (em geral. obras de baixo custo. destocamento.7/41 1 – RESIDÊNCIA PARA ENGENHEIROS 2 – CAIXA D’ÁGUA 3 – LABORATÓRIO DE CONTROLE TÉCNICO 4 – ESCRITÓRIO 5 – ALMOXARIFADO 6 – OFICINA MECÂNICA 7 – MÁQUINAS OPERATRIZES 8 – CASA DE FORÇA 9 – RESIDÊNCIA PARA CASADOS 10 – RESIDÊNCIA PARA SOLTEIROS 11 – BOMBAS COMBUSTÍVEIS 12 – CAPTAÇÃO DE ÁGUA 13 – REFEITÓRIO 14 – LAVAGEM E LUBRIFICAÇÃO Para instalar o canteiro executa-se.

bastando executar o desmatamento de maneira que o corte das árvores fique ao nível do terreno. O material retirado deverá ser queimado ou estocado .Serão medidas em função da área – incluindo árvores com diâmetro de até 15 cm – e de unidades destocadas – incluindo árvores com diâmetro maior que 15 cm --. estruturas. deve-se retirar tocos e raízes até 60cm abaixo do greide projetado.Serão avaliadas e aceitas por apreciação visual da qualidade dos serviços. faz-se o desmatamento de grandes áreas de forma econômica usando-se dois tratores rebocando esferas metálicas ligadas por dois cabos de aço e com o emprego de correntes. entulhos. Em caso de vegetação rasteira e pequenos arbustos. matacões. com equipamento adequado.Com h>2m – não é preciso destocar.Destocamento e limpeza – escavação.8/41 2. . e pagas conforme os respectivos preços unitários contratuais.Com h2m – remover a capa do terreno contendo raízes e restos vegetais. Os botaforas dos materiais retirados não serão nem medidos nem pagos. . Área a ser desmatada . devendo ser preservados os elementos de composição paisagística assinalados no projeto – e removido. Nos cortes.Deverão ter um avanço de pelo menos 1km em relação às demais frentes de serviço de terraplenagem (as primeiras devem ser totalmente executadas). As operações de desmatamento. árvores. qualquer que seja sua densidade. remoção total de tocos e remoção da camada de solo orgânico (com húmus e detritos vegetais que a tornam inadequada para aterros) na profundidade ind icada pela fiscalização. etc. O equipamento a usar será função da densidade e tipo de vegetação local e dos prazos exigidos para a execução da obra. destocamento e limpeza: .conforme indicado nas Especificações Complementares. O equipamento normalmente utilizado é o trator de grande porte dotado de lâmina com cabine protegida. raízes. . tocos. solo orgânico.3 – SERVIÇOS PRELIMINARES São todos os serviços de limpeza – manual. São considerados serviços preliminares: . ou até com explosivos – efetuados objetivando a remoção de obstruções naturais e artificiais (arbustos.Desmatamento – corte e remoção de toda a vegetação. .) nas áreas destinadas à implantação da estrada (entre as estacas de amarração dos off sets) com acréscimo de dois metros para cada lado e nas correspondentes aos empréstimos. Nos aterros: .

t .9 (TE e TP) .seg e P . S – m2.ton . depende da velocidade da mesma.Rolamento – é devido à movimentação da máquina sobre uma superfície horizontal (rígida e lisa) e às irregularidades da pista.5 Concreto betuminoso 30 – 35 25 – 30 Estr. terra compactada. V – km/h. mole 100 . i .1 – MECÂNICA DO MOVIMENTO a) – Esforços resistentes .0.170 Pneu alta p.8 . P .eficiência – 0. ET = 273.menores valores.5 20 – 35 50 – 70 95 90 – 110 130 – 145 150 . s/ conservação 70 – 90 75 – 100 Areia e cascalho soltos 80 – 100 110 – 130 Estr. S . FAR = K’ .Ar – surge devido à ação do vento e ao deslocamento da máquina em relação à massa de ar. onde FINÉR – kg. 17. V . onde FROL – kg.9/41 2. terra c/ sulcos. onde FAR – kg. etc. P t . conforme a máquina desce ou sobe uma rampa (sinal negativo ou positivo).ton RROL (Resistências ao rolamento) Superfície Sistema de tração esteira Pneu b.120 140 .em vermelho .  V onde ET – kg. P . provocando um afundamento das mesmas. lamacenta.07 (máquinas) b) – Esforço Trator Trata-se de parte da potência do motor da máquina efetivamente usada para promover o movimento da mesma nas diversas operações – escavar. FROL = R ROL . i–% e P . transportar.5 22.Inércia – surge devido à alteração de velocidade da máquina. V – km/h. POT – HP.8 a 0.ton K’ – coef. boa conservação 30 – 40 25 – 35 Estr. P .07 (veículos) . V – km/h  .4. da projeção vertical da área de sua seção frontal e de sua forma. forma – 0. na aceleração / desaceleração da mesma (sinal negativo / positivo). rebocar.200 Obs . onde FRAM – kg. empurrar. RROL – kg/ton e P .3 . FINÉR = + 28. terra lamacenta. terra c/ sulcos. conservação precária 40 – 55 35 – 50 Terra escarificada 65 45 Estr.5 20 – 32. à compactação e ao deslocamento de material da pista na passagem / rolagem das rodas / esteiras.ton .pressão Placas de concreto de cimento 27. . FRAM = + 10 .02 a 0.4 – ESTUDO DOS EQUIPAMENTOS DE TERRAPLENAGEM 2. P 13 . V2 . respectivamente. – a uma determinada velocidade de trabalho (marcha).Rampa – é devido à componente do peso total da máquina na direção e no sentido direto ou contrário ao movimento. POT .

50% carregado): a) – qual a rampa máxima que o caminhão pode subir nas duas situações? Peso da carga = 5 ton. Nas máquinas antigas a potência era considerada “ao nível do mar e à temperatura de 15 0 C”. são descontadas da “potência máxima teórica” as perdas de transmissão. de modo que ainda era preciso descontar as perdas devido à altitude (3% para cada 300 m de elevação de cota em relação ao nível do mar.vazio.Pm = Ptrat + Parras . ET máx = A = Pm .35 0.00 0. Limitam o esforço trator a esse valor máximo.30 pneus 0.maiores valores. impelidas pelo esforço trator).quando ET marcha (para uma dada velocidade) for menor que ET máx: ET dispon = ET marcha . a l “ “ “ onde Pm.45 0.30 a 0. quais os novos valores de rampa? . pode-se aplicar as seguintes fórmulas: para tratores sobre esteiras – Pm = Ptrat para tratores sobre rodas (1 eixo) .70 0.20 a 0.30 Obs – . a partir da cota 300 m) e à elevação de temperatura (1% para cada 50 C de acréscimo de temperatura acima de 15 0 C). b) – considerando a tração nos dois eixos. e o coeficiente de aderência é igual a 0. . Considerando que o caminhão normalmente opera com tração traseira ( 60%. c) – Aderência Trata-se do valor limite da força resistente ao escorregamento das rodas motrizes / esteiras sobre a superfície do solo (que surge quando as mesmas tendem a girar. – a potência indicada na fórmula acima é a “potência efetiva”.peso atuante nos eixos motrizes – normalmente é indicado pelo fabricante da máquina. Fresist (sobra.50 0. que pode ser usada.40 0.40 a 0. centro de massa ao eixo tras.Pm = Ptrat + Parras . A e Pm (peso nos eixos motrizes) .90 0.10/41 Obs.80 a 1. entre eixos) . caso contrário. a 2 l Ptrat Parras Ptrat a Parras Ptrat a l l Exercícios 1) . aplicada nas rodas / esteiras.m a (dist.kg l (dist. a partir do qual elas patinam. em termos de esforço trator. Ptrat e Parras . por exemplo. em presença de muita lama.Um caminhão de 30 ton trafega em um caminho de serviço a uma velocidade de 60 km/h.70 0.4.  onde ET máx. O esforço trator na barra de tração é de 9.50 a 0.000 kg e a resistência ao rolamento.) “ (2 eixos) .em vermelho . para aumentar a velocidade de operação) . é de 150 kg/ton.kg Superfície de rolamento Placas de concreto de cimento Argila seca Argila úmida Areia úmida e cascalho Areia seca e solta  (coeficiente de aderência) Sistemas de tração esteiras 0.

(Rrol + Rrampa + Ri )  ET  A = Pm . logo.4 16.800 2. (150 +10.000 kg imáx  9. (Rrol + 10.6 . 0.000+5. 0.700 . (55 + 0 + 0 )  ET  15.  15.terreno com conservação precária (argila úmida) .5 = 6.500 kg carregado: ET máx = A = 41. nas seguintes condições: . (R rol+ R rampa)  ET  A = Pm .imáx )  9. (150 +10. V = constante (Finércia = Fi = 0) e ET = 0 P .000  (30.  a) ida (carregado): (30+5) .7 ton .000 kg retorno (vazio): i máx  7.000 kg imáx  9.375 kg 4) – Calcular a rampa máxima de descida sem que haja necessidade de frear a máquina. 0. = 0.000) . 0.5 (0.200 kg i máx  7.5 a 0. (150 + 10.4 . 0.4 = 12.000  30. 0.potência – Pot = 180 HP ET (kg) V (km/h) 20. 0.peso do trator + scraper = 21.terreno de argila seca .7 = 10.4 ton .imáx )  9.200 – 150 = 9 % 30 b) ida (carregado): 35 .imáx )  0  imáx  .5 .200 5.6 . considerando: . = 0.5  FR = P.000  (30. 0.peso do trator – P = 15.8 ton Dianteiro (motor) Traseiro (arrasto) 60 40 50 50 Vazio Carregado vazio: ET máx = A = 21.000 – 150 = 10.000 – 150 = 15 % 30 2) – Determinar o esforço máximo de tração que um trator de esteiras D-7 pode operar sem patinar.4 4.4 = 7.5 = 10.11/41  FR = P.4 = 14.530 9.0 7. 0.000 .000 – 150 = 5 % 35 30 . (150 + 10.i máx )  9.7 % 35 retorno (vazio): 30 .5 9.650 3.400 .4 = 7.000  30.800 kg  3a marcha 3) – Calcular o esforço máximo de tração de um trator de pneus WABCOC equipado com scraper.7 e Rrol = 55 kg/ton (40 a 55 kg/ton) .000+5.peso da carga = 19.450 7.Rrol 10 .000 . 0.500 .imáx )  9.5 .7) .000) . 0.

