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Curso: DIREITO

Disciplina: DIREITO PROCESSUAL PENAL III

PROCESSO PENAL - PROCEDIMENTOS

PROCEDIMENTO – é o modo pelo qual o processo anda, a parte visível do processo.

- COMUNS – é a regra geral, aplicáveis sempre que não houver disposição em contrário.

ORDINÁRIO – crimes de reclusão (arts. 394 a 405 e 498 a 502, CPP).

SUMÁRIO – crimes de detenção e contravenções penais (art. 539, CPP e art. 120, I, CF).

- ESPECIAIS – é a exceção.

- previstos no CPP:
- crimes dolosos contra a vida - Júri (arts. 406 a 497).
- crimes falimentares (arts. 503 a 512).
- crimes de responsabilidade de funcionários públicos (arts. 513 a 518).
- crimes contra a honra (arts.519 a 523).
- crimes de propriedade imaterial (arts. 524 a 530).
- previstos em outras leis:
- economia popular (Lei n° 1.521/51).
- abuso de autoridade (Lei n° 4.898/65).
- de imprensa (Lei n° 5.250/67).
- tóxicos (Lei n° 6.368/76).
- falimentares (Decreto-lei n° 7.661/45).

* para o CPP o procedimento do Júri é comum; e o procedimento sumário é especial.
PROCEDIMENTO COMUM ORDINÁRIO
(crimes apenados com reclusão para os quais não exista procedimento especial)
DENÚNCIA OU QUEIXA
(5 dias - réu preso / 15 dias - réu solto) (art. 394)

RECEBIMENTO PELO JUIZ
(dá início efetivo a ação penal e constitui causa interruptiva do prazo prescricional)
(se o juiz rejeitar, a acusação podo interpor RESE - art. 581, I)
(se o juiz receber, a defesa por interpor HC)
(recebida a denúncia ou queixa, “designará dia e hora para o interrogatório, ordenando a
citação do réu e a notificação do MP e, se for o caso, do querelante ou do assistente” /
embora a lei não diga expressamente qual o prazo que deve ser observado para o
interrogatório, estabeleceu-se na doutrina e jurisprudência que deve ser ele ouvido o
quanto antes; tem se considerado com sendo de 8 dias o prazo, quando se tratar de réu
preso; deve-se levar em conta, porém, que na hipótese de réu solto, são necessárias
diligências às vezes demoradas, como a expedição de precatória ou edital para a
citação, o que torna impossível a obediência de tais prazos, além das dificuldades
normais quanto ao acúmulo de serviços nas varas e comarcas, da preferência para os
processos de réu preso etc.; são hipóteses de rejeição: atipicidade do fato, existência de
causa extintiva da punibilidade, ilegitimidade de parte e falta de condição da ação - não
presentes estas, o juiz deve recebê-la, já que se trata, em verdade, de mero juízo de
admissibilidade).

CITAÇÃO
(é o ato processual que tem por finalidade dar conhecimento ao réu da existência da ação
penal, do teor da acusação, bem como cientificá-lo da data marcada para o interrogatório e da
possibilidade de providenciar sua defesa; a sua falta constitui causa de nulidade absoluta do
processo)

- real – por mandado; carta precatória; carta rogatória; carta de ordem ou requisição.
- ficta – por edital.

SUSPENSÃO DO PROCESSO: quando o réu, citado por edital, não comparece na data
designada para o interrogatório e não constitui advogado, haverá a suspensão do processo;
durante este período, o juiz poderá determinar a produção antecipada de provas consideradas
urgentes; ficará suspenso o decurso do lapso prescricional.

REVELIA: é decretada nas seguintes hipóteses: se o réu for citado pessoalmente e, sem
motivo justificado, não comparecer na data designada para seu interrogatório; se o réu for
intimado pessoalmente para qualquer ato processual e, sem motivo justificado, deixar de
comparecer a este; se o réu mudar de residência sem comunicar o novo endereço ao juízo; o
único efeito é fazer com que o réu não mais seja intimado dos atos processuais posteriores; ela
sera revogada se o réu, posteriormente, voltar a acompanhar os atos processuais.

INTERROGATÓRIO
(é o ato pelo qual o acusado esclarece sua identidade, narra todas as circunstâncias do fato e
motivos que possam destruir o valor das provas contra ele apuradas; discute-se para saber se
é ato de defesa ou meio de prova, tendo mais adeptos a opinião que o considera ambas as
coisas; a presença do defensor é facultativa, já que não pode normalmente intervir nesse ato
processual, razão por que a sua ausência não constitui nulidade do processo)

DIREITO DO ACUSADO AO SILÊNCIO NO INTERROGATÓRIO: o acusado tem direito
absoluto de não responder em interrogatório; esse direito é fundamentalmente baseado no
instinto de conservação do indivíduo, e inclui o direito de não denunciar seus próximos ou
parentes e ainda o de simular alienação mental (procedimento incorreto de defesa, segundo
alguns autores); o acusado não tem nenhuma obrigação de dizer a verdade ao juiz.

CONFISSÃO: reconhecimento por uma das partes de fatos que a prejudicam; admissão de
fatos contrários aos próprios interesses; aceitação dos fatos imputados.

IRRETRATABILIDADE DA CONFISSÃO: em matéria penal a confissão é retratável, sem
prejuízo do livre convencimento do juiz, fundado no exame das provas em conjunto; em matéria
civil, a confissão é, de regra, irretratável, mas pode ser revogada quando emanar de erro, dolo
ou coação.

INDIVISIBILIDADE DA CONFISSÃO: em matéria penal a confissão é divisível, sem prejuízo do
livre convencimento do juiz, fundado no exame das provas em conjunto; em matéria civil a
confissão é, de regra, indivisível, não podendo a parte que a quiser invocar como prova, aceitála no tópico que a beneficiar e rejeitá-la no que lhe for desfavorável; cindir-se-á, todavia,
quando o confitente lhe aduzir fatos novos, suscetíveis de constituir fundamento de defesa de
direito material ou de reconvenção.

TORTURA: dor, terror, angústia, pavor, suplício, tormento, aflição, maus tratos, privação,
obsediar, sofrimento físico ou moral profundo e desnecessário; tudo o que é feito sobre o físico
ou a mente sem o consentimento do indivíduo, para que ele deponha contra si próprio, é
tortura; a narco-análise (soro da verdade) também é considerada tortura; a Lei nº
9.455/97definiu como crime de tortura constranger alguém com emprego de violência ou grave
ameaça, causando-lhe sofrimento físico ou mental com o fim de obter informação, declaração
ou confissão da vítima ou de terceira pessoa, para provocar ação ou omissão de natureza

realizadas as diligências. logo após o interrogatório ou no prazo de 3 dias. bem como requerer as diligências que julgar convenientes)  AUDIÊNCIA DE TESTEMUNHAS DE ACUSAÇÃO (testemunhas arroladas pelo MP. configura-se também. ainda é capitulável como tortura a submissão de pessoa presa ou sujeita a medida de segurança a sofrimento físico ou mental. a finalidade da defesa prévia é apenas a de dizer o réu o que pretende provar. pelo acusador particular ou assistente de acusação) (20 dias – réu preso) (40 dias – réu solto) ============== ============== FINAL DA PROVA ACUSATÓRIA (INSTRUÇÃO CRIMINAL)  AUDIÊNCIA DE TESTEMUNHAS DE DEFESA (testemunhas arroladas pelo réu. como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo. o juiz abrirá vista dos autos para que as partes ofereçam as alegações finais)  . por intermédio da prática de ato não previsto em lei ou não resultante de medida legal. o réu ou seu defensor. a intenso sofrimento físico ou mental. oferecer alegações escritas e arrolar testemunhas. com o prazo de 24 horas para cada parte .art. qual a sua tese de defesa. com emprego de violência ou grave ameaça. poder ou autoridade. como tortura. a nulidade por incompetência do Juízo. o juiz determinará a realização da diligência solicitada. testemunhas do acusado) (20 dias – réu preso) (40 dias – réu solto)  PEDIDO DE DILIGÊNCIAS (fase em que a acusação e depois a defesa podem requerer diligências. nesta deve ser argüida. que poderá manifestar-se sobre o mérito após a produção da prova. sob pena de preclusão. caso haja deferimento. segundo a referida lei. sob sua guarda. poderá.criminosa ou em razão de discriminação racial ou religiosa. ou caso nenhuma tenha sido requerida. os autos vão conclusos para o juiz tomar conhecimento e deferir ou indeferir os requerimentos. submeter alguém. e oferecidas as exceções. com rol de até 8.  DEFESA PRÉVIA (ela é facultativa. 499. findos os prazo. mas o silêncio é mais interessante para a defesa.

os autos irão conclusos para o juiz proferir a sentença. a sentença é uma decisão de mérito. o juiz. colocando a data e sua assinatura.com aditamento – quando o reconhecimento da nova circunstância não contida na inicial implicar pena mais grave . podendo arrolar até 3 testemunhas.nomes das partes e exposição das alegações da acusação e da defesa. que julga o mérito) FORMALIDADES DA SENTENÇA: 1ª) relatório . 502) (terminada a fase das alegações finais. 2ª) motivação ou fundamentação – o juiz aponta as razões que o levarão a condenar ou absolver o acusado. 500. o prazo é de 10 dias.ALEGAÇÕES FINAIS (razão que cada parte expõe oralmente ou por escrito depois de encerrada a instrução do processo. . é o momento ideal para o defensor fazer a defesa do réu)  SENTENÇA (art.: denúncia descreve uma subtração praticada sem violência ou . “EMENDATIO LIBELI” – o MP descreve certo fato e o classifica na denúncia com sendo “estelionato”. o juiz poderá converter o julgamento em diligência para sanar eventuais nulidades ou para determinar a produção de qualquer prova que entenda relevante para o esclarecimento da verdade real. ele expõe o seu raciocínio. em vez de sentenciar. indicando os artigos de lei aplicados e. entende que o fato descrito na denúncia foi efetivamente provado em juízo. primeiro para a acusação e depois para a defesa . o juiz baixa os autos para que a defesa se manifeste em um prazo de 8 dias e. o juiz sentenciará. bem como aponta os atos processuais e quaisquer incidentes que tenham ocorrido durante o tramitar da ação. finalmente. . entende que o fato descrito na denúncia é diverso.ex. ao sentenciar. o prazo é de 3 dias.: denúncia descreve “receptação dolosa” e o juiz entende ser “receptação culposa”. se quiser.sem aditamento – quando o reconhecimento da nova circunstância não contida na inicial implicar pena igual ou de menor gravidade . mas que tal conduta constitui “furto mediante fraude”. produza prova. após a efetivação de tal diligência. ao sentenciar. o juiz. 3ª) conclusão (dispositivo) – o juiz declara a procedência ou improcedência da ação penal.ex. “MUTATIO LIBELI” – o MP descreve certo fato.art.

é a provocação de um novo exame da decisão pela mesma autoridade ou outra superior) PROCEDIMENTO SUMÁRIO (crimes apenados com detenção. ela se torna imutável.contra o sentenciado). certificando a data em que ocorreu. medidas cautelares. por HC quando houver nulidade absoluta do processo. em sentido restrito. um meio de proteger um direito: ações. não podendo ser novamente discutida a matéria nela tratada.grave ameaça (furto) e o juiz durante a instrução comprova haver agressão (roubo).) DENÚNCIA OU QUEIXA  RECEBIMENTO PELO JUIZ  CITAÇÃO  . sendo feito o aditamento pelo MP. desacato etc. contestações. reconvenção. nas hipóteses de anistia. recursos processuais ou administrativos.: resistência. exceto: no caso de revisão criminal. INTIMAÇÃO DA SENTENÇA COISA JULGADA: não havendo recurso contra a sentença ou sendo negado provimento ao recurso contra ele interposto. diz-se que a sentença transitou em julgado. podendo arrolar até 3 testemunhas. é um remédio. para os quais não exista procedimento especial) (ex. quando após a sentença condenatória surgirem novas provas a favor do condenado (é vedada a revisão criminal “pro societate” . cuja pena máxima seja superior a 1 ano.  RECURSO (em sentido amplo. indulto ou unificação de penas quando a sentença é condenatória. os autos irão para a defesa por um prazo de 3 dias para que produza prova. exceções. o juiz baixa os autos para que o MP possa aditar a denúncia ou a queixa em um prazo de 3 dias. PUBLICAÇÃO DA SENTENÇA: considera-se publicada no instante em que é entregue pelo juiz ao escrivão. isto é. este lavrará nos autos um termo de publicação da sentença.

SENTENÇA: após os debates orais. dará a sentença. se não se julgar habilitado a proferir a decisão. reconhecimento ou outra diligência. DEBATES ORAIS: na mesma audiência. o “saneamento de nulidades e diligências” e a “audiência de julgamento” são etapas peculiares do procedimento sumário.  RECURSO Obs. caso não haja nenhuma nulidade a ser sanada. caso ocorra. marcará para um dos 5 dias seguintes a continuação da audiência.INTERROGATÓRIO  DEFESA PRÉVIA  AUDIÊNCIA DE TESTEMUNHAS DE ACUSAÇÃO (em número máximo de 5)  SANEAMENTO DE NULIDADES E DILIGÊNCIAS (visa sanar eventuais nulidades ou ordenar a realização de diligências necessárias à descoberta da verdade real. determinando as providências que o caso exigir. após a oitiva das testemunhas de defesa.: até a “audiência de testemunhas de acusação” o procedimento sumário é idêntico ao procedimento ordinário. no prazo de 5 dias. após esta oitiva. que poderão apresentar suas alegações verbalmente por 20 minutos. . a critério do juiz. quer não. prorrogáveis. ao MP e à defesa. não havendo nisso qualquer prejuízo para as partes)  AUDIÊNCIA DE JULGAMENTO TESTEMUNHAS DE DEFESA: após o despacho saneador. será designada nova audiência para um dos 8 dias seguintes e. já saindo as partes intimadas. por mais 10. o juiz proferirá sentença na própria audiência. sucessivamente. se o juiz reconhecer a necessidade de acareação. o juiz sequer profere o despacho saneador. em número máximo de 5. ou. na data marcada o juiz inicialmente ouvirá as testemunhas de defesa. a única diferença é que neste o número de testemunhas é 8 e naquele é 5. o juiz dará a palavra . quer tenham sido requeridas. ordenará que os autos lhe sejam imediatamente conclusos e.

de remessa ao juízo comum. pelo MP. salvo se possuírem rito especial) FASE POLICIAL TERMO DE OCORRÊNCIA e REMESSA AO JUIZADO  FASE PRELIMINAR COMPOSIÇÃO DOS DANOS e EVENTUAL PROPOSTA DE PENA (proposta de pena aceita  sentença  execução)  PROPOSTA DE PENA INEXISTENTE OU NÃO ACEITA (requerimento. o que equivale à citação)  ======================================= MP PROPÕE A SUSPENSÃO DO PROCESSO (caso o réu aceita: recebimento da denúncia  suspensão do processo  retomada do processo no caso de revogação ou extinção do processo e da pena.PROCEDIMENTO SUMARIÍSSIMO (infrações penais de menor potencial ofensivo – todas as contravenções penais e os crimes com pena máxima não superior a 1 ano. nos casos complexos)  FASE DO SUMARÍSSIMO  DENÚNCIA ORAL E SUA REDUÇÃO A TERMO (entrega de cópia da denúncia ao réu presente. não havendo revogação ======================================== .

deve remeter ao juízo comum)  PROPOSTA DE PENA E COMPOSIÇÃO DOS DANOS SE NESTA ALTURA AINDA NÃO SE CONSEGUIU TRATAR DO ASSUNTO  AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO E JULGAMENTO PALAVRA À DEFESA  RECEBIMENTO DA DENÚNCIA  OUVIDA DA VÍTIMA  TESTEMUNHAS DE ACUSAÇÃO  TESTEMUNHAS DE DEFESA  INTERROGATÓRIO  DEBATES ORAIS  SENTENÇA  RECURSO .MP NÃO PROPÕE A SUSPENSÃO DO PROCESSO OU O RÉU NÃO ACEITA A SUSPENSÃO PROPOSTA  CITAÇÃO POR MANDADO DO RÉU NÃO PRESENTE (caso o réu não for encontrado.

instrução. prefeito. Art.Princípios – oralidade (todos os atos devem ser orais e reduzidos a termo. julgamento e execução de parte de seus julgados. 61 . diferentemente do CPP art. seja da sentença condenatória. promotores. a competência sai do juizado.Constituição – provido obrigatoriamente por juízes togados. 63 Competência territorial.) A execução é restrita somente à pena de multa. 62 . ministros. . sempre q é possível. A maioria das infrações de menor potencial ofensivo a consumação vem logo em seguida da conduta. queixa.O juizado não abrange as leis que tem procedimento especial (seja do CPP ou das Leis Especiais Penais). denúncia). Art. únicos q poderão exercer atos referentes à prestação jurisdicional criminal.Objetivos – tutela da vítima mediante a reparação dos danos.Competência – infrações penais de menor potencial ofensivo. economia processual (atos serão válidos se atingirem o fim a ele determinado. seja da transação penal. aplicação de pena restritiva de direito. 64-65 . . Art.Contravenções Penais – todas as infrações penais. celeridade (todos os atos devem ser praticados a fim d q não se procrastine a sentença) e os demais princípios constitucionais. desde q ñ acarrete prejuízos para as partes).Crimes – com pena máxima privativa de liberdade (cumulada ou não com multa) não superior a um ano. etc. conciliação. A recursal pode ser exercida por 3 juízes d 1º grau. todas as infrações executadas ou consumadas no âmbito de sua jurisdição. transação. . bem como as “justiças especiais” .Prorrogação – conexão ou continência e outro crime. que poderá ser julgada por 3 juízes de 1ª instância) Art. Não é de competência as pessoas com foro privilegiado (juízes. informalidade (os atos essenciais são reduzidos a termo de maneira reduzida). 70. É facultada a composição por juízes leigos .(eventual APELAÇÃO em 10 dias. mesmo tendo procedimento especial. 60 . Art. (calcula-se ainda com o aumento ou diminuição de pena prevista do CP).

