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Os princípios da administração científica de Frederick Taylor

Taylor nasceu nos Estados Unidos em 20 de março de 1856 e é considerado o pai da
Administração em suas bases científicas. Iniciou sua carreira como operário e depois como
engenheiro, chegando a ocupar cargos em altos postos nas empresas norte-americanas.
Como tinha larga experiência na própria linha de produção, foi um dos primeiros a destacar a
necessidade de racionalizar o tempo e a divisão do trabalho industrial para aumentar a
eficiência nas fábricas.
No seu principal livro, Os Princípios da Administração Científica, publicado em 1911, Taylor
afirma a necessidade de executar o trabalho administrativo em bases científicas e objetivas.
Sua grande contribuição teórica reside nas diretrizes que fixou para a racionalização do
trabalho industrial e na divisão de autoridade e supervisão ao nível de linha (autoridade
vertical).
A seguir, descrevemos os principais pontos de sua teoria:
- princípios científicos em substituição ao empirismo: com o objetivo de instituir a prática
administrativa científica, baseada em princípios e não no processo de tentativa sob risco;
- divisão do trabalho: determinando, através das regras básicas, a divisão em diferentes etapas
das diversas atividades;
- divisão de autoridade e responsabilidade: distinguindo as tarefas de planejamento e direção
daquelas referentes à execução do trabalho;
- treinamento e seleção do trabalhador: permitindo a qualificação do trabalhador mediante
seleção e aperfeiçoamento técnico;
- coordenação entre as atividades: articulação da atuação dos trabalhadores com os
supervisores e administradores;
Taylor tem sua importância por ter sido um dos precursores da importância do papel da ciência
na Administração.

A teoria de Henry Fayol
Henry Fayol nasceu na França em 1841 foi o autor do livro Administração Industrial e Geral,
que foi editado em 1916.
Fayol buscou uma visão mais geral da empresa e criou uma teoria mais global da ação
administrativa, ao contrário de Taylor que se dedicou mais as questões relativas à linha de
produção.
Na verdade as teorias de Taylor e Fayol se complementam, não obstante suas abordagem
diferentes.
O fundamento da teoria de Fayol tem base em seis funções básicas existentes na empresa,
definidas por ele da seguinte maneira:
1. Função técnica: corresponde à atividade produtiva da empresa.
2. Função comercial: abrange as tarefas de compra de mercadorias, matéria-prima, materiais
de consumo, etc necessárias ao desenvolvimento das atividades da empresa, assim como a
venda dos bens ou serviços por ela produzidos.
3. Função financeira: referente à atividade de obtenção e gerência dos recursos financeiros, em
termos de dinheiro ou crédito.

4. Função contábil: classificação e registro dos fatos econômico - financeiros ocorridos na
empresa, com o objetivo de apurar seus bens, direitos e obrigações, lucros ou prejuízos.
5. Função de segurança: visa a salubridade dos trabalhadores, condições de iluminação,
temperatura e prevenção de acidentes e à proteção de materiais, segurança de equipamentos,
instalações e construções, normas, etc.
6. Função administrativa: refere-se ao trabalho de gerência, direção e controle das atividades
para que a empresa possa atingir de forma racional seus objetivos, que na visão de Fayol, é a
mais importante, pois esta função direciona e comanda todas as outras.
Fayol também elaborou quatorze princípios administrativos que ao serem aplicados devem
levar em conta a realidade de cada empresa:
1. Divisão de trabalho: tanto em termos de tempo como de espaço, estudando as fases e
etapas de um mesmo trabalho;
2. Autoridade e responsabilidade: posição na empresa e qualificação;
3. Disciplina: mediante regras de subordinação aos superiores;
4. Unidade de comando: um certo número de subordinados recebe e acata ordens de um único
superior;
5. Unidade de direção: um certo número de atividades obedece à supervisão de um único
superior;
6. Subordinação do interesse individual ao coletivo: o interesse de um indivíduo não deve
prevalecer contra o interesse coletivo;
7. Remuneração: salários justos do ponto de vista da empresa e do trabalhador;
8. Centralização: concentração de direção nas mãos de um único controle ou direção;
9. Cadeias hierárquicas: define uma rigorosa estrutura de autoridade e responsabilidade;
10. Ordem: a perfeita ordenação humana e material;
11. Eqüidade: conciliação de interesses empresariais e trabalhistas;
12. Estabilidade: contra a rotatividade da mão-de-obra, julgando mais eficiente sua
permanência;
13. Iniciativa: abrangendo o dinamismo desde o principal executivo até os mais baixos níveis
de autoridade;
14. Cooperação: estimulando o espírito de equipe e a conjugação dos esforços para a meta
final.

Henry Ford
Ford também escreveu livros: Minha Filosofia de Indústria e Minha Vida e Minha Obra; este
respeitado industrial do automobilismo atuou no início do século XX, como pioneiro em sua
área de atuação, a empresa por ele criada ainda hoje é uma multinacional respeitada por
todos; ele também deixou registrados seus estudos e reflexões sobre sua experiência
administrativa.
Ao contrário de Fayol, que centrou sua análise no aspecto administrativo da empresa, Ford se
ocupou do sistema de produção empresarial como um todo, visando a sua maior eficiência.

permitindo o rápido retorno do capital investido. O operário não reage como indivíduo isolado. Lembrando sociólogos cujas observações nas comunidades mais simples demonstraram que o progresso industrial foi acompanhado por um profundo desgaste do sentimento espontâneo de cooperação. dotada de chefes democráticos. Os métodos de trabalho tendem todos para a eficiência. escreveu três livros se dedicando aos problemas humanos. concebendo um ritmo de trabalho em cadeia. a capacidade humana para o trabalho coletivo não manteve o mesmo ritmo de desenvolvimento. eliminação da capacidade ociosa de trabalhadores e equipamentos. 3. Com base nestas experiências Mayo passa a defender os seguintes pontos de vista: O trabalho é uma atividade tipicamente grupal: suas pesquisas indicaram que o nível de produção é mais influenciado pelas normas do grupo do que pelos incentivos salariais e materiais de produção. e combinamos isto com uma total incompetência social. As relações humanas e a cooperação constituem a chave para evitar o conflito social. sociais e políticos decorrentes de uma civilização baseada quase que exclusivamente na industrialização e na tecnologia. Estabeleceu também três princípios pelos quais deve se orientar a produção: 1.Ford introduziu conceitos modernos de produção em série e de linhas de montagem. Elton Mayo. de "ser reconhecida". o fundador do movimento. nenhum para a cooperação. mas tem causas mais profundas que as experiências feitas por Elton Mayo revelaram." Logo. O que deve haver é uma nova concepção das relações humanas no trabalho. Para Maio. a atitude do empregado em face de seu trabalho e a natureza do grupo do qual ele participa são fatores decisivos na produtividade. A cooperação humana não é o resultado das determinações legais ou da lógica organizacional. a nova elite de administradores deve compreender as limitações dessa lógica e ser capaz de entender a lógica dos trabalhadores. o conflito social é o . a Teoria das Relações Humanas preocupou-se intensamente com o esmagamento do homem pelo desenfreado desenvolvimento da civilização industrializada. enquanto a eficiência material aumentou poderosamente nos últimos duzentos anos. mas como membro de um grupo social: e as mudanças no seu meio o afetam. torna-se necessária a educação de uma elite social capaz de recobrar a cooperação. Para Mayo "Somos tecnicamente competentes como nenhuma outra idade da História o foi. A tarefa básica da Administração é formar uma elite capaz de compreender e de comunicar. Como resultado de suas experiências dentro das próprias empresas. de economicidade: emprego reduzido dos fatores de produção. persuasivos e simpáticos a todo pessoal: Ao invés de se tentar fazer os empregados compreenderem a lógica da administração da empresa. Elton Mayo . de receber adequada comunicação: Mayo se opunha à afirmação de Taylor de que a motivação básica do empregado era meramente salarial (homo economicus) Para Mayo o conflito social deve ser evitado a todo custo através de uma administração humanizada que faça um tratamento preventivo e profilático. 2. para poupar tempo e custos.Teoria das Relações Humanas Em meados do século XX. enquanto se cuida apenas dos aspectos materiais e tecnológicos do progresso humano. Para ele. A pessoa humana é motivada essencialmente pela necessidade de "estar junto". de intensificação: redução de tempo de produção. de produtividade: aumento da capacidade produtiva do trabalho. Mayo afirma que a solução do problema da cooperação não pode ser resolvido apenas através do retorno as formas tradicionais de organização. Mayo salienta que. verificou que a colaboração na sociedade industrializada não pode ser entregue ao acaso.

