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Universidade Nove de Julho

Alessandro Proença de Oliveira
Leonardo de Oliveira Henrique
Renato Trevisan
Robson Cícero Silva
Vanderlei Vieira de Amorim Junior

Projeto para fabricação de Bomba de água Veicular

São Paulo
2009

1
Alessandro Proença de Oliveira
Leonardo de Oliveira Henrique
Renato Trevisan
Robson Cícero Silva
Vanderlei Vieira de Amorim Junior

Projeto para fabricação de Bomba de água Veicular

Trabalho de conclusão de curso
apresentado à Universidade Nove de
Julho, como parte dos requisitos
para a obtenção do grau de
Engenheiro de Produção Mecânico.
Orientadora: Profª. Adriana Hélia
Caseiro

São Paulo
2009

2
AGRADECIMENTOS
Agradecemos a DEUS por nos fazer capazes de realizar este trabalho, nos dando
inteligência e perseverança.
Agradecemos aos nossos pais, mães, irmãos e/ou irmãs, filhos (as) e
principalmente nossas esposas e namoradas, pelo apoio e paciência que demonstraram
durante a realização deste trabalho.
Agradecemos aos professores do curso de Engenharia de Produção Mecânica, ao
nosso professor José Roberto Palacio, e em especial, a professora orientadora Adriana
Hélia Caseiro que nos orientou na realização deste trabalho, através de suas
experiências e conhecimentos adquiridos.
Agradecemos a todos os colegas que cruzaram nosso caminho e que seguiram
conosco até o fim desta jornada, desejando-lhes sucesso na estrada que irão trilhar.
E a todos os demais, que de alguma forma contribuíram para realização deste
trabalho.

3
RESUMO

Este trabalho apresenta um projeto de implantação de uma fábrica de bomba de
água veicular, com capacidade de fabricação de 140.000 unidades por mês. As pesquisas
de campo, análises das concorrências e de mercado foram ferramentas utilizadas como
base para o desenvolvimento deste projeto. Para o desenvolvimento do produto, foram
utilizados conceitos de planejamento industrial, através de cálculos de dimensionamento
da bomba e de toda a fábrica, aplicando-se as normas e os requisitos específicos do
produto. Através dele chegou-se à viabilidade econômica e onde foi verificado a
possibilidade de execução do mesmo, apresentando índices favoráveis de investimento e
de retorno.

applying the standards and the specific requests about the product.000 units by month.4 ABSTRACT The goal of work is to introduce the project of implementation of a factory that produces automotive water pumps. which capacity of production is about 140. Through the development of the project was possible to reach the economical viability and the possibility of accomplishment about the project. . through sizing calculation of the water pump and the entire factory. The market researches. there were used industrial planning concepts. On behalf of the product development. competition analysis and market analysis are the tools that were used as base on the development of this project. reporting favorable rates of investment and financial return.

.............1: Seção por um plano normal ao eixo............................. Figura 5.............................................................. Figura 14........................................ Figura 3..................1: Leiaute celular........ Figura 5............ Figura 2...... Figura 14......... Figura 2............................................. Figura 6.......................................................................................1: Lista de peças no desenho...........................................1: Fluxograma de processo...........................................................1: Usina hidrelétrica...................... .......... Figura 11...................................................................5 LISTA DE FIGURAS Figura 2.......................................................2: Embalagem plástica da bomba 113 automotiva. Figura 7..................................................................3: Equilíbrio de forças radiais na voluta.......1: Vista caminhão e 56 62 100 112 carroceria............................................................2: Empilhadeira 16 18 18 22 29 49 elétrica.......................2: Carcaça em voluta..............1: Gráfico de processo.................

...................3: Média do consumo doméstico de água.... Tabela 16...............................................................................................................................................8: Demonstrativo dos custos variáveis.......................................................................................................................................................... Tabela 5............... Tabela 16..........1: Diagrama homem máquina........4: Dados técnicos do compressor de ar....................................................1: Demanda de cada turno de produção.........1: Investimento inicial da Tecnobombas....2: Mão-de-obra direta.. Tabela 16.............. Tabela 8...................................................4: Classificação da empresa quanto à 22 31 32 36 39 45 53 58 64 68 69 69 71 ocupação..................1: Cálculos de valores. Tabela 16.............................................. 89 91 130 131 132 133 134 135 136 136 138 139 140 141 ...................................1: Especificações técnicas da máquina HTF250W.........3: Custo de mão-de-obra direta segundo classificação............................2: Limites de tolerância para ruído contínuo ou intermitente... Tabela 8...............6: Custos indiretos de fabricação.............................................................................9: Depreciação aplicada na Tecnobombas......7: Demonstrativo de despesas..............................................................................................................11: Impostos sobre o produto............. Tabela 5........................................... Tabela 5................................................................12: Lucro mensal da Tecnobombas...........4: Mão-de-obra indireta....... Tabela 6...........1: Comparação de caracterização das substâncias a água........ Tabela 16..... Tabela 6..................................... Tabela 5................................... Tabela 16.............. Tabela 5....5: Custo de mão-de-obra indireta segundo classificação................. Tabela 16....... Tabela 16............ Tabela 8..........................................3: Fatores volumétricos e peso específico.... Tabela 7................................2: Distribuição do consumo de água......................................10: Custo de fabricação unitário....................................... Tabela 16............ Tabela 8......1: Lista de peças...................4: Quantidade específica de calor total................... Tabela 16.......6 LISTA DE TABELAS Tabela 3.. Tabela 10.... Tabela 10.........................................................5: Tipo de sistemas e volume de reserva de incêndio 72 mínima (m³)...............1: Inspeção de equipamentos... Tabela 16.... Tabela 8... Tabela 16.........................2: Especificações técnicas da máquina HTF90W.................

7 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas AISI – Instituto Americano de Ferro e Aço BOM – Lista de materiais (Bill of material) CLT – Consolidação das Leis Trabalhistas DIN – Associação de Normas Alemã ISO – Organização Internacional para Padronização (International Organization for Standardization) DOU – Diário Oficial da União JIT – Just-in-time NBR – Norma Brasileira Regulamentar NQA – Nível de Qualidade Aceitável SAE – Associação de Engenharia Automotiva (American Iron and Stell Institute) TPM – Manutenção Produtiva Total (Total Productive Maintenance) .

8 LISTA DE SÍMBOLOS °C cm CO CP cv D g/cm³ h H2O Hp kcal/h kg K kV kW L/s L/m m mm Graus Celsius Centímetro Monóxido de Carbono Capacidade de Produção Cavalos Diâmetro (mm) Grama por centímetro cúbico Horas Água Unidade de potência (Horse power) Quilo caloria por hora Quilograma Demanda Quilo volts Quilo watts Litros por segundo Litros por minuto Metro Milímetro .

.................2..................9 Parâmetros de definição do gerador de energia elétrica...................... 4.6 Buchas de fixação da carcaça..................1 Parâmetros de injeção para a carcaça.... PROJETO DO PRODUTO.4 Selo mecânico...........................5 Memorial de cálculos...................... 4....3 Parâmetros de definição do maquinário de montagem (Prensas A e B) e teste de estanqueidade............................................. 3......2...............................................................2.........2.................................................................................................................... 43 44 44 45 46 46 46 46 47 47 47 .......................................................................................................7 Parâmetros de definição da esteira transportadora.......... EQUIPAMENTOS E TECNOLOGIA. 4.5 Parâmetros de definição do desumificador........... 2........ 4...............2..................................2........................2................9 SUMÁRIO 1 2 3 4 5 INTRODUÇÃO...................... 2.................................. 2........................1..............................................................................1 Bomba centrífuga radial...................... 4..................4 Instruções de engenharia..... 5............5................................................................................................................................5 Rotor...................................2..................2 Cálculos..................2 Eixo/rolamento..1 Características do projeto................................1 Carcaça......................... 3..1 5.....2..............................5 Buchas de fixação da polia...................... 5........2..................................................................................................................4 Selo mecânico...... 4.................. 5.......................................1............7 Tampa selante da carcaça.....2.............................. 5....................................................................... 14 15 15 16 16 17 17 19 19 19 19 20 21 21 21 22 23 23 23 23 23 24 24 24 25 25 25 26 26 26 27 28 5............................... 2.............................. 3................... 5................ 5.........................2 Eixo................. 2.............................6 Polia..12 Parâmetros de definição da fresadora universal......................1 Tipos e aplicações dos materiais.......... 3......5..................2............... 5................13 Parâmetros de definição da furadeira de bancada...3 Sistema de lista de peças.......................................................... Parâmetros de definição de maquinário.....................................1............. 5........... 5....... 2............8 Parâmetros de definição do carrinho hidráulico............................................................................................................. 2...............2 Sistemas de desenhos......................................................................... BOMBA DE ÁGUA AUTOMOTIVA..................................................................................................................... 2........... 3.........1 Estrutura do produto................10 Parâmetros de definição da prensa hidráulica de 15 toneladas.............................. 2.............................3 Rolamento..........................................................................6 Cronograma das atividades............................................................................1 Bombas cinéticas..............................1...................................4 Parâmetros de definição da unidade de água gelada................. 5..................................................2.................................................. 3.....2............ 5............................ MATÉRIA-PRIMA......................2...........................................11 Parâmetros de definição do torno mecânico.......1 Bombas centrífugas..............2 Componentes da bomba de água automotiva...............6 Parâmetros de definição do compressor..........................................2........ 4........ 5....2...........1 Poliamida.................................1 Carcaça e rotor.....................................1...............................................................2 Parâmetros de injeção para o rotor.........................2.......................... 5..................2 29 36 36 40 Tecnologia do fornecedor...................... 4.3 Polia dentada.........1..... 3........................ 4.........................................................................2...................... 3.. 2.........

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5.2.14 Parâmetros de definição do paquímetro analógico, micrômetro e
relógio comparador........................................................................
5.2.15 Parâmetros de definição do moto esmeril......................................
5.2.16 Parâmetros de definição do multímetro.........................................
5.2.17 Parâmetros de definição da furadeira manual................................
5.2.18 Parâmetros de definição da empilhadeira......................................
CAPACIDADE DE PRODUÇÃO........................................................................
6.1
Medidas de capacidade................................................................................
6.2
Estratégia de processo..................................................................................
6.3
Dimensionamentos da capacidade de produção..........................................
6.4
Eficiência do processo.................................................................................
ENERGIA...............................................................................................................
7.1
Usina hidrelétrica.........................................................................................
7.2
Rede primária...............................................................................................
7.3
Dimensionamento da carga..........................................................................
7.4
Material utilizado na edificação...................................................................
ÁGUA......................................................................................................................

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Sistema de abastecimento industrial............................................................
Consumo de água per capita........................................................................
Consumo de água para o sistema de incêndio............................................
Dimensionamento do reservatório..............................................................
8.4.1 Volume total do reservatório.........................................................
8.4.2 Altura do reservatório....................................................................
8.4.3 Diâmetro do reservatório...............................................................
POLUIÇÃO...........................................................................................................
9.1
Poluição das águas......................................................................................
9.2
Poluição do ar.............................................................................................
9.3
Poluição sonora...........................................................................................
9.3.1 Efeitos psicofisiológicos do ruído.................................................
9.4
Gestão ambiental.........................................................................................
SEGURANÇA DO TRABALHO.........................................................................
LEIAUTE ..............................................................................................................
11.1 Leiaute celular.............................................................................................
11.2 Determinação do leiaute..............................................................................
PLANEJAMENTO E CONTROLE DA PRODUÇÃO.....................................
12.1 Tempo justo (Just-in-time – JIT) e kanban..................................................
12.2 Planejamento das necessidades dos materiais (MRP).................................
12.3 Ordem de fabricação....................................................................................
12.4 Carga máquina.............................................................................................
QUALIDADE........................................................................................................
13.1 Qualidade e controle no recebimento de material.......................................
13.2 Qualidade no processo de fabricação..........................................................
13.3 Qualidade no produto acabado...................................................................
LOGÍSTICA...........................................................................................................
14.1 Transportes..................................................................................................
14.1.1 Carga.............................................................................................
14.1.2 Percurso e frete..............................................................................
14.1.3 Equipamentos................................................................................
14.2 Embalagens.................................................................................................
14.3 Estoques......................................................................................................

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14.3.1 Estoque de segurança....................................................................
14.3.2 Estoque de matéria prima e insumos.............................................
14.3.2.1 Poliamida......................................................................
14.3.2.2 Eixo/rolamento..............................................................
14.3.2.3 Polia dentada.................................................................
14.3.2.4 Selo mecânico................................................................
14.3.2.5 Bucha de fixação do rotor..............................................
14.3.2.6 Bucha de fixação da carcaça..........................................
14.3.2.7 Tampa selante para carcaça...........................................
14.3.3 Estoque de produto acabado..........................................................
Armazenagem..............................................................................................
Endereçamento de
14.4.1
armazenagem...................................................
Armazenamento em
14.4.2
bloco..............................................................
Movimentação de

materiais.........................................................................
15 GESTÃO DA MANUTENÇÃO...........................................................................
15.1 Manutenção corretiva...................................................................................
15.2 Manutenção preventiva................................................................................
15.3 Manutenção preditiva..................................................................................
15.4 Manutenção produtiva total (TPM).............................................................
16 VIABILIDADE ECONÔMICA............................................................................
16.1 Investimento inicial......................................................................................
16.2 Custos de fabricação....................................................................................
16.3 Mão-de-obra direta......................................................................................
16.4 Mão-de-obra indireta...................................................................................
16.5 Custos indiretos de fabricação.....................................................................
Despesas...................................................................................
16.5.1
......
16.6 Custos variáveis...........................................................................................
16.7 Depreciação..................................................................................................
16.8 Custo unitário de fabricação........................................................................
16.9 Impostos e contribuições.............................................................................
16.10 Valor unitário de venda...............................................................................
16.11 Ponto de equilíbrio.......................................................................................
16.12 Payback (Tempo de retorno).......................................................................

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16.13 Taxa interna de retorno................................................................................
17 CONCLUSÃO.......................................................................................................
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................
APÊNDICE A – Fluxograma do produto...............................................................
APÊNDICE B – Desenhos dos componentes.........................................................
APÊNDICE C – Instrução de engenharia da bomba..............................................
APÊNDICE D – Instrução de engenharia do rotor.................................................
APÊNDICE E – Instrução de engenharia do selo mecânico..................................
APÊNDICE F – Instrução de engenharia da carcaça.............................................
APÊNDICE G– Instrução de engenharia da polia.................................................
APÊNDICE H – Instrução de engenharia do eixo rolamento................................
APÊNDICE I– Memorial de cálculos....................................................................
APÊNDICE J – Cronograma das atividades..........................................................
APÊNDICE K – Dimensionamento de máquinas..................................................
APÊNDICE L – Modelo de conta de energia........................................................
APÊNDICE M – Desenhos de leiaute...................................................................
APÊNDICE N – Carga máquina............................................................................
APÊNDICE O – Ordem de fabricação..................................................................
APÊNDICE P – Folha de verificação 0001...........................................................
APÊNDICE Q – Folha de verificação 0002..........................................................
APÊNDICE R – Folha de verificação 0003..........................................................
APÊNDICE S – Folha de verificação 0004...........................................................
APÊNDICE T – Folha de verificação 0005...........................................................
APÊNDICE U – Folha de verificação 0006...........................................................
APÊNDICE V – Folha de verificação 0007...........................................................
APÊNDICE W – Folha de verificação 0001a.........................................................
APÊNDICE X – Folha de verificação 0002a..........................................................
APÊNDICE Y – Folha de verificação 0003a..........................................................
APÊNDICE Z – Folha de verificação 0004a..........................................................
APÊNDICE AA – Folha de verificação 0005a.......................................................
APÊNDICE AB – Lista de verificação...................................................................

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houve a necessidade do aprimoramento dos sistemas de arrefecimento. Motores de alta potência específica trabalham em temperaturas mais elevadas. os motores teriam baixa vida útil. (STONE. Serão abordados também. O objetivo do trabalho é projetar os componentes da bomba de água para veículo Palio 1. (TAYLOR. À medida que os motores foram evoluindo e aumentando sua potência específica. o que torna o trabalho do sistema de arrefecimento muito mais crítico. no inicio do século XX. 1992). com seus motores arrefecidos a ar. . projeto do produto.0. por conta da potência. Desde o princípio da história do automóvel. o controle de temperatura dos motores foi um item que sempre recebeu muita atenção por parte dos engenheiros. ou como no caso da Volkswagen e Porshe. o que causaria a deformação ou até mesmo a fundição dos componentes do motor. pois a queima do combustível nos cilindros e o atrito entre as peças libera grande quantidade de calor. 1988). poluição. Este controle podia ser realizado basicamente por um líquido que percorre um circuito fechado chamado de arrefecimento à água. através de cálculos de pressão. cada vez mais elevada. logística e viabilidade econômica. qualidade. manutenção. os itens como produto. PCP. desenvolver processo de fabricação otimizado para confecção dos componentes que compõem o conjunto da bomba de água. A importância deste projeto é aplicar os conceitos adquiridos durante o curso de graduação de Engenharia de Produção Mecânica. vazão. elaborar sistemas eficazes e produtivos de montagem dos componentes. Caso o automóvel não possuísse refrigeração. processo de fabricação e elaboração da planta fabril. leiaute. matéria-prima. água. energia. visando seguir normas e requisitos específicos do produto. o qual auxiliará no desenvolvimento do projeto do produto. segurança do trabalho. torção e outras propriedades físicas. equipamentos e tecnologia. 1991). exigindo componentes (desde o líquido refrigerante que não é mais a água da torneira) cada vez mais sofisticados. (PENIDO FILHO.14 1 INTRODUÇÃO A presença de um sistema de refrigeração é fundamental nos motores a combustão interna. capacidade de produção. pois a faixa de variação da temperatura foi ficando.

A transmissão de energia é comumente realizada por um rotor que recebe energia mecânica de um eixo e impulsiona o fluido. As bombas hidráulicas possuem funções inversas das turbinas. fazendo o líquido ser puxado do centro linearmente. transferindo assim energia hidráulica. tais como as bombas de fluxo . Em alguns motores o fluxo começa pelo cabeçote e depois continua pelo bloco. motores a explosão. 2. cabeçote. (MATTOS & FALCO. pois quando o líquido passa por uma bomba aumenta sua energia. Também são chamados geradores hidráulicos ou ainda equipamentos hidrodinâmicos. de onde pode seguir seu fluxo para o motor. Enquanto gira. O fluido que sai da bomba passa pelo bloco do motor. Estes nomes representam o método para mover o fluido. uma vez. Existem diversos tipos de bombas cinéticas. a bomba de água usa força centrífuga para mandar o fluido para fora. (DOTZLAW. As bombas cinéticas são também chamadas de bombas rotodinâmicas ou de turbobombas. energia eólica ou até mesmo manualmente.1 Bombas cinéticas Este tipo de bomba fornece energia continuamente a um fluido que escoa pelo seu interior. A entrada para a bomba está localizada perto do centro para que o fluido que retorna do radiador bata no rotor.15 2 BOMBA DE ÁGUA AUTOMOTIVA Bombas são equipamentos que transformam energia mecânica em energia hidráulica que é fornecida ao líquido. A bomba de água automotiva é uma bomba cinética centrífuga radial. 1998). 2009). As bombas são classificadas em dois grandes grupos: bombas de deslocamento positivo e bombas cinéticas. turbinas a vapor. que transformam energia mecânica em energia potencial. lançando-a para fora da bomba. onde a bomba é acionada por uma correia conectada ao virabrequim e ao eixo de comando também chamado de eixo árvore. enquanto as turbinas hidráulicas transformam a energia potencial de uma queda hidráulica em energia mecânica. radiador e retorna para a bomba. As bombas podem ser acionadas por motores elétricos. A bomba faz o fluido circular sempre que o motor está em funcionamento.

1. 1998) 2. Figura 2. bombas de carcaça rotativa e as bombas centrífugas. ou até mesmo uma junção das duas energias dependendo da construção mecânica do rotor. transferindo líquidos de um local para outro. 2009) . (MATTOS & FALCO.1 Bomba centrífuga radial O líquido penetra no rotor paralelamente ao eixo. LIMA. as bombas axiais. 2003) 2. segundo trajetórias contidas em planos normais ao eixo. Todos estes tipos transmitem energia ao fluido empregando a conversão de energia mecânica em energia cinética. na irrigação de lavouras.16 misto.1 Bombas centrífugas As bombas centrífugas fornecem ao fluido energia cinética e posteriormente essa energia é transformada em energia de pressão. 1998. (DOTZLAW. podendo ser convertida em energia de pressão ou energia potencial. na indústria em geral.1. As bombas centrífugas podem ser do tipo centrífugas radiais ou tipo Francis. sendo dirigido pelas pás para a periferia. nos edifícios residenciais.1. conforme ilustrado na figura 2. Bombas centrífugas são os equipamentos mais utilizados para bombear líquidos no saneamento básico. portanto. A energia cinética pode ser puramente centrífuga ou de arrasto. as bombas regenerativas. curvas praticamente planas contidas em planos radiais.1 As trajetórias são. as quais são utilizadas nos sistemas de arrefecimento automotivo.1 – Seção por um plano normal ao eixo. (MATTOS & FALCO.

o rendimento das bombas radiais torna-se baixo. . rotor e polia. conforme ilustrado na figura 2. sendo generalizada sua construção e estendida sua utilização à grande maioria das instalações comuns de água limpa. com geratrizes paralelas ao eixo de rotação. e o seu custo se eleva em virtude das dimensões que assumem suas peças. nem turbulências excessivas. e para pequenas. com descarga de 5 a 500 L/s e até mais. A bomba de água automotiva utiliza a carcaça em voluta. eixo. 1998) 2. 2. rolamento. passo fundamental ao bombeamento. selo mecânico. (MATTOS & FALCO. As bombas do tipo radial são fabricadas em série. da direção axial para a radial. sob certo aspecto. para melhor atender à transição das trajetórias das partículas líquidas. onde são fixadas a um disco apenas (rotor aberto) para bombas de água suja. médias e grandes alturas de elevação. Quando se trata de descargas grandes e pequenas alturas de elevação. Nas bombas radiais bem projetadas.2.2. sem provocar choques. provê oportunidade para a conversão de energia cinética do fluido em energia de pressão. a região inicial das pás pode apresentar-se com a forma de superfície de dupla curvatura.2 Componentes da bomba de água automotiva As bombas automotivas são compostas pelos seguintes componentes: carcaça. Nota-se que estas indicações são vagas e imprecisas. e que a escolha do tipo de rotor dependerá da noção de velocidade específica.17 As bombas deste tipo possuem pás cilíndricas (simples curvaturas).1 Carcaça A carcaça é o componente responsável pela concentração do fluido bombeado bem como. A voluta tem por função primordial coletar o fluido que sai na periferia do impelidor e orientar seu caminho até a saída da bomba. tornando-se pouco conveniente empregá-las.

18 Figura 2.3 . Este procedimento permite então um equilíbrio das forças radiais no entorno dos 360° da voluta.Carcaça em voluta. (MATTOS & FALCO. Figura 2. Assim sendo.2 . conforme ilustrado na figura 2.Equilíbrio de forças radiais na voluta (MATTOS & FALCO. como a quantidade de fluido é crescente no entorno da voluta e na direção do escoamento. a área crescente nos 360° da voluta. 1998) . Na verdade.3. é necessário acomodar o fluido coletado anteriormente e o fluido que estará saindo da periferia do impelidor nesta seção. 1998) É importante salientar que não é no entorno da voluta que a energia cinética – que o fluido possui ao sair do impelidor – é transformada em energia de pressão. note que na seção A. objetiva a coleta e acomodação da crescente quantidade de fluido. por exemplo. a área precisa ser crescente e computada de forma a manter a velocidade – e conseqüentemente a pressão – constantes ao longo dos 360° da voluta.

parte fixa e conjunto rotativo. mas outros materiais também são usados. a conversão de energia cinética em energia de pressão ocorre na região denominada parte difusora da voluta. São feitos principalmente de aço. que apresenta um canal divergente com início na seção assinalada pela letra B (figura 2. O selo mecânico possui ajuste automático das faces de contato. assim como suportar o impelidor e outras partes rotativas. que elimina e previne vazamentos de fluidos ou gases sob pressão.2. um anel externo. A função do rolamento é minimizar a fricção entre as peças móveis da máquina e suportar uma carga.2 Eixo A função básica do eixo é transmitir o torque na partida e durante a operação. devendo trabalhar sempre com deflexão menor que a folga mínima entre as partes rotativas e estacionárias. 1998) 2. 2. 1989).2.19 Portanto.2. como a cerâmica.4 Selo mecânico Selo mecânico é um dispositivo mecânico de forma cilíndrica. produzindo movimentos de .3 Rolamento Sempre que há rotação. vários corpos rolantes (esferas e rolos) e uma gaiola. compensa automaticamente pequenos e grandes desvios axiais e radiais do eixo rotativo. 1991.5 Rotor Rotor é tudo que gira em torno do seu próprio eixo.2).2. Os eixos são ditos rígidos ou flexíveis se a rotação for inferior ou superior à primeira rotação crítica. (MATTOS & FALCO. fuga de fluidos e gases entre o eixo rotativo e a carcaça fixa da bomba. (SKF. MATTOS & FALCO. (MATTOS & FALCO. O selo mecânico evita a passagem. A maioria dos rolamentos atualmente consiste em um anel interno. 1998) 2. 1998) 2. existe a necessidade de alguma forma de rolamento. (SOUZA. respectivamente.

Acionada por uma correia.20 rotação. a polia gira em um eixo transferindo movimento e energia a outro componente. compressores entre outros. MATTOS & FALCO. 1998) 2. turbinas. (MATTOS & FALCO. possuem eixos rotativos. o líquido fica retido entre os componentes do rotor e da carcaça da bomba. 1998) . À medida que o elemento gira.2. 1991. Qualquer máquina rotativa. O rotor da bomba provoca uma pressão reduzida do lado da entrada. o que possibilita a admissão do líquido à bomba pelo efeito da pressão externa.6 Polia É uma peça muito comum a diversas máquinas. (SOUZA. utilizada para transferir força e movimento. como bombas.

para que a partir disto possam ser dadas recomendações quanto ao emprego e organização dos desenhos. conforme cita a norma DIN 199. por este motivo o produto deve ser o mais preciso. já a facilidade de fabricação pode-se simplificar operações reduzindo ferramentas. FELDHUSEN. estando no mercado na hora certa que o cliente necessitar. tornando-se competitivo. o tipo de representação e a estrutura do desenho. .2 Sistemas de desenhos Para a produção de desenhos técnicos devem-se respeitar algumas definições básicas tais como. BEITZ. MARTINS & LAUGENI.21 3 PROJETO DO PRODUTO O ponto básico do produto é atender as necessidades e exigências do cliente. FELDHUSEN. Na facilidade de montagem podem-se utilizar técnicas que proporcionam a redução de custos. Outro ponto importante é o produto atender as exigências ambientais. não poluente e até mesmo materiais recicláveis. GROTE. A facilidade de desmontagem facilita a manutenção ou a substituição de itens desgastados. 2006) Os desenhos dos componentes da Tecnobombas estão disponíveis no apêndice B. GROTE. desenhos oficiais. (PAHL. máquinas e pessoas envolvidas no processo. entre outros. 2005. BEITZ. No desenvolvimento do projeto deve-se levar em consideração a facilidade de montagem. figuras. facilidade de fabricação e a facilidade de desmontagem. Os desenhos se representam através de esboços. tais como utilização de materiais biodegradáveis. 2005. O fluxograma do produto encontra-se disponível no apêndice A. (PAHL. esquemas e diagrama. 3. 2006) 3. que consuma pouca energia. MARTINS & LAUGENI.1 Estrutura do produto Estrutura do produto é o detalhamento do produto desmembrado por desenhos e listas de componentes ao qual se unificando gera o produto em si.

