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Angola

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Nota: Para outros significados, veja Angola (desambiguação).
Coordenadas:

Angola
República de Angola (kikongo, kimbundu,
umbundu: Repubilika ya Ngola)

Bandeira de Angola

Brasão de armas

Lema: Virtus Unita Fortior
(Em Português: A unidade dá força)
Hino nacional: Angola Avante!

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Gentílico: Angolano
Angolense1

Capital

Luanda
08° 49' S 13° 14' E

11º 54' S 17º 12' E

Cidade mais populosa

Luanda

Língua oficial

Português

Governo
- Presidente
- Vice-presidente

República presidencialista
José Eduardo dos Santos
Manuel Vicente

Independência
- de Portugal

11 de Novembro de 1975

Área
- Total
- Água (%)
Fronteira

População
- Estimativa de 2012
- Censo 1970
- Densidade
PIB (base PPC)
- Total
- Per capita
PIB (nominal)
- Total

1 246 700 km² (23.º)
pouca (em superfície)
República do Congo,República
Democrática do
Congo, Zâmbia e Namíbia
20 900 000 hab. (70.º)
5 646 166 hab.
15,5 hab./km² (199.º)
Estimativa de 2012
US$ 128,288 mil
milhões *2 (64.º)
US$ 6 3462 (107.º)

- Per capita

Estimativa de 2012
US$ 118,719 mil
milhões *2 (61.º)
US$ 5 8732 (102.º)

IDH (2012)

0,508 (148.º) – baixo3

Gini (2009)

42,7

Moeda

Kwanza (AOA)

Fuso horário

WAT (UTC+1)

- Verão (DST)

n/a

Cód. Internet

.ao

Cód. telef.

+244

Website governamental

www.angola.gov.ao

Para além dos vizinhos já mencionados. a sul pela Namíbia e a oeste pelo Oceano Atlântico. Os portugueses estiveram presentes em alguns pontos no que é hoje o território de Angola desde o século XV. através do qual faz fronteira com a República do Congo.Angola. A presença portuguesa na região iniciou-se no século XV. interagindo de diversas maneiras com os povos nativos. Angola é o país mais próximo da colónia britânica de Santa Helena.4 A independência do domínio português foi alcançada em 1975. Índice [esconder]  1 Etimologia  2 História . Após a independência. principalmente com aqueles que moravam no litoral. aconteceu apenas na década de 1920. após a resistência dos povos mbundas e o sequestro de seu líder.6 Angola é considerada economicamente desigual. depois de uma longa guerra de libertação. Mwene Mbandu Kapova. Apesar do conflito interno. uma frente de guerrilha que luta pela secessão de Cabinda e que ainda se encontra activa. a leste pela Zâmbia. majoritariamente entre o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) e a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA). No ano de 2000 foi assinado um acordo de paz com a Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC). Inclui também o enclave de Cabinda. é um país da costa ocidental de África. mas a delimitação do território apenas aconteceu no início do século XX. oficialmente República de Angola. O primeiro europeu a chegar a Angola foi o explorador português Diogo Cão. especialmente desde o fim da guerra civil. Angola foi como uma colônia portuguesa que apenas abrangeu o atual território do país no século XIX e a "ocupação efectiva". cujo território principal é limitado anorte e a nordeste pela República Democrática do Congo. Apesar disso. O país tem vastas reservas minerais e de petróleo e sua economia tem crescido em média a um ritmo de dois dígitos desde 1990. visto que a maioria da riqueza do país está concentrada em um setor desproporcionalmente pequeno da população. áreas como a Baixa de Cassanje mantiveram ativos seus sistemas monárquicos regionais. Angola foi palco de uma intensa guerra civil de 1975 a 2002. como determinado pela Conferência de Berlim em 1884. os padrões de vida angolanos continuam baixos para a maioria da população e as taxas de expectativa de vida e mortalidade infantil no país continuam entre os piores do mundo. a norte.5 É da região de Cabinda que sai aproximadamente 65% do petróleo de Angola.

Guerra Civil e República  3 Geografia o 3.1 Saúde o 8.1 Dança o 9.1 Línguas o 4.2 Festas o 9.2 Período colonial o 2.2 Religião  5 Governo e política  6 Subdivisões  7 Economia  8 Infraestrutura o 8.3 Miss Universo  10 Notas  11 Referências .o 2.3 Processo de descolonização o 2.2 Clima  4 Demografia o 4.1 Primeiros habitantes o 2.4 Independência.1 Pontos extremos o 3.2 Educação  9 Cultura o 9.

Entre os séculos XIV e XVII. naNamíbia e no Botsuana. Este foi o primeiro contacto de europeus com habitantes do território hoje abrangido por Angola. No Nordeste da Angola actual. se deu em grupos menores. Sua expansão. sendo o principal o Reino do Congo que abrangeu o Noroeste da Angola de hoje e uma faixa adjacente da hoje República Democrática do Congo. chegando do Norte a partir do segundo milénio. em Angola (ver mapa étnico). constituído naquela altura a Sul/Sudeste do Reino do Congo. Período colonial[editar | editar código-fonte] Ver artigo principal: África Ocidental Portuguesa . da República do Congo e do Gabão. no século XVI. uma série de reinos foi estabelecida. A expansão dos povos Bantu. Outro reino importante foi o Reino do Ndongo. 12 Bibliografia  13 Ver também  14 Ligações externas Etimologia[editar | editar código-fonte] O nome Angola é uma derivação portuguesa do termo bantu N’gola. o Reino da Lundanota 1 . que se relocalizaram de acordo com as circunstâncias político-económicas e ecológicas. título dos reis do Reino do Ndongo existente na altura em que os portugueses se estabeleceram em Luanda. mas com o seu centro no Sul da actual República Democrática do Congo. comandada pelo navegador Diogo Cão que de imediato estabeleceu relações com o Reino do Congo. constituiu-se. contacto este que viria a ser determinante para o futuro deste território e das suas populações. sem contacto com os reinos atrás referidos. dispersos e pouco numerosos. Os Bantu eram agricultores e caçadores. forçou os Khoisan (quando não eram absorvidos) a recuar para o Sul onde grupos residuais existem até hoje. Os habitantes originais de Angola foram caçadores-colectores Khoisan. a partir da África CentroOcidental. a sua capital situava-se em M'Banza Kongo e o seu apogeu se deu durante os séculos XIII e XIV. Em 1482 chegou na foz do rio Congo uma frota portuguesa. História[editar | editar código-fonte] Ver artigo principal: História de Angola Primeiros habitantes[editar | editar código-fonte] Encontro de portugueses com a família real do Reino do Kongo.