da análise dos seguintes fatores básicos: a) . A opção seria a adoção de máquinas de esteira.o uso das diversas unidades com equilíbrio tal que o rendimento / máquina seja máximo. apresentam maiores possibilidades de uso em rampas fortes como. . é desaconselhável o emprego de máquinas sobre pneus. com matéria orgânica e muita umidade) . o “scraper”rebocado por trator de esteiras ou o “motoscraper”. de outro modo. em épocas chuvosas com pequenas e freqüentes precipitações. por sua boa flutuação e aderência. a solução é a remoção da camada superficial do terreno e substituição por material de maior suporte pois.natureza do solo . para a sua solução. . regime de chuvas. sendo preferível a opção sobre esteiras. não seria possível o tráfego de qualquer tipo de máquina. em comparação com outros métodos e máquinas. considera que “a natureza.Fatores de projeto . as rampas e as dimensões das plataformas (da estrada e dos caminhos de serviço). presença de matéria orgânica. Em solos com baixa capacidade de suporte (excesso de umidade. .a declividade natural do terreno leva ao ajuste de rampas mais ou menos acentuadas dos caminhos de serviço. presença de lençol freático. no livro “Terraplenagem Mecanizada”.regime de chuvas . tal que possa vencer os esforços contrários ao movimento nos aclives (seja por falta de potência. resistência ao rolamento.onde até mesmo os tratores de esteira não podem trafegar porque o terreno não suporta o peso da máqu ina. pois afetam a prod utividade dos mesmos e. antes de tudo. a quantidade de material a ser movido indica. Estabelece.Fatores naturais – dependem das condições existentes no local. o sistema de tração das máquinas.topografia . por exemplo. nas diversas épocas do ano) na região influem na escolha do equipamento adequado. conseqüentemente. as condições e o volume das obras a executar são os principais fatores na escolha da maquinaria mais apropriada”. entre máquinas do mesmo tipo algumas. Nos casos extremos .é preciso identificar as principais características físicas do solo (granulometria. e tal fato é importante na escolha do tipo adequado de máquina. Quando o lençol freático atinge o limite do greide da plataforma a ser terraplenada.as características da precipitação pluvial (intensidade e freqüência. tais como: natureza dos solos.é um fator importante na avaliação do equipamento mais adequado. nos declives acentuados a falta de segurança na operação pode levar ao impedimento do uso de determinado tipo de máquina. ELEMENTOS DE ANÁLISE O problema da seleção do equipamento de terraplenagem para a realização de determinada tarefa – escolha da equipe mais indicada. com vistas ao dimensionamento da patrulha – depende. equiparando-o aos solos turfosos e eliminando a opção sobre rodas.4. índice suporte. Assim. a umidade em excesso reduz em muito a capacidade de suporte do solo. dentre os quais cita-se: . e resistências ao rolamento muito altas) pode-se até eliminar as opções de máquinas movidas sobre pneus. Por outro lado. etc) para definir. b) .12/41 2. princípios para a escolha econômica dos equipamentos. etc.são representados pelos volumes de terras a serem movidas e suas respectivas distâncias de transporte. impedindo a sua utilização. por exemplo. Assim.o método de trabalho em conjunto com as máquinas selecionadas deve ser tal que promova os menores custos unitários. .volumes de terra . então. . seja por falta de aderência).2 – SELEÇÃO DO EQUIPAMENTO Rego Chaves.solos turfosos (argilosos. o faturamento que permitirá o emprego de máqui- . por exemplo. umidade natural. os custos dos serviços por eles realizados. devido a problemas de afundamento e falta de aderência que conduziriam a custos elevados. topografia. por suas características construtivas.

máquinas velozes não conseguem atingir a velocidade máxima em distancias curtas. isto é.adotados para grandes distancias de transporte (acima de 900m). pois os tempos são relativamente pequenos e praticamente constantes em comparação com os custos de transporte. Estudos realizados pelo HRB (Highway Research Board. obtém-se pequenos prazos de execução os quais.motoscraper com rebocador de dois eixos . transporte. desenvolvem velocidades baixas (material transportado por arrasto) e. As unidades transportadoras.TE+L . Assim é que. são mais freqüentemente usados na faixa de 300 a 750m de distancia de transporte.motoscraper com rebocador de um eixo . Nesse caso. se obtenha a produtividade desejada sem onerar demais o investimento em equipamento. descarga e manobras é pequeno. devido ao baixo custo. . não aproveitando sua principal vantagem. caso sejam usadas máquinas de alta produtividade. deslocamento até o local de trabalho. . descarga.carregadoras teriam um tempo de ciclo grande demais. portanto. atuando em conjunto) depende de seu tempo de ciclo. carga. o que equivale dizer. talvez.é. que dependem das distancias percorridas (tempos variáveis). portanto. mais longos são os tempos variáveis. que é a velocidade. . por isso. as seguintes faixas de distancias de transportes em que são mais indicadas: CGcorte 50m 100m 200m 300m 400m 750m 900m TE+L TE+S MS1 MS2 EC+UT . . . desenvolvem velocidades um pouco maiores (em torno de 40 km/h) e. retorno e manobra de posicionamento para dar reinício a essas operações. possibilitam a aquisição de um número tal de unidades que.scraper rebocado por trator de esteiras . do tempo que ela gasta em cada operação de escavação.distancias de transporte . maior o custo do serviço. se considerado individualmente. necessitando de muitas unidades para suprir a pequena produção individual. a ordem de grandeza do investimento nas mesmas. por isso. Deve-se levar em conta também a velocidade das máquinas. menor a produtividade. O custo das operações de carga. menor custo de aquisição. Por outro lado.transportam volumes maiores e desenvolvem velocidades operacionais pouco maiores que os primeiros.com velocidade operacional de até 60 km/h. atuando em conjunto com unidades escavo-carregadoras. onde unidades escavo . A produtividade de uma máquina (ou mais.de pequeno a médio porte. maior o tempo de ciclo.escavo-transportadores e unidades de transporte . devido ao pequeno faturamento. para as máquinas abaixo relacionadas.trator de esteiras com lâmina . o principal fator a ser levado em conta. .MS1 . por terem baixos custos. não apresentam nenhuma vantagem em face das despesas extras para sua aquisição.13/41 nas em quantidade e qualidade. da National Academy of Science) indicam. depreciação e paralisação da máquina por falta de trabalho. pequenos volumes transportados indicam o uso de máquinas de pequeno porte e produtividade e.MS2 . pois durante a aceleração já alcançaram a região dos aterros. reduzindo sua produtividade. de modo que os segundos constituem a maior parcela nos custos de produção.TE+S .EC+UT . atuam na faixa de 300 a 750m de distancia de transporte. para distancias maiores o tempo de ciclo se torna longo demais. quanto maior a distancia de transporte.são indicados para distancias de até 50m. tornando-se mais econômicos na faixa de 50 a 100m de distancia de transporte.

rampas a vencer. da resistência ao rolamento acima de 110 kg/cm2. podem ser escavados por motoscrapers convencionais. São muitos os parâmetros que intervém na escolha do equipamento mais adequado para cada serviço e a solução definitiva (que indicará sua produção provável e seu custo) só será possível com o conhecimento do máximo de elementos ligados ao problema. com o aumento do afundamento dos pneus além de 15 cm e. em face da baixa aderência. Pelo exposto acima verifica-se que. a compacidade natural do terreno e os custos de carga. . volumes a rebocar.MS2 3 . Rrol (kg/ton) afundam. características das máquinas. A compacidade é outro fator que restringe o uso de determinados equipamentos.TE+S 6 . ou seja.MS1 2 .14/41 c) . Num mercado competitivo. certos tipos de máquinas conduzem a custos unitários menores que as demais.UT . a situação é ainda mais desfavorável. muitas vezes até mesmo auxiliados por trator empurrador (“pusher”).caminhão 7 . torna-se fundamental a seleção correta do equipamento que conduza aos menores preços unitários.vagão 1 2 3 4 5 6 7 Observa-se que. pois afundamentos superiores a 10 cm já se constituem em obstáculo ao seu bom desempenho. mesmo assim. a rampa dos caminhos de serviço. somente as máquinas com boas características de tração (MStot e TE+S) podem trafegar em tais terrenos. de modo a avaliar-se o desempenho de mais de uma equipe diferente e técnica e operacionalmente viável. para determinadas faixas de distancia de transporte.UT . Quanto às unidades de transporte acima referidas.MSelev .Fatores econômicos – decisivos na escolha a ser feita entre soluções tecnicamente viáveis (natureza do solo. portanto. resistências ao rolamento. etc) com base nos custos unitários dos serviços para cada opção. o afundamento do material rodante.c/ esteira elevatória 4 . os motoscrapers convencionais teriam problemas em vista das elevadas resistências ao movimento. possam fazê-lo com auxilio do pusher. vamos analisar a performance de alguns tipos de máquinas escavo-transportadoras e transportadoras. considerando a resistência ao rolamento. em que as obras públicas são licitadas mediante critérios em que o custo é um fator de seleção preponderante. transporte e espalhamento. Nesses locais. (cm) 280_ 40 _ 215-- 30-- 110-85 _ 15-10_ 1 . segundo as características indicadas nos quadros comparativos abaixo. desenvolveriam velocidades mais baixas.MStot . desde que. SELEÇÃO DAS UNIDADES ESCAVO-TRANSPORTADORAS E TRANSPORTADORAS Com base nos fatores acima expostos. A escavação de terrenos muito compactos é feita normalmente por equipamentos que possuem boa aderência e. não recomendando o seu uso.c/ motor traseiro e tração total 5 . pode-se definir “faixas de utilização econômica” para os diversos tipos de máquinas e equipamentos. Quanto aos terrenos menos compactos.

minimizando o uso de máquinas auxiliares. devido à melhor condição de aderência. com bom suporte e pouco afundamento (baixa Rrol). as máquinas mais lentas são as de maiores custos enquanto que as mais velozes (caminhões e vagões) conduzem a custos mais baixos. . Já os caminhões fora de estrada. chegam a vencer rampas de até 25%. o seguinte balanço geral das possibilidades de cada equipamento citado: 1 . de modo a desenvolver velocidades operacionais de acordo com suas características. Quanto aos custos de transporte. verifica-se que o scraper rebocado vence as maiores rampas (40%). altos custos de transporte). vagões e motoscrapers convencionais com rebocador de um eixo podem vencer rampas maiores que os de dois eixos (15% e 10%. em certos casos. permitindo a descarga rápida do material. seguido pelo motoscraper com tração nas quatro rodas (30%). Quanto aos custos de carga.terrenos pouco ou medianamente compactos. Observar que os caminhões. porém.atua ao longo de pistas de trabalho onde a resistência ao rolamento não seja superior a 110 kg/ton (afundamento menor que 15 cm) e rampas de no máximo 15%. . .15/41 rampa (%) 40-30_ 15-10_ 1 2 3 4 5 6 7 Pelo quadro acima.terrenos pouco ou medianamente compactos.MSelev . . devido ao menor peso aderente dos segundos. de modo que vence rampas de até 10%. . com bom suporte e pouco afundamento (baixa Rrol). Tem condições limitadas quando atuando em solos menos compactos. e o seu espalhamento em camadas mais regulares.MS2 . o peso aderente.rampas de pequena declividade (baixa aderência). . Tem-se. altos custos de transporte).apresentam baixos custos de carregamento (dispensam.rampas de pequena declividade (baixa aderência). é menor.terrenos pouco ou medianamente compactos. o motoscraper dotado de esteira detém o menor valor. 2 .distancias curtas a médias (pequena velocidade. os mais caros são os dos vagões e caminhões (devido ao tempo de carregamento). bem mais que os dos motoscrapers. . devido ao seu elevado peso aderente.distancias curtas a médias (pequena velocidade. Sobre os custos de descarga e espalhamento.MS1 .idem ao anterior. assim. . 3 . .rampas médias. . pois trabalha com a esteira elevatória em sentido inverso. Tais custos são bem menores entre os motoscrapers com esteira elevatória e os scrapers rebocados por trator de esteira.distancias médias a grandes (maior velocidade que o anterior). com bom suporte e pouco afundamento (Rrol pequena). respectivamente). o puxer).

