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Há 75 anos em Portugal, ao Serviço da Educação Cristã

1933 | 2008

Valor e Excelência
Carla Figueiredo - Professora -

A Direcção do Colégio La Salle promoveu no passado dia nove de Janeiro uma cerimónia de entrega dos diplomas de Quadros de Excelência e Valor

aos alunos que se encontravam em situação de os receber no ano lectivo 2007/2008. Com esta cerimónia, a Comunidade Educativa do Colégio La Salle reconhece os alunos, ou grupos de alunos, que se distinguem pelo seu valor “demonstrado

na superação de dificuldades ou no serviço aos outros e pela excelência do seu trabalho”. Esta cerimónia contou com a presença de muitos alunos, pais e encarregados de educação, e ainda dos vários Directores de Turma. Este momento serviu

para tornar evidente que o esforço e trabalho sempre são compensados e devem ser reconhecidos pela Comunidade Educativa.

Os QUADROS DE EXCELÊNCIA reconhecem os alunos que revelam excelentes resultados escolares e produzem trabalhos académicos ou realizam actividades de excelente qualidade, quer no domínio curricular, quer no domínio dos complementos curriculares.
5.º A: Ana Catarina Rosa Barbosa, Ana da Conceição Ramos da Costa, Ana Isabel Cruz Valadares, Daniel José Lopes Costa, Maria Francisca M.O.M. Henriques e Mariana Raquel Machado Lopes; 5.º B: Juliana Rafaela Vasconcelos Senra; 5.º C: Margarida Inês Fernandes Pereira e Vítor Renato Pires Ferreira; 6.º A: Cláudia Daniela Ribeiro Gomes, Inês Daniela Pereira Patrício e Tânia Cristina Fernandes Lopes; 6.º B: Inês Mariana Lima Freitas e José Luís Abreu Mendes; 6.º C: Catarina Daniela Fernandes Gomes, Miguel Carlos Lopes Vieira, Raquel Susana Vilas Boas Oliveira e Sara Isabel Miranda Carvalho; 7.º A: Diana Catarina Costa Simões, Renata Longras Fernandes Ribeiro e Sílvia Fernandes de Oliveira Ribeiro; 7.º B: Rafael da Silva Carvalho e Sandra Clara Barbosa Pereira; 7.º C: Inês Simões Vieira da Silva, Irene Maria Pereira Pedras, João Pedro Silva Duarte e Vítor Diogo Ferreira de Sousa; 8.º B: Ana Luísa Martins Vasconcelos Senra, Fernando Torres Loureiro, Luís Filipe Bogas Simões, Ricardina Fernandes Macedo e Sara Isabel Peixoto Gomes; 8.º C: José Roberto Martins Gomes, Roberto Martins Barbosa e Sara Daniela Pinheiro Martins; 9.º A: Martinha Isabel Fernandes Vale; 9.º B: Sandra Filipa Ferreira Gomes; 10.º A: Bruno José Loureiro Figueiredo, Bruno Miguel Martins Alves, Cristina Isabel P. Costa, Maria João Pereira Vieira e Sara Daniela Fernandes Gouveia; 11.º A: César Duarte Dias da Silva, Emanuel Davide Ferreira da Costa, Helena Regina Marques Martins, João Miguel Ferreira de Sousa, Jorge Flávio Rodrigues Barbosa, Rosana Isabel Rodrigues Dantas, Sérgio Alexandre Pereira Cruz e Tiago Rafael Silva Matos; 12.º A: Ana Gabriela Gomes Loureiro, Ana Margarida Costa dos Santos, Joana Daniela da Silva Costa, Luís Pedro Falcão Gonçalves, Melanie Araújo Cruz, Paulo Manuel Figueiras Forte, Pedro Miguel Peixoto Machado, Sara Cristina Vilas Boas Oliveira, Sara Manuela da Silva Matos Ferreira e Vítor Manuel Silva Cardoso.

