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Livro de Resumos

Organização:
Vera Márcia Marques Santos
Luciana Kornatzki
Kátia Alexandre

III Congresso Brasileiro de Educação sexual
UNESP – UEL – UDESC
VII Colóquio Internacional Grupos de Pesquisa
sobre Formação de Educadores e
Educação Sexual
V Simpósio de Sexualidade e Educação Sexual
"PARANÁ - SÃO PAULO - SANTA CATARINA"
Direitos Sexuais como Direitos Humanos e
Políticas Públicas

Livro de Resumos

Organização:
Vera Márcia Marques Santos
Luciana Kornatzki
Kátia Alexandre
2014

Título:
Livro de Resumos III Congresso Brasileiro de Educação
sexual UNESP – UEL – UDESC; VII Colóquio
Internacional Grupos de Pesquisa sobre Formação de
Educadores e Educação Sexual; V Simpósio de
Sexualidade e Educação Sexual "PARANÁ - SÃO
PAULO - SANTA CATARINA"
Organizadoras:
Vera Márcia Marques Santos, Luciana Kornatzki, Kátia
Alexandre
Edição:
Editora da Universidade do Estado de Santa Catarina –
UDESC
ISBN: 978-85-8302-043-1

SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO ......................................................................11
EIXOS TEMÁTICOS ..................................................................12
PROGRAMAÇÃO .......................................................................13
CONFERÊNCIAS .......................................................................18
CONFERÊNCIA DE ABERTURA ..................................................................... 19
Direitos Humanos, Direitos Sexuais e Políticas Públicas .............................................................. 19
Roger Raupp Rios ............................................................................................................................ 19
CONFERÊNCIA DE ENCERRAMENTO ............................................................ 20
Contribuições da História da Sexualidade à questão dos ............................................................. 20
Direitos Sexuais ............................................................................................................................... 20
Paulo Rennes Marçal Ribeiro ......................................................................................................... 20

MESAS REDONDAS ..................................................................21
MESA REDONDA I
Sexualidades, Políticas Públicas e Direitos Sexuais ........................................... 22
Maria Alves de Toledo Bruns
Longevidade, família e gênero: o desejo tem idade? ..................................................................... 22
Mary Neide Damico Figueiró
Aborto, direitos sexuais e realidade brasileira .............................................................................. 23
Claudia Maria Ribeiro
Sexualidades, Gênero e o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação a Docência PIBID/Pedagogia/UFLA .............................................................................................................. 24
MESA REDONDA II
Educação Sexual e Formação de Professores .................................................... 26
Paula Regina Costa Ribeiro
Potencialidades para pensar a educação para a sexualidade na formação inicial e continuada de
professores/as ............................................................................................................................... 26
Teresa Vilaça
(Auto)Supervisão na Formação de Professores em Educação em Sexualidade em Portugal ......27
María Eugenia Burgos
Formación docente en Educación Sexual Integral: experiencias en un campo en construcción 28
Ana Cláudia Bortolozzi Maia
Sexualidade e Deficiencia Intelectual ............................................................................................ 29
MESA REDONDA III
Sexualidades e Saúde .................................................................................... 30
Graziela Raupp Pereira
Promoção da saúde sexual numa perspectiva emancipatória ...................................................... 30
Jaime Bezerra do Monte
Reflexões sobre o desenvolvimento da sexualidade masculina ..................................................... 31
Nadirlene Pereira Gomes
Gênero, Sexualidade e Violência contra a Mulher ........................................................................ 32
José Baptista de Mello Neto
A felicidade como fato(r) gerador de saúde.........................................................................32

........................................................................................................................... 38 Marisalva Fernandes Fávero Violência sexual .............................................................................................................. 45 COMUNICAÇÕES ORAIS ......... 60 Concepções de professores de Biologia perante uma situação onde alunos expressam sua sexualidade: uma análise de gêneros e atitudes ............................................ 36 MESA REDONDA V Diversidade Sexual e Inclusão ............................................... POLÍTICAS PÚBLICAS E DIREITOS SEXUAIS .................... 43 Marlene de Fáveri “Welcome to Floripa” – corpos e turismo sexual: abordagens de gênero ............. 34 Filomena Teixeira O sexo e a cidade: publicidade no espaço público ....................... 39 Simone Nunes Ávila “Eu queria ser bom!” ........................2013)............. 42 Jackson Ronie Sá da Silva Gênero............................ 40 MESA REDONDA VI Sexualidades e Gênero .......................................... 50 União homoafetiva uma reflexão a respeito dessa entidade familiar ................................................................................................................................................................................................................... Mídias e Tecnologias ........................................... 34 Dhilma Lucy de Freitas Projeto WebEducaçãoSexual: contribuindo para a formação contínua em Educação Sexual mediada pelas TDIC ..................... Portugal.............................................................. 47 Corpo e a escola: a ternura como um entre colonizado .................................................................................................................................................................................. 54 A presença da Educação Sexual no livro didático do Ensino Fundamental da Educação de Jovens e AdultOS ......................................EJA (2011 ..... 42 Juvêncio Manuel Nota A resposta da Educação ao gender mainstreaming e as representações imagenéticas e discursivas de gênero nos manuais escolares do Ensino Básico em Moçambique: continuidades e rupturas .... 48 Um estudo das violências entre pares/casais adolescentes no contexto escolar brasileiro ......................... Sexualidade e Educação Sexual: desconstruindo a "pedagogia dos manuais médicos ...Refletindo sobre as experiências escolares de transhomens ........................................................................................... 36 Sonia Maria Martins de Melo EDUSEX COMUNICA: produção de videoaulas como contribuição à democratização na socialização do conhecimento produzido em pesquisas sobre educação e sexualidade.................................................... 62 ..................................................A experiência do Observatório da Sexualidade do ISMAI..................................................................................MESA REDONDA IV Sexualidades............................................ 38 Gisele Monteiro Gagliotto Dinâmicas e consequências da violência sexual contra crianças e adolescentes: contribuições psicanalíticas... 58 Concepções de bolsistas de iniciação à docência sobre as atividades de educação sexual/PIBID/UFAC .................................... 44 Célia Regina Rossi Mulheres na contemporaneidade .........................................................................47 Proposta de descriminalização do aborto no Brasil: discurso criminalizante e sua relação com o desconhecimento sobre as falhas dos métodos contraceptivos ......................................... 52 Análise sobre os Parâmetros Curriculares Nacionais –orientação sexual a partir da erótica foucaultiana ............................................................................................ 56 Blended learning na formação contínua em educação sexual: um estudo educadores de infância e professores do 1º CEB .............46 SEXUALIDADES..35 Fernando Moreira Marques O sexo anunciado: ofertas sexuais nos media ........... 38 Isabel Chagas A inovação e a mudança numa comunidade de prática em educação sexual .................................

............. 124 Los pueblos indígenas del Valle de Javari: la educación preventiva de ITS/VIH/SIDA y la hepatitis virales ..................................... 108 Sexualidade e saúde na escola médica ................................................................................................................................74 Os contos de fadas e suas contribuições para o desenvolvimento e a aprendizagem de crianças pequenas ............................................................................................ psiquismo e o fenômeno HIV/AIDS ..... 110 Sexualidades em risco: representações sobre AIDS nos livros didáticos de Ciências do 6º ao 9º Ano de Florianópolis (2000 A 2011) ...........Concepções de professores e professoras sobre a utilização de dispositivos pedagógicos de educação sexual produzidos com a Telenovela Gabriela de 2012 .............................................................................................. por prazer e por lazer.................................................... 68 Formação de professores e profissionais da educação em sexualidade e educação sexual através do uso da Educação a Distância ............... 113 Um estudo sobre comportamentos e atitudes sexuais de adolescentes de uma escola pública a partir das oficinas Vale Sonhar ................... 112 Transmasculinidades e o cuidado em saúde .................................. 95 Modelos normativos de ser princesa (e príncipe): reflexos no cotidiano .................... 78 Projeto de futuro na dimensão sócio-afetiva: percepções de professores/as e alunos/as do Ensino Médio no Brasil e Portugal ....................................................................................................72 Gênero e Sexualidade Sim – uma proposta com artefatos culturais para os Anos Iniciais ............................................................................. 80 A abordagem da sexualidade na formação de professores de ciências: reflexões a partir de uma experiência na Universidade Federal da Bahia........................... sexualidade e gênero ..................................................................................... 107 Informações da educação sexual em uma escola de Macapá/AP .............................. 84 SEXUALIDADES................................................................................................................................................................................................ 86 As possibilidades da articulação entre educação...................................................... 116 Educando para a sexualidade: mitos e verdades do sexo com alunos do Ensino Médio de escola parceira – PIBID/Biologia/PUCRS ............. 101 Projeto “Apartamento 302” – análise da proposta que visa o reverso da ditadura da beleza feminina no Brasil ........................................................... 105 SEXUALIDADES E SAÚDE ........................................................................................ 87 Educação sexual da criança mediada por histórias digitais.....................120 Estigmas na sexualidade de pessoas com deficiência ........................... 114 DIVERSIDADE SEXUAL E INCLUSÃO ........................................................................................................................................................................................... 64 Desenvolvimento e produção de videoaulas de educação sexual emancipatória como subsídio em processos de formação de profissionais da educação: relato da caminhada .................................................................... 116 A homossexualidade na história da humanidade: a História da Bicha... MÍDIAS E TECNOLOGIAS .................................................. 99 “Por defesa........................................................................................... 118 Estigmas na sexualidade ............ 93 Inventando a prostituição cibernética: narrativas de prostituição feminina............................................. desvendando o dispositivo de sexualidade ................. 126 ................................................................................................ 82 Educação....................................................................................................................................................................... unidade local de saúde e escola ....... 107 Saúde sexual...................................................................................................................................... 86 A “Capital Gay do Brasil”: emergência e construção de imagens acerca de Florianópolis – SC através das páginas jornalísticas (1999 – 2006) ...................................................................................... 66 EDUCAÇÃO SEXUAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES ...................... 91 Educação sexual e mídia: um trabalho realizado no espaço escolar ................................................................76 Pipo e Fifi: uma ferramenta de prevenção de violência sexual na infância .................................................................................103 Sexting: qual a compreensão de adolescentes sobre o fenômeno? ............................... 68 Educação sexual nas escolas municipais de Florianópolis: ação interdisciplinar entre universidade......................... 89 Construindo histórias digitais em educação sexual nos anos iniciais ... meu fake me protege!”: discussões sobre a produção de identidades no App Grindr ......................................................................................................................................................................... 70 Formação de professores para a prevenção e a identificação da violência sexual................ 122 Estigmas sexuais na obesidade..................97 Padronizando práticas: a construção de papéis sexuais nos jogos online ....................... gênero e diversidade cultural a partir dos usos das tecnologias ......................................

............... violência e escola ........ 157 A discussão da educação sexual na formação do psicólogo ............ 141 Trajetória social e vivência das relações de gênero experimentadas por estudantes de Pedagogia ..............................................................................182 Relato de uma prática: os alcances de um curso de formação dos profissionais da educação em sexualidade e educação sexual .......................................................................................... Ceará....... 131 Diferenças de género na comunicação em educação sexual com o par amoroso em adolescentes portugueses ...................................................................................................................................................................................................................................................................................... 166 Gênero e diversidade sexual em contextos de violência doméstica infantojuvenil ....... ................................................................................................................................ 178 Fortalecimento da Educação Sexual Integral (ESI) no currículo nacional do sector da educação no Peru . 137 Representações de gênero e ciência no desenho Johnny Test......................................................................................................................................................... MÍDIAS E TECNOLOGIAS . 139 Sexualidade e gênero: a construção social na educação de meninas e meninos .....................................................................................BA .................................. 130 Curso de sexo oral para mulheres: uma estratégia para melhorar o desempenho nas relações sexuais em Salvador ..................... educação e sexualidade ....... 143 RELATOS DE EXPERIÊNCIA.................................. 145 SEXUALIDADES.................................................................. 186 As mulheres do I Segmento da EJA: uma experiência com produção de vídeo...... 176 Educação sexual: relato de experiências sobre questões da sexualidade para alunos do Ensino Médio .............................................................................................................................................. 146 PIBID-BIO/FACEDI e a emergência da educação sexual escolar no Município de Itapipoca................................................................. 150 Programa Viravida ........................................................................186 ....................................................................................................................................................... língua....................................................................................................................................................................................................................... 180 (Re)construção da concepção de gênero e identidade de gênero d@ ser professor@: uma perspectiva reflexiva sobre a diversidade na formação docente ............................................ 159 Abordagem da sexualidade na formação de professores de Ciências: reflexões de uma docente em formação sobre as experiências do PIBID de Ciências Naturais..................168 Gênero...... 174 Educação em sexualidade e formação inicial: palestras sobre sexualidade no âmbito escolar .184 SEXUALIDADES.......................... 172 Sexualidade em foco: contribuições para o processo de formação inicial docente das atividades desenvolvidas no PIBID-BIO/FACEDI ......................................................................... 170 Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE): aprendendo da experiência .......................................... POLÍTICAS PÚBLICAS E DIREITOS SEXUAIS ..................................128 SEXUALIDADES E GÊNERO ...................................................................................................................................................... 162 Aumento do número de suspeitas de violência sexual após capacitação de educadores ....................................................................................................... 164 Diminuindo os limites para trabalhar o tema sexualidade através do pibid DE Ciências Naturais: reflexões de uma supervisora ..................................................................148 Plugados na prevenção: viabilização de Direitos Sexuais e Reprodutivos através da extensão universitária ...... 154 EDUCAÇÃO SEXUAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES ............................................................................... 135 Relações de gênero e diversidades: as diferenças como sinônimo de riqueza cultural.......UFBA .................160 Análise do conteúdo ‘doenças sexualmente transmissíveis’ nos livros didáticos de Biologia aprovados no PNLD-2015 ............................................................................................130 Discussões de gênero sob perspectivas decoloniais .......Teste perceptual sobre estigmas sexuais na obesidade ... 152 Surdos.............. 157 A educação sexual na família ................ 146 Mulheres e presídio masculino: a dupla violação de direitos fundamentais .................................. descobrindo trajetórias ............................................ 133 Investigando o programa “Para Mulheres na Ciência” ............................................

.............. 206 Análise do conteúdo ‘doenças sexualmente transmissíveis’ nos livros didáticos de Biologia aprovados no PNLD-2015 .................................... 196 Gênero e o abuso sexual na juventude ............................................................................... 229 DIVERSIDADE SEXUAL E INCLUSÃO ....................................... 200 Algumas reflexões sobre educação........ POLÍTICAS PÚBLICAS E DIREITOS SEXUAIS ................................................................................ 188 Expressões da sexualidade de adolescentes: um estudo a partir da construção da masculinidade .....................................................................................218 Formação de professores e educação sexual: estabelecendo pontes entre Brasil e Portugal a partir dos docentes de um curso de Graduação em Medicina .................................................................. 192 Adolescente e o espaço escolar: discutindo homofobia ..... 214 Educação sexual infantil em uma perspectiva vigotskiana .................................................................................................... 199 SEXUALIDADES.............................................................................................237 .................................................................. 227 A sexualidade e o corpo das adolescentes grávidas da Maternidade Bárbara Heliodora ................................................................... 196 Gênero e sexualidade: uma experiência com adolescentes no espaço escolar ....................... 197 PÔSTERES ........................... 212 Educação em sexualidade e relações de gênero na formação inicial docente do Ensino Superior.................... 188 Plugados na prevenção: relato da experiência com adolescentes do Colégio Estadual Professor Becker e Silva – Ponta Grossa-PR .................Rio Branco (AC) .......................................................... 200 Lei Maria da Penha: limites e contribuições para diminuição da violência contra a mulher ............................... 233 Algumas reflexões sobre educação.................................................................................................................... trabalho e gênero .......... 202 EDUCAÇÃO SEXUAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES ..................................................................................................................................................................................................... 204 Educação sexual intencional: uma proposta de trabalho .............. 230 SEXUALIDADES E GÊNERO .............................. 194 SEXUALIDADES E GÊNERO .............................................................. 232 A trajetória Alexandra Kollontai e suas contribuições para se pensar a condição da mulher e a desigualdade de gênero ..................... 232 “Arquiternura”: concepções heteronormativas de gênero em um curso de Engenharia ........................................................... 224 Um olhar sobre os corpos presentes nos currículos escolares .......................... 216 Educação sexual no processo de escolarização: música e literatura no processo pedagógico ............................................................................................................................................................SEXUALIDADES E SAÚDE ...................................... 220 Infância e sexualidade ao longo da história: contribuições para o pleno desenvolvimento da criança ............................................... 226 SEXUALIDADES E SAÚDE .............. 227 Alteração do desenvolvimento sexual.......190 DIVERSIDADE SEXUAL E INCLUSÃO .............................................210 Discursos de professores e professoras da Educação Infantil e do Ensino Fundamental de uma escola pública municipal de São Luís – ma sobre o tema da pedofilia ................................................... 222 Programa Educação Sexual em Debate na Rádio UDESC Florianópolis: espaço de sensibilização sobre as possibilidades de uma educação sexual emancipatória? ........ o novo intersexo ................................................................................ 204 Algumas reflexões sobre a Religião Islâmica no tocante à atitudes e comportamentos sexuais de seus seguidores .... 208 Corpo................................................................................................................................. 235 Assédio moral e sexual no ambiente empresarial: o que sabemos x o que precisamos saber ...... 230 Implicações da negligência de educação sexual para indivíduos deficientes intelectuais ........ trabalho e gênero .................................. 192 Diversidade sexual na escola numa perspectiva emancipatória ............................... infância e sexualidade: para o limiar de uma nova filosofia na educação ................................................................................................................................................................

Comissão Organizadora Gabriela Maria Dutra de Carvalho – Presidente EduSex/CNPq/LabEduSex/CEAD/UDESC Vera Márcia Marques Santos EduSex/CNPq/LabEduSex/ CEAD/UDESC Graziela Raupp Pereira Edusex/CNPq/LabEduSex/ CEAD/UDESC Sonia Maria Martins de Melo Edusex/CNPq/ FAED/UDESC Marzely Gorges Farias LabEduSex/CEAD/ CEAD/UDESC Dhilma Lucy de Freitas Edusex/CNPq e GEISEXT/IE/ULisboa/PT Luciana Kornatzki Edusex/CNPq/LabEduSex/ CEAD/UDESC Comissão Organizadora Local Graziela Raupp Pereira – Presidente Edusex/CNPq/LabEduSex/ CEAD/UDESC Arthur Rogoski Gomes LabEduSex/CEAD/UDESC Ayrian Hugo dos Santos Thédiga LabEduSex/CEAD/UDESC Camila Raquel LabEduSex/CEAD/UDESC Carol Carvalho LabEduSex/CEAD/NEAB/UDESC Kátia Alexandre Edusex/CNPq/LabEduSex/ CEAD/UDESC Marina de Aguiar Casali Dias DEX/CEAD/UDESC Raquel da Veiga Pacheco Edusex/CNPq/UDESC Theo Frederico Luna LabEduSex/CEAD/UDESC Victor Narciso e Silva LabEduSex/CEAD/UDESC .

Comissão Científica Vera Márcia Marques Santos EduSex/CNPq/LabEduSex/UDESC .Presidente Ana Cláudia Bortolozzi Maia GEPESEC/LASEX/UNESP Célia Regina Rossi GSEX/UNESP Cláudia Ribeiro DE/UFLA Filomena Teixeira CIDTFF/ UAveiro e ESEC/PT Giseli Monteiro Gagliotto GEDUS-CCHUNIOESTE Graziela Raupp Pereira Edusex/CNPq/LabEduSex/ CEAD/UDESC Isabel Chagas GEISEXT/IE/ULisboa/PT Jaime Bezerra do Monte FMP/SC José Baptista de Mello Neto UEPB José Ronaldo Alonso Mathias Belas Artes/SP Maria Alves de Toledo Bruns Sexualidadevida/USP Maria Teresa Vilaça UMinho/PT Marisalva Fernandes Fávero ISMAI/PT Marlene de Fáveri LABGEF/UDESC Mary Neide Damico Figueiró CIPESS/UEL Marzely Gorges Farias LabEduSex/CEAD/UDESC Nadirlene Pereira Gomes EE/UFBA Paula Regina Costa Ribeiro GESE/FURG Paulino de Jesus Cardoso NEAB/FAED/UDESC Paulo Rennes Marçal Ribeiro NUSEX/UNESP Sonia Maria Martins de Melo Edusex/CNPq/FAED/UDESC .

Instituto Universitário da Maia (ISMAI). Para este evento. que contemple diversas áreas de pesquisa e intervenção referentes à Educação Sexual. Neste contexto. numa perspectiva interdisciplinar. na área da educação e sexualidade. mesas redondas. o III Congresso Brasileiro de Educação Sexual UNESP – UEL – UDESC. na perspectiva dos Direitos Sexuais como Direitos Humanos. elaboramos uma programação científica que proporcionou momentos de reflexão. a Universidade Estadual de Londrina (UEL).etapa VIII do CEAD/FAED/UDESC". Tais eventos científicos são de capital importância para pesquisadoresprofessores que atuam também no ensino e na extensão. Gabriela Maria Dutra de Carvalho Presidente do Congresso . e o V Simpósio de Sexualidade e Educação Sexual Paraná – São Paulo – Santa Catarina. extensão e relatos de práticas pedagógicas. o VII Colóquio Internacional "Grupos de Pesquisa sobre Formação de Educadores e Educação Sexual" . Esse evento contou com a participação de um grupo de pesquisadores/as e extensionistas que trabalham colaborativamente em pesquisa e extensão sobre Sexualidade e Educação Sexual. Paraná e Santa Catarina. ação de uma sequência que se realiza bianualmente nos estados de São Paulo.APRESENTAÇÃO A Universidade do Estado de Santa Catarina realizou. Participam dessa Rede a Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP). Universidade do Minho (UM) e a Universidade Pedagógica de Moçambique (UP). Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC). o evento centrou-se no tema “Direitos Sexuais como Direitos Humanos e Políticas Públicas”.ação anual do "Programa de Extensão Formação de Educadores e Educação Sexual: Interfaces com as tecnologias . nos dias 20. A finalidade deste evento foi proporcionar momentos de estudos e reflexão sobre a temática Sexualidades. visando à promoção de um trabalho qualificado na área das sexualidades e da educação sexual. a Universidade de São Paulo (USP). 21 e 22 de novembro de 2014. Universidade de Lisboa (UL). assim como para docentes dos diversos níveis da Educação Básica e demais interessados. exposição de pôsteres e sessões de comunicação oral de trabalhos de pesquisa. Universidade de Aveiro (UA). O programa do Congresso incluiu conferências.

EIXOS TEMÁTICOS  Sexualidades. Políticas Públicas e Direitos Sexuais  Educação Sexual e Formação de Professores  Sexualidades. Mídias e Tecnologias  Sexualidades e Saúde  Diversidade Sexual e Inclusão  Sexualidades e Gênero .

Direitos Sexuais e Políticas Públicas Roger Raupp Rios Moderadora: Gabriela Maria Dutra De Carvalho 21h Jantar de Recepção Apresentação de dança de salão: Bruna Bonassi e Victor Narciso Sessão de Pôsteres durante todo o congresso . Gabriela Maria Dutra de Carvalho 19h – 19h30 Apresentação Cultural 19h30 – 20h45 Conferência de Abertura Direitos Humanos. Ma.PROGRAMAÇÃO 20 de novembro 9h30h – 17h00 Pré-evento Curso de Formação webQDA – software de apoio à análise qualitativa Formadora: Dilmeire Vosgerau 15h Credenciamento 15h30 – 18h00 Reunião de Líderes de Grupos de Pesquisa Coordenadora: Sonia Maria Martins de Melo 18h30 – 19h Abertura Oficial Profa.

família e gênero: o desejo tem idade? Mary Neide Damico Figueiró Aborto.21 de novembro 8h30 – 10h Mesa Redonda Sexualidades. direitos sexuais e realidade brasileira Ronaldo Alonso Mathias Direitos Humanos e diversidade sexual: políticas públicas. Gênero e o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação a Docência .PIBID/Pedagogia/UFLA 10h – 10h30 Coffee-break 10h30 – 12h Mesa Redonda Educação Sexual e Formação de Professores Moderadora: Vera Márcia Marques Santos Paula Regina Costa Ribeiro Potencialidades para pensar a educação para a sexualidade na formação inicial e continuada de professores/as Teresa Vilaça (Auto)Supervisão na Formação de Professores em Educação em Sexualidade em Portugal María Eugenia Burgos Formación docente en Educación Sexual Integral: experiencias en un campo en construcción Ana Cláudia Bortolozzi Maia Sexualidade e Deficiência Intelectual 12h – 13h30 Almoço . leis e a cultura do ódio Claudia Maria Ribeiro Sexualidades. Políticas Públicas e Direitos Sexuais Moderadora: Marzely Gorges Farias Maria Alves de Toledo Bruns Longevidade.

Sexualidade e Violência contra a Mulher José Baptista de Mello Neto A Felicidade como Fato(r) Gerador de Saúde 18h30 – 20h Mesa Redonda Sexualidades. Mídias e Tecnologias Moderadora: Gabriela Maria Dutra de Carvalho Dhilma Lucy de Freitas Projeto WebEducaçãoSexual: contribuindo para a formação contínua em Educação Sexual mediada pelas TDIC Filomena Teixeira O sexo e a cidade: publicidade no espaço público Fernando Moreira Marques O sexo anunciado: ofertas sexuais nos media Sonia Maria Martins de Melo EDUSEX COMUNICA: produção de videoaulas como contribuição à democratização na socialização do conhecimento produzido em pesquisas sobre educação e sexualidade .13h30 – 14h50 Sessão Oral – Parte I 15h00 – 16h20 Sessão Oral – Parte II 16h30 – 17h Coffee break 17h – 19h30 Mesa Redonda Sexualidades e Saúde Moderador: Juvêncio Manuel Nota Graziela Raupp Pereira Promoção da saúde sexual numa perspectiva emancipatória Jaime Bezerra do Monte Reflexões sobre o desenvolvimento da sexualidade masculina Nadirlene Pereira Gomes Gênero.

