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M P I — M ov i m e n t o P r ó - I n f o r ma ç ã o p a r a a C i d a d a n i a e A m b i e n t e

INFORMATIVO
CONVOCATÓRIA
De acordo com os estatutos do MPI — Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente, convoco a Assembleia Geral Ordinária desta Associação, que se realizará Sábado, dia 13 de Março, pelas 16:00 horas, na sede da Associação para o Desenvolvimento do Olho Polido, com a seguinte ordem de trabalhos: 1– Votação do Relatório e Contas do ano 2009 2- Eleições dos corpos sociais para o triénio 2010-2012 3– Discussão e votação do Plano de Actividades e Orçamento para 2010. 4– Outros assuntos Não havendo número legal de associados para a Assembleia funcionar, fica desde já marcada uma segunda convocação para meia hora depois, funcionando com qualquer número de associados. Vilar, 12 de Janeiro de 2010 O Presidente da Assembleia-Geral Nuno Pereira Azevedo

BOLETIM

Ano 6, N.º 18
Janeiro de 2010

www.mpica.info

JANTAR
Sábado, 13 de Março Sócios (7 ) , não sócios (8 ). Na sede da Associação para o Desenvolvimento do Olho Polido. Buffet com sopa, vários tipos de pão, queijos, azeitonas, fruta, sobremesa. Inscrições até 10 de Março: mpicambiente@gmail.com ou 262 771 060

ELEIÇÃO DOS NOVOS CORPOS SOCIAIS – Triénio 2010-2012
Calendário eleitoral (Artigo 13º do Regulamento Eleitoral) 1- Todos os actos constantes no presente Calendário Eleitoral terão lugar na sede social do Movimento PróInformação para a Cidadania e Ambiente, sita no Edifício da Junta de Freguesia do Vilar, rua do Comércio, no lugar e freguesia de Vilar, concelho do Cadaval, à excepção das eleições que decorrerão na sede da Associação para o Desenvolvimento do Olho Polido. 2- O processo eleitoral rege-se pelo seguinte Calendário: a) 8 de Fevereiro de 2010 (2ªf) - Publicitação do Regulamento Eleitoral. b) 23 de Fevereiro de 2010 (3ªf) - Afixação dos Cadernos Eleitorais provisórios. c) 4 de Março de 2010 (5ªf) - Fim do prazo para reclamações sobre os Cadernos Eleitorais. d) 6 de Março de 2010 (sábado) - Afixação dos Cadernos Eleitorais definitivos. e) 9 de Março de 2010 (3ªf) – Fim do prazo para apresentação de listas. f) 13 de Março de 2010 (sábado) – Eleições.

Tome nota:
Inscreva-se no projecto “Limpar Portugal”
(ver pág. 6)

Editorial
Caros associados A nossa associação completa mais um ciclo e aproveito para apelar á participação de todos no próximo acto eleitoral. Ao longo dos 10 anos de actividade da associação a pouco e pouco temos conseguido diversificar as áreas de actuação, embora o Aterro Sanitário do Oeste tenha um lugar de destaque. A população do Olho Polido, sem dúvida a grande sacrificada com a instalação do aterro na Quinta de S. Francisco, merece que não poupemos esforços para a melhoria das condições de funcionamento do aterro, e impedir a construção da 2ª fase continuará a ser sempre a nossa maior preocupação. Para conquistar cada vez mais legitimidade nas nossas reivindicações precisamos de sócios. De facto, são os sócios o principal suporte de qualquer associação, por isso esperamos continuar a contar convosco! O presidente Humberto Pereira Germano

Nesta edição:
Ciclo de Cinema Milho GM no México Movimento Slow Food Floresta Autóctone
Fusão Resioeste/Valorsul
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Visite a exposição virtual intitulada “A Nossa Floresta Autóctone” on-line, em www.mpica.info
(ver pág. 6)

