You are on page 1of 18

CARACTERIZAÇÃO DOS AGREGADOS

SEIXO ROLADO E AREIA NATURAL
Artur José Mancilha Barros; Ernivaldo José da Rocha; Leonardo da Silva;
Odair José Jardim; Sasha Karina Duarte de Alencar Bezerra;
William Rafael Vieira de Moraes; Wesley Perreira
Graduandos do Curso de Engenharia Civil da Universidade de Cuiabá
arturmbarros@hotmail.com; mimipantanal@hotmail.com;
leonardodasilva2312@hotmail.com; odair.jardim@gmail.com;
sashakbezerra@gmail.com; william_moraescba@hotmail.com;
wesley.wy99@gmail.com
Prof. Benedito
Resumo
Realizamos ensaios (Granulométria - NBR NM 248:2003; Materiais
Pulverulentos - NBR NM 46; Massa Específica do Agregado Miúdo - NBR 9776 e
NBR NM 52; Massa Específica do Agregado Graúdo - NBR NM 53; Massa Unitária em
Estado Solto - NBR 7251; e Massa Unitária em Estado Compactado - NBR NM 45) em
laboratório atendendo todos os pré requisitos de execução, para caracterização dos
agregados graúdo (Seixo Rolado) e miúdo (Areia Natural), com a fundamentação
teórica de todas as normas técnicas da ABNT (Associação Brasileira de Normas
Técnicas), NBR (Norma Brasileira Registrada) e NM (Norma MERCOSUL) acima
referencias.
Introdução
O homem desde os primórdios busca entender o funcionamento e as
características dos componente da natureza, com os objetivos de conhecer, gerir e
modificar o que for possível para seu próprio beneficio, isso em qualquer campo que
venha a ser direcionada essas mudanças, e com a construção civil não é diferente.
Seguindo essa linha de pensamento foram originadas as normas que baseiam-se
a caracterização dos agregados, com a intenção de melhorar o custo beneficio nos
processos aos quais se utilizam-se os mesmo. Como por exemplo a trabalhabilidade, a

ESPECIFICAÇÃO . desde a sua extração e redução até o armazenamento e transporte das amostras representativas de agregados para concreto.resistência e outras características do concreto que são influenciadas pelos os agregados e aglomerantes que são utilizados na sua produção. formado no campo.15 mm ou enchimento). sua natureza (artificial. graduação uniforme ou graduação em Degrau (descontínua). baseado-se em seu tamanho (graúdo . miúdo . Fundamentação Teórica Segundo Bauer agregados são materiais particulados. para ensaio em laboratório. Esse é o objetivo destes ensaios confeccionados pela equipe. NBR 7211:2005 AGREGADOS PARA CONCRETO .AMOSTRAGEM Esta Norma estabelece os procedimentos para a amostragem de agregados. NBR NM 248:2003 AGREGADOS . destinadas a ensaios de laboratório. Eles podem ser classificados de varias maneiras.grãos passam pela peneira 75 mm e ficam retidos na peneira 4. natural ou reciclado) ou distribuição dos grãos (graduação bem-graduada ou densa.REDUÇÃO DA AMOSTRA DE CAMPO PARA ENSAIOS DE LABORATÓRIO Esta Norma estabelece as condições exigíveis na redução da amostra de agregados. apresentando uma vasta variação no tamanho de seus grãos. Os agregados utilizados no ensaio são o Seixo Rolado (agregado natural graúdo) e Areia Natural (agregado natural miúdo).75 mm. A caracterização do agregado (determinação da sua composição granulométrica e outros índices físicos) são elaboradas conforme normas técnicas onde cada ensaio é fundamentado em uma norma especifica: NBR NM 26:2001 AGREGADOS .75 mm e ficam retidos na peneira 0. para posteriormente sejam elaborados corpos de prova de concreto com os mesmos. incoesivo. NBR NM 27:2001 AGREGADOS . conhecer as características e propriedades dos agregados graúdo e miúdo.DETERMINAÇÃO DA COMPOSIÇÃO GRANULOMÉTRICA Esta Norma MERCOSUL prescreve o método para a determinação da composição granulométrica de agregados miúdos e graúdos para concreto. de atividades químicas quase nulas. graduação aberta.grãos passam pela peneira 4.

