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Universidade Anhanguera – Uniderp Centro de Educação a Distância Curso Superior Administração Atividade Avaliativa - ATPS

Universidade Anhanguera – Uniderp Centro de Educação a Distância

Curso Superior Administração

Atividade Avaliativa - ATPS Direito Empresarial e Tributário Prof. EAD: Me. Luiz Manuel Palmeira

Amanda Marson Costa Carlos Alberto Duarte Yamanaka Junior Fabiana da Silva Pâmela Polastro de Paula

RA 6797408896

- - RA 6580330375

- RA 6377236722 - RA 6788386843

PIRACICABA / SP

2014

Amanda Marson Costa

- RA 6797408896

Carlos Alberto Duarte Yamanaka Junior Fabiana da Silva Pâmela Polastro de Paula

- RA 6580330375 - RA 6377236722 - RA 6788386843

ATIVIDADE AVALIATIVA ATPS

Prof. EAD: Me. Luiz Manuel Palmeira

Professor tutor presencial: Rosemeire Braz dos Santos

Atividade

Avaliativa: ATPS

apresentado ao Curso Superior Administração da Universidade Anhanguera Uniderp, como requisito para a avaliação da Disciplina de Direito Empresarial e Tributário para a obtenção e atribuição de nota da Atividade Avaliativa.

PIRACICABA / SP

2014

SUMÁRIO

Introdução 4 _________________________________________________________________

Conceitos de Direito Comercial e Direito Empresarial, Empresa e sua evolução, e o Empresário 5 ________________________________________________________________

Apresentação da Empresa: Papelaria Monte Rey 7 ___________________________________

Direito Empresarial e sua Função Social 9 _________________________________________

Aspectos Legais da Empresa 10 __________________________________________________

Direito Cambiário e seu princípios 14 _____________________________________________

Os princípios do Direito Cambiário na Empresa 19 ___________________________________

Princípio da Capacidade Contributiva: Pauta ao Legislador ou fonte de Direito Fundamental do Contribuinte 20 ____________________________________________________________

Conseqüências geradas em razão da elevada carga tributária exigida no Brasil 21 ___________

O novo Direito Empresarial, com ênfase na função social e na capacidade contributiva, é coerente e adequado à atualidade? 22 _____________________________________________

Considerações Finais 24 ________________________________________________________

Referências Bibliográficas 25 ___________________________________________________

INTRODUÇÃO

A observação dos aspectos metodológicos procura indicar os meios a serem utilizados para atingir os objetivos estabelecidos. A Lei nº 10.406, promulgada em 10 de janeiro de 2002, entrou em vigor a partir de 11 de Janeiro de 2003, e trouxe mudanças em vários pontos do ordenamento jurídico relativo a atos civis em território brasileiro. O diploma tem por característica a unificação do direito privado brasileiro, uma vez que abrange, além de matéria de ordem civil propriamente dita, matéria de direito comercial. No atual cenário econômico tomado pelo processo da globalização e pelos avanços tecnológicos, é importante destacar a crescente influência e participação da empresa, estando ela, sem dúvida, no centro da economia moderna, constituindo a célula fundamental de todo o desenvolvimento empresarial. As informações referentes ao tema teoria da empresa foram obtidas mediante pesquisa bibliográfica. Do mesmo modo, foram obtidas as informações sobre a sua conceituação. O conceito proposto destina-se a analisar a teoria da empresa no Direito Empresarial e sua interferência no sistema empresarial. Todavia, pode-se realizar e identificar as operações mais complexas e de maior incerteza e que justifiquem maior detalhamento desta teoria para a sua adequada aplicação. Já a função social fornece a empresa, bens e serviços que satisfazem suas necessidades, que podem ser entendidos como desempenho, dever, atividade ou cumprir algo. O direito empresarial e a função social da empresa estão ligados à satisfação de uma grande demanda humana por bens e serviços.

Conceitos de Direito Comercial e Direito Empresarial, Empresa e sua evolução, e o Empresário.

Direito Comercial

É um ramo do direito privado que pode ser entendido como o conjunto de normas disciplinadoras da atividade de negócio do empresário, e de qualquer pessoa física ou jurídica, destinada a fins de natureza econômica, desde que habitual e dirigida à produção de bens ou serviços conducentes a resultados patrimoniais ou lucrativos, e que a exerça com a racionalidade própria de "empresa", sendo um ramo especial de direito privado. A nível geral, pode-se dizer que é o ramo do direito que regula o exercício da atividade comercial. Pode-se fazer a distinção entre dois critérios dentro do direito comercial. O critério objetivo é aquele que diz respeito aos atos de comércio em si mesmos. Em contrapartida, o critério subjetivo relaciona-se com a pessoa que desempenha a função de comerciante.

Direito Empresarial

É um ramo do direito privado, que regula as relações de comércio ou com este conexa, e a atividade econômica do empresário e concilia a liberdade contratual com a segurança jurídica e a celeridade nos negócios. Características do Direito Empresarial:

1) Simplicidade da informação: O direito empresarial adota normas e procedimentos menos burocráticos do que o Direito Civil, principalmente porque a simplicidade nas contratações é elemento essencial no cenário empresarial. 2) Internacionalidade: normas de alcance internacional, muito mais do que o Direito Civil. 3) Elasticidade: normas mais flexíveis do que do Direito Civil, devido às inovações que ocorrem freqüentemente no cenário empresarial. 4) Onerosidade: o lucro é sempre presumido, ou seja, o empresário visará sempre o lucro.

