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Educação a Distância 02/03/2015 a 11/07/2015

EDUCAÇÃO A DISTÂCIA
Webaula
INTRODUÇÃO

Conhecendo a Unopar Virtual
Prezado(a) aluno(a)
Seja bem-vindo à UNOPAR. É com muita satisfação que convidamos você a
participar desta webaula que tem por objetivo apresentar um pouco do
fascinante mundo da Educação a Distância (EaD) e também da nossa
Universidade. A UNOPAR é referência nacional e internacional nesta
modalidade de ensino e tem mais de 35 anos de experiência em
Ensino Superior, portanto, você pode ter certeza de que seu aprendizado
está respaldado por uma equipe de profissionais altamente qualificada.
Vamos começar contando uma rápida história sobre a Educação a Distância.

Breve histórico da EaD
As práticas relacionadas ao ensino a distância são muito mais antigas do
que imaginamos. Leia a seguir um breve relato da evolução desta
modalidade de ensino.
O surgimento do Ensino a Distância no Brasil, segundo Maia e Mattar
(2007), deu-se em 1891, quando a primeira seção de classificados do
Jornal do Brasil registrava um anúncio que oferecia um curso de
profissionalização por correspondência para datilógrafo. A
implantação das Escolas Internacionais (representantes de
organizações norte-americanas) em 1904 é considerada um marco
histórico na EaD brasileira. Estas escolas eram constituídas por
organizações privadas que ofereciam, através de anúncios, cursos
pagos por correspondência de espanhol.
Em 1941, o Instituto Universal Brasileiro (IUB) começou suas
atividades, trabalhando com métodos parecidos com o Instituto
Monitor, iniciação profissional em áreas técnicas, sem exigência de
escolaridade anterior, e por correspondência. Em 1947 uma parceira

entre o Senac e o Sesc, com a colaboração de emissoras de rádio
associadas, criou a Universidade do Ar, em São Paulo, com o objetivo
de oferecer cursos comerciais radiofônicos. Os programas, gravados
em discos de vinil, eram repassados às emissoras que programavam
as emissões das aulas nos rádio-postos, três vezes por semana. Em
dias alternados, os alunos estudavam pelas apostilas e corrigiam
exercícios com o auxílio dos monitores. Essa experiência durou até
1961 (MAIA; MATTAR, 2007).
Na década de 1970, a Fundação Roberto Marinho, iniciou o programa
de educação supletiva à distância para 1º e 2º grau no modelo de
teleducação (telecurso), sistema que utilizava livros, vídeos e
transmissão por TV, além de disponibilizar salas pelo país para que os
alunos pudessem assistir às transmissões, aos vídeos e ao material
de apoio disponibilizado. Segundo Maia e Mattar (2007), calcula-se que mais
de 4 milhões de pessoas foram beneficiadas pelo Telecurso.
Ainda de acordo Maia e Mattar (2007) devido a estes fatores, em 2002, o
Ministério da Educação criou uma Comissão Assessora de
Especialista em Educação à Distância, esclarecendo às instituições as
principais diretrizes para o desenvolvimento da EaD no Brasil, com o uso
intensivo de ambientes virtuais e com mediação entre os agentes, realizada
por interações em mídia digital.
A EaD no Brasil está se consolidando principalmente no ensino
superior, muitas são as modalidades adotadas pelas instituições de
ensino superior - IES. O contingente de alunos interessados tem
aumentado a cada ano. Dados da Secretaria Especial de Educação a
Distância do Ministério da Educação mostram um aumento crescente no
número de alunos matriculados em cursos de graduação, pós-graduação
e extensão em várias universidades do país.
Até 2004, havia 166 instituições autorizadas pelo MEC a oferecer
cursos à distância. Esse número teve um aumento de 30,7% no ano
seguinte, subindo para 217. O número de alunos matriculados teve
um ritmo mais acelerado de crescimento, atingindo 309.957 matriculados
em 2004. Segundo dados divulgados na versão 2007 do Anuário Brasileiro
Estatístico de Educação Aberta e a Distância (Abraed), entre os anos de
2005 e 2006 o número de alunos matriculados em cursos a distância
em instituições autorizadas pelo sistema de ensino cresceu 54%. Em 2005,
504.204 alunos estavam matriculados, número que passou para 778.458
em 2006 (ABED, 2007).

O que é Educação a Distância
A educação a distância, processo de ensino-aprendizagem no qual
professores e alunos estão separados espacial e/ou temporalmente,
mas podem estar conectados e interligados por tecnologias de
comunicação, vem passando por processo de amplo crescimento,
assumindo importante papel social, especialmente no Brasil
(MORAN, 2005).
É interessante ressaltar que, por tratar-se de um país em
desenvolvimento, com alto índice de pessoas que não possuem
acesso à educação e cuja população apresenta baixos níveis de
formação superior, o Brasil apresenta alto potencial e grande
demanda por esta modalidade de ensino.
Preti (1996) afirma que esta modalidade de educação é eficaz para
atender não somente à população que, embora não o seja
legalmente, na prática é excluída do ensino presencial, como
também a todos os cidadãos que em algum momento de sua vida
ativa necessitam de formações distintas ou pretendem ter acesso a
uma educação continuada e permanente.
Já Moran (2005) ressalta que embora a educação à distância possa
ser realizada nos mesmos níveis que o ensino regular, como o ensino
fundamental, médio, superior e na pós-graduação, pode-se afirmar
que seu uso é mais adequado para a educação de adultos,
principalmente para aqueles que já têm experiência consolidada de
aprendizagem individual e de pesquisa, como acontece no ensino de
pós-graduação e também no de graduação.
Algumas das principais alterações na prática da educação a
distância podem ser atribuídas ao desenvolvimento tecnológico, e à
mudança na própria concepção da educação. Segundo Moran (2005)
as tecnologias interativas vêm evidenciando na educação a distância
o que deveria ser o cerne de qualquer processo de educação: a
interação e a interlocução entre todos os que estão envolvidos nesse
processo. Na medida em que avançam as tecnologias de
comunicação virtual (que conectam pessoas que estão distantes
fisicamente como a internet, telecomunicações, videoconferência,
redes de alta velocidade) o conceito de presencialidade também
sofreu alterações. As possibilidades de interação de conhecimentos
são ampliadas, configurando um intercâmbio de saberes que
provavelmente não seria possível em situações de ensino
tradicionais.

Além disso, a educação a distância promoveu uma alteração no
próprio conceito de curso e de aula. As mudanças comportamentais
impostas pela modernidade exigiram que o tempo e o espaço da aula
passassem a ser cada vez mais flexíveis.
Para Moran (2005, p. 2) o papel do professor neste processo "vem
sendo redimensionado e cada vez mais ele se torna um supervisor,
um animador, um incentivador dos alunos na instigante aventura do
conhecimento". Esta atuação é enriquecida com outras
possibilidades de interação, de forma que o professor pode receber
e responder mensagens dos alunos, criar listas de discussão e
alimentar continuamente os debates e pesquisas com textos,
páginas da internet, até mesmo fora do horário específico da aula.
Desta forma, professores e alunos estarão motivados, entendendo
"aula" como pesquisa e intercâmbio.
Como o desenvolvimento tecnológico, especialmente no âmbito das
comunicações, é intenso e avança em alta velocidade, as
possibilidades educacionais que se abrem são imensas. A internet
oportunizou a transmissão de som e imagem em tempo real, sendo
que cada vez será mais fácil fazer integrações mais profundas entre
TV e WEB. Com o alargamento da banda de transmissão, como
acontece na TV a cabo, muitos cursos podem ser realizados com som
e imagem, permitindo a realização de aulas a distância com
possibilidade de interação on-line (ao vivo) e aulas presenciais com
interação a distância.
O professor José Manuel Moran, já citado anteriormente neste texto,
é um dos mais respeitados profissionais da área de EaD no Brasil.
Ele é autor de muitos artigos e livros sobre o tema. Por meio do link
abaixo leia a conceituação do Prof. Moran sobre o que é Educação a
Distância.

A EaD na Unopar
A Universidade Norte do Paraná, buscando novos desafios que
oportunizem e incentivem o desenvolvimento do homem e do seu
meio, numa atitude inovadora e baseando-se em pesquisas sobre o
que existe de mais eficiente e moderno no ensino a distância, criou o
Sistema de Ensino Presencial Conectado: um sistema ousado que,
unindo tecnologia e educação, permite ao aluno de qualquer lugar
do Brasil assistir aulas ao vivo, interagindo com o professor sempre
que necessário, deixando de lado o antigo conceito de educação a

distância realizada por meio de apostilas.
Cumprindo seu objetivo de propor ações de transformação social e
amparada pela Constituição da República Federativa do Brasil,
especificamente as disposições contidas dos artigos 205 a 214, bem
como pelos artigos 53 e 80 da LDB, no uso de sua autonomia
universitária, a Unopar reformulou seu Plano de Desenvolvimento
Institucional, propondo a criação do Sistema de Ensino Presencial
Conectado como modalidade de ensino a distância. Esse novo
sistema educacional, aberto, ágil, flexível e comprometido com a
qualidade do ensino, foi regulamentado pela Resolução
CONSEPE/UNOPAR nº 161/2002 como uma proposta concreta para
ampliar o acesso à educação.
A Unopar iniciou suas atividades na área de Educação à Distância a
partir de 2003, tornando-se referência na área. Atualmente conta
com 14 cursos de graduação, e 11 cursos de pós-graduação lato
sensu, atendendo 120 mil alunos de todos os estados brasileiros.
Como diferencial, a instituição vem buscando oferecer cursos de
qualidade, integrando tecnologias e propostas pedagógicas
inovadoras, com foco na aprendizagem e com o uso de um mix de
tecnologias, interação grupal e diferentes formas de avaliação.
Para que todo o seu percurso de aprendizado aconteça da melhor
forma possível, existe uma equipe de profissionais de várias áreas
que trabalham em conjunto. A seguir apresentamos a você alguns
desses profissionais.

O professor especialista
Para Almeida (2003) o professor na educação a distância provoca o
aluno a descobrir novos significados para si mesmo ao incentivá-lo
com problemáticas que fazem sentido naquele contexto,
despertando o prazer da escrita, da leitura e da comunicação.
Segundo Maia e Matar (2007), o professor deixou de ser uma
entidade individual para se tornar uma entidade coletiva. Nesse
sentido, o professor da EaD, pode ser considerado uma equipe que
inclui um técnico, um artista gráfico, um tutor e um monitor, sendo
considerado mais do que um professor, e sim uma instituição que
ensina a distância. Preti (1996) reforça que o trabalho cooperativo
será a base deste novo educador e da consolidação de trabalhos e
experiências em EaD, só sendo possível se toda equipe envolvida no

processo estiver aberta ao diálogo e disposta a construir caminhos,
reconhecendo as falhas e desvios.
No contexto dos cursos da Unopar, o professor especialista tem
como funções: preparar e desenvolver os conteúdos da disciplina de
forma articulada, elaborar e redigir o material escrito disponibilizado
aos alunos, planejar e ministrar a teleaula e elaborar e acompanhar
as aulas atividades. Compete ainda ao professor especialista a
orientação dos tutores eletrônicos, como também o
acompanhamento das atividades a serem realizadas pelos alunos,
sob apoio do tutor de sala no momento da aula atividade.

O tutor eletrônico
O tutor eletrônico é previamente capacitado para atuação no
Sistema de Ensino Presencial Conectado da Unopar para que possa
conhecer a estrutura do curso nos âmbitos acadêmico, pedagógico e
administrativo. Ele desenvolve um papel fundamental no processo,
favorecendo a manutenção de um ambiente de aprendizagem que
atenda aos interesses e expectativas dos alunos.
Além disso, é o mediador entre professor e alunos, utilizando uma
comunicação clara, precisa e objetiva. Sua ação visa superar as
dificuldades enfrentadas pela distância, esclarecendo dúvidas
quanto ao conteúdo das disciplinas, buscando soluções junto à
equipe pedagógica e ao professor especialista. Tem como função
também acompanhar e avaliar a aprendizagem dos alunos, orientar
o lançamento das atividades do aluno no Ambiente Virtual de
Aprendizagem e corrigir as atividades inseridas. É neste ambiente
virtual que o tutor eletrônico realiza uma importante função que é
manter contato constante com os alunos através da troca de
mensagens eletrônicas. Essa função é destacada por Maia e Matar
(2007) que citam que o tutor também é responsável pelo contato
inicial por meio de mensagens de boas-vindas; incentivar a interação
de alunos que não se expõem com facilidade e, sendo considerada
uma das funções mais importantes, fornecer um feedback rápido e
constante aos seus alunos.
Moore e Kearsley (2007) destacam o que o instrutor (tutor), tem
uma compreensão verdadeiramente íntima com um grupo de alunos,
seu desempenho e de suas experiências no curso. Portanto, o
instrutor (tutor) é considerado os olhos e os ouvidos de todo o
sistema.