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Os QUADROS DE VALOR reconhecem os alunos ou grupos que no decorrer do ano lectivo manifestam capacidades ou atitudes exemplares de superação das dificuldades ou que desenvolveram iniciativas ou acções, igualmente exemplares, de benefício claramente social ou comunitário ou de expressão de solidariedade, no Colégio ou fora dele.
Cláudia Daniela Ribeiro Gomes, Sara Daniela Pinheiro Martins, João Nelson Carvalho Lemos, Jorge Miguel Martins Mendes, Sandra Filipa Ferreira Gomes, Eliana Faria Carvalho, Jéssica Campos Lopes, Maria Angelina Senra Costa, Adriana Fernandes Vale, Adriana Filipa Gomes Oliveira, Ângela Flávia da Silva Sousa, Celina Simões Senra Vilas Boas, Maria João Pereira Vieira, Sandra Patrícia Gomes Dias, Sara Fernandes Gouveia, Dulce Alexandra Oliveira Sá, Helena Regina Marques Martins, Joana Filipa Fernandes Lopes, Juliana da Silva Cortez, Natália Marisa Senra Costa, Nelson Rafael Rodrigues da Costa

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UMA CAUSA UNIVERSAL
Semana da Paz
5-9 de Janeiro de 2009
Joaquim Cunha - Professor -

Inserida no âmbito no Projecto de Justiça e Solidariedade, decorreu de 5 a 9 de Janeiro a “Semana da Paz”. Logo pela manhã, alguns alunos do 12.º ano fizeram, e muito bem, uma reflexão alusiva ao tema pelo sistema de som do Colégio e que serviria de mote para uma reflexão mais alargada dentro da turma. Ainda nesta semana, alguns alunos, na disciplina de Língua Portuguesa, deram asas à sua criatividade e imaginação poética, escrevendo alguns textos e poemas, alguns muito interessantes, sobre a Paz, bem como alguns trabalhos da disciplina de Educação Visual e Tecnológica. A Semana finalizou com uma “Marcha pela PAZ”, dentro do Colégio. Aliás, refira-se a propósito que, neste dia a neve veio ter connosco, cobrindo de branco a paisagem, tornando o momento ainda mais interessante, apesar do frio! Foi bastante participada por professores e alunos. Estamos todos de parabéns. Infelizmente, nestes últimos tempos assistimos a momentos de tensão e guerra no Médio Oriente, o que contrasta muito com o conceito de PAZ. Oxalá, esta Semana dedicada à Paz e esta Marcha, atenuem o sofrimento desta gente. Para terminar, deixo algumas frases escritas pelos alunos, alusivas à PAZ: “Paz é estar bem com nós mesmos, com o próximo e com a Humanidade” José Mendes 7.º C

“Paz é quando está tudo bem, quando as pessoas se respeitam, quando não há guerra, quando as pessoas se esforçam para que tudo se mantenha bem e que não façam justiça pelas próprias mãos.” Sofia Miranda 7.º C “Paz é partilha, tolerância, amor, alegria, amizade e harmonia.” Marta Gonçalves 7.º A “A partir do eu e do nós, a chama da PAZ começa a brilhar para os outros.” Carlos Cardoso 11.º A “Paz que é palavra pequena, mas de grande poder, levas o mundo a sonhar com ideais e cria ideias Mundiais” Bruno Figueiredo 11º A “Paz é não haver guerra nem conflito entre as pessoas. Quando há Paz, as pessoas andam mais alegres e felizes.” Ana Sofia Silva 8.º B “Paz é estar rodeado de beijos e abraços, é ter o aconchego maternal como bebés, é sentir o coração palpitar cheio de amor e carinho. Paz, é simplesmente ser feliz.” Vítor Diogo Sousa 8.º C “Acima de tudo, Paz é criar um clima de harmonia e bem estar na família e comunidade, lembrando-se sempre de que onde há amor, há Paz, onde há Paz, há Deus e onde há Deus, nada falta.” Magda Sousa 10.º A

Poema
A Paz é… É o sossego mais embalador de todos; É a mais graciosa melodia da nossa mente; É a fortuna que o mais pobre facilmente alcança; É o mundo pintado com sorrisos e lágrimas de alegria; É o desabrochar de cada flor primaveril; É a carícia meiga da brisa que se vai; É andar à chuva sem que ela nos usurpe; É a liberdade na sua mais celestial dimensão; É a vida despreocupada de todas as malvadezas; É um feroz grito apaziguante e incomum; É o canto nocturno de um grilo, de um pássaro; É a estrela que nos deixa enclausurados em si; É deixar que o coração fale por nós; É o voo quase estático de uma ave feliz; É o sorriso contente de uma pobre criança; É o abraço que se dá a quem se ama; É o que é mais raro e necessário. A paz hoje seria… Um dia sem mortes; Um dia sem assaltos; Um dia sem violações; Um dia sem raptos; Um dia sem crise; Um dia sem injustiças; Um dia sem guerra; Seria bem-vinda.

