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ESCOLA EDUCACIONAL TÉCNICA SATC – EDUTEC

Disciplina na modalidade a distância

APOSTILA DE CONCENTRAÇÃO E SEPARAÇÃO SÓLIDO - LÍQUIDO

Professor Tutor: Alberto G. Fronza

CRICIÚMA – SC

Escola Educacional Técnica SATC .EDUTEC Diretor João Luiz Novelli Coordenadora Geral Ensino Médio/ Técnico Maria da Graça Cabral Coordenadora EaD Izes Ester Machado Beloli Orientadora Pedagógica Ana Alíria da Silva Peres Coordenador do Curso José Roberto Savi Professor Conteudista Júlio Cezar Quintão Gomes Designer Instrucional Patrícia Medeiros Paz Diagramadores Flavia Giassi Patel Revisoras Ortográficas Flávia Giassi Patel .

.................... 37 TÓPICO 2: EQUIPAMENTOS PARA CONCENTRAÇÃO GRAVÍTICA ............................................................................................................................................................................. 87 CHECK LIST .................... 13 TÓPICO 4: CONDICIONAMENTO ............................................................................ 83 TÓPICO 3: PRINCIPAIS APLICAÇÕES ............ 80 TÓPICO 2: TIPOS DE EQUIPAMENTOS .............27 TÓPICO 7: VARIÁVEIS COMUNS DE FLOTAÇÃO .................................... 88 UNIDADE 4: SEPARAÇÃO SÓLIDO ................................................. 57 EXERCÍCIOS ................................................................................................................................................................................. 41 TÓPICO 3: CONSIDERAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE CONCENTRAÇÃO GRAVÍTICA .................................. 86 EXERCÍCIOS ........................... 90 ..................................................................................................................................................................... 36 TÓPICO 1: MECANISMOS DE CONCENTRAÇÃO ....................... 89 TÓPICO 1: INTRODUÇÃO ... 76 CHECK LIST ................................................................................................ 32 CHECK LIST ..........21 TÓPICO 6: ROTINAS DE FLOTAÇÃO....... 05 UNIDADE 1: CONCENTRAÇÃO POR FLOTAÇÃO ....................................................................................................................................................................... 15 TÓPICO 5: EQUIPAMENTOS DE FLOTAÇÃO............................................... 30 EXERCÍCIOS .............................................................. 35 UNIDADE 2: CONCENTRAÇÃO GRAVÍTICA............................................................................ 07 TÓPICO 1: CONCEITOS................................................................................................................................................................... 78 UNIDADE 3: CONCENTRAÇÃO POR SEPARAÇÃO MAGNÉTICA ..............................SUMÁRIO APRESENTAÇÃO ......................................................... 09 TÓPICO 2: MECANISMOS DE FLOTAÇÃO .............................................................................................................................................. 90 TÓPICO 2: ESPESSAMENTO ...............................................LÍQUIDO ..................................................................................................... 79 TÓPICO 1: INTRODUÇÃO....................................................................... 11 TÓPICO 3: PRODUÇÃO POR FLOTAÇÃO ................. 55 TÓPICO 4: CONCENTRAÇÃO POR MEIO DENSO ................................................................

............................................................................................................................................ 106 GABARITO COMENTADO .................................................................... 95 TÓPICO 4: FILTRAÇÃO ............................................................................................................................................................ 107 REFERÊNCIAS ................ 105 CHECK LIST ............ 112 ................................................................TÓPICO 3: HIDROCLONES ..................................................................................................... 98 EXERCÍCIOS ...................

não esqueça que há um prazo limite para a conclusão desse processo. as variáveis e suas aplicações. mas você poderá organizar seus momentos de estudos com autonomia. na modalidade a distância. suas variáveis. os equipamentos de concentração. bem como as rotinas ou os arranjos mais comuns para esta atividade de concentração. Já a Unidade 3 tratará da concentração por separação magnética. veremos os mecanismos da concentração gravítica. Em seguida. equipamentos. as online. os fatores e variáveis de separação além dos equipamentos utilizados. os equipamentos utilizados. Por fim. conforme os horários de sua preferência. na Unidade 4. estudaremos as formas de separação sólido/líquido. Vejamos quais são eles e os seus respectivos significados: . Perceba que a margem externa das páginas dos conteúdos são maiores. Esse material também dispõe de vários ícones de aprendizagem. A carga horária desse componente é de 152 horas/aula. publicadas pelos professores no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA). as variáveis e aplicações principais. os quais destacarão informações relevantes sobre os assuntos que você está estudando. os reagentes utilizados. e possíveis trabalhos solicitados pelo educador. Elas servem tanto para você fazer anotações durante os seus estudos quanto para o professor incluir informações adicionais importantes.5 APRESENTAÇÃO Bem-vindo(a) ao componente curricular Concentração e Separação Sólido Líquido do curso Técnico de Mineração. da SATC. Então fique atento as datas para realizar as avaliações presenciais. na Unidade 2. os critérios. os mecanismos. Para o estudo dessa apostila você terá auxílio de alguns recursos pedagógicos que facilitarão o seu processo de aprendizagem. No entanto. Na Unidade 1 estudaremos os conceitos de concentração por flotação.

de livros que possam complementar o seu estudo sobre os conteúdos. empenho e disciplina. Você poderá entrar em contato sempre que sentir necessidade. e no sequenciamento dos mesmos. Apresenta Apresenta os conteúdos mais exercícios sobre cada unidade. você deve estudar mais antes de entrar nas outras unidades.eadedutec@satc. da apostila. seja pelo email tutoria. você também poderá contar com o acompanhamento de nosso sistema de Tutoria.edu. Apresenta curiosidades e Traz endereços da internet ou informações indicações complementares sobre um conteúdo. Ainda é bom lembrar que além do auxílio do professor. Bom estudo! . Pois é por meio delas que os professores passarão a você todas as orientações sobre a disciplina. Desejamos um bom desempenho nesse seu novo desafio. Apresenta a fonte de Traz perguntas que auxiliam pesquisa das figuras e as você na reflexão sobre os citações conteúdos presentes na apostila.6 ÍCONES DE APRENDIZAGEM Indica a proposta de Mostra quais conteúdos serão aprendizagem para cada estudados em cada unidade unidade da apostila.br ou pelo telefone (48) 3431 – 7590/ 3431 – 7596. E não esqueça: estudar a distância exige bastante organização. Se houver alguma dúvida sobre algum deles. Lembre-se também de diariamente verificar se há publicações de aulas no Portal. relevantes que você deve ter aprendido em cada unidade.

 identificar os mecanismos diferenciadores e fatores para a sua aplicação em concentração mineral.7 UNIDADE 1 CONCENTRAÇÃO POR FLOTAÇÃO Objetivos de Aprendizagem Ao final desta unidade você deverá:  identificar o que é flotação.  identificar os reagentes de flotação empregados e os principais equipamentos.  identificar as rotinas e variáveis comuns de flotação. TÓPICO 1: CONCEITOS TÓPICO 2: MECANISMOS DE FLOTAÇÃO TÓPICO 3: PRODUÇÃO POR FLOTAÇÃO TÓPICO 4: CONDICIONAMENTO TÓPICO 5: EQUIPAMENTOS DE FLOTAÇÃO . organizados de modo a facilitar sua compreensão dos conteúdos. Plano de Estudos Esta unidade está dividida em sete tópicos. sua importância em concentração mineral.

8 TÓPICO 6: ROTINAS DE FLOTAÇÃO TÓPICO 7: VARIÁVEIS COMUNS DE FLOTAÇÃO .

Nisto reside a seletividade característica da flotação. . entre as espécies presentes. mediante tratamentos “físico-químicos”. Aplicada ao domínio do tratamento de minérios. em geral. a flotação se destaca por tornar possível a separação de espécies mineralógicas uma em relação às outras. não conseguem. a flotação assume alto grau de importância. de um modo geral. Sendo assim. por uma exigência da liberação das partículas minerais presentes. Outra grande importância da flotação é a de separar partículas com alto grau de subdivisão que pode alcançar a faixa de milésimos de milímetros. independentemente da sua densidade ou outras características como a forma da partícula. pois os minerais.9 TÓPICO 1 CONCEITOS O que é flotação? Flotação é um processo de separação aplicado a Este conceito foi retirado da Apostila de Flotação de Elias Fagury Neto. química de superfície. e que a torna o mais importante método de separação de partículas minerais. que explora diferenças nas características de superfície. devem ser reduzidos a estas faixas granulométricas. uma polpa. Os fundamentos das técnicas que exploram como físico-química das interfaces. química das interfaces ou propriedades das interfaces. que os métodos densitários. partículas sólidas. tamanho que os métodos densitários não conseguem ou são ineficientes. suspensas em uma fase aquosa.

Criação da máquina de flotação. uma espécie “apolar”.ebah. a capacidade de se molhar pela água. A seletividade do processo de flotação se baseia no fato de que a superfície de diferentes minerais pode apresentar distintos graus de “hidrofobicidade”. Diversos reagentes desenvolvidos. O conceito de hidrofobicidade de uma partícula está associado a sua “umectabilidade” (capacidade de se molhar) ou “molhabilidade” da sua superfície pela água.br/cont ent/ABAAABVuAAE/flotacao -liberacao . avaliação das diferenças de flotabilidade dos minerais.10 veja na tabela abaixo os eventos que foram importantes para a flotação: Ano Pesquisador Desenvolvimento 1860 Haymess/Inglaterra 1896 Elmore/Inglaterra 1901/2 Potter/Austrália 1905 De Bavaris/Australia 1910 Houver/Inglaterra 1929 Gaudim/EUA 1910/1930 Vários 1961 Tremblay/Canada 1980/ Vários Flotação por óleo. a fase líquida é sempre a água. Nos sistemas de flotação. Flotação por espuma com óleo. afinidade com a água. uma espécie “polar”. Primeiro processo industrial de flotação a óleo. Aplicação da coluna em escala industrial para diversos tipos de minérios. Assim. sempre constituído pelo ar. Este texto foi retirado do site: http://www.com. Controle do pH na flotação por espuma. e a fase gasosa. Desenvolvimento da coluna de flotação. O conceito oposto a “hidrofobicidade” é designado como “hidrofilicidade”. Primeiro processo industrial por espuma. partículas mais “hidrofóbicas” são menos molhadas pela água.

A separação entre partículas naturalmente hidrofóbicas e as partículas naturalmente hidrofílicas é muito fácil sendo somente necessário que se faça a passagem de um . podemos resumir que um processo de flotação em espumas consiste essencialmente das seguintes etapas fundamentais:  na formação de uma polpa aquosa dos minérios finamente moídos. que é sempre a úmido e uma operação contínua. Dessa forma. TÓPICO 2 MECANISMOS DE FLOTAÇÃO Entre os minerais encontrados na natureza. uma substância “hidrofílica”. tendo maior afinidade com o ar do que com a água. Por outro lado. o que promoverá a geração desta espumação.  promover a espumação da polpa. etapa esta obtida após a etapa da moagem. é aquela cuja superfície é “polar”. pirofilita. muito poucos são naturalmente hidrofóbicos (grafita.  na adição à polpa de reagentes adequados e a necessária agitação desta homogeneização. talco. mediante adição de um reagente espumador e a necessária passagem de ar. indicando maior afinidade com a água do que com o ar. geralmente entre 15 e 50% de sólidos em suspensão. molibdenita. etapa polpa para uma denominada de condicionamento. alguns carvões e o ouro nativo).11 Uma substância “hidrofóbica” pode ser melhor caracterizada como aquela cuja superfície é essencialmente “não-polar”. numa diluição conveniente.

a adição de um reagente que deixe a espuma estável. Para que ocorra a adesão das partículas às bolhas. os minerais que são naturalmente hidrofílicos podem ter a sua superfície tornada hidrofóbica por meio da aplicação e emprego de reagentes conhecidos como coletores. pela sua vastíssima aplicação em todo o mundo da mineração. que são os denominados modificadores ou reguladores. quando se tem somente o recobrimento.  controlar a dispersão das partículas na polpa. As ações desses reagentes são as mais diversas:  ajustar o pH da polpa. que reagem superficialmente por meio de um recobrimento superficial de adsorção. sem que haja qualquer reação química superficial nas partículas minerais. sendo que as hidrofílicas permanecerão em suspensão na polpa.  facilitar e tornar mais seletiva a ação do coletor sobre os minerais de interesse. é devida que. O pequeno número de minerais naturalmente hidrofóbicos seria um indicativo da restrição ao emprego do método de flotação para a sua produção. se faz necessário. Para que as partículas hidrofóbicas sejam “carreadas” pelo ar.12 fluxo de ar pela polpa contendo partículas. . Na maioria dos processos de flotação. a simples passagem do fluxo do ar não é suficiente para que ocorra a formação de bolhas suficientemente estáveis. a seletividade do processo requer o emprego de substâncias de origem orgânica ou inorgânica. há uma adesão destas às bolhas de ar. Muitas vezes. o que ocorre. reação de ativação. mas. este reagente é denominado de espumante.

A legislação ambiental está cada vez mais rigorosa e severa. impondo a produção mineral por flotação.  equipamentos: inovações na área com aumento da capacidade de produção das células tradicionais . atualmente. mais finas. TÓPICO 3 PRODUÇÃO POR FLOTAÇÃO Devido aos teores decrescentes dos minérios.reduzindo o custo de energia consumida e a utilização de máquinas com grande tecnologia.13  tornar os minerais hidrofílicos não reativos à ação do coletor. para se obter a liberação efetiva dos minerais do minério. circuitos mistos combinando flotação com outras técnicas de concentração com a magnética ou . mais de 100 m³ . reação de depressão. tem-se muitas vezes que adequar a granulometrias cada vez menores.  circuitos: diversas modificações como as linhas distintas para tratamento de grossos e finos. para se ter uma produção a custos baixos e produtos competitivos. requerendo medidas cada vez mais rigorosas e investido sempre em novas tecnologias. a necessidade de se tratar minérios muito complexos. como as células de coluna de flotação. tendo a necessidade de manter os produtos em níveis competitivos. algumas medidas tem sido tomadas:  novos reagentes/novas aplicações de reagentes: objetivar menor custo sem prejudicar a seletividade e recuperação do processo. Dessa maneira.passou de 1 m³ (1950) para 90 m³ (1980) e.