germe da destruição da própria sociedade. a cooperação é o bem estar social" . "O conflito é uma chaga social.

Há um estímulo à alienação do funcionário. . O objetivo é buscar a maior produtividade do trabalho. Isso levava os operários a fazerem o mesmo serviço de diferentes maneiras e isso acabava um pouco por prejudicar a produção já que não era uniforme a produção então foi criado a Organização Racional do Trabalho ( ORT). A Revolução Industrial foi o evento que proporcionou o inicio e o desenvolvimento da Administração como ciência baseada apenas em cada vez maior especialização do trabalho humano. Isso leva a um círculo vicioso onde diminuem os lucros. nascido na Grécia e educado no França. Referencias históricas mostram que até hoje conceitos administrativos de mais de 1200 A.C ainda são usados no nosso meio. falta de consideração do aspecto humano e deficiência das condições sociais. Administração Cientifica: Exploração dos empregados: a Administração Científica faz uso da exploração dos funcionários em prol de seus interesses. Taylor também observou que os operários aprendiam os seus ofícios olhando um companheiro trabalhar. aumentam as pressões. com imposição. o que comumente não ocorre nas organizações.Evolução das teorias administrativas Surgiu no despontar do século XX a chamada “Ciência da Administração” e com isso o desenvolvimento da Administração foi muito rápido A administração tal como conhecemos hoje é resultado histórico e integrado de inúmeros precursores. não percebendo que esse ser humano tem uma vida social fora do trabalho e que o ambiente influencia nas ações e satisfação do empregado.Na Teoria Clássica de Fayol e seus seguidores a ênfase é posta na estrutura da organização. não rendendo o seu máximo e influenciando nos rendimentos da empresa. maior eficiência do trabalhador e da empresa. Teoria Clássica da Administração: Surgiu na França o pilar da Escola Clássica. e com isso ocorre maior desmotivação.engenheiro. onde trabalhou e desenvolveu seus estudos. Deve-se sempre levar em consideração o aspecto biopsicossocial do empregado.Esse é um momento onde o patrão pensa que como ele paga o salário pode explorar o empregado. comandado por Henry Fayol . onde não são aceitas explicações e somente ocorre imposição do patrão perante seu empregado levando o mesmo a ficar desanimado e desmotivado.

Dessa forma. assim a organização industrial teria duas funções básicas:A função econômica . quanto mais integrado socialmente ao grupo.o nível de produção não é determinado pela capacidade física ou fisiológica do empregado. que veio a se formar logo em seguida.mais especificamente nas indústrias – pode ser claramente observado no filme de Carlitos: "Tempo Modernos". Fayol sempre afirmou que seu êxito se devia não só às suas qualidades pessoais.A maior crítica relativa à influência negativa que os conceitos Taylor e Fayol tiveram na gestão de empresas . surgem outras escolas de Administração. como as de Fayol. a começar pela Escola de Relações Humanas. o método de trabalho e a organização formal dão lugar aos aspectos psicológicos e sociológicos.Tal experiência recebeu o nome de Hawthorne esse estudo foi desenvolvido por fases e teve a duração de 1927 a 1932. global e universal da empresa. auxiliado por F. até mesmo. Fayol procurou demonstrar que.b) O comportamento social dos empregados se apóia totalmente no grupo . Roethlisberger (iniciar estudos na Western Electric Company. tanto as teorias desenvolvidas por Taylor. Exatamente como Taylor. mas pela capacidade social do trabalhador que. como se fora uma máquina. que permitiu o aparecimento de novos conceitos sobre administração. entrega ao seu sucessor em situação de notável estabilidade. os enfoques são nas "pessoas".J. com previsão científica e métodos adequados de gerência.tanto as recompensas como as sanções aplicadas pelo grupo tinham para o operário um efeito muito superior àquelas aplicadas pela empresa. mas produzirá.Coube a George ELTON MAYO considerado o "pai das relações humanas". Principalmente a partir da contribuição de psicólogos e sociólogos.a empresa passou a ser visualizada como uma organização social composta de diversos grupos informais: que . com uma visão anatômica e estrutural. mas aos métodos que empregara. mas sim como membro do grupo. uma empresa em difícil situação. aos 47 anos.produzir bens e serviçosA função social . fundamentalmente operacional (homem/máquina). A experiência administrativa de Fayol começa como gerente de minas..A Teoria Clássica da Administração partiu de uma abordagem sintética. sofreram críticas por serem eminentemente mecanicistas e. os resultados desejados podem ser alcançados.o operário não age isoladamente.c) As recompensas como as sanções sociais são importantes . e chegaram as seguintes conclusões:a) O nível de produção é resultante da integração social . aos 25 anos e prossegue na Compagnie Comantry Fourchambault et Decazeville. Teoria das Relações Humanas: Na teoria das relações humanas. A máquina. Os resultados permitiram o estabelecimento dos princípios básicos da Escola de Relações Humanas. iniciada com Elton Mayo e Mary Parker Follet.distribuir satisfações. motivadas no sentido da exploração do trabalhador. que ele administra com grande eficiência e.d) Os grupos informais são diversos . enquanto na Administração Científica a abordagem era. em 1918.