Jorge Barbosa 12.º A

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Entre a Tradição e a Modernidade
Comentário ao Filme “Chocolate”
Adriana Figueiredo - 10.º A -

Este filme trata de uma jovem mulher, Vianne Rocher, que se mudou para uma pequena aldeia, de uma comunidade antiquada, juntamente com a sua filha, Anouk… esta mulher não foi desde início bem vista pelos habitantes desta aldeia, pois abriu uma loja de chocolates precisamente na altura da Quaresma, para além de ser mãe solteira… No entanto, e com o passar do tempo, ela consegue conquistar alguns moradores da aldeia… A certa altura, Vianne envolve-se com Roux, um músico andarilho que aí desembarca… Na minha opinião, as pessoas da aldeia viam Vianne como alguém demasiado liberal, mas que acabou por levar alegria àquela pequena vila conservadora. No fundo, Vianne levou até àquela aldeia, a tentação proibida… e, por isso, foi tão criticada… Penso que este filme retrata um pouco a obsessão pela religião, e podemos observar isso através das pessoas que achavam que comer chocolate é pecado… Podemos também identificar uma dessas situações, quando um dos personagens do filme dizia gostar de uma senhora, mas não lhe dizia porque é que ela havia ficado viúva recentemente (há mais de trinta anos). Ou seja, a noção de “pecado” está muito presente neste filme, onde se considera pecado o mínimo prazer, como por exemplo, comer chocolate… Pude também observar que este filme realça o facto de toda a gente errar… O próprio sacerdote caiu na tentação, não só de comer chocolate, mas também de o fazer às escondi-

das… Talvez (no meu ponto de vista), aquelas pessoas fossem muito agarradas e obcecadas pela religião, talvez para elas a religião significasse sacrifício… Mas, na altura de receberem a mulher na vila, não a receberam da melhor forma… Vendo este filme numa perspectiva pessoal, acho que há uma contradição, alguém que se diz tão religioso, e faz tantos sa-crifícios, não consegue receber bem nem ajudar uma mulher que chega à vila com uma filha de seis anos… Bem, no fundo compreendo o lado dessas pessoas, pois talvez a sua educação tenha sido muito severa nesse aspecto… Mas acho que Vianne conseguiu mudar um pouco o ponto de vista dos habitantes da vila… Este filme chamou-me a atenção maioritariamente numa perspectiva religiosa! Apesar de ter outras visões e outros pontos de reflexão, retrata muito o que as pessoas mais antigas pensam acerca da religião… Chamou-me também a atenção o preconceito das pessoas perante uma mulher solteira com uma filha… Não é digno julgar alguém pelas aparências, sem sequer conhecer… Vianne era julgada por ser ousada, e alegre, por vestir colorido, por usar sapatos vermelhos, por não ser como todas as mulheres daquela época, naquela aldeia, que eram discriminadas, e que usam roupas muito discretas, vivendo num ambiente austero, repressivo, antiquado