mas se aceita outro meio de comunicação desde que atinja o fim querido. Praticado o ato e atingida a finalidade. representação do ofendido. independente de mandado. . proposta de transação penal.Prevalência do princípio da instrumentalidade das formas – prioriza o fim do ato a que ele se destina. fatos relevantes ocorridos na audiência de instrução e julgamento (matéria de prova de interesse das partes constante do depoimento da vítima.Registro dos atos essenciais – somente serão objeto de registro os atos essenciais e de maneira resumida: Conciliação civil dos danos.feitas por qualquer meio de comunicação hábil para cientificar seus destinatários: a)ciência automática dos atos praticados em audiência. só é aceita a real ou pessoal. . 68 Obrigatoriedade de defesa técnica. com os dados necessários acerca do fato criminoso e sua autoria. por mandado (que deverá constar a acusação e a data da audiência) e por precatória (qdo o réu estiver fora da jurisdição do JEC). c) relação dos instrumentos da infração. 66 .Desnecessidade de inquérito policial. Art. testemunhas e interrogatório). b)narrativa dos fatos e suas circunstâncias. . mesmo à noite ou durante à férias forenses.Não cabimento do edital – o réu está em lugar incerto e não sabido. 566. com aviso de recebimento pessoal ou protocola com identificação do recebedor. dispensado o relatório. A solicitação de outros atos processuais em diversas comarcas deverá se feita por precatória. não havendo necessidade de precatória. 69 . . e) a lista de . sem prejuízo as partes. e a sentença. que pode ser feita pessoalmente (na audiência preliminar). Aplica-se subsidiariamente o CPP art.a citação acontece para a instauração do procedimento sumaríssimo. 67 . o ato é válido.. Art. d) por correspondência (em se tratando de pessoa jurídica ou firma individual) e e) qquer outro meio idôneo. . elabora-se o TCO (termo circunstanciado de ocorrência). Art. sua homologação ou não acolhimento. remete-se os autos a justiça comum.Funcionamento – qquer dia da semana ou horário. 65 – autoriza a adoção de qquer meio hábil de comunicação para a prática de atos processuais em outras comarcas. denúncia ou queixa oral. b)correspondência.§2º do art. c) oficial de justiça. sua aceitação ou recusa. d) rol de testemunhas. Art. mencionando os elementos de convicção do juiz.Requisitos do TCO: a)qualificação e endereço residencial.

o autor e a vítima. sendo intimados na forma do art. h) assinatura dos presentes . onde será dada vista ao representante do MP para adoção das medidas cabíveis. Art. Quando o autor dói fato quebrar o compromisso de comparecer ao JEC na data designada. Art. descabe providência desse teor.Intervenção do MP – somente se o ofendido for incapaz . na ocasião do TCO na secretaria do JEC. . . deverá ser intimada a sua intimação. . 72 A audiência preliminar tem 3 fases: a)composição do danos civis b) transação penal.Características da sentença – é homologatória irrecorrível. Se não for o autor do fato. mas outra pessoa a responsável civil pela reparação dos danos. .Extensão da reparação de danos – pode compreender os danos materiais e morais. 73-74 . a audiência preliminar. g) outros dados relevantes sobre o fato. 70-71 Estando presentes.Efeito na área penal da composição civil homologada – nas infrações penais de menor potencial ofensivo de ação penal privada (163 caput. 59 e 60 da LCP) também é aplicada a presente lei.Flagrante e fiança – não haverá mais flagrante ou fiança. 164 e 345). . lavra-se o flagrante. todos os órgãos da polícia judiciária (art. O MP poderá requisitar diligências indispensáveis. se possível. Art. c) oferecimento oral de representação e denúncia. A vadiagem e mendicância (arts.Função do conciliador – conduzir a conciliação civil. Se ficar constatado que a infração não é de competência do JEC. valendo como título executivo q poderá ser executado no JECivil ou no juízo comum. devendo o juiz remeter as peças ao juízo comum.JEC e investigação – a polícia judiciária deve impedir q as provas desapareçam e colhendo os primeiros elementos informativos para dar fundamento ao TCO e posterior Ação Penal. art. poderá ser realizada. . 144.Autoridade policial e TCO. pois a homologação do eventual acordo civil celebrado pelos interessados só poderá ser feita pelo juiz.Representação do ofendido – se for incapaz deverá ser representado na forma da lei civil ou nomeado curador (art. CF) tomando conhecimento da ocorrência devem lavrar TCO. 8 e 9 do CPC) .Deve ser encaminhado ao juizado imediatamente e deverá ser instruído com os documentos relacionados com a ocorrência. desde q o autor do fato seja encaminhado após a lavratura do TCO ao JEC ou assuma o compromisso de comparecer. 16 CPP. o mais rápido possível.exames periciais requisitados. bem como informações sobre os antecedentes do autor do fato. 67-68. e condicionada a . f) croqui na hipótese de acidente de trânsito.

75 . 59 do CP. mas a aceitação (do autor e do defensor) deve ser expressa C) Homologação – Se houver aceitação da proposta. art. o acordo será homologado pelo juiz. Nas infrações penais de menor potencial ofensivo perseguidas mediante ação pública incondicionada. avaliadas as circunstâncias do art. contagem do prazo decadencial deverá ser feito separadamente para ume para outro de conformidade com a data em q cada um deles teve ciência da autoria do delito. a composição dos danos pode ser levada em consideração pelo Promotor. art. ou contraproposta. não ter condenação anterior. q poderá recusa-la em virtude de ilegalidade ou falta de aceitação do ofensor. inclusive a d multa q deve ser fixada de acordo com a fortuna do autor.Impedimentos – objetivos (não ter sido beneficiado. subjetivos (antecedentes. . formulada pelo MP. a composição civil dos danos importa em renúncia do direito de queixa ou representação e conseqüente extinção de punibilidade. e fixada discricionariamente pelo mesmo.Inexistência de transação ex officio – cabe exclusivamente ao MP como titular da ação penal. 76 . 2) não se caso de arquivamento.representação. APP condicionada (somente se não houver acordo civil e houver representação). 129. circunstâncias do crime).Reincidência – não pode beneficiar-se da transação penal. tanto no exame da conveniência de ser oferecida a transação penal quanto na escolha da pena a ser proposta. 28 CPP D) Inexistência de transação – não havendo transação o MP oferecerá denúncia de imediato.Súmula 594 STF. O prazo de decadência interrompe pela entrega da representação na secretaria do JEC. Art. I CF. onde o MP somente poderá dispor da ação quando expressamente autorizado e desde q exista a autorização do autor .Instituto decorrente do princípio da oportunidade da propositura da ação penal. . personalidade. motivos).Procedimento – APP incondicionada (independe de conciliação civil) feita de imediato.Sentença homologatória – . qualquer seja o lapso temporal. 6)formulação d proposta pelo MP e aceitação .Nat Jur . se não houver diligências imprescidíveis. 3) inciso I 4) inciso II 5) inciso III. cabendo apelação. deverá ser clara e certa. B) Aceitação – poderá ser efetuada contraproposta. pois decorre de consenso entre as partes . basta condenação anterior. A) Proposta inicial – aplicação imediata de pena restritiva de direitos ou multa. .O juiz ao recusar a transação pode envia-la ao procurador geral. conduta social. Art.Pressupostos – 1)tratar-se ação penal pública.

não há processo. autoria de diversas infrações. ñ forem necessárias diligencias.O MP oferecerá denúncia se – TCO não for arquivado. B) Requisitos– descrição dos fatos. a reincidência. podendo o juiz aplicar o art. excluídos os q não podem ser beneficiados. .O arquivamento do TCO se dá nos mesmos moldes do IP . inexistência de testemunhas. os beneficiados são testemunhas do não beneficiado. identificação das partes. podendo ocorrer o perdão ou a transação civil. ñ ocorrer transação. não for caso de rejeição.Complexidade – fato de difícil formação de culpa. os efeitos civis e antecedentes criminais. 78 . . 77 . etc. 28 CPP. 41 CPP . . . .A) Nat jur .Características da denúncia oral – concisão e clareza. a transação tem carga condenatória e a suspensão não.Atuação dos conciliadores ou dos juízes leigos – poderão praticar todos os atos sem carga instrutória ou decisória. . tem efeitos dentro e fora do procedimento (produz efeitos ex nunc).TP e retroatividade – a lei penal mais benéfica sempre retroage Art. existindo o reconhecimento da culpabilidade do autor do fato.Concurso de agentes – pode ser realizada.é condenatória. . C) Efeitos – principais (imposição da sanção penal acordada pelas partes) e secundárias (proibição de nova transação). a decisão permanece. fotos (dano). declara a situação do autor do fato.TP e suspensão – institutos diferentes. cabendo correição parcial. Ficam afastados. prova da materialidade. disposição sobre a pena.Pressuposto da Tpenal e coisa julgada – recebida depois do trânsito em julgado a causa impeditiva. exibição dos instrumentos do crime Art. data e assinatura do juiz.Assistente de acusação – não pode interferir. Encerra o procedimento e faz coisa julgado formal e material. se não pode haver apelação. .Transação penal e perdão judicial – a qquer momento pode ser requerida a extinção de punibilidade. .Remessa ao juízo comum – requerimento do MP.Diligências imprescindíveis – ausência de elementos sobre o autor da infração. ñ houver complexidade.Tpenal e APPrivada – não contempla a hipótese de transação. requisitos do art. . não necessitando de prolação da sentença concessiva do perdão judicial. q poderá ser rejeitado pelo juiz. identificação da vítima. e cria uma situação nova.Materialidade da Infração – pode ser auferida por atestado médico (lesões corporais). . .

e homologatória de suspensão do processo.Cabimento – rejeição da denuncia ou queixa. embargos declaratórios.Sentença: conterá o nome das partes. os fundamentos de seu convencimento e o dispositivo. e logo após o interrogatório do réu.Rec Especial – não cabe. .A turma recursal pode. O comparecimento espontâneo supre a citação. devendo ser protocolada a interposição e as razões.A prova testemunhal colhida em audiência será reduzida a termo.Antes do recebimento o defensor terá a palavra para fazer a defesa (afastar autoria. I da CF. . . . citação pessoal ou por mandado. .O MP atuará como custos legis . q conterá os artigos aplicados e a assinatura do juiz.Se o denunciado não estiver presente.Os recursos serão julgados por turmas recursais. declarar a inconstitucionalidade de uma lei. antijuridicidade.Na seqüência vem os debates orais de 20 minutos onde MP e defensor apresentam razões. . ou por precatória. 79 Conciliação civil e transação – serão propostas somente se não houve opostunidade anterior Art. 80-81 . sentença de mérito. por unanimidade. .Haverá a oitiva de todas as testemunhas. em legislação estadual .Poderá a audiência se desdobrar em quantas forem necessárias apara esclarecer a verdade . . .testemunhas – artigo 67 Art. ou excludente de culpabilidade. . Art. sentença ñ homologatória e homologatória. fundamentadamente.Recursos previstos – apelação. de acordo com o art.Rec Extraordinário – cabível desde q inexista outro recurso em lei. 98. . 82 .Prazo – 10 dias da ciência da sentença.As provas serão excluídas. se não contribuírem para a elucidação dos fatos ou for prova imprescindível. . exposição sucinta da acusação e da defesa. tipicidade. os do CPP e os constitucionais.

é sanção penal.requisitos para substituição: duração da pena ñ ser maior q 6 meses. réu primário.Efeito – suspensivo se opostos em 1o grau .Requisitos – invocação de dúvida. e na folha de pagamento.exceto a de multa todas as outras penas vão para o juízo comum. antecedentes mostrarem ser suficiente.Prazo – 5 dias . .competência . .O pgto resultará na extinção de punibilidade Art. podendo ser impetrado pelo MP .Interposição – escrito ou oralmente . podendo ser aplicada cumulativa. Art.O pgto extingue o processo.. Art. 171 da LEP. omissão ou dúvida. se móveis.Mandado de Segurança – perante o tribunal. 86 . (se imóveis seguem o procedimento da execução civil. o réu será citado para pagar ou nomear bens.Extensão – não permite inovação na sentença. contradição. 164 §2º da LEP (lei processual civil no juizado).Execução – de acordo com a 164 da LEP. b)contra turma recursal – STF. obscuridade. . modificação na essência. .Fixação – regras do CP . .JEC . podendo ocorrer de modo parcelado.Habeas Corpus – a) contra ato do juiz – impetrado no Tribunal.não se converte em privativa de liberdade . . 85 . culpabilidade. e sim de erro material. o do art.84 . alternativa ou isoladamente.Revisão criminal – Tribunal do Estado Art. art. 83 .

se não aceita o processo continua. . . . 76.Tem como finalidade evitar a aplicação da pena privativa de liberdade.Quando surgirem novas provas. .O juiz somente pode aferir a legalidade da proposta. . .O juiz não pode conceder ex officio. pois ele é o titular da ação penal e o direito de punir é do Estado. .Condições obrigatórias – alíneas ‘a’ a ‘d’ do §1º . 89.Se o réu não concordar não haverá suspensão. haverá um período de prova de 02 a 04 anos.o MP oferecerá a suspensão. com prazo de 06 meses. 87-88 .Pressupostos – proposta do MP. .Somente haverá necessidade de representação se após a audiência de tentativa de reparação dos danos civis. 89 .Sem o preenchimento dos requisitos não haverá suspensão e prossegue a ação penal. Se não propô-la deverá fundamentar. aceitação e recebimento da denúncia. começará o processo. aplicando-se a mesma fundamentação do art. 38 CPP. poderá o promotor aditar a denúncia e sendo crime q não se enquadre nos requisitos do art.A aplicação é retroativa.A transação penal não revogará a suspensão pois não está sendo processado. salvo se a lei passar exigir a mesma.Como detentor da exclusividade da ação penal pública. . . junto com o oferecimento da denúncia. . . . .Como no Sursis do CP. somente o MP poderá propô-la. Art.abrange as infrações de rito especial e de justiça especial (salvo militar). Uma vez revogado não poderá ser suspenso outra vez. q deverá ser aceita ou não.Art.Condições facultativas – fixadas pelo juiz.O prazo de prescrição é suspenso. se aceita o Juiz a homologará. OBS: vias de fato é incondicionada.Se o magistrado discordar enviará ao Procurador Geral .Revogação – obrigatória (ser processado p/ outro crime ou ñ reparar o dano) facultativa (ser processado p/ contravenção ou descumprir condição imposta). . legalidade da proposta. . onde a vítima deverá ser citada.

aplica-se.nascido (Pública Incondicionada) Art. Pena .detenção. site do ibccrim.br).com. 4) Difamação (Privada ou Pública Condicionada) Art. 139.º 2. 2) Rixa (Art. 134. e multa. Art.Sempre retroagirá por ser mais benéfica. CRIMES QUE PASSARAM A SER "INFRAÇÕES PENAIS DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO" FACE A LEI 10. AOS QUAIS SE APLICA A LEI 9. DA COMPETÊNCIA DOS JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS ESTADUAIS OU FEDERAIS (Lista elaborada por Marcelo Leonardo.848. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. Se ocorre morte ou lesão corporal de natureza grave. 138. e multa.259/2001. de 3 (três) meses a 1 (um) ano.1940 1) Exposição ou abandono de recém. cf.O descumprimento do beneficiário às condições impostas na suspensão demonstra o não merecimento ao regime aberto inicial. 137) (Pública Incondicionada) Parágrafo único. 90 .Decreto-Lei n. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. Pena . a pena de detenção.099/95. Art.12.. 91 . CÓDIGO PENAL .a vítima deve ser intimada para oferecer representação. mesmo q por edital. 3) Calúnia (Privada ou Pública Condicionada) Art. de 07. . pelo fato da participação na rixa. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. Pena -detenção.detenção. mas não modifica a coisa julgada.

ou por duas ou mais pessoas: Pena . além da pena correspondente à violência.detenção. 165. Se a injúria consiste em violência ou vias de fato. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. Pena .detenção. 156. Pena . ou multa. 7) Correspondência Condicionada) comercial (Pública Art. de 1 (um) a 6 (seis) meses. Pena . 6) Violação de Incondicionada) domicílio (Art. e multa.detenção. 10) Fraude no comércio (Pública Incondicionada) Art. Se o crime é cometido durante a noite ou em lugar ermo. § 2º. ou multa.detenção. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. . negocia o voto nas deliberações de assembléia geral. Pena . de 3 (três) meses a 1 (um) ano. Incorre na pena de detenção. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. e multa. 11) Fraudes e abusos na fundação administração de sociedade por ações ou Art.detenção. 9) Dano em coisa de valor artístico. ou com o emprego de violência ou de arma.detenção. por sua natureza ou pelo meio empregado. Pena . além da pena correspondente à violência.5) Injúria (Privada ou Pública Condicionada) Art. a fim de obter vantagem para si ou para outrem. ou multa. e multa.detenção. 175. o acionista que. 140. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. se considerem aviltantes. Pena . arqueológico ou histórico (Pública Incondicionada) Art. 150) (Pública § 1º. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. 152. que. 177 (Pública Incondicionada) § 2º. de 3 (três) meses a 2 (dois) anos. 8) Furto de coisa comum (Pública Condicionada) Art.