Comércio Justo Breves Anúncios

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BALANÇO DO CICLO DE CINEMA “ALIMENTAÇÃO, AGRICULTURA E TRANSGÉNICOS”
Como sabem decorreu de 28 a 31 de Outubro a primeira edição do Ciclo de Cinema “Alimentação, Agricultura e Transgénicos”, na Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (ESTM), em Peniche, promovido pelo MPI, no âmbito da actividade do CREIAS-Oeste – Centro Regional de Educação e Investigação Associada à Sustentabilidade do Oeste, do qual somos parceiros. Nos dias 29 e 30 realizaram-se degustações de alimentos biológicos com a colaboração dos alunos dos 2º e 3º anos do curso de Restauração e Catering sob a orientação dos docentes Cátia Siopa e Chefe Samuel Sousa, respectivamente, e do 2º ano de Gestão Turística e Hoteleira sob a orientação do Chefe Luís Machado, ministrados na ESTM, e que fizeram as delícias dos presentes. No sábado degustou-se maçã biológica produzida no campo experimental da APAS – Associação de Produtores Agrícolas da Sobrena (associação igualmente parceira do CREIASOeste). Para encerramento deste evento realizou-se uma conferência e debate que contou com a presença como oradores convidados do Prof. José Mariano Fonseca (associação Colher para Semear – Rede Portuguesa de variedades tradicionais), do Sr. João Vieira (agricultor e dirigente da Associação de agricultores do distrito de Lisboa) e da Profa. Margarida Silva (Escola Superior de Biotecnologia – Universidade Católica do Porto). A moderação foi assegurada por Alexandra Azevedo do MPI, em virtude da jornalista Fernanda Freitas ter sido vítima de um acidente de viação no dia 27 de Outubro, que embora sem grande gravidade a impossibilitou de participar conforme previsto. À breve comunicação dos oradores seguiu-se um animado debate que se estendeu até perto das 20.30, tal foi o nível de interesse e participação manifestado. Podemos salientar como principais questões abordadas neste evento, as seguintes: - A industrialização da agricultura e da pecuária tem conduzido ao drástico desaparecimento de produtores (e concentração não apenas da produção, mas também da distribuição e da comercialização de alimentos por grupos económicos cada vez mais poderosos), à introdução de cultivos com variedades transgénicas, ao drástico desaparecimento de variedades agrícolas tradicionais, à diminuição da qualidade dos alimentos e a grandes impactos ambientais. - Consumo de carne e produtos de origem animal de tal modo excessivo nos países mais desenvolvidos que a produção pecuária intensiva é a maior responsável mundial pelo aquecimento global, aspecto não focado no filme de Al Gore ―Uma Verdade Inconveniente‖. Por outro lado, esse consumo excessivo é ainda um das causas para muitas das doenças que estão a aumentar, como alguns tipos de cancro e problemas cardiovasculares. - A ameaça dos transgénicos é uma questão muito séria e real. Para os agricultores, devido às patentes que ficam reféns das empresas multinacionais que produzem e comercializam sementes transgénicas, e sofrem prejuízos e perda de mercados devido à contaminação das culturas convencionais e biológicas. Para o ambiente, pela contaminação por pesticidas, em particular dos herbicidas que aumentou com a introdução dos transgénicos, danos em espécies não-alvo e à poluição genética. Para os consumidores, pelos danos na saúde já identificados em estudos independentes, mas que não impediram que os transgénicos continuem a ser comercializados, pois a regulação é inexistente nos EUA e na Europa apesar da oposição de consumidores e vários governos, a Comissão Europeia é particularmente permissiva e a legislação é ambígua. - A redução do consumo de carne, a produção em modo biológico, os mercados de proximidade entre produtores e consumidores são alternativas e possíveis soluções para os problemas identificados, competindo a maior responsabilidade aos consumidores para estas mudanças, pois serão as suas opções do dia-a-dia, ou seja o seu voto através da carteira que irão ditar o futuro do sistema que nos alimenta. - As variedades tradicionais são um património por explorar e podem potenciar o turismo gastronómico. - Os mercados de produtores têm de dar garantias de qualidade e autenticidade aos consumidores e estar disponíveis todo o ano para serem uma alternativa eficaz. Para o futuro estão previstas novas exibições dos filmes e está já em preparação a 2ª edição deste ciclo de cinema.