de uma faixa que se estendeu de Luanda em direcção ao Reino do Ndongo. Em 1648. Luanda desenvolveu um tráfico de escravos com destino a Portugal. Soldados portugueses embarcando para Angola durante aPrimeira Guerra Mundial A partir do fim do século XV. de uma dimensão ainda bastante limitada. procurando estabelecer alianças com os estados africanos da região. num ponto de fácil acesso ao mar e à proximidade dos reinos do Congo e de Ndongo. por intermédio de (sempre poucos. Em 1657 estabeleceu uma povoação perto da actual cidade de Porto Amboim. independente da de Luanda. Portugal retomou Luanda e iniciou um processo de conquista militar dos estados do Congo e Ndongo que terminou com a vitória dos portugueses em 1671. do Ndongo e da Matamba. Portugal tinha começado a estender a sua presença no litoral em direcção ao Sul. Por um lado. Por intermédio dos Reinos do Congo. redundando num controle sobre aqueles reinos 8 . Vista da cidade de Luanda em 1883. estabeleceu em 1575 uma feitoria em Luanda. 7 Os holandeses ocuparam Angola entre 1641 e 1648. Este território. transferida em 1617 para a actual Benguela que se tornou numa segunda feitoria. marcou continuamente presença no Reino do Congo. Por outro. passou mais tarde a ser designado como Angola. através de uma série de tratados e guerras. Portugal seguiu na região uma dupla estratégia. Gradualmente tomaram o controle. ao Brasil e à América Central que passou a constituir a sua base económica.Ilustração da rainha Nzinga em negociações de paz com o governador português em Luanda em 1657. mas influentes) padres cultos (portugueses e italianos) que promoveram uma lenta cristianização e introduziram elementos da cultura europeia. Entretanto. Benguela assumiu aos poucos o controle sobre um pequeno .

território a norte e leste. Portugal pode portanto fazer valer uma presença secular em dois pontos do litoral. porém. mas estava muito longe de uma "ocupação efectiva" do território hoje abrangido por Angola nota 2 . a expansão do Estado colonial avançou de forma mais consequente. Esta garantiu o funcionamento de uma economia assente em dois pilares: o de uma imigração portuguesa que. comercial. Só depois do advento da República em Portugal. desde o início da sua presença em Luanda e Benguela. mas sem dúvida significativa de controle e de gestão. no entanto. esforços sérios de penetração no interior apenas começaram nas primeiras décadas do século XIX. em 1910. apenas de criar postos avançados destinados a facilitar a extensão de redes comerciais. pelas armas. os progressos neste sentido foram. ser considerados "efectivamente ocupados"14 . com a ajuda de intermediários africanos radicados no Planalto Central da Angola de hoje. Portugal . este esforço de ocupação não deixou.ou seja. no entanto. a partir de Moçâmedes (hoje Namibe) 11 . e iniciou por sua vez um tráfego de escravos. um esforço que visava a ocupação de todo o território da Angola actual. este país iniciou finalmente. da parte da etnia Vakuval nota 3 . uma resistência maior ou menor das respectivas populações 10 . na sua maioria . Processo de descolonização[editar | editar código-fonte] Ver artigo principal: Guerra de Independência de Angola Bandeira da antiga África Ocidental Portuguesa. Em outros casos tratou-se. Finalmente. e o de uma população africana sem direito à cidadania. visando o estabelecimento de um domínio duradouro sobre determinadas regiões. Embora lento. na sequência da Conferência de Berlim. apenas 5% a 6% dos territórios podiam. houve naquele século a implantação das primeiras missões católicas para lá dos perímetros controlados por Luanda e Benguela 12 . Perante a ameaça das outras potências coloniais. com uma forte componente empresarial. e uma presença mais recente (administrativa/militar. com a excepção dos povos (agro-)pastores do Sul .remetida para uma pequena agricultura orientada para os produtos exigidos pelo . em poucas décadas. Formas particulares de penetração económica foram desenvolvidas no Sul. destinada a acertar a distribuição de África entre as potências coloniais. No momento em que se realizou em 1884/85 a Conferência de Berlim. Num lapso de tempo relativamente curto foi edificada uma máquina administrativa dotada de uma capacidade não sem falhas. Alcançada a desejada "ocupação efectiva". de se apropriarem de partes do território reclamada por Portugal. lentos: ainda em 1906. missionária) numa série de pontos do interior. Embora tenha. com alguma razão. económicas e políticas nota 4 . Em meados dos anos 1920 estava alcançado um domínio integral do território.9 Estes avanços eram em parte militares. fez subir a população europeia para mais de 100 000. Esta meta foi atingida com alguma eficácia. abrandado em meados daquele século. muito embora houvesse ainda em 1941 um breve surto de "resistência primária". e tiveram geralmente que vencer.concentrou-se em Angola na consolidação do Estado colonial. Dados os seus recursos limitados. mas recomeçando com mais vigor nas suas últimas décadas.melhor dito: o regime ditatorial entretanto instaurado naquele país por António de Oliveira Salazar . de provocar novas dinâmicas sociais. havido ocasionais incursões dos portugueses para lá dos pequenos territórios sob o seu controle.

e muitas vezes obrigada.  a Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA). desembocou a partir de 1961 num combate armado contra Portugal que teve três principais protagonistas:  o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA). socialmente enraizada entre os Ovimbundu e beneficiária de algum apoio por parte da China nota 6 . a aceitar trabalhos assalariados geralmente mal pagos nota 5 . Revogando já em 1962 o Estatuto do Indigenato e outras disposições discriminatórias. ou o estabelecimento de "aldeias concentradas" em zonas . ou ficar estreitamente ligado à "Metrópole". Soldados portugueses nas matas angolanas durante a Guerra de Independência de Angola (1961-1974). depois do fim da Segunda Guerra Mundial.  a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA). e nos primeiros anos 1970 as hipóteses de conseguir a independência pelas armas tornaram-se muito fracas. impulsionada pela descolonização que se havia iniciado no continente africano.colonizador (café. Logo depois do início do conflito armado. milho. Ao mesmo tempo expandiu enormemente o sistema de ensino. Na maior parte do território a vida continuou com a normalidade colonial. em 1945. sisal). pagando impostos e taxas de vária ordem. a registar-se mais retrocessos do que progressos. no entanto. e que tinha laços com partidos comunistas em Portugal e países pertencentes ao então Pacto de Varsóvia. por circunstâncias económicas e/ou pressão administrativa. que visava a transformação da colónia de Angola em país independente. Nesta começaram. das quais algumas como controles de circulação. Portugal concedeu direitos de cidadão a todos os habitantes de Angola nota 7 que de "colónia" passou a "província" e mais tarde a "Estado de Angola". Esta opção foi. cuja principal base social eram os Ambundu e a população mestiça bem como partes da inteligência branca. Esta resistência. dando assim à população negra possibilidades inteiramente novas de mobilidade social . Nos anos 1950 começou a articular-se uma resistência multifacetada contra a dominação colonial. porém. É certo que houve uma série de medidas de segurança. rejeitada pelos três movimentos de libertação que continuaram a sua luta. com fortes raízes sociais entre os Bakongo e vínculos com o governo dos Estados Unidos e ao regime de Mobutu Sese Seko no Zaire.pela escolarização e a seguir por empregos na função pública e na economia privada nota 8 . A finalidade desta reorientação foi a de ganhar "mentes e corações" das populações angolanas para o modelo de uma Angola multi-racial que continuasse a fazer parte de Portugal. uma "ala liberal" no seio da política portuguesa impôs uma reorientação incisiva da política colonial. entre outros.

