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UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA

UNESP – Bauru/SP

FACULDADE DE ENGENHARIA
Departamento de Engenharia Civil

Disciplina: 2117 - ESTRUTURAS DE CONCRETO I
NOTAS DE AULA

LAJES DE CONCRETO

Prof. Dr. PAULO SÉRGIO DOS SANTOS BASTOS
(wwwp.feb.unesp.br/pbastos)

Bauru/SP
Março/2015

APRESENTAÇÃO

Esta

apostila

tem

o

objetivo

de

servir

como

notas

de

aula

na

disciplina

2317 – Estruturas de Concreto I, do curso de Engenharia Civil da Faculdade de Engenharia, da Universidade
Estadual Paulista – UNESP, Campus de Bauru/SP.
O texto apresentado está conforme as novas prescrições contidas na NBR 6118/2014 (“Projeto de
estruturas de concreto – Procedimento”) para o projeto e dimensionamento das lajes de Concreto Armado.
A apostila apresenta o estudo das lajes maciças, das lajes nervuradas e lajes pré-fabricadas. Os
esforços nas lajes maciças são determinados pela Teoria das Placas.
Críticas e sugestões serão bem-vindas, visando a melhoria da apostila.
O autor agradece ao técnico Éderson dos Santos Martins, pela confecção dos desenhos.

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ............................................................................................................................................. 1
2. DEFINIÇÃO .................................................................................................................................................. 1
3. LAJE MACIÇA.............................................................................................................................................. 1
3.1 CLASSIFICAÇÃO QUANTO À DIREÇÃO........................................................................................... 1
3.2 VÃO EFETIVO ........................................................................................................................................ 3
3.3 VINCULAÇÃO NAS BORDAS .............................................................................................................. 3
3.4 AÇÕES A CONSIDERAR ....................................................................................................................... 6
3.4.1 Peso Próprio ....................................................................................................................................... 7
3.4.2 Contrapiso .......................................................................................................................................... 7
3.4.3 Revestimento do Teto ........................................................................................................................ 7
3.4.4 Piso ..................................................................................................................................................... 8
3.4.5 Paredes ............................................................................................................................................... 8
3.4.5.1 Laje Armada em Duas Direções .................................................................................................. 8
3.4.5.2 Laje Armada em Uma Direção .................................................................................................... 9
3.4.6 Ações Variáveis ............................................................................................................................... 10
3.5 ESPESSURA MÍNIMA.......................................................................................................................... 10
3.6 COBRIMENTOS MÍNIMOS ................................................................................................................. 10
3.7 ESTIMATIVA DA ALTURA DA LAJE ............................................................................................... 12
3.8 MOMENTOS FLETORES SOLICITANTES........................................................................................ 13
3.8.1 Laje Armada em Uma Direção ........................................................................................................ 13
3.8.2 Laje Armada em Duas Direções ...................................................................................................... 16
3.8.3 Compatibilização dos Momentos Fletores ....................................................................................... 18
3.8.4 Momentos Volventes ....................................................................................................................... 19
3.9 REAÇÕES DE APOIO........................................................................................................................... 19
3.10 FLECHAS............................................................................................................................................. 20
3.10.1 Verificação do Estádio ................................................................................................................... 21
3.10.2 Flecha Imediata .............................................................................................................................. 22
3.10.3 Flecha Diferida no Tempo ............................................................................................................. 24
3.10.4 Flechas Máximas Admitidas .......................................................................................................... 24
3.10.5 Flecha Imediata .............................................................................................................................. 26
3.10.5.1 Laje Armada em Duas Direções .............................................................................................. 26
3.10.5.2 Laje Armada em Uma Direção ................................................................................................ 27
3.11 DIMENSIONAMENTO ....................................................................................................................... 27
3.11.1 Flexão ............................................................................................................................................. 29
3.11.2 Força Cortante ................................................................................................................................ 29
3.11.2.1 Lajes sem Armadura para Força Cortante ............................................................................... 29
3.11.2.2 Lajes com Armadura para Força Cortante ............................................................................... 31
3.12 DETALHAMENTO DAS ARMADURAS .......................................................................................... 31
3.12.1 Armaduras Longitudinais Máximas e Mínimas ............................................................................. 31
3.12.2 Diâmetro Máximo .......................................................................................................................... 32
3.12.3 Espaçamento Máximo e Mínimo ................................................................................................... 32
3.12.4 Bordas Livres e Aberturas.............................................................................................................. 33
3.12.5 Comprimento da Armadura Negativa nos Apoios com Continuidade de Lajes ............................ 34
3.12.6 Comprimento da Armadura Positiva .............................................................................................. 35
3.12.7 Armaduras Complementares .......................................................................................................... 35
3.15 TABELAS DAS ARMADURAS ......................................................................................................... 36
3.16 CÁLCULO PRÁTICO ......................................................................................................................... 37
3.16.1 Pré-dimensionamento da Altura da Laje ........................................................................................ 37
3.16.2 Cálculo das Ações .......................................................................................................................... 37
3.16.3 Verificação das Flechas.................................................................................................................. 37

................................................................................................................................................. 38 3.......................17 LAJE MACIÇA RETANGULAR COM UMA BORDA LIVRE ........2..............6..............4 AÇÕES ............................................... CÁLCULO SIMPLIFICADO.......................................................................4 Escolha da Laje ..................................... 61 4..................................................................4 Reações de Apoio nas Vigas de Borda ................................................................................................................................................. 82 5...........................................................................................................................2............................................6...........................18............................................................................................................4 Reações nas Vigas ............................................................2 LAJE TRELIÇA ............ 64 4............................. 85 5.................3..................2 Flecha na Laje L1 ....................................... 79 5...................18 EXEMPLO DE CÁLCULO DE LAJES MACIÇAS DE UMA EDIFICAÇÃO.......................1.....................................................6 Verificação das Flechas......................................5 Momentos Fletores e Dimensionamento das Armaduras Longitudinais de Flexão ...1 Nervura Transversal .....2 Paredes Sobre Laje ..................18........... 64 4....................................................................................................................................... 45 3...........................18...............................18.. 49 3......................... 42 3................2 Armadura Complementar ........ 75 5......18........... 40 3.7 EXEMPLO ........... 84 5...................... 66 4...............17.....................1 Detalhes Construtivos ................................................ 71 5....................................................................2..............................................................................................18.............................................................7 Verificação da Força Cortante . 78 5...... 71 4.......................................................................................1 Vãos Efetivos e Vinculação nas Bordas.............. 71 4...................................................... 71 4... TIPOS .............8 Detalhamentos das Armaduras Longitudinais de Flexão .......................................................................................................................................7............................................................................................................3.....................................................16......................2 Exemplo Numérico de Aplicação .18..............................................................................3.17............. 38 3................................3 Armadura de Distribuição .......................4 Dimensionamento .........3..1.............................17............................................................................... 71 4..............3 LAJE PRÉ-FABRICADA CONVENCIONAL ............................3 Cálculo das Ações Atuantes ................................6 DIMENSIONAMENTO ................. 69 4.....................................1 Flexão nas Nervuras ...............................................3 Lançamento do Concreto .................... 59 3................................2 Pré-Dimensionamento da Altura das Lajes ..... 41 3...6.................. 77 5.....................1 Detalhamento das Armaduras ......... 47 3............................................................................ 51 3.................................. 54 3....................................1........2 Força Cortante ..........................18.............18.........................................................5 MOMENTOS FLETORES NOS APOIOS INTERMEDIÁRIOS........................... 80 5........................ 38 3........................... lcc < 65 cm........................3 Flecha na Laje L4 ..................................................................... 75 5........... 47 3......................................18...... LAJES PRÉ-FABRICADAS ...................... 55 3.................................................... 86 ..................................................................................1 Flecha na Laje L2 ......................................... 80 5.......................5 Momentos Fletores e Dimensionamento ..........................3.......................................2...........................................................1 Lajes com Três Bordas Apoiadas ............................. 40 3.......................................3......................................................................................................................................... 70 4.......................................... 57 3........................16..............................................................17............... LAJES NERVURADAS .................1 DEFINIÇÕES ................ 81 5............................................................................ 67 4...................................................1 Laje em Cruz (nervuras nas duas direções)....................................... 44 3..................................................................................2 Lajes com Três Bordas Engastadas ....................18.................................................................................................................. 60 3..................... DEFINIÇÃO ..6......................6.....2.....................

As ações são normalmente transmitidas para as vigas de apoio nas bordas da laje. 2. as lajes maciças são as mais comuns entre os diferentes tipos de laje existentes. DEFINIÇÃO As lajes são classificadas como elementos planos bidimensionais. As lajes maciças de forma retangular. pontes de grandes vãos. ou placas. Laje com borda ou bordas livres é um caso particular de laje apoiada nas bordas.1 CLASSIFICAÇÃO QUANTO À DIREÇÃO As lajes maciças podem ser classificadas segundo diferentes critérios. não são aplicadas em construções residenciais e outras construções de pequeno porte. móveis. escadas. Existem dois casos: laje armada em uma direção ou laje armada em duas direções. paredes. As ações são comumente perpendiculares ao plano da laje. O processo de cálculo das lajes maciças. indústrias. podendo ser divididas em distribuídas na área. nesta apostila são apresentadas apenas as lajes maciças retangulares ou quadradas de Concreto Armado. hospitais. também chamadas lajes mistas. Embora menos comuns. etc. são da mesma ordem de grandeza e muito maiores que a terceira dimensão. dos tipos de vínculos nos apoios.). apoiadas sobre as quatro bordas. as lajes podem ser facilmente calculadas e dimensionadas.UNESP(Bauru/SP) 2117 . com espessuras que normalmente variam de 7 cm a 15 cm. sem intermédio de apoios nas bordas. serão também estudadas. muros de arrimo. como edifícios de múltiplos pavimentos (residenciais. porém. distribuídas linearmente ou forças concentradas. LAJE MACIÇA Laje maciça é aquela onde toda a espessura é composta por concreto. embora bem menos comuns na prática. do tipo moldada no local ou com partes pré-fabricadas. e apoiada em vigas ou paredes ao longo das bordas. . como em relação à forma geométrica. a espessura. possível de ser executado manualmente sem auxílio de computadores. normalmente de pessoas. pois nesses tipos de construção as lajes nervuradas préfabricadas apresentam vantagens nos aspectos custo e facilidade de construção. Neste processo as lajes têm os esforços de flexão e as flechas determinadas segundo a Teoria das Placas. As lajes são também chamadas elementos de superfície. As lajes com uma ou duas bordas livres. Nas pontes e edifícios de múltiplos pavimentos e em construções de grande porte. também podem ocorrer ações externas na forma de momentos fletores. o comprimento e a largura. segundo quaisquer formas geométricas e carregamentos que tiverem. comerciais. construções de grande porte. quando são chamadas lajes lisas. demonstrado nesta apostila.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 1 1. As lajes maciças podem ser de Concreto Armado ou de Concreto Protendido. demonstrada por centenas de construções já executadas. etc. reservatórios. quanto à direção. a forma retangular é a grande maioria dos casos da prática. com base na teoria matemática da elasticidade. normalmente aplicados nas bordas das lajes. como escolas. A laje lisa e a laje cogumelo são também lajes maciças de concreto. e os mais variados tipos de carga que podem existir em função da finalidade arquitetônica do espaço que a laje faz parte. Por uma questão de tradição no Brasil é costume chamar a laje apoiada nas bordas como “laje maciça”. As formas geométricas podem ter as mais variadas formas possíveis. são as lajes mais comuns nas construções correntes de Concreto Armado. Hoje em dia. INTRODUÇÃO Neste texto serão estudadas as lajes denominadas usualmente como maciças e as lajes nervuradas. Tem o aval da NBR 6118/2014 e aplicação segura. Uma classificação muito importante das lajes maciças é aquela referente à direção ou direções da armadura principal. As lajes maciças de concreto. pisos. mas eventualmente também podem ser transmitidas diretamente aos pilares. 3. Destinam-se a receber a maior parte das ações aplicadas numa construção. De modo geral. etc. nessas lajes as cargas e outras ações são transferidas diretamente aos pilares. porém. 3. é aquele já desenvolvido há muitos anos. contendo armaduras longitudinais de flexão e eventualmente armaduras transversais. com os avançados programas computacionais existentes. são projetadas para os mais variados tipos de construção. que são aqueles onde duas dimensões.

tal que: λ= com: ly lx ≤2 Eq. segundo a direção principal da laje. os esforços solicitantes são bem menores e. são comumente desprezados nos cálculos. b) Laje armada em duas direções (ou em cruz) Nas lajes armadas em duas direções os esforços solicitantes são importantes segundo as duas direções principais da laje. Os esforços solicitantes e as flechas são calculados supondo-se a laje como uma viga com largura de 1 m. ly = lado maior. chamada secundária. ly = vão maior. Na outra direção. Os esforços solicitantes de maior magnitude ocorrem segundo a direção do menor vão. 1m lx ly Figura 1 – Vãos da laje retangular armada em uma direção. lx ly Figura 2 – Vãos da laje retangular armada em duas direções. por isso. A relação entre os lados é menor que dois.2 UNESP(Bauru/SP) 2117 . 1 lx = vão menor (Figura 1). isto é: λ= com: ly lx >2 Eq. 2 lx = lado menor (Figura 2). .Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto a) Laje armada em uma direção As lajes armadas em uma direção tem relação entre o lado maior e o lado menor superior a dois. como se verá adiante. chamada direção principal.

3.6. Como as tabelas usuais para cálculo das lajes só admitem apoios simples. de modo a possibilitar o cálculo manual que será desenvolvido. dispondo-se uma armadura. Com a utilização de programas computacionais é possível admitir também o engaste elástico. t2 e h estão indicadas na Figura 3. as vigas nas bordas são o tipo de apoio mais comuns nas construções.2.3 UNESP(Bauru/SP) 2117 . Para o cálculo dos esforços solicitantes e das deformações nas lajes torna-se necessário estabelecer os vínculos da laje com os apoios. Pode ser mais adequado engastar perfeitamente a laje na viga. . a) bordas simplesmente apoiadas O apoio simples surge nas bordas onde não existe ou não se admite a continuidade da laje com outras lajes vizinhas. 4 As dimensões l 0 .4). considerando que os apoios são suficientemente rígidos na direção vertical. na ligação com a viga. acompanhando as pequenas rotações da laje. t1. A idealização teórica de apoio simples ou engaste perfeito. item 14. ou lineares como as vigas de borda. segundo CUNHA & SOUZA (1994). Dentre eles. de modo que a viga gira e deforma-se. geralmente negativa. No caso de vigas de concreto de dimensões correntes. raramente ocorre na realidade. engaste perfeito e apoios pontuais. No entanto. o engaste perfeito e o engaste elástico. Os esforços de torção daí decorrentes devem ser obrigatoriamente considerados no projeto da viga de borda. O apoio pode ser uma parede de alvenaria ou uma viga de concreto. Cuidado especial há de se tomar na ligação de lajes com vigas de alta rigidez à torção. Devido à complexidade do problema devem ser feitas algumas simplificações. não superando os 10 %. 3 com: t / 2 a1 ≤  1 0.3 h e t / 2 a2 ≤  2 0.2 VÃO EFETIVO Os vãos efetivos das lajes nas direções principais (NBR 6118. sejam eles pontuais como os pilares. Os três tipos comuns de vínculo das lajes são o apoio simples. nas lajes correntes dos edifícios. a vinculação nas bordas deve se resumir apenas a esses três tipos.3 VINCULAÇÃO NAS BORDAS De modo geral são três os tipos de apoio das lajes: paredes de alvenaria ou de concreto. h t1 l0 t2 Figura 3 – Dimensões consideradas no cálculo do vão efetivo das lajes. o que acaba garantindo a concepção teórica do apoio simples (Figura 4). o erro cometido é pequeno. vigas ou pilares de concreto.3 h Eq. a rigidez da viga à torção é pequena.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 3. devem ser calculados pela expressão: l ef = l 0 + a1 + a 2 Eq.

(Figura 5). varandas. etc. Figura 5 – Laje em balanço engastada na viga de apoio. mas a laje com maior espessura pode ser considerada apenas apoiada na borda comum as duas lajes. É considerado também nas bordas onde há continuidade entre duas lajes vizinhas. como mostrado na Figura 6. o critério simplificado para se considerar a vinculação é o seguinte (Figura 7): . como marquises. pode ser mais adequado considerar a laje de menor espessura (L2) engastada na de maior espessura (L1).Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 10 50 20 Figura 4 – Viga de borda como apoio simples para a laje. Quando duas lajes contínuas têm espessuras muito diferentes. L1 L2 h1 h2 h1 >> h2 Figura 6 – Lajes adjacentes com espessuras muito diferentes. b) engaste perfeito O engaste perfeito surge no caso de lajes em balanço.4 UNESP(Bauru/SP) 2117 . No caso onde as lajes não têm continuidade ao longo de toda a borda comum.

Conforme as tabelas de BARÉS que serão utilizadas neste curso (anexas ao final da apostila) para cálculo das lajes maciças retangulares. a convenção de vinculação é feita com diferentes estilos de linhas. para efeito de cálculo inicial dos momentos fletores ML1 e ML2 . A ponderação feita entre os diferentes valores dos momentos fletores que surgem nesses apoios conduz ao engastamento elástico (Figura 8). No entanto. como mostrado na Figura 9. c) engaste elástico No caso de apoios intermediários de lajes contínuas surgem momentos fletores negativos devido à continuidade das lajes. . a laje L2 tem a borda engastada na laje L1. L1 L2 M L1 - - M L2 Figura 8 – Engastamento elástico na continuidade das lajes decorrente dos momentos fletores negativos diferentes. 5 se a < 2 L 3 → a laje L1 fica com a borda simplesmente apoiada (apoio simples). L2 a L1 L Figura 7 – Lajes parcialmente contínuas.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto se a ≥ 2 L 3 → a laje L1 pode ser considerada com a borda engastada na laje L2.5 UNESP(Bauru/SP) 2117 . Em qualquer dos casos. Eq. as lajes que apresentam continuidade devem ser consideradas perfeitamente engastadas nos apoios intermediários.

geralmente vigas nas bordas. As lajes atuam recebendo as cargas de utilização e transmitindo-as para os apoios.4 AÇÕES A CONSIDERAR As ações ou carregamentos a se considerar nas lajes são os mais variados.).6 UNESP(Bauru/SP) 2117 . divisórias. solo. 1 2A 2B 3 4A 4B 5A 5B 6 7 8 9 10 Figura 10 – Tipos de lajes em função dos vínculos nas bordas. Em função das várias combinações possíveis de vínculos nas quatro bordas das lajes retangulares. paredes. paredes. etc. distribuindo os esforços horizontais do vento para as estruturas de contraventamento (pórticos. apoio simples e borda livre. água. equipamentos fixos ou móveis. etc. desde pessoas até móveis. as lajes recebem números que diferenciam as combinações de vínculos nas bordas. . responsáveis pela estabilidade global dos edifícios. Nos edifícios as lajes ainda têm a função de atuarem como diafragmas rígidos (elemento de rigidez infinita no seu próprio plano). núcleos de rigidez.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto engaste perfeito apoio simples livre Figura 9 – Convenção de estilo de linha para os vínculos engaste perfeito. 3. como indicados na Figura 10.

NBR 8681 e NBR 6120. chamadas pela norma de carga acidental. Nas construções de edifícios correntes. e com: Eq. Para o peso específico do concreto armado (γconc) a NBR 6118 indica o valor de 25 kN/m3. h = 25 . h com: gpp = peso próprio da laje (kN/m2). A sua função é de nivelar e diminuir a rugosidade da laje. As ações peculiares das lajes de cada obra também devem ser cuidadosamente avaliadas.4. de máquinas. e = 19 . Recomenda-se adotar espessura não inferior a 3 cm. Eq. h = altura da laje (m). menos rica em cimento. e = espessura do revestimento (m). A espessura do contrapiso deve ser cuidadosamente avaliada. geralmente as ações principais a serem consideradas são as ações permanentes (g) e as ações variáveis (q). Para o revestimento de teto a ação permanente é: grev. Para essa argamassa. O peso próprio para lajes com espessura constante é uniformemente distribuído na área da laje.2 Contrapiso A camada de argamassa colocada logo acima do concreto da superfície superior das lajes recebe o nome de contrapiso ou argamassa de regularização. De modo geral.4. termo esse inadequado. preparando-a para receber o revestimento de piso final. 8 . Se as normas brasileiras não tratarem de cargas específicas. conforme a NBR 6120. etc. pode-se recorrer a normas estrangeiras.7 UNESP(Bauru/SP) 2117 .Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto Para determinação das ações atuantes nas lajes deve-se recorrer às normas NBR 6118. com os fabricantes de equipamentos mecânicos. teto = carga permanente do revestimento do teto (kN/m2). e = espessura do contrapiso (m). teto = γrev . A ação permanente do contrapiso é função da espessura (e) do contrapiso: gcontr = γcontr .5 ou 2 cm. 7 gcontr = carga permanente do contrapiso (kN/m2).4. e para um metro quadrado de laje (Figura 11) pode ser calculado como: Eq. A argamassa do contrapiso tem comumente o traço 1:3 (em volume). e com: grev. entre outras pertinentes. 1m h 1m Figura 11 – Peso próprio calculado para 1 m2 de laje. 3. conforme a NBR 6120. pode-se considerar o peso específico (γrev) de 19 kN/m3. 3.3 Revestimento do Teto Na superfície inferior das lajes (teto do pavimento inferior) é padrão executar-se uma camada de revestimento de argamassa. mas recomenda-se adotar espessura não inferior a 1.1 Peso Próprio O peso próprio da laje é o peso do concreto armado que forma a laje maciça. 6 gpp = γconc . As principais ações permanentes diretas que devem ser verificadas e determinadas são as apresentadas a seguir. sendo considerado o peso específico (γcontr) de 21 kN/m3. sobreposta à camada fina de chapisco. e = 21 . na bibliografia especializada. este revestimento tem pequena espessura. 3.

Para a argamassa de revestimento pode-se considerar o peso específico de 19 kN/m3 (NBR 6120). que define o tipo de piso de cada ambiente da construção. gpar = carga uniforme da parede (kN/m2).). Ao se considerar o peso específico da unidade de alvenaria para toda a parede está se cometendo um erro. ealv + γarg . a espessura e a altura da parede. 9 γalv = peso específico da unidade de alvenaria que compõe a parede (kN/m3). que compõe a parede. valores estes que auxiliam no cálculo da carga do piso por metro quadrado de área de laje. γalv = peso específico da unidade de alvenaria (kN/m3). bloco. γarg = peso específico da argamassa do revestimento (kN/m3).5. A carga da parede sobre a laje é: g par = γ par . Para a sua correta quantificação é necessário definir o tipo ou material do qual o piso é composto. 3. o que normalmente é feito com auxílio do projeto arquitetônico. e . ealv = espessura da unidade de alvenaria que resulta na espessura da parede (m). earg = espessura do revestimento considerando os dois lados da parede (m). como granito e mármore. A Tabela 1 da NBR 6120 fornece os pesos específicos de diversos materiais. assentado sobre a argamassa de regularização. h = altura da parede (m). Alaje = área da laje (m2) = lx . 10 γpar = peso específico da parede (kN/m2). ou pelos pesos específicos individuais dos materiais que a compõe.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 3.8 UNESP(Bauru/SP) 2117 . O peso específico da parede pode ser dado em função do peso total da parede. pois os pesos específicos das argamassas de revestimento e de assentamento são diferentes do peso específico da unidade de alvenaria. Não se conhecendo o peso específico global da parede pode-se determinar a sua carga com os pesos específicos individuais da parede. h .4. 11 . ly Para blocos cerâmicos furados a NBR 6120 recomenda o peso específico (γalv) de 13 kN/m3 e para tijolos maciços cerâmicos 18 kN/m3. e de rochas. Os tipos mais comuns são os de madeira. de cerâmica.4. isto é: g par = com: Ppar A laje = γ alv . earg com: Eq. O peso específico das paredes correto pode ser calculado considerando-se os pesos específicos dos materiais individualmente.4. ou o peso específico da parede. composta pela unidade de alvenaria e pelas argamassas de assentamento e de revestimento. l A laje Eq. carpetes ou forrações. h .1 Laje Armada em Duas Direções Para as lajes armadas em duas direções considera-se simplificadamente a carga da parede uniformemente distribuída na área da laje. bem como a sua disposição e extensão sobre a laje. É necessário conhecer o tipo de unidade de alvenaria (tijolo. l = comprimento da parede sobre a laje (m).4 Piso O piso é o revestimento final na superfície superior da laje.5 Paredes A carga das paredes sobre as lajes maciças deve ser determinada em função da laje ser armada em uma ou em duas direções. de forma que a carga é o peso total da parede dividido pela área da laje. l A laje Eq. 3. e = espessura total da parede (m). calculando-se a carga da parede por metro quadrado de área: γpar = γalv . etc.

Para o caso de parede com direção paralela à direção principal da laje (direção do menor vão). a carga da parede deve ser considerada como uma força concentrada na viga que representa a laje. e . para as regiões I e II. representativo da carga da parede.5. Portanto. h = altura da parede (m).Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto com: gpar = carga uniforme da parede (kN/m2). 2/3 lx I II I lx ly Figura 12 – Parede paralela à direção principal da laje armada em uma direção. h com: P = força concentrada representativa da parede (kN). γalv = peso específico da parede (kN/m3).2 Laje Armada em Uma Direção Para laje armada em uma direção há dois casos a serem analisados. A laje fica com duas regiões com carregamentos diferentes. dois cálculos de esforços solicitantes necessitam serem feitos. 13 . No caso de parede com direção perpendicular à direção principal. A carga uniformemente distribuída devida à parede. e . Eq. O valor da força concentrada P. é: P = γ alv . que fica limitada apenas à região II. 12 gpar = carga uniforme da parede na laje (kN/m2). considera-se simplificadamente a carga da parede distribuída uniformemente numa área da laje adjacente à parede. e = espessura da parede (m). nos dois lados da parede.9 UNESP(Bauru/SP) 2117 . 3. como mostrado na Figura 12. lx = menor vão da laje (m). Nas regiões I não ocorre a carga da parede. ly Para a espessura média dos revestimentos das paredes recomenda-se o valor de 2 cm. h . na faixa 2/3 lx é: g par = com: Ppar 2 lx . h = altura da parede (m). com largura de 2/3 lx.lx 3 = 3 Ppar 2 lx 2 Eq. em função da disposição da parede sobre a laje. 1 P = γ alv . Ppar = peso da parede (kN).4. l = comprimento da parede sobre a laje (m). como mostrado na Figura 13. Alaje = área da laje (m2) = lx .

que é o cobrimento mínimo acrescido da tolerância de execução (∆c). 14 .6 Ações Variáveis A ação variável nas lajes é tratada pela NBR 6120 (item 2. As cargas verticais que se consideram atuando nos pisos de edificações. referem-se a carregamentos devidos a pessoas. Nos projetos de estruturas correntes.1) estabelece que a espessura mínima para as lajes maciças deve respeitar: a) 7 cm para lajes de cobertura não em balanço. a agressividade ambiental deve ser classificada de acordo com o apresentado na Tabela 1 e pode ser avaliada.4.4. além das que se aplicam em caráter especial.4.2) estabelece os valores a serem prescritos para o cobrimento nominal das armaduras das lajes. o projetista estrutural pode considerar uma condição de agressividade maior que aquelas mostradas na Tabela 2.). d) 10 cm para lajes que suportem veículos de peso total menor ou igual a 30 kN. utensílios materiais diversos e veículos. c nom = c mín + ∆c Eq.6 COBRIMENTOS MÍNIMOS A NBR 6118 (item 7. etc.2) como “carga acidental”. com os valores mínimos indicados na Tabela 2”. Conhecendo o ambiente em que a estrutura será construída.5 ESPESSURA MÍNIMA A NBR 6118 (item 13. 3. f) 16 cm para lajes lisas e 14 cm para lajes cogumelo fora do capitel. com o mínimo de l/42 para lajes de piso biapoiadas e l/50 para lajes de piso contínuas.10 UNESP(Bauru/SP) 2117 . materiais diversos. segundo as condições de exposição da estrutura ou de suas partes. Figura 14. Para garantir o cobrimento mínimo (cmín) o projeto e a execução devem considerar o cobrimento nominal (cnom).7. móveis. simplificadamente. f) 15 cm para lajes com protensão apoiada em vigas. móveis. b) 8 cm para lajes de piso não em balanço. Na prática costumam chamar também de “sobrecarga”.2. e são supostas uniformemente distribuídas. A carga acidental é definida pela NBR 6120 como “toda aquela que pode atuar sobre a estrutura de edificações em função do seu uso (pessoas.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 1m P lx ly Figura 13 – Parede perpendicular à direção principal da laje armada em uma direção. c) 10 cm para lajes em balanço. 3. e) 12 cm para lajes que suportem veículos de peso total maior que 30 kN. veículos. 3.

armazéns de fertilizantes. A dimensão máxima característica do agregado graúdo (dmáx) utilizado no concreto não pode superar em 20 % a espessura nominal do cobrimento.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto Tabela 1 . banheiros.2 c nom Eq. 3 Elevado Respingos de maré NOTAS: 1) Pode-se admitir um microclima com uma classe de agressividade mais branda (uma classe acima) para ambientes internos secos (salas. Classe de Classificação geral do Risco de deterioração da agressividade Agressividade tipo de ambiente estrutura Ambiental para efeito de Projeto Rural I Fraca Insignificante Submersa II III IV Urbana1. 2) Pode-se admitir uma classe de agressividade mais branda (uma classe acima) em obras em regiões de clima seco.2). 16 Para determinar a espessura do cobrimento é necessário antes definir a classe de agressividade ambiental a qual a estrutura está inserida. com umidade média relativa do ar menor ou igual a 65 %. galvanoplastia.11 UNESP(Bauru/SP) 2117 . tanques industriais.1). cozinhas e áreas de serviço de apartamentos residenciais e conjuntos comerciais ou ambientes com concreto revestido com argamassa e pintura). A Tabela 2 apresenta valores de cobrimento nominal de lajes. Nas obras correntes o valor de ∆c deve ser maior ou igual a 10 mm. 2 Muito forte Industrial1. simplificadamente. vigas e pilares. ou seja: d máx ≤ 1. . Tabela 6. em função da classe de agressividade ambiental. a agressividade ambiental deve ser classificada de acordo com o apresentado na Tabela 2 e pode ser avaliada. 3) Ambientes quimicamente agressivos. partes da estrutura protegidas de chuva em ambientes predominantemente secos ou regiões onde raramente chove.Classes de agressividade ambiental – CAA (NBR 6118. para a tolerância de execução (∆c) de 10 mm. branqueamento em indústrias de celulose e papel.4. segundo as condições de exposição da estrutura ou de suas partes (item 6. 2 Moderada Marinha Forte Pequeno 1 Grande Industrial1. indústrias químicas. Esse valor pode ser reduzido para 5 mm quando houver um adequado controle de qualidade e rígidos limites de tolerância da variabilidade das medidas durante a execução das estruturas de concreto. Em geral. o cobrimento nominal de uma determinada barra deve ser: c nom ≥ φ barra Eq. 15 c nom ≥ φ feixe = φ n = φ n c Armaduras longitudinais h c Figura 14 – Cobrimento da armadura. Nos projetos das estruturas correntes. dormitórios.

com argamassa de revestimento e acabamento. canaletas de efluentes e outras obras em ambientes química e intensamente agressivos. com revestimentos finais secos tipo carpete e madeira. 3.” 2) “Nas superfícies expostas a ambientes agressivos. condutos de esgoto. φl h d c Figura 15 – Altura útil d para as lajes maciças. Para concretos de classe de resistência superior ao mínimo exigido.Correspondência entre classe de agressividade ambiental e cobrimento nominal para ∆c = 10 mm (NBR 6118. 18 onde: d = altura útil da laje (cm). pisos asfálticos e outros tantos. Conforme a laje maciça mostrada na Figura 15.c .2 da NBR 6118.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto Tabela 2 . A altura útil d. ABNT. que é a distância entre o centro de gravidade da armadura tracionada e a face comprimida da seção. respeitado um cobrimento nominal ≥ 15 mm. . a armadura deve ter cobrimento nominal ≥ 45 mm.4.7).7 ESTIMATIVA DA ALTURA DA LAJE Para o cálculo das lajes é necessário estimar inicialmente a sua altura. 36p. pisos cerâmicos.”1 (item 7.2) devem seguir o disposto na ABNT NBR 9062. as exigências desta tabela podem ser substituídas pelas de 7. estações de tratamento de água e esgoto.7. os cobrimentos definidos na Tabela 2 podem ser reduzidos em até 5 mm.” 4) Para parâmetros relativos ao Concreto Protendido consultar a Tabela 7.2). n = número de bordas engastadas da laje. Projeto e execução de estruturas de concreto pré-moldado. Existem vários e diferentes processos para essa estimativa.1 n ) l* Eq. de modo geral a altura útil é dada pela relação: Eq.4.5. Tipo de estrutura Concreto Armado4 Classe de agressividade ambiental (CAA) Componente ou elemento I Laje1 20 25 35 45 Viga/Pilar 25 30 40 50 40 50 Elementos estruturais em contato com o solo3 II III IV2 Cobrimento nominal (mm) 30 Notas: 1) “Para a face superior de lajes e vigas que serão revestidas com argamassa de contrapiso. como reservatórios. sendo um deles dado pela equação seguinte: d ≅ (2. Tabela 7.5 − 0. devem ser atendidos os cobrimentos da classe de agressividade IV.φl /2 Para φl pode-se estimar inicialmente a barra com diâmetro de 10 mm. 17 d = h . supondo armadura de flexão positiva. 2001. os valores relativos ao cobrimento das armaduras (Tabela 7. “No caso de elementos estruturais pré-fabricados.” 3) “No trecho dos pilares em contato com o solo junto aos elementos de fundação. NBR 9062.12 UNESP(Bauru/SP) 2117 . depende principalmente do cobrimento da armadura. como pisos de elevado desempenho. 1 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS.7.