1% da massa da amostra. utilizando uma balança com resolução de 0.075mm. da massa específica aparente e da absorção de água dos agregados graúdos. MASSA ESPECÍFICA APARENTE E ABSORÇÃO DE ÁGUA Esta Norma MERCOSUL estabelece o método de determinação da massa específica. As partículas de argila e outros materiais que se dispensam por lavagem. NBR NM 46:2003 AGREGADOS .075 MM. da quantidade de material mais fino que a abertura da mala da peneira 0. em agregados. graúdos ou de mistura dos dois. POR LAVAGEM Esta Norma estabelece o método de determinação por lavagem. em estado compactado ou solto. na condição saturados superfície seca. bandejas. NBR NM 45:2006 AGREGADOS .DETERMINAÇÃO DE MASSA ESPECÍFICA E MASSA ESPECÍFICA APARENTE Esta Norma MERCOSUL estabelece o método de determinação da massa específica e da massa específica aparente dos agregados miúdos destinados a serem usados em concreto.DETERMINAÇÃO DA MASSA UNITÁRIA Esta Norma prescreve o método para a determinação da massa unitária do agregado em estado solto. Prepara-se duas amostra do agregado M1 e M2 de acordo com a . Materiais e Métodos Seguindo-se o roteiro inicia-se o ensaio pela granulométria (NBR NM 248:2003). agitador mecânico.Esta Norma especifica os requisitos exigíveis para recepção e produção dos agregados miúdos e graúdos destinados à produção de concretos de cimento Portland.DETERMINAÇÃO DO MATERIAL FINO QUE PASSA PELA PENEIRA 0. NBR NM 53:2002 AGREGADOS GRAÚDO . NBR 7251:1982 AGREGADO ESTADO SOLTO . escova e peneiras (normatizadas pela NM-ISO 3310-1 ou 2) mais tampa e fundo. serem removidos do agregado durante o ensaio. estufa.DETERMINAÇÃO DA MASSA UNITÁRIA E DO VOLUME DE VAZIOS Esta Norma MERCOSUL estabelece o método para a determinação da densidade agranel e de volume de vazios de agregados miúdos. assim como materiais solúveis em água. NBR NM 52:2002 AGREGADOS MIÚDO. destinados ao uso em concreto.DETERMINAÇÃO DE MASSA ESPECÍFICA.

O segundo ensaio é o de materiais pulverulentos (NBR NM 46:2003). por fim determina-se a massa do material retido em cada peneira. depois imergir em água à temperatura ambiente por mais ou menos 24 horas.75mm. coloca-se cada a amostra no conjunto de peneiras preparadas e promove a agitação. estufa e peneiras com aberturas de malhas de 1. agregado miúdo . lavar as amostras com água e detergente. porcentagens retida e retida acumulada. O ensaio do miúdo utiliza-se balança de capacidade de 1 Kg e resolução de 1g e um frasco de Chapman. seca-se ambas em estufa a 100ºC.15mm). prepara-se o conjunto de peneiras da serie normal no agitador mecânico (agregado graúdo . constituído de um cesto de arame coma abertura de malha igual ou superior a 3. Esse processo determina o teor de materiais pulverulentos no agregado. colocar a amostra no recipiente e determinar sua massa submersa. seca-se a mesma em estufa a 100ºC e determina-se sua massa. O ensaio do agregado graúdo necessita-se de uma balança com capacidade mínima de 10 Kg e resolução de 1 Kg.1% da massa da amostra. enche-se o recipiente . finalizando-se após determinação das massas finais das amostras em temperatura ambiente. utiliza-se balança com resolução de 0. pá. após esse processo. secar as amostras a 100ºC. prepara-se uma amostra de 500g do material seco em estufa até a constância de massa. lançando o agregado a uma altura de 10 a . concluindo-se com a leitura do nível atingido pela água. haste.utiliza-se peneiras com aberturas de malhas de 75mm á 4. O ensaio em estado solto necessita-se de uma balança. utilizando-se das peneiras. secar superficialmente a amostra e determinar sua massa. O terceiro processo é o para a determinação da massa específica do agregado. recipiente para amostra.utiliza-se peneiras com aberturas de malhas de 4. determina-se a massa de ambas as amostras em temperatura ambiente. e pesa-se novamente ela seca.18mm e 0. Através deste processo determina-se composição granulométrica. o miúdo é normatizado pela NBR NM 52:2002 e o graúdo pela NBR NM 53:2002. determinar as massas iniciais das amostras do agregado graúdo e do miúdo. curva granulométrica. finalizando seca-se a amostra constante a 105ºC. dimensão máxima e modulo de finura. introduz as 500g do material e agita até eliminar qualquer bolha de ar.NBR NM 27:2001. estufa. tanque de imersão e peneira com abertura nominal de dimensão conforme necessário. recipiente cujas as dimensões variam em função da dimensão máxima do agregado. neste ensaio utilizou o de 20dm³ para o graúdo e 15 dm³ para o miúdo.75mm á 0. coloca-se 200cm³ de água no frasco. Finalizando os ensaios determina-se a massa unitária do agregado em estado solto (NBR 7251:1982) e compactado (NBR NM 45:2006). Prepara-se uma amostra. secar novamente as amostras na estufa a 100ºC.075mm.35mm.