o ecletismo aberto e receptivo. políticas.e) As relações humanas são intensas e constantes . A organização é a função administrativa que consiste no agrupamento das atividades necessárias para realizar o planejado. seu comportamento é influenciado pelo meio ambiente e pelas normas existentes. procedimentos.os elementos emocionais do comportamento humano passam a merecer uma observação e acompanhamento especial. comparação do desempenho . seus objetivos. observação do desempenho. e as variáveis que uma considerava centrais eram quase ignoradas pela outra. suas crenças.f) A importância do conteúdo do cargo afeta o moral do trabalhador trabalhos simples e repetitivos tornam-se monótonos e maçantes.os indivíduos dentro da organização participam de grupos sociais e mantêm-se em uma constante interação social. ênfase nos resultados e objetivos e. O estabelecimento dos objetivos é o primeiro passo do planejamento. O controle é constituído por quatro fases: estabelecimento de padrões. organizado e dirigido cumpriu os objetivos pretendidos. programas ou programações e normas ou regulamentos. É uma atividade de comunicação. nível departamental (desenho departamental) e nível das tarefas e operações (desenho de cargos e tarefas). O controle é a função administrativa que busca assegurar se o planejado.definem suas regras de comportamento. ênfase nos princípios clássicos de administração. a Teoria das Relações Humanas foi diametralmente oposta à Administração Científica: os fatores considerados decisivos e cruciais por uma escola. programas. a direção ocorre em três níveis: nível global (direção). mal eram focalizados pela outra. tático e operacional. A Teoria Neoclássica: A Teoria Neoclássica surgiu com o crescimento exagerado das organizações.g) Deve se dar ênfase aos aspectos emocionais . cobrindo objetivos organizacionais. A direção é a função administrativa que orienta e guia o comportamento das pessoas na direção dos objetivos a serem alcançados. O planejamento é a função administrativa que determina antecipadamente os objetivos e como alcançá-los. É identificada por algumas características marcantes: ênfase na prática da Administração. orçamentos. reafirmação relativa (e não absoluta) dos postulados clássicos. sobretudo. suas formas de recompensas e punições. diretrizes. afetando de forma negativa o trabalhador e reduzindo sua eficiência. a organização pode ocorrer em três níveis: nível global (desenho organizacional). Em sua abrangência. metas. Uma das questões foi o dilema sobre centralização versus descentralização. Em muitos aspectos. Em sua abrangência. o planejamento ocorre em três níveis: estratégico. métodos e normas. Há uma hierarquia de objetivos para conciliar os objetivos simultâneos em uma organização. Quanto à sua abrangência. nível departamental (gerência) e nível operacional (supervisão). Existem quatro tipos de planos: procedimentos. cuja estrutura nem sempre coincide com a organização formal da empresa. Os neoclássicos focalizam os fatores de descentralização e as vantagens e desvantagens da centralização. motivação e liderança e refere-se a pessoas.

Em sua abrangência. que eram incompletas.com o padrão estabelecido e ação corretiva para eliminar os desvios. democrática e participativa servindo como base para novos esquemas de avaliação de desempenho humano. dimensionando as respectivas contribuições (metas). falta de participação da alta direção.Parte do conceito de estrutura. falta de acompanhamento e controle. em um determinado período em termos quantitativos.acompanham sistematicamente o desempenho (controle) procedendo as correções necessárias.Representa também uma visão extremamente crítica da organização formal. conjuntamente. . A APO funciona como uma abordagem amigável. não possibilitando uma compreensão clara das organizações.O movimento estruturalista teve um caráter mais filosófico na tentativa de obter a interdisciplinaridade das ciências. estabelecer a estratégia empresarial a ser utilizada parta alcançar os objetivos globais e quais táticas serão adotadas. tático e operacional. aspectos prioritários. isto é. como uma composição de elementos visualizados em relação à totalidade da qual fazem parte. Escola burocrática: A escola burocrática foi criada para sanar a fragilidade e parcialidade da teoria clássica e da teoria das relações humanas. remuneração flexível e. Teoria Estruturalista: A Teoria Estruturalista representa um desdobramento da Teoria da Burocracia e uma leve aproximação à Teoria das Relações Humanas. Administração por objetivos: A Administração por objetivos é uma técnica participativa de planejamento e avaliação por meio da quais superiores e subordinada definem. Após a escolha e fixação dos objetivos organizacionais. Poderá haver conflitos entre os departamentos face aos objetivos individuais. sobretudo para a compatibilização entre objetivos organizacionais e individuais. . o controle pode ocorrer em três níveis: estratégico. a saber: .Portanto por sua natureza todas as partes estão estruturadas(subordinadas uma a outra) de tal forma que alterações em qualquer delas implica em rever o todo. o próximo passo é saber como alcançá-los .estabelecem objetivos (resultados) a serem alcançados.

A partir da Teoria Clássica. mas dentro de um contexto organizacional. mais especificamente. As contribuições de cada participante à organização variam enormemente em função não somente das diferenças individuais. Assim. Aqui ainda predomina a ênfase nas pessoas. da psicologia organizacional. Esse conceito utiliza a noção tradicional de divisão do trabalho ao se referir às diferentes atividades e à coordenação existente na organização e refere-se às pessoas como contribuintes das organizações. ela deve ser estruturada e dinamizada em função das condições e circunstâncias que caracterizam o meio em que ela opera. . totalmente nas organizações. com o comportamento organizacional. as pessoas. Abordagem Comportamental: A abordagem comportamental marca a mais forte ênfase das ciências do comportamento na teoria Administrativa e a busca de soluções democráticas e flexíveis para aos problemas organizacionais. o Estruturalismo busca integrar os seus conceitos e processos através da abordagem múltipla na análise das organizações. É com a abordagem comportamental que a preocupação com a estrutura se desloca para a preocupação com os processos e com a dinâmica organizacional. Esta abordagem originou-se das ciências comportamentais e. Toda organização atua em determinado meio ambiente e sua existência e sobrevivência dependem da maneira como ela se relaciona com esse meio. isto é. mas também do sistema de recompensas e contribuições pela organização. inaugurada com a Teoria das Relações Humanas. da Teoria das Relações Humanas e da Teoria da Burocracia. Teoria do desenvolvimento organizacional: O conceito de organização para os especialistas em D O é tipicamente comportamentalista: "uma organização é a coordenação de diferentes atividades de contribuintes individuais com a finalidade de efetuar transações planejadas com o ambiente". em vez de estarem elas próprias.

sobretudo. um formidável suporte na tomada de decisões.Os autores do D. no animal e na máquina. Cibernética é a ciência da comunicação e do controle. bem como a Teoria de sistemas.O destacam que as estruturas convencionais não tem condições de estimular as atividades inovadoras nem se adaptarem as circunstancias de mudanças. A Teoria Matemática trouxe enorme contribuição à Administração permitindo novas técnicas de planejamento e controle no emprego de recursos materiais. abordando-os do ponto de vista estatístico ou matemático. Desenvolvem uma nova conscientização social dos participantes das organizações. É uma metodologia que busca conjugar conceitos de diversas ciências a respeito de determinado objeto de pesquisa. financeiros. oferecendo técnicas de aplicação ao nível operacional situado na esfera de execução. Foi criada por Norbert Wiener entre os anos de 1943 e 1947. Os sistemas orgânicos tornam as organizações coletivamente conscientes dos seus destinos e da orientação necessária para melhor se dirigir a eles. seu passado pessoal e sua autoconscientização. Os especialistas em D. A Teoria Matemática presta-se a aplicações de projetos e trabalhos baseando-se na total qualificação dos problemas administrativos. humanos e. através de uma abordagem quantitativa. É baseada na idéia de que um determinado objeto de estudo possui diversas dimensões e facetas que podem ser estudadas e entendidas por diversas ciências e que conceitos e princípios emanados de diferentes ciências podem ser empregados no estudo e compreensão de determinado fenômeno por determinada ciência. na época em que surgiu o primeiro computador. no sentido de aperfeiçoar a execução de trabalhos e diminuir os riscos envolvidos nos planos que afetam o futuro a curto ou longo prazo.O adotam uma posição antagônica ao conceito tradicional da organização. os quais. Teoria Geral dos Sistemas: . Teoria Matemática da Administração: A Teoria Matemática põe ênfase no processo decisório e procura tratá-lo de modo lógico e racional. Cibernética e Administração: A Cibernética é uma ciência relativamente jovem. definem o papel deles em relação à sua organização. salientando as diferenças fundamentais existentes entre os sistemas mecânicos (típicos do conceito tradicional) e os sistemas orgânicos (abordagem do DO). contando com sua vivência particular.