1 Laje Armada em Uma Direção No caso das lajes armadas em uma direção considera-se simplificadamente que a flexão na direção do menor vão da laje é preponderante à da outra direção. de modo que a laje será suposta como uma viga com largura constante de um metro (100 cm). segundo a direção principal da laje.8. A estimativa da altura com a Eq. 3. 19 com lx ≤ ly e l*. . como mostrado na Figura 16. 18 não dispensa a verificação da flecha que existirá na laje. As lajes armadas em uma direção são calculadas como vigas segundo a direção principal e as lajes armadas em duas direções podem ser aplicadas diferentes teorias.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto l* = dimensão da laje assumida da seguinte forma: l x l* ≤  0. O cobrimento c deve ser determinado conforme a Tabela 2.8 MOMENTOS FLETORES SOLICITANTES Os momentos fletores e as flechas nas lajes maciças são determinadas conforme a laje é armada em uma ou em duas direções. Com a altura útil calculada fica simples determinar a altura h da laje: Eq. 1m Figura 16 – Momentos fletores em laje armada em uma direção. 20 h = d + φl/2 + c Como não se conhece inicialmente o diâmetro φl da barra longitudinal da laje.13 UNESP(Bauru/SP) 2117 . que deverá ser calculada. momentos fletores máximos e flechas imediatas. o diâmetro deve ser estimado. Na direção secundária desprezam-se os momentos fletores existentes. para as lajes correntes. lx e ly em metro.7l y Eq. Normalmente. como a Teoria da Elasticidade e a das Charneiras Plásticas. 3. para carregamento uniformemente distribuído. Figura 18 e Figura 19 mostram os casos de vinculação possíveis de existirem quando se consideram apenas apoios simples e engastes perfeitos. A Figura 17. Estão indicadas as equações para cálculo das reações de apoio. o diâmetro varia de 5 mm a 8 mm.

.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto p l pl 2 Flecha máxima: ai = pl 2 5 p l4 384 EI Mmáx = p l 2 8 Figura 17 – Laje armada em uma direção sobre apoios simples e com carregamento uniforme. p l Flecha máxima: 1 p l4 ai = 185 EI 5 pl 8 3 pl 8 pl 8 2 pl 2 Mmáx = 14.22 Figura 18 – Laje armada em uma direção sobre apoio simples e engaste perfeito com carregamento uniforme.14 UNESP(Bauru/SP) 2117 .

o cálculo pode ser feito supondo viga contínua com largura de um metro. como mostrado na Figura 21. Os esforços solicitantes máximos podem ser obtidos aplicando-se os carregamentos nas lajes separadamente. com duas bordas livres. Laje em balanço Planta de fôrma M Esquema estático e diagrama de M Figura 20 – Laje em balanço armada em uma direção.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto p l Flecha máxima: ai = 1 p l4 384 EI pl 2 pl 2 pl 12 2 pl 12 2 2 Mmáx = p l 24 Figura 19 – Laje armada em uma direção biengastada com carregamento uniforme. na direção dos vãos dos apoios. e em . sendo o primeiro o carregamento permanente. No caso de lajes contínuas armadas em uma direção. como as lajes de marquises e varandas. são também casos típicos de lajes armadas em uma direção. As lajes em balanço. Para a obtenção dos esforços e flechas máximas nas lajes deve-se decompor o carregamento total em carregamento permanente e carregamento variável. que devem ser calculadas como viga segundo a direção do menor vão (Figura 20).15 UNESP(Bauru/SP) 2117 .

e recebem a notação de Mxy. .Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto seguida o carregamento variável. de modo que o seu cálculo é bem mais complexo se comparado ao das lajes armadas em uma direção. c) Método das Linhas de Ruptura ou das Charneiras Plásticas. sendo as mais importantes as seguintes: a) Teoria das Placas: desenvolvida com base na Teoria da Elasticidade. o levantamento da laje fica impedido. o que faz surgir momentos fletores nos cantos. Nos cantos.16 UNESP(Bauru/SP) 2117 . de Contorno.2 Laje Armada em Duas Direções O comportamento das lajes armadas em duas direções. os momentos principais desviam-se por influência dos momentos volventes. (LEONHARDT & MÖNNIG. Os momentos nos cantos são chamados momentos volventes ou momentos de torção. No centro da laje os momentos principais desenvolvem-se perpendicularmente às bordas e nos cantos com ângulos de 45°. Sob a ação do carregamento a laje apoia-se no trecho central dos apoios e os cantos se levantam dos apoios. que causam tração no lado superior da laje na direção da diagonal. e positivos na direção perpendicular à diagonal. podem ser determinados os esforços e as flechas em qualquer ponto da laje. etc. A direção dos momentos principais M1 e M2 principais está mostrada na Figura 23. Os esforços solicitantes e as deformações nas lajes armadas em duas direções podem ser determinados por diferentes teorias. 1982). Se a laje estiver ligada a vigas de concreto ou se existirem pilares nos cantos. b) Processos aproximados. negativos. d) Métodos Numéricos. 3. como mostrado na Figura 22. Os esforços finais são somados. como o dos Elementos Finitos.8. apoiadas nos quatro lados. Laje Viga com B = 1m 1m Viga de apoio Figura 21 – Lajes contínuas armadas em uma direção. é bem diferente das lajes armadas em uma direção. obtendo-se assim os esforços desfavoráveis máximos. que causam tração no lado inferior da laje. Com sobrecarga no canto Sem ancoragem de canto ou sem sobrecarga M 1 (-) M 2 (+) Com ancoragem de canto Linhas de apoio Figura 22 – Laje retangular com apoios simples nos quatro lados.

com coeficientes que proporcionam o cálculo dos momentos fletores e das flechas para casos específicos de apoios e carregamentos. . de acordo com cada tipo de laje e em função de λ = ly / lx . negativos ou positivos.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto lx ly / lx =1 ly / lx = 1. os momentos fletores. de diferentes origens e autores. 21 w = deslocamento vertical da placa. De modo geral abrangem os casos de lajes retangulares. desenvolvidas por Barés e adaptadas por PINHEIRO (1994). não homogênea). µ = coeficiente tabelado. o que motivou o surgimento de diversas tabelas..17 UNESP(Bauru/SP) 2117 . 1982). sob carregamento uniforme e triangular.m/m). As tabelas servem para o cálculo dos momentos fletores em lajes retangulares com apoios nas quatro bordas. Szilard. respectivamente. sendo: µx e µy = coeficientes para cálculo dos momentos fletores positivos atuantes nas direções paralelas a lx e ly . proporciona a equação geral das placas (equação diferencial de quarta ordem. D = rigidez da placa à flexão. 22 A solução da equação geral das placas é tarefa muito complexa. que relaciona a deformada elástica w da placa com a carga p unitária. 23 M = momento fletor (kN.5 ly ly / lx =2 Figura 23 – Direção dos momentos fletores principais em lajes armadas em duas direções sob bordas de apoio simples (LEONHARDT & MÖNNIG. etc. circulares. onde o material é elástico linear (vale a Lei de Hooke). são calculados pela expressão: M=µ onde: p l x2 100 Eq. p = carregamento na placa. A equação tem a forma: ∂ 4w ∂ 4w ∂ 4w p + + = 2 ∂x 4 ∂x 2∂y 2 ∂y 4 D com: Eq. obtida por Lagrange em 1811. A Tabela A-8 até a Tabela A-12 são tabelas para lajes com carregamento uniformemente distribuído na área da laje e a Tabela A-13 até a Tabela A-17 são para carregamento triangular. A Teoria das Placas. etc. com bordas livres. homogêneo e isótropo. No caso desta apostila serão utilizadas as tabelas apresentadas no anexo (Tabela A-8 a Tabela A-17). dada por: D= E h3 12 1 − ν 2 ( ) Eq. Stiglat/Wippel. desenvolvida com base na teoria matemática da elasticidade. apoiadas em pilares. Bares. conforme os desenhos mostrados nessas tabelas. triangulares. uniformemente distribuída na área da placa. Há diversas tabelas de autores como: Czerny. Conforme as tabelas de Barés.

18 UNESP(Bauru/SP) 2117 . 54 devem ser verificadas. que simplifica muito o cálculo e não resulta um procedimento antieconômico.7. Acrescente-se que a compatibilização dos momentos positivos e negativos deve ser feita nas duas direções da laje. quando for o caso. respectivamente. a adoção do maior valor de momento negativo em vez de equilibrar os momentos de lajes diferentes sobre uma borda comum. até a obtenção de valores equilibrados nas bordas. sendo desprezado. onde o momento fletor negativo (X) de duas lajes adjacentes é tomado como: 0. lx = menor vão da laje (m). p = valor da carga uniforme ou triangular atuante na laje (kN/m2).2) permite que seja feita uma compatibilização dos momentos fletores negativos: “Quando houver predominância de cargas permanentes. simplificadamente.8 X1  X ≥  X1 + X 2  2  . M . este não é considerado.XB M3 + 2 Figura 24 – Compatibilização dos momentos fletores negativos e positivos.” Há muitos anos está consolidada na prática brasileira um método de compatibilização. caso os cálculos sejam efetuados manualmente. No caso de análise plástica. com X1 ≥ X2 Eq. as lajes vizinhas podem ser consideradas isoladas.8. Se ocorrer diminuição do momento fletor (alívio). A NBR 6118 (item 14.8 X1 X1 + X 2 2 ≥ 0. 3. conforme indicado no esquema mostrado na Figura 24. Eq. A rigor. 53 e Eq. Uma opção ao procedimento da compatibilização de momentos fletores é adotar para a borda comum a maior armadura negativa. 24 Os momentos fletores positivos são corrigidos e aumentados. em procedimento iterativo. os momentos fletores negativos em uma borda comum a duas lajes contíguas são geralmente diferentes (ver Figura 24).XA M1 + 2 M2 X2 { ≥ XA X2 X3 M3 M { 0.8 X3 X2 + X 3 2 XB M2 X 3 . realizando-se a compatibilização dos momentos sobre os apoios de forma aproximada. o que configura um trabalho laborioso.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto µ’x e µ’y = coeficientes para cálculo dos momentos fletores negativos atuantes nas bordas perpendiculares às direções lx e ly . M1 X1 X 2 M2 X2 X 3 M3 Momentos fletores não compatibilizados X1 M1 Momentos fletores compatibilizados X1 . Permite-se. as relações apresentadas na Eq. a compatibilização pode ser realizada mediante alteração das razões entre momentos de borda e vão. 52.3 Compatibilização dos Momentos Fletores Ao se considerar as lajes de um pavimento isoladas umas das outras.6.

a favor da segurança. A carga linear da laje na viga. em função da área do triângulo.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 3.6. Considera-se que as cargas na laje caminhem para as vigas nas bordas perpendiculares à direção principal da laje. uma carga referente à área do triângulo adjacente à viga.2.15 p l x com: Vviga = carga da laje na viga (kN/m).8. que causam tração no lado superior da laje na direção da diagonal. pode ser considerada como: Vviga = 0. Em cima e em baixo como alternativa 0.19 UNESP(Bauru/SP) 2117 . Para os momentos volventes devem ser dispostas armaduras convenientemente calculadas. No caso das lajes armadas em uma direção.25 l x Ancorar com segurança 0. 25 . nos cantos das lajes com bordas apoiadas surgem momentos fletores negativos. as reações de apoio são provenientes do cálculo da viga suposta. no cálculo das reações da laje nas bordas.1. Os momentos nos cantos são chamados momentos volventes ou momentos de torção. As armaduras podem ser dispostas como mostrado na Figura 25.8. caso existirem. pode-se considerar. 3.25 l x Embaixo Em cima Figura 25 – Armadura para os momentos volventes nos cantos. como mostrado na Figura 26.4 Momentos Volventes Como apresentado no item 3. lx = menor vão da laje (m). e recebem a notação de Mxy . como visto no item 3. lx 60° ly Figura 26 – Carga nas vigas paralelas à direção principal da laje armada em uma direção sob carregamento uniformemente distribuído. Nas outras vigas. Eq.9 REAÇÕES DE APOIO 30° 60° Área do triângulo 30° Direção principal Viga de borda Assim como no cálculo dos momentos fletores solicitantes e das flechas. que causam tração no lado inferior da laje. e positivos na direção perpendicular à diagonal. as lajes serão analisadas em função de serem armadas em uma ou em duas direções.

20 UNESP(Bauru/SP) 2117 . onde: νx = reação nos apoios simples perpendiculares à direção de lx. deve ser também verificado nas lajes de concreto.7. No item 19.90° a partir do apoio. νy = reação nos apoios simples perpendiculares à direção de ly. dados em 13. o “estado-limite de deformações excessivas” (ELS-DEF). p = valor da carga uniforme atuante na laje (kN/m2).4) como o “estado em que as deformações atingem os limites estabelecidos para a utilização normal. lx = menor vão da laje (m).7. a partir dos vértices. ν’x = reação nos apoios engastados perpendiculares à direção de lx. sendo que essas reações podem ser. As prescrições contidas no item 17. considerando a possibilidade de fissuração (estádio II).2. com coeficientes que auxiliam o cálculo das reações de apoio para lajes armadas em duas direções. 3.1) prescreve que.60° a partir do apoio considerado engastado. onde cada viga de apoio da laje receberá a carga que estiver nos triângulos ou trapézios a ela relacionada.2 tratam dos . quando a borda vizinha for livre. .Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto A NBR 6118 (item 14. No Anexo estão apresentadas as Tabelas A-5 a A-7.10 FLECHAS Assim como nas vigas. 30° 45° 45° 60° 45° 45° 45° 45° 60° 45° 30° 45° Figura 27 – Definição das áreas de influência de carga para cálculo das reações de apoio nas vigas de borda das lajes armadas em duas direções. ν = coeficiente tabelado em função de λ = ly / lx .3. 26 V = reação de apoio (kN/m). com carregamento uniformemente distribuído. as charneiras podem ser aproximadas por retas inclinadas.6. de maneira aproximada. b) quando a análise plástica não for efetuada. . definido pela NBR 6118 (item 3. se o outro for considerado simplesmente apoiado.3.3.4.2. com os seguintes ângulos: . consideradas uniformemente distribuídas sobre os elementos estruturais que lhes servem de apoio.1 a NBR 6118 recomenda que sejam usados os critérios propostos no item 17.45° entre dois apoios do mesmo tipo.3.” A Figura 27 mostra o esquema prescrito pela norma.”. As reações são calculadas pela equação: V=ν onde: p lx 10 Eq. “Para o cálculo das reações de apoio das lajes maciças retangulares com carga uniforme podem ser feitas as seguintes aproximações: a) as reações em cada apoio são as correspondentes às cargas atuantes nos triângulos ou trapézios determinados através das charneiras plásticas correspondentes à análise efetivada com os critérios de 14. ν’y = reação nos apoios engastados perpendiculares à direção de ly.

5. A deformação real da estrutura depende também do processo construtivo.inf = 0. portanto.2 para seções T ou duplo T. 28 com: fctk.3 para seções I ou T invertido.” 3.3. conforme 8. Segundo a NBR 6118 (item 17. “O modelo de comportamento da estrutura pode admitir o concreto e o aço como materiais de comportamento elástico e linear. Em face da grande variabilidade dos parâmetros citados. desde que os esforços não superem aqueles que dão início à fissuração.3. por meio das expressões (NBR 6118. a existência de fissuras no concreto ao longo dessa armadura e as deformações diferidas no tempo. “Nos estados-limites de serviço as estruturas trabalham parcialmente no estádio I e parcialmente no estádio II.1 Verificação do Estádio Para o cálculo da flecha é necessário conhecer o estádio de cálculo da seção crítica considerada. mais propriamente rotações e deslocamentos em elementos estruturais lineares. fct é a resistência à tração direta do concreto. Esse momento pode ser calculado pela seguinte expressão aproximada: Mr = α f ct I c yt Eq.inf no estado-limite de formação de fissuras e o fct.” Na falta de ensaios. deve ser usado o fctk. sendo obrigatória a consideração do efeito da fluência. item 8. A separação entre esses dois comportamentos é definida pelo momento de fissuração.2. No caso da utilização de armaduras ativas. O texto do item 17. em caso contrário. Deve ser utilizado no cálculo o valor do módulo de elasticidade secante Ecs definido na Seção 8. segundo o item 17. o que implica que a norma recomenda que as flechas nas lajes sejam tratadas do mesmo modo como nas vigas.2. e no estádio II. deve ser realizada através de modelos que considerem a rigidez efetiva das seções do elemento estrutural. Ic é o momento de inércia da seção bruta de concreto. que levem em consideração a presença da armadura.1.5). existe uma grande variabilidade das deformações reais.3.2.m no estado-limite de deformação excessiva (ver 8. 29 . de modo que as seções ao longo do elemento estrutural possam ter as deformações específicas determinadas no estádio I.10. α = 1. 27 sendo: α = 1.3 para a deformação da estrutura.m Eq.2.5): a) para concretos de classes até C50 fct . yt é a distância do centro de gravidade da seção à fibra mais tracionada. deve ser considerado o efeito da protensão no cálculo do momento de fissuração. onde: α é o fator que correlaciona aproximadamente a resistência à tração na flexão com a resistência à tração direta. grande precisão nas previsões de deslocamentos dadas pelos processos analíticos prescritos. com o quantil apropriado a cada verificação particular.2 (Estado-limite de deformação) é o seguinte: “A verificação dos valoreslimites estabelecidos na Tabela 13.5 para seções retangulares.m) pode ser avaliado em função da resistência característica do concreto à compressão (fck).3 3 f ck 2 Eq. ou seja. Para determinação do momento de fissuração. analisados isoladamente e submetidos à combinação de ações conforme a Seção 11.21 UNESP(Bauru/SP) 2117 . onde. assim como das propriedades dos materiais (principalmente do módulo de elasticidade e da resistência à tração) no momento de sua efetiva solicitação.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto deslocamentos (flechas) nas vigas de Concreto Armado. m = 0.” A avaliação da flecha nas vigas e lajes é feita de maneira aproximada.1). α = 1. Não se pode esperar.7 fct. o valor médio da resistência à tração direta (fct.

34 III = momento de inércia da seção fissurada de concreto no estádio II.1.3 fct. frequentes e raras. a seção está no estádio II. 30 b) para concretos de classes C55 até C90 fct.inf e fctk. 33 onde: Ic = momento de inércia da seção bruta de concreto: Ic = b h3 12 Eq.sup são os valores mínimo e máximo para a resistência à tração direta. a ação variável principal Fq1 é tomada com seu valor característico Fq1k e todas as demais ações variáveis são consideradas com seus valores frequentes ψ1 Fqk .2 Flecha Imediata A flecha imediata é aquela que ocorre quando é aplicado o primeiro carregamento na peça.3. Por outro lado.12 ln (1 + 011fck) Eq. 35 . A esse respeito.m = 2. 32 fica reduzida aos dois primeiros termos.” A combinação rara de serviço.2).8. 31 podem também ser usadas para idades diferentes de 28 dias.2 da NBR 6118). As combinações raras “ocorrem algumas vezes durante o período de vida da estrutura. ou seja. com o momento de inércia da seção bruta de concreto (Ic – ver Eq. Os valores fctk.10. conforme definida pela NBR 6120. no caso do momento fletor solicitante na laje ser menor que o momento de fissuração.1) prescreve que “Para uma avaliação aproximada da flecha imediata em vigas.3 a NBR 6118 trata das combinações de serviço. Nas lajes de construções residenciais correntes. O cálculo da ação de serviço é feito segundo a equação: Eq. Para o momento fletor na laje.m Eq. 3. no item 11.m e fck em MPa.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto fctk. não está fissurada. ψ1 = fator de redução de combinação frequente para ELS (ver Tabela 11. Fq1k = ação variável principal direta característica. A NBR 6118 (item 17. de modo geral. que não leva em conta os efeitos da fluência. Sendo fckj ≥ 7 MPa. calculado com: αe = Es E cs Eq. Se o momento fletor solicitante de uma seção na laje é maior que o momento fletor de fissuração. de modo que a Eq. 32 Fd.4 da NBR 6118 (11.3. e sua consideração pode ser necessária na verificação do estado-limite de formação de fissuras. classificadas em quase permanentes. Neste caso deve-se considerar o módulo de elasticidade secante (Ecs) e a posição da linha neutra deve ser calculada no estádio II. a carga acidental. 28 a Eq.2.22 UNESP(Bauru/SP) 2117 . pode-se utilizar a expressão de rigidez equivalente dada a seguir:” (EI)eq =   M E cs  r  M a      3  M Ic + 1 −  r   Ma   3      I II  ≤ E cs Ic       Eq. conforme mostrada na Tabela 11.ser = Σ Fgik + Fq1k + Σ ψ1j Fqjk onde: Fgk = ações permanentes características. ou seja. existe apenas uma ação variável. 31 com fct. As deformações podem ser determinadas no estádio I. 34). Fqjk = demais ações variáveis características. a seção está no estádio I.sup = 1. deve ser considerada a combinação rara. está fissurada. a Eq.8. a ser comparado com o momento fletor de fissuração.

9 para calcário. αE = 1.0 para granito e gnaisse. αE = 0.2 Eq.5 .Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto Mr = momento de fissuração do elemento estrutural. cujo valor deve ser reduzido à metade no caso de utilização de barras lisas. 37 sendo: αE = 1. Ma = momento fletor na seção crítica do vão considerado. O momento de inércia no estádio II será: 2 I II = b x II 3 x  + bx II  II  + α e A′s (x II − d′)2 + α e A s (d − x II )2 12  2  se A’s = 0 a equação torna-se: Eq. 32. 38 Para cálculo do momento fletor Ma deve ser considerada a combinação rara. Para o cálculo do momento de inércia no estádio II é necessário conhecer a posição da linha neutra neste estádio. b) para fck de 55 a 90 MPa 1/ 3 f  E ci = 21. com a ação definida na Eq. 103 α E  ck + 1. para a combinação de ações considerada nessa avaliação. Como a linha neutra passa pelo centro de gravidade da seção homogeneizada.23 UNESP(Bauru/SP) 2117 . 39 . Eq.7 para arenito. ou seja. O módulo de elasticidade secante pode ser obtido pelo método de ensaio da NBR 8522. Ecs = módulo de elasticidade secante do concreto. ou estimado pela expressão: Ecs = αi Eci sendo: αi = 0. o momento máximo no vão para vigas biapoiadas ou contínuas e momento no apoio para balanços. 36 f ck ≤ 1.25  10   com Eci e fck em MPa. xII tem a equação: x 2 b II + α e A′s (x II − d′) − α e A s (d − x II ) = 0 2 x II 2 + 2 αe (As + A′s ) x II − 2 α e (As d + A′s d′) = 0 b b se A’s = 0 a equação torna-se: x II 2 + 2 As αe 2 As d α e x II − =0 b b com b = 1 m = 100 cm no caso das lajes maciças.8) permite estimar o valor do módulo de elasticidade inicial (Eci) aos 28 dias segundo a expressão: a) para fck de 20 a 50 MPa E ci = α E 5600 f ck Eq.2. αE = 0.8 + 0.0 80 Na falta de resultados de ensaios a NBR 6118 (item 8.2 para basalto e diabásio.

3). 43 para t ≤ 70 meses ξ(t) = 2 para t > 70 meses Tabela 3 .” Os deslocamentos limites são classificados em quatro grupos básicos. b = largura da seção transversal.64 1. Segundo a NBR 6118 (item 17. No caso de parcelas da carga de longa duração serem aplicadas em idades diferentes.2. Tempo (t) 0 0. pode ser calculada de maneira aproximada pela multiplicação da flecha imediata pelo fator αf dado pela expressão:” αf = ∆ξ 1 + 50ρ′ Eq.84 0. causando a sua deformação lenta ou fluência.54 0. decorrente das cargas de longa duração em função da fluência.3 Flecha Diferida no Tempo A flecha diferida no tempo é aquela que leva em conta o fato do carregamento atuar na estrutura ao longo do tempo.996t ) t 0.10. pode-se tomar para t0 o valor ponderado a seguir: t0 = ΣPi t 0i ΣPi Eq. se existir.95 1. 45 ≥ 70 2 sendo: t = tempo. t0i = idade em que se aplicou cada parcela Pi . ξ = coeficiente função do tempo. em meses. relacionados a seguir: . quando se deseja o valor da flecha diferida.4 Flechas Máximas Admitidas As flechas máximas ou deslocamentos-limites como definidos pela NBR 6118 (item 13. d = altura útil. 42 bd A’s = área da armadura comprimida.04 1.12 1.68 0. O valor da flecha total deve ser obtido multiplicando a flecha imediata por (1 + αf). 3.1. 44 Eq.5 1 2 3 4 5 10 20 40 (meses) Coeficiente 0 0.2).68 (0. 41 A' s Eq. t0 = idade.10.32 Eq. que pode ser obtido diretamente na Tabela 3 ou ser calculado pelas expressões seguintes: onde: ρ′ = ∆ξ = ξ( t ) − ξ( t 0 ) ξ(t) = 0.3. “são valores práticos utilizados para verificação em serviço do estado-limite de deformações excessivas da estrutura. em meses. em meses.1 da NBR 6118).24 UNESP(Bauru/SP) 2117 . 46 onde: Pi = parcelas de carga.Valores do coeficiente ξ em função do tempo (Tabela 17. “A flecha adicional diferida.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 2 I II = b x II 3 x  + b x II  II  + α e A s (d − x II )2 12  2  Eq.89 ξ (t) Eq. relativa à data de aplicação da carga de longa duração. 40 3.36 1.

25 UNESP(Bauru/SP) 2117 .0017 rad4) l/2503) e 25 mm H/1700 e Hi/8505) entre pavimentos6) Ocorrido após a instalação da divisória Provocado pela ação do Movimento lateral vento para combinação de edifícios frequente (ψ1 = 0. seus efeitos sobre as tensões ou sobre a estabilidade da estrutura devem ser considerados. caixilhos e revestimentos Após a construção da parede Divisórias leves e caixilhos telescópicos De acordo com recomendação do fabricante do equipamento l/5003) e 10 mm e θ = 0. d) efeitos em elementos estruturais: os deslocamentos podem afetar o comportamento do elemento estrutural. incorporando-as ao modelo estrutural adotado. Tabela 4 – Valores-limites de deslocamentos (Tabela 13. A limitação da flecha para prevenir essas vibrações.3 da NBR 6118).Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto a) “aceitabilidade sensorial: o limite é caracterizado por vibrações indesejáveis ou efeito visual desagradável. incorporando-os ao modelo estrutural adotado. apesar de não fazerem parte da estrutura. deve ser realizada como estabelecido na Seção 23. provocando afastamento em relação às hipóteses de cálculo adotadas. c) efeitos em elementos não estruturais: deslocamentos estruturais podem ocasionar o mau funcionamento de elementos que. Se os deslocamentos forem relevantes para o elemento considerado.30) Movimentos térmicos Provocado por diferença l/4007) e verticais de temperatura 15 mm Movimentos térmicos Provocado por diferença Hi/500 horizontais de temperatura Ocorrido após a Revestimentos colados l/350 construção do forro Revestimentos Deslocamento ocorrido pendurados ou após a construção l/175 com juntas do forro Deslocamento Desalinhamento de provocado pelas ações H/400 trilhos decorrentes da frenação Se os deslocamentos forem relevantes para o elemento considerado. estão a ela ligados. b) efeitos específicos: os deslocamentos podem impedir a utilização adequada da construção.” Os valores-limites de deslocamentos que visam proporcionar um adequado comportamento da estrutura em serviço estão apresentados na Tabela 4. seus efeitos sobre as tensões ou sobre a estabilidade da estrutura devem ser considerados. . Tipo de efeito Aceitabilidade sensorial Efeitos estruturais em serviço Razão da limitação Deslocamento a considerar Deslocamentolimite Deslocamentos visíveis em elementos estruturais Vibrações sentidas no piso Total l/250 Devido a cargas acidentais l/350 Superfícies que devem drenar água Coberturas e varandas Total l/2501) Pavimentos que devem permanecer planos Ginásios e pistas de boliche Total l/350 + contraflecha2) Ocorrido após a construção do piso l/600 Visual Outro Elementos que suportam equipamentos sensíveis Paredes Efeitos em elementos não estruturais Forros Pontes rolantes Efeitos em elementos estruturais Exemplo Afastamento em relação às hipóteses de cálculo adotadas Laboratórios Ocorrido após nivelamento do equipamento Alvenaria. em situações especiais de utilização.

d) Deslocamentos excessivos podem ser parcialmente compensados por contraflechas.1 Laje Armada em Duas Direções Para as lajes armadas em duas direções a flecha imediata pode ser calculada com auxílio dos coeficientes constantes das Tabelas A-1 a A-4 (ver anexo). NOTAS: a) Todos os valores-limites de deslocamentos supõem elementos de vão l suportados em ambas as extremidades por apoios que não se movem.8. 4) Rotação nos elementos que suportam paredes. o vão equivalente a ser considerado deve ser o dobro do comprimento do balanço. 2) Os deslocamentos podem ser parcialmente compensados pela especificação de contraflechas. Entretanto. EI = rigidez da laje à flexão: No item 11. 3. 7) O valor l refere-se à distância entre o pilar externo e o primeiro pilar interno. As combinações quase permanentes “podem atuar durante grande parte do período de vida da estrutura.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto Tabela 4 – continuação: 1) As superfícies devem ser suficientemente inclinadas ou o deslocamento previsto compensado por contraflechas. O limite também se aplica para o deslocamento vertical relativo das extremidades de linteis conectados a duas paredes de contraventamento.10.4 da NBR 6118. 49 .ser = Σ Fgik + Σ ψ2j Fqjk Eq. b) Para o caso de elementos de superfície. os limites prescritos consideram que o valor l é o menor vão. Não podem ser incluídos os deslocamentos devidos a deformações axiais nos pilares. todas as ações variáveis são consideradas com seus valores quase permanentes ψ2 Fqk . Quando se tratar de balanços.” Na combinação de serviço quase permanente.5 Flecha Imediata 3. 5) H é a altura total do edifício e Hi o desnível entre dois pavimentos vizinhos. para carregamentos uniformes e triangulares. 47 Considerando a largura b igual a 100 cm para as lajes a Eq.5. 6) Este limite aplica-se ao deslocamento lateral entre dois pavimentos consecutivos. 47 torna-se: ai = onde: α p lx 12 EI 4 Eq. exceto em casos de verificação de paredes e divisórias. 3) O vão l deve ser tomado na direção na qual a parede ou a divisória se desenvolve.3 a NBR 6118 trata das combinações de serviço. quando Hi representa o comprimento do lintel.10. a atuação isolada da contraflecha não pode ocasionar um desvio do plano maior que l/350. Usa-se a equação: α b p l x4 ai = 1200 EI Eq.26 UNESP(Bauru/SP) 2117 . de modo a não se ter acúmulo de água. b = largura unitária da laje. p = valor do carregamento na laje considerando a combinação quase permanente. c) O deslocamento total deve ser obtido a partir da combinação das ações características ponderadas pelos coeficientes definidos na Seção 11. classificadas em quase permanentes. conforme mostrada na Tabela 11. frequentes e raras. limitando-se esse valor a duas vezes o vão menor. 48 ai = flecha imediata. devido à atuação de ações horizontais. e sua consideração pode ser necessária na verificação do estado-limite de deformações excessivas. onde interessa a direção na qual a parede ou divisória se desenvolve. α = coeficiente tabelado em função de λ ou γ (ver Tabelas A-1 a A-4 anexas). lx = menor vão. O valor da ação de serviço na combinação quase permanente é dado pela equação: Fd.

4 trata da “Análise linear com ou sem redistribuição”. O coeficiente de redistribuição deve.3. a posição da linha neutra no ELU deve obedecer aos seguintes limites: a) x/d ≤ 0. a profundidade da linha neutra nessa seção x/d. válidos para vigas e lajes.6. Fqjk = ações variáveis características. 3. de modo que os esforços resistentes nas lajes podem ser determinados como no caso das vigas. Eq.5. para qualquer outro caso. Eq. O item 14.4. “Esses limites podem ser alterados se forem utilizados detalhes especiais de armaduras. em uma determinada seção transversal. onde a norma afirma que “a capacidade de rotação dos elementos estruturais é função da posição da linha neutra no ELU. desde que a estrutura seja calculada mediante o emprego de análise não linear ou de análise plástica.11 DIMENSIONAMENTO No item 19. 54 Pode ser adotada redistribuição fora dos limites estabelecidos nesta Norma. ainda.25.2. 18 e 19 fornecem o valor da flecha imediata. obedecer aos seguintes limites: a) δ ≥ 0.4.6. 51.3.2 Laje Armada em Uma Direção Assim como a armadura longitudinal. como indicada na Eq.” .2 da NBR 6118).2.2 refere-se aos “Elementos lineares sujeitos a solicitações normais – Estado-limite último”. Nas regiões de apoio das lajes. E para “proporcionar o adequado comportamento dútil em vigas e lajes. reduzindo-se um momento fletor de M para δM. b) δ ≥ 0. 50 EI = Ecs . Ic A flecha total é obtida multiplicando a flecha imediata por 1 + αf : Eq.56)/1. b) x/d ≤ 0.35. para estruturas de nós móveis. tanto maior será essa capacidade”.90. com verificação explícita da capacidade de rotação das rótulas plásticas. o cálculo das flechas nas lajes armadas em uma direção se faz supondo viga com largura de um metro. devem ser garantidas boas condições de dutilidade. 51 at = ai (1 + αf) 3. para o momento reduzido δM.1 a 17.2 a NBR 6118 especifica que “Na determinação dos esforços resistentes das seções de lajes submetidas a forças normais e momentos fletores. Se Ma > Mr → Se Ma < Mr → EI = (EI)eq Eq.6. deve ser limitada por: a) x/d ≤ (δ – 0.25. A flecha total é obtida multiplicando a flecha imediata por 1 + αf . e o item 14.27 UNESP(Bauru/SP) 2117 .10.3 apresenta os “Limites para redistribuição de momentos e condições de ductilidade”. Eq.” O item 17.44)/1. devem ser usados os mesmos princípios estabelecidos nos itens 17. assunto já estudado. os que produzem confinamento nessas regiões.45. para concretos com fck ≤ 50 MPa. para concretos com fck ≤ 50 MPa. como. atendendo-se às disposições de 14. Quando for efetuada uma redistribuição. As equações mostradas nas Figuras 17. 53 para concretos com 50 < fck ≤ 90 MPa.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto onde: Fgik = ações permanentes características. ψ2j = fator de redução de combinação quase permanente para ELS (ver Tabela 11. b) x/d ≤ (δ – 0. 52 para concretos com 50 < fck ≤ 90 MPa.75. Quanto menor for x/d. por exemplo.