O tutor da sala
Por estar próximo ao aluno nos pólos conveniados da Unopar, o tutor
da sala deve responsabilizar-se pelo assessoramento ao aluno,
auxiliando na organização e estímulo dos processos de avaliação,
orientando e promovendo a integração entre os profissionais,
zelando pela mediação no processo de ensino e aprendizagem e
encaminhando dúvidas, sugestões e comentários.
Preti (1996) afirma que na tutoria presencial, o aluno,
individualmente ou em grupo, se encontrará com seu tutor muito
mais para discutir e avaliar seu processo de aprendizagem, para
apresentar o resultado de suas leituras, atividades e trabalhos
propostos do que somente para tirar dúvidas. É necessário que o
tutor estimule e fomente a organização dos estudantes em
pequenos grupos para estudarem e desenvolverem atividades
solicitadas. Esta atitude irá motivar muito mais o estudante,
facilitando a compreensão dos conteúdos e superando as
dificuldades.
Dentro deste contexto, ao estruturar os cursos da Unopar, foram
estabelecidas as seguintes funções e responsabilidades principais
dos tutores de sala:
Realizar o acompanhamento da aprendizagem dos alunos, prestando
esclarecimento sobre dúvidas e procedimentos na realização das
atividades e apresentação de trabalhos, sob a coordenação do tutor
eletrônico responsável pela sala.
Acompanhar os estudos dos alunos e a execução das atividades
solicitadas pelos professores especialistas, em todo o seu processo
até o lançamento no Portfólio.
Estimular a responsabilidade e o comprometimento do aluno em
todas as atividades do curso.
Acompanhar o Chat realizado nas teleaulas, enviando informações
técnicas e pedagógicas, ocorridas durante a exibição, bem como as
dúvidas, respostas, comentários e solicitações dos alunos.

Aluno

Quando a discussão é sobre alunos a distância, a primeira questão
que se coloca são as características que eles devem ter para iniciar e
terminar todo o percurso do seu curso com sucesso.

Quem é o Estudante a Distância?
Estudos mostram que há uma preocupação constante em tornar a
EAD cada vez mais centrada no aluno. De acordo com Belloni (2006,
p. 39) "seja do ponto de vista dos paradigmas econômicos, seja
desde a perspectiva das grandes definições", para saber quem é o
aluno da educação a distância é necessário analisar algumas
características que lhes são peculiares. Segundo Belloni (2006, p.
39):
As características fundamentais da sociedade contemporânea que
mais têm impacto na educação são, pois, maior complexidade, mais
tecnologia, compressão das relações de espaço e tempo. Trabalho
mais responsabilizado, mais precário, com maior mobilidade,
exigindo um trabalhador multicompetente, multiqualificado, capaz
de gerir situações de grupo, de se adaptar a situações novas,
sempre pronto a aprender. Em suma, um trabalhador mais informado
e autônomo.
Hoje em dia as pessoas procuram cada vez mais sua autonomia e a
autoaprendizagem é uma das características que mais se destacam
no perfil dessas pessoas. O profissional atual precisa ser versátil e
estar sempre ligado às novas tendências, aprimorando seu
aprendizado em prol do seu trabalho e até mesmo da sua realização
pessoal. Trindade, apud Belloni (1992, p. 32), define aprendizagem
autônoma como um processo de ensino e aprendizagem centrada no
"aprendente", e diz ainda que o professor deva assumir-se como
recurso deste "aprendente".
Seria muito bom se esse fosse o perfil de todos os estudantes da
educação a distância. Palloff e Pratt (2004), dizem que esse ideal de
aluno está longe de fazer parte da grande maioria das pessoas que
procuram esse tipo de ensino. De acordo com Renner (1995) muitos
estudantes a distância tendem a realizar uma aprendizagem passiva
"digerindo pacotes de informações e regurgitando os conhecimentos
assimilados no momento de avaliação".
Belloni (2006) diz que a clientela potencial da educação está se
modificando rapidamente, tendendo a aumentar em número e a se
diversificar em termos de demandas especificas de globalização e

localização. Gilbert, apud Palloff e Pratt (2004) diz que:
O aluno on-line "típico" é geralmente descrito como alguém que tem
mais de 25 anos, está empregado, preocupado com o bem-estar
social da comunidade, com alguma educação superior em
andamento, podendo ser tanto do sexo masculino quanto do
feminino.
Pode se dizer que o aluno adulto da educação a distância atualmente
encontra-se na fase da andragogia. Knowles (1995) define
andragogia como "a arte e a ciência de ajudar adultos a aprenderem,
partindo das diferenças básicas entre o Ser-adulto e o Ser-criança".
Segundo este autor os adultos aprendem para uma aplicação
imediata das atividades que executam, no sentido de resolver
problemas.
Os jovens e as crianças aprendem com a finalidade de estocar
conhecimentos. Considerando o público adulto, Knowles (1995),
usando os princípios básicos da andragogia, entendendo também o
modelo de curso adotado, e considerando as necessidades
individuais de cada indivíduo, cita os princípios desta ciência
dizendo que eles permitem elaborar processos efetivos para a
aprendizagem: necessidade de saber do estudante; autoconceito do
estudante; experiência anterior do estudante; prontidão para
aprender; orientação para aprender; motivação para aprender.
Pesquisas, porém, mostram que não há uma faixa etária definida
para os cursos a distância. Palloff e Pratt (2004, p. 23) citam uma
pesquisa publicada pelo National Center for Education Statistics
(2002) que mostra que:
Em 31 de dezembro de 1999, 65% das pessoas com menos de 18
anos haviam ingressado em um curso on-line, o que indica a
popularidade crescente dos cursos virtuais de ensino médio.
Cinquenta e sete por cento dos alunos universitários considerados
tradicionais, com idade entre 19 e 23 anos, também ingressaram em
tais cursos. Cinquenta e seis por cento das pessoas com idade entre
24 e 29 anos matricularam-se, e o índice de pessoas com mais de 30
anos que fizeram o mesmo foi de 63%. As estatísticas confirmam que
o número de homens e mulheres é bastante semelhante. Com
exceção dos grupos indígenas e dos nativos do Alaska (dos quais
apenas 45% ingressaram em cursos on-line), cerca de 60% de
pessoas de todas as raças participam de tais cursos.
Entende-se que o aumento da procura por cursos a distância se dá
pelas facilidades que esse tipo de ensino pode oferecer. Com o uso

da internet houve uma facilitação maior visto que agora inexistem
barreiras na comunicação entre o aluno e seu professor.
Podemos concluir que a questão da aprendizagem autônoma é
entendida como a responsabilidade do aluno sobre sua própria
aprendizagem, como a necessidade do aluno saber o suficiente
sobre a disciplina para definir objetivos realísticos, monitorar
progressos, refletir sobre o que entendeu, reconsiderar ideias e
procurar orientação de seus colegas e professores e atividades
práticas para treino dessas habilidades. Alunos ativos, respondem a
indicações e orientação, refletem quando solicitados, seguem as
instruções do curso, mas não internalizam suas atividades, confiam
em outros para guiar e monitorar suas aprendizagens. Podemos
afirmar que ao contrário do aluno ativo, o aluno passivo, é aquele
que deixa a responsabilidade por selecionar os objetivos do curso a
outros, espera absorver informação, frequentemente falha em
identificar conexões entre ideias, não raro esquece o que aprendeu,
evita refletir, e somente pode lembrar as informações que
reencontra regularmente.

Fundamentos da Administração 09/03/2015 a 11/07/2015

Fundamentos da Administração
Unidade 2 – Teoria das Relações Humanas

Relações Humanas na Administração
Construída com base na Teoria Clássica e mais conhecida como
Escola das Relações Humanas, surgiu em oposição a Taylor, de forma
a tentar humanizar o trabalho. Como autores de destaque podemos
citar Elton Mayo e Mary Parker Foller, onde os estudos são anteriores
às experiências de Hawthorne.
Podemos observar que, ao longo da história, a humanidade tem
buscado, de forma menos elaborada, administrar suas organizações,
sejam elas simples ou complexas, de grande, médio ou pequeno
porte, da melhor maneira possível, tendo como principal objetivo:

GERAR LUCRO
Conforme já vimos na primeira unidade, os estudos sobre as teorias
administrativas iniciaram a partir do século XIX, consolidando-se no
século XX. A administração moderna desenvolveu-se no início do
século XX com os estudos realizados pelos engenheiros: o americano
Frederick Winslow Taylor (1903) e o francês Henri Fayol (1954).

Quanto ao desenvolvimento das pessoas, Taylor concluiu que as
pessoas deveriam ser mais capacitadas para exercer determinadas
funções complexas, isso resultaria em maior produção e com melhor
qualidade. Quanto à produtividade, ele estabelece uma relação entre
o capital e o trabalho: quanto mais se reduzir os custos, reverteria
em aumento de salário, pensando na qualidade de vida do
trabalhador.
Taylor implementou um controle das tarefas que seguia
procedimentos constando níveis aceitáveis de qualidade, tempo de
execução, eliminando os desperdícios, dando assim início à teoria da
Administração Científica.
Taylor foi o fundador da moderna administração de empresas.
Drucker (1994, p. 188, grifo do autor) considera que:
Frederick W. Taylor foi o primeiro homem na história a considerar o
trabalho digno de estudo e observação sistemática. Na
"administração científica" de Taylor reside, sobretudo, o enorme
aumento da riqueza nos últimos 75 anos, que impulsionou as massas
trabalhadoras nos países desenvolvidos bem acima de qualquer
nível antes registrado, até para os mais prósperos. No entanto,
Taylor, como um Isaac Newton (ou talvez um Arquimedes) da ciência
do trabalho, deixou apenas as primeiras fundações. Pouco tem sido
acrescentado a elas desde então.
Contrapondo-se à teoria de Taylor, Fayol desenvolveu a teoria
clássica da administração, onde o foco dessa teoria estava na
estrutura e forma da organização da empresa e a inter-relação entre
as diversas partes envolvidas no processo. Podemos observar
claramente a teoria clássica nos organogramas, onde vemos os
aspectos da organização de cima para baixo e todo seu
relacionamento entre as partes, idealizando a empresa como um
sistema fechado e sistematizado.

Enquanto Taylor e Ford se preocuparam em cuidar das empresas,
com ênfase na base operacional, Fayol centrou seus esforços em
direcionar seu trabalho para a empresa como um todo, procurando
cuidar da empresa de cima para baixo. Como uma visão gerencial
diferenciada, Fayol divide com Taylor e Ford o pioneirismo da teoria
da administração.

Princípios de Fayol
O reconhecimento da obra de Fayol se deu quando publicada nos
Estados Unidos. Com isso, houve um grande atraso na divulgação de
suas ideias e obras e que culminou no retardamento da utilização de
suas ideias pelos grandes influenciadores e formadores de opinião e,
consequentemente, a Europa também deixou de usufruir das
técnicas e metodologias eficientes na administração. Fayol pontuou
14 princípios básicos que podem ser estudados de forma
complementar aos de Taylor. São eles: Divisão do trabalho;
Autoridade e responsabilidade; Unidade de comando; Unidade de
direção; Disciplina; Prevalência dos interesses gerais; Remuneração;
Centralização; Hierarquia; Ordem; Equidade; Estabilidade dos
funcionários; Iniciativa e Espírito de equipe.
Esses princípios balizaram os estudos de Fayol, por focar no
comando, autoridade e responsabilidade a partir da gerência
administrativa, priorizando sempre a visão empresarial estratégica.
Nos estudos de Fayol, como nos de Taylor e Ford, podemos
evidenciar que não consideram em suas teorias o homem no seu
aspecto social. Dessa forma, consideram que se tudo funciona
perfeitamente bem, a parte relativa ao homem acredita-se também
estar bem. Nesse caso, o homem não é visto como um ser humano,
mas como uma peça de máquina. Decorrente desse pensamento,
com o tempo, muitos profissionais geraram conflito e adoeceram por
se sentirem desvalorizados em suas atividades.

O termo administração, no modelo estrutural aqui
preconizado, assume importante posição na definição das opções
básicas para o sucesso empresarial que envolve comando, gerência,
supervisão, sem falar nas funções relacionadas ao planejamento e
controle de atividades. Dessa forma, a administração possibilita a
utilização dos recursos produtivos (máquinas, equipamentos,

sistemas, estruturas físicas/humanas e financeiro). O emprego de
métodos e técnicas administrativas de gestão poderá possibilitar à
empresa atuar de forma racional e adequada às suas necessidades,
agilizando a tomada de decisão, potencializando os processos-chave
de produção e eliminando desperdícios e retrabalhos.
Para um bom gestor, alguns procedimentos básicos sobre a gestão

Os níveis
organizacionais são compostos com atividades
relacionadas da seguinte forma:
da organização deverão ser de seu total conhecimento.