Portugal Simone Nunes Ávila “Eu queria ser bom!” .22 de novembro 8h30 – 10h Mesa Redonda Diversidade Sexual e Inclusão Moderadora: Paulino de Jesus Cardoso Isabel Chagas A inovação e a mudança numa comunidade de prática em educação sexual Gisele Monteiro Gagliotto Dinâmicas e consequências da violência sexual contra crianças e adolescentes: contribuições psicanalíticas. Sexualidade e Educação Sexual: desconstruindo a "pedagogia dos manuais médicos Juvêncio Manuel Nota A resposta da Educação ao gender mainstreaming e as representações imagenéticas e discursivas de gênero nos manuais escolares do Ensino Básico em Moçambique: continuidades e rupturas Marlene de Fáveri “Welcome to Floripa” – corpos e turismo sexual: abordagens de gênero Célia Regina Rossi Mulheres na contemporaneidade .A experiência do Observatório da Sexualidade do ISMAI. Marisalva Fernandes Fávero Violência sexual .Refletindo sobre as experiências escolares de transhomens 10h – 10h30 Coffee break 10h30 – 12h Mesa Redonda Sexualidades e Gênero Moderadora: Graziela Raupp Pereira Jackson Ronie Sá da Silva Gênero.

12h – 12h45 Conferência de Encerramento Contribuições da História da Sexualidade à questão dos Direitos Sexuais Paulo Rennes Marçal Ribeiro Moderadora: Sonia Maria Martins de Melo 12h45 – 13h30 Fechamento do Congresso Vera Márcia Marques Santos – Presidente da Comissão Científica Gabriela Maria Dutra de Carvalho – Presidente do Congresso Divulgação do local do próximo congresso .

CONFERÊNCIAS .

Membro do CLAM – Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos. com ênfase nos direitos de liberdade. privacidade. principalmente em temas de direitos humanos. Direitos Sexuais e Políticas Públicas Roger Raupp Rios1 Trata-se de fornecer um panorama da trajetória dos direitos sexuais a partir da perspectiva dos direitos humanos. 1 Juiz federal e professor do Mestrado em Direitos Humanos da UniRitter (Porto Alegre).rios@gmail. igualdade e respeito à dignidade da pessoa humana.com 19 .CONFERÊNCIA DE ABERTURA Direitos Humanos. bem como as principais tendências e tensões dos direitos sexuais no Brasil. direitos sexuais e direito à saúde. são apontados os princípios fundamentais que animam o desenvolvimento dos direitos sexuais no cenário internacional. Atua na área de Direito Público.raupp. Para tanto. roger. direitos fundamentais. direito da antidiscriminação.

em Araraquara. Quando professores e profissionais de saúde vão atuar em programas e projetos de Educação Sexual. assim como a construção das representações sociais relacionadas à sexualidade. A história da sexualidade nos mostra como foram construídos os discursos repressivos em relação à diversidade sexual. Professor e Coordenador do Programa de PósGraduação em Educação Sexual da Faculdade de Ciências e Letras da UNESP. é responsável pelas concepções. assim reconhecer a relevância da trajetória histórica da sexualidade e da educação sexual. ao corpo enquanto objeto de desejo e prazer e à igualdade de gênero. o preconceito e a violência sexual. 1 Livre-Docente em Sexologia e Educação Sexual. paulorennes@fclar. ao ser estudada. que por sua vez. que.unesp.CONFERÊNCIA DE ENCERRAMENTO Contribuições da História da Sexualidade à questão dos Direitos Sexuais Paulo Rennes Marçal Ribeiro1 Esta conferência pretende discutir a importância de se conhecer como as atitudes e comportamentos sexuais se modificaram ao longo da História. em franco e ostensivo desrespeito aos direitos humanos individuais. muitas vezes lhes falta um conhecimento mais aprofundado da história das atitudes sexuais. São estudos que podem nos levar a encontrar espaços importantes de questionamentos e debates sobre a discriminação. É um conhecimento muito essencial na medida em que a Ciência Sexual já demonstrou a importância da construção histórica da cultura sexual dos povos. tanto a simbólica quanto a real. fornece elementos de reflexão e questionamento sobre as práticas sexuais contemporâneas. É exatamente a contextualização histórica das atitudes sexuais que nos explica a institucionalização dos valores sexuais e do discurso pró ou anti-sexual.br 20 . valores e comportamentos forjados em cada nação.

MESAS REDONDAS .

com alta qualidade de vida da população devido à educação e atendimento médico-hospitalar de qualidade. Todavia.MESA REDONDA I Sexualidades.br 22 . com raras exceções. toledobruns@uol. o padrão de países desenvolvidos.6 em 2012. Palavras-chave: Violência Transgeracional. que passou dos 50 anos na década de 60 para 74. o que é lamentável. Esse aumento da longevidade vem provocando mudanças significativas na família no sentido de recriar as relações de gênero de modo a eliminar a violência entre pais e filhos e vice-versa. saneamento básico. As políticas públicas necessitam investir na criação de modernos e decentes espaços habitacionais para atender ao segmento longevo das classes E. segundo dados de IBGE. As classes B e A. Maior acesso aos serviços públicos de saúde com moderna tecnologia. a ausência de profissionais de formação técnica para atender essa população é sentida no despreparo e nos serviços de péssima qualidade. ultrapassou em 2013 a quantia de 200 milhões desvelando assim acentuado aumento da expectativa de vida do brasileiro. Os direitos sexuais da população longeva ainda são considerados pelos filhos e alguns profissionais. Líder do Grupo de Pesquisa SexualidadevidaUSP/CNPq. da zona rural e das áreas ribeirinhas da região norte são excluídas até dos mínimos recursos educacionais. família e gênero: o desejo tem idade? A população brasileira. campanhas de vacinação e acesso da população a redes sociais e à educação nos centros urbanos (mesmo que insipientes e com raras exceções de boa qualidade) para todas as classes sociais contribuíram para o aumento da longevidade. uma aberração. Gerontologia. Políticas Públicas e Direitos Sexuais Moderadora: Marzely Gorges Farias Maria Alves de Toledo Bruns1 Longevidade. Olvidam que o desejo tem a idade da vida. Todavia.com. por serem detentoras de poder aquisitivo e conhecimento científico. D e C. vêm se organizando e viabilizando aos seus longevos cuidados especiais. 1 Docente e Pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Educação Sexual – UNESP/Campus de Araraquara-SP e do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da FFCLRP/USP – campus de Ribeirão Preto-SP. Direitos Sexuais. É preciso dizer que as populações das periferias das grandes cidades. é de 80 a 83 anos. sociais e de saúde – consequência do processo obsoleto adotado através dos séculos pelas políticas públicas.

Outro exemplo de resistência é com relação à ampliação do número de hospitais do SUS que atendem os casos do aborto já previstos em lei. têm contribuído na divulgação/conscientização dos direitos sexuais e reprodutivos? Têm contemplado a discussão sobre a temática do aborto? Tanto uma quanto a 1 2 Psicóloga e Professora Sênior da Universidade Estadual de Londrina (UEL). por exemplo. 2014). MAGALHÃES. Especialista em Educação Sexual pela SBRASH. a portaria foi revogada. porém. liberou o aborto nesses casos. a favor da descriminalização. portanto. pergunto: a Educação Sexual e a formação de educadores sexuais.Mary Neide Damico Figueiró1 Aborto. De acordo com os direitos sexuais e reprodutivos (CREMESP. Na mesma década. por aborto clandestino. Ao concluir. o Brasil foi signatário do compromisso de rever suas leis restritivas. FORMENTI. Em 22 de maio de 2014. 2011). depois de oito dias. campus de Marília (SP). O embate nas discussões e tentativas de aprovação de novos Projetos de Lei (PL) tem sido fortemente acirrado devido à grande resistência interposta por políticos religiosos católicos e evangélicos presentes no Congresso Nacional. direitos sexuais e realidade brasileira Desde a década de 1990. o Estado tem obrigação de proteger a saúde da mulher e esta precisa ter sua autonomia respeitada em tudo que disser respeito ao seu corpo. com pouco avanço na ampliação de seus permissivos e reduzidas chances para aprovação de sua descriminalização. em várias convenções internacionais. Direito à liberdade e segurança: reconhece que as pessoas têm o direito a poder desfrutar e a controlar sua vida sexual e reprodutiva e que nenhuma mulher deverá estar sujeita a gravidez. 2008). MAYORGA. por sua atuação profissional. os dois primeiros: Direito à vida: implica que nenhuma mulher deve ser colocada sob risco ou perigo em razão de gravidez. esterilização ou abortos forçados. vale citar o caso do Projeto de Lei que aprova o aborto em casos de anencefalia. uma de 27 e outra de 32 anos (ESTADÃO. Os direitos sexuais e reprodutivos estabelecidos abrem possibilidades para a descriminalização. 2009. com muitas dificuldades. contra a descriminalização 23 . Posição Pró-escolha: a favor do direito da mulher de decidir e. portanto. 2014). mas sua limiar foi posteriormente cassada (PORTO. 2014). Mestre em Psicologia Escolar pela USP de São Paulo e Doutora em Educação pela UNESP. sinaliza que não podemos continuar de braços cruzados. Como exemplo desses embates. Para surpresa de muitos cidadãos Próescolha2. no início do segundo semestre de 2014. conseguiu-se instaurar definitivamente esta aprovação. o aborto vem sendo discutido mais incisivamente no Congresso Nacional brasileiro. sob pressão de segmentos conservadores e de deputados da base evangélica. tendo em vista que a ONU apontou (e vem apontando até o s dias de hoje) o aborto como sendo uma questão de saúde pública. Vale destacar. o Ministério da Saúde instituiu a portaria nº 415 que permite incluir o serviço de abortamento previsto em lei em todos os hospitais do SUS (LEÃO. Posição Pró-vida: a favor da vida do feto. No ano de 2004 o Ministro do STF. A morte de duas mulheres casadas e já mães. Marco Aurélio de Melo. Só no ano de 2012. (VILLAVERDE.

VILLAVERDE. Disponível em: http://www. 2014. 1 Professora Associada do Departamento de Educação da Universidade Federal de Lavras (UFLA) – MG.cremesp. "Aborto Legal" e o "Cultivo do Segredo": Dramas. Mônica Bara (Org. Manuela de Souza. 5. 30 maio. FORMENTI.). Governo recua em pagamento de aborto.br/?siteAcao=Publicacoes&acao=detalhes_capitulos& cod_capitulo=58. Manual de ética em Ginecologia e Obstetrícia: direitos sexuais e reprodutivos. Direitos Sexuais e Reprodutivos. Belo Horizonte: Autêntica. Práticas e Representações de Profissionais de Saúde. Referências CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DE SÃO PAULO CREMESP. A20. 2011. MAYORGA. Feminismo e as lutas pelo aborto legal ou por que a autonomia das mulheres incomoda tanto? In: MAIA. Direito de decidir: múltiplos olhares sobre o aborto. PORTO. ONG divulga nota de repúdio após mortes por aborto. 24/ 09 / 2014. 26 maio.PIBID/Pedagogia/UFLA Sexualidades. Palavras-chave: Aborto.br/ultimas-noticias/agenciaestado/2014/09/24/ong-divulga-nota-de-repudio-apos-mortes-por-aborto. Disponível em: http://noticias. 2209. O Estado de São Paulo. Direitos Sexuais e o PIBID como Política Pública para a formação inicial de professores e professoras me instigam a pensar rizomaticamente1. LEÃO. ESTADÃO. 24 . p. Claudia Maria Ribeiro1 Sexualidades. Silvana. Folha de Londrina.org. (Tese de Doutorado em Antropologia Social) Universidade Federal de Santa Catarina. podem contribuir com a luta pela descriminalização do aborto.uol. p. Obstáculos para o aborto legal. 141-170.com. se estiverem embasadas na perspectiva emancipatória. João. Lígia. Acesso em 18 de junho de 2011. 2014. Educação Sexual.htm. Florianópolis. Gênero e o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação a Docência . Acesso em 24 / -9 / 2014. Claúdia.outra. Feministas e Agentes Sociais no Brasil e em Portugal. MAGALHÃES. 2008. Rozeli Maria.

Gallo (2007) subsidia esse navegar pelas políticas públicas que são pertinentes ao que ele chama de Educação Maior e desafia assumir a Educação Menor. 1 Gilles Deleuze e Félix Guattari cunharam esse conceito nos anos 70. A. 1985. Refletir sobre os temas dessa mesa requer navegar entre tensões. Requer aprender com Foucault (1988. (orgs). IN: CAMARGO. a partir do compromisso de docentes da UFLA inseriu-se o PIBID Pedagogia Gênero e Sexualidade. porque ele é potencialmente infinito” (ECO. contradições e hesitações e engavetar as generalizações e as metanarrativas. Rio de Janeiro: Edições Graal. desafio a pensar nas possibilidades de atuar em processos educativos na temática de sexualidades e gênero reportando-me à metáfora do rizoma: “o rizoma. as linhas de fuga. Umberto. GALLO. p. 46.F. Referências ECO. PIBID. as resistências. 1988. De lá para cá muitas transformações ocorreram e. Cotidiano Escolar: Emergência e Invenção. E MARIGUELA. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1996. pp 21-39.Puxar alguns fios. acrescentar outros. Os saberes produzidos.47). FOUCAULT. as articulações entre temas das relações de gênero. atualmente. Assim. Uma dessas possibilidades é o PIBID. 2007. SP: Ed. Michel. 34. Sílvio. Educação. em que cada caminho pode se ligar com qualquer outro. Sexualidade. atuando nas séries iniciais da Educação Básica. tampouco saída. Obra Mil Platôs. O Programa foi criado pelo MEC/CAPES/Diretoria de Educação Básica – FNDE em 2007 para atuar em áreas prioritárias no Ensino Médio. p. Palavras-chave: Gênero. dos direitos sexuais com crianças e adolescentes constituirão o foco da apresentação. de maneira que o labirinto já não possui centro e periferia. labirinto-rede. Acontecimento e resistência: Educação Menor no cotidiano da escola. estreitamente articulados às escolhas teóricas e políticas que se assume.M. M. Pós escrito a O Nome da Rosa. inventando novas possibilidades de atuar na Educação para a Sexualidade entrelaçando e engalfinhando saberes. 105) que “lá onde há poder há resistência”. Piracicaba: Jacintha. História da Sexualidade I: a vontade de saber. 1985. 25 . na tentativa de ultrapassar os limites impostos pelo mundo e aguçar o olhar para as relações entre poder-saber-verdade. das sexualidades.

entendemos que possibilitar que a educação para a sexualidade esteja presente na formação inicial e continuada de professores/as e também nas escolas faz com que possamos problematizar e desconstruir os modelos hegemônicos e naturalizados de se compreender e viver a sexualidade – entendendo que os discursos que falam sobre a sexualidade são construções sociais. há uma multiplicidade de formas de se trabalhar com a sexualidade na escola. entendendo que. organizado os cursos de formação de professores/as com atividades à distância e presenciais. Portanto. tendo como foco os eixos temáticos: diversidades. no curso Gênero e Diversidade Sexual na Escola.que envolvem a comunidade escolar. a fim de apresentar algumas práticas que temos realizado na formação continuada – como por exemplo. incentivado os/as professores/as e licenciandos/as a incorporar essas temáticas nas suas experiências pedagógicas. a educação para a sexualidade visa problematizar os discursos naturalizados no âmbito da cultura. Partimos da pergunta: “Como podemos fomentar práticas pedagógicas na formação inicial e continuada que visem uma educação para a sexualidade?”. a produção de materiais didático-pedagógicos que subsidiam o trabalho dos/as professores/as e licenciandos.MESA REDONDA II Educação Sexual e Formação de Professores Moderadora: Vera Márcia Marques Santos Paula Regina Costa Ribeiro Potencialidades para pensar a educação para a sexualidade na formação inicial e continuada de professores/as O objetivo da palestra é apresentar algumas potencialidades que o Grupo de Pesquisa Sexualidade e Escola – GESE. tem proposto para pensar a educação para a sexualidade na formação inicial e continuada. gêneros e sexualidades.FURG. questionando as certezas e permitindo. corpos. assim. Para potencializar essas práticas. Dessa forma. o incentivo à elaboração de Projetos de Intervenção. temos fundamentado os/as professores/as e licenciandos/as com discussões teóricas. 26 . que ocorre a nível de aperfeiçoamento e extensão – como também na formação inicial na disciplina Gêneros e Sexualidades nos espaços educativos que é ministrada a todos os cursos da FURG. étnico-racial e homofóbica . uma vez que esses buscam o enfrentamento de situações-problema – tais como a violência sexista. históricas e culturais e que essa teia discursiva produz os sujeitos. dos discursos considerados “verdadeiros”. assim. da Universidade Federal do Rio Grande . únicos e legítimos. outras possibilidades de pensar a sexualidade e de compreender como nos constituímos através de relações de saber e poder. A educação para a sexualidade questiona e duvida das certezas.

Braga.Teresa Vilaça1 (Auto)Supervisão na Formação de Professores em Educação em Sexualidade em Portugal A formação contínua em educação em sexualidade pode ajudar o/a professor/a a iniciar-se no processo de (auto) supervisão da sua prática como educador/a sexual. sociais e políticos que podem limitar a ação do professor). que realizaram a formação contínua referida. Como instrumento de recolha de dados foi usada uma entrevista semiestruturada. Palavras-chave: Educação em Sexualidade. que frequentaram um curso de formação contínua orientado para a ação em educação em sexualidade. tvilaca@ie. Formação Contínua. 1 Instituto de Educação. que lecionavam entre 7º ao 12º ano de escolaridade. mas apenas cerca de metade utilizava um nível de reflexão crítico ou emancipatório (aspetos éticos. em escolas Portuguesas do norte do país. Auto-supervisão. foram analisadas as estratégias de (auto) supervisão e desenvolvimento profissional adoptadas uma amostra de conveniência de um grupo de professores/as (N= 30). no sentido de a melhorar continuamente e. Universidade do Minho.pt 27 . Os resultados desta investigação mostraram que a maior parte dos/as educadores sexuais refletiam sobre o seu trabalho a um nível técnico (situações específicas ligadas à sala de aula) e prático (os pressupostos. Assim. parece ser crucial que a formação de professores/as envolvendo o desenvolvimento deste tipo de competências tenha sessões de acompanhamento ao longo dos anos (follow-up) ou novas formações neste âmbito. Estes resultados mostram que não é suficiente um curso de formação contínua de professores/as educadores/as sexuais incluir o desenvolvimento de competências de (auto)supervisão críticas e emancipatórias para a maior parte dos/as professores/as manterem estas competências. Portugal. simultaneamente. Neste sentido. Professores. durante a implementação dos seus projetos de educação em sexualidade na comunidade escolar. Esta investigação visou analisar os níveis de reflexão desenvolvidos por docentes do 3º ciclo e ensino secundário. predisposições e valores ligados às ações). promover o seu desenvolvimento pessoal e profissional.uminho.

entre otras acciones. heteronormativo.María Eugenia Burgos1 Formación docente en Educación Sexual Integral: experiencias en un campo en construcción “Lo que sigue es una invitación a dejarnos interpelar profundamente por el pensamiento y el compromiso. patriarcal con el que aún seguimos reflexionando las sexualidades y sus múltiples expresiones.ar 2 Maffía. busca esbozar algunos aportes teóricos que nos interpelaron en este camino llevándonos a problematizar y discutir el pensamiento binario. un tema que históricamente ha sido silenciado y reservado al ámbito privado. los numerosos Talleres de Extensión que se ofrecen desde la Comisión de la Mujer para escuelas y colegios. la perspectiva de género. En 2011 nos propusimos “habilitar un espacio” crítico. Feminaria Buenos Aires –Argentina 3 Podemos mencionar el Seminario de Grado “Género y Ciencias Sociales” que se ofrece como cátedra abierta y asignatura optativa. Considero que la fisura que posibilitó la ley. desde el nivel inicial. de Humanidades. los Cursos de Sensibilización y Capacitación para la implementación No Discriminatoria de la ESI en 2009 y 2010 llevados adelante en gestión asociada con el INADI Salta. entre otras. de replanteos personales y grupales. junto a docentes. dar cuenta del recorrido transitado durante los años 2011 y 2012. para crear espacios de debate. 1 28 . cuando un grupo interdisciplinario nos comprometimos en la construcción de una propuesta formativa desde la universidad para abordar. Desde 2007. las temáticas de la Educación Sexual Integral y su enseñanza en las instituciones educativas de Salta. Por otro lado. El relato que les comparto intenta. pero sí respetuoso. SALTA – ARGENTINA.150 establece la enseñanza obligatoria de Educación Sexual en todas las escuelas.Sa trabaja sostenidamente sobre temáticas relacionadas a sexualidades. mediante el ofrecimiento de seminarios. estudiantes y otros actores sociales locales. En este marco la Universidad Nacional de Salta asumió el compromiso de estar presente en el medio local.N. Su fin último no es otro que el de la ética: la felicidad humana” 2. el Postítulo “Cuerpo y Sexualidad en la Adolescencia” de los años 2007-2008 en la Fac. tendientes a la efectiva implementación de la ESI en las escuelas de nuestra provincia. proyectos de investigación y docencia3.Facultad de Humanidades Universidad Nacional de Salta.) 2003 Sexualidades migrantes: género y transgénero. político de las instituciones escolares. los derechos. No es un discurso uniforme. Diana (comp. y lo hace a través de actividades de extensión. Edit. con la primera propuesta formativa destinada a docentes de distintos niveles educativos la U. una especialidad de posgrado. permitió ubicar en el espacio público.edu. la Especialidad de Posgrado en “Estudios de Género” dictada en la Fac. poner palabras y promover intercambios en la tarea de formación de actores sociales diversos. dicotómico. públicas y privadas del país. con el que inauguramos un diálogo de aristas conflictivas (…) que valoramos como fecundo. La sanción de la Ley Nacional N° 26. la ciudadanía. como escenario e interlocutor válido. CISEN – Centro de Investigaciones Sociales y Educativas del Norte argentino . por un lado. de Humanidades. meburgos@unsa.

saudável e responsável. matrimônio e reprodução. de manera de poder desarticular dificultades objetivas y subjetivas que los/as docentes. reproduz-se uma imagem de inadequação que. para garantir uma educação sexual adequada. mas pesquisas apontam algumas questões relacionadas a expressão dessa sexualidade: o namoro é infantilizado.para la reflexión y análisis. Por outro lado. portanto. aliada à escola em processos de esclarecimentos. há expectativas de namoro. Ana Cláudia Bortolozzi Maia1 Sexualidade e Deficiencia Intelectual O direito ao exercício pleno da sexualidade e ao acesso a educação sexual por parte de pessoas com deficiências fazem parte dos ideais de uma sociedade inclusiva. Neste sentido. como todos são. são precárias as informações sobre prevenção e. pode-se dizer que se trata de uma população vulnerável. porque as pessoas com deficiência intelectual carecem de educação sexual e esclarecimentos sobre sexualidade e. expressam comportamentos sexuais públicos e infantilizados. A deficiência é um fenômeno socialmente construído na medida em que esse conceito balisa concepções de normalidade a partir de representações sociais e históricas. a família é um importante meio socializador que poderia contribuir. reforça-se e propaga-se a ideia de que as pessoas com deficiência intelectual seriam necessariamente desajustadas em sua sexualidade. se necessário.com 29 . Há duas crenças sociais ainda vigentes sobre a sexualidade de pessoas com deficiências intelectuais: a de que essas pessoas seriam “assexuadas” ou “hiperssexuadas”. o modo como a família lida com a sexualidade de seus filhos/as com deficiência influencia também a compreensão da sexualidade no desenvolvimento humano. 1 Professora Doutora. por um lado. Além disso. expressarem e viveram sua sexualidade de modo prazeroso. campus Araraquara. Inclusão. adaptando-se os recursos didáticos. diante disso. A educação sexual é um direito e uma necessidade de todos: deve ter os mesmos objetivos e conteúdos. Ambas concepções existem. Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP. Propostas de educação sexual intencionais podem ser ajustadas de modo a contribuir para a garantia de acesso e compreensão das informações que possibilitem a esses jovens com deficiência intelectual. quando há uma deficiência envolvida. Jovens com deficiência intelectual são seres sexuais. Palavras-chave: Deficiência Intelectual. educadores/as enfrentan en el aula y la escuela al momento de abordar la enseñanza de Educación Sexual. incompatíveis com o corpo biológico em desenvolvimento. caubortolozzi@gmail. somada a desinformação social. muitas vezes. sob a supervisão de um adulto. Educação Sexual.