. Na verdade. o tamanho do corte é determinado em cada processo.14 gravimétrica. No extremo oposto encontram-se os minérios de cobre dos quais se recupera o molibdênio (molibdenita) com teores de 0.001mm são os denominados ultrafinos. para se obter o tamanho de liberação das partículas. Apesar das lamas serem prejudiciais em todos os sistemas de flotação. na faixa que se inicia entre 150 ( 0. Lamas são os finos de minério.  as perdas do mineral útil em comparação ao menor consumo de reagentes e uma melhor seletividade. gerados na operação da moagem. A flotação aceita uma enorme flexibilidade em termos de teor de minério tratado. A faixa granulométrica das partículas está entre 1 mm (carvão) e 0.100mm) e 500 (0.010mm) e 0. causado pelo recobrimento da superfície mineral pelas lamas indiscriminadamente.02%. devido principalmente ao consumo exagerado de reagentes e a perda de seletividade no processo. Tem-se como exemplo os teores de carvões de até 80% de carbono e Magnesita com carbonato de magnésio acima de 90%. ou a substituição das células convencionais por colunas de flotação ou a combinação do uso de ambas as células. há a necessidade de se efetuar a deslamagem.05 mm. que constituem a faixa denominada de lamas. A definição sobre a deslamagem leva a dois fatores importantes:  os custos da operação devido ao consumo dos reagentes. O limite inferior da faixa granulométrica está relacionado aos conceitos das lamas. Entre 500 (0.010mm).

Isto deve ocorrer em uma espécie mineral. com velocidade controlada. Esta denominado operação ocorre condicionador. para permitir que as partículas não se sedimentem e que possam entrar em contato com o reagente no tempo determinado de condicionamento. acionada por um motor. bem como o emprego de equipamentos mais eficientes em trabalhos de produção com finos de minério. a num etapa equipamento é denominada condicionamento. TÓPICO 4 CONDICIONAMENTO O que é necessário para que ocorra a separação por flotação? O pré-requisito para que ocorra a separação por flotação é a seletividade do recobrimento das partículas minerais pelo reagente coletor. e deve-se evitar o recobrimento das outras espécies presentes. veja a figura de um condicionador: . Esse equipamento nada mais é que um tanque vertical com uma hélice central.15 Os problemas ambientais decorrentes da deslamagem têm levado a uma redução do tamanho do corte de finos.

em outras situações. O reagente utilizado é o ativador. dando ao coletor melhor condição de recobrir unicamente a espécie de interesse.16 No condicionador ocorrem as reações necessárias para que uma parte. sem modificar as demais. constituída pelo mineral útil ou mineral minério. então. não absorvem nenhuma espécie mineral. tornando esta coleta mais seletiva. uma substância que haja seletivamente a superfície do mineral de interesse. deve-se adicionar. tornando-a atrativa ao coletor. Há casos dos coletores serem muito reativos e tendem a recobrir indistintamente as partículas minerais de todas as espécies presentes. Este reagente auxiliar é o depressor. diminuir o consumo de água. pois torna as partículas dos outros minerais hidrofílicas. deve ser adicionado um reagente auxiliar. à polpa. Alguns coletores. dispersas na polpa. A substância capaz de adsorver à superfície deste mineral e torná-la hidrofóbica é o coletor e o mecanismo de adsorção e geração de hidrofobicidade é denominado coleta. diminuir o efeito de corrosão dos equipamentos. Existem outros reagentes que podem ser adicionados para outras funções: diminuir o consumo de coletores. tornando-as seletivamente hidrofóbicas. não sendo seletivos. Neste caso. . tenham as suas partículas recobertas.

O tempo de condicionamento necessário deverá ser suficiente para que ocorram as reações químicas de superfície. ou em casos de horas. bem como o consumo de reagentes são diretamente afetados por uma diminuição do tempo de condicionamento. evitando o seu aumento ou diminuição. A dosagem e a alimentação dos reagentes podem ser em pontos diferentes dentro do circuito. o pode acarretar problemas na recuperação e no consumo dos reagentes. Desta forma. Este tempo varia de fração de minuto ( caso dos reagentes seemr adicionados na entrada das células). Um caso oposto são as . quando se adiciona na alimentação da moagem. o tempo deverá ser sempre o mesmo durante o processo. a coleta é tão lenta. são utilizados reagentes espumantes. O tempo médio de condicionamento. Já os Xantatos. denominados reguladores. Estes reagentes regulam a acidez ou a alcalinidade da polpa. o tempo é o definido pelo condicionador. que devem ser adicionados na entrada do circuito de moagem. conforme o tempo desejado para o circuito. consistente e adequada as finalidades do processo. o que pode aumentar ou diminuir o tempo final de condicionamento. oscila de 3 a 5 minutos.17 O controle do pH também é uma das variáveis importantes que afetam a coleta. A recuperação do mineral minério. na maioria dos casos. alguns reagentes de coleta como os Ácidos Graxos. O condicionamento deve ocorrer em baixa diluição (alto teor de sólidos em suspensão na polpa). o que aumenta a probabilidade do reagente e as partículas se encontrarem em menor tempo. Para que a espuma gerada seja estável.

Coletores São distinguidos entre a função da carga iônica.  líquidos puros ou solução : bombas dosadoras ou dosador rotativo. carga que os classifica em:  coletores aniônicos. cuja coleta é tão rápida. na entrada das células de flotação. Os espumantes são sempre adicionados após o condicionamento. . Reagentes de Flotação Os reagentes de flotação possuem algumas classificações. Vale reforçar que a adição dos moduladores (ativadores ou reguladores) e o controle do pH devem ser adicionados sempre antes da adição do coletor. que são adicionadas nas entradas das células de flotação. minerais oxidados e os nãometalicos.18 Aminas.  ácidos graxos e seus sabões: são coletores de minerais salinos. A dosagem dos reagentes pode ser processada da seguinte forma:  pós finos ou grossos : alimentadores vibratórios ou por correia. as quais serão explicadas detalhadamente a seguir.

 tiocarbamatos: tem propriedades coletoras e emprego análogo aos xantatos. animais ou minerais. Tungstênio.  mercaptanas: são coletores seletivos para sulfetos de cobre e zinco além dos minerais oxidados. mas. São óleos ou gorduras vegetais.  xantatos: são coletores de sulfetos e metais nativos. O seu uso é restrito devido ao seu odor ser muito forte. não podem ser usados em meio ácido e devem ser adicionados no circuito da moagem. Deve ser adicionado no circuito da moagem. Fluorita.  sulfonatos: tem a mesma função dos sulfatos de alcoíla ou arila.19 Fosfatos. Oxido de Manganes. O seu custo é muito mais elevado.  sulfatos de alcoíla ou arila: esses reagentes competem com os ácidos graxos nas mesmas aplicações. podem coletar sulfetos. são menos seletivos que os coletores aniônicos e muito mais influenciados pelos modificadores de coleta (ativadores e reguladores .  tiouréias: é excelente coletor para a galena (sulfeto de zinco) em relação à pirita (sulfeto de ferro). sendo o custo o maior fator na escolha e emprego deste coletor. com menor eficiência e consumo maior que os xantatos. pois é muito pouco solúvel. pois requerem longo tempo de condicionamento. Barita.  Coletores catiônicos: são as aminas e seus acetatos. sendo aplicados para os mesmos minerais.

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de pH). Suas aplicações são na flotação de não
metálicos: quartzo, feldspato, silicatos, talcos,
micas, etc. A principal variável operacional é o pH
e o efeito da presença das lamas é nocivo ao
processo de concentração por flotação.

Espumantes

São compostos orgânicos.

os álcoois, aldeídos, acetonas e aminas.

Produtos Naturais

O óleo de pinho é um espumante de uso tão
generalizado que seu aroma é associado à própria operação
da flotação.
É um reagente compatível com a maioria dos
coletores e tem preço baixo, sendo usado preferencialmente
em circuitos com pH alcalino. O óleo de eucalipto e outros
óleos essenciais naturais são citados na literatura mineral, mas,
raramente usados.

Produtos de Síntese

São os álcoois e o MIBC (Metil-Isobutil-Carbinol),
o último o mais usado nos circuitos, pois de uma maneira
técnica, permite uma boa drenagem da ganga, facilitando a
seletividade do processo.

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Reguladores

O critério econômico é o mais preponderante na
escolha do reagente e também os mais usados. O meio ácido,
usa-se o ácido clorídrico e o sulfúrico; meio alcalino, usa-se
frequentemente, a barrilha leve, soda e cal.

Moduladores

São os sais metálicos utilizados para ativar ou
deprimir as espécies minerais presentes, tornando assim a
coleta, pelo coletor, mais seletiva.

amido, tanino ou quebracho.

O consumo dos reagentes é definido conforme
análises previamente executadas em laboratório e variam de
processo.
Os coletores podem ser adicionados a partir de 10 a
500 g/ton de minério, e os espumantes de 30 a 100 g/ton de
minério.

TÓPICO 5
EQUIPAMENTOS DE FLOTAÇÃO

Células de Flotação Mecânicas

Pelo que se tem estudado, o meio essencial para o
processamento da flotação por espumas, na verdade, é um
simples tanque com a superfície superior livre para a
atmosfera, dentro do qual se gere uma massa de bolhas que
possa entrar em contato com as partículas minerais já

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condicionadas, de modo a se ter à superfície a espuma
mineralizada com as partículas previamente coletadas.
Qualquer que seja o tipo de célula de flotação,
indiferentemente do número de subdivisões de câmaras na sua
composição, a sua função essencial é:
 espumação: formação de massa de bolhas;
 agitação: movimento conveniente e suficiente
para que a polpa e as bolhas se misturem,
gerando contatos que resultem na adesão e
ascensão

das

bolhas

mineralizadas

até

a

superfície livre.

Todos os equipamentos modernos realizam estas
duas funções conjuntamente, a agitação da polpa combinada
com o arejamento necessário para promover a espumação.

na figura abaixo temos um exemplo de célula
de flotação convencional, modelo Wemco:

23 Cada unidade é denominada célula. Num banco de células. onde se tem um dispositivo que regula o nível da polpa dentro das células. arrastado pela corrente da polpa. numa extremidade. Assim temos dois fluxos: um deprimido. O material deprimido. é instalado um compartimento onde se faz a alimentação desse banco. formando o chamado banco de células. da espuma mineralizada com o mineral coletado pelas bolhas. isto é. podendo-se utilizar células individuais ou agrupadas. transbordando sobre calhas ao longo do banco. Num banco de células. que segue da alimentação até a descarga. na figura abaixo temos um banco esquemático de células: A espuma sobe e é descarregada pela frente ou também pela parte de trás. um compartimento de descarga. atualmente. Essas máquinas descritas são conhecidas como mecânicas e existem vários modelos quanto ao formato da . sendo que a polpa segue livre da primeira até a última do banco. que segue o fluxo das calhas na usina. duas a duas ou em número maior. segue pelo banco e é descarregado pelo compartimento de descarga ou caixa de descarga. e na extremidade oposta. e o outro. não existe mais divisória entre elas.

 zona de limpeza: situada da interface polpaespuma até a descarga da espuma no topo da coluna. na base inferior da coluna. Existem também as colunas de flotação com grande avanço tecnológico. uniformemente.24 célula. capazes de flotar minérios mais finos ou grossos que as mecânicas ou convencionais. sendo mais seletivas. Basicamente a coluna de flotação consiste de duas zonas distintas na sua operação:  zona de coleta: situada entre a entrada de ar na base da coluna até a interface polpa-espuma. entre água de lavagem e material flotado. . com menor área ocupada e o número de unidades em operação. ao projeto do conjunto rotor-estator e outros aspectos mecânicos ou funcionais como a descarga de espuma nos dois lados da célula. Na zona de coleta as partículas da alimentação entram em contato em fluxo contracorrente com as bolhas de ar geradas que são distribuídas. e. Colunas de Flotação Este equipamento é caracterizado pelos fluxos em contracorrente entre ar e material não flotado. As partículas hidrofóbicas são transportadas para a camada de espuma no topo da coluna enquanto as partículas hidrofílicas são retiradas pela saída dos rejeitos na base da coluna.

. melhorando a seletividade.25 a figura abaixo ilustra uma coluna de flotação: A camada de espuma recebe água por um chuveiro com o objetivo de lavar a espuma. eliminando as partículas de rejeito que tenham sido arrastadas.