Esta condição é necessária para as seguintes aplicações. . são baseadas na PTB 51.). mas reduz a mobilidade e a reação. Esta condição é necessária para as seguintes aplicações.rampas de declividade média a forte. conservação de estradas e reboque de máquinas (compactadores. 5 . Um alto peso da máquina aumenta a tração. .distancias grandes.TE+S . . Um baixo peso da máquina pode aumentar a patinagem e o conseqüente desgaste dos pneus.terrenos compactos (boa aderência. com capacidade de suporte média e razoável afundamento (alta Rrol. uniformemente distribuído (equilíbrio das forças que incidem em cada eixo) e estar “no ponto ideal” (quando a patinagem raramente ocorre na marcha que está sendo usada). Uma das formas de obter tais condições é o acréscimo de peso através o lastro dos pneus com cloreto de cálcio e água (baixo custo.4. típicas de segunda marcha: espalhamento de material no aterro. no caso. assim como as posteriores. 6 e 7 . são a PARTE 1 .atuação limitada a terrenos de boa qualidade. O peso do trator deve ser. da ABNT/68. . 2. pode-se acrescentar contrapesos.distancias curtas. com baixa capacidade de suporte e grande afundamento (alta Rrol.distancias médias a grandes. podendo ainda ser auxiliados por puxer).“Equipamentos e Máquinas para Terraplenagem” e a PARTE 2 .“Equipamentos e Máquinas de Compactação.que trata da Terminologia das Máquinas Rodoviárias. mas melhora a flutuação.capacidade de vencer as maiores rampas (melhor condição de aderência). As normas acima citadas. podem trafegar em solo com média resistência ao rolamento. têm os mais caros custos de carga (devido ao tempo para a operação) e espalhamento (necessitam de motoniveladoras para completar e uniformizar as camadas) . baixos custos de carga e altos custos de transporte (baixa velocidade) .).).MStot . flutuação.3 – DEFINICÕES BÁSICAS (ABNT) A Norma Brasileira da ABNT P-CB-18 refere-se à Classificação das Máquinas Rodoviárias. empilhamento de materiais.terrenos com bom suporte e pouco afundamento (baixa Rrol. CONTRAPESOS Para cada aplicação específica existe um determinado e adequado peso de máquina que permite um perfeito balanceamento da tração. de novembro e 1980. facilidade e rapidez de ajustagem às condições de trabalho). . Antonio Carlos de Almeida Pizarro. . mobilidade e reação. .rampas de declividade forte.UT (CAM e VAG) . sendo que as que interessam. por exemplo). Se a tração ainda não for adequada. cuja terminologia apresenta as seguintes definições básicas (com algumas alterações/inclusões citadas pelo Prof. a mobilidade e a reação da máquina. está dividida em seis partes.devido à sua boa característica de tração. Deve-se dar atenção também à NBR 6142. com o devido cuidado de não ultrapassar o limite a partir do qual venha a causar desgaste dos componentes. podendo ainda ser auxiliados por puxer). tanto quanto possível.terrenos compactos (boa aderência.rampas de declividade média a forte. na apostila do IME “Terraplenagem Mecanizada”): . típicas de primeira marcha: trabalhos pesados de lâmina e carregamento por empuxo.16/41 4 . com baixa resistência ao rolamento.

de 1980. . .abertura de cortes.peça ou conjunto de peças não essenciais à operação do equipamento. e consolidação dos mesmos compreendendo irrigação e compactação.conjunto formado por duas ou mais máquinas. por especial).conjunto integrado de peças com funções específicas em máquinas e equipamentos (substituído pelo termo “conjunto”.qualquer conjunto que complete uma máquina para a execução de serviço específico: = lâmina .Equipamento . ou por máquina(s) e implemento(s) destinado(s) à execução de determinado(s) serviço(s). . amortecedora (substituída por empurradora).Órgão .Acessório . da ABNT). vista superior v. sua deposição e espalhamento nos aterros.17/41 -Terraplenagem . por rolo de faca) = corrente de limpeza = ancinho (para separar a terra das raízes e pedras) = arado de discos = garfos = grade (incluído) . frontal (b e a) v. conforto e rendimento operacional. tipo caçamba (idem. lateral (b e a) u a v a b tt tp (implementos para escarificação) = escarificador = riper (para serviços mais pesados que o anterior) = caçamba especial = guincho = guindaste (implementos para desmatamento. angulável (angledozer).Instrumento . tiltdozer e tipdozer (adaptáveis aos dois primeiros tipos). que entra em contato direto com o material trabalhado na execução de determinado serviço.órgão (conjunto/aparelho) de medição e controle. destocamento e limpeza) = destocador (stumper) = derrubador de árvores = destocador (substituído pelo termo cortador) de árvores = rolo cortante (idem.peça ou conjunto de peças.elemento unitário da montagem de máquinas e equipamentos.Implemento . . mas contribuindo para a segurança. transporte de material escavado. .Ferramenta de ataque . em “U”. a partir da NBR 6142. . em “V”.frontal (buldozer).Peça . .

scraper rebocado por trator de pneus (de um ou dois eixos). para se colocar em posição de carga. Este nome caiu em desuso.de esteiras ou de rodas (de um ou dois eixos). dentro do horário de trabalho. Quanto às imprevidências. com tração nas quatro rodas. são devidas a várias causas: necessidade de manutenção (preventiva e corretiva). instrumentos e implemento. órgãos. = Escavadeira . As horas não produtivas correspondem a deslocamentos / operações importantes. TP+S) As horas de paralisação (segundo caso). Considerando-se tais tempos. As horas produtivas são exatamente as do tempo de ciclo. engloba horas “produtivas“ e “não produtivas”.sobre esteiras ou sobre rodas = Escavo-elevador = Motoniveladora = Escavo-elevador . parada devido à chuva. indispensáveis aos serviços. 2.caçamba montada sobre um ou dois eixos. normalmente não precisa do “pusher” durante a carga.8 (TE+S) 0.conjunto integrado de peças. e imprevidências (da construtora e da fiscalização). rebocada por uma unidade de tração. = Escavo-transportador (scraper*) . o “auto-carregável”. no corte. por exemplo. permitindo trabalhar em áreas restritas.4 – EFICIÊNCIA O equipamento disponível em uma obra pode estar “em atividade” (no local de trabalho. com pneus de baixa pressão. o tempo de movimentação da escavadeira. tem estrutura giratória (o que a difere do trator). Obs . rodas ou chassis de caminhão. o tempo de deslocamento do trator de lâmina para se colocar em posição de linha de ataque.com ou sem vibração (auto-propelidos ou rebocados) e por impacto. com pequeno espaço para manobras.rebocadas (vagões e reboques e semi-reboques) e autopropelidos (caminhões. designando especificamente a caçamba (subdividida em “rebocável” e “motoscreiper”).sobre esteiras. No primeiro caso. As horas de atividade podem ser medidas pelo horômetro da máquina. É subdividido em: “de carregamento por empuxo” (motoscraper convencional e de dois eixos) e “auto-carregável” (com tração auxiliadora e com elevador automático). da seguinte forma: Eop = hprod hativ Obs . disponível para os serviços) ou parado”. = Compactador .18/41 . porém não incluídas nas primeiras. ficando apenas o segundo (*). = Escavo-carregador frontal . pode-se calcular a eficiência operacional do equipamento.motoscraper . cita-se: .7 (TE+L. carro-pipa ou tanque e comboio para lubrificação). A esse tempo total chama-se “horas corridas”.com ou sem (para montagem em outro equipamento) auto-propulsão. = Valetadeira = Unidades de transporte .Máquina .4.Eop = 0. capaz de executar ou possibilitar a execução de serviços. e são gastas para realizar determinado serviço. etc. = Trator .

19/41 . o mínimo de paralisações. carga. pode-se definir a eficiência geral. É. 2. é o tempo gasto pela máquina desde que inicia a escavação até o seu retorno à região de corte.tratores atuando como pusher em épocas de chuva. serviços auxiliares normalmente não previstos/considerados . Além disso. atrasos na emissão das ordens de serviço. Outros.empreit + himprev. espalhamento. atrasos nos controles (geométrico.5 – TEMPO DE CICLO De modo geral. uma das maneiras mais eficazes de se obter o máximo de eficiência e. pois. certamente.da empreiteira . transporte (retorno. etc). é o somatório dos tempos gastos em cada uma. por exemplo). após um certo número de ciclos. Nos serviços de terraplenagem (escavação. etc. falta de operador. no entanto. carga. uso de equipamento inadequado ao serviço. Assim. é fundamental o planejamento dinâmico da obra: a elaboração de um plano detalhado para os dive rsos serviços. etc. É o tempo gasto nas operações necessárias a cada serviço. por dependerem das distancias percorridas e das velocidades de operação. É medido em minutos. de modo a se ter um controle passoa-passo da execução das obras e dos problemas envolvidos. é o intervalo de tempo transcorrido “entre duas passadas da máquina por qualquer ponto do ciclo”.fiscal) Dado o elevado porte deste serviço (a execução da infraestrutura de uma estrada). Corte (escav/car) ida (carregado) manobra (desc/espalham) Aterro manobra retorno (vazio) Observando-se os tempos parciais relativos a cada operação verificou-se que. transporte (ida. alguns deles se mantém praticamente constantes para alguns tipos de equipamentos. é necessário: organização da oficina (viabilizar o rápido atendimento das máquinas. aquisição de máquinas auxiliares (substituições temporárias. manobra. de tal modo que viabilize o acompanhamento dos mesmos.4. “tempos fixos”. deve-se levar em conta e considerar. mais acréscimos devido a manobras. são considerados “tempos variáveis”.falta de peças em estoque (por não solicitar com a devida antecedência. organização do almoxarifado (controle dos estoques de peças). ausência de unidades auxiliares. da seguinte forma: Egeral = hprod hcorr onde: hcorr = hativ + hparalis = (hprod + hn prod) + (hofic + hchuva + himprev. transporte e deposição). portanto. considerando um determinado conjunto de operações que a máquina realiza. nos casos em que as distancias de transporte e as velocidades operacionais são pequenas. Tciclo = tfixo + tvar = ( tesc/car + tdesc + tman ) + ( tida + tret ) Em relação aos tempos variáveis. Assim. da compactação dos aterros. descarga. cheio). etc. entre outras providências. são considerados. na posição inicial para executar nova operação completa. os tempos ne- . a nível de manutenção e de consertos). vazio) e manobra para a posição inicial. No modo mais geral: escavação. em separado.demora na desapropriação da área. etc). .da fiscalização .