pelo MPLA em Luanda. a UNITA obteve o apoio das forças armadas do regime de apartheid então reinante na África do Sul. a UNITA não se . Guerra Civil e República[editar | editar código-fonte] Ver também: Guerra Civil Angolana A Guerra Civil Angolana foi umconflito armado que durou de 1975 a 2002. A outrora próspera economia angolana caiu assim em decadência. treinado e equipado pelas forças armadas do Zaire. levou a uma acirrada luta armada pelo poder entre os três movimentos e os seus aliados: a FNLA entrou em Angola com um exército regular. uma vez que a FNLA e. O conflito armado levou à saída . com o apoio dos EUA. com o apoio logístico da União Soviética.com destino a Portugal. em conjunto no Huambo. Enquanto a componente política deste regime chegou a funcionar dentro dos moldes postulados. também decidiram voltar às suas terras de origem no planalto central.estabeleceu um regime político e económico inspirado pelo modelo então em vigor nos países do "bloco socialista". A componente económica foi fortemente prejudicada pela luta armada e no fundo só se sustentou graças ao petróleo cuja exploração o regime confiou a companhias petrolíferas americanas. Na imagem. no Kwanza-Norte e no Kwanza-Sul em grau maior ou menor. o que levou a que a administração pública. em Abril de 1974. e pela FNLA e UNITA. 16 No dia 11 de novembro de 1975 foi proclamada a independência de Angola17 . o MPLA . estes constituíam a maior parte dos quadros do território. a agricultura e o comércio caíssem em colapso. um golpe militar que pôs fim à ditadura em Portugal. Em consequência da política colonial. nota 9 . A perspectiva da independência provocada pela Revolução dos Cravos em Portugal. mas também à África do Sul e ao Brasil . portanto monopartidário e baseado numa economia estatal. Esforços do novo regime português para que se constituísse um governo de unidade nacional não tiveram êxito. um edifício com várias marcas de balas na cidade deHuambo.15 . a indústria.afectaram a população A situação alterou-se completamente quando em Abril de 1974 aconteceu em Portugal a Revolução dos Cravos. iniciou-se logo depois da declaração da independência a Guerra Civil Angolana entre os três movimentos.da maior parte dos cerca de 350 000 portugueses que na altura estavam radicados em Angola. Com a independência de Angola começaram dois processos que se condicionaram mutuamente.como o Planalto Central.que em 1977 adoptou o marxismo-leninismo como doutrina . As forças armadas Portuguesas que ainda permaneciam no território regressaram a Portugal. Por outro lado os Ovimbundu que tinham sido recrutados pela administração colonial para trabalhar nas plantações de café e tabaco e nas minas de diamantes do Norte. de planificação central. e a cessação imediata dos combates por parte das forças militares portuguesas em Angola. 18 Independência. Por outro lado. embora com um rigor algo menor do que em certos países "socialistas" da Europa. Os novos detentores do poder proclamaram de imediato a sua intenção de permitir sem demora o acesso das colónias portuguesas à independência. o MPLA conseguiu mobilizar rapidamente a intervenção de milhares de soldados cubanos. sobretudo. Por um lado.

Politicamente. passou a concentrar-se na participação. Logo a seguir a morte do seu líder histórico. que começou a formar-se paulatinamente a partir dos anos 1950. A paz está também a favorecer a consolidação de uma identidade social abrangente. que obteve claras maiorias parlamentares nas eleições realizadas em 1992. inclusive países vizinhos. fugiu para as cidades ou para outras regiões. nas eleições de 2012. enfrentando. Assumindo raramente o carácter de uma guerra "regular". no parlamento e outras instâncias políticas. José Eduardo dos Santos. 19 Geografia[editar | editar código-fonte] Imagem de satélite de Angola (The Map Library). Na situação de paz. a sua posição como principal partido de oposição. mas participou ao mesmo tempo no sistema político. Tal como a FNLA. mas por enquanto com fortes disparidades regionais e desigualdades sociais. . não conseguindo travar o surgimento de desigualdades económicas e sociais muito acentuadas. "nacional". Ela custou milhares de mortos e feridos e destruições de vulto em aldeias. por outro lado. Jonas Savimbi. do líder histórico da UNITA. 2008 e 2012. em 1992. em combate. especialmente a do Planalto Central e de algumas regiões do Leste. Não aceitando os resultados destas eleições. A nível económico. como partido. No fim dos anos 1990. caminhos de ferro. um desenvolvimento globalmente bastante acentuado. garantindo a permanência nas funções de Presidente do Estado. UNITA e FNLA aceitaram participar no regime novo e concorreram às primeiras eleições realizadas em Angola. Uma parte considerável da população rural. sendo os seus militares desmobilizados ou integrados nas Forças Armadas Angolanas. depois de quatro décadas de conflito armado. a UNITA abandonou as armas. a UNITA retomou de imediato a guerra. dificuldades que o obrigaram a solicitar o apoio do FMI. graças a um notável crescimento da economia. do presidente do partido. começou a reconstrução do país e.conformaram nem com a sua derrota militar nem com a sua exclusão do sistema político. o MPLA decidiu abandonar a doutrina marxista-leninista e mudar o regime para um sistema de democracia multipartidária e uma economia de mercado. ela consistiu no essencial numa guerra de guerrilha que nos anos 1990 envolveu praticamente o país inteiro nota 10 . continua a haver um forte predomínio do MPLA. Enquanto a FNLA desapareceu praticamente da cena. cidades e infraestruturas (estradas. desde 1979. a UNITA consolidou. Angola registou por um lado um forte crescimento. das quais o MPLA saiu como vencedor. pontes). Esta guerra durou até 2002 e terminou com a morte.

que se estende desde a Namíbia chegando praticamente até Luanda. As regiões do norte e Cabinda têm chuvas ao longo de quase todo o ano. A faixa costeira é temperada pela corrente fria de Benguela.Vista do Miradouro da Lua. um planalto interior húmido. que vai de Fevereiro a Abril. O país está dividido entre uma faixa costeira árida. entre a Namíbia e a República do Congo. e floresta tropical no norte e em Cabinda. mais fria. seguida por uma estação seca. Trecho do litoral angolano entre as cidades de Namibe e Tombua. Existe uma estação das chuvascurta. a oriente. província do Moxico . O rio Zambeze e vários afluentes do rio Congo têm as suas nascentes em Angola. província de Cabinda)  Norte (sem contar com Cabinda): ponto na fronteira com a República Democrática do Congo a noroeste da localidade de Luvo. As terras altas do interior têm um clima suave com uma estação das chuvas de Novembro a Abril. o Cuango. os principais são: o Kwanza. encontrando-se as zonas mais interiores entre os 1 000 e os 2 000 metros. Também faz fronteira com aRepública Democrática do Congo e a Zâmbia. uma savana seca no interior sul e sudeste. Pontos extremos[editar | editar código-fonte]  Norte: ponto sem nome na fronteira com a República do Congo (a norte da localidade de Caio Bemba. os Invernos são temperados. Ver artigo principal: Geografia de Angola Angola situa-se na costa atlântica Sul da África Ocidental. Os Verões são quentes e secos. originando um clima semelhante ao da costa do Peru ou da Baixa Califórnia. de Maio a Outubro. o Cubango e o Cunene20 . As altitudes variam bastante. A maioria dos rios de Angola nasce no planalto do Bié. província do Zaire  Este: secção de rio na fronteira com a Zâmbia (a norte da localidade de Sapeta na Zâmbia). o Cuando.

