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M P I — M ov i m e n t o P r ó - I n f o r ma ç ã o p a r a a C i d a d a n i a e A m b i e n t e

INFORMATIVO
ALIMENTAÇÃO, AGRICULTURA E TRANSGÉNICOS
28 a 31 de Outubro
Dia 28 (4ª-feira) 21:30 – Doc: “Quem Alimenta o Mundo” (1:33 min.) Dia 29 (5ª-feira) 21:30 – Doc: “O Futuro dos Alimentos” (1:29 min.) Dia 30 (6ª-feira) 21:30 – Doc: “Carne, uma verdade mais que inconveniente‖ (1:12 min.) 23:00 – Doc: “Transgénicos – A manipulação dos campos‖ (23 min.) Dia 31 (sábado) 14:00 – Animação - A (meia) hora dos mais novos (30 min.) ―The Meatrix 1, 2 e 2 ½‖; ―A Guerra da Mercearia‖ ―A Revolução das Bocas‖

BOLETIM

Ano 5, N.º 17
Outubro de 2009

Peniche - Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar
14:45 – Doc: “TranXgénia: a história do verme e o milho‖ (37 min.) 16:00 – Conferência e Debate Moderador: Fernanda Freitas, jornalista Apresentação – Alexandra Azevedo (MPI) O que é o Creias-Oeste? - Prof.ª Ana Sofia Viana (ESTTM -IPL / Creias-Oeste) Alimentação, transgénicos e saúde - Prof.ª Margarida Silva (ESB-UCP) As variedades tradicionais, um legado ancestral para o futuro. – José Mariano Fonseca (Colher para Semear – Rede Portuguesa de Variedades Tradicionais) Alimentos saudáveis: que modelo de produção agrícola? – João Vieira (Associação de Agricultores do Distrito de Lisboa)

Nesta edição:
Ciclo de cinema Transgénicos Alim.e Democracia

Editorial
É com grande satisfação que editamos mais um boletim, pois temos a honra de anunciar um grande evento que esperamos venha a projectar o MPI, mas sobretudo lançar o debate sobre os nossos hábitos alimentares e o modo de produção dos alimentos. Conseguimos reunir vários especialistas para um debate de encerramento do ciclo de cinema “Alimentação, Agricultura e Transgénicos” que decorrerá em Peniche, no dia 31 de Outubro, conforme divulgado neste boletim, que esperamos ser bem acolhido pelo público, tanto mais que contamos com a ajuda da conhecida jornalista Fernanda Freitas, que apresenta o programa Sociedade Civil na RTP2. O presidente Humberto Pereira Germano

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Alimentos e Ambiente 5
Comemorações 10 anos 5 Fusão Resioeste/
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SOBRE O CICLO DE CINEMA ...
Convidamos à participação no Ciclo de Cinema “Alimentação, Agricultura e Transgénicos”, composto por documentários realizados e produzidos por diversas entidades e organizações reconhecidas mundialmente pelo seu trabalho em prol de uma planeta mais equilibrado e vários deles premiados em competições internacionais. Teremos também alguns filmes de animação destinados a um público mais jovem, incluindo o filme de animação mais premiado e visto de sempre, a saga “The Meatrix”. Destacamos ainda que no final do ciclo teremos um debate livre com algumas personalidades e académicos ligados a esta problemática sob a moderação da conhecida jornalista da RTP 2, Fernanda Freitas (apresentadora do Programa “Sociedade Civil”). Doença das Vacas Loucas”, “nitrofuranos” na carne de frango, “dioxinas” na carne de porco, antibióticos no leite e hormonas na carne de vaca… Todos nós ouvimos com regularidade nos meios de comunicação social notícias preocupantes sobre os alimentos que ingerimos diariamente. Por outro lado, muitas outras questões que embora não sejam tão abordadas pela comunicação social, são igualmente motivo de preocupação, como os riscos da contaminação pelos pesticidas ou a utilização de alimentos transgénicos. É por isso cada vez mais importante a consciencialização de todos nós, consumidores, e conhecer os riscos e as alternativas que estão ao nosso alcance. Como nos alimentamos? De onde vem a actual onda de obesidade? O que se passa para lá das prateleiras dos supermercados? Quais as verdadeiras consequências da industrialização da agricultura moderna? O que podem os agricultores fazer? E os consumidores? Explorar as vantagens de uma alimentação variada e saudável, a importância de uma agricultura sustentável e os riscos dos transgénicos são alguns dos objectivos do ciclo de cinema que propomos. Não foi fácil e houve muito trabalho até chegarmos a este momento, mas com grande empenho e vários apoios foi possível levar por diante este evento. Assim, tivemos acesso a alguns dos filmes através da Plataforma Transgénicos Fora, vários produtores dos filmes concederam ao MPI os filmes e autorização para exibição pública sem custos, houve a colaboração de vários voluntários para a tradução, legendagem, concepção gráfica e impressões. Estamos certos que todo o esforço investido será largamente compensado. Uma das grandes lições que aprendemos com a organização deste ciclo de cinema foi que trabalhar em rede compensa e muito! O facto do MPI pertencer à Plataforma Transgénicos Fora e à Rede CREIAS Oeste permitiu que muitas oportunidades surgissem. Por outro lado, a rede de contactos que a participação cívica sempre gera, e o crescente interesse por uma alimentação e modo de produção de alimentos mais sustentáveis também constituíram importantes ingredientes.