22 3. informando sua quantidade no produto e sua descrição.1 ou incluída no desenho do produto.3 Sistema de lista de peças Conjunto da lista de peças pertence a um produto que pode ser chamando de jogo de lista de peças.Lista de peças Tecnobombas BOM Posição Quantidade Unidade Descrição Código 1 1 pç Rotor TB 001 2 1 pç Selo Mecânico TB 002 3 1 pç Carcaça TB 003 4 1 pç Polia TB 004 5 1 pç Eixo Rolamento TB 005 6 1 pç Bucha TB 006 7 1 pç Tampão TB 007 Figura 3. bem como o código interno da empresa. conforme figura 3. Tabela 3.Lista de peças no desenho . Neste jogo de lista de peças os componentes que formam o produto são descritos unitariamente.1.1 .1 . conforme tabela 3. A lista do produto pode ser feita separadamente.

1 Características do projeto  Líquido: água a temperatura de 90°  Vazão: Q = 160 L/min = 0. carcaça. 3. G e H. F.0027m3/s  Altura manométrica: Adotado H = 20m  Número de rotações por minuto: n = 5.2 Cálculos Disponíveis no apêndice I.23 3.5.4 Instruções de engenharia Instruções elaboradas contemplando matéria-prima.3  10% bar 3.5. 3. selo mecânico. respectivamente. 3. disponível no apêndice J. os quais estão disponíveis nos apêndices C. . rotor. polia e eixo/rolamento.6 Cronograma das atividades Cronogramas são acompanhamentos dotados para melhor visualizar o status do desenvolvimento do projeto. D. propriedades e particularidades da bomba de água montada.5 Memorial de cálculos Segundo Macintyre (1997). ensaios a serem realizados no produto ou em algum componente.250  Pressão de trabalho: P = 1. E. o projeto de uma bomba centrífuga possui uma parte que é própria a esse tipo de máquina e outra comum a vários tipos.

como também o seu custo. plásticos. argila.24 4 MATÉRIA PRIMA Os materiais estão provavelmente mais entranhados na cultura atual do que a maioria pode imaginar. Desta forma. (CALLISTER. estes incluem metais. Os primeiros seres humanos tiveram acesso a apenas um número limitado de materiais. vidros e fibra. Desta forma. as condições de serviço devem ser caracterizadas.1. Somente em raras ocasiões é que um material possui a combinação máxima ou ideal de propriedades. que pode ser moldada através dos processos de injeção ou extrusão. comunicação. habitação. Em tempos relativamente recentes que os cientistas compreenderam as relações entre os elementos estruturais dos materiais e suas propriedades. 2000) 4. madeira. as características dos materiais. um problema de materiais consiste na seleção do material correto dentre muitos materiais disponíveis. estes novos materiais incluíam a cerâmica e vários metais.1 Tipos e aplicações dos materiais Algumas vezes. vestuário. A poliamida tem como características a resistência aos . Transportes. Com estes conhecimentos adquiridos por volta dos anos 60. deu-lhes condições de moldar. Foi descoberto também que as propriedades de um material poderiam ser alteradas através de tratamentos térmicos e pela adição de outras substâncias. entre outros. (CALLISTER.1 Poliamida Dentre os termoplásticos tem-se a poliamida. dezenas de milhares dos diferentes materiais foram desenvolvidos com características relativamente específicas que atendem as necessidades da moderna e complexa sociedade. uma vez que estas irão ditar as propriedades exigidas do material. Existem vários critérios para que seja tomada decisão final. em primeiro lugar. em grande parte. peles. cada segmento é influenciado em maior ou menor grau pelos materiais. Com o tempo descobriram técnicas para a produção de materiais que tinham propriedades superiores às dos produtos naturais. aqueles que ocorrem naturalmente: pedra. pode ser necessário abrir mão de uma característica por outra. 2000) 4. recreação e produção de alimentos.

150kg mensais. respeitando a norma NR 17 de ergonomia. 4. Conforme padrão do fornecedor. suporta altas cargas dinâmicas bem como dureza e rigidez elevada. óleos e graxas.2 Eixo/rolamento O eixo é composto pelo aço SAE 1060. A temperatura de uso pode variar de 90 a 110°C. fácil deslizamento. 4.25 choques. já considerando 0. A densidade da poliamida a 20°C é de 1. totalizando 243 sacos mensais. (PROVENZA. A quantidade de matéria-prima a ser comprada junto ao fornecedor Du Pont é de 12. necessitam suportar para atender as necessidades exigidas em seu trabalho. nos quais serão fornecidos em caixas plásticas retornáveis com as dimensões de 40cm x 40cm x 15cm com tampa contendo 100 rolamentos. oferecendo excelentes propriedades. podendo variar de solas de sapatos esportivos a engrenagens.3 Polia dentada A polia dentada é fabricada com o material aço SAE 1020 fundida. a poliamida se torna instável. estes itens formam um conjunto único. a matéria-prima será fornecida em sacos de 50kg.1 Carcaça e rotor A carcaça e o rotor são produzidos com poliamida 6.1% de perda com o processo. álcool.140 conjuntos mensais. desgastes. resistência mecânica e térmica.1. carburantes. na quantidade de 140. aos quais. alta rigidez.1% de perda com o processo.5%. rotor e carcaça. já considerando 0. os componentes da bomba de água. além de ser resistente a impactos. e o rolamento pelo aço DIN-100Cr6. resistência a abrasão.6 com 50% de fibra de vidro. estabilidade dimensional. e sua aba . álcalis concentrados e cetonas.13g/cm3 e uma contração de moldagem de 1 – 2. Porém quando se fala de ácidos. A poliamida é estável a álcalis fracos.1. 1991) 4. Com estas características o poder de aplicação deste material se torna grande. sendo fornecido pela fabricante INA.

26 estampada é composta pelo aço SAE 1006. Ltda.512 peças mensais. vedação é composta por anel de cerâmica industrial e anéis de borracha fabricados em viton e a mola é fabricada em aço mola conforme norma AISI 304. As buchas de fixação da polia serão fornecidas pela empresa Metalway Ind. O conjunto será fornecido pelo fornecedor Dry-Pack.6 Buchas de fixação da carcaça As buchas de fixação da carcaça são fabricadas em material de fácil usinagem DIN 9SMn28. O fornecimento será em sacos plásticos contendo 300 unidades cada. fornecida na quantidade de 589. O fornecimento será em sacos plásticos contendo 300 unidades cada. e Com Ltda. O fornecimento será em caixa plástica retornável de 35cm x 30cm x 20cm com tampa.1% de perda com o processo. contendo 80 polias por caixa.. na quantidade de 140. este conjunto será fornecido já montado pelo fornecedor Metalway Ind. fornecida na quantidade de 147. 4. e Com.140 conjuntos mensais. O fornecimento será em caixa plástica retornável de 40cm x 40cm x 50cm com tampa. Ltda.140 conjuntos mensais. . já considerando a norma NR 17 de ergonomia. contendo 500 selos mecânicos por caixa. 4.378 peças mensais. neste valor já esta sendo consideradas 5% de perdas com o processo. corpo fabricado em aço inox AISI 302. já considerando 0. já considerando a norma NR 17 de ergonomia. e Com. 4. já considerando a norma NR 17 de ergonomia.4 Selo mecânico O selo mecânico é composto por 3 itens principais. As buchas de fixação da carcaça serão fornecidas pela empresa Metalway Ind. já considerando 0. já considerando a norma NR 17 de ergonomia. na quantidade de 140.5 Buchas de fixação da polia As buchas de fixação da polia são fabricadas em material de fácil usinagem DIN 9SMn28. neste valor já esta sendo consideradas 5% de perdas com o processo.1% de perda com o processo.

As tampas selante da carcaça serão fornecidas pela empresa Metalway Ind. fornecida na quantidade de 147. já considerando a norma NR 17 de ergonomia.7 Tampa selante da carcaça As tampas selante da carcaça são fabricadas em material de fácil conformação SAE-1006. . O fornecimento será em sacos plásticos contendo 300 unidades cada.378 peças mensais. neste valor já esta sendo consideradas 5% de perdas com o processo. e Com. Ltda.27 4.

.1. 2006) Para determinação do processo de fabricação e dos equipamentos. O fluxograma de processo é representado pela figura 5.000 pçs/mês e fabricação interna da carcaça e do rotor. Após a injeção a peça é rebarbada manualmente e transportado ao setor de montagem. Após a injeção. onde quanto maior o grau de automação menor é a interferência do homem e mediante a este fator preponderante tem-se uma maior confiabilidade do processo e um menor custo operacional. foram levados em consideração as seguintes premissas: demanda de 140. onde serão reutilizadas. (MARTINS & LAUGENI. No processo de fabricação da carcaça primeiramente é acoplado na pinça da injetora os conjuntos eixo/rolamento para que seja injetado junto à carcaça. logo após a carcaça é transportada ao setor de montagem. o operador retira à sobra de material de injeção (canais de injeção). para que seja injetado junto ao rotor. As sobras de material destes dois processos de injeção são trituradas.28 5 EQUIPAMENTOS E TECNOLOGIA A tecnologia se demonstra pelo grau de automação dos equipamentos. sendo que na mistura pode ser utilizada até 6% deste material reaproveitado. No processo de injeção do rotor a bucha de fixação é inserida manualmente nas pinças.

29 Figura 5. além de unidades .1 – Fluxograma de processo 5.1 Tecnologia do fornecedor A Haitian é uma empresa de origem chinesa fundada em 1966. Atualmente conta com dez parques industriais situados no território chinês.

Canadá. abaixo seguem modelos: HTF 250W – 2 unidades para injeção da carcaça. a Haitian foi sem sombra de dúvidas. com tecnologias como High Precision DNC Center.30 localizadas na Itália. A Haitian conta com equipamentos de última geração e equipe técnica de pesquisa e desenvolvimento altamente capacitada. Em virtude do exposto. alcançou a certificação pelas normas ISO 9001. maximiza constantemente sua capacidade de produção. como também para os serviços prestados. Estados Unidos e Brasil. onde as especificações técnicas estão demonstradas na tabela 5. FMS Line e administração de estoque automatizada. (HAITIAN. reduzindo custos e aumentando a eficiência de seus serviços prestados. Conta com um centro Interativo do Cliente. Turquia. 2009) Após análise das informações acima e levando em conta o custo benefício do equipamento a ser adquirido. 7 dias por semana e 24 horas por dia. adquiri-se então 3 (três) equipamentos de injeção de plástico. . a melhor empresa disponível no mercado. foi escolhido para a construção da sede da Haitian América do Sul. onde funcionários bem treinados atendem clientes de todo o mundo.1. versão 2000. Hoje considerada a maior empresa produtora de máquina injetoras no mundo. O Brasil por ser o maior país da América Latina e possuir mais de 500 clientes com os quais a Haitian comercializa suas máquinas há mais de 10 anos. assegurando a integração dos serviços da empresa tanto voltada para os produtos.

67 x 2.1 – Especificações técnicas da máquina HTF 250W.65 6. 2009) ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS HTF 250W Itens Modelo HTF 250 t Diâmetro do parafuso Mm 50 Razão do parafuso L/D 22 cm³ 471 Volume de injeção teórico (PS) Peso de injeção (PS) G Velocidade de injeção mm/s Capacidade de Plastificação g/s Pressão máxima de Injeção MPa Velocidade da rosca RPM Força de fechamento do molde KN Curso abertura Mm Espaço entre colunas Mm Tamanho máximo molde Mm Tamanho mínimo molde Mm Curso de extração Mm Força de extração KN Ponto de extração PC Pressão máxima bomba MPa Motor principal KW Potência de aquecimento KW Dimensões da máquina * M Peso da máquina T 429 205 24 215 0-225 2500 540 580 x 580 580 220 150 62 9 16 30 16.09 x 1.09 83 .31 Tabela 5. (HAITIAN.

1 unidades para injeção do rotor.32 Capacidade do funil Kg Capacidade de óleo L 50 555 (*) Especificações Relativas HTF 90W . 2009) ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS HTF 90W Itens Modelo HTF 90 t Diâmetro do parafuso Mm 32 Razão do parafuso L/D 22.Especificações técnicas da máquina HTF 90W.2 . onde as especificações técnicas estão demonstradas na tabela 5.5 cm³ 121 Volume de injeção teórico (PS) Peso de injeção (PS) G Velocidade de injeção mm/s Capacidade de Plastificação g/s Pressão máxima de Injeção MPa Velocidade da rosca RPM Força de fechamento do molde KN 110 87 11 249 0-295 900 . Tabela 5.2. (HAITIAN.

). com estreito relacionamento internacional e cobertura global.46 25 240 (*) Especificações Relativas ATM Automação foi fundada em 1998. a ATM Automação foi. ATM Automação iniciou o desenvolvimento de aplicações especiais.86 3. em Guarulhos . em virtude de seu projeto do equipamento apresentar um menor tempo de operação na montagem do produto. Hoje faz parte do Grupo Empresarial MDN. sendo o tempo de operação de . como representante brasileira de válvulas pneumáticas norte-americanas (Mac Valves Inc. (ATM. e logo passou a dispor de uma ampla gama de produtos na área de automação industrial. sem sombra de dúvidas.33 Curso abertura Mm Espaço entre colunas Mm Tamanho máximo molde Mm Tamanho mínimo molde Mm Curso de extração Mm Força de extração KN Ponto de extração PC Pressão máxima bomba MPa Motor principal KW Potência de aquecimento KW Dimensões da máquina * M Peso da máquina T Capacidade do funil Kg Capacidade de óleo L 320 360 x 360 380 150 100 33 5 16 15 6. Não demorou a expandir sua área de atuação. 2009) Após analise das informações acima e levando em conta o custo beneficio do equipamento a ser adquirido.SP. Ao notar a carência do mercado por soluções de valor agregado. rede mundial de distribuidores Mac Valves e PHD. pontas de robots.32 x 1.23 x 1. manifolds especiais. a melhor empresa disponível no mercado. soluções integradas e maquinários especiais. tais como garras.2 4.

2009) A empresa Kyocera Mita fornecerá toda parte de impressão de documentos para empresa Tecnobombas por ter apresentado menor custo. 2009) Por apresentar menor custo e possui credibilidade no mercado a empresa Bradesco seguros prestará o serviço de seguro contra incêndio e fenômenos naturais para a Tecnobombas. (KYOCERA. rotor e selo mecânico na carcaça.34 5seg por máquina para montagem e 10seg para o teste de estanqueidade. Adquiri-se então 6 (seis) equipamentos de montagens específicas. É gerador de emprego direto para cerca de 244 mil profissionais. No Brasil. de modo que o processo de montagem segue o seguinte fluxo:  2 (duas) máquinas fixam o tampão e as buchas na carcaça.000 postos de atendimento em todo território brasileiro fundada há 74 anos. com 76. 2009) . é o maior contribuinte em impostos e o segundo empregador.  2 (duas) máquinas para o teste de estanqueidade.  2 (duas) injetoras de plástico para injeção da carcaça da bomba. O Bradesco Seguros é uma empresa brasileira que possui mais de 3. uma das subsidiárias que compõem a corporação Kyocera.5 bilhões de receita líquida em 2007. líder mundial de processamento de imagem de documentos. possuía mais de 50 milhões de clientes. oferece uma completa linha de produtos para soluções em documentos digitais. Seguros de Vida e Previdência Complementar. 13. No final de 2007. Kyocera Mita. impressoras para corporativo).  1 (uma) injetora de plástico para injeção do rotor da bomba. atua nos ramos de Automóveis.907 contratados diretos e mais de 41 mil indiretos. e atenta a diversas necessidades. Além disso. Capitalização. Seguro Saúde. O Grupo Telefônica é um dos três maiores conglomerados de telecomunicações do mundo. (TELEFÔNICA. (BRADESCO. pelo critério de número de clientes: são mais de 226 milhões de acessos nos 23 países em que está presente. com R$ 20.7% é a participação do Brasil da receita do grupo no mundo.  2 (duas) máquinas fixam a polia. Ramos Elementares. Impressoras laser (impressoras compactas. o grupo Telefônica é o maior conglomerado empresarial privado em atuação. impressoras para grupos de trabalho. 2 (duas) injetoras de plástico para injeção da carcaça da bomba e 1 (uma) injetora de plástico para injeção do rotor da bomba.

a atuar no Brasil. e possui 15 unidades que atendem a clientes em mais de 12 Estados brasileiros. que possibilitam aos usuários ver. em 1972. Trinta e sete anos depois. O nome Kalunga foi lido pela primeira vez no Brasil. por decreto do presidente Campos Sales. recémchegado de Bauru com a família. Era uma iniciativa do ex-caixeiro-viajante Damião Garcia e empresário do ramo gráfico. simular e analisar o desempenho de suas idéias sob condições realistas mais cedo no processo de projeto. Light and Power Co. a loja virtual (kalunga. zona sul de São Paulo. A partir de então sua história se confundiu com o desenvolvimento do Estado de São Paulo. É a única empresa desse mercado a dispor de todos os canais de venda: além das lojas físicas. a empresa foi autorizada. Em 17 de julho do mesmo ano. (KALUNGA. tapetes e mops.com). é uma divisão da Steiner Corporation. Canadá. Ltd.. Autodesk desde 1982 desenvolve as tecnologias 2D e 3D mais modernas. toalhas. na fachada de uma pequena papelaria no bairro da Vila Mariana. (ALSCO. a Kalunga (“tudo de bom” em dialeto banto africano) transformou-se na maior distribuidora brasileira de materiais escolares e produtos para escritório e informática.35 A Tecnobombas utilizará os serviços de telefonia e internet do grupo Telefônica. 2009) Por apresentar vasta variedade em produtos de limpeza e limpeza de panos . (BANDEIRANTES. 2009) Por ser um grande varejista e possui preços mais competitivos do mercado a Tecnobombas comprará seus produtos de escritórios e informática na empresa Kalunga.. suporte técnico e as atualizações para o desenvolvimento de projetos da Tecnobombas. (AUTODESK. possui pontos de suporte e vendas em localizações estratégicas para melhor atender seus clientes. A EDP Bandeirantes trabalha em varias cidades da grande São Paulo e Vale do Paraíba. com 60 lojas distribuídas pelas principais cidades brasileiras. 2009) A Autodesk fornecerá os softwares de engenharia. que buscava uma atividade para os filhos pequenos. 2009) A Tecnobombas receberá a alimentação elétrica da empresa EDP Bandeirantes que é a concessionária que atende a região onde encontra-se a fábrica. o Televendas. em Toronto. Empresa pioneira no ramo de higienização têxtil no país é líder no segmento de lavanderia industrial com fornecimento de uniformes. A Alsco toalheiro esta presente no Brasil desde 1944. A EDP Bandeirantes tem suas origens em 1899 com a fundação da The São Paulo Tramway. uma divisão voltada ao mercado corporativo e outra às licitações de contas do governo e autarquias.

graças à visão empreendedora de seus fundadores. eletrônica. a Retrak disponibiliza para locação ou venda completa linha de empilhadeiras elétricas. químico. calibração e manutenção de instrumentos de medidas. 2009) . (DUPONT. automobilístico. buchas do rotor. (SABESP. segurança. polia dentada e a tampa selante para carcaça da empresa Metalway. 2009) A Tecnobombas receberá a prestação de serviços da SABESP. presta serviços de tratamento de água e esgoto para 60% dos municípios do estado de São Paulo. produtos domésticos e biotecnologia. construção. pois a mesma atende as necessidades e presta serviços no município que a empresa está localizada. quando iniciou suas atividades com um escritório de importação e distribuição de produtos. 2009) Por apresentar o menor custo a Tecnobombas receberá a prestação de serviços de aferição dos seus instrumentos de medição da empresa Metrotec. transpaleteiras elétricas e empilhadeiras a combustão. A Metalway iniciou suas atividades no ano de 1992 na cidade de Guarulhos. Atualmente. a Metalway consolidou sua posição no setor metalúrgico brasileiro. contribundo com o potencial de crescimento do Brasil. (RETRAK. que teve a idéia de se utilizar da forma e significado da antiga ânfora criada pelos egípcios. localizada na cidade de Santo André a mais de 10 anos.36 industrial a Tecnobombas receberá a prestação de serviços da Alsco toalheiro. a Tecnobombas adquirirá as buchas da carcaça. A Metrotec tem uma história de parceria e troca mútua de informações junto aos clientes. 2009) Por apresentar um custo competitivo. A DuPont está presente no Brasil desde 1937. pois apresentou menor custo de mercado. 2009) A Retrak fornecerá a empilhadeira elétrica e o carrinho hidráulico. papel. polímeros industriais. (METALWAY. celulose. sempre no intuito de buscar atender as necessidades e as expectativas do mercado por um menor custo na aferição. investindo no desenvolvimento e especialização dos seus processos com o fim específico de produzir peças usinadas e estampadas de precisão. gráfico e nas áreas de embalagens. decoração. mediante uma filosofia de atender plenamente às necessidades e expectativas do mercado. por Nabih Mitaini. A marca da Sabesp foi criada em 1973. atua nos segmentos agrícola. petroquímico. A Retrak é uma empresa especializada em provedora de sistemas de movimentação e armazenagem de materiais e com 15 anos de experiência no mercado. (METROTEC.

5 M e til M e ta c r ila to 1 .2 Parâmetros de definição de maquinário Os cálculos a seguir baseiam-se na literatura de Provenza (1991).4 P V C R íg id o 2 .0 1 .3 2 A c r ilo n itr ila b u ta d ie n o e s tir e n o ( A B S ) 1 .3 0 .9 0 -0 .4 0 .2 1 . 5.3 1 . abaixo: Tabela 5.0 1 .a lta d e n s id a d e 1 .2.0 9 -1 .7 2 5 -1 . 1991) F a to r P eso C a lo r V o lu m é tr ic o E s p e c ífic o E s p e c ífic o 2 .2 2 0 .1 1 .9 0 .3 5 M a te r ia l A c e ta to d e c e lu lo s e A c e ta to B u tir a to d e c e lu lo s e N y lo n B Capacidade de injeção da máquina: (32) .5 5 P o lie tile n o .8 -2 .2 1 .2 4 -1 .2 -0 .3 -0 .2 8 P V C F le x ív e l 2 .9 6 0 .3 4 1 .3 5 -0 .3 1 .8 -2 .0 1 .4 2 .3 3 P o lie tile n o .4 5 0 .2 0 0 .b a ix a d e n s id a d e 1 .5 5 P o lip r o p ile n o 1 .4 2 .3 -0 .37 Por apresentar menor viabilidade economica a Tecnobombas receberá a matéria prima poliamida da empresa DuPont localizada na cidade de Barueri – SP.0 6 0 .1 6 -1 .1 5 -1 .1 4 0 .9 2 -1 .1 Parâmetros de injeção para a carcaça Pelo catálogo da máquina temos as especificações técnicas expressas.9 1 0 .8 -2 .9 1 -0 .4 6 P o lic a rb o n a to A c e ta l 1 .1 5 1 .9 4 -0 . A máquina escolhida é a Haitian HTF 250W com diâmetro de parafuso de 50mm e capacidade de injeção de 532g.7 5 1 .9 4 0 .4 E s tir e n o a c r ilo n itr ila 1 .3 .1 5 1 .8 4 -2 .Fatores volumétricos e peso específico (PROVENZA.1 0 .3. 5. Os fatores volumétricos e o peso específico encontram-se na tabela 5.9 -2 .0 -1 .9 -2 .3 0 0 .0 -2 .3 5 -1 .4 2 0 .3 -0 .1 0 .1 7 -1 .3 5 P o lis tire n o A 1 .3 5 0 .0 4 -1 .9 6 5 0 .

Os cálculos da área do canal de distribuição serão usados para calcular o volume do canal de distribuição e o peso do material que se depositará no canal de distribuição. que é o peso da peça a ser injetada e peso dos canais de distribuição e corte. (34) Onde: Vd = Volume do canal de distribuição . (33) Onde: Ad = Área do canal de distribuição Pij = Peso da peça a ser injetada Adotado que o canal de distribuição terá o bico de injeção até o canal de corte. onde o comprimento será de 10mm.38 Onde: CJB = Capacidade de injeção CJA = Capacidade de injeção da máquina fornecida pelo fabricante B = Peso específico do nylon B A = Peso específico do polistireno A VA = Fator volumétrico do polistireno A VB = Fator volumétrico do nylon B A capacidade de plastificação é dada pelo peso da moldagem. A carcaça da bomba tem o peso de 96g.

25g. e está pela ordem de 86. .87g e o peso total de uma moldagem é de 424. A capacidade de plastificação é fornecida pelo fabricante. onde os dados são extraídos da tabela 5.4kg/h. tem-se: Onde: Pm = Peso total de uma moldagem Pij = Peso da peça a ser injetada Pd = Peso do canal de distribuição Para a máquina atender as necessidades de injeção é preciso que a capacidade de injeção seja maior que o peso total de uma moldagem. A capacidade de injeção é de 585.39 L = Comprimento do bico de injeção (35) Onde: Pd = Peso do canal de distribuição = Peso específico do material a ser injetado Vd = Volume do canal de distribuição Partindo que o molde possui 4 cavidades e acrescentando 10% de perdas. portanto o equipamento atende as necessidades plenamente. temse: (36) Adotando 10% de segurança.4. Para a poliamida a capacidade de plastificação é expressa pela fórmula 37.

.... 111 N y lo n ..................... .......................... 123 P o lis tir e n o .................................................. 124 B u tir a to a c e ta to d e c e lu l o s e ... ..................................... 90 M e til M e ta c r ila to ............. 2 5 0 -3 0 0 A c e ta l.... 1 4 0 -1 7 0 A c r ilo n itrila e s tire n o ............................. 2 5 0 -3 0 0 P o lie tile n o – a lta d e n s id a d e ...................................Quantidade específica de calor total (PROVENZA......................................... 1 2 0 -1 5 0 A c r ilo n itr ila b u ta d ie n o e s tir e n o ( A B S ) ............................ 3 0 0 -3 5 0 P o lip ro p ile n o ...................4 .....40 Tabela 5.. polistireno QB = Quantidade específica de calor total............... 1991) M a t e r ia l K c a l/ K g A c e ta to d e c e lu lo s e ... ................................................ tem-se: Onde: CpB = Capacidade de plastificação CpA = Capacidade de plastificação da máquina fornecida pelo fabricante QA = Quantidade específica de calor total.............. 180 (37) Adotando 10% de segurança.............................. 1 2 0 -1 5 0 P o lie tile n o – b a ix a d e n s id a d e .... polietileno alta densidade ............. 3 0 0 -3 5 0 P V C .

A máquina escolhida é a Haitian HTF 90W com diâmetro de parafuso de 32mm e capacidade de injeção de 136. Os fatores volumétricos e o peso específico encontram-se na tabela 5. temse o número de moldagem por hora. segundo a equação abaixo: (38) Onde: Pj = Peso da moldagem n = número de moldagens por hora Cp = Capacidade de plastificação 5.3.73g.41 Partindo da capacidade de plastificação e do peso total de uma moldagem.2.2 Parâmetros de injeção para o rotor Pelo catálogo da máquina temos as especificações técnicas expressas. Capacidade de injeção da máquina: (39) .

42 Onde: CJB = Capacidade de injeção CJA = Capacidade de injeção da máquina fornecida pelo fabricante B = Peso específico do nylon B A = Peso específico do polistireno A VA = Fator volumétrico do polistireno A VB = Fator volumétrico do nylon B A capacidade de plastificação é dada pelo peso da moldagem. (41) Onde: Vd = Volume do canal de distribuição L = Comprimento do bico de injeção Ad = Área do canal de distribuição (42) . onde o comprimento será de 10mm. O rotor da bomba tem o peso de 14g. que é o peso da peça a ser injetada e peso dos canais de distribuição e corte. Os cálculos da área do canal de distribuição serão usados para calcular o volume do canal de distribuição e o peso do material que se depositará no canal de distribuição. (40) Onde: Ad = Área do canal de distribuição Pij = Peso da peça a ser injetada Adotado que o canal de distribuição terá o bico de injeção até o canal de corte.