de Maio a Agosto. conhecida porCacimbo. com temperaturas médias anuais acima dos 23 °C. apesar de se localizar numa zona tropical.  Sul com amplitudes térmicas bastante acentuadas devido à proximidade do Deserto do Kalahari e à influência de massas de ar tropical. como o nome indica e com temperaturas mais baixas. província doCuando Cubango  Oeste: ilha da Baía dos Tigres. Sul: ponto do rio Cunene na fronteira com a Namíbia (imediatamente a norte da localidade de Andara.  Influência do Deserto do Namibe. Namíbia). devido à confluência de três factores:  A Corrente de Benguela. de Outubro a Abril e a seca. província do Namibe  Oeste (continental): península a oeste de Tômbua (Porto Alexandre). ao longo da parte sul da costa.  Planalto Central. Demografia[editar | editar código-fonte] Ver artigo principal: Demografia de Angola . mais seca. tem um clima que não é caracterizado para essa região. Caprivi. Em consequência. província do Namibe  Maior altitude: Morro de Moco (2 620 m)  Menor altitude: Oceano Atlântico (0 m) 12° 28′ S 15° 11′ E Clima[editar | editar código-fonte] Angola. o clima de Angola é caracterizado por duas estações: a das chuvas.  O relevo no interior. a sudoeste. fria. Por outro lado. com grande pluviosidade e temperaturas altas. que vão decrescendo de Norte para Sul e dos 800 mm para os 50 mm. enquanto a orla costeira apresenta elevados índices de pluviosidade. com uma estação seca e temperaturas médias da ordem dos 19 °C. a zona do interior pode ser dividida em três áreas:  Norte.

35 ver • editar Cidades mais populosas em Angola censo 2006 Po siç ão Loc alid ade Pro vín cia Luanda P o p .21 Ela é composta por 37% de ovimbundos (língua umbundu).54 filhos por mulher (estimativas de 2012). 25% de ambundos (língua kimbundu). quase triplicando a estimativa de 16 a 18 milhões em 2011.34 A taxa de fecundidade total do país é de 5. os mbundas. em 1975.24 As etnias ambundu e ovimbundu formam. a 11ª maior do mundo. em sua maioria composta pormigrantes temporários. Po siç ão 2 776 125 11 Cabinda Cabinda 66 020 12 Uíge 1 Luanda Luanda 2 Huambo Huambo 1 204 000 Loc alid ade Pro vín cia Uíge P o p .27 Em 2008. mais de 400 mil imigrantes congoleses foram expulsos de Angola. Angola tinha uma comunidade lusitana de cerca de 350 mil pessoas. estimou-se que havia aproximadamente 400 mil trabalhadores migrantes da RDC. 25 O último censo oficial foi realizado em 1970 e mostrou que a população total era de 5. A população de Angola foi estimada em 18 056 072 habitante em 2012. que chegaram em 1970.23 e os xindongas) como bem como cerca de 2% mestiços (mistura de europeus e africanos).4% de chineses e 1% de europeus. um termo genérico para os povos do leste das planícies centrais angolanas22 e que tem um significado ligeiramente depreciativo quando aplicado pelos grupos étnicos ocidentais.26 O primeiro censo pós-independência será realizado em 2014. 60 008 Lobito . combinadas.32 em 2013 existiam cerca de 200 mil portugueses são registrados com os consulados. Estima-se que Angola recebeu pouco mais de doze mil refugiados e de cerca de três mil requerentes de asilo até o final de 2007. A população do país deverá crescer para mais de 47 milhões de pessoas em 2060.28 ao menos 30 mil portugueses29 e cerca de 259 mil chineses vivendo em Angola. 13% de bakongos e 32% de outros grupos étnicos (como os côkwes. cerca de 11 mil desses refugiados eram originários da República Democrática do Congo (RDC. com o último tendo sido substituído pelos ganguelas.31 Antes da independência.33 A população chinesa é de 258 920 pessoas.6 milhões habitantes.30 Desde 2003 . os ovambos. 1. a maioria da população (62%).Pirâmide etária de Angola em 2012.

por cerca da quarta parte da população37 . os Ambundu que vivem na zona centro-norte. Estas assim como as outras línguas africanas são faladas pelas respectivas etnias e têm dialectos correspondentes aos subgrupos étnicos36 . no eixo Luanda- . O kimbundu (ou quimbundo) é a segunda língua étnica mais falada . A língua étnica com mais falantes em Angola é o umbundu. algumas têm o estatuto de línguas nacionais. falado pelos Ovimbundu na região centro-sul de Angola e em muitos meios urbanos. É língua materna de cerca de um terço dos angolanos37 . De entre as línguas africanas faladas no país.Huambo 3 Lobito Benguel 805 00 a 0 13 Tomboa Namibe 54 657 4 Benguel Benguel 513 00 a a 0 14 Saurimo LundaSul 5 Lubango Huíla 318 00 0 15 Sumbe Kwanza33 278 Sul 6 Lucapa LundaNorte 125 75 1 16 Caluque Huíla mbe 7 Kuito Bié 113 62 4 17 Gabela Kwanza29 151 Sul 8 Malanje Malanje 87 047 18 Caxito Bengo 9 Namibe Namibe 80 150 19 Longonj Huambo 24 350 Benguela o 10 Soyo 20 M'Banz Zaire a Kongo Zaire 67 553 40 198 30 305 28 229 24 220 Línguas[editar | editar código-fonte] Ver artigos principais: Línguas de Angola e Português de Angola Mapa etno-linguístico de Angola em 1970 O português é a língua oficial de Angola nota 11 .