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PELA SOBERANIA ALIMENTAR E PELA CULTURA TRADICIONAL DE MILHO DO MÉXICO
O México é o berço do milho, planta que se difundiu por todo o Mundo a partir da época dos Descobrimentos, como tal é fundamental preservar as inúmeras variedades tradicionais de milho de valor incalculável que aí existem da contaminação por variedades transgénicas. A Monsanto acabou de perder 18 dos 24 pedidos para cultivo experimental de milho transgénico em campo aberto nas regiões do norte do México. Estas regiões são muito importantes para a Monsanto, pois são áreas de cultivo comercial das variedades tradicionais de milho, de onde sai a maioria do milho que alimenta a população mexicana. O risco de contaminação das variedades nativas de milho nestas regiões é enorme. A Monsanto está a pressionar o governo mexicano para utilizar essas áreas de cultivo para fazer testes experimentais de transgénicos em campo aberto, o que ainda não aconteceu, mas pode vir a acontecer muito brevemente... No México, o dia 12 de Outubro é um feriado nacional em que se celebra o Dia da Raça. É um dia para se celebrar a cultura e tradições mexicanas, e nos últimos anos, este dia tem sido cada vez mais utilizado para reivindicações sociais, protestos civis e em defesa das culturas indígenas. A Via Campesina começou em Junho uma campanha chamada ――Fuera Monsanto y No al Maíz Transgénico‖ no México. De dia 11 a dia 16 de Outubro irão realizar diversos protestos em várias regiões do país. A Rede em Defesa do Milho apoia a Via Campesina e irá entregar dia 16 de Outubro as assinaturas obtidas na Declaração, que colocaram online (disponível em: http://endefensadelmaiz.org/Nao-ao-milho-transgenico.html), ao governo mexicano, que no início de Outubro já contava com cerca de 6500 assinaturas individuais e cerca de 1350 assinaturas de organizações de 74 países. Pretende-se com as acções internacionais realizadas pela Europa e noutros pontos do mundo, aumentar exponencialmente a ressonância e pressão para com o governo mexicano de modo a não ceder aos desejos da Monsanto, e apoiar de forma incondicional os grupos de acção anti-transgénicos no México.

O MOVIMENTO SLOW FOOD
O Slow Food (―Comida Lenta‖, em português) foi fundado em 1986, na região italiana da Toscânia na sequência dos protestos populares contra a instalação de um restaurante da cadeia multinacional McDonald‘s, na Piazza di Spagna, em Roma, um dos locais mais emblemáticos da capital italiana, e constituiu-se formalmente numa associação internacional sem fins lucrativos em 1989. «Em nome da produtividade, a „fast life‟ alterou a nossa forma de viver e ameaçou o nosso meio ambiente. A nossa defesa deve começar à mesa com o Slow Food. Vamos redescobrir os aromas e sabores da cozinha regional e banir os efeitos degradantes do ‗fast food‘», pode ler-se no manifesto do Slow Food International, subscrito por delegados de 15 países, em Novembro de 1989, ou seja surgiu para promover o prazer da alimentação e as culturas gastronómicas regionais (começando desde logo pelo cuidado com a sua preparação) e para protege-las da padronização causada pela produção alimentar industrial. Visto que a gastronomia está intimamente ligada à agricultura, ao ambiente e à saúde das comunidades, o passo seguinte natural para o Slow Food foi o de incluir nos seus objectivos o apoio aos produtores de pequena escala, segundo um modelo sustentável e local, pois somos Co-produtores e não simples consumidores, uma vez que tendo

