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75 Anos em Portugal

Revista Rumos
Colégio La Salle
Número 1
2008-2009
2008 - 2009
Sumario PRÉMIO INSTITUTO DA ÁGUA
Editorial 3 “As Cheias em Portugal” Sandra Gomes
Encerramento das Comemorações
dos 75 anos 4-6 10.º A
Jornada Pedagógica 7-10 No presente ano lectivo, o Institu-
Aprendizagem Cooperativa 8 to da Água (INAG) em parceria com
o Sistema Nacional de Informação de
Entrevista 10-13 Recursos Hídricos (SNIRH), promoveu
Festividades 14-18 um concurso com o tema “A História
Desporto Escolar 19-22 das Cheias em Portugal”. Lançaram a
proposta a todas as escolas do país,
Pastoral 23-29 havendo os vários escalões (2.º ciclo,
Teatro 30-32 3.º ciclo e Secundário, com trabalhos
individuais e de grupo).
Semana do Fundador 33-47 Após ter conhecimento deste con-
La Salle e Amigos 48-50 curso, através da professora Paula Lo-
Visitas de Estudo 51-62 pes, decidi participar. Sabia que muitas escolas iriam concorrer, mas para mim
o importante seria uma participação num concurso nacional.
As Nossas Turmas 63-76 Enviei o trabalho, descrevendo e caracterizando as cheias, fazendo refe-
Momento de Leitura 77-86 rências às cheias em Barcelos (1962 e 2001) com alguns relatos das mesmas
Música 87-88 e, no final do mês de Março, fui informada que tinha vencido o concurso. A
surpresa foi enorme. Então, a Prof. Paula Lopes prestou-se a acompanhar-me
Cinema 89 à Biblioteca Nacional de Portugal (Lisboa), onde teria de fazer uma apresen-
Liberdade 90-91 tação formal do trabalho. Presentes estavam os presidentes e vice-presiden-
tes do INAG e do Instituto de Meteorologia, e muitos dos alunos que também
Silêncio 92 concorreram.
Física-Química 93 Uma grande experiência, um diploma e uma posterior publicação no jor-
Por Terras do Tio Sam 94-95 nal “A Voz do Minho” foram os melhores prémios que poderia ter. Contudo,
eu e a Prof. Paula, que me acompanhou ao longo do concurso e a quem eu
Destino: Bélgica 96-97 agradeço, teremos a possibilidade de passar um dia em contacto com o SNI-
“Acantonamento” de Turma 98 RH, fazendo actividades de gabinete e de campo.
Um Pouco de Ciência 99
Pró-Linux
Página da Matemática
100
101
PmatE/Bio 10 11
Discursos 102-103 Concurso Nacional de Biologia
Poemas 104-105 Martinha Vale
Reencontro de Sonhos 106 10.º A
Professores Novos 107 No passado dia 30 de Abril, os alunos de secundário inscritos no PMATE,
Educação Visual 108-111 deslocaram-se à Universidade de Aveiro, onde decorreram as competições
Passatempos 112 nacionais. O Colégio La Salle fez-se representar nas disciplinas de Biologia e
Matemática.
Ficha Técnica: Chegados às portas da Universidade, após um longo percurso com ponto
de partida em Barcelos, já uma longa fila se encaminhava para o local onde se
Coordenação: Professores Carlos
realizariam as provas. Em volta, vários instrumentos de animação concebidos
Novais, João Carvalho e Paula estritamente para usufruto dos concorrentes, cercavam o espaço.
Lopes. Paginação e Layout: Pro- O nível de ansiedade foi aumentando gradualmente desde a entrada no
fessor Carlos Novais. pavilhão até ao terminar da prova, pelo facto de ser a primeira experiência
neste âmbito e pela noção de que cada escolha determinava o sucesso, bem
como o desfecho da nossa participação.
Agradecimentos: Em suma, os resultados atingidos foram satisfatórios, pelo que a nossa
- A todos os Professores, Alunos, equipa conseguiu o sétimo lugar nacional em cento e vinte, contribuindo para
o acréscimo do prestígio do Colégio La Salle.
Antigos Alunos e Escolas que
Cabe ainda uma palavra de agradecimento à professora Paula Lopes pelo
connosco colaboraram. esforço e motivação, sem a qual jamais haveríamos vivido a experiência e
- Aos patrocinadores. obtido estes resultados, uma vez que partiu da sua iniciativa a nossa inscrição
- À Câmara Municipal de Barcelos. do Concurso PmatE.

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75 ANOS

Editorial
“75 anos no Céu de Portugal”
Ir. César Ruíz Martin
Director Pedagógico
O Universo tem um ao compromisso. Daqui voar e sonhar com novos tribuindo o apoio e o de-
encanto e um fascínio partiu-se para outros mundos, como deseja a ver de contribuir na sua
tão poderoso que deixa ambientes: Porto, Bar- juventude. animação e vitalidade.
maravilhada a qualquer celos, Leiria, Lamego e A divulgação à co- Quase no fecho do
criatura humana com Abrantes. Por efeito da municação social em ano lectivo, no dia 30
um pouco de sensibili- ONGD “SOPRO” a estre- Outubro marcou o ponto de Maio, fez-se o encer-
dade. Talvez não seja la lassalista transpôs os de arranque das cele- ramento dos 75 Anos,
por acaso que algumas oceanos e criou pontes brações, preparadas por a coincidir com a festa
personagens ou factos com Moçambique. elementos das duas co- dos antigos alunos das
que marcaram a histó- Em cada um destes munidades, destacando obras actuais e antigas.
ria estivessem ligados a lugares não faltaram o âmbito nacional desta Foi um dia de agrade-
fenómenos astrológicos, crianças, jovens e fa- efeméride. cimento e homenagem
a alguma estrela ou pla- mílias a sintonizar com Recordamos sem dú- ao nosso Fundador pela
neta ou até um cometa um estilo específico de vida o 24 de Janeiro no boca dos próprios alunos
errante. ser cristão traduzido nos Colégio de São Caetano, e da autarquia. Fez-se a
Livres de acreditar valores da fraternidade, quando à volta do Ir. Ál- inauguração do novo
ou não em tais laços, o solidariedade, amizade, varo, Superior Geral, do pavilhão gimnodespor-
certo é que o génio e o fé e serviço. Pode afir- Ir. Jesus Miguel, Provin- tivo ao som da música
sonho de João Baptista mar-se, até com algum cial, Irmãos e Amigos, galega de Santiago de
de La Salle, ao contem- orgulho, que este DNA as duas comunidades Compostela. A tarde de
plar o mistério de Belém, lassalista transparece em educativas evocaram
festa com a chuva de es-
quis que uma estrela, qualquer obra educativa com amor e admiração a
trelas e os coloridos do
como a estrela do presé- De La Salle para além da história destes 75 Anos
folclore da nossa terra
pio, fosse sinal do ideal cultura, da língua e até com o olhar posto no fu-
foi encerrada com uma
da educação humana e da religião. turo. Em ambiente festi-
excelente representação
cristã das crianças e jo- O ano lectivo 2008- vo concluiu-se com um
da história dos 75 Anos
vens. 2009 teve momentos brinde à volta da mesa
onde brilhou a criativida-
Durante este ano lec- marcantes da celebra- saboreando mil histórias,
tivo estivemos a celebrar ção desta comemoração rostos, projectos, cele- de dos seus autores.
os 75 Anos da presença de «diamante». Logica- brando a fraternidade. Após um ano inten-
dos Irmãos de La Salle mente, como realidade Veio no mês de Março so, rico de vivências pela
em Portugal. De Reims, portuguesa quisemos outro momento centrado concretização de um
França, terra natal do fazer tudo em comum, na Formação, no intuito plano de actividades que
nosso Fundador, o pro- entre as Comunidades de penetrar no coração ofereceu grandes opor-
jecto lassalista atraves- Educativas de Barcelos da pedagogia e da es- tunidades para viver o
sou fronteiras e tendo e Braga, lembrando-nos piritualidade lassalista. lema “Contigo, Amigos
enraizado em Espanha, sempre que no “juntos e Alguns Irmãos, profes- e Irmãos”, com o brilho
precisava de ser acolhi- por associação” reside a sores e alunos, actuais do «diamante» todos
do e plantado neste jar- alma da nossa missão. e antigos, ajudaram-nos estamos ansiosos pela
dim, à beira mar. Não pode haver fes- com a sua reflexão e colheita e o descanso
O Colégio de São ta sem hino e surgiu experiência de vida em merecido, na expectativa
Caetano em Braga, Lar espontâneo aderir ao diversos contextos, na- do futuro que já oferece
de crianças e jovens, poema ímpar do jovem cional e europeu. surpresas de mudança,
foi o primeiro berço Irmão Jaime Cea, “Em As Festas do Funda- confiantes que desde o
lassalista em Portugal, nossas mãos está o fu- dor foram uma oportu- Céu luso a estrela vai
constituindo-se cada vez turo De La Salle” que nidade para levar à pró- continuar a guiar-nos
mais como pérola pre- nos refrescou o espírito pria cidade um pouco da para o Rumo certo.
ciosa que atrai e desafia de fé e zelo fazendo-nos nossa vida e alegria, re-