f = Vcor Vtransp (ou Vat ) Vtransp fator de conversão de solos . as quais não são executadas por uma só máquina. tida / ret = tacel + tV const + tdesac . Eop 1 Eop 2 .combinação de ciclos .observar o tempo de ciclo total. será o somatório dos tempos acima citados. em cada sentido. aplica-se este fator nas fórmulas em que constar o volume (da caçamba da máquina. os tempos gastos nas acelerações e desacelerações da máquina se tornaram praticamente constantes. C C A1 A1 A2 A2 III – 2. tem – se: Tciclo = 1 . o tempo total gasto no transporte. tmáq 2 + . descontadas da distancia total. Vmarcha 1000 sendo os tempos em minutos. Assim: Lacel / desac = (0(*) + Vconst) . as distancias em metros e a velocidade em km/h. possibilitando obter as respectivas distancias percorridas as quais. A partir desta e da velocidade.20/41 cessários para as variações de velocidade – de aceleração e desaceleração – no início e no fim de cada operação de transporte. é considerado o medido no aterro). mais adiante) pela máquina é o volume “solto”. 60 .4.6 – CARACTERÍSTICAS DOS SOLOS a) – Fator de conversão de solos ( f ) Considerando que o volume transportado (ver fórmulas de produtividade.se o tempo na velocidade constante. tanto na ida como no retorno. Assim. após um determinado número de ciclos. obtém . tmáq 1 + 1 .  LV const = Ltot – ( lacel + ldesac ) Obs – quando o serviço é composto de um conjunto de operações. 60 .. na presente hipótese de trabalho (comentar). tanto na ida quanto no retorno.onde tV const = LV const .. o cálculo do tempo de ciclo deve levar em conta as eficiências operacionais das máquinas envolvidas.comentar. e normalmente a medição e o pagamento são feitos em função do volume “medido nos cortes” (nas barragens. isto é. permitem calcular a distancia na velocidade de operação (marcha). e também o volume total a ser transportado). tacel/desac 2 1000 (*) . Observou-se que.

100 at (%) III. angulável. a) .1 = 1 . de 90 %..Tratores de esteiras Movimentam-se sobre esteiras sem fim.7 fat 0. Operam comumente com lâminas nos mais variados serviços (reta. a terra assume o chamado “volume solto” (volume transportado).Vcor = Vtransp . a terra. Movimentam-se sobre esteiras (TE) ou sobre rodas (TP com 1 ou 2 eixos).1 Vcor Vcor f Por outro lado.7 – TRATORES São máquinas capazes de gerar esforço trator necessário para tracionar ou empurrar a maioria dos equipamentos usados na terraplenagem.9 0. em média. São classificados por sua potência e peso. e = Vtransp . c = ( 1 . cujo peso específico ()é menor que o natural. Assim. originalmente a um certo “nível” de adensamento natural obtido a partir de seu próprio processo de formação.4. gerando esforço trator para empurrar.80 c) – Contração ( c ) É a redução de volume em relação ao natural (medido no corte) que o solo sofre quando é submetido à compactação por equipamentos especiais (rolos compactadores). e+1 e = cor . em “U”. logo .8 0. descarga e espalhamento de material) ou com “scrapers”(caçambas). carga. e são normalmente usados em serviços pesados. portanto..63 . para escavação. tem – se: = P V . proporcionam maior aderência e. de onde se pode observar que a relação entre corte e aterro é. com a conseqüente redução de seu índice de vazios.cor ) . distribuindo as cargas em grandes áreas.1 transp natureza do solo areia lavada e pedregulho top soil (solo superficial) terra comum argila rocha compactada e (%) 5 – 15 10 – 25 20 – 45 30 – 60 50 . transporte e espalhamento de material. pois as sapatas das esteiras.72 0. maior esforço trator. b) – Empolamento ( e ) Fenômeno que ocorre quando se escava o terreno. de modo que f = 1 .2. sofre uma “expansão volumétrica” denominada empolamento. para trabalharem como “pushers”.81 0.21/41 Natureza do solo areia terra comum argila fcor 0. podendo atuar com estabilidade pràticamente em qualquer terreno que . carga. transporte. rebocar e operar implementos e máquinas para escavação.

5-29 33. no entanto.6 0-5. P  .4 CAT CAT CAT D6-C-PS 120 D8-PS 270 D9-PS 385 1800 10. se for a máxima teórica.4 9. o esforço trator é considerado para a resistência ao rolamento de R r = 55 kg/ton.0 7.7 0-10.7 1330 30 Marchas (km/h) vante 1a 2a 3a 4a 5a 2.Tratores de pneus De um ou dois eixos. não possuindo também boa manobrabilidade e relativa estabilidade. são mais difíceis de virar nas encostas (maior segurança). e pode trabalhar em superfícies pavimentadas sem danificá-las.2 0-5.35 1200 15.9 0-6.2 baixa 0-4. Os tratores de dois eixos possuem melhor estabilidade que os de um eixo.5 7. o que limita sua distancia econômica de transporte.22/41 o suporte.5-29 29.5-35 23. e sua operação se restringe em solos de bom suporte e compactos. neste caso.eficiência . e foram usados pela primeira vez em 1938. alta 0-3.2 alta 11.5 5. as rampas são ainda mais limitadas. visibilidade – e manobrabilidade – rápido impulso.4 3. maiores distancias econômicas de transporte) sem necessidade de grande aderência. movimentam-se sobre rodas.7 3. portanto. em grandes rampas. Os tratores de um eixo possuem boa manobrabilidade. A tabela a seguir indica os dados gerais fornecidos por um fabricante.5-25 29. para as perdas na transmissão o valor de  abaixo. baixa resistência ao rolamento e baixa manutenção dos pneus. considerar.7 0-10.6 0-10.4 ré baixa 3. de modo que é preciso corrigir-se seu valor da seguinte forma: ETdisp = ETAB + (55 – RROL) .0 alta 0-12.4 0-3.2 3.1 11. deve ser transformada em potência na barra de tração.8 5.5 290 2100 46 38 430 2100 45 42 635 2100 46 Pneus dimensões no de lonas 29. sua operação provoca menos fadiga no operador.3 0-12. boa mobilidade . A potência indicada na tabela do fabricante. No entanto.9 0-6.8 a 0. agilidade. Além disso. sem o reboque.em contraste com os tratores de esteiras. podendo operar sòzinhos. Possuem alta maneabilidade – direção articulada. atingem maiores velocidades e.9 ( perdas de 10 a 20 % na transmissão ) – TE e TP Tabela 1 – Características dos TE Marca Modelo Potência RPM Peso (HP) (ton) CAT CAT D4-D D7 65 180 1680 6. consequentemente. boa dirigibilidade.5-33 33. em substituição aos tratores de esteiras em situações que permitissem a sua circulação a velocidades maiores (até tres vezes maiores e.5 baixa intermed.9 0-6.0 9.0 b) .3 0-3. por exemplo. maiores distancias econômicas de transporte. boa aderência.5 1280 22. Marca Allis Chalmers Caterpillar Caterpillar Michigan Michigan Michigan Michigan Modelo D-40 Ps 824 PS 834 PS 180 PS 280 PS 380 PS 480 PS Tabela 2 – Características dos TP Peso Potência RPM Vmarcha (ton) (HP) (km/h) 23 310 2000 36 28 300 2060 29 28 400 2000 33 16 170 2200 36 23.3 2.0. operam a baixas velocidades. o que limita seu uso a rampas menores e terrenos de melhor suporte e mais compactos que os tratores de esteiras.5-33 16 22 22 12 16 20 20 .7 0-13.5-25 29.

nesses casos. da 1apara a 2a. Calcula-se. para cada sentido. os esforços devido ao rolamento e à rampa. muito lamacenta e mole 100-120 150-200 140-170  Teòricamente. em geral. O tempo total de aceleração/desaceleração será o somatório desses tempos parciais. durabilidade. pressão unitária   sulcos . V . Rrol  ET . na ida (carregado) e no retorno (vazio): com mín (A = Pm . ET = 273.5 17. Os tratores percorrem.5 25-30 Estrada em terra compactada. Os pneus usados nos serviços de terraplenagem se classificam segundo os seguintes elementos.5 Concreto betuminoso 30-35 20-32. a banda de rodagem desgasta mais rápido e de forma irregular). o esforço trator na velocidade maior do intervalo considerado. lamacenta. Para cada mudança de marcha (V). limites de pressão (cargas) e velocidades de trabalho: . usa-se o menor dos dois valores para.dimensões – largura x diâmetro do arco (pol. encosta o bordo no aro.(Rrol + 10. aderência . – alta pressão – 44 a 118 psi – Cuidados devem ser tomados tanto com o excesso de pressão como com a sua insuficiência (o pneu se “achata”.tipo anti-rochoso (barras) – proteção do corpo do pneu. sem conservação 70-90 90-110 75-100 Areia e cascalho soltos 80-100 130-145 110-130 Estrada em terra com sulcos. as distancias percorridas durante as acelerações e desacelerações (ida e retorno) devem ser levadas em conta e. grande resistência ao desgaste em terrenos rochosos e em solos abrasivos. da 2a para a 3a. . pequenas distancias de transporte de modo que. daí. os esforços devido à inércia. etc.mantém o ar na pressão adequada .23/41 Obs – os tratores antigos não possuiam “servo .  . comparando . deduzidos os valores dos esforços de rampa e ao rolamento.tipo tração (galão) – boa tração. os quais identificam sua aplicabilidade nos diversos tipos de superfícies de trabalho. bem conservada 30-40 20-35 25-35 Estrada em terra com sulcos.22 a 44 psi . . Pneu baixa p.desenhos da banda de rodagem .para suporte de carga (diamantes. botões)  rodas de arrasto.se com a aderência.transporte de cargas pesadas . portanto.V V t . conservação precária 40-55 50-70 35-50 Terra escarificada 65 95 45 Estrada em terra com sulcos. para cada mudança de marcha (até a 1 a. Tabela 3 – Resistências ao Rolamento Superfície de rolamento Sistemas de tração esteira pneu alta p.) . calcular o esforço trator disponível para variar de velocidade. em cada sentido. Eop )  ETmín – P.5 22.no de lonas .i%) = P. obtém-se o tempo despendido para variar a velocidade em cada intervalo considerado.transmissão” (power shift) – sistema que possui elementos e comandos mecânicos e hidráulicos que permitem a mudança de marcha da máquina sem paralisá-la. mesmo nas piores condições de derrapagem  motoscrapers e motoniveladoras.8 . Placas de concreto de cimento 27. Podem ser classificados também quanto à pressão de calibragem: – baixa pressão . pois podem danificar o pneu. até atingir a Vmáx = Vconst) pode – se determinar.