18) Assédio sexual (Privada.05.01) 19) Escrito ou Incondicionada) objeto obsceno (Pública Art. Pena . ou multa. de 1(um) a 2 (dois) anos. e multa. de 15. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. de 3 (três) meses a 2 (dois) anos. Pena . Pena .224. 14) Paralisação de trabalho de interesse coletivo (Pública Incondicionada) Art.detenção. e multa. 236. 179. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. Pena .detenção.1998) 16) Exercício de atividade com infração de decisão administrativa (Pública Incondicionada) Art.detenção. de 29. 216-A. Pena . 13) Usurpação de nome ou pseudônimo alheio (Privada ou Pública Incondicionada) Art. Pena .777. Pena . 216.º 10. 203.1998. Pena . Pública Incondicionada ou Condicionada) Art.12) Fraude à execução (Privada) Art. de 1 (um) a 2 (dois) anos. e multa. ou multa. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. Pública Incondicionada ou Condicionada) Art. 201.detenção. 20) Induzimento a erro essencial e ocultação de impedimento (Privada) Art. 205.detenção de um ano a dois anos. 234. ou multa. DOU 30. 15) Frustração de direito assegurado por lei trabalhista (Pública Incondicionada) Art.detenção de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. (NR) (Pena estabelecida pela Lei nº 9. além da pena correspondente à violência. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos.12. (AC) (artigo acrescentado pela Lei n. .detenção. 17) Atentado ao pudor mediante fraude (Privada.detenção.reclusão. 185. Pena .12.

a pena é de detenção.898. 242. 245. de 6 (seis) .21) Parto suposto. 254. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. de 1 (um) a 2 (dois) anos. 253. ou asfixiante (Pública Incondicionada) Art. Supressão ou alteração de direito inerente ao estado civil de recém-nascido Art. de 19.251.detenção. é de detenção. No caso de culpa. 25) Explosão (Art. de 30. se a explosão é de dinamite ou substância de efeitos análogos. de 2 (dois) meses a 2 (dois) anos. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. e multa. Pena . Pena . Pena . 27) Inundação (Pública Incondicionada) Art. (Redação dada ao artigo pela Lei nº 6. 24) Incêndio (Art. e multa.reclusão. a pena é de detenção.detenção. 251) (Pública Incondicionada) Modalidade culposa § 3º. aquisição.03. nos demais casos. podendo o juiz deixar de aplicar a pena. se o fato não constitui elemento de outro crime. de 3 (três) a 6 (seis) anos. 26) Fabrico.1984) 23) Subtração Incondicionada) de incapazes (Pública Art. (Pública Incondicionada) Parágrafo único. de 1 (um) a 2 (dois) anos. no caso de dolo. 250) Incêndio culposo (Pública Incondicionada) § 2º.detenção. (Redação dada ao caput pela Lei nº 7. 249. fornecimento. Se culposo o incêndio. de 3 (três) meses a 1 (um) ano. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos.detenção. Pena . Se o crime é praticado por motivo de reconhecida nobreza: Pena .11.1981) 22) Entrega de filho menor à pessoa inidônea (Pública Incondicionada) Art. posse ou transporte de explosivos ou gás tóxico. ou detenção.

de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. e multa. 267) (Pública Incondicionada) § 2º. de 1 (um) a 2 (dois) anos. 28) Perigo de desastre ferroviário (Art. No caso de culpa. 264) (Pública Incondicionada) Parágrafo único. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. corrupção. 270) Modalidade Incondicionada) culposa (Pública § 2º. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. 32) Epidemia (Art. adulteração ou alteração de substância ou produtos alimentícios . § 3º. Pena . Pena . de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. 29) Atentado contra a segurança de transporte marítimo.detenção. 31) Arremesso de projétil (Art. a pena é a do artigo 121.detenção. de 2 (dois) a 4 (quatro) anos.detenção. Se do fato resulta lesão corporal. ocorrendo desastre: Pena . ou. 33) Omissão de notificação de doença(Pública Incondicionada) Art. a pena é de detenção. 262. 35) Falsificação. Se o crime é culposo: Pena . a pena é de detenção. No caso de culpa. aumentada de um terço.detenção. No caso de culpa. 30) Atentado contra a segurança de outro meio de transporte(Pública Incondicionada) Art. 260) Desastre ferroviário(Pública Incondicionada) § 2º. fluvial ou aéreo (Art. 269. no caso de culpa. se resulta morte. 261) Modalidade Incondicionada) culposa (Pública § 3º.meses a 2 (dois) anos. se ocorre o sinistro: Pena . se resulta morte. de 1 (um) a 2 (dois) anos. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. 34) Envenenamento de água potável ou de substância alimentícia ou medicinal (Art.detenção.

272) Modalidade Incondicionada) culposa (Pública § 2º. 39)Falsificação de papéis públicos (Art. Pena .Justiça Federal ou Estadual) Art. qualquer dos papéis falsificados ou alterados.detenção.detenção. 293) (Pública Incondicionada . depois de conhecer a falsidade.detenção.(NR) (Art. de 1 (um) a 2 (dois) anos. 301) Falsidade material de atestado ou certidão (Pública Incondicionada . e multa. é punido com detenção. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. 41) Uso de falsa identidade (Pública Incondicionada . 284. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. 308. a que se referem este artigo e o seu § 2º. de 4 (quatro) meses a 2 (dois) anos.07.detenção. Pena . de 02.Justiça Federal ou Estadual) § 4º.Pena . se o fato não constitui elemento de crime mais grave.677. 42) Modificação ou alteração não autorizada de . 40) Certidão ou atestado ideologicamente falso (Art. incorre na pena de detenção. embora recebido de boa-fé. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. . como verdadeira. a restitui à circulação.1998) 36) Exercício ilegal da medicina. de 3 (três) meses a 2 (dois) anos.detenção. Quem usa ou restitui à circulação. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. ou multa. Quem. e multa. arte dentária ou farmacêutica (Pública Incondicionada) Art. Se o crime é culposo: Pena . moeda falsa ou alterada. 37) Curandeirismo (Pública Incondicionada) Art. 282. 38) Moeda falsa (Art. 289) (Pública Incondicionada Justiça Federal) § 2º. depois de conhecer a falsidade ou alteração. e multa. tendo recebido de boa-fé. (NR) (Redação dada ao artigo pela Lei nº 9. Pena .Justiça Federal ou Estadual) § 1º.

331. Pena . 46) Desacato (Pública Incondicionada . Pena . segundo nosso entendimento. 335. além da pena correspondente à violência. se o fato não constitui crime mais grave.detenção. 313-B. está revogado pelos artigos 93 e 95 da Lei n.Lei de Licitações) 48) Auto-acusação falsa (Pública Incondicionada Justiça Federal ou Estadual) Art.Justiça Federal ou Estadual) Art.detenção. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. Pena .Justiça Federal ou Estadual) Art.º 8.06. 45) Resistência (Pública Incondicionada .detenção. (AC) 43) Violação de sigilo funcional (Pública Incondicionada . de 3 (três) meses a 2 (dois) anos.detenção. 325. 346. Tirar. 329. ou multa. de 21.1993 .sistema de informações (AC) (Pública Incondicionada . e multa.Justiça Federal ou Estadual) Art. que se acha em poder de terceiro por determinação judicial ou convenção: .detenção.Justiça Federal ou Estadual) Art. e multa.detenção. 47) Impedimento. ou multa. de 2 (dois) meses a 2 (dois) anos. ou multa.detenção. concorrência perturbação ou fraude de (Pública Incondicionada . de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. Pena . Pena . 341. suprimir. ou multa. de 3 (três) meses a 2 (dois) anos. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. 44) Usurpação de função pública (Pública Incondicionada .666. Observação: este artigo. destruir ou danificar coisa própria. Pena . 49) Art. de 3 (três) meses a 2 (dois) anos. Pena .Justiça Federal ou Estadual) Art.Justiça Federal ou Estadual) Art. 328.

Justiça Federal ou Estadual) Art. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. . Pena . (Pública Incond. Pena . QUE PASSARAM A SER "INFRAÇÕES PENAIS DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO" FACE A LEI 10. 51) Fuga de pessoa presa ou submetida a medida de segurança (Pública Incondicionada . de 1 (um) a 2 (dois) anos. Pena .detenção.detenção de 3 (três) meses a 2 (dois) anos.detenção. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos.Pena . PREVISTOS EM LEI ESPECIAL.Justiça Federal ou Estadual) Art.detenção. 359-F. Pena . 351. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos.259/2001 (QUE NÃO FAZ EXCEÇÃO A .Justiça Federal ou Estadual) 50) Fraude processual (Pública Incondicionada Justiça Federal ou Estadual) Art.detenção. Pena . 359-B. (AC) 55) Inscrição de despesas não empenhadas em restos a pagar (AC) (Pública Incondicionada . 53) Desobediência a decisão judicial sobre perda ou suspensão de direito (Pública Incondicionada . de 3 (três) meses a 2 (dois) anos. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos.Justiça Federal ou Estadual) Art.detenção. 52) Motim de presos (Pública Incondicionada Justiça Federal ou Estadual) Art. (AC) 56) Não cancelamento de restos a pagar (AC) (Pública Incondicionada . 359. 359-A.reclusão. 354. ou multa. (AC) CRIMES. 347. e multa.detenção. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos.Justiça Federal ou Estadual) Art. Pena . e multa. Pena .Justiça Federal ou Estadual) Art. 54) Contratação de operação de crédito (AC) (Pública Incondicionada . além da pena correspondente à violência.

assim se considerando: Pena . parte final.detenção. 338.º. 311.º.099/95 (ausência de prisão em flagrante. 344. 2. parágrafo único.259/2001). A competência não é dos juizados especiais criminais federais ou estaduais.sanção penal de multa e detenção de 10 (dez) dias a 6 (seis) meses. Art. parágrafo único. AOS QUAIS SE APLICA A LEI 9. 342.61. 312. 334. Observação: as penas previstas para estes crimes eleitorais são prisão de até 02 (anos) ou menos ou pena exclusiva de multa.099/95) não prevalece mais (art. 326. de dois mil a cinqüenta mil cruzeiros.737/65) (Pública Incondicionada . é da própria Justiça Eleitoral. São crimes desta natureza: Pena . 306.521/51) (Pública Incondicionada) Art.Justiça Federal ou Estadual) Artigos 3. Eleitoral .º . 304. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. 296. 3) Crime de abuso de autoridade (Lei n. 335. 324. 2º. 292. A restrição relativa a "crimes sujeitos a procedimento especial" (art. e multa. 313. 305. dispensa de inquérito policial. 310. 331. 337. 297. Lei 9. Todavia. Constitui crime da mesma natureza a usura pecuniária ou real. 4º. 323.099/95) não prevalece mais (art.898/65) (Pública Condicionada . da Lei 10. e multa.º 4.259/2001). composição civil dos danos. limitação a termo circunstanciado de ocorrência. de cinco mil a vinte mil cruzeiros. 345.º e 4. . 321. transação penal. nestes casos. 343.099/95. 293. 314.detenção.Justiça Eleitoral) Artigos 290. audiência preliminar de conciliação. 332. Observação: A restrição relativa a "crimes sujeitos a procedimento especial" (art.PROCEDIMENTO ESPECIAL). 318. suspensão condicional do processo e procedimento sumaríssimo). Lei 9. da Lei 10.Lei 4. 346 e 347. 2) Crimes Eleitorais (Cód. 319. DA COMPETÊNCIA DOS JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS ESTADUAIS OU FEDERAIS: 1) Crimes contra a economia popular (Lei 1.61. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. 295. 2. 341. 320. passam a ser aplicáveis as normas penais e processuais mais benéficas da Lei 9. 300. 303. parte final.

e multa de 2 (dois) a 10 (dez) salários mínimos da região. da Lei 10. Lei 9. parte final. 2. 22.detenção.250/67) (Pública Incondicionada. 2.detenção. Pena . Pena .259/2001). ou multa de 1 (um) a 10 (dez) salários mínimos da região.259/2001). até o máximo de 1 (um) ano de detenção.detenção de 3 (três) meses a 1 (um) ano. 21. e multa de 5 (cinco) a 10 (dez) salários mínimos da região. Lei 9. Injúria Art. 5) Uso de entorpecentes (Lei 6. 19.detenção.Observação: A restrição relativa a "crimes sujeitos a procedimento especial" (art. Incitação à prática de infração penal ou apologia de crime ou criminoso Art. Difamação Art. Pena . Pena .º. Pena .º. parte final. parágrafo único. de 1 (um) mês a 1 (um) ano. Lei 9.099/95) não prevalece mais (art.º.de 1 (um) a 6 (seis) meses de detenção quando se tratar do autor do escrito ou transmissão incriminada. da Lei 10. Pena . de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. e pagamento de 20 (vinte) a 50 (cinqüenta) dias-multa. 17. 2. parágrafo único. parágrafo . 16.61. Ofensa a moral e aos bons costumes Art. 16. de 3 (três) a 18 (dezoito) meses. ou multa de 1 (um) a 20 (vinte) salários mínimos da região.68/76) (Pública Incondicionada) Art. 4) Crimes de Imprensa (Lei 5.um terço da prevista na lei para a infração provocada. Observação: A restrição relativa a "crimes sujeitos a procedimento especial" (art. Condicionada ou Privada) Publicação ou divulgação de notícias falsas Art.61. parte final.099/95) não prevalece mais (art.099/95) não prevalece mais (art.61. Observação: A restrição relativa a "crimes sujeitos a procedimento especial" (art. e multa de 1 (um) a 20 (vinte) salários mínimos da região.

97 e 98 . 243 e 244 . Pública Incondicionada) Artigos 183 a 195 . e multa.259/2001). exceto art.80) Artigos 63 a 74 . 230. 231.61. 6) Crimes contra criança e adolescente (ECA .pena de detenção de 06 (seis) meses a 02 (dois) anos.único. 232.099/95.078/90) (Pública Incondicionada ou privada subsidiária art. 191. parte final. da Lei 10.Lei n. Lei 9.pena de detenção de 06 (seis) meses a 02 (dois) anos. alternativa ou cumulativa com multa. 234.º 8.nestes crimes a pena cominada é de detenção de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos (isolada. 8) Crimes contra a ordem tributária (Lei n. alternativa ou cumulativa com multa). 9) Crimes nas licitações (Lei n. 2. 2.Todos tem pena de detenção . com recurso para a respectiva Turma Recursal. Assim. 242. Mesmo com a existência de Vara Criminal Especializada de Tóxicos na Justiça Comum Estadual.666/93) (pública incondicionada . da Lei 10. 10) Crimes contra a propriedade industrial (Lei n. com aplicação da Lei n.259/2001).279/96) (Privada. Observação: A restrição relativa a "crimes sujeitos a procedimento especial" (art. parágrafo único. 236.099/95) não prevalece mais (art.º 8.º.nenhum destes crimes tem pena cominada máxima superior a 02 (dois) anos de detenção.º 8.Justiça Federal ou Estadual) Artigos 93.º 9.º 9.Justiça Federal ou Estadual) Art.137/90) (pública incondicionada . 7) Crimes contra as relações de consumo (CDC Lei n. todos passaram a competência do juizado especial criminal estadual.º .069/90) (Pública Incondicionada) Artigos 228. 235. 229. e multa.º 8. a competência passou a ser dos Juizados Especiais Criminais.

Observação: A restrição relativa a "crimes sujeitos a procedimento especial" (art. 309. 302 . e multa. 20 .º. com a modificação introduzida pela Lei n. embriaguez ao volante (art. 2.pena de 06 meses a 03 anos). 07 (sete) já eram infrações penais de menor potencial ofensivo.61. Art. Agora.º 9. da Lei 10. os crimes de lesão corporal culposa (art.259/2001. 303) e participação em competição automobilística não autorizada (art.pena de 02 a 04 anos de detenção).º 10.º 9. 303 .pena de detenção de 06 (seis) meses a 02 (dois) anos.61 da Lei n. 11) Crimes relativos a remoção de órgãos. participação em competição automobilística não autorizada (art. por força do parágrafo único do art. 310.pena de multa.pena de 06 meses a 02 anos). Lei 9. Art. da competência do juizado especial criminal estadual.º 9.099/95. 76 e 88) da Lei n.259/2001). 291 do CTB: lesão corporal culposa (art.pena de detenção de 01 (um) a 02 (dois) anos e multa. 10 . 308 . nos termos do art.º 9.Lei n. assim como o homicídio culposo (art. entendia-se que estes eram de competência da Justiça Estadual Comum. 307. 74. parágrafo único. Todavia. face a pena cominada ser de detenção de 06(seis) meses a 01 (um) ano (artigos 304. Art. parte final.pena de reclusão de 06 (seis) meses a 02 (dois) anos. 305. 311 e 312) e. 17 .099/95) não prevalece mais (art.434/97) (Pública Incondicionada) Art. 19 . 308) passaram a competência dos . 03 (três) contavam com os benefícios (art. Dos crimes de trânsito.pena de 06 meses a 02 anos). 306 . por isso.437/97) Art. 18 .º 9503/97) (Pública Incondicionada ou pública condicionada) Dos crimes de trânsito.(Pública Incondicionada) 13) Crimes de trânsito (CTB .099/95.pena de detenção de 06 (seis) meses a 02 (dois) anos.máxima cominada nunca superior a 01 (um) ano. 12) Crime de porte ilegal de arma (Lei n. tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante (Lei n.

reclusão de 01 (um) a 02 (dois) anos.º 9. A Justiça Estadual Comum permanece competente.Juizados Especiais Criminais Estaduais. parte final. 27). que vem definido na Lei n.259/2001).609/98). poderá o Promotor oferecer denúncia.61. nos autos do inquérito policial. 861). tem o sentido de simples notitia criminis. caput . da Lei 10. entretanto. ou mesmo justificação (CPC. 15) Crimes contra a propriedade intelectual de programas de computador (software) (Lei n. apenas. se houver.pena. Bastará. (Privada ou Pública Incondicionada) Art. conterá a exposição do fato constitutivo do abuso de autoridade. detenção de 06 (seis) meses a 02 (dois) anos ou multa. 12. Com a representação ou autos de inquérito.º. oferecerá o Promotor a denúncia. sendo “duas qualificadas e para comprovar a existência dos vestígios”. a partir do momento em que receber as peças de informação. aí. art. para os casos de homicídio culposo (art. parágrafo único. 306). no máximo 3. com todas as suas circunstâncias. a “representação” da vítima. Tal representação.898. apenas. 302) e embriaguez ao volante (art.º 9. de 9-12-1965. cujas penas máximas cominadas são superiores a 02 (dois) anos. 4. Mesmo sem esta. PROCEDIMENTOS ESPECIAIS PARA OS CRIMES APENADOS COM DETENÇÃO Crimes de abuso de autoridade Se o crime for de “abuso de autoridade”. Se a infração deixou vestígios. que deverá ser feita em duas vias. 45 . embasando-a. 2. 14) Crimes ambientais (Lei n. Lei 9. Observação: a maioria dos crimes ambientais já era considerada infração penal de menor potencial ofensivo. dentro no prazo de 48 horas.099/95) não prevalece mais (art. e multa.605/98) (Pública Incondicionada) Art.pena. a qualificação do acusado e o rol de testemunhas. A representação. Observação: A restrição relativa a "crimes sujeitos a procedimento especial" (art. porque a pena máxima cominada era igual ou inferior a 01 (um) ano (vide art. o processo será iniciado mediante denúncia. . independentemente de inquérito ou justificação. a representação poderá conter até 5 testemunhas.