12 cm no topo.02 25.34 100 a 0 1.45 480. o ensaio em estado compactado se da maneira similar alterando somente na forma de encher o recipiente que é feito em três etapas ( enche-se 1/3 do recipiente.4 Dimensão máxima característica (DMC): 37.80 1010. alisa-se a superfície com uma haste.10 106.02 46.4 4.1 GRANULOMÉTRIA Peneiras ABNT(mm M1 GRANULOMÉTRIA GRAÚDO Massa retida g Massa retida M2 média g ) 75 mm 0 0 37. nivela-se com a mão e a adensa-se mediante 25 golpes da haste.80 2001.85 2000.6 % retida % retida acumulad 0 1.5mm 0 20.62 23 5.66 94.30 413.9 0 19 mm 547.66 .90 9.5 mm 40.30 114.75 mm 457.02 24.04 71.5 mm 854.60 460.999. repeti-se o processo no 2/3 e no preenchimento total do recipiente).50 462. então se determina a massa do recipiente cheio com o agregado.40 Total 1.70 Fundo 99.60 932. e determina-se a massa do recipiente cheio com o agregado. Resultados 1.

92 .Módulo de finura (MF): 1.

65 % retida % retida acumulad 0.70 141.00 291.04 127.27 151.00 3.80 104.78 27.50 GRANULOMÉTRIA MIÚDO Massa retida g Massa retida M2 média g 2.30 mm 0.Peneiras ABNT(mm ) 4.77 16.32 1.15 mm M1 3.96 15.60 166.32 2.70 12.26 379.38 a 0.83 277.20 0.80 42.71 363.03 79.36 mm 1.70 17.99 95.02 14.80 395.37 .60 mm 0.66 252.75 mm 2.18 mm 0.24 17.23 37.

85 46.36 mm Módulo de finura (MF): 2.00 1000.79 Total 1000.Fundo 45.00 Dimensão máxima característica (DMC): 2.15 4.61 100 .34 153.50 46.

13% MIÚDO M i = 1 Kg M f = 0.977 x 100 2 Teor de materiais pulverulento de 1.977 Kg mat pulv .1.=¿ f M i=MASSA INICIAL(antes da lavagem) M f =MASSA FINAL(ap ó s da lavagem) GRAÚDO M i = 2 Kg M f =1.2 MATERIAIS PULVERULENTOS M i−¿ M x 100 Mi mat pulv .973 Kg .= 2−1.

mat pulv .71% .= 1−0.973 x 100 1 Teor de materiais pulverulento de 2.