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O MOVIMENTO SLOW FOOD (CONTINUAÇÃO)
informação sobre como nosso alimento é produzido e apoiando efectivamente os produtores, tornamo-nos parceiros no processo de produção. Em resumo, o Movimento Slow Food defende o alimento bom, limpo e justo. O alimento que comemos deve ter bom sabor; deve ser cultivado de maneira limpa, sem prejudicar a nossa saúde, o meio ambiente ou os animais; e os produtores devem receber o que é justo pelo seu trabalho. Envolve actualmente um total de mais de 100.000 associados em 150 países, agrupados em 1300 sedes locais chamadas convivia (ou Convivium). Os convivia constituem, desde sempre, a espinha dorsal do Slow Food e dispersam a sua filosofia no mundo através de eventos e iniciativas. Em Portugal, os primeiros passos do Slow Food deram-se em 1997, por iniciativa de Virgínia Kristensen, fundadora do Convivium Arrábida, coadjuvada por um conjunto de boas vontades onde se destacaram Maria de Lurdes Modesto. Existem actualmente 3 Convivium activos: Alto Minho, Ribatejo e Alentejo. Contra a velocidade do mundo moderno, o símbolo escolhido para esta organização representa um caracol – a metáfora é evidente. É, precisamente, essa imagem que distingue as actividades da Slow Food, bem como todos os seus associados, que podem ser agricultores, investigadores científicos, restaurantes, mercearias, hotéis, ou seja, todos quantos queiram contribuir para a propagação deste movimento. São os chamados ―filósofos da comida lenta‖, empenhados em redescobrir os sabores das tradições alimentares locais e em proteger o património animal e vegetal do planeta das agressões químicas e, em última instância, da extinção. ―É inútil forçar os ritmos da vida. A arte de viver consiste em aprender a dar o devido tempo às coisas.‖ Carlo Petrini, fundador do Slow Food

MPI, LOURAMBI E REAL 21 DISPONIBILIZAM EXPOSIÇÃO “A NOSSA FLORESTA AUTÓCTONE” ON-LINE

Na sequência do Dia da Floresta Autóctone, que se comemora a 23 de Novembro, o MPI, a Lourambi e a Real 21 elaboraram uma exposição ―A nossa Floresta Autóctone‖ que está disponível on-line desde 18 de Dezembro. O que é uma floresta, a importância da Floresta Autóctone, as espécies florestais mais representativas da região Oeste e as ameaças da Floresta Autóctone são alguns dos aspectos contidos na exposição disponível em dois formatos (pdf e pptx) nos respectivos sites das associações promotoras: - MPI: http://mpica.info - Lourambi: http://www.lourambi-spa.blogspot.com - Real 21: http://www.real21.org O MPI, a Lourambi e a Real 21 querem deste modo alertar para a necessidade de se proteger os últimos e escassos vestígios da Floresta Autóctone que outrora cobria grande parte da região Oeste e de sensibilizar para a importância das espécies autóctones, nomeadamente na actividade agrícola e na protecção das margens de rios e ribeiros. De Outubro a Janeiro (após as primeiras chuvas do Outono) plante e/ou semeie árvores e arbustos, mas prefira os de espécies autóctones!

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FALTA DE TRANSPARÊNCIA NO PROCESSO DE FUSÃO VALORSUL – RESIOESTE
O acesso aos estudos realizados pela empresa BDO e pelo BPI, requerido à Valorsul e seus accionistas, que alegadamente validaram as conclusões do Estudo de Viabilidade Económica e Financeira da integração Valorsul / Resioeste (do qual há 3 versões, Junho de 2007, Julho de 2008 e Fevereiro de 2009), tem sido negado. O principal motivo para a recusa é o de ―empurrarem‖ a responsabilidade na resposta de uns para os outros; a EGF considerou ainda tratarem-se de estudos preparatórios a uma decisão e como tal o seu acesso se encontraria restringido nos termos previstos na LADA (Lei de Acesso aos Documentos Administrativos, Lei n.º 46/2007, de 24 de Agosto). Foi apresentada queixa à CADA (Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos) que do seu parecer, agora recebido, registado com o n.º302/2009 (acessível em: http://www.cada.pt/uploads/Pareceres/2009/302.pdf), extraímos os seguintes aspectos mais relevantes: 1- A CADA interpelou a Valorsul, tendo esta respondido não estar abrangida pela LADA por ser uma S.A., que o processo de fusão ainda não se encontra em curso, [os estudos da BDO e do BPI] contêm informação confidencial e são estudos preparatórios de uma eventual decisão sobre o hipotético processo de fusão. 2- A CADA emitiu parecer em que: - A Valorsul está sujeita à LADA, porque é uma empresa pública em regime de concessão. Também todos os accionistas estão sujeitos à LADA. - O facto de um mesmo documento poder ser detido por mais de uma entidade pública não permite a qualquer dos detentores a recusa do acesso com fundamento em que uma outra o possa fazer, pois todas estão obrigadas a satisfazer os pedidos de acesso. - A Valorsul não podia alegar que os documentos continham ―segredos de empresa‖, ―… a restrição ao direito de acesso, não assume carácter absoluto…‖, pelo que terá de ser sempre fundamentado. Tal fundamentação tem de ser clara e inequívoca. - Aos documentos em causa não se aplica a definição de documentos administrativos preparatórios. Foi enviado novo requerimento à Valorsul, em 3/12/2009, que voltou a ser indeferido, tendo a Valorsul remetido para a EGF a responsabilidade de resposta. Assim, foi então enviado requerimento à EGF em 18/12/2009 e apresentada nova queixa à CADA. A EGF enviou-nos os estudos, mas apenas uma parte.