TP + L. calcula – se de uma só vez o tempo de aceleração/desaceleração.c.1a etapa (embocamento)  (b). Em qualquer das posições acima.Escavação em corte pleno . paralelamente ao eixo.000 onde l Vconst = l tot – lacel / desac = l tot – (V+0) . paralelamente ao eixo.Remoção de matacão/bloco de rocha solto  (rockrake. promovendo simultaneamente uma inclinação transversal (superelevação). . tac/desac . l – m.0 min (TP + L) calcula-se o tempo em velocidade constante (marcha): t Vconst = l Vconst .tiltdozer – (t) -trator com a lâmina formando um ângulo vertical em relação à posição original (a lâmina pode girar no eixo longitudinal) – escava. . conhecendo – se a velocidade de marcha para cada sentido. TE + S.Eop T .8 (TE + S) 0. V – km/h V 1. perpendicularmente ao eixo..Terraplenagem – escavação a meia encosta . lâmina alta. Os serviços mais comuns são: .2a etapa  (a)..trator operando com a lâmina formando um certo ângulo horizontal em relação à posição original (a lâmina pode girar no eixo vertical) – escava e leva o material para a lateral.angledozer – (a) . levando o material até a boca do corte. . onde Eop = 0.Destocamento  (stumper. . t = .24/41 Logo. com tempo médio de 3 min para a derrubada) .f.7 (TE + L.000 2 60 O tempo de ciclo será: T = t fixo + t var A produtividade será: Ph = 60.1a etapa  (b). x 60 . . na crista do corte. MS) 1.5 min (TE + L.  t ac/desac =  t  Por outro lado.. dentes robustos em lugar da lâmina) . pode-se levantar e abaixar a lâmina.  Considerando o tempo de aceleração/desaceleração constante e igual a: t ac/desac = 0. de baixo para cima.Taludamento de corte  (b).Abertura e enchimento de valas  (b) e (b ou a).Derrubada de árvores com diâmetro entre 10 e 25 cm  (treedozer. espalhamento do material acumulado no aterro.2a etapa  (b). 1. MS) TRATOR COM LÂMINA – tanto o TE como o TP pode usar esse implemento nos mais diversos serviços. cujos movimentos denominam o equipamento como: . permitindo a escolha da espessura de corte. .5 m e diâmetro inferior a 10 cm  (b) . .bulldozer – (b) . onde t – min. lâmina robusta de pequena altura) .trator com a lâmina reta e fixa ..Serviços preliminares – desmatamento (roçada leve) incluindo remoção da camada de terra vegetal e de arbustos com altura máxima de 1.

0.25/41 O ciclo de operações é composto por: escavação/carga. Vre alta a 1 Número de ciclos em uma hora: Eop = tprod . 1 . de correção) – 1.0 Verificação se a máquina pode operar com a capacidade coroada (determinação do valor de “c” na fórmula da produtividade) – Carga = ccor . Eop T .6 13. características dos tratores de lâmina Modelo Potência (HP) Capacidade de carga (m3) buldozer angledozer em “U” D–9 385 8.8 5.5 ou 1. ou no caso de uso da lâmina em “U”. hlâm 2 2 sendo h (altura) – m ângulo de repouso do material Material  (graus) terra seca 40 areia 35 pedra 45 . considerando: .cascalho) onde S = base . l (largura) – m . zero T = tesc/car + (t1a + tac/desac) + (tré alta + tac/desac) = =  t1a +(0.0 (argila) .0 8.7 D–6 120 2. llâm . ida (V1a marcha) e retorno (Vré alta).0 4. mesp – ton / m3 Quando não se dispõe de tabela do fabricante (capacidade de carga para vários tipos de material). fc . tac/desac .1 1.0) + tré alta + (0.5 1.6 2. mcorr sendo S – m2 .perda de 5% p/ cada 30m de percurso (#) . T . fcor .perda de 2 a 4% p/ cada 1% de aclive (#) – não será considerada. altura = ( hlâm / tg rep ) .ganho de 4 a 8% p/ cada 1% de declive . = Nciclos . Tativ 1 60  Nciclos = 60.0) (V1a + 0) t = l tot – 2 .8 (areia.4 D–8 270 6.8 D-4 65 1. calcula – se o volume de material acumulado na frente da lâmina: c = Volume = Slâm .Eop T A produtividade será: Ph = 60 . mesp  c (ton) onde ccor – m3.5 ou 1. tac/desac . se a lâmina durante o transporte continuar a escavar.3 D–7 180 3. c . V1a (Vre alta + 0) t ré alta = l tot – 2 . m (coef.

. .5 min (c  15 m3 ) 3.0 a 2. Trata-se de uma caçamba montada sobre um (S1) ou dois (S2) eixos.descarga / espalhamento / manobras – t desc/esp = 0.5 min (conforme o valor de c) Escolhe-se o pusher (unidade de tração auxiliar) de acordo com a capacidade de carga do scraper.5 = 2.transporte – variável.5/3.5 + + tVida + tVret Combinação de ciclos – - a) . o fundo da caçamba se eleva e é fechado por uma comporta. .5 + tVret + 0.5/3. MS1 MS2 - MS3 “em lançadeira”.5 = = 3. concluido o carregamento. sempre que possível.(TP + S) – Tc = tfixo + tVida + tVret + tAC/DES = 2.4 + 0.2 min (devido ao sincronismo do ejetor e do fundo da caçamba).0/3.escavação e carga – tesc/car = 1. Os motoscrapers ditos autocarregáveis – pois dispensam o pusher na operação de carregamento – são equipados com dois motores ou dispõem de um elevador automático (Hancok) junto à lâmina de corte para auxiliar o lançamento do material dentro da caçamba.5 min (c  15 m3) 2. onde TPUS = t empurrar + t man = (1. de modo que sua potência disponível na barra de tração permita uma relação da ordem de 10 a 12 HP/ m3 de carga. ter-se o caminho de ida (carregado) em declive. com o auxílio de uma parede móvel (ejetor). . levando-o para a parte frontal da caçamba. com pneus de baixa pressão. reduzindo o esforço trator gasto nessa operação.26/41 TRATOR COM SCRAPER – ESCAVO-TRANSPORTADOR – TE + S2 TP + S1 ou 2  motoscraper (MS) Tanto o TE como o TP podem usar esse “implemento”. No fundo da mesma existe uma abertura com uma lâmina na extremidade dianteira para o corte do material. O descarregamento se dá pela mesma abertura. pois depende da distancia de transporte.0) + 0.5 = = 3.5/4.8 min (ida e retorno) O tempo fixo será: tfixo = 2.0 + + tVida + tVret .5 a 2.0 + tV ida + tV ret + 0.4 = 0.0 + tVida + 0. deve-se procurar eliminar voltas desnecessárias e. O pusher realiza seu serviço de duas formas distintas: . Operações: .quando o corte se faz pràticamente em nível.Número de motoscrapers / TE+S que podem ser atendidos por um pusher: NMS/TE+S = TMS/TE+S TPUS .“em cadeia”.0 min (c> 15 m3 ) O tempo de ciclo será: (TE + S2) – Tc = tfixo + (tVida + tAC/DES) + (tVret + tAC/DES) = 2.t man = 0.0 min (c> 15 m3) .quando o corte se realiza em declive. Os motoscrapers convencionais e também os scrapers (com c>10 m3) rebocados por TE geralmente necessitam do pusher durante a carga.

1 20.7 69 7.3 5.8 32.2 26.1 9.9 47.4 30. e depois o outro).9 11.4 300 400 400 500 500 500 500 2200 1900 1900 1900 1900 1900 1900 24.6 12.5 51 12.2 32. ton Potência RPM HP Peso embarcado % peso eixo % peso smotor craper vazio carreg. o tempo de ciclo do equipamento operando alternadamente entre um e outro aterro é menor (deduzir o tempo de duas manobras) que a soma dos tempos de ciclo operando independentemente (executando primeiro um aterro.8 19.8 21 51 11.1 12.8 32.1 28 8.5 15.5 33.em se tratando de uma região de corte atendendo a duas de aterro (contíguas).7 67 - ré 6.6 32.continuação Velocidades (km/h) a a a 1 2 3 4a 5a 6a 6.8 46.8 9.8 8.4 24.1 8.7 15. Rasa Coroada m3 m3 Allis Chalmer260P CAT 621 CAT 631 CAT 630 (2 eixos) CAT 641 CAT 650 (2 eixos) CAT 657 CAT 660 (2 eixos) Cap.3 26.5 69 67 44 66 41 55 40 52 52 38 52 37 48 37 31 33 33 34 37 45 39 48 48 48 48 49 52 50 Marca / modelo Allis Chalmer-260P CAT 621 CAT 631 CAT 630 (2 eixos) CAT 641 CAT 650 (2 eixos) CAT 657 CAT 660 (2 eixos) Tabela 4 – Características de Motoscrapers .3 22.3 24.3 11.4 15. Tabela 4 – Características de Motoscrapers Marca / modelo Cap.2 27.9 22.8 64 9.1 20.7 16 16 21.8 42. vazio carreg 11.1 17.8 9.5 48 11.2 20 312 2100 22 64 51 36 49 10.5 41.5 54.27/41 MS1 MS2 MS3 b) .0 33.5 47.9 29. Cap.4 36 37 46 51 59.8 .5 58.8 21.

1. esp = 1.8 . Vida = 1a marcha e Vret = ré alta . = 3. para um aterro a 50 m que terá.6 ton Eop = 0.9) PTE = 22.8 .8 alta 0 – 12. após compactação. e a 3a marcha para velocidade máxima de transporte. 1000/60 Ph = 60 . 0.7 .7 a 1 0 – 3. O caminho de serviço encontra-se com sulcos. tac/des = 0. 8 horas por dia.5 + 50 – 16 . 0.1000/60 12. nas seguintes operações: a) – escavar 5.5   PRAZO: 6.000 m3 medidos no corte (terra comum) e descarregar em um botafora distante 60 m. 0.8 Tabelas (TE)  ré a 3 0 –10.72 . 1000 . b) – transportar terra.28/41 Exercícios 1) – Determinar as produtividades e os prazos para a execução dos serviços de um trator D-8 munido de lâmina buldozer. Dados: clâm = 6 m3 .000 m3 (argila úmida. a velocidade de 1a marcha.8 b) 50 m de distancia   PRAZO: 5. um volume de 6.917 30 T = tida + tret = tac/des + t1a + tac/des + tre a = 0. 0.5 + 0. 0.5 + 60 – 52 . com desnível de 3 m em relação ao corte. 1000/60 = 0. 6 . + 0.917 = 111 m3/h 1. 6 .7 e f at = 0. = 1.7 .72 a) – (considerar que não há perdas no caminho.4 Eop = 0.5 + 60 – 16 .8 (TE+S) D-8 vante ré .5 = 52 m (retorno) 2 60 T = tida + tret = tac/des + t1a + tac/des + tre a = 0. 24 dias por mês.8 min 3.7 . O prazo para a realização do serviço é de tres meses. pois continua escavando) 3m em 60 m  rampa de 5% .5 + 50 – 52 . na carga/descarga.8 (0. fcor = 0. a uma distancia de transporte de 300 m. 1000 .7 .5 + 0.3 %  0.5 = 16 m (ida) 2 60 lac/des = 0 + 12. pouca conservação.1000/60 12.7 . 5 = 8.000 m3.8 baixa 0 – 4. + 0. 0. declive  acréscimo de 4 a 8 %  4 . em nível. 0. Dados: D-8 Pot = 270 HP  = 0.8 .5 + 0 = 1. Considerar.5 min perda de 5% a cada 30 m Ph = 60 .20 m lac/des = 0 + 3.77 t/m3).7 .8 a 0.2 = 134 m3/h 1.000 = 37 horas trabalhadas 134 50 . em declive.000 = 54 horas trabalhadas 111 2) – Dispõe-se de tres scrapers 463 F rebocados por trator D-8 PS e para realizar um aterro de 240. 5 = 20%  1.5 min vante 2a 0 – 6.8 .