o verbete “Crimes de imprensa”. inclusive aquelas que eram da alçada do antigo Júri de Economia Popular (extinto com a Carta Política de 1967). é possível ao infrator prestar fiança e aguardar solto o julgamento. a propósito. e seu procedimento é o comum para os crimes apenados com detenção. A lei silencia. do CPP.fl mesmo sendo reincidente. e) o art. § 1. para a qual serão notificados o Promotor. não obstante os crimes de “abuso de autoridade” sejam crimes de responsabilidade. pela simples razão de tais crimes já se sujeitarem a um procedimento especial. Veja-se.Na audiência. debates e julgamento. pura e simples. 323. b) a intimação da sentença de pronúncia será feita nos termos do art. . se de detenção. 415. e 5. 10 do citado diploma). no Capítulo 53. Insta acentuar que. Mas há algumas particularidades: a) havendo primariedade. Crimes contra a economia popular Todas as infrações a que se refere a Lei n. quando. não haveria diferença entre a condenação de um réu reincidente que cometeu um crime inafiançável e a daquele reincidente que cometeu um crime afiançável. Tais depoimentos poderão ser prestados verbalmente ou por escrito. Neste último caso. A única diferença está no número de testemunhas que pode ser arrolado pelas partes. ressalvada apenas a hipótese do art. Em seguida.0. Após. a denúncia deve ser ofertada em 2 dias e a retardação injustificada. a infração seria inafiançável. mesmo não tendo bons antecedentes. art. Crimes de imprensa Tratando-se de crime de imprensa. de 26-i2-1951. o Juiz passará a interrogá-lo. Crimes de infanticídio e de aborto provocado pela gestante ou com o seu consentimento O procedimento desses crimes é idêntico ao dos demais crimes dolosos contra a vida. então. cabível será afiança. III. 451. a teor do § 3•O do art. com estas particularidades: o inquérito deve estar concluído em 10 dias. se a sentença for absolutória. são da competência do Juiz. malgrado seus maus antecedentes ou não-primariedade. apenado com detenção. não se aplica ao seu procedimento a regra contida no art. nem sequer haverá necessidade de aguardar preso o resultado de eventual recurso. poderá prestar fiança. permite o julgamento à revelia. se condenatória.521. se a pena cominada for de reclusão. quando apenado com reclusão. se houver. Por isso mesmo podemos afir mar: 8. 408. serão ouvidas as testemunhas de acusação. ou o Advogado que subscreveu a queixa (ação privada subsidiária da pública). 514 do CPP. consumados ou tentados. não precisará aguardar preso o resultado de eventual recurso e. e citado o réu. o procedimento será semelhante àquele traçado para o mesmo crime. e) se houver condenação. Não fosse assim. desses prazos importa em crime de prevaricação (cf. 1. de defesa e o perito. d) possível será a concessão do sursis? uma vez que a pena é diminuta. e o defensor.

pelo requerimento de inquérito e exame de diligências. cuja alçada se encontra em poder do juiz competente para o processo de falências e concordatas. O procedimento é igual. onde é analisado o comportamento do devedor. no Capitulo 53. A exposição apresentada pelo síndico é instruída com o laudo pericial acerca da escrituração do falido e quaisquer outros documentos comprobatórios. O início do Inquérito Judicial se dá quando o síndico apresenta em Cartório a exposição ou relatório. 512 do CPP não distingue os apenados com reclusão daque les aos quais se comina pena de detenção. É irrelevante a apresentação do relatório do síndico dentro do prazo estipulado pelo artigo 103. tem. As primeiras vias de exposição e outros documentos formarão os autos do inquérito judicial e as segundas vias serão juntadas aos autos de falência. já que é uma mera peça instrutiva.Crimes falimentares Tudo que falamos sobre o procedimento dos crimes falimentares apenados com reclusão. aqui. inteiro cabimento. concluindo se houve ocorrência do crime falimentar. FASE PROCESSUAL NOS CRIMES FALIMENTARES INQUÉRITO JUDICIAL A apuração da ocorrência do crime falimentar é feita através do inquérito judicial. Mesmo quanto ao número de testemunhas. pois o art. CAMINHO DO INQUÉRITO JUDICIAL E SEUS PRAZOS . destinadas à apuração de fatos ou circunstâncias que possam servir de fundamento à ação penal. se for o caso. Poderá ser completada.

em 48 horas. em 05 dias. Em caso de não ter sido oferecida queixa. que é peremptório e contínuo. no prazo de 03 dias. os autos irão com vista ao representante do Ministério Público. e o procurador-geral se manifestará no prazo de 05 dias. oferecerá a denúncia. fará remessa dos autos do inquérito judicial ao procurador-geral. os autos serão imediatamente conclusos ao Juiz que. se considerar improcedentes as razões invocadas pelo representante do Ministério Público para não oferecer denúncia. OFERECIMENTO DA DENÚNCIA OU QUEIXA A denúncia ou a queixa será sempre instruída com cópia do relatório do sindico e da ata da assembléia de credores. se entender que as provas presentes possibilitam a caracterização de crime falimentar. de oficio ou a requerimento do representante do Ministério Público. do síndico ou de qualquer credor. quando esta se tiver realizado (artigo 505. Após o pronunciamento do Curador. se entender que não ocorreu crime. Findo o prazo para a manifestação dos credores. do Código de Processo Penal). no caso o Curador de Massas Falidas. deferirá ou não as provas requeridas. os credores habilitados terão 05 dias para requerer a produção de provas. poderá o falido contestar as alegações contidas nos autos do inquérito e requerer o que entender conveniente. Diante da negativa do representante do Ministério Público em oferecer a denúncia. A remessa será feita pelo escrivão. poderá o síndico ou qualquer credor. . ou seja. pode decretar a prisão preventiva do falido e de outras pessoas sujeitas a penalidade estabelecida na presente Lei. independentemente de intimação ou publicação e não há também necessidade de intimação do advogado do falido. A vista é concedida para que dentro de 03 dias o Curador opine sobre a exposição do síndico. nos 05 dias seguintes. deverá requerer ao apensamento do inquérito judicial aos autos principais da falência. nos termos e para os fins do artigo 28 do Código de Processo Penal. muito menos de terceiros interessados. oferecer queixa subsidiária. os autos retornam ao representante do Ministério Público que. no prazo de 48 horas. esse prazo corre em cartório. não se suspendendo em dias feriados e nas férias (artigo 204 da Lei de Falências). Encerrado o prazo para a manifestação do falido. o juiz. § 1º da Lei Falimentar). Após a realização das provas deferidas pelo juiz. designando dia e hora para se realizarem as deferidas. Segundo jurisprudência pacífica. O juiz. contados do recebimento dos autos (artigo 109. Caso contrário.Após a entrega da exposição no Cartório.

O síndico e os credores poderão intervir como assistentes em todos os termos da ação intentada por queixa ou denúncia (artigo 506. quando o passivo for inferior a cem vezes o maior salário mínimo vigente no país (artigo 200 da Lei Falimentar). o falido perde o direito à concordata suspensiva somente em caso de sentença condenatória definitiva (artigo 112. § 3º da Lei de Falências. § 2º. A rejeição da denúncia ou queixa. ou seja. Código de Processo Penal (artigo 512). A extinção das obrigações do falido com o encerramento da falência não impedem ou extinguem a ação penal por delito falimentar. do Titulo I. obstará até a sentença penal definitiva. Código de Processo Penal). Se não for. o Inquérito Judicial tem forma sumária. o qual deverá emitir despacho fundamentado do recebimento da denúncia. Não se faz distinção. Lei de Falências) e se o recebimento da denúncia ou queixa se der em segundo grau. o síndico deve apresentar em cartório em 2 vias relatório no qual exporá sucintamente a matéria contida nos artigos 63. INQUÉRITO JUDICIAL SUMÁRIO Tratando-se de pequenas falências. Lei Falimentar). neste caso. no despacho que decide o inquérito judicial. há nulidade do processo. Nas 48 horas seguintes à verificação e julgamento dos créditos da pequena falência.Recebida a denúncia os autos devem ser encaminhados ao juízo criminal. mas. Lei de Falências). se o crime imputado é apenado com reclusão ou detenção. O despacho de recebimento da denúncia por crime falimentar deve ser fundamentado. XIX. . a concordata suspensiva da falência (artigo 111. portanto. Consequências acarretadas com o recebimento da denúncia: destituição do síndico que se omitiu na exposição quando o fato criminoso decorre de simples inspeção dos livros do falido ou dos atos judiciais (artigo 110 da Lei Falimentar). o falido somente perderá o direito à concordata suspensiva na hipótese de condenação transitada em julgado (artigo 113. Recebida a queixa ou a denúncia. prosseguir-se-á no processo de acordo com o disposto nos capitulos I e III. não impede o exercício da ação penal. pelos mesmos fatos ou por fatos novos. 103 e 200. obedecendo-se sempre o rito ordinário. como manda o artigo 109.

as disposições do artigo 109 do mesmo diploma legal. o procedimento é semelhante ao comum traçado para os crimes apenados com reclusão (CPP. pedirá sejam apensados ao processo da falência ou oferecerá denúncia contra o falido e demais responsáveis (artigo 200. em igual prazo. nas 48 horas seguintes. 394/405 e 498/502 e parágrafo único). a qual os credores podem opor-se. cuja apreensão não se torne necessária) dos objetos. determinará o Juiz que se proceda à busca e apreensão (salvo se se tratar de conjunto de máquinas. decidindo o juiz. § 4º da Lei de Falências). no que forem aplicáveis. bem como ao exame das maquinarias e dos objetos de contrafação. As particularidades que oferecem tal procedimento são: a) sem embargo de o crime ser apenado com detenção. pode pedir concordata. em seguida (artigo 200. Os peritos serão da livre escolha do Juiz. poderá apresentar a contestação que tiver. antes de promover a queixa-crime e antes mesmo de realizar qualquer diligência preliminarmente requerida. no prazo de 03 dias. § 6º.A segunda via do relatório será junta aos autos da falência. O prazo corre em cartório mas é obrigatória a vista ao falido. arts. por sinal. o procedimento é semelhante ao comum para os crimes apenados com reclusão. Lei de Falências). 524 do CPP. nos quais o falido. decidirá. Crimes contra a propriedade imaterial Nos crimes contra a propriedade imaterial. fazer prova do direito à ação. os autos serão conclusos ao juiz. . p. 394 a 405 e 498 a 502 e seu respectivo parágrafo. decorrido esse prazo. e com a primeira via e peças que a acompanham. observadas. por força do que dispõe o art. a prova do direito à ação (Iegitimatio ad causam). a queixa ou a denúncia não poderá ser recebida se não for instruída com o exame periciai dos objetos que constituam o corpo de delito. consoante a regra que se vê no art. exige-se mais: deverá o interessado. que determina se observem os arts. ex. que. serão formados os autos do inquérito judicial. como ocorre na hipótese do artigo 106 da Lei Falimentar. o devedor. É o que veremos. dentro de 3 dias. Não tendo havido denúncia ou rejeitada a que tiver sido oferecida. que. nas 48 horas seguintes à sentença. Feita. os autos serão imediatamente feitos com vista ao representante do Ministério Público que. Sendo privada a ação (e a maioria o é). b) particularidades ainda apresenta a fase pré-processual. são apenados com detenção. Com a promoção do representante do Ministério Público. juntando a patente. 524. Se a infração deixou vestígios. assim.

muito embora a perícia nem sequer tenha se iniciado. n. produtos ou artigos que a contiverem. Não o fazendo. antes de serem despachadas nas repartições fiscais.. E entre as disposições que contrariam essa regra está a traçada no art. 529 do mesmo estatuto. preliminarmente. ainda que fiquem inutilizados os envoltórios ou os próprios produtos ou artigos. Quando da realização desse procedimento preparatório. o réu produzir provas no sentido de que havia nulidade de patente ou de registro. sed non judicat. extinta estará a punibílidade. A defesa poderá argüir a nulidade de patente ou de registro em que a ação se fundar. E o prazo começará a fluir a partir da publicação. Do contrário o prazo para o exercício do direito de queixa poderia ser dilatado a critério do ofendido. STJ. não será admitida queixa com fundamento em apreensão e em perícia. 9. podendo o Juiz ordenar a apreensão de produtos obtidos pelo contrafator com o emprego do processo patenteado (art. não podendo ser paralisada sua atividade. No nosso entendimento o prazo para a queixa começa a fluir a partir da data em que o ofendido ficou sabendo quem foi o autor do crime. Se isso ocorrer. Na diligência de busca e apreensão. 529. apreciando a alegação de nulidade de invenção ou de registro. após a homologação do laudo”. ainda lhe restará 30 dias para o exercício do direito de queixa. apreensão e exame pericial. Mas o próprio dispositivo invocado faz uma restrição: “Salvo disposição em contrário”. Qual o prazo para o ofendido promover a queixa. 201 da Lei n.A parte contrária não poderá formular quesitos. É que o Juiz pena!. que verificará. consoante o princípio geral inserto no art. 205 da Lei n. Todavia. nos termos do art. uma vez homologado o laudo. será absolvido. Todavia. Note-se que. deixado vestígios. A queixa deve ser ofertada dentro no semestre a partir do dia em que soube quem foi o autor do crime. Contudo. obviamente. Não o fazendo. se o ofendido.. a partir da data em que a pessoa investida nesse direito vier a saber quem foi o autor do crime. ou não. assim. b) destruição da marca falsificada ou imitada nos volumes. 640. se decorrido o prazo de trinta dias. 529: “Nos crimes de ação privativa do ofendido. quando o crime haja deixado vestígios? Dispõe o art. Trata-se de diligência inaudita altera parte (a parte contrária não é ouvida). artigos ou objetos. Poderá. a jurisprudência não se pacificou. tendo sido o laudo homologado no dia 16 de maio e tendo ele ficado ciente dessa homologação no dia 20 desse mesmo mês. extinta estará a punibilidade pela decadência. faltando 10 dias para se esgotar o prazo deca dencial. vier a requerer busca. Note-se que o prazo normal para o exercício do direito de queixa é de 6 meses. também: a) apreensão e destruição de marca falsificada ou imitada no local onde for preparada ou onde quer que seja encontrada. E se por acaso o laudo não for elaborado nem homologado em tempo hábil para a oferta da queixa? Nenhuma culpa se pode atribuir ao . 9. Por outro lado. A propósito. as diligências preliminares limitar-se-ão à vistoria e à apreensão dos produtos. pouco importando que o crime tenha. e requereu a busca. se soube quem foi o autor do crime no dia 1. poderá o interessado requerer. ele. ex.0 de março. em crime contra patente que tenha por objeto a invenção do processo. Todavia tal decisão não terá a necessária força para tomar nula a patente ou registro. cognocit. DJ de 26-2-1996.279/96). antes de utilizada para fins criminosos. a respeito do assunto. o oficial do juízo será acompanhado por perito.. apreensão e perícia no mês seguinte. 38 do CPP. pouco importando que o semestre devesse exaurirse no dia 31 de agosto. tratando-se de estabelecimentos industriais ou comerciais legalmente organizados e que estejam funcionando publicamente. obviamente seu prazo já não será aquele do art. Ementário 14. p. a existência do ilícito. quando ordenadas pelo Juiz.279/96. cumpre ao Juiz determinar a publicação da sua decisão.

ofendido, pelo que o prazo pode ser dilatado, na dicção do § 4,0 do art. 798 do CPP, tendo em
vista a força maior. Observe-se, também, que nos crimes de que trata o art. 236 do CP, embora
o prazo seja de 6 meses, começa a fluir a partir do trânsito em julgado da sentença que haja
anulado o casamento... Se houve demora na tramitação do processo, seja em primeira, seja
em segunda instância, nenhuma culpa será imputada ao ofendido. Mutatis mutandis...

Crimes de responsabilidade de funcionário público

Nos crimes de responsabilidade de funcionário público, dês que afiançáveis e sejam da
competência do Juiz de primeiro grau, o procedimento é o traçado nos arts, 513 a 518 do CPP.
Oferecida a denúncia, antes de recebê-la, deverá o Juiz ordenar a notificação do acusado para,
dentro em 15 dias, contestar a acusação. Se não for conhecida a residência do funcionário, ou
se ele se achar fora da jurisdição do Juiz, ser-lhe-á nomeado defensor, a quem caberá
apresentar a defesa preliminar
Apresentada a contestação, se o Juiz se convencer da inexistência de crime (fato atípico,
ausência de injuridicidade ou ausência do elemento culpa) ou mesmo irregularidade formal da
peça acusatória, rejeitála-á, em despacho fundamentado.
Se não for rejeitada, após seu recebimento será observado o mesmo procedimento
estabelecido para os crimes apenados com reclusão, ex vi do art. 518 do CPP. Assim, a
denúncia conterá, no máximo, 8 testemunhas. Citado, e comparecendo, será o réu interrogado.
Se não foi encontrado, ou foi, mas não quis comparecer, o Juiz nomear-lhe-á defensor, a quem
será dado o prazo para a “defesa prévia”, Após o interrogatório, ou, no segundo caso, após a
notificação do defensor, virá a defesa prévia, podendo o réu, por seu defensor, requerer
diligência e arrolar até 8 testemunhas. Em seguida será designada data para a audiência das
testemunhas de acusação. Segue-se a ouvida das testemunhas de defesa, Após isso, virá o
prazo para requerer diligências (art. 499). Não havendo pedido de diligências ou ordenadas as
requeridas ou determinadas, “de oficio”, será aberta vista dos autos às partes para as
alegações (ai. 500). Após, estando o processo em ordem, o Juiz proferirá sentença.
Esta é uma das particularidades: embora, muitas vezes. apenado o crime com detenção, em
vez de obedecer ao disposto no art. 539, preferiu o legislador estabelecer um rito solene,
tomando, assim, uma natural precaução no próprio interesse do serviço público.
Há entendimento de que a regra contida no art. 514 do CPP só tem aplicação se a denúncia
não for instruída com inquérito policial, mas simplesmente com aqueles documentos referidos
no art. 513 do mesmo estatuto (cf. RTJ. 66/365 e 110/601). A corrente majoritária diverge,
mesmo porque o normal é a denúncia ser instruída com o inquérito... de sorte que o art. 513 do
CPP quase perdeu sua aplicação. Todavia, se se quiser assentar a acusação em documentos,
justificações ou declaração fundamentada da impossibilidade de apresentação de qualquer
dessas provas, nada impede.
Não se deve olvidar que a regra contida no art. 513 do CPP é do tempo, como bem diz
Frederico Marques, em que não se admitia inquérito policial para os crimes funcionais...
(Elementos de direito processual penal, Rio de Janeiro, Forense, 1961, v. 3, p. 379, nota 14).
Por outro lado, o art. 513 do CPP quis, tão-somente, permitir, ex abundantia, pudesse a
denúncia ou queixa ser ofertada sem inquérito. Só isso. O objetivo do ai. 514 do CPP é
resguardar a Administração Pública, permitindo que seus agentes, em face dessas acusações,
antecipem sua defesa.
Quanto à omissão da observância do art, 514, há dois entendimentos: a) gera nulidade
absoluta (RT, 572/412,611/323,613/290,625/ 379, 654/270; RSTJ, 34/64; Rir/SE, 128/438 e
132/461); 1,) a nulidade é relativa (RI’, 725/544). A nosso juízo, a nulidade é absoluta porquanto

fere a ampla defesa.