3 MASSA ESPECÍFICA 1.3.1 DETERMINAÇÃO DA MASSA ESPECÍFICA DO AGREGADO MIÚDO POR MEIO DO FRASCO CHAPMAN ρ= MS 500 = L−L0 L−200 ρ=massa especí fica do agregado mi ú do expressa em Kg/ dm ³ M S=massa do material seco L=leitura inicial do frasco L0=leitura final do frasco L= 391cm³ ρ= 500 391−200 .1.

MASSA ESPECÍFICA APARENTE E ABSORÇÃO DE ÁGUA DO AGREGADO GRAÚDO m=¿ massa da amostra seca ms=massa da amostra saturada ma=massa da amostra submersa ρ=massa especí fica(g /cm ³) ρ a=massa espec í fica aparente ( g/cm ³) D= densidade efetiva (g/cm³) A=¿ absorção de água % m=998.3.ρ=2 .112.2 DETERMINAÇÃO DA MASSA ESPECÍFICA.68 Kg ma=620. 61 g /cm ³ 1.20 g  Massa especifica .90 g ms=1.

112.68−998.20 Densidade Efetiva D❑=¿ 2.39 % A= ms −m 1.4 MASSA UNITÁRIA EM ESTADO SOLTO D= M V M =¿ massa do agregado .ρ=¿ 2.90 = m 998.64 g/cm³ ρ a=  m 998.03−2.64 = 2 2 Absorção da água D❑=¿ 11.335 g/cm³ D=  ρ❑−ρ a 2.20 Massa especifica aparente ρa=¿ 2.90 = m❑−ma 998.90 = ms−ma 1.68−620.90 1.90−620.112.03 g/cm³ ρ=  m 998.

86 Kg V =20 dm ³ D= 1.86 20 M =32.V =volume do recipiente D= massa unitária (g/cm³) GRAÚDO D= 32.643 Kg/dm³ .

32 15 M =24.621 Kg/dm³ 1.46 20 .32 Kg V =15 dm ³ D= 1.5 MASSA UNITÁRIA EM ESTADO COMPACTADO D= M V M =¿ massa do agregado V =volume do recipiente D= massa unitária (g/cm³) GRAÚDO D= 33.MIÚDO D= 24.

46 Kg V =20 dm ³ D= 1.M =33.643 Kg/dm³ .

POR LAVAGEM.DETERMINAÇÃO DA COMPOSIÇÃO GRANULOMÉTRICA.AMOSTRAGEM. NBR NM 27:2001 AGREGADOS . NBR NM 52:2002 AGREGADOS MIÚDO.075 MM. NBR NM 46:2003 AGREGADOS .REDUÇÃO DA AMOSTRA DE CAMPO PARA ENSAIOS DE LABORATÓRIO.MIÚDO D= 25. além determinar os coeficientes necessários e os futuros corpos de prova do concreto a ser elaboro no próximo bimestre. .ESPECIFICAÇÃO. Visando-se que o conhecimento retido nesse processo pode ser aplicado também na vida profissional futura. Referência Bibliográfica NBR NM 26:2001 AGREGADOS .74 Kg V =15 dm ³ D= 1.DETERMINAÇÃO DO MATERIAL FINO QUE PASSA PELA PENEIRA 0.716 Kg/dm³ Conclusão Com os ensaios desenvolvidos caracterizou-se de maneira satisfatória o agregado graúdo seixo rolado e o miúdo areia natural. NBR NM 248:2003 AGREGADOS .74 15 M =24. NBR 7211:2005 AGREGADOS PARA CONCRETO .DETERMINAÇÃO DE MASSA ESPECÍFICA E MASSA ESPECÍFICA APARENTE.

NBR NM 53:2002 AGREGADOS GRAÚDO . MASSA ESPECÍFICA APARENTE E ABSORÇÃO DE ÁGUA.DETERMINAÇÃO DA MASSA UNITÁRIA. NBR 7251:1982 AGREGADO ESTADO SOLTO . L.DETERMINAÇÃO DE MASSA ESPECÍFICA.DETERMINAÇÃO DA MASSA UNITÁRIA E DO VOLUME DE VAZIOS.A Materiais de Construção. volume 1 . FALCÃO Bauer. NBR NM 45:2006 AGREGADOS .