O domínio desse ambiente online na realização das atividades é primordial para que o processo de aprendizagem dos/as participantes sobre o conteúdo proposto ocorra de forma tranquila. webconferência. Considera-se que o Curso de Formação implementado com alunos/as e docentes da UP de Moçambique foi de extrema relevância para o desenvolvimento profissional e pessoal dos/as participantes. foram caminhos para construção de reflexões e debates sobre a sexualidade e a promoção da saúde sexual e reprodutiva. a partir de cada fórum de discussão. As evidências. dado que são raros os espaços educacionais a ela destinados. Os diálogos estabelecidos entre a equipe docente e os/as formandos/as.Professora Universidade do Estado de Santa Catarina.MESA REDONDA III Sexualidades e Saúde Moderador: Juvêncio Manuel Nota Graziela Raupp Pereira1 Promoção da saúde sexual numa perspectiva emancipatória Formar professores/as competentes na área da Sexualidade e da Educação Sexual é uma realidade urgente nas Instituições de Ensino Superior/IES. O curso intitulado “Educação Sexual Sem Fronteiras: questões e fatos contemporâneos” foi realizado na Universidade Pedagógica de Moçambique. a formação inicial e continuada em Sexualidade e Educação Sexual é de extrema importância. de outubro a dezembro de 2013. Essa formação em sexualidade foi uma experiência enriquecedora para a compreensão da realidade cultural e das dificuldades no desenvolvimento da educação sexual vivenciada em Moçambique. respeitando aspectos 1 Doutora e pós-doutora em Educação.br 30 . na modalidade a distância. A análise dos resultados do curso teve por base uma metodologia qualitativa e quantitativa. Não obstante algumas dificuldades tecnológicas e na expressão escrita em Língua Portuguesa. destacam-se também a elevada participação e motivação para a aprendizagem e discussão dos vários temas do Curso de Formação. graziela. ressaltou a importância do cuidado no tratamento dessa temática. chat. Dessa forma. Além disso. por exemplo. na busca de uma educação sexual emancipatória. da mudança de concepções e do questionamento de estereótipos sobre a sexualidade aparecem essencialmente nas discussões nos fóruns e nos elementos de avaliação que os/as formandos/as produziram. hangout ou outra forma de comunicação. numa perspectiva emancipatória.pereira@uadesc. Este estudo é o resultado de um projeto de Pós-doutorado que teve por finalidade o desenvolvimento e a realização de um curso de formação inicial e continuada de professores/as em Sexualidade e Educação Sexual intencional.

incitando-os/as a pensar criticamente sobre ela e sobre sua prática educativa. como Direitos Humanos Universais. A perspectiva masculina nas escolhas entre mulheres e queixa masculina acerca das mulheres. Brasil. Existe atualmente uma exigência externa ao sujeito que o coloca em conflito em relação à sua autoimagem e o levam a questões sobre si e os outros. distúrbios de ereção. do próprio homem e de quem o cerca. O processo de simbolização masculino esbarra com sentimentos e experiências afetivas indizíveis em virtude da falta do exercício de falar sobre emoções e sentimentos a educação masculina parecem exigir do homem mais ações e pouco diálogo. confrontadas com a sexualidade. Ao mesmo tempo em que existem o desejo e o apelo afetivo que impulsiona o homem à mudança psicológica existem às exigências de uma expressão e vivência da masculinidade arcaica. A dificuldade do homem em fazer escolhas em que pese o seu desejo e manutenção das relações em virtude dos bens. numa perspectiva emancipatória e a garantia dos Direitos Sexuais. parceiras românticas e no ambiente de trabalho. de forma a elucidar as suas interrogações. proporcionando ambientes de reflexão e debate aos/as alunos/as e professores/as sobre a sexualidade camuflada nos currículos educativos. Questões sobre a educação masculina geram conflitos ao mesmo tempo em que se quer o homem sensível às aos sentimentos da mulher. tendo em vista à construção de um processo sistemático e de uma intervenção qualitativa. professor da Universidade do Estado de Santa Catarina e da Faculdade Municipal de Palhoça-SC. 1 31 . Jaime Bezerra do Monte1 Reflexões sobre o desenvolvimento da sexualidade masculina O presente trabalho resultado do estudo de casos clínicos dos atendimentos psicológicos realizados com homens heterossexuais. Palavras-chave: Tecnologias de Informação e Comunicação. A priorização das necessidades femininas leva a um minimalismo do desejo e sentimento do homem. mestre em Psicologia. buscando o acesso ao conhecimento científico em sexualidade e educação sexual intencional. Sexualidade. ao mesmo tempo. família e filhos exigem-se do homem a austeridade de do homem dos séculos XIX e XX. Formação de Professores/as.culturais. Os/as cursistas e professores/as assentam na premissa de que a Sexualidade e a Educação Sexual intencional emancipatória é fundamental dentro dos currículos de Ensino Superior. Educação Sexual Emancipatória. e. que ocasiona distúrbios de ordem sexual como: ejaculação precoce. No atual contexto os poucos estudo acerca dos homens Psicólogo. O estudo evidencia a relação entre o sintoma psicossomático e o desenvolvimento da masculinidade a partir das teorias de Carl Gustav Jung. doutor em Educação. Outro aspecto discutido é a relação do homem com a mulher: mãe.

Falas de mulheres também sustentam ser este um direito do homem. Projetos de extensão e pesquisa revelam falas de homens que acreditam nessa crença. nesse caso. Para os homens. inseridos na sociedade patriarcal. Doutoranda pela Escola de Enfermagem da Universidade Federal da Bahia (EEUFBA). não é diferente: apesar de referi sofrimento e raiva do pai (padastro) quando bate em sua mãe. Muitas. aprendemos. as mulheres estabelecem relações conjugais permeadas pela violência. a partir de suas experiências enquanto extensionista e pesquisadora na Universidade Federal da Bahia. muitas vezes também forçado. exitações. Para essa abordagem. Sexualidade. Violência contra a Mulher e Saúde”. Sa˙de e Qualidade de Vida e do Grupo de Estudos sobre Sa˙de da Mulher (GEM) da EEUFBA. Essa compreensão é fundamental para dá visibilidade para a violência sexual na esfera da conjugalidade. A docente discute “Gênero. desejos ou mesmo in-desejos. A categoria gênero nos permite compreender que a violência é intergeracional. não falam ao outro sobre suas preferências. se submetendo a vontade do outro. Chama atenção que cada vez mais cedo.dificultam a visibilidade das mudanças masculinas e dos conflitos emergentes relacionados ao atual contexto histórico. psicológica. naturalizam tal comportamento e se submetem ao mesmo modelo de relação familiar. embora poucas mulheres se reconheçam em situação de violência. 1 Professora Assistente da Universidade Federal do Vale do S„o Francisco (UNIVASF). Todavia. Daí a importância de espaços como este a fim de despertar para a interface entre “Gênero. É muito comum nos discursos femininos queixas de relações sexuais forçadas. Salvador (BA). Nadirlene Pereira Gomes1 Gênero. Brasil. as mulheres aprendem a esconder suas fantasias. Equivocamente limitada a relações sexuais. por presenciarem a violência conjugal entre os pais. patrimonial e sexual que desencadeiam sofrimento físico e mental. Petrolina (PE). inclusive “na cama”. das emoções. Nascemos. Sexualidade e Violência contra a Mulher Sob a ótica da desigualdade de gênero e sua influência sobre a sexualidade. Integrante do Grupo de Pesquisa: ViolÍncia. ao sexo sem vontade. moral. Mesmo grávidas. é preciso resgatar a desigualdade de gênero no que tange a sexualidade feminina e masculina e também a diferença entre esse termo e sexo. Muitas são as histórias de violência física. do toque. de modo que não exploraram seu corpo. Necessário se faz ações extensionista para dá visibilidade a violência sexual dentro das uniões estáveis. com ênfase para a violência sexual no âmbito da conjugalidade. Brasil 32 . as mulheres vivenciam violência. a sexualidade se expressa através dos sentimentos. Ao longo da vida. internalizamos e reproduzimos que é dever da mulher servir ao homem. busca-se discutir a construção social da violência contra a mulher. Sexualidade e Violência contra a Mulher” no contexto da saúde. os homens também violentam suas esposas quando adultos. homens e mulheres experimentam a sexualidade de forma bastante distinta.

Palavras-chave: Gênero. José Baptista de Mello Neto1 A Felicidade como Fato(r) Gerador de Saúde Iremos abordar como os motivos. Mostraremos qual o maior mal na saúde. Violência Contra a Mulher. 33 . membro do Núcleo de Cidadania de Direitos Humanos da UFPB. da afirmação da cidadania e a positivação de direitos. A saúde como consequência do respeito. Saúde. Sexualidade. atos e fatos que nos trazem felicidade. uma causa direta da negação e/ou invisibilização das quais pessoas LGBT: a depressão. Coordenador-Geral do Comitê Paraibano de Educação em Direitos Humanos. e do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Gênero e Direito. do reconhecimento identitário.Rede de Educação em Direitos Humanos – REDH-Brasil. do Grupo de Pesquisa em Cidadania e Direitos Humanos (pesquisador). Naturalmente mostraremos como essas questões nos eleva a auto-estima e repercute diretamente em nossa saúde. na Linha de pesquisa em Educação e Cultura em Direitos Humanos. repercutem diretamente em nossa saúde. da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil – Secção Paraíba. da Equipe Nacional de Docentes do Projeto “Capacitação de Educadores da Rede Básica de Ensino em Educação em Direitos Humanos” . 1 Professor das Universidades Estadual e Federal da Paraíba.

ou encontros totalmente online. Iniciamos o Projeto WebEducaçãoSexual em fevereiro de 2013 e atualmente estamos realizando a sua quarta etapa. Por meio de ferramentas gratuitas e acessíveis do Google. fica uma equipa de apoio do Projeto. As pessoas interessadas em participar e receber a certificação. quem tiver interesse. pode receber uma certificação de 12 horas. Objetivando motivar a participação docente. Com esse Projeto tivemos por objetivo organizar e formalizar uma rede de parcerias com pessoas que estudam e investigam questões relativas à sexualidade. bem como às demais pessoas interessadas nessas questões. relações de gênero e diversidade sexual. Cada webinar tem a duração de uma hora e trinta minutos e é transmitida em tempo real pelo YouTube. organizamos mensalmente as webinares. contribuindo significativamente para a sua formação em ES. As webinares são gravadas e disponibilizadas no site do Projeto (www. Temos conseguido a parceria de pessoas renomadas e estudiosas nas áreas temáticas em que o Projeto se enquadra e que em muito têm contribuído para que o 1 Professora. dinamizando o diálogo com as pessoas participantes e repassando as suas questões ou comentários aos palestrantes que se encontram na sala do Hangout. Nesse canal. como o Hangout. com o intuito de levar esses estudos e investigações aos professores e professoras que estão atuando na escola.com 34 . Mídias e Tecnologias Moderadora: Gabriela Maria Dutra de Carvalho Dhilma Lucy de Freitas1 Projeto WebEducaçãoSexual: contribuindo para a formação contínua em Educação Sexual mediada pelas TDIC O Projeto WebEducaçãoSexual foi organizado com o objetivo de criar espaços permanentes de formação contínua em educação sexual (ES). mesmo que não possam estar presentes em tempo real. Estudos realizados em vários países vêm apontando a falta de formação adequada. Esses encontros são gratuitos e abertos para todas as pessoas interessadas. como uma das grandes responsáveis pelos entraves ainda existentes para a realização formal da ES em âmbito escolar. dhilmalf@gmail. doutoranda em TIC e Educação no Instituto de Educação da Universidade de Lisboa – IEUL. Para alcançar esse fim. Para obtê-la basta que preencha um formulário de avaliação disponibilizado ao final de cada webinar.webeducacaosexual. educação sexual. as tecnologias disponíveis na rede têm sido um considerável contributo.MESA REDONDA IV Sexualidades.com). basta aceder às gravações. Entendemos que a abertura desses espaços possibilita a promoção de trocas de conhecimentos e de diálogo com e entre docentes. seja ela inicial ou contínua.

Formação contínua. excessivamente. Universidade de Aveiro – Centro de Investigação Didática e Tecnologia na Formação de Formadores. nem ajuda a transformar os seus rituais de (des)humanidade. acolhe em si os mais diversos atos de violência de género (assédio. Filomena Teixeira1 O sexo e a cidade: publicidade no espaço público A publicidade é presença constante na cidade. elegantes e sorridentes em constante apelo sexual. mupis e montras na cidade de Coimbra entre os anos de 2005 e 2013. 2006). no que se refere às suas contribuições à formação não formal em ES e áreas afins. assim. stalking. formas de ritualização das relações sociais que naturalizam a subordinação e a dominação baseadas no género. Constituem. Olhar a realidade. não permite compreendêla nas suas diversas camadas de significação. 35 . O recurso a estereótipos sexuais e de género procura capturar olhares investidos de desejos que não se esgotam no impulso do consumo. Na atualidade. apesar da publicidade ainda veicular clichés sexuais relativos à divisão de papéis e atitudes. Palavras-chave: Educação Sexual. científico e democrático do Projeto WebEducaçãoSexual. fingindo que as imagens publicitárias nada dizem para além da sua superfície. um dos pressupostos em que assenta este projeto de formação com recurso às Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC). em que o corpus foi constituído por anúncios publicitários impressos em revistas e expostos em outdoors. 1 Instituto Politécnico de Coimbra – Escola Superior de Educação.mesmo alcance níveis cada vez maiores de participantes e de feedback positivos. Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação. Para começar a olhar com “olhos de ver” precisamos de nos questionar por que razão o espaço urbano que orgulhosamente exibe os painéis publicitários com imagens de mulheres sensuais. Com frequência os anúncios publicitários tornam o corpo palco de encenações que apelam ao sexo e à identificação com determinados modelos de feminilidade e de masculinidade. Desta forma. qualquer situação da vida quotidiana (Descarriés. a tendência dominante é a de construir explicitamente o corpo das mulheres como objeto de prazer oferecido a todos os olhares e de sexualizar. Entendemos que colocar os professores e professoras como protagonistas ou personagens principais do discurso e da prática da ES intencional nos espaços escolares. prostituição. salienta o valor profissional. antes se prolongam nas interações sociais. Projeto WebEducaçãoSexual. tráfico humano. abuso sexual. Nesta comunicação são apresentados resultados de um estudo realizado no âmbito do projeto de investigação “Sexualidade e género do discurso dos media”. As suas representações visuais são meticulosamente selecionadas recorrendo a estereótipos espelhados em práticas socioculturais. homicídios) e homofobia.

esses anúncios corporificam um modo particular de produzir identidades. Os resultados evidenciam uma elevada feminização das ofertas de serviços sexuais. . Centro de Aconselhamento e Orientação de Jovens da FPCCS.com 36 .compreenderemos melhor a relevância e pertinência de educar. soniademelo@gmail.thos. Líder do Grupo de Pesquisa EDUSEX Formação de Educadores e Educação Sexual CNPq/UDESC. Género. Docente do Departamento de Pedagogia e do Programa de Pós-Graduação em Educação/PPGE/UDESC. expresso na metodologia da pesquisa-ação. Universidade do Estado de Santa Catarina. reflete um momento atual da caminhada de quase 30 anos de estudos do Grupo de Pesquisa EUSEX Formação de Educadores e Educação 1 Centro de Investigação Didática e Tecnologia na Formação de Formadores da Universidade de Aveiro. visa mapear os modos de enunciação e as estratégias de persuasão que caracterizam os anúncios de sexo na imprensa diária. O corpus de análise foi constituído pelos anúncios publicados durante um mês num jornal nacional e num periódico local.Media. Recorreu-se ao conceito de ethos proposto por Maingueneau no quadro da sua teoria de análise do discurso. Espaço Público. interrogando o seu lugar nas redes de sentido que fazem o género. Ao apelarem para práticas de comércio sexual encenadas como positivas. Mestre e Doutora em Educação. o uso de linguagem verbal e figurativa aludindo a valores e práticas do mundo da pornografia e o recurso a estereótipos sexistas que reforçam a desigualdade de género. Publicidade. tendo-se utilizado o software WebQDA no processo de categorização e codificação. Fernando Moreira Marques1 O sexo anunciado: ofertas sexuais nos media Os media são cada vez mais permeáveis a discursos que põem em jogo processos de pornografização do espaço público. de natureza qualitativa. para a igualdade nas relações amorosas e de género. Pornografização. desde cedo. Sonia Maria Martins de Melo2 EDUSEX COMUNICA: produção de videoaulas como contribuição à democratização na socialização do conhecimento produzido em pesquisas sobre educação e sexualidade Pesquisa realizada na perspectiva do método dialético. Palavras-chave: Sexualidade. Género. O estudo que se apresenta.. 2 Pedagoga. Palavras-chave: Sexo. relaxantes e plenas de prazer. Exemplo disso são os anúncios de ofertas sexuais publicados na imprensa diária. o predomínio de cenas de objetificação das mulheres associadas aos imaginários sexuais da masculinidade.

com as pessoas num mundo com história e cultura produzidas nas relações sociais estabelecidas e no embate com a natureza. Várias pesquisas têm sido feitas sobre esta temática.sempre sexuada-. os resultados das produções de grupos de pesquisa não tem chegado com a rapidez necessária ao cotidiano das organizações educativas para subsidiar os processos formativos regulares e continuados de professores e professoras. Práticas Educomunicativas. estão hoje potencializados pelo uso intencional de várias ferramentas midiáticas. educação sexual. seguido de um levantamento de pesquisas contemporâneas sobre educação sexual produzidas por grupos de pesquisa do Brasil e de Portugal. Palavras-chave: Educação Sexual Emancipatória.bem como com docentes oriundas do cotidiano escolar. é baseado num rigoroso estudo sobre as interfaces entre as categorias formação de educadores.Sexual CNPq/UDESC – atuando integradamente com pesquisa. Nessas relações de produção da vida material e simbólica estão também presentes lutas de poder e dominação. Produto final é gravado em DVD para a série EDUSEX COMUNICA. sexuada. Todo o trabalho de produção é realizado coletivamente. sempre sexuado. Esses processos de educação. está sendo desenvolvida e produzida uma série de videoaulas denominada EDUSEXCOMUNICA. 37 . professor reflexivo. a ser distribuída para os sistemas educativos formais e não formais. compreendido como estimulador da formação de uma capacidade crítica e reflexiva do ser humano. Busca contribuir na sensibilização sobre ser a existência humana plena.videoaulas e práticas educomunicativas. ensino e extensão em processos de formação de educadores e educadoras .. com a participação do autor de pesquisa selecionada. no mundo. Videoaulas.na perspectiva de uma educação sexual intencional pautada em um paradigma emancipatório. mas apesar das várias ferramentas midiáticas disponíveis. tecnologias. potencialmente repressores ou emancipatórios. Professor Reflexivo. Processo pautado em trabalho coletivo com estudantes de graduação e pós-graduação.Para ampliara socialização e a democratização dos resultados de produções contemporâneas de grupos de pesquisa sobre educação sexual emancipatória. com análise de conteúdo dos resumos coletados. Formação de Profissionais da Educação. dentre eles selecionadas as pesquisas foco das videoaulas. sobre si e sobre o outro.

por crianças e adolescentes. inclusive para as relações afetivo-sexuais na vida adulta. o mais crucial dos conceitos psicanalíticos. Vitima crianças e adolescentes nos mais diferentes espaços sociais.Campus de Francisco Beltrão. sociológicos e psicológicos" e "Infância. a mais perversa primeira impressão sexual que pode viver uma criança. É líder do Grupo de Estudos e Pesquisas "Educação e Sociedade" (GEDUS). prejudiciais para seu desenvolvimento. giseligagliotto@ig. que apresenta maiores índices e submete a vítima por um longo período. Na violência intrafamiliar. Para compreender como o trauma da violência sexual. Em 1938. se inscreve em sua estrutura psíquica. A violência sexual extrafamiliar aparece em níveis menos elevados e normalmente acontece só uma vez. No campo psicanalítico. no qual coordena as linhas de pesquisas intituladas "Práticas Político-Educacionais: aspectos filosóficos.MESA REDONDA V Diversidade Sexual e Inclusão Moderadora: Paulino de Jesus Cardoso Isabel Chagas A inovação e a mudança numa comunidade de prática em educação sexual Gisele Monteiro Gagliotto1 Dinâmicas e consequências da violência sexual contra crianças e adolescentes: contribuições psicanalíticas.br 1 38 . faz-se necessária uma introdução ao complexo de Édipo. pode acarretar sérias consequências físicas e psicológicas. Professora adjunta da Universidade Estadual do Oeste do Paraná .com. A vivência dessa violência. também na formulação do Complexo de Édipo e da Sexualidade Infantil. o fenômeno da violência sexual ocupa um lugar de preocupação nas construções freudianas que conduziram à passagem da Teoria da Sedução para a Teoria da Fantasia. Sexualidade e Literatura". constata-se uma dinâmica característica que identifica essa família incestogênica. Freud advertiu que as primeiras impressões sexuais de uma criança deixam marcas definitivas em sua vida. A dinâmica da violência sexual contra crianças e adolescentes assume diferentes características. Doutora em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). tanto intrafamiliar quanto extrafamiliar.Unioeste .Freud descobriu a sexualidade infantil e com isso admitiu a criança como um ser desejante que.

Alguns autores ao tratarem sobre o trauma destacam que existem vítimas resilientes capazes de superar situações traumáticas. Abrimos ainda uma nova linha de investigação . não se sabe se a violência sexual acarreta para todas as crianças e/ou adolescentes marcas tão profundas. fica feliz ao desejar obter prazer. e compreender a influência destas construções nos seus percursos desenvolvimentais. uma tese de doutorado.na fase edipiana. no âmbito das quais foram concluídos um projeto de pós doc. A violência na Praxe/Trote). Portugal. As atitudes dos profissionais face a vários aspectos da sexualidade e da violência <sexualidade infantil. O presente estudo tratadas dinâmicas e consequências da violência sexual apresentando aspectos da teoria psicanalítica que contribuem para a compreensão de tal fenômeno. que estão sendo realizados em parceria com universidades e investigadores/as nacionais e internacionais. desenvolvendo comportamentos adaptativos e adequados. educação. 35 dissertações de mestrado e cerca de 30 trabalhos de conclusão de curso. ao mesmo tempo em que esse sentimento lhe assusta. Portugal Criado informalmente em 1997 por nós. O critério sexual da escolha do parceiro sexual. pois ela o teme como um perigo. o Observatório da Sexualidade tem como missão estudar e monitorizar informação sobre sexualidade e género. Realizamos os primeiros estudos de âmbito nacional em Portugal sobre vários temas (eg. A violência nas relações ocasionais. O perigo reside na possibilidade de realmente viver esse prazer que nunca deveria ser permitido pelos pais. Portugal. na velhice e abuso sexual>. as dinâmicas e os contextos da vitimização sexual de forma a poder sugerir programas de intervenção e prevenção. 39 . sendo objetivo da mesma analisar o processo pela qual as vítimas indiretas constroem as suas representações da violência sexual de que foram testemunhas. No que se refere ao segundo grande projeto (violência sexual). Os pais que não permitem tal transgressão inserem a criança na Lei do interdito do incesto. Marisalva Fernandes Fávero1 Violência sexual .pt Universitário da Maia.No entanto. distribuídos em dois projetos-mãe: Sexualidade e Ciclo Vital e Quando a face da violência é o sexo. Nesta comunicação serão apresentados os dados destes estudos. nos dedicamos a compreender os/as seus/suas intervenientes. mfavero@ismai.A experiência do Observatório da Sexualidade do ISMAI. autora desta comunicação e estando atualmente formalmente vinculado ao Instituto Universitário da Maia. Acolhe nas suas investigações alunos/as dos vários ciclos de estudos. diversidade sexual e violência sexual. Verificamos que 1 Observatório da Sexualidade/UNIDEP/Instituto CIJE/Universidade do Porto.a vitimização indireta da violência sexual contra crianças e adolescentes. As relações ocasionais dos adolescentes <Ficar/Curtir>.

Por essa razão. o objetivo desta comunicação é problematizar as experiências escolares dos mesmos. 7071). Sexualidade.9% sofreram coerção sexual e 1. Práticas escolares como uniformes diferentes para meninas e meninos. Pesquisadora vinculada ao Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Vítima Direta e Indireta. p.8% de pessoas adultas foram agredidas sexualmente por profissionais no âmbito de consultas e/ou prestação de serviços profissionais. tinham poucos/as amigos/as e evitavam participar de atividades coletivas. ao tomar a forma de uma operação reguladora do poder (BUTLER. uma vez que naturaliza o caso hegemônico. etc. Simone Nunes Ávila1 “Eu queria ser bom!” .Refletindo sobre as experiências escolares de transhomens É na escola que percebemos que somos “diferentes”.7% sofreram violência sexual na infância ou adolescência. reduz as possibilidades de pensar em sua mudança. por parte de colegas. 40 .9% forçaram algum tipo de comportamento sexual e 17. com idades entre 18 e 50 anos.6% em contexto de bullying na escola. majoritariamente brancos. 2006. analisando suas estratégias de resistências no ambiente escolar. na qual participaram trinta e três transhomens.9% provocaram este tipo de coerção. professores/as e dirigentes e acabam por abandonar a escola. muitas vezes de uma forma muito violenta” (MISKOLCI. 17. mais especificamente as transmasculinidades. Palavras-chave: Violência Sexual. Por outro lado. 38). travestis e mulheres trans sofrem inúmeras violências. banheiros masculinos e femininos.5% dos jovens foram vítimas de violência nas relações sem compromisso. tanto verbais quanto físicas. A partir de uma pesquisa multimétodos sobre a emergências de “novas” identidades trans. p. 1. divisão entre meninos e meninas nas filas. das quais 49% intrafamiliar. diga-se “heterossexual”. pertencentes às classes alta e média e moradores de regiões urbanas do sudeste e sul do país. A distinção binária homem e mulher como forma exclusiva presente na escola. 2. e que as consequências da violência sexual na infância e adolescência para as vítimas indiretas podem apresentar dinâmicas muito semelhantes às observadas em vítimas diretas. A pesquisa apontou que eles eram mais “fechados”. ainda se fazem presentes em muitas escolas hoje em dia e ensinam de modo nem tão explícito. uma 1 Doutora em Ciências Humanas. o que é ser “normal” e como você tem de ser ou se comportar para ser aceito/a socialmente. 6. Prevenção. e na sociedade ocidental em geral. no Brasil contemporâneo. 2012. “é no ambiente escolar que os ideais coletivos sobre como deveríamos ser começam a aparecer como demandas e até mesmo como imposições.. no contexto de violência no namoro.

forma que encontraram para serem tratados com mais respeito e talvez para serem aceitos foi se destacarem intelectualmente. 41 . Escola. Gênero. pois vários interlocutores afirmaram que foram excelentes alunos. Transhomem. Palavras-chave: Transexualidades.

Desta forma. A pedagogia dos manuais médicos configurou-se/configura-se como um trabalho meticuloso e detalhado. “elas são moldadas pelas redes de poder de uma sociedade” (Louro. Ela opera formas de proceder. Saúde e Sexualidade (GPENCEX).com.MESA REDONDA VI Sexualidades e Gênero Moderadora: Graziela Raupp Pereira Jackson Ronie Sá da Silva1 Gênero. de convencer. convencer e propagar as verdades sobre a naturalidade e licitude da heterossexualidade e a promoção estratégica do silenciamento das “sexualidades subordinadas” (Bento. livros de conteúdos biomédicos. visando uma naturalização eficiente. p. p. de inculcar e nomear. Explicitou-se sobre as construções socioculturais que marcam os sujeitos a partir da ideia de dispositivo da sexualidade e da noção de “pedagogia dos manuais médicos” (Sá-Silva. Acrescenta-se também a capacidade de produzirem efeitos de verdade sobre a já cristalizada noção da sexualidade heterossexual como parâmetro de normalidade.br 1 42 .11). de ensinar. Sexualidade e Educação Sexual: desconstruindo a "pedagogia dos manuais médicos Esta palestra apresentou uma problematização sobre os temas Gênero. jacksonronie@ig. todavia. Diluídas entre os objetivos marcadamente biologizantes estavam/estão as intenções de ensinar. pais. etc. duradoura e de ressonâncias indescritíveis – não é difícil percebermos na atualidade suas operações. psicológicos e educacionais são instrumentos que veiculam informações sobre a sexualidade. 2012) e suas influências na educação sexual. 1999. agora com o status de “Educação Sexual”. 2008). principalmente em artefatos culturais do tipo livros didáticos e paradidáticos. de conduzir.32). As identidades sexuais e de gênero são. Sexualidade e Educação Sexual. Doutor em Educação pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS – RS). construídas e definidas por relações sociais. Professor Adjunto do Departamento de Química e Biologia da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA). como a homossexualidade. exercitam cotidianamente essas pedagogias” (Furlani. A pedagogia dos manuais médicos estimulou o lançamento de inúmeras produções (e continua estimulando). Coordenador do Grupo de Pesquisa Ensino de Ciências. 1999. p. Em vários espaços “é exercida uma pedagogia da sexualidade” (Louro. para serem utilizadas por educadores/as.31) e instituições sociais como “a medicina e outras tantas. 2005. Através de processos culturais definimos o que é ou não natural.

Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS. tradicionalista que associa a Mestre em Educação/Ensino de Biologia pela Universidade Pedagógica de Moçambique (UP).L. 1999. G. a noção de igualdade de género como tema transversal reflectida nos manuais escolares tem como preocupação única de garantir um equilíbrio imagenético entre mulher e homem e/ou rapaz e rapariga ao mesmo tempo em que o discurso proferido em torno dessas imagens é profundamente preconceituoso e dogmático. “Homossexuais são. J.R. reproduzem e veiculam um discurso mais ortodoxo. Os resultados apontam para um desalinhamento. Os discursos proferidos ao nível macrocurricular no dominio do gender mainstraming.Referências BENTO. O corpo educado: pedagogias da sexualidade. O bicho vai pegar! Um olhar pós-estruturalista à Educação Sexual a partir de livros paradidáticos infantis. através dos discursos proferidos sobre o masculino e o feminino e imagens veiculadas nos materiais/ instrumentos educativos (livros escolares o aluno). Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS. Porto Alegre. B. São Paulo: Brasiliense. SÁ-SILVA.com 1 43 . da emancipação e empoderamento da mulher dissocia-se daquele encontrado nos manuais escolares. Ademais..”: revisitando livros de medicina. psicologia e educação a partir da perspectiva queer. enquanto estratégia de promoção da igualdade de gênero e sua materialização na esfera curricular a nível macro e microcurricular. J. São Leopoldo. 2005. 2008. Juvêncio Manuel Nota1 A resposta da Educação ao gender mainstreaming e as representações imagenéticas e discursivas de gênero nos manuais escolares do Ensino Básico em Moçambique: continuidades e rupturas Com esta comunicação pretende-se discutir as interfaces teórico-práticas entre a resposta do sector da educação em Moçambique ao gender mainstreaming. jnota@hotmail. quanto aos objectivos. O que é transexualidade. Coordenador do Núcleo de Estudos de Género e Sexualidade no Centro de Estudos de Politicas Educativas (CEPE) da UP. Tese (Doutorado em Educação). 2012. estes elaboram. Professor na mesma Universidade. nos diferentes instrumentos político-educativos e nos livros do ensino básico no domínio de género.. FURLANI. Rio Grande do Sul. LOURO. Tese (Doutorado em Educação). Belo Horizonte: Autêntica.

figura feminina a um mundo rural e doméstico. Dentre os eventos pré-copa. Representações Imagenéticas. Palavras chave: Copa do Mundo: Turismo Sexual. a uma sociedade/papéis mais liberais. na perspectiva das relações de gênero. com imagens de mulheres em poses eróticas. Mídias. Gender Mainstreaming. A tese defendida neste ponto é a de que ainda não existe em Moçambique um projecto político-pedagógico consistente que atenta para a prevenção e luta contra todas as formas de preconceito e descriminação baseada no género nos espaços educativos. 44 . problematizadora dos conceitos e preconceitos presentes em nosso quotidiano relativos ao género. Palavras-chave: Gênero. etnia e geração nos usos de imagens femininas nas mídias. 1 Professora do Centro mfaveri@terra. com o título Welcome to Floripa. Observo distinções de classe. Setores ligados ao turismo e a imprensa deram destaques especiais para o evento. uma espécie de guia turístico da cidade. Políticas de Gênero. o jornal Diário Catarinense distribuiu um Suplemento Especial. e estampava na capa a publicidade do Bocarra Club. Relações de Gênero. as ressonâncias desta publicação em leitores e leitoras. atrás somente do sorteio das chaves do Mundial. na expectativa de revigorar o turismo internacional e mostrar o potencial acolhedor do Estado de Santa Catarina. A noção de equidade de género não esta associada a uma educação emancipatória. Manuais Escolares. estiveram em Florianópolis todos os técnicos das seleções classificadas para a Copa do Mundo. este é o segundo em importância. uma casa noturna da cidade.com. associando-a ao turismo sexual. o homem é associado a força física. Marlene de Fáveri1 “Welcome to Floripa” – corpos e turismo sexual: abordagens de gênero Entre os dias 18 e 20 de fevereiro de 2014. No primeiro dia do evento.br de Ciências Humanas e da Educação – FAED/UDESC. e aproximados 160 jornalistas do Brasil. que atraiu também 120 profissionais de imprensa do mundo todo. cartas trocadas entre um órgão público e esta mídia. evidenciando apologia ao turismo sexual. Analiso os impactos midiáticos dessa representação de imagens femininas oferecidas como objeto de desejo. e a oferta de atrativos sexualizados como prática de divulgação/consumo no Tempo Presente.

formas muitas vezes veladas de torturas e mal tratos. Violência. O Brasil. namorado/ex-namorado.Célia Regina Rossi1 Mulheres na contemporaneidade Esta conferência tem por objetivo trazer alguns apontamentos para que possamos fazer algumas reflexões. com relação ao trabalho. do Departamento de Educação . dos quais podem concretamente se expressar como violência mediática. Não só no Brasil assistimos barbáries contra as mulheres. As legislações não contemplam medidas específicas para a proteção das mulheres em situação de violência baseada em gênero.. desenvolvidos ou não.unesp. reconhecendo que estás práticas de violência constituem violação aos direitos humanos. arte. etc. Alguns esforços já estão ocorrendo. economia. Políticas Públicas. obstétrica. laboral e doméstica. 1 Contemporaneidade. pesquisas. que constitui a primeira experiência de monitoramento e implementação de uma lei. mas em muitos países. Abuso Sexual. Vários são os países que não tem uma legislação que prevê formas de violência. Os homicídios em contexto de violência doméstica representam o maior percentual do total de homicídios que acontecem com as mulheres. trazendo a estas. política. Ainda as legislações são precárias no atendimento à mulher na contemporaneidade. É verdade que a mulher vem ocupando um espaço cada vez maior na sociedade contemporânea. com uma porcentagem altíssima de mulheres mortas em contexto de violência doméstica. Profa. A criação de observatórios em várias partes do mundo. mas ainda há muita violência. A maioria delas são expostas às situações constrangedoras e mantém-se sob a reges do machismo que ainda fundamenta a sociedade atual. preconceito. companheiro/ex-companheiro. educação. O femicídio é muito alto na maior parte dos países. possuí o Observatório da Lei Maria da Penha. que reúnem representantes do governo e da sociedade civil envolvidos no monitoramento das ações governamentais. Palavras-chave: Mulheres.Rio Claro/SP celiarr@rc.UNESP . saúde. sobre a situação das mulheres no mundo contemporâneo. submissão e escravidão para com as mulheres. baixa remuneração. Dra.br 45 . institucional. Em mais de 65% dos casos o agressor é o marido/ex-marido.

COMUNICAÇÕES ORAIS 46 .

O governo de si e dos outros. utilizadas na análise da ternura como campo colonizado pela dinâmica de poder capitalista contemporânea e como isso influencia a relação entre o eu e o outro.SEXUALIDADES. Palavras-chave: Corpo. G. O método dialético de análise nos oferece as condições de captar o corpo como ponto de confluência da produção da subjetividade e dos investimentos educacionais. Michel. Processos de Subjetivação. A Hermenêutica do sujeito.com. população. gregorycinto@yahoo. Bolsista CAPES. 1 47 . território. Michel. 3 Professor assistente Doutor – UNESP – Campus Rio de Claro. Os procedimentos operacionais da análise selecionam aspectos do processo educacional e observam aquilo que se submete e rompe diante do funcionamento de poder. 2004. Mestre em Educação Escolar – UNESP – “Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – Campus de Araraquara. Referências bibliográficas FOUCAULT. FOUCAULT. 1998. Escola. FOUCAULT. Itman Monteiro2 Romualdo Dias3 Apresentamos os resultados parciais de nosso estudo sobre as relações entre os processos educacionais e os processos de subjetivação. São Paulo: Martins Fontes. Segurança. FOUCAULT. 2008. RESTREPO. Petrópolis: Vozes. Luis Carlos. São Paulo: Martins Fontes. Michel. Nascimento da Biopolítica.br 2 Professora assistente Doutora – UNESP – Campus de Araraquara. POLÍTICAS PÚBLICAS E DIREITOS SEXUAIS Corpo e a escola: a ternura como um entre colonizado Gregory de J. A base dos nossos estudos são as categorias de “Biopoder” e “Biopolítica” de Michel Foucault. 2008. O direito à ternura. 2010. São Paulo: Martins Fontes. Michel. Nosso objeto de estudo é o corpo implicado no contexto escolar. Cinto1 Sueli A. São Paulo: Martins Fontes.

figueiro@onda. a Organização Mundial de Saúde e o Ministério da Saúde.Brasil. Doutoranda em Educação e Docente na Universidade do Estado de Santa Catarina – Florianópolis .Brasil.200 participantes. existem métodos contraceptivos. acusatória: "Existem métodos anticoncepcionais. porque se desconhece os índices de falhas dos métodos contraceptivos. Doutora em Educação e Docente na Universidade do Estado de Santa Catarina – Florianópolis .200 respostas presencialmente pela internet. a criança que nasce indesejada fica em situação de desamparo. Essa atitude acusatória aconteceu em alta frequência.br 3 Psicóloga. aumentando em até 3 vezes mais a probabilidade de uma atitude crítica. Segundo a Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia.com. Argumentos contra predominantes: o feto tem direito à vida. Em todo o conjunto dos 2. Esta pesquisa tem o objetivo de conhecer a opinião das pessoas maiores de 18 anos. Doutora em Educação.SEXUALIDADES. sendo a maioria dos Estados: Paraná. 2 Psicóloga. todos os métodos contraceptivos apresentam falhas (COMPARATIVO. com a questão: “Se pudesse votar. Coordenadora da Pesquisa. respeitando a autonomia da mulher. Estudante do 2° ano de Psicologia da Universidade Estadual de Londrina – PR/Brasil. aborto é uma questão de saúde pública. 60% a favor e 40% contra. porém. POLÍTICAS PÚBLICAS E DIREITOS SEXUAIS Proposta de descriminalização do aborto no Brasil: discurso criminalizante e sua relação com o desconhecimento sobre as falhas dos métodos contraceptivos Fabiola da Silva Miranda1 Mary Neide Damico Figueiró2 Patrícia Pereira Mendes3 Sonia Maria Martins de Melo4 Desde a década de 1990. 4 Pedagoga. o aborto vem sendo discutido no Congresso Nacional brasileiro. Argumentos a favor predominantes encontrados na pesquisa: direito da mulher ao controle de seu próprio corpo. São Paulo e Santa Catarina. houve diferença significativa entre os que são praticantes de religião e os que não são. possivelmente. 1 48 . Estagiária de Iniciação Científica. com poucos avanços na ampliação de seus permissivos e reduzidas chances para aprovação de sua descriminalização. você votaria a favor ou contra a descriminalização? Argumente sua resposta”. 33% mostraram-se a favor e 65% contra. Por que não usou?". No grupo presencial. por que não usou?. em ser Pró-escolha. Não ser praticante de uma religião implicou. Obteve-se 2. Na internet. Ser praticante refletiu num alto índice contra a descriminalização. de forma acentuada. Foi realizada pesquisa do tipo survey. sobre a descriminalização do aborto. Professora/Pesquisadora Sênior da Universidade Estadual de Londrina – PR/Brasil.

1 a 0.br/pt/areas-terapeuticas/saude-de-a-az/contracepcao/metodos-contraceptivos/comparativos-metodos/ Acesso em 16 ago. 2004. de 0.1 a 0. um dos mais utilizados. e. indicado especialmente pela igreja. 14. tem de 1 a 25%. Disponível em: http://www.2013). A esterilização masculina (vasectomia) tem de 0. Direitos Sexuais e Reprodutivos. BARZELATTO. A falta de conhecimentos sobre esta realidade e a falta de Educação Sexual nas escolas refletem na dificuldade em avançar na luta pela descriminalização do aborto e pelos direitos sexuais e reprodutivos. e a feminina.1 a 8% e o método natural. seu efeito pode ser anulado por certos antibióticos. A pílula anticoncepcional apresenta de 0. O diafragma tem um índice de falha de 6 a 20%.5%. Última Atualização: 29/01/2013. Palavras-chaves: Aborto.. A. levam à gravidez não desejada.com. O Drama do Aborto: em busca de um consenso. Referências COMPARATIVO de Método Contraceptivo. Campinas: Editora Komedi. além do mais.15%. Faúndes e Barzelatto (2004) afirmam que as falhas e o conhecimento sobre os métodos e a falta de acesso a eles. A camisinha. FAÚNDES. Bayer HealthCare: Pharmaceuticals. Descriminalização do Aborto. J. 49 .bayerpharma. possui uma porcentagem de falha de 2 a 21%.

POLÍTICAS PÚBLICAS E DIREITOS SEXUAIS Um estudo das violências entre pares/casais adolescentes no contexto escolar brasileiro Vera Márcia Marques Santos1 Kátia Alexandre2 O resumo em questão é apresenta o estágio atual do projeto de pesquisa “Violência Sexual e Bullying na escola: um estudo transcultural das violências entre pares/casais adolescentes inseridos no contexto escolar brasileiro. presumindo-se que as violências e bullying passam despercebidas no cotidiano escolar. Pesquisa e Ensino: Direitos Humanos. Para tanto. caracterizar o local. tipo de escola que frequentam possíveis vítimas.SEXUALIDADES. intervenções pedagógicas que tratem da temática. Coordenadora da pesquisa em questão. a percepção por parte deste público. Coordenadora do Laboratório Educação e Sexualidade/LabEduSex. ainda mapear a incidência de agressões e bullying entre namorados/ficantes jovens e adolescentes que estão nos espaços escolares. e objetiva identificar a “naturalização” do fenômeno da violência consentida ou não nos relacionamentos amorosos de jovens e adolescentes que se encontram na Educação Básica. Cidadania e Diversidade. mais especificamente no 9º ano do Ensino Fundamental e Ensino Médio. social e familiar. Objetiva-se. com o apoio da pesquisa bibliográfica. a partir da formação continuada do/as educadoras(es) que atuam junto a esse público. as reações das(os) intervenientes sobre o papel das professoras(es) e demais atores educativos na sinalização e proteção das vítimas. e desenvolver metodologias e materiais para um programa de prevenção do fenômeno. identificando se há indícios de violência sexual e ainda.com 2 Acadêmica do Curso de Pedagogia a Distância CEAD/UDESC. Ao socializarmos nossas percepções e constatações dos trabalhos de pesquisas em reuniões e debates do grupo. agressores(as) e observadoras(es) de agressões. do papel das professoras e professores nesse contexto. 50 . pontuamos preocupações que refletem o processo de naturalização e banalização da prática 1 Professora do Departamento de Pedagogia a Distância CEAD/UDESC. Trata-se de uma pesquisa transcultural de caráter descritiva. E-mail: veramarquessantos@gmail. com o viés de pesquisa-ação. cujos dados serão analisados à luz de referenciais teóricos sistematizados. e parecendo não haver por isso. Líder do Grupo de Extensão. bolsista de iniciação científica PROBIC/UDESC. português e espanhol (contexto brasileiro)”. será usado como instrumento de coleta de dados questionário semiestruturado. também é objetivo identificar as características sócio demográficas: idade. gênero. Doutora em educação.

In: AZEVEDO. 2011. portanto. Pontes que se estabelecem em educação sexual: um diálogo sobre a formação continuada e os saberes das práticas pedagógicas de professoras no Brasil e em Portugal. _________ .Universidade do Vale do Rio Dos Sinos. SAFFIOT. SAFFIOTI. ORTEGA. São Leopoldo. 51 . Maria A. V. Programa de Pós-Graduação Em Educação. Casais Adolescentes. Portugal. Dissertação (Mestrado) – Universidade do Estado de Santa Catarina. o comportamento das/os adolescentes acerca da violência sexual. GUERRA. 1989. R.. RS. Tese (doutorado) . Heleieth I. Viviane N. A síndrome do pequeno poder. e Almeida. B. Porto. a violência entre pares sofre uma certa tendência de ser naturalizada entre adolescentes que muitas vezes consideram situações de violência como uma manifestação de ciúme e demonstração de amor do parceiro agressor. de A. Violência de Gênero: Poder e Impotência.do bullying na escola. Crianças Vitimizadas: a síndrome do pequeno poder. 1995. A Formação do Educador Frente à Violência e o Abuso Sexual Contra Crianças e Adolescentes. F. Violencia sexual entre compañeros y violencia en parejas adolescentes. SC: 2002. 63-72. RIVERA. tratado “apenas” como mais uma violência no cotidiano das relações sociais e. Suely de Souza. São Paulo: IGLU. SANTOS. E. Rio de Janeiro: Revinter. Referências bibliográficas FÁVERO. 2007 (Artigo em PDF). Palavras-chave: Violência Sexual. Violência Sexual nas Relações Amorosas Ocasionais em Jovens Portugueses Universitários. 8(1)... Al. Et. fruto do momento atual. Estudo das Violências. International Journal of Psychology and Psychological Therapy. Bem como. Vera Márcia Marques. que está relacionada a cultura da “naturalização” e “banalização” da violência contra a mulher na sociedade. & SÁNCHEZ. Portanto. ISMAI. Florianópolis. M. Centro de Ciências Humanas. (2008).

2012). POLÍTICAS PÚBLICAS E DIREITOS SEXUAIS União homoafetiva uma reflexão a respeito dessa entidade familiar Fatima Aparecida Coelho Gonini1 Valéria Marta NonatoMokwa2 Rita de Cássia Petrenas3 Paulo Rennes Marçal Ribeiro4 A sexualidade integra a própria condição humana. E-mail: petrenas@bol. considerado como sacramento pela Igreja e como instituição pelo Estado.com. a união amorosa passa a ser considerada “entidade familiar”que abarca vínculos afetivos e que afronta a dignidade humana de homossexuais pelo não reconhecimento do casamento civil homoafetivo e de sua união estável (VECCHIATTI.Núcleo de Estudos da Sexualidade. uniões homoafetivas. assim como por não ter reconhecidos os mesmos direitos conferidos às uniões heteroafetivas e pela não extensão dos benefícios do Direito das Famílias.Núcleo de Estudos da Sexualidade. São Paulo State University (UNESP). ou seja.br 4 Professor Doutor da UNESP Campus Araraquara. Porém. ignorando outros tipos de entidades familiares. é um direito natural que acompanha o ser humano desde o seu nascimento. Integrante do NUSEX . os casais homoafetivos sentem-se constrangidos por não ter reconhecida a sua união estável. Faculdade de Ciências e Letras de Araraquara. Integrante do NUSEX . que pode ser usado para relativizar a dignidade de uns em relação aos outros. consequentemente a orientação sexual e a liberdade sexual fazem parte do exercício da própria sexualidade. Contudo. por séculos permaneceu legalmente apenas dentro do modelo patriarcal. revolucionou o Direito de Família com reconhecimento jurídico familiar. E-mail: fatinini@yahoo. indissolúvel e só sendo permitido entre heterossexuais. merecedora da proteção do Estado. Coordenador do grupo NUSEX Araraquara -SP.br 3Doutoranda na Unesp/Araraquara. CEP 14807901 – Araraquara – SP . O casamento. Faculdade de Ciências e Letras de Araraquara. CEP 14807-901 – Araraquara – SP -Brasil.Brasil. Faculdade de Ciências e Letras de Araraquara. 2Doutora pela Unesp/Araraquara. promulgada em 1988. Para desenvolver esse estudo utilizamos teóricos que discutem a temática para subsidiar essas reflexões. Assim. São Paulo State University (UNESP). denotando discriminação e contrariando o princípio da igualdade.Brasil. 52 . São Paulo StateUniversity (UNESP). podemos conceber os relacionamentos afetivos independente do sexo.com.SEXUALIDADES. A pesquisa denota que a questão da homoafetividade se volta ao aspecto material da isonomia. compreendendo o respeito à dignidade humana. A partir dessa vertente objetivou-se refletir a respeito da homoafetividade. Integrante do NUSEX – Núcleo de Estudos da Sexualidade. tendo em 1Doutora pela Unesp/Araraquara. A nova Constituição Federal. reconhece a união estável como união entre homem e mulher. Assim.

Escola-Família.I. Palavras-chave: Educação Sexual. por meio da educação sexual. Manual da homoafetividade: da possibilidade jurídica do casamento civil. 2012. Referências VECCHIATTI.vista a arbitrariedade de tratamento vedada pela isonomia que atinge a dignidade da pessoa humana. Método: São Paulo. Relações Homoafetivas. Diante dessas reflexões consideramos que a temática deve ser debatida nos cursos de formação profissional. entre eles a escola. 53 . P. da união estável e da adoção por casais homoafetivos.R. para possibilitar a reconstrução de valores que contemplem essa vertente tão discriminada pela sociedade e por diferentes profissionais e que se encontra presente nos diferentes espaços sociais.

Ministério da Educação. 1998b Disponível em: <http://portal.br/seb/arquivos/pdf/ttransversais. Utilizei o Ensino das sexualidades quando adentram ao currículo informal pelos temas transversais dos Parâmetros Curriculares Nacionais– Orientação Sexual nas escolas da rede pública do Brasil. Parâmetros Curriculares Nacionais. Em que medida nos percebemos sujeitados a uma história que cientificou nossos conhecimentos de nós mesmos e formulou um padrão de conhecimento da sexualidade nosso e do/a outro/a? Considerações Finais: Problematizei sexualidades no Ensino para contrapô-las a Erótica a partir de uma estilística da existência na Educação. 1998a Disponível em: <http://portal. 2012. 2012.gov.EDUCAÇÃO SEXUAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES Análise sobre os Parâmetros Curriculares Nacionais –orientação sexual a partir da erótica foucaultiana Cinthia Falchi1 Em 2013 defendi o mestrado com a temática ‘Pensando a dimensão Erótica na Educação’. Referências BRASIL. Discussão: Parti da formação dos estereótipos normal/anormal e da diferenciação entre Ars erotica e Scientia sexualis na produção de verdade estabelecida por Foucault para questionar o cuidado de si no interior do exercício pedagógico. a partir da Erótica foucaultiana. PCN-Orientação sexual. vista como possibilidade de criação de outros modos de subjetivação.mec. BRASIL. conceituado como informador de possibilidades científicas que expõe usos estereotipados de normalizações para que possam ser incorporados por seus/uas agentes (professores/as e estudantes) e Educação. Doutoranda Programa de Pós-graduação em Educação na UNESP–Marília.Orientação sexual realizei contraponto entre Ensino. Uma postura ética (éthos) do/a educador/a que se posiciona perante sua própria vida a partir de um modo de vida ético. Erótica. pelo cuidado de si.mec.pdf> acesso em: 26 set.falchi@gmail. Parâmetros Curriculares Nacionais. cinthia.com 1 54 . Ministério da Educação. Metodologia/Material: A partir do PCN. Professora da rede pública-SP.pdf> acesso em: 26 set. Sexualidade. Palavras-chaves: Foucault.gov.br/seb/arquivos/pdf/orientacao.

M. Rio de Janeiro: Edições Graal. São Paulo: Martins Fontes. 55 . 2005. História da Sexualidade 2: o uso dos prazeres. 2010.16ª Edição.FOUCAULT. ______. ______. Os anormais: curso no Collège de France (1974-1975). ______. 2007. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes. A Hermenêutica do sujeito: curso dado no Collège de France(19811982). 2002. Rio de Janeiro: Edições Graal. História da Sexualidade: a vontade de saber.

moral. Percebe-se uma dificuldade de introdução da temática sexualidade na escola. Com isso. A educação sexual ocupou um capítulo do livro com 14 páginas. está em questão a análise dos conteúdos de educação sexual na disciplina de ciências naturais que abrange 4 volumes. Acreditamos que as questões sobre sexualidade devem avançar pois o discurso encontrado nos livros didáticos se assemelham aos utilizados por médicos ainda na década de 1930 no país. Percebemos a influência do discurso médico higienista em vários momentos do texto. Especialista em Bioengenharia pela Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR). 3 e 4. realizamos uma pesquisa na disciplina de Ciências Naturais do 6º ao 9º ano do ensino fundamental para descobrir o enredo textual que foi constituído nesses livros.EJA (2011 .EDUCAÇÃO SEXUAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES A presença da Educação Sexual no livro didático do Ensino Fundamental da Educação de Jovens e AdultOS . Com este estudo. A metodologia fragmentada pode ser apontada como um ponto negativo. as obras didáticas devem representar a sociedade na qual se inserem. Sem dúvida o documento que introduz ao tema sobre sexualidade no currículo nacional ainda traz um caráter centralizador e prescritivo.com 56 . emocional e física. acredita-se que a proposta pedagógica deve contribuir efetivamente para a construção da cidadania. Com a universalização do livro didático em 1996 e especificamente ao EJA no ano 2004. A discussão inicial procura realizar uma reflexão sobre a dinâmica da vida do ser humano. volume 2. Mestre em Educação pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Nessa perspectiva. O livro aborda questões inicias que abordam as fases diferentes e as transformações que ocorrem no comportamento. na vida social. Licenciada em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR). concluiu-se que os temas que envolvem a educação sexual na educação de jovens e adultos aparecem apenas no 7º ano.2013) Michele Metelski1 A intenção desse estudo é discutir como os temas de educação sexual foram expostos nos livros didáticos do IBEP da Educação de Jovens e Adultos – EJA em Santa Catarina nos anos letivos e 2011. 2012 e 2013 que correspondem aos volumes 1. talvez por falta de preparação dos professores ou por ainda ser vista como uma atividade meramente informadora e reguladora. Especialista em Metodologia da Ação Docente pelo Centro Universitário de União da Vitória (UNIUV). A análise partiu de uma revisão sistemática dos conteúdos dos livros didáticos do IBEP e de seus discursos. profissionalmichele@hotmail. Para tal feito. Os livros fazem parte de uma proposta interdisciplinar e foram utilizados no estado de Santa Catarina durante 3 anos. não abrangendo uma discussão aprofundada sobre a temática em questão. 2. 1 Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Educação na Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC).