(44) .4. A capacidade de injeção é de 150.6kg/h. tem-se: Onde: Pm = Peso total de uma moldagem Pd = Peso do canal de distribuição Pij = Peso da peça a ser injetada Para a máquina atender as necessidades de injeção é preciso que a capacidade de injeção seja maior que o peso total de uma moldagem. onde os dados são extraídos da tabela 5. e está pela ordem de 39. A capacidade de plastificação é fornecida pelo fabricante.87g.43 Onde: Pd = Peso do canal de distribuição Vd = Volume do canal de distribuição = Peso específico do material a ser injetado Partindo que o molde possui 4 cavidades e acrescentando 10% de perdas. Para a poliamida a capacidade de plastificação é expressa pela fórmula 44. temse: (43) Adotando 10% de segurança. portanto o equipamento atende as necessidades plenamente.55g e o peso total de uma moldagem é de 61.

projetos especiais. polistireno QB = Quantidade específica de calor total. que atendeu nossa necessidade de 5seg para montagem das buchas limitadoras de aperto na .44 Adotando 10% de segurança. segundo a equação abaixo: (45) Onde: Pj = Peso da moldagem ne = número de moldagens por hora 5.2.3 Parâmetros de definição do maquinário de montagem (Prensas A e B) e teste de estanqueidade O maquinário para montagem e teste de estanqueidade foi definido segundo especificações fornecidas pela ATM (automação industrial). polietileno alta densidade Partindo da capacidade de plastificação e do peso total de uma moldagem. temse o número de moldagem por hora. tem-se: Onde: CpB = Capacidade de plastificação QA = Quantidade específica de calor total.

45 carcaça e 10 seg para teste de estanqueidade do selo mecânico. com indicação de saída e retorno.  Reservatório de 475L e fornece de 37 m³/h de água gelada.2. Devido à unidade de água gelada possuir vários recursos de regulagem foi feito um Benchmarking com usuários do equipamento para visualizar realmente a eficiência do equipamento em operação.2. de acordo com a demanda do processo.  Proteção contra congelamento.  Painel com senha de acesso para alteração e memorização de parâmetros.  Compressor de 24 cv. como programação do tempo de funcionamento do compressor. alarme sonoro e visual para falta de água gelada. A unidade de água gelada a ser utilizada na Tecnobombas tem as seguintes características fornecidas pelo fabricante:  Condensação a ar.  Painel de operação com controlador de temperatura digital do tipo CLP. 5. 5.000 kcal/h. é um projeto fechado ao cliente onde somente é fornecido o tempo de ciclo do equipamento quando solicitado pelo cliente (black box). não excedendo 35ºC.4 Parâmetros de definição da unidade de água gelada A unidade de água gelada foi definida visando se aperfeiçoar o processo produtivo de maneira a se ter um controle efetivo da temperatura da água de refrigeração do molde de injeção e reduzir os custos de instalação que teríamos se fosse escolhido torre de resfriamento (torre alpina). mínima e de trabalho. temperatura máxima. O projeto das máquinas que foi feito pela ATM (automação industrial).  Capacidade de 9. condensação inadequada e problemas elétricos no compressor e na bomba. projetos especiais. podendo ser conectado ao computador para modificar parâmetros e emitir relatórios.5 Parâmetros de definição do desumificador .  Controla a temperatura da água e modula automaticamente a capacidade de refrigeração.

148 0 . 15hp. 1 Pressã o ba Psi r g 7.  Durabilidade de até 20 mil horas para a primeira revisão da unidade compressora. O desumificador a ser utilizado na Tecnobombas tem a seguinte característica:  Controle se preenchimento de câmara feito com válvula proporcional. O parâmetro a ser seguido pelo equipamento no momento em que o mesmo for preencher a câmara de injeção da máquina será fornecido pelo operador que seguirá uma folha de processo com os valores determinados.  Eficiência energética de 35%. mais compacto do que um compressor de pistão da mesma capacidade.5 demonstra todos os parâmetros que foram levados em consideração na aquisição do equipamento: Tabela 5. elevada economia de energia.2.5 – Dados técnicos do compressor de ar Potênci a HP 15 kW 11. potência: 15 hp e 11.4 5 Dimensional(mm ) comp. A tabela 5. 10 5 9 Vazão Pcm 61. O compressor tem as seguintes características fornecidas pelo fabricante:  Compressor de ar a parafuso.  Conexão de descarga: 1 1/2".4 4 m³/h 104. 5.  Economia de espaço de até 70%.46 Os parâmetros utilizados para definir o tipo de desumificador a ser utilizado na alimentação das injetoras de plástico foi o preço de venda oferecido pelo mercado e a versatilidade que o mesmo oferece mediante as necessidades do processo produtivo da Tecnobombas. larg.1 kw. contra 5 mil horas dos compressores de pistão. onde o mesmo que irá aprovar ou reprovar o produto para consumidor final.6 Parâmetros de definição do compressor O compressor de ar utilizado na Tecnobombas foi definido pela pressão necessária na linha de teste de estanqueidade. reservatório de ar: 300 litros. mais ar comprimido com a mesma potência de um compressor de pistão. 1325 705 alt.

23 1325 705 148 0 148 0 5. 5. A esteira transportadora foi dimensionada com 10m de comprimento linear. 1 9 11 13 1 16 0 55. mesmo em horário de pico. com controle de velocidade e estrutura em perfilado de aço carbono tipo V (cantoneira).10m de altura.80m de largura e 1. O carrinho hidráulico está especificado pelo fabricante para suportar uma carga de 1000kg sem afetar suas características de dimensionamento. pois está especificada para garantir a integridade do produto.2. visando também manter o bem estar ergonômico dos colaboradores. 5.9 Parâmetros de definição do gerador de energia elétrica O gerador de energia elétrica foi definido mediante a necessidade de se manter o processo produtivo mesmo na falta de energia elétrica fornecida pela concessionária bandeirante. 1 11. 0.2.2.47 15 15 11. O gerador de energia elétrica está especificado pelo fabricante para fornecer energia para toda a planta da Tecnobombas.3 1 95.06 1325 705 87.10 Parâmetros de definição da prensa hidráulica de 15 toneladas .8 Parâmetros de definição do carrinho hidráulico O carrinho hidráulico foi definido mediante a necessidade de se transportar pequenas cargas de maneira rápida e eficiente.9 2 51.7 Parâmetros de definição da esteira transportadora A esteira transportadora foi definida mediante a necessidade de flexibilidade entre os equipamentos. A matéria prima que compõe a correia da esteira transportadora é a borracha.2. 5.

devido a quebra de componente como eixos por exemplo. onde tem-se uma velocidade mínima de 36rpm e máxima de 1116rpm 5. A máquina está especificada para trabalhos com diâmetro mínimo de broca de 2mm e máximo de 16mm.350m de distância entre centro de placa e barramento.2.12 Parâmetros de definição da fresadora universal A fresadora universal foi definida devido a necessidade de se otimizar o tempo de máquina parada. devido a quebra de componente como parafusos. 5. 5. micrômetro e relógio comparador O paquímetro analógico.2. Devido a essa variação de dimensional de ferramenta de trabalho a máquina também oferece o recurso de variação de velocidades do eixo árvore. micrômetro e relógio comparador foram definidos . devido a quebra de componente como placas de fixação de ferramentas. não podendo de maneira alguma exceder este limite por medidas de segurança e garantia do equipamento.14 Parâmetros de definição do paquímetro analógico. Deve ser ressaltado que o equipamento está especificado para cargas até 15 toneladas. e que necessite de um furo auxiliar para facilitar a fixação do componente.11 Parâmetros de definição do torno mecânico O torno mecânico foi definido devido a necessidade de se otimizar o tempo de máquina parada.2. A máquina está especificada para trabalhos com eixo árvore tanto horizontal como vertical e confecções de engrenagens.5m de comprimento de barramento e 0. A máquina tem especificação de 1. 5.13 Parâmetros de definição da furadeira de bancada A furadeira de bancada foi definida devido a necessidade de se otimizar o tempo de máquina parada.2.48 A prensa hidráulica de 15 toneladas foi definida mediante a necessidade de se realizar serviços específicos no momento da manutenção dos equipamentos.

5.16 Parâmetros de definição do multímetro O multímetro foi definido devido à necessidade de medições de componentes no momento em que se execute a manutenção do equipamento.15 Parâmetros de definição do moto esmeril O moto esmeril foi definido devido à necessidade de se ter ajustes não tão precisos em componentes no momento da realização de manutenções em equipamentos de produção. 5.2. O equipamento está especificado para trabalho por pessoa habilitada que possua todos os conhecimentos técnicos necessários para preservar a integridade do mesmo. e partes da infra-estrutura da planta.2. Devido a essa variação de dimensional de ferramenta de trabalho o equipamento também oferece o recurso de variação de velocidade do mandril.18 Parâmetros de definição da empilhadeira Empilhadeira é uma máquina usada principalmente para . A máquina está especificada para trabalho por pessoa habilitada. mediante as variações que os mesmos podem apresentar em seu desenvolvimento.2. 5. Os equipamentos para medição estão especificados pelo fabricante para serem utilizados por pessoas habilitadas que possam garantir a integridade dos mesmos e obter os resultados esperados.49 devido à necessidade de se ter um controle dos processos tanto produtivo como da manutenção de equipamento. que possua todos os equipamentos de proteção individual que se aplique à situação.17 Parâmetros de definição da furadeira manual A furadeira manual foi definida devido a necessidade de se otimizar o tempo de máquina parada e reparos na infra-estrutura da planta.2. O equipamento está especificado para trabalhos com diâmetro mínimo de broca de 2mm e máximo de 13mm. 5.

Seus modelos podem variar em manuais. sendo sua principal fonte de energia baterias tradicionais. São geralmente compactas para que possam realizar tarefas em corredores estreitos.2 ilustra a empilhadeira elétrica que será disposta à Tecnobombas.50 carregar e descarregar produtos normalmente acondicionados em paletes. normalmente possuem uma torre de elevação com grande altura aumentando consideravelmente a capacidade de armazenagem e estocagem em prateleiras. Figura 5. são próprias para serem operadas em lugares fechados tais como: depósitos. (TOYOTA. Possuem alto grau de giro possibilitando manobrar em seu próprio eixo. São movidas à eletricidade.2: . armazéns ou câmaras frigoríficas. fator de grande importância em qualquer ambiente produtivo diminuindo consideravelmente ruídos operacionais. As empilhadeiras elétricas são equipamentos versáteis em função de seu desenho e de suas características operacionais.Empilhadeira elétrica . 2009) A figura 5. combustão portuária e elétrica. Operam silenciosamente.

51 6 CAPACIDADE DE PRODUÇÃO Capacidade de produção é a máxima produção (ou saída) de um empreendimento. Outras usam também o tempo de trabalho total disponível como medida de capacidade total. considerados todos os tempos de paradas técnicas necessárias ao equipamento ou sistema implantado. de descontaminação. devendo considerar. ou seja.1 Medidas de capacidade Para muitas empresas. os tempos de aquecimento da máquina ou do processo. CHAMBERS. o nível máximo de atividades de valor adicionado que pode ser conseguido em condições normais de operação e por um período de tempo determinado. ou de números de agentes (em um programa de combate a dengue). É o número máximo de unidades que podem ser produzidas em um determinado tempo. os produtos são apresentados pelo fabricante e fornecedores. tempo de limpeza. JOHNSTON. 2006) 6. determinar a capacidade pode ser mais difícil. A capacidade está relacionada a dimensão do tempo. Esta capacidade pode ser:  Capacidade do projeto ou teórica. entre outros. 2001) . sendo que capacidade e volume de produção são distintos. por tonelada de material por (hora/dia/mês/ano). tempos de resposta em marcha ou preparação (setup). determinadas para o funcionamento da empresa. (HEIZER & RENDER. A capacidade também depende do dimensionamento das horas de trabalho. a medição da capacidade pode ser feita de forma direta. 2002. se a capacidade da empresa é de funcionamento de pico. Paradas estas por manutenções programadas. Entretanto para outras organizações. de membros ativos (em uma igreja). (SLACK. insumo ou funcionamento nominal. número de clientes atendidos por (hora/dia/semana). A capacidade de produção de uma empresa pode ser medida de várias formas. e capacidade é o máximo que pode ser produzido. número de peças por (dia/mês/ano).  Capacidade efetiva ou real. A capacidade pode ser medida em termos de leito (em um hospital). pois volume é o que se produz atualmente. MARTINS & LAUGENI.

. no qual a demanda será de 140.52 No caso deste projeto a capacidade das peças injetadas e montadas serão medidas. trabalhando 22 dias por mês.000 unidades por mês de bomba de água veicular. (HEIZER & RENDER. com duração de 08 (oito) horas cada. Horas ociosas Para cada turno haverá concessões de 15 minutos para café. a quantidade de máquinas e o número de operários necessários ao processo produtivo. grande parte da estratégia de uma empresa é determinada na decisão quanto ao processo. a quantidade de turnos e dias trabalhados por mês. O objetivo com a estratégia de processo é encontrar o meio de produzir as bombas d’água. As decisões tomadas a partir deste ponto terão efeito prolongado na eficiência da produção. Desse modo. 6. nos custos e na qualidade dos bens produzidos. serão realizados de acordo com os fundamentos de Tempos e Métodos segundo Martins & Laugeni (2006). que servirão para base de cálculos da capacidade de produção. que atendam os requisitos do cliente e as especificações do produto dentro das limitações de custos e de outras restrições. A seguir apresentam-se as considerações de horas pagas por dia. 2001) 6.2 Estratégia de processo Estratégia ou transformação de processo é a abordagem da organização para a produção de bens. acrescentando ainda tempo de refeição e concessões.3 Dimensionamentos da capacidade de produção Todos os cálculos para os valores de capacidade de produção na fábrica. Horas pagas Considerou-se a primeiro instante 03 (três) turnos de produção. 40 minutos para refeição e 20% de permissões.

6seg/pç Onde: Tp= Tempo de produção Tc= Tempo disponível para produção Tk= Produção diária  Para 02 (dois) turnos de produção Tp = Tc / Tk Tp = 748. e 411. Cálculo da produção diária O cálculo da produção diária é a quantidade de peças a se produzir para atender a demanda desejada.2min.84h (24710.24h (374.) trabalhadas por dia considerando os três turnos de produção. Demanda / Quantidade de dias disponíveis para produção (46) Q= 140000/22 Q= 6364pç/dia Onde: Q= Produção diária Cálculo do Tempo Takt para o processo de montagem da bomba  Para 01 (um) turno de produção tem-se: (47) Tp = Tc / Tk Tp = 374.53 Quantidade de horas disponíveis para produção A quantidade de horas disponíveis para produção é de 6.4min.4min. equivalente a (1.06min/pç = 3.) por mês.624seg).72h (1123.) por turno.2seg/PC .12min/pç = 7.4 / 6364 = 0.8 / 6364 = 0.482. totalizando assim 18.

devido ao tempo takt da operação.54  Para 03 (três) turnos de produção Tp = Tc / Tk Tp = 1123.364 2.364 1. e o tempo necessário para o teste de estanqueidade equivale a 10seg.364 3.000 6.8 / 5080 = 0. ou até mesmo três turnos de operação. A Tecnobombas irá operar em dois turnos totalizando 12.020 17 140. que resultará 5080 peças por dia.) por dia.2 segundos.15min/pç = 9 seg/pç (considerando que equivale a uma .182 255 4. Tabela 6.48h (748.25 (3 turnos) 140.000 bombas de água será necessário que a produção faça uma peça em 7.88 Conforme os cálculos da capacidade de injeção da máquina que injetará a carcaça da bomba.1 – Demanda de cada turno de produção Período Mensal Diário Turno Hora Minuto Demanda Atual Demanda Atual Demanda Atual (1 turno) (2 turnos) 140.1 mostra detalhadamente a análise da demanda da empresa Tecnobombas e sua produção em cada turno. A tabela 6.000 6.2 / 6364 = 0.364 6.8min.8seg/pç Para atender uma demanda de 140. pois um turno de operação. tem-se 101. se torna inviável onde com um turno de operação teria-se que dobrar a quantidade de máquinas disponíveis e conseqüentemente a quantidade de funcionários envolvidos no processo produtivo e com três turnos de operação haverá ociosidade de máquinas e pessoas no processo produtivo. Tp = Tc / Tk (48) Tp = 748.18min/pç = 10.121 113 1. O tempo necessário para o processo de montagem equivale a 5seg.000 6.83 moldagens por hora que equivale a 1270 moldagens por dia considerando os dois turnos de produção.

25 (máquinas) Número de máquinas real (Nmr) = 2 (máquinas por estação de trabalho) Cálculo da quantidade de máquinas necessárias para injetar o rotor da bomba A quantidade de máquinas equivale ao tempo de produção da máquina com o tempo takt do processo. Nm = tpm / Tk .49 moldagens por hora que equivale a 2739 moldagens por dia considerando os dois turnos de produção. Tp = Tc / Tk Tp = 748.2  1. que resultará 10956 peças por dia. teremos 219. Nm = tpm / Tk (49) Nm = 9 / 7.8 / 10956 = 0.55 moldagem com quatro cavidades) Onde: Tp= Tempo de produção Tc= Tempo disponível para produção Tk= Produção diária Conforme os cálculos da capacidade de injeção da máquina que injetará o rotor da bomba.2seg/pç (considerando que equivale a uma moldagem com quatro cavidades) Onde: Tp= Tempo de produção Tc= Tempo disponível para produção Tk= Produção diária Calculo da quantidade de máquinas necessárias para injetar a carcaça da bomba A quantidade de máquinas equivale ao tempo de produção da máquina com o tempo takt do processo.07min/pç = 4.

39 (máquinas) Número de máquinas real (Nmr) = 2 (máquinas por estação de trabalho) A figura 6.1 demonstra o gráfico de processo do fluxo da Tecnobombas e o tempo de cada operação. Onde: Nm = tpm / Tk Nm = 10 / 7. . a polia e o selo mecânico com o eixo e rolamento na carcaça. Como dito anteriormente o processo de teste de estanqueidade da bomba será executado em 10seg para se completar. A montagem da bomba consiste de duas etapas onde:  Na primeira etapa serão montadas as buchas limitadoras de aperto e o tampão na carcaça.56 Nm = 4. Como dito anteriormente o processo de montagem da bomba será executado em 5seg cada etapa.2 / 7.2  0.39 (máquinas) Número de máquinas real (Nmr) = 2 (máquinas por estação de trabalho) Cálculo da quantidade de máquinas necessárias para o teste de estanqueidade A quantidade de máquinas equivale ao tempo de produção da máquina com o tempo takt do processo.2 1. Nm = tpm / Tk Nm =10 / 7.  Na segunda etapa será montado o rotor. totalizando 10seg para se completar.58 (máquina) Número de máquinas real (Nmr) = 1 (máquina por estação de trabalho) Cálculo da quantidade de máquinas necessárias para montagem da bomba A quantidade de máquinas equivale ao tempo de produção da máquina com o tempo takt do processo.2  1.

2 Nº.57 Figura 6. .  2 (duas) estações de trabalho para o processo n° 30.1 – Gráfico de processo Cálculo do número de estações de trabalho As estações de trabalho equivalem à quantidade de operações necessárias para concluir o processo produtivo a fim de se retirar o produto da linha de produção e enviar para o consumidor final.92 Nº.  1 (uma) estação de trabalho para o processos n° 20 . de estações de trabalho = 8.22seg e ao tempo takt do processo que equivale a 7. de estações de trabalho = 9 Onde a divisão dos postos de trabalho ficará da seguinte maneira:  1 (uma) estação de trabalho para o processos n° 10 . Nº. de estações de trabalho = 64.2seg. de estações de trabalho = Tc / Tk Nº. O cálculo é feito mediante ao tempo de ciclo que equivale a 64.  2 (duas) estações de trabalho para o processo n° 40.22 / 7.

Portanto: Mo = Nº.  1 (uma) estação de trabalho para o processo de retirar as bombas prontas da linha e colocá-las no palete. Cálculo da mão de obra operacional A mão de obra operacional consiste em todas as pessoas envolvidas no processo produtivo da bomba de água. de estações de trabalho Mo = 9 pessoas operacionais por turno de trabalho Mot = 18 pessoas operacionais nos dois turnos de trabalho O diagrama Homem Máquina que mostra a disposição do operador em relação ao processo produtivo nº. Estação de trabalho consiste no processo onde. . e é equivalente a quantidade de estações de trabalho. independente da quantidade de máquinas que se tenha em operação.58  2 (duas) estações de trabalho para o processo n° 50.2. 20 está demonstrado na tabela 6. uma única pessoa será responsável para mantê-las em funcionamento.

pois são operações dedicadas que requer mão de obra fixa. 30. .2 – Diagrama homem máquina Salvo lembrar que para os processos produtivos 10. 40 e 50 não há diagrama homem máquina. No apêndice K está demonstrado o dimensionamento de máquinas conforme tempo padrão.59 Tabela 6.

As empresas fazem isso porque descobriram que podem funcionar com maior eficiência quando seus recursos não são utilizados no seu limite.  Injeção da carcaça = 101. No atual momento a Tecnobombas preferiu não adquirir essas quatro máquinas. Eficiência do processo A maior parte das organizações opera suas instalações em uma taxa inferior a sua capacidade.60 6. que equivale a 407pçs por hora.4. (HEIZER. elas esperam operar em torno de 92% da capacidade. aguardando assim o mercado exigir aumento na demanda mensal. de modo que a máquina que injeta a carcaça da bomba trabalhando com 100% de sua capacidade pode fornecer 111745pçs por mês. pois dependendo de como as instalações são usadas e gerenciadas podem ser difíceis alcançar os 100% de eficiência.83 Eficiência = 83% A capacidade instalada é a demanda que a empresa pode atender trabalhando com 100% de todos os seus recursos produtivos. que equivale a 878pçs por mês. A Tecnobombas tem sua capacidade instalada para atender 20% a mais da capacidade prevista. O processo de montagem e teste de estanqueidade da bomba pode atender 20% a mais da capacidade prevista se o mercado exigir. introduzindo mais um turno de trabalho ou comprando mais duas máquinas para montagem e teste de estanqueidade.49 moldagens por hora.  Injeção do rotor = 219. Em vez disso. 2001) Eficiência = Capacidade prevista / Capacidade instalada (50) Eficiência = 140000 / 168000 Eficiência = 0. .83 moldagens por hora. e a máquina que injeta o rotor trabalhando com 100% de sua capacidade pode fornecer 230630pçs por mês.

que transformam energia mecânica em energia elétrica. e por ser a energia mais comum e consumida no país.61 7 ENERGIA A energia utilizada pode ser um diferencial competitivo. No Brasil mais de 90% das empresas utilizam a energia de transformação. que é a estrutura de captação da água que será levada por condutos forçados até as turbinas. que é posta em rotação ao receber a massa de água. Parte dela passa pela tomada d’água. No Brasil tem vários de geradores de energia. Antes de se tornar energia elétrica. A barragem. primária. já que seu reservatório tem pequeno volume quando comparado com a vazão do rio (a usina é a fio d’água). 2003) 7. O último elemento dessa cadeia de transformações é o gerador. A implantação de uma usina hidrelétrica em um rio prevê a construção de uma barragem para represá-lo. formando um lago artificial que pode ter duas funções: acumular água para quando houver diminuição de vazão no rio e prover um desnível para a queda da água (aumento da energia potencial). ou seja. principalmente. levando em consideração o investimento inicial mais barato. A principal geradora de energia de transformação no Brasil são as usinas hidrelétricas.1 Usina hidrelétrica A usina hidrelétrica produz energia elétrica com base na energia hidráulica. porém. não interrompe completamente o fluxo de água. (HINRICHS. pelo aproveitamento da energia potencial gravitacional da água contida em uma represa elevada. A escolha da energia a ser adotada pela a empresa é a elétrica produzida através das usinas hidrelétricas. a barragem serve. secundária e de transformação. KLEINBACH. considerando que é um recurso necessário para o funcionamento da empresa. bem como a facilidade e fornecimento. A turbina consiste basicamente em uma roda dotada de pás. Na Itaipu. O restante reencontra o leito do rio por meio do . que converte o movimento rotatório da turbina em energia elétrica. aplicação. a energia deve ser convertida em energia cinética. Esta energia está presente na natureza e pode ser aproveitada em desníveis acentuados ou quedas d’água. para produzir o desnível necessário para o acionamento das turbinas. O dispositivo que realiza essa transformação é a turbina.

que incluem a tomada d’água. 75%. Estados Unidos e Rússia.1.BEN 2008). Embora os maiores potenciais remanescentes estejam localizados em regiões com fortes restrições ambientais e distantes dos principais centros consumidores. conforme ilustrado na figura 7.62 vertedouro. segundo o Balanço Energético Nacional de 2008 é de. um sistema de comportas que é utilizado para escoar toda a água que não é utilizada para produção de energia. devido a restrições sócio-econômicas e ambientais de projetos hidrelétricos e aos avanços tecnológicos no aproveitamento de fontes não-convencionais.4% de toda a produção mundial de energia hidrelétrica (MME . Brasil. conduto forçado. China. os cinco maiores produtores de energia hidrelétrica no mundo são Canadá. gerador. estima-se que. Pouco menos de 50% da atual capacidade hidrelétrica instalada no Brasil está na Bacia do Rio Paraná. esses países foram responsáveis por quase 52. tudo indica que a energia hidráulica continuará sendo. a principal fonte geradora de energia elétrica do Brasil. Na casa de força. 2009) . ao se deslocar. Sala de Controle (CCR). Apesar da tendência de aumento de outras fontes. A contribuição da energia hidráulica na matriz energética nacional. faz girar o rotor do gerador. Sala de Despacho de Carga e salas de controle local. Em 2006. Em termos absolutos. por muitos anos. A rotação da turbina. movimentada pelo fluxo d’água. estão instalados os equipamentos para a produção de eletricidade. pelo menos 50% da necessidade de expansão da capacidade de geração seja de origem hídrica. produz energia elétrica. (ITAIPU. nos próximos anos. cujo campo magnético. aproximadamente.

a rede primaria contem também um quarto fio (Neutro). Para tanto. . Entretanto. 380V ou 220V como tensão de linha(fase-fase). podendo ter instalações aéreas em postes ou instalações subterrâneas vias cabos isolados. e opera de forma radial (no caso de redes aéreas) ou malhada(no caso de redes subterrâneas).8kV ou 23kV como tensão de linha.9kV. redutores de tensão que interconectam a rede primária à rede de alimentação secundária.1 – Usina hidrelétrica. Essa rede primaria utiliza normalmente 11. para atender os consumidores residências e comerciais de pequeno porte. 13. ou três fios. Os níveis de tensão nesta rede secundária são.63 Figura 7. o que corresponde a 220V ou 127V como tensão de fase (fase-neutro). 2009) 7. formada por alimentadores trifásicos a quatro fios (fio neutro está sempre presente). (ELETRONUCLEAR.2 Rede primaria A rede primária é constituída por alimentadores primários formado por linha trifásica. dependendo da forma de aterramento utilizado pela empresa. é necessário se obter tensões ainda menores. que saem de uma subestação de distribuição e seguem pelas ruas das cidades. utilizam transformadores trifásicos. Às vezes.

expressa em quilo watt (kW) e os custos de consumo que está representado sem os tributos e impostos.3 Dimensionamento da carga O levantamento das informações necessárias para o dimensionamento da carga instalada terá como objetivo primordial a utilização racional do consumo de energia elétrica. Será adotada para as dependências da fábrica:  2 máquinas injetoras HTF 250W  1 máquina injetora HTF 90W  4 máquinas especiais de Montagem fabricadas pela ATM  72 lâmpadas de vapor de sódio que apresenta a melhor eficiência luminosa entre todos os tipos de lâmpadas.  1 compressor de ar comprimido. indústrias cobertas. áreas externas. porém permite a visualização de todas as cores. Será analisada a carga instalada. devido às radiações de banda quente.  5 chuveiros elétricos para a higiene pessoal dos colaboradores. onde se pode economizar mais energia além da elevada durabilidade sendo indicadas para utilização em ruas. que é a soma das potências de cada equipamento elétrico que esteja instalado na empresa.  20 tomadas de uso gerais (TUG).1. estas lâmpadas apresentam o aspecto de luz brancodourada.  1 unidade de água gelada. . conforme apêndice L e tabela 7.64 7.