A Empresa e sua evolução

É uma organização técnico-econômica que se propõe a produzir a combinação dos diversos elementos, natureza, trabalho e capital, bens ou serviços destinados à troca (venda), com esperança de realização de lucros, correndo risco por conta do empresário, isto é,

daquele que reúne, coordena e dirige esses elementos sob sua responsabilidade. A empresa,

como entidade jurídica, é uma abstração. A empresa somente nasce quando se inicia a atividade sob a orientação do empresário, desaparecendo o exercício da atividade organizada do empresário. As empresas para conseguirem sobreviver no mercado necessitam desenvolver diversos atributos de competitividade, o mais importante é o da evolução do modelo de gestão do negócio, fator determinante da vida ou da morte. A empresa e seus tripulantes:

* proprietários, * funcionários, * fornecedores, * parceiros. Se estas pessoas permanecerem estacionados no caminho mercadológico, estarão sujeitos ao esmagamento provocado pela concorrência, ou pior, podem estar sujeitos a humilhações ao longo da caminhada, sofrendo descriminações e ultrajes, por parte do mercado, sempre implacável em relação aos mais fracos e doentes. Afinal um negócio estagnado no tempo tem alguma virose, que pode tornar-se rapidamente em uma epidemia nas regiões comerciais acomodadas na excelência da sua história. Porém, se alguma empresa entra no mercado oferecendo novos e atraentes produtos e agregando a eles uma prestação de serviços evoluídos em relação a atual situação, a efervescência mercadológica irá causar, muito provavelmente, o desaparecimento das empresas hibernadas, pois o tempo para a saída da inércia será com certeza fatal para muitas organizações.

O Empresário Segundo Rubens Requião: “empresário é o sujeito que exercita a atividade empresarial”. Pode ele tanto ser uma pessoa física, na condição de empresário individual, quanto uma pessoa jurídica, na condição de sociedade empresária, de modo que as sociedades empresárias não são empresas, como afirmado na linguagem corrente, mas empresários. O empresário individual é a pessoa física que exerce a empresa em seu próprio nome, assumindo todo o risco da atividade. É a própria pessoa física que será o titular da atividade. Ainda que lhe seja atribuído um CNPJ próprio, distinto do seu CPF, não há distinção entre pessoa física em si e o empresário individual. Art. 966: “Considera-se empresário quem

exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens e serviços”. Parágrafo único: “Não se considera empresário quem exerce profissão intelectual, de natureza científica, literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou

colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir elementos de empresa”. Como podemos perceber no aludido artigo o Código Civil de 2002 traz no seu bojo alguns requisitos fundamentais à caracterização do empresário. São esses os seguintes: profissionalismo, atividade econômica organizada e produção ou circulação de bens e serviços.

Apresentação da Empresa: Papelaria Monte Rey

Proprietário: Wilson Soares

Razão Social: Papelaria Soares ME

Nome Fantasia: Papelaria Monte Rey

Ramo de Negócio: Comércio de papel e artigos de escritório

Atividades Relevantes: materiais de escritório, brinquedos, artigos de 1,99 e materiais de informática.

Porte: Pequeno Porte

Funcionários: 2 (dois)

Produtos e serviços: Vende os mais diversos produtos feitos de papel, artigos de escritório e informática, materiais escolares, brinquedos e artigos de R$ 1,99.

Localização: Rua Domingos Bandória. Nº 20

Integrante do Grupo: Fabiana da Silva (Atendente).

Histórico da Empresa

Surgiu no bairro Monte Rey na cidade de Piracicaba-SP em 10 de Janeiro de 2010, seu fundador Wilson Soares, identificou a oportunidade para trabalhar naquilo que acreditava ser seu futuro depois de buscar um produto em uma papelaria no bairro e não ficar satisfeito com a qualidade em que foi oferecido.

Então surgiu a idéia de abrir uma papelaria que oferecesse produtos de boa qualidade, com preços acessíveis e que tivesse outros artigos interessantes para oferecer aos seus clientes.

Trabalhou arduamente para concretizar esse sonho, fez muitas economias e conseguiu enfim adquirir alguns produtos como:

  • - balcões, prateleiras, gôndolas, etc.;

  • - móveis e utensílios administrativos;

  • - computador, telefone, caixa registradora, etc.

O prédio é próprio, localizado em um ponto estratégico de uma área escolar de fácil acesso para a comercialização.

O proprietário dividiu a loja em dois ambientes, separados por um balcão-prateleira.

No fundo da loja ficou uma área destinada ao estoque, e a outra área destinada aos balcões e prateleiras para exposição dos produtos e atendimento ao público. Com o passar do tempo viu a importância de controlar bem as quantidades do estoque inicial, não só para evitar mercadorias encalhadas, como também para ter a chance de redefinir a linha de produtos, se necessário.