53. Fúlvia. Edição Eletrônica. FREUD. p. 57 . 5 de outubro de 1988.Palavras-chave: Educação Sexual.br IBEP. (Coleção Tempo de Aprender).4. Referências BRASIL. Brasília. 14 CD-ROM. Sigmund. 2009. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. São Paulo. EJA 7º ano. gov. Obras Psicológicas Completas. Ed. Disponível em: http://www.planalto. 2. Rio de Janeiro: Ed. n. 1969-80. Ciências Naturais. São Paulo. Cadernos de Pesquisa. A Educação Sexual na Escola. V. Imago.. DF. 11-19. Livro Didático. Maio/1985. ROSEMBERG.

destacando-se aqui os pressupostos básicos do 1 Professora. planejar e concretizar uma oficina de formação (OF) em ES. Uma dessas possibilidades é a oferta de formações na modalidade blended-learning. dhilmalf@gmail. potencializado pela rede. 58 .EDUCAÇÃO SEXUAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES Blended learning na formação contínua em educação sexual: um estudo educadores de infância e professores do 1º CEB Dhilma Freitas1 Isabel Chagas2 A Educação Sexual (ES) em contexto escolar continua a ser assunto controverso e polémico. considerando a sobrecarga de trabalho e de funções exigidas aos mesmos.com 2 Professora no Instituto de Educação da Universidade de Lisboa – IEUL. as quais não têm contribuído significativamente para desenvolver nos professores. a par da lacuna existente na formação inicial e contínua dos professores. O grande desenvolvimento das Tecnologias de informação e Comunicação (TIC). Tivemos como objetivos. Destaca-se ainda as dificuldades dos docentes para participarem em formações. qualitativa. descritiva em que se ministrou a OF a onze docentes. um ano após o término da OF e análise de conteúdo dos materiais descritivos produzidos pelos participantes. competências e desempenho em ES e uso das TIC. dirigida a docentes do Jardim de Infância e do 1º CEB. as competências exigidas para que a ES aconteça de forma tranquila e sob um paradigma emancipatório. observando o seu desempenho e analisando os dados recolhidos através de diferentes técnicas: questionários iniciais e de acompanhamento. permite que novas soluções sejam encontradas a fim de amenizar a problemática anteriormente apresentada. Objetivamos ainda desvendar limitações e dificuldades sentidas durante a OF. dentro da proposta metodológica que concretizámos na OF. observar e descrever as mudanças nas suas perceções. Os vários estudos realizados nesse âmbito apontam a carência de ações formativas nessa área. Por ser uma modalidade que carece ainda de pesquisas. Por se caracterizar como modalidade de ensino-aprendizagem mais flexível e que integra as melhores metodologias das modalidades presenciais e online. Falta aos professores segurança e clareza sobre a melhor forma de realizar a ES. Seguimos uma metodologia interpretativa. especialmente no que tange a algumas temáticas mais “sensíveis” que a envolvem. pretendemos com este estudo investigar as possibilidades e limites do blearning na formação contínua em educação sexual. bem como o impacto desta modalidade na sua formação. o b-learning possibilita a promoção de espaços de aprendizagem colaborativos e interativos. na modalidade b-learning. Os resultados permitiram-nos concluir que. doutoranda em TIC e Educação no Instituto de Educação da Universidade de Lisboa – IEUL. conceber.

Palavras-chave: Blended-Learning. Educação Sexual. Formação de Professores. ii) houve a apropriação de uma série de ferramentas da Web 2. 59 .alargamento da carga horária da OF e da realização de sessões síncronas de webconferência: i) foram significativas as mudanças nas perceções. o que deixou as professoras motivadas pois não esperavam contatá-las numa formação em ES e. Aprendizagem por Problemas. colaboração e integração gerado pelo b-learning confirma as potencialidades desta modalidade de ensino-aprendizagem na formação de professores em ES.0. competências e desempenho dos docentes no âmbito da ES. iii) o ambiente de interação.

As respostas foram avaliadas com base na análise do discurso. No entanto. Coordenadora do grupo de Educação Sexual/PIBID. Colégio de Aplicação. 1 60 . Supervisor do grupo de Educação Sexual/PIBID. pr_mathias@yahoo. Formação Inicial de Professores. a exemplo da compreensão do conceito de sexualidade e sua abrangência. Prof. a formação inicial de professores para lidar com a temática não tem sido plenamente atendida.com. cerca de duas décadas após a publicação dos Parâmetros Curriculares Nacionais . Para isto. tendo respeito por ele mesmo. Todos consideraram de suma importância o desenvolvimento da temática. pelos outros e principalmente. (2011). é necessário que os professores tenham em sua formação inicial e continuada. além das orientações para abordar os conteúdos com segurança e naturalidade. Me. preconceitos e atitudes relacionados à sexualidade. sobre as concepções iniciais referentes às atividades desenvolvidas em Educação Sexual. A pesquisa de caráter exploratório e enfoque qualitativo. sem o estabelecimento de categorias. por possibilitar aos alunos lidar com a sexualidade de forma saudável e consciente. Mathias de Miranda1 Francisca Estela Lima Freitas2 Segundo Ribeiro (1999). Universidade Federal do Acre – CCBN. Como expectativas do início do programa. PIBID. visando evitar ou minimizar os desfechos negativos da iniciação sexual precoce. os bolsistas indicaram que pretendiam adquirir e aprofundar conhecimentos sobre a sexualidade humana para fins educacionais. respectivamente.EDUCAÇÃO SEXUAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES Concepções de bolsistas de iniciação à docência sobre as atividades de educação sexual/PIBID/UFAC Pedro R. através de uma abordagem crítica e reflexiva. consistiu na aplicação de um questionário a um grupo de bolsistas do programa de iniciação à docência (PIBID) do curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Acre (UFAC). é importante a utilização de estratégias educacionais que esclareçam e complementem as informações recebidas na família. Afirmaram que os temas abordados juntamente com as oficinas trouxeram contribuições para a vida pessoal e profissional. em meninos e meninas. 1998).br 2 Profa.Orientação Sexual (BRASIL. Assim. a escola é o local mais apropriado para discutir conhecimentos. Universidade Federal do Acre. acesso a conhecimentos e orientações didáticas para desenvolver os conteúdos objetivando a aprendizagem significativa. aprender como evitar doenças sexualmente transmissíveis e uma possível gravidez não planejada na adolescência. Dra. tabus. Palavras-chave: Educação Sexual. a primeira relação sexual ocorre em média aos 1415 anos. esclarecimentos de temas considerados tabus como homossexualidade. Conforme Hugo et al.

Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos: apresentação dos temas transversais.Referências BRASIL. HUGO. 2011. Nov. 1998. São Paulo: Ed. Tainara Dias de Oliveira et. Metodologia do trabalho com crianças. 61 . Gente: Cores. 2007-14. RIBEIRO. Fatores associados à idade da primeira relação sexual em jovens: estudo de base populacional. n. 1999. al. 11. v. Cad. Marcos. Saúde Pública.) O prazer e o pensar: orientação sexual para educadores e profissionais de saúde. Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF. In: Marcos Ribeiro (org. 27. p. Rio de Janeiro.

visando investigar as concepções anteriormente citadas. nossa sociedade possui sexismos. PUCRS. incluindo suas identidades de gênero e decisões envolvendo suas sexualidades. Dentro deste contexto. sem o esclarecimento de dúvidas e com a omissão de questões que a compõem.br 2 Professor de Biologia. apresentando homens e mulheres com direitos. 2007). pretende-se nessa pesquisa investigar quais atitudes professores de biologia tomariam perante uma situação de expressão de sexualidade entre um aluno e uma aluna e.. pratica o disciplinamento dos corpos: a formação das identidades sociais de seus alunos. Os dados foram coletados através da submissão de um documento comum a proposta de situação escolar e um questionário com perguntas sobre a vivência. dentro desta problemática. 2009). Diálogo com envolvidos. et al. Investigar contexto social dos alunos. 1 62 . Não há. senão a de assumir seu papel na Educação Sexual (ES) de pessoas sobre as quais influi (CHAGAS. E-mail: nathalia. Segundo Nunes (2005). As categorias finais encontradas para as atitudes que os professores tomariam perante a uma situação de expressão de sexualidade foram: Aproximar-se dos alunos.pucrs. salários e posições sociais diferenciadas. Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências e Matemática (PPGEDUCEM).a entrelaçam todas as esferas da vida cotidiana.EDUCAÇÃO SEXUAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES Concepções de professores de Biologia perante uma situação onde alunos expressam sua sexualidade: uma análise de gêneros e atitudes Nathália Fogaça Albuquerque1 Maurício Boff de Ávila2 Eva Regina Carrazoni Chagas3 Atualmente. 2003. Os depoimentos foram analisados com o método da Análise Textual Discursiva (MORAES. foi possível observar ¹Professora de Ciências e Biologia. alternativas para a escola. Além disso. identificar a existência de concepções que expressem diferenças ou semelhanças entre os dois gêneros nas respostas dos professores. Para essa pesquisa de caráter qualitativo. Acadêmico do Curso de Especialização em Educação Especial e Gestão de Processos Inclusivos. diante deste quadro. Sobre os gêneros perante a situação proposta.albuquerque@acad. PUCRS. 3 Professora titular da Faculdade de Educação e Biociências. pois vivemos em um ambiente “sexualizado” e os discursos sobre e. Segundo Louro (2001) a escola. foram entrevistados4professores supervisores do PIBID de Biologia de colégios da rede estadual do RS. MORAES & GALIAZZI. PUCRS. Não punir. através do seu currículo. a sexualidade é abordada de forma subjetiva. turma e família. mais do que nunca se torna necessária uma reflexão sobre a sexualidade humana. Doutora em Educação.

D. BUTLER. Belo Horizonte: Autêntica. BRITZMAN. Ed. Unijuí. B A. J. Avaliação de uma oficina sobre sexualidade na escola: a sexualidade com status de conhecimento sério. R. V M R. p. observa-se a importância do diálogo sobre ES na escola de forma contextualizada com o cotidiano dos alunos e sem punições. Contribuições de um Museu Interativo à educação em Ciências e Matemática. 7ª edição. Nº de páginas: 152. Gêneros. O Corpo Educado: Pedagogias da Sexualidade.C. SP. as concepções sobre os gêneros representaram desigualdades. HOOKS. M G S. E R C. G P. WEEKS. Porto Alegre: ediPUCRS. GALLIAZZI. n2. criando um ambiente livre de preconceitos. Pedagogias da Sexualidade. G P. PIRES. 2001. B. p. A ES na escola deve abranger o diálogo entre professores. 2009. Ciência e Educação: Bauru. IMHOFF. v9.concepções que expressam diferenças de tratamento. In: LOURO. In: BORGES. Expressão Sexual. MORAES. Salienta-se a necessidade de maior análise a respeito das diferentes concepções sobre os gêneros. 2003. Uma tempestade de luz: a compreensão possibilitada pela análise textual discursiva. MORAES. pais e alunos. Desvendando a sexualidade. 63 . São Paulo: Papirus. Educação Sexual. R. M. (Organizadores). 2007. R. ROSITO.191-210. C A. NUNES. R M R. PARKER. Entretanto. Análise Textual Discursiva. LOURO. Através da análise dos depoimentos. Palavras-chave: Formação de Professores. LIMA. A L. J. 2005. Referências CHAGAS. 153-164.

gênero e sexualidade .] no sentido de participar efetivamente da constituição de sujeitos e subjetividades.EDUSEX Formação de educadores e educação sexual. significações. procurando. linha Educação. morais assim como também problematizações quanto à emancipação do feminino dentro de um universo machista.. construídos e construtores. na busca da emancipação. patriarcal e violento. 153). Como metodologia desenvolvemos a pesquisa-ação em oficinas pedagógicas numa turma de graduação em pedagogia.. 64 . na disciplina – educação.com 2Doutora em Educação. baseadas em Bardin (2009) 1Doutoranda em Educação. Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação PPGE/FAED/UDESC. bolsista CAPES. Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC. na medida em que produz imagens. Esta obra televisiva traz em seu enredo às mudanças dos costumes sociais. A partir desta experiência apostamos em uma abordagem que parte da compreensão de sermos sempre sexuados.” (p. caracterizando-se por metodologicamente entender a sexualidade como decorrência da construção social da práxis humana. saberes que de alguma forma se dirigem à ‘educação’ das pessoas.EDUSEX Formação de educadores e educação sexual. a partir da noção de que as mídias operam “[. sempre sexuadas que estabelecem no mundo. Fischer (2002) entende dispositivos pedagógicos da mídia.EDUCAÇÃO SEXUAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES Concepções de professores e professoras sobre a utilização de dispositivos pedagógicos de educação sexual produzidos com a Telenovela Gabriela de 2012 Elizane de Andrade1 Sonia Maria Martins de Melo2 Este texto é uma síntese do projeto de qualificação de tese e tem como objetivo refletir sobre as concepções de professores e professoras sobre a utilização de dispositivos pedagógicos de educação sexual produzidos a partir da telenovela Gabriela de 2012. aqui telenovelas como um deles.onde foram utilizadas como estímulo ao debate dialógico a partir de questões norteadoras onde pensávamos quais conteúdos pedagógicos de educação sexual poderiam ser desvelados a partir da análise crítica das cenas editadas de capítulos da telenovela que retratavam a padronização de papeis sexuais estereotipados do ser homem e ser mulher. ensinando-lhes modos de ser e estar na cultura em que vivem. líder do Grupo de Pesquisa . assim como na inferência de que as produções televisivas são produzidas por humanos que se educam uns aos outros. sensibilizar os profissionais de educação para desestabilizar certas "verdades cristalizadas". enfim. Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC. lizaudesc@hotmail. nas relações sociais. A investigação é pautada no materialismo histórico-dialético. Os dados coletados serão tratados via análise de conteúdo. Comunicação e Tecnologia do PPGE/FAED/UDESC. membro do Grupo de Pesquisa .

1999. Declaração dos direito sexuais como direitos humanos. propostos pela WAS (1999) levantando assim indicadores nas categorias emanadas da análise. vol. 2013.com as categorias desveladas e trabalhadas a nível teórico. Telenovela Gabriela 2012. Lisboa: Edições 70. 151162. [online].scielo. Palavras-chave: Educação Sexual Emancipatória. para que estas possam subsidiar a construção de propostas de educação sexual intencional na formação de professores. Edição revista e actualizada (2009). Hong Kong: WAS. WAS – WORLD ASSOCIATION OF SEXOLOGY. Referências BARDIN.br/scielo. p. Educação e Pesquisa. Rosa Maria Bueno.worldsexology. Nesta perspectiva observamos para onde apontam os conteúdos de educação sexual desvelados na questão dos direitos sexuais como direitos humanos. 25. FISCHER. 1997.org/the-revised-declaration-of-sexual-rights-ishere/ Acesso em 04 set.1.php?script=sci_arttext&pid=S151797022002000100011 Acesso em 06 mai. Disponível em: http://www. Formação de Professores. Laurence. O dispositivo pedagógico da mídia: modos de educar na (e pela) TV. 2014. 65 . Disponível em: http://www. no. Análise de conteúdo. 2002.

EDUCAÇÃO SEXUAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES
Desenvolvimento e produção de videoaulas de educação sexual
emancipatória como subsídio em processos de formação de
profissionais da educação: relato da caminhada
Sonia Maria Martins de Melo1
Laura Pra Baldi da Silveira de Freitas2
Mellany Viaro Gobbi de Mattos3
Este projeto de pesquisa reflete um momento atual da caminhada de quase 30
anos de trabalho do Grupo de Pesquisa EDUSEX Formação de Educadores e
Educação Sexual CNPq/UDESC que atua integradamente com pesquisa, ensino
e extensão em processos de formação de professores, em suas interfaces com
uma educação sexual pautada em um paradigma emancipatório. A categoria
educação sexual emancipatória é compreendida como estimuladora da
formação de uma capacidade crítica e reflexiva do ser humano, sempre sexuado,
sobre si e sobre o outro, no mundo. Busca o projeto auxiliar na conscientização
sobre essa existência plena dos seres no mundo, produto da história e da
cultura, resultando a produção de um conhecimento fruto das relações sociais
que as pessoas estabelecem entre si e no embate com a natureza, expressas na
produção da vida material e simbólica, na qual estão também presentes lutas de
poder e dominação. Esses processos de educação sempre sexuados são
potencialmente repressores ou emancipatórios e estão hoje potencializados pelo
uso intencional e crítico de várias ferramentas midiáticas. Muitas pesquisas têm
sido feitas sobre esta temática, mas apesar das várias ferramentas midiáticas
disponíveis, os resultados das produções de uma rede de grupos de pesquisa
brasileiros e portugueses não chega com a rapidez necessária no cotidiano de
espaços educativos formais e não formais, numa socialização do conhecimento
produzido. A partir da constatação dessa lacuna a pesquisa tem como objetivo
geral contribuir com a
democratização dos resultados de produções
contemporâneas de grupos de pesquisa sobre educação sexual pela criação,
desenvolvimento e produção de uma série de videoaulas denominada
EDUSEXCOMUNICA, facilitando o acesso desse material em processos
regulares e continuados de formação educadores e educadoras Especificamente
realiza revisão teórica sobre as interfaces entre as categorias formação de
1

Professora, Doutora em Educação, FAED/UDESC, Líder do Grupo EDUSEX – Formação de
Educadores/UDESC/CNPq, soniademelo@gmail.com
2
Bolsista IC, Acadêmica em Pedagogia, FAED/UDESC, membro do Grupo EDUSEX –
Formação de Educadores/UDESC/CNPq.
3
Bolsista IC, relatora, Acadêmica em Pedagogia, FAED/UDESC, membro do Grupo EDUSEX –
Formação de Educadores/UDESC/CNPq.

66

educadores, educação sexual, professor reflexivo, tecnologias, videoaulas e
práticas educomunicativas, bem como levantamento de pesquisas
contemporâneas sobre educação sexual produzida por grupos de pesquisa na
área no Brasil e em Portugal; analisa resumos coletados desvelando palavraschave relacionadas às categorias da Declaração de Direitos Sexuais como
Direitos Humanos/WAS; seleciona amostra intencional dentre as pesquisas
coletadas, realizando a leitura e o debate coletivo dos trabalhos escolhidos;
realiza o desenvolvimento coletivo da videoaula com a participação de cada
pesquisador convidado por ser autor de pesquisa selecionada; realiza a
produção das videoaulas gravando-as em DVD, a ser distribuída para os
sistemas formais e informais de formação de profissionais de educação.
Pesquisa é realizada com apoio do método dialético, expresso na metodologia da
pesquisa-ação.
Palavras-chave: Educação Sexual Emancipatória; Formação de Profissionais
da Educação; Professor Reflexivo; Videoaulas; Práticas Educomunicativas.

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EDUCAÇÃO SEXUAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES
Educação sexual nas escolas municipais de Florianópolis: ação
interdisciplinar entre universidade, unidade local de saúde e escola
Julia Pinheiro Machado1
Bárbara C. Locks¹
Roxana Knobel2
Jaime Cofre²
Santa Catarina tem a segunda maior taxa de detecção de HIV/AIDS
(33,5/105hab) do país (IBGE, 2012a). O depto de Ginecologia da UFSC, com o
PSE, desenvolveu o programa Educação Sexual, no qual alunos de medicina
atuam como educadores sexuais do 5º ao 9º ano nas escolas municipais de
Florianópolis. O objetivo é ajudar os escolares a compreender as mudanças da
adolescência, salientando a importância de uma sexualidade sadia e preventiva.
Metodologia: Elaboração e execução de oficinas pedagógicas que abordam a
sexualidade de forma transversal; correlacionando o tema a diferentes
disciplinas, com base na autoestima e escolhas adequadas à idade. As oficinas
foram avaliadas por meio de questionários preenchidos pela equipe das escolas.
Projeto aprovado na comissão de ética em pesquisa com seres humanos.
Resultados: Somente 26,3% dos alunos reconhecem a escola como veículo de
educação sexual e 45,7% afirmam não falar sobre sexualidade com ninguém. As
análises dos questionários revelam que a abordagem do tema com base na autoestima, relegando a um segundo plano as questões biomédicas, faz mais sentido
para a saúde sexual dos adolescentes. Discussão: Desde 1998, a orientação
sexual faz parte dos PCN para o Ensino Fundamental (BRASIL, 1998), mas os
resultados evidenciam que a sexualidade é pouco abordada – talvez por ser um
tabu. Criar um espaço onde profissionais da saúde respondem às dúvidas dos
adolescentes fortalece uma relação de confiança e prepara a equipe de saúde em
questões básicas de educação sexual. Considerações Finais: A escola é um local
privilegiado para a promoção de saúde, integrando Universidade e comunidade.
Ao acadêmico de medicina é possibilitado conhecer a realidade social que
proporciona sua formação e desenvolver habilidades de comunicação essenciais
para a prática médica.
Palavras-chave: Educação Sexual; Oficinas; Interdisciplinaridade.

Referências Bibliográficas
1 Acadêmica
2

Medicina UFSC. juliapm12@gmail.com
Professor, PhD, UFSC.

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BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais. Brasília: MEC, 1998.
IBGE. MS. Boletim Epidemiológico HIV-AIDS. Brasília, 2012a.
IBGE. MS. Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar. Brasília, 2012b.
MACEDO, L. et al. School-based sex education program: a multidisciplinary
experience induced by medicine students. Annals of the 3rd International
Congress Sexuality and Sexual Education, Lisbon PT, July 10-12, 2014.

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(Agência de Fomento: FAPESP) gaby_gabriella13@hotmail. Para atender a esta necessidade. definição de tempo nas escolas e as formas de ensinar e aprender. sendo uma de suas principais metas diminuir o número de professores ministrando aulas sem formação adequada. De maneira geral. Foi possível concluir que estes cursos são de extrema importância para a formação na área. Os cursos 1Gabriella Rossetti Ferreira. assim como. Os instrumentos para coleta de dados foram pesquisas na internet e entrevistas realizadas com os responsáveis pelo curso. Neste ínterim a EAD ganha espaço na política educacional. de maneira a investigar as contribuições ou não destes referidos cursos. pois se apresenta como medida para equacionar a deficiência da formação de professores e como uma forma de repensar a organização. 70 . alguns pesquisadores se propuseram a elaborar e implementar cursos interventivos voltados à formação inicial e continuada destes profissionais. violência e modos de exclusão. dentre outras coisas. os cursos que tratam das temáticas que envolvem a sexualidade e a educação sexual tem como propósito a construção de conhecimentos e reflexões acerca da promoção. A presente pesquisa objetiva discutir a importância e analisar a efetividade ou não de alguns cursos a distância com momentos presenciais que tratam do tema sexualidade e educação sexual. Mestranda do Programa de Pós Graduação em Educação Sexual da Faculdade de Ciências e Letras – Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP – CEP 14800-901 – Araraquara – São Paulo – Brasil. pois estas tem proporcionado meios que podem ajudar a sanar/amenizar a dificuldade de formação no tocante a esta temática. respeito e valorização da diversidade sexual. orientação sexual e a criação de estratégias para a diminuição de preconceitos. ter subsídios para pensar quais aspectos precisam ser revistos e aprimorados nos mesmos. Programa de Pós-Graduação em Educação Sexual – Faculdade de Ciências e Letras Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP – CEP 14800-901 – Araraquara – São Paulo – Brasil.EDUCAÇÃO SEXUAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES Formação de professores e profissionais da educação em sexualidade e educação sexual através do uso da Educação a Distância Gabriella Rossetti Ferreira1 Andreza Marquês de Castro Leão2 Muitos professores e profissionais da educação tem mostrado uma lacuna na sua formação no que diz respeito às temáticas que envolvem a sexualidade e a educação sexual. empregando as TIC como ferramenta. gestão. principalmente porque está adaptado para atender profissionais que não tem tempo para ter uma formação presencial devido à falta de tempo. espaço.com 2Andreza Marquês de Castro Leão Docente do Departamento de Psicologia da Educação.

e o quais os pontos que não foram trabalhados ao longo do curso que eles acham importante ter formação. para saber como os mesmos estão trabalhando com a temática. porém seria importante investir em um contato com os participantes após o termino do curso. Palavras-chave: Sexualidade. 71 .analisados mostram-se efetivos no que propuseram. Educação a distância. Educação Sexual. Formação de Profissionais.

como Barbosa (2007). também não encontramos produções que relacionassem as quatro (4) categorias pesquisadas.com Doutora em Educação e docente na graduação do curso de Pedagogia e na pós-graduação Mestrado em Educação da UNIOESTE. sexualidade e educação sexual. destacamos o necessário papel do professor na identificação e prevenção da violência sexual. Também fizemos levantamento de dados em universidades estaduais do Paraná. No entanto. Assim. agentes importantes na prevenção e identificação da violência sexual. Essa realidade se confirmou em nossa pesquisa. na qual somente 22% dos professores tinham formação na área da sexualidade e da violência sexual. Para a realização da pesquisa e a apresentação dos dados aqui empreendidos. localizado no município de Francisco Beltrão – PR. dentre outros. Faleiros e Faleiros (2008). campus Francisco Beltrão. Landini (2011). 72 . Buscamos produções acadêmico-científicas. de forma geral. no ano de 2013. Tais limitações estão ancoradas na falta de investimento em políticas públicas municipais para a formação de professores em sexualidade e em educação sexual. que nos forneceu o número de crianças e adolescentes atendidos. com inclusão dos estudos sobre 1 2 Pedagoga e Mestre em Educação pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE. os professores se encontram em uma situação que exige deles mais do que formação lhes proporciona. entrevistas individuais com trinta e um (31) professores em onze (11) escolas da rede municipal e estadual. revelam que. vítimas de violência sexual e as escolas nas quais estudavam. Santos (2011). As dissertações e teses encontradas não refletiam o objetivo do estudo. utilizando como descritores nossas categorias de análise: psicanálise e educação. ac. Pautadas em Brino e Willians (2003). assim. violência sexual. realizamos um estudo empírico-bibliográfico de cunho quali e quantitativo. Segundo as autoras.EDUCAÇÃO SEXUAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES Formação de professores para a prevenção e a identificação da violência sexual Ana Carla Vagliati1 Giseli Monteiro Gagliotto2 O presente resumo expandido tem relação com a pesquisa de mestrado em educação que objetivou conhecer como os professores lidam com a violência sexual no espaço escolar. em 52% dos casos é o primeiro adulto a saber. mesmo sendo considerados por diversos autores.vagliati@hotmail. Coletamos dados junto ao Centro de Referência Especializado em Assistência Social (CREAS). violência sexual e sexualidade são temas pouco tratados nos cursos superiores e/ou na formação continuada de professores. Defendemos a formação de professores em educação sexual. Santos (2002). Realizamos. em 44% dos casos de violência sexual. constatamos limitações dos professores para lidar com a violência sexual. Em nosso estudo. o professor é a primeira pessoa a saber e.