Para obter ligação de entrada consumidora a empresa deverá solicitar através de carta devidamente assinada ou via internet preenchendo os requisitados pelos sistemas da empresa Bandeirantes. Para isso foi escolhida a modalidade C trifásico.DOU 04 de Julho de 2005. regido por meio da Resolução 147 de 30 de Junho de 2005 . composta de três fases e neutro totalizando quatro fios conforme resolução da ANNEL sendo. Analisando os dados levantados verifica-se em qual modalidade de fornecimento se aplica a empresa por ter uma potência instalada maior que 20kW.65 Tabela 7. 2009) .1 – Cálculos de valores. portando necessário o sistema de baixa tensão elétrica. trifásica 220V para permitir menor corrente elétrica por fase. (BANDEIRANTES. Ao realizar o enquadramento tarifário verifica-se que pertence ao grupo tarifário denominado como grupo A modalidade tarifária .tarifa convencional.

6808. 5597. 9313. 5361. Onde se utilizam as normas ABNT-NBR . (CREDER.5410. 9326. 6150. 7094. 5419. 6146. . luminária. 5413. 11840. 6151. tomadas. 9513. 2002) Seguindo a norma de segurança de Instalações elétricas NR-10. 7285. calhas. 13534. 13300. 6148. será necessário um profissional qualificado para desenvolver o projeto elétrico.4 Material utilizado na edificação Para o dimensionamento dos materiais utilizados como eletrodutos.66 7. 11301. disjuntores entre outros. cabos.

Para águas utilizadas em processos de produção podem-se citar as águas para geração de vapor ou mesmo refrigeração. como doméstico. Também atua no equilíbrio da temperatura do corpo e serve como solvente para eliminação de produtos tóxicos da degradação de proteína. a mesma é utilizada para limpeza em geral. por exemplo. equipamentos para irrigação e outros. irrigações de jardins e incêndio. 1984) Existem diversos tipos de consumo para a água. pode-se classificar o emprego da água em três tipos:  Primário. público.  Secundário. onde o padrão exigido é a não-poluição por esgotos e despejos industriais. pode-se citar o uso em banheiros. onde os padrões de potabilidade devem ser os mais elevados possíveis. lavagem de roupas e outros. comércio.  Terciário. sendo utilizada como bebida. banho. no preparo de alimentos. incorporada ao produto. como navegação.67 8 ÁGUA A água é uma substância predominante nos seres vivos. seu peso específico a 25°C é igual a 9779 N/m³. lavagem de . doméstico. onde essa propriedade permite a troca de calor entre o meio aquático e meio exterior. já para utilização doméstica. shampoos ou mesmo água incorporada a bebidas. manutenção da área do estabelecimento e também em utilidades como torre de resfriamento. A água incorporada ao produto se refere a produtos de higiene pessoal como. onde é composta por 33 substâncias distintas em sua composição. lavagem de ruas. utilizado na própria fonte. alimentos. A água industrial pode ser classificada em humano. Na utilização humana. (LEME. utilizado nas resistências. Levando em consideração a importância de sua utilização. comercial e industrial. esporte aquático e pescas. utilizado para fins públicos. processo de produção e desperdiçada ou perdida. indústria. Água desperdiçada são as águas utilizadas para incêndio. É um excelente solvente e dificilmente levado ao estado de total pureza. onde age como veículo de assimilação eliminando assim substâncias pelos organismos. Ela possui calor específico igual a 2095 J/kg°C. A água é uma substância complexa. alimentação e lavagem de utensílios.

pois exigem características não incrustantes e de não agressividade aos equipamentos.68 reservatórios. não oferecendo riscos à saúde. Pode também integrar-se ao produto fabricado. 1984. TSUTIYA. . ou mesmo as desperdiçadas em vazamentos ou de uso não identificados. evitando assim custo na construção e futuras manutenções. prevenção e proteção contra incêndio. podendo dizer que a qualidade exigida para esse tipo de água. físicos. ou produto final. (LEME. proteção contra incêndio e consumo humano. onde a mesma ficará em um reservatório próprio da máquina. Abaixo na tabela 8. pode envolver alto grau de pureza. 1984) Para a água obter contato com a matéria-prima. por exemplo. 8. onde se pode observar que a água da SABESP está dentro do estipulado pela Portaria. sendo abastecido e resfriado pela unidade de água gelada.1 Sistema de abastecimento industrial A água retirada pela indústria pode ser reaproveitada para o processo de fabricação do produto sem entrar em contato com a matéria-prima. será fornecida pela SABESP e não do poço artesiano. químicos e radioativos obedecendo aos padrões de potabilidade. bebidas. utilizando-a na fabricação de produtos alimentícios. No processo da Tecnobombas será utilizada água para resfriamento dos moldes das injetoras. (LEME. conforme estipulado em portaria 518/2004. que é o caso de refrigeração ou caldeira. 2006).1 está demonstrada a comparação de caracterização da água entre a SABESP e a Portaria 518 com os padrões de potabilidade das substâncias. A água utilizada no processo da linha de produção. as características são as mais variadas. limpeza de equipamentos. higiene dos operários. As águas para consumo humano serão fornecidas com parâmetros microbiológicos. Pode-se citar também a água utilizada em serviços complementares do processo de fabricação.

MF/100 mL Valores 6. O reservatório de água da Tecnobombas será dimensionado com base nos valores obtidos sobre o consumo humano.000 500 0.3 0.0001 0.0 á 9.15 < 0.02 25 0. construídas com materiais e equipamentos próprios para essa distribuição.01 0.01 < 0.47 0.69 Tabela 8.7 0. 8. ou seja.3 0.MF/100 mL 98.1 – Comparação de caracterização das substâncias a água Caracterização de água SABESP Parâmetro pH Temperatura Sólidos Dissolvidos Totais Dureza Total Alcalinidade Bicarbonato Alcalinidade Carbonato Alcalinidade Hidróxido Alumínio Arsênio Bário Boro Cádmio Cloreto Chumbo Cobre Cobalto Cromo Ferro Flúor Manganês Mercúrio Nitrogênio Nitrato Nitrogênio Total Níquel Potássio Selênio Sódio Sulfato Vanádio Zinco Coliforme Total Caracterização Portaria nº 518/04 Unidade °C mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L Valores 7.01 2 0.02 Parâmetro pH Temperatura Sólidos dissolvidos totais Dureza Alcalinidade Bicarbonato Alcalinidade Carbonato Alcalinidade Hidróxido Alumínio Arsênio Bário Boro Cádmio Cloreto Chumbo Cobre Cobalto Cromo Ferro Flúor Manganês Mercúrio Nitrogênio Nitrato Nitrogênio Total Níquel Potássio Selênio Sódio Sulfato Vanádio Zinco NC.2 < 0.47 < 0. será dimensionado a partir do total de consumo gerado pela empresa.01 < 0.01 200 250 5 Ausência em 95% das amostras examinadas no mês.2 Consumo de água per capita .2 0.5 15 < 100 100 < 0.05 0. sendo armazenada em reservatório próprio da Empresa.01 < 0. O sistema de abastecimento de água da Tecnobombas será por meio de canalização de água potável.1 0.005 250 0. processo industrial e sistema de incêndio.96 < 0.7 0. O dimensionamento do reservatório de água deve ser realizado com dados absorvidos sob o total de água a ser consumida dentro da indústria ou ambiente.5 1.6% de ausência Coliformes totais Unidade °C mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L NC.001 0.005 2.

2 e 8. conforme demonstrado abaixo.3 – Média do consumo doméstico de água (TSUTIYA. Utilizando o valor total da tabela 8. será levado em consideração os valores das tabelas 8. Q= 197  200  150 3 = 182. .2 – Distribuição do consumo de água (TSUTIYA.2 e 8.3 é possível chegar ao consumo médio per capita diário por turno. é possível chegar ao consumo total diário por turno.3. onde será baseado nas tabelas 8. 2006) Prédio Apartamento Residência Escola-internato Escola-externato Casa popular Alojamento provisório Unidade Pessoa Pessoa Pessoa Pessoa Pessoa Pessoa Consumo (L/dia) 200 150 150 50 120 80 Os cálculos abaixo serão realizados conforme descrito por Tsutiya (2006). 2006) Tabela 8.3. pois não existem históricos de consumo ou mesmo medições precisas realizadas atualmente na empresa. (TSUTIYA.2 e os dois primeiros consumos mostrados na tabela 8. 2006) Tabela 8.70 Para o cálculo do consumo de água per capita da Tecnobombas.3 L/dia (51) Considerando o valor do consumo médio diário obtido acima.

(55) 8. Proteger a vida dos ocupantes das edificações e áreas de risco.76  61 L/turno (52) Relacionando a quantidade de 48 funcionários/dia da Tecnobombas.625 m³) entre água de consumo e água de processo. 46.2 = Coeficiente do dia de maior consumo V = Valor diário do consumo O processo industrial da Tecnobombas utilizará água somente para a refrigeração das torres das máquinas injetoras.87. conforme abaixo. onde o volume de água estimado no resfriamento é de 475 litros.36 = R$ 727.87. em caso de . e sendo o valor da tarifa para água e esgoto cobrado pela SABESP de R$ 10.3 x = 24 8  x = 60.3 Consumo de água para o sistema de incêndio O decreto nº. conforme demonstrado abaixo: 1. Considerando que o consumo diário será de aproximadamente 1625 litros/dia (1.71 182. este volume de água fica enclausurado em um sistema de recirculação e será substituída mensalmente.076 (2008) institui o Regulamento de Segurança contra Incêndio das edificações e classificando as áreas de risco quanto às ocupações e tem por objetivo: 1. pode-se chegar ao consumo de água diário.625 m³ /dia x 22 dias x 20. (53) (54) Onde: Q = Vazão 1.18 por m³ acima de 50 m³ em ambos os casos. então o valor estimado mensal será de R$ 727.

De acordo com este decreto.4: Classificação da empresa quanto à ocupação (Decreto 46076. ocupação Indústria. por se tratar de uma indústria metalúrgica. Dar condições de acesso para as operações do Corpo de Bombeiros. com cargas de incêndio entre 300 á 1. 3. entrando na classe de risco médio de incêndio. Tabela 8. Dificultar a propagação do incêndio. 2008) . 4.4.200 MJ/m2.72 incêndio. conforme demonstrado na tabela 8. Proporcionar meios de controle e extinção do incêndio. reduzindo danos ao meio ambiente e ao patrimônio. 2. a fábrica está classificada como Grupo I.

será necessária a instalação de 04 hidrantes Tipo 2 com esguicho de jato compacto e mangueira com diâmetro de 40 mm. conforme tabela 8. o mesmo deve ter capacidade para 8 m³. pé direito de 10 m.73 C Conforme a NBR 13714:2000 e de acordo com a área construída da fábrica de 1544 m².5. onde a mangueira deve ter 30 m de comprimento. e para o reservatório de água de incêndio de acordo com o decreto 46076 (2008). .

74
Tabela 8.5: Tipo de sistemas e volume de reserva de incêndio

mínima (m³)

8.4 Dimensionamento do reservatório
O reservatório de água tem como função suprir a necessidade de consumo do
ambiente como um todo, garantindo o sistema de distribuição onde regulará a vazão
para equilibrar a demanda nas horas de baixo ou alto consumo.
Para garantir a sua potabilidade, serão monitorados com maior frequência
alguns parâmetros básicos, obedecendo aos padrões da Portaria 518/2004.
Abaixo estão relacionados os cálculos referentes a volume, altura e diâmetro do
reservatório de água da Tecnobombas, onde o dimensionamento atenderá as

75
necessidades da empresa, cujos parâmetros, foram extraídos de Tsutiya (2006).
8.4.1 Volume total do reservatório
Abaixo está relacionado o cálculo do volume total do reservatório, onde serão
somados os valores de consumo humano, processo e emergencial, respectivamente.
Vt = 1,15 m³ + 0,475 m³ + 8 m³  Vt = 9,63 m³

(56)

Onde: Vt = Valor diário total de consumo da empresa
8.4.2 Altura do reservatório
A Altura do reservatório foi baseada nos parâmetros citados por Tsutiya (2006),
pois não foram definidos dados de topografia do terreno da empresa.

 Ht = 119 m – 115,50 m  Ht = 3,5 m

Ht = Na máx – Na mín
(57)

Onde: Ht = Altura total do reservatório
Na máx = Altura máxima do reservatório
Na máx = Altura mínima do reservatório
8.4.3 Diâmetro do reservatório
Abaixo estão relacionados os cálculos referentes à área e diâmetro do
reservatório.

Área =

Vt 
Ht

Área =  Área = 2,75 m2

(58)
Onde: Vt = Volume total do reservatório
Ht = Altura total do reservatório

Diâmetro =
(59)

4. A

 Diâmetro

=  Diâmetro = 1,87 m

76

Onde: A = Área total do reservatório

77
9 POLUIÇÃO
Os seres vivos reagem com seu ambiente, gerando assim resíduos. A menos que
o ambiente possa dispô-los convenientemente (autodepuração), eles irão interferir no
ciclo vital. Com o convívio em comunidade, os seres humanos vêm desenvolvendo
processo, que por sua vez, geram grandiosas quantidades de subprodutos ou resíduos na
forma de matéria ou energia. Tais processos possuem um grande significado econômico,
político, social e sanitário, onde afetam a saúde do próprio ser humano, seu conforto e
segurança, sua riqueza e seu poder. Interferir nestes processos é, na verdade, interferir
na civilização, porém ignorar seus subprodutos é ignorar uma ameaça à sobrevivência.
A poluição ambiental é considerada como a degradação do ambiente, gerada por
impactos diretos ou indiretos que prejudiquem a saúde, segurança e o bem estar das
populações. Essas atividades criam condições adversas às atividades sociais e
econômicas, afetam desfavoravelmente a biota, as condições sanitárias do meio
ambiente, lançando matéria ou energia em desacordo com os padrões de qualidade
ambiental estabelecidos. (DERISIO, 2000)
Os impactos diretos são as modificações ambientais que exibem uma relação
inicial, de primeira-ordem, com um fator importante. Uma mortandade de peixes,
devido a um derrame de produto tóxico em um rio, é um exemplo de impacto direto.
Muitas vezes, uma ação induzida por projeto desencadeia uma seqüência de
modificações, envolvendo uma variedade de componentes inter-relacionados. Os
impactos que atuam através de uma série de componentes intermediários do ambiente
físico e biológico, são denominados de indiretos. Como exemplo, pode-se lembrar as
chuvas ácidas, decorrentes de poluição atmosférica, por óxidos de enxofre, de
nitrogênio, por flúor. (TOMMASI, 1994)
A poluição ambiental ocorre com a presença, lançamento ou liberação nas águas,
no ar ou no solo de toda e qualquer forma de matéria ou energia, com intensidade,
quantidade, concentração ou características em desacordo com os padrões de qualidade
estabelecidos por legislações, ocasionando interferência prejudicial às águas, ar e solo.
Em tipo de poluentes, podem ser distinguidas algumas formas de poluição:
poluição física, química, físico-química, bioquímica, biológica e radioativa. (DERISIO,
2000)
No processo de fabricação adotado pela Tecnobombas Ltda. ocorrerá a geração
dos seguintes resíduos (poluição):

23. onde a água com aparência satisfatória para uma determinada utilização pode conter microorganismos patogênicos e substâncias tóxicas. fisiológicos ou ecológicos.75 litros de antioxidante.  Ar: os gases que se desprendem da fusão do termoplástico e evaporação da água com antioxidante devido a alta temperatura dos moldes. esgotos sanitários ou efluentes industriais. Os efeitos resultantes da introdução de poluentes no meio aquático dependem da natureza do poluente. ocorrem ao longo da margem dos rios. Ou seja. Porém. como exemplo as .56% do total injetado e resíduos provenientes de embalagens. 9. e águas com aspectos desagradáveis podem ser utilizadas. como por exemplo. do caminho pelo qual esse poluente percorre e do uso que se faz do corpo de água. ou seja.  Lubrificantes: resíduos provenientes da troca de óleo e graxa dos equipamentos nas manutenções.78  Água: adição de antioxidante na água para resfriamento dos moldes de injeção. sejam elas naturais ou provocadas pelo homem é considerada poluição da água. não possuindo controle adequado de lançamento.1 Poluição das águas A alteração das características por quaisquer ações ou interferências da água.  Sonora: ruídos provenientes do funcionamento das prensas de montagem das buchas nas carcaças geram 35dB de acordo com o fabricante e ruídos gerados pelas injetoras são considerados desprezíveis. a noção de poluição esta associada ao uso que se faz da água. onde são facilmente identificadas e seu controle é mais eficiente e rápido. ou seja. a alteração da qualidade da água não está somente ligada a aspectos estéticos. Os poluentes podem ser introduzidos no meio aquático de forma pontual ou difusa. dada a poluição quando passou a ser percebida. As cargas difusas não têm um ponto específico de lançamento. Algumas vezes a poluição da água é associada a conotação estética. As cargas pontuais são introduzidas no meio aquático por lançamentos individualizados. onde essas alterações podem produzir impactos estéticos. uma vez que são abaixo de 20dB. no qual totaliza 5% do volume interno de água no sistema que é de 475 litros.  Resíduos sólidos: sobras de PPA na operação de injeção no qual totalizam 0.

os óxidos de nitrogênio (NOx). quando ocorre um ruído estridente ou som não desejado caracteriza-se com poluição sonora. Os poluentes do ar podem ser classificados em primários e secundários. nutrientes. onde são: poluentes orgânicos biodegradáveis. o monóxido de carbono (CO) e alguns particulados. Já as fontes estacionárias produzem cargas pontuais de poluentes. As fontes de poluição podem ser classificadas como móveis ou estacionárias. animais. poluentes orgânicos recalcitrantes ou refratários. como exemplo os automóveis que emitem poluentes de modo disperso.3 Poluição sonora O conceito de som ou ruído vem através da física acústica. Os poluentes aquáticos são classificados de acordo com sua natureza e com os principais impactos causados pelo seu lançamento. Os primários são aqueles lançados diretamente no ar. . como exemplo o dióxido de enxofre (SO2). sólidos em suspensão.79 substâncias provenientes de campos agrícolas ou por não advirem de um ponto preciso de geração. As fontes móveis produzem cargas difusas de poluentes.2 Poluição do ar Quando tem-se no ar uma ou mais substâncias químicas em concentrações suficientes para causar danos em seres humanos. metais. onde é o resultado da vibração acústica capaz de produzir sensação auditiva. como exemplo o calor e o som. vegetais ou em matérias é concretizado como poluição do ar. organismos patogênicos. Não são apenas as substâncias químicas que causam danos. exemplo disso são as chaminés de indústrias. 2005) 9. Já os secundários se formam na atmosfera por meio de reações que ocorrem em virtude da presença de substâncias químicas e determinadas condições físicas. uma vez que o som é medido pela pressão que exerce no sistema auditivo humano. calor e radioatividade. 2005) 9. e quando esta pressão ultrapassa níveis aceitáveis provoca danos à saúde. formando o SO3 o qual reage com os vapores de água. (BRAGA et al. como poeira. originado a chuva ácida. os parâmetros físicos. produzindo o ácido sulfúrico (H2SO4). também o causam. como exemplo a mistura do SO2 e O2 no ar. Porém. (BRAGA.

na qual receberá a adição de antioxidante. receberão as tratativas como seguem. na qual será programada de acordo com os testes semanais realizados para averiguação da qualidade desta água. onde a unidade foi proposta por Graham Bell. onde é responsável por cerca de 50% dos erros mecanográficos. porém isto nem sempre é viável. como exemplo os automóveis. que quando saturada será trocada. (MARK. as construções e o comércio.3.80 A medida de intensidade do som é realizada em decibéis (dB). onde se pode citar os processos industriais. a primeira medida deveria ser a eliminação do foco emissor. O seu manuseio será realizado somente em manutenções preventivas. Para lutar convenientemente contra os efeitos do ruído. As fontes estacionárias são aquelas que se encontram fixas em um local determinado. já que. necessita-se de equipamentos para realizar trabalhos mais rapidamente. A utilização da água no processo industrial dar-se-á por um circuito fechado. 2000) 9. As fontes móveis são aquelas que se movimentam de um lugar para outro. 20% dos acidentes de trabalho e 20% das jornadas de trabalho perdidas. proveniente da unidade de água gelada. (BRAGA et al. 1979) 9. Lutar contra o ruído não é mais que aplicar uma série de medidas corretivas que respeitam o mal. 2005) As fontes de ruído podem ser classificadas em estacionárias e móveis. moléstias e angustias. perda de apetite. aeronaves e trens.1 Efeitos psicofisiológicos do ruído Os efeitos psicofisiológicos do ruído se manifestam principalmente a nível do sono.4 Gestão ambiental Todos os resíduos gerados pela Tecnobombas Ltda. (DERISIO. . O tratamento será realizado por empresa contratada para realizar re-processamento ou eliminação. O ruído influi consideravelmente no rendimento do trabalho. pelo menos seu conveniente afastamento. dores de cabeça. a qual deverá respeitar a resolução CONAMA n° 357. de 17 MAR 2005. A sensação desagradável e inclusive dolorosa que o ruído provoca acha-se com freqüência acompanhada por moléstias e alterações psíquicas.

. a qual deverá respeitar a resolução CONAMA n° 362. conforme resolução CONAMA n° 01 de 08 de março de 1990. As madeiras provenientes também de embalagens (paletes) serão retornáveis e procedentes de madeira de reflorestamento. uma vez que as emissões são consideradas desprezíveis. Já o PPA será aproveitado 6% das sobras automaticamente pelas próprias injetoras. de 23 JUN 2005. Resíduos lubrificantes provenientes da troca de óleo e graxa dos equipamentos. O seu manuseio será realizado somente em manutenções preventivas ou corretivas. Plásticos e metais provenientes de embalagens serão encaminhados para usinas de re-processamento reconhecidas e recomendadas pela CETESB. Todas as máquinas e equipamentos adquiridos deverão possuir dispositivos que reduzam a emissão de ruídos e serão controlados de modo a não caracterizar como aspecto ambiental. onde será armazenado e transportado em caçambas adequadas fornecidas pela própria empresa retirante. onde o restante será encaminhado para empresas de re-processamento reconhecidas pela CETESB.81 A emissão dos gases provenientes da fusão do termoplástico e evaporação da água com adição de antioxidante não implica na necessidade de implantação de dispositivos de tratamento. Em caso de descarte será direcionado a empresas de transformação especializadas. O tratamento será realizado por empresa contratada para realizar re-processamento ou eliminação. no qual serão armazenados e transportados em caçambas adequadas fornecidas pela própria empresa retirante.

bem como pelos órgãos dos poderes legislativo e judiciário. Estudos e experiências práticas obtidas comprovam que não haverá qualidade de vida se essa não começar pelo trabalho. higiene e medicina do trabalho. editou as normas regulamentadoras de segurança e saúde no trabalho (NRs). A segurança do trabalho visa diversos ambientes da organização e se compromete em termos de: segurança. (GOLÇALVES. metodologia de pesquisa. equipamentos e instalações. que possuam empregados regidos pela consolidação das leis do trabalho (CLT). prevenção e controle de riscos em máquinas. 2009) A Tecnobombas está classificada em atender a fabricação de bombas de água automotiva. ergonomia e iluminação.29-1. legislação. 3214 de 8 de Junho de 1978. proteção do meio ambiente. O Ministério do Trabalho através da portaria nº. estipula diretrizes que são de observância obrigatória pelas empresas privadas e públicas e pelos órgãos públicos da administração direta e indireta. psicologia na Engenharia de segurança. responsabilidade civil e criminal. administração aplicada à engenharia de Segurança. As questões de saúde e segurança no trabalho são objeto de atenção contínua nos diversos segmentos industriais. bem como proteger a integridade e a capacidade de trabalho do trabalhador. normas técnicas. pois as conseqüências apresentadas pelos acidentes e doenças afetam aos trabalhadores. 2006. higiene do trabalho. o ambiente e as doenças do trabalho. na qual. doenças ocupacionais.82 10 SEGURANÇA DO TRABALHO Segurança do trabalho pode ser entendida como o conjunto de medidas que são adotadas visando minimizar os acidentes de trabalho. comunicação e treinamento. proteção contra incêndios e explosões e gerência de riscos. perícias. as quais são citadas a seguir: . Foi verificada e atendida as NRs cabíveis a mesma. tendo como matéria prima a poliamida com 50% de fibra de vidro utilizada para fabricação de peças plásticas. possui um grau de risco 3 e está classificado pelo código 25. ÁREA E SEGURANÇA. A segurança no trabalho é importante em todas as empresas sendo de fundamental importância para a prevenção de acidentes.

 Definir os procedimentos que serão adotados em caso de acidente do trabalho e doenças profissionais ou do trabalho. orientar.  Adotar as medidas determinadas pelo Ministério do Trabalho.  Informar sobre as punições para os casos de descumprimento das ordens.83  NR-1 Disposições gerais. controlar e supervisionar as atividades relacionadas com a segurança e medicina do trabalho e ainda fiscalizar o cumprimento dos preceitos legais e regulamentares. Conforme a NR-1. o Informar aos empregados:  Os riscos existentes nos locais de trabalho. quanto do empregado. Os órgãos regionais responsáveis por executar as atividades relacionadas com a segurança e medicina do trabalho e ainda a fiscalização dos preceitos legais e regulamentares são as delegacias regionais do trabalho. Na NR-1. .  Os resultados de avaliações ambientais realizadas nos locais de trabalho.  Divulgar as obrigações e proibições para os empregados. o Elaborar ordens de serviço sobre segurança e medicina do trabalho. conforme descritas a seguir: Responsabilidades do empregador: o Cumprir e fazer cumprir as disposições legais e regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho.  Adotar medidas para eliminar ou neutralizar a insalubridade e condições inseguras de trabalho. com os seguintes objetivos:  Prevenir atos inseguros durante a execução de suas tarefas. estão expostas as responsabilidades tanto do empregador. a Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho (SSST) no âmbito nacional. conscientizando os empregados.  Os resultados dos exames aos quais os trabalhadores forem submetidos. é o órgão responsável por coordenar.  Os meios para prevenir e limitar tais riscos.

o Colaborar com a empresa na aplicação das NR’s. quando existirem mudanças significativas em suas instalações e/ou equipamentos de seus estabelecimentos. válido como autorização de suas instalações e emitido órgão regional do MTb.  NR-4 Serviços especializados em engenharia de segurança e em medicina do trabalho (SESMT) .  NR-2 Inspeção prévia Na NR-2 estão os passos para a solicitação da inspeção prévia. Fato importante descrito nesta NR é a obrigação da empresa em solicitar nova aprovação ao órgão regional do MTb. Responsabilidades do empregado: o Cumprir as disposições legais e regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho. Os serviços especializados em engenharia de segurança e medicina do trabalho (SESMT). o Utilizar os EPI’s fornecidos pelo empregador. inclusive as ordens de serviço expedidas pelo empregador. sendo esta última total. setorial e da máquina ou equipamento. o Submeter-se aos exames médicos previstos nas NR’s.  NR-3 Embargo ou interdição A NR-3 trata sobre os fatores que levariam à empresa a embargo ou interdição.84 o Permitir que representantes dos trabalhadores acompanhem as fiscalizações no que diz respeito à segurança e medicina do trabalho. serviços estes com finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no ambiente de trabalho. de acordo com o potencial do risco iminente para o trabalhador. para receber o certificado de aprovação de instalações (CAI). a qual todos os estabelecimentos devem ser submetidos antes de iniciarem suas atividades. como também o método para o dimensionamento do SESMT.