• Nível Institucional: Atividade da Direção
• Nível Intermediário: Atividades Gerenciais
• Nível Operacional: Atividades de Execução
Fica evidente que as organizações possuem níveis hierárquicos para
tomada de decisões, e para cada nível haverá um grupo de
atividades/funções a serem desenvolvidas. Essa divisão de níveis
fica mais evidente quando olhamos o organograma e podemos
identificar a cadeia hierárquica organizacional.

Administração ou Gestão?
Sem dúvidas que um dos principais desafios da administração é
utilizar as informações para tomada de decisão de forma acertada.
Para Montana e Charnov (2006, p. 2), administração é definida como
o “[...] ato de trabalhar com e por intermédio de outras pessoas
para realizar os objetivos da organização, bem como de seus
membros”.
Nesse contexto, podemos dizer que ao citar a administração,
estamos falando do gerenciamento da organização. A prática mostra
que o desenvolvimento de formas distintas de atuação se traduz em
um complexo processo gerencial constituído de pessoas e
informações advindas de diversas áreas, como: vendas, financeiro,
contabilidade, RH, ouvidoria, atendimento e outras áreas e
processos da organização.
Maximiano (2011) esclarece que podemos encontrar outros termos
que identificam o mesmo processo dinâmico de tomada de decisão
sobre os recursos, idênticos à palavra administração. Os termos

utilizados são Management e Gestão, geralmente empregados
quando associamos a palavra administração referenciando todas
suas implicações administrativas, tanto estratégicas como táticas e
operacionais. O termo gestão é muito empregado atualmente no
ambiente empresarial das organizações. Segundo o dicionário,
gestão está relacionada à “ação de agir: gerenciar ou administrar”,
dando conotação direta a áreas como: gestão de negócios, gestão de
ativos, gestão financeira, entre outras, todas com o objetivo de
alcançar metas fazendo mais com menos.

Contribuições de Hawthorne
Com a quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque devido à Grande
Depressão em 1929, a Teoria das Relações Humanas ganhou força
devido à necessidade de se obter ajuda do ser humano como forma
de restabelecer novamente a economia. Cansadas de serem tratados
como máquinas pelos conceitos da Teoria Clássica, as pessoas
apostaram suas fichas na Teoria das Relações Humanas, criando
condições para repensar uma nova forma para a gestão das
empresas, visto que os administradores passaram a entender o
quanto era importante e necessário respeitar os sentimentos dos
trabalhadores. E a partir dos novos grupos de estudo, os critérios
mudaram e o ser humano passa a ser tratado como um ser social.
Uma nova era tinha dado início na vida dos trabalhadores, que
começam a se sentir parte importante dos processos e,
consequentemente, da organização. O que mais chamou a atenção
na época foi a experiência de Hawthorne.
Hawthorne é o nome de um bairro de Chicago. Nesse bairro havia
uma fábrica onde foi feita uma pesquisa pelo médico e sociólogo
australiano Elton Mayo que mudou drasticamente os conceitos
sociais na organização. A Escola das Relações Humanas nasceu com
a Experiência de Hawthorne, em que Elton Mayo fez testes na linha
de produção, buscando por variáveis que influenciassem de forma
positiva ou negativamente no processo de produção.
Foram realizados observações e testes em vários aspectos, como do
trabalho em grupo, influência da luminosidade, da qualidade do
ambiente, entre outros. Cuidadosamente ele descreveu todos os
aspectos dos seus estudos, assegurando que se os empresários
adotassem o cuidado com os aspectos sociais de seus funcionários,
evitariam danos à sua saúde, diminuindo consideravelmente sua

rotatividade. Os testes realizados na fábrica tiveram uma resposta
positiva e a teoria de Elton Mayo foi aceita e confirmada. Diante das
conclusões dos fatos tomando como base a experiência de
Hawthorne, novas variáveis são acrescentadas ao dicionário da
administração.

Os pensadores da Administração
Os maiores pensadores da administração moderna, Taylor e Fayol
(início do século) e Maximiano, nas décadas de 80 e 90, definem
administração de forma dinâmica, facilitando seu entendimento.
"O principal objetivo da administração deve ser o de assegurar o
máximo de prosperidade ao patrão e, ao mesmo tempo, o máximo de
prosperidade ao empregado" (TAYLOR, 1903, s/p.).
"Administrar é prever, organizar, comandar, coordenar e controlar"
(FAYOL, 1954, s/p.).
"Ação! Administrar significa, em primeiro lugar, ação [...] processo
de tomar decisões norteados ou baseados em quatro conceitos
básicos: planejar, organizar, dirigir e controlar" (MAXIMIANO, 2000,
p.1).
Em cada abordagem apresentada, o termo administração fica em
primeiro plano, parecendo uma repetição; porém, se analisarmos
com mais atenção, em cada abordagem o termo administração
ganha sentido único.
O QUE DISSERAM OS AUTORES SOBRE A ADMINISTRAÇÃO?
Taylor (1903) coloca de forma decisiva o problema da prosperidade
associada à administração. Sinaliza que o grande ou principal
objetivo da ciência da gestão de processos e métodos de produção é
de garantir, de modo integral e efetivo, a prosperidade de todos os
envolvidos nos processos. São eles:
• Empregador
• Empregado
• Empresa
Contudo, podemos pensar também que a prosperidade mencionada
por Taylor não diz respeito apenas à prosperidade material ou

econômica, mas também à prosperidade pessoal, humana, social,
intelectual, política, etc.
Já Fayol aborda de forma mais específica, idealizando a
administração como um conjunto de atitudes que garantem a
efetivação ou a realização de um objetivo definido. Dessa forma,
ganha nova roupagem com Maximiano, mas na prática obedece à
mesma estrutura. É importante ressaltar que ao escolher a palavra
ação para resumir a administração, Maximiano desenvolve
basicamente com dois outros conceitos que aproximam muito de sua
realidade histórica e social, diferente da realidade histórica dos
outros dois autores. São eles: velocidade e competitividade.
No início do século XXI, Maximiano pensa e elabora seus conceitos
atendendo às solicitações que cobram sua ideia de ação, não que
Fayol e Taylor não tivessem trabalhado os conceitos de velocidade e
competitividade. Seguramente, eles estavam presentes para os dois,
porém Maximiano abordou o tema com tamanha intensidade e os
experimentou culminando a agregar um componente a mais aos
processos de administração, ou processos administrativos: planejar,
organizar, dirigir e controlar.

Processos Administrativos
A ação de administrar nos remete ao processo administrativo, que
foi concebido inicialmente nos estudos de Henry e Fayol no início do
século XX, e depois complementado por Maximiano no início do XXI.
Nas primeiras décadas o termo era conhecido como funções
administrativas, e mais tarde passou a ser conhecido como processo
administrativo.
No campo corporativo, o termo “processo administrativo” ficou
integrado ao conjunto de atividades realizadas na geração de
resultados que possa proporcionar um significativo valor ao cliente.
Desde o começo da preparação da oferta do produto/serviço até a
entrega dos mesmos ao mercado consumidor.
O emprego dos princípios e processos administrativos contribui de
forma efetiva para a obtenção de êxito na nova abordagem
administrativa, reforçando o novo modelo de gestão com o objetivo
de tornar o processo mais gerencial. Abaixo elencamos os processos
administrativos.
Planejamento

Definição dos objetivos a serem alcançados, elaborando as
estratégias e deliberando projetos e ações que permitam atingi-los,
desenvolvendo planos que integrem e coordenem as atividades e
resultados da organização. Com o planejamento elaborado, permite
que os administradores e trabalhadores tenham suas atividades
voltadas diretamente ao cumprimento dos objetivos já definidos,
permitindo-lhes concentrar sua atenção no que é mais importante
para a empresa.
Organização
É a distribuição das atividades e dos recursos necessários entre os
envolvidos na execução das tarefas da organização, define o nível de
autoridade entre os profissionais, sobre quem e quando e onde
devem tomar as decisões. A organização tem o objetivo de distribuir
as atividades e os recursos de forma balanceada a todos os seus
membros, levando em conta a complexidade dos processos para que
se alcance os objetivos estabelecidos de forma eficaz. Podemos dizer
que os resultados do processo de organização cumprem um papel
essencial na formulação da estrutura organizacional.
Direção
Diretamente relacionada com os processos de gestão de pessoas na
empresa. Tem a função de liderar, motivar e coordenar os
trabalhadores no desenvolvimento do dia a dia de suas atividades e
tarefas, também pode resolver problemas relacionados a conflitos
entre os funcionários através de um canal específico de comunicação
destinado a essa finalidade. O líder ou responsável por um grupo ou
equipe tem sob sua responsabilidade oferecer um ambiente
saudável para execução das atividades, onde os profissionais se
sintam satisfeitos e motivados, comprometidos com os resultados.

MOTIVAÇÃO PROFISSIONAL E PESSOAL
Conceitos de Motivação
Todas as organizações são formadas por pessoas, o que traz em si
um padrão de comportamento humano com causas específicas e
subjetivas. Essas causas vêm de um mundo interior e impulsionam
as realizações, como atingir metas, satisfazer necessidades e
desejos, e a isso chamamos “motivação”. De certa forma, ela é
responsável pela persistência e esforço do indivíduo na realização de

um desejo e faz com que a partir de uma causa se busque suprir a
falta de algo. Como exemplo podemos citar: se a causa é fome, isso
vai fazer com que se procure comida; se a causa é um fracasso, isso
vai motivar o indivíduo na busca do sucesso; se a pessoa se sente
doente, vai buscar a cura, e assim por diante.
Segundo Silva (2008), o estudo da motivação humana refere-se
basicamente às razões pelas quais as pessoas se comportam de
certo modo. Em termos gerais, a motivação pode ser descrita como o
direcionamento e a persistência da ação. Isso está relacionado com a
escolha que as pessoas fazem de determinado curso de ação, em
detrimento de outros, e porque continuam com a ação escolhida,
muitas vezes por um longo período, enfrentando muitas
dificuldades.
Motivação “[...] é alguma força direcionada dentro dos indivíduos,
pela qual eles tentam alcançar uma meta, a fim de preencher uma
necessidade ou expectativa.” (SILVA, 2008, p. 203).
Todo indivíduo que tem uma necessidade, seja ela qual for,
certamente vai gerar uma tensão interna, não importa se é uma
necessidade fisiológica, uma necessidade psicológica ou uma
necessidade social. É essa tensão que vai gerar o motivo, que nada
mais é do que estímulos internos que irão provocar o desejo de
realizar algo que o satisfaça para reduzir essa tensão. Por isso a
importância da motivação para o desenvolvimento do trabalho, a
partir do comportamento de cada um, com o cuidado de uma ação
motivacional saudável e rentável, que vai trazer benefícios tanto ao
sujeito como à organização.
Sendo a motivação um estado interior que induz o sujeito à ação e
que o leva a se comportar de maneira específica, dependendo do
motivo de cada um, então cabe à organização ampliar sua eficácia
por meio do conhecimento do que motiva seus colaboradores.
Também dizemos que a motivação é uma necessidade, uma vontade,
um desejo de até mesmo alcançar objetivos e metas, sendo que o
motivo individual é o que diverge e faz com que as pessoas tenham
um comportamento diferenciado umas das outras. Essas diferenças
fazem com que cada indivíduo tenha sua própria personalidade,
valores, desejos, atitudes, motivações, conhecidos como fatores
internos, e que se sujeita aos fatores externos do ambiente em que
está inserido.
Dentro do contexto da motivação, falar em motivação envolvendo a
interação entre os indivíduos e a organização é, exatamente, falar

desse fator que explora relações entre o indivíduo e a organização,
explorando o comportamento humano, os papéis exercidos por cada
uma, o grupo em si, a liderança, o conflito, o feedback e,
principalmente, a humanização nas relações de trabalho.
Essa interação possibilita compreender a inter-relação entre as
expectativas da organização, os resultados alcançados e o nível de
satisfação que envolve as pessoas que fazem parte do processo.
Ainda que o estudo da motivação venha desde a antiguidade,
somente a partir da Escola de Relações Humanas houve realmente
um interesse em priorizar a satisfação do indivíduo, buscando-se um
aprofundamento nas questões relativas aos aspectos humanos
afetivos e pessoais. A princípio, nas teorias clássicas e científicas, o
enfoque motivacional dava ênfase à remuneração como principal
fator de motivação para a produção, mas conforme os estudos e
análises foram se afunilando, constatou-se que a maior preocupação
estava em manter-se no emprego, concluindo que além da
remuneração havia outros fatores motivacionais de aspecto
relevante para se levar em consideração.