da África Ocidental). mas entre os cristãos encontram-se com alguma frequência crenças e costumes herdados daquelas religiões. Ainda nesta região. cerca da quarta parte a uma das igrejas protestantes introduzidas durante o período colonial: as baptistas. O chocué (ou tchokwe) é a língua do leste. de carácter residual.ex. ambas com comunidades de dimensão bastante limitada. implantadas entre os ovimbundu. Há. também chamados bosquímanos. o que se deve menos à influência do Marxismo-Leninismo oficialmente professado nas primeira fase pós-colonial. em documentos (p. enraizadas principalmente entre os bakongo. o ganguela e o cuanhama. Kwanyama (Cuanhama ou oxikwanyama). sem dúvida. e os tocoistas que se constituíram em Angola43 44 . quase todos imigrados de outros países (p. fala-se o fiote ouibinda. . a que teve maior expansão pelo território da actual Angola. o português é a primeira língua de 25% a 30% da população angolana — proporção que se apresenta muito superior na capital do país —. as metodistas. cuja diversidade não permite que constituam uma comunidade. Foi esta língua que deu muitos vocábulos à língua portuguesa e vice-versa. na província de Cabinda. É uma língua com grande relevância. e com a migração pós-colonial dos Bakongo para o Sul esta tem hoje uma presença significativa também em Luanda nota 12 . Tem-se sobreposto a outras da zona leste e é. Sein líbguas étnicas têm o estatuto oficial de "língua nacional": por ordem de importância numérica são o umbundu. os kimbanguistas com origem no Congo-Kinshasa 42 . por ser a língua da capital e do antigo Reino do Ndongo. algumas das quais com forte influência brasileira nota 13 . finalmente. É significativa. duas igrejas do tipo sincrético. Cerca da metade da população está ligada à Igreja Católica. mas não passível de quantificação. Os praticantes de religiões tradicionais africanas constituem uma pequena minoria.ex. a proporção de pessoas sem religião. A estes há de acrescentar os adventistas. Embora as línguas étnicas sejam as habitualmente faladas pela maioria da população. e ascongregacionais. o côkwe.nhaneca (ou nyaneca) e sobre tudo o umbundo são outras línguas de origem bantu faladas em Angola. (Uíge e Zaire) tem diversos dialectos. o kimbundu. Religião[editar | editar código-fonte] Igreja católica em Benguela. apesar de serem todos sunitas nota 14 Uma parte crescente da população urbana não tem ou não pratica qualquer religião. o kikongo. para além de comunidades mais reduzidas de protestantes reformados e luteranos. O kikongo (ou quicongo) falado no norte. concentradas na área dos ambundu. Dados fiáveis quanto aos números dos fiéis não existem. faladas por pequenos grupos de san. Estas línguas ocupam um certo (limitado) espaço nos média. No sul de Angola são ainda faladas outras línguas do grupo khoisan. mas a grande maioria dos angolanos adere a uma religião cristã ou inspirada pelo cristianismo41 . avisos) exarados por entidades oficiais e na educação. Em Angola existem actualmente cerca de 1000 religiões organizadas em igrejas ou formas análogas40 . Há apenas 1 a 2% de muçulmanos. por excelência. os neo-apostólicos e um grande número de igrejas pentecostais. desde a Lunda Norte ao CuandoCubango.Malanje e no Kwanza Sul. Era a língua do antigo Reino do Kongo. enquanto 60% dos angolanos afirmam usá-la como primeira ou segunda língua38 39 .

° 2/08. Um Supremo Tribunal serve como tribunal de apelação. O Tribunal Constitucional é o órgão supremo da jurisdição constitucional. A guerra civil de 27 anos causou grandes danos às instituições políticas e sociais do país. Os governadores das 18 províncias são nomeados pelo presidente e executam as suas directivas. A Lei Constitucional de 1992 estabelecia as linhas gerais da estrutura do governo e enquadra os direitos e deveres dos cidadãos. As condições de vida quotidiana em todo o país e especialmente em Luanda (que tem uma população de cerca de 4 milhões. quando foi aprovada nova Constituição) e pelo Conselho de Ministros. mas é fraco e fragmentado. pelo vice-presidente (Manuel Domingos Vicente. desde 2012. Governo e política[editar | editar código-fonte] Ver artigo principal: Política de Angola José Eduardo dos Santos. e a sua primeira tarefa foi a validação das candidaturas dos partidos políticos às eleições legislativas de 5 de Setembro de 2008. enquanto que o número mais aceite entre as pessoas afectadas pela guerra atinge os 4 milhões. a experiência com a Guerra Civil Angolana e com a pobreza acentuada levaram muitas pessoas a uma maior intensidade da sua fé e prática religiosa. A grave situação económica do país inviabiliza um apoio governamental efectivo a muitas instituições .8 milhões o número de pessoas internamente deslocadas. As Nações Unidas estimam em 1. que tem aindapoderes legislativos. O regime político vigente em Angola é o presidencialismo. Em contrapartida. de 17 de Junho. o actual presidente de Angola. A Igreja Católica. quer do Estado.e mais à tendência internacional no sentido de uma secularização. O sistema legal baseia-se no português e na lei do costume. Tanto a Igreja Católica como as igrejas protestantes tradicionais pronunciam-se ocasionalmente sobre problemas de ordem política nota 15 . ou então a uma adesão a igrejas novas onde o fervor religioso é maior. as igrejas protestantes tradicionais e uma ou outra das igrejas pentecostais têm obras sociais de alguma importância. O ramo executivo do governo é composto pelo presidente (actualmente José Eduardo dos Santos). em que o Presidente da República é igualmente chefe do Governo. teve a sua Lei Orgânica aprovada pela Lei n. Existem tribunais só em 12 dos mais de 140 municípios do país. embora algumas estimativas não oficiais apontem para um número muito superior) espelham o colapso das infraestruturas administrativas bem como de muitas instituições sociais. destinadas a colmatar deficiências quer da sociedade.

respeitando pela primeira vez o prazo constitucional de 4 anos entre eleições. Por outro lado. a estrutura e as práticas do regime político criaram um clima de descontentamento que até à data teve pouca expressão pública. não apenas por receio. Em 5 e 6 de Setembro de 2008 foram realizadas eleições legislativas. Há hospitais sem medicamentos ou equipamentos básicos. adoptadas nos últimos anos. O MPLA pode portanto neste momento governar com uma esmagadora maioria nota 16 . e a Convergência Ampla para a Salvação de Angola (CASA). A nova constituição tem sido criticada por não consolidar a democracia e usar os símbolos do MPLA como símbolos nacionais50 51 nota 17 .existiam mais 67 partidos em princípio habilitados para concorrer57 .55 O regime angolano realizou as primeiras Eleições Gerais a 31 de Agosto de 2012. ele foi automaticamente eleito Presidente. mas também por falta de mecanismos de articulação credíveis nota 18 . aprovada em Janeiro de 2010. recentemente fundada por Abel Epalanga Chivukuvuku. particularmente a nível regional. Entretanto. demonstrações de protesto contra o regime53 nota 19 . Construção do novo edifício daAssembleia Nacional de Angola. visando em particular a pessoa do Presidente. emLuanda. em Luanda. Em Angola.54 .sociais. ND (Nova Democracia) . De acordo com a nova Constituição. que surge na sequência da junção das eleições legislativas com as presidenciais56 . um modelo constitucional novo. mas acabou por encabeçar a lista do seu partido. José Eduardo dos Santos anunciou em dado momento a sua intenção de não ser novamente candidato. FNLA. UNITA. Aspectos que merecem uma atenção especial são os decorrentes das políticas chamadas de descentralização e desconcentração. há escolas que não têm livros e é frequente que os funcionários públicos não tenham à disposição aquilo de que necessitam para o seu trabalho. conseguiram ainda entrar no parlamento. a UNITA cerca de 10%. PRS (Partido da Renovação Social). Uma nova manifestação. As eleições decorreram sem sobressaltos e foram consideradas válidas pela comunidade internacional. obteve 6% (8 deputados). e mais especialmente em Luanda.MPLA. devido à sua força económica e ao seu poderia militar. as primeiras eleições desde 1992. teve lugar em inícios de Setembro de 2011. A UNITA aumentou a sua cota para cerca de 18% (32 deputados). correram em Fevereiro/Março de 2011 iniciativas para organizar pela Internet. dos quais apenas um (PRS. Para além dos 5 partidos com assento na Assembleia Nacional .47 passam a não se realizar eleições presidenciais. Para além destes três partidos. com cerca de 71% (175 deputados). com votações ligeiramente inferiores a . não sem antes diversas ONG e observadores internacionais terem denunciado algumas irregularidades. O MPLA obteve mais de 80% dos votos. começa a fazer sentir-se um certo peso internacional de Angola. regional da Lunda) conseguiu eleger um deputado. sendo os restantes votos distribuídos por uma série de pequenos partidos. Como o MPLA ganhou novamente as eleições. e que remetem para a necessidade de analisar a realidade política a nível regional (sobe tudo provincial) e local nota 20 . em conformidade com as regras constitucionais em vigor. aparentemente inspirada pelas revoltas populares em diferentes países árabes. sendo o Presidente e o Vice-presidente os cabeças-de-lista do partido que tiver a maioria nas eleições legislativas48 49 .