85 Esta norma regulamentadora define que as empresas privadas e públicas. divulgar aos trabalhadores informações relativas à segurança e saúde no trabalho. No que diz respeito à organização da CIPA. médico do trabalho. os órgãos públicos da administração direta e indireta e dos poderes legislativo e judiciário. enquanto a outra metade de titulares e suplentes constituirá a representação dos trabalhadores. 2006)  NR-5 Comissão interna de prevenção de acidentes (CIPA) Esta norma regulamentadora define que. metade dos membros titulares e suplentes será designada pelo empregador. enfermeiro do trabalho. onde terá a participação ativa de empregados e empregadores. inclusive as doenças profissionais e do trabalho. toda empresa cujas atividades apresentem riscos a saúde dos indivíduos. colaborar no desenvolvimento e implementação da Semana Interna de Prevenção de Acidentes do trabalho – SIPAT. se torna obrigada a organizar e manter em funcionamento uma comissão interna de prevenção de acidentes (CIPA). com formação especializada em segurança ou medicina do trabalho. por meio . Esses profissionais são da ordem: engenheiro de segurança do trabalho. Entretanto. auxiliar de enfermagem do trabalho e técnico de segurança do trabalho. A realização periódica. e tem como finalidades principais a elaboração e a implantação de programas de prevenção de acidentes e doenças ocupacionais nos ambientes de trabalho. verificando o ambientes e condições de trabalho visando à identificação de situações que venham a trazer riscos para a segurança e saúde do trabalhador. que possuam empregados regidos pela consolidação das leis do trabalho - CLT manterão. devido à quantidade de funcionários da Tecnobombas estar abaixo da quantidade mínima requerida por lei. Dentre as atribuições da CIPA estão: Promover a prevenção de acidentes do trabalho independente da espécie. objetivando a prevenção de acidentes do trabalho e de doenças ocupacionais. um órgão técnico composto exclusivamente por profissionais. (GONÇALVES. à mesma fica isenta da necessidade de se ter em sua planta profissionais da área de segurança e saúde no trabalho. identificar os riscos do processo de trabalho elaborando o mapa de riscos. obrigatoriamente. por estes escolhidos.

bota de couro com e sem biqueira de aço. (GONÇALVES. A Tecnobombas por estar classificada como fabricante de artefatos diversos de plástico e ter uma quantidade inferior a 50 funcionários. 25. óculos. equipamento de proteção individual adequado aos riscos e em perfeito estado de conservação e funcionamento.29-1 (Grupo C-10) da classificação nacional de atividades econômicas – CNAE. sendo possível reeleição após o término do mandato. de uso individual utilizado pelo trabalhador. creme de proteção para as mãos. respirador purificador de ar. sendo que o mesmo somente deverá ser utilizado quando possuir a indicação do certificado de aprovação do ministério do trabalho e emprego – TEM. Cabe ao grupo responsável pela segurança e medicina do trabalho da empresa: o Cadastrar o fabricante ou importador de EPI. examinar. o Ser responsável pela guarda. sua comissão interna de prevenção de acidentes (CIPA) será formada por 1 membro efetivo e 1 membro suplente e está denominada pelo código específico. o Procurar o empregador caso ocorra qualquer avaria do EPI que o torne impróprio para o uso. protetor auditivo. aprovar e registrar o EPI. Equipamento de Proteção Individual (EPI) é considerado como todo dispositivo ou produto. O empregado quanto ao seu EPI tem a obrigação de: o Utilizar o EPI exclusivamente para a finalidade destinada e seguir as normas da empresa quanto à utilização correta do mesmo. para um mandato com duração de um ano.86 de eleição direta e secreta. o Receber. 2006)  NR-6 Equipamentos de proteção individual (EPI) Para a aplicação desta norma regulamentadora. A empresa tem por obrigação patronal de fornecer aos empregados. luva. Eles podem ser classificados como: Capacete. . limpeza e conservação do seu próprio EPI. destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde do trabalhador. protetor facial. gratuitamente.

a realização obrigatória pelas empresas exames médicos. Deve ser ressaltado que o não cumprimento das normas da empresa quanto à utilização adequada do EPI pode acarretar em advertência. e a perda auditiva induzida pelo ruído ocupacional PAIRO. distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho – DORT. o Recolher amostras de EPI. estão discriminados todos os exames realizados. 2006)  NR-7 Programa de controle médico de saúde ocupacional (PCMSO) Esta norma regulamentadora estabelece que as empresas e instituições públicas ou privadas que contratem trabalhadores são obrigadas a elaborar e implantar o (PCMSO) visando manter a saúde de seu quadro de funcionários. Cabe ao médicocoordenador criar um procedimento adequado para cada empresa onde o controle médico de saúde ocupacional atenda as necessidades individuais. mudança de função e demissional para garantir realmente que o individuo seja admitido em perfeitas condições para realização das atividades. periódico. entre outros. rastrear e diagnosticar de forma precoce. (GONÇALVES. bem como constatar a existência de doenças profissionais ou danos irreversíveis à saúde dos trabalhadores. possa ter um ciclo dentro da empresa sem danos a sua saúde e em uma eventual demissão possa sair apto a ingressar em qualquer outra empresa sem ter restrições quanto a sua disponibilidade operacional. qualquer gravidade à saúde relacionada ao trabalho. O objetivo deste procedimento é de prever. O PCMSO deve incluir. tais como: admissional. suspensão da atividade realizada e posterior demissão da empresa. bem como instruções quanto aos meios de controle para a preservação da saúde do trabalhador.87 o Fiscalizar a qualidade dos EPI. (GONÇALVES. No documento emitido pelo profissional habilitado. o Fiscalizar e orientar quanto ao uso adequado e à qualidade do EPI. estes danos são conhecidos como: lesões por esforços repetitivos – LER. 2006)  NR-8 Edificações .

(108. de modo a garantir segurança e conforto as pessoas que exerçam suas atividades. assim considerada a altura livre do piso ao teto. onde houver perigo de escorregamento. (108. balcões.006-7 / I2) o Nos pisos. Alguns itens devem ser levados em consideração quando se fala em edificações como: o Os locais de trabalho devem ter. . desde que atendidas as condições de iluminação e conforto térmico compatíveis com a natureza do trabalho. serão empregados materiais ou processos antiderrapantes. 3.88 Esta norma regulamentadora estabelece requisitos técnicos mínimos para instalações físicas de um estabelecimento em atividade industrial ou comercial que devem ser observados. (108. (108. escadas. as escadas e rampas devem oferecer resistência suficiente para suportar as cargas móveis e fixas. corredores e passagens dos locais de trabalho.003-2 / I1) o As aberturas nos pisos e nas paredes devem ser protegidas de forma que impeçam a queda de pessoas ou objetos.005-9 / I2) o As rampas e as escadas fixas de qualquer tipo devem ser construídas de acordo com as normas técnicas oficiais e mantidas em perfeito estado de conservação. especialmente no que diz respeito ao campo de produção. pois qualquer alteração na estrutura do estabelecimento pode acarretar em interrupções por longos períodos no ritmo de produção e até mesmo causar fatalidades irreparáveis como danos físicos nas pessoas que lá estejam. no mínimo. para as quais a edificação se destina. (108. rampas.004-0 / I2) o Os pisos.001-6 / I1) o A critério da autoridade competente em segurança e medicina do trabalho poderá ser reduzido esse mínimo. (108. compartimentos para garagens e outros que não forem vedados por paredes externas. (108.00m (três metros) de pédireito.007-5 / I1) o Os andares acima do solo tais como terraços.002-4 / I1) o Os pisos dos locais de trabalho não devem apresentar saliências nem depressões que prejudiquem a circulação de pessoas ou a movimentação de materiais.

015-6 / I1) Portanto deve-se destacar que a Tecnobombas empresa fabricante de bombas de água automotiva. com a participação dos trabalhadores. isolamento térmico. (108.014-8 / I1) o As edificações dos locais de trabalho devem ser projetadas e construídas de modo a evitar insolação excessiva ou falta de insolação.009-1 / I1) o Quando for vazado.12m (doze centímetros). (108. e outros). escadas. isolamento e condicionamento acústico.011-3 / I1). resistência estrutural e impermeabilidade. os vãos do guarda-corpo devem ter pelo menos uma das dimensões igual ou inferior a 0. ainda que não acompanhem sua estrutura. (108. devem ser impermeabilizados e protegidos contra a umidade. rampas. . Suas ações devem ser desenvolvidas em campo de cada empresa. cobertura. (GONÇALVES. (108. (108. encontra-se com a sua edificação (pisos.89 devem dispor de guarda-corpo de proteção contra quedas. (108.012-1 / I1) o Os pisos e as paredes dos locais de trabalho sempre que necessário.008-3 / I2) o Ter altura de 0.010-5 / I1) o Ser de material rígido e capaz de resistir ao esforço horizontal de 80kgf/m2 (oitenta quilogramas-força por metro quadrado) aplicado no seu ponto mais desfavorável. partindo de responsabilidade do empregador. de acordo com os seguintes requisitos: (108. o As partes externas.90m (noventa centímetros). devem. 2006)  NR-9 Programa de prevenção de riscos ambientais (PPRA) Esta norma regulamentadora do trabalho estabelece um programa preventivo onde se visa à saúde e condições físicas dos trabalhadores. obrigatoriamente.013-0/ I1) o As coberturas dos locais de trabalho devem assegurar proteção contra as chuvas. observar as normas técnicas oficiais relativas à resistência ao fogo. bem como todas as que separem unidades autônomas de uma edificação. no mínimo. a contar do nível do pavimento. (108. em conformidade com a norma regulamentadora.

e posterior comparação com os limites de tolerância legalmente estipulados. o Agentes mecânicos que se refere às instalações físicas e funcionamento de uma empresa em matéria de apresentar adequadas condições de uso. bacilos. calor radiante. A avaliação dos riscos ambientais pode ser feita de forma qualitativa ou quantitativa. gases ou vapores. fungos. o Agentes químicos que são às substâncias. operação. neblinas. incluindo as etapas de projeto. fumos. (GONÇALVES. frio. pressões anormais. transmissão. distribuição e consumo. na forma de poeira. 2006)  NR-10 Instalações e serviços em eletricidade Esta norma regulamentadora diz respeito aos riscos provenientes do desenvolvimento de atividades com energia elétrica. radiações ionizantes e não ionizantes e vibrações. construção. Dependendo da grandeza do choque elétrico o mesmo pode ocasionar danos irreversíveis como a morte. manutenção das instalações elétricas e quaisquer trabalhos realizados nas suas proximidades. Na análise qualitativa os riscos ambientais são identificados mediante simples inspeção dos locais de trabalho. protozoários e vírus. onde somente profissional qualificado poderá . tais como: Ruído.90 Os riscos ambientais podem ser definidos como: o Agentes Físicos que são formas de energia exposta ao trabalhador. Deve-se ressaltar a competência do ministério do trabalho e emprego para a elaboração das disposições preventivas. parasitas. queimaduras e quedas do individuo devido ao impacto inesperado. compostos ou produtos que ao contato com a pele ou qualquer parte do corpo possa causar irritação ou penetrar no organismo por via respiratória. Esta norma se aplica as fases de geração. como as bactérias. o Agentes biológicos que são espécies de microorganismos. montagem. névoas. e na análise quantitativa utilizam-se equipamentos de medição específicos para a quantificação dos agentes agressivos presentes no ambiente de trabalho. de forma a se destacar o choque elétrico que pode causar danos físicos como: alteração do ritmo cardíaco. umidade.

talha. e entre partes móveis (polias. Cabe ao órgão responsável dentro da empresa criar planos de verificação aos cabos de aço. dispondo de empilhadeiras. (GONÇALVES. movimentação. armazenagem e manuseio de materiais Estabelece esta norma regulamentadora o manuseio de materiais. que devem ser inspecionados constantemente. (GONÇALVES. visando à prevenção de acidentes do trabalho. roldanas e ganchos.80m (sessenta a oitenta centímetros). operação e manutenção de máquinas e equipamentos. empilhadeira. serão calculado e construído de maneira que ofereçam garantias de resistência e segurança quando conservados em perfeitas condições de trabalho. 2006) No que tange a transporte. correntes e rolos) das . cordas.91 atuar em campo. carrinhos para movimentação de bombas e treinamento aos operadores que se utilizam dessas ferramentas de trabalho. tais como: elevadores de carga. guindaste. e deve sempre ser levado em relevância a altura máxima da carga e o peso. entre máquinas e equipamentos em geral deverá haver uma distância livre mínima e variável de 0. movimentação. Deve a empresa se atentar quanto às áreas de circulação e os espaços em torno de máquinas e equipamentos. correntes. armazenagem e manuseio de materiais. ponte-rolante. monta-cargas. onde os equipamentos utilizados na movimentação de materiais. sendo primordial que esses profissionais conheçam os métodos de socorro a acidentes por choque elétrico.  NR-12 Máquinas e equipamentos Esta norma regulamentadora do trabalho estabelece medidas preventivas quanto à segurança e higiene do trabalho que devem ser adotados pela empresa em relação à instalação. transportadores aéreos. Quanto aos equipamentos de transporte motorizados deverão possuir sinal de advertência como buzina e sinais luminosos. a Tecnobombas demonstra estar adequada às atividades desenvolvidas. além disso. 2006)  NR-11 Transporte. guinchos. principalmente em relação aos equipamentos destinados à movimentação de pessoal. engrenagens.60m à 0.

o Relatório de inspeção que deve ser emitido pelo engenheiro mecânico. A Tecnobombas por não possuir um serviço próprio de inspeção de equipamentos. (GONÇALVES. 2006) . instrumento indicador de pressão afixado em seu corpo.1 – Inspeção de equipamentos.92 máquinas e equipamentos. uma placa de identificação e documentação tais como: o Prontuário do equipamento que corresponde ao manual técnico expedido pelo fabricante. Importante destacar. 2006)  NR-13 Caldeiras e vasos de Pressão Esta norma regulamentadora determina o acompanhamento de operação. válvulas ou dispositivos de segurança. Os vasos de pressão são equipamentos que contêm fluidos sob pressão interna ou externa. (GONÇALVES. manutenção e inspeção de caldeiras e vasos de pressão. segue o anexo da norma regulamentadora conforme tabela a seguir: Tabela 10. Visando o bom desempenho do compressor instalado na Tecnobombas o mesmo está devidamente adequado a esta norma regulamentadora com. sendo de origem nacional ou não deve atender plenamente todas as normas de segurança pertinentes a garantir a integridade de quem faça o uso de maneira correta. todo dispositivo utilizado para garantir a segurança do equipamento deve ter seu roteiro de inspeção feito periodicamente e dependendo da categoria de classificação do vaso de pressão o mesmo deve ser submetido a exames específicos e teste hidrostático em períodos regulares.70m (setenta centímetros) devendo haver áreas destinadas a corredores (circulação) e armazenamento de materiais devidamente demarcadas com faixas. o Registro de segurança que corresponde a um livro próprio utilizado para registrar as ocorrências importantes capazes de afetar a segurança do equipamento. a distância mínima livre deverá ser igual ou superior a 0. Cabe ainda dizer que toda máquina ou equipamento adquirido. devidamente registrado como inspetor.

Esta norma regulamentadora diz respeito às questões relacionadas à periculosidade das atividades desenvolvidas. deve ser feito um acompanhamento diário onde devem ser destacados barulhos anormais. As atividades insalubres ou perigosas da ao trabalhador o direito de: o Redução dos riscos relacionados ao trabalho por meio de normas de saúde. quando ocorre além dos limites de tolerância. É importante ressaltar que a insalubridade. na forma da lei. isto é intensidade. onde o trabalhador terá o direito ao adicional de insalubridade na ordem de 40% (quarenta por cento). vazamentos de óleo. a partir de quatorze anos. Quanto aos requisitos básicos de um laudo pericial para se caracterizar a atividade insalubre ou perigosa deve-se destacar: . 2006)  NR-15 Atividades e operações insalubres. vinte ou vinte e cinco anos de serviço. médio ou mínimo. mas pode conceber aposentadoria especial antes do tempo. higiene e segurança. perigoso ou insalubre aos menores de dezoito anos e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos. funcionamento fora da normalidade. natureza e tempo de exposição ao agente. o Proibição de trabalho noturno. Considera-se atividade insalubre.93 Categoria do Vaso I II III IV V Exame Externo 1 ano 2 anos 3 anos 4 anos 5 anos Exame Interno 3 anos 4 anos 6 anos 8 anos 10 anos Teste Hidrostático 6 anos 8 anos 12 anos 16 anos 20 anos Mesmo a empresa não tendo um serviço próprio de inspeção de equipamentos. 20% (vinte por cento) ou 10% (dez por cento) sobre o salário básico do trabalhador. que não causará dano à saúde do trabalhador. (GONÇALVES. nos termos da CLT pode ser classificada nos graus máximo. o Adicional de remuneração para as atividades insalubres ou perigosas. devendo ser ressaltado a condição de aprendiz. após quinze.

2006) Nível de ruído dB(A) 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 98 100 102 104 105 106 108 110 112 114 115 Máxima exposição diária PERMISSÍVEL 8 horas 7 horas 6 horas 5 horas 4 horas e 30 minutos 4 horas 3 horas e 30 minutos 3 horas 2 horas e 40 minutos 2 horas e 15 minutos 2 horas 1 hora e 45 minutos 1 hora e 15 minutos 1 hora 45 minutos 35 minutos 30 minutos 25 minutos 20 minutos 15 minutos 10 minutos 8 minutos 7 minutos Salvo que esses limites quando não levados a sério pode causar danos irreversíveis a saúde do trabalhador. o A conclusão. o As medidas para eliminação da insalubridade quando existir. No que diz respeito a atividades insalubres ou perigosas. o A descrição do instrumento utilizado. caracterizando ou não a atividade insalubre ou perigosa indicando qual o grau correspondente. (GONÇALVES. o ruído é o mais comum e está presente praticamente em todas as atividades. Limites de tolerância para ruído contínuo ou intermitente devem ser considerados conforme tabela a seguir: Tabela 10. 2006)  NR-17 Ergonomia . o A metodologia de avaliação.94 o O critério utilizado.2 – Limites de tolerância para ruído contínuo ou intermitente. (GONÇALVES.

bem como a sua natureza do trabalho a ser executada. o Borda frontal arredondada. transporte e descarga individual de materiais que comprometa a saúde dos colaboradores são realizados com a utilização de transportadores aéreos. . o Encosto com forma levemente lombar. enquanto nas atividades realizadas com o trabalhador em pé devem ser colocados assentos para descanso em locais em que possam ser utilizados por todos trabalhadores durante as pausas. evitando assim a uma lesão por esforço repetitivo LER. Os aspectos relacionados ao levantamento. Quanto ao nível de luminosidade nos locais de trabalho. o Características de pouca ou nenhuma conformação na base do assento. Para as atividades nas quais os trabalhos devam ser realizados sentados. para evitar ao máximo o esforço físico existente. proporcionando boa postura. deve ser fornecido suporte adequado para os documentos com regulagens de altura e ângulo de leitura.95 Esta norma regulamentadora estabelece a adaptação das condições de trabalho. poderá ser exigido suporte para os pés que se adapte ao comprimento da perna do trabalhador. evitando movimentação constante do pescoço e fadiga visual. norma brasileira registrada no INMETRO – Instituto Nacional de Metrologia. visando preservar a integridade do trabalhador e evitar o desgaste prematuro de suas potencialidades profissionais. visualização e operação. que declara que a medição do nível de luminosidade será feita no campo de trabalho onde se realiza a tarefa visual. mesas com roletes e empilhadeiras. Ao desenvolvimento das atividades que envolvam leitura de documentos para digitação. Dentre muitos aspectos. devem ser considerados os valores de iluminância estabelecidos na NBR 5. bem como os equipamentos e as condições ambientais no local de trabalho estão adequadas a esta norma regulamentadora. hoje conhecida como DORT (Distúrbio Osteomuscular Relacionados ao trabalho).413. os assentos a serem utilizados nos postos de trabalho devem atender os requisitos mínimos de conforto: o Altura ajustável à estrutura do trabalhador e à natureza da função exercida.

Para a formação do fogo é necessária a junção de três componentes básicos: o combustível. causa incomodo ao trabalhador. C e D na qual cada classe tem seu agente extintor próprio. salvo dizer que não deve ser utilizado . caso não se disponha do extintor de água pressurizada. podendo ser utilizado na classe A. e atua pelo método do abafamento. (GONÇALVES. também chamada de combustão. Entretanto. que de forma controlada se torna um beneficio para o próprio homem. o Abafamento. o Resfriamento. Deve sempre se alternar a postura de trabalho para que os músculos recebam seus nutrientes e não fiquem cansados. há de ser dito que deve ser adequada às características dos trabalhadores e ao trabalho a ser executado. que se dá devido à oxidação rápida de uma substância resultando na produção de calor. O agente extintor é composto por substâncias (sólidas. O extintor de incêndio do tipo água pressurizada é indicado para os incêndios da classe A e atua pelo método do resfriamento. agindo pelos métodos de abafamento ou resfriamento intervêm no incêndio até que o mesmo se acabe por completo. 2006)  NR-23 Proteção contra incêndios Esta norma regulamentadora estabelece que todas as empresas devam possuir proteção contra incêndio. que seja mantida de maneira prolongada.96 No que diz respeito à organização do trabalho. quando se faz necessário à extinção do mesmo alguns procedimentos devem ser seguidos: o Isolamento ou retirada do material. Qualquer postura. B. além de prejuízos de ordem material e financeira. pois é um fato que causa danos irreversíveis a saúde do trabalhador. Já o extintor de incêndio do tipo espuma química é indicado para os incêndios da classe B. líquidas ou gasosas) que. Incêndio é exatamente igual ao fogo só que fora do controle e em prejuízo do próprio homem. Fogo corresponde a uma reação química. jamais deve ser utilizado nos incêndios da classe C. Os incêndios são divididos em quatro classes: A. o oxigênio e o calor.

Toda organização deve se atentar e dispor de número suficiente e adequadas saídas de emergência. vaso sanitário e outros). o agente extintor atua pelo método do abafamento. cada segmento. liso e impermeável. Estes itens são da ordem de: o Aparelho sanitário é o equipamento ou as peças destinadas ao uso de água para fins higiênicos (banheira. e contar com uma equipe de brigada de incêndio. porém devem ser evitados os incêndios da classe A. especialmente em equipamentos eletroeletrônicos sensíveis como computadores. tipo comum. . As fábricas ou estabelecimentos que não mantenham equipes de bombeiros devem ter a equipe da brigada de incêndio formado por membros do próprio quadro de funcionários que são treinados e capacitados ao manejo de todo material utilizado no combate a incêndio. e não deve ser utilizado nos incêndios da classe A. bebedouro. O extintor de incêndio do tipo gás carbônico é indicado para os incêndios das classes B e C. dado que não possui poder de penetração no interior do combustível. pontos de captação de água e sistemas de alarme). hidrantes. No extintor de incêndio do tipo pó químico seco PQS. possuindo torneiras de metal. no mínimo de 0.97 nos incêndios de classe C. sendo indicado para combater os incêndios das classes B e C. de fácil escoamento no mictório tipo calha. equipamento contra incêndio (extintores. mictório.60 m corresponderá a 1 mictório tipo cuba o Os lavatórios poderão ser formados por calhas revestidas com materiais impermeáveis e laváveis. (GONÇALVES. lavatório. treinada para o uso correto desses equipamentos. pois apresenta pouca ou nenhuma eficácia. 2006)  NR-24 Condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho Esta norma regulamentadora estabelece os requisitos e condições referentes às condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho. sprinklers. o O mictório deverá ser de porcelana vitrificada ou de outro material equivalente. provido de aparelho de descarga provocada ou automática. de uso coletivo. onde devem se destacar alguns itens de alta relevância no campo empresarial.

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espaçadas de 0,60m (sessenta centímetros), devendo haver disposição de
1 (uma) torneira para cada grupo de 20 (vinte) trabalhadores.
o Em todos os estabelecimentos industriais e naqueles em que a atividade
exija troca de roupas, ou seja, imposto o uso de uniforme ou guarda-pó,
haverá local apropriado para vestiário dotado de armários individuais,
observada a separação de sexos.
o Será exigido 1 (um) chuveiro para cada 10 (dez) trabalhadores nas
atividades ou operações insalubres, ou nos trabalhos com exposição a
substâncias tóxicas, irritantes, infectantes, alergizantes, poeiras ou
substâncias que provoquem sujidade, e nos casos em que estejam
expostos a calor intenso.
o Limpeza, podendo apresentar a conformação do tipo calha ou cuba
o Gabinete sanitário é o local destinado a fins higiênicos;
o Banheiro é o conjunto de peças que compõem determinada unidade e
destinado a necessidades fisiológicas e a higiene pessoal;
o Vestiário é o local apropriado para a troca de vestimenta dos
trabalhadores, deve ser separado por sexo, e conter armários para guarda
de roupas e alguns objetos pessoais;
o Alojamento é o local destinado ao repouso dos trabalhadores.
Ainda com relação às condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho a
Tecnobombas assegura aos trabalhadores condições suficientes de conforto para a
ocasião das refeições, onde leva os seguintes requisitos em consideração:
o Local adequado, fora da área de trabalho;
o Piso lavável;
o Com o objetivo de manter um iluminamento mínimo de 100 (cem) lux,
deverão ser instaladas lâmpadas incandescentes de 100 W/8,00 m² de
área com pé-direito de 3,00m (três metros) máximo, ou outro tipo de
luminária que produza o mesmo efeito.
o Serão previstos 60 (sessenta) litros diários de água por trabalhador para o
consumo nas instalações sanitárias.
o Limpeza, arejamento e boa iluminação;

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o Mesas e assentos em número correspondente ao de usuário;
o Lavatórios e pias instalados nas proximidades ou no próprio local;
o Fornecimento de água potável aos empregados;
o Estufa fogão ou similar, para aquecer as refeições.
Cabe também que toda organização tem que assegurar o controle de pragas,
através de programas preventivos como conscientização das pessoas envolvidas com a
organização para que as mesmas não façam o uso de alimentos nos locais de trabalho e
estipular períodos para detetização da planta. (GONÇALVES, 2006)

NR-25 Resíduos industriais

Esta norma regulamentadora tem por objetivo estabelecer as medidas
preventivas a serem observadas pelas empresas no destino final a ser dado aos resíduos
industriais, sejam eles sólidos, líquidos ou gasosos, e como deverão ser eliminados
adequadamente dos ambientes de trabalho, de modo que protejam a saúde e a
integridade física dos trabalhadores.
Os resíduos gasosos devem ser eliminados dos locais de trabalho através de
métodos, equipamentos ou medidas adequadas, sendo proibido a liberação nos
ambientes de trabalho.
Os resíduos líquidos e sólidos produzidos por processos e operações industriais
deverão ser tratados, de forma que evitem riscos a saúde e a segurança dos
trabalhadores. (GONÇALVES, 2006)

NR-26 Sinalização de segurança

Esta norma regulamentadora tem por objetivo fixar as cores que devem ser
usadas nos locais de trabalho para identificar os equipamentos de segurança, delimitar
as áreas de trabalho e advertir contra os perigos, visando à prevenção de acidentes.
Dentre às disposições específicas ao emprego das cores em sinalização de
segurança nos ambientes de trabalho, deve ser destacado que:

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o A cor alumínio deve ser utilizada para identificar canalizações contendo
gases liquefeitos, inflamáveis e combustíveis de baixa viscosidade;
o O amarelo deve ser usado, devido a sua alta visibilidade, para indicar
cuidado;
o O azul deve ser usado para canalizações de ar comprimido;
o O branco deve ser usado em áreas de segurança, em volta dos
equipamentos de socorro de urgência, de combate a incêndio ou outros
equipamentos de emergência;
o O cinza quando for de tonalidade clara indica canalizações em vácuo e
quando for de tonalidade escura indica eletrodutos;
o A cor laranja deve ser usada para indicar as partes móveis e perigosas das
máquinas e canalizações contendo ácido;
o O lilás deve usado para indicar canalizações com álcalis. As refinarias de
petróleo poderão utilizar essa cor para identificar lubrificantes;
o O marrom pode ser adotado, a critério da empresa, para identificar
qualquer fluido não identificável pelas demais cores;
o O preto deve ser usado para substituir à cor branca, quando se apresentar
condições especiais;
o A cor púrpura deve ser usada para indicar os perigos das radiações
eletromagnéticas de partículas nucleares;
o O vermelho deve ser usado para indicar equipamentos de proteção e
combate a incêndio;
o O verde deve ser usado para indicar canalizações de água, macas,
canalizações de oxigênio e localizações de equipamentos de proteção
individual.
Quanto a produtos perigosos ou nocivos à saúde, devem conter em seu rótulo
instruções, abordando os seguintes tópicos: Nome técnico completo, Palavras de
advertência,

indicações

de

risco,

medidas

(GONÇALVES, 2006)

NR-28 Fiscalizações e penalidades

preventivas,

primeiros

socorros.