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#1
2008 - 2009
Encerramento das
Comemorações
“75 anos em Portugal” Carlos Novais
Professor

“E pronto, já acabou!” Irmão César à alegria da ao Pe. Abílio, seguindo-se nhas, organizadas pelas
Assim podia terminar hora que vivemos, no qual uma visita guiada às ins- turmas, enquanto a Asso-
este artigo sobre o En- foi secundado pelo Dr. talações. ciação de Pais servia aos
cerramento das Come- Fernando Reis, Presidente A festa continuou com convivas umas sucolentas
morações dos 75 anos da da Câmara Municipal de um almoço volante, onde bifanas e um bem tradi-
Presença de La Salle em Barcelos, que acentuou se partiu o bolo come- cional caldo verde.
Portugal. a importância da presen- morativo do aniversário, A encerrar em cheio
Muito há para dizer ça do Instituto na nossa que deu por encerrada a este dia esteve o Teatro
sobre este fantástico dia Comunidade e relembrou parte oficial das comemo- “O Sonho de um Homem”
mas, para evitarmos uma os efeitos que a formação rações, na qual estiveram protagonizado pelos alu-
descrição exageradamen- humana e cristã providen- presentes, para além das nos do 10.º Ano e pelo
te promenorizada, optá- ciada por esta escola têm entidades oficiais, civis e Clube de Dança, que lem-
mos por esta breve sínte- ainda hoje na sua famí- religiosas da comunida- brou a todos as virtudes
se para deixarmos espaço lia que aqui confiou uma de, professores, pais e do ensino lassalista.
à imagem que, mais que parte significativa da edu- antigos alunos de várias No domingo, dia 31,
as palavras, melhor espe- cação escolar dos seus gerações das escolas La a Irmandade do Senhor
lham o sucedido. três filhos. A corroborá-lo Salle em Portugal. da Cruz promoveu uma
Do programa do dia estiveram as alunas Ricar- Às 16h00 os pais, alu- Eucaristia de Acção de
30 de Maio constava uma dina Macedo, do 9.º ano, nos, familiares e amigos Graças pelos 75 anos da
Eucaristia Solene na Igre- e Maria João Vieira, do do Colégio, juntaram-se presença dos Irmãos de
ja Matriz de Barcelinhos, 11.º ano, que se referi- à festa. La Salle em Portugal, pre-
que teve início por volta ram sentidamente ao que Apesar do calor abra- sidida pelo Prior de Barce-
das 11h00, celebrada pelo significa, no seu cresci- sador que se fazia sentir, los, o Pe. Abílio Cardoso
Pe. Abílio Mariz de Faria, mento interior, o privilégio as “vozes” do Colégio fize- e na qual foi simboloca-
pároco de Barcelinhos, de receberem a formação ram-se ouvir em mais um mente oferecido ao Ir. Cé-
coadjuvado pelo Capelão lassalista. sensacional “Big Estrelas”, sar o livro Comemorativo
do Colégio São Caetano, O momento seguinte já na sua oitava edição. dos 500 anos do Milagre
o Cónego Jorge Couti- era um dos mais aguar- Após as várias apre- das Cruzes.
nho,, e pelo Superior dos dados, desde há longos sentações o juri decidiu Por fim, mas não me-
Franciscanos de Barcelos anos, por toda a comun- atribiur os seguintes pré- nos importante, urge fa-
o Pe. Manuel. Durante a dade educativa: a inau- mios: 1.º lugar, Diana zer jus aos númerosos
homilia o Pe. Abílio profe- guração do novíssimo e Simões, 8.º A, 2.º lugar, alunos dos 8.º e 9.º anos
riu uma magnífica oração moderno Pavilhão Gimno- Joana Costa, 12.º A, e que se disponibilizaram
panegírica à presença dos desportivo do Colégio. terceiro lugar, Bruno Fi- para apoiar os professores
Irmão das Escolas Cristãs Coube ao Irmão Cé- gueiredo, 11.º A. responsáveis pelo almoço
em Portugal, ao seu ines- sar dar o mote para o Por volta das dezano- de Sábado. Pela sua dili-
timável contributo para a momento, referindo-se à ve horas brindou-nos com gência e simpatia foram,
educação das crianças e imperiosa necessidade da a sua actuação o Rancho também eles, agraciados
jovens em Portugal e ao construção deste equipa- Folclórico de Barcelinhos, com a Medalha dos 75
seu papel na paróquia. mento que vem substituir ao qual se seguiu a Banda anos, num agradecimen-
Seguidamente, os o já mais que ultrapassa- Plástica de Barcelos e o to sincero promovido pelo
convivas dirigiram-se para do pavilhão do Colégio. Rancho Folclórico de San- Irmão César na cantina
o Colégio La Salle, onde O descerramento da ta Eugénia. do Colégio, ao qual se se-
decorreu a oferenda flo- placa esteve a cargo do Entretanto, o espaço guiu um lanche-convívio.
ral a S. João Baptista de Irmão Jesús Miguel Zamo- do Colégio era animado A todos, os nossos since-

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La Salle, referindo-se o ra, Provincial, e a benção pelas inúmeras Barraqui- ros parabéns!
75 ANOS

Eucaristia em Barcelinhos Oferenda Floral ao Fundador

Dr. Fernando Reis As Alunas Ricardina Macedo e Maria João Vieira

Inauguração do Pavilhão Gimnodesportivo Inauguração do Pavilhão Gimnodesportivo

Almoço-convívio Almoço-convívio

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#1
2008 - 2009

Big Estrelas Big Estrelas

Rancho Folclórico de Barcelinhos Banda Plástica de Barcelos

Rancho Folclórico de Santa Eugénia Teatro: “O Sonho de um Homem”

Eucaristia na Igreja do Senhor da Cruz Agradecimento aos alunos dos 8.º e 9.º anos

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75 ANOS

Jornada Pedagógica
Braga, 6 de Março
Carla Figueiredo
Professora

No âmbito das “Co- “Educação não-formal vas e contemporâneas e os professores pode
memorações dos 75 e Pedagogia Lassalista”. às suas necessidades e constituir-se como um
anos da Presença Las- De seguida, num Painel exigências. elemento fundamental
salista em Portugal” Internacional denomi- Da parte da tarde no sucesso educativo
decorreu no passado nado “Três olhares de a discussão versou a dos alunos, sendo um
dia seis de Março, uma formação não-formal” importância da relação factor que poderá fa-
Jornada de Formação foram apresentadas professor-aluno, com vorecer positivamente,
no Colégio São Caetano as experiências peda- a conferência da Profª não só a aprendiza-
(Braga). gógico-educativas das Doutora Iolanda da gem de conteúdos, mas
A Jornada de Forma- seguintes instituições: Silva Ribeiro (Universi- também a educação em
ção, que reuniu vários Lar La Salle de Guadix dade do Minho) sob o determinados valores.
agentes da educação, (Andalucia – Espanha); tema “Relação empática A organização des-
abordou dois temas Bairro de Scampia (Ná- entre Professor-aluno”. ta acção de formação,
principais, a saber: poles – Itália) e ainda, Decorreu, também, o permitiu a partilha e
Educação não-formal Lar “Mundos de Vida” painel “Experiências pe- o diálogo entre vários
e a Relação professor- (Famalicão – Portugal). dagógicas entre Profes- agentes da educação,
-aluno. Dos vários aspectos sor-Aluno”, com a ex- reforçando-se a neces-
Num primeiro mo- abordados, salienta-se posição da Prof.ª Luísa sidade de cooperação
mento, da parte da ma- a actualidade do caris- Vieira (Colégio La Salle entre as várias institui-
nhã, foram abordadas ma de S. João Baptis- – Barcelos), da Dr.ª Joa- ções educativas, mas
as problemáticas da ta de La Salle, que se na Garrido (Ex-aluna La também entre os vários
educação não-formal, concretiza na presença Salle – Barcelos) e de agentes educativos,
com a participação do e trabalho junto das Bruno Figueiredo (Alu- como forma de prestar
Ir. José Antólínez Cuesta crianças e jovens mais no La Salle – Barcelos). o melhor serviço a to-
(Director do Colégio La desfavorecidos da so- Ressaltou-se a ideia que dos os que precisam de
Salle – Palencia), numa ciedade actual, procu- a relação que se esta- ser educados.
conferência intitulada rando respostas criati- belece entre os alunos