No início não tinha funcionários, ele revezava com a esposa para atender o público e o caixa, mas depois de um algum tempo foram contratados dois funcionários, para meio período cada. Por conta do grande crescimento do mercado de informática, muitas papelarias estão se readaptando, no sentido de acompanhar estas transformações e garantir seu espaço.

Assim, incorporam ao seu estoque tradicional suprimentos de informática (pen-drive ´s, formulário contínuo, nobreaks, etiquetas, cartuchos para impressoras, etc.), o que poderá funcionar como fator de diferenciação frente à concorrência.

MISSÃO

Trazer inovações em tudo que abrange a linha de papelaria e acessórios mostrando uma grande diversidade de produtos procurando atender a necessidade de todos nossos

clientes, pessoas que prezam um atendimento diferenciado e produtos diversificados e de boa qualidade.

VALORES

Qualidade, confiança, humildade, integridade e respeito, para com nosso público alvo e a sociedade.

VISÃO

Ser a empresa mais reconhecida no ramo de Papelaria do bairro e toda região de

Piracicaba, fornecendo produtos de ótima qualidade.

Direito Empresarial e sua função social

A função social visa coibir as deformidades, o teratológico, os aleijões, digamos assim, da ordem jurídica. A chamada função social da propriedade nada mais é do que o conjunto de normas da Constituição que visa, por vezes até com medidas de grande gravidade jurídica, recolocar a propriedade na sua trilha normal. Assevera José Afonso da Silva, que o princípio constitucional da função social da propriedade "ultrapassa o simples sentido de elemento conformador de uma nova concepção de propriedade como manifestação de direito individual, que ela, pelo visto, já não o é apenas, porque interfere com a chamada propriedade empresarial" e conclui que o "direito de propriedade (dos meios de produção principalmente) não pode mais ser tido como um direito individual", devendo ele atender primariamente às necessidades da sociedade, isto é, à sua função social.

A função social da empresa (ou seja, a função social dos bens de produção) implica na mudança de concepção do próprio direito de propriedade: o princípio da função social incide no conteúdo do direito de propriedade, impondo-lhe novo conceito. Isso implica que as normas de direito privado sobre a propriedade estão conformadas pela disciplina que a Constituição lhes impõe. Para tratarmos de função social da empresa é necessário retornamos ao conceito triplo de empresa, formado pelo empresário, pelo estabelecimento e pelo fundo de comércio.

A função social da empresa reside não em ações humanitárias efetuadas pela empresa, mas sim no pleno exercício da atividade empresarial, ou seja, na organização dos fatores de produção (natureza, capital e trabalho) para criação ou circulação de bens e serviços.

A função social da empresa encontra-se na geração de riquezas, manutenção de empregos, pagamento de impostos, desenvolvimentos tecnológicos, movimentação do mercado econômico, entre outros fatores, sem esquecer do papel importante do lucro, que deve ser o responsável pela geração de reinvestimentos que impulsionam a complementação do ciclo econômico realimentando o processo de novos empregos, novos investimentos, sucessivamente.

Nesse sentido, atinge ela somente à Empresa e ao Estabelecimento Comercial, separando-se o Empresário, uma vez que ele é somente o titular do direito de propriedade gravado pela função social, sujeito de direitos ao qual se impõe o poder-dever de exercê-lo de acordo com os interesses e necessidades da sociedade, procurando assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, sem no entanto perder a noção de seus interesses privados.

Aspectos Legais da Empresa

Torna-se necessário tomar algumas providências, para a abertura do empreendimento, tais como:

  • - Registro na Junta Comercial;

  • - Registro na Secretária da Receita Federal;

  • - Registro na Secretária da Fazenda;

  • - Registro na Prefeitura do Município;

  • - Registro no INSS; (Somente quando não tem o CNPJ – Pessoa autônoma – Receita Federal).

  • - Registro no Sindicato Patronal;

O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação à localização), e também o Alvará de Funcionamento.

Além disso, deve consultar o PROCON para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (LEI Nº 8.078 DE 11.09.1990).

A Papelaria Monte Rey é uma sociedade empresária, enquadrada como Empresa de Pequeno Porte (EPP).

Os principais tributos pagos pelas empresas:

Federal

COFINS (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social) – incide sobre o faturamento mensal da empresa. Tem alíquota de 3% para as empresas tributadas com base no lucro presumido, alíquota de 7,6% para aquelas tributadas com base no lucro real e 4% para as instituições financeiras e assemelhadas.

CSLL (Contribuição sobre Lucro Líquido) – para as pessoas jurídicas optantes pelo lucro presumido, a base de cálculo corresponderá a 12% ou 32% da receita bruta da venda de bens e serviços. Para as pessoas jurídicas optantes pelo lucro real e o lucro contábil, a alíquota é de 9%.

IRPJ (Imposto de Renda de Pessoa Jurídica) – incide sobre proventos de qualquer natureza. Pode ter como base de cálculo o Lucro Real, no qual a base de cálculo é o lucro contábil ou o lucro presumido. O IRPJ tem a base de cálculo correspondente a um percentual aplicável sobre a receita bruta.

IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) – incide sobre a saída de produtos de fabricação própria pelo estabelecimento produtor, importador e/ou equiparado a industrial. A alíquota varia de acordo com o produto industrializado.