AMBIENTE E CIDADANIA - COMÉRCIO JUSTO
O Comércio Justo é uma forma alternativa ao comércio convencional, que confere ao produtor um justo preço ao seu produto, respeitando também valores éticos, sociais e ambientais, e recupera a ligação produtor-consumidor. Entende-se por preço justo aquele que permite cobrir os custos de produção e reservar uma margem para investimentos em educação, saúde, habitação formação profissional, promoção do turismo ético, investigação etnográfica e outras áreas necessárias ao desenvolvimento da comunidade, a maior parte das vezes através da criação de cooperativas. Os importadores destes produtos, regra geral, aceitam os valores propostos pelos produtores. Os preços determinados nas bolsas de Londres e Nova Iorque como o do café e do cacau, são apenas referências pagando acima deles, não os subordinando às especulações. São o elo fundamental de uma cadeia em que se procura reduzir ao máximo o n.º de intermediários e trabalham com organizações que têm um papel dinamizador nas comunidades O sistema do Comércio Justo é uma rede solidária internacional que permite aos consumidores dos países ricos adquirir artigos de países em vias de desenvolvimento procurando assegurar a manutenção de actividade tradicionais, a estabilidade aos produtores e o respeito por princípios alienáveis como: a defesa da igualdade entre homens e

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AMBIENTE E CIDADANIA - COMÉRCIO JUSTO - CONTINUAÇÃO
mulheres, a protecção dos direitos dos trabalhadores e do meio ambiente. O objectivo não é fazer concorrência nos mercados, mas mudar o próprio comércio convencional, chamando a atenção das pessoas para a grande injustiça que persiste no pagamento aos produtores, habitantes de países em vias de desenvolvimento que às vezes nem conseguem suportar os custos da própria produção. Ao contrário do comércio convencional que privilegia critérios económicos, o Comércio Justo rege-se sobretudo por valores éticos, sociais e ecológicos. Nas lojas do Comércio Justo encontra-se um pouco de tudo, produtos alimentares, café, chá, têxteis, vestuário, artesanato, instrumentos musicais, etc., a variedade é cada vez maior, uma característica comum a todos é a qualidade e o seu design original. Na Europa este sistema de mercado alternativo tem já raízes com mais de 3 décadas e mais de 3000 lojas abertas ao público repartidas por 18 países europeus. A primeira abriu em 1969 na Holanda. Em Portugal existem várias organizações integradas a Coordenação Portuguesa de Comércio Justo, a primeira loja abriu em Amarante em 1999. Como adquirir produtos do Comércio Justo? Actualmente, na nossa região, apenas se podem encontrar produtos alimentares nos supermercados Coop em Peniche, pertencente à Cooperativa de Consumo dos Pescadores de Peniche, através da Cooperativa de Comércio de Produtos Tradicionais e de Solidariedade Social ―Terra Justa‖. Nas várias lojas existentes no país, em Lisboa, Almada, Coimbra, Faro, Porto, Braga, Amarante e Barcelos. Através da Internet em: http://www.terrajusta.net (da cooperativa de consumo ―Terra Justa‖), http:// www.latitude0.net (da cooperativa de consumo ―Planeta Sul‖), http://www.coresdoglobo.online.pt (da organização ―Cores do Globo‖), http://modavida.planetaclix.pt (da organização ―Mó de Vida‖), http://reviravolta.comerciojusto.org (da organização ―Reviravolta‖), http://alternativa.comercio-justo.org (da Associação para a Promoção do Comércio Justo), http://www.ajpaz.org.pt (da associação ―Acção Jovem para a Paz‖), http://www.arca-algarve.org (da Associação Recreativa e Cultural do Algarve).
Bibliografia e websites: ‖Comércio Justo‖ abre lojas em todo o país‖, ABC Ambiente, Fevereiro 2002, p.29 “Comércio Justo – Portugal está mais “justo””, QUERCUS Ambiente, Maio/Junho, 2004, p. 16-17. http://www.terrajusta.net http://www.latitude0.net http://www.coresdoglobo.online.pt http://modavida.planetaclix.pt http://reviravolta.comercio-justo.org