as teorias administrativas anteriores são colocadas à prova. de outro impões coações e ameaças à organização. A compreensão dos sistemas somente ocorre quando estudamos os sistemas globalmente. A abordagem contingencial mesmo tendo analisado outras escolas como a Teoria Clássica ou a Teoria de Sistemas. nela nada é absoluto ou universalmente aplicável. Tudo é composto de variáveis sejam situacionais. a tecnologia e o ambiente. a estrutura. . circunstanciais.A Teoria Geral de Sistemas não busca solucionar problemas ou tentar soluções práticas.). tecnológicas. De um lado o ambiente oferece oportunidades e recursos. permitindo assim uma visão conjunta. necessidade. atualizadas. abrangente com maior maleabilidade e adaptação para cada organização e para a Administração como um todo. mas sim produzir teorias e formulações conceituais que possam criar condições de aplicações na realidade empírica.Ela critica a visão que se tem do mundo dividido em diferentes áreas do conhecimento. A Teoria Geral dos Sistemas afirma que as propriedades dos sistemas não podem ser descritas significativamente em termos de seus elementos separados. com fronteiras solidamente definidas e espaços vazios entre elas. que classifica como arbitrárias. ampliadas. mas adaptouas a outros termos. econômicas. pois. etc. envolvendo todas as interdependências de suas partes. enfim diferem em diferentes graus de variação. a abordagem contingencial enfoca as organizações de dentro para fora colocando o ambiente como fator primordial na estrutura e no comportamento das organizações. Dentro de seu estado. ambiente. sua conclusões são confirmadas (cada uma de acordo com sua época. consegue coordenar os princípios básicos da Administração como: as tarefas. De todas as Teorias Administrativas. aceitou suas premissas básicas. pois além de considerar as contribuições das diversas teorias anteriores. compatibilidade. ambientais. interação. Teoria Contingencial: A Teoria da Contingência enfatiza o mais recente estudo integrado na teoria da Administraçao é sem dúvida a mais eclética de todas. integradas dentro de uma abordagem mais complexa. as pessoas.

5 – A Administração Estratégica na Gestão Pública. Schools and principles of it. ABSTRACT Presents the administration’s primordium.. A evolução do pensamento da Ciência da Administração e suas Escolas. Administração Estratégica. sua evolução. Empreendedorismo. Escolas da Administração. “. evolution. Escolas e princípios. 4 – Empreendedorismo dentro e fora da Gestão Pública.” . Conclusão. assim também a crítica nunca há de matar o que deve viver. UNIDADE DE ENSINO SUPERIOR DOM BOSCO – UNDB MAURÍCIO MARQUES DE FIGUEIRÊDO AS ESCOLAS DA ADMINISTRAÇÃO. 1 – A história da Administração e suas escolas. Gestão Pública. Maurício Marques de Figueirêdo Sumário: Introdução..MA . A evolução do pensamento da Ciência da Administração e suas Escolas. São Luís . 3 – Um panorama da Gestão Pública até o início do Século XXI. . lançar por terra os trabalhos alheios.. 2 – A Administração Estratégica.AS ESCOLAS DA ADMINISTRAÇÃO. sem se recordarem que assim como o elogio nunca deu vida ao que deve morrer.2005 AS ESCOLAS DA ADMINISTRAÇÃO. RESUMO Apresenta-se os primórdios da Administração. A evolução do pensamento da Ciência da Administração e suas Escolas. PALAVRAS-CHAVE: História da Administração..

neste início de século XXI. ou seja. p. depois a Teoria dos Sistemas. suas escolas e pensamentos desde os primórdios. cada vez mais estão se profissionalizando através do conhecimento e de leis. tecnológicos e humanos. A Administração é uma Ciência que completou um século de criação oficial. organizar. tomando por base a Obra Shop Management de Taylor em 1903. No primeiro momento deste trabalho é feita uma breve apresentação da Administração. No segundo momento apresenta-se os primórdios da Administração. o conceito de Administração é: a maneira de governar organizações ou parte delas. a Teoria Neoclássica e por último a Administração Estratégica. apresenta-se as duas primeiras Escolas. tornase fundamental para que sejam entendidos os caminhos percorridos e as tendências futuras desta Ciência. Os recursos podem ser financeiros. No quarto momento. 18). a Abordagem Contingêncial. Segundo Chiavenato (2000. É o processo de planejar. Resgatar a história da Administração. materiais. Alguns estudiosos consideram Arte e não ciência. onde a evolução tecnológica e a globalização são fatores determinantes para manter essas Organizações no mercado. Portanto. no sétimo a Teoria Contingêncial ou Behaviorista.César Augusto Marques INTRODUÇÃO As Organizações. Desta forma é interessante citar Carvalho. a Científica e a Clássica. forçadas pela forte concorrência dada pela atual configuração mundial. cada um com suas particularidades e importância formando o todo dentro da Administração. no sexto a Burocracia de Max Weber. como ele descreve o que é arte e o . e vive em constante evolução como quase todas as outras Ciências. No terceiro momento são apresentadas as Escolas da Administração e seus criadores. uma Ciência-Arte. p. no oitavo a Escola Estruturalista. pois tem seu foco nos recursos de qualquer natureza necessários para gerir qualquer que seja o negócio. (1837. 1 – UMA BREVE APRESENTAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO A Administração é uma prática antiga e uma ciência relativamente nova. 2-3). desde que o homem passou a se organizar em sociedade e a realizar transações comerciais via escambo ou já com a utilização da moeda a Administração é utilizada. em seguida a Escola do Desenvolvimento Organizacional. porém é importante considerar que se trata dos dois. No quinto momento a Escola das Relações Humanas. dirigir e controlar o uso dos recursos organizacionais para alcançar determinados objetivos de maneira eficiente e eficaz.

Direção É o processo de realizar atividades e utilizar recursos para atingir os objetivos. têm por fim indicar o como se faz alguma coisa. pois. 30) cita Zimbardo e Ebbesen (1970. p. [ ] A Ciência. para acionar os recursos que realizam as atividades e os objetivos. [. FONTE: Maximiano (2002. define que “Administração significa em primeiro lugar. inicia-se novamente todo o processo. Vale ressaltar. p. porém. p. quando necessários.especialmente o processo de direção. e quando a Administração é tratada como Arte. quer dizer arte. cada uma com sua ênfase. uma teoria é uma representação abstrata do que se percebe como realidade.. não sendo outra coisa senão a prática dos princípios da Ciência. 27). Essencialmente. 64) para definir o que . quatro processos principais interligados: Planejamento. A partir dai são feitas alterações baseadas nas avaliações. Maximiano (2002. Ainda sobre os conceitos de Administração. na verdade é a técnica. Desta forma. atividades e recursos. para que os objetivos sejam alcançados de maneira eficiente.que é Ciência. ensina o por que se faz essa coisa. A arte. E como se trata de um ciclo. O processo de execução envolve outros processos. PROCESSO DESCRIÇÃO Planejamento É o processo de definir objetivos.] . eficaz e efetivo. p. seu foco e seus pensadores.. Organização execução e controle. As Teorias da Administração são divididas através de Escolas de pensamentos. A teoria é um conjunto de afirmações ou regras feitas para enquadrar alguma parte do mundo real. Maximiano (2000. o modo de fazer. é também o processo de distribuir os recursos disponíveis segundo algum critério. que Arte está relacionada com a estética.. 26). Ação. Todos os processos administrativos iniciam-se com o planejamento e terminam com a avaliação.” Segue o quadro com as descrições dos processos da Administração. Controle É o processo de assegurar a realização dos objetivos e de identificar a necessidade de modifica-los.. Organização É o processo de definir o trabalho a ser realizado e as responsabilidades pela realização. A Administração é um ciclo no qual os processos estão sempre em mutação evolutiva. pois a tradução do grego tecné.