5 e 1. o que não impede de flotar partículas grossas.  tamanho das partículas: trabalha com partículas muito finas. favorecidas pelo sistema de lavagem. As colunas de flotação comerciais apresentam diâmetros que variam de 0.  água de lavagem: a sua presença aumenta a possibilidade de se ter maior seletividade sem a perda da recuperação.  sistema de geração das bolhas.  altura da camada de espuma: normalmente trabalham entre 0.  ausência da agitação mecânica da polpa.5 mm.5 a 4.5 e 1.26 As principais diferenças entre uma coluna de flotação e uma célula mecânica são:  presença da água de lavagem da camada de espuma. sem variações.  tamanho das bolhas: o diâmetro deve estar entre 0.0 metros e altura entre 9.  fluxo de ar: o mais regulado possível. sendo que bolhas muito pequenas diminuem a recuperação. A taxa de alimentação não deve exceder a capacidade da coluna. .0 metro de camada. Camadas maiores são usadas para processos com maior seletividade. A altura da camada com a água de lavagem são duas variáveis de alta eficiência para uma maior seletividade.0 e 15. As principais variáveis de operação e das características de construção de uma coluna de flotação são:  fluxo da polpa: não deve apresentar pulsações ou variações.0 metros.

 menor consumo de energia. Uma maior diluição pode melhorar a seletividade.  menores custos de manutenção. por isso. Essas combinações básicas obedecem a dois princípios gerais: .  substituição de bancos de células mecânicas por uma coluna. diminuindo a recuperação. TÓPICO 6 ROTINAS DE FLOTAÇÃO O que são rotinas de flotação? São certas combinações de circuitos de flotação já consagrados pela experiência e que.  melhor seletividade.  espaço reduzido. São muitas as vantagens da utilização da coluna de flotação:  aumento de recuperação. mas pode diminuir o tempo de residência na coluna. alimentos. entre outras. encontram aplicação na técnica da operação por flotação.  aplicação em várias áreas industriais: química.  fabricação e operação de grandes unidades.  menores trocas de peças de reposição. efluentes.  custo de fabricação menor.27  % sólidos na polpa: pode trabalhar com uma faixa de 15 a 50% de sólidos.

com a finalidade de limpá-lo das impurezas que possa conter.  fase 2: recuperação ou esgotamento (SCAVENGER) –se obtém um produto flotado a partir de uma polpa já passada em células da fase 1.  a pureza do mineral coletado pela espuma é incompatível com a máxima captação dos úteis da polpa.28  a flotação é uma operação de reiteração das oportunidades dos contatos entre as bolhas e as partículas. leva a existência de três fases básicas no processo de flotação:  fase 1: desengrosso ROUGHER)produto ou preparação ( se procura emobter um primeiro coletado. Desta forma deve-se proporcionar o máximo de oportunidades para tais contatos. mesmo que contenha impurezas de estéril. proporcionar a passagem da mesma polpa por várias células de flotação de modo a possibilitar que todos os seus úteis sejam coletados pelas bolhas da espuma.  fase 3: limpeza ou apuração ( CLEANER) – reflota-se o produto flotado na fase 1. Para se garantir o máximo de recuperação. obter-se um concentrado. é necessário arriscar a coleta de algum estéril e. assim. As aplicações desses dois princípios gerais. . poderá ser purificado por etapas de processamento posterior. mesmo que impuro.

 etapa 4: a partícula não pode desprender-se das bolhas durante o percurso ascendente.  etapa 5: a partícula deve permanecer dentro da espuma e ser recolhida ou escorregar para a calha de concentrado. que serão apresentadas a seguir e que dependem de uma sucessão de eventos independentes:  etapa 1: a partícula deve entrar em contato com o coletor.29 as fases citadas anteriormente são explicadas na figura abaixo: Um circuito típico de um processo por flotação é descrito como um evento de uma partícula de mineral útil que passa por etapas.  etapa 3: a partícula coletada deve colidir com um número de bolhas de ar suficiente para torná-la leve a ponto de flutuar.  etapa 2: o coletor deve adsorver sobre a superfície da partícula. veja a seguir o fluxograma completo com as operações auxiliares vistas anteriormente: .

mas. a temperatura é importante porque influencia na reação de .30 TÓPICO 7 VARIÁVEIS COMUNS DA FLOTAÇÃO As variáveis consideradas mais importantes e que devem ser observadas com cuidado em qualquer circuito de flotação são:  tamanho de liberação: tamanho da partícula ao qual todos os grãos apresentem-se livres em mineral-minério ou ganga.  temperatura da polpa: no Brasil. dimensões e tipo de equipamento a ser utilizado no circuito.  densidade da polpa: é uma variável muito importante.  reagentes: dados experimentais que indicam o tipo e a quantidade a serem adicionados. as temperaturas médias no inverno normalmente não interferem na eficiência do processo. pois determinará o tamanho.  tempo de condicionamento: é um importante prérequisito para a seletividade e a coleta.

favorece ao desgaste das peças. normalmente não há necessidade de se deslamar.  deslamagem: o comportamento das partículas muito finas.31 flotação.  água: a água é um fator importante. . pois. 10 mícrons ( 0. Chegamos ao final de nossa primeira unidade e para pôr em prática o que estudamos até o momento. de maneira geral interfere na seletividade da flotação. o que também define o número de células a ser utilizado para que ocorra esta separação.  uniformidade do minério: a homogeneização é muito importante na alimentação do circuito em função da variação possível da dureza. resistência à moagem.  tempo de flotação: é o tempo necessário para que se tenha a separação do mineral-minério do mineral de ganga. na maioria dos minerais contidos no minério. sendo muito ácida ou muito básica.001 mm). com baixas temperaturas. teor. devendo a mesma estar isenta de sólidos em suspensão ou a presença de íons em solução. a viscosidade da água aumenta. diminuindo a solubilidade. Neste caso. Quando houver reutilização da água no processo. Em circuitos de minerais metálicos. deve-se aquecer a água antes do condicionamento. realize os exercícios a seguir. deve-se tomar o devido cuidado para que a água reutilizada esteja isenta de sólidos em suspensão ou ionizada.  corrosão: a presença de minerais abrasivos ou polpa. o que aumenta os custos operacionais.

Quais os principais tipos de reagentes? Qual a função de cada um deles? Em qual sequência deverá ser a sua adição num processo industrial? __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ 2. Com base nessa afirmação defina: a. tempo de condicionamento. qualidade da água requerida. __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ b. __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ .32 EXERCÍCIOS 1. Na etapa do condicionamento. __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ c. alguns fatores são muitos importantes para que a operação por flotação seja bem sucedida. percentual de sólidos na polpa.

__________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ 5. Como a agitação da polpa pode influenciar na recuperação do mineral útil num processo de flotação? _________________________________________________ _________________________________________________ _________________________________________________ _________________________________________________ _________________________________________________ . pode influenciar na recuperação do mineral útil. Explique como essa geração. Nas células de flotação a aeração é importante para se gerar as bolhas. Na flotação a presença de finos pode gerar perda na eficiência do processo. __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ 4.33 3. Explique como estes finos podem influenciar nessa eficiência. a maior ou menor.

34
6. A coluna de flotação tem ocupado o espaço das células
mecânicas em vários circuitos de flotação. Duas variáveis são
muito importantes na sua operação: altura da camada da
espuma e o fluxo da alimentação da polpa. Com base nessa
afirmação, explique como essas duas variáveis influenciam na
sua performance e como poderiam agir na seletividade e na
recuperação do mineral flotado.
__________________________________________________
__________________________________________________
__________________________________________________
__________________________________________________
__________________________________________________
__________________________________________________

7.

Num circuito de flotação, há uma sequência como

mostrado abaixo:

Desengrosso

Limpeza

Recuperação

Relimpeza

Rejeito Final

Concentrado Final

Descreva as diferenças que existem entre as etapas acima.
__________________________________________________
__________________________________________________
__________________________________________________
__________________________________________________
__________________________________________________
__________________________________________________
__________________________________________________
__________________________________________________

35

CHECK LIST

Nessa unidade você pode aprender:
 os princípios e condições para se proceder uma
concentração por flotação;
 os

principais

mecanismos

e

equipamentos

utilizados;
 os reagentes empregados para a concentração
por flotação;
 as rotinas e operações por flotação.

36
UNIDADE 2
CONCENTRAÇÃO GRAVÍTICA

Objetivos de Aprendizagem
Ao final desta unidade você deverá:
 identificar

os

fatores

e

características

de

concentração gravítica;
 identificar os mecanismos e os equipamentos
empregados na concentração gravítica;
 identificar os principais tipos de concentração
gravítica.

Plano de Estudos

Esta unidade esta dividida em quatro tópicos,
organizados de forma a facilitar sua compreensão dos
conteúdos.

TÓPICO 1: MECANISMOS DE CONCENTRAÇÃO
TÓPICO 2: EQUIPAMENTOS PARA CONCENTRAÇÃO
TÓPICO 3: CONSIDERAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS
DE CONCENTRAÇÃO GRAVÍTICA
TÓPICO 4: CONCENTRAÇÃO POR MEIO DENSO

uma partícula sofre a interferência das paredes do concentrador ou de outras partículas e. portanto. Assim.  ação de forças cisalhantes. partículas de diferentes densidades.  sedimentação retardada. Aceleração Diferencial Na maioria dos concentradores gravíticos. em algumas condições. tamanhos e formas são separadas uma das outras por ação da força de gravidade ou por forças centrífugas. seus mecanismos ainda não são perfeitamente compreendidos. desviada por uma superfície ou por outra partícula. Os principais mecanismos atuantes no processo de concentração gravítica são os seguintes:  aceleração diferencial.  velocidade diferencial em escoamento laminar. É uma das mais antigas formas de processamento mineral e. as partículas estão sujeitas a seguidas acelerações (e desacelerações) e. ou seja.  consolidação intersticial. esses períodos de aceleração podem . pode mover-se apenas por tempo e distância curtos antes que pare.37 TÓPICO 1 MECANISMOS DE CONCENTRAÇÃO Mas o que é concentração gravítica? A concentração gravítica pode ser definida como um processo no qual. apesar de tantos séculos de utilização.

Consolidação Intersticial Este mecanismo ocorre devido à formação de interstícios entre partículas grossas de um ou mais minerais. no final do impulso em um jigue (equipamento usado em concentração gravimétrica). que. este provocado pela sucção que se inicia. aumentando sua velocidade até alcançar um valor máximo. Sedimentação Retardada Uma partícula em queda livre em um fluido (água por exemplo) é acelerada por um certo tempo pela ação da força de gravidade. o leito começa a se compactar e as partículas pequenas podem. descer por meio dos interstícios sob a influência da gravidade e do fluxo de água descendente. Caso.38 ocupar uma proporção significante do período de movimento das partículas. A condição de sedimentação retardada. permanece constante. o sistema se comporta como um líquido pesado e a densidade da polpa é mais importante que a da água. prevalece. . se ao invés de água houver a sedimentação em uma polpa (água e minerais). ou com interferência. proporcionando liberdade de movimentação das partículas finas nos vazios formados. então. então. a velocidade terminal.

39 Velocidade Diferencial em Escoamento Laminar Este princípio se aplica à concentração em lâmina de água de pequena espessura até aproximadamente dez vezes o diâmetro da partícula. Esse este arranjo é o inverso do que ocorre na sedimentação retardada. pressões há uma tendência ao por meio do de plano cisalhamento e perpendicular a este plano. de cima para baixo em um plano inclinado: finas pesadas. O efeito resultante desses esforços de cisalhamento sobre uma partícula é diretamente proporcional ao quadrado do diâmetro da partícula e decresce com o aumento da densidade. Desse modo. A forma influencia esse arranjo com as partículas achatadas se posicionando acima das esféricas. sugerindo que uma classificação hidráulica (que se vale do mecanismo de sedimentação) do minério a ser concentrado por velocidade diferencial é mais adequada que um peneiramento. Ação de Forças de Cisalhamento Caso uma suspensão de partículas seja submetida a um cisalhamento desenvolvimento de contínuo. grossas pesadas e finas leves e grossas leves. podendo resultar na segregação das partículas. Quando partículas são transportadas em uma lâmina de água. as forças de Bagnold provocam uma estratificação vertical: partículas grossas e leves em cima. com as finas . O esforço de cisalhamento pode surgir de uma polpa fluindo sobre uma superfície inclinada ou ser produzido por um movimento da superfície sob a polpa ou ainda da combinação dos dois. elas se arranjam na seguinte sequência. seguidas das finas leves e grossas pesadas.

tem-se: CC = (7. considerando a densidade da água igual a 1. Onde o cisalhamento é. O critério de concentração (CC) é usado em uma primeira aproximação e fornece uma ideia da facilidade de se obter uma separação entre minerais por meio de processos gravíticos.1) = 3.0. . wolframita e quartzo. principalmente. podem ser usadas baixas vazões e menores ângulos de inclinação da superfície. desconsiderando o fator de forma das partículas minerais. devido ao movimento da superfície.5 g/cm³ e quartzo dl= 2.40 pesadas próximas à superfície do plano. Esse mecanismo de separação produz uma estratificação oposta à resultante da sedimentação retardada ou classificação hidráulica. maiores inclinações da superfície.5 . normalmente.94. requerendo-se. O critério de concentração originalmente. com base na experiência industrial aplicado à separação de dois minerais em água é definido como segue: CCp= ( dm – 1) / ( dl – 1) Onde:  dm e d são as densidades dos minerais pesado e leves. a relação acima assume os valores: Wolframita dm= 7.65 . no exemplo abaixo. sugerido por Taggart . respectivamente.65 g/cm³. a vazão tem que ser substancial para criar esforços de cisalhamento suficientes para uma separação. Quando o cisalhamento é promovido apenas pelo fluxo de polpa. com dois minerais.1)/(2.

pelo longo comprimento. difícil Separação possível até ¼” 1. conforme atestou Agrícola.41 A Tabela abaixo mostra o critério de concentração dos minerais e a facilidade de se fazer uma separação gravítica. difícil TÓPICO 2 EQUIPAMENTOS PARA CONCENTRAÇÃO GRAVÍTICA A seguir estudaremos detalhadamente os equipamentos para concentração gravítica. Calha Simples O uso de calha concentradora (sluice box) para o tratamento de cascalhos auríferos já era disseminado desde o século XVI. . diferenciando-se das calhas comuns.75 separação eficiente ate 100 1.5 .5 separação eficiente até 200 2. à concentração de aluviões auríferos.20 mas. variando de 50 a 300 m.70 .1. No sudeste asiático as calhas presentes nas instalações de concentração de cassiterita aluvionar são referidas como palongs. à primeira vista. descrevendo vários modelos de calhas em seu trabalho "De Re Metálica" publicado em 1556. adotando-se esse critério como parâmetro para escolha do método: Significado do Critério de Concentração (CC) CC Significado Maior 2. mas.1.1.75 . As calhas são aplicadas até hoje em várias partes do mundo.50 separação possível até 10.