Questão para reflexão
Se o gerente precisa melhorar seus resultados de produção, é bom
começar dando mais atenção ao nível de motivação das pessoas
envolvidas no processo. Com certeza, os resultados serão outros!!!

Controle
É o monitoramento e a avaliação do desempenho dos resultados da
organização, assegurando que os objetivos e estratégias aconteçam
dentro do planejado, podendo a qualquer sinal de desvio promover
ações de correções antecipando problemas futuros. O controle
envolve a definição de medidas de desempenho e sua avaliação
sistemática, podendo estabelecer ações de medidas preventivas ou
corretivas quando contatarem desvios significativos. Esse controle é
extremamente fundamental para manter a organização no rumo
planejado.

CONCEITOS DE GESTÃO POR PROCESSOS

Gestão por Processos
Atualmente, o termo processo é amplamente usado nas
organizações e no mundo dos negócios. Podemos dizer que este
termo está em praticamente quase todas as reuniões executivas
dentro das organizações. Para Hammer (2001), processo é aquilo
que cria os resultados e que a empresa fornece aos clientes. Se
formos traduzir ao pé da letra, podemos dizer que processo é um
grupo organizado de atividades correlatas que, em conjunto, cria um
resultado de valor para os clientes. Podemos dizer que a ideia
central de um processo é a execução de tarefas ou atividades
isoladas, para alcançar um objetivo. Nesse caso, podemos afirmar
que processo é:

o grande objetivo
em saídas.

do processo

é transformar entradas

Fonte: O autor
A gestão da empresa, sem dúvida, sempre foi e continuará sendo
uma das tarefas mais complexas, arriscadas e incertas dentre todos
os empreendimentos humanos. Para a gestão de processo alcançar
seu objetivo, a organização deve desenvolver alguns componenteschave que farão toda a diferença no alcance das metas, são eles:
1 Objetivo específico
2 Entradas e saídas definidas
3 Atividade numa sequência lógica
4 Responsabilidade por resultado
5 Eleger um proprietário para o processo
6 Cadeia de cliente/fornecedor claramente definido (interno e
externo)

Excelência em Gestão
Antes de abordar esse novo tópico, vamos assistir a esse vídeo
sobre o PNQ:
Esse modelo de Excelência de Gestão está alicerçado sobre um
conjunto de conceitos fundamentais e estruturado em critérios e

requisitos que expressam a compreensão sobre a Excelência em
Gestão, são eles:

Liderança: Este critério define o comprometimento pessoal dos
membros da alta direção no estabelecimento, disseminação e
atualização de valores e diretrizes organizacionais que promovam as
culturas da excelência, considerando as necessidades de todas as
partes interessadas. Também avalia como a alta direção analisa
criticamente o desempenho global da organização.
Estratégias e Planos: Este critério avalia o processo de formulação
das estratégias de forma a determinar o posicionamento da
organização no mercado, direcionar suas ações e maximizar seu
desempenho, incluindo como as estratégias, os planos de ação e as
metas são estabelecidos, desdobrados por toda a organização e
comunicados internamente e externamente. Também examina como
a organização define seu sistema de medição do desempenho.
Clientes: Este critério examina como a organização identifica,
analisa, compreende e se antecipa às necessidades dos clientes e
dos mercados, divulga seus produtos, marcas e ações de melhoria, e
estreita seu relacionamento com os clientes. Também examina como
a organização mede e intensifica a satisfação e a fidelidade dos
clientes em relação a seus produtos e marcas.
Sociedade: Este critério examina como a organização contribui para
o desenvolvimento econômico, social e ambiental de forma
sustentável, por meio da minimização dos impactos negativos
potenciais de seus produtos e operações na sociedade e como a
organização interage com a sociedade de forma ética e
transparente.
Informações e conhecimento: Este critério examina a gestão e a
utilização das informações da organização e de informações
comparativas pertinentes, bem como a gestão do capital intelectual
da organização.
Pessoas: Esse critério examina como são proporcionadas condições
para o desenvolvimento e utilização plena do potencial das pessoas
que compõem a força de trabalho, em consonância com as
estratégias organizacionais. Também examina os esforços para criar
e manter um ambiente de trabalho e um clima organizacional que
conduzam à excelência do desempenho, à plena participação e ao
crescimento pessoal e da organização.
Processos: Este critério examina os principais aspectos da gestão

dos processos da organização, incluindo o projeto do produto com
foco no cliente, a execução e entrega do produto, os processos de
apoio e aqueles relacionados aos fornecedores, em todos os setores
e unidades. Também examina como a organização administra seus
recursos financeiros, de maneira a suportar sua estratégia, seus
planos de ação e a operação eficaz de seus processos.
Resultados: Este critério examina a evolução do desempenho da
organização em relação a clientes e mercados, situação financeira,
pessoas, fornecedores, processos relativos ao produto, sociedade,
processos de apoio e processos organizacionais. Examina também os
níveis de desempenho em relação às informações comparativas
pertinentes (O PRÊMIO..., 2014).
O vídeo demonstra claramente o Fundamento da Excelência,
expressando esses conceitos reconhecidos internacionalmente e que
se traduzem em práticas ou fatores de desempenho encontrados em
organizações líderes de classe mundial, que buscam constantemente
se aperfeiçoar e se adaptar à mudança. Além disso, o modelo utiliza
o conceito de aprendizado e melhoria contínua, segundo o ciclo
PDCA (Plan, Do, Check, Action).
Chegamos ao fim de nossa unidade. Espero que tenham aprendido
sobre os conceitos históricos da administração, os novos modelos de
processo organizacional e exemplos de empresas que alcançaram a
excelência em gestão.
Participem do fórum da disciplina de Fundamentos da Administração
e deixem o seu pensamento sobre o fato proposto. E conheçam o
que os seus colegas de curso estão pensando sobre o assunto em
questão nessa unidade.

Tipos de Motivação
Segundo Silva (2008), a motivação pode ser caracterizada de vários
modos, desde divisões simples em motivos psicológicos e motivos
sociais, ou em motivação intrínseca e motivação extrínseca. Esses
dois últimos exemplos se encaixam perfeitamente em nosso
contexto de recurso humano na organização. Vamos ver o que vêm a
ser esses dois exemplos:
Motivação intrínseca: chamamos de motivação intrínseca quando
relacionada a recompensas psicológicas, tais como: reconhecimento,
valorização, respeito.

Motivação extrínseca: está relacionada a recompensas tangíveis
(materiais), se traduz quando há recompensas tangíveis como
salários, benefícios, promoções.
Muitas diferenças e dificuldades são encontradas pelos líderes das
equipes e seus colaboradores em um ambiente organizacional. As
organizações devem encarar a motivação pessoal e profissional
como prioridade para encontrar o equilíbrio, solucionando os
problemas e transformando as ameaças em oportunidades e os
pontos fracos em força. O capital humano continua sendo o ativo
mais importante da organização e por isso deve ser tratado como
prioridade. Os profissionais devem receber uma valorização
contínua, devendo ser proporcionada a estes uma qualidade de vida
e bem-estar.
A humanização nas empresas contribui para que haja êxito nos
resultados previstos, cientes de que a interação entre líderes e
liderados é a mola propulsora que vai fazer com que todos se
empenhem e coloquem seus conhecimentos, habilidades e talentos a
serviço da organização. É importante salientar que com o advento da
globalização, a concorrência entre as empresas se tornou mais
acirrada, gerando com isso um nível de estresse bárbaro. E para
minimizar o impacto negativo nas pessoas, é necessário que seja
proporcionado a elas um ambiente de trabalho estimulante, com
possibilidades de desenvolvimento e crescimento pessoal e
profissional de forma individualizada.
Conhecer e saber entender qual o tipo de motivação que vai gerar
mais influência no indivíduo é fundamental para que as ações sejam
focadas na expectativa de cada um. Tanto a motivação intrínseca
como a extrínseca servem para atingir os objetivos da organização e
do indivíduo, tudo depende do momento e da etapa pela qual a
pessoa está passando, e cabe à liderança da organização estar
atenta a cada situação. O líder deve saber perceber e entender as
dificuldades, saber enxergar as oportunidades e influenciar sempre
as pessoas a repensarem o negócio, a carreira, com entrega e
superação para não entrarem para a fila dos negativos de plantão
que estão sempre descontentes e desmotivados.
Trabalhar o estímulo da motivação não é algo fácil, muitos
estimulam o movimento achando que é motivação. Há uma grande
diferença entre um e outro, sendo muito importante o discernimento
de cada um, mesmo porque os dois são importantes e devem ser
utilizados, mas cada um no seu tempo certo.

• Movimento: é fácil e tem resultados rápidos
• Motivação: é difícil e tem resultados duradouros

Para reflexão
Quando o impulso inicial parte de uma terceira pessoa e o indivíduo
realiza algo para evitar punição, é porque houve uma situação de ser
posta em movimento, ou seja, ele agiu pelo estímulo externo.
Porém, se a iniciativa para realizar algo vem do próprio indivíduo,
impulsionada por uma necessidade ou um desejo interior, isso
significa que a pessoa está motivada.
Para resumir o que falamos, quando o estímulo é movido pelo
movimento ou pela motivação extrínseca, a ação dura somente
enquanto ela estiver sendo influenciada para isso, e se houver a
interrupção dos estímulos, tudo volta a ser como antes e até pior,
pois a insatisfação se manifesta. Quanto à motivação intrínseca que
se traduz na verdadeira motivação, a ação do indivíduo se perpetua
de forma constante, não há altos e baixos e, com o auxílio de
treinamento, os efeitos são ainda mais duradouros.

Ciclos da Motivação
Se uma equipe vai bem é mérito do gestor, e se ela vai mal, também
cabe a ele a responsabilidade, por isso deve-se estar atento às
necessidades pessoais de cada indivíduo, pois é o suprimento delas
que vai gerar para a empresa um maior desempenho desses
colaboradores. O ciclo motivacional baseia-se nas necessidades
individuais que ainda não foram satisfeitas, e em um ambiente
organizacional cabe ao gestor o papel de estimular os seus
colaboradores.
O ciclo motivacional se divide em seis etapas, começando pelas
necessidades individuais que não foram satisfeitas, pois estas geram
uma procura de possibilidades para satisfazê-las; escolhe-se então
uma das possibilidades elencadas para atingir o objetivo almejado e
escolhe-se uma ação para suprir a necessidade não satisfeita,
unindo o objetivo pessoal ao profissional.
Ao término dessa fase é feita uma reavaliação da situação e, então,
é o momento de o indivíduo definir se está motivado ou não para

satisfazer sua necessidade através da possibilidade oferecida.
Depois é feita uma verificação para avaliar se as expectativas foram
atendidas e as necessidades satisfeitas e o objetivo foi alcançado.
Se tudo correu bem, tanto o indivíduo como as organizações estarão
satisfeitos? No caso de não se ter atingido o objetivo, duas situações
podem ocorrer: Se houver uma reação positiva do indivíduo, o
mesmo irá tentar superar o desafio imposto, porém se a reação for
negativa, ocorrerão sentimentos de frustração que poderão
interferir nos resultados esperados, pois a resposta do empregado
será negativa também para a organização.
O correto é a motivação que está internalizada no indivíduo e não
necessita da influência de outro. Esse tipo de motivação é que
responde melhor e com maior duração, já que o indivíduo está
sempre disposto a cumprir seus objetivos, custe o que custar.