Crimes contra a honra

São crimes contra a honra a calúnia, a difamação e a injúria. Todavia o CPP, no Capítulo III,
Título II, do Livro II, faz referência apenas aos crimes de calúnia e injúria, omitindo, assim,
referência à difamação. A omissão foi propositada? Não. O procedimento ali traçado é
perfeitamente aplicável à difamação também. Explica-se: antes do atual CP, não havia entre
nós a “difamação” com esse nomen juris. O Código de 1890, no art. 317, b. dela cuidava como
modalidade de injúria e, por isso, quando da elaboração do CPP, o legislador omitiu a palavra
dijamação. Mas nem por isso se tem por excluído daquele procedimento especial o crime de
difamação.
O Capítulo III do Título II do Livro II do CPP refere-se aos crimes contra a honra cujo processo
e julgamento competirem ao Juiz singular, isto é, ao Juiz monocrático. Aqueles cometidos por
pessoas que gozam de foro pela prerrogativa de função sujeitam-se ao procedimento previsto
nas Leis n. 8.038/90 e 8.658/93. Os crimes contra a honra, previstos no CP, são apenados com
detenção.
Assim, a primeira observação a fazer é esta: a despeito de apenados com detenção, seguem o
procedimento comum estabelecido em lei para os crimes apenados com reclusão (arts.
394/405 e 498/502. parágrafo único).
A segunda observação: se a ação penal se iniciar por meio de queixa e o crime for de exclusiva
ação penal privada —, oferecida a peça
acusatória, o Juiz, depois de mandar autuá-la, e observar o disposto no art. 46, § 22, do CPP,
notificará o querelante e o querelado para, desacompanhados dos seus advogados,
comparecerem, em dia e hora previamente designados, à sua presença. O Magistrado ouvirá
reservadamente o querelante e, depois, o querelado, visando à conciliação. Se houver, lavrarse-á um termo de desistência, assinado pelo querelante, determinando o Juiz o arquivamento
da queixa.
Se o querelante não comparecer àquela audiência, dar-se-á a perempção da ação penal, nos
precisos termos do art. 60, III, do CM’. Tal audiência funciona como condição de procedibilidade
imprópria. As propriamente ditas são exigidas para a propositura da ação. Aqui ela é exigida
para o prosseguimento da ação penal.
Não havendo reconciliação, cumpre ao Juiz receber a queixa, observando daí para a frente os
arts. 394 a 405 e 498 a 502 do CPP.
Se o crime contra a honra for de ação penal pública, condicionada ou incondicionada, não
haverá a audiência de conciliação, visto que ela é regida pelo princípio da indisponibilidade
consoante a regra do art. 42 do CPR
Recebida a queixa ou a denúncia, outro incidente dá um colorido todo especial ao
procedimento quanto aos crimes contra a honra. É que, em se tratando de calúnia, nos casos
em que a lei admite a exceção da verdade, poderá o querelado ou réu, no prazo de defesa
prévia, argüi-la. dizendo que o fato imputado era e é verdadeiro, que não fez nenhuma
imputação falsa, propondo-se a proceder à demonstratio veritatis. Se tal ocorrer, deverá o
acusador ser notificado de que o réu argüiu a exceptio veritatis, tendo, assim, aquele o prazo
de 2 dias para contestá-la. Na contestação, poderá ele substituir as testemunhas arroladas na
peça acusatória, mantê-las ou acrescentar outras até completar o número legal, que, como
sabemos, é de 8, nos termos do ai. 398. Insta acentuar que, argüida a exceção da verdade e

contestada, ou não, não se forma um processo distinto. Tudo se passa no mesmo processocrime, e as testemunhas serão ouvidas normalmente: primeiro, aquelas arroladas na denúncia,
na queixa ou na contestação; depois, as indicadas pelo réu.
Quando é cabível a exceção da verdade? De acordo com o CP, os crimes de calúnia, em
princípio, a comportam, salvante os casos enumerados nos incs. 1,11 e III do § 3? do ai. 138.
Tratando-se de difamação, não permitiu o legislador pudesse quem quer que seja arvorar-se
em censor da honra alheia. Mas esta libertas conviciandi é tolerada quando o ofendido é
funcionário público e o fato ofensivo à sua reputação disser respeito às suas funções (CP, art.
139, parágrafo único). Desse modo, se a difamação for cometida contra funcionário público em
razão de suas funções, oponível será a exceptio veritatis, dado o interesse da Administração
Pública em apurar o fato desabonador por ele cometido nas suas funções ou em razão delas. A
indevassabilidade da honra, nessa hipótese, por razões óbvias, encontra uma exceção.
E se o querelado ou réu não argüir a exceptio, tal como lhe permite o ai. 523 do CPP, poderão
ser formuladas, na instrução, perguntas às testemunhas sobre o “fato imputado”? Estamos que
não. Se fosse possível, por que estabelecer o momento adequado para se suscitar a exceção?
Como ficaria a posição do acusador, ante a impossibilidade de fazer contraprova? Os
caluniadores lançariam mão desse ardil: não argüiriam a exceção da verdade e, com a
omissão, não seria licito ao acusador fazer prova em contrário, tal como lhe permite o ai. 523
do CPP, e, na instrução, poderia o querelado ou réu levar para os autos elementos que
deixassem o Juiz na incerteza quanto à existência do fato, vindo a proferir um decreto
absolutório com fulcro no ai. 386, VI, do CPP.
Ante o exposto, pensamos que, não argüida a exceptio, não se poderá questionar a respeito da
veracidade ou não do fato imputado. Há de se presumir-lhe a falsidade.
A não-oposição da exceptio veritatis equipara-se à proibição legal. Se, nos casos em que a lei
proíbe a exceção, não pode o caluniador fazer prova de que o fato é verdadeiro, também não
poderá fazê-la se precluso ficou o seu direito de argui-la. Argüida ou não a exceptio, e tomada
a providência do art. 523, o Juiz, após ouvir todas as testemunhas, fará observar o disposto
nos ais. 499 e 500 e proferirá sentença.
Outra forma de defesa, nos procedimentos dos crimes contra a honra, exceto o crime de injúria,
consiste na argüição da “notoriedade do fato imputado”. Não cabe a mencionada forma de
defesa na injúria, porque aí não há imputação de fato, e sim atribuição de qualidade. Tratandose de difamação, que consiste na imputação de fato que ofende a honra objetiva, admite-se.
Diga-se o mesmo quanto ao crime de calúnia. Tal alegação é destinada, como bem diz
Hungria, a demonstrar a boa-fé do acusado, isto é, a ausência de conhecimento de falsidade
(Comentários ao Código Penal, Rio de Janeiro, Forense, v. 6, p. ‘79). A notoriedade é “a
qualidade daquilo que ocorreu à vista de todos ou é
sabido de todos”.

Crimes de Calúnia, Injúria - Processo e Julgamento

Damásio enumera as fases do procedimento desta forma:

5 . ser pública condicionada em dois casos: 1. citará o querelado e designará data de interrogatório do mesmo.não havendo conciliação o juiz receberá a queixa. procedendo-se somente mediante queixa. A ação.sentença. . Injúria real é a prática de violência ou vias de fato aviltantes. Pode.interrogatório do querelado.defesa prévia. No mesmo despacho o juiz intimará o MP (que atua em todas as fases do processo) para aditar a queixa. 3 . em regra. é privada. No caso de injúria real.oferecimento da queixa 2 .alegações finais.diligências. da Justiça se a ofensa for ao Presidente.condicionada a requisição do Min. ou.na audiência.1 . Apesar do art. 2. No prazo da defesa prévia caberá. no caso de crime de calúnia ou difamação. 4 .antes de receber a queixa. sem advogados. 8 . se houver reconciliação o querelante assinará termo de desistência.condicionada a representação se for ofendido servidor público em razão de suas funções. é pacífico que esta segue o mesmo procedimento. também. como por exemplo uma chicotada no rosto. se houver lesão corporal. 9 . o juiz notifica os querelantes da audiência de reconciliação. que deve ser contestada em dois dias. 519 não se referir a difamação. Os crimes contra a honra são a calúnia. oferecimento de exceção da verdade. porém. a injúria e a difamação. se for o caso. 7 . a ação é pública incondicionada. 6 .

quando o fato for do conhecimento de todos. mas o ofendido ainda não foi condenado. antes da sentença. Pode o réu. Não cabem na injúria. Essas exceções são aceitas na calúnia e na difamação. mais se o ofendido gozar de foro privilegiado. No caso de injúria não cabe a retratação (exceto nos crimes de imprensa). Se o ofensor se retratar. público). a exceção é autuada em separado e enviada ao órgão competente. Na CALÚNIA não cabem as exceções quando: .o fato é imputado ao Presidente ou contra chefe de governo estrangeiro. Na difamação as exceções somente são admitidas se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções. . aguardando-se o resultado. mas o ofendido foi absolvido. equívoca ou indireta.se o fato imputado é crime de ação pública. nem na ação pública (Presidente e func. deve o ofendido propor um pedido de explicações no juízo criminal. independentemente da aceitação do querelante. quando o fato for verdadeiro ou a exceção de notoriedade.Se a ofensa for velada. salvo em algumas hipóteses que não são admitidas. da calúnia ou difamação fica isento de pena. . quando a lei permite. . alegar a exceção da verdade. A exceção é processada dentro dos autos.se o fato imputado é crime de ação privada.

. a aparente sentença em que não há dispositivo.Crimes da Lei das Licitações Os crimes são de ação pública incondicionada. inclusive. o prazo de 5 dias a cada parte para alegações finais.ex. podendo juntar documentos. ausente estará um elemento que o direito considera essencial para que o ato tenha validade no mundo jurídico. apesar de constituir vício grave. abrir-se-á. Admite-se a ação privada subsidiária da pública se ocorrer a hipótese do ai. . não se opera.nulidade absoluta – dá se quando constatada a atipicidade do ato em relação a norma ou princípio processual de índole constitucional ou norma infraconstitucional garantidora de interesse público. ou ainda. uma vez que os atos processuais mostram-se eficazes até que outros os desfaçam. a preclusão e. arrolar as testemunhas que tiver. não exige a argüição em momento certo e determinado para que tenha lugar o reconhecimento de sua existência. ser decretada de ofício pelo juiz . e indicar as demais provas que pretenda produzir. quando a competência era da justiça militar. e. depende de ato judicial que a reconheça. podendo. terá este o prazo de 10 dias para a apresentação de defesa escrita. sucessivamente.: sentença proferida por quem não é juiz ou por juiz que já não tem jurisdição no momento da prática do ato. Ouvidas as testemunhas da acusação e da defesa e realizadas as diligências instrutórias deferidas ou ordenadas pelo Juiz. ESPÉCIES: . DAS NULIDADES CONCEITO: é uma sanção existente com o objetivo de compelir o juiz e as partes a observarem a matriz legal.ex. 29 do CPR Recebida a denúncia e citado o réu. não pode ser convalidado . contado da data do seu interrogatório. depois. em relação ao ato inexistente.: sentença proferida pelo juiz penal comum. sentença. em número não superior a 5.inexistência – ocorre quando tamanha é a desconformidade do ato com o modelo legal que ele é considerado um não-ato. por nada ser.

. ---------------------------------------------------------------------- .nulidade relativa – ocorre na hipótese de violação de exigência imposta no interesse das partes por norma infraconstitucional.ex. segunda parte. --------------------------------------------------------------------- . ainda que praticado de forma diversa daquela prevista em lei. 566 – Não será declarada a nulidade de ato processual que não houver influído na apuração da verdade substancial ou na decisão da causa.princípio da instrumentalidade das formas – não haverá nulidade se o ato.se. -------------------------------------------------------------------Art.irregularidade – é o vício consistente na inobservância de regramento legal (infraconstitucional). Art. 564. 572 . uma vez que os atos processuais mostram-se eficazes até que outros os desfaçam. em regra. --------------------------------------------------------------------- . atingir sua finalidade. ausência de intimação da defesa acerca da expedição de carta precatória para colheita de testemunho. pois para haver nulidade é mister que haja efeitos prejudiciais ao processo ou às partes. Ill. d e e.princípio da causalidade (ou conseqüencialidade) – a invalidade de um ato implica nulidade daqueles que dele dependam ou sejam conseqüência.. ----------------------------------------------------------------------Art. 563 . sob pena de convalidação. que não acarreta qualquer prejuízo ao processo ou às partes . considerarse-ão sanadas: II .princípio do prejuízo – não basta a imperfeição do ato. o ato tiver atingido o seu fim. PRINCÍPIOS INFORMADORES DO SISTEMA DAS NULIDADES . para que seja reconhecida.ex. . o interessado deve comprovar a ocorrência de prejuízo e argüi-la no momento oportuno.: ausência de leitura do libelo no julgamento do júri ou a falta de compromisso da testemunha antes do depoimento.As nulidades previstas no art. praticado por outra forma. não pode ser reconhecida de ofício pelo juiz . depende de ato judicial que a reconheça. se da nulidade não resultar prejuízo para a acusação ou para a defesa. g e h. e IV.Nenhum ato será declarado nulo.

. somente às nulidades relativas. logo depois de aberta a audiência e apregoadas as partes. ou. na fase do artigo 406 (alegações finais). . por motivos de economia processual.a preclusão temporal da faculdade de alegar a nulidade relativa enseja a convalidação do ato viciado. se a eiva não for alegada oportunamente. causará a dos atos que dele diretamente dependam ou sejam conseqüência.as da instrução criminal dos processos da competência do júri. ou se refere a formalidade cuja observância só a parte adversa interesse. porquanto as absolutas podem ser reconhecidas de ofício. já que as absolutas não estão sujeitas. considerar-se-á sanada. . salvo algumas hipóteses.PRINCÍPIO DA CONVALIDAÇÃO – consubstanciado na possibilidade de o ato imperfeito não ser declarado inválido. . 573 . § 1º .as do julgamento em plenário. a oportunidade processual em que devem ser argüidas as nulidades. ou para que tenha concorrido.as ocorridas após a sentença. . em seu artigo 571. sob pena de convalecimento: . 565 . -----------------------------------------------------------------------. ou referente a formalidade cuja observância só à parte contrária interesse.as do processo sumário. na forma dos artigos anteriores.as da instrução criminal dos processos de competência do juiz singular e dos processos especiais na fase do artigo 500 (alegações finais).as ocorridas posteriormente à pronúncia.princípio do interesse – consiste na impossibilidade de a parte invocar em seu favor o reconhecimento de nulidade a que deu causa ou para a qual tenha concorrido. . em audiência ou em sessão do tribunal. . nas razões de recurso (em preliminar). ------------------------------------------------------------------------Art. a convalidação. serão renovados ou retificados. caso sobrevenha evento em que a lei atribua caráter sanatório. logo depois de anunciado o julgamento e apregoadas as partes. uma vez declarada.princípio da conservação dos atos processuais – consubstancia-se na não-contaminação dos atos que não dependam do ato viciado.Nenhuma das partes poderá argüir nulidade a que haja dado causa.Os atos. . de modo que. cuja nulidade não tiver sido sanada. aplicase. refere-se às nulidades relativas. . logo depois de ocorrerem.A nulidade de um ato. ou logo depois de anunciado o julgamento do recurso e apregoadas as partes. em regra. se ocorridas após esse prazo. no prazo da defesa prévia. O Código elenca.Art.

devendo o processo. no prazo da defesa prévia. no entanto. afastando a irregularidade.incompetência do juiz – pode se dar em razão de defeito de hierarquia (juízo de 1° grau ou competência originária dos tribunais). não podem ser reconhecidas de ofício pelo juiz.a preclusão lógica. por via da competente exceção. substituirá o ato de comunicação. 564 . devendo ser argüida em momento oportuno. . anulará somente os atos decisórios. 569). a corrupção e a prevaricação. ocorre a convalidação das nulidades como fenômeno da coisa julgada. e insusceptível de convalidação). caso em que será possível a desconstituição do julgado.por incompetência.. III). . as demais à nulidade absoluta (é possível de reconhecimento a qualquer tempo. . deve o juiz. . inclusive de ofício pelo juiz. . 572. da representação e do ato de prisão em flagrante poderão ser supridas a todo tempo. ou seja. NULIDADES EM ESPÉCIE: Art.além dessas hipóteses. notificação ou intimação. a competência territorial induz à nulidade relativa (prevalece o interesse das partes. antes da sentença final (art.suborno do juiz – abrange a concussão. ordenar a suspensão ou adiamento do ato se verificar que a irregularidade pode prejudicar direito da parte. . quando for declarada a nulidade.outras causas de convalidação previstas no Código: . ainda que com a finalidade exclusiva de argüir a nulidade da citação. suspeição ou suborno do juiz.A nulidade ocorrerá nos seguintes casos: I . ----------------------------------------------------------.o comparecimento do interessado. de foro (territorial) ou em razão da matéria (juízos especializados). salvo se se tratar de nulidade absoluta que aproveite à defesa. em regra. sob pena de convalidação da eiva e prorrogação da competência.as omissões da denúncia ou da queixa. também pode ensejar a convalidação (art. que se opera em razão da prática de conduta incompatível com o desejo de ver reconhecido o ato como nulo. ser remetido ao juiz competente).suspeição do juiz – juiz impedido.