Tac/des = 0.6. f at = 0.63 Solução . Ph = 60 . 1000 .8 < 22.970 kg < 273.0.7. (Rrol/TE + Rrampa + Ri) + PSC . fcor = 0.000 m3) é medido no aterro.7 . 270.9 min .tac/des = 10. 270..sentido IDA (carregado) – verificar se a unidade pode atuar com a capacidade coroada: 21.4 1000 tida = 1.3 km/h lac/des = V +V1a .64 = 43. (Rrol/TE + Rrampa + Ri) + PSC .63 .7 .7 = 15.7 a 3 0 –10.2  60 m 2 2 60 lV ida = ltot – lac/des = 300 – 60 = 240 m tV ida = 240 .4 + 0. (Rrol/SC + Rrampa + Ri) < ET < A 22. 0.29/41 a 1 0 – 3.4 min 10.4 + 3.2 km/h  V = 10.8 = 95. determinar o número de horas extras/dia para o atendimento ao prazo.4 Verificar se o número de unidades atende ao prazo.0 + 1.0 min (pois c>15 m3) Tabelas (TE)  Rrol/TE = 55 kg/ton (40 a 55) .tac/des = 10.(55 +0 + 0) + 16.9 = 6.74 < V < 21.sentido RETORNO (vazio) – FTE + FSC = PTE.4 + 3.4 1000 tret = 1.9 min T = 3.8 .8 . 0. 0.8 .896 kg < 273.600 . 60 = 1.5 . 0.5 = 59.7 Scraper Rasa (m3) 16 Capacidade “c” Coroada (m3) 21. 60 = 1. PSC = 16.800 kg V V < 31.800 kg V 3.6 m3/h 6.04. 0.8 < 22. 0.4 + 26.4.5 = 1. logo.04 ton FTE + FSC = PTE.8 a 2 0 – 6..9 + 1.4 + 0.5.77 = 26.8 .1.7 ton  O.600 . é necessário usar o fator de conversão de solos para aterro.6.4 baixa 0 – 4.2  60 m 2 2 60 lV ret = ltot – lac/des = 300 – 60 = 240 m tV ret = 240 .5 = 1.3 km/h  V = 10.K.7 Peso vazio (ton) 16.64 < 29.(40 + 0 + 0) = 1.5 Em ton 29. 0.4 min 10.(55 +0 + 0) + 43.(40 + 0 + 0) = 2. Rrol/SC = 40 kg/ton (35 a 50)  = 0. 0.5 = 59. (Rrol/SC + Rrampa + Ri) < ET < A 22. em caso negativo.4 km/h lac/des = V +V1a . 1000 .7 = 15.8 alta 0 – 12. 21.8 . logo.8 min Obs – o material (240.5 min Tfixo = 3.4 km/h 21.

30/41 volume total (m3) = 240. Ph . Outros dados: MS CAT631 (NMS = ?) Pot = 400 HP C = 16 m3 (rasa).62 – 8 = 3. R rol TE ( pus ) = 40 a 55 kg/ton a) . conservação precária rampa – i = 3% (corte  aterro1 ) . a velocidade máxima de 40 km/h.36 meses > 3 meses o n de unids.A = Pm .000 .  PMS = 35 + 25. f a = 0. 95.  = 0. não é possivel terminar o serviço no prazo estipulado.verificação (se o MS pode atuar com a capacidade coroada): 22.6 = 60. considerando tempos de ciclo independentes (um conjunto para cada aterro). 24 logo.4 ton  O. Dada essa situação. 10 horas/dia).0.4 ton tAC/DES = 0. o motoscraper alternando a ida ora ao aterro 1 ora ao aterro2. 0. (8+HE) .6 .8 a 21 3 a 51 PUSHER (NPUS = 1) TPUS = 2.9 m3 (coroada). 31.Idem.sentido IDA (carregado) – .1.K. 8 .63 . horas/dia . . Prazo: Número de horas extras diárias necessárias. MS = 0.9.7 .9 .000 .6 Pot = 270 HP P SC (vazio) = 22. Eop MS = 0. 22.6 . b) .= 3  HE = 11. = 4.6 ton . TE = 0.5 (0. verificar se o pusher atende ao número de motoscrapers indicado. cujas características são listadas a seguir. 60.0 min (c > 15 m3) Vmarcha 1 a 2 8. no tempo de ciclo. 24 3) – Dispõe-se de Motoscrapers CAT 631 e um pusher. dias/mês 3 .600 . R rol MS = 35 a 50 kg/ton .5 = 15.5 min (c > 15 m3) Tabelas  PMS (vazio) = 35 ton % de peso no eixo Eixo motor Eixo do scraper vazio carregado vazio carregado 67 52 33 48 ré 9. 95. com a mesma patrulha: 240.4 a 0.52 .Qual o número de motoscrapers necessários ao atendimento do prazo? Considerar.5) .800 kg (MS) . tfixo = 3. Condições locais: material – argila ( = 1.5 min (ida + retorno) .6 = 25.6  4 horas extras / dia 3 .7.7 fc = 0. Solução a) .6 ton  = 0.4% (corte  aterro2 ) Adotar.8 a 0. para a terraplenagem do trecho abaixo no prazo de 2 meses (20 dias/mês. por precaução.6 ton < 31.7 .6 ton/m3) caminho de serviço com sulcos.

000 .31/41 22. 60 = 1.4) + (1.000 kg (MS) 22. Nmês NMS = 90.3 NMSPUS = 12.600 . 60 = 2. 400 . (40 – 10 .6 + 5.6 min Ph = 60 . = 2.6 (40 .1 + 0. 20 .46. 0. (40 + 10 . (40 + 10 .0 + tV ida + tV ret + 0.6  Vr2  31 km/h  Vr2 = 31 km/h tr 1 = (58 – 25) . 22.2 + 0. 400 .9 min Ph = 60 . 4) = 2.5) = 5. = 0.100 kg (TE/PUS) .1 min 36 1. (aterro1) .8 .8 .0 min 40 1. 0. 0.9 . Nh/dia . 4) = 0  273.2 + 0.16 > 2 2. 20 . 3. 20 .000 . 3) = 2.58) .10.58.7 = 16.10 ..800 kg Vi1 (aterro2) ti 1 = (58 – 25) .3 NMSPUS = 5.8 .000 ti 2 = (125 .39  NMS = 1 154.5 .58 m3/ h 5.46 m3/ h 12.0 + ida2 + 0.8  15.A = Pm .6  Vi2    Vi2 = 40 km/h 273.4 + ret2 = = (2 .PMS .5 . 400 .8  15.800 kg  (aterro2) 273.K.9 . 60 = 2. 60 = 1. 3) = 606 kg  5.9 Vtot = NMS .aterro2 -  O. 0. 0.4  106.5 = 12.6 .sentido RETORNO (vazio) – . (Rrol + 10 .800 kg Vr2 5. = 106. o pusher atende às duas unidades.8 .0 + 1.6 .2 + 2.20.100 kg (TE/PUS) 35 .0 – 2 . o pusher atende à unidade. 22.0 min 40 1.0 + ida1 + 0.1 = 12.6  Vi1  145 km/h  Vi1 = 40 km/h 60.24 > 1 2.7 = 16.5 + 1. 400 .8  15.6 + 0.K. 0.800 kg Vr1 5.67 . 20 .8  15. 0.5 NMS = 2  O.000 tr 2 = (125 .000 . = 1.1 = 5.aterro1 TMS 1 = 3.0 + 2.6  Vr1  36 km/h  Vr1 = 36 km/h (aterro1) 35 . 0. 0.5) + (2.0 + 1.63 = 154. b) – TMS = ESC/CAR + ida1 + DESC + MAN + ret1 + MAN = 3.  = 0..20. 35.6 NMS = 36.6 min 31 1.4 + ret1 + 2. Nd/mês .58) .9 .800 kg Vi2 5.450 kg  273. 0.6 .000 TMS = ESC/CAR + ida1 + DESC + MAN + ret1 + ESC/CAR + ida2 + DESC + MAN + ret2 = = 2.10. i1 + 0) = 60. PMS .63 .000 . = 5.

10. b) – Caçamba de arrasto (DRAGLINE) .escavadeira composta de uma lança articulada e cabos a ela acoplados. para cima). . = 0. ou montadas em caminhões.000 .4.63 = 106. = 3.8 – ESCAVO-ELEVADORAS CARREGADORAS – (EEC) São máquinas autopropelidas. mesma capacidade de modo a reduzir ao mínimo o tempo de espera entre carregamentos. 22.4 km. com todos os órgãos necessários para operar seus implementos frontais na escavação em geral.3 NMSPUS = 8. é também indicada na formação de depósitos..1 min Ph = 60 . usadas na escavação em geral para o carregamento em unidades de transporte (as quais realizam o transporte ao longo de grandes distancias. sobre esteiras ou pneus. III.5 NMS = 1  O. possuindo em sua extremidade uma caçamba para a escavação “por arrasto” (do ponto mais baixo.6 = 8. possuindo na extremidade do braço uma caçamba com o fundo móvel para a escavação em qualquer tipo de solo (exceto rocha) em cortes altos.32/41 TMS 2 = 3.20. conforme o tipo de atuação . o pusher atende à unidade. Conforme o implemento usado.K.1 . Dividem-se.9 . de preferência.0 + 2. sobre esteiras ou pneus. por sua vez. 0.87 m3/ h 8.84  106. devem posicionar-se dos dois lados das UEC e ter. em geral superiores a 1.5 + 2. possuindo ângulo de giro da lança de até 360 0 em torno do eixo vertical.87.1 NMS = 54.2. É usada na dragagem de rios e canais. ambos articulados.24 > 1 2. classificam-se em: a) – Pá mecânica (SHOVEL) – escavadeira composta de uma lança e um braço a ela acoplado. As unidades de transporte.através de manobras (ECF) ou por simples giro da lança (ESC) – em:  ESCAVADEIRAS (ESC) São máquinas autopropelidas. até o local de destino).