Motivação para o desenvolvimento Pessoal e
Profissional
Toda organização deseja alcançar resultados positivos que vão
proporcionar o seu desenvolvimento e crescimento, para isso ela
necessita cumprir as metas traçadas para alcance dos seus
objetivos. Para tanto, depende diretamente da ação do ser humano.
Para atender a expectativa da organização, este, por sua vez,
depende de ter o seu comportamento motivado, e para estar
motivado o indivíduo necessita ter uma finalidade, concluindo-se
com isso que o comportamento é sempre orientado e dirigido para
algum objetivo. Esse objetivo é pessoal do indivíduo e ele sempre
age movido por um impulso de satisfazer um desejo, uma
necessidade, que são os motivos do comportamento que o
conduzirão para a ação. Independente de o objetivo pessoal ser
consciente ou inconsciente, fica clara a importância de associar as
atitudes motivacionais aos objetivos pessoais que vão influenciar de
forma direta no comportamento do colaborador e que vão refletir no
seu desempenho.
A afinidade entre desempenho, comportamento e a motivação
merece uma atenção especial para entendermos porque um reflete
no outro de forma tão direta. O desempenho se manifesta através do
comportamento humano, que por sua vez é consequência de algum
tipo de motivação, que pode ser provocada por uma situação de
ordem interna ou externa. Os motivos internos é o que estimula o
indivíduo a ser capaz de realizar determinadas tarefas e o torna

incapaz para outras, ou seja, é o que faz com que ele se sinta atraído
por algumas coisas e o afasta de outras com as quais não se
identifica. São impulsos de natureza psicológica e fisiológica,
influenciados por necessidades, aptidão, habilidades, atitudes, entre
outros, que o levam a agir.
É imprescindível ter pleno conhecimento das necessidades humanas,
para compreender sobre a motivação do comportamento humano.
Grandes autores constataram em suas pesquisas que certas
necessidades humanas são fundamentais e estão relacionadas ao
comportamento, que é provocado pelos desejos ou necessidades que
vêm de dentro do ser humano e que o direcionam para alcançar
objetivos e atender suas expectativas.
É sabido que são três os níveis de motivação pelos quais o homem
evolui ao longo de sua vida, começando pelos níveis mais baixos e à
medida que suas necessidades básicas vão sendo atendidas, passa
para níveis mais elevados. Certamente a evolução desses níveis
difere de pessoa para pessoa, dependendo do grau de satisfação das
necessidades de cada um, sendo que essas diferenças individuais
exercem influência quanto à duração, intensidade e fixação em cada
uma das fases. Maslow estabeleceu, por exemplo, uma teoria com
base na hierarquia das necessidades, e os três níveis de motivação,
dos quais falamos anteriormente, que correspondem às
necessidades fisiológicas, psicológicas e de autorrealização, na
pirâmide.
Para Herzberg (vídeo), só as necessidades de ego-status e
autorrealização são responsáveis diretas pela motivação do ser
humano para gerar resultados maiores para a organização,
trabalhando com entusiasmo e eficiência. Ele acredita que para
suprir somente as necessidades básicas, o homem não está
estimulado a produzir além daquilo que necessita. Já o indivíduo com
necessidade de status e autorrealização se empenha mais e produz
além, porque tem em si uma ambição de crescimento maior, porque
não deseja apenas comer, vestir e ter saúde. Ele quer casa mais
confortável, carro do ano e melhor equipado, cargo que lhe dê maior
visibilidade, enfim, é o que o move para produzir muito mais e
melhor.
Estamos encerrando nossa unidade e espero que tenham
aproveitado os conhecimentos apresentados relacionados ao fator
humano na administração, as contribuições de Hawthorne e, por fim,
a motivação profissional e pessoal.

Economia e Mercado 23/03/2015 a 11/07/2015

Wa2 - Sup. Tec. em Gestão Financeira
Economia e Mercado
FUNDAMENTOS DE ECONOMIA.
1. Introdução

Olá Pessoal! Sejam todos bem vindos ao nosso ambiente de aprendizagem
virtual. Eu sou a Profa. Regina Malassise sou Doutoranda em Economia pela
Universidade Estadual e Maringá e sou docente do Ensino Superior na área
de Economia posso dizer que lecionar economia para mim é uma tarefa
muito agradável gosto muito de compartilhar o que sei com você caro aluno.
Durante este período, que vamos estudar a disciplina de Economia e
Mercados juntos, você vai poderá entender melhor dinâmica da economia e
isto com certeza lhe ajudará no desempenho de suas atividades profissionais.

No mundo de hoje a velocidade com que as transformações ocorrem em
especial no mundo dos negócios, faz com que a Gestão Financeira das
empresas movimente-se rapidamente procurando compreender e se adequar
as transformações econômicas. Ouvir notícias sobre o nível de produção e o
emprego, a taxa de juros e as compras a prazo e as constantes interferências
do governo com a adoção de medidas econômicas é um desafio constante
para as finanças da empresas.

Neste sentido entender economia constitui-se num diferencial para o Gestor
Financeiro, pois para este significa ter em mãos mais um instrumento de
auxílio no processo de tomada de decisão. É para auxiliá-lo no processo de
compreensão do ambiente econômico que desenvolvemos o material
expresso no conteúdo desta Web Aula. Vamos lá um mundo de informações
nos aguarda, agora vamos trilhar juntos os caminhos da Economia.

2. Conceito de economia
Creio que você ira concordar comigo que para estudarmos um tema
precisamos inicialmente ter uma referência. Em nosso caso é importante
definir economia, pois o conceito tem o papel de direcionar nossa atenção
para um objetivo. Assim a economia é:
Uma ciência social que estuda como o indivíduo e a sociedade decidem
empregar recursos produtivos escassos na produção de bens e serviços, de
modo a distribuí-los entre as pessoas e grupos da sociedade, a fim de
satisfazer as necessidades humanas. Em qualquer sociedade, os recursos ou
fatores de produção são escassos; contudo as necessidades humanas são
ilimitadas, e sempre se renovam. Isso obriga a sociedade a escolher entre
alternativas de produção e de distribuição dos resultados da atividade
produtiva aos vários grupos da sociedade (VASCONCELLOS; GARCIA. 2004, p.
2)
Pois bem quanto falamos de recursos escassos estamos nos referindo a
noção de que a produção de bens e serviços esbarra na necessidade de ter
fatores de produção à disposição. Em economia todos os fatores de produção
existentes são agrupados em quatro grandes fatores de produção, são eles:
recursos naturais, recursos humanos, capital e tecnologia.
Os fatores constituem a base de qualquer economia, pois é através
deles que a sociedade organizada pode produzir os bens e serviços
necessários a satisfação das necessidades humanas (MENDES, 2004). Eles
estão divididos em quatro grandes categorias, são elas:

Recursos naturais: são todos os fatores de produção que são extraídos
ou que utilizam diretamente a terra, a água, o ar e o solo para produzir bens
e serviços. Temos como exemplo: o uso dos solos urbanos e agrícolas; a
extração de minérios e minerais do solo; a utilização da água dos lagos, rios e
mares para abastecimento ou geração de energia; a fauna, a flora, o sol e o
vento como fontes de energia. Algumas vezes todos estes recursos são
agrupados com a denominação de fator terra. No mundo as discussões sobre
o uso dos recursos naturais na produção remontam a 1962 e avançam até as
discussões sobre o Protocolo de Kioto e outras. No Brasil a discussão sobre os
recursos naturais estão em destaque desde a Eco Rio e a Rio+20. No âmbito
empresarial discute-se bastante a sustentabilidade devido a necessidade de
as empresas produzirem, porém com o menor impacto ambiental possível.
Um aspecto importante ligado aos recursos naturais é a sustentabilidade,
para entender mais sobre este tema vamos assistir ao vídeo.

O que é Sustentabilidade?

QUESTÕES PARA REFLEXÃO
O que envolve a sustentabilidade e como ela pode
afetar o cenário econômico das empresas?

Recursos Humanos: neste grupo esta toda força do conjunto das
habilidades e competências humanas empregadas na produção de bens e
serviços. O fator humano também é chamado de capital humano que,
segundo a teoria clássica, é avaliado pela sua qualidade. A qualidade do
capital humano é medida pelo nível de educação e experiência dos
trabalhadores envolvidos na atividade produtiva. Outros pontos de destaque
em relação ao capital humano referem-se a: multifuncionalidade,
empregabilidade, empreendedorismo, entre outros. Estes temas são
interessantes e você pode pesquisar na internet para conhecer mais sobre
eles. ( resposta da avaliação)

Capital: segundo Mendes capital “abrange todos os bens materiais
produzidos pelo homem e que são utilizados na produção. O fator capital
inclui um conjunto de riquezas acumuladas por uma sociedade” (2004, p.
5). Na prática podemos falar de capital financeiro que representa o
dinheiro em espécie; de capital físico que representa as máquinas,
equipamentos, construções e edificações, e matérias-primas e insumos.
Todos estes fatores são utilizados por intermédio do trabalho, daí a
importância de salientar: não existe fator capital sem o emprego de fator
trabalho.

Tecnologia: O fator tecnologia pode aparecer em alguns autores agrupados
em recursos humanos ou em capital. Nós consideraremos que o fator
tecnologia, dado o estágio atual da economia moderna, assumiu dimensões
que mereça destaque e possa ser tratado como mais um fator de produção.
Isto ocorre porque hoje temos uma gama de leis que protegem as criações e
inovações tecnológicas como as leis de marcas e patentes de cada país.

As leis transformaram a tecnologia num fator de produção que deve ser
remunerado, isto é, seus “inventores” devem ser remunerados enquanto
durar a patente do produto ou serviço criado. Aliás, o nome dado a
remuneração de quem detém uma patente é chamado royalty. Segundo
Jorge “a tecnologia pode ser definida como o conhecimento humano aplicado
a produção” (MATTOSO, 1989, p. 16). Para ele tecnologia sgnifica o estudo da
técnica e, a técnica é o saber que dá forma, cria instrumentos, define
equipamentos e desenvolve métodos para a obtenção de um bem
econômico.

A tecnologia é uma mercadoria que se renova constantemente. Por isto é
um dos divisores de água entre países desenvolvidos e em desenvolvimento,
sendo que os primeiros sempre detem empresas mais intensivas em
tecnologia enquanto os segundos, tanto buscam criar tecnologias, quanto
absorver as tecnologias criadas nos países em desenvolvimento, por isto se
fala muito em transferência de tecnologia entre eles.

Royalty refere-se à remuneração que é paga ao detentor de uma
patente pelos direitos de exploração, uso, distribuição ou comercialização do
referido produto ou tecnologia patenteados. Geralmente o valor pago é
percentagem pré-fixadas das vendas finais ou dos lucros obtidos pela
comercialização do produto.
Podemos concluir que o estudo dos fatores de produção e seu emprego na
produção de bens econômicos é riquíssimo. Um dos motivos para isto é que,
o domínio dos fatores gera riqueza a seus proprietários, através do processo
de remuneração aos fatores de produção, o quadro abaixo resume as
principais remunerações pagas pelo uso dos fatores de produção.

Quadro 1 – Remuneração aos fatores de :
Fator de Produção
Tipo de Remuneração
Trabalho
Salário
Capacidade empresarial

Lucro
Capital
Juro
Terra
Aluguel
Tecnologia
Royalty

Fonte: Do autor
Como os recursos são escassos, a forma como eles serão usados sempre
trará a necessidade de fazer escolhas. Isto nos remete a um importante
conceito da economia que é a curva ou fronteira de possibilidade de
produção (CPP). Ela é uma descrição teórica do máximo que se pode produzir
com uma dada tecnologia e os recursos disponíveis (MENDES, 2004). Vamos
tomar como exemplo uma empresa de produção de sucos e observar a figura
1.
Por exemplo, se uma empresa tem uma unidade de produção de sucos e com
os mesmos equipamentos consegue produzir suco de laranja ou suco de
limão. Os pontos A, B e C sobre a curva (CPP) representam todas as
possibilidades de produção de ambos os sucos dada a tecnologia e os
recursos disponíveis. Porém, se ela optar por produzir em A vai produzir mais
suco de laranja que suco de limão, mas estará utilizando toda capacidade de
produção. Assim, ela deverá escolher quanto produzir de cada um dos sucos,
sabendo que o aumento na produção de um implica na redução da produção
do outro.
Em economia sempre temos que fazer escolhas porque os recursos são
escassos e as necessidades humanas são ilimitadas. Assim toda escolha
envolve um custo em termos de perda daquilo que abrimos mão quando
escolhemos, este custo é conhecido como custo de oportunidade. Como a
empresa as famílias também tem que escolher como gastar seu dinheiro, as
pessoas tem que escolher como empregar o seu tempo, enfim todos os dias
fazemos escolhas que implicam em certo custo de oportunidade.
Assim, no caso da empresa de sucos sua escolha implica num custo de
oportunidade ou custo de escolha. O custo da escolha é o custo da produção
que foi sacrificada em termos de quanto deixou de produzir de suco de limão
quando optou por produzir mais suco de laranja no ponto A.

Através da figura 1 podemos verificar que nos pontos A, B e C a empresa
esta produzindo sobre a curva de possibilidade de produção. Ela estaria
sendo eficiente produzindo e utilizando plenamente sua capacidade de
produção, independente de qual suco ela optasse por produzir. No ponto D
ela estaria sendo ineficiente, pois não utilizaria toda sua capacidade de
produção. E ela só alcançaria um ponto como E, se ela investisse na
ampliação da capacidade de produção. O mesmo acontece com um país,
para crescer ele precisa ampliar a utilização dos fatores de produção e
tecnologia. Na seqüência vamos falar um pouco mais sobre os bens
econômicos.