2). c) domínio 2 – flexão simples ou composta sem ruptura à compressão do concreto (εc < εcu e com o máximo alongamento permitido). “o estado-limite último é caracterizado quando a distribuição das deformações na seção transversal pertencer a um dos domínios [.3).4) ou “Análise não linear” (item 14. b) representação dos elementos por seu plano médio.2. sem tração. As análises plástica e não linear não serão apresentadas. a análise estrutural pode ser realizada sem a consideração de alternância de cargas.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto A NBR 6118 (item 14.7.7. A análise linear com ou sem redistribuição “Aplica-se às estruturas de placas os métodos baseados na teoria da elasticidade. Os domínios de deformações estão apresentados na Figura 28..2. d) domínio 5 – compressão não uniforme. A ruptura convencional por deformação de encurtamento do concreto comprimido pode ocorrer nos domínios: a) domínio 3 – flexão simples (seção subarmada) ou composta com ruptura à compressão do concreto e com escoamento do aço (εs ≥ εyd).28 UNESP(Bauru/SP) 2117 . c) domínio 4a – flexão composta com armaduras comprimidas. ε c2 0 B As1 d' (εcu − εc2 ) εcu C 3 x3lim 4 A 10 ‰ h 4a 5 As2 ε yd Alongamento 0 reta b 1 2 d reta a x2lim h ε cu ε c2 Encurtamento Figura 28 – Domínios de deformações no estado-limite último de uma seção transversal. A análise das lajes pode ser feita segundo a “Análise linear com ou sem redistribuição” (item 14.7. Na determinação dos esforços solicitantes nas lajes.]”.” . em faixas suficientemente estreitas. A ruptura convencional por deformação de alongamento excessiva pode ser alcançada nos seguintes domínios: a) reta a – tração uniforme. “Análise plástica” (item 14.5). deverá ser avaliada a necessidade da consideração da aplicação da alternância das sobrecargas. e) reta b – compressão uniforme.7.1) estabelece duas hipóteses básicas para a análise das placas (lajes): “a) manutenção da seção plana após a deformação.” Segundo a NBR 6118 (17. b) domínio 1 – tração não uniforme. com coeficiente de Poisson igual a 0.. b) domínio 4 – flexão simples (seção superarmada) ou composta com ruptura à compressão do concreto e aço tracionado sem escoamento (εs < εyd). Para estruturas de edifícios em que a carga variável seja de até 5 kN/m2 e que seja no máximo igual a 50 % da carga total. sem compressão.

11. Fev/2015.S.2 + 40ρ1 ) + 0. em cm2/m. de modo a verificar os valores limites para a relação x/d. 59 torna-se: 2 BASTOS.1 Flexão Conhecidos os momentos fletores máximos atuantes na laje.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 3. P. Fazendo uso das equações com coeficientes tabelados K2.1. conforme a Eq. Se for efetuada uma redistribuição de momentos fletores deve-se também verificar os limites impostos mostrados na Eq. 60 NSd = força longitudinal na seção devida à protensão ou carregamento (compressão com sinal positivo). 52. é calculada com: As = K s Md d Eq. podem prescindir de armadura transversal para resistir as forças de tração oriundas da força cortante. Unesp .cm e d em cm. a uma distância d da face do apoio. 58 onde VSd é a força cortante de cálculo e a força cortante máxima VRd1 é: [ ] VRd1 = τ Rd k (1. Flexão Normal Simples – Vigas. A norma faz distinção entre laje sem e com armadura transversal para a força cortante.feb. Notas de aula.4. disponível em: http://wwwp. obedecer à expressão:” VSd ≤ VRd1 Eq.1 Lajes sem Armadura para Força Cortante “As lajes maciças ou nervuradas.Departamento de Engenharia Civil. a área de armadura. 3. supondo faixas (vigas) com largura de um metro (100 cm). Com a Tabela A-25 do Anexo determinam-se os coeficientes βx e Ks e o domínio em que a laje está. Se atendidos todos os valores limites.2-b). deve ser determinado o coeficiente Kc : Kc = bw d2 Md Eq. 55 com bw = 100 cm: Kc = 100 d 2 Md Eq. 57 Na Tabela A-26 encontram-se o diâmetro e o espaçamento das barras para uma dada área de armadura em cm2/m. Não existindo a protensão ou força normal que cause a compressão. 59 onde: σcp = NSd Ac Eq.unesp. 56 com Md em kN.11. o dimensionamento à flexão normal simples pode ser feito de modo semelhante às vigas. Com βx (= x/d) é determinada a posição x da linha neutra.78p.1.29 UNESP(Bauru/SP) 2117 .11.htm .15 σ cp b w d Eq. quando a força cortante de cálculo..2. 54. 3. 53 e na Eq.2 Força Cortante A força cortante em lajes e elementos lineares com bw ≥ 5d é verificada no item 19.S. conforme 17. a Eq.4 da NBR 6118. Bauru/SP.br/pbastos/pag_concreto1.

7 para barras tracionadas com gancho. ef ≥ l b.2 da norma e gancho com cobrimento normal no plano normal ao do gancho ≥ 3φ. nec Vsd d 45° Asl 45° Asl Figura 29 – Comprimento de ancoragem necessário para as armaduras nos apoios. 63 ρ1 = A s1 . lb = comprimento de ancoragem básico. .Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto VRd1 = [τ Rd k (1. para os demais casos: k = |1. 9.7 quando houver barras transversais soldadas conforme o item 9. 66 bw = largura mínima da seção ao longo da altura útil d.5 quando houver barras transversais soldadas conforme o item 9.4.2 + 40ρ1 )] b w d Eq.2 da norma. α = 0.2.ef = área da armadura efetiva. 61 τRd = 0. mín Eq.2. com cobrimento no plano normal ao do gancho ≥ 3φ. α = 0. com lb.nec definido como (NBR 6118.4. 62 fctd = fctk.6 – d|. não menor que |1|. nec = α l b A s . l b.25 fctd Eq. α = 0. com d em metros.2. As. Asl Seção considerada 45° d Vsd lb.30 UNESP(Bauru/SP) 2117 .02| bw d Eq.mín 0.calc A s.0 para barras sem gancho. As. nec l b.nec l b. As1 = área da armadura de tração que se estende até não menos que d + lb.2.4.5): l b.calc = área da armadura calculada.3 l b  ≥ 10 φ 100 mm  Eq. onde: τRd = tensão resistente de cálculo do concreto à força cortante (ou cisalhamento conforme a norma). 9. mostrado na Tabela A-27 e Tabela A-28 (NBR 6118. 64 k = coeficiente que tem os seguintes valores: - para elementos onde 50 % da armadura inferior não chega até o apoio: k = |1|. 65 onde: α = 1. não maior que |0.4).4.nec além da seção considerada (Figura 29).inf / γc Eq.

para lajes com espessura até 15 cm. A tensão nos estribos deve ser (NBR 6118.67ρmín Armaduras positivas de lajes armadas nas duas ρs ≥ 0.5.3.12.435 MPa (fywd).Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 3. os valores mínimos das armaduras positivas são reduzidos em relação aos definidos para elementos estruturais lineares.1).2).].4.3. Essa armadura deve ser constituída preferencialmente por barras com alta aderência ou por telas soldadas.” (NBR 6118.” As + A’s = 4 % Ac Eq. Como as lajes armadas nas duas direções têm outros mecanismos resistentes possíveis. a NBR 6118 (17.2): “A resistência dos estribos pode ser considerada com os seguintes valores máximos. são necessários valores mínimos de armadura passiva [. Alternativamente.12 DETALHAMENTO DAS ARMADURAS 3.3.31 UNESP(Bauru/SP) 2117 . 19. Os valores mínimos para as armaduras são apresentados na Tabela 5.6. .3. a) armadura máxima Sobre a armadura máxima.1.2 Lajes com Armadura para Força Cortante No caso de se projetar a laje com armadura transversal para a força cortante.67ρmín direções Armadura positiva (principal) de lajes armadas em ρs ≥ ρmín uma direção Αs/s ≥ 20 % da armadura principal Armadura positiva (secundária) de lajes armadas Αs/s ≥ 0.9 cm2/m em uma direção ρs ≥ 0.2.Valores mínimos para armaduras passivas aderentes.4) diz que “A soma das armaduras de tração e de compressão (As + A’s) não pode ter valor maior que 4 % Ac .2.5..1 Armaduras Longitudinais Máximas e Mínimas “Os princípios básicos para o estabelecimento de armaduras máximas e mínimas são os dados em 17. 67 b) armadura mínima “Para melhorar o desempenho e a dutilidade à flexão. para lajes com espessura maior que 35 cm.2.250 MPa. assunto que será estudado na disciplina Estruturas de Concreto II.1. estes valores mínimos podem ser calculados com base no momento mínimo. 19.4. sendo permitida interpolação linear: . Elementos estruturais sem Armadura armaduras ativas Armaduras negativas ρs ≥ ρmín Armaduras negativas de bordas sem continuidade ρs ≥ 0.” 3. devendo ser garantidas as condições de ductilidade requeridas em 14..5.3. que trata do dimensionamento de vigas à força cortante. conforme 17.” (NBR 6118.4.5 ρmín ρs = As/(bw h) Os valores de ρmín constam da Tabela 6.3. assim como controlar a fissuração. a NBR 6118 recomenda que sejam seguidos os critérios apresentados em 17. .11. 19.3. calculada na região fora da zona de emendas. Tabela 5 .3. Os valores de ρmín encontram-se na Tabela 6.2.

3.15.233 0. toda a armadura positiva deve ser levada até os apoios. deve-se dispor de armadura negativa de borda [. ainda.” (NBR 6118. além de levarem a espaçamentos maiores sobre as vigas.150 0.3 Espaçamento Máximo e Mínimo “As barras da armadura principal de flexão devem apresentar espaçamento no máximo igual a 2h ou 20 cm. um espaçamento entre barras de no máximo 33 cm.179 0.256 (a) Os valores de ρmín estabelecidos nesta Tabela pressupõem o uso de aço CA-50.1).2 Diâmetro Máximo “Qualquer barra da armadura de flexão deve ter diâmetro no máximo igual a h/8.1.4. pode-se adotar o valor recomendado para as barras de uma mesma camada horizontal das armaduras longitudinais das vigas: a h .agr  Eq. Caso esses fatores sejam diferentes.. e quando não houver avaliação explícita dos acréscimos das armaduras decorrentes da presença dos momentos volventes nas lajes.3. Essa armadura deve se estender até pelo menos 0. 68 20 cm Obs. A norma não especifica valores para o espaçamento mínimo.2).” (NBR 6118.15 do vão menor da laje a partir da face do apoio.164 0.226 0. Barras de diâmetros maiores ficam menos sujeitas a entortamentos. normalmente considera-se que o diâmetro deva ser de no mínimo 6.3 mm.211 0.12. mantendo-se.].219 0. Portanto.4 e γs = 1. não se permitindo escalonamento desta armadura. em que seja dispensada armadura transversal de acordo com 19.” Ver a Tabela 5. seja garantido o seu posicionamento durante a concretagem.208 0. a fim de evitar que a barra possa se deformar durante as atividades de execução da laje. 3. A armadura deve ser prolongada no mínimo 4 cm além do eixo teórico do apoio.251 0..8. d/h = 0.1). prevalecendo o menor desses dois valores na região dos maiores momentos fletores.” “A armadura secundária de flexão deve ser igual ou superior a 20 % da armadura principal.mín/Ac “Nos apoios de lajes que não apresentem continuidade com planos de lajes adjacentes e que tenham ligação com os elementos de apoio.%) de armadura de flexão para vigas e lajes. 2h ≤ Eq. 69 Deve-se considerar também que o espaçamento mínimo deve ser aquele que não dificulte a disposição e amarração das barras da armadura. 20. No entanto. A emenda dessas barras deve respeitar os mesmos critérios de emenda das barras da armadura principal. na prática adotam-se espaçamentos entre barras superiores a 7 ou 8 cm. 19. mín 2 cm  ≥ φl 1. Forma da seção Retangular Valores de ρmín(a) (%) 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 0.2 d máx.Taxas mínimas (ρmín .” “Nas lajes armadas em uma ou em duas direções. A norma também não especifica o diâmetro mínimo para a armadura negativa das lajes. A armadura a ser especificada está indicada na Tabela 5. .194 0. ρmín deve ser recalculado. γc = 1. barras com diâmetros de 8 e 10 mm são mais indicadas para a armadura negativa.: “As armaduras devem ser detalhadas no projeto de forma que. 20. De modo geral.” (NBR 6118. durante a execução.12. A rigor.32 UNESP(Bauru/SP) 2117 .239 0. 3.150 0. o completo preenchimento da peça pelo concreto e o envolvimento das barras pelo concreto.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto Tabela 6 .150 0.245 0. ρmín = As.

5 deve sempre ser realizada. Figura 30 – Bordas livres e aberturas das lajes maciças.” A Figura 31 mostra as especificações da norma. Relativamente a aberturas que atravessam lajes na direção de sua espessura. a verificação de resistência e deformação previstas em 13.” (NBR 6118.4 Bordas Livres e Aberturas “As bordas livres e as faces das lajes maciças junto as aberturas devem ser adequadamente protegidas por armaduras transversais e longitudinais.1 são indicativos e devem ser adequados em cada situação. 20. as seguintes condições: a) as dimensões da abertura devem corresponder no máximo a 1/10 do vão menor (lx). Os detalhes típicos sugeridos para armadura complementar mostrados na Figura 20.2.5. Lajes de outros tipos podem ser dispensadas dessa verificação.2. o carregamento aplicado nas lajes e a quantidade de barras que está sendo interrompida pelas aberturas. b) a distância entre a face de uma abertura e o eixo teórico de apoio da laje deve ser igual ou maior que 1/4 do vão. simultaneamente.12. quando armadas em duas direções e sendo verificadas. na direção considerada. ly Furo a x < l x /10 ay lx ax ≥ 41 ly a y < l x /10 ≥ 41 l x Figura 31 – Dimensões limites para aberturas de lajes com dispensa de verificação.33 UNESP(Bauru/SP) 2117 . a NBR 6118 (item 13.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 3. e c) a distância entre faces de aberturas adjacentes deve ser maior que a metade do menor vão.2) também prescreve que “Em lajes lisas ou lajes-cogumelo. A Figura 32 mostra as indicações da norma. .2). considerando a dimensão e o posicionamento das aberturas.

34

UNESP(Bauru/SP) 2117 - Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto

3.12.5 Comprimento da Armadura Negativa nos Apoios com Continuidade de Lajes
A NBR 6118 não especifica o comprimento das barras da armadura negativa. Por este motivo será
adotado o critério recomendado na versão da norma NB 1 de 1978. É suposto um diagrama triangular para o
momento fletor negativo sobre a borda comum às duas lajes, como mostrado na Figura 32. O triângulo tem a
base com comprimento (2 . 0,25lx), onde lx é o maior vão entre os vãos menores das duas lajes:
l x1

lx ≥ 
l
 x2

Eq. 70

A armadura negativa deve estender-se o comprimento de ancoragem básico (lb) além da seção de
momento fletor nulo, como indicado na Figura 32. Na Tabela A-27 e Tabela A-28 anexas encontram-se os
comprimentos de ancoragem para os aços CA-50 e CA-60 em função da resistência do concreto. O comprimento
de ancoragem deve ser considerado com gancho, porque geralmente faz-se a barra com ganchos nas
extremidades.
Na Figura 32 estão mostrados três arranjos diferentes para as barras da armadura negativa. O arranjo
de número 1 é o mais simples, porém, conduz ao maior consumo de aço, e os arranjos 2 e 3 são mais
econômicos. Na prática, de modo geral, o arranjo 3 tem a preferência porque as barras são idênticas,
variando-se apenas o seu ponto de início.

ly1

lx1

ly2

L1

L2

0,25 lx

lb

lx 2

0,25 l x
As

lb
(1)
(2)
(3)

Figura 32 – Extensão da armadura negativa nos apoios com continuidade entre lajes.
O comprimento total para a barra negativa do arranjo 3 é:
C = 1,5 (0,25l x + l b ) + l ganchos

Eq. 71

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onde:

lx = vão da laje conforme definido na Eq. 70;
lb = comprimento de ancoragem básico (ver Tabela A-27 e Tabela A-28);
lganchos = comprimento dos ganchos nas extremidades da barra.

3.12.6 Comprimento da Armadura Positiva
A NBR 6118 (20.1) apresenta que “Nas lajes armadas em uma ou em duas direções, em que seja
dispensada armadura transversal de acordo com 19.4.1, e quando não houver avaliação explícita dos
acréscimos das armaduras decorrentes da presença dos momentos volventes nas lajes, toda a armadura
positiva deve ser levada até os apoios, não se permitindo escalonamento desta armadura. A armadura deve
ser prolongada no mínimo 4 cm além do eixo teórico do apoio.”
No caso de laje com quatro bordas engastadas, onde não ocorrem momentos volventes, pode-se fazer o
detalhamento das armaduras positivas conforme indicado na Figura 33, que é um detalhamento tradicional. Ou
como opção e de modo a simplificar, estender todas as barras até os apoios.

ly

0,7 lx

0,7 ly

lx

Figura 33 – Comprimento mínimo das barras da armadura positiva em lajes com quatro bordas engastadas.
3.12.7 Armaduras Complementares
Em LENHARD & MÖNNIG (1982) encontram-se alguns detalhes construtivos de armaduras de
lajes, descritos a seguir.

a) Lajes apoiadas em uma só direção.

Malha construtiva contra fissuras
Comprim. ≥ 0,15 l ( l = vão )

Figura 34 – Detalhe da armadura para apoio externo.

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b) Armadura construtiva entre laje e viga de apoio para diminuir as fissuras na ligação.
~ 0,2 l

Armadura construtiva
Ex.: Ø 6,3 c/ 20
ou

Figura 35 – Armadura construtiva na ligação laje-viga.
c) Apoio paralelo à direção do vão, não considerado estaticamente
Arm. distribuição ( corrida )
A sy = 0,2 A sx ≥ 0,9 cm²/m

Viga de apoio

Figura 36 – Armadura de distribuição positiva.

A s = A sx

lx
4

lx

lx
4

Figura 37 – Armadura negativa no apoio não considerado.

3.15 TABELAS DAS ARMADURAS
Todas as armaduras, positivas, negativas, construtivas, etc., devem ser convenientemente desenhadas para
a sua correta execução. Para maior clareza, as armaduras positivas e negativas devem ser desenhadas em plantas
de fôrma diferentes, a fim de não sobrecarregar o desenho e causar confusões. Na planta, as barras são numeradas
da esquerda para a direita e de cima para baixo.
No prancha das armaduras, as barras devem ser agrupadas, conforme mostrado na Tabela 7.

Tabela 9 .Estimativa de h.Especificação das barras. Tabela 8 .16.3 Verificação das Flechas Tabela 11 . Laje lx (m) ly (m) λ 0.Resumos dos aços.2 Cálculo das Ações Laje h (cm) Tabela 10 .Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto Tabela 7 . Laje Tipo lx (cm) λ p=g+ h Mr Ma (kN/m ) (kN/m ) (kN/m ) ψ2 q2 (cm) (kNcm) (kNcm) g 2 q 2 ψ2 q 2 (kN/m ) EI α (kN/m2) ai (cm) at (cm) .37 UNESP(Bauru/SP) 2117 . Resumo CA-50 Massa (kg/m) φ Comprim. Perman.16 CÁLCULO PRÁTICO Neste item. 3. (cm) Total (m) Nº O consumo de aço mostrado em cada prancha de desenho é resumido como mostrado na Tabela 8. Revest.Cálculo das flechas.Ações nas lajes (kN/m2). Comprimento Quant.7 ly (m) l* (m) n d (cm) h (cm) 3. φ Unit. por meio de tabelas.1 Pré-dimensionamento da Altura da Laje A Tabela 9 fornece a estimativa das espessuras das lajes para fins de cálculo do peso próprio. Paredes forro piso total gpp Variável Total 3. apresenta-se um roteiro prático para a organização e cálculo das lajes maciças de um edifício. em função do diâmetro das barras e da classe do aço. total (m) Massa total (kg) TOTAL 3.16.16. Revest.

cm).4 Reações nas Vigas Laje Tipo lx (m) Tabela 12 . Os resultados finais dos momentos devem ser plotados num outro desenho da planta de fôrma. A Figura 39 mostra as direções dos momentos principais (m1 e m2) atuantes em lajes retangulares apoiadas em três lados com uma borda livre.16.5 Momentos Fletores e Dimensionamento Laje Tipo lx Tabela 13 . deve ser disposta uma armadura de canto suficiente e uma ancoragem segura contra a força que tende a levantar o canto.Reações nas vigas (kN/m). p V’x Vx λ (kN/m2) Vy V’y As reações das lajes sobre as vigas devem ser colocadas num desenho esquemático da planta de fôrma da estrutura. portanto. sob a ação de carga uniformemente distribuída. faz-se a compatibilização dos momentos positivos e negativos. o próximo passo é detalhar as armaduras na planta de fôrma. 3. e a borda livre deve ser protegida com uma armadura em forma de estribo (conforme a Figura 43). são maiores que o momento no meio da borda livre (Mr). p Mx M’x λ (m) (kN/m2) My M’y Calculados os momentos.17 LAJE MACIÇA RETANGULAR COM UMA BORDA LIVRE As lajes maciças retangulares com uma borda livre são particularmente importantes no projeto das escadas.38 UNESP(Bauru/SP) 2117 . Na borda livre.5. Em seguida. estes devem ser plotados num desenho esquemático da planta de fôrma (Figura 38). mx mx m'x m'x m'y L7 mx mx L6 my my my m'x m'x L5 my mx my m'y m'y L4 mx L3 L2 mx L1 my m'y m'y my Figura 38 – Esquema de plotagem dos momentos fletores.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 3. os momentos volventes (Mxy) (também chamados momentos de torção). Para relações entre lados ly/lx < 0. As direções dos momentos principais dependem muito da relação ly/lx . 3.Cálculo dos momentos fletores (kN. Em seguida. como se pode verificar na Figura 40.16. a armadura inferior deve ter um espaçamento menor que no resto do vão. As armaduras calculadas (As) são plotadas junto aos momentos finais. Com os resultados dos momentos finais. . faz-se o dimensionamento das armaduras positivas e negativas. Nessas lajes. marquises e outros casos.

Mr Xx e Xy . cada tipo de laje tem um número indicativo. Em função das vinculações.momentos negativos no centro da borda engastada. A Tabela A-24. podem ser consideradas como apoiadas em uma direção. T = momento fletor na borda livre (kN.momentos positivos no centro. extraídas de ROCHA (1987) e de HAHN (1966). Mxy . Xr .momento positivo no centro da borda livre.39 UNESP(Bauru/SP) 2117 .m). A Tabela A-24 possibilita o cálculo das reações de apoio somente para o caso de carregamento uniforme. nas direções x e y respectivamente.5. A Tabela A-18 até a Tabela A-23. Tabela A-16 e Tabela A-17 para cálculo dos momentos fletores em lajes com uma borda livre.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto Lajes com ly/lx > 1. que não abrangem todos os casos possíveis. As equações a empregar estão indicadas na Tabela A-18 até a Tabela A-23. como comentado. A notação para os momentos fletores é a seguinte: Mx e My . . lx lx x ly y ly ly / lx = 1 lx ly ly / lx = 2 ly / lx = 0.momento volvente nos cantos. serve para cálculo das reações de apoio para carga distribuída uniforme na área da laje. Tabela A-12. possibilitam o cálculo das flechas e dos momentos fletores com carga uniforme e carga triangular. na região y > lx . 74 F = carga uniforme distribuída na área da laje (kN/m2) ou valor máximo da carga triangular. nas direções x e y respectivamente. O anexo no final da apostila apresenta a Tabela A-11. 73 d) momento T uniforme na borda livre: P=T onde: Eq.momento negativo no extremo da borda livre na direção x. As . Os valores de P são os seguintes: a) carga uniforme na área: Eq. para alguns casos de vinculação. na direção x.5 Figura 39 – Momentos principais nas lajes apoiadas em três lados com uma borda livre. lx = vão paralelo à borda livre. 72 P = F lx ly b) carga concentrada uniforme na borda livre: P = F1 l x Eq. F1 = carga concentrada uniforme aplicada na borda livre (kN/m).

1 Detalhamento das Armaduras Em LEONHARDT & MÖNNIG (1982). As fórmulas também estão indicadas. A reação negativa nos cantos vale: R = 2 Mxy Eq. A Figura 40 mostra a forma como se distribuem as reações.17. 3. que tendem a levantar os cantos A e B. negativas. ela estará suficientemente ancorada.10.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto posições das reações estão indicadas nos esquemas das lajes.17. encontram-se os detalhamentos das armaduras das lajes com uma borda livre. 75 Nos cantos.5 e 2. em função do tipo de vinculação nos apoios. 3. Nos cantos da laje devem ser dimensionadas armaduras para o momento volvente Mxy .6 encontram-se exemplos resolvidos. Nas bordas livres deve ser feito o detalhamento indicado na Figura 44. ou se houver pilares nos cantos A e B. deve haver garantia contra o seu levantamento.4 ly 1 A sy 2 Seção a-a a A sy para Mymax 1 A sy 2 Figura 41 – Armadura de lajes retangulares com apoios simples em três lados para carga uniforme. notando-se a existência das reações concentradas R.1.10. itens 2. sendo p o valor da carga uniforme distribuída na área da laje.1 Lajes com Três Bordas Apoiadas As Figura 41 e Figura 42 ilustram as armaduras a serem dispostas nessas lajes. R R 2V y Vy Vy Vx Vx ~ 2Vx ly ~ 2Vx lx Figura 40 – Reações da laje sobre três apoios.40 UNESP(Bauru/SP) 2117 . Em ROCHA (1987). Se a laje estiver ligada a vigas. Como uma alternativa para simplificar a armadura de canto pode ser feita a simplificação indicada na Figura 42. . 2 A sx para M x ly lx ly M y máx 2 A sx para M r ly a >2h > Lb1 0.

ambas as armaduras devem ser reforçadas.25 l x Ancorar com segurança 0.2 Lajes com Três Bordas Engastadas Nesse caso.25 l y A sx para M x A sy a a A sx para M r b ≥ 0. conforme mostrado na Figura 43. 3.25 lx Seção a-a lx A sx Não é usual Figura 44 – Armadura inferior de laje retangular apoiada em três lados engastados com carga uniforme. Armadura mínima A sy mín b Seção b-b 0. são pequenos os momentos volventes nos cantos.41 UNESP(Bauru/SP) 2117 .25 l x 0. 2h [l ≥ b h Figura 43 – Detalhe da armadura na borda livre. Na borda livre.17.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto Em cima e em baixo como alternativa 0.25 l x Em cima Embaixo Figura 42 – Armadura para os momentos volventes nos cantos. .1. As armaduras positivas ao longo do vão (Figura 44) e negativas das bordas engastadas (Figura 45) são dispostas de modo semelhante ao das lajes apoiadas em todo contorno.

ly = 4. 4.42 UNESP(Bauru/SP) 2117 . para a carga 1 (uniforme na área) tem-se os coeficientes: mr = 22.2 Exemplo Numérico de Aplicação Considerando a laje da Figura 46.6 my = 130 .ny = 19. 3.2 a) Cálculo dos momentos fletores P = F . l x .5 m lx = 3. Dado: F = 6. calcular os esforços solicitantes.cm m r 22.nr = 11.0 Da Tabela A-22.0 = = 3.0 .5 3.5 mx = 27.5 = 1.5 = 81.0 m Figura 46 – Dimensões e vinculações da laje.0 kN/m2 (carga total uniformemente distribuída na área). 3.0 .17.25 l x Figura 45 – Armadura superior de laje retangular apoiada em três lados engastados com carga uniforme.25 ly f x para mxerm 0. RESOLUÇÃO λ= ly lx = 4.60 kN.0 kN Mr = P 81.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto f ey para myerm 1/2 f ey 1/2 f ey A armadura de engastamento deve ser prolongada ao vão adjacente ou ser ancorada com segurança 1/2 l y f ex para mxere 0.5 . l y = 6.nx = 14.1 .3 .m = 360 kN.

0 kN/m R x 2 = pL x Vx 2 = 6.m = 293 kN.9 .cm m x 27. Rx2 = 5. Ry = 5.9 kN/m A Figura 48 apresenta as reações de apoio plotadas no desenho da laje.cm nr 11. Verificação: Result = (5.0 + 9.2 kN . o momento volvente Mxy é pequeno nesta laje e não precisa ser considerado.22 As reações são: R x1 = pL x Vx1 = 6.0 .0 =− = − 4. 0.m = − 574 kN.0 .0 kN .3 Devido aos lados engastados.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto Mx = P 81. 4.723 lx = 3.0 = = 0. 360 293 62 .0 =− = − 5.1 Xy = − P 81.0 . 3.cm).50 = 9.cm nx 14.0 kN Se o cálculo for feito conforme indica a NB6118/03 (por áreas de influência).50 Vx2 = 0. Os coeficientes tabelados são: Vx1 = 0.28 Vy = 0. 4. os valores são: Rx1 = 9.0 = 80.m = − 723 kN.28 = 5. tem-se o caso A-25 de vinculação.7 kN .20 kN.5 + 5.m = 62 kN.5 m .7 kN ∼ 81.0) .0 m . b) Reações de apoio Conforme a Tabela A-24.23 kN. 3.cm ny 19.43 UNESP(Bauru/SP) 2117 .cm m y 130 Xr = − P 81.574 Figura 47 – Momentos fletores (kN.420 ly = 4. 3.22 = 5.93 kN.m = − 420 kN.0 = = 2. A Figura 47 mostra os momentos fletores plotados na laje.62 kN.0 . 0.74 kN.0 . 0.0 =− = − 7.2 Xx = − P 81.6 My = P 81.0 kN/m R y = pL y Vy = 6.5 .

Para o projeto das lajes maciças as seguintes informações devem ser consideradas: 402 385 650 . com disposição das paredes divisórias.0 Figura 48 – Reações de apoio (kN/m). O objetivo deste exemplo é ilustrar os cálculos que devem ser feitos para o dimensionamento das lajes maciças do pavimento. 3.9 5.18 EXEMPLO DE CÁLCULO DE LAJES MACIÇAS DE UMA EDIFICAÇÃO Na Figura 49 está mostrada a planta de arquitetura do apartamento de um pavimento. 140 Quarto 400 Quarto Banh. 600 450 Banheiro 397 567 Sala Estar/Jantar 170 Escada Suíte Hall 282 Banh.44 UNESP(Bauru/SP) 2117 .Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 5.0 9. 150 282 Área Serviço 417 452 382 382 550 Quarto Sala Íntima 365 Cozinha 417 Figura 49 – Planta arquitetônica do pavimento. Na Figura 50 está mostrada a planta de fôrma da estrutura do mesmo pavimento.

45 UNESP(Bauru/SP) 2117 .considerado revestimento com piso cerâmico de 0. é preciso conhecer os vãos efetivos das lajes.classe II de agressividade ambiental. os vãos efetivos (Eq. aços CA-50 e CA-60.todas as vigas com largura de 20 cm. de 10 cm. .Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto .rev) de 19 kN/m3. com ∆c = 5 mm. .parede de bloco cerâmico com espessura de 9 cm x 19 cm x 19 cm.espessura média do contrapiso ou camada de regularização com 3 cm.15 kN/m2 em toda a área útil do apartamento.laje L1 com acesso ao público (q = 2.18. Considerando que a largura das vigas de apoio é de 20 cm. Todas .altura da parede de 2.concreto C25 com brita 1 de granito.as paredes externas com espessura final de 23 cm e todas as paredes internas com espessura final de 13 cm.8 m.coeficientes de ponderação γc = γf = 1.4 . para estimativa da altura das lajes. 3 e Eq. . 18. Por outro lado. e peso específico da argamassa (γarg. .1 Vãos Efetivos e Vinculação nas Bordas Para cálculo dos vãos efetivos é necessário conhecer a altura das lajes. 600 L1 170 L2 400 L3 600 180 620 670 200 800 L4 L5 300 300 L6 L7 500 270 400 L8 L9 L10 500 270 400 500 300 Figura 50 – Planta de fôrma simplificada da estrutura do pavimento. . demais lajes ver Tabela 2 da NBR 6120. .0 kN/m2).contr) de 21 kN/m3. Para resolver o problema será adotada uma altura comum a todas as lajes. . com peso específico (γalv) de 13 kN/m3.15. . e peso específico da argamassa (γarg. 3.0 cm. γs = 1. .espessura mínima do cobrimento c = 2.espessura média do revestimento da face inferior das lajes com 2 cm. conforme a Eq. 4) nas duas direções das lajes serão os vãos livres acrescidos dos valores: . o vão livre nas duas direções e a largura das vigas de apoio. .

00 6 486 1.3 h = 0.46 UNESP(Bauru/SP) 2117 . de modo que as lajes podem ser consideradas contínuas umas com as outras. Os vínculos nas bordas e o tipo de laje para as dez lajes do pavimento estão mostrados na Figura 51. bem como a relação λ entre os lados e o tipo de laje. L1 L4 L2 L3 tipo 3 n=2 tipo 3 n=2 Laje armada em 1 direção n=2 L5 L6 tipo 6 n=4 tipo 6 n=4 L7 tipo 5A n=3 L8 tipo 5A n=3 L10 L9 tipo 5B n=3 tipo 3 n=2 Figura 51 – Vínculos das lajes nas vigas de borda. A laje L1. No caso do pavimento deste exemplo todas as lajes encontram-se ligadas ou apoiadas nas bordas superiores das vigas. está engastada na laje L2. Admitem-se dois tipos de vínculos das lajes nas bordas: apoio simples ou engaste perfeito.90 6 486 1.03 3 656 1.68 laje armada em uma direção 606 1.35 3 .3 .12 5B 386 1. ou seja.12 3 786 2. 10 = 3 cm l ef = l 0 + a1 + a 2 = l 0 + 6 cm Os vãos efetivos de todas as lajes estão mostrados na Tabela 14. ly Tipo Observação λ (cm) 600 3.75 laje armada em uma direção 486 1. Laje L1 L2 L3 L4 L5 L6 L7 L8 L9 L10 lx (cm) 163 586 586 286 486 256 386 286 256 286 Tabela 14 .Vãos efetivos das lajes. nenhuma das lajes está rebaixada.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto t / 2 = 20 / 2 = 10 cm a1 = a 2 ≤  1 0.70 5A 286 1.26 5A 486 1. em balanço.