A quantidade de água e a inclinação são reguladas para que os seixos passem.42 Uma calha consiste. enquanto as leves e grossas passam para o rejeito. por rolamento. sobre os riffles. feita. veja a seguir a seção transversal de uma calha simples e esquema de rifle( obstáculo) húngaro (normalmente empregado): As calhas simples são usadas para o beneficiamento de minério com faixa granulométrica muito ampla e onde o mineral valioso é de tamanho médio e grosso. O . Atualmente. no fundo da calha são instalados vários septos ou obstáculos (riffles). Em alguns casos. essencialmente. requer um tratamento adicional de limpeza em outro equipamento de menor capacidade. os obstáculos foram substituídos por carpete que são mais eficientes para aprisionar as partículas de ouro. de uma canaleta inclinada. arranjados de modo a prover alguma turbulência e possibilitar a deposição das partículas pesadas. O minério alimenta a calha na forma de polpa diluída. de madeira e de seção transversal retangular. normalmente. O pré-concentrado é removido manualmente da calha após interrupção ou desvio da alimentação. Inicialmente.

e devem atender a três objetivos:  retardar o mineral valioso. uma classificação por tamanho. por exemplo. para recuperação mais eficiente. As areias são mantidas em um estado de sedimentação retardada e consolidação intersticial pelo turbilhonamento da água e. é recomendável um fluxo menor. os riffles são de grande importância no processo. As partículas pesadas sedimentam por meio do leito até o fundo da calha.43 cascalho grosso é transportado ao longo das calhas por deslizamento e rolamento por sobre os riffles. pela vibração causada pelos seixos rolando por cima dos riffles.  proporcionar certo turbilhonamento da água para que haja separação mais eficiente entre os minerais com diferentes densidades. que sedimenta na parte inferior do fluxo.  formar uma cavidade para mantê-lo pelo tempo necessário. enquanto o cascalho fino move-se em curtos saltos logo acima dos riffles. borracha natural ou tecido grosso coberto por uma tela metálica expandida com a função dos riffles. No caso de concentração de ouro fino. enquanto as leves são gradualmente deslocadas em direção fluxo de polpa. essencialmente. O requisito principal para a recuperação de ouro mais fino. O que ocorre acima dos riffles é. entre os riffles. em menor extensão. mais denso. implicando em calhas mais largas. não compactado. embora seja mais comum a utilização de revestimento de carpete. Versões em miniatura dos riffles húngaros podem ser usadas. As areias sedimentam nos espaços entre os riffles. . embora possa ser também encarado como uma concentração a medida que as partículas valiosas sejam finas. é a manutenção de um leito de areia frouxo. Como se depreende.

possibilitando alguma recuperação adicional de ouro. Como seu comprimento é pequeno (< 3 m) é previsível que seja eficiente apenas na recuperação de ouro grosso de aluvião.44 As principais variáveis das calhas são largura. inclinação. a separação dos minerais de densidades diferentes é realizada em um leito dilatado por uma corrente pulsante de água. profundidade. no entanto. produzindo a estratificação dos minerais. maior tende a ser a recuperação) e a quantidade de água (maior quantidade para minérios finos). sua aplicação (em diversas versões) é mais difundida. Nos empreendimentos de garimpeiros. Jigue O processo de jigagem é provavelmente o método gravítico de concentração mais complexo por causa de suas contínuas variações hidrodinâmicas. comprimento (quanto maior este. veja abaixo o esquema de um jigue e os leitos de estratificação: . Nesse processo. No Brasil as calhas não são muito utilizadas nas instalações de empresas de mineração. Nas barcaças e dragas que operam na Amazônia é comum o emprego de um tipo de calha denominada de "Cobra Fumando". embora algumas façam uso da calha para o tratamento dos rejeitos gravíticos.

se ajustados adequadamente. aceleração diferencial e consolidação intersticial. e resulta da sedimentação retardada. segundo a densidade dos minerais. a clássica. os mais comuns atualmente.: jigue Hancock). A consolidação intersticial. põe as partículas finas/pesadas no fundo e as grossas/leves no topo do leito. durante a sucção. que sugeriu três mecanismos: sedimentação retardada. Grande parte da estratificação supostamente ocorre durante o período em que o leito está aberto. dilatado. acentuada pela aceleração diferencial. devem resultar em uma estratificação quase perfeita. Os jigues são classificados de acordo com a maneira pela qual se efetua a dilatação do leito. cuja descrição típica foi feita por Gaudin (pesquisador). Nos jigues de tela móvel. nos quais é a água que . já obsoletos.45 Existem duas abordagens para a teoria de jigagem. O conceito clássico considera o movimento das partículas. Os jigues de tela (ou crivo) fixa. Os efeitos de impulsão e sucção. a caixa do jigue move-se em tanque estacionário de água (ex. hidrodinâmica a qual iremos nos ater aqui e a teoria do centro de gravidade. Esses mecanismos colocam os grãos finos/leves em cima e os grossos/pesados no fundo do leito.

melhorando as condições para que haja a sedimentação retardada das partículas por meio de um leito menos compactado. na maioria dos casos. O impulso da água é causado pelo movimento recíproco de um êmbolo com borda selada por uma membrana flexível que permite o movimento vertical sem que haja passagem da água pelos flancos do mesmo. o concentrado passa pela mesma. No entanto.46 é submetida ao movimento. As chances de se obter . a tela. são subclassificadas segundo o mecanismo de impulsão da água. a recuperação dependerá de um período de sucção (consolidação intersticial) acentuado. atenua o período de sucção do leito. ou seja. é aberta. No jigue Denver original há uma válvula rotativa comandada pelo excêntrico que só dá passagem à entrada de água na câmara durante o movimento de ascensão do diafragma. Nesses. Esse movimento se faz em um compartimento adjacente à câmara de trabalho do jigue e resulta da ação de um eixo excêntrico. veja o esquema simplificado de um jigue: O jigue de diafragma tipo Denver é o representante mais conhecido dessa subclasse. ou seja. em casos de minérios com finos valiosos.

pois perturba as condições de concentração no leito do jigue. nas carboníferas do sul do Brasil e de cassiterita ou na etapa de apuração. mais apropriados à recuperação dos finos pesados. É recomendável que as tubulações de água de processo para cada jigue. natural ou artificial. As condições do ciclo de jigagem devem ser ajustadas para cada caso. sob a tela. Os jigues tipo Denver fabricados no Brasil não possuem válvula rotativa para admissão de água.47 um concentrado mais impuro. aumentam. . sendo. Uma variável importante é a água de processo. que seria a etapa final de concentração. deve-se tomar aquela igual ao dobro da abertura da tela. no entanto. Como dimensão média das partículas da camada de fundo (ragging). por gravidade. que é introduzida na caixa ou câmera do jigue. não sendo recomendável uma camada de fundo de um só tamanho. que as instalações gravíticas no Brasil não dispensam a devida atenção a esse aspecto. sejam alimentadas separadamente a partir de um reservatório de água. e com variações nessas dimensões. portanto. É comum. A abertura da tela do jigue deve ser entre duas e três vezes o tamanho máximo das partículas do minério. uma vez que as partículas finas e leves passam a ter maior oportunidade de um movimento descendente intersticial. ou mesmo para cada câmara do jigue. Não deve haver alteração no fluxo dessa água. o contrário para os grossos. O jigue tipo Denver é geralmente utilizado no Brasil na jigagem terciária de minérios aluvionares auríferos. no entanto. citando-se apenas como diretriz que ciclos curtos e rápidos são apropriados a materiais finos.

comportando esse leito entre os riffles como se fosse um jigue em miniatura consolidação com intersticial sedimentação (improvável retardada a e aceleração diferencial). fazendo com que os minerais pesados e pequenos fiquem mais próximos à superfície que os grandes e leves As camadas superiores são arrastadas por sobre os riffles pela nova alimentação e pelo fluxo de água de lavagem transversal. as partículas minerais. resultando em um deslocamento das partículas para frente. sofrem o efeito do movimento assimétrico da mesa. ao longo do comprimento. Nos espaços entre os riffles. parcialmente coberto com ressaltos. as pequenas e pesadas deslocando-se mais que as grossas e leves. as partículas estratificam-se devido à dilatação causada pelo movimento assimétrico da mesa e pela turbulência da polpa por meio dos riffles. Os mecanismos de separação atuantes na mesa oscilatória podem ser melhor compreendidos se considerarmos separadamente a região da mesa com riffles e a região lisa. Os riffles. diminuem de . alimentadas transversalmente aos riffles. Naquela. inclinado e sujeito a um movimento assimétrico na direção dos ressaltos. diminuindo suavemente a velocidade no final do curso.48 Mesa Oscilatória ou Vibratória O que é uma mesa vibratória? A mesa vibratoria típica consiste de um deque de madeira revestido com material com alto coeficiente de fricção (borracha ou plástico). por meio de um mecanismo que provoca um aumento da velocidade no sentido da descarga do concentrado e uma reversão súbita no sentido contrário.

A concentração final tem lugar na região lisa da mesa. (c) distribuição na mesa. . onde a camada de material apresenta-se mais fina (algumas partículas de espessura). as partículas finas e pesadas são postas em contato com o filme de água de lavagem que passa sobre os riffles. A resultante do movimento assimétrico na direção dos riffles e da velocidade diferencial em escoamento laminar. veja a mesa vibratória: (a) estratificação vertical entre os riflles.49 altura de modo que. é o espalhamento dos minerais segundo o esquema c da figura abaixo. perpendicularmente. progressivamente. (b) arranjo das partículas ao longo dos riffles.

Sua limitação é a baixa capacidade de processamento (< 2 t/h). é a chamada mesa de lamas. Quando a espiral é alimentada. Quando trata minérios de granulometria muito fina. O resultado final é que no plano vertical. usualmente retardada uma creditada e à estratificação no plano combinação de sedimentação consolidação intersticial. após uma série de 6 a 10 riffles. os mecanismos de separação atuantes são similares. também provável que haja a ação de esforços cisalhantes.diâmetro e passo da espiral. sendo comum a colocação.50 A mesa vibratória é empregada há várias décadas. também. os minerais pesados . se restrinja às etapas de limpeza. com altura um pouco maior e mais larga para criar melhores condições de sedimentação. Muito embora sejam comercializadas espirais com características diferentes . sendo um equipamento disseminado por todo o mundo para a concentração gravítica de minérios e carvão.conforme o fabricante e o fim a que se destina. sendo vertical. Espiral O concentrador espiral é construído na forma de um canal helicoidal de seção transversal semicircular. É considerada. Ocorre. de modo geral. É um equipamento muito usado na limpeza de concentrado primário ou secundário de minérios de ouro livre e minérios aluvionares. a mesa vibratória opera com menor capacidade (< 500 kg/h). a velocidade da polpa alterna de zero na superfície do canal até um valor máximo na interface com o ar. particularmente com minérios de aluviões. fazendo com que seu uso. devido ao escoamento laminar. perfil do canal e modo de remoção do concentrado . o equipamento mais eficiente para o tratamento de materiais com granulometria fina.

que tem um efeito menor na trajetória dos minerais pesados e substancial na dos minerais leves. inclusive a tradicional espiral de Humphreys . A trajetória helicoidal causa. Esses.51 estratificam-se na superfície do canal. observe o esquema de uma espiral concentradora (Humphreys): A resultante desses mecanismos é a possibilidade de se remover os minerais pesados por meio de algumas aberturas reguláveis existentes na parte interna do canal como é o caso da maioria das espirais. e os minerais leves tendem a estratificar-se na parte superior do fluxo.ou por meio de cortadores no final do . com baixa velocidade. um gradiente radial de velocidade no plano horizontal. devido a força centrífuga. tendem a uma trajetória mais externa. também. nas regiões de maiores velocidades.

com o fim de limpar a película de minerais pesados dos minerais leves finos e também manter a diluição da polpa. Essa água. favorecendo o processo de separação. com recuperação significativa de ouro fino. recentemente. . Uma característica comum a muitas espirais tradicionais é a introdução de água de lavagem após cada abertura de remoção do pesado. Para aplicação a minérios de ouro tem havido referências sobre a espiral Mark 7 (construída em fibra de vidro ou plástico). caso da Mark 7 (modelo de espiral). com furos entre as aberturas que coletam os minerais pesados. a espiral com água de lavagem (Wash-Water Spiral). mas ocupando uma área muito menor. Neste contexto. As diferenças principais quando comparada com a espiral de Humphreys são: separação do concentrado no final da última espira. semelhante à mesa oscilatória. cujo sistema de lavagem é mais eficiente do que aquele utilizado na tradicional espiral de Humphrey. centrifuga os minerais leves para a parte periférica da espiral. tem sido usada na etapa de purificação de concentrados. na parte central da espiral.52 canal. passo variável. Essa espiral. sob pressão. a Mineral Deposits. com água de lavagem. Austrália. por meio de uma mangueira. ao sair sob pressão. ausência de água de lavagem. A capacidade de uma espiral simples é normalmente de 2 t/h. além de diferente perfil. colocou no mercado. A água de lavagem é alimentada. desenvolvida há mais de quinze anos na Austrália. O emprego da Mark 7 na concentração de minérios de ouro livre e de aluviões mostrou um bom desempenho com recuperação variando de 75 a 90 % e razão de enriquecimento de 10 a 80.

um vortex é gerado em torno do eixo longitudinal. são arrastadas para o overflow pelo fluxo aquoso ascendente. preenchem os espaços entre os minerais pesados e grossos. apresenta maior diâmetro e comprimento do vortex finder e com ângulo do ápex bem superior. finas e grossas. Próximo ao ápex as partículas finas e leves são também carregadas para o overflow pela corrente ascendente e as pesadas. por consolidação intersticial. Quando comparado com o ciclone classificador. no qual as partículas leves e grossas situam-se mais para o centro do cone e as finas. são descarregadas no ápex. Quando a polpa é alimentada tangencialmente. sendo mais sujeitas a uma ação da força centrífuga. é bastante grande perto do vortex e causa a estratificação radial das partículas de diferentes densidades e tamanhos (por aceleração diferencial). As partículas grossas e leves primeiro e as mistas ou de densidade intermediária. inversamente proporcional ao raio. com a formação de um leito por sedimentação retardada. (b) tipos: . depois.53 Hidrociclone Concentrador O hidrociclone usado para concentração gravítica é projetado para minimizar o efeito de classificação e maximizar a influência da densidade das partículas. dirigem-se para a parte superior da parede cônica. veja um hidrociclone: (a) esquema de um hidrociclone. As partículas pesadas. A força centrífuga. enquanto o leito estratificado se aproxima do ápex. sob pressão.

os nomes de short-cone. wideangle cyclone. Há também um tipo de ciclone cuja parte cônica é composta de três seções . na língua inglesa.54 Os hidrociclones (ou ciclones concentradores) recebem. water-only cyclone e hydrocyclone.