101
Esta norma regulamentadora estabelece os procedimentos a serem adotados pele
fiscalização trabalhista de segurança e saúde do trabalho, quando da realização de
inspeções às empresas públicas e privadas que possuam empregados regidos pela CLT.
Quando a organização não cumpre com as disposições legais e regulares de
segurança e saúde no trabalho o empregador está sujeito aos seguintes procedimentos
fiscais: orientação, notificação, autuação e interdição, que pode acarretar prejuízos
financeiros enormes devido a multas. Os valores das multas administrativas por infração
às normas de segurança do trabalho variam de, no mínimo, 630 UFIR (seiscentos e
trinta unidades fiscais de referência) a, no máximo, 6.304 UFIR (seis mil trezentos e
quatro unidades fiscais de referência), de modo que as transgressões às normas de
medicina do trabalho variam de 378 UFIR (trezentos e setenta e oito unidades fiscais de
referência) a um máximo de 3.782 UFIR (três mil setecentos e oitenta e duas unidades
fiscais de referência). Nos casos de resistência à fiscalização, a multa será aplicada em
seu valor máximo. (GONÇALVES, 2006)

NR-33 Perícias judiciais de insalubridade e periculosidade

Esta norma regulamentadora tem por objetivo abordar alguns conceitos
específicos necessários para a proteção do trabalhador quanto ao direito de receber
adicional, devido a exercer atividades que dependendo do tempo que o mesmo ficar
exposto ao ambiente insalubre pode causar danos à saúde irreversíveis.
A perícia judicial consiste no exame de caráter técnico, geralmente realizado por
profissional especializado, escolhido e designado pelo juiz, com o objetivo de esclarecer
os fatos alegados.
O perito é o auxiliar da justiça designado pelo juiz para atuar no processo de
forma circunstancial. No processo trabalhista, a competência para realizar as avaliações
de insalubridade e de periculosidade é do engenheiro de segurança de trabalho ou do
médico do trabalho.
Assistente técnico é o profissional livremente escolhido, contratado e pago
diretamente por cada uma das partes, no desenvolver de um processo em que tiver sido
designada a realização de perícia técnica.
Quando o perito judicial e os assistentes técnicos realizarem a avaliação técnica,
o laudo pericial será único e subscrito por todos eles.

2002) Existe uma seqüência lógica que deve ser seguida para o desenvolvimento do leiaute:  Localização da unidade industrial. JOHNSTON. Para elaboração do leiaute deve-se planejar o todo e depois as partes. uma vez que decidir onde colocar todas as instalações. o leiaute torna-se uma das características mais evidentes.  Leiaute em linha. reabilitação profissional ou pensão por morte. Para que isso ocorra. auxílio-acidente.  Leiaute celular. (SLACK. 2006) 11 LEIAUTE Em uma operação produtiva a localização física dos recursos de transformação deve ser levado em consideração.102 A perícia tem por objetivo averiguar se o reclamante exerceu ou não atividades legalmente consideradas insalubres e. Estes benefícios são destacados como: auxílio-doença. porque determina sua forma e aparência. Na escolha do tipo de leiaute é valido utilizar a experiência de todos. máquinas. . 2006)  NR-34 Acidentes do trabalho e indenização acidentária Esta norma regulamentadora trata dos benefícios previdenciários provenientes de acidentes ocorridos no exercício da função e de doenças adquiridas durante a vida profissional. (GONÇALVES. em caso positivo. (GONÇALVES.  Leiaute da empresa. CHAMBERS.  Determinação da capacidade. médio ou mínimo). em que grau (máximo. aposentadoria por invalidez. a ponto de caracterizar seu exercício profissional como periculoso. ou se ficou exposto às condições de risco a sua integridade física. equipamentos e pessoal de produção é definir o leiaute. uma vez que existem diversas maneiras diferentes de se arranjarem recursos produtivos de transformação. que podem ser concedidos aos trabalhadores ou a seus dependentes pelo instituto nacional do seguro social-INSS. Abaixo seguem os principais tipos de leiaute:  Leiaute por processo ou funcional. não esquecendo de planejar juntamente o ideal e depois o prático.

1 Leiaute celular O leiaute celular é aquele que os recursos transformados. JOHNSTON. permitindo elevado nível de qualidade e de responsabilidade.1. (SLACK.103  Leiaute por posição fixa.1 . utilizará o leiaute celular para sua unidade de produção. O conceito de célula centraliza a responsabilidade sobre o produto fabricado.Leiaute celular (MARTINS & LAUGENI. (MARTINS & LAUGENI.2 Determinação do leiaute . 2006) Um exemplo de fluxo celular é apresentado na figura 11. além de que enseja satisfação no trabalho. (MARTINS & LAUGENI. onde possua todos os recursos transformadores necessários a atender a suas necessidades imediatas de processamento. Diminui drasticamente o transporte de material (movimentação interna). são pré-selecionados para movimentar-se à uma parte específica da operação (célula). com vista no que diz o item 11. fazendo com que o estoque seja minimizado. Figura 11. 2002) Possui uma relativa flexibilidade quanto ao tamanho de lotes por produto. 11. 2006) A Tecnobombas Ltda. A célula em si pode ser arranjada segundo um leiaute por processo ou por produto.1. ao entrar na operação. CHAMBERS. 2006) 11.

expedição. . Todas as informações de qualidade de produtos e de materiais. Os desenhos do leiaute estão disponíveis no apêndice M.104 Para determinação do leiaute foram levadas em consideração as seguintes premissas para a Tecnobombas Ltda. além de seqüências de operações e de montagem.: demanda de 140. além das instruções técnicas do Corpo de Bombeiros de estado de São Paulo. Para elaboração do leiaute serão seguidas todas as normas reguladoras de segurança do Ministério do Trabalho. estocagem de matérias-primas e produtos acabados e transportes foram obtidas nos capítulos que condizem com os assuntos.000 pçs/mês e fabricação interna da carcaça e do rotor. informação de recebimento.

com isso os estoques de matéria prima. O propósito primordial do JIT é atender com maior rapidez a demanda estabelecida. O JIT só é possível ser realizado com a utilização do Kanban. o JIT surgiu como uma filosofia de organização da produção industrial inovadora e seu conceito básico é “produzir somente o que for necessário.105 12 PLANEJAMENTO E CONTROLE DA PRODUÇÃO O departamento de planejamento e controle da produção (PCP) nada mais é que o grande gerenciador da produção.  Leiaute celular – para redução de ciclos de produção tempo de aprovisionamento (lead time) e menores estoques em processo. maior flexibilidade do sistema de produção como um todo. o fluxo de processo. Kanban significa anotação visível através de cartões. 1988) 12. o que acompanha desde a chegada da matéria prima. o que exige colaboradores polivalentes. . símbolos ou painéis que auxiliam a gerência e também os próprios colaboradores nas tarefas de organização e controle dos fluxos de estoques de matérias. reduzindo os gastos. estoques de produção e de produto acabado através das necessidades. Pré-requisitos para implementar o JIT:  Tecnologia de grupos – utilização para classificar as peças ou produtos em família. que é a ferramenta de controle de produção e um sistema de informação de programação de produção. com quantidade exata. Vantagens da implantação do JIT:  Diminuição de esperas no processo produtivo e de desperdícios de matéria e de tempos improdutivos.1 Tempo Justo (Just-in-time – JIT) e Kanban Surgido na Toyota na década de 60. na quantidade e no momento certo”. (DIAS. insumos e produtos acabados se tornam o mínimo possível.  Mão de obra polivalente e qualificada – para desenvolver sua função com competência e habilidades necessárias. material correto. saída para terceiros.  Maior mobilidade da mão de obra.

106

Otimização do fluxo de materiais;

Menor risco de super produção de peças e produtos.

Todos os princípios desta metodologia estão sintonizados com o propósito da
produção enxuta ou flexível, onde se destaca os zeros: zero estoque, zero defeitos, zero
desperdício, zero parada de máquinas, zero tempo improdutivo. (CORREA; GIANESI;
CAON, 2008)
12.2 Planejamento das necessidades dos materiais (MRP)
O MRP (do inglês material requerements planning, ou planejamento das
necessidades das matérias), é uma técnica para converter a previsão da demanda de um
item de demanda independente em uma programação das necessidades das partes
componentes do item.
A partir da data e da quantidade em que um produto final é necessário, obtêm as
datas e as quantidades em que suas partes componentes são necessárias. A essa
desagregação do produto em suas partes componentes dá-se o nome de explosão.
A lógica do MRP é calculada de acordo com uma tabela onde se preenche as
necessidades de produção. A necessidade líquida de produção será a necessidade bruta
de um determinado elemento menos aquilo que há no estoque e menos os recebimentos
programados, de tal forma que ao se obter, de acordo com a política de loteamento da
empresa, será calculada a quantidade e o momento da liberação da ordem de fabricação.
(CORREA; GIANESI; CAON, 2008)
Os cálculos estão disponíveis no apêndice N.
12.3 Ordem de fabricação
Ordem de fabricação é um documento de controle do PCP, onde se estabeleci
alguns requisitos para se iniciar a produção, tais como:

Código do produto;

Controle da Ordem de fabricação;

Quantidade a ser produzida;

Qual tipo e quantidade de matéria prima e/ou insumos;

Prazo de entrega;

107

Roteiro de fabricação;

Numero de lote de rastreabilidade;

Entre outras informações. (RUSSOMANO, 2000)

Disponível no apêndice O, a ordem de fabricação de um produto da empresa
Tecnobombas.
12.4 Carga máquina
Carga máquina nada mais é que a distribuição dos afazeres por máquina e que
pode ser estabelecido por horário, por turno, diário, semanal, mensal ou ate mesmo
anual.
Para se ter a carga máquina preenchida corretamente é necessária algumas
informações primordiais:

Tempo disponível por máquina;

Tempo de produção;

Tempo de preparação;

Em qual tipo de maquinário deverá ser produzido;

Programação de entregas (passado pelo departamento comercial);

Entre outras.

Através da carga máquina se verifica a ociosidade ou carga completa de sua
produção, passando um parâmetro concreto se poderá atender a necessidade do cliente.
(RUSSOMANO, 2000)
Disponível no apêndice N a carga máquina da empresa Tecnobombas.

108

109
13 QUALIDADE
A palavra qualidade significa adequação ao uso, é a conformidade às
exigências. Qualidade tem haver primordialmente com o processo pelo qual os produtos
ou serviços são materializados, onde é possível dizer que se o processo ou serviço for
bem realizado, o resultado final advirá naturalmente, pois a qualidade deverá ser
controlada durante o processo e não ao final dele, evitando custo, retrabalho, ou
impossibilitação do mesmo.
A qualidade está ligada a sentimentos subjetivos que refletem as necessidades
internas de cada um. Muitas pessoas avaliam a qualidade pela aparência, outras se
voltam à qualidade do material com que é feito o produto, outras ainda, avaliam a
qualidade de algo pelo preço.
Existem várias dimensões da qualidade, porém o aspecto objetivo, mensurável
da qualidade é o processo, onde busca-se a melhoria contínua, conformidades com os
requisitos estipulados e adequação ao uso, obtendo redução de custos e buscando o
produto final perfeito. Quando se tem a qualidade em um processo ou serviço, é
possível implantar sistemas como o da ISO-9000, por exemplo, podendo ser aplicado
desde a fabricação de um automóvel até a confecção de um sanduíche.
A qualidade foi iniciada com a Revolução Industrial e a dispersão da produção
em série, após a Segunda Guerra Mundial, onde o Japão reorganizou a sua economia
com o conceito dos 5S.
Com o passar do tempo, a qualidade foi evoluindo, criando alguns
departamentos como, controle e gerenciamento do sistema da qualidade, qualidade
assegurada,

metrologia,

inspeção,

treinamentos,

auditorias

e

qualidade

dos

fornecedores, obtendo assim, a perfeição dos produtos.
A qualidade com base no cliente deve ser entendida como melhoria contínua,
atendendo e excedendo as expectativas do cliente, pois eles esperam que os produtos ou
serviços adquiridos atendam certos níveis de desempenho anunciados. (RITZMAN &
KRAJEWSKI, 2004)
Para um bom resultado, é imprescindível o atendimento a fatores como:

Atendimento às especificações: este está ligado a desempenho, falhas e
entregas;

O controle de qualidade total possibilita aos gestores tratar com firmeza e confiança a qualidade de seus produtos e serviços. Com o controle de qualidade total é possível evitar falhas no processo ou serviço. podendo até mesmo duplicar o custo. demonstrando confiança e segurança. confiabilidade. podendo assim obter melhorias ou mesmo implantação de programas específicos nas organizações. possibilitando o progresso na expansão do volume de mercado e mistura de produtos. engenharia. imagem ou estética. Hoje em dia é possível atuar na indústria com controle de qualidade total. Na prestação de serviços. estabilidade e aumento do lucro.  Suporte: muitas vezes o suporte do produto ou serviço oferecido pela empresa é mais importante para os clientes do que a qualidade do próprio produto ou serviço adquirido. a qual seguirá até o produto final e armazenamento para futura . o qual geraria retrabalho. onde avalia aparência. durabilidade. realizar inspeção de recebimento para a aprovação ou não do lote recebido.1 Qualidade e controle no recebimento de material O controle do recebimento de material envolve receber e armazenar. as ações e aparência do prestador são observadas pelo cliente. estilo. criar uma rastreabilidade.110  Valor: o qual pode ser definido como grau de perfeição com que o produto ou serviço atenda a finalidade pretendida a um preço favorável.  Impressões psicológicas: há clientes que avaliam a qualidade pelas impressões psicológicas como atmosfera. sendo que o mesmo tem por objetivo integrar esforços para desenvolvimento. 2004) 13. manutenção e aperfeiçoamento da qualidade de vários grupos numa organização permitindo que marketing. qualidade de mãode-obra e manutenção do produto ou serviço adquirido.  Adequação ao uso: neste quesito o cliente almeja seus objetivos. (RITZMAN & KRAJEWSKI. por exemplo. Os custos gerados pela falta de qualidade são utilizados para medir o desempenho de designado processo ou serviço. alto grau de aceitação pelo consumidor. produção e assistência atuem dentro dos níveis econômicos e satisfação integral do consumidor.

conforme folha de verificação 0002. padrões e equipamento especializado de informação sobre qualidade e medição de desempenho da inspeção. Serão adquiridos de fornecedores o PA 66. a qual seguirá até o produto final.  Controlar os materiais e itens obtidos de fontes externas.111 utilização. selos mecânicos. buchas da carcaça. pois dessa maneira é possível adquirir um melhor produto ou serviço. o qual evitará problemas futuros. certificações. utilização de calibradores. . com relação à inspeção na empresa Tecnobombas será realizado baseando-se na Norma NBR 5426 (exceto para o PA 66). 1994) O controle de recebimento dos materiais. Abaixo está descrito a forma de inspeção para cada produto:  A matéria prima PA 66 será inspecionada quanto ao seu teor de umidade. disponível no apêndice Q.5. é imprescindível a avaliação do fornecedor do qual se está adquirindo o produto ou serviço. polias.  Os eixos/rolamentos serão inspecionados em suas principais características. (FEIGENBAUM. onde no controle de recebimento será gerada uma corrida para cada produto. sendo essa inspeção em todos os lotes adquiridos. disponível no apêndice P. ou mesmo por outra divisão de mesma fábrica. pois devido à série de exigências e definições colocadas pela empresa em questão aos fornecedores. definição clara das exigências da qualidade. É possível citar três fases para o controle de recebimento:  Estabelecimento de inspeção com total responsabilidade do fornecedor. não será necessário uma inspeção mais criteriosa. qualidade do que está sendo fornecido.  Controlar os materiais e itens produzidos por outras fábricas da mesma companhia. conforme folha de verificação 0001. como graus atribuídos a este. Para controlar o material recebido. buchas do rotor e tampas selante para carcaça. procedimentos de ensaios e inspeção. O nível de inspeção utilizada pela Tecnobombas será o II com plano de amostragem simples normal e NQA 2. eixos/rolamentos. a qual define os parâmetros de inspeção em função do tamanho do lote dos produtos e nível de qualidade aceitável (NQA).

 As buchas da carcaça serão inspecionadas em suas principais características. (FEINGENBAUM.  As tampas selante para carcaça serão inspecionadas em suas principais características. conforme folha de verificação 0007. conforme folha de verificação 0004. 13. estabelecendo assim padrões para custos. serão direcionados a área de segregação de produtos não conforme e posteriormente devolvida ao seu fornecedor de origem. 1994) A qualidade no processo da empresa Tecnobombas será controlada através de inspeção em 100% das peças produzidas e montadas.2 Qualidade no processo de fabricação A qualidade no processo é adquirida através de procedimentos adotados para atingir metas de produção e custos da qualidade. disponível no apêndice U. quando necessário. avaliação da conformidade. segurança. desempenho.112  As polias serão inspecionadas em suas principais características. correção dos problemas e de suas causas. onde adotando padrões. onde se confronta o produto acabado ou serviço com os padrões exigidos. . disponível no apêndice T. confiabilidade na qualidade de um produto. Os produtos que estiverem em desacordo com as especificações exigidas pela Tecnobombas. ao longo de toda série de fatores relacionados com marketing. implicando em multa e exigindo uma melhor inspeção final e garantia nos próximos fornecimentos. engenharia. produção e manutenção e planejamento de melhorias. projeto. conforme folha de verificação 0006. onde são desenvolvidos esforços contínuos para aperfeiçoar padrões de custo. procedimentos e ferramentas da qualidade.  Os selos mecânicos serão inspecionados em suas principais características. desempenho. disponível no apêndice S.  As buchas do rotor serão inspecionadas em suas principais características. será evitado um futuro retrabalho e custos. conforme folha de verificação 0003. disponível no apêndice R. segurança e confiabilidade. disponível no apêndice V. conforme folha de verificação 0005.

onde a inspeção será em 200 peças produzidas.3 Qualidade no produto acabado Como foi descrito no início do capítulo 13. conforme folha de verificação 0005a. disponível no apêndice AA. isentando o processo de uma nova verificação ou mesmo retrabalho. conforme folha de verificação 0003a.  A montagem das buchas limitadoras de aperto nas carcaças e tampas selantes para a mesma terá inspeção em 200 peças produzidas. averiguando se todos os componentes foram montados e se não há imperfeições no produto. disponível no apêndice X.  O rotor. Após a realização do exame visual. os produtos serão 100% inspecionados visualmente e também testados (teste de estanqueidade) garantindo a qualidade no produto final. . disponível no apêndice W. disponível no apêndice Y. onde a quantidade da amostra foi baseada na demanda diária e extraída da NBR 5426. desde a injeção até a montagem dos componentes e por último.113 Abaixo será descrito o que e como serão realizadas as inspeções no processo de fabricação da Tecnobombas:  A carcaça. conforme folha de verificação 0001a. disponível no apêndice Z. o produto ou serviço bem realizado. onde a quantidade da amostra foi baseada na demanda diária e extraída da NBR 5426. os produtos serão liberados para embalagem. resultará naturalmente em um resultado final com qualidade. fará teste de estanqueidade. a qual é produzida com o PA 66.  A montagem do rotor. polia e selo mecânico terão inspeção em 200 peças produzidas. conforme folha de verificação 0004a. A Tecnobombas realizará inspeção no processo de produção. 13. terá inspeção em 200 peças produzidas. A quantidade da amostra foi baseada na demanda diária e extraída da NBR 5426. onde a quantidade da amostra foi baseada na demanda diária e extraída da NBR 5426. conforme folha de verificação 0002a. realizando assim posteriormente um exame visual geral. o qual é produzido com o PA 66 será injetado após a alimentação da bucha de aço. Após ser realizado todo o processo de produção.

acessibilidade e. credibilidade. com as duas atividades primárias (transportes.114 14 LOGÍSTICA O poder do consumidor sobre as empresas nunca foi tão intenso como nos tempos atuais. A atividade do gerenciamento de transporte envolve decidir quanto ao método de transporte mais eficiente. como armazenagem. 2003) Logística é a ciência que trata de todas as atividades de movimentação e armazenagem que facilitam o fluxo de produtos desde o ponto de aquisição da matéria prima até o ponto de consumo final. juntamente com as atividades de apoio. movimentação de materiais e embalagens de proteção. visando à satisfação do cliente. (BALLOU. (BERTAGLIA. simplesmente por que ela é a mais visível e também por que é a essencial. As cadeias de abastecimento tornaram-se vitais para qualquer segmento da atividade econômica. dentre outras coisas. Mesmo quem não atua em contato direto com o elo final de uma cadeia produtiva já se deparou com essa verdade. assim como dos fluxos de informação que colocam os produtos em movimento.1 Transportes Para maioria das empresas transporte é a atividade mais importante. bem como os melhores roteiros e a utilização da capacidade dos veículos. pela fidelidade ou pela comodidade do cliente e sim por um conjunto muito mais amplo de atributos que incluem. manutenção de estoques). agilidade na entrega. preço. 14. acima de tudo. Qualquer melhoria de qualidade ou no tempo de entrega de um componente. dado que a sua maior ou menor eficiência pode ter poder decisivo sobre a opção do consumidor. qualidade. com o propósito de providenciar níveis de serviço adequados aos clientes a um custo razoável. Transporte refere-se aos vários métodos para se movimentar produtos. 1993) É o que a Tecnobombas irá trabalhar. A compra não é mais decidida apenas pela tradição. eficaz e efetivo. redução de carga tributária ou da rotação de uma determinada mercadoria no ponto de venda tem por objetivo a competitividade. Transporte é um elo essencial entre a expedição da empresa e .

O produto transporte pode ser caracterizado pelos seguintes itens: carga. quantidade e natureza. nas linhas de montagem. marítima ou terrestre. também. O custo do transporte pode atingir de 3 a 8 % da receita da empresa. 2000). podendo ser transportada via aérea. por uma prestação de serviço de transporte. pela distância de seus fornecedores e cliente final. (BALLOU.1. atributos como peso. destruir ou prejudicar os canais de distribuição ao que se fabrica.1. mas com muito cuidado. percurso e equipamento. e ele é maior quando o produto não chega ao cliente na hora certa e em boas condições. insumos e produto acabado ao qual será transportada via terrestre. 14. cabendo a este fornecer uma guia para que o comprador possa resgatar o . pick-up e outros. (GURGEL.2 Percurso e frete Percurso é à distância percorrida entre o fornecedor e o cliente para a entrega da carga.1 Carga Carga tem como características. Existem dois tipos de fretes: CIF ou FOB:  CIF (Cost Insurance Freight) . seguro e frete . vans. caminhões.o fornecedor se responsabiliza pelo frete.Custo. esse assunto será abordado em dois tipos de cargas: matéria prima.115 o cliente e seu funcionamento eficiente suporta a necessidade de defasagem da ciclagem logística de marketing. Frete é a quantidade a ser paga por um contratante. 14. volume. 1993) Para a Tecnobombas. No sistema de transporte terrestre a carga é transportada por veículos movidos a combustão tais como. Não poderá.

pelo cliente. Este custo consta no orçamento do fornecedor. o custo já esta embutida no valor do frete. O recebimento dos insumos e matéria prima a Tecnobombas trabalhará em conjunto com a transportadora UP Transportes no sistema de entrega diária (milk run) com duas retiradas por semana. ao qual. fica a encargo do fornecedor que apenas deve fornecer a guia de retirada para o cliente afim de que este possa retirar a encomenda junto ao responsável pelo recebimento (courrier) em questão. este prejuízo não é de responsabilidade do comprador. Visto que montadoras geralmente adotam o sistema de entrega diária (Milk Run). na hora e local combinados. em contrato. A contratante UP Transportes retornará os paletes de madeira e as embalagens plásticas. se o fornecedor perder o prazo de entrega ao responsável pelo recebimento (courrier). . No FOB. sendo assim foi adotado o sistema FOB onde o cliente adota o meio de transporte. onde o valor do frete é estipulado em função do valor da nota fiscal variando de 0.5%.116 produto perante o responsável pelo recebimento (courrier). O custo FOB não consta em orçamentos de fornecimento da mercadoria. na data e hora. toda a logística. (BALLOU. No CIF. como dito anteriormente. desembaraços. que cessa assim que o mesmo entregue a mercadoria ao responsável pelo recebimento (courrier) contratado pelo comprador. ao responsável pelo recebimento (courrier) escolhido pelo comprador. este custo deve ser calculado à parte. Veja.6% a 1.  FOB (Free On Board) o fornecedor se responsabiliza (contratualmente) pela mercadoria até a hora em que ela é entregue. todos os custos e desembaraços legais da carga são de sua responsabilidade. 1993) O objetivo da Tecnobombas é atender a montadora Fiat.

05 x 1.2 Embalagens A embalagem relaciona-se com muitas áreas da administração de negócios.1. automação comercial.60 x 2. Figura 14.3 Equipamentos Equipamentos são tipos de máquinas que executam tarefas. economia da embalagem.25m. para o produto acabado o transporte será estabelecido pelo cliente. sendo que. Para a Tecnobombas serão considerados os equipamentos para o transporte de matéria prima e insumos. política comercial e mercadologia. aspectos legais.00 x 2. matéria prima e produto acabado (estipulado pelo cliente) caminhão Ford FC 1317 com terceiro eixo adaptado e seu implemento carroceria Sider 10.117 14.95m com capacidade para 18 paletes de 1. Serão utilizados para o transporte de insumos. as características dos produtos. como o caminhão no transporte rodoviário.1. conforme ilustrado na figura 14. .1 – Vista caminhão e carroceria 14.

pois.  Econômica: o custo da embalagem deverá ser objeto de muita atenção.  Mercadológica: exerce importante função de comunicação do conceito mercadológico. principalmente no que diz respeito à embalagem de comercialização.  Proteção: os medicamentos contidos em embalagens injetáveis que devem não estar permitem a contaminação. dispensando embalagem cara.118 A embalagem na logística preenche algumas funções.  Prateleiras ou vida útil (Shelf ou Pot-life): produto com autoproteção. conforme mercado e distribuição.  Montagem: as embalagens deverão ser estudadas para uma armação fácil na linha de montagem. para garantir o tempo de . como segue:  Tecnológicas: proteção mecânica.  Aparência/conceito: as canetas e os isqueiros são embalados para parecer jóias e tornarem-se objetos para presente. muitas vezes. física e química das mercadorias. Outros aspectos podem ser considerados:  Finalidade: a automação de máquinas de empacotar cigarros exige embalagens especiais.  Códigos legais: a embalagem deverá cumprir todas as disposições legais. Está relacionada com as atividades de vendas.  Modulação: a forma externa da embalagem de apresentação deve estar modulada. ou a embalagem deve dar ao produto a proteção que não foi utilizada no projeto. a embalagem custa mais do que o próprio manufaturado.