67 5.47 UNESP(Bauru/SP) 2117 .74 5. como a laje L3.2 NOTAS: a) a laje L2 foi simplificada e considerada com forma retangular.38 0.4 7.78 4. As flechas resultantes e as quantidades de armadura das lajes mostrarão se a altura adotada foi suficiente.25 0.Ações nas lajes (kN/m2).5 3.90 6. como mostrado na Figura 51.58 4. O valor resultante foi arredondado para o inteiro mais próximo.16 5.40 1.78 1.97 4.41 7.4 6.38 0.2 Pré-Dimensionamento da Altura das Lajes A Tabela 15 facilita os cálculos a serem feitos.56 4 486 1.5 cm.41 2. a altura de uma laje específica poder ser alterada.06 2.38 1.12 200 2.50 0. de modo que o número de bordas engastadas (n) é 2. c) para a laje L9 a altura resultou 7 cm.Pré-dimensionamento da altura das lajes.40 3 486 1. para simplificar o cálculo e a execução. de 12 cm. a laje L1 não tem a altura estimada pela Eq.65 5. Para o carregamento total nas lajes devem ser consideradas todas as ações possíveis.00 0.08 1. ou seja.5 6.90 340 2.8 10.0(2) 2.5 Total (p = gtot + q) 6.1 5.5 2. ou a laje L2 ser feita com 13 cm.36 4.25 0. 18.5 3.78 0.24 6.37 1. revestimento do lado inferior da laje. visando uniformizar as alturas.5 2.6 7.86 1. ly 0.78 0.7 ly l* n λ (cm) (cm) (m) 606 1.12 459 4.5 2.25 0.38 0.58 5.21 4. uniformizada. Para laje de piso não em balanço a altura mínima é de 8 cm. paredes. A laje L1 deve estar engastada em um elemento. e no caso de não ser.3 4.18.78 3. E a laje L2 não pode ser considerada engastada na laje L1. porque esta laje está em balanço.41 1.18.13 5.6 6.38 0.38 0. como 9 ou 10 cm.00 0.38 0. b) não ocorre continuidade da laje L2 com a escada.00 3 386 1.As alturas das lajes foram calculadas fazendo: h = d + c + φl /2 = d + 2.0/2 = d + 2. sem o hall de entrada ao lado da escada.40 4 486 1.70 340 2. No exemplo. ambas tem a face superior no mesmo nível. que é a altura mínima especificada pela NBR 6118 para laje de piso em balanço.70 6.3 Cálculo das Ações Atuantes O cálculo das ações atuantes nas lajes fica facilitado com o auxílio da Tabela 16. contrapiso (argamassa de regularização sobre a laje).87 6. A estimativa da altura das lajes pode ser feita com a Eq.38 0. Assim pode ser feito porque o hall tem uma área muito pequena se comparada à área restante da laje. Peso Revest.86 3 286 1.86 2 486 1. Laje h (cm) L1(3) L2 L3 12 12 13 L4 9 L5 L6 L7 L8 L9 L10 10 8 10 9 8 9 Tabela 16 . d) após ser feita a determinação das alturas das lajes deve-se analisar os resultados. no entanto foi adotada a altura mínima especificada pela norma. Laje L2a) L3 L4 L5 L6 L7 L8 L9 L10 lx (cm) 586 586 286 486 256 386 286 256 286 Tabela 15 .06 6.26 340 3.03 424 4.16 2.78 0. As demais lajes (L4 a L10) poderiam ter uma altura única.0(2) 2.70 2 hd) (cm) 12 13 9 10 8 10 9 8c) 9 d (cm) 9. o que é possível porque existe continuidade entre as duas lajes.75 550 2. Perman.91 .0 + 1. e no caso está engastada na laje L2.78 0.97 4.38 0.5 − 0.24 2b) 656 1. a sua altura será adotada igual a 10 cm.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 3. 3. ações variáveis e todas as demais porventura existentes.78 1.5 2.38 0.35 270 2.50 0. Parede(6) Variável(5) (1) Piso total próprio inferior (gpar) (q) (gtot) 3.1 n ) l* ].59 2 786 2. Por se tratar de laje em balanço. a laje L3 poderia ser considerada com altura igual à da laje L2.74 1. 18 [ d ≅ (2.38 0.88 8.5 2.78 3.78 1.25 0.00 0.00 0. de 8 cm.0 3.00 340 3. como: peso próprio.63 1.

conforme item 2. e = espessura da parede.0 kN/m2.0 kN/m na extremidade da laje. o que auxilia na visualização e no cálculo da carga das paredes sobre as lajes. (5) a carga variável é também chamada carga acidental ou sobrecarga. e . considerando os vãos efetivos. uma com carga de parede e outra sem carga de parede.03 .90 = 0. 5. respectivamente. A Figura 52 mostra a planta arquitetônica sobreposta à planta de fôrma da estrutura.0 kN/m2 para toda a área da laje. 600 L1 170 Escada L2 L3 567 400 180 620 600 670 200 L4 L5 L6 L7 500 800 L8 L9 L10 500 270 400 300 Figura 52 – Paredes sobrepostas na planta de fôrma da estrutura. A equação básica para cálculo é: g par = onde: γ alv . onde econtr = 3 cm.06 . 21 + 0.13 . l A laje γalv = peso específico da parede de alvenaria. Alaje = área da laje. 0.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto Observações: (1) contrapiso e piso: gcontr + piso = 0.80 . (6) os cálculos das cargas das paredes sobre as lajes estão mostrados a seguir. com ações variáveis de 1. (3) na laje em balanço L1 deve ser suposta uma carga uniformemente distribuída vertical de 2.21 kN/m2 6.48 UNESP(Bauru/SP) 2117 .5 da NBR 6120. h . a) Laje L2 g par = 13 . (4) a laje L4 foi dividida em duas regiões. h = altura da parede.78 kN/m2.2.15 kN/m3. γarg.1.contr = 21 kN/m3 e piso final com 0. Como uma simplificação a favor da segurança foi adotado o valor de 2.5 kN/m2 e 2.86 . (2) a laje L4 compõe a cozinha e a área de serviço.15 = 0. 2. 0. A seguir são descritos os cálculos efetuados para determinar as cargas das paredes sobre as lajes. l = comprimento total de parede.

13 .67 kN/m2 6.86 3.58 kN/m2 2.04 7.99 L7 5A 3.46 2.1. 2.80 . para as lajes armadas em duas direções.56 1.88 - 3. como mostrado na Figura 53.50 L8 5A 2.56 .13 .13 .80 .72 3. 3. 2.97 kN/m2 2. 2. 0.12 6. 0.99 2. 2.86 c) Região da parede da Laje L4 (conforme a Eq.80 . Laje Tipo lx (m) λ p (kN/m2) νx ν ’x νy ν ’y Vx V’x Vy V’y L2 3 5.97 kN/m2 3. 1. .03 5.72 = 3.86 1.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto b) Laje L3 g par = 13 .17 3.13 .86 . 0.86 1.45 = 0.90 L3 3 5.70 kN/m2 2.65 kN/m2 d) Laje L5 g par = 13 .56 . 26. 5. 2.35 4.46 10.80 .50 - 2.69 - 5. A carga vertical total distribuída na área da laje é de 6. Figura 54 e Figura 55.80 .86 1.86 = 0. 2.87 2.56 1.17 3.11 - 3.33 L9 5B 2.70 5.38 L6 6 2.45 No caso das lajes armadas em uma direção (L1 e L4).17 3. conforme indicado na Tabela 16.21 1.90 ) 2 . 4.05 4.10 13.88 2.86 1.17 7.34 8. O cálculo das reações foi feito com aplicação da Eq.12 8. as reações de apoio devem ser calculadas supondo as lajes com vigas segundo a direção do vão principal.36 3.68 - 2.9 - 2.58 2.16 kN/m2.56 .24 - 3.17 9.91 2.19 L10 3 2.50 - 8.Reações de apoio nas vigas de borda das lajes armadas em duas direções (kN/m).80 .5). 4.86 g) Laje L8 g par = 13 .83 5. 0.49 UNESP(Bauru/SP) 2117 .55 5.13 3.50 - 6. 0.17 5.27 3. 12) g par = 3 (13 .22 L5 6 4.18.41 - 7. conforme a NBR 6120 (item 2. A laje L1 está em balanço e em sua extremidade livre deve ser considerada uma carga linear vertical de 2 kN/m.60 3.13 - 3. 2.57 6.90 6.4 Reações de Apoio nas Vigas de Borda As reações de apoio das lajes armadas em duas direções nas vigas de borda estão calculadas e mostradas na Tabela 17.13 . 2.74 kN/m2 4.13 .26 6.862 = 1. 0.32 2. 8.86 .17 4.37 12. As reações de apoio nas lajes LI e L4 estão mostradas na Figura 53.15 = 1.70 = 1. 4. 4. Tabela 17 .86 1. 4.73 3.71 2.86 h) Laje L9 g par = 13 . 2. 5.86 e) Laje L6 g par = 13 .13 .86 1.38 - 8.13 2.86 = 0.66 3.86 .80 .00 6.81 11. 0.98 - 3.50 - 5. 5.42 7.17 3.86 f) Laje L7 g par = 13 .2. 2.

04 2. Figura 55 – Esquema estático. Observa-se que o trecho correspondente à porta não foi considerado com carga.44 - Mk (KN.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 2 KN/m L1 163 600 2 KN 6. uma sem carga de parede e outra com carga de parede. O posicionamento e o comprimento da parede estão indicados na Figura 54. os esforços solicitantes na laje L4. conforme mostrado na Tabela 16.86 m Figura 54 – Divisão da laje L4 em regiões com carga de parede e sem carga de parede.11 - 5.91 m 3 3 (I) 5.80 2.86 m (II) 7.06 2. carregamento e esforços solicitantes na região I da laje L4.00 Vk (KN) 11.80 9.50 UNESP(Bauru/SP) 2117 .m) Figura 53 – Esquema estático.85 3. nas regiões I e II.91 5.m) + 2.41 KN/m 3.10 4. carregamento e esforços solicitantes característicos na laje L1. Considerando o carregamento total nas regiões I e II da laje.86 = 1. A região II tem a largura determinada como: l= 2 2 l x = 2.86 m 1.53 M k (KN. A laje L4 deve ser dividida em duas regiões. .67 Vk (KN) (I) 3.16 KN/m 163 12. estão indicados nas Figura 55 e Figura 56.

99 7.06 kN/m 2.66 6.m) - 4. L1 12.55 L10 4.67 12.18.33 5.99 L6 8.31 M k (kN.88 7. As reações de apoio das lajes do pavimento devem ser indicadas num desenho esquemático da planta de fôrma da estrutura.78 7.85 13.78 Vk (kN) 7.22 11. 23.41 8. carregamento e esforços solicitantes na região II da laje L4.37 5. como mostrado na Figura 57.81 L2 9.57 5.10 L4 8.04 7.11 + Figura 56 – Esquema estático.33 6.50 9.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 7.90 12.51 UNESP(Bauru/SP) 2117 .86 m 7.67 5.80 3. . e encontram-se mostrados na Tabela 18.38 L7 7.46 x x 10.60 x 3.05 3.83 Figura 57 – Reações de apoio características (kN/m) das lajes nas vigas de borda.38 3.88 5.69 L9 5.38 2.66 3.42 L5 12.5 Momentos Fletores e Dimensionamento das Armaduras Longitudinais de Flexão Os momentos fletores solicitantes nas lajes armadas em duas direções podem ser facilmente calculados com auxílio de uma planilha eletrônica.67 1.80 3.04 x x 8.10 L3 7.38 5. 3.19 x x 4. Os momentos fletores das lajes armadas em duas direções foram calculados conforme a Eq.67 L8 5.34 8.91 9.50 6.45 5.

conforme os valores contidos na Tabela 18.88 1.93 14.16 Os momentos fletores característicos estão plotados na Figura 58.9 2.12 6.33 4.15 3.68 7.88 0.m/m).86 1. como exemplificado na Figura 53 à Figura 56. Laje Tipo lx (m) λ p (kN/m2) µx µ’x µy µ’y Mx M’x My M’y L2 3 5.95 8. A plotagem dos momentos fletores nas lajes deve ser feita com muito cuidado.87 2.24 3.91 3.90 6.63 L5 6 4.94 7. em função do esquema estático e do carregamento nessas lajes.84 10.12 8.53 3.39 3.02 5.63 3.01 5. a altura útil d é: . e para as armaduras negativas o cobrimento nominal foi reduzido para 1.67 7.39 L6 6 2.59 1.72 839 497 x 107 241 337 805 295 163 x 153 x 672 234 L9 300 L10 359 316 329 839 337 41 329 x 102 311 553 390 2.72 L8 5A 2.26 6.29 8.58 3. Tabela 18 .43 2.98 5. e que d = h – c – φl /2. não necessariamente na horizontal.13 3. como as lajes L1 e L4. A Figura 58 mostra que a laje L2 não está engastada na laje em balanço L1.05 2.78 6.70 5.00 6.10 2.Momentos fletores solicitantes (característicos) nas lajes armadas em duas direções (kN.03 16. Conforme os valores constantes na Tabela 2 e classe de agressividade ambiental II com ∆c de 5 mm.kN.24 1. de acordo com a possibilidade apresentada na nota 1 da Tabela 2.36 2.18 5.91 4.35 4.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto No caso de lajes armadas em uma direção.86 1.23 8. Considerando armadura composta por barras com diâmetro de 10 mm.22 8.45 7.85 L8 1778 L6 390 359 411 603 1778 839 233 311 553 839 L5 731 839 1. Em cada laje está indicada a direção x.19 7.03 5.10 L4 721 x 1447 1663 593 x x x 388 x 170 L2 98 Figura 58 – Momentos fletores característicos (Mk .36 7.40 14.87 2.02 5.99 8.98 3.64 7.91 5.81 2.97 1.86 1.65 2.5 cm. L1 1144 - L3 540 1498 234 L7 6.86 1.24 9.47 L3 3 5.41 6. e sim segundo a direção do vão lx (menor vão).86 1.15 2.56 1.34 L7 5A 3.37 0.21 17.29 8.11 2.86 1.70 3.0 cm.07 3.02 3. para cálculo das armaduras positivas foi considerado o cobrimento nominal de 2.34 2.65 1.72 1.00 L10 3 2.88 4.cm/m).52 UNESP(Bauru/SP) 2117 .76 1.41 2. para evitar erros no posicionamento dos momentos fletores e consequentemente erros de posicionamento das armaduras. os cálculos devem ser feitos separadamente.90 L9 5B 2.87 6.56 1.

estão apresentados na Figura 60 e Figura 61.cm/m. para os momentos fletores positivos. 53 De acordo com a Tabela 5.UNESP(Bauru/SP) 2117 .15h (cm2/m para h em centímetro) Para as lajes armadas em duas direções.025. já considerando os valores de armadura mínima.17 ≤ 0. Todos os cálculos de armadura resultaram o domínio 2.025 = 5. 1663 e na Tabela A-25: Ks = 0.4 . conforme mostrado na Eq.4 . 23 para as lajes armadas em duas direções são relativos a faixas de largura de 1 m (100 cm). Os momentos fletores determinados com a Eq. . βx = x/d = 0. positivas e negativas.15 . a qual será disposta ao longo da borda comum às duas lajes. conforme previsto na NBR 6118. de modo que deve-se considerar bw = 100 cm. negativa para lajes armadas em uma ou duas direções. e positiva para lajes armadas em uma direção. 1447 e na Tabela A-25: Ks = 0. as áreas de armadura resultam: (L2): K c = b w d 2 100 . Os detalhamentos das armaduras.67.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto - d = h – 2.15h = 0.cm/m e 1663 kN.45 – ver Eq. 112 = = 5. Como opção ao procedimento de compatibilização de momentos fletores. a armadura mínima positiva deve ser multiplicada pelo fator 0.15 .45 → ok! As = Ks Md 1.025 = 5.9 Md 1.mín = 0. Para o concreto C25 a taxa de armadura mínima (Tabela 6) é: ρ mín = As = 0. entre as lajes L2 e L3 existem os momentos fletores de 1.15h = 0.0 cm . 1663 = 0.4 . para os momentos fletores negativos. devem ser: ρs ≥ ρmín .4.15 % bw h Fazendo bw = 100 cm a armadura mínima resulta: As. domínio 2.025.447 kN. 1447 = 0. 0. 12 = 1.10h (cm2/m para h em centímetro) Na Figura 59 estão plotados os momentos fletores e as respectivas áreas de armadura. e considerando a altura útil de cada laje (d = h – 2) com γf = 1. foi considerado o maior momento fletor negativo entre as bordas comuns a duas lajes contíguas.07 cm2/m ≥ 0. - d = h – 2.mín = 0.45 → ok! As = Ks Md 1.5 cm .80 cm2/m → ok! d 10 (L3): K c = b w d 2 100 . as armaduras mínimas. domínio 2. tal que: As. 10 2 = = 4. e a relação x/d (≤ 0.30 cm2/m ≥ 0.95 cm2/m → ok! d 11 Das duas armaduras negativas calculadas deve ser adotada a maior. Por exemplo. 52) foi atendida em todos os casos.4 . 24. 13 = 1.15h = 0. βx = x/d = 0.2 Md 1.18 ≤ 0.67 .

considerando o carregamento permanente acrescido do carregamento variável corrigido pelo fator de redução para combinação quase permanente.10) L2 (h = 12 cm) x 98 (0. at = flecha total na laje.91) 1498 5. α = coeficiente tabelado encontrado na Tabela A-1 a Tabela A-4. EI = rigidez à flexão da laje.93) 153 x L10 (h = 9 cm) 170 (0.87 2. considerando a fluência do concreto.39 102 (0. Figura 18 e Figura 19.24 839 3. encontrado na Tabela A-1 até a Tabela A-4.90) Figura 59 – Momentos fletores (kN.67 553 2.87 359 2.32) x 163 x 672 2.65 839 3.4. Ma = momento fletor na laje com carregamento correspondente à combinação rara.93) 1778 5. As flechas nas lajes armadas em duas direções foram calculadas com auxílio do coeficiente α.10 L4 (h = 9 cm) x L3 (h = 13 cm) 1447 5. 3. A fim de facilitar o entendimento dos cálculos feitos com auxílio de uma planilha eletrônica (mostrados na Tabela 19).30 593 (2.52 337 1.80) 337 1.67 497 2.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto L1 (h = 10 cm) 1144 5.82 L6 (h = 8 cm) 390 1.03) 805 3. .12) 731 3.65 L7 (h = 10 cm) (0. L2 e L4 estão demonstrados na sequência. q = ação variável (carga acidental).3 ou 0.89 839 3.90) L8 (h = 9 cm) 234 1.31 L5 (h = 10 cm) 233 (1.67 553 2.48) 603 (1.65 390 1. e por meio da Eq.89 41 (0.01 311 x x 1778 5.31) 241 (1.6 Verificação das Flechas Na Tabela 19 encontram-se os valores calculados para a flecha total das lajes.99) 839 3.48) 295 (1.66 672 2.61) 329 (1.91 3.18. 48.67 311 (1.01 316 1. ψ2 = fator de redução de combinação quase permanente para o Estado Limite de Serviço. ai = flecha imediata. adotado igual a 0. Mr = momento fletor de fissuração da laje.cm/m) característicos e áreas de armadura de flexão (cm2/m). p = g + ψ2q = carregamento total na laje.90) (0.31 300 1. As variáveis contidas na Tabela 19 indicam: g = carregamento permanente total na laje.20) 411 (2.82 388 1.52 839 3.07 1663 5.68 359 2. supondo as lajes como vigas na direção do menor vão. Já nas lajes armadas em uma direção (L1 e L4) as flechas foram calculadas com as equações contidas na Figura 17.61) 540 (1.86 L9 (h = 8 cm) x 107 (0.80) (1.85 1.66 234 1. os cálculos das flechas nas lajes L1.67 329 (1.54 UNESP(Bauru/SP) 2117 .01 - 721 (2.

5 .cm. m = 0.45 4.37 1.96 10 641 818 1.00 1. A altura da laje (h) é 12 cm.5 0.19 8 410 163 2. o carregamento total permanente (g) é de 4.08 1.90 4.ser = Σ Fgik + Fq1k + Σ ψ1j Fqjk A laje L2 tem apenas uma ação variável importante que deve ser considerada.14 0.5 0.72 1.12 0.63 1.03.87 kN/m2.00 5.37 kN/m2.53 13 1083 721 2. 0. p= g q h Mr Ma ψ2 q g+ λ α (kN/m2) (kN/m2) (kN/m2) (cm) (kNcm) (kNcm) ψ2 q 4.82 0.4 1. é (Eq.80 4.74 1.5 para seção retangular. Portanto.90 1.87 kN/m2.86 9 519 170 3. correspondente à combinação rara de serviço.5 0.33 0.1 Flecha na Laje L2 A laje L2. de modo que Fd. 27: Mr = α f ct Ic yt A resistência do concreto à tração direta (fct) pode ser considerada com o valor médio.26 4.47 0.14 (cm) (cm) 3.86 0.83 9 519 233 4.49 1.45 5.45 5.12 0.70 4.565 MPa = 0. é uma laje armada em duas direções.59 1. que é a carga acidental de 1. de 5. a ação variável (carga acidental) é de 1.03 4. 32): Fd.45 4.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto Laje Tipo lx (cm) L1 .12 5.45 5. 14400 = 923.cm.5 0.14 0.5 0. que possibilita determinar a resistência média à tração direta em função da resistência característica do concreto à compressão: 3 f ct = f ct . 34): Ic = b h 3 100 .5 0.60 5.06 2.06 8 314 153 2.16 2.66 9 519 411 1.06 0.35 0.5 0. Mr = 923. o que significa que a laje L2 não estará fissurada quando submetida ao carregamento total de 5.45 5. o menor vão (lx) é de 586 cm. mostrados na Figura 58.38 1. O momento fletor de fissuração.82 12 923 593 2.0 0. pode ser calculado com a Eq.5 (kN/m2).3 3 f ck 2 = 0. Observa-se que Ma = 593 kN.18. com λ = 1.45 3.0 0.08 1.05 0.2565 kN/cm2 Momento de inércia da laje considerando seção homogênea não fissurada (Eq. A distância yt entre o centro de gravidade da seção e a fibra mais tracionada é igual a h/2: Mr = 1.20 0. 123 = = 14. que é aquele correspondente ao surgimento da primeira fissura na laje.32 0.37 0.3 252 = 2.45 7.36 0.20 0.286 L5 6 486 L6 6 256 L7 5A 386 L8 5A 286 L9 5B 256 L10 3 286 Tabela 19 – Flecha imediata (ai) e total (at) nas lajes. isto .55 UNESP(Bauru/SP) 2117 .99 EI (kN. adotando-se o valor fornecido na NBR 6118 (Eq.163 L2 3 586 L3 3 586 L4 . 28).2565 .cm).ser coincide com o carregamento total na laje.08 0.cm 6 O momento fletor atuante na laje.05 0.6.61 1.5 0.4 kN.85 0.85 10 641 329 1.cm2) 12365173 34675200 44086467 14628600 20066667 10274133 20066667 14628600 10274133 14628600 ai at 0.08 10 641 295 3.400 cm4 12 12 O fator α é 1.96 5.5 kN/m2.12 6.4 kN. Para esse carregamento os momentos fletores positivos na área interna da laje resultaram 593 e 540 kN.41 1. mostrado na Tabela 16.cm é menor que o momento fletor de fissuração. para Ma deve-se considerar o maior valor (593 kN.35 3.

37 + 0. onde o valor limite é l/250 = 586/250 = 2. portanto. é: E cs = α i E ci = α i α E 5600 f ck = 0. 1.68 = 1.cm2 EI = 2408. 51: at = ai (1 + αf) O fator αf é dado pela Eq. pode-se considerar a “Aceitabilidade sensorial” – deslocamentos visíveis em elementos estruturais.0 . 49. O fator de redução de carga ψ2 para combinação quase permanente pode ser adotado igual a 0.37 cm 12 34675200 A flecha total.0   12    Para o carregamento p deve ser adotada a combinação quase permanente.00 para o tempo t superior a 70 meses (Eq. 45).0). 586 4 = 0.34 cm. conforme a Tabela 4. nem de elevadas concentrações de pessoas . para brita de granito (αE = 1. dada pela Eq. 123   = 34.UNESP(Bauru/SP) 2117 . é dada pela Eq.200 kN.3 . Resulta para ∆ξ o valor: ∆ξ = 2.86 .3 (locais em que não há predominância de pesos de equipamentos que permanecem fixos por longos períodos de tempo.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 56 é. .72 0.32 A flecha total na laje será: at = 0.5 = 4. como comumente ocorre com as lajes maciças dimensionadas segundo a Teoria das Placas.32) = 0. que leva em conta a fluência do concreto da laje. A flecha imediata na laje armada em duas direções pode ser calculada pela Eq. Basta.2 = 0. 5600 25 = 24. 43: ∆ξ = ξ( t ) − ξ( t 0 ) ξ(t) será adotado igual a 2. que é dado pela Eq. 1.37 (1 + 1.ser = Σ Fgik + Σ ψ2j Fqjk = 4.68. a laje estará no estádio I em serviço.edifícios residenciais).675. 48: α p l x4 ai = 12 EI Com a Tabela A-1 anexa determina-se o fator α = 2. determinar ∆ξ.86 cm Para a flecha máxima permitida na laje L2. 41 como: ∆ξ αf = 1 + 50ρ′ onde ρ’ é igual a zero porque na laje em questão não existe armadura comprimida A’s (armadura superior na área do centro da laje).86 80 80 que multiplicado pelo momento de inércia fornece a rigidez à flexão da laje:  100 .82 kN/m2 A flecha imediata na laje será: ai = 2. Assumindo que a carga de longa duração atuará na laje a partir de um mês após executada (valor conservador neste caso). na Tabela 3 encontra-se: ξ(t0) = 0.8 + 0.2 f ck 25 = 0. O módulo de elasticidade secante do concreto. Fd.8 + 0.000482 .72 para laje do tipo 3 e carregamento uniformemente distribuído na área da laje.00 − 0.080 MPa α i = 0.

333 cm4 12 A razão modular entre os módulos de elasticidade dos materiais (Eq. Como não existe parede apoiada na laje L2. 32): Fd.0 (kN/m2).080 MPa. o limite é l/350 = 586/350 = 1. a flecha máxima para este caso não necessita ser considerada. é menor que as flechas máximas permitidas. mostrado na Tabela 16.0 kN/m2. de modo que Fd.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 57 Quanto à possibilidade de vibração devido a cargas acidentais. de 0. carregamento total permanente (g) de 4. com o módulo de elasticidade secante do concreto de 24. o que significa que a laje L1 estará fissurada quando submetida ao carregamento total de 6.67 cm.0 kN/m prevista de ser aplicada na extremidade livre da laje.UNESP(Bauru/SP) 2117 . que é a carga acidental de 2. considerando uma faixa de 100 cm.5 . 1. não necessita ser considerada na verificação da flecha.86 cm. isto é. é: .16 . 0.18.ser coincide com o carregamento total na laje.632 = 8. Porém. visando impedir o surgimento de vibrações indesejáveis.2 Flecha na Laje L1 A laje L1 é uma laje em balanço.16 kN/m2. Para o carregamento total o momento fletor na seção de engastamento da laje resulta: M = Ma = 6. 33: (EI)eq =   M E cs  r  M a      3  M Ic + 1 −  r   Ma   3      I II  ≤ E cs Ic       Para cálculo de (EI)eq vários valores devem ser calculados. 50. de 6.m 2 Observa-se que Ma = 818 kN. conforme a Eq. é (Eq. deve-se evitar a ocorrência de flechas elevadas. 103 = 8. conforme já calculado para a laje L2.cm é maior que o momento fletor de fissuração Mr = 641 kN. é: Ic = 100 .16 kN/m2. 3.cm. A flecha resultante.ser = Σ Fgik + Fq1k + Σ ψ1j Fqjk A laje L1 tem apenas uma ação variável importante.cm Mr = 5 O momento fletor atuante na laje. conforme NBR 6120 (Figura 53). que prejudicam o conforto dos usuários. A carga vertical de 2. deve ser considerada a rigidez equivalente. 103   1.5 para seções retangulares.16 kN/m2. 35). o que significa que a laje L2 poderia ter uma altura um pouco menor. A distância yt entre o centro de gravidade da seção e a fibra mais tracionada é igual a h/2:  100 . O momento de inércia da seção bruta sem armadura. correspondente à combinação rara de serviço. dada pela Eq. 27): Mr = α f ct Ic yt O fator α é 1. A altura especificada para a laje é 10 cm. na seção de engaste a laje estará no estádio II em serviço. engastada na laje L2. O momento fletor de fissuração é (Eq.6.18 kN. como 11 cm. e deve ser calculada como uma viga em balanço. vão lx de 163 cm. e ação variável (carga acidental) de 2.2565   12    = 641 kN. Portanto.

58 UNESP(Bauru/SP) 2117 . neste caso pode ser adotado igual a 0.0496 . 6. 2.cm  818       (EI)eq = 12.82 cm Para a flecha máxima permitida.4 (locais em que há predominância de pesos de equipamentos que permanecem fixos por longos períodos de tempo. de 1 m.25 (8 − 2.72 2 . considerando o valor já calculado para αf de 1. 40 é: 2 I II = b x II 3 x  + b x II  II  + α e A s (d − x II )2 12  2  2 100 .25 cm2). 8 . A flecha imediata na laje será: ai = 1 0.32) = 0.16 + 0.96 kN/m. de escritórios.35 cm 8 12365173 A flecha total.72 x II 2 + x II − =0 ⇒ xII = 2. conforme a Tabela 4. o que leva à carga de 4.065.46  2 4 I II = + 100 .173 kN. 8333) ≤ 20.01 cm2/m: 2 As αe 2 As d α e x II 2 + x II − =0 b b 2 . 6.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto αe = Es 21000 = = 8. Fd. estações e edifícios públicos). que leva em conta a fluência do concreto da laje.169 cm 12  2  A rigidez equivalente será: (EI) eq =  3   2408  641  8333 +  818      641 3   2 1 −    2169  = 12. O fator de redução de carga ψ2 para combinação quase permanente. com a Eq.25 .365.46) = 2. 1634 = 0. 39 calcula-se a posição da linha neutra no estádio II (xII). 8. pode-se considerar: .72 2408 E cs Desprezando a armadura construtiva inferior da laje (A’s = 0).173 kN. 2.25 .365.864 kN.46 cm 100 100 O momento de inércia da seção fissurada de concreto no estádio II. dada pela Eq.46   + 8.ser = Σ Fgik + Σ ψ2j Fqjk = 4.cm2 → ok! A flecha imediata na laje em balanço pode ser calculada pela equação clássica: ai = 1 p l x4 8 EI Para o carregamento p deve ser adotada a combinação quase permanente.96 kN/m2 Esta carga deve ser multiplicada pela largura da viga considerada.35 (1 + 1. 6. conforme a Eq.463  2. ou de elevada concentração de pessoas (edifícios comerciais.32 é: at = ai (1 + αf) = 0. de 5.0 = 4. considerando a altura útil d de 8 cm e a área de armadura negativa da laje (composta por φ 8 mm c/ 8 cm = 6. 49.72 . 8. por questão de segurança.4 . o que atende com folga à área de armadura calculada. 2.cm2 ≤ Ecs Ic ≤ (2408 .

é: Ic = 100 . Fd.cm. o carregamento total permanente (g) no trecho com parede é 5.ser = Σ Fgik + Σ ψ2j Fqjk = 5. como a laje tem carga de parede.UNESP(Bauru/SP) 2117 .600 cm4 A flecha imediata na laje em balanço pode ser calculada pela equação mostrada na Figura 18 (vínculos engaste . a altura da laje deveria ser aumentada. Neste caso pode ser considerado o momento de inércia da seção bruta de concreto. 6075 = 14. calculado de forma análoga aos dois itens anteriores.edifícios residenciais). de 0. 163/250 = 1.0 = 5.32) = 0. e com o valor já calculado para αf de at = ai (1 + αf) = 0.57 cm A flecha calculada.apoio simples): ai = 1 p l x4 185 EI Para a carga p deve ser adotada a combinação quase permanente (Eq.3 (locais em que não há predominância de pesos de equipamentos fixos nem de concentração de pessoas . é menor que a menor flecha máxima permitida (0. o que significa que a laje está no estádio I em serviço (não fissurada). 3.06 kN/m2 e a ação variável (carga acidental) é 2. conforme a Tabela 4 pode ser considerada como l/500. Caso resultasse o contrário.3 . o que significa que a laje L1 tem altura adequada. a flecha máxima para este caso não necessita ser considerada. para as demais lajes resulta: . 2864 = 0.0566 .Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 59 a) aceitabilidade sensorial: l/250 = 2 .18.3 Flecha na Laje L4 A laje L4 é uma laje armada em uma direção e deve ser calculada como uma viga segundo a direção principal (lx).30 cm (o vão l deve ser multiplicado por dois quando se tratar de balanço – ver nota a) da Tabela 4) b) vibração devido a cargas acidentais: l/350 = 2 .14 cm 185 14628600 A flecha total.93 cm Como não existe parede apoiada na laje L1.32 é: 1 0.0 (kN/m2).57 cm).93 cm). O fator de redução de carga ψ2 para combinação quase permanente pode ser adotado igual a 0. O momento de inércia da seção bruta.075 cm4 12 A rigidez da laje à flexão é: Ecs Ic = 2408 . é 519 kN. 163/350 = 0. A flecha resultante. 2. A altura da laje é 9 cm. o vão lx é 286 cm. no trecho com parede. que coincide com o vão principal: l/500 = 286/500 = 0. as flechas limites da NBR 6118 (Tabela 4) e a flecha total (ver a Tabela 19). com o vão l na direção da parede.82 cm. e o momento fletor atuante (Ma) é 411 kN. 49).628. O momento fletor de fissuração.66 kN/m2 A flecha imediata na laje será: ai = 1. de 0.cm. sem armadura. Considerando a existência ou não de paredes sobre as lajes (ver Figura 52). é menor que a flecha limite (0.32 cm A flecha limite neste caso. 93 = 6. que leva em consideração a fluência do concreto.6.32 cm.14 (1 + 1.06 + 0.

. .18. a sua altura deveria ser aumentada.9 kN/m Portanto. 0. 58): VSd ≤ VRd1 VSd = γf .52 (1.9 kN/m A força cortante máxima que pode ser resistida (VRd1) é (Eq.7 . Vk = 1.03206 .0078 ≤ 0. 8 → ok! Considerando que 100 % da armadura negativa (principal) chega até a viga de apoio: k = |1.52 > 1 → ok! VRd1 é: VRd1 = [0.97 cm amáx = l/500 = 486/500 = 0. 8 = 58.9 kN/m .4 .04 = 16. 61): VRd1 = [τ Rd k (1.78 = 17. . com a maior reação de apoio característica de 12.33 cm at = 0. a) Laje L4 Será considerado o trecho que tem a parede apoiada na laje. 58): VSd ≤ VRd1 Para VSd = γf .08| = 1.25fctd = fctk. Caso alguma laje apresentasse flecha maior que a flecha limite. .0078)]100 . A título de exemplo serão verificadas as lajes L1 e L4. 12.3206 MPa = 0. Vk = 1.2 + 40 . Para não ser necessária a armadura transversal deve-se ter (Eq.3 3 252   = 0.25 cm2.57 cm amáx = l/500 = 286/500 = 0.14 cm .14 cm ∴ ∴ ∴ ∴ ∴ ∴ ∴ at < amáx at < amáx at < amáx at < amáx at < amáx at < amáx at < amáx Verifica-se que todas as flechas calculadas resultaram menores que as máximas permitidas. .12 cm at = 0.12 cm at = 0.25    1.85 cm at = 0.9 kN/m < VRd1 = 58.78 kN/m. Com bw = 100 cm: ρ1 = A s1 ≤ 0. .60 UNESP(Bauru/SP) 2117 .4 . VSd = 16.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto - L3 L5 L6 L7 L8 L9 L10 - amáx = l/500 = 656/500 = 1.04 kN/m.6 – 0. não ser necessária a armadura transversal deve-se ter (Eq. a) Laje L1 A laje é em balanço e tem reação de apoio (força cortante na laje) característica de 12. 3. 1. 12.4   A área de armadura negativa especificada para a laje L1 é φ 8 mm c/8 cm.20 cm at = 0.inf / γc = 0.02 100 . 0. at = 0. o que significa que não é necessário dispor armadura transversal na laje L1.47 cm at = 0.97 cm amáx = l/500 = 386/500 = 0. e altura útil da armadura negativa é d = h – 2 = 10 – 2 = 8 cm.31 cm amáx = l/500 = 486/500 = 0.03206 kN/cm2 τRd = 0.2 + 40ρ1 )] b w d  0.77 cm amáx = l/500 = 286/500 = 0.02 bw d → ρ1 = 6.7 Verificação da Força Cortante Raramente as lajes maciças de edifícios residenciais necessitam de armadura transversal para resistir às forças cortantes.57 cm amáx = l/250 = 286/250 = 1.25 = 0. o que representa 6.9 kN/m.6 – d| = |1.