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#1
2008 - 2009

Aprendizagem Cooperativa
Nuno Fernandes
Professor - Coordenador do Projecto da
Aprendizagem Cooperativa

Já leva dois anos de conjuntamente de for- frentar novas circuns- pontual e entrar e sair
existência no nosso Co- ma coordenada entre si tâncias sociais, através de forma organizada da
légio a Aprendizagem para realizar actividades da aquisição de novas aula, permitem obter
Cooperativa. e aprenderem. competências recompensas agradá-
Este ano lectivo be- Diversos estudos Já é comum ouvir veis. Além disso, nas
neficiaram do projecto internacionais revelam falar da Aprendizagem
aulas onde é aplicada a
os alunos do 5º ao 8º que, com esta metodo- Cooperativa no Colégio.
metodologia cooperati-
ano de escolaridade. logia, os alunos apro- Este ano lectivo benefi-
A Aprendizagem Co- fundam a capacidade ciaram deste projecto os va, que são em número
operativa é uma meto- de escutar, respeitar a alunos do 5º ao 8º ano cada vez maior porque
dologia com origem em opinião do grupo, tole- de escolaridade. Nas muitos professores já
Inglaterra e desenvolvi- rância, etc…. Revelam- Assembleias de Ano to- fazem da metodolo-
da nos Estados Unidos. -se responsáveis na ta- dos os alunos têm direi- gia prática corrente, é
Trata-se de uma nova refa do grupo, adquirem to a serem ouvidos e a comum reconhecer-se
forma de concepção autonomia individual e expressarem a sua opi- que são aulas diferen-
de aulas, pois refere- grupal. Aprendem a re- nião acerca de assuntos tes (não fáceis), onde
-se a um conjunto de lacionar-se, a participar relativos ao Colégio. A há uma maior aprendi-
métodos de ensino que e a intervir adequada- Metodologia de Recom-
zagem face ao trabalho
partem da organização mente dentro do grupo. pensas que além de in-
individual, com mais
da turma em pequenos Mostram-se capazes de centivar a aquisição de
grupos mistos e hete- competências sociais qualidade e onde é fa-
observar grande varie-
rogéneos, distintos dos dade de estratégias, importantes, como: pe- vorecida a participação
grupos clássicos, onde procedimentos e técni- dir para falar, estar sen- de todos.
os alunos trabalham cas. São capazes de en- tado correctamente, ser

Jornada Pedagógica
Empatia Pedagógica 1
Luísa Vieira
Professora
Os livros informam-nos Há duas práticas que Ser empático não é ramente um diálogo, mas
que empatia é uma condi- criam empatia: a da pes- ser simpático. A simpatia dois monólogos ocorrendo
ção psicológica que permi- soa que se coloca no lugar pressupõe solidariedade, simultaneamente.
te a uma pessoa sentir o da outra e a da pessoa a empatia pressupõe com- Quando me convida-
que sentiria caso estivesse que estimula a outra a co- preensão. A simpatia cria ram para estar presente
na situação e circunstância locar-se no seu lugar. No um envolvimento emocio- nesta mesa a partilhar
experimentada por outra primeiro caso predomina a nal, que pode prejudicar convosco a minha experi-
pessoa. E é isso mesmo. capacidade de entender e o julgamento. A empatia ência de relação pedagó-
Ver o mundo com os olhos no segundo a capacidade estabelece uma comuni- gica com os meus alunos
do nosso interlocutor. In- de se fazer entender. As cação eficiente. Quando ao longo de vários anos
clusive vermo-nos, desse duas são igualmente im- não se cria empatia numa - já não são poucos, pois

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modo, a nós mesmos. portantes. relação, não há verdadei- já estou na segunda eta-
1 Comunicação proferida na Jornada Pedagógica da Semana Aberta inserida nas comemora-
ções dos 75 anos da presença dos Irmãos de La Salle em Portugal.
75 ANOS

pa da minha carreira pro- caminhando”… transformadora do mundo os princípios que estabe-
fissional, naquela fase em Neste meu acumular novo. Crescia o Iluminis- lecem um clima de ordem
que já observamos o mun- de experiências foi crucial mo em França e o admi- na sala de aula e não a du-
do de cima para baixo… o contacto com a pedago- rável mundo novo emer- reza dos golpes” (Guia das
- decidi falar-vos de mim, gia Lassalista. Aconteceu gia. La Salle protagonizou Escolas - GE).
do meu percurso… por acaso no ano de 1987, uma verdadeira revolução La Salle referia-se tam-
Ora bem, falar da em que tive na minha vida educativa quando defen- bém com muita frequência
minha experiência é falar duas experiências marcan- dia que nas suas escolas o à reciprocidade afectiva,
de algo que foi surgindo, tes: fui mãe pela primei- ambiente de temor deve- ganhar o coração dos alu-
um saber de experiência ra vez e ingressei nesta ria ser substituído por um nos pelo respeito e pelo
feito que fui acumulando escola, Colégio La Salle ambiente de acolhimento diálogo, pelo conhecimen-
ao longo da minha cami- de Barcelos, que moldou e ternura. Não bastava co- to das suas vidas.
nhada. Nada muito estru- completamente a forma nhecer e respeitar o aluno La Salle preocupava-se
turado, fórmulas poucas, como encaro o ensino e a era preciso ir mais além, com os alunos que recebia
certezas quase nenhumas, própria vida. envolvê-lo num ambiente nas suas escolas e no seu
uma corrida contra o tem- João Batista de La Sal- de ternura para o trans- “Guia das Escolas” (GE),
po, pois temos demasia- le, no longínquo século formar e ajudar a crescer. 3.ª parte, capítulo 2.º,
das tarefas para executar XVII teve um sonho que Este princípio mudou com- artigo 2.º diz mesmo que
e conseguir conciliar tudo ousou transformar em pletamente o ambiente o Director da escola não
e manter alguma saúde realidade, chamar para a vivido na escola. La Salle deve receber alunos que
psíquica e equilíbrio emo- escola os filhos dos ope- defendia relações huma- não sejam trazidos pelos
cional já me soa a vitó- rários, que nos primórdios nas de qualidade. pais ou por alguém que te-
ria. Este meu caminho da Revolução Industrial Pedia aos seus mestres nha o direito para o fazer,
foi surgindo conforme fui cresciam nas ruas vaga- que se aproximassem dos assegurando-se que vem
caminhando, como diria bundeando, aguardando alunos, que os conheces- da parte dos pais, para re-
o poeta ao peregrino que a sua vez de irem traba- sem bem, que não utili- colher o maior número de
em tempos medievais de- lhar uma vida inteira nas zassem dureza para com informações sobre a crian-
mandava por terras gale- fábricas da burguesia ou, eles, que ensinassem com ça que lhe é confiada.
gas pelo Caminho de San- ainda pior, nas minas de o seu exemplo “o silên- La Salle deixou textos
tiago, “Caminhante não há carvão. La Salle viu nes- cio, a circunspecção e a belíssimos que nos mos-

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caminho, o caminho faz-se tas crianças uma força vigilância do mestre são tram a modernidade das