Os hidrociclones têm no diâmetro da parte cilíndrica sua dimensão característica. em geral. Todos eles se assemelham com relação aos princípios de separação descritos anteriormente. tem sido objeto de muitas experiências e aplicações industriais em muitos países. TÓPICO 3 CONSIDERAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE CONCENTRAÇÃO GRAVÍTICA Eficiência dos Equipamentos Depende de uma variedade de fatores como taxa de alimentação. entre outros. inclusive no Brasil. Preparação da Alimentação Em circuitos de concentração gravítica. tricone ou multicone. O desempenho de qualquer concentrador gravítico está relacionado com a adequada escolha e controle dos fatores acima. percentagem de sólidos entre outros. em inglês são referidos como compound water cyclone. Por ser um equipamento compacto.55 com ângulos diferentes. dentro de resultados aceitáveis de recuperação e enriquecimento. de baixo custo e de fácil instalação. O ângulo do cone. são os parâmetros mais estudados no hidrociclone. Na figura anterior (b) estão esquematizados um ciclone classificador e dois tipos de ciclone concentradores. na indústria carbonífera. o peneiramento grosso é principalmente usado em circuitos de britagem e na rejeição de grossos estéreis e materiais . faixa granulométrica. o diâmetro e a altura do vortex finder e a pressão de alimentação. relacionada com a sua capacidade.

pode haver perda de ouro no oversize do peneiramento. com defletores radiais para possibilitar quedas mais vigorosas no interior do escrubador. de modo que o concentrado secundário ou terciário se apresenta com menos lama e finos do que a alimentação da primeira etapa de concentração. mesmo com a pressão dos monitores . Os seixos do minério também contribuem para a desagregação. ou remoção de ultrafinos. é geralmente realizada com o objetivo de manter baixa a viscosidade da polpa a ser concentrada.no caso de lavra hidráulica -. Quando. difíceis de serem desagregadas. Experiências recentes foram relatadas e dão conta da eficiência do concentrador centrífugo na desagregação de aglomerados de argila. Uma operação de deslamagem. Em usinas com bom controle operacional. São também usados para desaguamento. carreado pelos blocos de argila. onde ocorre a sedimentação dos sólidos enquanto a lama sai pelo overflow. Podese também empregar um atricionador cilíndrico acoplado a um trommel. A classificação do minério em duas ou três faixas granulométricas para concentração gravítica é recomendável para melhorar a eficiência do processo. pois seu aumento é nocivo ao processo. Usa-se para este fim a peneira vibratória e o trommel. Jatos de água sob pressão durante o peneiramento podem ajudar na desagregação. há grande quantidade de argilas. no caso de minérios aluvionares. A deslamagem deve evitar a perda de finos valiosos passíveis de recuperação numa etapa seguinte de concentração.56 estranhos nas operações com minérios aluvionares. Isso é feito em pequenas usinas com auxílio de tanques deslamadores. Os classificadores . Uma deslamagem também ocorre nas etapas de concentração. o ciclone é usado para essas funções.

ainda. Todo o tópico 4 foi retirado da apostila Apontamentos de Concentração e Diagramas de Fernando Antunes Gaspar Pinter. onde os sólidos mais utilizados são finos de magnetita ou de ferro silício. TÓPICO 4 CONCENTRAÇÃO POR MEIO DENSO A separação em meio denso é um processo de separação gravítica aplicado na separação de minerais. Para aumentar a recuperação é necessário reconcentrar os rejeitos de alguns equipamentos em outros mais eficientes para finos. de forma que os minerais com densidade inferior possam flutuar.pt/dct/getFile . acima de 28 malhas (0. A separação em meio denso é empregada. onde o meio denso pode ser constituído de líquidos orgânicos. após eliminação dos grossos e intermediários estéreis (por peneiramento e/ou ciclonagem). de uma suspensão estável de densidade pré-determinada. principalmente. a tendência. normalmente precedidos de uma etapa de deslamagem e/ou desaguamento. e aqueles com densidade superior afundem. As suspensões são as mais usadas em processos industriais. é um sistema heterogêneo constituído de um sólido não solúvel disperso em água. que se comporta como um líquido. O meio denso utilizado na separação de minerais deve apresentar uma densidade intermediária entre as das espécies minerais a serem separadas. tratando aluviões auríferas. Nos empreendimentos de pequeno porte. pelo menos no Brasil.6 mm). disponível no site: https://woc.uc.57 hidráulicos são usados para este fim. O processo de separação em meio denso é mais aplicado para partículas grossas. A suspensão. é alimentar os equipamentos de concentração sem classificação prévia.do?tipo=2&id=134 soluções de sais inorgânicos ou. no caso da separação em meio denso. em três áreas: estudos de caracterização em .

Tipos de Meio Denso As principais características de um meio denso ideal são:  formar suspensão ou solução estável.  não ser tóxico.  avaliação qualitativa de produtos de separação gravítica em minerais e carvões.  não ser corrosivo. Para estudos de caracterização em laboratório são utilizados líquidos densos e/ou soluções de sais inorgânicos com os seguintes objetivos:  estudo do grau de liberação dos minerais . Na obtenção de concentrados finais ou de préconcentrados na indústria.  estudar a viabilidade técnica de utilização de métodos de separação gravítica em desenvolvimento de processos.  cálculo de curvas de partição envolvendo os principais parâmetros para projetos de separação em meio denso. em processos industriais para obtenção de concentrados finais e de pré-concentrados na indústria. para separações de minerais metálicos ou carvões minerais respectivamente. normalmente se utilizam meios densos à base de suspensões de finos de ferro-silício e/ou de magnetita.  controle de ensaios de concentração gravítica.58 laboratório.  possuir baixa viscosidade.  ser passível de recuperação. .

porém só para estudos de lavabilidade de carvões em laboratório. podem ser utilizados os seguintes tipos de meio denso:  soluções aquosas de sais inorgânicos. de maior densidade do que as soluções de sais inorgânicos. são usadas até hoje. Por outro lado. os líquidos orgânicos são utilizados somente em laboratório. Os líquidos mais utilizados são: Tetrabromoetano. Solução de Clerici . Líquidos Orgânicos A tentativa de utilização de líquidos orgânicos (hidrocarbonetos halogenados). Bromofórmio. os altos custos de operação inviabilizaram o seu uso. mesmo que esses processos tenham permitido a obtenção de produtos adequados ao mercado. foi feita na separação de minerais. Atualmente. Na separação de minerais. as soluções de cloreto de zinco (ZnCl) com densidade de até 1. Soluções Aquosas de Sais Inorgânicos Soluções de cloreto de cálcio (CaCl) com densidade 1.4 foram as primeiras soluções de sais inorgânicos a serem utilizadas na separação industrial de carvões.  ter baixo custo. na caracterização tecnológica de matérias-primas minerais ou de carvões.8. Iodeto de Metileno .  suspensões de sólidos em água. .59  ter fácil ajuste de densidade. mas os problemas de toxidez e seus altos custos operacionais terminaram por inviabilizar qualquer tentativa de utilização em processos industriais.

Em relação às suspensões de sólidos. tendo o meio denso viscosidade aceitável do ponto de vista operacional.  recuperação suspensão fácil: o material água/sólido deve utilizado na apresentar .60 Como esses líquidos orgânicos apresentam densidades variadas. aumentam a viscosidade da polpa. em laboratório. se utilizar diluentes que sejam voláteis para se chegar nas densidades necessárias aos ensaios. Devido ao alto custo dos líquidos densos. o comum é. é necessário que o sólido a ser utilizado apresente as seguintes características:  dureza elevada: para evitar a degradação das partículas que geram finos durante a operação e. consequentemente. baixa abrasividade e alta estabilidade durante o processo. Os métodos utilizados dependem da natureza do líquido denso e do diluente utilizados na mistura. Quando o diluente utilizado é solúvel em água (álcool).  densidade elevada: para se atingir a densidade desejada de separação dos minerais. a lavagem com água pode ser utilizada. é prática comum fazer a sua reutilização ou recuperação.  estabilidade química: apresentar resistência à corrosão e não reagir com os minerais em estudo. Suspensões de Sólidos em Água Para que se obtenha uma suspensão ideal. os líquidos orgânicos apresentam grandes vantagens como: baixa viscosidade.

 estabilidade de suspensão: o material sólido deve formar uma polpa estável durante o processo. Essa densidade pode ser calculada.61 propriedades que permitam a sua recuperação e posterior reutilização. segundo a expressão abaixo: Dp = 100 / [ ( C / Ds ) + ( 100 – C) ] Onde:  Dp . A utilização de material (sólido) muito fino contribui para aumentar a viscosidade da suspensão.densidade da suspensão. além de dificultar a sua recuperação. visto que os grãos angulosos diminuem a fluidez do meio e se degradam com mais facilidade.concentração (% peso) do sólido na suspensão. A medida que se aumenta a concentração de sólidos na suspensão. Ds . No .  C .  granulometria: o material sólido deve apresentar uma distribuição granulométrica de forma que não eleve a viscosidade do meio em níveis inoperáveis. Densidade do Meio e Propriedades do Meio A densidade de uma suspensão é função da densidade do sólido utilizado e da quantidade de sólido adicionado ao meio.densidade do sólido. aumenta-se a densidade desta suspensão.  grãos arredondados: é aconselhável a utilização de materiais com grãos arredondados.

62 entanto. a fluidez do meio dimina. devido a alta viscosidade que o meio atinge. O ferro-silício é uma liga composta principalmente de silício (15%) e ferro (85%).utilizadas para minérios especiais e mais particularmente na recuperação de diamantes.9 . os materiais mais utilizados são o ferro-silício e a magnetita. a obtenção de uma polpa com densidade máxima de . inviabilizando a separação dos minerais do ponto de vista prático. na prática.muito comum na préconcentração de minerais metálicos.0 a 5. habilitando-o a separar a maioria dos minerais metálicos de suas gangas. existe um limite prático e caso a viscosidade da suspensão atinja valores altos. A sua alta densidade permite a obtenção de polpas com densidade máxima de 3.  densidades de 2. A magnetita.2 permite. para minerais metálicos e outros minerais especiais. Esse é o principal fator que faz com que o Fe/Si seja o meio denso mais utilizado. com densidade de 5.  densidades acima de 3.3 a 1. As quatro classes de suspensão principais que cobrem os intervalos de densidades da suspensão são:  densidades de 1.4.6 .9 - empregadas praticamente no beneficiamento de carvão. quartzo moído. O limite da concentração de sólidos das suspensões encontra-se entre 70 e 86% em peso.6 . argilas.7 a 2. Na preparação das suspensões podem ser usados os minerais: barita.  densidades de 2. com densidade de 6.9 a 3. industrialmente.9. magnetita moída. e ainda ferro-silício (moído ou atomizado) e chumbo atomizado. Por apresentarem propriedades mais adequadas na preparação de suspensões água/sólido.raramente usadas.

Por outro lado. a concentração de sólidos. em condições operacionais. idealmente.9. gipsita e principalmente carvões minerais. O desempenho de uma separação em meio denso está relacionado com:  as propriedades hidrodinâmicas do material a ser separado. A densidade. devem ser o mais baixo possível. Dessa forma. Quanto mais estável for a suspensão.  a viscosidade e o limite de escoamento da suspensão que. só é possível a utilização da magnetita para a separação de minerais de baixa densidade: grafita. as propriedades de fluidez de uma suspensão são influenciadas pelos seguintes fatores: a viscosidade do meio fluido.  a estabilidade da suspensão que deve ser a mais alta possível. decorrente da degradação do material sólido que .63 1. forma e distribuição granulométrica dos sólidos utilizados na suspensão têm grande influência na fluidez do meio denso.  a granulometria do material a ser separado e a densidade do meio de separação. Entende-se por estabilidade como o inverso da taxa de sedimentação da suspensão. resulta em menor formação de finos. Propriedades do Meio Denso Como regra geral. uma menor turbulência do meio denso. o tamanho e forma das partículas. As características físicas e mineralógicas do meio têm um efeito muito significativo sobre a operação do meio denso. menor será a agitação requerida pela mesma durante a operação de separação.

estocagem e principalmente quando da sua utilização na separação em meio denso. uma suspensão com densidade intermediaria entre as densidades dos minerais que se quer a separação. aumentando a viscosidade para valores impraticáveis. usando-se como meio fluido. O ferro-silício moído é bastante sensível à oxidação na fase de moagem. o que pode prejudicar as propriedades da suspensão. é possível que. Entretanto. as de densidade superior afundam. soluções de sais .64 constitui a suspensão. evitando as perdas deste no circuito de recuperação do meio denso. para formar essa suspensão mais estável. e as de densidade igual à do fluido permanecem em suspensão. As partículas de densidade inferior à desse fluido flutuam. seja atingido o limite de escoamento desta. Em vista disso deve-se buscar um ponto de equilíbrio entre a estabilidade da suspensão e o aumento da viscosidade. Princípios da Separação em Meio Denso O processo de separação em meio denso é definido como a separação de partículas em função de suas densidades. como se pode demonstrar na figura abaixo: Os meios densos mais utilizados em separação por meio denso são: líquidos orgânicos.

partes estas que mantém a suspensão dos sólidos estável durante todo o processo de concentração. muitas vezes. que é a base da separação do método estático. Aplicações da Separação em Meio Denso O emprego da separação em meio denso no setor mineral foi desenvolvido há mais de cinco décadas. A separação dinâmica é aquela que utiliza a força centrífuga. sulfetos e óxidos metálicos. razão pela qual os equipamentos desta separação são conhecidos como separadores centrífugos. e na obtenção de um pré-concentrado. limitado ao intervalo de 2 a 3 mm devido ao fator de contaminação e a possibilidade de tamanhos muito reduzidos aumentarem a viscosidade do meio fluido. como nos casos das concentrações de diamantes. Há duas grandes áreas de aplicação industrial de separação em meio denso: obtenção de um produto final para o mercado. muito superior a força da gravidade. iniciando com o beneficiamento de carvões minerais. o que não implica que os equipamentos que são empregados não possuam partes móveis. O tamanho mínimo é. A separação em meio denso pode ser compreendida por meio de dois métodos básicos de separação: o estático e o dinâmico.65 inorgânicos em água e suspensões de sólidos de granulometria fina em água. e encontrou aí um . como no caso do beneficiamento de carvões. O tamanho de separação tem limites que definem estes valores. esse tamanho pode estar limitado a liberação ou mesmo a friabilidade do minério a ser tratado. mas. O método estático é feito em suspensões onde atuam somente forças gravitacionais. O limite superior pode ser até 250 mm. influenciando na densidade de separação.

pois como se sabe. mais investimento.3 a 1. como. As densidades de separação alternam de 1. pode-se atingir até a densidade de 3. devido ao alto percentual de sólidos na suspensão do meio. principalmente devido aos equipamentos adicionais necessários à limpeza e recuperação do meio denso e sua recirculação no circuito. contudo. com grande eficiência de separação.6. O processo de separação em meio estático é aplicado quando os minerais a serem separados apresentam maiores tamanhos de partículas. a sua alta capacidade de processamento e a possibilidade de automação do circuito. deve-se ter muita atenção a viscosidade do meio. Neste caso. Neles há possibilidade de se realizar separações precisas em uma determinada densidade.66 amplo campo de aplicação com o desenvolvimento de muitos tipos de equipamentos. devido a uma baixa velocidade de sedimentação das partículas menores e ao aumento da viscosidade do meio de separação.9 para minerais metálicos ou mesmo minerais salinos ou oxidados. a eficiência de separação decresce com a diminuição de tamanho das partículas. Os processos de separação em meio denso oferecem algumas importantes vantagens sobre outros processos gravíticos.9 para carvões minerais e de 2. que é a máxima atingível nas suspensões usadas industrialmente.7 a 2. na separação de . esses custos são atenuados ou até compensados por outras vantagens econômicas no processo. diminuindo assim os custos operacionais. atualmente. Porém. A separação em meio denso é também usada. Na verdade. na concentração de carvões. por exemplo. mesmo que haja uma boa quantidade de minerais de densidades próximas à do meio. O processo requer.