6. 3. mas pode-se indicar por motivos construtivos um espaçamento mínimo de 8 cm para a armadura negativa e um valor um pouco inferior para a armadura positiva. o que significa que não é necessário colocar armadura transversal na laje L4.UNESP(Bauru/SP) 2117 .3 mm c/16 = 1. 1.31 cm2/m → → φ 6. Os espaçamentos das barras devem obedecer aos valores mostrados na Eq. A norma não especifica um espaçamento mínimo para as barras de armaduras de lajes maciças.00 cm2/m) Simplificadamente.7 kN/m. todas as armaduras positivas foram estendidas 100 % até os apoios. o que representa 2.6 – 0.535 (1.67 cm2/m → φ 8 mm c/13 = 3. Na laje L1 foi disposta uma armadura inferior construtiva (barras N13).12.12.02 → ok! 100 .6 – d| = |1.56 cm2/m (ou φ 10 mm c/15 = 5.2. Exemplos: a) armaduras positivas da laje L3.25fctd = fctk. 6.2 + 40 .30 cm2/m da laje L3 . VSd = 17. pode ser feita com auxílio da Tabela A-26.535 > 1 → ok! VRd1 é: VRd1 = [0.0034)]100 .5 = 6. 61): VRd1 = [τ Rd k (1.5 = 42.5 e 3.3.5 cm.3206 MPa = 0. Nas demais lajes também não é necessário colocar estribos como armadura transversal.93 e 2.5 Considerando que 100 % da armadura positiva chega até a viga de apoio: k = |1. positivas e negativas. em função das áreas de armadura apresentadas na Figura 59. e altura útil da armadura positiva é d = h – 2.33 cm2/m) c) armadura negativa de 3. 0. A armadura secundária (ou de distribuição) da laje L4 foi determinada segundo a área mínima indicada na Tabela 5. 1. Os critérios aplicados para determinação do comprimento das barras foram apresentados nos itens 3. Com bw = 100 cm: ρ1 = A s1 ≤ 0.22 cm2.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 61 A força cortante máxima que pode ser resistida (VRd1) é (Eq.03206 . As áreas de armadura calculadas e plotadas na Figura 59 estão de acordo com as armaduras mínimas para as lajes.065| = 1.18.67 cm2/m da laje L5 .9 kN/m < VRd1 = 42.30 cm2/m → φ 8 mm c/9 = 5. 6.42 cm2/m (ou φ 5 mm c/8 = 2.0034 ≤ 0.97 cm2/m (ou φ 5 mm c/10 = 2.7 kN/m Portanto.93 cm2/m . e até a face . apresentadas na Tabela 5.5.50 cm2/m) b) armadura negativa de 5.8 Detalhamentos das Armaduras Longitudinais de Flexão A Figura 60 e a Figura 61 mostram o detalhamento das armaduras longitudinais das lajes.31 cm2/m .22 = 0.02 bw d → ρ1 = 2.00 cm2/m) φ 6. A escolha do diâmetro e espaçamento das barras.1. O ideal muitas vezes é que o espaçamento de ambas armaduras fique entre 8 e 20 nas lajes correntes.85 cm2/m (ou φ 10 mm c/20 = 4. 68 (s ≤ 2h e s ≤ 20 cm).2 + 40ρ1 )] b w d τRd = 0.inf /γc = 0.5 = 9 – 2.03206 kN/cm2 A área de armadura positiva especificada para a laje L4 no trecho da parede é φ 5 mm c/9 cm. O critério utilizado para definir o comprimento foi de estender as barras 5 cm além do eixo das vigas internas.3 mm c/13 = 2. positivas e negativas.

arredondado para múltiplo de 10. determinado na Tabela A-27.5 cm onde: c = comprimento da barra do arranjo 3 de um lado da viga. e conforme a Eq. 71. determinado na Tabela A-27.30 cm2/m – ver Figura 59) Para definir o comprimento da barra inicialmente pode-se calcular: c = 0. lb = 21 cm: comprimento de ancoragem da barra φ 8 mm. O procedimento é semelhante na quantificação das barras da armadura negativa. preferencialmente. de modo que a barra terá 170 cm de comprimento de um lado da viga e a metade desse valor do outro. No caso das lajes L2 2e L3 os vão menores são iguais a 586 cm. Essa armadura diminui a possibilidade de . região de boa aderência e C25. o comprimento total da barra será: C = 140 + (140/2) + 6 + 7 = 223 cm onde 6 e 7 são os comprimentos dos ganchos nas extremidades da barra. 70 e Eq. 8 cm é quanto a barra adentra a viga vertical do lado direito. resulta a quantidade de 36. O comprimento do gancho deve ser definido em função do cobrimento da armadura.25 . são calculadas dividindo-se o comprimento da cota. Como exemplo: as barras N3 da armadura negativa entre as lajes L4 e L5.25 . O valor calculado para c deve ser. O comprimento das barras das armaduras negativas foi determinado para o arranjo 3 mostrado na Figura 32. menos 2 cm para considerar o cobrimento (c) na extremidade (ponta) da barra pelo concreto. No caso foi adotado como lgancho = h – 3 cm. Fazendo o valor múltiplo de 10 mais próximo (140 cm) como comprimento da barra de um lado da viga. na extensão de 580 cm (600 – 20).Figura 59) c = 0. 486 + 21 = 142.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 62 externa das vigas de periferia do edifício.67 cm2/m . Por exemplo: a barra N3 da armadura positiva da laje L3 está disposta entre as faces das vigas. geralmente de face à face das vigas de apoio das lajes. 586 + 21 = 167. dispostas na extensão de 480 cm (500 – 20). que deve ser arredondado para o inteiro mais próximo. com gancho. Por exemplo: a) armadura negativa (N1) na borda comum entre as lajes L2 e L3 (5. conforme indicado na Figura 25.9.25. portanto. região de boa aderência e C25. As barras N2 e N13 mostradas no detalhamento da armadura negativa (Figura 61) formam uma armadura para proporcionar resistência a momentos volventes.UNESP(Bauru/SP) 2117 . com gancho.5 cm 286 lx ≥  486 → lx = 486 cm lb = 21 cm: comprimento de ancoragem da barra φ 8 mm. lx = maior vão entre os menores vãos das duas lajes. como indicadas nas cotas (setas) das armaduras positivas e negativas (Figura 60 e Figura 61). pelo espaçamento das barras da armadura. O comprimento total da barra será: C = 170 + (170/2) + 9 + 10 = 274 cm onde 9 e 10 são os comprimentos dos ganchos nas extremidades da barra. As quantidades de barras. resulta a quantidade de 36. e 5 cm além do eixo da viga interna do lado esquerdo. para a barra N3: C = 670 + 8 + 5 = 683 cm. arredondado para 37 barras.25lx + lb = 0. que dividido por 16 cm (espaçamento das barras). b) armadura negativa (N3) na borda comum entre as lajes L4 e L5 (3. que ocorrem com maior intensidade em cantos de lajes com bordas simplesmente apoiadas. onde 670 cm é a distância de eixo a eixo das vigas até onde a barra estende-se. que dividido por 13 cm (espaçamento das barras). 36 barras. Por exemplo.25lx + lb = 0.

34 c/14 N5 .15 Ø 4.2 C=275 N14 . N1 .63 UNESP(Bauru/SP) 2117 .3 C=213 N11 .37 c/13 N5 .69 Ø 5 C=313 N16 .40 c/15 N10 .19 c/15 N1 .3 C = 633 .44 c/11 N4 .32 Ø 5 C=413 N9 .25 c/15 N8 .3 C = 813 N3 .19 Ø 4.25 Ø 6.37 c/13 N4 .32 c/15 N7 .40 c/15 N17 .2 C = 813 N11 .25 c/16 N12-12 Ø 6.3 C=613 N13 .20 c/19 N8 .Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto surgimento de fissuras na face superior da laje.19 Ø 4.50 Ø 6.36 c/16 N2 .19 c/15 N6 .37 Ø 5 C=510 N6 .12 c/15 N17 .3 C = 613 N13-40 Ø 5 C=176 N2 .19 c/15 N4-23 c/12 N14 .15 c/17 N15 .40 Ø 6.21 c/9 N4 -25 c/12 N10-19 c/15 N9 .19 Ø 4.3 C = 683 L1 N7 .2 C=313 N15 .11 c/16 N12 .2 C=413 Figura 60 – Detalhamento das armaduras positivas.2 C=510 N14 .36 Ø 6. N15 .11 Ø 6.57 Ø 5 C=510 N16 . Nas lajes L4 e L10 a armadura não foi disposta porque os vãos dessas lajes são relativamente pequenos. próximas aos cantos.2 C=510 N14 .15 c/17 N7 .50 c/13 N3 .84 Ø 4.53 Ø 4.

45 Ø 8 C=272 10 170 85 N9 .53 c/9 N5 .5 N3 .16 Ø 6.3 C=147 70 7 140 6 90 167 7 N12 . ou seja.37 c/13 N11 .75 c/8 N14 .10 Ø 5 C=170 N2 .3 C=193 7 120 60 6 5 N8 .37 Ø 8 C=223 170 9 N1 .82 Ø 8 C=270 85 5 80 40 5 7 70 6 5 N5 .3 C=146 5 60 120 7 N7 .Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 85 9 170 10 140 7 N3 . não contribui para aumentar a resistência da laje nervurada.35 Ø 6.64 UNESP(Bauru/SP) 2117 .3 C=192 Figura 61 – Detalhamento das armaduras negativas.7.37 c/13 6 N12 . 4.64 Ø 8 C=274 5 N6 .” A resistência do material de enchimento (material inerte .1.5 6 85 N10 .29 c/8.37 Ø 8 C=222 45 140 N6 .3 C=146 5 45 90 6 N6 .10 c/15 167 N13 .82 c/9.19 c/15 N4 . .19 Ø 6.64 c/9 N13 .19 c/15 N6 .3 C=130 N11 .19 Ø 6.75 Ø 8 C=350 7 N1 .10 c/15 9 N2 . unidas e solidarizadas pela mesa (capa).7) define laje nervurada como as “lajes moldadas no local ou com nervuras pré-moldadas.29 Ø 8 C=270 10 170 N10 .23 c/12 70 N9 .35 c/11 N8 .5 N7 .53 Ø 6.10 Ø 5 C=170 N14 .37 Ø 8 C=223 6 45 90 6 N4 .23 Ø 6.(Figura 62) não é considerada. cuja zona de tração para momentos positivos esteja localizada nas nervuras entre as quais pode ser colocado material inerte.45 c/8. que proporcionam a necessária resistência e rigidez. DEFINIÇÃO A NBR 6118 (item 14. LAJES NERVURADAS 4. São as nervuras.16 c/16 N3 .37 c/13 N3 .

quando não são colocados materiais inertes entre elas (Figura 65). isopor (Figura 64). bloco de concreto celular autoclavado (Figura 62). Os materiais de enchimento podem ser constituídos por diversos materiais. a quantidade de pilares e vigas resultam menores. A laje nervurada é particularmente indicada quando há necessidade de vencer grandes vãos ou resistir a altas ações verticais. em função da existência de nervuras em uma ou em duas direções. 2001).Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 65 Figura 62 – Enchimento com blocos de concreto celular autoclavado – material inerte (SICAL.UNESP(Bauru/SP) 2117 . etc. Ao vencer grandes vãos. Figura 63 – Laje nervurada em cruz ou bidirecional (CÓDIGO ENGENHARIA. As lajes nervuradas podem ser armadas em uma direção (unidirecional) ou em duas direções (bidirecional ou em cruz). . 2001). A Figura 63 ilustra uma planta de fôrma onde uma laje nervurada com nervuras em duas direções vence grandes vãos. As nervuras podem também ficar expostas ou aparentes. como bloco cerâmico furado. bloco de concreto.

UNESP(Bauru/SP) 2117 - Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto

66

Figura 64 – Laje nervurada protendida com cordoalhas engraxadas e isopor como material de enchimento.

Figura 65 – Laje nervurada com moldes plásticos.
(http://www.flickr.com/photos/atex).
As lajes nervuradas apresentam as seguintes vantagens em relação às lajes maciças de concreto:
• menor peso próprio;
• menor consumo de concreto;
• redução de fôrmas;
• maior capacidade de vencer grandes vãos;
• maiores planos lisos (sem vigas).

4.2. TIPOS
Em função da forma e disposição do material de enchimento, há diversas possibilidades para a
execução das lajes nervuradas, conforme indicado na Figura 66. O esquema indicado na Figura 66a é o mais
comum encontrado na prática, devido à sua facilidade de execução. O esquema b, com a mesa no lado
inferior, é indicado para proporcionar maior resistência aos momentos fletores negativos, como nos balanços.
Os esquemas de b a h, embora possíveis, não são comuns na prática.

67

UNESP(Bauru/SP) 2117 - Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto

a)

b)
hf

c)

hf

Fôrma "perdida"

Junta
seca

hf

d)
Placa pré-moldada

Não estrutural

e)

hf

Fôrma "perdida"

hf

f)

Fôrma "perdida"

Não estrutural

g)

hf

hf

h)

hf
~ < 60

bw

bw

hf

Figura 66 – Várias disposições possíveis para as lajes nervuradas (ANDRADE, 1982).

4.3. CÁLCULO SIMPLIFICADO
A laje nervurada pode ser entendida como um elemento estrutural constituído por vigas, em uma
direção ou em duas direções (ortogonais ou não), solidarizadas pela mesa (capa) de concreto. O
comportamento estático é intermediário entre o de grelha e o de laje maciça.
No item 14.7.7 a NBR 6118 indica que “Todas as prescrições anteriores relativas às lajes podem ser
consideradas válidas, desde que sejam obedecidas as condições de 13.2.4.2.”, onde as prescrições anteriores
referem-se às Estruturas com elementos de placa (item 14.7). Portanto, a norma permite o cálculo da laje
nervurada como placa (laje) no regime elástico, desde que as condições apresentadas no item 13.2.4.2 sejam
obedecidas. O cálculo da laje nervurada como laje maciça é chamado simplificado.
Quando as condições de 13.2.4.2 não ocorrem, a norma diz que (item 14.7.7) “deve-se analisar a
laje nervurada considerando a capa como laje maciça apoiada em uma grelha de vigas.”
As condições da norma apresentadas em 13.2.4.2 são de dois tipos: relativas às especificações para
as dimensões da laje, e relativas ao projeto da laje. Conforme o desenho em corte mostrado na Figura 67, as
especificações quanto às dimensões são as seguintes:
a) “A espessura da mesa, quando não existirem tubulações horizontais embutidas, deve ser maior ou igual a
1/15 da distância entre as faces das nervuras (lo) e não menor que 4 cm;
b) O valor mínimo absoluto da espessura da mesa deve ser 5 cm, quando existirem tubulações embutidas de
diâmetro menor ou igual a 10 mm. Para tubulações com diâmetro φ maior que 10 mm, a mesa deve ter a
espessura mínima de 4 cm + φ, ou 4 cm + 2φ no caso de haver cruzamento destas tubulações;
c) A espessura das nervuras não pode ser inferior a 5 cm;
d) Nervuras com espessura menor que 8 cm não podem conter armadura de compressão.”

68

UNESP(Bauru/SP) 2117 - Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto

mesa
(capa)

arm. da mesa

hf

h

enchimento
(ou vazio)

bw ≥ 5

lo

enchimento
(ou vazio)

lcc
armadura principal

nervura

Figura 67 – Seção transversal de uma laje nervurada.
Quanto ao projeto (item 13.2.4.2): “Para o projeto das lajes nervuradas, devem ser obedecidas as
seguintes condições:
a) para lajes com espaçamento entre eixos de nervuras menor ou igual a 65 cm, pode ser dispensada a
verificação da flexão da mesa, e para a verificação do cisalhamento da região das nervuras, permite-se a
consideração dos critérios de laje; isto é:
não é necessário fazer verificação da mesa à flexão;
- l cc ≤ 65 cm 
força cortante nas nervuras verificada como nas lajes maciças.

b) para lajes com espaçamento entre eixos de nervuras entre 65 cm e 110 cm, exige-se a verificação da
flexão da mesa, e as nervuras devem ser verificadas ao cisalhamento como vigas; permite-se essa
verificação como lajes se o espaçamento entre eixos de nervuras for até 90 cm e a largura média das
nervuras for maior que 12 cm; isto é:
é necessário fazer a verificação da mesa à flexão;
- 65 cm < l cc ≤ 110 cm 
força cortante nas nervuras verificada como nas vigas.

l cc ≤ 90 cm e b w , nerv > 12 cm {força cortante nas nervuras verificada como nas lajes maciças.

c) para lajes nervuradas com espaçamento entre eixos de nervuras maior que 110 cm, a mesa deve ser
projetada como laje maciça, apoiada na grelha de vigas, respeitando-se os seus limites mínimos de
espessura,” isto é:
l cc > 110 cm

{ mesa calculada como laje maciça apoiada nas nervuras.

Esta recomendação é reforçada pelo texto do item 14.7.7: “Quando essas hipóteses não forem
verificadas, deve-se analisar a laje nervurada considerando a capa como laje maciça apoiada em grelha de
vigas”. Os limites mínimos de espessura referem-se às espessuras mínimas estabelecidas pela norma para as
lajes maciças, apresentadas no item 13.2.4.1.
O cálculo simplificado consiste em determinar os esforços solicitantes (momentos fletores e reações
de apoio) e deslocamentos (flechas) de acordo com as tabelas desenvolvidas para as lajes maciças segundo a
Teoria das Placas (tabelas de Bares, Czerny, etc.).
A NBR 6118 (item 14.7.7) especifica que as lajes nervuradas unidirecionais “devem ser calculadas
segundo a direção das nervuras, desprezadas a rigidez transversal e a rigidez à torção. As lajes nervuradas
bidirecionais (conforme ABNT NBR 14859-2) podem ser calculadas, para efeito de esforços solicitantes,
como lajes maciças.”
Em versão anterior da norma (NB 1/78), era previsto que, nas lajes nervuradas armadas em uma
direção (unidirecionais), deveriam ser dispostas nervuras transversais a cada 2 m sempre que houvesse
cargas concentradas a distribuir na laje e sempre que o vão principal ultrapassasse 4 m. Essa recomendação
deve ser adotada porque aumenta a resistência e rigidez da laje.

igualmente espaçadas.11 = 13. como previsto nas normas NBR 6118 (item 11) e NBR 8681. O volume de concreto resulta: Vc = (48 x 48 x 4) + (48 x 8 x 20) + 2 (20 x 8 x 20) = 23. o que é ainda mais refinado. além de conduzir a resultados confiáveis e de boa precisão. o peso próprio total da laje é: . sendo as mais importantes as ações permanentes e as “cargas acidentais”. O procedimento consiste em determinar o volume de concreto e as espessuras médias. correspondentes à área delimitada da laje.89 cm Considerando γconc = 25 kN/m3 e γench = 6 kN/m3. considerar o método dos Elementos Finitos.4. O peso próprio das lajes nervuradas pode ser calculado por metro quadrado de área.4 AÇÕES As ações nas lajes nervuradas podem ter várias e diferentes causas.11 cm Área 48 . com 24 cm de altura total e espessura de capa de 4 cm. com lados de dimensões iguais à distância entre os eixos das nervuras. As cargas de paredes apoiadas na laje podem ser determinadas segundo os mesmos critérios de cálculo especificados para as lajes maciças. deve-se calcular os esforços solicitantes e deslocamentos considerando-se a laje como uma grelha. O cálculo da laje como uma grelha é simples e fácil de ser implementado. A espessura média do material de enchimento é a diferença entre a altura total da laje e a espessura média de concreto: eench = h − ec = 24 − 10. cujo centro coincide com o cruzamento de duas nervuras. Uma forma de cálculo consiste em separar uma área da laje. No Brasil existem programas computacionais comerciais para o projeto de lajes nervuradas que permitem o cálculo por analogia de grelha e pelo método dos Elementos Finitos. As demais cargas permanentes devem ser obrigatoriamente consideradas e calculadas. de concreto e de enchimento.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto Quando for necessário o projeto de uma laje nervurada de modo mais refinado que aquele proporcionado pelo cálculo simplificado.69 UNESP(Bauru/SP) 2117 .296 cm3 (capa) (nervura) (nervura) A espessura média de concreto é: ec = Vc 23296 = = 10. 4. 48 20 8 20 20 8 20 Figura 68 – Área da laje considerada no cálculo do peso próprio. ou. Na Figura 68 está mostrada a área de uma laje com nervuras em duas direções. como apresentados no item 3. estas últimas apresentadas na NBR 6120.

com a desvantagem da execução da laje ser mais trabalhosa. deve-se colocar uma armadura negativa construtiva. .5 MOMENTOS FLETORES NOS APOIOS INTERMEDIÁRIOS Semelhantemente às lajes maciças contínuas sobre vigas de apoio comuns.53 kN/m2 enchimento = 0. b) se a seção da nervura é insuficiente com armadura simples. desde que bw ≥ 8 cm. principalmente.83 “ = 3. o que pode ser feito facilmente por meio de engastes elásticos.36 kN/m2 Total (gpp) 4. com armadura simples negativa. como por exemplo φ 6. com a garantia da seção no apoio estar verificada. isto é. Uma solução. ou em maior quantidade em função dos vãos e carregamentos. é suficiente para resistir ao momento fletor negativo. O projeto de lajes nervuradas contínuas e com a mesa superior (capa) apoiada na borda superior das nervuras. Neste caso. Este momento fletor seria imposto à laje na seção sobre a viga de apoio.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto concreto = 0. pode ser feito admitindo-se uma das seguintes hipóteses. bem menos usual na prática.70 UNESP(Bauru/SP) 2117 . o que significa dizer que estará se considerando o momento fletor negativo igual a zero. Outra solução consiste em impor uma armadura negativa nas nervuras. a fim de evitar fissuras. pode-se utilizar armadura dupla. mas pode-se aumentar a seção (normalmente aumenta-se a altura).3 mm cada 15 ou 20 cm. considerar as lajes isoladas e totalmente independentes. Os esforços e deformações calculadas para a laje nervurada seriam função do momento fletor negativo aplicado na borda. quanto aos momentos fletores negativos. como ilustrado na Figura 69.1011 x 25 = 2.1389 x 6. obedecendo-se os limites impostos para a posição da linha neutra (x/d) quando for o caso: a) a seção da nervura (seção retangular). d) eliminar a continuidade. c) a seção da nervura é insuficiente. Esta solução leva à maior resistência aos momentos negativos. que solicitam as lajes na região do apoio. consiste em fazer a laje nervurada com mesa dupla na extensão dos momentos fletores negativos.0 = 0. e então determinar o momento fletor resistente proporcionado pelas nervuras. Nervuras X M M Apoio Intermediário Figura 69 – Lajes nervuradas com continuidade na região de momentos fletores negativos. nas lajes nervuradas também surgem momentos fletores negativos.

Neste caso. . sempre haverá uma armadura transversal nas nervuras.6.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 71 4. o que será estudado na disciplina Estruturas de Concreto II. como apresentado no item 3.1 Laje em Cruz (nervuras nas duas direções). Devem ainda ser observados: .0 cm CA-50 brita 1 γconc = 25 kN/m3 ação variável qk = 2.1) especifica que “Os estribos em lajes nervuradas.” 4. . A NBR 6118 (item 20.0 kN/m2 2 γf = γc = 1. 4.6. quando necessários.UNESP(Bauru/SP) 2117 . M’x (ou Xx) e M’y (ou Xy). γs = 1. Quando essa distância é superior a 65 cm e menor que 110 cm.7 EXEMPLO 4. o cálculo é para seção T (bf .2. não podem ter espaçamento superior a 20 cm. mesmo que mínima.4 . o que depende da distância entre as nervuras. My . ao longo de todo o comprimento da nervura. h).2 Força Cortante O dimensionamento das lajes nervuradas à força cortante é feito em função do espaçamento entre as nervuras. são momentos atuantes em faixas de largura unitária. o cálculo é como seção retangular (bw . h). revest = 19 kN/m3) e de 3 cm para o contrapiso (γarg.15 piso final cerâmico (γpiso = 0. no cálculo da armadura de flexão (As) pode-se considerar a contribuição da mesa. pois a mesa tracionada não pode ser considerada no cálculo à flexão. 4.15 kN/m ) enchimento da laje com blocos cerâmicos furados (γbloco cer = 13 kN/m3) espessura de 2 cm para o revestimento inferior de argamassa (γarg. lcc < 65 cm São conhecidos: C20 c = 2. Quando a distância de eixo a eixo das nervuras é menor que 65 cm a força cortante deve ser verificada de forma análoga ao das lajes maciças.11. No caso de lajes nervuradas com nervuras nas duas direções (bidirecionais) é necessário determinar o momento fletor atuante em cada nervura.7. Quando a mesa está tracionada. a força cortante nas nervuras deve ser verificado como nas vigas de Concreto Armado. contrap = 21 kN/m3) A planta de fôrma com o detalhe das nervuras está mostrada na Figura 70.fissuração. Neste caso.taxas mínimas de armadura. Mx . . etc.extensão da armadura longitudinal (cobrimento do diagrama de momentos fletores). .1 Flexão nas Nervuras Quando a mesa está comprimida.ancoragem da armadura longitudinal nos apoios.6 DIMENSIONAMENTO Os momentos fletores determinados de acordo com a Teoria das Placas.

560 cm3 Espessura média equivalente de concreto: ec = Vc 20560 = = 10. 8 18 19 8 46 19 18 44 Figura 71 – Área da laje a ser considerada para cálculo do peso próprio.72 UNESP(Bauru/SP) 2117 . RESOLUÇÃO 1º) Cálculo das cargas Para cálculo do peso próprio da laje será considerada a área de laje mostrada na Figura 71.16 cm Área 46 . 44 Espessura média do material de enchimento: . Volume de concreto: Vc = (46 x 44 x 4) + (46 x 8 x 19) + 2 (18 x 8 x 19) = 20.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 4 46 8 19 8 600 8 19 38 19 8 20 8 9 9 9 9 89 9 9 98 44 44 20 700 20 20 Figura 70 – Planta de fôrma com detalhe das nervuras.

46 = 645 kN.cm = 5.nerv = 1467 .53 = 14.06 .67 “ revest.cm/m 100 100 My = µy p l x2 7. a) Direção x Md = γf . 6 2 = 4. 0.cm/m 100 100 b) Reações de apoio Na Tabela A-5 encontram-se: νx = 2. µy = 4.17 600 → Tabela A-8: µx = 5. 6 = 2.467 kN.20 kN. 25 = 2.38 “ contrapiso = 0.22 Mx = µx p l x2 7. 0. M = 645 x 1.69 kN/m 10 10 Vy = ν y p lx 7. λ= ly lx = 700 = 1.87 = 12.87 e νy = 2.58 kN/m = 5.03 .50 = 11. 19 = 0. 6 = 2.02 .46 = 12.cm .5 cm .nerv Vy.nerv My. As reações nas vigas de apoio da laje são: Vx = ν x p lx 7. d = h – 2.69 . 0.37 .37 .53 .nerv Vx.16 = 12.44 = 11.37 kN/m2 2º) Esforços solicitantes a) Momentos fletores Laje do tipo 1 → apoiada nos 4 lados.1284 .15 “ ação variável (q) = 2. observando-se a distância conforme a direção considerada: Mx. 13 = 1.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto eench = h − ec = 23 − 10.m/m = 1.1016 .54 kN/m2 enchimento = 0.73 UNESP(Bauru/SP) 2117 .37 .44 = 1120 .37 .00 “ Total (p) = 7.cm = 515 kN.06 kN/m 10 10 c) Esforços solicitantes por nervura Os esforços por nervura são obtidos multiplicando-se os esforços por metro pela distância entre os eixos das nervuras.m/m = 1.4 = 903 kN. infer.50.84 cm Carga total atuante na laje: concreto = 0.120 kN. = 0.22 = 11. 6 2 = 5.5 cm = 23 – 2.67 kN. 21 = 0.63 “ piso = 0. 0.5 = 20.09 kN/m 3º) Dimensionamento à flexão O detalhamento esquemático das armaduras de flexão nas duas direções está mostrado na Figura 72.

não necessitam de armadura transversal. Ks = 0.05.52 = = 20.5 2 Ø 8 (A sy ) Figura 72 – Detalhamento das armaduras de flexão nas nervuras. 20.3 c/20 = 1.05 ≤ 0. porém.5 → confirma o cálculo como seção retangular.024 → ok! x = 0. Como foi considerada a mesa da laje para compor vigas de seção T. domínio 2.cm Kc = 46 .00 cm2) A s.28 cm2/nerv b) Direção y Semelhantemente ao que foi feito para a direção x. 20. bem como as lajes maciças.04. com largura colaborante bf igual à distância de eixo a eixo das nervuras. nas duas direções.7) especifica que deve existir uma armadura nos planos de ligação entre mesas e almas de vigas. com φ 5 c/13 cm. será disposta uma armadura em malha próxima à face inferior da capa. É necessário verificar a laje nervurada à força cortante. esta verificação pode ser feita como laje maciça. Essa verificação não será efetuada. 23 = 0. com d = h – 3 cm = 23 – 3 = 20 cm: Md = γf .5 Md 903 β x = x/d = 0. 8 .023 721 = 0. → 2 φ 8 mm (1. 3 2 Ø 8 (A sx ) 2.05 . Ks = 0.06 cm2/nerv d 20. de pelo menos 1.58 cm2).3.45 → Tabela A-25: β x = 0.00 cm2) A NBR 6118 (item 18. Essa armadura aumenta a resistência da capa à flexão e à força cortante.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto A mesa está comprimida pelos momentos fletores positivos. pois lcc < 65 cm (nas duas direções) e não há força concentrada aplicada sobre a laje.024 = 1.03 cm → 0. domínio 2. . e como lcc é menor que 65 cm.5 cm2 por metro (exemplos: φ 5 c/13 = 1. Considerando inicialmente que a seção T será calculada como se fosse retangular com dimensões bf .0015 .5 = 1. mín = 0. h.83 cm2/nervura 20 → 2 φ 8 mm (1. de modo que a seção resistente à flexão pode ser suposta T. 515 = 721 kN.023 → Tabela A-25: β x = 0. 202 = 25. 4º) Verificações A verificação da resistência da mesa à flexão não é necessária.4 .5 721 A sy = 0.74 UNESP(Bauru/SP) 2117 .54 cm2 ou φ 6. tem-se: Kc = b w d 2 44 . M = 1.8x < hf = 4 cm A sx = K s Md 903 = 0. mas geralmente as lajes nervuradas apoiadas em vigas de borda.

5. N1 .30 Ø 8 C= 655 N2 . dispostas em uma única direção. como casas. dispostas próximas à face inferior. Englobam total ou parcialmente a armadura inferior de tração. galpões. NBR 14860-1.1 DEFINIÇÕES Conforme as várias normas citadas no item anterior.52 Ø 5 C= 610 N3 . executadas industrialmente fora do local de utilização definitivo da estrutura. As barras N1 e N3 são as armaduras das nervuras. As pré-lajes podem ser unidirecionais ou bidirecionais. LAJES PRÉ-FABRICADAS As normas brasileiras NBR 14859-1. ou mesmo em canteiros de obra. perpendiculares às nervuras principais. NBR 14859-2. edifícios de baixa altura. .75 UNESP(Bauru/SP) 2117 .12 x 2 Ø 8 N3 . Define-se como laje pré-fabricada ou pré-moldada a laje que tem suas partes constituintes fabricadas em escala industrial no canteiro de uma fábrica. 5. Pode ser de concreto armado ou de concreto protendido. NBR 14860-2 e NBR 14861 apresentam as características exigíveis para alguns tipos de lajes pré-fabricadas. e as placas podem ser de concreto armado ou de concreto protendido. Podem ser empregadas algumas nervuras transversais. constituídas por concreto estrutural. constituída por nervuras principais nas duas direções.24 Ø 8 C= 755 10 20 10 10 N4 .45 Ø 5 C= 710 Figura 73 – Detalhamento das armaduras da laje. etc.45 c/13 N1 . Neste texto se dará ênfase às lajes pré-fabricadas para as construções de pequeno porte. c) pré-laje: são placas com espessura de 3 cm a 5 cm e larguras padronizadas. e as barras N2 e N4 são as barras de reforço da mesa. São aplicadas tanto nas construções de pequeno porte como também nas de grande porte. sobrados. b) laje pré-fabricada bidirecional: laje nervurada. integrando a seção de concreto da nervura. as seguintes lajes pré-fabricadas podem ser assim definidas: a) laje pré-fabricada unidirecional: são as lajes constituídas por nervuras principais longitudinais. 5º) Detalhamento final O detalhamento esquemático das armaduras está mostrado na Figura 73.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto A ancoragem das armaduras longitudinais das nervuras nas vigas de apoio e a flecha máxima que ocorre na laje necessitam ser calculadas e verificadas.15 x 2 Ø 8 20 20 10 20 N4 .52 c/13 N2 .