INSS (Instituto Nacional da Seguridade Social) – incide sobre a folha de pagamentos. A alíquota da empresa fica entre 20% ou 15%, depende de cada situação.

PIS (Programa de Integração Social) – incide sobre o faturamento mensal. Alíquota de 0,65% para as empresas tributadas com base no lucro presumido e 1,65% para as empresas tributadas com base no lucro real. As entidades sem fins lucrativos contribuem com 1% sobre a folha de pagamento.

Estadual

ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) – incide sobre operações relativas à circulação de mercadorias e dos serviços de transporte intermunicipal, interestadual e de telecomunicações. A alíquota geral é de 18%. No Regime Simplificado, a incidência é sobre a receita bruta e a alíquota é de até 2.456,50 UFIR.

Quando

você está ciente de quais tributos incidem sobre a empresa,

é possível

administrar melhor a carga tributária e investir mais qualitativamente seus ganhos.

A Papelaria Monte Rey é beneficiária do enquadramento tributário e fiscal SIMPLES, que é um regime tributário diferenciado, simplificado e favorecido, aplicável às pessoas jurídicas consideradas como microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP). Constitui-se em uma forma simplificada e unificada de recolhimento de tributos, por meio da aplicação de percentuais favorecidos e progressivos, incidentes sobre uma única base de cálculo, a receita bruta.

Ética

Ser ético nos negócios significa:

A necessidade de obedecer às regras relativas à ocupação territorial, costumes e expectativas da comunidade, princípios de moralidade, políticas da organização, atender à necessidade de todos por um tratamento adequado e justo.

Entender como os

produtos e serviços

de uma organização

e

as

ações de

seus

membros podem afetar seus empregados, a comunidade e a sociedade como um todo

(positiva ou negativamente).

Código de Defesa do Consumidor

O Código de Defesa do Consumidor é uma lei abrangente que trata das relações de consumo em todas as esferas: civil, definindo as responsabilidades e os mecanismos para a reparação de danos causados; administrativa, definindo os mecanismos para o poder público atuar nas relações de consumo; e penal, estabelecendo novos tipos de crimes e as punições para os mesmos.

A função social da empresa

Neste ramo podem-se atingir diversos segmentos do mercado consumidor, independente de faixa etária, sexo, classe social ou profissão. Os principais concorrentes são as papelarias tradicionais, os supermercados e magazines. Uma papelaria pode atingir vários segmentos do mercado, mas também pode direcionar o negócio para públicos específicos, como colégios, escritórios e repartições.

Alguns fatores que devem ser levados em consideração por parte do empreendedor.

- O sucesso desse empreendimento depende de muita criatividade, administração segura, diversificação dos estoques, decoração adequada e funcionalidade no arranjo físico do estabelecimento; - É importante estar bem estruturado e organizar-se para atuar com profissionalismo, a fim de não por em risco o sucesso do empreendimento e sua função social.

A pequena empresa apresenta, se geralmente como o primeiro estágio no desenvolvimento das empresas, possuindo uma estrutura hierárquica simples, sem delegação de autoridade. O patrão exerce atividade de direção, preparo e controle do trabalho, e estabelece os contatos da clientela, aos operários cabe a responsabilidade das tarefas. A pequena empresa agrupa de duas a três pessoas incluindo o dono.

Aparentemente não há diferenças substanciais, que não seja meramente terminológica, entre os termos comerciante e empresário. Porém, o comerciante, explorava a atividade econômica sem qualquer consciência social, sendo extremamente individualista. Contrapondo-se a esta concepção, o Novo Código Civil vale-se da denominação empresário, cujo conceito consiste em afirmar que este agente social, o dirigente da empresa exerce sua atividade econômica balizado pelos princípios sociais e individuais, consciente de sua função

social.

Direito Cambiário e seu princípios

O Direito cambiário é a vertente do Direito Comercial que disciplina juridicamente os títulos de crédito, dele podemos extrair três princípios: cartularidade, literalidade e autonomia das obrigações cambiais, princípios que serão mais bem detalhados ao longo deste trabalho. Como atributo característico dos títulos de crédito – o elemento que mais o diferencia dos demais documentos representativos de obrigações é a negociabilidade, a facilidade da circulação do crédito documentado, vale ressaltar que os princípios do direito cambiário estão passando por um processo de revisão, provocado pelo desenvolvimento da informática. Os títulos de crédito surgiram na Idade Média, como instrumentos destinados a facilitação da circulação do crédito comercial. Após terem cumprido satisfatoriamente a sua função ao longo dos séculos, sobrevivendo às mais variadas mudanças nos sistemas econômicos, esses documentos entram agora em período de decadência, que poderá levar até mesmo ao seu fim como instituto jurídico, importantes transformações já em curso devem alterar a essência do direito cambial, esta previsão é fundada no progresso do tratamento magnética das informações.

Títulos de Crédito - Teoria Geral dos títulos de crédito e princípios cambiários

Título de credito é o documento necessário para o exercício do direito, literal e autônomo, nele mencionado. Esse conceito formulado por César Vivante e aceito pela unanimidade da doutrina comercialista, sintetiza com clareza os elementos principais da matéria cambial. Nele se encontram, referências aos princípios básicos da disciplina do documento (cartularidade, literalidade e autonomia), conceitos que estudados detalhadamente representam a teoria geral do direito cambiário. Outra forma de se estudar este ramo do direito comercial seria uma referência ao conceito de crédito que se funda na confiança entre dois sujeitos, o que concede (credor) e o que dele se beneficia (devedor). Neste contexto vale destacar a importância da circulação do crédito para a economia e introduz os títulos de crédito como seu principal instrumento.