Kwanza-Norte 7. Em 2014. o Partido da Renovação Social (PRS. a oposição obteve p.5% em 2008. Cabinda 5.27. Angola subiu dois lugares no ranking mundial de E-Government.3.2%. que analisa o uso da tecnologia de informação e comunicação por parte dos governos na divulgação de informações e serviços públicos na Internet. e a parte da UNITA foi de cerca de 30% no Huambo e em Luanda. Benguela 3. Kuando-Kubango 6.2%. A divisão administrativa do território mais pequena é o bairro na cidade. contra 12. 3 deputados) e aFNLA (2 deputados). A média no Índice de Desenvolvimento de E-Government em África é de 0. 1. Angola encontra-se acima da média africana com um índice de desenvolvimento de 0. Bengo 2.ex. cerca de 40% dos votos. 60 61 Subdivisões[editar | editar código-fonte] Ver artigo principal: Subdivisões de Angola Angola tem a sua divisão administrativa composta por 18 províncias (listadas abaixo).58 .59 A taxa de abstenção foi a mais alta verificada desde o início das eleições multipartidárias: 37. enquanto que nos meios rurais é a povoação. e de 36% no Bié. de acordo com o relatório do Índice de Desenvolvimento de E-Government publicado pela ONU. São muito significativas as disparidades entre regiões. especialmente quanto aos resultados dos partidos da oposição: nas províncias de Cabinda e de Luanda. Bié 4. Kwanza-Sul .

 Municípios de Angola por província  Municípios de Angola por ordem alfabética Economia[editar | editar código-fonte] Ver artigo principal: Economia de Angola Sede da Sonangol. Angola é o segundo maior produtor de petróleo da África subsaariana. Lunda-Sul 14.8. Luanda 12. atrás apenas daNigéria. Moxico 16. Malanje 15. Uíge 18. que por sua vez se subdividem em comunas. Namibe 17. aempresa estatal angolana do ramo petrolífero.62 . Lunda-Norte 13. Zaire As províncias estão divididas em municípios. Cunene 9. Huambo 10. Huíla 11.

na fronteira com o Zaire. mica. O parque fabril é alimentado por cinco usinas hidroeléctricas. prata e platina. Os maiores rebanhos eram de gado bovino. Um problema estrutural sério da economia angolana é a desigualdade muito marcada entre as diferentes regiões. fosfatos. petróleo e minério de ferro. Lobito. até à década de 1970. algodão e tabaco. Contêineres no porto de Luanda. As minas de diamante estão localizadas perto de Dundo. e mais tarde ao largo da costa até Luanda. As principais indústrias do território são as de beneficiamento de oleaginosas. arroz. A produção de batata. O sistema ferroviário de Angola compõe-se de cinco linhas que ligam o litoral ao interior. por ser predominantemente agrícola. Merece destaque. além do refino de petróleo. fertilizantes. também. Entre as culturas comerciais. o tabaco e a borracha. especialmente diamantes. óleo de coco e amendoim. manganês. milho. no distrito de Luanda. Angola é rica em minerais.vidro e aço. Namibe e Cabinda. Importantes jazidas de petróleo foram descobertas em 1966. sendo o café sua principal cultura. Entre as indústrias destacam-se as de pneus.chumbo. cacau e banana era relativamente importante. sisal. em parte causadas pela guerra civil prolongada. que faz a conexão com as linhas de Catanga. ouro. cimento e madeira. europeias e americanas. Seguiam-se-lhe cana-deaçúcar. A rede rodoviária. ao largo de Cabinda. Em 1975 foram localizados depósitos de urânio perto da fronteira com a Namíbia. carnes. cereais. sal. destacavamse o algodão. caprino e suíno. Vista aérea de novos condomínios residenciais construídos no sul de Luanda. O dado mais eloquente é a concentração de cerca de um terço da actividade económica em Luanda e . com um desenvolvimento económico possibilitado e dominado por esta actividade. tornando Angola num dos importantes países produtores de petróleo. O aeroportode Luanda é o centro de linhas aéreas que põem o país em contacto com outras cidades africanas. possui também jazidas de cobre. Benguela.A economia de Angola caracterizava-se. celulose. que dispõem de um potencial energético superior ao consumo. a produção de açúcar. liga as principais cidades. Os portos mais movimentados são os de Luanda. estanho. A mais importante delas é a estrada de ferro deBenguela. em sua maioria constituída de estradas de segunda classe. cerveja.

“Angola poderá oferecer um olhar atento e alternativas equilibradas aos actuais desafios da paz e segurança internacionais”. Uma característica cada vez mais saliente da economia angolana é a de uma parte substancial dos investimentos privados. Nas área urbanas.90 por 100 adultos em 2003. Em Junho de 2014. O advento da paz militar. o Brasil anunciou que apoia a candidatura de Angola a membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU.64 Os benefícios do crescimento económico de Angola chegam de maneira bastante desigual à população. especialmente no meio rural (o índice de pobreza é de 58. é canalizada para fora do país. 38% da população tiveram acesso à água potável e 44% tinham saneamento adequado 73 . Os indicadores disponíveis até à data indicam que a lógica da economia política. telecomunicações e comunicação social. grande parte da população vive em condições de pobreza relativa. Um leque de "classes médias" encontra-se em formação nas cidades onde se concentram mais de 50% da população. A partir de 2004. em imóveis bem como em empreendimentos turísticos.3%.43 anos. A Saúde de Angola é classificada entre as piores do mundo. a relação dos médicos por população foi estimada em 7. Desde 1975 e 1992. levou a um crescimento económico notável. mas também do leque de possibilidades que se abriam68 .na província contígua do Bengo. mas ao mesmo tempo manteve e acentuou distorções graves. mas também na vinicultura e fruticultura. Portugal é o alvo preferencial destes investimentos. que se verifica na banca. Em 2005. A partir de 2004. Por agora. em termos globais. . havia aproximadamente 240000 pessoas que vivem com HIV/SIDA no país. a expectativa de vida foi estimada em apenas 38. É visível o rápido enriquecimento de um segmento social ligado aos detentores do poder político. administrativo e militar nota 21 . enquanto em várias áreas do interior se verificam até processos de regressão63 . especialmente em Luanda67 . tornados possíveis graças a uma acumulação exorbitante na mão de uma pequena franja da sociedade (ver em baixo). enquanto o do meio urbano é de apenas 19%)65 nota 22 . Convém referir que. A mortalidade infantil em 2005 foi estimada em 187. Desnutrição afetado cerca de 53% das crianças abaixo de cinco anos de idade a partir de 1999. A incidência de cólera é elevada. 71 72 Infraestrutura[editar | editar código-fonte] Saúde[editar | editar código-fonte] Ver artigo principal: Saúde em Angola Uma pesquisa em 2007 concluiu que ter uma quantidade pequena ou deficiente de Niacina era comum em Angola. A incidência de tuberculose em 1999 foi 271 por 100000 pessoas. em 2002. energia. A taxa global de morte foi estimada em 24 por 1000 em 2002. em termos sociais e também económicos. Angola ocupa sempre um lugar entre os países mais mal colocados 3 69 70 . Taxas de imunização de crianças de um ano de idade em 1999 foram estimadas em 22% de tétano. as mais altas do mundo.Dilma Rousseff. permitiu um balanço diferenciado dos problemas económicos e sociais extremamente complexos que se colocavam ao país. com grandes diferenças entre as cidades e o campo: um inquérito realizado em 2008 pelo Instituto Nacional de Estatística indica que 37% da população angolana vive abaixo da linha de pobreza. também as desigualdades sociais são mais evidentes. No país. além dos classificados como pobres. está remetida para estratégias de sobrevivência66 . houve 300 mil mortes relacionadas com a guerra civil. Angola está localizada na zona endêmicas de febre amarela. difteria e tosse convulsa e 46% para sarampo. Estima-se que houve 21 000 mortes de SIDA em 2003. De acordo com a presidente do Brasil.7 por 100 mil pessoas. Apenas uma pequena fração da população recebe atenção médica ainda rudimentar.49 por 1000 nascidos vivos. nas listas do Índice de Desenvolvimento Humano elaboradas pela ONU. A prevalência de HIV/SIDA foi 3. seguida desde os anos 1980 e de maneira mais manifesta na década dos anos 2000. Em 2000. uma das mais baixas do mundo. Nas cidades grande parte das famílias.