C. e segue dizendo “Toda as decisões devem ser baseadas . p. Essa contribuição dos filósofos segundo Chiavenato (2000. antes da Administração vir a se tornar também uma Ciência. Cada um desses filósofos deu importante contribuição a Administração. criar a representação. segundo Lodi (2003. por Bacon (1561 – 1626). Adam Smith (1723 – 1790) que revoluciona o mundo com seu livro A Riqueza das Nações onde cita a divisão do trabalho e a divisão das tarefas. a Igreja. em quadro representativo dos primórdios que será apresentado a seguir.é uma teoria. Chiavenato (2000. p. por Descartes (1596 – 165). p. filósofo grego. 25-38). 28) cita a Igreja católica que utilizava a hierarquia da autoridade. Na seqüência Chiavenato cita Hobbes (1588 – 1679). E assim cada Escola do pensamento da Administração apresenta sua própria teoria para formalizar. por Aristóteles (384 a. Marx (1818 – 1883) e Engels (1820 – 1895) e a teoria da origem econômica do Estado. – 399 a. que defende o governo absoluto devido a sua visão pessimista da humanidade. 26 – 27). já o administrador é quem o faz sendo formado em Administração.C.C. Carl Von Clausewitz (1780 – 1831). Cita ainda como influência dos economistas. segundo Chiavenato (2000. 26) “expõe seu ponto de vista sobre a Administração como uma habilidade pessoal separada do conhecimento técnico e da experiência”. O conhecimento das teorias é altamente relevante para quem pretende seguir carreira de administrador ou gestor. daí surge alguma confusão entre gestor e administrador. onde segundo Chiavenato (2000.C. Normalmente essa diferenciação não é feita. do conhecimento obtido através de estudos. discípulo de Sócrates. 18) descreveu. já reconhecida como tal. p. passando pela Revolução Industrial e os pioneiros e empreendedores. 22 – 23) que apontam para os egípcios 4000 a.C. Pesquisando sobre os primórdios da Administração através de pensadores e pesquisadores de outras Ciências.C. Como Organização militar. pois. surge.). Gestor é quem geri uma Organização qualquer sem possuir o título de Administrador. os economistas. p. em seguida Rousseau (1712 – 1778) e sua teoria do contrato social. continua passando por Platão (429 a. p. os militares. a Administração é uma prática muito antiga que só recebe status de Ciência muitos anos depois. 2 – OS PRIMÓRDIOS DA ADMINISTRAÇÃO A Administração teve em seus primórdios os filósofos.C. p. Continuando. – 322 a. vem da época de Sócrates (470 a. confirmando o que Chiavenato (2000.). A influência dos filósofos é a mais antiga. mesmo existindo relatos do próprio Chiavenato (2000. pesquisas e observação transformando-os em regras. mesmo princípio das organizações militares que possuíam unidade de comando dentro de uma escala hierárquica. general prussiano. surge então de forma enfática a palavra planejamento muito citada posteriormente pelos pensadores da Administração. pode-se reafirmar que. – 347 a. 15). que muito escreveu sobre guerra e disse que “administrar uma grande organização requer planejamento cuidadoso”.).

existe uma necessidade de se analisar os cenários e dele tirar conclusões embasadas em fatos. CRONOLOGIA DOS PRINCIPAIS EVENTOS DOS PRIMÓRDIOS DA ADMINISTRAÇÃO ANO AUTORES EVENTOS 4000 AC Egípcios Necessidade de planejar. Recomendou o uso de dados na Administração de uma empresa. 16). 16) “que o administrador deve aceitar a incerteza e planejar de modo a minimizar essa incerteza”. Uso de consultoria de staff. p. 170 . ou seja. “decisões devem ser científicas e não intuitivas”. considerado o primeiro computador digital. organizar e controlar. 1800 AC Hamurabi (Babilônia) Uso de controle escrito e testemunhal. p. a fixação de tempo-padrão para operações repetitivas. 22 – 23) demonstra em um quadro reproduzido de Pradip N. p. no mesmo ano em que Adam Smith publica A Riqueza das Nações. 30) da Revolução Industrial e dos pioneiros e empreendedores. a divisão do trabalho entre esforço físico e mental. Surge ainda a influência descrita por Chiavenato (2000. E diz ainda. segundo Lodi (2003. 13) divide em duas fases: 1780 a 1860 – revolução do carvão e do ferro. vende na Inglaterra a primeira máquina a vapor. James Watt (1736 – 1819). p. Portanto. 2600 AC Egípcios Descentralização na organização. o que Taylor viria a comprovar através de seus estudos e na prática. segundo Lodi (2003. Khandwalla (1977. já no Século XIX. em 1776. por criar o motor diferencial. Westinghouse e General Eletric – GE.na probabilidade e não na necessidade lógica”. Chiavenato (2000.172) a cronologia dos primórdios da Administração. matemático inglês. a determinação de custos precisos para cada processo e a fixação de uma bonificação proporcional à influencia do operário e ao sucesso da empresa. que no primeiro caso. p. dentre outras. 22). Quanto a Revolução Industrial. Clausewitz disse ainda. 2000 AC Egípcios Necessidade de ordens escritas. a Carnegie. 1860 a 1914 – revolução do aço e da eletricidade. p. estabelecimento do salário mínimo. Faria (2002. segundo Corrêa (2003. Charles Babbage (1792 – 1871). era o pensamento e idéias antigas desse e de outros pensadores primórdio da Administração. tido como o pai do computador. uma outra transformação principalmente nos EUA e na Inglaterra com o surgimento de grandes empresas como a Standard Oil. há uma transformação no trabalho com o surgimento de fontes de energia e das máquinas e no segundo. p. .

Princípio da especialização. 1832 Charles Babbage (Inglaterra) Ênfase na abordagem científica e na especialização. amplitude administrativa. McCallum (EUA) Usu do Organograma para a estrutura organizacional. enunciados das qualidades de liderança. gratificações natalinas. 1800 James Watt Mathew Boulton (Inglaterra) Procedimentos padronizados de operação. balanços contábeis. 1436 Arsenal de Veneza Contabilidade de custos. controle de inventários. planejamento. 400 AC Sócrates (Grécia) Ciro (Pérsia) Platão (Grécia) Enunciado da Universidade de Administração. 1525 Niccoló Machiavelli (Itália) Princípio de consenso e de coesão na organização. incentivo salarial. linha de montagem. 1767 Sir James Stuart (Inglaterra) Teoria da fonte de autoridade. . Princípio escalar. Contabilidade de custos e controle de qualidade. conceito de controle. efeito das cores na eficiência do operário. 1799 Eli Whitney (EUA) Método científico. 1776 Adam Smith (Inglaterra) Principio da especialização dos operários. Administração de pessoal. especificações. auditoria. 175 AC Cato (Roma) Descrição de funções. estudo de tempos e movimentos. impacto da automação. Necessidade de relações humanas. diferenciação entre gerentes e operários. Princípio da exceção. 1856 Daniel C. treinamento dos operários. contabilidade de custos. divisão do trabalho. táticas políticas. especialização. método de trabalho. 500 AC Mencius (China) Necessidade de sistemas de padrões. Padronização.1491 AC Hebreus Conceito de organização. arranjo físico e manuseio de materiais. planos de casas para os operários. estudo de movimentos. 600 AC Nabucodonosor (Babilônia) Controle de produção e incentivos salariais. 1810 Robert Owen (Inglaterra) Práticas de pessoal. tempos padrões. Administração sistemática em ferrovias. 284 Dioclécio (Roma) Delegação de autoridade.