1998). 1998). A seguir são apresentadas as principais características desses dois tipos de laje pré-fabricada. Em função da armadura e da forma da vigota as lajes pré-fabricadas são hoje comumente encontradas segundo dois tipos diferentes: laje treliça (Figura 75) e laje convencional (Figura 76). Figura 76 – Laje pré-fabricada do tipo convencional. montados por justaposição lateral.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 76 d) laje alveolar protendida: conjunto formado por painéis alveolares protendidos pré-fabricados. As lajes pré-fabricadas são constituídas por nervuras (também chamadas vigotas ou trilhos) de concreto e armadura. Figura 75 – Laje pré-fabricada do tipo treliçada (FAULIM. eventual capa de concreto estrutural e material de rejuntamento. blocos de enchimento e capeamento superior de concreto (Figura 74). Figura 74 – Laje pré-fabricada do tipo treliçada (FAULIM. . São muito comuns tanto para laje de piso como para laje de forro.UNESP(Bauru/SP) 2117 .

como mostrado na Figura 78. Os blocos de enchimento exercem a função de dar forma ao concreto (Figura 79). As vigotas treliçadas constituem as nervuras principais (vigas) da laje treliça.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 77 5. Os materiais de enchimento devem . melhoram o transporte e manuseio das vigotas já prontas e aumentam a resistência aos esforços cortantes. 1998). que proporcionam maior resistência à flexão possibilitando vencer vãos maiores. atuando para resistir aos momentos fletores e às forças cortantes. Na laje treliça a armadura das nervuras tem a forma de uma treliça espacial (Figura 77). soldadas por eletrofusão. sendo utilizada em vários países do mundo. As vigotas podem conter barras longitudinais adicionais.2 LAJE TRELIÇA A laje treliça surgiu na Europa com o propósito de ser uma opção mais econômica que as lajes maciças de concreto. Os banzos inferior e superior são unidos por barras diagonais inclinadas (em sinusóide). Possibilitam vencer grandes vãos com menor peso próprio e redução de mão-de-obra durante sua execução. Proporcionam rigidez ao conjunto. 1998). As vigotas. além de proporcionarem superfícies inferiores lisas. em conjunto com a capa de concreto (ou mesa). O banzo inferior é constituído por duas barras e o banzo superior por uma barra. As vigotas ou trilhos são constituídos pela armação treliçada com as barras do banzo inferior envolvidas por concreto. dando forma às nervuras e à capa. Figura 78 – Nervura da laje treliça (FAULIM. Figura 77 – Armação em forma de treliça espacial (FAULIM. fornecem a resistência necessária à laje. em forma de uma placa fina. Servem de apoio também aos blocos cerâmicos ou de isopor (EPS).UNESP(Bauru/SP) 2117 .

0 2. Designação H 7/25/20 H 7/30/20 H 10/30/20 H 12/30/20 H 16/30/20 H 20/30/20 Altura H (cm) 7 7 12 16 20 10 Largura L (cm) 25 30 30 30 30 30 Comprimento c (cm) 20 20 20 20 20 20 Massa (kg/peça) 2.78 UNESP(Bauru/SP) 2117 . .8 4. reduzem o peso próprio das lajes. Figura 79 – Bloco cerâmico de enchimento (FAULIM. conforme o fabricante (Tabela 20).Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto ser preferencialmente leves e de custo baixo. 1998).8 5. As nervuras transversais exercem a função de travamento lateral das nervuras principais. levando a uma melhor uniformidade do comportamento estrutural das nervuras.3 3.Dimensões dos blocos cerâmicos de enchimento (FAULIM. a cada dois metros. afastados entre si para permitir a penetração do concreto e a colocação de armadura longitudinal.2 Unitária 5. principalmente para as construções de pequeno porte. Os blocos cerâmicos são produzidos segundo diversas e diferentes dimensões. Outros materiais são o concreto celular autoclavado e o EPS. Tabela 20 . São normalmente fornecidos pelo fabricante em conjunto com as vigotas da laje treliça. sendo mais comuns os de material cerâmico. como indicado na Figura 80. 1998).0 3. Por serem elementos vazados e constituídos de material mais leve que o concreto. contribuindo na redistribuição dos esforços solicitantes.1 Nervura Transversal As nervuras transversais devem ser dispostas na direção perpendicular às nervuras principais.2. São construídas entre os blocos.

. Pode estar situada dentro da placa de concreto ou sobre ela. A armadura positiva é composta por barras de aço dispostas ao longo do comprimento das nervuras.UNESP(Bauru/SP) 2117 . 1998).2 Armadura Complementar A armadura complementar tem a função de aumentar a resistência das lajes aos momentos fletores positivos e negativos. A armadura longitudinal negativa é posicionada próxima à face superior da capa (Figura 82).2. como indicado na Figura 81. 1998). Figura 81 – Armadura complementar positiva (FAULIM. e tem o objetivo de aumentar a resistência da laje aos momentos negativos. as quais se somam às duas barras do banzo inferior. 5.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 79 Figura 80 – Nervura transversal (FAULIM.

com. fazer as nervuras trabalharem mais conjuntamente e melhorar a ligação entre a mesa e as nervuras a fim de criar a seção T.php .tipo de utilização da laje. . como as especificações da armadura em treliça. pode-se determinar as características da laje para diversas finalidades.vinculação nos apoios. Esta armadura tem algumas funções: aumentar a resistência da mesa à flexão e à força cortante.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 80 Figura 82 – Armadura complementar negativa (FAULIM.3 Armadura de Distribuição É a armadura que fica posicionada transversalmente às nervuras e sobre a barra do banzo superior da treliça (Figura 83). Figura 83 – Armadura complementar na capa (FAULIM.vãos efetivos. Com o auxílio de tabelas ou programas computacionais. Deve-se ter atenção especial com relação à flecha final da laje. . normalmente fornecidas pelo fabricante da laje. a lajota cerâmica. 5. . 3 Faulim: http://www.4 Escolha da Laje Para a escolha das dimensões da laje. etc. 1998). A Figura 84 ilustra imagens do programa computacional do fabricante Faulim3. como pisos de academias de ginástica.ações.faulim.UNESP(Bauru/SP) 2117 . abrangendo os carregamentos permanentes e variáveis. as armaduras complementares. 5. nervuras transversais.2. por exemplo. os principais parâmetros iniciais são os seguintes: . Especial atenção deve ser dispensada a lajes com possibilidade de vibração em função da utilização.br/departamentotecnico/softwares_listagem. 1998).2.

Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 81 Figura 84 – Programa computacional para projeto de laje treliçada da empresa FAULIM.3 LAJE PRÉ-FABRICADA CONVENCIONAL É chamada laje pré-fabricada convencional aquela laje constituída por nervuras na forma de um T invertido. capa e material de enchimento. 1994). Também é formada pelas nervuras (vigotas). Atualmente e após o surgimento das lajes treliça.UNESP(Bauru/SP) 2117 . Figura 85 – Laje pré-fabricada convencional (SOUZA & CUNHA. conforme indicado na Figura 85. . as lajes convencionais têm sido utilizadas quase que exclusivamente como lajes de forro. 5.

50 8.40 4.60 10.50 8.30 5.30 2 3 4 3 4 4 5 5 5 40 1. peso próprio e vãos livres máximos para as lajes convencionais.70 1.10 5. (SOUZA & CUNHA.00 4.70 7.40 4.00 4. 1994).5 4.40 6.50 1.95 2. Tipo de Laje Altura Total (cm) B10 B11 B12 B15 B16 B20 B25 B30 B35 Altura dos Blocos (cm) 10 11 12 15 16 20 25 30 35 Peso Próprio (kN/m2) Capeamento (cm) 8 8 8 12 12 16 20 25 30 Intereixo (cm) 33 1.70 8.20 6.80 5.00 5.70 6.60 5.50 8.50 8.10 5.20 2.Vãos livres máximos para laje isolada com intereixo de 33 cm. convém iniciar a montagem da laje colocando-se uma linha de blocos apoiados sobre a viga ou parede de apoio (Figura 86).70 6.0 4. .50 2. Tabela 21 .5 4.20 7.40 - Tabela 22 .45 1.3.90 5.50 8. 1994).70 4.30 7.00 5.0 2.15 1.80 6.20 5.50 8.0 3.35 1.90 8.50 3.00 4.30 7.95 2.00 8.60 - 50 1.70 6.90 8.10 6.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto As Tabela 21 e Tabela 22 fornecem indicações das dimensões.75 3. Figura 86 – Início da montagem da laje (LAJES ALMEIDA E VOLTERRANA).80 8.30 5.85 1.60 1.Dimensões e peso próprio das lajes pré-fabricadas convencionais.80 5.5 4. (SOUZA & CUNHA. Tipo B10 B11 B12 B15 B16 B20 B25 B30 B35 Ação Variável q (kN/m2) 0.30 7.20 7.0 3.0 4.70 5.20 6.05 2.50 6.30 2.10 6.82 UNESP(Bauru/SP) 2117 .1 Detalhes Construtivos Embora não estritamente necessário.

As nervuras devem prolongar-se sobre o apoio por no mínimo 5 cm e. Figura 88 – Apoio das nervuras (SOUZA & CUNHA. sua armadura deve estar sobre as barras de aço da cinta de amarração no respaldo da parede. 1994). . Neste caso. A Figura 91 mostra a laje apoiada em vigas invertidas. 1994). a qual leva em conta a existência do concreto comprimido apenas nas nervuras. no caso de lajes apoiadas em paredes. Figura 89 – Apoio das nervuras (SOUZA & CUNHA.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 83 Pequenos balanços como um beiral podem ser construídos colocando-se armaduras negativas. já que a capa encontra-se tracionada. é importante que as barras das nervuras sejam ancoradas passando sobre as barras da armadura positiva da viga de apoio.UNESP(Bauru/SP) 2117 . Figura 87 – Beiral com a laje pré-fabricada (LAJES ALMEIDA). O apoio das nervuras sobre vigas ou paredes é feito como indicado nas Figura 88 e Figura 89. Mesmo nas lajes consideradas estaticamente com apoios simples é indicado dispor uma armadura negativa construtiva na continuidade das lajes (Figura 90). Em lajes consideradas engastadas torna-se necessário calcular a armadura negativa. como indicadas na Figura 87.

Figura 92 – Parede sobre a laje (SOUZA & CUNHA. A Figura 93 mostra uma laje com uma nervura transversal às nervuras principais. Ambas as soluções requerem um cálculo de verificação ou dimensionamento. 5. 1994). .Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 84 Figura 90 – Detalhes da armadura negativa (LAJES ALMEIDA). ou por uma viga de concreto. a fim de evitar fissuras e/ou flechas indesejáveis. Figura 91 – Lajes sobre vigas invertidas (SOUZA & CUNHA.3. moldada no local. com a altura da laje (Figura 92). 1994).2 Paredes Sobre Laje Paredes paralelas às nervuras podem ser sustentadas pela associação de duas ou mais nervuras. Essa nervura tem a função de solidarizar as nervuras principais.UNESP(Bauru/SP) 2117 . de modo a fazê-las trabalhar mais conjuntamente.

.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 85 Figura 93 – Nervura de travamento (LAJES ALMEIDA). As nervuras devem ser movimentadas na posição vertical.3 Lançamento do Concreto Antes do lançamento do concreto (concretagem). Figura 95 – Manuseio das nervuras (LAJES VOLTERRANA). como mostrado na Figura 95.UNESP(Bauru/SP) 2117 . 1994). Figura 94 – Molhagem da laje pré-concretagem (SOUZA & CUNHA. A Figura 96 mostra como normalmente é feito o escoramento deste tipo de laje e a Figura 97 mostra etapas da concretagem.3. a laje deve ser molhada para evitar que os blocos cerâmicos retirem água do concreto (Figura 94). 5.

1980. 6p. 238p. Rio de Janeiro.3. A verificação da necessidade ou não de armadura transversal é feita também como no caso das lajes maciças. é distribuída às nervuras em função da distância entre elas. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Figura 97 – Concretagem da laje (LAJES VOLTERRANA). Projeto de estruturas de concreto – Procedimento. 2014.4 Dimensionamento O dimensionamento à flexão é semelhante ao das lajes maciças de concreto. de que a linha neutra fique posicionada na altura do capeamento de concreto. porém. NBR 6118. . 5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. calculada por metro de largura de laje.UNESP(Bauru/SP) 2117 . ABNT. com a necessidade. A armadura de flexão. NBR 6120. ABNT. Cargas para o cálculo das edificações. desde que a distância livre entre as nervuras não supere 65 cm.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 86 Figura 96 – Escoramento da laje (LAJES VOLTERRANA). Rio de Janeiro.

).Parte 1: Lajes bidirecionais. NBR 14859-2. NBR 8681. Lajes em Concreto Armado e Protendido. Notas de aula. (2001). Unesp . A. São Paulo. Armaduras treliçadas eletrossoldadas – Requisitos. da Universidade Federal Fluminense. Manual. Rio de Janeiro. (2001). Interciência. Departamento de Engenharia de Estruturas.feb. placas y vigas flotantes sobre lecho elastico. Vigas continuas. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Concreto armado: tabelas e ábacos. NBR 14859-1. Lajes alveolares pré-moldadas de concreto protendido — Requisitos e procedimentos. Rio de Janeiro. E. ABNT. 1/3. ABNT. Rio de Janeiro. Nobel.htm HAHN. Fev/2015. A. Rio de Janeiro. MÖNNIG. PINHEIRO. São Carlos.). 2002.br/pbastos/pag_concreto1. Construções de concreto . Manual.Departamento de Engenharia Civil. 1987. Manual. 15p. Ed. Ed.C. CUNHA.unesp. P. LAJES VOLTERRANA (s. Flexão Normal Simples – Vigas. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. 2011. J.J. LATEX. Escola de Engenharia de São Carlos . ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ROCHA. 2002. 8p. 36p. Laje pré-fabricada – Requisitos – Parte 1: Lajes bidirecionais. 10p. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS.. NBR 14861. Concreto armado. ABNT. NBR 14860-2.P. NBR 14862.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 87 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Ações e segurança nas estruturas – Procedimento. 3p.Princípios básicos sobre a armação de estruturas de concreto armado. NBR 14860-1. LAJES FAULIM (1998).USP. . Niterói. LEONHARDT. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. LAJES ALMEIDA (s.S. 2002.. SOUZA. Laje pré-fabricada – Pré-laje – Requisitos . .UNESP(Bauru/SP) 2117 . ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. 580p. 1984. 2p. Rio de Janeiro. V. ABNT. ABNT. F. Rio de Janeiro. 1994.78p. vol. disponível em: http://wwwp. M. Catálogos. 2002. Rio de Janeiro.d. 1972. 3. Gustavo Gili. porticos.d.M. Bauru/SP. L.S. Ed. 18p.Parte 1: Lajes unidirecionais. Laje pré-fabricada – Requisitos – Parte 1: Lajes unidirecionais. (1994). Catálogos. ABNT. Barcelona. Rio de Janeiro. 2003. M. BASTOS. vol. 2002. Ed. ABNT. SICAL. Laje pré-fabricada – Pré-laje – Requisitos .

86 7.26 4.46 5.90 6.87 4.41 2.31 2.71 8.68 3.22 4.09 3.60 9.70 2.92 1.04 8.61 4.82 2.83 2.87 5.93 1.14 2.58 5.71 4.49 1.03 7.65 10.00 11.25 2.91 9.58 2.26 3.83 2.32 4.55 3.90 2.13 Valores extraídos de BARES e adaptada por PINHEIRO (1994) α p l x4 12 EI p = carga uniforme E = módulo elasticidade 5A 5B 6 1.41 2.20 6.80 10.97 7.06 2.17 5.96 3.67 2.96 3.49 5.63 15.70 10.95 1.40 8.85 1.61 1.80 3.88 2.84 1.55 9.35 7.73 7.45 1.56 2.25 1.53 1.26 3.35 1.58 3.44 4.22 3.26 3.05 5.84 2.67 7.62 9.25 2.28 6.74 2.02 2.73 4.56 2.68 2.74 1.20 4.65 10.93 2.41 9.09 4.48 2.41 10.26 2.00 4.68 5.50 9.92 2.80 4.88 2.18 2.76 5.00 5.68 1.45 4.37 2.33 9.13 ai = lx = menor vão h = altura da laje ly = maior vão .46 2.50 6.68 5.76 3.94 1.25 8.61 6.99 5.73 2.88 UNESP(Bauru/SP) 2117 .55 5.30 4.07 5.84 2.77 3.15 5.58 2.14 2.00 3.34 2.46 2.28 2.84 2.42 3.03 5.92 1.78 2.63 6.96 2.40 3.90 11.01 2.77 1.50 15.06 8.89 10.49 2.53 2.98 4.49 9.45 8.95 2.10 5.73 2.08 5.96 5.77 1.61 2.15 4.46 2.36 5.63 1.60 2.75 10.72 2.43 3.62 2.90 2.15 6.84 4.25 2.94 2.85 2.14 4.53 5.24 2.00 4.90 2.90 2.50 1.08 2.74 4.54 2.29 5.11 3.16 8.88 4.08 2.16 10.36 5.80 1.94 1.59 4.74 4.93 1.21 2.31 5.85 11.93 2.89 3.13 1.34 9.89 1.29 6.62 3.97 2.86 2.39 7.95 5.35 2.95 11.18 4.46 6.64 5.77 2.69 5.66 2.96 ∞ 15.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto TABELAS ANEXAS Tabela A-1 FLECHAS EM LAJES COM CARGA UNIFORME – VALORES DE α Tipo de Laje λ= ly lx 1 2A 2B 3 4A 4B 1.96 2.25 7.30 7.81 2.63 3.60 5.32 5.91 1.18 3.01 4.

72 3.75 22.36 2.68 3.05 1.50 2.93 14.45 11.36 12.97 309.12 51.86 4.64 97.80 3.31 12.00 2.73 71.75 3.02 3.36 ∞ Valores extraídos de BARES e adaptada por PINHEIRO (1994) p = carga uniforme l = menor valor entre la e lb α p l x4 ai = h = altura da laje 12 EI α = coeficiente centro da laje αb = coeficiente centro da E = módulo de elasticidade borda livre .31 1.44 2.80 14.78 3.85 1.77 2.70 31.33 1.74 2.50 31.17 2.88 3.00 53.01 3.88 15.34 10.79 14.10 9.04 2.34 1.00 9.86 3.96 92.64 2.59 95.32 1.65 78.50 11.96 2.09 0.71 0.73 15.95 13.08 7.33 9.46 13.71 3.59 15.11 0.59 134.76 2.39 27.35 1.31 8.49 3.05 0.90 1.46 2.95 3.87 15.70 26.13 14.52 43.45 14.66 15.83 3.35 12.32 9.82 3.00 15.99 2.16 19.35 0.75 1.35 11.37 25.81 3.80 13.19 0.05 9.02 37.47 16.35 15.76 3.75 0.44 15.61 3.14 15.08 22.97 2.04 15.06 71.57 15.55 3.66 15.45 15.60 0.69 14.75 27.89 46.11 32.85 2.83 3.35 34.65 1.79 15.60 2.91 2.31 15.23 23.95 1.36 12.37 37.55 0.78 3.40 1.01 15.53 0.15 10.63 69.37 3.96 0.29 2.90 3.58 2.99 3.10 15.34 1.00 3.02 3.52 7.65 59.85 3.80 2.79 26.50 0.26 4.00 0.97 3.30 53.04 3.13 150.84 0.26 164.35 11.35 1.87 3.60 40.03 3.14 35.07 18.26 1.41 10.46 13.35 1.82 0.38 22.00 ∞ 15.18 15.00 3.35 29.98 10.80 0.34 10.90 2.30 0.32 12.70 1.26 3.00 3.90 8.01 3.01 6.81 0.07 0.80 12.03 3.00 3.84 3.61 20.10 1.34 3.56 9.42 13.25 10.70 12.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto Tabela A-2 FLECHAS EM LAJES COM CARGA UNIFORME – VALORES DE α e αB Tipo y y γ= la lb 7 lb 8 lb 9 x x la y y la lb 10 x x la lb γ= la lb la αB αB αB αB α α α α < 0.00 1.35 1.35 1.45 0.45 88.80 17.60 12.33 0.80 1.09 42.59 55.48 96.74 12.50 3.66 3.01 2.38 2.03 16.00 13.31 2.88 3.50 65.18 15.50 1.64 231.50 11.81 3.63 9.30 215.48 2.30 8.13 34.63 16.35 11.31 8.25 3.79 3.65 33.23 2.90 15.89 3.40 15.73 11.58 45.85 15.13 3.29 115.11 23.11 2.04 0.98 110.71 3.71 4.59 25.13 13.12 14.16 3.55 12.66 3.85 0.22 27.91 12.40 0.71 5.28 7.71 412.42 3.35 10.98 83.95 2.46 14.54 4.48 3.15 1.63 16.40 21.03 12.70 0.88 97.28 16.29 1.71 19.90 12.76 160.33 1.24 1.00 3.33 4.40 122.78 19.90 13.34 10.22 206.89 14.61 3.85 16.23 15.35 11.64 7.36 1.84 6.00 < 0.13 3.85 12.65 0.25 1.93 3.13 13.30 1.55 52.92 16.64 3.14 59.80 37.63 41.39 2.30 10.25 6.35 163.36 15.19 2.99 41.34 1.72 13.04 3.09 2.72 2.90 0.13 150.60 2.78 7.29 7.55 1.45 1.32 16.48 12.26 6.49 13.36 11.89 UNESP(Bauru/SP) 2117 .53 15.60 1.82 6.31 19.75 12.30 0.57 3.00 8.20 10.13 14.40 11.58 56.30 1.32 9.95 10.15 4.86 3.31 1.67 5.70 2.19 2.27 1.36 1.20 1.65 12.94 3.33 9.42 15.35 1.

90 6.86 1.21 1.19 1.87 0.06 0.55 4.59 2.12 6.00 2.68 3.09 2.49 1.10 4.89 1.82 2.10 2.34 1.26 1.85 1.09 1.79 0.95 6.36 4.53 4.68 1.81 2.34 2.62 1.57 7.30 0.57 1.24 1.55 5.38 1.28 2.43 1.35 2.57 1.98 5.32 1.59 1.70 5.67 1.17 1.08 4.99 0.50 4.64 3.36 1.28 1.23 1.99 1.13 1.90 2.87 3.62 1.59 2.35 1.54 1.87 3.06 2.47 1.02 1.82 0.80 0.75 0.90 UNESP(Bauru/SP) 2117 .62 1.80 3.14 1.61 1.70 1.75 1.85 3.13 2.50 5.15 1.48 3.70 1.90 0.80 0.72 1.44 0.57 1.16 1.50 2.95 2.76 18 p la y lb 1.47 1.01 3.71 2.06 1.11 0.37 1.43 1.51 1.93 2.46 3.38 3.98 0.70 4.54 4.88 1.54 1.74 1.84 2.66 3.11 1.30 1.08 1.88 1.25 3.36 2.94 1.60 5.58 3.33 4.30 1.55 1.58 1.64 1.87 1.44 3.70 1.80 5.94 0.62 2.74 4.53 1.52 0.25 3.61 1.68 1.42 1.50 1.75 3.30 1.72 4.47 1.00 6.72 1.82 0.65 1.21 1.48 3.11 1.05 2.60 1.65 1.65 4.46 1.15 1.30 1.19 1.40 1.92 Valores extraídos de BARES e adaptada por PINHEIRO (1994) p = carga máxima α p l x4 ai = h = altura da laje 12 EI α = coeficiente da flecha máxima x x p la y lb 2.03 2.76 17 p la y lb 3.05 1.39 2.69 1.54 3.07 1.38 2.71 1.26 1.74 1.74 2.60 1.32 1.35 4.50 7.87 1.31 1.43 1.31 1.37 1.55 5.40 4.37 1.30 1.05 4.34 1.62 1.57 4.55 1.50 1.09 2.25 1.07 2.89 2.24 1.15 3.26 5.54 1.67 2.43 1.22 1.22 1.88 4.40 4.34 1.91 1.41 2.85 5.66 1.48 1.92 1.90 1.38 1.56 160 l = menor valor entre la e lb E = módulo de elasticidade .78 1.92 2.79 1.90 2.15 2.91 4.20 3.51 1.05 1.22 1.63 2.52 1.29 1.96 1.40 5.95 2.74 3.29 1.93 0.23 1.05 3.60 5.83 0.36 1.85 2.44 1.38 2.14 1.14 3.07 0.11 1.30 3.24 1.91 4.34 2.37 0.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto Tabela A-3 VALORES de α PARA CÁLCULO DE FLECHA EM LAJES COM CARGA TRIANGULAR Tipo γ= la lb x x 11 p y lb 12 la x x p la y lb 13 p y lb 14 la x x p y lb 15 la p 16 la y lb < 0.64 1.90 0.82 3.83 5.03 1.21 2.28 1.51 4.86 2.56 1.71 4.68 1.47 3.96 1.94 3.87 2.28 3.23 4.48 1.45 4.82 1.69 5.12 1.27 1.02 1.17 2.11 2.26 2.65 5.18 1.19 4.

39 1.02 1.25 1.00 Valores extraídos de BARES e adaptada por PINHEIRO (1994) p = carga máxima l = menor valor entre la e lb α p l x4 ai = h = altura da laje E = módulo de elasticidade 12 EI α = coeficiente centro da laje αb = coeficiente centro da borda livre .67 1.69 8.35 4.40 4.31 3.75 1.76 3.31 0.33 75.31 40.90 1.80 1.30 0.28 13.50 0.05 1.75 8.60 14.28 0.80 6.17 6.26 0.10 1.33 5.41 0.26 0.83 123.40 0.52 1.95 1.27 1.03 3.96 3.86 1.61 0.39 0.38 30.00 0.34 3.28 2.74 0.25 0.42 1.90 10.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto Tabela A-4 FLECHAS EM LAJES COM CARGA TRIANGULAR – VALORES DE α e αB Tipo x γ= la lb x x 19 p y lb 20 la p lb 21 la y x p y lb 22 la p la y γ= la lb lb αB αB αB αB α α α α < 0.36 1.06 0.40 1.02 4.76 1.30 95.32 3.87 1.67 2.29 7.42 7.22 1.40 40.29 0.56 3.37 0.05 3.37 4.02 3.55 1.24 52.83 3.90 5.92 1.55 19.69 0.33 13.82 0.65 33.93 8.30 15.03 30.43 4.26 1.50 1.02 0.80 0.38 4.45 5.66 7.39 4.79 8.24 3.44 0.96 1.41 0.31 40.00 3.93 3.36 4.70 5.44 7.13 1.38 5.98 1.04 3.75 19.47 1.49 1.00 1.01 7.20 0.67 1.68 3.35 0.37 1.58 2.42 3.18 3.13 4.15 3.83 37.75 1.53 11.79 2.42 0.31 0.21 3.60 5.45 1.25 1.65 3.38 0.83 3.70 0.35 57.34 1.04 8.93 2.34 3.36 1.24 6.36 0.65 3.75 0.35 1.77 1.17 1.14 0.40 11.48 3.43 0.42 0.43 0.62 1.34 1.90 6.30 53.71 1.65 0.45 32.62 22.31 3.00 < 0.43 0.20 3.73 3.46 1.34 3.05 46.07 3.38 0.40 0.35 0.15 29.39 1.50 1.95 4.46 19.64 2.77 9.45 11.35 5.95 1.23 0.98 1.05 0.52 10.09 4.46 1.85 6.54 1.46 3.71 0.08 5.43 0.94 3.47 10.84 1.10 4.43 0.30 0.34 5.31 0.44 0.80 1.52 3.00 15.38 4.62 3.14 3.88 16.37 1.65 12.12 3.60 0.44 1.32 4.55 5.03 3.33 0.95 0.94 3.32 5.15 1.45 0.91 1.93 22.24 11.62 2.76 3.85 5.35 1.16 1.15 4.17 2.40 4.42 0.34 0.92 8.55 3.41 1.44 1.45 1.66 3.30 73.46 3.43 0.33 21.85 1.41 0.14 0.96 13.38 6.37 4.64 2.42 9.20 4.44 0.95 6.25 4.25 20.50 23.36 0.43 1.51 3.62 1.33 1.27 3.19 5.65 1.30 1.49 0.16 0.75 5.45 1.07 7.39 0.06 14.30 1.60 3.38 1.58 1.38 0.52 3.97 4.42 0.62 3.35 5.56 1.70 1.62 1.91 4.08 0.43 0.78 5.18 0.40 1.93 0.11 6.95 2.23 0.53 5.53 3.66 3.27 1.01 11.91 UNESP(Bauru/SP) 2117 .59 2.41 4.58 1.32 1.94 1.50 5.90 0.35 2.33 26.54 1.51 14.86 3.96 3.55 0.32 1.45 1.65 5.08 15.00 5.20 1.45 18.82 3.60 1.45 1.60 1.35 1.01 0.00 6.44 0.17 3.48 3.40 1.77 68.85 0.80 3.18 2.32 2.36 1.58 24.98 1.20 1.58 5.70 9.80 5.00 1.30 4.20 4.90 3.28 2.51 3.45 1.

00 2.99 2.25 3.48 1.75 3.50 5.94 4.25 2.08 2.96 4.75 4.00 2.96 4.92 UNESP(Bauru/SP) 2117 .27 4.12 1.30 3.48 2.83 1.33 3.89 4.00 3.50 2.50 2.83 1.62 1.50 2.33 3.30 1.13 1.84 1.72 2.33 3.83 2.74 1. .96 4.96 4.85 4.96 4.31 4.83 1.90 3.47 5.50 1.09 1.15 2.80 2.50 3.72 2.25 1.33 2.10 2.83 1.42 5.96 4.33 4.01 4.20 2.90 1.16 4.00 1.44 2.01 1.21 2.55 1.83 1.83 1.45 5.50 1.50 2.80 4.50 2.83 1.30 3.38 2.38 6.80 3.93 1.40 4.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto Tabela A-5 REAÇOES DE APOIO EM LAJES COM CARGA UNIFORME Tipo y λ= y lx y x lx ly lx 1 ly x 2A ly x 2B ly λ= ly lx x νx νy νx νy ν’y νx ν’x νy 1.50 2.83 1.97 1.33 3.55 1.10 2.15 1.57 2.62 2.05 2.39 2.33 3.65 3.75 1.06 4. prevendo a possibilidade de engastes parciais.68 2.70 1.73 2.33 3.53 2.65 2.96 4.29 2.89 1.50 5.20 2.83 1.50 3.79 1.83 > 2.83 2.40 1.18 1.87 2.55 3.83 1.75 2.33 3.83 1.15 1.88 4.96 4.37 4.92 2.83 1.10 2.50 2.50 2.95 4.54 5.20 2.50 2.00 2.35 1.34 4.33 3.83 1.96 4.01 2.15 2.68 1.85 1.27 3.33 3.00 > 2.33 3.29 2.83 1.85 3.50 2.17 2.65 1.92 2.02 2.96 4.35 3.41 1.50 2.10 1.95 3.50 3.82 4.40 3.96 4.50 2.56 2.96 4.10 2.24 4.52 5.96 4.11 4.45 3.02 1.22 2.05 2.25 1.60 1.20 1.93 2.33 3.00 Tabela elaborada por PINHEIRO (1994) conforme NBR 6118.23 1.95 2.50 3.20 4.75 4.50 1.33 3.80 1.50 2.96 4.33 3.45 1.83 1.83 1.83 1.32 1.00 2.15 2.05 1.05 1.50 2.91 4.95 4.50 3.32 3.33 3.50 3.83 1.64 2.70 3.47 2.83 1.50 3.28 2.00 5.96 4.83 1.83 2. p lx V=ν p = carga uniforme lx = menor vão 10 (*) os alívios foram considerados pela metade.60 3.61 2.

44 1.63 1.10 1.95 3.05 2.17 3.00 1.44 3.10 1.70 3.97 1.44 1.22 1.06 4.44 1.15 1.00 1.53 4.58 2.33 5.00 2.78 4.17 3.44 1.44 1.50 1.44 1.75 3.78 4.63 2.25 1.17 3.93 1.53 3.28 4.44 > 2.44 1.71 2.12 3.44 1.40 1.17 2.59 4.30 2.17 3.36 2.45 4.17 2.16 4.83 4.00 3.31 4. p lx V=ν p = carga uniforme lx = menor vão 10 (*) os alívios foram considerados pela metade.25 4.17 3.20 2.24 1.15 2.32 2.36 3.19 4.25 2.17 3.25 2.02 4.60 1.59 3.17 3.30 4. prevendo a possibilidade de engastes parciais.44 1.56 1.85 1.90 3.15 1.07 1.17 4.44 1.35 1.98 4.30 1.17 3.48 2.65 3.20 1.44 1.95 2.17 3.73 3.17 3.33 4.00 4.63 4.09 4.44 1.46 2.45 3.99 3.15 2.58 2.17 1.17 3.17 1.93 UNESP(Bauru/SP) 2117 .38 4. .23 2.69 1.17 1.80 3.17 3.17 2.75 3.33 4.17 2.74 1.90 2.17 3.50 2.17 2.40 2.00 Tabela elaborada por PINHEIRO (1994) conforme NBR 6118.25 4.17 1.09 4.60 2.42 2.66 3.65 1.17 3.22 4.33 4.44 1.80 1.93 4.17 1.17 3.17 3.95 4.20 1.17 2.44 1.17 3.53 2.73 3.44 1.02 4.05 1.45 1.84 4.17 3.70 1.17 3.55 1.35 2.33 4.17 3.52 3.56 3.17 3.75 2.17 1.85 3.44 1.04 1.66 3.80 1.33 4.32 4.17 2.22 4.17 2.44 2.17 3.84 3.17 5.60 3.17 3.17 2.10 2.29 2.55 2.70 2.44 1.13 4.17 2.18 1.24 4.33 4.63 3.44 1.13 1.17 1.28 1.00 4.75 1.92 3.08 2.17 2.72 4.00 > 2.17 2.80 3.27 3.17 2.99 2.26 1.89 1.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto Tabela A-6 REAÇOES DE APOIO EM LAJES COM CARGA UNIFORME Tipo y λ= y x y x lx ly lx 3 ly x 4A ly x 4B ly λ= ly lx x νx ν’x νy ν’y νx ν’y ν’x νy 1.85 1.44 1.67 2.44 1.33 4.80 2.00 1.88 4.38 6.17 3.45 2.89 4.90 1.17 2.06 3.17 1.