gov. BARBOSA. SANTOS. 2003. p. 2008. 73 . 7(2). 131p. O professor diante da violência sexual. Rachel de Faria. Gabriella Ferrarese. – São Paulo: Cortez. Rio de Janeiro. Formação de Professores.br/secad/arquivos/pdf/escqprote_eletronico. Alfabetização e Diversidade. Educação Sexual.violência sexual. Acesso em: 25 de fevereiro de 2013. ______. 100 f. 2008. Subjetividade nas Práticas das Ciências da Saúde. Brasília: Ministério da Educação. Escola que protege: enfrentando a violência contra crianças e adolescentes. Eva T. 2008. como instrumento da maior importância para a prevenção e a identificação da violência sexual. – (Coleção educação e saúde. Lúcia Cavalcanti de Albuquerque. LANDINI. Tese (Doutorado) – São Leopoldo. Saúde e Sociedade. In: Interação em Psicologia. Disponível em: <http://portal. Violência Sexual. WILLIAMS. Referências BRINO. 1-10. Silveira. FALEIROS. Capacitação do educador acerca do abuso sexual infantil. Formas de prevenir a violência sexual contra a criança na escola: um olhar da psicanálise e da saúde pública. Palavras-chave: Escola. Vicente de Paula.pdf>. A Formação do Educador Frente à Violência e o Abuso Sexual Contra Crianças e Adolescentes. Vera Márcia Marques. 2002. 2011. Pontes que se Estabelecem em Educação Sexual: um diálogo sobre a formação continuada e os saberes das práticas pedagógicas de professores no Brasil e em Portugal. v. Dissertação (Mestrado) – Florianópolis: UDESC/FAEP/DAPE. Tatiana Savoia. 2 ed. Mestrado Profissional em Psicanálise. 218p. FALEIROS. 2011.mec. Dissertação (Mestrado) – Universidade Veiga de Almeida.4). Secretaria de Educação Continuada. RS: Universidade do Vale do Rio Dos Sinos.

apresentamos apenas as análises iniciais dos artefatos.com 2Doutora em Educação em Ciências.GESE. não é mais possível que as questões relativas à sexualidade passem despercebidas ou que sejam tratadas com deboches ou indignação” (CAMARGO. O artigo destina-se a uma análise documental a partir dos livros que compõe o acervo complementar. 1999. Na intensão de problematizar estas discussões. na qual a/o professora/or possa relacionar e estabelecer um contato histórico com as relações de gênero e sexualidade. que o conjunto dessas reflexões indica que. 43). como um espaço o qual. é resultado parcial da dissertação. a qual nos permite possibilitar no ambiente escolar a discussão acerca de gênero e sexualidade. Pensando em uma forma interdisciplinar e contextualizada. pela Universidade Federal do Rio Grande-FURG. entendemos que a escola ainda é um espaço de separação dos sujeitos em relação ao gênero. Entendendo. um programa do Ministério da Educação (MEC). participantes do Pacto Nacional da Alfabetização pela Idade Certa (PNAIC). Orientadora 74 .EDUCAÇÃO SEXUAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES Gênero e Sexualidade Sim – uma proposta com artefatos culturais para os Anos Iniciais Ariana Souza Cavalheiro1 Joanalira Corpes Magalhães2 Este trabalho consiste em uma análise dos Livros Infantis que compõem os Acervos Complementares destinados aos/as professoras/es. Bolsista de pós-graduação pela agência financiadora FAPERGS/CAPES. portanto.GESE. a diversidade está imersa em seu cotidiano. o qual perde um 1Mestranda do Programa de pós-graduação em Educação PPGEDU. onde é possível perceber uma aproximação maior com os temas de gênero e sexualidade. Buscamos apresentar e traçar ao longo deste trabalho. Professora Adjunta do Instituto de Educação pela Universidade Federal do Rio Grande-FURG.arianacavalheiro@gmail. sobre os artefatos culturais e suas possibilidades. buscamos identificar a relação de gênero e sexualidade utilizando os livros Infantis como estratégia para um contato mais próximo das linguagens infantis. Neste aspecto. é possível considerar que 4 livros apresentam uma proposta. A pesquisa aqui apresentada. Nosso primeiro movimento investigativo foi promover uma análise prévia. “nos dias atuais. Integrante do Grupo de Pesquisa Sexualidade e Escola . Integrante do Grupo de estudos Sexualidade e Escola . levando ainda a refletir sobre as diversidades e a heteronormatividade. coordenadora. Trazendo a proposta de articulação por meio da leitura e interação com o público infantil por meio da hora do conto. O objetivo é analisar estes artefatos culturais potentes para as discussões de gênero e sexualidade. em decorrência. p. a qual nos permitiu observar que dentre os 180 livros que compõe os acervos complementares destinados aos/as professoras/es. alguns entendimentos e esclarecimentos acerca do PNAIC.

Rio de Janeiro: Vozes. Sexualidade(s) e infância(s): a sexualidade como um tema transversal. Rio de Janeiro: DP&A. Ministério da Educação e do Desporto. Petróplolis.pdf Acessado 04 nov. em meio a tantas propostas pedagógicas de aprendizagens e avaliações as quais as/es professoras/es se propões e são delimitados a trabalhar. sexualidade e educação: Uma perspectiva pós-estruturalista. GOMES. HALL. Brasília: Ministério da Educação. Disponível em: http://portal. Porto Alegre: Artmed. LOURO. Ed. Palavras-chave: Livros Infantis.pouco de destaque nos anos iniciais. 1998. SP: Editora da Universidade de Campinas. Brasília: MEC/SEF. (11. Ana Maria Faccioli de. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil.br/seb/arquivos/pdf/Ensfund/indag4. Gênero. Lino. Reimp. Nilma Lino. 2013. Secretaria de Educação Básica. Gênero. Sabemos e entendemos que este momento não se destaca. Secretaria de Educação Fundamental. São Paulo: Moderna. 2011. Campinas. A identidade cultural na pós-modernidade. 1999. Os jogos e o lúdico na aprendizagem escolar. 2007. 2005. Stuart. Referências BRASIL. 75 . Sexualidade. Indagações sobre currículo: diversidade e currículo.mec. MACEDO.gov.). CAMARGO. 1. 1997. Guacira Lopes.

exatamente. E-mail: eritania17@hotmail. Bolsista de Pós-Graduação pela CAPES. Educação Sexual. Professora Dra. tais produções selecionadas e baixadas dos acervos irão compor nosso quadro de categorias de análise da presente pesquisa. a partir de um levantamento de dados junto às universidades estaduais do Estado do Paraná. Buscamos nessas instituições os acervos digitais das produções acadêmico-científicas que articulam Sexualidade.EDUCAÇÃO SEXUAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES Os contos de fadas e suas contribuições para o desenvolvimento e a aprendizagem de crianças pequenas Eritânia Silmara de Brittos1 Giseli Monteiro Gagliotto2 Este trabalho se refere a uma pesquisa qualitativa que estamos desenvolvendo junto ao Mestrado em Educação da Universidade Estadual do Oeste do Paraná UNIOESTE. Encontramos até o momento 16 produções nos bancos de dados das universidades. 1 76 . pois auxilia a criança a lidar com seus sentimentos. Campus de Francisco Beltrão/PR. Neste processo de pesquisa iremos entrevistar trinta (30) professores que atuam nos quinze (15) CEMEIs do município de Francisco Beltrão. Identificar seus conhecimentos acerca da importância de uma interpretação psicanalítica dos contos de fadas para o trabalho pedagógico. como medo. Nosso propósito é responder a seguinte questão: De que forma o acesso ao conhecimento psicanalítico. pode contribuir para o trabalho dos professores na Educação Infantil? Os resultados incipientes nos permitem afirmar que os contos de fadas são instrumentos auxiliares no processo de desenvolvimento da personalidade infantil. A leitura psicanalítica de Bettelheim (2014) Pedagoga e Mestranda em Educação na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE). as dissertações e teses encontradas não refletem. no entanto. Psicanálise e Contos de Fadas. Mestrado em Educação da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE). nosso objeto de pesquisa que é levantar dados acerca da contribuição dos contos de fadas para o desenvolvimento e a aprendizagem de crianças pequenas. Iniciamos esta pesquisa com uma revisão empírico-bibliográfica. na interpretação dos contos de fadas. da Graduação em Pedagogia e Pós-Graduação. perdas e a encontrar na fantasia dessas histórias maneira de resolver seus conflitos internos.com. Campus Francisco Beltrão. Estas produções tratam de assuntos relacionados aos temas que estamos pesquisando. 2 Pedagoga e Psicóloga. Para a realização da pesquisa de campo nos propomos através de entrevistas semiestruturadas conhecer a maneira como os contos de fadas são usados pelos professores dos CEMEIs (Centros Municipais de Educação Infantil) em Francisco Beltrão-PR. Localizamos doze (12) universidades com Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu em todas as áreas do conhecimento. ansiedade. campus Francisco Beltrão. inclusive a Educação.

eles contribuem na construção da personalidade.destaca. ed. Mário. Paulo de Carvalho & BELO. Fábio R. Contos de Fadas: edição comentada & ilustrada. Lúcio Roberto & RIBEIRO. Diana Lichtenstein & CORSO. Fadas no Divã: Psicanálise nas histórias infantis. Palavras. Referências BETTELHEIM. Marilena. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. 2006.chave: Contos de Fadas. 2004. São Paulo: Casa do Psicólogo. CHAUÍ. R. A Psicanálise dos Contos de Fadas. São Paulo: brasiliense. Glória. 29. Maria. 1984. Sexualidade. 2003. KBR Editora Digital Ltda. Contos de Fadas e Realidade Psíquica: a importância da fantasia no desenvolvimento. Porto Alegre: Artmed. Bruno. RADINO. Psicanálise. 2012.ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra. Tradução de Arlene Caetano. TATAR. MARZAGÃO. Psicanálise & Literatura: seis contos da era de Freud. CORSO. que ao mesmo tempo em que os contos de fadas divertem as crianças. 77 . pois esclarece pontos importantes sobre o desenvolvimento infantil. 2014. Repressão Sexual: essa nossa (des) conhecida.

Mestranda em Educação Sexual pela UNESP. principalmente na área da prevenção de violência sexual. Departamento de Psicologia da Educação. Também aponta a prevalência de violência sexual de até 26% em meninos e 34% em meninas (WHO. O livro recebeu o Prêmio Neide Castanha de Direitos Humanos cedido pelo CECRIA e CONANDA. 1999). O projeto fornece gratuitamente formação para educadores. carolinearcari@yahoo. num sentido mais global. conselheiros tutelares e psicólogos. reafirmando a necessidade da produção de mais recursos de Educação Sexual para a infância. entre 0 e 14 anos. Nessa perspectiva.pipoefifi. Mestrando em Educação Sexual pela UNESP. METODOLOGIA: Seguindo a vertente da prevenção primária de violência sexual.com. Espanha (pelo Consulado Brasileiro em Madri) e Angola. Dra. à qualidade de existência e. Segundo Organização Mundial da Saúde (2005).org. conta com orientações para os adultos atuarem na prevenção primária do enfrentamento do problema. com conteúdo dirigido a crianças a partir de 4 anos. Instituto CORES. Mais de 50 mil cópias do livro foram distribuídas gratuitamente.EDUCAÇÃO SEXUAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES Pipo e Fifi: uma ferramenta de prevenção de violência sexual na infância Caroline Arcari Meyer1 Fabricio Meyer2 Andreza Marques de Castro Leão3 A violência sexual infanto-juvenil é um grave problema carregado de consequências envolvendo ameaça à vida. RESULTADOS: A obra e o projeto PIPO E FIFI já atingiram mais de 50 municípios brasileiros e o projeto já foi executado em Portugal. foi criado o projeto PIPO E FIFI. além de atuar diretamente com crianças de 4 a 12 anos em sala de aula. Também conta com uma plataforma online gratuita: www. 1 78 . bem como o acesso gratuito e democrático a esse tipo de Pedagoga. familiares e profissionais de educação. além do conteúdo e linguagem simples dirigidos ao público infantil. 40 milhões de crianças e adolescentes do planeta. sofrem abuso sexual e negligência. profissionais de saúde e de assistência social. o projeto tem como base o livro PIPO E FIFI que. Faculdade de Ciências e Letras de Araraquara – UNESP. com concessão de direitos autorais. O manual da ABRAPIA (2002) destaca a Educação Sexual como ferramenta de prevenção primária da violência sexual.br. Instituto CORES. como recurso para educadores. à saúde física e mental. DISCUSSÕES: O alcance do projeto destacou a receptividade da obra por partes dos educadores.br 2 Pediatra. 3 Profa. tornando a criança menos vulnerável à violência sexual e com competência e habilidade para se expressar e buscar ajuda. saúde e defesa dos direitos da criança e do adolescente. às relações. profissionais de saúde e de assistência social.

WHO. Infância.Organização Mundial de Saúde. Salud Mundial. Palavras-chave: Violência Sexual.material. Referências ABRAPIA. Petrópolis: RJ. 79 . Genebra. Prevenção. 3ª Edição. 2005. 1999. Report of the Consultation on Child Abuse Prevention. Genebra. OMS . 2002. Adolescência. Abuso sexual: mitos e realidade.

entre o prazer. é ampliar as concepções de projeto de vida para além das necessidades e carência material. 2005) não como propriedade do sujeito. exatas e biológicas) e também por alunos/as. Estudar o ser humano. a lei nº 60/2009 de 06 de agosto regulamentada pela portaria 196-A de 09 de abril de 2010.com Professora Assistente – Instituto de Biociências – UNESP – Rio Claro/SP – Brasil. a qual estabelece a aplicação da educação sexual nos estabelecimentos de ensino básico e do ensino secundário. como questões de sobrevivência. através de entrevistas semi-estruturadas com 06 professores/as e grupo focal com 06 alunos/as em cada escola. ausência do prazer e o desprazer. pela mediação entre o sofrimento e a felicidade. da ética. Então. num processo de possibilidades infinita de criação e de entrelaçamentos. marilia. Como base utilizar-se-á também o enquadramento vigente nos dois países. 01 de Coimbra (Portugal) e 01 de Piracicaba (Brasil). tem como objetivo mediar informações e problematizar questões relacionadas ao tema. mas como possibilidade do vir a ser. tem buscado compreender como é construído o “projeto de futuro” na dimensão sócioafetiva por professores/as de diferentes áreas (ciências humanas. financiada pela FAPESP – processo número: 2014/02224-6. o projeto de futuro na dimensão sócio-afetiva é caracterizada pela definição dos afetos. Para Portugal. enquanto capacidade de ser afetado pelo outro. pela potência da ação humana (Espinosa. das paixões. Para Marcelino (2009). envolvendo questões da sexualidade em ambas as realidades. sua vida e concepções de projeto de vida. acerca da educação para a sexualidade. No Brasil. em 02 escolas públicas. Espera-se que os/as adolescentes tenham elementos trazidos da educação básica para o entendimento da sexualidade e para a construção de Mestranda FCLAr – UNESP – Araraquara/SP – Brasil. Os objetivos da pesquisa consistem em verificar se os/as professores/as das diferentes áreas trabalham o projeto de futuro na dimensão socioafetiva com seus/suas alunos/as e como elaboram no cotidiano de sala de aula este projeto e verificar também se os/as alunos/as de ensino médio constroem. compreenderemos como é construído para eles/as o projeto de futuro. discutem. 3 Professora Coordenadora – Instituto Politécnico de Coimbra – ESEC – Coimbra – Portugal. é analisar a ética e a afetividade.frassetto@gmail. 1 2 80 .EDUCAÇÃO SEXUAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES Projeto de futuro na dimensão sócio-afetiva: percepções de professores/as e alunos/as do Ensino Médio no Brasil e Portugal Marilia Frassetto de Araujo1 Célia Regina Rossi2 Filomena Teixeira3 A pesquisa em andamento. refletem e problematizam o projeto de futuro na dimensão sócio-afetiva. os Parâmetros Curriculares Nacionais – PCN (1997) que.

Educação em e para a Sexualidade. Dimensão Socioafetiva. CATAO. http://dx. M. – Brasília: MEC/SEF. Parâmetros curriculares nacionais: apresentação dos temas transversais. [online]. Palavras-Chave: Projeto de Futuro.pt/pdf1s/2009/08/15100/0509705098. prof. de F.um projeto de futuro com equidade. 544-557. 1.º 151 — 06 de Agosto de 2009.mec. pp. indistintamente. de 2013.. Diário da República. 81 .doi. C. Referências BRASIL. cienc. M. Políticas de Formação de Professores/as. 1997.. F. de.1590/S1414-98932009000300009. Q. menos preconceito. respeito às diferenças sexuais.gov. M. M. Disponível em: http://portal. 2009. ética / Secretaria de Educação Fundamental.br/seb/arquivos/pdf/livro081. 146p.ª série — N.pdf.org/10. ISSN 1414-9893. LIMA. PORTUGAL. respeito a todos e todas. n. P. Disponível em: http://dre.3. Psicol. vol. dos S. Último acesso: 24 de set.pdf MARCELINO.29. Representações sociais do projeto de vida entre adolescentes no ensino médio.

2006). Nestes trabalhos. destacaram posteriormente a importância da formação de educadores no campo da Educação Sexual. Em um trabalho anterior (CRUZ. Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ensino. Autores e autoras como Goldberg (1982). apresentamos aqui algumas reflexões iniciais sobre um conjunto de atividades de formação em sexualidade e gênero que vem sendo desenvolvidas com estudantes de graduação do curso de Licenciatura em Ciências Naturais e professores de Ciências vinculados ao Programa de Bolsas de Iniciação à Professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia. criado por Tereza Cristina P. Esta comunicação tem por objetivo. outros textos sobre Educação Sexual circulavam na Bahia e no Brasil nas primeiras décadas do século XX. como parte importante de um projeto de nação que. Entretanto. dentre outros/as. tem seus primeiros registros no início do século XX com a apresentação de duas teses na Faculdade de Medicina da Bahia (FAMED) versando sobre essa temática. C. apresentada em 1910 e a tese da médica Ítala Silva de Oliveira com o título “Da Sexualidade e da Educação Sexual” foi apresentada em 1927. DOMINGUES. temos indícios de que estas publicações ou mesmo os relatos sobre elas circulavam também na Bahia no mesmo período. evitando assim a “degeneração” da raça. publicação da década de 1930. A tese de Raul Mendes de Castilho Brandão. Além das teses médicas. 1 82 . calcado em fundamentos das teorias evolucionistas bastante divulgadas na época.br 2 Professora supervisora do PIBID Ciências Naturais – UFBA. Fagundes existiu na UFBA de 1985 a 2007. Neste sentido. intitulada “Breves Considerações sobre a Educação Sexual”. particularmente na Bahia. Figueiró (2001. Filosofia e História das Ciências. 3 O Boletim de Eugenia circulou no Rio de Janeiro no período de 1929 a 1931. Fica claro que essa ideologia perpassa as concepções sobre formação de educadores sexual deste período. demarcando essa temática como uma pauta importante no campo da educação. já identificamos uma preocupação com a formação docente3. compartilhar algumas reflexões sobre a formação inicial e continuada de professores/as de ciências como educadores/as sexuais. 2014) apontamos para a emergência desses discursos no Boletim de Eugenia. tinha como prioridade a produção de descendentes saudáveis.EDUCAÇÃO SEXUAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES A abordagem da sexualidade na formação de professores de ciências: reflexões a partir de uma experiência na Universidade Federal da Bahia Izaura Santiago da Cruz1 Andrea da Silveira Cordeiro Cunha2 A preocupação com a Educação Sexual no Brasil e. 4 O Projeto Permanente de Extensão de Educação Sexual (Proedsex).UFBA/UEFS/MASTRJ izaura@ufba. Fagundes (1995)4.

um desafio. Referências CRUZ. 1982. São Paulo: Edições Aruanda. 83 . Heloísa Maria Bertol. Palavras-chaves: Educação Sexual. Tereza Cristina Pereira Carvalho. FIGUEIRÓ. Educação Sexual: uma proposta. que busca utilizar elementos da filosofia.Docência (PIBID) de 2011 até os dias atuais. Mary Neide Damico. Izaura Santiago. 2001. sociologia e da história no ensino de Ciências. Concepções de Educação Sexual difundidas pelo Boletim de Eugenia de 1929 a 1933. Livro de Resumos do III Congresso Internacional de Sexualidade e Educação Sexual. Julho de 2014. Londrina: Eduel. FAGUNDES. 1995. 2006 GOLDBERG. um desafio. Mary Neide Damico. Formação de Professores de Ciências. Maria Amélia Azevedo. Universidade de Lisboa. Salvador: UFBA. Campinas: Mercado das Letras. DOMINGUES. FIGUEIRÓ. Um aspecto importante a ser destacado é que estas formações têm como perspectiva teórica uma Abordagem Contextual do Ensino de Ciências. Educação Sexual: Construindo uma nova realidade. Educação Sexual: Retomando uma proposta. Formação de Educadores Sexuais: Adiar não é mais possível. Londrina: Eduel.

familiares. em uma sociedade que se diz democrática e possui leis contra discriminação de gênero e orientação sexual. dekasanto@hotmail. p. Nossa pesquisa é de cunho qualitativo. na qual o machismo e a homofobia ainda são dominantes. através de muitas instâncias e práticas” (PARANÁ. através de muitas pedagogias escolares. Faremos entrevistas e questionários semiestruturados com professores/as do curso de Formação de Docentes do Colégio Mário de Andrade. e a primeira opressão de classe. p. fundamenta-se na filosofia marxista e se utiliza do método dialético para transitar nas categorias de análise estudadas. da Graduação em Pedagogia e da Pós-GraduaçãoMestrado em Educação da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE) Campus de Francisco Beltrão. o gênero e a educação sexual e que abordam a formação dos/das professores/as acerca destas categorias de análise.35). 2004. 1Pedagoga (UFPR. nas massas populares. ensinadas e fabricadas ao longo da vida. p. ainda há muito a caminhar no sentido de preparar os/as professores/as para que estes/as entendam a construção social dos gêneros e a orientação sexual de cada um/a como parte de sua natureza. Apesar de haver muitas pessoas engajadas no movimento de entender que “as formas de viver a sexualidade são produzidas. inclusive de orientações sexuais e gêneros. “O primeiro antagonismo de classes que apareceu na história coincide com o desenvolvimento do antagonismo entre homem e mulher na monogamia. 2005. As pessoas ativas. Professora Dra. A metodologia está baseada em revisão bibliográfica de produções acadêmicas na área da educação que tematizam a sexualidade. em Francisco Beltrão. Esta divisão é sustentada por um processo de reprodução cultural. portanto pode ocorrer “que sua consciência teórica esteja historicamente em contradição com seu agir” (GRAMSCI.70). de preconceitos e discriminação de gênero e orientação sexual dentro das escolas? Os temas sexualidade e gênero estão “na moda” nos meios educacionais e as políticas governamentais quase sempre usam a argumentação do respeito às diversidades sexuais como trampolim eleitoreiro. culturais. Mestranda em Educação na Universidade do Oeste do Paraná.EDUCAÇÃO SEXUAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES Educação. mas não têm uma consciência teórica clara da situação. 84 . 1989) da rede pública do estado Paraná. veladas e não veladas. Brasil. com a opressão do sexo feminino pelo masculino” (ENGELS. sexualidade e gênero Andréa Regina de Carvalho Gomes1 Giseli Monteiro Gagliotto2 A escola prepara as pessoas para os diferentes papéis de trabalho na divisão social classista. ainda temos tantas atitudes cotidianas.com 2 Pedagoga e Psicóloga. 2009. sem realmente ir a fundo à história da sexualidade e seus preconceitos.103). Paraná. Como. atuam praticamente.

2009. NUNES. da Propriedade Privada e do Estado. Secretaria de Estado da Educação. Desvendando a Sexualidade. 2005. Campinas. Núcleo de Gênero e Diversidade Sexual . A Origem da Família. Formação de Professores. Rio de Janeiro. Cadernos Temáticos da Diversidade/Sexualidade. César A. GRAMSCI.16). Orientação Sexual. Friedrich. Gênero. Departamento da Diversidade. p. Palavras Chave: Sexualidade. A Filosofia de Benedetto Croce. Civilização Brasileira 2004. 85 . 3 Ed. Referências ENGELS. SP: Papirus. Volume I: Introdução ao Estudo da Filosofia.PR. 1987. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil.Urge “refletir sobre os condicionantes históricos da sexualidade humana ocidental de maneira pedagógica e metodológica” (NUNES. Antonio. PARANÁ. 17 ed. 1987. Cadernos do Cárcere.

Bolsista CNPq. especialmente turísticos. Florianópolis. MÍDIAS E TECNOLOGIAS A “Capital Gay do Brasil”: emergência e construção de imagens acerca de Florianópolis – SC através das páginas jornalísticas (1999 – 2006) Igor Henrique Lopes de Queiroz1 O presente trabalho visa demonstrar. Turismo. e interesses econômicos. igorhlqueiroz@gmail. Palavras-chave: Sexualidades. processo permeado por relações políticas. as disputas e estratégias discursivas que culminaram na construção da imagem de uma cidade outrora provinciana e conservadora em uma cidade receptiva ao chamado “turismo gay”. institucionais.SEXUALIDADES. principal meio impresso do Estado de Santa Catarina. através da análise de notícias e reportagens veiculadas através do jornal Diário Catarinense. Imprensa. no período compreendido entre 1999 e 2006. Doutorando do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Santa Catarina – PPGH/UFSC.com 1 86 .

parte-se da concepção de escola multicultural e antissexista. legitimação e circulação de saberes. classe. bem como da imersão em uma ampla rede midiatizada. O recurso do uso das tecnologias para a construção de narrativas infantis e sobretudo da produção fílmica junto às crianças visa consolidar-se enquanto rico espaço para expressão. sexualidade. potencializadoras de múltiplas e inovadoras expressões culturais. ainda que ressignificadas pelos novos contornos das subjetividades contemporâneas mediatizadas. No contexto da sociedade globalizada busca-se contemplar a diversidade cultural. letrada e eurocêntrica. O intuito é o de oferecer significativas experiências culturais para além daquelas estandartizadas pela cultura de consumo que tendem a estereotipar. conferindo uma atenção especial às novas subjetividades infantis mediadas tecnologicamente. onde valorizam-se e desafiam-se diferentes e expressivas experiências e manifestações simbólicas. de sexualidade e da diversidade cultural que agregam significados à categoria infância. geração e etnia. Tomase a escola como um rico espaço de produção. dadas as intersecções dos laços sociais familiares. A presente comunicação procura problematizar experiências iniciais de uma pesquisa pós-doutoral realizada em realidades escolares da região da grande Florianópolis com o intuito de inter-relacionar e elucidar as práticas curriculares voltadas às questões de gênero. Compreende-se a criança como importante agente cultural. inserida numa rede de significados vivenciados intergeracionalmente.com 1 87 . Nesse sentido. das vivências escolares. exercício da reflexividade e da prática da alteridade. as quais por sua vez tendem a acionar matrizes e memórias culturais locais. estigmatizar. as redes de relações sociais. MÍDIAS E TECNOLOGIAS As possibilidades da articulação entre educação. valorização. de princípios além-fronteiras. dicotomizar e hierarquizar as diferenças de gênero. Decorrentes do intercâmbio de ricas e Pós-doutoranda PPGE/FAED/UDESC. Como desdobramento. busca-se romper tanto com as normatizações impostas tanto pelos conteúdos midiáticos de amplo alcance quanto pelas engessadas e arraigadas práticas escolares de herança missionária. A metodologia prevê a promoção de trocas culturais entre duas realidades escolares distintas em prol do avivamento e do empoderamento cultural proporcionados a partir de vivências dialógicas entre produções culturais infantis. culturais e geracionais que em seu conjunto agregam significados culturais de gênero e sexualidade à experiência da infância na contemporaneidade. diversidade cultural a partir dos usos das tecnologias gênero e Juliane Odinino1 Configuram-se enquanto território de constituição do coletivo infantil. professora colaboradora CEAD/UDESC. juodinino@gmail.SEXUALIDADES.