O título de crédito é um documento que comprova a existência de uma relação jurídica ou mais especificamente de relação de crédito onde uma pessoa ou mais é credora de outra ou mais pessoas, são exemplos de documentos similares aos títulos de crédito em direito: os contratos de locação, neste caso o locador é o credor dos alugueis devidos pelo locatário, a escritura de compra e venda de um imóvel, neste caso ficam especificadas as regras para a aquisição deste imóvel discriminando, valores e obrigações que nele devem estar detalhadas; notas fiscais, faturas, apólices de seguro, diplomas, entre outros, o que diferencia o título de crédito destes similares é o fato do titulo estar relacionado apenas à relações de crédito, nele não são especificadas obrigações, outra diferença entre o título de crédito e outros documentos representativos de obrigação é a facilidade na cobrança do crédito em juízo, ele é definido pela lei processual como título executivo extrajudicial o que dá ao credor o direito de promover a execução judicial do seu direito, o que o torna muito atrativo para terceiros interessados em antecipar os valores das obrigações ou parte deles em troca da titularidade do crédito, uma vez que a garantia de pagamento é certa, outro fator característico é a negociabilidade que torna mais fácil a circulação de crédito e a negociação do direito nele mencionado, esta negociabilidade dos títulos de crédito é decorrência do regime jurídico-cambial, que estabelece regras que ofertam maiores garantias que as do regime civil.

Conceito de Títulos de crédito conforme o novo Código Civil Brasileiro

O código civil de 2002 contém normas sobre os títulos de crédito que se aplicam apenas quando compatíveis com as disposições constantes de lei especial ou se inexistente estas (art. 903). São normas de aplicação supletiva, que se destinam a cumprir lacunas em regramentos jurídicos específicos. Mas as normas do novo código civil não revogam nem afastam a incidência do disposto na Lei Uniforme de Genebra, Lei do cheque, Lei das Duplicatas e demais diplomas legislativos que disciplinam os títulos, foram criadas apenas para o caso de criação de um novo título de crédito que não seja disciplinado. A lei nº 10.416/02 do artigo 887 ao 903 trata do assunto dizendo que título de credito produz efeito quando preenche os requisitos da lei. Os principais requisitos para o título de crédito ter valor legal são:

• Data de emissão; • A indicação precisa dos direitos que confere;

• Assinatura do emitente. Se no titulo não houver data de vencimento, ele será considerado à vista, caso não contenha lugar de emissão e de pagamento considera-se o domicílio do emitente. O novo Código Civil diz ainda que enquanto o título de crédito estiver em circulação, só ele poderá ser dado em garantia ou ser objeto de medidas judiciais, que o título pode ser garantido por aval que deve ser dado no verso ou no anteverso do próprio título, que no vencimento o credor não pode recusar pagamento, ainda que parcial e que pode fazê-lo antes do vencimento, ele ainda prevê o titulo de crédito eletrônico que pode ser emitido a partir de caracteres criados em computador ou meio técnico equivalente desde que constem da escrituração do emitente. O código Civil trata do penhor de direitos e títulos de crédito do artigo 1.451 a 1.460. As normas sobre títulos de crédito do Código Civil de 2002 só se aplicam quando a lei especial (LUG, LC, LD etc.) disciplina o assunto de igual modo. Se esta contiver dispositivo com comando diverso, não se aplica o Código Civil.

Conceito do Principio de Cartularidade

Para que o credor de um título de crédito exerça os direitos por ele representados é indispensável que se encontre na posse do documento (também conhecido por cártula). Sem o preenchimento dessa condição, mesmo que a pessoa seja efetivamente a credora, não poderá exercer o seu direito de crédito valendo-se dos benefícios do regime jurídico-cambial. Tem-se nesse caso, a impossibilidade de se promover à execução judicial do crédito representado instruindo-se a petição inicial com cópia xerográfica do título de crédito.

Existem algumas exceções, como a Lei das Duplicatas (Lei 5.474/68, art. 15, § 2º) (Art 15 - A cobrança judicial de duplicata ou triplicata será efetuada de conformidade com o processo aplicável aos títulos executivos extrajudiciais, de que cogita o Livro II do Código de

Processo Civil, quando se tratar:

§ 2º - Processar-se-á também da mesma maneira a

... execução de duplicata ou triplicata não aceita e não devolvida, desde que haja sido protestada mediante indicações do credor ou do apresentante do título, nos termos do art. 14, preenchidas as condições do inciso II deste artigo. (Redação dada pela Lei nº 6.458, de 1º. 11.1977)), que admite a execução judicial, sem a sua apresentação pelo credor, bem como, o desenvolvimento da informática no campo da documentação de obrigações comerciais com a criação de títulos de crédito não cartularizados.

Pelo princípio da cartularidade, o credor do título de crédito deve provar que se encontra na posse do documento para exercer o direito nele mencionado.