36 1.65 2.20 2.00 2.55 1.14 3.50 2.22 3.35 1.57 3.70 1.30 1.50 1.00 > 2.45 2.83 2.50 2.04 3.57 2.71 2.48 1.39 2.90 3.71 2.64 1.21 1.29 1.50 3.08 2.96 2.50 3.80 1.50 1.13 3.50 1.08 3.50 5.50 3.67 3.17 3.00 4.75 1.17 3.71 2.85 2.50 2.93 1.50 1.17 4.65 2.17 3.50 1.92 4.71 2.50 1.53 2.20 1.10 1.50 2.17 3.48 2.50 3.95 2.71 2.50 1.44 2.50 1.71 2.50 3.50 1.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto Tabela A-7 REAÇOES DE APOIO EM LAJES COM CARGA UNIFORME Tipo y λ= lx y y lx lx ly lx 5A ly x 5B ly x 6 λ= ly ly lx x νx ν’x ν’y ν’x νy ν’y ν’x ν’y 1.99 1.81 1.17 3.76 4.17 3.45 1.25 3.17 3.03 3.50 3.15 2.92 2.71 2.37 3.40 2.33 3.17 3.87 1.00 Tabela elaborada por PINHEIRO (1994) conforme NBR 6118.00 1.73 1.85 4.10 1.71 2.40 1.50 1.55 2.30 3.71 2.22 3.71 2.56 3.38 6.80 4.50 1.89 4.00 1.44 3.50 3.71 2.71 2.59 1.13 3.05 3.54 1.42 1.71 2.73 2.17 3.71 2.75 3.17 3.50 3.50 1.95 2.98 3.28 3.00 3.17 3.50 3.62 2.61 3.17 3.70 2.50 3.15 1.00 2.00 1.96 1.05 1.72 2.75 3.21 2.50 3.12 1.80 2.71 2.50 3.65 1.50 3.17 3.88 2.71 2.50 1.71 2.28 2.96 4.66 3.35 2.50 > 2.50 3.50 1.17 3.47 3.25 1.71 2.50 1.30 2.75 2.83 3.50 1.01 1.50 1.71 2.60 1.50 1.77 1.17 3.71 2.11 3.15 1.25 3.85 1.50 2.90 2.94 UNESP(Bauru/SP) 2117 .50 3.79 2.16 3.75 2.17 5.71 2.50 2. p lx V=ν p = carga uniforme lx = menor vão 10 (*) os alívios foram considerados pela metade.50 1.60 2.50 1.69 1.71 2.50 1.50 3.71 2.50 2.25 2.68 2.36 3.50 3.17 3. prevendo a possibilidade de engastes parciais.11 3.50 2.90 1. .84 1.88 3.72 3.05 1.90 1.61 2.63 3.03 1.50 3.00 2.33 2.

38 4.74 7.10 4.88 11.44 3.70 8.22 4.00 9.20 1.68 11.86 12.15 1.68 2.81 11.28 3.94 10.90 1.93 10.64 8.75 1.64 4.66 7.74 1.98 3.00 1.50 3.53 12.89 10.95 2.77 8.54 8.20 5.95 UNESP(Bauru/SP) 2117 .75 11.16 12.59 1.36 12.88 4.40 1.48 1.79 5.51 2.54 1.99 3.03 1.91 11.19 2.25 2.65 1.76 2.60 1. 2 p lx M=µ p = carga uniforme lx = menor vão 100 µy 2.85 9.85 11.08 3.25 6.80 1.08 2.61 3.80 9.86 3.95 3.35 6.55 1.00 .91 3.23 8.63 3.15 5.05 5.23 1.59 2.67 5.20 5.35 3.34 2.00 4.12 2.92 1.67 1.30 6.48 λ= ly lx 1.86 10.94 1.54 3.74 11.12 5.45 12.23 2.75 1.84 1.92 10.60 8.85 1.32 1.50 7.18 3.27 3.00 5.05 4.40 1.99 9.26 3.35 1.50 3.23 5.45 7.47 7.55 10.03 12.36 1.07 3.17 1.19 9.25 3.82 6.06 5.14 5.50 Valores extraídos de BARES e adaptada por PINHEIRO (1994).78 11.74 3.06 1.60 1.10 4.91 3.41 4.58 7.54 8.05 5.61 11.88 5.87 1.12 10.04 1.50 3.95 1.80 9.45 1.79 1.44 4.09 3.56 3.48 1.23 4.36 12.35 3.77 4.16 4.54 1.10 1.25 1.00 > 2.72 1.16 9.38 9.53 3.96 5.09 1.24 11.40 3.45 3.76 3.80 1.95 6.62 4.69 11.55 7.86 5.91 2.38 8.86 9.42 2.90 9.00 12.79 3.25 3.68 1.50 1.49 1.75 8.75 4.74 9.44 11.26 3.55 5.34 11.17 4.79 1.79 3.13 > 2.81 11.53 7.70 1.58 12.72 3.10 5.95 9.73 3.39 5.71 10.53 4.12 3.00 4.84 2.05 1.00 10.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto Tabela A-8 MOMENTOS FLETORES EM LAJES COM CARGA UNIFORME y Tipo y lx 1 y lx 2A ly x λ= ly lx µx µy lx 2B ly x µx µy Tipo ly x µ’y µx µ’x 1.30 1.89 6.63 11.10 3.49 3.16 3.72 3.17 5.65 8.41 3.29 8.53 11.94 12.20 7.40 7.90 12.

33 2.76 11.20 12.94 7.03 0.50 2.16 2.17 7.90 1. 2 p lx M=µ p = carga uniforme lx = menor vão 100 µ’x µy 6.15 6.99 3.40 4.48 11.40 11.30 8.03 2.63 8.00 > 2.23 7.22 3.90 10.73 10.45 1.93 2.72 11.93 8.52 11.50 3.70 11.17 > 2.90 10.56 7.69 3.28 2.50 4.95 0.16 1.80 1.49 1.11 8.09 3.03 3.91 1.24 4.98 0.72 8.10 1.20 1.25 3.19 7.20 7.34 3.70 1.42 9.70 7.15 3.85 11.09 6.18 2.92 1.55 1.99 10.82 10.93 3.33 8.63 1.00 1.69 2.46 1.39 4.67 1.99 2.65 4.62 2.75 5.22 1.86 10.60 1.50 7.66 8.27 3.21 11.95 2.14 6.05 2.99 1.95 5.06 5.14 1.36 7.41 7.00 1.00 5.85 8.25 8.87 0.73 1.99 2.56 8.87 3.78 1.78 8.77 4.99 3.81 11.40 1.31 8.65 2.17 7.36 2.86 10.96 1.89 10.13 8.43 3.85 5.09 1.80 1.85 1.17 2.00 5.42 8.66 1.56 1.03 3.45 4.10 10.50 1.67 11.70 5.33 8.74 1.01 3.55 3.87 2.68 7.00 3.50 1.12 1.18 7.82 3.55 1.86 1.75 1.45 7.90 5.63 3.32 8.04 1.89 1.20 8.91 0.16 6.97 3.63 11.60 11.65 5.88 4.10 1.05 1.09 5.96 UNESP(Bauru/SP) 2117 .28 8.33 1.14 1.15 8.35 1.58 10.17 Valores extraídos de BARES e adaptada por PINHEIRO (1994).31 11.19 1.19 8.26 1.15 1.37 3.83 0.39 7.35 3.25 1.00 .16 8.69 6.00 2.35 3.69 6.41 2.91 4.33 8.08 1.43 2.83 1.63 3.32 8.41 1.03 3.20 8.08 4.35 4.07 1.63 3.30 4.77 9.46 8.10 3.25 3.15 1.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto Tabela A-9 MOMENTOS FLETORES EM LAJES COM CARGA UNIFORME y Tipo y lx 3 ly lx y 4A x λ= ly lx µx µ’x µy lx 4B ly x x µ’y µx µy Tipo ly µ’y µx 1.80 0.57 1.56 11.64 9.88 4.70 3.82 2.30 1.99 8.69 3.67 7.33 3.30 1.70 4.65 1.83 4.37 2.56 7.60 8.35 1.55 4.86 9.76 0.65 7.67 3.03 12.88 4.80 5.24 9.60 4.62 7.91 8.32 3.72 3.65 8.76 λ= ly lx 1.72 9.81 3.07 8.60 8.16 1.00 7.25 8.43 1.82 7.49 3.65 3.79 11.20 3.02 8.94 4.26 3.33 8.01 1.52 11.12 6.06 9.53 4.99 7.

40 1.75 1.76 1.97 5.72 5.13 5.15 2.46 2.90 1.98 2.75 4.10 8.00 > 2.14 1.15 8.45 1.38 0.71 2.13 2.07 1.00 2.61 1.27 5.28 7.72 3.00 5.83 1.99 0.01 0.91 2.07 1.47 1.91 8.09 7.10 10.10 2.94 1.70 2.00 1.36 3.36 1.40 1.75 2.56 3.05 > 2.02 3.50 5.72 5.62 5.50 2.45 8.65 1.72 5.58 3.39 9.25 3.66 8.91 1.16 7.33 0.72 5.81 2.80 5.88 5.40 3.14 6.97 10.24 8.95 5.88 5.42 1.70 10.99 1.60 6.75 3.22 1.43 1.07 5.25 1.72 λ= ly lx 1.45 0.50 11.28 7.00 7.74 8.03 3.69 3.70 5.72 2.51 3.43 7.97 5.08 8.02 8.82 1.72 5.68 7.69 5.17 4.76 7.17 8.98 1.47 5.17 Valores extraídos de BARES e adaptada por PINHEIRO (1994).72 5.46 2.67 6.83 3.35 1.57 7.74 2.57 7.52 6.13 3.64 5.94 5.65 4.56 6.51 5.61 7.43 7.17 1.75 2.29 5.43 1.80 8.65 7.50 1.72 5.59 5.98 3.44 2.20 1.32 1.97 UNESP(Bauru/SP) 2117 .35 3.60 1.85 6.76 3.02 2.71 1.70 1.68 5.71 5.05 8.89 1.62 3.12 8.60 4.15 5.02 5.79 7.21 1.04 1.43 6.30 11.08 8.34 8.88 2.55 5.86 8.10 1.80 8.20 1.73 3.30 1.70 6.52 6.23 5.30 1.18 8.02 2.72 5.41 5.55 3.75 2.23 8.99 1.47 0.60 4.57 1.02 6.46 2.25 1.40 11.63 3.22 1.10 3.54 3.17 2.56 3.50 1.30 3.06 1.55 9.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto Tabela A-10 MOMENTOS FLETORES EM LAJES COM CARGA UNIFORME y Tipo lx y 5A y lx 5B ly ly λ= lx µx µ’x µy Tipo 6 ly x x ly lx µ’y µx µ’x µy x µ’y µx 1.33 2.91 5.12 4.68 2.96 5.52 6.16 2.65 1.28 8.87 6.64 7.96 8.29 8.20 10.55 4.70 5.77 1.99 8.87 1.53 2.03 12.05 2.00 1.70 4.66 3.91 5.53 1.88 8.88 7.45 4.96 1.77 5.12 8.02 1.96 0. 2 p lx M=µ p = carga uniforme lx = menor vão 100 µ’x µy µ’y 5.43 5.16 4.85 1.13 4.15 5.84 5.39 7.00 7.88 2.40 7.05 8.17 2.86 8.23 9.67 7.19 1.55 1.70 1.05 9.18 5.20 1.34 1.05 1.57 1.29 5.12 4.95 2.63 6.65 2.65 1.85 5.34 2.56 2.64 4.49 1.74 3.76 1.69 1.95 8.92 1.59 7.19 3.11 2.35 1.22 8.90 5.15 1.72 5.53 7.50 7.97 1.97 3.00 .48 7.02 8.00 5.91 3.33 8.84 10.80 8.00 1.29 1.97 8.72 5.59 2.90 7.50 4.64 4.13 1.02 5.88 1.20 3.42 0.80 1.72 5.14 4.35 5.74 3.83 1.

11 3.50 8.67 0.15 3.45 9.47 8.85 0.06 0.68 4.76 4.59 10.05 4.25 1.51 17.16 4.55 2.65 6.41 2.50 8.12 4.35 10.50 8.19 8.04 12.45 1.13 14.50 8.30 0.00 2.83 12.54 0.22 25.85 1.86 22.26 3.24 8.94 1.09 10.12 1.50 8.08 1.60 6.99 4.86 4.59 10.19 10.92 17.47 8.06 8.83 12.84 4.17 4.70 10.68 4.98 UNESP(Bauru/SP) 2117 .07 8.89 77.16 9.31 8.38 12.28 14.47 8.14 11.56 12.96 4.20 3.45 2.55 41.26 20.45 1.45 1.70 2.30 1.65 12.32 13.32 8.24 11.80 2.14 13.00 1.31 25.82 25.05 1.80 4.01 4.30 8.85 4.31 1.35 2.40 9.95 21.10 3.55 7.88 8.33 8.50 8.94 0.45 7.64 23.00 3.85 12.88 0.80 8.50 0.45 1.36 0.05 7.95 2.50 19.46 1.11 4.94 7.45 1.45 7.76 0.33 8.15 10.48 8.65 0.06 8.06 3.65 1.09 13.29 12.60 1.66 10.45 1.42 11.29 8.90 1.00 0.77 10.31 2.33 15.90 0.47 1.74 4.44 10.03 3.78 1.90 4.86 4.74 0.46 1.33 0.48 8.63 12.90 13.70 1.84 11.77 12.53 12.94 9.16 12.31 5.55 0.50 1.50 8.53 11.69 13.90 3.28 8.80 1.38 0.25 20.39 16.01 1.05 8.55 1.23 4.75 5.20 1.73 8.16 3.20 8.10 8.16 0.22 1.95 2.00 23.64 0.46 6.75 1.65 6.45 0.47 3.80 4.39 8.25 3.33 1.95 0.37 35.49 0.94 7.65 2.82 4.55 0.89 28.84 10.21 11.00 Valores extraídos de BARES e adaptada por PINHEIRO (1994) p l2 M=µ p = carga uniforme l = menor valor entre la e lb 100 Mb = momento ao longo da borda livre .57 8.35 12.10 4.09 4.95 1.45 1.97 4.94 15.46 1.94 15.80 0.33 8.45 1.61 5.10 1.45 > 2.98 6.96 4.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto Tabela A-11 MOMENTOS FLETORES EM LAJES COM CARGA UNIFORME y Tipo y la 7 lb la Tipo 8 lb x l γ= a lb µx µy µyb x µx µy µyb µ’y µ’yb γ= la lb 0.48 1.85 0.69 0.46 7.62 4.45 1.30 11.35 0.71 8.17 8.23 3.28 15.40 2.48 1.49 0.43 0.20 9.45 2.45 1.46 9.15 4.81 10.11 0.32 8.50 8.82 19.49 8.50 13.12 11.69 62.92 4.58 12.15 1.49 8.84 0.75 0.52 12.61 1.17 4.45 1.13 4.46 1.09 8.45 9.16 0.14 4.44 14.52 11.86 2.00 9.75 2.71 3.56 11.97 9.74 10.40 1.92 12.55 1.19 17.00 0.44 22.09 3.80 1.77 13.85 2.64 28.13 4.47 6.74 12.50 2.40 0.08 4.72 4.59 18.64 11.76 9.96 8.91 0.98 6.97 8.90 2.19 3.60 0.88 9.74 4.46 1.05 13.01 12.97 4.70 5.50 48.13 8.35 1.60 27.90 4.19 12.03 9.02 13.59 9.78 4.31 8.80 4.48 24.56 4.80 0.49 8.63 15.89 41.05 3.43 0.29 8.28 33.72 4.05 7.41 12.24 15.19 29.45 1.49 8.30 3.49 8.54 7.91 9.60 2.88 4.90 0.49 8.22 10.45 1.93 4.30 8.70 0.00 5.00 > 2.47 7.25 11.94 11.63 10.95 3.12 3.00 2.55 14.

26 8.98 1.50 -0.08 0.56 22.13 34.00 1.82 5.65 1.95 5.93 8.31 8.48 10.58 3.17 5.90 1.72 11.83 8.90 0.45 0.57 3.25 28.45 12.65 12.45 8.91 4.86 6.57 3.85 1.72 12.58 3.45 9.24 5.45 8.92 0.49 7.56 30.50 6.76 4.86 9.55 1.06 4.57 12.60 10.86 0.68 12.5 50.49 1.17 39.19 11.33 2.58 3.37 1.40 -3.61 0.12 9.48 10.61 11.70 12.35 0.60 10.49 7.45 1.86 12.25 3.51 6.25 10.57 12.55 1.30 2.76 12.17 6.08 4.22 12.89 -2.14 7.75 0.09 5.49 1.72 0.06 4.63 4.63 12.91 5.22 12.08 10.62 1.45 0.40 28.46 8.42 1.78 6.19 8.59 5.06 25.00 8.46 8.33 11.59 5.67 0.99 UNESP(Bauru/SP) 2117 .95 2.91 5.23 8.13 13.50 12.99 8.04 8.58 3.85 0.82 8.82 9.00 2.70 2.49 12.35 1.62 12.24 5.46 7.30 0.57 3.25 0.10 1.11 8.47 7.81 19.39 1.80 10.12 8.48 7.88 5.50 2.45 1.68 12.50 7.70 4.16 5.48 25.21 13.57 3.84 0.08 3.91 3.78 33.76 0.17 8.59 2.58 3.50 1.28 7.64 1.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto Tabela A-12 MOMENTOS FLETORES EM LAJES COM CARGA UNIFORME y Tipo y la 9 lb la 10 Tipo lb x l γ= a lb µx µ’x µy x µyb µx µ’x µy µyb < 0.08 8.21 11.12 1.65 1.20 1.25 12.84 5.00 14.73 8.88 4.22 -12.65 0.06 17.15 0.65 3.84 5.61 12.63 10.75 1.58 3.37 11.05 1.35 8.57 33.28 14.64 12.08 9.89 7.36 9.24 5.48 1.87 3.66 11.15 2.93 5.62 10.84 0.97 5.47 7.95 2.94 12.31 13.18 9.95 4.53 0.44 10.57 3.59 12.46 1.10 2.30 1.30 0.86 5.46 7.11 8.73 8.00 6.00 > 2.26 11.36 8.68 0.84 4.59 12.11 1.45 γ= la lb < 0.00 0.41 12.69 12.06 14.70 0.59 2.48 7.57 3.52 1.83 4.85 2.30 -7.36 12.50 1.02 5.90 5.40 1.25 7.80 2.08 0.81 0.86 4.64 7.58 12.26 0.35 1.72 9.80 2.55 0.55 11.20 2.84 35.57 3.56 4.20 1.25 8.40 2.54 6.45 2.08 6.97 8.17 10.15 1.74 0.67 0.45 -1.90 11.90 2.40 6.88 20.11 5.67 12.55 0.25 27.49 1.45 8.00 2.50 13.32 20.22 7.44 1.53 10.74 4.58 3.14 5.77 0.25 5.00 0.50 50.41 9.02 4.75 2.46 8.62 11.25 12.70 1.60 0.25 5.18 4.33 5.64 8.45 8.00 2.72 12.07 1.50 1.91 4.59 1.92 14.43 1.00 .50 1.56 4.98 4.04 5.13 5.84 5.89 3.99 5.45 8.50 1.68 8.80 10.06 18.54 12.56 3.54 8.95 2.43 7.47 22.30 -12.98 1.33 8.00 36.47 7.91 1.49 4.20 7.46 8.00 9.00 14.56 -0.75 2.70 1.40 4.04 4.65 2.42 15.04 12.50 Valores extraídos de BARES e adaptada por PINHEIRO (1994) p l2 M=µ p = carga uniforme l = menor valor entre la e lb 100 Mb = momento ao longo da borda livre µ’y µ’yb 14.50 6.56 4.12 1.99 0.47 10.87 7.56 37.82 1.53 15.23 17.25 1.33 43.37 1.35 -5.39 9.50 2.29 1.42 9.99 4.55 0.49 1.92 4.50 > 2.07 1.80 0.64 8.02 4.60 1.89 38.57 3.26 31.11 4.54 0.40 0.99 5.62 17.34 4.15 8.50 1.50 0.85 2.93 11.22 -4.49 1.78 6.55 2.33 8.44 8.54 23.81 1.66 5.27 4.38 9.26 15.92 9.44 9.00 12.34 8.41 1.57 3.78 3.77 13.88 4.06 5.30 8.46 8.20 5.17 4.45 1.59 12.81 1.25 2.24 11.81 4.56 12.90 2.01 5.17 6.08 0.60 1.80 1.94 4.41 4.56 37.56 4.77 4.35 2.05 1.47 1.05 2.91 12.95 1.48 12.67 12.85 1.60 2.27 1.09 11.00 2.

20 2.29 1.37 2.79 1.21 3.95 1.70 3.44 1.00 2.03 5.58 2.85 1.36 2.83 1.60 2.85 4.95 2.55 4.25 7.15 0.25 2.55 2.09 4.98 2.83 5.87 2.55 2.17 3.60 0.74 3.23 1.92 4.60 1.83 5.89 1.92 3.60 2.92 2.95 1.10 1.78 5.70 2.34 8.95 2.66 0.67 0.61 1.65 1.85 3.07 3.90 2.50 0.35 2.55 1.40 2.68 4.79 3.97 1.00 2.70 0.65 4.32 8.30 8.76 3.00 1.84 4.80 0.24 2.76 1.11 4.51 2.36 2.34 4.60 1.68 1.17 4.72 2.98 0.81 3.18 5.76 2.17 7.59 2.09 2.05 4.24 2.07 4.23 2.30 1.27 7.44 1.96 1.28 2.23 2.33 1.52 1.89 5.48 2.88 Valores extraídos de BARES e adaptada por PINHEIRO (1994) p l2 M=µ 100 l = menor valor entre la e lb Tipo la y µ’x µy 5.76 3.94 0.51 1.23 2.35 2.83 0.95 2.67 1.45 1.40 2.12 3.10 6.28 1.86 1.60 4.00 2.13 2.35 1.39 1.08 4.84 5.17 4.93 1.50 1.00 .64 2.72 2.73 6.31 5.64 2.45 1.50 1.84 5.15 2.46 2.75 1.46 4.35 8.05 1.97 3.47 2.42 1.12 4.11 2.80 0.52 1.36 1.09 1.50 6.23 0.86 2.70 1.65 6.34 2.14 6.56 3.75 2.80 2.43 2.60 2.01 3.63 2.87 4.97 2.98 6.95 1.49 0.11 2.96 1.38 3.78 5.90 4.05 2.25 7.34 2.46 4.12 1.80 3.13 1.32 1.92 2.16 3.74 4.15 1.65 2.52 3.21 7.90 1.20 1.24 4.90 1.83 4.63 1.90 2.10 2.21 1.08 2.77 3.66 3.14 1.10 2.75 3.80 5.31 2.19 5.37 3.41 1.80 1.50 5.86 3.32 0.56 2.75 0.43 5.100 UNESP(Bauru/SP) 2117 .79 1.28 1.64 3.41 2.98 2.05 2.80 2.94 1.14 4.98 1.20 1.27 2.29 4.02 4.70 3.40 4.72 2.41 0.06 3.55 1.55 3.90 0.84 4.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto Tabela A-13 MOMENTOS FLETORES EM LAJES COM CARGA TRIANGULAR x Tipo x lb 11 p l γ= a lb 12 la y µx µy p µx x lb la y µ’x µy lb 13 p µx < 0.60 4.90 5.85 0.97 1.72 4.66 3.68 2.87 3.58 2.09 4.92 2.85 4.83 2.96 4.95 1.50 2.45 2.25 1.07 5.67 0.92 2.60 5.68 1.32 γ= la lb < 0.20 3.96 5.12 2.94 5.73 3.26 2.83 1.81 6.00 6.31 1.53 2.59 1.84 4.25 7.46 5.54 6.40 1.12 2.05 2.28 2.92 3.12 4.65 0.81 2.23 7.33 8.13 1.27 4.99 3.31 5.00 2.59 2.02 3.85 2.11 2.75 2.92 2.06 6.75 3.39 2.70 1.55 0.71 1.16 4.13 2.92 4.85 2.96 3.53 0.97 1.85 2.73 1.64 2.30 2.90 2.18 4.53 1.06 4.50 0.14 1.

54 5.68 6.16 4.22 7.95 1.22 4.55 2.55 1.53 5.42 1.00 3.50 2.64 3.10 5.06 2.67 1.30 1.87 2.85 1.15 1.32 4.94 1.81 1.15 3.90 1.52 1.08 3.94 1.89 1.65 1.51 3.84 1.16 3.81 1.15 6.10 1.30 1.96 2.47 5.26 1.75 3.88 2.31 2.06 1.77 3.37 1.08 1.27 1.57 1.55 4.64 3.30 2.43 3.49 1.57 4.33 0.50 0.67 4.00 0.55 2.46 1.12 3.45 2.16 1.65 0.96 2.29 1.45 1.94 4.96 0.75 3.02 5.30 2.53 2.72 3.00 .73 3.05 1.72 4.21 1.38 1.24 7.60 1.08 2.29 8.99 4.17 3.20 3.52 1.04 3.18 3.40 1.49 1.23 3.60 1.21 1.54 1.36 3.99 1.31 8.23 2.18 6.58 3.73 1.25 2.21 7.03 1.92 4.50 2.13 3.00 2.72 1.94 5.15 3.70 4.95 2.12 2.96 0.20 1.23 4.98 < 0.34 1.90 0.75 2.70 1.44 1.63 3.50 2.22 7.50 1.37 2.97 1.51 1.94 3.26 4.56 5.50 3.55 1.70 2.27 4.86 4.97 2.43 5.56 2.06 6.10 1.89 4.72 1.23 3.19 4.80 1.20 1.65 0.28 2.41 2.27 5.59 6.85 0.13 5.87 5.96 5.54 1.23 1.53 3.65 1.00 1.36 4.47 0.36 4.27 7.20 4.18 1.28 8.24 4.16 3.86 1.23 4.65 2.75 4.67 1.25 1.85 3.75 1.35 2.15 1.90 0.42 2.82 1.84 1.98 5.68 4.18 2.50 2.05 1.45 0.45 2.35 0.52 2.49 5.22 1.11 5.38 1.26 4.99 1.23 1.14 0.05 3.73 3.90 2.05 1.28 3.81 4.03 1.11 3.80 1.29 0.33 2.66 3.12 2.17 3.46 2.33 3.60 3.65 1.50 0.33 0.11 6.93 3.24 1.48 Valores extraídos de BARES e adaptada por PINHEIRO (1994) p l2 M=µ 100 l = menor valor entre la e lb la lb µy µ’y γ= 0.84 1.69 1.94 1.95 1.20 1.60 2.89 1.35 2.75 1.38 3.85 1.47 2.01 1.95 2.03 1.74 4.89 4.87 5.69 4.83 3.60 4.60 3.06 3.40 1.08 5.56 1.94 5.19 1.88 1.21 1.37 3.32 3.39 2.00 3.61 1.50 2.67 1.23 1.23 4.59 3.80 6.90 1.78 1.50 1.15 1.22 3.81 4.09 3.75 0.98 6.40 2.15 5.11 1.00 1.75 1.65 2.63 4.83 4.75 1.93 4.51 5.22 1.96 2.75 0.26 2.17 2.17 0.09 0.51 1.72 3.02 1.12 2.18 1.51 1.28 4.67 0.23 2.78 3.23 4.47 3.35 0.66 1.81 4.70 0.61 3.32 2.64 2.04 5.38 2.48 1.49 3.80 2.33 3.25 1.58 5.04 4.44 2.24 0.23 7.42 2.44 5.75 1.13 2.51 2.93 0.77 4.78 3.44 2.95 1.90 1.05 4.21 4.33 2.97 4.40 5.99 1.31 2.30 8.80 6.69 3.03 3.17 4.36 0.41 1.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto Tabela A-14 MOMENTOS FLETORES EM LAJES COM CARGA TRIANGULAR x Tipo x lb 14 p γ= la lb µx 15 la y µ’xi µ’xs µy p µx x lb µy lb 16 la y p µ’y µx Tipo la y µ’x < 0.61 3.10 1.83 3.61 2.38 1.85 2.74 3.95 2.78 1.05 0.02 1.02 2.80 0.26 1.99 1.23 1.47 1.41 1.26 4.22 7.68 3.57 1.40 3.25 4.92 4.101 UNESP(Bauru/SP) 2117 .92 5.60 2.79 1.82 3.15 1.62 3.52 1.87 4.51 1.55 0.70 1.79 4.60 3.46 4.60 0.21 3.89 0.69 1.92 2.74 4.56 2.75 4.56 1.79 1.67 1.35 1.45 4.39 1.15 1.32 1.00 1.24 1.33 1.90 0.14 1.10 4.25 4.

03 1.80 1.22 4.59 0.01 1.26 2.58 5.49 5.97 1.94 0.98 1.13 4.07 4.60 3.58 2.92 1.75 1.25 4.90 4.76 1.23 4.80 0.12 2.80 0.98 4.60 1.51 1.75 1.29 2.20 3.47 3.18 1.93 2.87 0.70 0.73 1.56 1.64 2.48 1.35 1.08 1.35 1.08 2.00 1.48 4.56 4.13 1.28 4.02 1.98 2.33 1.00 < 0.74 1.38 2.61 5.95 2.44 3.38 1.22 4.11 1.30 1.77 4.25 4.35 1.05 4.50 4.34 1.22 3.26 4.12 4.30 2.95 1.88 1.55 3.90 0.38 4.90 1.90 4.75 0.73 1.38 1.44 0.70 1.36 1.60 3.78 2.30 1.75 1.26 4.45 1.91 4.78 2.25 1.53 1.57 1.46 1.98 1.88 2.30 4.42 1.30 1.17 2.28 2.75 1.50 0.85 2.49 3.15 1.99 1.26 4.54 3.95 2.85 0.00 1.90 3.85 1.84 0.83 4.83 1.56 5.21 2.85 1.60 1.33 2.23 4.70 2.00 0.05 4.27 1.67 1.15 1.88 4.58 1.70 2.21 3.67 3.91 2.71 4.44 1.26 1.32 1.02 1.94 5.33 1.05 1.16 4.94 1.69 1.81 1.65 0.18 1.74 3.53 1.20 1.84 1.33 1.55 0.22 1.49 1.43 3.27 3.90 1.89 2.47 1.17 3.44 5.43 2.45 2.04 1.55 1.23 5.81 4.65 4.55 1.07 2.89 4.15 1.80 0.56 1.55 2.55 4.70 4.15 5.65 1.66 1.75 1.44 1.53 1.50 1.61 1.50 2.53 1.00 1.25 4.18 1.11 1.16 4.39 4.58 1.40 1.14 1.10 1.50 1.86 1.18 1.22 3.61 1.53 1.28 1.47 1.72 2.08 2.89 1.89 0.70 0.43 1.95 1.90 1.97 2.93 1.08 0.50 1.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto Tabela A-15 MOMENTOS FLETORES EM LAJES COM CARGA TRIANGULAR x Tipo x lb 17 γ= la lb 18 la p lb p y Tipo la y la lb µ’xi µ’xs µy µ’y γ= < 0.38 4.20 4.63 2.25 1.24 4.05 1.83 1.45 1.75 2.55 1.17 2.30 1.76 1.55 1.62 2.34 3.51 1.56 4.17 4.54 2.74 0.80 0.26 0.00 µx µ’x µy µ’y µx .37 2.102 UNESP(Bauru/SP) 2117 .54 1.55 1.30 1.20 1.61 1.80 1.10 1.50 0.19 4.33 2.92 2.71 3.33 3.60 1.62 5.20 3.48 Valores extraídos de BARES e adaptada por PINHEIRO (1994) p l2 M=µ 100 l = menor valor entre la e lb 3.25 2.94 2.85 1.53 4.92 2.65 1.78 0.40 1.66 1.52 4.59 1.79 0.21 4.98 2.01 2.52 1.95 1.80 1.73 1.09 3.55 1.50 3.60 0.31 2.23 1.91 1.45 1.59 3.99 4.08 0.14 3.63 5.56 1.95 2.35 5.51 5.16 3.63 1.12 1.40 1.52 3.23 3.05 1.64 2.80 4.69 2.70 1.48 1.53 5.64 1.59 1.56 1.83 1.76 2.40 5.26 3.82 0.60 1.75 1.24 3.31 4.62 4.55 1.23 2.19 1.87 1.49 2.82 1.82 1.30 1.86 2.03 1.73 1.13 2.23 4.21 3.47 4.55 1.23 4.65 2.40 1.58 1.48 1.25 1.92 0.80 2.55 1.90 1.

51 1.09 3.57 1.28 6.12 1.40 3.90 2.70 0.67 0.33 13.03 2.47 5.52 5.04 4.75 0.19 11.50 2.90 1.43 3.07 4.12 7.65 1.56 0.60 3.60 4.63 2.02 0.60 0.27 0.30 5.84 1.15 4.53 1.60 3.31 2.86 1.82 1.05 1.05 0.54 4.59 2.25 1.74 4.95 1.75 1.85 0.35 9.75 4.82 0.57 1.82 2.17 0.65 0.25 23.59 4.50 1.95 1.74 1.45 1.80 0.60 1.01 5.46 1.40 1.85 2.04 7.77 3.79 0.63 3.90 1.64 3.85 1.65 1.10 3.32 4.10 0.28 2.41 2.46 2.93 3.00 5.66 7.55 1.95 0.40 2.65 0.00 4.87 0.66 4.16 4.34 0.24 4.72 0.86 0.77 0.40 3.51 0.68 0.56 3.18 5.85 0.60 1.31 0.95 2.65 9.30 1.92 0.93 3.61 2.00 0.11 0.78 5.96 1.27 3.53 1.24 0.57 2.63 4.60 0.00 1.09 5.15 0.41 0.10 1.64 1.70 4.14 0.55 4.19 5.95 3.40 0.05 0.80 2.64 4.89 6.82 3.80 2.25 1.25 1.89 5.90 1.77 3.05 3.70 1.79 1.50 1.25 3.38 1.76 3.50 2.59 2.83 0.77 3.58 3.80 1.88 2.20 1.42 Valores extraídos de BARES e adaptada por PINHEIRO (1994) p l2 M=µ 100 l = menor valor entre la e lb µ’y µ’yb 15.50 4.75 2.56 4.80 1.09 0.61 4.03 1.56 5.15 1.67 1.69 4.44 5.08 0.93 1.08 0.71 1.05 3.72 2.55 1.83 1.29 0.96 2.45 0.53 0.40 5.103 UNESP(Bauru/SP) 2117 .61 3.06 0.85 1.20 4.62 1.14 1.48 2.95 0.76 1.79 1.46 γ= la lb 0.66 1.08 4.15 1.17 3.87 1.56 8.45 4.26 3.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto Tabela A-16 MOMENTOS FLETORES EM LAJES COM CARGA TRIANGULAR x Tipo 19 p γ= la lb µx x lb 20 la y µy lb µyb p µx µy Tipo la y µyb 0.70 3.06 3.75 0.31 0.44 2.16 3.98 0.62 3.09 1.00 1.75 3.40 5.00 1.08 1.49 5.75 1.48 0.35 5.55 2.30 8.63 0.80 1.45 1.74 1.79 3.31 6.55 3.11 4.42 2.98 0.63 4.25 3.23 4.03 0.03 4.70 3.31 0.81 0.86 3.63 1.39 0.64 1.83 4.48 3.07 0.69 4.21 4.77 0.21 0.96 5.44 2.04 2.20 2.95 1.65 3.04 0.87 0.95 3.86 1.64 4.08 8.09 0.36 3.18 4.54 0.64 6.10 1.70 1.27 0.50 5.55 0.13 3.30 1.72 3.53 2.00 8.33 3.35 1.03 0.42 2.79 3.35 1.88 0.07 1.78 9.05 4.31 0.74 0.72 2.83 4.97 7.11 4.55 1.20 1.63 10.69 1.77 0.56 18.14 4.50 2.04 0.39 4.97 4.67 9.50 0.32 0.13 1.77 1.80 5.19 0.70 0.07 0.70 1.30 0.17 4.12 2.00 1.35 0.60 0.78 3.65 3.54 6.05 1.00 .49 1.61 4.97 0.90 0.48 11.56 3.51 4.06 0.40 1.22 4.91 0.37 5.72 4.60 1.91 1.16 7.95 0.22 1.02 2.94 2.87 14.58 0.90 0.92 0.