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2008 - 2009
suas ideias e a doçura da fazerem o mesmo de vez em grupo perde importân- deve promover métodos
sua forma de educar ”To- em quando. cia, ocupando a ciência e de ensino que concedam
dos os alunos têm direito É difícil esta nossa a técnica maior destaque, aos alunos a capacidade
aos cuidados do professor, tarefa pois o prazer por assim como a competitivi- de agirem colectivamen-
consequentemente a eles aprender não surge es- dade própria da lógica de te segundo as regras de-
deve todo o seu tempo e pontaneamente nos alu- mercado do capitalismo mocráticas. Substituir a
dedicação” (GE). nos, pois não é uma tarefa liberal. escola–fábrica por outra
“É mais fácil conven- que cumpram com grande Estas relações sociais que promova e desenvolva
cer os alunos quando se satisfação, sendo encarada baseadas na competição indivíduos cidadãos.
tenta cativá-los com do- como uma pesada obriga- reproduzem-se na escola A pedra angular desta
çura e entusiasmo, do que ção por muitos deles. Por e sala de aulas com um “nova escola” deve ser o
com castigos e dureza. Os isso o professor deve des- sistema de avaliação cen- abandono da pedagogia
mestres deverão, de vez pertar a curiosidade nos trado na norma que dife- baseada no carácter cumu-
em quando, estimular e seus alunos, acompanhar rencia os indivíduos entre lativo dos conhecimentos
animar os alunos com al- as suas acções no desen- si e faz depender o suces- e a adopção de uma nova
guma recompensa ou res- volver das actividades pro- so de uns do insucesso pedagogia que privilegie
ponsabilidade na escola, postas. O professor deve dos outros. Neste contex- a capacidade de actuar e
dando-lhes protagonismo; ser consciente do seu pa- to o professor detêm um organizar o conhecimento
evitarão ameaçá-los com pel de facilitador de apren- papel principal e a sala de individual e colectivamen-
castigos” (GE). dizagem, aberto a novas aula está organizada em te em função das questões
Nas suas “Meditações experiencias, procurando sua função, desta forma que se reinventam perma-
em Retiro” (MR) diz-nos compreender, numa rela- estimulam-se as interac- nentemente, processar
”porque o exemplo causa ção empática, também os ções aluno-professor e informação e aplicá-la a
muito maior impressão do sentimentos e problemas inibem-se as interacções novas situações.
que as palavras nas men- dos seus alunos e tentar aluno-aluno. A aprendizagem coo-
perativa deve ser analisa-
tes e nos corações. E isto levá-los à auto realização. Consciente desta reali-
da como a afirmação de
nota-se mais nas crianças O papel do professor é de dade e depois de inúmeras
um paradigma alternativo
as quais normalmente to- mediação entre os conteú- experiencias pedagógicas
no domínio educacional. É
mam como norma para a dos de aprendizagem e os novas levadas a cabo nas
uma alternativa pedagó-
sua vida o exemplo dos processos de assimilação escolas La Salle em geral
gica que valoriza o papel
seus mestres e estão mui- por parte dos alunos. e na de Barcelos em par-
dos pares no processo de
to mais inclinadas a imitar A relação entre profes- ticular, pois é uma escola
ensino–aprendizagem, a
o que eles fazem do que sor e aluno depende fun- muita aberta à inovação,
promoção de competên-
a praticar o que lhes ou- damentalmente do clima passei com muito gosto a
cias sociais e a satisfação
vem dizer, especialmente estabelecido pelo profes- fazer parte de um grupo
de objectivos individuais
quando as suas palavras sor, da relação empática de trabalho que se propu- numa relação de interde-
não estão de acordo com com os seus alunos, da nha estudar e levar a cabo pendência e reciprocidade
as suas obras” (MR, 202). sua capacidade de ouvir, um projecto de desen- positivas.
Pensamento grandioso reflectir e discutir o nível volvimento de uma nova Aberta a estas experi-
profundo e tão conhece- de compreensão dos alu- forma de ensino aprendi- ências pedagógicas, cons-
dor da alma humana, que nos e da criação de pontes zagem em que o professor ciente do papel da escola
perdura e perdurará no entre o seu conhecimen- continua a ser mediador, na vida dos alunos e dos
tempo. to e o deles. O professor acumula e utiliza todas as grandes desafios que esta
Bem, leitora interessa- deve educar para as mu- experiências mas preocu- sociedade nos coloca, as-
da destas coisas, fazendo danças, para a autonomia, pa-se preferencialmente sim como das variadas or-
parte de um grupo que para a liberdade possível com a forma como os seus fandades de que padece,
sente este suporte peda- numa abordagem global, alunos aprendem - Apren- como alertava há pouco
gógico como algo que dá trabalhando o lado positi- dizagem Cooperativa. tempo o nosso arcebispo
segurança à sua activida- vo dos alunos, formando Numa sociedade com D. Jorge Ortiga aqui nesta
de profissional e que se cidadãos conscientes dos uma visão pós-moderna a casa, confio muito no ca-
revê nesta proximidade seus deveres e responsa- aprendizagem cooperati- rácter criativo e inovador
efectiva e nesta partilha bilidades sociais. va tem toda a razão para desta pedagogia empáti-
recíproca de experiências A sociedade moderna, existir pois é premente re- ca, baseada em relações
e relações humanas de industrializada, em que valorizar as competências humanas de qualidade
qualidade, é natural que vivemos, com acentuada sociais dos indivíduos e a que há mais de trezen-
passe para os meus alu- tecnologia, dominada pela capacidade para actuarem tos anos se reinventa, se
nos alguma empatia, pre- racionalidade, diminui o colectivamente como au- adapta a novas realidades
ocupando-me com eles, vínculo social, ganhando o tores sociais no exercício e faz obra por esse mun-
colocando-me nos seus lu- indivíduo maior autonomia de uma cidadania activa. É do fora…

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gares e pedindo-lhes para e liberdade pessoal. A vida neste sentido que a escola
75 ANOS

ENTREVISTA
O Luís Falcão é um antigo aluno do Colégio La Salle que con-
seguiu o que está ao alcance de poucos: entrar para Medicina!
Exemplo de estudo e de dedicação para todos, aqui fica o tar-
dio, mas sincero registo deste sucesso que a todos nos orgu-
lha. Professores Carlos Novais e Paula Lopes
Redacção
Olá Luís! e acima de tudo da mi- bendo agir assim para
Em Setembro re- nha mãe. os outros e para o que
cebeste o prémio de fazemos, tudo se encami-
aluno com melhor Sabes que para a nha da melhor forma.
média do ensino se- nossa comunidade
cundário do Colégio educativa, tu és um Qual foi a maior
La Salle, atribuído exemplo de estudo, dificuldade que ti-
pelo Ministério da disciplina, perse- veste no Ensino Se-
Educação. Como te verança e sucesso. cundário?
sentiste ao seres ga- Queres contar-nos
lardoado?
Acho que as maiores
qual é o teu segre-
Pelo que me lembro dificuldades que passei
do?
a sensação de o receber no ensino secundário, e
É com enorme ale-
foi esquisita. Sentia-me as que passam a maio-
gria saber que transmito
pouco à vontade dentro ria dos alunos, acabam
isso e, apesar de não ter
daquela sala com o re- por ser os momentos de
tido segredo ou alguma cundário. Senti uma res-
presentante do Ministério entrada e de saída. No
magia no meu trabalho, ponsabilidade enorme e
a entregar-me o prémio, afirmo que aquilo que fiz início tudo é novo, não
sabemos como funcio- uma exigência tremenda
que apesar de ter feito e faço passa pelo estabe- quando cheguei a Coim-
um jeito considerável, lecimento de objectivos e nam as coisas nem como
é o nível de exigência. À bra. Mas, apesar de tudo,
serviu essencialmente metas, as quais achamos a transição foi muito bem
para me mostrar que, que somos capazes de medida que passa o tem-
po aparece a questão do conseguida e hoje vejo-a
enquanto pessoas, o mais atingir. Nunca fui muito como mais um obstáculo
importante que temos é de utopias, mas sempre que queremos daí para a
frente. ultrapassado.
a realização pessoal, é fui a favor de sonhar
o atingir os nossos ob- com os pés bem assentes Como surgiu a
É sabido que con-
jectivos sendo apoiados na terra, agindo numa vontade de ser mé-
seguiste aquilo que
por pessoas para quem integridade plena entre dico?
milhares tentam,
olhamos e vemos exem- a cabeça, o coração e mas só uma pequena Ser médico é uma
plos. Apesar de o meu as atitudes. Acho que se elite consegue: en- profissão belíssima. Há
objectivo não ter sido assim formos nunca sere- trar para Medicina. quem diga que é uma
“ser o aluno com melhor mos sentimentais a mais Como foi essa tran- arte apesar de cada
média”, naquele momen- para deixarmos o mundo sição, do Secundário vez mais ser baseada
to senti que o objectivo racional que nos rodeia para o sonho? na evidência e há quem
de dar o máximo de mim de parte; por outro lado Não querendo deixar diga que é brincar a ser
ao que faço estava a ser nunca seremos racionais os futuros caloirinhos Deus apesar de eu achar
recompensado pela pre- demais para pôr lado alarmados digo que o que é trabalhar a ajudá-
sença e pela atitude de a importantíssima parte Ensino Superior não tem -lo. A Medicina surgiu
professores, funcionários dos sentimentos, e sa- nada a ver com o se- com a solução para uma