Você pode percebeu pelo vídeo sustentabilidade que a necessidade de
pensar o modo de produção que contemple práticas ambientalmente corretas
é essencial para preservar o meio ambiente evitando a escassez de recursos
naturais, ou o esgotamento ambiental. Uma conseqüência da escassez de
recurso é a necessidade de fazer escolhas. Logo os agentes econômicos
sejam eles empresas, trabalhadores e governo decidem, isto é, fazem
escolhas.

Ocorre que toda escolha envolve o chamado custo de oportunidade. Ele
aparece porque quando as empresas fazem suas escolhas elas deixam outras
opções de lado. Nos também quando fazemos escolhas deixamos outras
opções de lado. Por exemplo, o tempo que você dedica aos estudos não pode
ser dedicado ao lazer, desta forma o tempo de estudo tem um custo em
termos de redução do tempo de lazer. Então o custo de oportunidade é o que
sacrificamos quando deixamos de lado outras opções. Porque uma escolha
impede que usufruamos dos benefícios que outras opções poderiam
proporcionar. É desta idéia de escolha que também surgem os problemas
econômicos fundamentais que toda sociedade organizada procura resolver,
são eles:
- O que e quanto produzir?
- Como produzir? e
- Para quem produzir?

Ocorre que dependendo da forma como a sociedade esta organizada é que
estes problemas serão resolvidos. Existem duas formas de organização social
e política, são eles: o sistema socialista e o sistema capitalista. No sistema
socialista o governo é o proprietário dos meios de produção e com o auxílio

do planejamento central ele responde aos problemas econômicos. Nas
economias do sistema capitalista existe a propriedade privada dos meios de
produção. Logo, são os agentes econômicos, famílias e empresas que
respondem aos problemas econômicos.

Para reforçar seus conhecimentos sobre os conceitos básicos de
economia leia o Cap. 1 - Conceitos básicos de economia do livro Economia:
fundamentos e aplicações de Judas Tadeu Grassi Mendes 2ª Ed. São Paulo:
Pearson Prentice Hall, 2009. O material esta disponível da Biblioteca Digital
Pearson.
Outro ponto importante da economia é que analisa-se a atividade produtiva
como se ela fosse um fluxo no qual ocorre concomitantemente a produção de
bens e serviços e a geração de renda, por isto ele recebe o nome de fluxo
circular da renda. Na economia de mercado este fluxo é subdivido em dois
são eles:

1 O Fluxo Real no qual ocorrem as transações reais, isto é, as empresas
demandam trabalho das famílias e com isto produzem bens e serviços, neste
fluxo observa-se apenas as operações físicas, isto é, o trabalho e a produção
das mercadorias.

2 O Fluxo Nominal ou Monetário por onde circula o dinheiro, isto é as
famílias trabalham para as empresas e recebem remuneração, com este
dinheiro compram os produtos e serviços das empresas.
Por outro lado, a economia estuda como é gerada e distribuída a riqueza de
uma economia. Este estudo pode ser feito tomando por base uma abordagem
microeconômica ou macroeconômica. A Microeconomia será abordada na
Unidade 2, agora vamos estudar os conceitos básicos relacionados a
Macroeconomia.

3. Fundamentos Macroeconômicos
Na Macroeconomia a abordagem vai considerar o comportamento
dos agregados econômicos. Nesta análise busca-se entender o crescimento
econômico bem como seus impactos sobre as economias. Assim, o estudo do
PIB, da renda per capta, inflação, juros, taxa de câmbio, balanço de
pagamentos, distribuição de renda são indicadores e objetos de estudo da

macroeconomia.

Para reforçar seus conhecimentos sobre Macroeconomia leia o Cap. 9 Conceitos básicos de Macroeconomia do livro Princípios da economia de
Francisco Morcillo Móchon. São Paulo: Pearson, 2007. O material esta
disponível da Biblioteca Digital Pearson.
O grande agente que atua no Macroambiente é o governo ele intervém no
mercado e direciona as políticas econômicas visando atingir determinados
objetivos. Os principais objetivos da política macroeconômica são:
a) Crescimento da produção e do emprego;
b) Estabilidade de preços;
c) Equilíbrio das contas externas e
d) Distribuição de renda socialmente justa.

Em todas as economias os governantes se preocupam em manter o
crescimento econômico porque ele representa que haverá mais produtos e
serviços a disposição da sociedade. Um indicador importante de crescimento
é o Produto Interno Bruto, ele representa o valor monetário de todos os bens
e serviços produzidos na economia se ele registra crescimento de um período
para outro então se ele cresce significa que a produção e o emprego estão
crescendo.

Um dos indicadores utilizados para medir o crescimento econômico é a
renda per capta. Ela obtida a partir da divisão da renda total pela população.
Questão para Reflexão
Se você se preocupa com as questões sociais agora você deve estar se
questionando: Se o PIB cresce todos ficam melhor de situação?

É importante que você saiba que não podemos confundir crescimento
econômico com desenvolvimento econômico. Quando os países buscam
atingir melhores níveis de desenvolvimento econômico querem promover a
melhoria do bem estar de seus cidadãos. Geralmente o desenvolvimento
econômico de um país é medido pelo Índice de Desenvolvimento Humano

IDH.

Outro objetivo do governo é a estabilidade de preços, isto é o governo
adota medidas que visam controlar a inflação. A inflação é o aumento
contínuo e generalizado no nível geral de preços. Atualmente no Brasil uma
das principais medidas de combate a inflação é o aumento da taxa de juros.
O governo controla a taxa SELIC que é o juro que ele paga a quem compra
títulos da dívida pública, porém quando o governo aumenta esta taxa de
juros de outras operações financeiras como cartão de crédito, cheque
especial e outros sobem. Logo, quando os juros sobem as pessoas e
empresas compram menos pois com juros maior fica mais caro comprar a
prazo. Se as empresas vendem menos os preços sobem menos, desta forma
o governo consegue reduzir a inflação.
Outro objetivo é buscar o equilíbrio nas contas externas. Você já deve
ter observado que no Brasil temos acesso a uma infinidade de produtos
importados, além disto, a presença de empresas estrangeiras no mais
diversos segmentos também é comum. Por outro lado, temos as transações
financeiras que se desenvolveram com o auxílio da informática e dos meios
de comunicação que permitiram ao investidor enviar dinheiro para qualquer
lugar do mundo com uma simples operação eletrônica via bancos.
Normalmente os investidores escolhem os locais para onde enviam seu
dinheiro considerando os maiores retornos e o menor risco.
Todas estas formas de transações nos levam a ver que os países mantêm
relações econômicas entre si. Para registrar as transações econômicas que
um país realiza com outros países (ou com o resto do mundo) a Organização
das Nações Unidas (ONU) desenvolveu o Balanço de Pagamentos. Este
instrumento de controle das transações do país com o exterior esta
organizado em diversas contas e subcontas conforme podemos ver no
quadro 1.

Quadro 1 - Estrutura do Balanço de Pagamentos

A– Balança Comercial
1 Exportação
2 Importação
3 Saldo (1 – 2)

B– Balança de Serviços
1 Juros (líquido)
2 Outros Serviços
3 Saldo (1 + 2)

C– Transferências Unilaterais
D – Balança de Transações Correntes ( A3 + B3 + C3)
E– Balança de Capitais

1 Ingresso de Capitais
2 Empréstimos
3 Saldo (1 + 2)

F– Erros e Omissões
G - Saldo Balanço de Pagamentos (D + E3 + F)
H - Transações Compensatórias

Fonte: Adaptado de Vasconcellos e Garcia(2004, p.175).
Assim o equilíbrio nas contas externas refere-se ao fato do país procurar
comprar do exterior em igual valor ao que compra do exterior, por exemlo
buscar ter importações igual as exportações a fim de evitar problemas para o
funcionamento da economia. Ocorre que quando um país mais compra do
que vende para o exterior ele tem déficit nas contas externas, quando um
país mais vende ao exterior do que compra ele terá superávit nas contas
externas. Isto altera a taxa de câmbio, que é o valor da moeda estrangeira.
Por isto o Bacen controla de perto o movimento de entrada e saída de divisas
no país pois é assim que ele consegue controlar o valor da moeda
estrangeira.
A preocupação com o valor da moeda estrangeira, como por exemplo, o valor
do dólar, se justifica porque quando o real está desvalorizado os produtos
brasileiros ficam mais baratos no exterior e isto aumenta as exportações do

país, mas com o real mais fraco os produtos importados ficam mais caros
reduzindo as importações. Por outro lado, quando o real esta valorizado os
produtos brasileiros ficam mais caros no exterior e as exportações reduzem,
porém com o real mais forte aumentam as importações.
Pois bem, agora que vimos os objetivos podemos verificar as políticas
macroeconômicas que o governo utiliza para atingir estes objetivos.
Devemos lembra que o governo é um agente econômico com grande poder
de mercado, pois é um dos maiores compradores de produtos e serviços, um
grande empregador e direcionador da atividade produtiva. Para atuar sobre a
economia ele utiliza instrumentos, os principais instrumentos de política
econômica do governo são: políticas fiscais, monetárias, cambiais e
comerciais.

Cada uma destas políticas tem um foco diferente.
A política fiscal refere-se a arrecadação e gastos do governo.
A política monetária refere-se as atividades desenvolvidas pelo governo
para garantir o controle da moeda e do juros.
Para entender melhor as política monetária você deve ler os capítulos
9 do livro de MENDES, Judas Tadeu Grassi. Economia: fundamentos e
aplicações. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2009. O livro esta disponível na
Biblioteca Digital Pearson
A política cambial gestão do câmbio ou do valor da moeda
estrangeira e a política comercial refere-se a gestão do governo de sua
relações com os demais países em termos de viabilizar e desenvolver
práticas comerciais com os outros países.

Alguns exemplos e atuação política do governo
a) Em economias com desemprego de recursos: O problema do
governo passa a ser como aumentar o nível de emprego. Ele pode
atuar via política fiscal. Isto pode ser feito com: aumento dos gastos
públicos, redução da carga tributária, subsídios as exportações,
imposição de tarifas e barreiras a importações. Pelo teorema do
orçamento equilibrado se os gastos forem elevados na mesmo
montante da arrecadação fiscal, a renda nacional aumentará no
mesmo montante.

b) Em economias com inflação de demanda: O consumo e ou o
investimento estão em expansão o excesso de demanda gerado
pressiona os preços. O problema para o governo passa a ser como
controlar a inflação. Os mecanismos de política fiscal mais utilizado
são: redução dos gastos públicos, elevação dos tributos, aumento das
importações.
O Governo acompanha a situação da economia e verifica se esta
atingindo seu objetivo observando o funcionamento dos diversos mercados.
Os principais são:

- Mercado de Bens e Serviços: no qual se determinam os preços em
função da oferta e da demanda. É neste mercado que o governo acompanha
a evolução do Produto Interno Bruto (PIB) e a inflação.

- Mercado de Trabalho: no qual se determina nível de emprego em
função dos salários. É neste mercado que o governo acompanha a evolução
do emprego.

- Mercado de Acionário: no qual se determina o preço das ações. É
neste mercado que o governo acompanha o Ibovespa e demais indicadores
das empresas de Sociedade Anônima e outras instituições que operam na
BM&FBovespa.

- Mercado de Câmbio: no qual se determina a taxa de câmbio de acordo
oferta e demanda de moedas estrangeiras ou divisas. É neste mercado que
se formam o preço do dólar, da libra, do euro. Uma das moedas estrangeira
mais conhecida no Brasil é o dólar em função do grande fluxo de negócios
com os Estados Unidos.

- Mercado de Títulos: no qual se determina o preço dos títulos em
função de seu retorno. Os títulos da dívida pública da União e dos Estados
remuneram de acordo com a taxa Selic, esta taxa é fixada pelo Copom
trimestralmente.

- Mercado Monetário: no qual se determina a taxa de juros em função
da oferta de moeda. Existem diferentes taxas de juros no mercado a maioria
delas não é fixada pelo governo, mas sim pelos próprios bancos e instituições
de crédito. Uma das taxas de juros mais conhecidas a Selic é fixada pelo
governo.
Todos estes mercados estão integrados e dão a dinâmica da
atividade econômica do país. Um dos mercados mais dinâmicos é o chamado
mercado financeiro que é um agrupamento de outros mercados. Para
conhecer melhor a dinâmica do mercado financeiro,

Como funciona o mercado financeiro
Como vimos o mercado financeiro é composto por mercados e tem uma série
de instituições que oferecem produtos e serviços financeiros. Este mercado é
muito importante para a economia do país, pois propicia a geração de um
fluxo de recursos das mãos dos agentes ofertantes (que tem recursos para
investir) para os demandantes (aqueles que tomam recursos no mercado).
Porém, o nível de atividade neste mercado é regulado pelo fluxo de dinheiro,
e na economia este fluxo é regulado pelo governo através da política
monetária. Agora vamos estudar um pouco mais sobre ela.
Resumo:
Nesta Web Aula vimos que a Economia se ocupa em estudar a alocação
eficiente de recursos escassos tendo em vista que os recursos ou fatores de
produção são escassos. Vimos que no sistema econômico capitalista o
governo procura atingir os objetivos de política econômica, mas para isto o
governo precisa utilizar as políticas econômicas. Além disto, na economia
temos diversos mercados e em cada um deles determina-se uma variável
específica. Estes são os fundamentos básicos da macroeconomia que
permitem entender como o governo atua sobre a economia.