BREVES
Projecto “Limpar Portugal”
Numa iniciativa inédita a nível nacional pretende-se reunir, num só dia, 100 mil voluntários para recolher o lixo das florestas de todo o país. Inspirada num projecto desenvolvido na Estónia em 2008, a iniciativa portuguesa vai decorrer a 20 de Março de 2010 de norte a sul e nas ilhas, com os participantes organizados por concelhos. Mais informação em www.limparportugal.org

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BREVES
Turquia proíbe importações de alimentos e rações transgénicas
O Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da Turquia aprovou nova regulamentação que proíbe todas as importações de alimentos e rações para animais que possam conter ingredientes transgénicos. Esta decisão apanhou de surpresa os Serviços de Agricultura Americanos. O valor total das exportações americanas de transgénicos para a Turquia, incluindo algodão, milho, soja e todos os derivados, ascendeu a mil milhões de dólares em 2007.

Peritos prevêem «tempestade perfeita»
Uma «tempestade perfeita» resultante da convergência das alterações climáticas, da degradação dos solos e de uma crise alimentar está para breve e colocará à prova a sobrevivência humana, alertaram peritos mundiais em desertificação na I Conferência Científica da Convenção das Nações Unidas de Luta contra a Desertificação que se realizou na capital argentina, Buenos Aires, apelando aos governos para que adoptem «urgentemente» medidas para controlar o fenómeno. Para a tempestade contribuirão ainda «uma crise da biodiversidade» e «uma crise populacional».
Fonte: Diário Digital / Lusa http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=114&id_news=411833

Países ricos enviam lixo para os pobres
1.200 toneladas de resíduos enviadas pelo Reino Unido foram descobertas em três portos do Brasil. Esses lixos importados incluem lixo doméstico e lixo industrial perigoso. O governo de Lula da Silva multou duas empresas importadoras e vai reenviar o lixo para o Reino Unido.
http://diario.iol.pt/ambiente/lixo-ricos-pobres-brasil-ambientetvi24/1076670-4070.html (20/7/2009)

A Marcha por um futuro Livre de Transgénicos
Joseph Wilhelm, um agricultor biológico pioneiro, caminhou um total de 1000 Km. Partiu de Berlim em 18/6/2009 e chegou a Bruxelas em 30/7/2009. Ao longo da jornada foi apoiado por cerca de 3000 pessoas. A iniciativa pretendeu expressar a necessidade de um futuro Livre de Transgénicos para respeitar a vontade dos consumidores e para defender o mercado sem transgénicos e de produtos biológicos, uma vez que a política da União Europeia leva cada vez menos a sério as suas responsabilidades para garantir este mercado.