ilegitimidade “ad processum” – constitui nulidade relativa. falta de assinatura do promotor de justiça.-----------------------------------------------------------------II . erro na qualificação. não tendo sido encontrado. -------------------------------------------------------------------- III . não haverá necessidade – ex. desde que possível sua identificação física.por falta das fórmulas (requisito essencial – ex.: um homem assassinado e sepultado.ex.há nulidade sempre que. a prova testemunhal supre aquela perícia. sanáveis até a sentença: erro do endereçamento. não se procede ao exame de corpo de delito.ex. mediante ratificação dos atos processuais .: vítima menor de 18 anos que ajuíza ação sem estar representada (falta de capacidade postulatória). erro na capitulação jurídica.: descrição do fato criminoso e a identificação do acusado) ou dos termos (peças) seguintes: a) a denúncia ou a queixa e a representação (condição de procedibilidade) – acarretam a nulidade absoluta do processo.ilegitimidade “ad causam” – constitui nulidade absoluta . nos crimes que deixam vestígios. ausência de indicação do rito a ser observado. ausência de pedido de citação. não pode vingar o processo sem que se faça a exumação e a competente necropsia.constituem meras irregularidades da peça inicial. presentes os vestígios do crime. se essa falta não for suprida pelo depoimento de testemunhas – acarreta a nulidade absoluta. -------------------------------------------------------------------- b) o exame do corpo de delito. pois poderá ser a todo tempo sanada.: oferecimento de denúncia pelo MP em caso de crime de ação penal privada (ilegitimidade ativa) ou propositura de ação penal contra menor de 18 anos (ilegitimidade passiva). mas se no homicídio o corpo precipitou-se no oceano. -----------------------------------------------------------------. ----------------------------------------------------------------- . . direto ou indireto. -----------------------------------------------------------------. desde que antes de esgotado o prazo decadencial. -------------------------------------------------------------------.por ilegitimidade de parte. mas se eles desapareceram.

c) a nomeação de defensor ao réu presente. ---------------------------------------------------------------------. e os prazos concedidos à acusação e à defesa – acarreta a nulidade absoluta. e de curador ao menor de 21 anos – acarreta a nulidade absoluta. com o rol de testemunhas. ou ao ausente. a falta de intimação sempre implicará nulidade absoluta. não haverá julgamento sem a sua presença. quando se tratar de crime de ação pública – acarreta a nulidade relativa. os autos devem ser encaminhados ao Procurador-Geral da Justiça.Súmula 352 do STF: “não é nulo o processo penal por falta de nomeação de curador ao réu menor que teve assistência de defensor dativo”. a falta de defensor constitui nulidade absoluta. ------------------------------------------------------------------. ------------------------------------------------------------------ f) a sentença de pronúncia. g) a intimação do réu para a sessão de julgamento. pelo Tribunal do Júri. quando a lei não permitir o julgamento à revelia. ------------------------------------------------------------------- e) a citação do réu para ver-se processar. o libelo e a entrega da respectiva cópia.o comparecimento espontâneo do acusado a juízo substitui o ato citatório. de modo que não haverá invalidação. o seu interrogatório. quando presente. -------------------------------------------------------------------. que o não tiver. ---------------------------------------------------------------- d) a intervenção do MP em todos os termos da ação por ele intentada e nos da intentada pela parte ofendida. . .recusando o promotor de justiça a intervir no feito. -----------------------------------------------------------------.Súmula 523 do STF: “no processo penal. nos processos perante o Tribunal do Júri – acarreta a nulidade absoluta. mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu”. em se tratando de crime inafiançável.o julgamento pelo júri só poderá ser realizado sem a presença física do acusado na hipótese de crime afiançável e desde que o réu tenha sido intimado da data do julgamento.

apenas impede que a decisão transite em julgado (Súmula 423 do STF). já que o juiz não detém capacidade postulatória. que ficam privadas do direito de recorrer. para ciência de sentenças e despachos de que caiba recurso – causa prejuízo às partes. nos casos em que a lei o tenha estabelecido – a ausência de remessa à instância superior não acarreta qualquer nulidade. o quorum legal para o julgamento (número mínimo de juízes. l) a acusação e a defesa. nas condições estabelecidas pela lei. não pode recorrer). k) os quesitos e as respectivas respostas – acarreta a nulidade absoluta. i) a presença pelo menos de 15 jurados para a constituição do júri – acarreta a nulidade absoluta. n) o recurso de oficio (deveria chamar-se “revisão obrigatória”. desembargadores ou ministros) – acarreta a nulidade absoluta. dos atos que dela decorrem. na sessão de julgamento – acarreta a nulidade absoluta. p) nos Tribunais. sendo esta absoluta. tão-somente.por omissão de formalidade (correto seria “requisito”) que constitua elemento essencial (deveria suprimir a expressão “essencial”). mas. não haverá nulidade da sentença ou decisão. que deve ser argüida logo após anunciado o julgamento e apregoadas as partes. m) a sentença (ou qualquer de seus requisitos essenciais) – acarreta a nulidade absoluta. nos termos estabelecidos pela lei – constitui nulidade relativa. j) o sorteio dos jurados do conselho de sentença em número legal e sua incomunicabilidade – acarreta a nulidade absoluta. IV . o) a intimação. ou seja. .---------------------------------------------------------------- h) a intimação das testemunhas arroladas no libelo e na contrariedade. sob pena de preclusão.

considerando-se impedido o que tiver funcionado. anteriormente. por falta de quesito obrigatório. ressalvados os casos de recurso de ofício. e contradição entre estas – acarreta a nulidade absoluta. 206 – é nulo o julgamento ulterior pelo júri com a participação de jurado que funcionou em julgamento anterior do mesmo processo.Ocorrerá ainda a nulidade. 366 – não é nula a citação por edital que indica o dispositivo da lei penal. 361 – no processo penal. 160 – é nula a decisão do tribunal que acolhe. ou não resuma os fatos em que se baseia. na diligência de apreensão. 162 – é absoluta a nulidade do julgamento pelo júri. 351 – é nula a citação por edital de réu preso na mesma unidade da Federação em que o juiz exerce a sua jurisdição. --------------------------------------------------------------- SÚMULAS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL: 155 – é relativa a nulidade do processo criminal por falta de intimação da expedição de precatória para inquirição de testemunha. . contra o réu. embora não transcreva a denúncia ou queixa. nulidade não argüida no recurso de acusação. quando os quesitos da defesa não precedem aos das circunstâncias agravantes.§ único . por deficiência dos quesitos ou das suas respostas. pelo júri. é nulo o exame realizado por um só perito. 352 – não é nulo o processo penal por falta de nomeação de curador ao réu menor que teve a assistência de defensor dativo. 156 – é absoluta a nulidade do julgamento.

juízo ad quem – é para quem se pede o reexame e reforma da decisão.juízo a quo – é o prolador da decisão recorrida. para poder recorrer. a forma estipulada em lei. não tiverem seu seguimento ou não forem apresentados dentro do prazo não serão prejudicados. ------------------------------------------------------------------- PRESSUPOSTOS: . ---------------------------------------------------------------.523 – no processo penal. e este decorre do prejuízo que a decisão. FORMAS DE INTERPOSIÇÃO: por petição e por termo nos autos. por intempestividade). ------------------------------------------------------------------ RECURSOS . falha. .objetivos: a previsão ou autorização legal. os recursos que por erro. salvo se já houver sentença condenatória.é o pedido de reexame e reforma de uma decisão judicial. é necessário que a parte tenha “perdido”. 564 – a ausência de fundamentação do despacho de recebimento de denúncia por crime falimentar enseja nulidade processual. a “sucumbência” (fato de ter perdido) é o pressuposto para o recebimento do recurso.subjetivos: a legitimidade e o interesse do recorrente. a sentença ou o acórdão possam ter causado. sob pena de não conhecimento. não basta ter legitimidade. . para recorrer. alguma pretensão por ela formulada não foi atendida. a falta de defesa constitui nulidade absoluta. é preciso também ter interesse. a norma legal prevê um prazo para a interposição. a tempestividade (para cada recurso. mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu. . ou omissão dos funcionário. ou seja.

. o prazo é de 5 dias. .APELAÇÃO – é o recurso genérico e amplo que cabe contra as sentenças e decisões definitivas. do juiz singular. . os dois podem recorrer.facultativos – é a maioria. nas matérias especificadas no artigo 581 do CPP.SUCUMBÊNCIA: . prazo.parcial – perdeu parte.PROTESTO POR NOVO JÚRI – é o recurso peculiar do Júri. 746). crimes contra a economia popular (ex. . juiz determina a reabilitação criminal (art. ESPÉCIES: .obrigatórios – remessa obrigatória “ex officio” ao tribunal – concessão de HC (art. 5 dias. na apelação ou no RESE. os embargos infringentes visam à reforma da decisão proferida. ou com força de definitivas. só um pode recorrer. privativo da defesa. a defesa ou a acusação.total – perdeu tudo. . só pode ser interposto uma vez e invalida qualquer outro recurso. os de nulidade pretendem anular o processo ou acórdão. 411). absolvição sumária (art.EMBARGOS INFRINGENTES E DE NULIDADE – recurso que cabe quando não for unânime a decisão de 2ª instância.: usura ou agiotagem).RESE – procede-se ao reexame da decisão do juiz (somente as decisões interlocutórias). o prazo é de 10 dias. de 20 anos ou + (a um só crime). que serão de 20 e 15 dias. . CLASSIFICAÇÃO: . cabe nas decisões definitivas de condenação ou absolvição proferidas pelo juiz singular. com exceções. desfavorável ao réu. cabível na condenação a pena de reclusão. permitindo-se-lhe novo pronunciamento antes do julgamento pela instância superior. o prazo é de 5 dias. 574). e contra as decisões do Tribunal do Júri.

CARTA TESTEMUNHÁVEL – é o recurso cabível contra a decisão que não recebe RESE ou agravo na execução. . . . . o prazo é de 48 horas. um recurso. só não acontece isto quando for circunstância de caráter personalíssima. o prazo é de 15 dias. embargos de declaração.extensivo – a vitória de um beneficia a todos – ex. ou cria obstáculo à sua expedição ou seguimento ao tribunal ad quem.: concurso de agentes. quando a decisão recorrida contiver ofensa à CF.suspensivo – depois do TJSC.EXTRAORDINÁRIO (para o STF) – é o que pode ser interposto nas causas decididas em única ou última instância. não há prazo. mas sim uma verdadeira ação. que muitos doutrinadores não incluem na categoria de recursos. e por ele decidido. que visa à rescisão da condenação. * os grifados são privativos da defesa. o prazo é de 2 dias. EFEITOS: . dirigido ao próprio órgão prolador da decisão. revisão criminal. .devolutivo – só se permite a reforma através do recurso. obscuridade. . mas ao esclarecimento de ambigüidade.HC – será concedido sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção. carta testemunhável e HC. tem efeito devolutivo.regressivo – juízo de retratação..EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – recurso contra acórdão. por ilegalidade ou abuso de poder.REVISÃO CRIMINAL – não é. . cabível no RESE e no agravo. dá sentença que concede HC é obrigatório haver recurso do juiz (RESE). * há discussões doutrinárias sobre o protesto por novo Júri. utilizado quando a sentença condenatória for contrária ao texto expresso na lei penal ou à evidência dos autos. não há prazo. . propriamente. contradição ou omissão. que não visa à reforma do julgado.

o tribunal poderá manter ou diminuir a pena ou absolver o réu. acusação interpõe recurso. CONCEITO: é o meio processual voluntário ou obrigatório de impugnação de uma decisão. o tribunal poderá manter ou aumentar a pena.EXTINÇÃO: . RESE no juízo de retratação etc. . utilizado antes da preclusão. RESE etc. REFORMATIO PEJUS (pior): réu condenado a 10 anos. . CPP) – primário e de bons antecedentes aguarda todo o processo solto (é a regra). defesa interpõe recurso. DIREITO DE RECURSO EM LIBERDADE (art.) ou pelo mesmo órgão que a prolatou (embargos de declaração. o tribunal sem recurso da defesa diminui a pena.). RAZÕES: a falibilidade humana e o inconformismo natural daquele que é vencido e deseja submeter o caso ao conhecimento de outro órgão jurisdicional. FINALIDADE: o reexame de uma decisão por órgão jurisdicional de superior instância (apelação. apto a propiciar um resultado mais vantajoso na mesma relação jurídica processual. 594. esclarecimento ou confirmação. o tribunal sem recurso da acusação aumenta a pena para 13 anos. .deserção – só da com a fuga do réu. não há preparo. protesto por novo júri. invalidação. nos outros casos.desistência do réu – o MP jamais pode desistir de recurso interposto por ele. ele instrumentaliza o princípio do “duplo grau de jurisdição”. REFORMATIO MELIUS (melhor): réu condenado a 10 anos.falta de preparo – somente na ação penal privada. decorrente de reforma. o recurso é gratuito. é o pedido de reexame e reforma de uma decisão judicial.

quanto à fonte: . pois. RESE. .quanto à iniciativa: . protesto por novo júri (condenação a pena igual ou superior a 20 anos) etc. embargos de declaração. bastando.legais – são aqueles previstos no CPP (ex.).ordinários – são aqueles que não exigem qualquer requisito específico para a interposição. RESE etc. infringentes ou de nulidade.) ou em leis especiais (ex. .extraordinários – são aqueles que exigem requisitos específicos para a interposição . o legislador estabelece que o juiz deve recorrer de sua própria decisão.). carta testemunhável etc. .quanto aos motivos: . é a regra no processo penal. o mero inconformismo da parte que se julga lesada pela decisão (ex. se não for interposto a decisão não transitará em julgado (ex. da sentença que absolve sumariamente o réu.CLASSIFICAÇÃO: . recurso extraordinário etc. . recurso especial (que tenha sido negada vigência a lei federal).: agravo regimental).necessários (ou “de ofício” ou anômalos) – em determinadas hipóteses.constitucionais – são aqueles previstos no próprio texto da CF (ex. revisão criminal.regimentais – são aqueles previstos no regimento interno dos tribunais (ex.: da sentença de concede HC. recurso especial.: HC. da decisão que arquiva IP ou da sentença que absolve o réu acusado de crime contra a economia popular ou contra a saúde pública). sem a necessidade de ter havido impugnação por qualquer das partes. . .: apelação.: agravo em execução etc.ex. protesto por novo júri. .).: recurso extraordinário (que a matéria seja constitucional).voluntários – são aqueles em que a interposição do recurso fica a critério exclusivo da parte que se sente prejudicada pela decisão do juiz.: apelação.

tempestividade – deve ser interposto dentro do prazo previsto na lei.legitimidade – o MP. os embargos infringentes. dando ou negando provimento ao recurso (juízo de delibação).observância das formalidades legais – a apelação. remete-o ao tribunal. estão ausentes algum dos pressupostos. os defensores públicos ou quem exerça suas funções o prazo é o dobro. a carta testemunhável. . ou seja. o juiz recebe o recurso. quando a decisão assim o determinar. em regra. antes de julgar o mérito do recurso. o querelante. manda processá-lo e. RESE.PRESSUPOSTOS: .interesse do recorrente – interesse na reforma ou modificação da decisão. mas se estivem todos eles presentes. o assistente de acusação e o curador do réu menor de 21 anos. se entender presentes todos os pressupostos. 48 horas (carta testemunhável). estando ausentes qualquer dos pressupostos não conhecerá o recurso. ao final. . não se computa no prazo o dia do começo. o recurso extraordinário.objetivos: . mas inclui-se o do término. está ligado à idéia de sucumbência e prejuízo. . o RESE e o protesto por novo júri devem ser interpostos por petição ou por termo. o recurso especial. não há prazo (revisão criminal.previsão legal (ou cabimento). EXTINÇÃO NORMAL DOS RECURSOS: dá-se com o julgamento do mérito pelo tribunal “ad quem”. JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE (OU JUÍZO DE PRELIBAÇÃO): os recursos. os embargos de declaração. protesto por novo júri). o juiz não recebe o recurso. conhecerá deste e julgará o mérito. seu defensor ou procurador. 10 dias (embargos infringentes e de nulidade). daquele que não obteve com a decisão judicial tudo aquilo que pretendia. 05 dias (apelação. mas há algumas hipóteses especiais. . o réu/querelado. os prazos são peremptórios e a perda implica o não-recebimento do recurso. . são interpostos perante o juízo de 1ª instância (prolatou a decisão). prazos: 15 dias (recurso extraordinário e especial). este deverá verificar apenas a presença dos pressupostos recursais (juízo de admissibilidade pelo juiz “a quo”).subjetivos: . deve também analisar se estão presentes os pressupostos recursais (novo juízo de admissibilidade). o HC e a correição parcial só podem ser interpostos por petição. o tribunal (juiz “ad quem”). HC). 02 dias (embargos de declaração). outra formalidade que deve ser observada é o recolhimento do réu à prisão.