e tradicionalista da aldeia. Também através do vestuário percebemos a mentalidade conservadora dos habitantes da aldeia. Algo que constatei com bastante facilidade, foi que as mulheres não tinham direito a expressar os seus sentimentos, vivendo numa infelicidade tremenda… Verificamos isto através da mulher que sofria de violência doméstica, que a certa altura foi viver com Vianne, e que conseguiu ser feliz… - Vianne, representa o papel de uma mulher solteira, atraente, que tem uma filha, e que consegue através de uma habilidade mágica, descobrir o desejo mais profundo de cada pessoa, levando-os à tentação; - Anouk, filha de Vianne, representa o papel de uma menina de 6 anos, que, desde muito cedo foi habituada a uma vida um tanto estranha que sua mãe vivia, andando em direcção aos ventos do norte. Ela é discriminada por não ir à missa, por não saber quem é o pai, e por sonhar; - Canguru, representa um amigo imaginário de Anouk; - Conde de Reynaud, assume a direcção moral da pequena comunidade, e impõe uma mentalidade preconceituosa e conservadora; - Padre, profere discursos na igreja, que são censurados pelo conde, para melhor moldar o pensamento das pessoas; - Amande, representa o papel de uma senhora idosa, rejeitada

pela filha, devido à sua falta de preconceito. Esta não a deixa ver o neto. Esta não deve comer chocolates, devido à sua saúde, mas não resiste às delícias de Vianne; - A filha e o neto de Amande, representam as pessoas vulgares da aldeia, que discriminam quem não está de acordo com as suas convicções e formas de vida; - A mulher maltratada e o marido, representam um estrato social naturalíssimo naquela época. A mulher era obrigada a aceitar que o marido fizesse o que queria, até mesmo a violência doméstica, e a trabalhar para ele. A mulher era discriminada, obrigada a seguir regras impostas, sem sequer poder revelar os seus sentimentos. No entanto, Vianne ajudou essa mulher e, de certo modo, fez com que ela mudasse a sua mentalidade; - O senhor do cão, representa um homem, que, não querendo cair na tentação, desculpa-se da sua curiosidade através do cão; - A viúva eterna, representa um papel muito natural naquele tipo de ambiente; embora já tivesse ficado viúva há muitos anos, ter outro companheiro significaria pecar, e estaria sempre de luto; - Roux, representa um músico andarilho, que também não é muito bem visto pelas pessoas da aldeia, devido ao seu estilo de vida pouco comum e incerto. Este fará par romântico com Vianne. Em 1959, em França, todas as situações relatadas acima eram frequentes, pois a mudança das mentalidades só se deu a 1968. Após o Concílio do Vaticano II, deve viver-se num ambiente de progresso. Esta pequena aldeia, deveria ter evoluído um pouco mais, principalmente nos meios de comunicação usados, e na mentalidade.

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Civismo e Cidadania
Dia Mundial de Luta Contra a Sida
Carlos Lopes - Professor Cartaz da autoria do aluno António Ferreira - 9.º C

No âmbito do Dia Mundial de Luta Contra a SIDA, foi realizado, no dia 27 de Novembro, no Largo da Porta Nova de Barcelos, um evento promovido pela Empresa Municipal de Educação e Cultura em parceria com o Centro de Saúde de Barcelos/ Barcelinhos. O Colégio La Salle associou-se a esta iniciativa através da elaboração de cartazes alusivos ao tema, pelos alunos do 9º ano, os quais foram expostos no próprio dia em painéis colocados no mesmo local. Por volta das 12:00h realizou-se um cordão humano no centro da cidade envolvendo a participação de diversas instituições, alunos e população em geral. Apraz salientar a importância de iniciativas deste género que pretendem alertar a sociedade para os flagelos que a assolam.

Torneios de Damas e Xadrez
A Ludoteca em Acção...
Fernando Gomes - Professor -

Foram entregues no dia 10 de Dezembro, na Ludoteca, as taças referentes aos torneios de damas e xadrez realizados na mesma, referentes ao ano lectivo 2007/2008. Torneios que contaram com a adesão de 56 alunos de damas e 12 alunos no xadrez, tendo sido entregues as taças aos seguintes alunos: - Torneio de damas: 1.º - Filipe Rodrigues, 8.º A; 2.º - José

Mendes, 6.º B; 3.º - Jorge Duarte, 8.º A. - Torneio de xadrez: 1.º - Filipe Rodrigues, 8.º A; 2.º - José Mendes, 6.º B; 3º – Vítor Torres, 8.º A. A entrega de prémios contou com uma grande ovação dos alunos presentes na Ludoteca, pois a entrega de prémios foi numa quarta-feira, que é um dos dias em que o espaço é mais visitado pelos nossos alunos, pois trata-se do dia do cinema, dia em que é projectado um filme.