Conceito do Princípio da Literalidade

Segundo esse princípio, não terão eficácia para as relações jurídico-cambiais aqueles atos jurídicos não instrumentalizados pela própria cártula a que se referem. O que não se encontra expressamente consignado no título de crédito não produz conseqüências na disciplina das relações jurídico-cambiais. Um aval concedido em instrumento apartado na nota promissória, por exemplo, não produzirá os efeitos de aval. A quitação pelo pagamento de obrigação representada por título de crédito deve constar do próprio título, sob pena de não produzir todos os seus efeitos jurídicos. A literalidade está explicita na própria definição, o princípio da literalidade somente produz efeitos jurídicos cambiais os atos lançados no próprio título de crédito. Atos documentados em instrumentos apartados, ainda que validados e eficazes entre sujeitos diretamente envolvidos, não produzirão efeitos perante o portador do título. O princípio da literalidade projeta conseqüências favoráveis e contrárias, tanto para o credor, como para o devedor. De um lado, nenhum credor pode pleitear mais direitos do que os resultantes exclusivamente do conteúdo do titulo de crédito, isto corresponde, para o devedor, a garantia de que não será obrigado a mais do que o mencionado no documento. De outro lado, o titular do crédito pode exigir todas as obrigações decorrentes de assinaturas constantes da cambial, o que representa para os obrigados, o dever de as satisfazer na exata extensão mencionada no título (Borges 1971). Se alguém deve mais do que a quantia escrita na cambial, só poderá ser cobrada, com base no título, pelo valor do documento, se deve menos, não poderá exonerar-se de pagar todo o montante registrado. (Martins 1972). Nos títulos de crédito vale tudo e somente o que nele está escrito e detalhado, estes aspectos da literalidade são responsáveis pela facilitação da circulação dos créditos documentados em forma de títulos.

Conceito do Principio da Autonomia da Abstração

Segundo VIVANTE, César. Título de crédito é o documento necessário para o exercício do direito, literal é autônomo, nele mencionado, a autonomia é a mais importante referência neste conceito do direito cambial, pois segundo este principio, quando um único título documenta mais de uma obrigação, a eventual invalidade de qualquer delas não prejudica as demais, pelo princípio da autonomia das obrigações cambiais, os vícios que comprometem a validade de uma relação jurídica, documentada em título de crédito, não se estendem às demais relações abrangidas no mesmo documento. Pelo princípio da abstração, o título de crédito, quando posto em circulação, se desvincula da relação fundamental que lhe deu origem. A abstração tem como pressuposto a circulação do título de crédito. A distinção entre abstração e autonomia é descrita da seguinte forma por PAULO PINTO DA SILVA (1948):

Abstração. O princípio da abstração que se observa paralelamente ao da autonomia, mas que com este não se confunde, porque abstração leva a irrelevância da causa ou negócio fundamental, ao passo que a autonomia resulta na inoponibilidade das exceções pessoais e consiste na independência das obrigações entre si, o princípio da abstração impede que se oponha ao terceiro portador de boa fé defesa fundada no negócio fundamental que deu origem à cambial ou às diversas transmissões de que ela possa ter sido

objeto”. A defesa fundada na causa só se admite entre partes imediatas, as que participaram diretamente do referido negócio, não se podendo opor em caso algum às partes imediatas ou terceiros portadores, que de boa fé receberam a cambial sem qualquer ingerência no vício ou defeito que, porventura, tenha realmente prejudicado o sacador na relação originária ou diminuído o patrimônio do endossador na convenção de que resultou a transferência do título. Ou seja, o título tem validade independente de sua causa ou entendimento, sem necessidade de indagar, examinar ou verificar sua origem, quando um título é posto em circulação ele se torna abstrato, pois em uma compra a prazo ocorre uma troca de uma mercadoria atual e presente por uma promessa futura de pagamento por um respectivo preço, a autonomia exime às ligações com possíveis devedores anteriores. Estes dois conceitos tornam os títulos de crédito tão seguros, pois deixa clara a obrigação de serem quitados.

Os princípios do Direito Cambiário na Empresa

Por esta empresa ser informatizada, a utilização de títulos de crédito vem sendo limitada com o tempo, tratamos grande parte dos nossos pagamentos digitalmente, muita das nossas relações entre credores e devedores documentam-se sem a necessidade de impressão de títulos de crédito, nestes casos não são aplicados os conceitos de cartularidade e literalidade uma vez que os documentos não são impressos em papeis não há sentido em condicionar a cobrança de crédito à posse de um papel inexistente. Há neste caso uma limitação física, porém nenhuma empresa abre mão do conceito da autonomia das obrigações cambiais, e seus desdobramentos na abstração e inopobilidade das exceções pessoais aos terceiros de boa fé. Sem esta obrigação no pagamento seria impossíveis a concessão e circulação de crédito. Os principais títulos de créditos que ainda utilizamos amplamente em nossa empresa

são:

• As notas promissórias que funcionam como promessa de pagamento pela qual o emitente se compromete diretamente com o beneficiário à paga certa quantia em dinheiro, a nota promissória possui basicamente dois personagens cambiários: o emitente que é a pessoa que emite a nota promissória, na qualidade de devedor do título e o beneficiário que é a pessoa que se beneficia da nota promissória no caso nossa empresa na qualidade de credora do título ou pessoa que se beneficia da nota promissória. • Os diversos tipos de cheques que são ordens de pagamento, documentos formais com requisitos essenciais impostos pelo direito comercial, que podem ter como beneficiário o próprio emitente ou terceiros. • A duplicata que é um título de crédito emitido com base em obrigações provenientes de compra e venda comercial ou prestação de certos serviços. • As faturas impressas que são documentos comerciais para pagamentos de serviços prestados a terceiros. Pode-se concluir que mesmo com toda a modernização e digitalização é inegável que os títulos de crédito continuam sendo o principal instrumento de circulação de crédito na economia, pois o crédito se baseia na relação de confiança entre dois personagens o que concede crédito (credor) e o que dele se beneficia (devedor) e nenhum documento tem maior facilidade de cobrança em juízo que os títulos de crédito além do atributo da negociabilidade.

Princípio da Capacidade Contributiva: Pauta ao Legislador ou fonte de Direito Fundamental do Contribuinte

O princípio constitucional da capacidade contributiva, aplicável ao direito tributário, estabelece um limite à atividade do legislador ordinário consistente em definir as hipóteses de incidência. Essa, contudo, não é a única leitura possível para esse princípio. Além de fonte de obrigação para o legislador, o princípio da capacidade contributiva consagra, igualmente, um direito fundamental do contribuinte, oponível ao Estado. BECKER identifica que o conceito de capacidade contributiva advém do direito natural, o que explica sua aparente falta de juridicidade. Na tentativa de traçar os contornos jurídicos da capacidade contributiva, o autor citado identifica três constrições jurídicas ao conceito de capacidade contributiva. Tais constrições seriam a proporcionalidade a um único tributo, os fatos signos-presuntivos de renda ou capital e o mínimo indispensável. Por fim, para BECKER (1998, p. 498), a terceira constrição sofrida pelo princípio da capacidade contributiva diz respeito ao mínimo indispensável, ou seja, os fatos signos- presuntivos de riqueza não podem estar relacionados com a obtenção do mínimo indispensável à sobrevivência do indivíduo. Por exemplo: constitui renda e capital abaixo do mínimo indispensável: o salário que as leis trabalhistas definirem como salário-mínimo; o consumo de bens indispensáveis à sobrevivência, exemplo: água, sal, açúcar, leite, pão, carne, verduras; a utilização de bens indispensáveis, exemplo: casa de moradia, vestuário. Em tais condições, a capacidade contributiva possui as seguintes eficácias jurídicas, divididas por BECKER em quatro níveis, ou alcances:

I) Em primeiro lugar, a capacidade contributiva, pela norma que a torna jurídica, obriga ao legislador, no sentido de que este só pode escolher como hipótese de incidência

tributária fatos que sejam signos-presuntivos de riqueza. Assim, em exemplo absurdo, não estaria o legislador a respeitar a capacidade contributiva se escolhesse como hipótese de incidência de um tributo ter o nome começado com uma determinada letra. II) Além disto, na escolha dos fatos-signo presuntivos de riqueza que servirão como hipótese de incidência dos tributos, deve o legislador escolher fatos que estejam acima do mínimo indispensável. Quando isto não for possível – ou seja, quando o fato, em si, não puder ser classificado acima ou abaixo do mínimo indispensável – está o legislador obrigado a fixar isenções tributárias, que entre as subespécies dos fatos signos-presuntivos de riqueza sejam consideradas como abaixo do mínimo indispensável; assim, juntamente com a tributação da renda, por exemplo, deve o legislador criar uma isenção tributária para faixas de renda consideradas como abaixo do mínimo indispensável. III) Mesmo tendo sido fixados fatos signos-presuntivos de riqueza como hipótese de incidência de tributos, e estando tais fatos acima do mínimo indispensável, deve o legislador, em respeito à capacidade contributiva, prever gradações de alíquota, de acordo com a maior ou menor riqueza presumida do contribuinte; IV) Por fim, sempre que o legislador utilizar-se do substituto tributário, deve prever a possibilidade de reembolso do substituto pelo substituído – ou a retenção do valor do tributo – já que na hipótese de substituição tributária o fato signo-presuntivo de riqueza plasmado na

hipótese de incidência diz respeito ao substituído e não ao substituto; vale dizer, a hipótese de incidência retrata um fato signo-presuntivo de riqueza do substituído e não do substituto. A definição – e reafirmação – da capacidade contributiva como direito fundamental presta-se como instrumento aos juízes, que ante a instituição de tributos que não atentem para a capacidade dos contribuintes de suportá-los, tem como argumento muito mais do que a lesão a um princípio; a lesão a um direito fundamental. Exemplo deste entendimento é esposado por CARRAZZA (2003, p. 82), que assim explana: "O princípio da capacidade contributiva tem como destinatário imediato o legislador ordinário das pessoas políticas. É ele que deve imprimir, aos impostos que cria in abstracto, um caráter pessoal, graduando-os conforme a capacidade econômica dos contribuintes”.