TRANSGÉNICOS
AUTORIZADO PROGRAMA DE ENSAIOS DE NOVAS VARIEDADE DE MILHO TRANSGÉNICO
A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) autorizou uma empresa privada, nada mais nada menos que a Monsanto, a maior empresa agroquímica mundial que controla cerca de 90% de todas as sementes transgénicas, a realizar ensaios condicionados com milho geneticamente modificado tolerante a herbicidas que contêm glifosato (Evento NK603) em dois locais nos concelhos de Évora e Salvaterra de Magos. Em Janeiro deste ano, a multinacional pediu para realizar os ensaios nas herdades da Mitra e das Lages Grandes, no concelho de Évora, e no Núcleo de Ensaios e Controlo do Escaroupim (NECE) da Direcção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural, no concelho de Salvaterra de Magos, distrito de Santarém. A APA apenas inviabilizou os

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ensaios na Herdade da Mitra pertencente ao pólo da Universidade de Évora, alegando existir nas proximidades “captações de água subterrânea que constituem origem de abastecimento público”. (Adaptado de: Empresa de milho transgénico autorizada a fazer ensaios, http://www.destak.pt/artigos.php?art=32797)

Durante a consulta pública o número de pessoas que participou de forma individual foi de 651, tendo dessas, 622 revelado oposição aos ensaios. Este facto, apesar de tentar ser desvalorizado por parte dos relatores, causa manifestamente incómodo, pelo que terá de se continuar a participação cívica contra a proliferação dos transgénicos.

Desabafos sobre transgénicos de quem trabalha na terra
Desabafos (ao Ministro da Agricultura)
Eu peço a quem de direito Que dirige a nossa nação Que diga assim como eu digo Alimentos transgénicos não. Eu trabalho todo o ano Quase produzo para comer mas tenho pena daqueles que isso não podem fazer.

O nosso trigo é o melhor O nosso milho também Peço para não se cultivar Transgénicos para ninguém Junte Portugal às outras nações Que souberam dizer não Para que o Alentejo volte a ser O celeiro da nação Junto a mim estamos muitos Sou uma humilde criatura Pedindo protecção Ao sr. Ministro da Agricultura

Maria do Céu Silva Manuel (habitante da Aldeia das Amoreiras) - Publicado em http://gaia.org.pt/node/15009