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PÁGINA DA MATEMÁTICA
Carla Figueiredo - Professora -

Curiosidades
Sabias que para medir comprimentos o Homem começou por utilizar determinadas partes do seu corpo como referência? A polegada, a braça (comprimento da ponta de uma palma à outra, com os braços abertos), o palmo, o pé, o cúbico (comprimento da ponta do cotovelo à ponta do dedo mínimo) e muitas outras medidas são disso exemplo. A utilização de partes do corpo na medição tinha, contudo, uma grande desvantagem: os resultados obtidos não eram precisos. Numa tentativa de uniformizar e convencionar o modo de medir comprimentos, em 1790, um grupo de matemáticos estabeleceu uma nova unidade de comprimento, o metro, que passou a ser aceite em praticamente todo o mundo como unidade básica de comprimento do sistema internacional. Para determinar o metro, os referidos matemáticos mediram a distância, em linha recta, de Dunquerque (cidade francesa) a Barcelona (cidade espanhola) e dividiram essa medida em 400 000 partes iguais.

É Divertido Brincar com a Matemática!

Frases Célebres

Pensa num número, adiciona-lhe 3, multiplica a soma obtida por 5. De seguida subtrai 15 ao resultado, por fim, multiplica o núme“A Escada da Sabedoria tem os degraus feitos de números.” Blavatsky ro obtido por um quinto. Que número obtiveste? Porque será? “A Álgebra é generosa: frequentemente, ela dá mais do que se lhe Um camponês tem cinco montes de palha num campo. Noutro pediu.” Jean Le Rond D’Alembert campo, tem quatro montes de palha. Se os juntar ao pé da sua casa, com quantos montes de palha fica? “O Zero, esse nada que é tudo!” Laisant Quinze e quinze não são trinta. Porém, com mais quarenta e cinco “Os números governam o mundo.” Platão são dezasseis. Como pode ser?

Adivinha o número…

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UM SONHO DAS ARÁBIAS
Inês Patrício - Antiga Aluna -

Após ter frequentado o Colégio La Salle de Barcelos nos anos lectivos 2006-2007 e 20072008, nos quinto e sexto anos, no Verão de 2008 emigrei com os meus pais para o Dubai. O Dubai é um Emirado e faz parte dos Emirados Árabes Unidos (EAU). A capital é Abu Dhabi. Os Emirados dos EAU são sete: • Abu Dhabi • Ajman • Dubai • Fujairah • Ras al-Khaimah • Sharjah • Umm al-Quwain.

por razões culturais. Como tal elas utilizam o burquini. Existem burquinis de muitas cores mas são todos baseados no mesmo modelo como a foto exemplifica.

oficial é o Inglês. A escola é enorme e integra perto de 650 alunos. Recebe alunos desde o infantário até ao secundário. A escola é constituída por: • Campo de futebol e rugby de tamanho oficial; • Pista de atletismo; • Piscina olímpica; • Campos de ténis; • Campo de basquetebol; • Campo de desportos radicais; • Uma biblioteca; • Um auditório; • Um planetário; O meu inglês é bom e na escola pratico-o muito. Quando vim para o Dubai o meu inglês não era tão avançado como o de alguns colegas, mas com o tempo pratiquei-o e aprendi muito.

Al Arab. É um ícone da arquitectura mundial. Esta é a avenida mais famosa do Dubai, Sheik Zayed Road fotografada à noite. Tem prédios muito bonitos!

O que eu não gosto tanto/O que mais estranhei
Quando eu saí do aeroporto estava muito calor, mais de 40 graus. Eu não gostei muito do calor mas depois comecei a habituar-me. Eu estranhei que as pessoas árabes usassem aquelas roupas…

O que eu mais gosto Tempos livres
Nos meus tempos livres, eu vou à piscina, ao shopping, faço patinagem no gelo… Tenho mais tempo livre do que O Dubai é governado pelo Sheik Mohammed bin Rashid Al Maktoum. Eu gosto muito dos centros comerciais. Aqui no Dubai existem os dois maiores centros comerciais do mundo. Adoro os prédios grandes e os arranha-céus. Estou no Dubai porque o meu pai está a construir a torre maior do mundo, Burj Dubai. Esta imagem em baixo é uma imagem de computador do aspecto do Burj Dubai quando

O que mais me custou deixar em Portugal
O que mais me custou a deixar em Portugal foi a minha grande e melhor amiga, os meus amigos, a minha família e o meu cão. Eu tenho muitas saudades da Francisca…

População
No Dubai vivem cerca de 1.141.959 pessoas. Embora seja um Emirado Árabe aqui podemos encontrar pessoas de todas as nacionalidades. em Portugal porque a minha escola acaba às 15h15m.