1998. BUCKINGHAM. Juliane. Super-Heroínas em Imagem e Ação: Gênero. Programa de pós-graduação em educação. Educação e Tecnologias. UFSC. 2000. Programa Interdisciplinar em Ciências Humanas. GÖTZ. O laptop educacional na escola: com a palavra os alunos. Palavras-chave: Gênero e Sexualidade Infantil. Dissertação de mestrado. In Técnicas Materiais e Técnicas Rituais. UDESC. Campinas: Unicamp. Cinema e Antropologia. M (2014). Secretaria de Educação Básica. Ensino fundamental de nove anos : orientações para a inclusão da criança de seis anos de idade /organização Jeanete Beauchamp. SandraDenise Pagel. animação e imaginação infantil no cenário da globalização das culturas. Boston: Beacon Press. Making Gender: The Politics and Erotics of Culture. Aricélia Ribeiro do Nascimento. Sherry (1996). agregar novas possibilidades de criação e de possibilidades estéticas com vistas a agregar novos sentidos de construções identitárias para meninos e meninas.inventivas produções simbólicas feitas de crianças para crianças. Referências bibliográficas BRASIL. 88 . por meio de inovadoras experiências que buscam. 2009 ORTNER. Stela M. ODININO. – Brasília : Ministério da Educação. 2007. David. 2014. além de oferecer novos repertórios culturais. Claudine. FRANCE. Tese de Doutorado. Londres: Polity Press. After The Death Of Childhood: Growing Up In The Age Of Electronic Media.

2010). No campo teórico. Relacionam-se autores que preconizam a educação sexual da criança e suas relações com livros para a infância. Entende-se a necessidade de investigar as obras voltadas à educação sexual que têm sido divulgadas em ambiente online e a formação de professores que os capacite à utilização dessas obras no processo de educação sexual da criança. aprimorando o processo educativo inclusive em educação sexual. estudos que problematizem a utilização em contexto escolar de histórias digitais já existentes ainda são incipientes. são recursos que podem favorecer também o processo de ensino nessa temática.SEXUALIDADES. a perspectiva emancipatória de educação sexual pode contribuir à prática pedagógica nessa temática. as histórias digitais para a infância expressam também conteúdos que necessitam ser analisados. 1 Mestre em Educação pela Universidade do Estado de Santa Catarina . pela articulação audiovisual e pela dinamicidade (OLIVEIRA.UDESC. 2011. pode também fornecer subsídios e parâmetros para esse processo de análise e reflexão sobre as histórias digitais. o professor pode utilizar-se desses recursos em suas práticas. encontradas em ambiente online. entendidos como Direitos Humanos Universais. Com o crescimento e difusão do acesso às Tecnologias da Informação e Comunicação pelas instituições escolares. hipertextualidade. 2012). Assim como as obras impressas. SILVA. a partir de um olhar crítico e reflexivo. contudo. Esta revisão de literatura realizada a partir de pesquisa bibliográfica apresenta algumas reflexões a partir das possibilidades das histórias digitais para a educação sexual da criança na perspectiva emancipatória. lukornatzki@gmail. Elas se caracterizam por uma diversidade de possibilidades de apresentação. 2013). tutora no Curso de Pedagogia do Centro de Educação a Distância da Universidade do Estado de Santa Catarina CEAD/UDESC. Essas histórias necessitam serem lidas e/ou assistidas e refletidas pelos professores previamente ao seu uso no processo de ensino. 2006). como pela interatividade.com 89 . crítico e reflexivo (MELO et al. professora na Secretaria de Educação do Município de Biguaçu/SC. baseado nessa perspectiva (KORNATZKI. mediada por histórias digitais. FIGUEIRÓ. MÍDIAS E TECNOLOGIAS Educação sexual da criança mediada por histórias digitais Luciana Kornatzki1 A educação sexual intencional da criança é um processo que ainda gera diversas dúvidas em meio escolar e vários professores sentem dificuldades no tratamento das manifestações da sexualidade pelas crianças (NUNES. bem como autores relacionados às histórias digitais. O conhecimento dos Direitos Sexuais. Percebeuse que os estudos têm-se voltado à utilização das histórias digitais na perspectiva da produção com os estudantes. oferecendo subsídios e assegurando ao professor um trabalho sensibilizado. na perspectiva emancipatória. As histórias digitais para a infância.

MELO. Histórias Digitais para a Infância. sexualidade e saúde: diálogos necessários. Cesar Aparecido. KORNATZKI. Educação e Sexualidade. UEL. 90 . Maria Alves de Toledo (org. rev. Educação. Londrina: Ed. 2010. 2. A educação sexual da criança: subsídios teóricos e propostas práticas para uma abordagem da sexualidade para além da transversalidade. Narrativas digitais: um passeio pelo universo das obras multimídia. um desafio. Dissertação (Mestrado).: MELO. OLIVEIRA. In. Educação Sexual Emancipatória.ed. Universidade Federal de Pernambuco. NUNES. Educação Sexual: retomando uma proposta. Poliana Barbosa Martins de. 2011. Recife. Interfaces entre educação sexual. MELO. 2012.). SILVA. Mary Neide Damico. 114 f. Edna. M. Sonia Maria Martins de. BRUNS. Florianópolis: UDESC/CEAD/UAB. 2006. Sonia Maria Martins de. et al. Sonia M. Curitiba: CRV. alfabetização e literatura infantil.Palavras-chave: Educação Sexual da Criança. Luciana. Campinas: Autores Associados. Referências FIGUEIRÓ. 2013. de.

no contexto da web 2. em busca do reconhecimento e da valorização da diversidade sexual. percebe-se a viabilidade de propostas metodológicas nessa temática na construção do conhecimento junto com os alunos. faz-se um resgate sobre o significado histórico das narrativas. este trabalho estabelece relações entre a estratégia pedagógica das histórias digitais com a temática da educação sexual da criança. do desenvolvimento da afetividade. A atual geração. mas também crítica e reflexiva.SEXUALIDADES. de produção de histórias digitais para a infância.0. chamada de Net Generation (TAPSCOTT. 2008) e os alunos multitarefas. tutora no Curso de Pedagogia do Centro de Educação a Distância da Universidade do Estado de Santa Catarina – CEAD/UDESC. Inicialmente. entre outros. também. o professor pode abordar com as crianças diferentes temas. Apresenta-se. favorecendo o diálogo e a reflexão com as crianças. utilizados na contação de histórias. digitais e artísticas. videocast e livros digitais. Professora Adjunta na Universidade do Vale do Rio dos Sinos. MÍDIAS E TECNOLOGIAS Construindo histórias digitais em educação sexual nos anos iniciais Luciana Kornatzki1 Luiza Maria Carravetta2 As histórias digitais têm sido compreendidas como importante estratégia pedagógica.com ³ Pós-doutorado em Televisão pela UCLA/USA. Histórias digitais para a infância. 2002) que influenciam na construção. Por fim. Portanto. KORNATZKI. apresentam-se algumas propostas metodológicas. utilizando recursos como podcast. família. incluindo nessas práticas as obras específicas para educação sexual (MELO. gênero. com capacidade para a utilização de várias tecnologias ao mesmo tempo. permitindo estimular o desenvolvimento de competências comunicacionais. na imaginação e na criatividade. baseadas na ludicidade. Nesse processo de construção de histórias digitais para a infância. professora na Secretaria de Educação do Município de Biguaçu. em que se observa a propagação da digital storytelling. são indicadores para que eles sejam coparticipantes do processo educativo. inclusive em propostas pedagógicas intencionais em educação sexual. mediadas pelas histórias para a infância. conceitualiza-se a educação sexual como processo permanente nas relações humanas e nelas as práticas pedagógicas. A partir de uma pesquisa bibliográfica. chegando aos dias atuais. lukornatzki@gmail. Na sequência. de sua sexualidade. diversidade sexual. como dispositivos pedagógicos (FISCHER. a serem utilizadas com as crianças. do respeito e liberdade sexual. de forma lúdica. Mestre em Educação. a compreensão dos recursos pedagógicos midiáticos. podem auxiliar professores dos Anos Iniciais no tratamento da educação sexual intencional. 1 91 . como corpo. pela criança. 2013).

KORNATZKI. Sonia Maria Martins de. In.1. 151-162. O dispositivo pedagógico da mídia: modos de educar na (e pela) TV. Don.28. Educação e Pesquisa./jun. Grown Up Digital: How the Net Generation is Changing Your World.: MELO. Luciana. Sonia Maria Martins de. MELO.). Referências TAPSCOTT.Palavras-chave: Educação Sexual da Criança. alfabetização e literatura infantil. 2002. 2013. Maria Alves de Toledo (org. FISCHER. Rosa Maria B. Mcgraw-Hill. Proposta Metodológica. sexualidade e saúde: diálogos necessários. Curitiba: CRV. 92 . v. jan. p. Educação. Histórias Digitais. n. BRUNS. 2008. Interfaces entre educação sexual. São Paulo.

Atualmente é bolsista no Projeto Núcleo de Estudos e Defesa dos Direitos da Infância e da Juventude (NEDDIJ) e é membro do Grupo de Estudos Educação e Sociedade – GEDUS na UNIOESTE.PR. mesmo que inconscientemente. após o trabalho ser realizado com os diferentes tipos de mídias.campus de Francisco Beltrão-PR. Durante os encontros. o qual foi organizado de forma aconchegante e diferente. Professora da Universidade Estadual do Oeste do Paraná. 3 Doutora em Educação pela Universidade Estadual de Campinas.UNICAMP-SP. atendendo 110 adolescentes entre 12 e 18 anos de idade. os adolescentes relatavam que os pais dificilmente conversavam a respeito de sexualidade. vídeos. considerado um tabu perante a sociedade. Durante os encontros com os adolescentes que trabalhamos sobre mídia. proporcionando rodas de conversa a respeito das temáticas abordadas. Atualmente é membro do Grupo de Estudos Educação e Sociedade – GEDUS na UNIOESTE.campus de Francisco Beltrão-PR. e é membro do Grupo de Estudos Educação e Sociedade – GEDUS na UNIOESTE. sexualidade. Diziam não prestarem muita atenção nas letras das músicas que escutavam. Nos relatos pudemos perceber que a sexualidade e o sexo são tratados com o mesmo significado. músicas e imagens. Desta forma. nos filmes e programas que assistiam. Através do método dialético para compreensão da realidade. do que assistiam ou escutavam. presente no cotidiano escolar e na vida destes adolescentes. de que forma os adolescentes são tratados na família e na escola. os adolescentes participavam. em uma das instituições escolares da rede pública no município de Francisco Beltrão.SEXUALIDADES. intitulada como Laboratório de Educação Sexual Adolescer. família e escola. algumas das metodologias utilizadas foram filmes. 1 93 .campus de Francisco Beltrão. de sexo. de forma ativa.UNIOESTE. O objetivo deste resumo está em discutir a influência da mídia na sexualidade dos adolescentes. como a sexualidade é entendida no ambiente escolar e. os adolescentes refletiram sobre os conceitos trazidos em cada atividade.UNIOESTE. sexo. MÍDIAS E TECNOLOGIAS Educação sexual e mídia: um trabalho realizado no espaço escolar Franciéle Trichez Menin1 Franciele Lorenzi2 Giseli Monteiro Gagliotto3 Este resumo apresenta um relato da experiência de um projeto de extensão universitária. Os resultados apontaram que os pais se fazem pouco presentes na vida dos filhos Graduanda do 4º ano de Pedagogia na Universidade Estadual do Oeste do Paraná. apresentando o avanço da tecnologia. franci_menin@hotmail. considerando que estes esclarecimentos devem partir da escola. enquanto mediávamos o conhecimento numa perspectiva crítica-reflexiva abordando a mídia como influência direta no comportamento e nas opiniões expressadas.com 2 Pedagoga formada pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná. tendo voz e vez. Este projeto teve início com a montagem da sala em agosto de 2012.UNIOESTE.

C. N. São Paulo. Adolescência na Escola: soltar a corda e segurar a ponta.V. Campinas. CONTI. F. Gente..adolescentes. J. FIGUEIRÓ. MENEZES. Referências CARDOSO. Margarete Parreira. conversa com seus pais?” Anais de Saúde I Congresso Brasileiro de Extensão Universitária.. É urgente que as escolas assumam uma parcela do seu papel de educadora sexual e desenvolvam projetos de educação sexual para os adolescentes. dificultando esclarecimentos acerca de suas curiosidades e dúvidas referentes ao seu desenvolvimento sexual. UFPB. Sexualidade. 2006. envolvendo a família. SP: Mercado de Letras. Palavras-chave: Adolescência. LEVKOFF. A Mídia e o Corpo: o que o jovem tem a Dizer? Estudo baseado na tese de doutorado da primeira autora intitulada: “A imagem corporal de adolescentes: validação e reprodutibilidade de instrumentos”. Formação de Educadores Sociais: adiar não é mais possível. S. C. Logan. 2008. João Pessoa/PB. M. S. L. MIRANDA. LIMA. TORAL. PEREZ. pelo Departamento de Epidemiologia da FSP/USP.. L. J..A. S. São Paulo: Ed. 2002. Belo Horizonte: Formato Editorial. Mídia. 2006. H. D. para que estes possam fazer um trabalho ativo na vida destes que estão em pleno desenvolvimento biológico e psicológico e que interferem sobremaneira no desenvolvimento da sua sexualidade e afetividade. Mary Neide Damico. 94 . 2001. FIGUEIREDO. Londrina. Relações familiares entre pais e filhos adolescentes: “e você. PR: Eduel. PEREIRA. Educação. Como falar de sexo com seus filhos: o que eles estão aprendendo hoje e como ensiná-los a ter uma vida sexual saudável.

Silvia Vasconcelos Carvalho/ Depto. Tem como objetivo desvelar o que há de inventivo nessa outra forma de prostituição. mas colocando-a como ativa no processo de construção do seu modo de vida. S. e que. 1988. subjugado pelo moralismo. Drª. A prostituição que elucidamos . Almejamos trazer as experiências das profissionais. sem vitimizá-las ou patologizá-las. e consequentemente. fazendo um recorte que comporta territórios mais fluidos e virtuais: a prostituição “cibernética”. traçando algumas linhas de fluxos e cortes entre as diferentes formas de prostituição. Michel. GERSHON. Dispositivo de Sexualidade.br/numero-2/168-profissionais-do-sexo-dainvisibilidade-ao-reconhecimento. Sociologia Jurídica: http://www. Orientação: Profª. desestigmatizar uma categoria. F. muitas vezes. O que o mundo considera como maldito não desaparece.com 95 .uff@gmail. Acessado em 20 de janeiro de 2014. possa-se promover uma reflexão social acerca do tema.sociologiajuridica. GUATTARI. A partir de três sites específicos (classificados online) da cidade de Niterói . Vol. Profissionais do sexo: da invisibilidade ao reconhecimento. acreditamos ir contra os movimentos de higienização – que são cada vez mais sutis -. Referências bibliográficas FOUCAULT. Micro-política: Cartografias do desejo. Internet. Este. Ao dar visibilidade a essa temática. apenas some de nossas vistas. Priscilla. 17ª edição. Rio de Janeiro: Edições Graal. de Psicologia/ UFF. Palavras-chave: Visibilidade.RJ realizamos entrevistas semiestruturadas como meio de colher narrativas. História da sexualidade. desta forma. jutfreitas.apresenta uma nova positividade: é cada vez mais invisível aos olhos de quem não quer vê-la.net. I: A vontade de saber.dita “cibernética” . MÍDIAS E TECNOLOGIAS Inventando a prostituição cibernética: narrativas de prostituição feminina. desvendando o dispositivo de sexualidade Juliana Teixeira de Freitas da Silva1 O presente trabalho pretende se aproximar da temática da prostituição. e ROLNIK. 1996.SEXUALIDADES. Rio de Janeiro: Petrópolis. 1 Graduanda do Curso de Psicologia na Universidade Federal Fluminense. Prostituição.

Disponível em < http://groupsbeta. Belo Horizonte: Autêntica. Guacira Lopes (org. 2ª Ed.LOURO.com/group/digitalsource > Acesso em: 17 jan. São Paulo: Paz e Terra. 2ª.). O corpo educado: pedagogias da sexualidade. Os Prazeres da Noite. 2013. Margareth. RAGO. 2000. 96 . 2008.google.

Na maioria das vezes os moldamos num modelo de sociedade baseada em relações monogâmicas. são características dessa categoria a normatização de estereótipos sociais e sexuais. Grupo de Pesquisa EDUSEX Formação de educadores e educação sexual CNPq/UDESC . por meio de falas.raquelvpacheco@gmail. para a sensibilização destas temáticas. 1 Mestre em Educação.com 97 . Universidade do Estado de Santa Catarina UDESC. Isso nos permite refletir sobre a perpetuação de práticas e discursos diferentes que reproduzimos para o sexo feminino e masculino. iniciar um trabalho intencional. formais e não formais. MÍDIAS E TECNOLOGIAS Modelos normativos de ser princesa (e príncipe): reflexos no cotidiano Raquel da Veiga Pacheco1 Esse resumo expandido tem por objetivo compartilhar parte da pesquisa de mestrado intitulada “Escola de Princesas: um estudo da compreensão de professoras sobre a influência de filme da boneca Barbie na educação sexual de crianças” e trata das reflexões sobre uma das quatro categorias desveladas nesta pesquisa que teve como objetivo desvelar a compreensão de professoras sobre a influência de filme da boneca Barbie nos processos de educação sexual das crianças. ensinando as crianças. emoções e afetos. jogos e brincadeiras a serem meninos e meninas em determinados padrões seguidos acriticamente. filmes. a forte presença de modelos de papéis sociais determinados e a padronização de práticas como exclusivas para homens ou para mulheres. Portanto. “princesas e príncipes”. Centro de Educação a Distância CEAD. A definição de modelos de comportamento masculino e feminino em diferentes tarefas e práticas do dia-a-dia trouxe aspectos e estereótipos muito marcantes. Nessa categoria percebeu-se uma normatização e padronização de papéis sexuais para meninos e meninas. A categoria aqui apresentada “Modelos normativos de Ser princesa (e príncipe): reflexos no cotidiano” surgiu a partir das trajetórias de vida dessas três mulheres. podemos. histórias essas repletas de sentimentos. nos espaços educativos.apoiados pela análise dos registros feitos pela pesquisadora a partir de um questionário aplicado e de uma conversa dirigida realizada após a sessão de assistência do filme Barbie: Escola de Princesas. Estamos.resultado de entrevistas individuais com três professoras . Apesar da cristalização e normatização de papéis definidos para o que é ser menina ou menino. voltado à busca da emancipação para superação de modelos e abordagens estereotipadas.SEXUALIDADES. por muitas vezes. heteronormativas e patriarcais. Tais categorias inicialmente brotaram da análise dos indicadores das vertentes pedagógicas de educação sexual cunhadas por Nunes (1996) e da análise de conteúdo de textos transcritos .

Faculdade de Educação. 319f. 1996. Campinas. C.Palavras-chave: Educação Sexual. Modelos Normativos. Filmes da Boneca Barbie. 98 . Referência NUNES. sexualidade e educação: as relações entre os pressupostos ético-sociais e histórico-culturais presentes nas abordagens institucionais sobre a educação sexual escolar. Filosofia. A. 1996. Universidade Estadual de Campinas. Tese (Doutorado em Educação) .

todos de fácil acesso. sendo dois de cada categoria. livros. corrida e ação. estímulo à docilidade. Selecionou-se o site de jogos www. artigos de beleza. além de colocarem o papel dito feminino de forma precocemente sexualizado. que apresentaram músicas mais melódicas e tranquilas. 1 Mestre em Educação. etc.sitedejogosonline. que as consideram consumidoras ativas o que estimula o mercado de produtos especializados. Outra expressão muito interessante revelada foi às temáticas dos jogos selecionados. Nela destacam-se algumas descobertas vivenciadas durante os jogos. auxiliando-os(as) em um processo de educação sexual para a emancipação.cmonteggiavarela@gmail. Centro de Educação a Distância CEAD. que são disponibilizados em plataformas gratuitas na internet. tais como: o enredo musical dos jogos ditos para meninos eram em sua grande maioria de notas fortes. O presente estudo optou por conhecer um pouco mais dos jogos online (categoria dos jogos eletrônicos). Grupo de Pesquisa EDUSEX Formação de educadores e educação sexual CNPq/UDESC . embasada na metodologia apresentada por Aarseth (2003) que compreende que é preciso jogar para poder-se então ter um domínio e conhecimento profundo dos jogos e assim desenvolver uma análise coerente com o conteúdo observado através da prática. A partir daí foi feita a imersão da pesquisadorajogadora. como das maiores. a produção de jogos eletrônicos para o entretenimento infantil vem crescendo rapidamente. diferentemente dos selecionados na categoria para meninas.com 99 . Opta-se nesse resumo trazer alguns apontamentos sobre a categoria “Padronização das práticas ditas para homens e mulheres”. Universidade do Estado de Santa Catarina UDESC.SEXUALIDADES. MÍDIAS E TECNOLOGIAS Padronizando práticas: a construção de papéis sexuais nos jogos online Cristina Monteggia Varela1 Esse resumo compartilha parte da pesquisa de mestrado intitulada “Jogos online e Educação Sexual: o que as crianças aprendem quando jogam”. tanto das crianças pequenas. denotando ação e aventura. com um rico cardápio de jogos preparado para atender a todos os gostos e desejos. que eram profundamente marcados pelo culto à beleza e consumo. No mundo dos brinquedos. Existem diversos sites. opostamente aos jogos ditos para meninas. encontrados dentro das categorias “jogos de meninos” e “jogos de meninas”.com escolhendo para análise quatro jogos. Propõe-se a partir dos resultados dessas análises desenvolver propostas de educação para as mídias de forma a permitir a reflexão de educadores(as) junto às crianças e adolescentes. Essa metodologia permitiu à pesquisadora desvelar categorias fundamentais para reflexões e debates de pesquisadores(as) nas áreas de educação e comunicação. como: roupas. brinquedos. Atualmente as crianças têm grande relação com as mídias. Na categoria para meninos eram de luta.

Papeis sexuais. Acesso em: 08 jan. 2014. n. Caleidoscópio Revista de Comunicação e Cultura. 2º Semestre.Palavras-chave: Educação Sexual. 2003. 4. 100 . E. O jogo da investigação: abordagens metodológicas à análise de jogos. Caleidoscópio.php/caleidoscopio/article/viewFile/2236/17 53. Referência AARSETH. Lisboa. Disponível em: http://revistas.ulusofona.pt/index. Jogos Online.

Pesquisador do Grupo de Pesquisas Sexualidade e Escola (GESE/FURG). bi e bi curiosos.“O Grindr é um aplicativo com base na localização para encontrar homens gay. Depois demarcamos uma distância de 50 (cinquenta) km e questionamos 20 (vinte) sujeitos. a aplicação é gratuita.com Mestranda de Pós-Graduação em Educação na Universidade Federal do Rio Grande/ FURG. feita para ser usada com o teu Android” (SITE DO APP. ou outros. Notamos. no qual apresentamos uma foto real (do autor) e lançamos nossos olhares aos sujeitos que não apresentavam fotos de rosto. guidodanca@hotmail. 2014). especificamente. com vista a combinar encontros e socializar. discreta e anônima. elaboramos um perfil. sobre os quais exploramos para este trabalho. que as relações de 1 2 3 Universidade Federal do Rio Grande/ FURG Mestrando do Programa de Pós-Graduação Educação em Ciências: Química da Vida e Saúde associação ampla FURG/UFRGS/UFSM. meu fake me protege!”: discussões sobre a produção de identidades no App Grindr Rodrigo Lemos Soares1 Ariana Souza Cavalheiro2 Raquel Pereira Quadrado3 Nossa proposta de pesquisa passou a tomar corpo. mecanismos midiáticos no Brasil. assegurando e ao mesmo tempo. embasados em ferramentas dos estudos Queer. Enquanto metodologia. ou próximos. O Grindr utiliza a rede celular ou sinal Wi-Fi do Android para identificar a localização física. de modo a podermos conversar. à qual cerca de 10 000 homens aderem diariamente. Professora do Instituto de Educação (Orientadora) na Universidade Federal do Rio Grande/ FURG. quando alguns debates sobre comportamentos ditos de gays passaram a ser questionados em nosso grupo de pesquisa. no qual os perfis fakes assumem diferentes significados. O Grindr. 101 . interagir e socializar com homens de diferentes locais. mas de diferentes partes do corpo. a partir de vieses bio-sócio-culturais de vertentes pós-estruturalistas. o Grindr. postergando o contato olho no olho. como: O que te leva a produzir um perfil e não mostrar o rosto? Nas análises iniciais foi possível perceber que essas formas de interação social acarretam na defesa daqueles que as articulam. Bolsista CAPES/Demanda Social. ao mesmo tempo em que posiciona os sujeitos nesses ambientes de redes sociais. por prazer e por lazer. hoje. em ordem de proximidade para responder uma questão relacionada aos seus perfis. Pesquisadora do Grupo de Pesquisas Sexualidade Escola (GESE/FURG).SEXUALIDADES. também. em nossos encontros semanais onde abordamos diferentes conceitos relacionados a corpos. Pesquisadora do Grupo de Pesquisas Sexualidade e Escola (GESE/FURG).5 milhões de membros em 192 países. gêneros e sexualidades. Bolsista FAPERGS. conta com mais de 6. MÍDIAS E TECNOLOGIAS “Por defesa. oferecendo uma extensa rede mundial masculina com base na localização. O artigo destina-se a dissertar sobre um comportamento social mediado pelo uso midiático de um aplicativo.