Em muitos separadores. todo o meio denso é alimentado perto do topo do equipamento. dentro dos quais são introduzidos a alimentação e o meio denso. Principais Equipamentos de Separação em Meio Denso Os equipamentos de separação estática. recipientes de diversas formas. . onde é descarregado e carreado junto com parte do meio denso para facilitar e seu descarregamento de dentro do equipamento.67 gangas associadas como as rochas encaixantes. que elevam esse produto mais denso até uma calha. O produto flutuado é removido simplesmente por transbordo ou com a ajuda de pás. entre outros. junto com a alimentação do minério. na separação de sulfetos.  tamanho máximo da partícula a ser tratada. Os principais fatores que influenciam na escolha do equipamento são:  capital disponível. normalmente. A alimentação deve ser molhada antes da entrada no separador.  densidade de separação. possuem. A remoção do produto afundado é feito por pás. para uma melhor eficiência de separação. onde se tem a força da gravidade atuando.  espaço requerido para a instalação. o interior do equipamento. Os separadores estáticos trabalham com maior volume de meio denso que os separadores dinâmicos. e na separação efetivamente. óxidos de ferro.  capacidade de alimentação.

continuamente do circuito. provido de elevadores (calhas. veja um separador de tambor de um só compartimento: . perfuradas) que são fixados na parede interna do tambor e que se destinam a remover. operando independentemente um do outro. este é constituído de um só compartimento de separação enquanto que aqueles com três produtos de separação (mais um produto misto). Para dois produtos de separação (flutuado e afundado). O separador de tambor pode ser usado para obtenção de dois ou três produtos de separação. com granulometria de alimentação que varia de 2 a 250 mm. amplamente.68 Equipamentos Industriais de Separação Estática Separadores de Tambor Os separadores de tambor convencionais são usados. O produto flutuado sai por transbordo em um vertedouro localizado na extremidade oposta à alimentação. é constituído de dois compartimentos de separação. no beneficiamento de minérios metálicos e não metálicos. Estes separadores consistem de um tambor cilíndrico rotativo. o produto afundado durante a separação.

No separador de três produtos. veja agora um separador de tambor de dois compartimentos: Equipamentos Industriais de Separação Dinâmica Ciclone de Meio Denso Os ciclones de meio denso são muito usados no beneficiamento de minérios e. até 4. alimenta o segundo compartimento onde a densidade de separação é mais alta. ou de dois compartimentos. com capacidade máxima de 450 t/h.69 Esses separadores podem ser construídos de vários tamanhos. de partículas a . no primeiro compartimento. o produto afundado em uma densidade menor. Do primeiro compartimento sai o produto leve (flutuado) e do segundo compartimento saem os produtos pesado (afundado) e misto.3 m de diâmetro por 6 m de comprimento. A alta força centrífuga envolvida possibilita a separação. principalmente no processamento de carvões. com sucesso.

as perdas do meio denso no processo. overflow. . que normalmente ocorre quando se usa bombeamento. O princípio de operação é bastante similar ao do ciclone convencional de classificação.70 granulometrias mais finas do que por outros métodos gravíticos. underflow. minimizando. veja um ciclone de meio denso típico: A alimentação deve ser por gravidade porque reduz a degradação da alimentação.(OF) se descarregam no vortex finder.5 mm para evitar a contaminação do meio denso. Os produtos pesados movem-se ao longo da parede do ciclone e são descarregados no apex. com esta fração fina.(UF) enquanto que os leves. O meio denso forma um gradiente de densidade dentro do ciclone. que aumenta no sentido do centro para a parede interna do ciclone. assim. A alimentação dos ciclones de meio denso não deve conter partículas abaixo de 0.

observe a figura de um Dynawhirlpool (DWP): . respectivamente. A capacidade do DWP é de até 100 t/h. A maior parte do meio denso (aproximadamente 90%) é alimentada. No Brasil. Esse o cilindro opera inclinado. esse equipamento é utilizado no beneficiamento de minérios de diamante. entre outros.71 Separador Dynawhirlpool (DWP) O DWP consiste de um cilindro de comprimento e diâmetro definidos (figura abaixo). Além de propiciar uma menor degradação dos produtos da separação. por bombeamento. em razão de somente o meio denso ser alimentado por bombeamento. Existem ainda dois tubos laterais localizados nas partes inferior e superior do cilindro. menor desgaste operacional do equipamento. para auxiliar a entrada da mesma no equipamento. com aberturas nas extremidades sob forma de tubos. apresenta custos operacionais mais baixos. fluorita. na parte lateral e inferior do cilindro. Este equipamento apresenta algumas vantagens sobre outros tipos de separadores centrífugos de meio denso. e ter bom desempenho de separação. de 25 para o minérios e 15 para carvão. o restante entra junto com a alimentação. bauxita refratária. por onde são feitas a alimentação do minério e a descarga do flutuado. em relação a horizontal. que permitem a entrada tangencial do meio denso e a descarga do afundado.

veja um Tri-Flo: . A entrada de meio denso e a saída da fração pesada são em forma de voluta. minerais metálicos e não metálicos. Esse separador opera em dois estágios.72 Separador Tri-Flo Este separador consiste em dois DWP(s) acoplados e é utilizado nas operações de beneficiamento de carvão. Esta forma de entrada de alimentação produz menos turbulência do que a tangencial usada no DWP. com a mesma densidade do meio ou em densidade diferente. O produto flutuado que sai do primeiro estágio é retratado no segundo.

O misto obtido. pode ser cominuído. a separação resulta em três produtos. produzindo um carvão de alta pureza cleaner. ainda. rebritado e. o segundo estágio de separação funciona como estágio scavenger. a recuperação global no circuito. No caso de tratamento de minerais metálicos. respectivamente. Esses separadores são normalmente fabricados em quatro tamanhos. O segundo produto (concentrado scavenger) pode ser. após deslamagem. deslamado e retornar ao mesmo circuito. o segundo estágio purifica o flutuado do primeiro estágio. podendo ser usada para obtenção de concentrado (produto valioso). aumentando assim. . Esses dois estágios de separação aumentam a eficiência da operação.73 Por ser um separador de dois estágios. variando de 250 a 500 mm de diâmetro. dependendo da situação. Quando o separador é usado no tratamento de carvões. misto e rejeito. ou ser tratado em um circuito separado. retornar também ao circuito. com capacidade de 15 a 90 t/h.

ou seja. A alimentação deve estar na granulometria adequada. evitando-se desta forma. O circuito seria similar se. que influenciaria na eficiência de separação. Um circuito típico de separação em meio denso é mostrado na figura abaixo. Veja: . O meio denso sai do separador junto com os produtos separados. estar livre de finos. bem como produziria um maior consumo do meio utilizado durante a operação de separação. outro tipo de separador de meio denso fosse utilizado (ciclone de meio denso. devendo ser recuperado por meio do processo de sedimentação e limpeza de possíveis partículas finas do minério. os leves e os pesados. um aumento da viscosidade do meio. O maior custo nas operações de separação em meio denso é o sistema de recuperação do meio denso para reaproveitamento no circuito. entre outros).74 Circuito Típico de Separação em Meio Denso A preparação do minério para alimentação de um circuito de meio denso é de fundamental importância para o sucesso da separação. separador de tambor. no qual o separador usado é um dynawhirlpool (DWP). no lugar deste.

contendo o meio denso e finos do minério. Cerca de 90% do meio denso é recuperado nessas duas partes (A e B) e bombeado de volta ao circuito. separadamente. outro sistema de adensamento de polpa pode ser usado. Os finos das peneiras de lavagem dos produtos constituem uma polpa muito diluída. Em lugar do classificador espiral. passam. realize os exercícios a seguir. e retorna ao circuito do meio denso no processo. aumentando a eficiência da separação e o controle operacional de separação. que é feita com água sob pressão (spray). Esta polpa diluída é tratada em separadores magnéticos para recuperação do material que constitui o meio denso (magnetita ou ferro-silício). Chegamos ao final de mais uma unidade e para aplicar o que aprendemos até o momento. por peneiras curvas DSM (A) de drenagem do meio denso e peneiras horizontais divididas em duas partes. onde a primeira (B) é ainda para drenagem do meio denso. Em seguida. Na etapa seguinte. este material desaguado (underflow do classificador) é desmagnetizado em bobinas desmagnetizadoras. os produtos leves e pesados que deixam o equipamento de separação. para a retirada de partículas finas de meio denso e de minério que ficam aderidas nos produtos de separação. . Na segunda parte da peneira horizontal (C) é onde se processa a lavagem dos produtos. para assegurar a não floculação das partículas.75 Observando a figura. a polpa contendo o meio denso passa por um classificador espiral para desaguamento. visando ajustar à densidade requerida na operação de separação. O controle da densidade do meio pode ser totalmente informatizada.

assume o caráter de quantificar as possibilidades de separação de dois minerais em correlação ao processo a ser utilizado. por meio do critério de concentração (CC). o efeito do tamanho da partícula é um fator determinante na separação mineral. __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ 2.76 EXERCÍCIOS 1. Explique como este efeito pode influenciar na separação gravitica. Na operação de concentração gravítica por jigues. __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ 3. como a vazão da água alimentada pode interferir na performance e na eficiência do equipamento em operação? . informe as faixas onde se pode trabalhar com eficiência e as que há restrição ao seu emprego. No processo por separação gravítica. Com base nessas informações. O fator densitário.

__________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ 5. __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ . Quando se trabalha na concentração gravítica por escoamento laminar. Numa operação de concentração gravítica por meio denso.77 __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ 4. Liste os principais fatores que condicionam esta opção de trabalho. devem ser considerados os fatores: tamanho da partícula e o seu peso especifico. Explique a importância desses dois fatores. as espirais concentradoras vem ocupando o espaço antes ocupado pelas mesas vibratórias concentradoras.

 as principais gravítica.  os principais equipamentos empregados.78 CHECK LIST Nessa unidade você pôde aprender:  os princípios da concentração gravítica. aplicações da concentração .

 identificar as principais aplicações de separação magnética. Plano de Estudos Esta unidade está dividida em três tópicos.79 UNIDADE 3 CONCENTRAÇÃO POR SEPARAÇÃO MAGNÉTICA Objetivos de Aprendizagem Ao final desta unidade você deverá:  identificar os princípios de separação magnética. organizados de modo a facilitar sua compreensão dos conteúdos.  identificar os principais equipamentos que são utilizados. TÓPICO 1: INTRODUÇÃO TÓPICO 2: TIPOS DE EQUIPAMNETOS TÓPICO 3: PRINCIPAIS APLICAÇÕES .

sendo 1 T (Tesla) igual 10 G (Gauss) . onde o tamanho das partículas interferirá na eficiência da concentração mineral devido a possibilidade de contaminação dos produtos pelos finos do minério. devido a novas tecnologias desenvolvidas aos condutores magnéticos.do?tipo=2&id=134 .80 TÓPICO 1 INTRODUÇÃO A separação magnética é um método largamente utilizado em processamento de minérios para concentração e/ou purificação de muitas substâncias minerais. o processo de separação magnética tem tido grande avanço e emprego no processamento mineral. que são atraídos fracamente. isto é. na separação de contaminantes ou remoção de elementos de ferro que possam danificar ou influenciar no processo de concentração. os quais são atraídos fortemente pelo campo e os paramagnéticos. A separação magnética pode ser feita tanto a seco como a úmido. em geral. Atualmente. bem como. sendo atraídos ou não por este campo. disponível no site: https://woc. Veja: O tópico 1 foi retirado da apostila Apontamentos de Concentração e Diagramas de Fernando Antunes Gaspar Pinter.uc. no beneficiamento de minérios. A propriedade diferenciadora dos minerais que é explorada na separação ou concentração magnética é a susceptibilidade magnética. medidas estas unitárias utilizadas em separações magnéticas. para granulometria grossa e o a úmido para aquelas mais finas. O método a seco é usado.pt/dct/getFile . a capacidade individual dos minerais responderem a um campo magnético induzido ou não. Na tabela abaixo há uma relação entre a intensidade requerida e os principais minerais com a força relativa de atração. No primeiro caso tem-se os minerais ferromagnéticos. São conhecidos separadores magnéticos que operam industrialmente com campos de indução que variam de 4 5 a 6 T.

.81 Conceitos Teóricos Relação entre Grandezas Magnéticas Utilizadas em Separação Magnética Os minerais ferromagnéticos compreendem o grupo de minerais que são fortemente atraídos pelo ímã comum.