Indumentária
Os árabes locais usam roupas tradicionais. A roupa das senhoras pode ser usada de muitas formas e normalmente é preta. As mulheres árabes não estão autorizadas a usar um biquini

Na Escola
Em todas as escolas dos EAU o uso do uniforme é obrigatório. A minha escola é internacional no sentido em que é constituída por alunos e professores de diferentes nacionalidades. Na escola onde eu estudo a língua

Temperatura
estiver terminado. No Dubai existe o primeiro hotel com seis estrelas, o Burj A temperatura em Agosto é de cerca de 45 graus e a humidade de 75 %. Entre Dezembro e Fevereiro são os meses mais frios

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podendo chegar aos 7 graus positivos. Poucas vezes acontecem tempestades de areia.

Momento de Leitura
busca da ilha desconhecida, mais por não acreditarem em tal, recusaram-se a abandonar Resumo de O Conto da Ilha Desconhecida -José Saramago, os seus lares para se aventuraEditorial Caminho rem, em mares tenebrosos onde O homem voltou a pedir ao todas as ilhas já haviam antes Sara Martins rei um barco, para ir à procura sido descobertas. - 9.º C da ilha desconhecida. O rei, Perante o facto de não ter uma Um homem foi ao palácio do perante tal pedido, estupefacto, tripulação, revelou vontade rei para lhe pedir um barco. No afirmou que tal não existia, no de desistir. Porém a mulher palácio havia várias portas e entanto o homem argumentou e afirmou que havia ele passado cada uma tinha a sua utilidade. com o apoio do povo, que por três dias à porta das petições O rei passava o tempo na porta sua vez estava já aborrecido e que não poderia agora ele dos obséquios, onde os tais lhe com a espera, e assim teve o desistir. Constatou também que eram oferecidos. O homem barco concedido. O rei mandou havia sido ele que a fez pasfoi bater na porta das petições, que ele fosse ao porto ter com sar pela porta das decisões e, pois estava ali para fazer um o capitão, mas que a tripulação sucedesse o que sucedesse, ela pedido. O rei, no entanto, fingia não lha concederia e por isso não iria tornar a passar por ela, não ouvir as batidas da aldraba teria de ser ele a tratar disso. O e concluindo disse que nem na porta e nada fazia até que o rei pegou num cartão, e lá esque ficassem a viver no barco, barulho fosse tal, que começava creveu que, para não ficar com a caravela é que não iam abana incomodar a vizinhança que remorsos, lhe fosse dado um donar. Jantaram os dois, depois se questionava sobre o rei que barco suficientemente seguro, de visitarem toda a caravela, e tinham, pois nem atendia aos que navegasse bem. No insnão sobrou sequer uma mipedidos do seu povo. Quando tante em que o homem partiu, galha. Despediram-se então isso acontecia o rei mandava o muitos correram para a porta com um simples: “boa noite, primeiro secretário ver o qual das petições, mas o rei já havia durma bem e tenha sonhos era o pedido, mas este pedia saído e a mulher da limpeza felizes”. Foram cada um para ao segundo secretário que, por também; esta havia saído pela seu lado - o homem a pensar o sua vez, pedia ao terceiro e porta das decisões; decidira que quanto a mulher era bonita e a assim era até chegar à mulher iria limpar barcos e junto com mulher a pensar que ele só tinha da limpeza que, não tendo em o homem iria à procura da ilha olhos para a ilha desconhecida. quem mandar, ia ver quem desconhecida. Dormiram. Ele sonhou durante estava a bater à porta. Foi assim Ao chegar às docas o homem toda a noite com ela. Sonhou que o homem que queria um esteve com o capitão que que tinha uma tripulação com barco foi atendido. A mulher da o questionou acerca da sua homens, mulheres e crianças. limpeza fez com que o pedido experiência sobre a arte de ser Que levava sementes, terra, do homem chegasse ao rei, mas marinheiro. De longe, a mulher animais e árvores. No sonho, este recusou-se a dar-lhe uma da limpeza observava e escono último instante, a mulher da resposta e não foi lá. O homem lhia entre os barcos qual o que limpeza abandonava a aventura. ao ouvir isto disse que não sair- gostava mais. O capitão cedeu E ele procurava-a com os olhos ia dali enquanto não lhe fosse ao homem uma caravela modi- mesmo sabendo da desistênpermitido falar pessoalmente ficada, e por ser justamente o cia. Os homens, quando quescom o rei. Deitou-se, então, na barco que a mulher havia estionados, diziam não ver ilha soleira da porta e esperou. Visto colhido, gritou que era o barco nenhuma que fosse desabitada ele lá estar, e porque era lei, dela; aproximou-se, apresentou- e desconhecida. Então, quando mais nenhum outro habitante -se e ofereceu-se para limpar a passaram por terras habitadas, daquela terra podia lá ir fazer caravela. exigiram o desembarque. O o seu pedido, e claro que isto Enquanto ele foi procurar homem viu todos descerem, a agradou ao rei. Mas já haviam marinheiros para poder embar- terra espalhar-se pelo barco e as passado três dias, existia já uma car, a mulher ficou encarregue árvores e sementes a brotarem. enorme multidão de pessoas à de limpar a caravela. Voltou Acordou e tinha nos seus espera de poderem fazer, tamcabisbaixo, sem marinheiros, braços a mulher da limpeza. bém o seu pedido. Uma enorme apenas com o jantar para os No dia seguinte, baptizaram o confusão se instalou e o rei foi dois. Os homens a quem ele barco como Ilha Desconhecida ter com o homem. havia pedido para navegar em e partiram.