11
#1
2008 - 2009
busca que unisse a ciên- Salle de Barcelos,
que aprendizagens
DADOS BIOGRÁFICOS
cia ao humanismo. E na Ano e local de nascimento: Braga, 1990.
medicina privilegia-se o destacarias como Historial escolar: Escola EB1 de Airó, Colégio
estudo da incrível máqui- mais significativas La Salle, Faculdade de Medicina da Universidade de
e que te sejam hoje Coimbra.
na humana sem deixar
úteis na tua nova Média de entrada para Medicina: 186,58.
em menor plano a rela- vida? Pessoas mais marcantes no percurso escolar: De
ção humana. Acho que toda a gen- todos os funcionários e professores que me acompa-
nharam (porque assim entendo a pergunta) aqueles
te deveria passar pelo que mais me marcaram foram: Ir. Luís, Ir. Javier, Dona
Descreve-nos um
Colégio La Salle. De lá, Ana, Dona Zulmira e Dona Marisa, Prof. Jorge (da
pouco o teu dia-a-
dia como estudante
recebi muito, aprendi a biblioteca), Professora Paula, Professor José Roque,
dar-me aos outros e aci- Professor David, Professor Sérgio sem esquecer claro a
na Faculdade de Me- D. Isabel da Secretaria que para além de mãe sempre se
dicina da Universida- ma de tudo aprendi a
mostrou uma profissional à altura das exigências que
de de Coimbra. estar como pessoa cris- esta escola lhe pôs. A todos e a estes em especial fica
O meu dia-a-dia é um tã. Claro que tudo isto um carinhoso agradecimento pela ajuda, força e alerta
pouco atribulado. Acor- só funciona se por trás que sempre me deram.
tivermos os ensinamentos Máxima: “O único lugar em que o êxito aparece
do, quase sempre por antes do trabalho é no dicionário”.
volta das 7 horas, vou e as bases que a minha Passatempos/Hobbies: Leitura, Cinema, Internet,
para a Faculdade, tenho mãe e a minha avó me aquele cafezinho com a namorada e os amigos, música.
as minhas aulas teóricas, deram desde que me Livros mais marcantes: O Meu Pé de Laranja Lima
lembro. e A Metamorfose.
venho almoçar a casa Músicas/estilos musicais/cds preferidos: Rock.
(na Universidade até a Metal, um pouquinho de Pop, música alternativa e claro
O que aconselha-
cozinhar se aprende) ou o Fado de Coimbra.
rias a alguém que Filmes preferidos: A Cidade dos Anjos e Os Prisio-
almoço na faculdade; de está no ensino se- neiros Shawshank.
tarde tenho as minhas cundário e que dese- Rock ou pop? Rock.
aulas práticas e às 18 ja entrar em Medici- Porto ou Benfica? Benfica.
horas já estou despacha- na? Dr. House ou Anatomia de Grey? Não vejo ne-
do. Como a vida é de Acima de tudo acon- nhuma das duas, mas gosto de Serviço de Urgência.
Lasanha ou cozido à portuguesa? Como um bom
trabalho, depois de jan- selharia a que as pesso- português não há nada melhor que o cozido à portu-
tar ainda estudo umas 3 as não pensassem neste guesa feito pela avó.
ou 4 horas até me deitar. curso como um “by-pass” Amarelo ou azul? Amarelo (a cor do curso de
Entre estes momentos há para um estatuto e um Medicina).
Música ou cinema? Cinema.
tempo para passar pelo ordenado seguro ao fim
Barcelos ou Coimbra? Os locais são feitos pelas
computador, pelo jornal do mês, isso não dá rea- pessoas que lá temos… Barcelos.
e pelo café com os ami- lização e este é um curso Beto ou “nerd”? Um bocadinho dos dois.
gos. Às quartas feiras, que, pelo que me venho Acampamento ou Colónia? São diferentes… Am-
a aperceber, requer mui- bos marcaram.
como tenho a tarde livre,
aproveito para o volun- ta auto-exigência, muito
aprendizagem e a forma necessidade que tenho
tariado e para ir à eu- trabalho, muita respon-
sabilidade, muita ética, de agir. Claro que tudo em fazer parte do grupo
caristia cá em Coimbra.
muita deontologia, mas isto tem de ser feito com que faço. Sinto que atra-
Às terças e às quintas à
acima de tudo muito responsabilidade e cons- vés dele se torna mais
noite é a noite académi-
ca cá em Coimbra, então ser humano. Procurem ciência, até porque mui- fácil aproximar-me dos
sempre dá para aprovei- a vossa vocação, não to do ser médico passa valores cristãos em bus-
tar para sair pela noite tenham medo de expe- por aí. ca de uma comunidade
com os amigos e relaxar rimentar coisas novas, unida e de bem para a
um pouco. de ir em frente, de en- O que significa sociedade.
carar desafios e vejam para ti fazer parte de
Dos anos que pas- nas adversidades ajudas um grupo cristão? Como geres a tua
saste no Colégio La no melhorar da vossa É um orgulho e uma pertença a um grupo

12
75 ANOS

nata e o padrinho com a tomar proveito faz com
capa em nossa volta, a que tente saber cada vez
primeira vez de traje, a mais daquilo que estudo,
fuga das trupes e muitas mas para isso, é preciso
mais aventuras que ficam gostar do que faço e do
bem cá dentro. que estudo, para isso re-
alço mais uma vez a ne-
cristão, estando tu a nho compromissos, tenho Certamente que cessidade de gostarmos
tantos quilómetros responsabilidades acres- o curso te ocupa a do que fazemos.
de Barcelos? cidas e tenho formas de maior parte do teu
Eu, na teoria, costu- pensar diferentes. Não tempo. E para a di- Quais são as tuas
mo ir a casa de duas em digo com isto que temos versão, sobra tem- expectativas para o
duas semanas, apesar de de ser as melhores pes- po? Como a geres? futuro enquanto mé-
na prática ir muitas ve- soas no meio de todas Há tempo para tudo! dico: área de espe-
zes a Barcelos de sema- as outras até porque são Já dizia o Professor Abel cialização, local de
na a semana. Contudo muitos os “homens de Salazar que “um médico trabalho...
O grupo tem funcionado boas obras”; o que que- que só de medicina sabe, Este aspecto ainda
bem e eu sinto-me cada ro dizer é que tudo aqui- nem de medicina sabe”. E está um pouco escuro,
vez mais integrado nele, lo que nos envolve desde sair, estar com os amigos, mas tenho a certeza de
além de que temos um o quinto até ao décimo jantares de turma, pra- que o que quero passa
segundo ano se mostra xe, cinema… são todas pela relação interpes-
fórum onde podemos, a
nas nossas atitudes quer actividades muito impor- soal. Gosto muito da
qualquer hora, dizer o
por compromisso quer tantes aonde se aprende especialidade de Medi-
quanto gostamos uns dos
por impulso. aquilo que nas aulas não cina, como a Medicina
outros ou simplesmente
se aprende. Aprendemos Geral, Medicina Interna,
contar o que estamos a
Gostávamos de a lidar com os colegas, Medicina Intensiva, Car-
fazer.
saber mais sobre aprendemos a ser com- diologia e Nefrologia;
este teu primeiro ano panheiros, aprendemos também gosto de espe-
No teu dia-a-dia,
como estudante de a ser sociáveis e a saber cialidades Cirúrgicas,
sentes que faz algu-
Medicina. Já vives- como Cirurgia Geral, Ci-
ma diferença seres estar em diversos locais
te alguma daquelas rurgia Cardio-Toráxica e
lassalista? Se sim, com a postura correcta.
situações curiosas/
em quê? São atitudes que não Neuro-Cirurgia. Vamos
engraçadas que nos
Em quase tudo o que queiras contar? aprendemos na faculda- ver...
faço sinto uma diferen- Coisas interessantes e de mas que podem fazer Quanto ao sítio de
ça enorme em relação curiosas não faltam, mas toda a diferença nas re- trabalho, admito que os
a muitos colegas. Desde não dá para as escrever lações profissionais de Hospitais da Universida-
a postura que tomamos todas aqui. Mas muitas um bom médico. de de Coimbra (HUC)
quando entramos num delas passam pela primei- Quanto à gestão de são um sítio aliciante
café até à forma como ra cirurgia a que assisti, tempo eu não sou o maior para qualquer médico,
criticamos a realidade. pela primeira dissecção especialista neste aspec- mas não sou fechado
Na forma como olhamos em corpo humano, pela to, mas tento organizar nesse aspecto, estou dis-
para os outros, essencial- primeira suturação que toda a minha semana. ponível para estar aonde
mente no caso de doen- fiz e por situações de ter Se chegar ao fim da se- for preciso.
tes, vejo que na maior funcionárias do hospital mana e vir que cumpri o
Muito obriga-
parte dos meus colegas a pedirem-me receitas que planeei sinto-me ani-
do Luís! Esperamos
falta um certo humanis- médicas. Por outro lado mado para a próxima. muito de ti, mas as-
mo e facilidade de inte- toda a tradição que en- Por outro lado a noção seguramos-te que
racção humana com os volve Coimbra também de que estamos na facul- não vamos pedir-te
mais debilitados. nos traz momentos inte- dade por nossa conta e receitas. Muitas feli-
Ao ser lassalista te- ressantes desde a sere- de que dela temos que cidades!

