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Carolina Adloff . Iale Camboim .

Janaína Tavares
Como se chega a ser o que é? Foi partindo dessa premissa que iniciamos os
questionamentos, que a posteriori, resultou no conceito FEIÇÕES: Luz. Cara.
Identidade.
Obviamente, que para estabelecermos a plástica compositora da vitrine, da

loja

DELLA’S ILUMINAÇÕES; uma simples indagação não nos desnudaria todo o aporte de
recursos: seja no tocante a materiais, palhetas de cores e objetos a serem usados na
composição.
Contudo, desde o princípio do processo criativo, e como a atividade encontra-se no
contexto do dia internacional da mulher, logo após a entrevista, algo ficou latente em
nossa visão, ou melhor, em nossa indagação, a qual, iniciamos o texto. Toda a
discursão transcorreu em torno da ideia de refletir sobre o roteiro das histórias que
contaram sobre nós, sobre os arquétipos que nos permeiam desde criança.
Já nascemos com uma identidade traçada: feminino e masculino. Fato inquestionável.
A anatomia que o diga! Entretanto, a forma como teleguiam as nossas ações, e as
entrelaçam, formam uma poderosa teia construída pela consciência coletiva, a qual
forma sutilmente o nosso caráter, no intento de nos tornarmos pessoas “bem
educadas” e conformadas com o que o sistema nos exige. De tudo isto, surgem os
preconceitos, juízos de valor, como deve ser a nossa própria identidade enquanto
gênero, dentre outros.
Poderíamos discorrer sobre a luta travada, pelas mulheres, para construírem o
universo onde estão inseridas hoje; da saída do gineceu (Grécia antiga), perpassando
pelo direito de ser inserida no mercado de trabalho e por igualdade de trabalho (um dos
motivos que serviu como marco para esse dia. Atearam fogo em uma fábrica e
mulheres foram mortas, por almejar melhores condições de trabalho.) Mas, não cabe
fazermos uma dissertação pormenorizada de como se originou o dia internacional da
mulher.

uni-la com a fisicalidade do corpo. nesse período será lançada a exposição da artista plástica Rosmarie Mani. fazendo-a entrar em contato com a arte. para coadunar com a exposição da artista. Desde o princípio. Podemos. unidas e expostas em painéis. igualdade. a velha pergunta trilhada por quem estar a criar. Usar as feições (diferentes mulheres) como moldura para a produção artística e emoldura-las em painéis. seja uma irmandade. a própria loja. cultura. por fim. cara. E a escolha do nome IGUALDADE ocorreu por ser atemporal. ou seja. No entanto. com o título FACES À LUZ. a Pedrosa “arte é o exercício experimental da liberdade e da igualdade. a diversidade cultural e étnica. resumir o conceito da vitrine como sendo a identidade e a forma que são reveladas pela luz que atravessa. imaginamos que deveríamos usar faces. A luz técnica. veio do intuito de demonstrar que cor não define gênero. mas a igualdade entre os seres humanos.. dessa proposta. como? A escolha da fotografia das faces. tem um que. configurando uma cortina que descortina a igualdade. aspecto. a identidade. ou fazendo uso do que dizia o crítico de arte. é a liberdade apregoada à própria loja. A paleta de cores indo do magenta ao azul. mas para descortinar e revelar). . configuração.” O tema da exposição não emerge somente nas faces à luz. Essa escolha se deu. e porque o dia 8 de março prima há séculos por essa igualdade. além de usar uma forma artística. então qual luz usar? A nós coube o misto da luz da razão e da emoção. brasileiro. identidade.. forma. ou luminotécnica. e porque não história.O nosso propósito é trazer à baila questionamentos. transgride e reafirma a relevância da igualdade. figura. não é meramente uma loja de iluminação. gênero. Por isso sugerimos algo como uma “cortina” (não para encobrir. usando a fotografia e rosto de bonecas. primeiramente porque. modo. mesmo entendendo que o dito agora tenha algo de utópico. feita a partir da interface da metade do rosto de diferentes mulheres. foi. e a própria vitrine. Mário Pedrosa “arte é o exercício experimental da liberdade. rosa não pertence somente ao universo feminino. como tampouco azul configura a cor do masculino. Esse foi o nosso mote. por meio do que for exposto. propor uma instalação. quiçá. similitude. mas tem um engajamento cultural (faz exposições de artes). maneira. Não a igualdade entre homens e mulheres.” E pedimos um adendo poético. Sem contar que na loja. diferença? Enfim.