2000) A Tecnobombas entrega seu produto acabado em bandejas plásticas no perfil da bomba com medidas de 1. As embalagens da matéria prima e insumos são estipuladas pelo departamento de logística da Tecnobombas e o custo da embalagem fica por conta do fornecedor. BADEJA SUPERIOR (TAMPA) BANDEJA INTERMEDIÁRIA BANDEJA INFERIOR (BASE) Figura 14.25 x 1. insumos ou produtos acabados armazenados ou não no almoxarifado.2 – Embalagem plástica da bomba automotiva 14.119 permanência no mercado.3 Estoques Estoques são as quantidades de matéria prima. . (GURGEL.2. até ser utilizado. conforme demonstrada na figura 14. envolvido com plástico (Stresch).  Estoque de material de uso geral.  Estoque de material auxiliar. Podem existir diversos tipos de estoques:  Estoque de ferramentas e dispositivos.05 podendo ser alocadas 10 compartimentos.

(RUSSOMANO.120  Estoque de produtos acabados. pois. porém. estoque é dinheiro investido parado.  Estoque de matéria prima. trabalha-se com um tipo de estoque denominado estoque de segurança.1 Estoque de segurança O ideal é que não se trabalhe com estoques.  Estoque de peças componentes (fabricados ou comprados). onde se contempla essas oscilações. 2000) 14.3. com o aumento repentino na demanda. atraso na entrega dos fornecedores. as máquinas são novas e com manutenções preventivas. os fornecedores são qualificados.  Estoque de material em processamento. mantendo seu estoque sempre renovado. 14. Como todo tipo de estoque. A escolha da quantidade em estoque que a empresa estabelecerá é determinada através de:  Variação de demanda do mercado. O estoque de segurança contempla desde a matéria prima até o produto acabado.3.2 Estoque de matéria prima e insumos .  Estoque de segurança. 2000) Como não há variação de demanda no mercado. (RUSSOMANO. A metodologia para melhor rastrear os produtos ou insumos é através do PEPS (primeiro que entra é o primeiro que sai). quebra de maquinário. Entretanto. menor custo parado. este também onera custos. foi determinado estoque de segurança máximo (emax) de 2 dias e estoque de segurança mínimo (emin) de 2 dias para a Tecnobombas.  Quantidades de manutenções corretivas nos maquinários internos.  Pontualidade e qualidade dos insumos e matéria prima recebidos.  E o fator principal. ele é diluído quando ocorre qualquer eventualidade. como há uma flutuação no mercado.

Estoque máximo (EMAX) = NDP x emax (61) 815 x 4 = 3. conforme Dias (1988).630 Kg. calcula-se a necessidade de cada matéria prima e insumos para o estoque mínimo de 2 dias.25m x 1. é um setor de transição que alimenta a produção.2. totalizando 500 Kg/palete. Tempo de retorno do fornecedor (TR) = 1 dia Estoque mínimo (EMIN) = NDP x emin (60) 815 x 2 = 1.699 unidades. alocados em 3 prateleiras apropriadas para paletes com 3 níveis.47) x 6.1 Poliamida Na injeção da carcaça e do rotor é necessária a matéria prima poliamida. A quantidade para a injeção da carcaça é de 106.630 = 2. alocados em paletes de 1. Ponto de pedido (PP)= (NDP x TR) + EMIN (815 x 1) + 1. 14.129. cada nível alocando 10 paletes totalizando 90 paletes alocados. pois possui dimensional e propriedades diferenciadas.3. 14.121 Estoque de matéria prima e insumos é um setor estratégico para a empresa. 2000) Levando em consideração que a produção diária da empresa Tecnobombas é de 6. Necessidade diária para produção (NDP) = (106.260 Kg.3.05m com 10 sacos por palete.06 gramas e do rotor 15.445 Kg (62) A matéria prima será recebida em sacos de 50 Kg.2.47 gramas por unidade. (RUSSOMANO.2 Eixo/rolamento .77g aproximadamente 815 Kg.06 + 15.699 = 814. Cada matéria prima possui sua particularidade na tomada de decisão no estoque. Abaixo está demonstrado o cálculo das necessidades de estoque.

Tempo de retorno do fornecedor (TR) = 1 dia Estoque mínimo (EMIN) = NDP x emin (63) 6. Tempo de retorno do fornecedor (TR) = 1 dia Estoque mínimo (EMIN) = NDP x emin (66) 6.05m com 36 caixas retornáveis.699 unidade.122 No processo de injeção da carcaça é necessário 1 eixo/rolamento por carcaça.699 x 4 = 26.2. Estoque máximo (EMAX) = NDP x emax (67) 6.3 Polia dentada Consome-se 1 polia dentada na montagem de 1 bomba de água.699 unidade. Os eixos/rolamentos serão recebidos em caixas retornáveis 40x40x15cm com 100 unidades.097 unidades. em paletes de 1. totalizando 3. conforme Dias (1988).796 unidades. Abaixo está demonstrado o cálculo das necessidades de estoque. Ponto de pedido (PP) = (NDP x TR) + EMIN (65) (6. Necessidade diária para produção (NDP) = 6.699 x 4 = 26. Ponto de pedido (PP) = (NDP x TR) + EMIN (68) .699 x 1) + 13.699 x 2 = 13.796 unidades. conforme Dias (1988). Estoque máximo (EMAX) = NDP x emax (64) 6.3.398 = 20. 14. Necessidade diária para produção (NDP) = 6.25m x 1.398 unidades.398 unidades. Abaixo está demonstrado o cálculo das necessidades de estoque.600 unidades.699 x 2 = 13.

Recebem-se os selos mecânico em caixas retornáveis 40x40x50cm com 500 unidades.400 unidades.25m x 1.3. conforme Dias (1988).123 (6. totalizando 6. Ponto de pedido (PP) = (NDP x TR) + EMIN (71) (6.5 Bucha de fixação do rotor No processo de injeção do rotor é necessário ser injetar a bucha de fixação. 14.05m com 12 caixas retornáveis. totalizando 2.699 x 4 = 26.2.097 unidades. Abaixo está .796 unidades.4 Selo mecânico Um selo mecânico é utilizado na montagem de 1 bomba de água.2. Tempo de retorno do fornecedor (TR) = 1 dia Estoque mínimo (EMIN) = NDP x emin (69) 6. Estoque máximo (EMAX) = NDP x emax (70) 6. Necessidade diária para produção (NDP) = 6. em paletes de 1. em paletes de 1.097 unidades.3. utiliza-se 1 unidade de bucha de fixação por injeção da carcaça.699 x 1) + 13.699 x 1) + 13.398 = 20.398 = 20. Recebem-se as polias dentadas em caixas retornáveis 35x30x20cm com 80 unidades. 14. Abaixo está demonstrado o cálculo das necessidades de estoque.05m com 30 caixas retornáveis.699 unidade.25m x 1.398 unidades.000 unidades.699 x 2 = 13.

em paletes de 1.6 Buchas de fixação da carcaça No processo de montagem da carcaça é necessário injetar 4 buchas de fixação. Ponto de pedido (PP) = (NDP x TR) + EMIN (26.3.699 unidade. conforme Dias (1988).097 unidades.05m com 45 sacos.500 unidades. Abaixo está demonstrado o cálculo das necessidades de estoque.124 demonstrado o cálculo das necessidades de estoque.699 x 4 = 26.699 x 1) + 13.796 x 4 = 107. Ponto de pedido (PP) = (NDP x TR) + EMIN (74) (6.699 x 2 = 13.699 = 26.796 x 1) + 53. Tempo de retorno do fornecedor (TR) = 1 dia Estoque mínimo (EMIN) = NDP x emin (75) 26.184 unidades.388 unidades. Estoque máximo (EMAX) = NDP x emax (73) 6.796 unidades. Tempo de retorno do fornecedor (TR) = 1 dia Estoque mínimo (EMIN) = NDP x emin (72) 6.592 = 80. Necessidade diária para produção (NDP) = 4 x 6. conforme Dias (1988).796 unidade. Necessidade diária para produção (NDP) = 6.796 x 2 = 53.2.398 = 20. 14. totalizando 13.592 unidades. (77) .25m x 1.398 unidades. Recebem-se as buchas de fixação em sacos plásticos com 300 unidades. Estoque máximo (EMAX) = NDP x emax (76) 26.

4 Armazenagem A armazenagem envolve as questões relativas ao espaço necessário para estocagem dos produtos. em paletes de 1. contendo 200 unidades de produto acabado cada palete. Tempo de retorno do fornecedor (TR) = 1 dia Estoque mínimo (EMIN) = NDP x emin (78) 6.125 Recebem-se as buchas de fixação em sacos plásticos com 600 unidades. Abaixo está demonstrado o cálculo das necessidades de estoque. Estoque máximo (EMAX) = NDP x emax (79) 6.398 unidades.699 x 1) + 13.05m com 45 sacos. estocados em porta paletes com 2 compartimentos.500 unidades. Recebem-se as buchas de fixação em sacos plásticos com 300 unidades.699 unidades e o estoque máximo de 2 dias no valor de 13.25m x 1.699 unidade. 14. 14.699 x 4 = 26. totalizando 27.000 unidades.3.25m x 1.2. conforme Dias (1988).7 Tampa selante para carcaça No processo de montagem da carcaça é necessária 1 tampa selante.097 unidades. Necessidade diária para produção (NDP) = 6. As bombas serão armazenadas na sua embalagem conforme mencionado no capitulo 14.2.3 Estoque de produto acabado Considera-se o estoque mínimo de bomba de água de 1 dia no valor de 6.398 unidades. 14. Ponto de pedido (PP) = (NDP x TR) + EMIN (80) (6.699 x 2 = 13. . Dentro desse tema.796 unidades. totalizando 13. em paletes de 1.05m com 45 sacos.398 = 20.3.

ou seja. 2000) Os estoques de matéria prima e produto acabado trabalham no sistema PEPS (primeiro que entra primeiro que sai).126 desenvolve-se em duas partes: endereçamento de armazenagem e armazenamento em bloco.  Atividades de implantação de alternativas. (GURGEL.  Capacidade de armazenamento. podem se desenvolver alguns raciocínios iniciais em relação ao empilhamento:  Tipos de empilhamento. 2000) A matéria prima será alocada em porta paletes de 2 compartimentos de altura e 12 compartimentos de largura na medida de 1. armazenam-se os paletes no porta paletes. 14.4. 1993) 14. (BALLOU.10 metros cada compartimento. Com o endereçamento pode-se adotar a prática de sempre retirar do armazém o item de certo produto.25 x 1.4. (GURGEL. O armazenamento de produtos acabados na prateleira do estoque se dá quando o produto já está embalado.05 x 1.  Corredores necessários para cada tipo de equipamento.  Cenários de arranjo físico.1 Endereçamento de armazenagem O objetivo do endereçamento de armazenagem é a melhor administração dos materiais armazenados. contendo 24 . Para se obter um armazenamento adequado.2 Armazenamento em bloco O armazenamento em bloco pode ser planejado para que a arrumação dos blocos seja feita de uma maneira racional. que se encontra a mais tempo estocado.  Investimentos necessários.

O produto acabado será alocada em porta paletes de 2 compartimentos de altura e 12 compartimentos de largura na medida de 1.000 quilos em sistema de aluguel.05 x 1. que envolva a movimentação de poucos materiais. 14. quer seja uma operação complexa que envolva um sistema automatizado.00 conforme orçamento da empresa Retrak.127 compartimentos cada porta paletes. deve também ter em conta outro aspecto. e a abordagem de sistemas. quando este processamento implica a realização de operações que são desempenhadas em postos de trabalho diferentes. As atividades de apoio à produção não devem ser vistas como um número isolado e independente de procedimentos. Quer seja uma operação simples. de onde e para onde vai ser transportado. A movimentação de material não se limita apenas a movimentar. tem como objetivo a reposição de matérias-primas nas linhas ou células de produção de uma fábrica.200. sob as ordens do movimentador. devendo ser integradas num sistema de atividades de modo a maximizar a produtividade total de uma instalação ou armazém. ou transporte/tráfego interno. assim o valor mensal será de R$1.10 metros cada compartimento. bem como transportar o material em processamento. 2000) A Tecnobombas utilizará 1 empilhadeira elétrica com capacidade de 2.5 Movimentação de materiais A movimentação de material. Além da movimentação de material ter em conta o tempo. contendo 24 compartimentos cada porta paletes. Este transporte este que é habitualmente efetuado por operários semi-qualificados.25 x 1. as pessoas fazem sempre parte da movimentação de material. o espaço. que é quem lhes transmite o que vai ser transportado. encaixotar e armazenar como também executa essas funções tendo em conta o tempo e espaço disponíveis. . (GURGEL. o ser humano.

comprado da empresa Retrak no valor de R$689.00 por unidade. . Utilizará 2 carrinhos hidráulicos com capacidade de 600 quilos cada.128 com manutenção a custo zero e substituição da mesma em caso de pane.

treinava as pessoas para operarem e consertarem. designada NBR-5462. a manutenção foi indicada como a combinação de todas as ações técnicas e administrativas. na norma TB-116 de 1975. com quantificação dos níveis característicos. o estado específico ou serviço determinado implica na predeterminação do objetivo esperado. definiu manutenção como o conjunto de todas as ações necessárias para que um item seja conservado ou restaurado de modo a poder permanecer de acordo com uma condição especificada. historicamente. houve a conseqüente evolução das formas de manutenção (SLACK. De forma mais abrangente. . Naquela época.129 15 GESTÃO DA MANUTENÇÃO A conservação de instrumentos e ferramentas é uma prática observada. Sendo assim. destinadas a manter ou recolocar um item em um estado no qual possa desempenhar uma função requerida (ABNT. redução da demanda de serviços e redução dos custos. sendo responsável por parte significativa do tempo e da atenção da gerência de produção. desde os primórdios da civilização. visto que as empresas hoje em dia têm como objetivo o maior lucro. intervindo apenas em casos mais complexos. ou em combates militares nos tempos de guerra. efetivamente. O papel da manutenção mostra-se essencial tanto para qualidade quanto para produtividade empresarial. 2002) A Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. em épocas de paz. A manutenção é a tentativa de evitar falha em suas instalações físicas. o termo manutenção engloba os conceitos de prevenção (manter) e correção (restabelecer). Com a necessidade de se manter em bom funcionamento todo e qualquer equipamento. Já em uma versão revisada de 1994. foi somente quando da intervenção das primeiras máquinas têxteis. que a função manutenção emerge. incluindo as de supervisão. ferramenta ou dispositivo para uso no trabalho. tendo uma importância fundamental nas atividades de produção de seus bens e serviços. mas. aumento da segurança das pessoas e das instalações. 1994). a vapor. o departamento de manutenção da Tecnobombas possui uma função estratégica na obtenção dos resultados da organização. aquele que projetava as máquinas. com visão em uma análise de redução de custos e aumento de produção para poder se manter competitiva e sobreviver no mercado. CHAMBERS & JOHNSTON. Portanto. no século XVI. podendo agregar valor com o aumento da disponibilidade e confiabilidade.

trouxeram a necessidade de controles cada vez mais eficientes e de ferramentas de apoio à decisão. recuperar a capacidade produtiva de um equipamento ou instalação que tenha cessado ou diminuído sua capacidade de exercer as funções para as quais foi projetado. menor será a taxa de variação do produto gerado e uma maior qualidade no produto acabado. preventiva. os custos de manutenção em termos absolutos e proporcionalmente as despesas globais. Estar bem conceituado dos diversos métodos de manutenção permite a escolha do tipo mais conveniente para um determinado equipamento. preocupadas com sua sobrevivência no mercado. . pois quanto menos intervenção ou interrupção na produção. Na empresa Tecnobombas os métodos aplicados serão os corretivos. 2006). são eles: manutenção corretiva. tendo sempre equipes próprias ou terceirizada responsável para consertar os equipamentos que quebrou ou parou de funcionar por alguma falha.1 Manutenção corretiva Manutenção corretiva é aquela em que os consertos e reformas são realizados quando o objeto. conseqüentemente. equipes reativas que só agem depois de ocorrido o problema (MARTINS & LAUGENI. pois equipamentos bem mantidos preservam suas condições de perfeito funcionamento. máquina. Visa corrigir. instalação ou sistema. processos e técnicas de manutenção. transformaram a gestão da manutenção em um segmento estratégico para o sucesso empresarial (ABNT. CHAMBERS & JOHNSTON. 15. faz com que a sua aplicação correta tenha uma direta relação com a melhoria contínua de seu processo. 1994). preditiva e TPM. Quando instalações são bem mantidas têm-se uma menor probabilidade de se comportar de forma não previsível e aumenta-se a confiabilidade do processo. preventivos e TPM.130 A importância da manutenção para as empresas nos dias atuais. O desenvolvimento de estudos relativos ao desgaste e controle das falhas e suas conseqüências requerem equipes treinadas e motivadas para enfrentar estes desafios. É encontrada em todas as empresas. equipamento ou veículo já estão quebrados. O desenvolvimento de novas técnicas e. pode-se afirmar que toda evolução tecnológica dos equipamentos. restaurar. Entre estes métodos estão os mais comuns e empregados em todo mundo. agregando valor ao produto. 2002) Em linhas gerais. pois proporcionam um baixo custo de operação e um tempo de vida maior para o equipamento (SLACK.

o mesmo pode se tornar irreversível. . e conta com apoio de um (1) auxiliar trabalhando no horário administrativo. 2002) A Tecnobombas é composta por um técnico em mecatrônica. ainda sendo treinado para acompanhar as manutenções preventivas e TPM. E algumas desvantagens também. em cada turno. considerando que só a uma avaliação do equipamento a partir de sua parada definitiva por alguma irregularidade.  As máquinas podem quebrar-se durante os horários de produção. assim como rendimento e elaboração de gráficos para se avaliar o grau de atendimento. como por exemplo:  As empresas utilizam máquinas de reserva. Existem algumas vantagens com a aplicação deste tipo de manutenção.  Há necessidade de se trabalhar com estoques (SLACK. eficácia e eficiência na execução das manutenções. As intervenções com base em ordens de serviço lançadas pelo supervisor da produção utiliza planilha de Excel que além de facilitar nas emissões de ordens de serviço. permitem ao responsável do setor realizar estudos de índices de manutenção. Deve ser observado também que dependendo do defeito. como por exemplo:  Não exige acompanhamentos e inspeções nas máquinas. realizando manutenções prediais e apoiando nas ocorrências mais longas. CHAMBERS & JOHNSTON.131 A manutenção corretiva tem por atribuição manter as instalações em funcionamento até que se quebrem. que também será responsável pela prioridade do equipamento caso se tenha mais de um equipamento quebrado. Este fato pode tornar a operação de uma empresa não confiável. visando um rápido atendimento aos equipamentos que apresentarem defeitos e que possam interferir na produção diária. para análises das paradas. responsável por este tipo de manutenção. pois em alguns casos somente à troca do componente ou do conjunto que o mesmo se insere resolvera o problema da parada. Os profissionais da área de manutenção da Tecnobombas realizarão as manutenções corretivas conforme solicitação do supervisor da produção.

com o objetivo de reduzir ou eliminar a incidência de falhas ou a degradação das funções de um equipamento. sejam pelo uso ou por agentes naturais.  Trocas periódicas de partes do equipamento que se desgastam ao longo do tempo. As tarefas rotineiras de manutenção tais como a limpeza. as quais são baseadas no tempo ou mesmo de acordo com critérios pré-estabelecidos. como por exemplo:  Assegura a continuidade do funcionamento das máquinas. lubrificação e inspeções mais simples. CHAMBERS & JOHNSTON. Entretanto.  Medições de parâmetros do equipamento para monitorar sua degradação.2 Manutenção preventiva Manutenção preventiva é a qual previne ou evita a quebra e paradas das máquinas por providências antecipadas. . É um conjunto de ações preventivas executadas em intervalos fixos. principalmente a habilidade técnica. só parando para consertos em horas programadas.132 15. normalmente executadas no dia-a-dia pelos operadores da produção para reduzir ou evitar a degradação dos equipamentos. 2002) A manutenção preventiva tem por objetivo os seguintes tópicos:  Inspeções periódicas de partes específicas dos equipamentos. Normalmente. O aspecto fundamental da manutenção preventiva é agir com antecedência para bloquear as causas potenciais de falhas nos equipamentos. estas equipes têm os recursos necessários. sejam pelo uso ou por agentes naturais. instalações e ferramental para executar melhor a manutenção dos equipamentos (SLACK. Existem algumas vantagens com a aplicação deste tipo de manutenção. a maior parte do esforço preventivo depende do trabalho das equipes especializadas do departamento de manutenção.  Detectar sinais de falha ou condições anormais. os materiais. também fazem parte da manutenção preventiva.  Reformas periódicas de partes do equipamento que se desgastam ao longo do tempo.

onde conta com alguns tópicos mais relevantes e outros menos. bem como para um mau contato nas instalações. medições periódicas do consumo de corrente elétrica dos equipamentos poderão sinalizar para um desgaste maior do equipamento ou conjunto. com um programa semestral de intervenção preventivo. alguns itens na lista de verificação de preventiva. de modo que os itens apontados como revisar e substituir serão os únicos a serem desmontados no momento da parada do equipamento. Estuda-se a intenção de implantar a termografia nos painéis e barramentos elétricos. ventiladores.  Reduz custos. A lista de verificação disponível no apêndice X mostra todos os itens que devem ser verificados antes da parada do equipamento para a manutenção preventiva. experiência dos técnicos envolvidos e índices gerados pelo acompanhamento da periodicidade de manutenções corretivas no período que anteceder o prazo da preventiva. como por exemplo:  Requer um quadro (programa) bem montado. Serão realizados testes de vibração em motores.  Requer uma equipe de mecânicos eficazes e treinados. rolamentos e mancais. por manter condições operacionais dos equipamentos. avaliado e bem programado para que se cumpra o previsto e não permita o uso inadequado dos equipamentos. .  Requer um plano de manutenção (MARTINS & LAUGENI. se necessário. E algumas desvantagens também. E assim deve ser o procedimento para todos os demais equipamentos. 2006) Cada etapa de fabricação da bomba de água tem sua importância para que não seja interrompida e/ou atrasada a produção. Na parte elétrica. levando a modificar ou acrescentar. porém todos sendo checados. por isso um correto e perfeito planejamento de manutenção deve ser preparado. baseados nos manuais do fabricante. redutores.  Melhora a qualidade dos produtos. mesmo em curto prazo. pode-se citar a operação de injeção do rotor da bomba de água.133  A empresa terá maior facilidade para cumprir seus programas de produção.  Cria uma mentalidade preventiva na empresa.  Aumenta a vida útil dos equipamentos. Como exemplo de aplicação da manutenção preventiva.

através instrumentos específicos de monitoração. verificando falhas ou detectando mudanças nas condições físicas. Existe uma vantagem com a aplicação deste tipo de manutenção. pois o homem pode introduzir o defeito. E algumas desvantagens também. através dos operadores. na detecção de ruídos e comportamentos estranhos das máquinas e equipamentos. na maioria dos casos. Após a avaliação do respectivo equipamento e se constatado a necessidade de substituição de componentes é necessário se verificar no almoxarifado da manutenção a disposição de componentes sobressalentes para evitar que o equipamento fique desmontado aguardando a compra do componente. Caso o componente necessário para troca não esteja disponível no almoxarifado.  Requer profissionais especializados (MARTINS & LAUGENI. a manutenção preventiva. 15. mexer na máquina o mínimo possível. Observa-se o comportamento das máquinas. como por exemplo:  Aproveita-se ao máximo a vida útil dos elementos da máquina. A Tecnobombas por estar preocupada com a vida útil dos seus equipamentos busca realizar suas manutenções preventivas sempre na data programada.134 Será utilizado ainda o apoio da produção. 2006) 15. permitindo assim a manutenção programada. além da lubrificação e limpeza dos mesmos.4 Manutenção produtiva total (TPM) de . Caso contrário.3 Manutenção preditiva Manutenção preditiva acompanha a vida útil das máquinas efetuando-se inspeções periódicas. Ela substitui. podendo-se prever com precisão o risco de quebra. onde o técnico irá avaliar todos os componentes do equipamento que estão contidos na lista de verificação. é feito o pedido de compra do mesmo para somente se parar o equipamento para manutenção preventiva quando se tiver todos os componentes disponíveis. A finalidade é fazer-se a manutenção somente quando e se houver necessidade. podendose programar a reforma e substituição somente das peças comprometidas. leituras e sondagem. como por exemplo:  Requer acompanhamentos e inspeções periódicas. medições.

Com este método de manutenção.  Qualidade total – deve ser aplicado com um programa de melhoria da qualidade e da produtividade. Visa atingir o que se pode chamar de falha zero ou zero quebra. se torna mais fácil de ser alcançada. no comportamento das pessoas. visto que o pessoal deste departamento está bem enxuto. . A melhor prevenção contra quebras deve partir de um agente bem particular. conservação e apoio ao pessoal de manutenção. atuando na forma organizacional. espera-se que o envolvimento dos operadores. mas todos os ligados ao processo produtivo. gerando um maior lucro para a empresa (MARTINS & LAUGENI. buscando a melhoria da disponibilidade do equipamento. É uma situação aparentemente impossível de aceitar que nenhum equipamento venha a quebrar em operação.  Melhoria dos equipamentos – conservando e melhorando o desempenho dos processos produtivos. podendo assim realizar serviços mais técnicos e de boa qualidade. desde o nível de presidente. o operador. por exemplo. busca-se otimizar o tempo de máquina parada onde será ministrado treinamento pelo gerente industrial exemplificando todos os pontos onde os funcionários operacionais poderão atuar de forma a se evitar a intervenção do técnico da manutenção como. a sua confiabilidade. mesmo que com envolvimentos diferenciados. na forma com que tratam os problemas. Devido ao quadro de funcionários do setor de manutenção da Tecnobombas ser bem reduzido. seja completamente em prol da manutenibilidade. porém após sua implantação. daí a frase: “da minha máquina cuido eu”.135 A manutenção produtiva total busca da eficiência máxima do sistema de produção com a participação de todos os funcionários da empresa. supervisores de áreas. até o de operário. 2006). É uma filosofia gerencial. pois conta com o apoio de todos. gerências e diretoria. uma condição muito difícil de ser atingida. não só os de manutenção. em troca de parafusos que estejam danificados. onde a preocupação maior é com a relação entre a manutenção e a operação. A TPM baseia-se em três princípios básicos:  Melhoria das pessoas – motivação e envolvimento com o processo produtivo. mangueira que esteja furada e outros.

136 .