Conseqüências geradas em razão da elevada carga tributária exigida no Brasil

Em entrevista com o gestor Wilson Soares, da papelaria Monte Rey encontramos algumas conseqüências:

  • - Preços finais dos produtos e serviços mais elevados;

  • - Indução a várias empresas a descumprirem as normas tributárias, aumento na

informalidade e sonegação de impostos, gerando uma concorrência desleal com as empresas

que trabalham na formalidade;

  • - Redução nas vendas e nos lucros e conseqüente redução no desenvolvimento;

  • - É uma das principais causas de pequenas e médias empresas operem com dificuldade e até falirem;

  • - Reduz o poder de compra dos consumidores finais, pois as empresas repassam os impostos nos preços finais.

O novo Direito Empresarial, com ênfase na função social e na capacidade contributiva, é coerente e adequado à atualidade?

A função social e a capacidade contributiva são coerentes e adequadas à atualidade, com a promulgação do novo código civil e da constituição federal, a função social da empresa assumiu importante status jurídico, em razão de toda a alteração do perfil político, econômico, ideológicos tuto-rizada por estes novos estáticos jurídicos. O direito empresarial com ênfase na função social é totalmente plausível e louvável tendo em vista que, mais importante que os direitos e benefícios individuais, estão os direitos e benefícios da coletividade, ele vem com uma facilidade para a reformulação da burocracia que fica como o antigo código comercial, dificultoso, demorado e longe dos anseios de todos, mas sim de um código empresarial geral. No entanto, esta idéia não está amplamente inserida na sociedade,

pois ainda é possível observar que o lucro das empresas, geralmente, está em primeiro lugar em relação às outras funções sociais das mesmas.

No que diz respeito à capacidade contributiva, o Brasil está longe de alcançar um patamar justo e igualitário, de forma que os impostos possam estar mensurados de maneira que não onere absurdamente os cofres dos contribuintes.

Cabe ressaltar que, os impostos são muito elevados, alguns deles baseados em legislações antigas, resultando muitas vezes em redução de empregabilidade e produtos de baixa qualidade, além de estimular a prática de alguns crimes como o contrabando e a pirataria.

Outro ponto negativo da ênfase na capacidade contributiva é que a população não observa o retorno desejável dessa arrecadação, e o governo acaba deixando a desejar nos investimentos em quesitos como educação, infra-estrutura, transporte e segurança.

O direito empresarial ainda sofrerá modificações sobre o direito tributário no Brasil. Ainda esta reforma será insuficiente para os setores públicos e privados da economia às condições que necessitam para cumprir papéis. Pode se dizer que direito empresarial é um ramo do direito privado que pode ser também entendido como conjuntos de normas disciplinadoras da atividade empresarial, podendo ser pessoa jurídica ou física. Com fins de natureza econômica em vista a produção de bens ou serviços com resultados patrimoniais ou lucrativas.

Considerações Finais

Com a promulgação do Novo Código Civil e da Constituição Federal, a função social da empresa assumiu importante status jurídico, em razão da toda a alteração do perfil político, econômico e ideológico introduzida por estes novos estatutos jurídicos, bem como sua respectiva relevância para o ordenamento jurídico brasileiro, cujo caráter subsidiário abastece os demais ramos do Direito. Apesar da ausência de sanção específica para o caso de descumprimento da função social da empresa, entendemos que não são normas inúteis, nem estéreis, pois se cuidam de normas programáticas e, além disso, são cláusulas gerais de aplicação compulsória pelo magistrado perante o caso concreto. Com a atualização da nomenclatura e adoção expressa da teoria da empresa, realidade fática indiscutível após a evolução das relações comerciais brasileiras, os dispositivos do Livro II da Lei nº 10.406/02 corrigem a rota da matéria jurídica comercial, em substituição ao entendimento vigente na época do Império, calçado no Code de Commerce France, onde vigorou a teoria dos atos de comércio. Configurada nos artigos 632 e 633 do Código Francês de 1807, a teoria dos atos de comércio adstringe o comerciante às práticas elencadas no texto legal, vale dizer, comerciante vem a ser aquele que pratica atos de comércio dispostos na lei

como tal. A partir da prevalência desta teoria entre os doutrinadores, a figura do comerciante passa a ser mais bem traduzida pela palavra empresário. O princípio da capacidade contributiva é aquele que confere consistência lógica e legitimidade à tributação. Adam Smith há preceituava que “os súditos de cada Estado devem contribuir o máximo possível para a manutenção do governo, em proporção às suas respectivas capacidades, isto é, em proporção ao rendimento de que cada um desfruta, sobre a proteção do Estado”.

eferências Bibliográficas

ANAN JR., Pedro; MARION, José Carlos. Direito Empresarial e Tributário. São Paulo:

Alínea, 2009. PLT 372.

FERREIRA, Felipe Alberto Verza. A Função Social da Empresa. Disponível em:

<http://jus.com.br/revista/texto/6967/funcao-social-da-empresa>. Acesso em: 11/ 10/ 2014.

SOUZA, Oziel Francisco de. Princípio da capacidade contributiva: Pauta ao legislador ou fonte de direito fundamental do contribuinte? Disponível em:

<http://www.advogado.adv.br/artigos/2000/barroso/teortitcredito.htm>. Acesso em: 13/10/

2014.