Essa variação de campo. esfalerita. barita. cerussita. são os responsáveis de primeira ordem pelo processo de separação. ambas são medidas em Tesla (T) . também chamada de gradiente. É importante relembrar que a intensidade de campo refere-se ao número de linhas de fluxo que passa por uma determinada área. Se o campo aplicado nas duas extremidades difere em intensidade resultará numa força agindo sobre a partícula. etc. Para se descrever um campo magnético é comum referir-se a duas grandezas: densidade de fluxo magnético e a intensidade de campo. as forças que atuam sobre dois polos da mesma são iguais e opostas. A figura abaixo mostra que em A tem-se um campo uniforme. o gradiente de campo. resulta numa força atuante sobre o material. fluorita. Os minerais paramagnéticos possuem susceptibilidade magnética positiva. enquanto que. Já os minerais diamagnéticos possuem susceptibilidade magnética negativa e. sendo que os citados podem ser. portanto a resultante dessas forças é nula. magnesita. são repelidos quando submetidos a um campo induzido magnético. quartzo.82 o exemplo de mineral mais conhecido é a magnetita. Quando um campo magnético uniforme é aplicado a uma partícula. Nos equipamentos modernos. descreve a convergência ou divergência das linhas de fluxo. provocando a atração ou repulsão do mesmo. tanto o campo quanto o gradiente. calcita. mas são fracamente atraídos e o exemplo clássico é a hematita. Tal fato mostra que o campo aplicado possui variação especial que é função das dimensões do material magnetizado. portanto. a força resultante é nula sobre a partícula. No caso B .

disponível no site: https://woc. quanto a úmido. O tipo do equipamento. e ainda. do minério. Observe: TÓPICO 2 TIPOS DE EQUIPAMENTOS Os separadores magnéticos podem ser classificados. as características operacionais. o fluxo de linhas mostra um gradiente de campo.do?tipo=2&id=134 indução que irão operar. são encontrados os separadores de baixas e altas intensidades. Desta forma.pt/dct/getFile . tanto para a operação a seco.uc. de acordo com o uso.83 tem-se um campo convergente. das características dos produtos é . há no caso uma força resultante atuando sobre a partícula. em dois grandes grupos: separadores a seco e a úmido. os quais podem ser subdivididos de acordo com as características do campo de Este texto foi retirado da apostila Apontamentos de Concentração e Diagramas de Fernando Antunes Gaspar Pinter.

por ação de jato de água.pt/dct/getFile . visto que. onde. Veja: Esta figura foi retirada da apostila Apontamentos de Concentração e Diagramas de Fernando Antunes Gaspar Pinter.uc.do?tipo=2&id=134 O equipamento consta de um anel rotativo chamado de carrossel. disponível no site: https://woc. este material. e onde são instaladas as matrizes que procederão a separação dos minerais. e carregado pela rotação do equipamento até a posição onde não se tem mais ação do campo. disponível no site: https://woc. devido a ação do campo magnético. no qual atravessa um campo magnético. O material magnético é captado pela matriz.84 que irão definir e selecionar o tipo de separador que será empregado no processo de concentração mineral. Este texto foi retirado da apostila Apontamentos de Concentração e Diagramas de Fernando Antunes Gaspar Pinter.uc. Nesta separação busca-se uma boa seletividade. A alimentação é feita por gravidade no topo do equipamento diretamente na região onde há a atuação do campo magnético de alta intensidade. é lava da matriz e recolhido por calhas para tanque ou área previamente destinada para este material. Separador Magnético Tipo Carrossel Na figura abaixo temos as características essenciais do separador magnético a úmido de alta intensidade utilizado em circuito contínuo.pt/dct/getFile .do?tipo=2&id=134 .

percentagem de sólidos na polpa. etc. wolframita. veja na figura abaixo o esquema de um separador de correias cruzadas: .85 facilmente se controla as variáveis operacionais como: intensidade de campo magnético. entre outros. cromita. granada. barita. feldspato. a taxa de alimentação. utilizados em separação a seco. Separador de Correias Cruzadas e de Rolo Induzido Estes equipamentos são. velocidade do anel rotativo onde se encontram as matrizes e a descarga das partículas magnéticas. preferencialmente. principalmente na remoção de impurezas ferruginosas em concentrados de sílica (areia). São equipamentos usados em circuitos de beneficiamento de minerais paramagnéticos tais como: as areias de monazita.

 na recuperação de terras raras.0 T .A – CADAM. scheelita.  no beneficiamento de minérios de urânio e de minerais pesados (ilmenita. sendo que.  remoção da magnetita do amianto e dos minérios fosfatados. a utilização desse tipo de separador. nos concentrados de areia quartzosa e do feldspato. no início da década de 70.  purificação do talco. na Caulim da Amazônia S. gerando campo magnético da ordem de 5. depósitos até então não considerados como minério de ferro. onde são utilizados separadores magnéticos. em Itabira – MG VALE). .  na recuperação de wolframita e minerais não sulfetados de molibdênio. contidos em rejeitos de flotação. Outra grande aplicação da separação magnética a úmido de intensidade é no beneficiamento de caulim. com a utilização de separadores tipo carrossel. a principal aplicação prática da separação magnética a úmido de alta intensidade é feita pela Companhia Vale do Rio Doce. Outras utilizações podem ser citadas:  remoção de impurezas cassiterita. permitiu à VALE viabilizar o aproveitamento de itabiritos. que irão prejudicar a qualidade de alvura do produto.86 TÓPICO 3 PRINCIPAIS APLICAÇÕES Em concentração de minérios. com o objetivo de remover minerais de ferro e titânio. rutilo). na concentração de hematita. tipo Carpco. caulim.

Quais os principais equipamentos utilizados em concentração magnética? _________________________________________________ _________________________________________________ _________________________________________________ _________________________________________________ _________________________________________________ . Quais são os fatores determinantes para se optar por um dos meios de separação? __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ 3. qual a característica mineral que deve ser explorada nesta separação? __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ 2. Para se concentrar um mineral por concentração magnética. Dentre as formas de se separar em concentração magnética tem-se a via seca ou a via úmida.87 EXERCICIOS 1.

.  os fatores fundamentais para uma concentração magnética.  os principais equipamentos utilizados e exemplos de processos de concentração.88 CHECK LIST Nessa unidade você pôde aprender:  o que é concentração magnética.

organizados de modo a facilitar sua compreensão dos conteúdos. TÓPICO 1: INTRODUÇÃO TÓPICO 2: ESPESSAMENTO TÓPICO 3: HIDROCLONES TÓPICO 4: FILTRAÇÃO .  identificar os principais equipamentos.89 UNIDADE 4 SEPARAÇÃO SÓLIDO – LÍQUIDO Objetivos de Aprendizagem Ao final desta unidade você deverá:  identificar os fundamentos da separação sólido – líquido.  identificar as principais utilizações e características de cada equipamento. Plano de Estudos Esta unidade está dividida em quatro tópicos.

TÓPICO 2 ESPESSAMENTO A separação de uma polpa diluída pela operação de sedimentação puramente gravitacional. Os espessadores são utilizados principalmente para as seguintes finalidades:  adaptar as polpas em concentrações adequadas a um determinado processo subsequente.líquido são classificados em função do mecanismo por eles adotados neste tipo de operação.pdf . Desta forma. se a operação em questão visa remover somente uma quantidade pequena de sólidos em suspensão para obterse um efluente claro. Essas duas etapas são muito relacionadas entre si.90 TÓPICO 1 INTRODUÇÃO Os equipamentos utilizados nas operações de separação sólido .gov. com o objetivo de se obter um produto com uma concentração de sólidos elevada e outra com o líquido sobrenadante se apresente praticamente isento de sólidos. espessamento. filtragem a vácuo ou a pressão. é a etapa denominada do espessamento. sendo que apenas o tipo de efluente obtido e o tempo de sedimentação são os pontos que diferem das operações. Por outro lado. Este texto foi retirado do site: http://www.br/ publicacao/CTs/CT2004189-00. é denominada etapa de clarificação.cetem. os equipamentos que realizam essas etapas são os espessadores ou os clarificadores. Na indústria de mineração. serão analisados os processos de separação pelas operações de sedimentação gravitacional.

 recuperação de sólidos ou solução de operações de lixiviação. que é baseado no deslocamento da interface superior da suspensão com o tempo. Durante esse teste pode ser observada a existência de três regiões distintas: a região de líquido clarificado. conforme ilustra a figura abaixo.  recuperação de água industrial para seu reaproveitamento. O mecanismo da sedimentação descontínua auxilia na descrição deste processo contínuo. a A.com. utilizados em processos hidrometalúrgicos.br/c ontent/ABAAAAwGAAA/s eparacao-solido-liquido empuxo e de resistência ao movimento. A operação de sedimentação baseia-se em fenômenos de transporte. isenta de sólidos em suspensão e a D. . a de sedimentação livre e a de compactação. totalmente clarificada.ebah. do Este texto foi retirado do site: http://www.91  no espessamento de rejeitos com concentração de sólidos elevada. Veja: A figura (e) representa duas zonas distintas. sendo que a partícula sólida em suspensão está sujeita à ação das forças da gravidade. visando transporte e descarte final.

é atingido um ponto onde existe apenas uma região de sólidos (compactação) e uma região de líquido clarificado.ebah. na sequência as menores e mais leves. o espessador: Este texto foi retirado do site: http://www. com a água presente nos interticios das partículas já sedimentadas. primeiro as maiores. B e C representam fases intermediarias.br/c ontent/ABAAAfEroAB/cap -14-tratamento-minerioscetem-4-ed . que expulsa o líquido existente entre essas partículas para a região de líquido clarificado. em processo de compressão das partículas. Em seguida. Desse ponto em diante. Na operação da sedimentação são observadas variações na altura das seguintes regiões: as regiões de líquido clarificado e de compactação tornam-se maiores devido ao desaparecimento da região de sedimentação livre.92 que representa a polpa comprimida. A expulsão do líquido promove a acomodação das partículas sólidas que pode ser observada por meio de uma pequena variação na altura da região de compactação no fundo da proveta. o processo de sedimentação consiste numa compressão lenta dos sólidos. podem ser observadas num equipamento utilizado na indústria.com. As zonas. Essas zonas descritas no ensaio da proveta.

com. na sedimentação.ebah. Este texto foi retirado do site: http://www. passa por meio de zonas de concentração de sólidos variável entre a da alimentação e da descarga final.ebah.  adição de reagentes auxiliares para auxiliar na sedimentação. condição que independe da altura de líquido. tanto na função de espessador quanto de Este texto foi retirado do site: http://www. entre outras. Tipos de Espessadores A capacidade de uma unidade de espessamento é diretamente proporcional à sua área e é. usualmente. Consequentemente.com.br/c ontent/ABAAAAwGAAA/s eparacao-solido-liquido forma. propriedades químicas e mineralógicas. a uma dada taxa de alimentação do mesmo e é importante na determinação da capacidade de clarificação do . A área da unidade controla o tempo necessário para que ocorra a sedimentação dos sólidos por meio do líquido.br/c ontent/ABAAAAwGAAA/s eparacao-solido-liquido determinada em função da taxa de sedimentação dos sólidos na suspensão.ebah. A polpa.br/c ontent/ABAAAAwGAAA/s eparacao-solido-liquido clarificador. A capacidade de uma unidade contínua de espessamento está baseada na sua habilidade em processar suspensões.com. nas zonas intermediárias existentes entre esses limites de concentração.  dimensões do tanque de sedimentação.  o percentual de sólidos na suspensão.93 Principais Fatores que Afetam a Sedimentação Na sedimentação de uma suspensão aquosa de partículas ou flocos pode ocorrer a influência de fatores tais como:  a natureza das partículas como distribuição de tamanhos. cada partícula encontrará diferentes taxas de sedimentação e a zona que exibir a menor taxa de sedimentação será a responsável pelo dimensionamento da unidade. densidade específica. Este texto foi retirado do site: http://www.

Os tipos de espessadores variam em função da geometria ou forma de alimentação do equipamento. A altura da unidade controla o tempo necessário para o espessamento da polpa para uma dada taxa de alimentação dos sólidos e é importante na determinação da capacidade de espessamento da unidade. Basicamente. Esse tipo de espessador contínuo é o mais utilizado industrialmente.94 equipamento. a relação entre altura e diâmetro é importante apenas para avaliar se o volume do tanque proporcionará um tempo de sedimentação necessário aos objetivos do equipamento. o que corresponde ao maior custo do equipamento. ter flexibilidade para suportar diferentes volumes e tipos de cargas impostas. O espessador contínuo convencional consiste em um tanque provido de um sistema de alimentação de suspensão e outro de retirada do espessado (raspadores). Maiores detalhes sobre a sua estrutura e mecanismos de operação podem ser vistos na figura abaixo: . Os braços raspadores são acoplados à estrutura de sustentação do tubo central de alimentação da suspensão e devem ser projetados baseados no torque aplicado ao motor. considerando fatores como eficiência operacional e projeto mecânico. Devem. No projeto das unidades de espessamento. são tanques de concreto equipados com um mecanismo de raspagem para carrear o material sedimentado até o ponto de retirada. dispositivos para descarga do overflow e do underflow. também.

.ebah.br/c ontent/ABAAAfEroAB/cap -14-tratamento-minerioscetem-4-ed?part=4 Os hidrociclones são equipamentos versáteis com aplicações nos diferentes campos tecnológicos. como na limpeza de gases.95 TÓPICO 3 HIDROCICLONES O que são hidrociclones? Este texto foi retirado do site: http://www. na indústria de maneira em geral.com. atomização.

clarificação e espessamento dentre outras. desaguamento.br/c ontent/ABAAAfEroAB/cap -14-tratamento-minerioscetem-4-ed?part=4 . A utilização desses equipamentos nos processos de separação sólidolíquido e classificação de minérios são chamados de hidrociclones. na mineração em deslamagem de polpas. veja a figura de um ciclone. suas partes. sendo esta operação denominada Este texto foi retirado do site: http://www.ebah. revestimentos e sua operação: Os hidrociclones têm grande aplicação na classificação de partículas com diâmetros na faixa de 5 a 200 μm (microns).com.96 classificação de partículas.

que faz com que elas se separem do líquido.97 No espessamento. embora produzindo underflow (UF) com concentrações mais baixas de sólidos. princípio já visto em operação de ciclones na classificação de polpas em circuitos fechados dos moinhos. desaguamento: como deslamagem ou mesmo . a partir do próprio movimento da suspensão no interior do equipamento. O princípio básico de separação nesses equipamentos é a sedimentação centrífuga. uma bateria em série projetada para separação de partículas ultra-finas. onde partículas suspensas são submetidas a uma aceleração centrífuga. veja na figura arranjo típico de hidrociclones marca AKW. os hidrociclones são usados em substituição aos espessadores gravitacionais convencionais.

melhorando a velocidade de filtração. devendo ser observados para que se tenha uma taxa de filtração otimizada:  a viscosidade da polpa a ser filtrada é inversamente proporcional a razão de filtração. poroso. é forçado a passar através de um meio filtrante. Fatores que Influenciam a Filtração Alguns fatores são determinantes numa operação de filtração. chamada de torta da filtragem. onde a fase líquida. obtendo-se um líquido clarificado. denominado de meio filtrante. diminuindo a . a operação de filtragem é largamente utilizada para a recuperação de sólidos.98 TÓPICO 3 FILTRAÇÃO O que é filtração? A filtração é um processo de separação sólido/líquido. sendo que a fase sólida. pois influencia na velocidade.  o efeito da temperatura é sobre a viscosidade. Esta operação é normalmente contínua ou intermitente. denominada de filtrado. definida como a operação de separação dos sólidos contidos em uma polpa. Na indústria mineral. a alta viscosidade de determinada fase líquida pode ser reduzida por diluição com algum solvente. forma uma camada sobre a superfície do meio poroso. água.