CONFERÊNCIA FOOD AND DEMOCRACY (ALIMENTAÇÃO E DEMOCRACIA)
Em Abril, reuniram em Lucerna (Suíça) cerca de 300 representantes governamentais, cientistas, associações de agricultores e de consumidores, e numerosas organizações ambientalistas, de quatro continentes, denunciaram o escândalo da violação do direito à escolha na produção e consumo de alimentos. Portugal marcou presença através de elementos da Plataforma Transgénicos Fora, Quercus e Gaia. Perante o aumento do número de regiões livres de transgénicos em toda a Europa (são já cerca de 190, incluindo duas em Portugal), e considerando que seis Estados Membros (Áustria, França, Alemanha, Luxemburgo, Hungria, Grécia, Itália e Polónia) já proibiram a nível nacional o único milho transgénico autorizado para cultivo na União Europeia (e mais dois têm moratórias de facto), os participantes exigiram a criação de uma moratória europeia ao cultivo e aprovação de novas variedades de transgénicos. A presidente do Conselho Nacional helvético anunciou a extensão da moratória de cinco anos - decidida neste país por referendo nacional - por mais três anos, até 2013, dados os benefícios que tem trazido à agricultura suíça. Também a ministra escocesa da agricultura lembrou nesta conferência que a visão do seu governo é apostar na diferenciação, na qualidade e nos nichos de mercado com valor acrescentado, ao mesmo tempo que bloqueiam a penetração de transgénicos Apesar destes sinais positivos, ainda há seis países que cultivam transgénicos na União Europeia. Portugal é um deles, e o segundo mais importante em termos de percentagem da área total cultivada com milho. Na Espanha, o país que lidera o cultivo transgénico europeu, milhares de pessoas juntaram-se há uma semana em Saragoça para pedir o fim desse milho em todo o Estado espanhol. A produção com transgénicos ocorre à revelia da opinião da maioria da população europeia que, tal como foi referido pela ex-ministra alemã da agricultura, Renata Künast, também presente, "tem cada vez menos direito à escolha." Esse direito de optar desapareceu devido ao controlo das sementes através de patentes, à ausência de rotulagem em produtos animais, à contaminação irreversível e generalizada da cadeia alimentar e à falta de aplicação do princípio da subsidiariedade no que toca à auto-declaração de mais de cinco mil autarquias como livres de transgénicos.
O texto completo da Declaração de Lucerna está disponível na página da Plataforma Transgénicos Fora (www.stopogm.pt). (Adaptado do comunicado da Plataforma Transgénicos Fora de 26/04/2009)

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ALIMENTOS PESAM ENTRE 20 E 30 POR CENTO NO AMBIENTE
Quando levar o garfo à boca pense se o alimento que está a ingerir consumiu água, emitiu dióxido de carbono ou utilizou fertilizantes ou pesticidas durante a sua produção. De acordo com um estudo recentemente divulgado pela Comissão Europeia, a alimentação é um das quatro áreas do consumo privado que mais contribui para os problemas ambientais, com um peso entre 20 e 30 por cento. No entanto, os produtos alimentares variam muito quanto às pressões ambientais que provocam ao longo da sua cadeia de produção. A produção completa da carne de vaca, por exemplo, inclui todos os inputs relativos ao crescimento dos cereais para as rações animais, a energia utilizada na produção de fertilizantes e pesticidas artificiais que são aplicados nos cereais durante o seu crescimento, a energia utilizada para o transporte das rações animais para as quintas, os fertilizantes e água para as pastagens, e a energia e água utilizadas durante o abate e processamento das vacas. Carne é campeã do consumo A carne e os produtos lácteos requerem, de forma considerável, mais inputs de energia, água e terra disponível e conduzem a maiores pressões ambientais do que quantidades equivalentes de vegetais, cereais e outras colheitas. Isto é mais visível sempre que os animais são alimentados com rações em vez de pasto. Em média, são necessárias 10g de proteína vegetal para gerar 1g de proteína animal. São necessárias 3,3 kcal de petróleo para produzir 1 kcal de proteína vegetal a partir de cereal, 4,1 kcal de petróleo para produzir 1 kcal de carne de frango, 50 kcal de petróleo para produzir 1 kcal de carne de borrego e 54 kcal de petróleo para produzir 1 kcal de carne de vaca. A quantidade de água consumida na produção de alimentos é igualmente superior para a carne do que para os vegetais e os cereais. De acordo com o Conselho Mundial da Água, são necessários 500 litros de água para produzir 1 kg de batatas, 1 000 litros para produzir 1 kg de trigo, 2 700 litros para produzir 1 kg de ovos e 13 500 litros para produzir 1 kg de carne de vaca. Embalagem e transporte contam A compra de produtos fora de época, que implicam maiores custos de transporte e, consequentemente, maior emissão de gases com efeito de estufa (GEE), uma vez que esses alimentos vêm de mercados longínquos. Há a acrescer ainda o facto de terem de ser conservados pela refrigeração e percorrer longas distâncias, por estrada ou avião. A poluição da água é outro dos efeitos negativos, através da contaminação dos aquíferos com fertilizantes e pesticidas, que libertam igualmente gases perigosos, como metano e óxidos de azoto, e diminuem a fertilidade dos solos. As embalagens representam igualmente mais emissões de GEE, devido aos gastos de energia com a sua produção, transporte e tratamento, como a reciclagem.
(Adaptado de: Alimentos pesam entre 20 e 30 por cento no ambiente, Sofia Vasconcelos, 11/10/2008, http://www.ambienteonline.pt/ noticias/detalhes.php?id=7236,consultada em 4/12/2008)