13
#1
2008 - 2009

festividades
14
75 ANOS

M
No dia14 de Novembro houve um Magusto no
Colégio, para o qual todas as turmas tinham de tra-
zer 3 kg de castanhas.
Na minha turma houve comida e bebida e muita
brincadeira. Antes de começarmos a comer, fizemos
A
um jogo de futebol, no qual participou o nosso Di-
rector de Turma que jogou muito bem. G
Depois de termos acabado de jogar futebol fo-
mos comer as castanhas, os bolos e beber os sumos
que trouxemos.
U
Após enchermos a barriga ainda tive tempo de
ver os operários que estão a trabalhar no novo pavi- S
T
lhão a jogarem à malha.
Quando a comida acabou, fomos comer as casta-
nhas mas já quase não havia.
Já com o Magusto a acabar fomos jogar volley.
O
As turmas do Colégio La Salle fizeram uma Festa
de Natal no dia 17 de Dezembro.
N
Houve algumas turmas que cantaram, outras que
dançaram e outras ainda que representaram.
A
Havia dois apresentadores, o Joel e o Luís Paulo
que eram muito divertidos porque nos intervalos en- T
tre os números, contavam anedotas.
Essas anedotas eram muito boas e todas as pes- A
soas se riam.
Esta Festa de Natal foi a melhor. L
A Festa de Carnaval do Colégio La Salle foi reali- C
zada no pátio do Edifício Novo e o tema foi a chegada
dos Irmãos de La Salle a Portugal. Todas as turmas A
colaboraram com a iniciativa da sua realização. Esta
iniciou-se com os jardins de infância e Escolas do R
primeiro ciclo da nossa área de influência: Rio Côvo
Santa Eugénia, Areias de Vilar, Barcelinhos e Adães. N
Logo a seguir actuaram as turmas do 2.º Ciclo e
depois os do 3.º Ciclo. Após todas as turmas actua- A
rem foram escolhidos os vencedores. Os vencedores
do primeiro ciclo foram a Escola de Rio Côvo Santa V
Eugénia, do 2.º Ciclo foi a turma do 6.º C e para o
terceiro ciclo foi atribuído um prémio geral. A
L
No dia 27 de Março Sexta-feira, realizou-se um
Sarau Cultural no Pavilhão da nossa escola.
S
Este Sarau foi apresentado pelo Jorge e pela Be-
tânia do 12.º ano do Colégio La Salle, e no qual A
R
houve música, teatro, histórias e muita diversão…
O grupo de teatro apresentou-nos a peça «A his-
tória do teatro», a Associação de Pais do Colégio
organizou uma peça de teatro que incluía algumas
anedotas e piadas. Este Sarau Cultural foi um dos
A
melhores que se realizou no nosso Colégio.
U
15
Serafim Silva - 6.º A, Guilherme Silva e Paula Ribeiro - 6.º B,
Diogo Faria, Margarida Pereira e Nélson Pinheiro - 6.º C

#1
2008 - 2009

Desfile de Carnaval
20 de Fevereiro Ana Valadares - 6.º A
Paula Ribeiro - 6.º B
Cristiana Martins - 6.º C
Margarida Pereira - 6.º C

O nosso Carnaval foi no dia 20 de Fevereiro de 2009.
Estava um dia de sol, sem nuvens no céu, muitas andorinhas a voar, as árvores e as flores libertavam
o seu magnífico odor.
O Rei do Carnaval era o Professor David Macedo e a sua Rainha era a Betânia do 12.º ano. Foram
muitas escolas do 1.º Ciclo/Infantários, do Concelho de Barcelos que participaram no nosso Carnaval.
As escolas que actuaram foram: Adães, Areias de Vilar, Barcelinhos e Santa Eugénia. Do Colégio La Salle
participaram as turmas do 2.º Ciclo e algumas do 3.º. O tema do 5.ºA foi «Os 75 Anos dos Irmãos de La
Salle em Portugal», o do 5.º B foi «A Chegada dos Irmãos de La Salle à Estação de Braga», o do 5.º C
foi «As Principais Personagens Portuguesas entre 1933 até à actualidade», o do 6.º A foi «O Movimento
Hippie e a 2.ª Guerra Mundial», o do 6.º B foi «O Carnaval dos Irmãos» e o do 6.º C foi «Os Meninos
do Pijama às Riscas Azuis». Os alunos do 3.º Ciclo optaram por um tema à sua escolha.
Enquanto esperávamos pelos resultados das Turmas, decorreu um baile e todos nós dançámos.
Quando chegaram os resultados estávamos todos ansiosos para saber. A Escola vencedora do 1.º Ciclo
e Infantário foi a Escola de Santa Eugénia, a Turma vencedora do 2.º Ciclo foi o 6.º C e do 3.º Ciclo
foi atribuído um prémio geral. A melhor Máscara do 1.ºCiclo/Infantário foi para uma menina de Santa
Eugénia e do 2.º Ciclo foi a Maria Henriques do 6.º A.
Assim foi o nosso Carnaval.

16
75 ANOS

Baile de Máscaras
20 de Fevereiro, à noite...
Fernando Loureiro
9.º B

Na noite do dia 20 de Fevereiro de 2009 reali-
zou-se no Colégio La Salle um Baile de Máscaras
para os finalistas, acima de tudo, angariarem fun-
dos para a sua viagem.
O mais importante de tudo é que as expectati-
vas eram altas, quer para participantes, quer para
convidados, e o objectivo foi superado.
Com um preço simbólico, os convidados tinham
direito a uma bebida e especialmente à diversão.
O baile concedeu vários prémios aos participan-
tes desde o mais trapalhão até ao mais romântico.
A música era dada principalmente pelos alunos do
12.º ano.
O baile durou noite dentro, onde muitos dança-
ram até “fazer doer os pés” enquanto que outros
limitavam-se a ver e a desfrutar do espectáculo.
A parte pior chegou no fim quando, por volta
das 24h, a festa acabou e todos se despediram de
um grande momento de felicidade e diversão.

17
#1
2008 - 2009

Sarau Cultural
Momento alto da Semana da Leitura
27 de Março
David Macedo
Professor
“Aberto a toda a comunidade educativa, alu-
nos, antigos alunos, pais e professores aderiram
em elevado número”, disse um dos responsáveis do
evento. “É um momento alto da Semana da Leitura
porque, para além de ser aberto a toda a comuni-
dade educativa, é excelente para que os alunos re-
velem as suas potencialidades para o teatro, e uma
forma digna de encerrar uma Semana em que vá-
rias actividades foram desenvolvidas para motivar
os alunos para a leitura”. O espectáculo abriu com
uma bela coreografia do clube de dança. Seguiu-
se uma apresentação da História do Teatro, pelo
grupo de teatro da escola; os alunos do oitavo ano,
inspirados na História, apresentaram uma dança do
século XVII, muito pomposa. Seguiu-se o Auto da
Barca do Inferno, pelos alunos de 9.º ano; diálogos
teatrais pelos alunos do 11.º; recitações de poemas
inéditos pelos alunos de 10.º ano e recitações de
poesia de Fernando Pessoa, pelos alunos de 12.º.
O espectáculo acabou com um “Viva o Teatro”, já
que não se podia esquecer o Dia Mundial do Tea-
tro.
Texto Publicado em “A Voz do Minho”

18
75 ANOS

DESPORTO
ESCOLAR 19
#1
2008 - 2009

Desporto
Escolar
Basquetebol Clube de Dança
Ricardina Macedo
9.º B
Luís Rocha e Quando entrei para este clube, não sabia muito bem o que iria fazer, mas a ideia de
João Figueiredo que poderia aprender a dançar fascinava-me. O grupo era formado por gente mais ve-
lha do que eu, parecendo-me muito grande, pois a relação com estes não era a melhor.
7.º B Tudo se resumia a uma experiência nova e um pouco desconfortável, embora a simpatia
e a agradável presença da professora me cativasse. A primeira vez que começamos a en-
saiar uma coreografia,
No inicio do ano deci- pensei que não ia conse-
dimos entrar para o Clu- guir ficar ali durante mui-
be de Basquetebol para to tempo pois o medo
aperfeiçoar as nossas de falhar e os meus
técnicas basquetebolistas. movimen- tos bruscos
Com a ajuda do Professor não conse- guiam atingir
Pedro Faria aprendemos a ideia de “dançar bem”
algumas técnicas como o que tanto ansiava.
lançamento na passada, N o entanto, a
suspensão, como driblar, professora Luísa Gilvaia
passar. Também aprende- nunca nos desanimou,
mos as principais regras dizendo sempre que
do jogo. nós dan- çávamos
Durante o ano reali- bem, que não tínha-
zámos muitos jogos entre mos de ter complexos,
nós. Pena não podermos protegendo-nos sempre das insinuações maliciosas de alguns colegas. Desta forma,
representar a nossa Escola começámos a sentir um conceito mais forte de grupo.
pois como nos disse o pro- A nossa estreia no Colégio correu bem, no entanto o impacto com as outras escolas
fessor, este ano em Braga poderia ser melhor. Naquele dia, vi que a vergonha e o medo de falhar me impediam
éramos a única equipa de de dançar. Actualmente muita coisa mudou; no entanto, a relação com os colegas e
Infantis. com a professora continua a ser excelente, pois todos juntos conseguimo-nos divertir e
Para o ano cá estare- dançar já bastante melhor. Durante todo este tempo ultrapassámos muitos obstáculos,
mos para continuar a jogar no entanto, mantemo-nos sempre unidos lutando por chegar ao nível dos excelentes.
e, se possível, jogar contra Obrigada professora Luísa e clube de dança.
outras Escolas.