extensivo – havendo dois ou mais réus. como o RESE. .devolutivo – a interposição reabre a possibilidade de análise da questão combatida no recurso. o autor do recurso desiste formalmente do seu prosseguimento. . poucos possuem este efeito. será o mesmo estendido aos demais que não recorreram.deserção – ocorre quando o réu foge da prisão depois de haver apelado.: réu condenado à pena de 1 ano de reclusão. . com idêntica situação processual e fática.EXTINÇÃO ANORMAL DOS RECURSOS: . o tribunal pode absolver o acusado por entender que não existem provas suficientes. pena fixada abaixo do mínimo legal. total ou parcialmente.desistência – ocorre quando. . . a regra no processo penal é a não-existência deste efeito.suspensivo – a interposição impede a eficácia (aplicabilidade) da decisão recorrida. por ex. ainda que haja erro evidente na sentença.regressivo – a interposição faz com que o próprio juiz prolator da decisão tenha de reapreciar a matéria. “REFORMATIO IN PEJUS” (pior): havendo recurso apenas por parte da defesa. após a interposição e o recebimento do recurso pelo juízo “a quo”. mantendo-o ou reformando-a. MP apela visando aumentar a pena. sendo assim. .falta de preparo – não-pagamento das despesas referentes ao recurso. exceção: havendo anulação de julgamento do júri. o tribunal não pode proferir decisão que torne mais gravosa sua situação. o MP não pode desistir. como. EFEITOS DOS RECURSOS: . no novo plenário os jurados poderão reconhecer crime mais grave. “REFORMATIO IN MELLIUS” (melhor): havendo recurso apenas por parte da acusação. através de um novo julgamento. o tribunal pode proferir decisão mais benéfica em relação àquela constante da sentença – ex. um recurso terá tal efeito quando a lei expressamente o declarar. se apenas um deles recorrer e obtiver qualquer benefício..

cabe agravo regimental). quando não recebe em infração de competência do JEC será cabível apelação para a Turma Recursal. indeferir requerimento de prisão preventiva ou revogá-la. cassar ou julgar inidônea a fiança. cabe apelação. arbitrar. V – da decisão que conceder. é cabível contra decisões interlocutórias. despacho ou sentença): I – da decisão que rejeitar a denúncia ou a queixa (quando recebe. 581 . no sentido estrito (da decisão. de litispendência e de incompetência). quando não recebe em crimes de competência originária dos tribunais. são irrecorríveis. quando não receber em crime de imprensa. . é cabível contra decisões definitivas. negar.hipóteses de cabimento: --------------------------------------------------------------------Art. III). .DOS RECURSOS EM ESPÉCIE RECURSO EM SENTIDO ESTRITO . em determinados casos. a que indefere pedido de relaxamento do flagrante e a que não concede a liberdade provisória.objeto: em regra. IV – da decisão que pronunciar ou impronunciar o réu. cabe HC. conceder liberdade provisória ou relaxar a prisão em flagrante (a decisão que decreta a prisão preventiva. III – da decisão que julgar procedentes as exceções (de coisa julgada. é irrecorrível. podendo ser objeto de impugnação por via do HC).inc.Caberá recurso. de ilegitimidade de parte. sem que tenha havido oposição de exceção pelas partes . II – da decisão que concluir pela incompetência do juízo (julgador reconhece espontaneamente sua incompetência para julgar o feito. podendo ser objeto de HC ou alegada em preliminar de apelação). salvo a de suspeição (quando rejeita. com força de definitiva e terminativas.

XVIII – da decisão que decidir o incidente de falsidade. IX – da decisão que indeferir o pedido de reconhecimento da prescrição ou de outra causa extintiva da punibilidade. em relação à decisão que impronuncia o acusado. de ofício. por outro modo. § 1º. VII – da decisão que julgar quebrada a fiança ou perdido o seu valor. XIII – da decisão que anular o processo da instrução criminal. XVII – da decisão que decidir sobre a unificação de penas.quando se convencer da existência de circunstância que exclua o crime ou isente de pena o réu .prazo para interposição: 5 dias. no todo ou em parte. ------------------------------------------------------------------------ . XV – da decisão que denegar a apelação ou a julgar deserta. a interposição de recurso pelo ofendido ou seus sucessores. X – da decisão que conceder ou negar a ordem de habeas corpus. 22 e 24. 411 . XVI – da decisão que ordenar a suspensão do processo. 19. em virtude de questão prejudicial. a contar da intimação da decisão. do CP. ainda que . 17.VI – da sentença que absolver sumariamente o réu (art. recorrendo. extinta a punibilidade.arts. VIII – da decisão que decretar a prescrição ou julgar. 18. XIV – da decisão que incluir jurado na lista geral ou desta o excluir. da sua decisão).

dando ou negando provimento ao recurso (juízo de delibação). por sua vez. para oferecer contra-razões / caso não receber. ele é remetido ao tribunal competente para julgamento /caso a decisão for reformada no total.APELAÇÃO . em sentenças definitivas ou com força de definitivas. a parte contrária poderá. por igual prazo.características: . suas razões e. .não habilitados como assistentes.é instrumento residual – interponível somente nos casos em que não houver previsão expressa de cabimento de RESE. deve abrir vista ao recorrente para oferecer.juízo de retratação). . .5 dias (por petição ou termo nos autos)  o cartório criminal junta no processo  vai para o juízo prolator da decisão (1ª instância) verificar se estão presentes os pressupostos recursais (juízo de admissibilidade pelo juiz “a quo”). não sendo mais lícito ao juiz modificá-la  juízo de admissibilidade pelo tribunal “ad quem”  julga o mérito do recurso. contra essa decisão o recorrente pode interpor carta testemunhável)  juízo de retratação (mantêm a decisão ou reforma a decisão)  mantida a decisão ou reformada parcialmente. em seguida. a partir da data do trânsito em julgado da decisão para o MP. dela recorrer. segundo o qual só poderá ser objeto de julgamento pelo tribunal a matéria que lhe foi entregue pelo recurso da parte.finalidade: levar à 2ª instância o julgamento da matéria decidida pelo juiz de 1° grau. à parte contrária. estando presentes deverá recebê-lo. . dar-se-á no prazo de 15 dias. em regra.é plena (recurso dirigi-se contra a decisão em sua totalidade) ou parcial (visa impugnar somente em parte) – tem aplicação o princípio do “tantum devolutum quantum appellatum”. por simples petição. em 2 dias. é de 20 dias o prazo para interposição do recurso contra a decisão que incluir jurado na lista geral ou desta excluir.é recurso preferível – cabível a apelação. . desde que cabível a interposição do recurso. .é recurso amplo – porque pode devolver ao tribunal o julgamento pleno da matéria objeto da decisão.procedimento: interposição . não poderá ser interposto RESE contra parte da decisão. .efeitos: devolutivo (devolução do julgamento da matéria ao 2° grau de jurisdição) e regressivo (possibilidade de o próprio juiz reapreciar a decisão recorrida . caso contrário não  caso receber. .

após o MP. 593.5 dias  o cartório criminal junta no processo  vai para o juízo prolator da decisão (1ª instância) verificar se estão presentes os pressupostos recursais (juízo de admissibilidade pelo juiz “a quo”). III – quando houver erro ou injustiça no tocante à aplicação da pena ou da medida de segurança. proferidas por juiz singular. contra essa decisão o recorrente pode interpor RESE) / havendo assistente. no caso de intimação ficta (60 dias. para oferecer contra-razões / caso não receber. se a pena for superior a 1 ano). a contar da intimação da sentença (cientificar réu e defensor). à parte contrária. deve abrir vista ao recorrente para oferecer.das decisões definitivas. desde que não cabível o RESE. II – quando a sentença do juiz-presidente for contrária à lei expressa ou à decisão dos jurados. de 5 dias. caso contrário não  caso receber. CPP): -------------------------------------------------------------------I . suas razões e. nos processos de competência do Juizado Especial Criminal (rito sumariíssimo) é de 10 dias. habilitado ou não como assistente. devendo ser interposta por petição e acompanhada das razões de inconformismo. contados da data em que se encerrou o prazo para o MP. em 8 dias (3 dias nas contravenções penais). em 3 dias. ---------------------------------------------- .prazo para interposição: 5 dias. CPP): -------------------------------------------------------------------I – quando ocorrer nulidade posterior à pronúncia. o ofendido ou sucessor não habilitado terão o prazo de 15 dias. nas hipóteses de pena inferior a 1 ano. IV – quando for a decisão dos jurados manifestamente contrária à prova dos autos. II .hipóteses de cabimento nas decisões do juiz singular (art. . de acordo com o procedimento a ser observado em 2ª instância.hipóteses de cabimento nas decisões do tribunal do júri (art. . conta-se o prazo da data da audiência ou sessão em que foi proferida a sentença. ou com força de definitivas. interpuser o recurso). ------------------------------------------------------------------------ .. também. se a parte esteve presente em tal ato.procedimento: interposição . em seguida. por igual prazo. esgotado o prazo recursal para o MP. o ofendido. no caso de ação penal .é ordinária ou sumária.é principal (quando interposta pelo MP) e subsidiária ou supletiva (quando. o prazo para o assistente habilitado recorrer supletivamente é. 593. . estando presentes deverá recebê-lo. manifestar-se-á.das sentenças definitivas de condenação ou absolvição proferidas por juiz singular. e 90 dias.

deve o acusado necessariamente apresentar as razões ou contrarazões. dando ou negando provimento ao recurso (juízo de delibação). se não apresentar no prazo legal. é facultada ao apelante a apresentação das razões recursais em 2ª instância. determinará o processamento  será definido novo relator e revisor que não tenham tomado parte da decisão embargada  para impugnação dos embargos.EMBARGOS INFRINGENTES (matéria de mérito) E DE NULIDADE (matéria processual) . não cabem novos embargos infringentes).conceito: são recursos exclusivos da defesa e oponíveis contra a decisão (em apelação e RESE) não unânime de órgão de 2ª instância que causar algum gravame ao acusado (desfavorável ao réu). uma vez que não pode desistir do recurso e a ausência de sua intervenção em todos os termos da ação pública constitui nulidade. que haviam tomado parte no julgamento anterior. sempre após o querelante. a lei não proíbe que o MP arrazoe a apelação na superior instância (o promotor deverá obter prévia autorização do ProcuradorGeral de Justiça. nesse caso. o simples atraso na apresentação das razões e das contra-razões constitui mera irregularidade  remessa dos autos ao tribunal competente para julgamento  juízo de admissibilidade pelo tribunal “ad quem”  julga o mérito do recurso. na hipótese de apelação simultânea. que apresentará contra-razões e razões. por parte do MP e do réu. uma vez que. defesa – em atenção ao princípio da ampla defesa. .10 dias. que apresentará relatório e o passará ao revisor julgamento (votarão do novo relator e o revisor. o MP apresentará suas contra-razões em 3 dias.procedimento: oposição . da publicação no DOE. .efeitos: devolutivo (devolução do julgamento da matéria ao 2° grau de jurisdição). para responder o recurso da parte contrária. bem como os outros integrantes da câmara 3. . desde que assim requeira na oportunidade da interposição. é intimada a parte para que constitua novo advogado . . .prazo para oposição: 10 dias. após o que retornarão os autos ao órgão ministerial. o relator. o oferecimento das razões incumbirá ao chefe da instituição / a apresentação das razões e das contra-razões são facultativas (MP – mostra se inaplicável o preceito. a secretaria do tribunal abrirá vista dos autos ao querelante e ao assistente.10 dias (petição acompanhada pelas razões e dirigida ao relator do acórdão embargado)  presentes os pressupostos legais. caso não constituir será nomeado um advogado dativo para fazê-la).privada. em regra. se houver  manifestação do Procurador-Geral da Justiça autos vão conclusos ao relator. será o feito arrazoado pelo primeiro e depois aberto o prazo em dobro para o acusado. os quais poderão manter ou modificar seus votos)  nova decisão (ainda que não unânime.

. será cabível a carta testemunhável).é dirigido ao juiz-presidente do Tribunal do Júri. prevalece o entendimento segundo o qual tem ela a natureza de ação .PROTESTO POR NOVO JÚRI . .pressupostos: .os jurados que serviram no primeiro julgamento não poderão participar do segundo.REVISÃO CRIMINAL . designará data para o novo julgamento (se for negado. .características: . . . na decisão impugnada.prazo para interposição: 5 dias. .não há necessidade de apontar-se erro ou injustiça.pode ser utilizado uma única vez. .natureza jurídica: apesar do CPP haver tratado da revisão criminal no título destinado ao regramento dos recurso. mostrando-se. mostrando-se desnecessárias as razões  o juiz-presidente analisará os pressupostos recursais e proferirá decisão sobra a admissibilidade do recurso  decidindo pela admissibilidade.a pena tiver sido fixada em 1ª instância.aplicada pena de reclusão igual ou superior a 20 anos referente a um único crime. .procedimento: interposição .5 dias (por termo nos autos ou por petição). . . portanto. desnecessária a fundamentação.é recurso exclusivo da defesa..conceito: é instrumento processual exclusivo da defesa que visa rescindir uma sentença penal condenatória transitada em julgado.

no caso de falecimento do acusado. por cônjuge. ela é ação contra sentença. ----------------------------------------------------------------------- .pressupostos e oportunidade: deverá obedecer às condições de exercício das ações em geral (legitimidade. pressupõe a existência de sentença condenatória ou absolutória imprópria transitada em julgado. após.penal de conhecimento de caráter desconstitutivo. a modificação da pena (redução) ou a anulação do processo. ao revisor. os autos irão ao órgão de 2ª instância do MP. que terá prazo idêntico para análise. cabendo recurso nos termos do que preceituar o regimento interno  não havendo deferimento liminar. a absolvição do réu. que apresentará relatório em 10 dias e. . bem como. II – quando a sentença condenatória fundar-se em depoimentos.efeitos: se julgada procedente. designação de data para julgamento  a decisão será tomada pelo órgão competente. . CPP): ---------------------------------------------------------------------I – quando a sentença condenatória for contrária ao texto expresso da lei penal ou à evidência dos autos. por fim.procedimento: interessado dirigirá requerimento ao presidente do tribunal competente  o pedido será distribuído a um relator que não tenha proferido decisão em qualquer fase do processo  o relator poderá indeferir liminarmente o pedido. pedirá.legitimidade: próprio réu ou por procurador legalmente habilitado. se julgada improcedente.prazo para interposição: não há prazo. só poderá ser repetida se fundada em novos motivos. se o julgar insuficientemente instruído e entender inconveniente para o interesse da justiça o apensamento aos autos principais. . . pois desencadeia nova relação jurídica processual. se descobrirem novas provas de inocência do condenado ou de circunstâncias que determine ou autorize diminuição da pena. interesse de agir e possibilidade jurídica do pedido). que oferecerá parecer em 10 dias  os autos retornarão ao relator. exames ou documentos comprovadamente falsos. após a sentença. poderá acarretar a alteração da classificação da infração. . .hipóteses de cabimento (art. descendente ou irmão. 621. III – quando. ascendente.

da decisão que admitido o recurso. o rito do RESE. 639. prevalece o entendimento segundo o qual é mero remédio ou instrumento para conhecimento de outro recurso.CARTA TESTEMUNHÁVEL . seguirá. em 1° grau. que. devendo indicar quais as peças que serão extraídas dos autos. se for provido o pedido inserto na carta. para formação da carta extraída e autuada a carta.natureza jurídica: há divergência.conceito: é instrumento a ser utilizado pelo interessado para que a instância superior conheça e examine recurso interposto contra determinada decisão. nada obstante originariamente a correição ostentasse caráter disciplinar. destinada a provocar a tomada de medidas censórias contra o juiz. a carta ganhará o procedimento do recurso denegado.da decisão que não receber o recurso na fase do juízo de admissibilidade. secundariamente. CPP): . abrindo-se conclusão ao juiz para decisão de manutenção ou retratação (efeito regressivo)  no tribunal.. produz efeitos no processo. o tribunal receberá o recurso denegado pelo juiz. .conceito: é instrumento de impugnação de decisões que importem em inversão tumultuária de atos do processo e em relação às quais não haja previsão de recurso específico. obstar à sua expedição e seguimento ao juízo “ad quem”.efeitos: não tem efeito suspensivo.natureza jurídica: apesar do CPP haver tratado da revisão criminal no título destinado ao regramento dos recurso. . . outra corrente afirma que. atualmente. negar-lhe a .hipóteses de cabimento (art. . para alguns. . .prazo para interposição: 48 horas. trata-se de providência administrativodisciplinar. .CORREIÇÃO PARCIAL . ou determinará o seguimento do recurso já recebido. não se pode. .processamento: interposição mediante petição dirigida ao escrivão.

nada obstante haver promoção de arquivamento lançada no IP. . após. hipótese em que serão dirigidos ao juiz. .da decisão que.natureza de recurso. desde que não tenha havido reforma da decisão pelo juiz no juízo de retratação. contradição ou omissão. determinará a intimação da parte adversa. ---------------------------------------------------------- . caso em que serão dirigidos ao relator do acórdão.quando o juiz. para prosseguimento das investigações.legitimidade: o acusado. determinar o retorno dos autos à polícia. obscuridade.EMBARGOS DE DECLARAÇÃO . cabível tanto da decisão de 1° grau (embarguinhos). bem assim as razões do pedido de reforma. bem como o assistente de acusação. poderá conferir efeito suspensivo à correição. . . . a pedido do interessado. bem como requisitar informações ao juiz e.processamento: interposição mediante petição dirigida ao tribunal competente e conterá a exposição do fato e do direito. quando nela houver ambigüidade.de decisão que indeferir a oitiva de testemunha tempestivamente arrolada. .hipóteses de cabimento: -----------------------------------------------------. . da certidão de intimação do recorrente e das procurações outorgadas aos advogados  o relator. hipótese em que o recurso restará prejudicado. uma vez que tem por finalidade a reforma pelos tribunais de decisão que tenha provocado tumulto processual. para que apresente resposta diretamente ao tribunal  a correição será julgada. como de decisões de órgãos colegiados (2° grau). o MP ou o querelante.conceito: são dirigidos ao órgão prolator da decisão. será instruída com cópia da decisão impugnada. . por ocasião do recebimento da denúncia.prazo para interposição: 5 dias.quando o juiz não remeter os autos de IP já findo à polícia para a realização da diligência requeridas pelo promotor de justiça. altera a classificação jurídica da infração etc.