96 0.55 1.60 4.55 1.87 2.43 1.63 0.29 1.19 7.12 3.75 1.06 4.65 2.39 1.69 0.10 2.75 3.33 5.48 4.61 8.91 0.67 15.66 0.57 0.01 2.65 1.23 5.86 3.85 0.92 11.70 1.40 1.62 8.05 2.40 1.63 1.03 2.52 4.35 1.66 7.44 4.14 2.70 3.12 2.81 14.60 0.54 6.49 12.71 0.60 0.48 1.03 1.41 5.88 0.04 1.53 10.43 0.93 2.16 4.35 -0.79 0.67 0.58 1.59 0.67 -0.82 3.40 3.82 0.53 3.55 2.12 9.35 1.79 0.54 0.95 2.15 2.40 5.05 2.82 0.36 3.59 1.88 1.85 1.83 1.80 1.70 0.30 2.61 3.27 3.05 1.90 1.65 7.57 6.55 1.60 8.50 7.04 0.47 1.104 UNESP(Bauru/SP) 2117 .80 2.55 1.10 3.62 1.80 1.96 3.75 0.47 4.25 6.86 1.90 1.64 7.17 16.65 1.60 1.89 1.66 0.30 -4.88 3.88 0.00 0.25 1.62 4.00 2.39 2.17 2.63 2.47 0.43 6.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto Tabela A-17 MOMENTOS FLETORES EM LAJES COM CARGA TRIANGULAR x Tipo x lb 21 γ= la lb µx 22 la p µy µyb µx µ’x < 0.78 1.64 1.09 0.92 0.88 0.12 -0.78 0.50 0.16 0.68 0.31 1.58 4.45 8.81 1.25 1.88 0.75 0.72 1.67 0.66 4.15 1.68 4.59 3.80 1.00 1.50 1.33 1.87 0.09 0.65 3.45 6.13 1.76 0.70 1.82 0.05 1.30 -1.71 0.86 3.47 0.49 6.20 1.33 1.25 11.38 1.73 0.22 5.50 4.74 1.45 1.85 1.31 2.64 2.45 0.14 7.56 4.00 1.10 1.50 1.10 1.54 0.52 1.40 0.40 1.88 3.42 1.05 1.65 1.52 2.78 1.33 1.97 8.39 1.95 0.51 0.68 1.01 3.45 1.19 2.30 0.52 1.28 4.07 3.91 3.68 4.09 2.90 1.94 2.35 0.75 1.63 8.94 4.48 Valores extraídos de BARES e adaptada por PINHEIRO (1994) p l2 M=µ 100 l = menor valor entre la e lb Tipo la p y µ’x lb y la lb µy µyb µ’y µ’yb γ= 0.50 0.38 4.50 1.22 0.43 3.74 0.20 1.65 1.66 7.22 1.03 4.85 3.89 0.83 3.58 0.35 1.00 4.46 2.80 3.47 3.64 3.65 1.74 3.48 4.11 3.05 1.55 0.69 7.94 3.63 0.51 2.10 1.22 1.09 1.36 3.31 1.90 3.91 3.60 0.07 1.46 < 0.01 3.10 10.40 0.28 10.56 0.28 0.30 2.70 1.80 1.69 1.74 1.48 2.44 2.48 8.85 0.64 4.64 7.17 16.67 2.50 1.00 1.78 0.76 1.55 1.82 1.71 1.16 4.22 8.33 5.85 1.61 0.89 13.55 1.84 0.01 3.69 0.49 2.58 3.67 0.81 4.77 3.65 2.73 0.97 4.78 2.39 1.84 1.92 1.90 0.72 2.70 0.80 0.70 1.56 3.59 6.88 0.41 2.54 4.89 3.98 3.97 2.95 4.13 1.22 4.74 3.95 1.98 1.83 0.77 3.35 2.78 0.98 1.30 1.53 0.64 1.32 0.94 3.24 0.65 2.76 2.08 0.15 1.45 0.80 9.65 0.80 1.32 12.42 0.95 1.71 8.47 7.61 6.30 0.87 1.52 0.21 1.48 0.17 1.30 1.66 1.88 0.69 0.10 1.58 1.00 2.88 0.45 1.52 0.80 0.19 1.22 9.25 1.91 2.18 6.09 4.37 1.98 2.44 2.45 1.96 3.83 3.71 4.86 0.85 3.50 0.34 1.67 -4.14 4.22 0.90 0.31 2.45 0.64 8.52 1.24 3.23 0.27 4.29 1.14 1.39 6.35 5.06 13.37 9.67 1.56 4.89 2.53 3.60 1.95 1.56 0.65 0.49 0.22 5.64 1.18 3.00 .13 3.67 7.54 2.06 4.95 2.60 1.24 2.68 7.86 2.75 1.34 1.67 2.76 3.67 1.75 1.

9 11.3 5.9 12.5 38.2 -18.4 1.5 16.4 18.1 14.6 11.4 16.1 13.6 2.6 19.1 4.1 17.85 -69.8 26.6 10.1 4.2 12.5 -23.1 4.3 17.4 15.5 29.5 40.7 19.6 20.10 2.5 -930 4.0 51.2 1.9 11.3 9.1 -133 -134 -138 -150 -179 -263 4.9 16.5 3.7 62.3 15.7 10.0 17.9 16.05 2.5 14.3 14.70 24.7 4.6 32.5 6.8 29.3 29.0 3.8 33.3 13.2 16.3 500 ∞ 4.8 8.1 18.9 64.9 23.5 49.3 P = 0.0 17.1 63.95 2.4 11.35 14.78 9.0 1.9 0.25 0.7 0.3 20.0 23.70 2.63 13.25 16.8 9.my ωr F1 1.4 8.1 1.8 4.2 26.4 412 300 220 161 118 86.9 14.8 12.0 17.6 40.5 9.0 7.00 13.6 13.0 5.8 22.0 3.3 7.6 8.6 3. lx Carregamento 1 Carregamento 2 Carregamento 3 Carregamento 4 My F ly F Mx (kN/m2) P = F lx .10 2.95 9.85 9.1 15.3 6.4 54.7 52.4 13.4 58.1 33.00 My = (kN/m) P = F1 lx P my 0.4 -18.8 35.1 4.35 8.1 4.1 14.2 4.5 1.36 .9 349 4.93 2.6 18.0 45.2 12.2 27.1 13.9 13.0 4.60 21.0 2.6 17.90 M xy = P=T P m xy 2 a r = ωr K lx Ec h3 0.8 22.5 9.9 27.2 65.3 9.2 7.2 3.2 27.0 32.1 8.0 8.8 10.6 2.9 10.4 10.10 8.05 7.6 7.8 13.1 22.0 7.1 P mx 1.7 60.9 9.0 6.35 2.54 16.9 47.4 >60 12.2 15.2 5.0 20.0 12.45 15.0 29.2 30.1 1.7 8.65 12.8 17.my mxy ωr mr mx .80 7.0 31.5 16.8 15.9 15.2 17.5 28.5 13.6 10.4 25.2 9.9 4.2 50.0 >70 32.80 105.6 37.2 17.0 16.70 8.5F lx .2 9.75 2.0 19.7 22.1 20.9 41.8 91.0 11.0 18.7 28.7 15.5 1.0 33.3 12.65 14.2 29.2 33.35 14.5 12.3 39.4 21.1 31.3 25.45 2.4 3.2 27.8 -20.90 -18.74 30.4 24.6 29.4 121 4.0 30.0 2.7 26.4 32.49 1.2 12.8 9.05 2.9 22.125 9.35 5.8 14.20 2.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto Tabela A-18 – Momentos fletores e flechas em lajes com três bordas apoiadas e uma livre.1 200 5.7 23.9 3.1 30.91 2.2 -31. ly Mr λ= Carregamento 1 2 3 4 ly Mr = lx λ mr mx my mxy2 mxy1 ωr mr mx my mxy2 Mxy1 mr mx .94 2.105 UNESP(Bauru/SP) 2117 .1 10.4 P mr 1.29 4.8 1.3 17.4 4.1 1.5 32.1 14.5 28.9 16.2 27.1 11.3 10.92 2.4 12.8 7.9 36.6 0.1 22.50 7.4 0.9 2.7 2.08 2.8 9.1 17.2 1.7 15.3 0. ly Mx = 1.1 7.0 25.9 10.90 20.60 24.0 4.7 20.3 3.1 >40 47.40 14.4 14.71 11.5 0.

8 35.1 33 23.5 6.106 UNESP(Bauru/SP) 2117 .25 105 293 124 9.3 64 9.2 12.8 35.my .5 146 23.1 30 110 307 112 11.4 12.9 63 8.2 5.0 27. ly Mr λ= Carregam.8 26 35.1 0.1 77 11.9 -510 4.7 24.2 11.4 14.1 16.2 27.2 7.5 10.4 161 5.6 43 8.8 23.3 48 10.7 35.7 .3 195 25.1 18.4 40 21.8 Xy = 0.3 45 9.8 12.7 18.0 46 8.3 19.ny mxy1 mr mx .5 19.5F lx .4 P ny 0.8 110 22.5 4.0 Mx = 1.7 39.0 52 7.1 70 10.6 33 12.6 24.5 21.5 P = F1 lx P m xy 0.5 65 21 52 11.5 137 85 9.5 21.1 262 27. 1 2 3 ly Mr = lx λ mr mx my ny mxy1 mr mx my .1 18.5 343 4.9 6.5 1.4 22.5 68 8.7 55 8.0 12.8 F1 (kN/m) P = 0.3 50 8.5 44 8.0 23.7 13.7 ∞ 4.1 11.7 29.2 -282 4.9 6.3 P mr 1.3 12.0 6.4 48.2 174 107 8.3 44 9.4 19.3 54 7.5 75 6.2 80.6 13. lx Carregamento 1 Carregamento 2 - Xy F F ly + My (kN/m2) P = F lx .6 0.6 20.4 29.8 29 27.3 17.3 7.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto Tabela A-19 – Momentos fletores em lajes com uma borda livre.5 18.5 4.1 -174 4.3 22.5 10.4 16. ly P mx 1.8 59 11.8 -187 4.5 18.4 6.4 0.1 8.9 11.5 32.0 35 189 504 132 13.0 11.1 4.5 13.3 15.5 -215 4.9 48 21.5 64 21.2 29.5 43 8.5 6.2 68 6.ny mxy Carregamento 3 1.3 9.8 59 9.4 79.1 84 21.1 6.8 4.7 46 9.3 60.0 30.7 13.2 14.6 5.6 1.1 26 53.8 12.2 74 26 70 11.5 42.3 27.5 18.3 21.3 6.6 15.0 57 7.0 57 8.1 84 12.8 7.6 55.0 72 6.3 7.2 34.4 M xy = 0.5 My = P my 0.6 16.0 22.4 101 5.6 25.5 22.0 85 7.9 7.

3 20.5 21.2 0.9 7.6 20.4 5.0 3.7 18.8 5.6 12.1 29.6 8.6 31. ly Mr λ= + My (kN/m2) Mr = λ mr mx my .0 10.0 8.8 16.0 16.3 5.4 11.8 3.5 0.8 208 1.9 11.5 16.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto Tabela A-20 – Momentos fletores em lajes com uma borda livre.7 23 1.0 24 25 30 43 72 138 1.9 57 8.3 8.1 53 7.1 8.3 25.8 66 9.6 5.2 24.0 2.4 11.7 134 Mx = P mx 1. 1 2 F1 P = F lx .5 4.6 27.5 10.4 18.25 12.my .6 17.6 0.7 5.8 1.4 23.6 12.8 29 0.1 7.0 9.2 8.9 18.4 0.5 21.3 7.0 9.3 19. lx Carregamento 2 Carregamento 1 ly F Xx ly lx Carregam.3 0.0 22.2 34.1 46 22 1.107 UNESP(Bauru/SP) 2117 .3 8.2 Xr = P nr Xx = P nx .1 78 24 1.8 12.nx mxy mr mx .7 6.1 4.nr .2 76 11.8 22 1.5 21.6 9.0 5.9 43 6.7 38 My (kN/m) P = F1 lx P my 1.3 19.4 9.6 5.9 71 10.3 8.4 11.6 19.4 M xy = P m xy 0.3 5.2 5.5 7.8 1.4 20.7 83 1.7 22 1.6 26.8 23 1.8 37 31 30 31 32 35 5.8 11.7 5.3 20.1 60 23 1.8 6.0 12.9 18.7 11.8 21.2 17.9 14.1 7.6 13.1 16.0 24 1.0 15.8 1.7 0.8 61 9.4 14.7 11.6 31.9 2.7 56 My = 1.3 10.9 9.7 21.4 49 6.3 8.nr .4 5.4 34 5.nx P mr 1.2 8.4 5.6 14.8 22.2 25.9 5.

5 16.2 42 20 2.1 2.0 7.1 25.5 35.4 17.108 UNESP(Bauru/SP) 2117 .8 7.3 70 My = 1.3 17.1 2.0 13.6 14.5 15.5 7.6 6.6 9.2 56 20 2. lx Carregamento 1 Xx ly F Xx 2 F1 ly lx Carregam.5 7.3 96 14.2 Xr = P nr Xx = P nx .6 7.nx P mr 1.4 13.4 76 11.4 26.8 23.0 16.8 14.4 8.1 102 16.9 29.1 My (kN/m) P = F1 lx P my 1.7 8.3 174 Mx = P mx 1. 1 + My (kN/m2) P = F lx .1 27 20 2.2 7.9 6.8 19.5 10.7 0.2 18.2 105 20 2.4 90 13.4 38.3 5.2 140 20 2.2 34.2 33 20 2.5 7.1 7.3 25.0 7.25 17.6 0.2 31.9 21.8 28.2 9.4 33.1 8.5 37.8 11.2 24.7 23.my .0 M xy = P m xy 0.2 32.6 0.5 0.nr .3 275 1.8 24.2 7.8 15.nr .2 12.1 108 17.5 4. ly Mr λ= Carregamento 2 Mr = λ mr mx my .3 0.6 0.4 0.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto Tabela A-21 – Momentos fletores em lajes com uma borda livre.9 68 10.7 60 8.3 7.3 30.8 8.5 5.9 83 12.3 37.3 5.1 7.5 7.0 23.2 77 20 2.3 106 1.1 2.2 28.1 21 20 2.2 25.1 35.2 46.8 4.8 17 15 14 14 14 15 20 22 26 35 65 120 2.1 2.1 2.2 37.7 33.0 14.1 10.3 4.5 7.nx mr mx .5 28.0 11.0 7.3 53 48 42.

2 14.0 45.5F lx .2 12.8 23.0 12.3 137 11.5 20.3 17.6 6.1 17.6 16.4 18.8 22.4 11.9 25.9 67 6.1 27.8 1.7 5.6 18.6 26.0 1.4 2.9 14.8 24.25 30.6 2.5 5.7 73.5 1.4 23.6 14.0 27.4 26.3 18.1 19.3 19.6 2.3 75.1 10.2 201 14.0 5.1 39.3 20.3 10.2 16.2 14.0 20.3 16.6 26.9 32.2 13.3 195 13.5 5.9 3.0 17.7 14.5 45 58 73.1 5.8 27.0 16.0 36.7 17.0 0.1 16.1 11.9 22.2 5.8 24.8 11.3 2.9 15.5 115 9.109 UNESP(Bauru/SP) 2117 .0 118 247 6.5 13.9 10.7 0.8 11.3 10.9 6.1 14.5 56.3 17.0 16.2 2.3 22.4 52.5 105 6.1 33.5 66 6.8 29.4 10.9 71 6.8 19.2 11.4 67.8 5.4 30.2 38.0 9.4 2.3 2.5 61 23.1 1.2 16.2 22.6 11.3 16.0 18.2 5.0 22.3 0.4 37.2 15.6 0.6 39 32 17.9 9.8 31.1 15.4 30.9 0.4 7.6 1.2 63 47.3 14.6 81 2.8 11.5 49 22.9 95 8.7 26 21 15.0 83 7.0 106 9.5 15.7 66 75 11.2 62.8 23.5 62.6 31.6 89 98 11.6 55 47 19.8 5.3 2.6 15.1 9.1 8.3 12.7 18.6 5.1 5.5 0.0 11. ly My = P my Xr = P nr Xx = P = F1 lx P nx Xy = P ny 2.4 54.1 12.2 1.6 5.5 15.3 8.5 73 26.2 5.1 7.5 27.8 14.8 0.4 14.1 30.6 15.2 63.4 25.5 24.1 101 165 178 14.6 4.3 34.1 19.8 26.9 48.0 23.0 80 5.6 8.4 1.3 21.8 5.9 30.4 10.4 7.6 55.4 12.7 27.6 5.8 12.6 26.0 196 550 7.5 25.5 73 7.7 301 230 152 105 70 48 34 24 14.8 20.1 44.9 72 34.1 51.4 2.6 2.3 1.6 51.0 123 10.4 12.4 14. ly Mr λ= Carregamento 3 Mr = P mr Mx = P mx F1 (kN/m) P = 0.0 34.0 11.1 .7 30. lx Carregamento 1 Carregamento 2 - Xy ly ly lx Carreλ gamento mr mx my 1 -nr -nx -ny mr mx my 2 -nr -nx -ny mr mx my 3 -nr -nx -ny F F Xx + My (kN/m2) P = F lx .6 13.7 12.3 33.5 2.3 95 38 77 44.6 2.0 13.3 28.8 13.2 18.6 130 11.3 13.6 2.6 62.4 0.4 2.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto Tabela A-22 – Momentos fletores em lajes com uma borda livre.1 18.9 10.2 40.1 41.2 23.

6 35.2 68 - My = 1.8 18.4 34.0 112 22 2.1 63 22 2.2 54 13 3.3 91.2 12.ny + My (kN/m2) P mr 1.0 22.3 31.3 14.5 22 2.9 23.3 13.3 152 16.8 9.8 20 Xx = 0.6 17.0 141 15.2 12.8 120 0.25 77.3 109 11.4 14.3 7.3 19 2.2 12.2 .6 12.6 19.6 80.4 126 208 7.2 9.8 39.1 9.4 38.6 7.5 35 P nr 0.5 35.6 83.4 P nx 0.0 7.2 22 2.8 163 17.5 84 12 4.1 7.5 15.4 8.1 8.0 17.2 47.3 28.8 18.7 26.0 21 2.0 9.3 102 - P mx 1.4 34.8 9.4 22.3 15 2.3 46.2 28.6 7.3 34.2 27.my .0 99.4 6.9 35.6 Xy = 0.3 14.4 26.1 21 2.4 23.6 108 6.2 47.8 38.1 26.nx .3 P ny 0.9 119 12.110 UNESP(Bauru/SP) 2117 .1 20.9 22.6 19.0 59 Xr = 0.2 35.0 9.0 34.8 130 14.nx .6 7.1 250 My F1 (kN/m) P = F1 lx P = F lx .6 23.6 15.9 0.8 20.4 14.5 10.8 24.2 35.5 21.7 19.1 15.1 27.6 27.3 45.7 11.5 5.9 5.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto Tabela A-23 – Momentos fletores em lajes com uma borda livre.1 15.2 21.6 83.ny mr mx . lx Carregamento 1 Carregamento 2 - Xy F Xx ly ly Carregam.5 22 2. 1 2 Mr = lx λ mr mx my .2 7.8 15.2 14.8 63.4 7.8 7.1 7.3 24.6 33.3 165 - Mx = 1.8 15. ly Mr λ= - P my 1.1 85 22 2.3 262 ∞ 1.1 17 2.0 24.nr .nr .0 37.9 34.0 21.8 7.0 228 417 8.1 16.2 13.0 143 22 2.0 13.3 17.6 5.

40 0.28 0.26 0.28 0.63 0.19 0.20 0.48 0.21 0.0 0.3 0.40 0.53 0.6 0.14 0.111 UNESP(Bauru/SP) 2117 .20 1.16 1.17 0.39 0.46 0.24 0.27 0.33 0.10 0.42 0.50 0.32 0.40 0.27 0.20 0.49 0.15 0.52 0.36 0.32 0.52 0.66 .35 0.12 0.15 0.45 0.34 0.21 0.38 0.48 0.26 0.56 0.35 0.15 0.16 0.34 0.24 0.41 0.24 0.25 0.41 0.40 0.30 0.32 0.45 0.40 0.27 0.54 0.42 0.51 0.46 0.20 0.43 0. Vy Vy Vx Vx Vx λ= A-21 A-22 A-23 A-24 A-25 A-26 Vx A-22 A-21 Caso Vy λ Vx Vy Vx Vy Vx1 Vx2 Vy Vx Vy Vx1 Vx2 Vy Vx Vy ly 1.46 0.43 0.23 0.10 0.62 0.21 0.27 0.5 0.43 0.54 0.21 0.36 0.42 0.35 0.66 0.28 0.35 0.47 0.40 0.14 0.36 0.53 0.35 0.29 0.15 0.54 0.72 0.8 0.23 0.22 0.56 0.30 0.42 0.57 0.22 Vy Vy Vx Vx A-24 R x1 = p l x v x1 1.12 0.46 0.18 0.16 0.39 0.32 0.18 0.10 0.46 0.42 0.42 0.68 0.35 0.14 0.22 0.16 Vx1 Vx2 A-23 R x = p l x vx lx 1.28 0.5 0.40 0.34 0.7 0.50 0.36 0.16 0.31 0.32 0.26 0.39 0.44 0.38 0.28 0.42 0.26 0.19 0.26 0.38 0.18 0.22 0.24 0.20 0.27 0.51 0.26 0.64 0.37 0.37 0.3 0.59 0.13 0.49 0.62 0.24 0.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto Tabela A-24 – Reações de apoio das lajes com uma borda livre – Carregamento uniforme.48 0.34 0.32 0.84 0.32 0.31 0.36 0.44 0.32 0.37 0.23 0.38 0.2 0.34 0.41 0.23 0.18 0.42 0.45 0.41 0.34 0.9 0.26 0.23 0.18 0.37 0.39 0.54 0.34 0.38 0.30 Vx1 Vy Vx2 Vx A-25 Vx A-26 R x2 = p l x vx2 R y = p l y v y 0.1 0.4 0.29 0.50 0.24 1.28 0.51 0.50 0.30 0.36 0.34 0.18 0.23 0.44 0.25 0.22 0.51 0.30 0.80 0.45 0.29 0.4 0.18 0.41 0.

8 7.56 0.05 0.4 14.6 5.15).2 2.0 1.5 27.9 0.7 1.0 17.7 26.9 1.029 0.9 1.8 2.4 4.6 1.7 3.4 1.0 1.3 1.5 3.0 3.9 1.3 3.6 1.8 2.025 0.2 3.9 2.5 1.6 2.8 2.1 2.029 0.31 0.7 2.6 5.4 1.4 1.4 7.5 1.18 0.1 2.8 1.027 0.4 1.6 6.58 0.026 0.3 1.031 Dom.6 3.7 1.4 3.4 1.1 4.4 1.4 2.1 5.5 6.32 0.7 1.2 1.6 6.5 8.2 3.8 4.9 1.024 0.3 2.1 2.3 1.30 0.1 12. γc = 1.8 4.2 3.6 1.3 2.2 4.1 1.8 1.9 1.6 2.027 0.7 15.6 23.025 0.0 1.5 3.6 5.7 1.2 1.028 0.028 0.8 1.20 0.4 2.3 4.3 3.8 5.9 7.2 2.9 6.5 2.6 1.5 1.6 9.8 1.3 3.7 25.3 3.024 0.9 1.4 3.12 0.025 0.3 1.4 51.16 0.4 4.6 6.8 7.5 2.6 3.7 3.028 0.3 4.5 3.0 3.8 2.1 15.024 0.63 x d Kc (cm2/kN) Ks (cm2/kN) C15 C20 C25 C30 C35 C40 C45 C50 CA-50 137.9 10.4 3.9 34.2 4.1 2.9 12.7 4.026 0.7 9.4 1.5 3.1 1.1 3.8 6.9 4.3 11.7 1.7 5.025 0.40 0.027 0.4 5.5 5.4 20.9 3.4 2.8 6.7 9.024 0.0 8.1 3.4 1.1 8.6 4.3 4.8 2.2 6.9 2.3 3.35 0.3 1.3 1.9 28.9 3.3 13.1 10.25 0.5 2.8 9.9 2.1 2.9 0.3 2.7 4.6 2.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto Tabela A-25 .3 2.0 1.7 1.9 2.5 2.1 1.1 2.2 2.7 4.21 0.36 0.2 21.023 0.9 17.4 13.5 1.44 0.5 3.6 1.26 0.1 1.5 4.15 0.3 4.5 59.7 3.3 2.8 1.3 20.1 45.0 1.48 0.6 1.5 4.2 1.28 0.3 1.5 1.10 0.2 82.0 5.026 0.5 4.7 2.026 0.4 2.1 10.7 2.2 17.6 7.14 0.9 5.5 6.7 2.3 3.6 19.3 3.5 8.4 1.9 3.1 4.23 0.2 1.2 17.0 11.02 0.2 2.028 0.1 2.3 1.9 0.024 0.023 0.4 7.1 13.0 1.1 1.0 1.7 68.1 2.0 2.8 3.27 0.9 0.7 2.026 0.6 15.5 1.6 1.0 3.0 2.03 0.1 4.0 2.13 0.1 2.2 3.54 0.028 0.026 0.7 3.Valores de Kc e Ks para o aço CA-50 (para concretos do Grupo I de resistência – fck ≤ 50 MPa.29 0.7 1.6 3.6 2.7 2.7 41.2 1.11 0.8 1.0 41.2 1.9 4.9 2.0 2.52 0.9 0.6 1. FLEXÃO SIMPLES EM SEÇÃO RETANGULAR .8 14.2 3.025 0.5 8.9 7.8 69.8 1.5 1.7 1.17 0.6 2.4 9.1 1.3 2.9 1.030 0.7 2.5 7.023 0.8 1.0 2.9 5.4 4.7 3.6 7.8 7.9 10.2 8.01 0.5 2.34 0.0 23.9 2.7 3.5 1.7 2.3 4.5 1.4 5.3 6.030 0.8 13.2 2.4 2.1 3.030 0.0 10.1 1.9 3.06 0.2 3.0 8.8 1.5 4.7 3.09 0.6 9.2 3.6 1.9 2.5 1.4 2.8 3.2 5.2 2.8 3.8 2.8 20.7 8.04 0.3 2.3 2.024 0.1 1.6 1.027 0.33 0.1 1.7 3.2 51.2 3.025 0.42 0.19 0.9 4.3 6.2 1.60 0. 2 3 .6 5.2 2.0 1.5 2.4 1.023 0.0 0.4 3.2 3.7 2.0 6.0 11.024 0.1 3.023 0.0 1.1 6.025 0.112 UNESP(Bauru/SP) 2117 .025 0.1 2.3 2.9 1.9 5.3 34.62 0.22 0.1 5.3 1.9 1.5 1.025 0.9 103.2 1.7 10.07 0.4 3.9 2. γs = 1.6 1.8 2.9 5.9 3.031 0.1 2.026 0.4 2.0 1.6 2.9 4.8 1.4 3.5 1.37 0.2 7.2 2.6 1.1 12.2 2.6 4.8 1.9 3.029 0.3 7.4 1.2 5.45 0.1 2.7 4.3 1.2 3.6 4.8 14.50 0.7 6.7 1.ARMADURA SIMPLES βx = 0.1 3.1 10.9 23.027 0.9 34.8 4.8 6.026 0.8 14.1 5.9 3.9 1.1 2.027 0.4.0 1.1 6.08 0.026 0.38 0.6 2.46 0.024 0.5 5.4 11.8 1.9 16.8 7.2 2.4 2.1 2.6 2.1 1.2 46.8 1.2 5.7 5.5 2.4 4.8 1.3 4.1 29.024 0.024 0.1 2.1 2.2 1.5 2.9 4.1 4.24 0.

25 3.94 6.42 Elaborada por PINHEIRO (1994) Diâmetros especificados pela NBR 7480.57 18 0.33 13.73 1.00 3.16 12.64 24 0.15 1.91 1.05 1.25 1.58 2.62 4.43 7.33 2.42 10.33 5.67 2.31 3.67 15.42 3.55 6 2.08 3.52 3.88 9.20 26 0.2 5 6.71 1.35 7.86 16.86 4.35 3.46 4.00 5.69 12.55 7.00 3.5 1.26 1.00 6.21 20 0.43 2.36 10.94 4.18 1.00 22 0.78 4.46 0.50 7.42 10 1.00 6.11 1.56 8.69 1.80 1.77 1.63 14.50 11.71 5.32 5.79 2.71 17.5 2.95 1.82 2.40 13 1.60 2.73 2.14 1.17 6.86 4.09 14.10 3.14 11.77 4.89 13.94 6.85 2.5 1.54 2.11 3.58 6.93 8.00 22.86 30 0.67 1.80 2.5 25.83 1.99 1.15 14 0.14 6.92 3.68 5.67 2.57 5.33 5.08 28 0.73 9.49 0.67 10.64 5.81 1.31 7 1.00 8. 12.67 12.85 2.07 1.66 2.75 2.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto Tabela A-26 ÁREA DE ARMADURA POR METRO DE LARGURA (cm2/m) Diâmetro Nominal (mm) Espaçamento (cm) 4.83 19.55 0.61 0.42 0.41 9 1.33 6.05 1.62 8.20 6.71 15 0.5 2.17 3.11 1.26 2.39 2.63 4.27 3.113 UNESP(Bauru/SP) 2117 .77 1.46 2.50 5.81 7.50 4.87 1.13 3.22 3.67 4.21 1.63 0.79 .15 5.21 5.50 3.52 4.25 8.44 19 0.89 9.33 7.97 3.58 0.00 4.25 10.00 1.00 8.3 8 10 5 2.00 17 0.13 5.00 11 1.52 2.67 8 1.5 1.30 10.67 33 0.63 2.00 9.71 13.53 0.5 0.26 8.43 2.25 5.98 2.81 4.92 1.85 6.08 4.33 25 0.5 1.00 16.86 4.79 1.27 12 1.23 17.73 20.33 16 0.54 2.31 2.12 1.85 7.

5 66 46 55 38 47 33 42 29 38 26 34 24 32 22 30 21 121 85 100 70 86 60 76 53 69 48 63 44 58 41 54 38 16 85 59 70 49 60 42 53 37 48 34 44 31 41 29 38 27 151 106 125 87 108 75 95 67 86 60 79 55 73 51 68 47 20 106 74 87 61 75 53 67 47 60 42 55 39 51 36 47 33 170 119 141 98 121 85 107 75 97 68 89 62 82 57 76 53 22. No Inferior: Boa Aderência lb Sem e Com ganchos nas extremidades As.3 33 23 28 19 24 17 21 15 19 13 17 12 16 11 15 10 61 42 50 35 43 30 38 27 34 24 31 22 29 20 27 19 8 42 30 35 24 30 21 27 19 24 17 22 15 20 14 19 13 76 53 62 44 54 38 48 33 43 30 39 28 36 25 34 24 10 53 37 44 31 38 26 33 23 30 21 28 19 25 18 24 17 95 66 78 55 67 47 60 42 54 38 49 34 45 32 42 30 12.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 114 Tabela A-27 COMPRIMENTO DE ANCORAGEM lb (cm) para As. As.calc e aço CA-50 nervurado Concreto φ C15 C20 C25 C30 C35 C40 C45 C50 (mm) Sem Com Sem Com Sem Com Sem Com Sem Com Sem Com Sem Com Sem Com 48 33 39 28 34 24 30 21 27 19 25 17 23 16 21 15 6.calc = área de armadura calculada 0. γs = 1.mín ≥ 10 φ 100 mm  γc = 1.15 .UNESP(Bauru/SP) 2117 .3 l b  O comprimento de ancoragem deve ser maior do que o comprimento mínimo: l b .ef = As.ef = área de armadura efetiva .4 .5 119 83 98 69 85 59 75 53 68 47 62 43 57 40 53 37 189 132 156 109 135 94 119 83 108 75 98 69 91 64 85 59 25 132 93 109 76 94 66 83 58 75 53 69 48 64 45 59 42 242 169 200 140 172 121 152 107 138 96 126 88 116 81 108 76 32 169 119 140 98 121 84 107 75 96 67 88 62 81 57 76 53 303 212 250 175 215 151 191 133 172 120 157 110 145 102 136 95 40 212 148 175 122 151 105 133 93 120 84 110 77 102 71 95 66 Valores de acordo com a NBR 6118/03 No Superior: Má Aderência .

4 .3 l b  O comprimento de ancoragem deve ser maior do que o comprimento mínimo: l b .4 50 35 35 24 29 20 25 17 22 15 20 14 18 13 17 12 16 11 51 35 44 31 39 27 35 24 32 22 29 21 27 19 4. As.2 61 43 43 30 35 25 31 21 27 19 24 17 22 16 21 14 19 13 73 51 60 42 52 36 46 32 41 29 38 27 35 25 33 23 5 51 36 42 30 36 25 32 23 29 20 27 19 25 17 23 16 88 61 72 51 62 44 55 39 50 35 46 32 42 29 39 27 6 61 43 51 35 44 31 39 27 35 24 32 22 29 21 27 19 84 59 73 51 64 45 58 41 53 37 49 34 46 32 7 102 71 71 50 59 41 51 36 45 32 41 28 37 26 34 24 32 22 96 67 83 58 74 51 66 46 61 42 56 39 52 37 8 117 82 82 57 67 47 58 41 51 36 46 33 42 30 39 27 37 26 99 69 87 61 79 55 72 50 67 47 62 43 9.mín ≥ 10 φ 100 mm  γc = 1.5 139 97 114 80 97 68 80 56 69 48 61 43 55 39 50 35 47 33 43 30 Valores de acordo com a NBR 6118/03 No Superior: Má Aderência .15 .Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 115 Tabela A-28 COMPRIMENTO DE ANCORAGEM lb (cm) para As. γs = 1.ef = As.calc = área de armadura calculada 0.calc e aço CA-60 entalhado Concreto φ C15 C20 C25 C30 C35 C40 C45 C50 (mm) Sem Com Sem Com Sem Com Sem Com Sem Com Sem Com Sem Com Sem Com 41 29 35 25 31 22 28 20 26 18 24 17 22 16 3.UNESP(Bauru/SP) 2117 .ef = área de armadura efetiva . No Inferior: Boa Aderência lb Sem e Com ganchos nas extremidades As.