Voleibol - Infantis Femininos
A Equipa
A equipa infantil de com um pequeno aqueci- com uma vitória, ou com ríodo tivemos uns novos e
voleibol reune-se todas mento onde temos obriga- uma derrota, mas o que mais elegantes.
as segundas e quartas, ção de melhorar as nossas interessa é participar, pois Para finalizar, quere-
no pavilhão. O nosso trei- técnicas e estratégias. perder ou ganhar é des- mos dizer que gostámos
nador é o professor Pedro Alguns sábados, logo porto. muito desta actividade e
Correia, que organiza os pela manhã, vamos tes- Os jogos dividem-se
que para o ano cá estare-
nossos jogos e treinos. A tar as nossas capacida- em três períodos de jogo.
mos.
equipa é constituída por des frente às equipas No 1º e no 2º período
12 elementos. adeversárias. Por vezes tínhamos uns equipamen-

20
O nosso treino começa chegamos a casa felizes tos simples, mas neste pe-
75 ANOS

Voleibol - Iniciados Voleibol - Juvenis
Femininos Femininos
Sara Gomes A Equipa
9.º B
Mais um ano!
Apesar de no início termos encontrado algumas difi-
“Eish! Que equipa oh sor!” Sim, isto era assim. Prova- culdades para formar uma equipa, à medida que o tempo
velmente o que mais perguntávamos era: “temos alguma foi passando o ginásio passou a ser pequeno para tanta
hipótese?”. gente.
Entrava agora naquele ginásio, cheio de histórias e Foi com “18” jogadoras que o professor Olímpio Durães
vitórias, provavelmente a equipa mais fraca, parcialmen- formou uma verdadeira equipa candidata à vitória.
te mais fraca. Os ânimos subiram quando começámos a “Mais do que ganhar, queiram fazer cada vez mais e
ficar em rodinha a ouvir o mister falar, mudaram quando melhor”.
começámos a ouvir um berro, e mudaram porque isso Com esta vontade começámos o nosso pequeno cam-
nos estava a fazer mudar. peonato.
Chegaram as competições! “Ahh!”, “E agora?”. Bem Escola de Barcelinhos e Henrique Medina foram as
pelo menos entraríamos na competição. O tempo foi primeiras adversárias, seguidas pela escola de Benjamim
passando e rompemos as expectativas, apesar de uns Salgado e a escola de Lamaçães. Estas duas primeiras fa-
deslizes, de um ou dois jogos perdidos, provámos que ses serviram para testar-nos enquanto equipa e estrear as
realmente merecemos vestir aquele tão ousado equipa- ‘joelheiras’ e tirar a ferrugem dos nossos músculos.
mento, provámos que merecemos ter estreado aquele Treino, trabalho e dedicação levaram-nos à fase seguin-
equipamento, provámos que aquele símbolo que em to- te. Escola de Maximinos e novamente escola de Lamaçães,
dos os jogos levamos ao peito, não caducou nem ganhou fase das 3 primeiras do campeonato distrital de Braga.
pó. É com fracassos e desilusões que se forma a atitude
E foi, concentradas em ultrapassar-nos, que conse- duma equipa, não alta nem forte fisicamente, mas com
guimos até vencer as tão míticas jogadoras de lamaçães. uma grande vontade.
Ficamos por isso no 4º lugar do campeonato distrital. E Querer, queríamos ser campeãs, mas tornou-se um so-
apesar de ser só um 4º lugar deixámos cada pedaço de nho longínquo face ao grande valor e trabalho das nossas
energia e cada gota de suor dentro do campo. Por nunca adversárias.
O 3º lugar foi mal digerido por nós, mas hoje continu-
termos desistido de nenhuma bola, porque mesmo quan-
amos a treinar e a gostar do que jogamos.
do dominadas pelo desânimo, nós continuamos dentro
Aos nossos árbitros que abdicaram de muito do seu
de campo.
tempo, ao colégio no seu todo e ao nosso treinador, um
Agora sim, agora podemos dizer que afinal nós fomos
obrigado pela oportunidade de sentirmos o que é o des-
vencedoras! porto.
Com equipamentos novos continuamos a gostar do vo-
leibol, a querer crescer centímetros e a saltar mais alto!

21
#1
2008 - 2009
Corta-mato Colegial Tetratlo Colegial

Corta-mato Distrital Taça Coca-Cola
Angelina Costa
10.º A

A Taça da Coca Cola, finalmente chegou… 10 de Maio.
Algumas de nós participavam pela paixão pelo futebol,
outras simplesmente pelo desporto… O que é certo é
que a equipa estava lá unida e pronta para o desafio.
Até nos saímos muito bem, as “Estrelinhas de La Salle”
superaram algumas expectativas e provaram que além
de óptimas jogadoras, sabiam ser uma equipa… Foi um
dia super-animado, com muito convívio e diversão. Ain-

Futsal
da não foi desta que chegamos à final, mas para o ano
voltamos lá para tentar, sempre com a ajuda do nosso
Fernando Loureiro treinador!
9.º B
A incrível equipa de futsal começou a sua brilhante
época onde passámos com facilidade a primeira fase e a
segunda com mais dificuldade mas mesmo assim passá-
mos à segunda fase, sempre em primeiro lugar. No der-
radeiro dia parece que tudo corria bem, desde a chegada
ao local até ao fim indesejável. No Campo da Universida-
de do Minho defrontámos a escola de Cabeceiras de Bas-
to à qual ganhámos nas penalidades e na final perdemos
por 4-3 com a Bernardino Machado. Foi pena que, após
um longo período de esforço, quer pelos jogadores, quer
pelo professor, tivéssemos saído derrotados.
Fernando Loureiro
9.º B
No dia 10 de Maio de 2009 realizou-se no distrito
de Braga a 7.ª Taça Coca-Cola. O Colégio La Salle par-
ticipou com duas equipas, a feminina e a masculina. Os
“La Salle Ajust”, que ganhando o primeiro jogo (2-0) e
empatando o segundo, passaram à fase seguinte. Mas a
parte mais divertida chegou - o almoço, pois fomos to-
dos comer ao McDonalds. Depois das energias repostas,
fomos, com o apoio de toda a equipa técnica, defrontar
o nosso adversário. Até começámos a ganhar mas, logo
de seguida, a outra equipa empatou e, na conversão de
grandes penalidades, perdemos. Mas o mais importante
foi a convivência e um Domingo bem passado.

22
75 ANOS

Pastoral23 #1
2008 - 2009
João Carvalho
Coordenador de Pastoral - Professor
De forma a ser presença dos animan-
aprofundado o Espírito dos maiores dos Grupos
Cristão vivenciado no Cristãos.
Colégio, muitas são as De forma a poder-
actividades realizadas mos melhorar a quadra
ao longo do ano lectivo natalícia a algumas fa-
pela Equipa de Pasto- mílias mais carencia-
ral. das, realiza-se a habitu-
Agindo em sintonia al Campanha de Natal,
com os demais Colégios através da qual se con-
do Distrito de Valladolid, seguem angariar fundos às segundas-feiras, de Em Julho viver-se-á
cumprindo objectivos e géneros alimentícios. forma a melhor serem o Acampamento dos
comuns, realiza-se a Alunos, Irmãos, profes- preparados os temas a Grupos Cristãos. Cer-
Semana Vocacional, de sores e pais ajudam na abordar a cada semana ca de setenta jovens,
forma a ser promovida distribuição às famílias. com os Grupos Cristãos conviverão comunita-
a reflexão acerca da vo- Os Grupos Cristãos e as actividades a reali- riamente durante dez
cação pessoal de cada contam anualmente zar, bem como a poten- dias, partilhando assim
um dos nossos jovens, com cerca de duzen- ciar o convívio entre os uma das experiências
através de um contacto tos animandos que, em mesmos. mais enriquecedoras da
directo com represen- conjunto com vinte e A missão de cada sua juventude. São dez
tantes de diversas áre- cinco animadores, se- um nesta vida é algo dias muito preenchidos,
as profissionais. guem o plano estabele- que vamos tentando nos quais há momentos
Também as Con- cido em cada nível. descobrir ao longo dos extremamente fortes e
vivências Cristãs são De forma a existir tempos. Assim, durante durante os quais estes
veículo desse Espírito, uma maior partilha e a Semana das Missões jovens tomam contacto
sendo realizadas sepa- união de grupo são re- tentamos lembrar todos com realidades muito
radamente por cada ní- alizados vários encon- aqueles que oferecem diferentes daquelas a
vel de ensino. tros, uns em Portugal as suas vidas na ajuda que estão habituados
É um dia diferente e outros em conjunto ao próximo, possibili- no dia-a-dia.
para todos os alunos do com os congéneres da tando uma melhor qua- Durante o mês de
Colégio, durante o qual Espanha, tendo sido re- lidade de vida, de uma Agosto, são realizados
há tempo para activida- alizado um no dia 10 de forma despretensiosa os Campos de Trabalho
des de reflexão, oração, Janeiro – Encontro de e sem esperar nada do 12º Ano, 1º, 2º e 3º
jogos e convívio. Reis, e outro no dia 25 em troca... Lembramos da Universidade, com
A Vigília do Advento de Abril com os Grupos aqui, como exemplo, o trabalhos de construção
é o momento principal da Galiza. Ir. Rafael Rafiringa que ou trabalhos agrícolas,
de preparação para o Os animadores reú- este ano foi proclamado de ajuda às populações,
Natal, e conta com a nem-se quinzenalmente Beato. auxiliando ainda Centros