a partir das faculdades existentes. Ainda continua a ser significante as disparidades na matrícula de jovens entre as áreas rural e urbana. russas e cubanas através de acordos bilaterais. instituições politécnicas e universidades portuguesas. e possibilitou avanços significativos em termos não apenas de uma cobertura do território como também de um aperfeiçoamento da qualidade dos professores e do seu ensino. com 67. pública. sendo inadequadamente formados e sobrecarregados de trabalho (às vezes ensinando durante dois ou três turnos por dia)75 .2% das crianças com idade entre 7 e 14 anos estavam matriculadas na escola75 . em 1975. incluindo livros e alimentação75 . Apesar dos recursos alocados para a educação terem crescido em 2004. mobilizaram-se não apenas os recursos humanos e materiais existentes em Angola. Professores também reportaram suborno directamente dos seus estudantes75 . mas concluiu-se um acordo com Cuba que previu uma intensa colaboração deste país no sector da educação (como. durou 15 anos. como a presença de minas terrestres. falta de recursos e documentos de identidade e a pobre saúde também afastam as crianças de frequentar regularmente a escola75 .9% dos homens e 54. 82. continuando a existir como tal apenas em Luanda e na Província do Bengo. Durante a Guerra Civil Angolana (1975-2002). de uma notável eficácia. levando o país aos actuais problemas com falta de escolas75 . chegou a ter cerca de 40 faculdades espalhadas por todo o país. Os estudantes são normalmente responsáveis por pagar despesas adicionais relacionadas com a escola. seis universidades autónomas. verificou-se no ensino superior um crescimento notável. inclusive pelo .Educação[editar | editar código-fonte] Ver artigo principal: Educação em Angola Logo depois da independência do país. uma quantidade consideráveis de estudantes angolanos continuaram a ir todos os anos para escolas. em 2009 foi desmembrada. 74 . Os professores tendem a receber um salário baixo. Neste sentido. 71. uma das prioridades foi a de expandir o ensino e de incutir-lhe um novo espírito. Enquanto na lei o ensino em Angola é compulsório e gratuito até aos oito anos de idade. por sinal. Outros factores. enquanto se constituíram. O Ministro da Educação contratou 20 mil novos professores em 2005 e continua a implementar a formação de professores75 . brasileiras.2% das mulheres estavam alfabetizados. a situação continua até hoje pouco satisfatória. Em 1995. cada uma vocacionada para cobrir determinadas províncias. Por outro lado. A Universidade Agostinho Neto76 . Em 2001. Esta colaboração. É reportado que uma percentagem maior de rapazes está matriculada na escola em relação às raparigas 75 . o sistema educacional da Angola continua a receber recursos muito abaixo do necessário75 . aproximadamente metade de todas as escolas foi saqueada e destruída. A taxa de alfabetização é muito baixa. a capital da província de Bié Apesar destes avanços.4% da população acima dos 15 anos que sabem ler e escrever português. o governo reporta que uma percentagem significativa de crianças não está matriculada em escolas por causa da falta de estabelecimentos escolares e de professores 75 . herdeira da embrionária "Universidade de Luanda" dos tempos coloniais. também no da saúde). Desde a independência dePortugal. Crianças estudando em uma sala de aula em condições precárias na cidade de Kuito.

formas e contextos. manifesta-se igualmente através de linguagens académicas e contemporâneas.sistema dos pólos noutras cidades: em Benguela e Universidade Katyavala Bwila. em grau maior e menor. é produto de um contexto cultural apelativo para a interiorização de estruturas rítmicas desde cedo. a Universidade Oscar Ribas83 . com problemas de qualidade. onde a dança se revela determinante enquanto factor de integração e preservação da identidade e do sentimento comunitário. significados. A partir dos anos 1990. a dança distingue diversos géneros. ritual e mesmo de intervenção social. Cultura[editar | editar código-fonte] Ver artigo principal: Cultura de Angola Escultura yombe do ´seculo XIX Dança[editar | editar código-fonte] No país. em Malanje (com Saurimo e Luena) a Universidade Lueij A'Nkonda. e a Angola Business School79 (todas em Luanda). A presença constante da dança no quotidiano. Além disto existe desde a independência aUniversidade Católica de Angola77 . Não se restringindo ao âmbito tradicional e popular. equilibrando a vertente recreativa com a sua condição de veículo de comunicação religiosa. em Cabinda a Universidade 11 de Novembro. no Huambo a Universidade José Eduardo dos Santos. esta ligação é fortalecida através da participação dos jovens nas diferentes celebrações sociais (os jovens são os que mais se envolvem). Todos estes estabelecimentos lutam. Iniciando-se pelo estreito contacto da criança com os movimentos da mãe (às costas da qual é transportada). a Universidade Lusófona de Angola. outras resultantes de iniciativas angolanas: a Universidade Privada de Angola com campus em Luanda e no Lubango. a Universidade Independente de Angola81 . a Universidade Lusíada de Angola78 . e em Luanda ainda a Universidade Metodista de Angola e aUniversidade Técnica de Angola80 . e em Luanda alguns começam a ter problemas de procura86 . em Luanda. . a Universidade Metropolitana de Angola82 . no Lubango a Universidade Mandume ya Ndemufayo. curativa. a Universidade Gregório Semedo84 a Universidade de Belas85 bem como o Instituto Superior de Ciências Sociais e Relações Internacionais. fundaram-se toda uma série de universidades privadas. algumas ligadas a universidades portuguesas como a Universidade Jean Piaget de Angola.