desprezando-se a resistência do tecido do filtro. a vazão média de filtração é inversamente proporcional à quantidade de torta depositada e diretamente proporcional ao quadrado da área de filtragem. em filtros a vácuo. podem causar o cegamento dos poros do tecido. . causando efeito contrário a altas temperaturas. maiores concentrações de sólidos resultam em melhores taxas de filtração. em baixas temperaturas.  meio filtrante ou tecido é importante. Dessa forma. partícula que venha constituir a torta depositada sobre este tecido. prejudicando a eficiência e a velocidade de filtração. pior será a eficiência de filtração da torta aderida no tecido. significamente.  a espessura da torta é um fator muito importante no dimensionamento do filtro. tamanhos muito pequenos de partículas. pois tem o simples compromisso de permitir a passagem do líquido filtrado e reter toda. sendo importante este controle. que seja adequando a retenção dos sólidos e permitindo a passagem do líquido filtrado isento deste sólidos que constituem a suspensão da polpa. teoricamente.  tamanho de partícula é significativo sobre a resistência da torta e do tecido do filtro. pois.  concentração de sólidos na polpa. quanto maior a espessura da torta. Meios Filtrantes Para se ter uma boa operação de filtração é importante que se tenha uma boa escolha do meio filtrante. e qualquer.99 velocidade.

são os filtros de pressão ou a vácuo. aqueles que operam sob pressão maior que a atmosférica.  resistência mecânica para suportar a pressão da operação de filtração. os que acumulam na superfície do meio filtrante. Equipamentos de Filtração Os filtros de torta. são os mais frequentemente utilizados em separação sólido/líquido nas operações de processamento mineral. ao máximo.  apresentar a mínima resistência a passagem do líquido. quantidade apreciável de sólidos. Os meios filtrantes podem ser fabricados em algodão. metal ou outros materiais que formem fibras. onde a recuperação de sólidos de uma polpa é o objetivo principal da operação.  facilidade para descarregar a torta. sendo esta pressão imposta . fibra de vidro.  baixo custo. polímeros sintéticos. podendo ser contínuos ou intermitentes.  compatibilidade química com o meio. não reagindo ou ser frágil com o meio.100 As principais características são:  reduzir. Filtro Prensa São os filtros de pressão. a passagem dos sólidos por meio dos poros.  desgaste mecânico mínimo. Estes equipamentos operam sob uma pressão fornecida por uma bomba.

sendo que. A etapa de filtração está concluída quando a torta ocupa todo o espaço oferecido pelos quadros. com custo operacional menor. formando a torta junto ao meio filtrante. o filtro é aberto e a torta descarregada. a qual ilustra a suspensão alimentando. Observe: prensa . escoa pelas ranhuras dos quadros e é conduzido para fora do filtro. Os elementos do filtro prensa são os quadros e as placas separadas entre si pelo meio filtrante. Esses filtros podem ser contínuos ou de batelada (descontínuos).  os filtros de batelada possuem maior flexibilidade que outros filtros. As vantagens dos filtros de pressão são:  o emprego de altas pressões permite aumentar a velocidade de filtração e viabilizar a separação de sólido/líquido consideradas difíceis devido ao custo operacional ou ao tempo de operação. concomitantemente. Segue-se a lavagem da torta. os de batelada são os mais comuns. com custo relativo menor.  são equipamentos que tem área de filtração maior em relação a área física ocupada. sendo a operação do filtro caracteristicamente conduzida em batelada. o filtrado percola o meio filtrante. O filtro prensa é o modelo mais simples de pressão e o mais utilizado em escala industrial. veja a figura abaixo. Em seguida. o conjunto de quadros.101 por uma bomba de alta pressão.

102 veja agora o desenho do esquema de um quadro e uma placa de um filtro prensa comum: Como o filtro prensa conduz à formação de tortas espessas. O tempo de desmantelamento. dá ordem de 2. limpeza e montagem depende de fatores externos à teoria da filtração. a influência do meio filtrante será relevada na formulação que leva aos tempos de filtração e de lavagem. do filtro e aspectos .5 cm. como características mecânicas operacionais da instalação industrial.

nova drenagem do líquido e retirada da torta em contato com o meio filtrante. lavagem. Formada a torta durante o contato cilindro-suspensão. . secagem e descarga. lavagem da torta. Estão esquematizados nas figuras abaixo a operação do filtro rotativo tipo tambor e a disco a vácuo. O filtrado alimenta a câmara adjacente ao meio filtrante e é drenado pela parte central do filtro por meio de dutos sob vácuo. A filtração é realizada sobre o meio filtrante que recobre a superfície cilíndrica do equipamento. como a formação da torta. seguem-se as seguintes operações ao longo de uma rotação do filtro: drenagem a vácuo do líquido da torta. respectivamente. Veja: São filtros contínuos que apresentam ciclo de operação com etapas descontínuas. sucção.103 Filtro Rotativo a Vácuo A operação do filtro rotativo a vácuo caracteriza-se por conduzir à produção de tortas secas de pequena espessura (inferior a 1 cm) e operar continuamente e sob queda de pressão reduzida (inferior a 0.8 atm).

104 A escolha do tipo do filtro se deve aos aspectos principais: características da polpa. operações as quais a torta será submetida e o aspecto econômico. Sucesso a todos! . Chegamos ao final da nossa apostila e espero que o estudo da disciplina tenha contribuído para a aquisição de novos conhecimentos. resolva os exercícios propostos a seguir. Para fixar o que aprendemos nessa unidade.

tamanho da partícula _________________________________________________ _________________________________________________ _________________________________________________ .105 EXERCÍCIOS 1. _________________________________________________ _________________________________________________ _________________________________________________ _________________________________________________ 2. espessura da torta. explique como os fatores abaixo podem influenciar nesta operação de separação sólido/líquido: a. Numa filtragem a vácuo. Numa operação de filtragem alguns fatores são importantes para que se obtenha a torta final dentro dos índices de umidade requeridos. __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ b. O desaguamento é uma operação auxiliar nos circuitos industriais. Informe quando essa etapa é empregada. percentual de sólidos na polpa __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ c.

sólido líquido por hidrociclones.  o emprego dos diversos tipos de filtros e suas variáveis principais.106 CHECK LIST Nessa unidade você pôde aprender:  o que é espessamento.  separação . . seus princípios e os equipamentos utilizados.

depressores. Percentual de sólidos na polpa: o maior percentual melhora a ação dos reagentes. pois diminui a distância das partículas entre sí e implica em menor consumo de reagentes. depressores ou ativadores. ativadores. que são empregados para que a espuma gerada na flotação contenha bolhas bastante estáveis.107 GABARITO COMENTADO UNIDADE 1 Questão 1 Os principais tipos de reagentes são: coletores catiônicos e aniônicos. . na entrada da célula. Qualidade da água requerida: a água utilizada deve estar a mais isenta de reagentes em solução ou mesmo metais dissolvidos. aumentando a reatividade. os espumantes. A sequência é: moduladores. que podem reagir sobre alguns minerais e prejudicar a seletividade. muito energéticos. Uma diluição da polpa poderá diminuir o tempo de condicionamento e acabar prejudicando a seletividade. b. o que poderá implicar na perda da ação dos reagentes. diminuindo a seletividade. Os coletores são empregados para o mecanismo de coleta. moduladores são os responsáveis pelo ambiente da coleta. c. ativando ou mesmo inibindo a ação de alguns minerais e os espumantes. coletores e por último. Tempo de condicionamento: o tempo deve ser o suficiente para que haja o recobrimento das partículas pelos reagentes alimentados. moduladores e espumantes. o seu aumento não implica em melhor ação. os ativadores são empregados para agir sobre alguns coletores que são lentos na reação de coleta. fundamental para a seleção no processo de flotação. os depressores são empregados para inibir a ação de alguns coletores. Questão 2 a.

onde.  Fluxo da alimentação da polpa: deve ser o mais estável e constante possível. o que pode prejudicar a recuperação ou a seletividade. e melhor seletividade. haverá maior tempo para a lavagem da espuma. diminuindo a recuperação do processo. pois estes finos poderão recobrir as partículas que deverão ser coletadas. maior altura pode levar a uma menor recuperação. dispersandoas novamente na polpa. No caso das células mecânicas. caso haja muita espumação. pois estes finos são mais instáveis e sensíveis durante o processo. Questão 5 A agitação da polpa é importante na etapa do condicionamento para se manter as partículas em agitação e estas partículas serem coletas ou recobertas pelo reagente. o excesso de agitação pode provocar o destacamento das partículas que estiverem coletadas pelas bolhas. Por outro lado. a polpa alimentada sofre um desengrosso. o flotado desta etapa segue para a limpeza e o concentrado . Caso haja muita agitação pode não haver este contato ou recobrimento. Questão 4 A geração de bolhas deverá ser a suficiente para que haja a coleta das partículas pelas bolhas e o posterior transporte até a face livre superior. poderá haver um arraste de partículas não coletadas de ganga juntamente. aumento na recuperação. O consumo maior não representará. pois uma altura maior. também. caso contrário. Questão 6  Altura da camada da espuma: esta variável é muito importante porque ela indica melhor seletividade. Questão 7 Temos um circuito de concentração por flotação. pois a sua variação implica na variação da altura da camada da espuma.108 Questão 3 A presença de finos em alguns processos poderá indicar um consumo maior de reagentes e também na perda da seletividade e produtividade. o que implicará na perda da seletividade do processo.

caso contrário. Questão 2 O fator densitário é muito importante. o tamanho da partícula é muito importante. Questão 3 A alimentação da água em processo por jigues é muito importante porque ela modula o impulso do equipamento. sendo que. entre 1. como se trabalha com um meio fluido. caso de se separar sulfetos como a galena e a pirita. o não flotado.5. retorna para a etapa do desengrosso para ser recuperado. O CC indica que. pois a ação do meio pode não distinguir as diferenças de densidade em tamanhos muito reduzidos e essas partículas podem sofrer a ação de arraste e não serem separadas. implicando perda de seletividade no processo. o processo pode não ser bem sucedido. pois caso a diferença da densidade entre os minerais seja grande. Questão 4 As principais vantagens da se utilizar espirais em detrimento das mesas concentratoras são: área do espaço ocupado. O não flotado na etapa da recuperação é o rejeito final. UNIDADE 2 Questão 1 Na concentração gravítica.2 e 1.109 desta etapa será novamente flotado para melhor apuração e se obter o concentrado final. operação mais simples e maior . tamanhos muito pequenos de partículas normalmente perdem a eficiência de separação.7 tem-se uma separação mais difícil. o flotado dessa etapa será enviado para o desengrosso para novamente ser flotado. o processo será bem sucedido. o não flotado é enviado para uma etapa de recuperação. e no caso extremo. Na etapa do desengrosso. quando maior que 2. interferindo na pulsação do leito e na estratificação. mesmo que se tenha dois minerais com densidade alta. Na etapa da limpeza. sendo a sua falta ou excesso prejudicial na operação. a separação será muito eficiente.

tambor. O via seco é indicado para partículas mais grosseiras e que a sua liberação seja dentro deste tamanho. . o via úmida implicará numa melhor separação. Questão 5  Tamanho da partícula: o tamanho muito reduzido da partícula pode influenciar na viscosidade do meio. devendo o meio estar com a sua densidade estabilizada gerando uma maior produtividade e eficiência. Questão 3 Via úmida: Carrossel. ser atraída ou não pela ação deste campo.  Peso específico: o meio denso pode concentrar e separar minerais com faixa de densidade mais estreita.110 controle operacional. deve-se optar pelo via úmida. Via seca: correias cruzadas. maior produtividade e produção por área ocupada pelo equipamento. alterando também a densidade e prejudicando a recuperação. a ausência de peças mecânicas e manutenção mais simples. Na maioria dos processos. menor consumo de energia ( uma bomba elevatória da polpa). regulagem mais simples. essa partícula. a sua capacidade de responder a um campo magnético. podendo. Questão 2 Os fatores que determinam a escolha do meio são: se o tamanho da partícula for muito pequeno. UNIDADE 3 Questão 1 A principal característica do mineral que é explorada nesta separação é a susceptibilidade magnética.

dependendo do equipamento. por outro lado. c. se tem uma perda na eficiência de separação com a diminuição do tamanho da partícula. ou no caso de se adequar o produto para o consumidor final. .111 UNIDADE 4 Questão 1 A aplicação do desaguamento é para os produtos ou operações subsequentes que necessitem de alimentação com baixo percentual de sólidos. Espessura da torta: a espessura da torta é importante para a produtividade do equipamento. implicará em maior eficiência na separação sólido – líquido. maior percentual. maior a umidade retida. mas pode prejudicar na drenagem da água. Tamanho da partícula: quanto menor a partícula. Questão 2 a. b. uma espessura maior poderá implicar em percentual de umidade maior no produto. desta forma. Percentual de sólidos na polpa: o maior percentual pode melhorar a produtividade.

LUZ. M..]: CETEM.]. 1996. [S. (RT-04/80).l.112 REFERÊNCIAS LUZ. B. C. Belo Horizonte: Universidade Federal de Minas Gerais. . A. SILVA. LUZ.. Rio de Janeiro: CETEM/CPRM. et al. E. 1973. B. SAMPAIO.l.]: CETEM. Curso de tratamento de minérios. (Série 14). Estudos preliminares de concentração de wolframita.: s. A. Usinas de Beneficiamento de Minérios do Brasil. 1966.n. C. SAMPAIO. PERES. [S. B.: s. F. LINS. T da. C. H. Princípios de Tratamento de Minérios. SAMPAIO. Curso de Beneficiamento de minérios. [S.n. 1998.]: CETEM. A. TAVARES.]: CETEM. A. A. . l. L. J. B. Beneficiamento Gravimétrico. A. [19--]. 2001.l. F. Desativação de Minas: tecnologia Ambiental. R.. 2004. TRAJANO. J. M. [S. 1980..l.]. [S.l. et al. DAMASCENO. Tratamento de Minérios. E.A. [S.

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