VILA FRANCA DE XIRA NA VANGUARDA NA PROMOÇÃO DA ALIMENTAÇÃO SUSTENTÁVEL
A Assembleia Municipal aprovou, na sessão de 16 de Junho de 2009 uma recomendação à câmara municipal em que se solicita que metade de todos os alimentos servidos nas cantinas das escolas básicas e pré-escolas sejam produzidos na região [...] pede ainda que destes, cerca de 10 por cento sejam produzidos em regime de agricultura biológica e que nenhum alimento servido nas cantinas seja resultado da agricultura transgénica. A recomendação foi apresentada pelos deputados da CDU, aprovada por unanimidade e recebeu o elogia da presidente da autarquia, Maria da Luz Rosinha.

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A Câmara vai entregar confecção de refeições a instituições com maiores cozinhas no concelho. Maria da Luz Rosinha destaca "experiência" de instituições de solidariedade social do concelho de Vila Franca de Xira no fornecimento de comida para as escolas do 1º ciclo no ano lectivo 2009-2010. As refeições deverão ser confeccionadas pelas instituições das várias freguesias onde se encontram as escolas, desde que tenham capacidade nas suas cozinhas. Segundo a autarca, a preferência por produtos concelhios já chegou às cantina municipal. Nas escolas, a medida deverá ser progressivamente implantada.
(Fonte: http://semanal.omirante.pt/index.asp?idEdicao=396&id=54689&idSeccao=5988&Action=noticia)

COMEMORAÇÕES DOS 10 ANOS DO MPI
Jantar comemorativo Como sabem realizou-se um jantar comemorativo dos 10 anos do MPI no dia 11 de Agosto, último dia da festa anual do Vilar. Entre inscrições e desistências à última hora participaram 38 pessoas, das quais 11 não eram sócias. A ementa foi muito simples: Entradas: Pão de bolota, pão de mistura e azeitonas temperadas (alho, orgãos, coentros e azeite) Sopa: Sopa de curgete Carne: Frango assado e espetadas mistas (preparado pela organização da festa do Vilar) Sobremesa: Semi-frio de amoras silvestres Bolo de aniversário - uma deliciosa receita de bolo integral de maçã com cobertura de natas e compota de amoras silvestres. Durante todo o jantar foi exibida exposição dos 10 anos em formato digital de apresentação de diapositivos. No momento de cantar os parabéns pediu-se a colaboração do conjunto musical que estava a actuar nesse dia. Exposição dos 10 anos A exposição preparada para a comemoração dos 10 anos esteve patente no edifício da Junta de Freguesia do Vilar, no stand do MPI durante a Animarte, que se realizou de 29 de Maio a 1 de Junho, no pavilhão do Grupo Desportivo Vilarense durante os dias em que decorreu a habitual festa anual, de 8 a 11 de Agosto e agora também está disponível em versão digital no site do MPI, em dois formatos (PDF ou apresentação Powerpoint): ver o link “10 anos MPI” no lado esquerdo do site.