7 e 8) que em dois momentos da Obra apresenta quadros demonstrativos com objetivo de focar cada Teoria/Escola. 22 – 23). prêmios de produção. • Teoria de Sistemas. ENFASE TEORIA PENSADOR/ANO ENFOQUE Administração Científica Frederick Taylor (1903) Racionalização do trabalho no nível . • Desenvolvimento Organizacional. • Abordagem Contingêncial. Ciência da Administração. o seu principal fundador. Procurando apresentar uma melhor visualização e entendimento sobre cada uma dessas Teorias. estudo de tempos e métodos. o quadro a seguir procura mostrar de forma resumida e condensada a ênfase dada. o ano de criação e o enfoque.1886 Henry Metcalfe (EUA) Arte da Administração. 3 – AS ESCOLAS DA ADMINISTRAÇÃO E SEUS CRIADORES As Escolas. cooperação entre operários e gerencia. princípio de exceção. p. • Teoria Neoclássica. As Teorias da Administração são baseadas em pensamentos e estudos que evoluíram através dos tempos desde sua criação. FONTE: CHIAVENATO (2000. • Teoria da Burocracia. p. 1900 Frederick Winslow Taylor (EUA) Administração Científica. Teorias ou abordagens da Administração surgem a partir do século XX e são elas 11(onze): • Teoria Clássica e Teoria Cientifica. • Escola de Relações Humanas. • Teoria Comportamental ou Behaviorista. ênfase no planejamento e controle. • Administração Estratégica. Todas as informações que compõem este quadro são baseadas em Chiavenato (2000. • Teoria Estruturalista. • Administração por Objetivos.

Integração dos objetivos organizacionais e individuais. Relações Humanas Elton Mayo (1932) Organização informal. PESSOAS Comportamental Douglas McGregor (1957) Estilo de Administração.operacional TAREFAS Teoria Clássica ESTRUTURA Teoria Neoclássica Henry Fayol (1916) Peter Drucker (1954) Organização formal. Burocracia Max Weber (1909) Organização formal burocrática. Desenvolvimento Organizacional (1962) Mudança organizacional planejada. Estruturalista Várias influencias (1947) Lévy-Strauss Gurwitch e Radcliff Brow Karl Marx e Weber Múltipla abordagem: Organização formal e informal. Racionalidade organizacional. liderança. Análise intra-organizacional e análise interorganizacional. Abordagem de sistema aberto. Motivação. . Funções do Administrador. comunicações e dinâmicas de grupo. Princípios gerais da Administração. Teoria das decisões.

Já na década de 1920. p. pelo engenheiro Frederick Winslow Taylor (1856 – 1915). p. aumentando a quantidade produzida e reduzindo o tempo de montagem dos veículos. abordagem fechada. Frank Bunker Gilbreth (1868 – 1924). ênfase na estrutura formal das Organizações. adotando métodos racionais e padronizados além de uma máxima divisão das tarefas. criada nos EUA. Taylor teve Henry Lawrence Gantt (1861 – 1919). 45 – 48) e a descrição de Ferreira et ali (1997. Teoria da Continência (1972) Administração da tecnologia (imperativo tecnológico). 25). No mesmo momento na França. Já para esta Teoria. 25). p. foco nos operários e nas tarefas. 24 e 25) considera que suas principais falhas estão . ou linha de montagem como é mais conhecida. como seus principais seguidores. Henry Fayol (1841 – 1925) que tem origem na gerencia administrativa. conforme Globo Administração (2000). Teoria da Continência (1972) Análise ambiental (imperativo ambiental). 17 e 18). Henry Ford cria a produção em série. 4 – A ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA E CLÁSSICA A primeira Escola que surge é a de Administração Científica. seguindo a cronologia de Chiavenato (2000. Esse foi um dos grandes avanços para a Industria e uma revolução para os processos produtivos. segundo Ferreira et ali (1997. adoção de princípios administrativos pelos altos escalões. demorava apenas uma hora e vinte minutos uma redução de mais de 89 % no tempo de produção. superespecialização do operário e exploração dos empregados. p. Quando o modelo T da Ford foi lançado em 1908. Homo economicus. os pontos negativos desta Teoria são o enfoque mecanicista do ser humano. Abordagem de sistema aberto. a montagem do veículo demorava doze horas e vinte minutos. Abordagem de sistema aberto. p. com origem no chão da fábrica. Ainda segundo Ferreira et ali (1997. Ferreira et ali (1997. Harrington Emerson (1853 – 1931) e Henry Ford (1863 – 1947).AMBIENTE Teoria Estruturalista (1947) Análise intra-organizacional e análise ambiental. TECNOLOGIA Este quadro resume bem o que cada Teoria/Escola têm como ênfase e enfoque dentro das Organizações. surge a Teoria Clássica criada por outro engenheiro. A seguir é tratada de cada uma das Teoria/Escola de forma detalhada.

ou seja.na obsessão pelo comando. poder. a racionalidade. “O movimento Behaviorista surgiu como evolução de uma dissidência da Escola de Relações Humanas. na fábrica da Western Electric Company (Hawthorne. onde os aspectos de processo decisório se dá de forma participativa. que recusava a concepção de que a satisfação do trabalhador gerava de forma intrínseca a eficiência do trabalho”. define a razão da criação desta Teoria. Os pontos negativos desta Teoria segundo Ferreira et ali (1997. autoridade e consentimento. ênfase excessiva nos grupos informais. Segundo Ferreira et ali (1997. p. a empresa como sistema fechado (igual a Científica. a substituição dos objetivos por normas impostas e o conflito entre público e funcionários. não considera o ambiente externo) e a manipulação dos trabalhadores. 40 a 43) os principais pontos desta Teoria são baseados na cooperação e valorização do trabalhador. p. 7 – A TEORIA COMPORTAMENTAL OU BEHAVIORISTA Surge então a Teoria comportamental. As principais críticas a esta Teoria. a despersonalização do relacionamento entre colegas. restrição de variáveis e da amostra. 34 a 36). p. Chicago) por Elton Mayo (1880 – 1949). dominação e Administração. baseados nos conceitos de comportamento de grupos sociais de Kurt Lewin (1890 – 1947). a divisão do trabalho e hierarquia. 6 – A BUROCRACIA DE MAX WEBER A Teoria da Burocracia surge através do sociólogo e economista alemão Max Weber (1864 – 1920) que caracteriza. 31 e 32) são a negação do conflito entre empresa e trabalhadores. separação entre propriedade e Administração e organização informal. o homem organizacional. na sociedade e nas organizações segundo Ferreira et ali (1997. 40). são a limitação da espontaneidade. Homem administrativo onde considera o Homem como um ser racional e os conflitos de objetivos entre . desta forma Ferreira et ali (1997. 5 – A ESCOLA DAS RELAÇÕES HUMANAS A Escola de Relações Humanas surge a partir da experiência desenvolvida de 1927 a 1929. espionagem disfarçada e ausência de novos critérios de gestão. com foco nas pessoas. reconhece o poder da liderança. autoridade. ainda segundo Ferreira et ali (1997. também conhecida como Behaviorista. concepção utópica do trabalhador. como a ética protestante como princípio básico. p. p. 27 e 29). promoção e seleção.