 Periféricos: orçamento realizado com a empresa Kyocera. . Os valores apresentados nos investimentos com instalações foram extraídos do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo. nos instantes verificados.  Refeitório: orçamento realizado com as empresas Kitchens e Valmaza Indústria Metalúrgica. Para existir a viabilidade é necessário que. 2003) Os sacrifícios gerados pela aquisição de bens ou serviços.1.137 16 VIABILIDADE ECONÔMICA A viabilidade de um empreendimento é estudada dentro de um prazo de interesse no qual deseja-se saber se o esforço produtivo a ser realizado vale mais do que a simples aplicação dos valores envolvidos a taxas mínimas de atratividade. seu consumo.  Vestiários / WC: orçamento realizado com a empresa Kitchens. (MARTINS. equipamentos e móveis e utensílios.1 Investimento inicial Investimento é um “gasto ativado em função de sua vida útil ou de benefícios atribuíveis a futuros períodos”.  Computadores: orçamento realizado com a empresa DELL. (HIRSCHFELD. onde são estocados nos ativos da empresa para posterior baixa ou amortização quando de sua venda. Os valores apresentados nos investimentos com móveis e utensílios foram extraídos conforme abaixo:  Escritórios: orçamento realizado com a empresa Kitchens. os benefícios resultantes sejam superiores aos custos empregados. Os custos com o investimento inicial da Tecnobombas serão dispostos separadamente em instalações. onde os valores estão apresentados na tabela 16. seu desaparecimento ou de sua valorização são chamados de investimentos. 16.  Software: orçamento realizado com a empresa Auto Desk. 2000).

138 Tabela 16.1: Investimento inicial da Tecnobombas .

2.139 16. Se houver qualquer tipo de alocação por meio de estimativas ou divisões proporcionais. uma vez que será fabricado um produto apenas. . além do contrato de trabalho por ela estipulado. onde a Tecnobombas seguindo a legislação vigente no país inclui encargos no custo horário de mão-de-obra direta. 2003) A Tecnobombas distribui seus funcionários conforme ilustra a tabela 16. (MARTINS. a faixa salarial para a categoria.3. desaparece a características de direta. Tabela 16. Custeio por absorção é o método derivado da aplicação dos princípios de contabilidade geralmente aceitos. onde não haverá necessidade de rateio ou departamentalização dos custos.2 Custos de fabricação A Tecnobombas adotará custeio por absorção. sem necessidade de qualquer apropriação indireta ou rateio.3 Mão-de-obra direta Mão-de-obra direta é aquela relativa ao pessoal que trabalha diretamente sobre o produto em elaboração. que garante direitos com acordos junto ao sindicato dos metalúrgicos de Guarulhos dentro da categoria Sindipeças. 2003) 16. Consiste na apropriação de todos os custos de produção aos bens elaborados. Todos os gastos referentes ao esforço de fabricação são distribuídos para todos os produtos ou serviços feitos. onde apresenta a mão-de-obra direta para a fabricação da bomba d’água. (MARTINS. 2009). desde que seja possível a mensuração do tempo despedido e a identificação de quem executou o trabalho. conforme tabela 16.2: Mão-de-obra direta Cargos Auxiliar de Produção Operador de Máquina Quantidade 18 4 Classificação A B Foi determinado. através da consulta de mercado (DATA FOLHA. onde acrescentam 116% sobre o salário do funcionário.

.232. 2005) Mão-de-obra indireta pode ser subclassificada como aquela que pode.00 2 Tipo B R$ 1.757.3: Custo de mão-de-obra direta segundo classificação Item Classificação Salário 1 Tipo A R$ 759.058.00 R$ 4. A tabela 16.00 R$ 20. ser alocada ao produto e está ligada as tarefas que são executadas e que seu custo deve ser rateado dentre os departamentos.00 R$ 17.4 apresenta a mão-de-obra indireta necessária para dar suporte na fabricação das bombas.4 Mão-de-obra indireta A mão-de-obra indireta é representada pelo trabalho realizado nos departamentos auxiliares das indústrias ou prestadores de serviços e que não são mensuráveis em nenhum produto ou serviço executado.662. 2003).140 Tabela 16. com menor grau de erro e arbitrariedade.894.00 Subtotal Encargos Sociais .04 16.651.MOD 116% Total N° de funcionários 18 4 Custo mensal R$ 13. (MARTINS.04 R$ 38. (OLIVEIRA & PEREZ.

Mecatrônica 2 S A tabela 16.5 apresenta a distribuição de funcionários. .141 Tabela 16. 2009) e seguindo os mesmos critérios utilizados para a mão-de-obra direta.4: Mão-de-obra indireta Cargos Quantidade Classificação Almoxarife 1 A Analista contábil 1 B Analista de Engenharia 1 C Analista de Qualidade 1 D Analista de RH 1 E Analista de Vendas 1 F Analista Financeiro 1 G Analista PCP 1 H Auxiliar de Qualidade 1 I Comprador 1 J Diretor 1 K Faxineira 2 L Gerente Industrial 1 M Mecânico 1 N Operador de Empilhadeira 2 O Porteiro 5 P Recepcionista 1 Q Supervisor de produção 1 R Tec. levando em consideração as atividades necessárias a serem desenvolvidas com os valores dos salários com base em pesquisa de mercado (DATA FOLHA.

00 10 Tipo J R$ 2.144.692.342.038.00 R$ 759.00 3 Tipo C R$ 3. Os custos com seguros de máquinas e instalações foram obtidos após cotação com a empresa Bradesco Seguros.49 16.00 R$ 2.00 15 Tipo O R$ 1.5: Custo de mão-de-obra indireta segundo classificação Item Classificação Salário 1 Tipo A R$ 1.846.00 14 Tipo N R$ 1.04 R$ 2.00 R$ 4. ordens de serviço ou produto.705.216.80 R$ 78. para serem utilizadas em manutenções preventivas e corretivas.216. 2003) A tabela 16.201.65 9 Tipo I R$ 1.65 11 Tipo K R$ 11.192.750.30 R$ 1.000. etc.00 R$ 2.59 7 Tipo G R$ 2.04 5 Tipo E R$ 2.59 R$ 2.00 R$ 5.5 Custos indiretos de fabricação São os custos que. Os custos com peças de manutenção foram calculados com base na reposição de peças sobressalentes que devem ser mantidas em estoque.00 R$ 3.00 R$ 1.69 R$ 145.863.863.00 Subtotal Encargos Sociais .557.22 R$ 5.00 2 Tipo B R$ 3.00 R$ 3.00 17 Tipo Q R$ 759.142 Tabela 16.000.00 12 Tipo L R$ 759.423.201.22 8 Tipo H R$ 2.685.00 R$ 67.00 R$ 3.6 apresenta os custos indiretos na fabricação de bomba d’água dentro da Tecnobombas.986. por não serem perfeitamente identificados nos produtos ou serviços.423.00 4 Tipo D R$ 3.00 R$ 3.00 13 Tipo M R$ 7.536.038.557.986. não podem ser apropriados de forma direta as unidades específicas.749.144.330.00 R$ 1.879.518.MOD 116% Total N° de funcionários 1 1 1 1 1 1 1 2 1 1 1 2 1 1 2 5 1 1 2 Custo mensal R$ 1.863. .685.00 R$ 2.165.00 6 Tipo F R$ 2.192. serviços executados.00 R$ 7.65 R$ 11.750.00 19 Tipo S R$ 1.749.727. (MARTINS.00 16 Tipo P R$ 941.00 18 Tipo R R$ 5.

Os valores apresentados nas despesas foram extraídos conforme abaixo:  Telefone: serviços oferecidos pela empresa Telefônica (internet e telefonia fixa).7 demonstra as despesas da Tecnobombas. o mesmo se dá para a energia elétrica que através do consumo de cada equipamento em kWh pelo número de horas em operação multiplicado pela tarifa de energia estabelecida pela concessionária Bandeirantes.653.49 R$ 216.00 R$ 4.6: Custos indiretos de fabricação Item 1 2 3 4 5 6 Total Descrição Água Energia Elétrica Depreciação Peças de manutenção Seguros (Máquinas e instalações) Mão-de-obra indireta Custo mensal R$ 727.  Serviços terceirizados: valor correspondente à aferição de instrumentos de medição.5.  Aluguel de equipamentos: valor referente ao aluguel de empilhadeira elétrica a ser fornecida pela empresa Retrak.1 Despesas São gastos relativos aos bens e serviços consumidos no processo de geração de receitas e manutenção dos negócios da empresa. multiplicado pela tarifa estabelecida pela SABESP para fornecimento de água e coleta de esgoto.720.  Manutenção de software: serviço a ser prestado pela empresa Auto Desk.143 Tabela 16.879.87 R$ 15.859. .84 O custo do consumo de água foi estabelecido pelo consumo mensal em metros cúbicos da fábrica. a ser realizado pela empresa Metrotec.  IPTU: valor calculado sobre o valor venal do imóvel (terreno e áreas construídas).95 R$ 29.53 R$ 20.000. 2003) A tabela 16.600.  Material de limpeza e suprimentos: orçamento realizado com as empresas Alsco e Kalunga. (MARTINS. 16.00 R$ 145.  EPI´s: valores calculados sobre o número de funcionários e os equipamentos necessários para a segurança dos mesmos.

512.889.16 R$ 130.70 17.88 R$ 4. CONFINS). consequentemente.829.378 pç R$ 815.25 R$ 550.496.378 MH R$ 35.8: Demonstrativo dos custos variáveis Ite m Descrição Custo unitário Custo mensal com impostos Custo mensal sem impostos 1 2 Poliamida Polia R$ 7.13 R$ 25. Tabela 16.39 7 Tampão R$ 231.16 R$ 34.66 R$ 3.144 Tabela 16. contemplando os impostos inerentes a aquisição da matéria prima (ICMS.599.501.83 R$ 2.933.930 147.920.707. PIS.960.949.00 589.57 R$ 92.60 3 Selo mecânico R$ 4. o total dos custos variados cresce à medida que o volume de atividades da empresa aumenta.200.000.161.044.00 147. Desta maneira.00 R$ 1.085.83 16.00 4 Eixo/rolamento R$ 14. (MARTINS. podem ser identificados com os produtos.378 pç 5 Bucha carcaça R$ 157.38 6 Bucha rotor R$ 173.67 R$ 7.00 147.131.6 Custos variáveis São custos que mantém uma relação direta com o volume de produção ou serviço e.512 MH R$ 128.010.12 R$ 2.56 R$ 589.7 Depreciação Quantidade Unidade R$ 2.755.00 147.553.7: Demonstrativo de despesas Item 1 2 3 4 5 6 7 Total Descrição Telefone IPTU EPI´s Material de limpeza e Suprimentos Serviços terceirizados Aluguel de equipamentos Manutenção de software Custo mensal R$ 662.46 147.120.401.00 R$ 397. 2003) A tabela 16.30 R$ 2.00 R$ 1.8 demonstra os custos variáveis na fabricação da bomba d’água na Tecnobombas.289.378 MH R$ 47.32 Total de custos variáveis 16.292.58 .04 R$ 1.101.00 R$ 166.378 kg pç R$ 181.00 R$ 425.

e pode ser contábil.9 demonstra a depreciação das perdas por desgaste dos recursos utilizados na Tecnobombas. se. As percentagens de depreciação foram extraídas do Hirschfeld (2000). a qual pode ser real se resultar de pesquisa científica realizada para o bem específico analisado. houver eventualmente algumas aproximações de ordem prática determinadas pela Receita Federal. com base em 2 (dois) turnos de trabalho. Tabela 16. (HIRSCHFELD. além de pesquisa científica. ação da natureza ou obsolência normal.9: Depreciação aplicada na Tecnobombas .145 Depreciação é a diminuição do valor de um bem resultante do desgaste pelo uso. A depreciação de um bem se dá durante um prazo chamado vida útil. 2000) A tabela 16.

8 Custo unitário de fabricação .146 16.

 PIS – há incidência de PIS.000 R$ 0. ICMS e ISS) em face da concretização de partes.51 140.651.28 140.49 R$ 7. para um volume de produção de 140. o custo unitário de fabricação para a bomba de água automotiva produzida pela Tecnobombas é de R$ 26.147 Os custos de fabricação são todos os custos diretos e indiretos relacionados à fabricação do produto. peças e ou mesmo componentes adquiridos no mercado nacional. Tabela 16. é possível determinar o custo de fabricação do produto conforme apresentado na tabela 16.35 R$ 38.9 Impostos e contribuições Os fatores para determinar a importância e a necessidade do planejamento fiscal na empresa são dois. alternância e versatilidade da legislação pertinente.841.000 R$ 0. é a consciência empresarial do significativo grau de complexidade.000 R$ 1. sofisticação. onde o primeiro é o elevado ônus tributário incidente no universo dos negócios e o segundo.17. 16.292.10: Custo de fabricação unitário Custos Materiais diretos Custos indiretos de fabricação Mão-de-obra direta Mão-de-obra indireta Despesa Custo unitário total Valor R$ 3.58 R$ 70. (BORGES.17 Sendo assim.000 pç/mês.04 140.000 R$ 24.05 R$ 26.30 140.401.04 R$ 145.10.501. Os impostos e contribuições sobre o produto estão demonstrados na tabela .  ISS – não há incidência de ISS. Uma vez identificados.  ICMS – há incidência de ICMS.879. 1998) As conseqüências fiscais dos impostos (IPI.000 R$ 0. cumulada com as respectivas montagens e instalações no estabelecimento adquirente são:  IPI – não há incidência de IPI.  CONFINS – há incidência de CONFINS.83 Produção Valor unitário 140.

306.11: Impostos sobre o produto Item Descrição Alíquota Mensal 1 Receitas operacionais brutas R$ 4. a tabela 16.442. a Tecnobombas adotará o valor de R$ 29.77 2 Impostos com vendas 2.11.65% R$ 69.000 bombas/mês. com base no mercado ou com base numa combinação de ambos.040.040.77. e tudo isso depende também do tipo de mercado em que a empresa atua. Com base no custo unitário de fabricação e no preço médio aplicado no mercado. a estratégia de marketing da empresa.12 demonstra o lucro mensal do negócio em função das peças vendidas.428.311.848.32 2.3 ICMS 18.6% R$ 338.2 COFINS 7. Tabela 16.459.983.148 16. Tabela 16.84 2.0% R$ 903. Portanto. (MARTINS.4 IPI 10% R$ 542.06 2.740.12: Lucro mensal da Tecnobombas . particularmente com sua política de preços.070.117.1 PIS 1. Os preços podem ser fixados: com base nos custos.631.41.117.47 16. tem-se uma receita mensal de R$ 4. os preços de produtos substituídos.10 Valor unitário de venda Para determinar o preço de venda é necessário conhecer o custo do produto.66 Receita total (com impostos) R$ 5. os preços de produto de concorrentes.56 Crédito de impostos R$ 1. saber o grau de elasticidade da demanda. 2003) A Tecnobombas utilizará a combinação de ambos para determinar o valor unitário de venda.483.08 Valor real de impostos a pagar R$ 4. Em função do valor unitário de venda pelo volume total de produção de 140.33 Créditos Total de impostos a pagar R$ 1. O importante é que o sistema de custos produza informações úteis e consistentes com a filosofia da empresa.

Ponto de Equilíbrio contábil = Despesas fixas + custos fixos (81) Margem de contribuição Ponto de Equilíbrio contábil = R$262.873.77 R$ 4.367. conforme abaixo.891.149 Receita Impostos Receita líquida Custos de fabricação (MOD+MD+CIF) Despesas Lucro antes do Imposto de Renda Imposto de Renda (30%) Lucro R$ 4.71 R$ 3.71 16. a partir das entradas de caixa.656.12 Tempo de retorno (Payback) Tempo de retorno é o período necessário que o futuro empreendedor tem para recuperar o dinheiro que será aplicado no novo negócio. consequentemente.199 peças Utilizando as definições acima. (MARTINS. Os períodos de tempo de retorno são geralmente utilizados como critérios para avaliação de investimento inicial de um projeto. 16. o lucro é igual a zero.83 R$ 447.983. foi baseada na literatura de Oliveira & Perez (2005).29 R$ 3.057.112. portanto. quanto menor o período de . É conveniente ressaltar que quanto maior o tempo a empresa necessita para recuperar o seu investimento.040.11 Ponto de equilíbrio Ponto de equilíbrio é um nível de atividades em que as receitas são iguais às despesas.199 bombas.292.117.45 R$ 7. encontrou-se o ponto de equilíbrio para o negócio é de 81.47 R$ 4.23 Ponto de Equilíbrio contábil = 81.664.01 R$ 134.523. maior é a possibilidade de perda. 2003) A fórmula para o cálculo do ponto de equilíbrio.30 R$ 313.

menor será os riscos de exposição da empresa.762. o melhor será aquele que tiver a maior taxa interna de retorno. pois ela é a taxa de juros que torna o valor presente das entradas de caixa igual ao valor presente das saídas de caixa do projeto de investimento seja zero.    1  i  n  1  VPL   P  U   n  i 1  i   (83) Onde: VPL = Valor presente no fluxo de caixa P = Investimento U = Lucro líquido n = Número de período i = Taxa de atratividade VPL  4.70 R$313. Tempo de retorno = Investimento inicial (82) Lucro mensal (saldo remanescente) Tempo de retorno = R$4. (MARTINS.1 n  .346.346. é a taxa de retorno que se utiliza para o cálculo do VPL.284. 2003) O cálculo de tempo de retorno está demonstrado abaixo.9 meses 16.13 Taxa interna de retorno A taxa interna de retorno (TIR) é uma das técnicas mais utilizadas para avaliação das alternativas de investimentos.11  0. onde iguala o valor presente líquido (VPL) ao investimento inicial referente a um projeto.345.150 tempo de retorno.1 n  1   0. 2003) Abaixo.70  3. em outras palavras.345.71 Tempo de retorno = 13. (MARTINS.523. Entre vários investimentos. está demonstrado o resultado obtido pelo cálculo do VPL.49  1  0.

70  3.298 anos (15.1  1  1 VPL  4. temos:  1  0.95 Para encontrar o VPL é necessário efetuar a interpolação dos valores.762.70  3.07) x  0.087.49 2 VPL  2.345.1  1 VPL  926.762.346.298 Portanto.284.183.11  0.11  0.1  VPL  4.07) 0  ( 926.284.49  0.087.6 meses).087. a taxa interna de retorno será de 1.345. . temos:  1  0.238.151 Para n=1.95  ( 926.07 Para n=2.346.238. temos então: 1 x  2.1  1  2   0.183.

amparados nas leis e normas que regem sobre o setor. mão de obra.152 17 CONCLUSÃO Durante este trabalho de desenvolvimento do projeto da fábrica de bomba de água automotiva. O plano de negócios e o estudo de viabilidade econômica auxiliaram na formação do preço de venda. uma vez que o lucro é de R$ 313. equipamentos. fornecedores e revendedores específicos do segmento a Tecnobombas obteve informações sobre características e particularidades do processo. a Tecnobombas buscou a todo o momento. Estudos do produto e do processo determinaram à escolha das matérias primas. de modo a possibilitar a produção da demanda solicitada. meio ambiente. Foram abordados no projeto questões que tratam da segurança do trabalho e ergonomia. produto e do próprio negocio em si. Foi empregado no projeto o que há de melhor para o segmento. contribuindo para o resultado deste trabalho. complementado com bibliografias diversas e os conhecimentos adquiridos ao longo deste curso. e gerenciamento dos estoques. Após visitas técnicas nas fábricas.71 mês e o retorno do investimento em 15 meses e 7 dias. dentre outros. .C. insumos. P.523. leiautes. qualidade.P. Este projeto é um ponto de partida para o estimulo ao estudo e desenvolvimento de novas técnicas e ferramentas na área da Engenharia. no Pay Back e ponto de equilíbrio e comprovam que os objetivos foram alcançados. manutenção. atingir em sua excelência todos os requisitos solicitados e propostos.

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157 APÊNDICE A – FLUXOGRAMA DO PRODUTO .

158 150 APÊNDICE B – DESENHO DOS COMPONENTES .

159 151 .

152 160 .

153 161 .

154 162 .

155 163 .

156 164 .

157 165 .

158 166 .

159 167 .

160 168 .

161 169 .

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179 .

180 .

fundição e usinagem bem feitos. Escolha do tipo de rotor Calcula-se a velocidade específica ns (1) Trata-se de uma bomba centrífuga radial pura.181 APÊNDICE I – MEMORIAL DE CÁLCULOS Os cálculos apresentados abaixo são baseados na literatura de Macintyre (1997). 50m. Tratando-se de uma bomba centrífuga para descarga e pressões médias é necessário que se acrescente 5% do valor de Q.85 para bombas com rotor bem projetos. adotaremos: Correção de descarga Com vista a fugas e recirculação. Adotado: Potência (devido à transmissão por correia) .70 a 0. do tipo normal (90< ns<130) Número de estágios A altura H sendo inferior aos limites aconselháveis para mais de um estágio. adotaremos uma descarga Q´ superior à desejada Q. (2) Rendimento hidráulico 0.

que é . (3) Material: Aço SAE 1060 (temperado e revenido a 400°F) (4) Diâmetro do núcleo de fixação do rotor ao eixo (5) Velocidade média na boca do rotor (6) Calcula-se o número característico de rotações por minuto nq (7) para bombas com 20<nq<30 Adotado: (7) .182 Dimensionamento do eixo Para dimensionamento do eixo será adotado a situação crítica de rotação da bomba.

183 Diâmetro da boca de entrada do rotor (8) Diâmetro médio da superfície de revolução gerada pela rotação do bordo de entrada das pás Nas bombas normais: (9) Adotado: Velocidade meridiana de entrada (10) para bombas com 20<nq<30 Adotado: Velocidade periférica no bordo de entrada (11) Ângulo das pás a entrada do rotor (12) .

Calcula-se a obstrução provocada pela pá (15) Tem-se então: Passo entre as pás (16) Velocidade periférica de saída (17) para bombas com 20<nq<30 Adotado: .184 Número de pás (13) Adotaremos. provisoriamente. Largura da pá a entrada (14) Considerando a espessura das pás a 2mm.

 1  .9.1 He  H 20   25m  0.1   ' H e  25.  3   (19) Fator de correção   1. 2 2.2 para bombas sem pás guias Adotado 1.12 para bombas com 20<nq<30 Adotado: kv m 2 =0.8 8 1.1 a 1.37    2.tg 24º  2      g.81.24º  ' 2  u 2  21.5 (21) .12 v m 2  0.37m / s Velocidade periférica corrigida  vm 2 vm2 u2     2.  3 8   ' H e  35.35.12. 2 gH kv m 2 0.H e 2.tg 2  u2  2.185 Diâmetro de saída (18) Energia a ser cedida as pás 8   ' H e  H e .tg .81.5m / s Valor retificado de diâmetro de saída  9.20 v m 2  2.5m Velocidade meridiana de saída (20) v m 2  kvm2 .tg .37  2. 2. 1  .1 a 0.

5250 d2  (22) d 2  78.84 b2  5.2mm Passo circunferencial  .7  4.d 2 .92mm Coeficiente de contração v2  t2   2 t2 v2  30.2.d 2   .8mm Diâmetro Rotor (26) .002 sen 24º (24)  2  4.92 30.002835 1 .7 (25) v 2  0.u 2  .5 d2   .  .n 60.v m 2 v 2 b2  0.7 mm Obstrução da pá 2  S1 sen 2 2  0.0.0782 t2  8 t2  (23) t 2  30.0.186 60.21.  .37 0.84 Largura das pás à saída b2  Q' 1 .0782.

20  3.4mm Adotado pelo padrão de mercado d  64.81 H B  20.2 2  3.81.2 2 2.8  d  63.2m / s d   2  884.8rad / s (28) W  ' u  v1  3.9.3m Calculo diâmetro da polia dentada Passo da correia = 8mm (dado encontrado em catálogo do fabricante) Z = 23 (devido ao Passo da correia e o rpm fornecido) Perímetro = passo x nº dentes P  8.23 P  184mm (30) .g .187 d  2 W   2.2  0.8mm Comprovando o HB da bomba pela equação de energia (29) H 1  H B  H 2  H p1 2 0 0 0 2 0 0 2 v1 P v P  1  1  H B  2  2   2  H p1 2 2g  2g  2 2 v1 v  HB  2 2g 2g 2 2 HB  v2 v  1 2g 2g HB  20.88   2.9.2 60 8450.2 W  60 W  884.h  u  n     (27) Calcula-se a velocidade angular n.

 r  29. . não gerando custo para desenvolvimento de ferramentas para confecção de dimensional específico. viabilizando o nosso custo para obtenção do mesmo. .57 mm Rolamento De acordo com os cálculos demonstrados anteriormente.28mm d  58.r (31) 184  2.r 184 r 2. .188 P  2. o modelo a ser adotado será o WB 01121 devido a ser padrão de mercado.

189 APÊNDICE J – CRONOGRAMA DAS ATIVIDADES .

190 APÊNDICE K – DIMENSIONAMENTO DE MÁQUINAS .

191 APÊNDICE L – MODELO DE CONTA DE ENERGIA .

192 APÊNDICE M – DESENHOS DE LEIAUTE .

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000 . Aparelhos de M edição. se possível obtenha a condição "ESTADO ZERO" do equipamento.Ao chegar na área.INDUTIVO SINALIZAÇÕES DE SEGURANÇA UNIDADE DE CONSERVAÇÃO VÁLVULA DIRECIONAL HIDRAULICA VÁLVULAS PNEUMÁTICAS VIBRAÇÃO DO MOTOR OBSERVAÇÕES GERAIS: CHAPA NOME DO FUNCIONÁRIO DATA DA EXECUÇÃO HORÁRIO INICIO TÉRMINO RESPONSABILIDADE ELABORADOR REVISOR APROVADOR NOME ALESSANDRO PROENÇA VANDERLEI AMORIM RENATO TREVISAN DEPARTAMENTO MANUTENÇÃO INDUSTRIAL INDUSTRIAL . Amperímetro. FORMULÁRIO LISTA DE VERIFICAÇÃO 000 DEPARTAM ENTO DE M ANUTENÇÃO INDUSTRIAL Semana Pl anejada: Data Prevista: 00/00 TAG: INJE Equipamento: INJETORA HAITIAN 250W Rev. . efetuar limpeza na máquina para melhor visualização. avise o operador ou pessoas envolvidas no processo sobre a realização do check-list.Antes de iniciar a Inspeção.Equipamentos a serem utilizados na inspeção: Caixa de ferramentas Padrão de M ecânico e Eletricista de M anutenção. Componentes para Realizar L ubrificação Adequada. (se necessário pedir auxilio do operador) ITENS DA MÁQUINA ENVOLVIDOS SUBSTITUIR REVISAR ORGANIZAR LIMPAR RELATAR / COMENTÁRIOS AMPERAGEM MEDIDA NO MOTOR AMPERAGEM NOMINAL DO MOTOR BOTÃO DE EMERGÊNCIA BOTÕES SINALIZANTES DO PAINÉL CILINDRO DA MESA CLP COLUNAS DO MARTELO CONEXÕES HIDRAÚLICA DETERIORAÇÃO DO ÓLEO FIAÇÃO ELÉTRICA DO PAINÉL HASTE DOS FINS-DE-CURSO MANGUEIRAS HIDRAÚLICA MANGUEIRAS PNEUMÁTICAS MICRO E/OU FINS-DE-CURSO MOTOR ELÉTRICO PARALELISMO DO MARTELO PLACA DE TAG E/OU PATRIMÔNIO PONTOS DE LUBRIFICAÇÃO PROTEÇÕES DE SEGURANÇA RESERVATÓRIO DE ÓLEO RUÍDO EXCESSIVO SENSOR ÓPTICO .Objetivo da L ista de V erificação: Assegurar a Confiabilidade e o Bom estado de Conservação do Equipamento. . Escada. .Use identificação de "EQUIPAMENTO EM MANUTENÇÃO". Pincél.210 APÊNDICE AB – LISTA DE VERIFICAÇÃO FORMULÁRIO: TB CÓD.01 Área: Injeção de P lástico M odelo Fabricação: HTF 250W Tensão Nominal: 220 VCA . Pano. .50 / 60 Hz OBSERVAÇÕES GERAIS N° Série fabricação: 000 Criticidade: ROTINEIRA .250W . Termometro.