Unidade 2 – A Globalização e as Empresas
1 – Aspectos da Economia Globalizada
Caro aluno para você não é novidade que o Brasil é hoje um país
plenamente integrado a economia internacional. Com certeza você percebe
devido a gama de produtos importados com que você se depara quanto vai
as compras. Este é o lado mais real e visível para você.
Então vamos pensar um pouco sobre isto. As primeiras perguntas que
você deve estar se fazendo são: como este produto chegou aqui? Por que ele
tem este preço? Como ele foi produzido? Por que ele não foi produzido no
Brasil? Estas e outras questões explicam porque a Economia Internacional
tornou-se tão importante nos últimos tempos. O motivo para isto é que ela
busca explicações para entender os fluxos comerciais entre países.

2. Noções de economia internacional e os
blocos econômicos.
A possibilidade de maior intercâmbio produtivo comercial e financeiro entre
os países vem sendo chamado de globalização. Podemos dizer que ela é um
processo antigo que se inicia desde as explorações mercantilistas além
fornteira de seu país procurando encontrar produtos novos para comércio
bem como vender seus produtos para estes novos mercados. Ela se
aprofunda com a integração econômica, social, cultural, política, que foi em
grande parte impulsionada pelo barateamento dos meios de transporte e
comunicação dos países do mundo no final do século XX e início do século
XXI.
É um fenômeno movido pela própria necessidade do capitalismo de expandir
seus mercados transformando o mundo numa enorme aldeia global que
geralmente amplia os mercados para os países centrais (ditos desenvolvidos)
cujos mercados internos já estão saturados.
A definição mais atual é globalização econômica que envolve as esferas
produtiva, comercial e financeira. Ela trata da ampliação e aprofundamento
das operações das grandes corporações em outros países, com a finalidade
de produzir e vender bens e serviços em outros mercados e ainda conquistar
maior valorização do capital. Empresas com operações globalizadas
presentes em nosso cotidiano: GM, Ford, Shell, Mitsubishi, Toyota (Produtos);
Carrefour (serviços): HSBC, Santander, ABN Anro Bank (Financeiro).

Questão para reflexão
Você pode querer saber: Existem diferentes formas de globalização?
Não há uma limitação exata a diferenciação ocorre para fins de estudo pois
as empresas industriais tem diferentes estratégias para ampliar mercados
em relação as empresas comerciais e esta também dierencia-se das
empresas financeiras. A fim de entender melhor estes aspectos vamos
estudar as diferentes esferas da globalização, conforme destacado por
Mendes (2004).
a) Globalização na produção: produção de bens em serviços dentro de
redes em escala mundial, do qual são protagonistas as empresas
multinacionais. A tendência atual aponta a tecnologia e a inovação como
novos fatores de produção em substituição aos fatores tradicionais de
produção mão-de-obra e recursos naturais. Estes novos fatores passam a ser
determinantes do crescimento das multinacionais.

b) Globalização no comércio: as empresas do comércio varejista estão
atuando em escala mundial. O crescimento deste tipo de atuação se deve a:
saturação do mercado interno e a expansão da rede de fornecedores em
escala mundial puxados pelo crescimento das franquias, licenciamentos e
joint ventures (união de empresas para cumprir um projeto específico).
c) Globalização financeira: refere-se a internacionalização do capital em
busca de retornos mais elevados mesmo que isto signifique ir contra os
interesses nacionais dos países. As grandes transformações do mercado
financeiro decorrem de: Através da telemática os mercados financeiros
ficaram mais interligados houve também uma ampla abertura financeira nos
países em desenvolvimento.
Para aprofundar seus conhecimentos sobre política cambial e
comercial leia o Cap 10 Política Cambial do livro de Judas Tadeu Grassi
Mendes publicado em 2009 que está disponível na Biblioteca Digital Pearson

CONCEITOS HISTÓRICOS DA ADMINISTRAÇÃO
Sou o Prof. Rinaldo José Barbosa Lima e nessa primeira unidade vamos
trabalhar os fundamentos da administração relacionados ao pensamento
administrativo que impactar diretamente no dia a dia das organizações de
forma a agregar valor nos resultados empresariais.
Nesse caso, precisamos entender o sentido da palavra administração no
contexto empresarial, que é tomar e colocar em prática decisões sobre
objetivos e a melhor forma utilização de recursos agregando valor aos
resultados, sejam estes produtivos ou econômicos.
Inúmeras são as funções relacionadas à administração, podemos citar a
gestão de pessoas, finanças, marketing, comercial, produção,
desenvolvimento, entre outras. Todas as funções estão ligadas diretamente
às competências, habilidades e atitude dos profissionais envolvidos nos
processos, compondo uma visão sistêmica de toda a organização, sendo
capaz de intervir de forma positiva para a melhoria contínua dos processos.
Nesse sentido, podemos dizer que no processo de melhoria contínua são
identificados pontos vulneráveis ou problemáticos, analisadas as
informações, tomada a decisão, elaborado plano de ação e corrigidos
problemas em definitivo.

CONCEITO DE ADMINISTRAÇÃO

De origem do latim é a palavra Administração, onde ad significa direção e
minister indica subordinação ou obediência. O emprego dessa palavra
tornou-se tão comum que está presente na administração pessoal, familiar,
financeira, empresarial, mas essa estória começou há muitos séculos, em
torno de 5.000 a.C. Granjeiro (2006) revela que a real finalidade da
administração é alcançar determinados objetivos desejados de forma
calculada. Acrescentamos que para isso deverão ser utilizados racionalmente
os recursos disponíveis, bem como o emprego das competências pelos
gestores envolvidos no processo.
A maioria da população mundial vive numa sociedade eminentemente
organizacional. O indivíduo, ao longo de sua trajetória, depende das
organizações e é controlado por organizações e nelas passa a maior parte do
seu tempo. Assim, a organização pode ser entendida como a coordenação de
diferentes atividades de contribuintes individuais com a finalidade de efetuar
transações planejadas com ambiente. (PEREIRA, 2012, p. 15).
O movimento de globalização é direcionado pelas empresas que põem
seus capitais em circulação pelo mundo em busca de maior rentabilidade.
Ocorre que as economias nacionais têm pouco controle sobre os interesses
dos capitais, surge então a necessidade de fortalecer as economias
nacionais. Neste contexto, os países se unem na formação dos Blocos
Econômicos.
Um bloco econômico é uma união de países com interesses mútuos de
buscar o crescimento econômico. O fundameto da união dos países é a idéia
de que a integração maior entre eles promovendo a facilitação do comércio
pode beneficiar a ambos com crescimento maior e em conjunto.
Neste contexto o processo de Integração Econômica é uma forma de
facilitação das relações econômicas e de comércio entre grupos de países
que contempla algumas diferenças a medida em que o processo se
aprofunda. Os principais tipos de integração econômica estão
representadas na figura 1.

Podemos ver quais são as principais formas de integração,
dentre elas temos:

a) Zona de Livre Comércio (ZLC):
c) Mercado comum: é um novo avanço em relação a União AdNeste
tipo integração ocorre apenas a redução/eliminação das restrições

tarifárias e não tarifárias. O objetivo é permitir a livre circulação de
mercadorias entre os países membros. Um bom exemplo deste tipo
de integração são as discussões que envolvem a constituição da
Área de Livre Comércio das Américas (ALCA) impostos de
importação;
b) União Aduaneira: representa um avanço pois, além de reduzir as
barreiras entre os países do bloco, ela introduz a criação de uma
regra comum para tratar as mercadorias que vem de países de fora
do bloco como, por exemplo, a Tarifa Externa Comum (TEC); uaneira.
Este tipo de integração incorpora: a redução de tarifas entre os
países membros, a TEC e procura eliminar os entraves a livre
circulação de fatores entre os países, em especial mão-de-obra e
capital.

d) União Econômica: Este tipo de integração inclui os avanços do
Mercado Comum e propõe a realização de políticas macroeconômicas
comuns, tais como a criação da moeda única para os países do bloco;

e) Integração Econômica Plena: Este tipo de integração é o
estágio mais avançado, ele inclui os avanços da união econômica e
ainda propõe que as políticas econômicas e legislação sejam
discutidas e unificadas. Haverá a criação de órgãos supranacionais
que concentram as decisões econômicas e políticas dos países.
Podemos entender mais sobre blocos assistindo o

Na atualidade os principais blocos econômicos são:
a) NAFTA (North American Free Trade Agreement ou Tratado NorteAmericano de Livre Comércio) é um bloco econômico formado desde
1994 por Estados Unidos, Canadá e México. Seu objetivo principal é
garantir aos países participantes uma situação de livre comércio,
derrubando as barreiras alfandegárias, facilitando o comércio de
mercadorias entre os países membros. A moeda de negociação de
maior peso é o dólar.
Entre os países o México se configurou como grande
fornecedor de petróleo e de mão de obra, pois Estados Unidos e
Canadá instalaram várias empresas no México visando reduzir seu
custo com mão-de-obra. Neste processo ocorreu uma dura crítica as
empresas maquiladoras mexicanas que atuavam na montagem e
etiquetagem de produtos exportáveis, a partir de componentes
importados e sem respeitar as leis de trabalho e as normas
ambientais. Uma atividade, portanto, que não agrega nem valor nem
tecnologia. Por outro lado, os Estados Unidos com maior domínio da

tecnologia, podendo assim fazer produtos mais baratos, o Canadá e
especialmente o México tornam-se dependentes dos Estados Unidos.

a) União Européia (UE): é um bloco econômico, político e social de
27 países europeus que participam de um projeto de integração
política e econômica. Os países integrantes são: Alemanha, Áustria,
Bélgica, Bulgária. Chipre, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia,
Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália,
Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos (Holanda),
Polônia, Portugal, Reino Unido, República, Romênia e Suécia.
Macedônia, Croácia e Turquia encontram-se em fase de negociação.
A UE tem origem no Tratado do Carvão e do Aço, assinado em Paris
em 1951, congregava a França, a Alemanha, a Itália, a Bélgica, o
Luxemburgo e os Países Baixos numa comunidade com o objetivo de
introduzir a livre circulação do carvão e do aço, bem como o livre
acesso às fontes de produção.
A UE tem diversos tratados dentre eles o Tratado da Comunidade
Européia do Carvão e do Aço (CECA), o Tratado da Comunidade
Econômica Européia (CEE), o Tratado da Comunidade Européia da
Energia Atômica (EURATOM) e o Tratado da União Européia (UE), o
Tratado de Maastricht, que estabelece fundamentos da futura
integração política. Tem um sistema financeiro e bancário comum, os
cidadãos dos países membros podem circular e estabelecer
residência livremente pelos países da UE. A UE tem como única
moeda o Euro adotada desde 2002. Possui em comum os seguintes
órgãos supranacionais: Comissão Européia, Parlamento Europeu,
Conselho de Ministros e o Tribunal de Justiça. Todos estes órgãos
possuem representantes de todos os países membros. O bloco
representa 20% do volume total das importações e das exportações
a nível mundial. A Europa importa, basicamente, matérias-primas,
madeira, minerais, produtos tropicais e borracha. Manufaturados de
alta tecnologia procedentes dos Estados Unidos e do Japão. A
exportação predominante é de manufaturados, automóveis, navios,
produtos químicos, produtos ópticos e calçados.

b)

APEC (Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico):