 São características. onde na Teoria X o ser humano é incapaz de pensar e agir e a Teoria Y onde é considerado o ser humano como responsável e compromissado com as Organizações. 9 – TEORIA DOS SISTEMAS A Teoria dos Sistemas nasce através do biólogo alemão Ludwig von Bertalanffly que em 1937 lançou as bases da Teoria Geral dos Sistemas. as submissões do indivíduo à socialização. os conflitos inevitáveis entre os interesses dos trabalhadores e da Organização. Outros nomes importantes desta Escola são: McClelland (dividiu os fatores motivacionais). 8 – A ESCOLA ESTRUTURALISTA A Teoria ou Escola Estruturalista surge a partir da Escola Burocrática tentando resolver os conflitos entre a Teoria Clássica e a de Relações Humanas e da própria Teoria Burocrática fortemente influenciada pelo estruturalismo nas Ciências Sociais. Neste momento surge Douglas McGregor (1906 – 1964) e sua Teoria X e Y. que os lideres com foco nos funcionários obtinham mais produtividade. ainda segundo citado por Ferreira et ali (1997. ou seja. Frederick Herzberg (buscou os fatores motivacionais) e Rensis Likert que identificou através de pesquisas. segundo Ferreira et ali (1997.trabalhadores e Organização. Os pressupostos desta Teoria. 58) reconhecem que: . p. materiais e sociais. a hierarquia vista como maléfica a comunicação e os incentivos mistos. pois com a maturidade dentro da Empresa o trabalhador pensa melhorias para a Organização mas falta canais de comunicação para propor-las. segundo Ferreira et ali (1997. p. Karl Marx e o estruturalismo dialético que via como conjunto de partes diferenciadas. Gurwitch e Radcliff-Brow e o estruturalismo concreto. onde ele cita as seguintes influencias: Lévy-Strauss e o estruturalismo abstrato (empírico). segundo Ferreira et ali (1997. 53 a 54). 52). Max Weber e o estruturalismo fenomenológico que via a dificuldade do ideal se tornar real. p. do estruturalismo. p. 58). desejo de se destacar dentro da sua função para refletir no ambiente onde ele vive. Essa Teoria foi amplamente reconhecida nos anos de 1960 dentro da Administração.

pode ser resumido na forma em que considerando os fatores externos da Organização. onde no ambiente interno. Implantação e recongelamento. . são elas: Descongelamento. As principais características desta Teoria são explicadas sobre os seguintes aspectos segundo ainda Ferreira et ali (1997. outputs. esta teoria aproxima-nos da meta da unidade da Ciência. conflitos de papeis. Cultura social e concorrência. onde ocorre a evolução baseada em três fatores. ou agregação de valor. • Desenvolvendo princípios unificadores que atravessam verticalmente o universo das Ciências individuais. Onde o descongelamento é a saída do atual padrão.. Economia. ou seja.” assim Ferreira et ali (1997. dar-se a saída. p. deste e retorna em feedback. segundo Lewin. tecnologias. 70) cita as três fases do processo de mudança comportamental. há um processamento. inputs. os insumos. interdependentes entre si. O enfoque sistêmico e do ambiente organizacional. O processo de mudança ocorre seguindo praticamente os princípios da Administração. • Isto pode conduzir à integração. Ferreira et ali (1997. para que ocorram a implantação das mudanças e o recongelamento. muito necessária na educação científica. “A insegurança e a ameaça são dois fatores que provocam resistência no individuo. plano de ação. o comportamento e a tecnologia. Políticas. a consolidação das mudanças ocorridas. 71) descreve como o ser humano reage as mudanças. equilíbrio integrado e Estado estável..• Há uma tendência geral no sentido da integração das várias Ciências naturais e sociais. p. • Esta integração parece centralizar-se em uma Teoria Geral dos Sistemas. incentivos mistos. 10 – A ESCOLA DO DESENVOLVIMENTO ORGANIZACIONAL A Escola do Desenvolvimento Organizacional tem foco nas mudanças organizacionais. entra. • Esta teoria pode ser um importante meio para alcançar uma teoria exata nos campos não físicos da Ciência. a estrutura. 60): Homem funcional. intervenção e avaliação e controle. sendo que aqui é denominado: Diagnóstico. Neste momento ocorre a transição das Escolas e Teorias consideradas Clássicas para uma abordagem moderna da Administração. p.

Ainda fazendo coro a este discurso. Ecletismo. tudo depende”. tudo é relativo. 3. p. onde ele diz que “não existe receita de bolo e sim ingredientes”. 4. p. 12 – A TEORIA NEOCLÁSSICA A Teoria Neoclássica é segundo Chiavenato (2000. 102). o fim do modelo ideal e a tecnologia adequada. Onde desta forma. p. 2. Ela busca aplicar as principais Teorias da Administração em situações reais. Segundo Chiavenato (2000. Ênfase nos princípios gerais de administração. The practice of management (1954) ou Prática de Administração de Empresas (1962). “A fundamentação da abordagem contingêncial está na teoria dos sistemas” pois considera a inter-relações entre as partes do todo e segue. Morgan (1996. 5. p.11 – ABORDAGEM CONTINGÊNCIAL A primeira Teoria considerada da era Moderna é a Abordagem Contingêncial. 19). Ênfase nos objetivos e nos resultados. Ênfase na prática da Administração. p. Segundo Ferreira et ali (1997. Esse ecletismo citado é o somatório de todas as teorias da Administração já citadas neste trabalho. As principais características da abordagem contingêncial são. a supremacia do transitório. 101). p. “a corrente eclética e pragmática baseada na atualização e no redimensionamento da Teoria Clássica e na ênfase colocada nos objetivos”. conforme Ferreira et ali (1997. Ainda segundo Chiavenato (2000. 272) a Administração por Objetivos – APO surge a partir do ecletismo da Escola Neoclássica e com o lançamento do livro de Peter Drucker. 172) “as principais características da Teoria Neoclássica são as seguintes” 1. . 53) diz “Não existe a melhor forma de organizar. “A Teoria da Contingência enfatiza que não há nada absoluto nas Organizações ou na teoria administrativa. confirma o que se aprendeu em sala de aula com o professor Mandelli (2005). A forma adequada depende do tipo de tarefa ou do ambiente dentro do qual se está lidando”. Reafirmação dos postulados clássicos.

Estabelecimento conjunto de objetivos entre o executivo e o seu superior. Neste caso é citado com bastante redundância e ênfase os objetivos e resultados da APO e os atores participantes do processo. Certamente o resgate de toda essa história trás lições para o futuro. Estabelecimento de objetivos para cada departamento ou cargo. Em vez do como administrar enfatiza o por que ou para que administrar. p. p. 6. Segundo Chiavenato e Cerqueira Neto (2003. E esse conhecimento torna-se fundamental para os administradores obterem sucesso em suas vidas profissionais nos dias atuais. mas só na década de 1960 que passa a ocupar espaço no mundo empresarial.Segundo Chiavenato (2000. revisão e reciclagem dos planos. Continua avaliação. 273) as principais características da APO são as seguintes: 1. saiba avaliar e utilizar o conhecimento específico para a melhor solução do fato. 298) APO “é uma técnica administrativa que enfatiza os objetivos. finalidades e resultados em lugar do processo administrativo (meios). “Os conceitos de estratégia surgiram na teoria administrativa a partir da década de 1960” assim Chiavenato e Cerqueira Neto (2003. 136) confirmam a afirmação anterior. Ênfase na mensuração e controle dos resultados. O conhecimento é mutante e a reciclagem constante é necessária e vital. 5. Agora cada administrador deve conhecer todas as teorias e características de cada uma delas para no momento exato em que um fato ocorrer. p. 3. Interligação entre os vários objetivos departamentais.” Ainda segundo Chiavenato (2000. 136) “A abordagem Neoclássica da Administração trouxe a chamada escola do planejamento estratégico” que contribui de forma determinante através da “adoção de um processo formal de formulação estratégica mediante um enfoque fortemente prescrito e normativo”. Esse pensamento surge pela necessidade de profissionalização das Organizações com um pensamento mais estratégico e a longo prazo. 2. surge na década de 1950. Participação atuante das gerencias. p. 13 – ADMINISTRAÇÃO ESTRATÉGICA A Administração Estratégica – AE. . 7. 4. Apoio intensivo do staff.