Hábitos Culturais
Os naturais gostam de conduzir grandes carros e têm pouca sensibilidade para o ambiente. Vão para o deserto e dormem em tendas. Fazem corridas de camelos e são grandes apreciadores de cavalos de pura raça e de falcões. Gostam de conduzir os seus potentes carros 4x4 na areia do deserto. As senhoras fazem uma pintura nas mãos, no braço ou nos pés chamada Hena. Para fazer a Hena aplica-se um creme próprio e depois um artista executa o desenho. A pintura não sai facilmente mudando de cor com o tempo e permanecendo na pele por várias semanas. Eu fiz a HENA no dia nacional; eis o resultado final. O Dubai é um Emirado de

A Ilha Desconhecida

maioria muçulmana onde se celebra o famoso Ramadão que dura cerca de 40 dias durante os quais os muçulmanos não podem comer, beber, fumar, entre outras coisas, desde o nascer até ao pôr do Sol. As outras festividades são o dia nacional a 2 de Dezembro e o fim do ano. Espero que tenham gostado do meu testemunho de vida num país tão diferente de Portugal, mas tão fascinante.

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Momento de Leitura
A Ilha Desconhecida
Cátia Araújo - 9.º A -

Continuação imaginada do conto de José Saramago

Os dois entreolharam-se e decidiram quebrar aquele silêncio que por momentos ficara a pairar... A mulher da limpeza encontrava-se agora junto da proa da -Eu gosto de ti... – revelaram os dois em uníssono. Estava Caravela. De cabeça erguida então a história a começar a ter olhava todo o Mar, como se um rumo. Já não se avistava a naquele momento o Mar fosse Terra de onde partiram. Da Ilha a única coisa que existia, nada Desconhecida nem sinal. mais lhe interessava. Nem -Vou fazer algo para comermos! sequer olhara para a Terra que – exclamou Esmeralda – Pena deixara, só lhe interessava é ter de sair do conforto dos agora, o que ainda haveria de teus braços que me fazem sentir vir. Assim como ela, o Homem imune a todos os problemas do Leme, o Santiago, só olhava Mas quero o Meu Marinheiro em frente não querendo saber bem cuidado. - Vou contigo. daquilo que ficava para trás. Agora, para tudo ficar mesmo Santiago tinha agora outras perfeito só falta encontrar a ilha preocupações. Cada vez que ele desconhecida. – revela Santiago olhava a Esmeralda, ela pareà sua amada. cia-lhe ainda mais bela. Seus Uma semana mais tarde, depois olhos verdes resplandeciam de muito conversarem e de alegria. Sua face branca brilpartilharem a sua história, uma hava com o reflexo do Sol. Seus vez unidos, num fim de tarde, lábios despertavam-lhe o desejo os dois, juntos num profundo de lhe dizer tudo o que sentia. olhar, na leve neblina que se O seu coração batia fortemente levantava e no brilho da Lua e a sua voz estremece pronunque ia aparecendo, fazendo inciando o seu nome: veja aos demais, avistaram uma -Esmeralda! - diz ele... nova Terra. Temos que esclarecer uma -Vamos desembarcar lá – afirma