É um bloco que engloba economias asiáticas, americanas e da
Oceania. Sua formação deveu-se à crescente interdependência das
economias da região da Ásia-Pacífico. Foi criada em 1989,
inicialmente apenas como um fórum de discussão entre países da
ASEAN (Association of the SouthEast Asian Nations) e alguns

parceiros econômicos da região do Pacífico, se tornando um bloco
econômico apenas em 1993, na Conferência de Seattle, quando os
países se comprometeram a transformar o Pacífico numa área de
livre comércio (SAIBA..., 2012, p. 1, grifo do autor).
A APEC tem hoje 21 membros, que são: Austrália; Brunei
Darussalam; Canadá; Chile; China; Hong Kong; Indonésia; Japão;
República da Coréia; Malásia; México; Nova Zelândia; Papua New
Guinea; Peru; Filipinas; Rússia; Cingapura; Chinese Taipei; Tailândia;
Estados Unidos da América; Vietname. O principal objetivo do bloco
é reduzir taxas e barreiras alfandegárias da região Pacífico-asiática,
promovendo assim o desenvolvimento da economia da região. A
criação da APEC muito contribuiu para o crescimento e
desenvolvimento da região pacífico-asiática haja visto o crescimento
acelerado da China nos últimos anos.

c) MERCOSUL (Mercado Comum do Sul): é a união aduaneira de
cinco países da América do Sul. Em sua formação original o bloco era
composto por quatro países: Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.
Desde 2006, a Venezuela ingressou no bloco. As assimetrias de
mercado são reprsentadas pelo Brasil que detem cerca 70% do
mercado, isto gera muitos atritos entre os demais países e o Brasil.
O Brasil é o maior exportador e importador e acumula superávit
comercial com quase todos os países do bloco.
d) Outros grupos de países: existem outras formas de agrupamento
de países muito conhecidos na atualidade mas que não são blocos
econômicos. Eles se agrupam com objetivos bem específicos e
geralmente não envolvem países próximos geograficamente (como é
o caso dos blocos econômicos). Dentre eles citamos:
- G-7: grupo dos páise mais ricos do mundo;
- G-20; grupo dos países em desenvolvimento;
- BRIC´s: países de grande potencial de crescimento. Contituído por
Brasil, Índia, Rússia, China e mais recentemente incuiu-se a África do
Sul;
- OPEP: grupo dos países produtos e exportadores de petróleo.
Agora que entendemos um pouco mais sobre os tipos de integração
e estudamos um pouco os blocos econômicos, podemos estudar
outras tranformação da economia na atualidade a Globalização.

Quando comentamos os blocos econômicos fizemos apenas aos
blocos comerciais que tinham em comum a proximidade geográfica.
Na economia mundial temos outros blocos de países agrupados de
acordo com algum interesse econômico sem necessariamente ter
proximidade geográfica. Dentre eles citamos:
- G-7: grupo dos países mais ricos do mundo;
- G-20; grupo dos países em desenvolvimento;
- OPEP: grupo dos países produtos e exportadores de petróleo.
Outro aspecto importante é sempre existe mediação de grandes
organismos supranacionais que são formados por representantes de
diversos países, este organismos são criados com fins específicos e
procuram criar normas, regras e fazem negociação visando formar
um consenso para solução de algum problema existente entre o
grupo de países. Assim, a interdependência entre nações nas esferas
produtivas, de comercialização, financeiras e diplomáticas é
intermediada com o auxílio de grandes instituições de atuação
global tais como: ONU, OEA, OMS, FAO, OMC, FMI e Banco Mundial.
Destas serão alvo de nossos estudos as três últimas, pois discutem
mais especificamente questões comerciais, financeiras e
investimentos.
Pois bem é num cenário de globalização e de maior
integração junto as economias internacionais que o Brasil inicia um
longo processo de combate a inflação com a implantação do vários
planos econômicos até o Plano Real. Para conhecer um pouco mais
sobre o Brasil nesta etapa de maior integração vamos estudar o
próximo tópico.

3 Aspectos básicos do Plano Real
No Brasil tivemos alguns planos econômicos nos anos 1980 cujo
principal objetivo era combater a inflação, assim os planos foram:
Cruzado, Bresser e Verão no governo de José Sarney e, o Plano Collor
no governo de Fernando Collor de Melo.
Pode-se concluir que o elemento fundamental destes planos é o
entendimento de que a processo inflacionário no Brasil alimenta-se
da indexação (inflação inercial) e a existência, até o Plano Real,
devido a utilização das medidas de congelamento de preços e
salários (componente heterodoxo). Ao longo do período (1986-93)

verificou-se oscilações na inflação e no nível de crescimento
econômico. Destaca-se ainda que a economia fechada até 1989, era
considerada um empecilho a mais no combate a inflação, situação
que começou a ser revertida com a abertura comercial, seguida da
abertura financeira que prosseguiu nos anos seguintes.
É neste cenário de abertura comercial que inIcia-se o Plano Rela em
1994. O plano conseguiu reduzir a inflação e mantê-la sob controle
durante longo período de tempo, pelo menos até o momento.
O Plano Real parte do diagnóstico de que a inflação brasileira
possuía um forte caráter inercial. Para tanto o Plano Real foi
implementado em três fases:

a) ajuste fiscal,
b) urvização ou indexação completa da economia transformando
os preços em Unidade Real de Valor (URV) e,

c) reforma monetária – transformação da URV em R$.
O ajuste fiscal teve por base o rearranjo entre receitas e despesas. A
proposta de redução dos gastos foi feita um corte nos
investimentos, no pessoal e no orçamento das empresas estatais de
US$ 7 bilhões em 1994 (Baer, 1996. P. 380).
Para entender melhor os desdobramentos do Plano Real você
deve ler o capítulo 12 Brasil economia e sociedade do livro de
MENDES, Judas Tadeu Grassi. Economia: fundamentos e aplicações.
São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2009. O livro esta disponível na
Biblioteca Digital Pearson.
Em meio a todas estas transformações ainda temos as empresas,
que em linha gerais seguem atuando dentro das condições de
mercado na qual entender as forças de mercado e se adequar de
acordo com as estratégias de mercado é fundamental. Neste sentido
convido-o a estudar o próximo tópico no qual veremos noções de
Microeconomia.

4. Equilíbrio de Mercado
Os consumidores são agentes racionais e que buscam consumir bens
e serviços para satisfazer suas necessidades. Então, como o

consumidor define a satisfação de uma necessidade? Geralmente,
ele vai dizer que, para satisfazer sua necessidade, ele escolhe
produtos que tem têm uma serventia, uma utilidade. Segundo
Vasconcellos e Garcia (2004, p. 37), “a utilidade representa o grau
de satisfação que os consumidores atribuem aos bens e serviços que
podem adquirir no mercado”.
Um das primeiras afirmações que conhecemos sobre a demanda diz
respeito a Lei Geral da Demanda; segundo esta lei existe uma
relação inversamente proporcional entre a quantidade demandada e
o preço do bem. A curva de demanda é negativamente inclinada
devido ao efeito conjunto de dois fatores: o efeito substituição e o
efeito renda.
Saber Mais
Para entender melhor a demanda você deve ler o capítulo 2Demanda de bens e serviços do livro de MENDES, Judas Tadeu
Grassi. Economia: fundamentos e aplicações. São Paulo: Pearson
Prentice Hall, 2009. O livro esta disponível na Biblioteca Digital
Pearson.
A oferta refere-se as às várias quantidades de bens e serviços que
os empresários desejam oferecer ao mercado em determinado
período de tempo. É a chamada Lei Geral da Oferta. Isto ocorre
porque, “coeteris paribus, um aumento no preço de mercado
estimula as empresas a elevar a produção; novas empresas serão
atraídas, aumentando a quantidade ofertada do produto”
(VASCONCELLOS; GARCIA, 2004, p. 43).
Para entender melhor a oferta você deve ler o capítulo 5 Oferta de bens e serviços do livro de MENDES, Judas Tadeu Grassi.
Economia: fundamentos e aplicações. São Paulo: Pearson Prentice
Hall, 2009. O livro esta disponível na Biblioteca Digital Pearson.
Na prática, o equilíbrio de mercado ou ponto de equilíbrio
representa um momento em que, dado o preço, tudo o que a
empresa produziu foi vendido e todos os consumidores foram
satisfeitos. Realmente, é um ponto teórico e difícil de ser alcançado.
O que ocorre, na realidade, é uma tendência ao equilíbrio devido as
às duas forças atuando no mercado: a da demanda e da oferta.
Assim, preços acima do preço de equilíbrio (Pe) são interessantes
para as empresas, porém a oferta será maior que a demanda,
gerando acúmulo de estoques na empresa. Quanto maiores os
estoques da empresa maior será a necessidade de vender, logo, a

pressão dos estoques e a concorrência entre as empresas forçarão a
queda nos preços, então os preços baixarão.
Os pontos abaixo do preço de equilíbrio são interessantes para os
consumidores, por outro lado, a estes preços a demanda será maior
que a oferta, e logo o produto irá faltar. Os consumidores vão
disputar as unidades que tiverem disponíveis no mercado,
oferecendo e pagando mais por eles, logo, os preços tenderão a
subir. Este forma de alcançar o equilíbrio é mais aplicada a pequenas
empresas, no caso de Monopólios e Oligopólios a forma de
estabelecer preços é diferente, vejam quais são as estruturas de
mercado.

5 Estruturas de Mercado
As empresas operam em diferentes estruturas de mercado. Por
estrutura estamos nos referindo a três características básicas da
quais dependem as estruturas de mercado, são elas: número de
empresas que compõe esse mercado; tipo do produto ( se as firmas
fabricam produtos idênticos ou diferenciados);se existem ou não
barreiras ao acesso de novas empresas nesse mercado. Desta forma
as empresas podem ser classificadas em 4 diferentes estruturas, são
elas:
A estrutura de Concorrência Perfeita é um modelo teórico criado a
economia para descrever o que seria o ideal. É a partir das
diferenciações dele que podemos classificar as demais estruturas
que se aproximam mais da realidade de mercado. Esta estrutura
supõe que existem muitas pequenas empresas que produzem um
bem homogêneo (sem diferenciação) e que individualmente nenhum
deles pode modificar o preço de mercado. Por serem pequenas não
barreias há barreiras a entrada de novas empresas neste mercado.
As empresas não concorrem via preço porque sua margem de lucro é
muito pequena e se uma baixar o preço vai vender tudo mas não vai
conseguir repor e as outras não a acompanham pois não querem ter
prejuízo. Isto seria o ideal pois numa estrutura como esta os preços
e lucros seriam baixos e os produtos acessíveis a todos os
consumidores. Na realidade você percebe que não é isto que ocorre.
Para entender melhor a estruturas de mercado você deve ler o
capítulo 6 – Análise de Mercado do livro de MENDES, Judas Tadeu
Grassi. Economia: fundamentos e aplicações. São Paulo: Pearson
Prentice Hall, 2009. O livro esta disponível na Biblioteca Digital

Pearson.
Quando estamos numa estrutura de Monopólio existe apenas uma
grande empresa dominando o mercado. Os produtos desta empresa
não tem concorrentes próximos e por isto ela consegue determinar
preços. Há barreiras a entrada devido a necessidade de capital,
existência de marcas e patentes, domínio de alguma fonte de
recurso. Estas condições são as que garantem que o monopólio dure
muito tempo e exerça grande influência sobre as quantidades
disponibilizadas do produto no mercado e ainda dominam o preço.
O Oligopólio é um tipo de estrutura normalmente na qual existe um
pequeno número de empresas que dominam a oferta de mercado. O
setor produtivo no Brasil é altamente oligopolizado, sendo possível
encontrar inúmeros exemplos: montadoras de veículos, setor de
cosméticos, indústria de papel, indústria farmacêutica, bebidas,
chocolates, etc. Nos oligopólios, tanto as quantidades ofertadas
quanto os preços são fixados entre as empresas por meio de cartéis.
O cartel é uma organização formal ou informal de produtores dentro
de um setor que determina a política de preços para todas as
empresas que a ele pertencem. Podemos caracterizar também
tanto oligopólios com produtos diferenciados (como a indústria
automobilística) como oligopólios com produtos homogêneos
(alumínio). (VASCONCELLOS;GARCIA, 2004).
A Concorrência Monopolística é uma estrutura de mercado
intermediária entre a concorrência perfeita e o monopólio, mas que
não se confunde com o oligopólio, pelas seguintes características:
a) Número relativamente grande de empresas com certo poder
concorrencial, porém com segmentos de mercados e produtos
diferenciados, seja por características físicas, embalagem ou
prestação de serviços complementares (pós-venda); b)
Margem
de manobra para fixação dos preços não muito ampla, uma vez que
existem produtos substitutos no mercado. Essas características
acabam dando um pequeno poder monopolista sobre o preço de seu
produto, embora o mercado seja competitivo (daí o nome
concorrência monopolista). (VASCONCELLOS;GARCIA, 2004)
Pois bem.. chegamos ao fim de mais uma Web Aula, agora você esta
mais preparado para entender o processo econômicos que envolvem
o mundo dos negócios. Mais uma vez é importante que você acesse o
fórum da disciplina e debata com seus colegas, juntamente com o
tutor o tem proposto pelo professor.