6 55.3 .14 22.1 Capacidade de carga (cuyd – jarda cúbica) 3/4 1 1 1/2 2 1. reduzir a espessura de penetração na próxima operação.0 2.74 15. ambos articulados.85 Duro (consolidado) 0. deve-se levar em conta tres fatores fundamentais: . com o qual se obtém o máximo de volume escavado.75 3. obtido a partir de uma determinada força aplicada na caçamba.escavadeira composta de uma lança segmentada e um braço a ela acoplado.5 131.06 93.4 2.8 1.26 3. será necessário um número maior de passadas para encher a caçamba (aumentando o tESC e. levando também a uma redução da produtividade.56 147.SHOVEL Material classificação Solto (areia) k (*) 0. medianamente compacto ou duro/consolidado ) .9 61.3 98.44 2. possuindo em sua extremidade uma caçamba para a escavação “pela ação do peso da caçamba” de material (preferencialmente solto).8 41. portanto aumentando o Tc e diminuindo a Ph ).75 1/2 1.33/41 c) – Caçamba de mandíbula (CLAMSHELL) . hót / Phót ( m / m3 ) . em função do tipo (grau de consolidação) do material e da capacidade de carga da caçamba.1 40.62 1.escavadeira composta de uma lança articulada e cabos a ela acoplados. da posição inicial em direção à escavadeira durante a escavação.72 30. d) – Pá invertida (RETROESCAVADEIRA) .8 27. e efetuando o giro (na horizontal) até a posição onde se está a un idade de transporte. levantando a caçamba na vertical.0 4. 2a ou 3a categoria  solto.19 39. No cálculo da produtividade das escavadeiras.0 2.95 Médio (argila seca) 0.47 49.72 20.Altura ou profundidade de corte (hcor) – existe um valor (hót) de altura / profundidade de corte.6 hót / Phót ( m / m3 ) . Assim: se h < hót .5 82.13 2.DRAGLINE Material Capacidade de carga (cuyd – jarda cúbica) 2 1/2 2.44 2.2 65. pois de outra forma a produtividade do equipamento é menor. possuindo na extremidade do braço uma caçamba para a escavação “ de cima para baixo”.Tipo de material a ser escavado (1a.26 3.06 69. se h > hót . que terá que ser posteriormente recolhido.5 4.83 2. As tabelas a seguir indicam as alturas ótimas de corte e respectivas produtividades. será necessário deixar cair o excesso de material.75 3.

34/41 classificação Solto (areia) k (*) 0. na prática.77 0.6 2. conforme tabelas abaixo.10 1.1 2.67 180 0.59 105.65 0.72 0.2 2.0 2 2. deve-se aplicar os seguintes fatores de correção da produtividade (fprod ).85 Duro (consolidado) 0.66 23.70 0.79 0.91 0.535 1.7 1 1/2 2.93 1.88 1.81 1.11 1. e retorno sem carga.04 0.85 0.77 0.96 Ângulo de giro  (graus) 90 75 120 0.03 0.9 1 2.) .95 Médio (argila seca) 0.91 0.44 17.75 DRAGLINE h/hót (%) Ângulo de giro  (graus) 150 0.00 1.71 0.01 49.60 36.90 0.20 1. A produtividade é afetada pelo ângulo de giro. e retorno sem carga) depende de seu valor.2 3.1 2.73 0.75 60. e diferentes porcentagens de altura / profundidade de corte em relação à ótima ( h / h ót )% .150 1.84 29.26 1.81 0.16 1.84 20. normalmente igual a 900.75 1/2 1.574 0.97 0.68 29.75 44.26 31.8 3.1 3/4 1.03 1.12 1.59 0.85 0.04 0.22 1.90 0. = 900 Capacidade de carga (cuyd) (m3) 1/2 3/4 1 1 1/2 2 1 1/2 0.86 1.5 2.97 0.66 0. o fator de eficiência da caçamba k é igual a 1 (atua como o ECF).03 60 0.83 40. .44 83.26 73. ida com carga até o ponto de descarga.69 0.8 3.98 0. para cada tipo de escavadeira (SHOVEL ou DRAGLINE).0 3. f prod - SHOVEL h/hót (%) 40 60 80 100 120 140 160 f prod - 45 0.8 3. para diferentes materiais e capacidades de carga.67 .1 2.77 0.26 43.915 terreno fácil (solto) 15 18 18 18 18 20 SHOVEL terreno médio 18 20 20 20 20 22 terreno duro 24 26 26 26 26 28 terreno fácil (solto) 20 22 24 24 28 28 DRAGLINE terreno médio 24 26 28 28 33 34 terreno duro 30 32 35 35 40 41 Considerando que.07 0.765 1.66 16. uma vez que o tempo de ciclo ( compreende as operações de carga.96 0. considerando  = 900.80 0.0 (*) – quando a unidade apenas carrega.6 3.12 1.44 12.Ângulo de giro () – é o ângulo horizontal entre as posições de término de carga e descarga (na unidade de transporte).1 2 1/2 2. A tabela a seguir indica valores de tempo de ciclo. Tc (seg.382 0.60 49.66 0.   900.89 1.

72 0.93 75 0.97 1. Tc (seg. f prod O prazo será: Nh = Vtot .86 0. (horas) Ph  ESCAVO – CARREGADOR FRONTAL (ECF) São máquinas autopropelidas. no cálculo da produtividade do ECF.09 1.73 .35/41 40 60 80 100 120 140 160 45 1.600 .74 0. A tabela abaixo fornece as características principais dessas máquinas.98 0.19 1. caçamba (cuyd) 1 1/2 2 3 5 1/2 1 1/4 1 3/4 2 1/2 O tempo de carga varia com o sistema de tração.13 1.17 1.02 1. então: Ph = (q . ECF / EST ECF / PNEU Considerar. .91 0.80 0.11 1.76 0.82 0. enquanto tratores de lâmina fazem a escavação e formam “montes” para as primeiras.88 0.77 0.97 0. Modelo 920 944 966 988 933 955 977 Sistema de tração pneus pneus pneus pneus esteiras esteiras esteiras Potência (HP) 80 105 150 300 60 115 170 q .05 1. com uma caçamba frontal articulada para permitir sua elevação na escavação em geral. Eop (número de ciclos / hora) Tc (h ót) 180 0. fprod 60 1.76 0.89 0.Nc ) .99 1.08 1.01 1.75 0.93 0. Nc = 3.81 0.14 1.96 0.90 0.79 . As tabelas a seguir dão os valores dos tempos de ciclo e das produtividades.00 0.00 0.capac.85 150 0. uma eficiência de 70% (E op = 0. transporte a curta distancia e descarga de solos e outros materiais. de acordo com a potência da máquina.04 1. f solos . São muito utilizadas em centrais de concreto e usinas de asfalto abastecendo silos. de modo diferente para cada sistema.97 120 0. k .5 (ESC) ou Ph = Ph ót .82 0.06 1.09 1.03 1. As unidades sobre pneus operam normalmente como carregadeiras (k = 1).10 Teremos.85 0. sobre esteiras ou pneus. carga.83 0.06 1.17 1. ECF – esteira Potência (HP) Tc ( min ) e 150 Ph ( m3 / h ) 100 60 . o ECF movimenta a máquina “em V”.78 0. entre as posições de carregamento e descarga.7).) Eop = 0.02 90 0.

045 0. carga (m3) 2.16 0.037 0.023 t man (ret 4.030 0.91 0.2 0. . argila.8 fc = 0. em argila seca.9 85 97 109 O ciclo completo do movimento de terra envolve tanto as unidades que escavam e/ou carregam quanto as que transportam e descarregam o material. V1a m) (min) 0. V2a m) (min) t man (2 x 4.ret. V1a ré) (min) 0. Ora.6m curva.332 Nciclos / h fc = 0. Determinar a produtividade do equipamento e o tempo necessário para a execução do serviço.034 Tc (min) 0.6m.mud.10 0.15 0. Solução Tabelas  fc = 0.039 0. ter-se uma escavadeira de grande porte e caminhões de pouca capacidade de carga. um “sincronismo” perfeito entre essas operações.0m.85 (terreno médio) . por exemplo.mar.mar. de modo a obter-se uma vazão constante do material escavado. .53 0.44 95 90 102 41 0.61 95 127 90 36 Tc ( min ) e 1.500 m 3.11 0. carga (m ) t fixo (car.7 Ph (m3/h) fc = 0. q = 0.15 0.337 0.11 0. V1a ré) (min) 0.08 0.desc) (min) t man (2 x 4.0m. V2a ré) (min) Tc (min) Nciclos / h fc = 0. h / h ót ) . . ( tida + tDESC + tMAN + tret + tMAN ) Eop EEC Eop UT Exercícios 1) – Uma empresa construtora deve executar um corte de 4. h = 82.86 0. Condições locais:  = 600 e hcor = 2.a produtividade da unidade que escava e carrega. observando-se: .35 0. de modo que é muito importante observar-se sua interdependência.026 0.6m.. V1a m) (min) 0.25 0.574 m 3 Tabelas  h ót = 2.8 207 152 172 fc = 0.35 t man (ida 4.045 t man (ida 3.a produtividade e o número de unidades de transporte.045 0.1 m3/h (SHOVEL. com uma escavadeira tipo SHOVEL (3/4 cuyd).030 t man (ret 3. ( tESC/CAR )EEC + 1 .ac/des) (min) 0. não adianta. .96 t fixo (car.34 0.7 (argila) Eop (ESC) = 0.9 ECF – pneus - 1.5 .5 %  80 % hót Tabela  f cor = 1.10 1.. k = 0.00 m.desc.08 0.mud. q ) 100 .7 182 134 85 3 Ph (m /h) fc = 0.6m curva.340 0. O tempo de ciclo total será: Tc = 1 .025 0.36/41 3 Capac.12 (SHOVEL. insuficientes para atende-la.030 0.44 m e P hót = 30.44 69 36 115 46 Ph ( m3 / h ) Potência (HP) 205 130 105 Capac.