o relator os submeterá à apreciação do órgão que proferiu a decisão. pois se destinam a esclarecimentos ou pequenas correções. fundamentadamente. não continuam a correr os prazos para interposição de outros recursos. acertadamente. o tribunal ou o juiz corrigirá ou completará a decisão embargada. 5°.processamento: oposição mediante requerimento que indique. que. porém meio de integração da sentença ou acórdão. ambigüidade. omissa (quando o julgador silencia sobre matéria que deveria apreciar) ou contraditória (se alguma das proposições nela insertas não se harmoniza com outra). “conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção.conceito: é instrumento que se destina a garantir exclusivamente o direito de locomoção (liberdade de ir e vir). . pondera-se. da CF). os pontos em que a decisão necessita de complemento ou esclarecimento. . omissão ou contradição do julgado. . contados da intimação.efeitos: opostos os embargos. também é desnecessária a manifestação da parte contrária)  se providos. já que nada mais são do que meio voluntário de pedir a reparação de um gravame decorrente de obscuridade.HABEAS CORPUS .prazo para oposição: 2 dias. 05 dias (Juizado Especial Criminal). o MP ou querelante e o assistente de acusação. inintelegível em maior ou menor grau). LXVIII. tratando-se de embargos meramente protelatórios.. não constituem recurso. .legitimidade: o acusado.natureza jurídica: parte da doutrina afirma. por ilegalidade ou abuso de poder” (art. . assim declarados pelo julgador. que têm natureza recursal. independentemente de manifestação da parte contrária ou do revisor (em 1° grau. ambígua (se uma parte da sentença permitir duas ou mais interpretações.hipóteses de cabimento: se a decisão for obscura (quando não clara. uma vez que não possuem caráter infringente (não ensejam a modificação substancial da decisão). endereçado ao juiz ou relator  ao recebê-los. o prazo para interposição de outro recurso não sofrerá interrupção. . . de forma a não se entender qual a intenção do magistrado). por outro lado.

liberatório (corretivo ou repressivo) – quando se pretende a restituição da liberdade de alguém que já se acha com esse direito violado.. VII – quando extinta a punibilidade.hipóteses de cabimento (art. independentemente de representação de advogado – denominado de impetrante.passiva – aquele que exerce a violência. em seu favor ou de outrem. .preventivo – quando se pretende evitar que a coação se efetive. III – quando quem ordenar a coação não tiver competência para fazê-lo. desde que haja fundado receio de que se consume. IV – quando houver cessado o motivo que autorizou a coação.natureza jurídica: embora tenha sido regulamentado pelo Código como recurso. VI – quando o processo for manifestamente nulo.espécies: .legitimidade: . ----------------------------------------------------------- . . V – quando não for alguém admitido a prestar fiança. nos casos em que a lei autoriza. . é uma ação penal popular constitucional voltada à proteção do direito de liberdade de locomoção.enumeração exemplificativa): ---------------------------------I – quando não houver justa causa. II – quando alguém estiver preso por mais tempo do que determina a lei. 648. .ativa – pode ser impetrado por qualquer pessoa (que tenha interesse de agir). . coação ou ameaça – denominado de coator (ou autoridade coatora). CPP .

caso se cuide de pedido preventivo. assinando-se prazo para apresentação  após.. havendo empate. ou dispensadas. o HC será julgado na primeira sessão.: o juiz de 1° grau julgará HC em que figurar como coator um delegado de polícia. se concedida a ordem. será expedida ordem nesse sentido.considerações gerais: embora seja uma ação constitucional de natureza civil. será expedido salvo-conduto. ou da câmara criminal. desde que não tenha participado da votação. o juiz poderá determinar a realização de diligências. após analisar o pedido liminar. câmara ou turma. da decisão de 1° grau que conceder ou denegar a ordem de HC cabe RESE. em determinadas hipóteses. entretanto. que a enviará imediatamente ao presidente do tribunal. contra ato jurisdicional penal. na hipótese de o pedido voltar-se parar anulação de processo ou trancamento de IP ou processo. quando não há concessão. caberá ao presidente decidir. . se se verificar que a violência ou ameaça à liberdade de locomoção já havia cessado por ocasião do julgamento.processamento em 1ª instância: petição  o juiz.MANDADO DE SEGURANÇA NA JUSTIÇA CRIMINAL . o pedido será julgado prejudicado. o juiz de 2° grau julgará HC em que figurar como coator o juiz de 1° grau ou o promotor de justiça etc. podendo.processamento no tribunal: petição apresentada ao secretário. caso entenda necessário e se estiver preso o paciente. . decidindo em 24 horas. determinará.competência: exs. o presidente. diz-se que a ordem foi denegada.efeitos e recursos: se concedida a ordem de HC. pode ser utilizado. não amparado por HC ou habeas data. . para que delibere a respeito  recebidas as informações. o presidente mandará supri-los)  pode o presidente entender que é caso de indeferimento liminar do HC. renovando-se os atos processuais no primeiro caso. “conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo. situação em que não determinará o suprimento de eventuais irregularidades e levará a petição ao tribunal. requisitará da autoridade coatora informações por escrito (se ausentes os requisitos legais da petição. ou da turma que estiver reunida ou que primeiro tiver de reunir-se  se a petição obedecer os requisitos legais. adiar-se o julgamento para a sessão seguinte  a decisão será tomada por maioria de votos. que seja ele apresentado  seguir-se-á a requisição de informações da autoridade coatora. prevalecerá a decisão mais favorável ao paciente. quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de . determinar-se-á a imediata soltura do paciente. a revisão pela superior instância é obrigatória. se preso estiver. . na hipótese contrária. entendendo necessário.

havendo necessidade de o impetrante fazer representar-se por advogado habilitado.legitimidade: . caso haja pedido de liminar. LXIX. os autos irão ao MP.passiva – autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público. que se manifestará em 5 dias  o juiz decidirá no prazo de 5 dias. ele é decadencial.competência: é definida de acordo com a categoria da autoridade coatora.  o juiz ou relator poderá. . 5°.ativa – o titular do direito líquido e certo violado ou ameaçado. determinar a suspensão do ato. a competência para julgar os MS contra ato jurisdicional do Juizado Especial Criminal é do tribunal de 2ª instância e não da turma recursal. o promotor de justiça é parte legítima para impetrá-lo contra ato jurisdicional. da CF). se presentes o “fumus boni iuris” e o “periculum in mora”  a autoridade coatora será notificada para prestar informações no prazo de 10 dias (idêntico prazo será conferido ao litisconsorte necessário. ser urgente. no caso do MS voltar-se contra decisão judicial. fac-símile etc. . competente será o tribunal incumbido de julgar os recursos relativos à causa. insusceptível de interrupção ou suspenção. ao despachar a inicial. . . que deverá ser citado. inclusive perante os tribunais. radiograma.poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público” (art. por via de telegrama. bem assim em razão de sua sede funcional. procedimento: impetração. Livramento Condicional: .prazo para impetração: 120 dias. para oferecer contestação)  prestadas ou não as informações. a contar da cientificação acerca do teor do ato impugnado (exclui o dia inicial).

II . Nessas hipóteses. § 1º da lei de crimes hediondos. a aplicação é obrigatória. 83. nos casos de condenação por crime hediondo. excepcionalmente.cumprimento de mais da metade da pena se o condenado for reincidente. Na verdade. salvo efetiva impossibilidade de fazê-lo. tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. Pressuposto objetivos: I . permanecendo o condenado em regime exclusivamente fechado até a concessão de sua liberdade condicional. Significa que durante o cumprimento da pena e enquanto não concedida a liberdade condicional. é admissível o livramento condicional.reparação do dano causado pela infração. que admite. ele não pode obter progressão para regime mais leve. no livramento condicional corresponde ao restante da pena. . prática de tortura. b) ordinário (cumprimento de metade da pena). e o art. o que não acontece no livramento condicional. Também não constitui mais um direito público subjetivo de liberdade do condenado nem incidente da execução. nesses casos. que determina. É medida penal de natureza restritiva da liberdade. no sursis o período de prova dura de dois a quatro anos ou seis anos. Neste não se exige que o réu inicie o cumprimento da pena. presentes seus pressupostos. O livramento condicional pode ser: a) especial (cumprimento de 1/3 da pena). o cumprimento integral da pena em regime fechado. de cunho repressivo e preventivo. V. Os requisitos de ordem subjetiva e objetiva estão no art.Livramento condicional é a liberdade antecipada do presidiário. Não é simples faculdade do juiz.cumprimento de mais de 2/3 da pena. 83. as duas disposições são conciliáveis. se o apenado não for reincidente específico em crimes desta natureza Pressupostos Subjetivos: III . bom desempenho no trabalho que lhe foi atribuído e aptidão para prover à própria subsistência mediante trabalho honesto. e terrorismo. IV . 2º. V . Há aparente contradição entre o art. Difere do sursis. o livramento condicional a condenados por crimes hediondos.comprovação de comportamento satisfatório durante a execução da pena. do CP. presentes os pressupostos. Não é um benefício.cumprimento de mais de 1/3 da pena se o condenado não for reincidente em crime doloso e tiver bons antecedentes.

Exemplos: trafico de drogas e estupro. ainda que concedido pelo Poder Judiciário o livramento condicional não impede que o Poder Executivo a decrete. salvo se depois o condenado demonstra bom comportamento. latrocínio e tortura. Ou seja. . quando o sujeito. Quando o condenado é reincidente em crime doloso. e apresente bons antecedentes. Só é possível quando a pena de prisão simples é igual ou superior a dois anos. do MP ou mediante representação do Conselho Penitenciário. terrorismo e tráfico (art. I. não impedem a medida. de ofício ou a requerimento do interessado. o juiz pode suspender. se expirar o prazo do livramento sem revogação. em tese. não tem efeito retroativo. Deste modo. deve cumprir mais de metade da pena. sendo imprescindível parecer do Conselho Penitenciário. nestas hipóteses. Entende-se como reincidência específica. O criminoso primário deve cumprir mais de um terço da pena privativa de liberdade. os dois crimes devem ter sido cometidos após a vigência da Lei 8.Damásio examina a situação do condenado pela prática de crime hediondo. vem novamente cometer um deles. julgará extinta a pena privativa de liberdade. Assim também o criminoso reincidente. desde que reunidas as condições legais. Tratando-se. pode ela efetivar-se ainda que. por si só. V). a execução da pena de prisão simples. A lei das contravenções penais admite a medida no art. de norma penal que prejudica o apenado. 83.072/90. bem como conceder livramento condicional. latrocínio e latrocínio. 11. A gravidade e a natureza do crime. nem superior a três. O período objeto de remição ou detração deve ser computado para estes fins. observado o art. Nos casos em que a expulsão do estrangeiro é cabível. desde que não o seja em crime doloso. tortura. Fuga anterior impede a medida. seja caso de concessão de livramento condicional. do CP. porém. por tempo não inferior a um ano. è Processamento A competência para concessão é do Juiz da execução. a pena deve se cumprida integralmente em regime fechado. O juiz. embora não vincule o juiz. 64. já tendo sido irrecorrivelmente condenado por qualquer dos delitos elencados.

enquanto não passar em julgado a sentença em processo a que responde o liberado. Entende a doutrina que se ocorrer perdão judicial do novo crime não haverá revogação do benefício. por crime cometido na vigência do livramento. O juiz não poderá declarar extinta a pena. O juiz poderá também revogar o livramento.por crime cometido durante a vigência do benefício. salvo quando a revogação resulta de condenação por outro crime anterior àquele benefício. Revogado o livramento. e. As causas de revogação podem ser judiciais ou legais e obrigatórias ou facultativas. não se desconta na pena o tempo em que esteve solto o condenado. (Damásio entende. por crime ou contravenção. . nesse caso. se o liberado deixar de cumprir qualquer das obrigações constantes da sentença. . não poderá ser novamente concedido. que a condenação por contravenção a prisão simples não acarreta revogação do benefício). A revogação só pode ocorrer durante o período de prova. Revoga-se o livramento se o liberado vem a ser condenado a pena privativa de liberdade.por crime anterior. sendo irrelevante crime cometido após o mesmo. ou for irrecorrivelmente condenado. a pena que não seja privativa de liberdade. caso em que somam-se as penas correspondentes a crimes diversos para efeito de livramento. em sentença irrecorrível:(legais. correspondente ao período de prova.è Revogação Os arts. obrigatórias) . Como conseqüência da revogação deve-se cumprir a pena que se encontrava suspensa. 86 e 87 do CP cuidam das causas obrigatórias e facultativas de revogação do livramento condicional.

designação de interrogatório. seguidos a debates orais e sentença em até cinco dias. com exceção da contravenção de jogo do bicho. sendo suprimidos algumas formalidades que demandam tempo. onde serão ouvidas as testemunhas de defesa. defesa prévia em três dias e audiência das testemunhas de acusação. Seguem-se a determinação das diligências que o juiz entender necessárias ou a designação. que assim dispõe: . ou detenção e multa. Procedimento Sumário O rito sumário é a forma de fazer-se o processo mais sucinto. A lei só o admite nos casos de infrações menos graves. considera-se extinta a pena privativa de liberdade.Se até o seu término o livramento não é revogado. No sumário. desdobrando-se em duas modalidades: o sumário dos crimes e o das contravenções.099/95 trouxe o procedimento sumariíssimo. o juiz profere despacho saneador (privativo dos ritos sumários). Ao sumário dos crimes sujeitam-se os crimes punidos com pena de detenção. Os autores tem entendido que com a impossibilidade de instauração de ação penal por portaria do delegado. citação. que tem procedimento próprio. não cabe em crimes punidos com reclusão. mais rápido. poderão ser arroladas até 5 testemunhas Em seguida. deixou de existir procedimento diferente para contravenções e crimes O sumário é aplicável a todas as contravenções. recebimento. desde logo. O procedimento sumário não difere do ordinário nas suas etapas iniciais. de audiência de instrução e julgamento. havendo denúncia ou queixa. A Lei 9. em benefício de uma justiça mais rápida e no interesse dos próprios acusados e da apuração da verdade.

na forma do parágrafo único do art. será reduzida a termo. 67 desta lei para comparecerem à audiência de instrução e julgamento. devendo a ela trazer suas testemunhas ou apresentar requerimento para intimação. entregando-se cópia ao acusado.LEI nº 9. prescindir-se-á do exame do corpo de delito quando a materialidade do crime estiver aferida por boletim médico ou prova equivalente.78 Oferecida a denúncia ou queixa.099. será citado na forma dos arts. quando não houver aplicação de pena. de 26 de setembro de 1995 Capítulo III DOS JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS DO PROCEDIMENTO SUMARÍSSIMO Art. 66 desta lei. cabendo ao Juiz verificar se a complexidade e as circunstâncias do caso determinam a adoção das providência previstas no parágrafo único do art. se não houver necessidade de diligências imprescindíveis. § 2º Se a complexidade ou circunstâncias do caso não permitirem a formulação da denúncia. que com ela ficará citado e imediatamente cientificado da designação de dia e hora para a audiência de instrução e julgamento. 66 desta lei. pela ausência do autor do fato. de imediato. com dispensa do inquérito policial. ou pela não ocorrência da hipótese prevista no art. 66 e 68 desta lei e cientificado da data da audiência de instrução e julgamento. serão intimados nos termos do art. da qual também tomarão ciência o Ministério Público. denuncia oral. o Ministério Público poderá requerer ao Juiz o encaminhamento das peças existentes. Art. no mínimo cinco dias antes de sua realização.77 Na ação penal de iniciativa pública. 69 desta lei. . § 1º Se o acusado não estiver presente. § 1º Para o oferecimento da denúncia. o Ministério Público oferecerá ao juiz. o responsável civil e seus advogados. 76 desta lei. o ofendido. § 3º Na ação penal de iniciativa do ofendido poderá ser oferecida queixa oral. § 2º Não estando presentes o ofendido e o responsável civil. que será elaborada com base no termo de ocorrência referido no art.

a denúncia ou queixa. será dada a palavra ao defensor para responder à acusação. que poderá ser julgada por turma composta de três Juízes em exercício no primeiro grau de jurisdição. . Art. 74 e 75 desta lei. impertinentes ou protelatórias.81 Aberta a audiência. se presente. Nenhum ato será adiado. proceder-se-á nos termos dos arts. contendo breve resumo dos fatos relevantes ocorridos em audiência e a sentença. § 2º O recorrido será intimado para oferecer resposta escrita no prazo de dez dias. § 3º As partes poderão requerer a transcrição da gravação da fita magnética a que alude o § 3º do art. após o que o Juiz receberá. mencionará os elementos de convicção do Juiz. reunidos na sede do Juizado. interrogando-se a seguir o acusado.79 No dia e hora designados para a audiência de instrução e julgamento. havendo recebimento. Art. § 3º A sentença. determinando o Juiz. Art. § 2º De todo o ocorrido na audiência será lavrado termo. 65 desta lei.80. passando-se imediatamente aos debates orais e à prolação da sentença.§ 3º As testemunhas arroladas serão intimadas na forma prevista no art. por petição escrita. a condução coercitiva de quem deva comparecer. assinado pelo Juiz e pelas parte. 73. se na fase preliminar não tiver havido possibilidade de tentativa de conciliação e de oferecimento de proposta pelo Ministério Público. podendo o Juiz limitar ou excluir as que considerar excessivas. dispensado o relatório. da qual constarão as razões e o pedido do recorrente. 72. pelo réu e seu defensor. § 1º Todas as provas serão produzidas na audiência de instrução e julgamento. ou não.82 Da decisão de rejeição da denúncia ou queixa e da sentença caberá apelação. serão ouvidas a vítima e as testemunhas de acusação e defesa. Art. quando imprescindível. contados da ciência da sentença pelo Ministério Público. 67 desta lei. § 1º A apelação será interposta no prazo de dez dias.

Art. § 2º Quando opostos contra sentença. § 5º Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos. no prazo de cinco dias. houver obscuridade. a súmula do julgamento servirá de acórdão. omissão ou dúvida. § 1º Os embargos de declaração serão opostos por escrito ou oralmente. os embargos de declaração suspenderão o prazo para o recurso.83 Caberão embargos de declaração quando. § 3º Os erros materiais podem ser corrigidos de ofício. . contradição. contados da ciência da decisão. em sentença ou acórdão.§ 4º As partes serão intimadas da data da sessão de julgamento pela imprensa.