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FUSÃO RESIOESTE / VALORSUL – O QUE HÁ DE NOVO
Desde o último boletim muita coisa aconteceu e culminou na rejeição da fusão pela Assembleia Municipal do Cadaval que se realizou no dia 18 de Setembro Junho de 2009 – Toma-se conhecimento público da última versão do Estudo de Viabilidade Económica e Financeira da Integração da Valorsul e Resioeste (EVEF), concluído em Fevereiro, que em relação às versões anteriores prevê a distribuição de 4M€, a título de ganhos de produtividade da rubrica de Resultados Transitados a 31.12.2008 pelos actuais accionistas da Valorsul, nos termos do Despacho MAOTDR de 17.10.2008: “…autorizo a distribuição …, a título excepcional, no montante de 4.004.278 euros, tendo em vista facilitar a operação de fusão …. Esta distribuição deve ser considerada como uma antecipação por conta dos ganhos de produtividade…”; e mais 4M€ em investimentos para Beneficiações Ambientais, a realizar em 2009 nos Municípios actualmente accionistas da Valorsul. A tarifa estimada é de 20,35 €/ton para 2009 e considerando uma indexação à taxa de inflação estimadas no caso, 2,5% ao ano, atingirá 30,2€/ton em 2025. O Ministério do Ambiente envia aos municípios do Oeste ofício, datado de 18/6/2009, solicitando parecer sobre a fusão, pois “…nos termos do art.º 1º -2 do Dec-Lei n.º 379/93, de 5 de Novembro…”, é necessário “…solicitar o parecer dos municípios territorialmente envolvidos, o que é feito através do presente ofício”. E que esse parecer “… seja dado no prazo máximo de 10 dias”. Julho de 2009 – A EGF envia aos municípios accionistas da Valorsul ofício datado de 13/7/2009, solicitando parecer sobre a fusão constando entre os anexos minuta de protocolo com pressupostos diferentes dos do EVEF, nomeadamente a construção da 4ª linha de incineração e o alargamento do prazo de concessão para 2039, e estabelece a distribuição de 4M€ de ganhos de produtividade e de 9M€ para investimentos de cariz ambiental e social, como forma de devolução pelos ganhos acumulados. Aspectos que não correspondem aos considerados no EVEF, 2009! A Comunidade Intermunicipal do Oeste – CIMOeste (ex-AMO) envia aos municípios do Oeste ofício, datado de 9/7/2009, solicitando a convocação da Assembleia Municipal para deliberação da cessão da participação do (respectivo) município no capital da Resioeste e adesão à Associação de Fins Específicos. Refere ainda que “Só após a aprovação por todos Municípios da cessão da sua quota de participação se poderá unificar o capital social da Resioeste na entidade gestora, a Associação de Fins Específicos”. Inicia-se o processo de deliberações nas Assembleias Municipais do Oeste. A Plataforma emite parecer negativo em relação à última versão do EVEF e um comunicado em 31/7/2009 denunciando que o Ministério do Ambiente compromete as metas nacionais de reciclagem de embalagens ao patrocinar a fusão Valorsul/Resioeste. Agosto de 2009 – A Plataforma realiza duas conferências de imprensa (dia 19 junto á Valorsul e dia 21 na Junta de Freguesia de Vilar (Cadaval)) e emite dois comunicados denunciando a falta de capacidade da incineradora de S. João da Talha (Valorsul) de receber resíduos da Resioeste. Setembro de 2009 - A Assembleia Municipal do Cadaval, na sessão realizada no dia 18, foi a única a rejeitar a adesão à Associação de Fins Específicos e a cessão da participação no capital da Resioeste, tendo ainda manifestado a sua oposição à fusão.

BREVES
Soluções de Vermicompostagem avançam em Portugal
No dia 3 de Março, no CITRUS da AMAVE – Associação de Municípios do Vale do Ave, em Riba de Ave, teve lugar a inauguração de diversos equipamentos para reciclagem, nos quais se inclui a primeira unidade mundial de tratamento de resíduos urbanos através de vermicompostagem (tratamento com minhocas). Esta tecnologia, pioneira a nível mundial, está a ser desenvolvida pela empresa portuguesa Lavoisier com o apoio técnico da Quercus. Enquanto a unidade da AMAVE é uma unidade piloto com capacidade para 1000 toneladas. A primeira unidade

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industrial de vermicompostagem em Portugal deverá começar a funcionar em Outubro, perto de Beja, e irá tratar 15 mil toneladas de resíduos sólidos urbanos (RSU) e lamas provenientes de estações de tratamento de águas residuais (ETAR) e produzir 1.500 toneladas de bionutriente por ano e deverá operar com «seis a oito» funcionários, já que o sistema de vermicompostagem «é muito mecanizado». A vermicompostagem, também conhecida por «minhocultura», é um processo biológico que, através da acção de microrganismos, como as minhocas, permite transformar a matéria orgânica dos RSU e das lamas de ETAR em adubo orgânico, conhecido como composto ou bionutriente e utilizado como fertilizante.
(Adaptado de: Diário Digital / Lusa, http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=114&id_news=395023

No dia 21 de Julho, foi lançada a primeira pedra da unidade de tratamento de resíduos urbanos com vermicompostagem que vai ser construída no concelho do Nordeste, na Ilha de S.Miguel nos Açores, e terá uma capacidade para cerca de 2500 toneladas por ano.