mudança. 121) considera ainda que “a crítica mais comum à Administração . considerado o pai do planejamento estratégico e da Administração Estratégica. Segundo Certo (1993. por exemplo. Segundo Ferreira et ali (1997. p.”. descrita por Lynch & Kordis (1988. as etapas do planejamento estratégico são: 1. 2. define estratégia como as regras e diretrizes para decisão. 5. produtividade com as novas tecnologias e a da imaginação. 4. Decisão da estratégia a ser adotada. sintonizado com o ambiente. a quarta foi a da produtividade. Identificação de oportunidades e ameaças. 3. ou seja. Identificação dos objetivos e das estratégias atuais. Análise ambiental. passa-se a pensar de forma a considerar os ambientes internos e externos da Organização em um contínuo processo de evolução. 9. p. p. quando acontece uma mudança dentro de uma Organização. 124) que diz que “o bater de asas de uma borboleta monarca na Califórnia. Implantação da estratégia. Analisando as últimas três ondas.Esse pensamento é fundamentado nas várias mudanças que ocorreram durante os tempos de evolução da humanidade. 72 a 74) durante esta evolução aconteceram 5 (cinco) ondas de mudanças. computador. Definição dos objetivos. Ferreira et ali (1997. faz-se uma mudança para alcançar um objetivo e as vezes alcança-se outros não previstos. Segundo Lynch & Kordis (1988. os efeitos são desconhecidos em sua totalidade. Determinação do grau de mudança necessário. 8. A primeira foi a onda da agricultura. é a metáfora da borboleta. ou seja. 6). entende-se onde nasce a necessidade do pensamento estratégica na Administração. a terceira do computador. Ainda segundo Ferreira et ali (1997. Utilizando ainda uma citação muito conhecida na área de mudança. 6. p. Mensuração e controle. que orientam o processo de desenvolvimento de uma organização”. das novas tecnologias e a quinta e última foi a onda da imaginação. a segunda da industria. p. Análise de recursos. poderia acabar produzindo uma tempestade de neve na Mongólia”. 119) adaptado de Stoner (1985). 7. 116) “Igor Ansoff. p. AE é um “processo contínuo e interativo que visa manter uma Organização como um conjunto apropriadamente integrado a seu ambiente.

p. A Principal ferramenta utilizada atualmente na Administração Estratégica é o Balanced scorecard ou simplesmente BSC. o que não descarta esta possibilidade. podem-se. A principal missão do pensamento estratégico é a elaboração e análise dos cenários. mas. e • O BSC estimula o diálogo na organização O BSC. O BSC segundo cita Herrero Filho (2005. Segundo Chiavenato e Cerqueira Neto (2003. utilizar o tempo como recurso e não como ameaça além de evitar o caminho que não levará a lugar nenhum. Segundo Lynch & Kordis (1988. O pensamento estratégico é realizado sempre pela alta direção das Organizações. p. Kaplan & Norton: O Balanced Scorecard é uma ferramenta (ou uma metodologia) que ‘traduz a missão e a visão das empresas num conjunto abrangente de medidas de desempenho que serve de base para um sistema de medição e gestão estratégica’. apesar das coisas parecerem bem descartáveis e altamente mutantes. • O BSC narra a história da estratégia. sua principal utilização é no que diz respeito a avaliação da Administração Estratégica. Isso quer dizer que quem realmente sabe como acontecem as coisas na execução é quem realmente as executam. • O BSC cria a consciência estratégica nos colaboradores. não se trata de uma ferramenta de implantação. 80) o pensamento estratégico utilizado para descoberta de novas ondas é importante. portanto. pois auxilia a intuição. p. visto que.” Herrero Filho (2005. no . • O BSC explicita o destino estratégico da organização. 25) “o novo sistema de gestão ‘fornece um novo referencial para a descrição da estratégia mediante a conexão de ativos tangíveis e intangíveis em atividades criadoras de valor’. com o auxílio da tecnologia e da informação chega-se a um panorama futuro bem mais próximo da realidade. p. 25) apresenta o conceito de BSC por seus criadores. 141): O cenário constitui uma ferramenta no arsenal do estrategista e baseia-se na suposição de que. Kaplan & Norton em cinco pontos: • O BSC coloca a visão em movimento. p. “Ainda de acordo com esses autores” continua Herrero Filho (2005.Estratégica refere-se à dificuldade de prever a melhor estratégia de longo prazo em um ambiente com alto nível de turbulência ambiental”. 25) seus criadores. Sendo que neste início de século XXI. p. 143) “os soldados sabiam que as balas de canhão tinham uma trajetória curva antes que os cientistas admitissem isso”. citando Lynch & Kordis (1988. se não pode prever o futuro especulando uma variedade de futuros. mas a participação do pessoal operacional é muito importante.

que deve ser participativo. pois as informações operacionais têm que serem levadas em consideração além de uma análise detalhada do cenário ao qual interfere direta ou indiretamente no negócio. Passando por Taylor e Fayol. chegando a Peter Drucker até as mais novas tendências. 2000): A Administração Estratégica é uma expressão mais ampla que abrange não só a gestão de suas partes ou estágios.entanto. para que todos saibam e tenha conhecimento de tal e por último as tomadas de decisão são baseadas nas informações levantadas através de analises de cenários e tendências. o planejamento estratégico formal. dos primórdios. isso é estratégico e fundamental para a eficácia. é coloca-lo no papel de forma escrita. abrir alternativas para se aproximar do futuro. é todo o processo de pensar. planejamento estratégico formal e tomada de decisão estratégica oportunista”. O pensamento estratégico é o pensamento no futuro baseado em analise dos ambientes voltado para o negócio. Ainda segundo Chiavenato e Cerqueira Neto (2003. aquele que pode vir a acontecer. 22) em referencia a citação de (Wright. Pois acredita-se que só com um profundo conhecimento do passado que a humanidade saberá escolher melhor o caminho do futuro. p. eficiência e efetividade do processo. mas também os detalhes e as discussões que antecedem a elaboração do planejamento estratégico. egípcios e filósofos gregos. 141 e 142) “o planejamento baseado em previsões apresenta três rotas que podem resultar em uma estratégia eficaz: pensamento estratégico. Ou seja. Segundo Rezende (2003. E é baseado nestes cenários que o estrategista. p. . apresentando um enfoque cronológico das teorias e suas principais características. CONCLUSÃO O pensamento da Administração evoluiu durante todas as fases da humanidade. Parnell. avaliar e planejar o próprio planejamento. Kroll. define a missão e visão da sua empresa e do seu negócio. Este trabalho procurou realizar um passeio por todas as fases do pensamento da Administração. administrador.