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CRIMES HEDIONDOS

Tem previsão constitucional, no artigo 5º, 43:
Há uma diferença entre os crimes hediondos (definidos pelo legislador como
tal) e os crimes equiparados a hediondos (tortura, tráfico ilícito e
terrorismo).
OBS: Tráfico de drogas não é crime hediondo, mas sim crime equiparado à
hediondo. Crimes hediondos são só os dispostos no artigo 1º da Lei dos
Crimes Hediondos.
OBS: A lei de segurança nacional é a que tipifica o crime de terrorismo.
Os crimes hediondos e equiparados recebem um tratamento diferenciado,
mais rigoroso.
A lei 8072\90 define quais são os crimes hediondos e nos traz as
consequências.
O artigo 1º dispõe o rol dos crimes hediondos, que é um rol TAXATIVO:
I - homicídio, quando praticado em atividade típica de grupo de
extermínio, ainda que praticado por um só agente, ou o homicídio
qualificado. Essa “atividade típica” relaciona-se ao modo de execução do
crime (Ex: queima de arquivo, chacina etc)
O homicídio simples pode ser considerado crime hediondo?
Sim, quando praticado em atividade típica de grupo de extermínio.
O homicídio qualificado privilegiado pode ser classificado como crime
hediondo (Ex: sujeito que mata o estuprador da vítima queimado)?
Não. O privilegio afasta o caráter da hediondez.
VII-B - falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto
destinado a fins terapêuticos ou medicinais.
Consequências (art 2º):
Os crimes hediondos ou equiparados são:
- Insuscetíveis de anistia, graça ou indulto.
- São inafiançáveis. Não admitem fiança.
O STF entendeu que é inconstitucional vedar a liberdade provisória por
completo, pois a CF diz que ninguém será preso, salvo flagrante ou ordem
do juiz. A regra, portanto, é a liberdade, e não a prisão. A lei dos crimes
hediondos invertia essa ordem constitucional ao dizer que era inadmissível
a liberdade provisória com ou sem fiança. Hoje, só é proibida a liberdade
provisória com fiança. Admite-se, no entanto, a liberdade provisória sem
fiança do artigo 310, §único do CPP.
Ademais, o excesso de prazo de prisão em um crime hediondo irá acarretar
no relaxamento da prisão.

pois isso iria ferir a individualização da pena. na sentença. Se não estiverem presentes. o juiz irá analisar se estão presentes os fundamentos da preventiva.Prazo da prisão temporária: 30 dias. Quem cometeu o crime antes de 2007. se o apenado for primário. o réu vai continuar solto. O juiz. no caso dos condenados aos crimes previstos neste artigo. dar-se-á após o cumprimento de 2/5 (dois quintos) da pena. § 2o A progressão de regime. não há dúvida alguma. . Em 2007. No caso dos crimes hediondos. Mas e aquele que cometeu o crime antes de 2007? Progride de acordo com a lei de 2007 ou de acordo com a LEP (1\6 da pena). vai decidir motivadamente se o réu pode ou não apelar em liberdade. vai progredir com 1\6. Existe deserção por fuga no processo penal? Se o indivíduo está preso. prorrogáveis por mais 30. e de 3/5 (três quintos). pois o dispositivo anterior da Lei havia sido declarado constitucional. Se o indivíduo está respondendo o processo solto. Se estiverem presentes o juiz poderá decretar a prisão. foi modificado inserida a segunda disposição: Art 2º. §2º. ou 3\5 se reincidente.. a jurisprudência entende que não há mais deserção por fuga! . entendendo que não se aplica a lei nova. O STF e o STJ pacificaram a questão. apela e foge. o STF decidiu que era inconstitucional proibir a progressão de regime. Para aquele que cometeu o crime depois de 2007.Progressão de regime: nos crimes normais. pode haver a progressão de regime com 2\5 da pena cumprida se não reincidente. se dá com 1\6 do cumprimento da pena. No entanto. Pode o réu apelar em liberdade em caso de crimes hediondos? A lei dos crimes hediondos antecipou a atual redação do artigo 387 do CPC. se reincidente Portanto. Esse sujeito vai estar sujeito à disciplina do artigo 2º. a lei vedava a progressão de regime.