Campanha da EDP Subverte Realidade Sobre Barragens
Ambientalistas e Especialistas em Ambiente pediram em comunicado a suspensão da campanha de comunicação da EDP, iniciada a 24 de Abril, amplamente divulgada nos mais diversos órgãos de comunicação social, pelo facto de estarem escandalizados, uma vez que esta campanha associa erradamente as barragens à protecção da biodiversidade, quando na verdade a sua construção significa uma forte ameaça tanto às populações humanas como às espécies silvestres, não só as referidas na própria campanha - aves rupícolas, peixes, lobos, morcegos e flora – mas todas as constantes da biodiversidade específica de cada habitat, não obstante as medidas impostas à EDP para tentar minimizar ou compensar parte dos danos ambientais provocados pela construção de barragens. O balanço final é negativo para a biodiversidade e gestão sustentável dos recursos hídricos. Para além disso, as grandes barragens são uma forma cara e ineficaz de resolver as necessidades energéticas do País. Com o mesmo investimento previsto para o Programa Nacional de Barragens, seria possível pôr em prática medidas de uso eficiente da energia que, sem perda de funcionalidade ou conforto, permitiriam poupar cerca de CINCO VEZES MAIS ELECTRICIDADE do que a produção das barragens propostas. (Adaptado do comunicado da Plataforma Sabor Livre, 30 de Abril de 2009) Protesto contras as barragens A Quercus realizou uma acção na Barragem de Berver (Abrantes), que constou de uma ocupação pacífica da referida barragem, com afixação de faixas alusivas à temática e descida do paredão em rapel por activistas com mensagens de protesto. O objectivo foi chamar a atenção para os enormes impactes ambientais negativos que decorrerão do avanço do Programa Nacional de Barragens, aprovado pelo Governo, que colocará em perigo diversos valores naturais em consequência da construção das novas barragens e ainda protestar contra a campanha de comunicação lançada pela EDP.

Oficializada a criação da Reserva Natural do Paúl da Tornada (Caldas da Rainha)
Foi oficialmente criada, no dia 2 de Julho, a Reserva Natural do Paul da Tornada, importante zona húmida do Oeste, junto a Caldas da Rainha. Este é um importante passo, que vem fortalecer a anterior classificação como parte integrante da Lista de Zonas Húmidas da Convenção de Ramsar. A Associação Pato, organização não governamental de ambiente local, está de parabéns pela concretização do objectivo de uma luta de muitos anos em prol da conservação do Paul da Tornada, importante zona húmida para apoio às rotas de migração de algumas espécies e para a conservação das aves de caniçal do nosso país. Destaque para a presença de aves ameaçadas como a garça-vermelha e a garça-pequena. Existem ainda nesse habitat espécies como o lagarto-de-água e o cágado-de-carapaça-estriada.

MPI - Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente Edifício da Junta de Freguesia do Vilar, Largo 16 de Dezembro, n.º 2, 2550-069 VILAR tel./fax: 262 771 060 e-mail: mpicambiente@gmail.com DENÚNCIAS - AMBIENTE
Sempre que testemunhe uma agressão ambiental deve denunciá-la de um dos seguintes modos:  Telefonar para a linha SOS Ambiente: 808 200 520 A linha funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana e encaminha as denuncias para a IGA (Inspecção Geral do Ambiente) e para o SEPNA (Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente) da GNR.  Aceder ao site: www.gnr.pt/portal/internet/sepna

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AVISO
PEDE-SE A TODAS AS PESSOAS COM QUEIXAS SOBRE O MAU FUNCIONAMENTO DO ATERRO SANITÁRIO DO OESTE
A FAZÊ-LAS POR ESCRITO, ENTREGANDO-NOS UMA CÓPIA, COMO FORMA DE CONSEGUIRMOS PROVA DESTA QUEIXA, UMA VEZ QUE A INSPECÇÃO CER UM RELATÓRIO COM TODAS AS QUEIXAS RECEBIDAS.

GERAL

DO

AMBIENTE

RECUSA-SE A FORNE-

ATRAVÉS DE UMA DAS SEGUINTES FORMAS: FREGUESIA
DO

- POR FAX N.º 213 432 777 NOTA:
QUEM NÃO POSSUIR APARELHO DE FAX, PODE DIRIGIR-SE À JUNTA DE

VILAR

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