coisa - diz a mulher da limpeza Santiago esperançoso e crente permanecendo no seu lugar, na Ilha Desconhecida. imóvel. Quando desembarcaram, -Sim. Preciso dizer-te algo imenorme foi a desilusão. Aquela portante – diz Santiago, aproxi- Ilha era como todas as que mando-se de Esmeralda. tinham visto até agora, era -Ai sim? Que tens para me habitada. Tristes, embarcaram dizer? novamente na caravela e -Bem... Eu... É que... Caramba, continuaram à procura da Ilha quando estou contigo nem Desconhecida. falar consigo. Fazes o meu Um dia depois e nada. Dois coração tremer cada vez que dias depois e nada. Três sete aproximas... Mas temos que manas depois e nada. Quatro esclarecer o quê? – diz Sanmeses depois e só ilhas conhetiago tentando mudar o rumo de cidas. Cinco meses depois e já conversa devido à sua falta de estavam cansados. Seis meses coragem. depois e nem sinal. Desistiram. - Não, continua... Ias bem... Decidiram então, ficar na ilha - Não. A Senhorita primeiro. seguinte, para não terem de Faço questão. chegar à Terra de onde haviam

calças pretas as suas de eleição. -Vem... É seguro! – exclamava Santiago, morto por explorar. partido e ter de dar de caras Esmeralda lá foi. No início com com os Marinheiros que os receio, mas vendo Santiago tinham ignorado. com tanta segurança, deixou-se Então naquela manhã, ouviam- de preconceitos. Naquele mes-se gaivotas. Por certo estavam mo dia começaram a explorar, perto de alguma costa. pois estavam tão empolgados Ali estava uma pequena ilha. que não conseguiram ficar ali A ilha que tanto procuravam e parados. Lá começaram a criar que agora era dona do sonho de alguns animais que traziam ambos. A ilha na qual desemna Caravela de outras Ilhas barcariam, que lhes traria esper- Conhecidas e a cultivar milho, ança. Valente e decidido como centeio, batata entre outras sempre, Santiago é o primeiro a plantas e árvores de fruto, que desembarcar e pisar Terra firme, nasciam das sementes que eles após tanta navegação. Seus transportavam. Santiago já se lábios carnudos alongavam-se tinha prevenido para isto graças de orelha a orelha, dando lugar ao sonho que tivera. E foi lá aos seus brilhantes e certinhos que constituiram família, ledentes. Seus olhos condiziam vando também para lá algumas com a cor de carvão do cabelo. pessoas para que aquela Ilha Os seus caracolitos saltavam que agora passara de Descona cada passo que dava. Seu hecida a Conhecida pudesse bronzeado era maravilhoso, ser povoada. Mas, será que eles descobririam o porquê de terem na quantidade certa, não tendo de procurar aquela ilha? queimaduras nem manchas na sua pele. Ficava-lhe bem aquela Descobrir aquela Ilha era mesmo necessário, ou teriam camisa de linho branco que de descobrir algo antes e mais Esmeralda lhe costurara. Era, incrivelmente, o preciso dia que importante? ele a estreara. E eram aquelas

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