Turquia proíbe importações de alimentos e rações transgénicas
O Governo Irlandês aprovou recentemente uma legislação que limita a produção e comercialização de sementes geneticamente modificadas (OGM) e introduziu o rótulo ―Alimento livre de OGM‖, de adesão livre por parte dos produtores, com o objectivo de permitir uma escolha mais informada e consciente dos consumidores. A iniciativa é encarada como uma oportunidade de crescimento e de reforço da competitividade da agricultura, da indústria alimentar e do turismo irlandês no actual mercado globalizado. A Irlanda torna-se, assim, no quarto Estado-membro da União Europeia (EU), depois da Áustria, Alemanha e França, a criar um rótulo ―Livre de OGM‖, abrangendo produtos como a carne, peixe, cereais, frutas e vegetais (In, Infoconsumidores, Newsletter semanal da FENACOOP, 16 a 22 de Novembro de 2009)

Novo director-executivo da Greenpeace é ex-activista anti-«apartheid» sul-africano
Para Kumi Naidoo, novo director-executivo internacional da Greenpeace, as suas novas funções à frente da Greenpeace não são mais do que uma "evolução natural" da sua carreira. "Prevenir as alterações climáticas é uma evolução natural do meu currículo. Não faz sentido concentrarmo-nos noutras questões relacionadas com o desenvolvimento se todo o planeta estiver ameaçado", disse Naidoo, que recentemente se dedicou a campanhas em prol do desenvolvimento e de combate à pobreza. A organização calcula que 180 milhões de africanos, que vivem a sul do Saara, poderão morrer até ao final do século em consequência das alterações climáticas. África, apesar de ser das regiões do Planeta que menos contribui para o aquecimento global é das que mais sofre com o problema.
http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1422218&seccao=Biosfera

MPI - Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente Edifício da Junta de Freguesia do Vilar, Largo 16 de Dezembro, n.º 2, 2550-069 VILAR tel./fax: 262 771 060 e-mail: mpicambiente@gmail.com DENÚNCIAS - AMBIENTE
Sempre que testemunhe uma agressão ambiental deve denunciá-la de um dos seguintes modos:  Telefonar para a linha SOS Ambiente: 808 200 520 A linha funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana e encaminha as denuncias para a IGA (Inspecção Geral do Ambiente) e para o SEPNA (Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente) da GNR.  Aceder ao site: www.gnr.pt/portal/internet/sepna

Papel 100% Reciclado

AVISO
PEDE-SE A TODAS AS PESSOAS COM QUEIXAS SOBRE O MAU FUNCIONAMENTO DO ATERRO SANITÁRIO DO OESTE
A FAZÊ-LAS POR ESCRITO, ENTREGANDO-NOS UMA CÓPIA, COMO FORMA DE CONSEGUIRMOS PROVA DESTA QUEIXA, UMA VEZ QUE A INSPECÇÃO CER UM RELATÓRIO COM TODAS AS QUEIXAS RECEBIDAS.

GERAL

DO

AMBIENTE

RECUSA-SE A FORNE-

ATRAVÉS DE UMA DAS SEGUINTES FORMAS: FREGUESIA
DO

- POR FAX N.º 213 432 777 NOTA:
QUEM NÃO POSSUIR APARELHO DE FAX, PODE DIRIGIR-SE À JUNTA DE

VILAR

PARA O SEU ENVIO.

- POR CARTA PARA A MORADA: RUA DE O SÉCULO, N.º 63 1249-033 LISBOA

Atenção!
Pede-se a todos os que possuam endereço electrónico e pretendam receber informação por essa via nos enviem uma mensagem para o endereço electrónico do MPI: mpicambiente@gmail.com comunicando-nos essa pretensão, em alternativa poderão fazer a inscrição de automática recorrendo ao nosso site em www.mpica.info onde do lado esquerdo encontram a secção “Receba divulgação MPI”, é só preencher o campo com o seu endereço electrónico e aguardar uma mensagem de confirmação. Este nosso endereço electrónico serve também como meio privilegiado para entrarem em contacto connosco, caso tenham alguma sugestão, dúvida ou comentário para nos fazer chegar. Obrigado.