24
75 ANOS

de Dia e Casas de Saú- são preparadas e re-
de nas tarefas diárias alizadas com o intuito
com os idosos e convi- de não se perderem os
vendo com as crianças valores morais e católi-
das localidades. cos que sempre devem
O Grupo de Reflexão pautar a nossa vida.
de Professores serve Continuando uma
sobretudo para apro- tradição antiga, publi-
fundar aquelas temá- cámos dois números
ticas que o corre-corre da Revista Estrela Polar,
do dia-a-dia não permi- dando-lhe um visual re-
tem, de acordo com os novado, mais colorido e
valores em que acredi- apelativo para esta vas-
tamos. ta família da Pastoral do
Todas estas acções Colégio La Salle.

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PASTORAL

#1
2008 - 2009

Encontro de Grupos
5.º, 6.º, 7.º e 8.º Anos Unidos em Barcelinhos

Diana Simões
Grupo UEFA - 8.º A

No dia 25 de Abril Depois de vários mo- A qualquer pessoa mesmos.
de 2009, realizou-se mentos de brincadeira, que me pergunte se o Agora, sempre que
no Colégio La Salle um de reflexão, de partilha, grupo cristão e estes me perguntam como foi
encontro de Grupos de ajuda mútua, nós e simples encontros são o encontro de Grupos
Cristãos de 7º e 8º ano os espanhóis já éramos importantes, eu respon- Cristãos no dia 25 de
com os respectivos gru- amigos inseparáveis. derei que sim, pois nes- Abril, eu respondo com
pos portugueses e com Já sabíamos os nomes, tes encontros fazemos um sorriso nos lábios:
os nossos amigos espa- os gostos e os e-mails amizades, aprofunda- foi um dos melhores
nhóis. uns dos outros e acima mos as que já tínhamos dias da minha vida e
É dificil de descrever de tudo já confiávamos e acima de tudo conhe- nunca irei esquecê-lo.
o que vivemos nesse uns nos outros. cemo-nos melhor a nós
dia. Todos chegamos
à escola, num sábado
de manhã, muito enso-
nados, um pouco reti-
centes sobre se devía-
mos ter vindo ou não.
O tempo foi passando
e chegaram os espa-
nhóis. Devo confessar
que ficámos um pouco
desiludidos quando ve-
rificamos que eles eram
mais novos que nós!
Pensávamos que não
nos iríamos entender e
que tinha sido um erro
ter vindo. Porém co-
meçámos com algum
receio a falar durante
as actividades e esse
receio foi-se transfor-
mando em algo melhor,
foi-se tranformando em
cumplicidade.
A língua que ao prin-
cípio era algo complica-
do deixou de o ser, pois
começámos a compre-
ender-nos melhor; se
não fosse por palavras,
seria por gestos.

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75 ANOS

Encontro de
Animadores
Castelo de Neiva, 18 de Abril
No passado dia 18 entusiasmo e vontade
de Abril, a equipa de de passar um bom tem-
animadores do Colégio po juntos.
La Salle reuniu-se para Tudo estava pensa-
partilhar experiências, do, desde a dinâmica
sentimentos e vivên- que obrigou a imagi-
cias. O local preparado nação a funcionar (os
para o encontro foi Cas- animadores são muito
telo de Neiva. Estiveram criativos) e todos conta-
reunidos cerca de 25 ram uma história, onde
pessoas que animam as aventuras se sucede-
grupos desde o 7º ano ram e as gargalhadas
até aos grupos universi- também. Passado este
tários. Esteve presente primeiro momento de
durante o encontro a boa disposição, cada um e identificar pontos aquele dia e por cada
representante da equi- um dos animadores foi a melhorar, para que a um dos nossos grupos.
pa de Missão distrital, convidado a reflectir Pastoral extracurricular Retemperamos as
Gemma Munoz. sobre o seu percurso possa funcionar cada forças num jantar fra-
Quando um grupo enquanto animador, vez melhor. terno, para cheios de
de pessoas se reúne, as suas expectativas, Depois desta avalia- energias dar voz à mú-
das duas uma, ou há e as suas dúvidas. Foi ção, tudo foi colocado sica do Karaoke por ní-
barulho, ou há festa e um momento muito nas mãos Daquele que veis e ver quais os ani-
os animadores são os enriquecedor para to- nos chamou a sermos madores mais dotados
primeiros a dar o exem- dos, no qual pudemos animadores, em oração para o canto.
plo, chegando a Caste- aprender muito a partir demos graças por tudo Um agradecimento
lo de Neiva cheios de da experiência de cada o que vivemos durante a todos os animadores
pela disponibilidade e
pela alegria revelada na
realização desta mis-
são de educar jovens
em valores e na fé. Um
agradecimento especial
à equipa de convivên-
cia que preparou este
encontro, possibilitan-
do assim um momento
de reunião, avaliação e
convívio, do qual todos
os animadores saíram
fortalecidos e com um
maior sentimento de
equipa.

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#1
2008 - 2009

Páscoa Jovem
«Chamo-vos Amigos»
9-11 de Abril de 2009
Celina Vilas-Boas
Grupo J42 - 11.º A

Como grupo estrean- que nos trazia à Páscoa rente: iniciando-se com de seguida, realizamos
te na Páscoa Jovem, as Jovem e o que dela es- uma oração na capela, a Celebração do Perdão
nossas expectativas eram perávamos. Apesar de os seguimos depois para onde, após momentos
grandes. O testemunho motivos variarem de pes- o refeitório onde, numa de introspecção, tivemos
passado pelos demais soa para pessoa, a ex- versão original da Ceia a oportunidade de rece-
grupos, mais experien- pectativa era uma cons- do Senhor, em vez de ber um dos mais impor-
tes nestas andanças, tante em cada partilha e nos servirmos a nós pró- tantes sacramentos, o da
fizeram-nos ansiar por o primeiro dia, apesar de prios, servimos a pessoa Reconciliação. Ao almoço
este momento e, apesar já bastante forte, foi ape- ao nosso lado. O dia ter- seguiu-se a Via Sacra
de nem todos os nossos nas uma ligeira introdu- minou com o Getsémani, onde, percorrendo diver-
elementos poderem ter ção ao que nos esperava. uma oração que, recrian- sos espaços do Colégio
participado, todos aque- Após um curto intervalo do o momento em que São Caetano, guiámos a
les que lá estiveram o re- tivemos a nossa primeira Jesus foi preso no Monte nossa reflexão tendo por
cordam positivamente. “catequese” onde, como das Oliveiras, nos iniciou base diversas persona-
No primeiro dia, após introdução ao motivo na caminhada de Jesus gens intervenientes na
o almoço partilhado, fulcral da Páscoa, deba- desde este momento até paixão de Cristo. Des-
dividimo-nos em peque- temos o Amor Fraterno à sua ressurreição. de Pilatos ao Cireneu,
nos grupos, os mesmos e a diferença entre amor No segundo dia, após em todos encontrámos
que nos acompanhariam e amizade. E já não bas- acordarmos ao som de pontos comuns que, no
naqueles três dias na tasse toda esta nova di- música e de tomarmos fundo, nos ajudaram a
realização de tarefas ou nâmica, tivemos ainda o pequeno-almoço to- aproximar-nos do sofri-
outras actividades, e, as- como nosso primeiro dos juntos, assistimos a mento de Jesus nos seus
sim, partilhámos aquilo jantar algo bastante dife- mais uma catequese e, últimos dias. Como forma
de mostrar o nosso
reconhecimento, as
actividades da tar-
de culminaram na
Adoração da Cruz.
Esta oração, que
nos levou a reflectir
sobre a simbologia
da cruz na vida dos
cristãos, abrigou
um momento de
grande importân-
cia na caminhada
dos Grupos Cris-
tãos: a entrega da
cruz. Elementos de
diferentes anos de
caminhada recebe-
ram este pequeno
símbolo como for-
ma de materializar
a evolução que têm

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