É uma festa muito popular que se realiza todos os anos e que inevitavelmente atrai inúmeros turistas. Londres: Pall Mall. Lisboa: Vulgata. Até ao Século XVIII. Ir para cima↑ Elikia M'Bokolo. coloca este período no contexto regional e continental. 259-46. Festas[editar | editar código-fonte] Algumas das festas típicas de Angola são:  Festas do Mar Estas festas tradicionais designadas por “Festas do Mar“. 2010. Ir para cima↑ Veja Douglas Wheeler & René Pélissier. Maria da Conceição Neto. trouxe o título de Miss Universo.  Festas da Nossa Senhora de Muxima O santuário da Muxima está localizado no Município da Kissama. 2001. 1971. Província do Bengo e durante todo o ano recebe milhares de fiéis. Notas 1. Moçambique e Cabo Verde. Com isto. Ir para cima↑ O aparecimento de primeiros missionários protestantes. Aida Freudenthal. pescas. Miss Universo[editar | editar código-fonte] Leila Lopes.Depois de vários séculos de colonização portuguesa. o Kuduro e a Kizomba. Estas festas provêm de antiga tradição com carácter cultural. 205-225. petróleos e agropecuária. corsos alegóricos desfilam numa das principais avenidas de Luanda e de Benguela. in: A. Angola. recreativo e desportivo. O Império Africano 1890 . pp. África Negra: História e civilizações.. 59. pelas suas características religiosas. a 12 de Setembro de 2011.). estabelecer o "indigenato".. construção civil.1930. 3. Lisboa: Estampa.H. A República no seu estado colonial (em Angola): Combater a escravatura. Oliveira Marques (org. 2003. revista Ler História (Lisboa. pp. Angola hoje destaca-se pelos mais diversos estilos musicais. Habitualmente realizam-se na época de verão e é habitual terem exposições de produtos relacionados com a agricultura.  Carnaval O desfile principal realiza-se na avenida da marginal de Luanda. 2. Angola acabou por também sofrer misturas com outras culturas actualmente presentes no Brasil. tendo como principais: o Semba. tomo I. enfraquecia ainda mais a posição portuguesa 13 . pela primeira vez para Angola87 . não portugueses e em áreas não controladas por Luanda ou Benguela. Vários corsos carnavalescos. Angola. . têm lugar na cidade do Namibe.

Ir para cima↑ Isto não impediu que na prática social continuasse a haver. Ir para cima↑ Ver Elisete Marques da Silva. pp. 5. 1926-1974. 9. 10. frequentemente.Revista Internacional de Estudos Africanos (Lisboa). a UNITA incluiu elementos de etnias outras que não os Ovimbundu bem como mestiços e brancos.4. 6. ao regressar.º 12. O problema grave que daí resultou foi o de colocar os agricultores africanos a distâncias por vezes incomportáveis das suas terras. de modo que bastará remeter para a bibliografia adiante indicada.º 1 do artigo 19. Ir para cima↑ A excepção foi apenas a Província do Namibe onde o domínio do governo do MPLA não chegou a ser contestado pelas armas. de Dalila Mateus e de Carlos Pacheco. a FNLA teve núcleos entre Ambundu e Ovimbundu. parágrafo n. inclusive na capital Kinshasa. bem como as da Associação Tchiweka de Documentação. 51-82). nº especial 2003. Ver as publicações de John Marcum. O papel societal do sistema de ensino na Angola colonial. Lisboa: Instituto de Investigação Científica Tropical. . Ir para cima↑ Veja Isabel Castro Henriques. trouxeram para Angola. 11. 16/17. uma língua de comunicação muito usada em boa parte daquele país.Zaire. Ir para cima↑ "A língua oficial da República de Angola é o português" in Constituição da República de Angola . por causa da guerra civil. Ir para cima↑ Esta estratégia consistiu em juntar duas ou mais aldeias em sítios onde o seu controle era mais fácil. 8. Nas suas formas iniciais. 103-130 (reimpresso na revistaKulonga (Luanda). 7. Ir para cima↑ Os Bakongo que viveram durante muito tempo no Congo . Ir para cima↑ A literatura sobre esta matéria é abundante. Ir para cima↑ O enraizamento social destes três movimentos não esteve desde o começo definido nos termos aqui referidos. o lingala. e o MPLA elementos tanto dos Bakongo como dos Ovimbundu. uma discriminação racial por parte dos brancos. 1997. 1992-1994.(especialmente sobre os Imbangala e os Côkwe). pp. Percursos da modernidade em Angola: Dinâmicas comerciais e transformações sociais no século XIX.

Carlos Pacheco. a república corporativa de Salazar segundo a Constituição de 1933. 2010. mas insere-se tecnicamente na categoria dos sistemas ditos "de governo representativo simples". in: idem et alii. 2 de Março de 2011 20. Ir para cima↑ A análise do conhecido constitucionalista português Jorge Miranda chega à conclusão de que a constituição é nem sequer presidencialista. Lisboa: Gerpress. Ir para cima↑ As reacções da parte do MPLA e da população são referidas no jornal Público (Lisboa). Ir para cima↑ O historiador angolano. Exemplos históricos referidos como pertencentes a esta categoria são "a monarquia cesarista francesa de Bonaparte. Ir para cima↑ O exemplo mais destacado é a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). aos EUA ou à França. Vozes do Universo Rural: Reescrevendo o Estado em África. nas últimas eleições parlamentares é. Lisboa: Vega. pp. 19. "Fantoches e Cavalos de Troia? . Veja também Aslak Orre. de Março de 201146 16. no seu livroCarlos Pacheco. como vários regimes autoritários africanos.13. No Reino da Toupeira: Autoridades Tradicionais do M'Balundo e o Estado Angolano. 18. 17. 79 -175. Ir para cima↑ Um exemplo é a pastoral da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé e Príncipe (CEAST). 14. Ir para cima↑ Entre os primeiros estudos a realidade local. 2010. com destaque para a relação entre autoridades tradicionais e Estado. o reflexo da pouca credibilidade atribuída pela população aos outros partidos políticos. Ir para cima↑ Uma descrição da situação daí resultante encontra-se em BTI 2010 Angola Country Report . encontra-se Fernando Florêncio. em boa parte. Ir para cima↑ A Arábia Saudita anunciou recentemente que irá construir em Luanda uma universidade.ex. o que está a ser visto como um esforço para promover o islão em Angola45 . Página visitada em 25 de Agosto de 2011. BTI. Angola: Um gigante com pés de barro. de acordo com as definições aplicáveis p. o governo militar brasileiro segundo a Constituição de 1967/1969"52 . refere que a votação maciça no MPLA. 15.

Instrumentalização das autoridades tradicionais em Angola e Moçambique". 2008/2009. a população total é de 16 a . constantes da bibliografia deste artigo. 2010.Cadernos de Estudos Africanos (Lisboa). 139-177 21. entre outros estudos. Ir para cima↑ Para melhor clarificação veja-se. pp. 22. A título de ilustração. Ir para cima↑ Segundo a estimativa do INE. 16/17. veja-se a revista angolana Infra-Estruturas África 7. os trabalhos da investigadora Christine Messiant.