5 . permitindo seu uso para diversas finalidades ( espalhamento de material. São equipadas com escarificador na frente da lâmina. a produtividade de 2. acabamento e nivelamento de superfícies e taludes. do tipo do material escavado e das condições do clima. altura essa que depende da velocidade das mesmas durante a referida operação). .4.espalhamento de material nos aterros (o número de passadas depende da “altura” dos montes formados pela descarga das UT. 1.1 . .2. . dotadas de uma lâmina de comprimento maior que a altura. e componentes que a sustentam e a posicionam de várias maneiras. executa-se cortes com espessura de 10 a 20 cm por passada. da última camada de terra. já escavado por uma ferramenta de ataque que opera enquanto o conjunto se desloca e recolhido por um órgão de recolhimento de material. 0.85 . em condições normais. e atuam de modo geral em serviços leves.000 m 3/h. 3. até um valor total menor que a cortada pelo trator. . Sua produtividade depende.4. após a realização das seguintes manobras: . da potência da máquina que está escavando.construção de caminhos de serviço. q ) Ph = q . nos cortes.7 .2.12 = 33.10 – MOTONIVELADORAS (MNIV)– São máquinas autopropelidas. execução de taludes de pequena altura e valetas de pequena profundidade).600 . em conjunto com UT com capacidade de pelo menos10 m3 (com um mínimo de paralisações). 1.74 .raspagem (escavação. fc . . Pode atingir.conservação de estradas de terra.37/41 Duas formas de calcular Ph : Ph = Phót . III. terreno médio. e taludamento de cortes baixos). para o afrouxamento de solos de maior compacidade. 0.9 – ESCAVO . 3. . da extensão do corte e da capacidade das UT (quando for o caso).ELEVADORAS – São máquinas autopropelidas (quando a unidade de tração integra as mesmas) ou não (rebocadas por um ou dois tratores).12 = 30. A velocidade de transporte no retorno (V ret ) depende da distancia percorrida: . Eop . fcor = 0.valetamento (em “v”).6 m3/h Tabela  T = 20 s (SHOVEL.600 . portanto de um serviço de precisão). 1. portanto. . 0. tais como: .12  33.574 .taludamento (acabamento de sua superfície após a passagem do trator de lâmina. com as quais deve ter um sincronismo perfeito. que deve ser de baixa consistência e estar razoavelmente limpo (não conter raízes).acabamento da camada final da terraplenagem (correção das imperfeições da superfície).6 m3/h Tc 20 III. dotadas de um sistema elevatório contínuo que recebe o material. e o descarrega lateralmente (formando uma “leira” paralela à direção do deslocamento da máquina) ou em unidades de transporte. k .fcor = 30.distancias até 300 m – retorno “em ré” .enchimento de valas nas quais se assentam obras de arte correntes. para atingir o nível da plataforma de terraplenagem. trata-se.distancias > 300 m – retorno em marcha “a vante”. São muito versáteis.

3 6. l útil .0 2a 5.0 as mesmas p/ vante V vante 6a 29.9 9.1 4a 12.9 3a 8.8 9.20 m. Considerando que o serviço será feito por uma MNIV de 115 HP e os dados abaixo.4a Conservação 3a – 5a Raspagem.entre tes dentes 11 0. Potência HP 100 115 150 225 velocidade (km/h) RPM vante 1a 2100 3.12 17 0. (m) (m) 3. sendo uma via de mão dupla. Eop A seguir. + nn/Vn ntot – no total de passadas / lado (semi-plataforma). t  d/V  d/V  1/V n1/V1 + n2/V2 + .5 - baixa alta 5. sendo d – distancia do curso / passada Vméd . valetamento 1a ou 2a taludamento 1a T= Tempo necessário para realizar o serviço: npas .68 4.00 m e sarjetas de 1.1 1900 0-9.60 3.6 Npas = 2 .60 0.0 - dim. para o acesso a uma ocorrência de solo.1 0-11.60 m.11 11 - Exercícios 1) – Pretende-se construir um caminho de serviço com 1.12 11 0.90 0..60 0. Serviço / operação Vmar (km/h) espalhamento.6 0-28 0-20 0-50 - ré 5a 18. lâmina com larg.60 3.6 22. acabamento 2a. d = ntot = n tot .5 5. ntot – no de passadas na plataforma Na tabela abaixo estão indicadas as velocidades de marcha normalmente usadas nas diversas operações..6 14.8 20. d .38/41 A produção horária é dada por: Ph = Vméd .9 2000 0-5.000 m de extensão.7 2000 3. sendo Vméd =  d =  d = n tot . tabela com as características principais de algumas motoniveladoras..78 escarificador no de espaço den. p. A plataforma de corte não acabada (antes da execução das sarjetas em “V” ) tem 10.20 0.0 32. cos  Eop = 0. com uma pista de 14. cada uma. considerando as todas as operações envolvidas n1 a n – no de passadas/operação lútil = llâm . Eop n pas (m2/h). qual a produtividade da mesma e o tempo necessário para a sua realização ? Dados: .

Os terceiros tem grande capacidade de carga.4.9 3a 9.1 12 3a 2.9 5.4 3.9 9.0 80 1. de modo que é possível reduzir o número de unidades operando (menos moto- .2.4.11 – VALETADEIRAS São máquinas usadas para a abertura de valas (seção retangular. maiores velocidades e menor perda na produção (em caso de parada para eventuais reparos).000 = 6 h 5.2.9 2a 5.médio porte – são dotados de dois eixos simples.15 a 0.45 a 0.sua carga por eixo excede a máxima permitida para trafegar em rodovias. 0.6 III.6 4a 4. são classificados em: .50) . 0.9 11.200 m3/h (2 + 9) T= 18 .1   TOMB 2a RASP 1a 5a 20.1 Ph = 5.12 – UNIDADES DE TRANSPORTE (UT) São máquinas usadas para o transporte de terra. .50 0. São elas: a) . (2 . 1000 .0 TOMB 2a lc (m) 3.1 km/h 4 + 3 + 2 1.45 10 a 65 1a 2a 0.90 27 a 67 1a 2a 1. Os dois primeiros possuem alta flexibilidade.51 + 0.100 .6 = 1.39/41 Noper / lado (semi-plataforma) = 9 Vmarcha (km/h) 1a 3. blocos de rocha (dmt > 100 m) e materiais em geral a longas distancias.1 . 3.1  Sequência das operações Operação Vmar Vm = RASP 2a RASP 1a RASP 1a 4a 14. 1. Possuem elementos (caçambas denominadas alcatruzes) para a escavação contínua do material à medida em que se deslocam.650 4.000 1.7 1. os quais são elevados por uma esteira / correia transportadora e descarregados paralelamente à vala.50 0.60 ACAB 3a ACAB 3a 9 = 9 = 5. A tabela a seguir apresenta as características de valetadeira com lança inclinada. em geral).Caminhões – conforme o porte.“fora de estrada”.6 2.3 24 3a 4. .22 3.02 + 0. maior facilidade de manobras.0 III.5 TALUD 1a 6a 32.porte pesado – são dotados de três eixos simples. ou um simples e um tandem. Potência (HP) RPM Profundidade da vala (m) Largura da vala (m) Velocidade da caçamba (m/min) Velocidade de trabalho da máquina (km/h) Peso (ton) Correia transportadora (pol) 52 2.

no de viagens/h . n v O número de caminhões necessários para atender a uma escavadeira / um ECF será: n cam = t car + t transp = 1 + t car . dois (laterais) ou três dentes. d) – Carros – pipa Consistem em um tanque (cisterna) equipado com bomba. Podem ter um (central).0 + 1.2. com descarga lateral. A produtividade (m2/h) é dada por: . acoplado a uma unidade de tração. para a mesma profundidade de escarificação). são rebocáveis.4. rebocadas por uma unidade de tração. com descarga lateral.rebocam até 20 unidades. conforme o grau de compacidade do material – quanto mais compacto. sendo Eop = 0.40/41 ristas. são “em caixa fixa” (serviços posteriores à terraplenagem) e “basculantes”( transporte de material escavado). Os segundos possuem maior capacidade. com descarga lateral.0 Vida Vret onde n caç ESC = Q . molhar o aterro para a compactação. e também o tempo de espera das unidades que escavam e carregam.por locomotivas (em vias com B = 0.8 p/ tanque) Tc Tc – tempo de ciclo (min) Tc = tcar + t ida + t ret + t man. são constituídas por plataformas montadas sobre pneus. .13 – ESCARIFICADOR – É um implemento. onde: . Conforme o movimento da caçamba. etc). Eop . no centro (abaixo) ou atrás (mais usado).Q – capacidade da caçamba (m3) . Possuem bàsicamente as mesmas vantagens dos caminhões fora de estrada. k ESC Ph = Q . t transp t transp III. b) – Vagonetas e vagões – As primeiras possuem menor capacidade e podem ser rebocadas: . menor tempo de parada para manutenção). e são normalmente usadas para o transporte de máquinas para o local de trabalho (distancias superiores a 3 km). A produtividade (m3/h) de uma UT é obtida por: . são usadas no transporte de material escavado em cortes estreitos. f solos . menor o número de dentes (maior concentração dos esforços em menor área. traseira ou inferior (com maior produtividade nesse caso). Pode ser ajustado à máquina na frente.por tratores de esteiras – rebocam até 3 unidades. e k ESC – fator de eficiência da/do ESC/ECF q ESC . c) – Carretas São os reboques e os semi-reboques. e também para remover raízes de árvores.00 m) . T ESC + dida + dret + 2. p/ car + t desc = n caç ESC . sendo dotados de rodas (com ou 2 eixos).60 ou 1. usado para desagregar/afrouxar solos e outros materiais. são usados para várias finalidades na obra (abastecimento. sendo Q e q ESC – m3. são usadas para distancias de transporte acima de 1 km.7 (0. acionado por comando hidráulico.nv = 60 .

rolos de pneus .18 1.constituídos por um (central) ou dois (laterais) cilindros em série. assim.53 0. São usdaos para compactar solos de aterros próximos de obras de arte.n pas = número de passadas Tempo necessário para executar o serviço (horas): T = n pas .8 .4. Eop n pas onde: .6 Pesc (ton) 1.V – velocidade da máquina (km/h) .d = distancia percorrida (km) Na tabela a seguir estão indicadas as principais características de alguns modelos de escarificadores: Pot máq.Eop = 0. usados para fornecer energia de compactação. (m) 0. gerar energia de compactação. d V .2.5 no de dentes 3 3 3 lútil (m) 2.98 2. descontada da superposição de duas passadas consecutivas .l útil – largura útil do escarificador (m) .63 III.8 .0 22. gerar energia de compactação. com boa produtividade (bastam 10 a 12 passadas para compactar camadas de até 20 cm de espessura). produtividade limitada a 250 a 300 m 3/dia.41/41 Ph = 1000 .5 2. l útil . (HP) 140 170 270 Pmáq (ton) 10. e dispõem de órgãos para produzir impactos (a frequências < 400 cpm) ) e. são usados em qualquer tipo de solo (tanto na construção da infra como na superestrutura). com ou sem sistema de vibração. circular ou elíptica para aumentar a profundidade de compactação. .constituídos por um ou mais “conjuntos de pneus”. l útil . autopropelidos ou rebocados. dois ou três cilindros em série.l útil = l rolo – 0. ou ainda por impacto. Em qualquer dos dois primeiros casos. dispõem de órgãos para produzir vibrações (a frequências > 400 cpm) e. escarif.rolos de patas (pé de carneiro) . h comp .V .23 prof. seu próprio peso serve para produzir energia de compactação. Eop npas .5 16.14 – COMPACTADORES – São implementos. são usados em solos coesivos.hcomp = h esp . onde os outros tipos teriam dificuldades de atuar por falta de espaço. . f solos – espessura de compactação (m) .41 0.rolos lisos – constituídos por um.npas – número de passadas Ph = 1.V . podem ser dos tipos: . No primeiro caso.1 3.V – velocidade (km/h) . assim.Eop = 0. A produtividade (m3/h) é dada por: onde: . porém com baixa produtividade. são usados em solos soltos / não coesivos (com 6 a 8 passadas para compactar camadas de até 10 cm de espessura).000 . No segundo. os quais penetram no solo em forma de cunha.30 – largura útil (m). em cuja superfície existem ressaltos de seção retangular (25 a 50 cm 2). No terceiro caso são comumente chamados de “sapos”. Eop onde: .