In: STREY. 2006.google.android&hl=pt _BR> Acessado em: 19 jun. Florianópolis EDFSC. sexualidade. p. Práticas culturais. Corpos interditados: notas sobre anatomias depreciadas. Rio de Janeiro: Graal. Referências COUTO. no caso. 10 ed. Porto Alegre: EDIPUCRS. História da sexualidade: o cuidado de si. 102 . Corpos e subjetividades em exercício interdisciplinar. ser passivo. 2006. 39. Ética. MENDES. sexualidade. 2004.grindrapp. ou seja. Produção de Identidades. política. Rio de Janeiro: Forense Universitária. política. Ética.V). C. Disponível em: <https://play. Revista de Ciências Humanas. p. 1985. O corpo em Foucault: superfície de disciplinamento e governo.práticas sexuais. 133-148. Col. ______. Grindr. 167-181. 2014. GRINDR . Outras justificativas ficam no campo das possibilidades de macular ou depreciar a própria imagem. M. Michel. L. Ditos e Escritos (v. Palavras-Chave: Aplicativo gay. Ditos e Escritos V. Col. In: FOUCAULT. é algo que os sujeitos mencionaram como justificativa para não se expor.com/store/apps/details?id=com. Edvaldo.GAY Encontrar cara. FOUCAULT. 2004. Marlene e CABEDA. abr. Rio de Janeiro: Forense Universitária. ______. expressar seus desejos sem precisar arcar de forma direta com consequências de outras ordens. A Ética do Cuidado de Si Como Prática da Liberdade. Sonia. n.

Estado de São Paulo – Brasil. Nesse projeto não há celebridades esguias. que afirma que a mídia tem papel de destaque na produção de representações sobre os corpos e identidades. mas. O que torna esse projeto ainda mais relevante é de que o responsável se trata de um fotógrafo que trabalha registrando mulheres tidas como ‘perfeitas’. ou seja. A proposta usa sempre o mesmo cenário. a presente pesquisa demarca a abordagem qualitativa descritiva. o reverso do seu trabalho na Playboy. tendo as principais fundamentações teóricas embasadas nos autores: Giroux (2001). O blog e o livro foram as ferramentas de divulgação do projeto. E Steinberg (1997). já que ensinam e ditam Mestranda em Educação Sexual pela Faculdade de Ciências e Letras da Unesp . sim. cicatrizes e assimetrias. fabipregn@hotmail. pretende-se refletir através da ótica de Jorge Bispo.SEXUALIDADES. que assinala que as mídias são inevitavelmente “Pedagogias Culturais”.Araraquara Estado de São Paulo – Brasil. maquiadas e depiladas posando em cenários paradisíacos. Desta forma. Padrões que moldam comportamentos e que fazem aflorar o constrangimento acerca do corpo feminino por não corresponder ao que é considerado o padrão estético vigente. tratando-se de uma compilação de fotos em preto e branco e nestes ensaios fotográficos ele traz à tona uma manifestação raríssima em que as mulheres não estão em proporções perfeitas como vemos em revistas e anúncios televisivos. MÍDIAS E TECNOLOGIAS Projeto “Apartamento 302” – análise da proposta que visa o reverso da ditadura da beleza feminina no Brasil Fabiana Aparecida Prenhaca Giacometti1 Andreza Marques de Castro Leão2 O presente trabalho pretende ir além de rever as representações das capas de revistas que mostram uma beleza feminina ilusória e não apresentam correlação com a mulher real. um dos principais fotógrafos da revista Playboy do Brasil. Nesse trabalho.com 2 Professora do Departamento de Psicologia da Educação e do Programa de Pós-Graduação em Educação Sexual da Faculdade de Ciências e Letras da UNESP – Araraquara . 1 103 . e pode ser empregado como um instrumento que mostra o agravo dos padrões de beleza presentes nas mídias. uma parede branca e mulheres voluntárias que chamam a atenção pela simples nudez direta do apartamento do fotógrafo. no qual ele convida mulheres anônimas e sem experiência para posarem nuas. mulheres com rugas. que resolveu criar o projeto “Apartamento 302”. O projeto começou de forma espontânea e conta com o registro de 117 mulheres de biótipos diferentes. Frente a estas considerações. as propagações da mídia podem ser pensadas como artefatos pedagógicos. Este projeto se trata de uma contestação ao padrão estético da sociedade contemporânea.

H. A linguagem do corpo na sociedade brasileira: do ético ao estético. C.verdades. 2000. como forma de denuncia e contestação ao padrão normativo estético-corporal. H. O Corpo educado. pretende-se divulgar e incentivar projetos semelhantes ao “Apartamento 302”. v. G. A beleza em foco: condicionantes culturais e psicobiológicos na definição da estética corporal. Emma. S. G. Revista Brasileira de Sexualidade Humana. Palavras-chave: Mídia.). e também.) O corpo do brasileiro: estudos de estética e beleza. Identidade social e a construção do conhecimento. L. Belo Horizonte: Autêntica. 1. da. 1997. E. STEINBERG. SANTOS. para que sejam usados como estratégia pedagógica no trabalho com mulheres. dos. (org. In: QUEIROZ.) Cultura Infantil – a construção corporativa da infância. 2001. LOURO. In: QUEIROZ. Renato da Silva (Org. GOUVEIA. Diante dessa realidade. Kindercultura: a construção da infância pelas grandes corporações. Joe L. QUEIROZ. OTTA. Shirley. Os filmes da Disney são bons para seus filhos? In: STEINBERG. p. J. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. produzindo efeitos no pensar e no agir das pessoas.. 2001.) O corpo do brasileiro: estudos de estética e beleza. 104 . 2000. n. M. 29-34. H. (Orgs. Mulher. In: SILVA. Renato da Silva (Org. 1. 1990. L. In: LOURO. p. Pedagogias da Sexualidade. A Influência dos Meios de Comunicação no Desenvolvimento da Sexualidade. São Paulo: Senac. PEREIRA. São Paulo: Senac. Shirley. Referências bibliográficas GIROUX. AZEVEDO. KINCHELOE. Renato da Silva. Porto Alegre: Secretaria Municipal de Educação. 98-145. Relação de Gênero. São Paulo. João Baptista Borges. L.

composta por alunos do 8° ano do Ensino Fundamental. investigando quais são conhecidos. com apoio da etapas delineadas por Triviños (1987). linha Educação. usamos o método dialético em um estudo de caso exploratório.Além disso. MÍDIAS E TECNOLOGIAS Sexting: qual a compreensão de adolescentes sobre o fenômeno? Camila Detoni Sá de Figueiredo1 Sonia Maria Martins de Melo2 Estudo parte de reflexões de uma das autoras sobre sua vida pessoal. líder do Grupo de Pesquisa Formação de Educadores e Educação Sexual CNPq/UDESC. 1987).se algum adolescente já enviou-postou vídeo ou foto íntima seu ou de amigo na rede. Comunicação e Tecnologia. Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação PPGE/FAED/UDESC. Comunicação e Tecnologia do PPGE/FAED/UDESC. acadêmica e profissional. que permite adquirir mais conhecimento sobre um tópico-problema e pode servir de ponto de partida para outros estudos (Triviños. Formação de Educadores e Educação Sexual CNPq/UDESC. O estudo visa responder a questão: Como alunos do 8° ano do Ensino Fundamental de uma escola da rede pública estadual em Florianópolis SC.As principais referências bibliográficas são de autores clássicos e contemporâneos que abordam a educação sexual emancipatória. se há conhecimento dos riscos da exposição na internet e como é a supervisão dos pais no uso das redes. A análise dos dados coletados será feita pela Análise de Conteúdo proposta por Bardin (2009). Sendo Sexting. um fenômeno recente. 105 . vividos sob uma educação sexual repressora. qual a relação dos adolescentes com a internet. visando promover o debate crítico sobre o tema. outros aplicativos e as redes sociais.SEXUALIDADES. das mudanças nas relações sociais dos adolescentes. visando saber se os adolescentes a conhecem e se conhecem histórias de pessoas que tenham sido vítimas da exposição indevida. 2Doutora em Educação. linha Educação. a adolescência e o fenômeno Sexting. para auxiliar na prevenção de riscos aos quais se 1Mestranda em Educação. Bervian e Silva (2007). Os resultados serão divulgados em eventos e junto às escolas. membro do Grupo de Pesquisa.com. investiga-se a palavra Sexting. O questionário explora: modos de acesso as mídias e a internet pelos adolescentes. Aplicação segue a perspectiva de Cervo. E-mail: camiladsaf@gmail. pelo espaço profissional ocupado. visando a educação emancipatória. o estudo exploratório é importante para o desenvolvimento de estudos posteriores. aliada a percepção. que apontam a necessidade de orientação e supervisão de adultos com relação ao uso das mídias por estes. e desvelamento de categorias a luz do referencial teórico necessário. Brasil compreendem o fenômeno Sexting? Como metodologia. aliada à necessidade de investigação e intervenção intencionais nos espaços educativos. com que frequência e para que são utilizados.Para coletar os dados será aplicado questionário em uma amostra intencional. investiga qual é o perfil dos usuários.

Porto Alegre. Sexting: Research criteria of a globalized social phenomenon. Disponívelem: <http://link. 1981. Augusto Nibaldo Silva.com/article/10. Laurence.springer. 106 . RS: Artmed. Springer Science+Business Media New York 2012. Metodologia científica. Acesso em: 29/10/2013. normal: um enfoque AUGUSTINA. Adolescência psicanalítico. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70. o marxismo. a seus processos específicos de educação sexual.. A. BERVIAN.expõem muitas vezes os adolescentes. 1997. SILVA. Adolescência. Amado Luiz. Roberto da. as 14h30min. Gómez Duran. Palavras-chave: Sexting. 6. TRIVIÑOS. São Paulo: Atlas. M. Esperanza L. Referências ABERASTURY.ed.o positivismo. [Edição revista e actualizada em 2009]. CERVO. a fenomenologia. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação . 2007.1007/s10508-0120038-0#page-1>. com sérios prejuízos para sua vida e nela. Jose R. SÃO PAULO: Pearson Prentice Hall. 1987. BARDIN. Educação Sexual Emancipatória. Pedro Alcino. KNOBEL.

Posteriormente. Eles referiram que empregaram para tanto teatros. há as orientações e demandas da contemporaneidade que convergem para a educação sexual. Departamento de Psicologia da Educação. Dra. músicas. este trabalho demonstra que apesar da tentativa de alguns docentes. Mestranda do curso de Mestrado profissional em Educação Sexual na Faculdade de Ciências e Letras de Araraquara-Unesp. a educação sexual na cidade de Macapá precisa ser entendida de maneira que os alunos tenham acesso a mesma. diálogos. A maioria dos professores alega incompatibilidade entre o tema e o conteúdo da disciplina que ministra. paródias. andrezaleao@fclar.br 1 107 .com 2 Profa. advindos dos profissionais que sinalizaram de forma positiva quanto à abordagem do tema em suas aulas. necessidades. Para tanto empregou-se um questionário semiaberto direcionado aos professores das disciplinas de Artes. o trabalho deteve-se a 13 questionários. Além disso. Estratégias de Ensino. Educação Física.SEXUALIDADES E SAÚDE Informações da educação sexual em uma escola de Macapá/AP Izelma de Souza Costa1 Andreza Marques de Castro Leão2 Diante dos fenômenos. Ciências. De posse dos resultados foi possível detectar que dentre os educadores. a realizam ou não. Educação Física. Assim. estes. Programa de Pós-Graduação em Educação Sexual. cartazes e fantoches como recursos estratégicos para problematização e promoção da educação sexual em suas aulas. História. a falta de compreensão dos pais. Palavras chave: Educação sexual. Enfim. obrigações e urgências que envolvem a educação. Geografia. izelma. da cidade de Macapá.costa@hotmail.unesp. Matemática e Oficina de trabalho. somente os professores das disciplinas de Ciências. o presente estudo visa conhecer as razões pelas quais os educadores de uma escola de Ensino fundamental. Faculdade de Ciências e Letras de Araraquara-Unesp. Ensino Religioso. a falta de materiais adequados e ausência de um curso de aprimoramento profissional também foram apontados como fatores limitantes da educação sexual nas praticas educacionais dos participantes. totalizando 42 participantes. Língua Portuguesa. História e Oficina de Trabalho ministravam ou já tinham ministrado trabalhos voltados para a questão da sexualidade em suas disciplinas. Estudos Amazônicos. Disciplinas. estado do Amapá.

O trabalho vincula-se a unidade saúdeeducação e parte da necessidade de desenvolver formas de tornar acessíveis Graduanda do 5º ano do Curso de Psicologia da Faculdade de Ciências da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita filho – UNESP/Bauru. Durgan4 Atuou-se. 3 Docente do Curso de Psicologia da Faculdade de Ciências da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita filho – UNESP/Bauru.SEXUALIDADES E SAÚDE Saúde sexual. O trabalho indica a necessidade de monitoramento ativo das crianças expostas. baixa autonomia das gestantes na condução do próprio tratamento e cuidado com a saúde sexual em geral. instrumentalizando as gestantes quanto à profilaxia para evitar a transmissão vertical do HIV e de outras DST’s e aos cuidados com a sua saúde sexual. auxiliar a compreensão da condição sorológica positiva. 4 Psicóloga do Centro de Referência em Moléstias Infecciosas vinculado à prefeitura da cidade de Bauru. orientando-as sobre a adesão ao tratamento antirretroviral e profilaxia. entre 2012 e 2014. Constatou-se o início tardio do pré-natal. Os objetivos específicos foram viabilizar espaço de reflexão sobre casos de maior vulnerabilidade para aprimorar os atendimentos psicológicos envolvendo crianças e seus cuidadores e produzir espaço coletivo de intervenção. das gestantes e uma abordagem junto aos responsáveis dos serviços de saúde público e privado. diminuir o índice de transmissão vertical. no Centro de Referência em Moléstias Infecciosas através do projeto de extensão “Tecendo a Manhã” vinculado ao Curso de Psicologia da UNESP. psiquismo e o fenômeno HIV/AIDS Flaviane Izidro Alves de Lima1 Jefferson Luiz Ferraz2 Angelo Antônio Abrantes3 Andrea C. com implicações para si e para outros e a construção de projetos voltados para a promoção da saúde. O trabalho pretendeu aprimorar as estratégias usadas com as gestantes a fim de ampliar a adesão ao tratamento. gênero e maternidade.com 2 Graduando do 5º ano Curso de Psicologia da Faculdade de Ciências da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita filho – UNESP/Bauru. 1 108 . Realizouse uma vez por semana o acompanhamento domiciliar das puérperas e das gestantes em pré-natal com adesão irregular ao tratamento. O referencial teórico foi a Psicologia Histórico-Cultural com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento do portador do HIV/AIDS com a construção de uma compreensão científica do fenômeno HIV/AIDS que oriente ações em direção a uma existência saudável. E-mail para contato: flavianeizidro@hotmail. Realizou-se encontros quinzenais com gestantes. despreparo dos serviços não especializados na condução de casos de gestantes soropositivas e abandono do tratamento pela mãe e interrupção do acompanhamento da criança. fisiologia. saúde sexual/reprodutiva. M.

Campinas: Autores Associados. 109 . Saúde Sexual. Palavras-chave: HIV/AIDS.conceitos científicos a uma população que não está habituada a essa comunicação. Considera-se que o trabalho pode contribuir teoricamente com profissionais da saúde para melhorar a comunicação com os usuários sobre doenças sexualmente transmissíveis e relevância do tratamento. L. 2007. Referência MARTINS. A formação social da personalidade do professor: um enfoque vigotskiano. M.

percebemos falas e posicionamentos mais plural em relação a sexualidade. como uma integralidade do cuidado. textos científicos. A metodologia utilizada é a projeção de filmes. bio patologizante.. gênero e sexualidade. Acabam por levar em consideração apenas os órgãos sexuais feminino e masculino e não a sexualidade em si. a sexualidade seja vista como uma promoção da saúde. anatômico. já que nem sempre os profissionais da saúde estão preparados a investigar as queixas relacionadas à Professor Universitário e Coordenador do Núcleo Sexualidade e Saúde .. Limitamse a apresentar um conhecimento fisiológico.SG. 2011. Trabalhamos um eixo temático que problematiza o “Sexo e sexualidade: as relações de gênero. 2013. Por vezes. pois as reflexões que fazemos pautados pela construcionismo social contradizem com suas "verdades". biológico. dinâmicas. a luta por uma igualdade de direitos entre homens e mulheres. Esse eixo trabalha o conceito de família. Metodologia: Para além da visão binária. p. discute os preconceitos em relação à orientação sexual e o papel da sexualidade como forma de promoção da saúde. Bem como. mas que deve ser entendido como a percepção que cada um tem de sua afetividade. Paulo Prata". de seus sentimentos. No entanto. de sua orientação e cuidado do corpo (MONTEIRO. "(.com 1 110 . dentro de um módulo curricular Studium Generale .) a suposição de que a biologia está na raiz de todas as coisas persiste. p. Faculdade de Ciências da Saúde de Barretos "Dr. uma suposição que é mais forte quando se fala de sexualidade" (WEEKS. Pois.marco@ymail.SEXUALIDADES E SAÚDE Sexualidade e saúde na escola médica Marco Aurélio Monteiro1 Introdução e discussão: As escolas médicas muitas vezes centram suas discussões envolto a sexualidade confundindo com o conceito de sexo. Resultados: Os alunos de medicina diante da discussão nos encontros do SG se veem muitas vezes angustiados. doutor em Ciência Política. Há a necessidade de um desenvolvimento de um olhar interdisciplinar nas ciências médicas envolta a sexualidade humana. a orientação sexual e a composição da estrutura da família contemporânea e sua relação com a saúde".87). durante o eixo temático em questão.NuSS. uma intervenção de saberes que ultrapassa as questões biológicas. Email: monteiro. historicamente estigmatizada pela ciência médica. Para que. que vai para além do órgão sexual. construídas pela sociedade machista e naturalizada por vezes pela ciência médica. as escolas médicas trabalham com a percepção da vivencia da sexualidade vinculada as patologias. Assim propomos reflexões. quebras de paradigmas e ampliação de olhares em relação a percepção de sexualidade que os alunos trazem consigo. ministrado no primeiro ano do curso de medicina. Os alunos percebem a necessidade de tais questionamentos. propomos na graduação. estudos dirigidos. corporal e anatômica. genético da sexualidade humana. 40).

seguimos as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Medicina. julho-dezembro de 2011. ANSON. mitos e temores relacionados a sexualidade. p.84-103. Conclusão: Enfim. O corpo e a sexualidade. Medicina. ANSON. 2014. MONTEIRO. WEEKS.. A. N. Casamento homo afetivo: libertário ou reacionário? In: Revista Sociologia Jurídica. P. 2013. p. Porto Alegre: Artmed. Identidade sexual no relacionamento entre terapeuta e paciente. explicitamente ou não. In: O corpo educado: pedagogias da sexualidade: Belo Horizonte: Autêntica. In: O livro dos casos clínicos GLBT. Educação. 2014). J. dúvidas. Saúde. pois os pacientes trarão. Referências: LEVOUNIS. 111 . onde a Saúde. A. e cabe ao profissional fornecer informações assertivas e não preconceituosas sobre o tema (LEVOUNIS. como a Sexualidade passa a ter uma visão biopsicossocial e não simplesmente patológica. M. Palavras-chaves: Sexualidade. 13.sexualidade de seus pacientes. J.35-81.

saúde e condutas. Artefatos culturais constituidores de significados e identidades. culpa. guerra. risco. seja pelos materiais pedagógicos utilizados. tais livros são importantes fontes de investigação sobre como perceber como são abordados os conteúdos da AIDS e seus desdobramentos. bem como seus efeitos sobre os sujeitos. demonstrando que tanto as identidades quanto as subjetividades são mutáveis e históricas. utilizar ferramentas de análise das práticas pedagógicas que permitam fomentar questionamentos e reflexões críticas acerca dos materiais didáticos utilizados na escola.castro@bol. suas intenções.com. contágio. nani. estabelecendo relações do conteúdo da AIDS com representações de morte. Cabe aos profissionais da educação. Livro-didático. cuidado. da saúde e das condutas dos alunos. ou seja. as estratégias de prevenção. 1 2 Doutoranda em Educação pelo Programa de Pós-Graduação da UDESC (PPGE/UDESC).SEXUALIDADES E SAÚDE Sexualidades em risco: representações sobre AIDS nos livros didáticos de Ciências do 6º ao 9º Ano de Florianópolis (2000 A 2011) Cristiane de Castro Ramos Abud1 Gladys Mary G. contradições. bem como a produção de uma “gramática do terror”. A educação e a saúde na escola são debates históricos que produziram dispositivos de controle dos corpos. utilizados em cinco escolas da Rede de Ensino Municipal de Florianópolis. Mestre em História do Tempo Presente (PPGH/UDESC). Os saberes prescritos pela escola e seus artefatos de poder devem ser. permanentemente contestados. seja pelos profissionais da educação. AIDS. desafiados. 112 . Com o auxílio dos Estudos Culturais – onde a linguagem é compreendida enquanto constituidora de representações e práticas. Florianópolis. Teive2 Esta pesquisa analisa os discursos e saberes acerca da AIDS abordados em 16 livros didáticos de Ciências do 6º ao 9º ano (2000 a 2011). subvertidos. Saúde.são analisados os modos como as imagens e os discursos presentes nos livros didáticos de Ciências prescrevem formas comportamentais de se vivenciar a sexualidade em nome do sujeito saudável.br Doutora em Educação pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). professora associada do Departamento de Pedagogia e do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Estado de Santa Catarina (PPGE/UDESC). seus corpos. Palavras-chave: Sexualidade.

a principal proposta do projeto é pensar a propósito de como os modos de existências desses indivíduos são construídos. mulheres masculinizadas e transgêneros. pretendo focar questões que tangem categorias fixas de masculinidade e feminilidade. Homens Mestrando em Clínica Médica. postados em um portal de compartilhamento gratuito de vídeos autorados por transexuais masculinos. é mantido como um site pessoal por uma ou mais pessoas. bem como do material coletado através de questionários. principalmente com os profissionais de saúde que trabalham nos serviços especializados de atendimento aos transexuais ou nas redes de atenção à saúde. singularidades e semelhanças entre grupos de FTMs.com 113 . A partir do acompanhamento das trocas de mensagens escritas nos diários virtuais contidos em distintos canais. 1 Transgêneros. no universo dos videoblogues. As questões levantadas ajudam a explicar de que modo os videoblogues têm contribuído como potentes dispositivos para se pensar a articulação entre relações de gênero e masculinidades no ciberespaço. dar mais visibilidade à masculinidade feminina e aos transgêneros e ao mesmo tempo. enquanto categorias. dos encontros virtuais para a discussão de tópicos específicos.SEXUALIDADES E SAÚDE Transmasculinidades e o cuidado em saúde Benjamim Neves1 A presente proposta de pesquisa se desenvolve em torno das relações interpessoais estabelecidas em videoblogues .de@gmail. Universidade Federal do Rio de Janeiro. tentar utilizar este ambiente para promover diversas interações no cuidado entre transgêneros. butches ou mulheres masculinizadas e transgêneros . Neste sentido.diários virtuais cujos conteúdos principais consistem de vídeos confessionais.sujeitos cuja expressão de gênero não corresponde ao papel social atribuído ao sexo biológico designado para eles/elas no nascimento. Com atualização frequente. beneves. Palavras-chave: transexuais. Mais recentemente o termo também tem sido utilizado para definir pessoas que estão constantemente em trânsito entre um gênero e outro. no campo da saúde. Masculinidade Feminina. familiar e afetivo-sexual a partir das mudanças corporais experimentadas (cirurgicamente ou não) pelos indivíduos. apontar traços da luta dessas existências contra o micro – fascismo e. por último. indicar alterações no contexto social.

114 . cuidar da casa e dos filhos. desde 2008. A Oficina Nem toda relação sexual engravida trata dos aparelhos reprodutores. A Secretaria de Educação de São Paulo. Campus de Araraquara. entretanto. meninos e meninas possuem opiniões muito distintas. seu funcionamento quais praticas sexuais oferecem risco de gravidez. satisfazer o homem na cama. além de ser fiel.SEXUALIDADES E SAÚDE Um estudo sobre comportamentos e atitudes sexuais de adolescentes de uma escola pública a partir das oficinas Vale Sonhar Gabriela Jaqueline Domingues Vilela1 Paulo Rennes Marçal Ribeiro2 Adolescentes encontram espaço nas aulas de biologia para discutir sexualidade.vilela@ymail. lidar com a culpa e a ansiedade e vislumbrar uma sexualidade plena e consciente. é necessário o investimento dos órgãos governamentais na 1Bióloga 2 e Mestranda em Educação Sexual na UNESP. Para uma Educação Sexual intencional e emancipatória centrada na cidadania e nos direitos. como o abandono dos estudos. uma professora de biologia observou seus alunos do 1º ano do Ensino Médio buscando identificar os comportamentos e atitudes do cotidiano destes alunos. A Oficina Identificação do Sonho trabalha a sensibilização dos alunos quanto o risco de uma gravidez precoce. Dizem que o papel da mulher na sociedade é ser submissa. como recurso metodológico para se trabalhar a Educação Sexual nas escolas públicas do Estado. enquanto estas acham feio e nojento. A Oficina Engravidar é uma escolha apresenta os métodos contraceptivos aos adolescentes e revelam sua eficiência. Neste trabalho. mas reconhece que a gravidez na adolescência pode trazer muitos problemas. ainda que estas oficinas objetivem contribuir para a prevenção da gravidez na adolescência. Concluímos que a Educação Sexual enquanto proposta de intervenção institucionalizada é imprescindível para a formação dos jovens para que possam encontrar caminhos para solucionar problemas cotidianos. g. Campus de Araraquara.com Livre-Docente em Sexologia e Educação Sexual e coordenador do Curso de Mestrado em Educação Sexual na UNESP. do Instituto Kaplan. Sobre a masturbação. mas os meninos disseram que “camisinha de posto não presta e estoura”. Foi observado que grande parte dos adolescentes não tem perspectivas para o futuro no tocante à escolha de uma profissão. a rejeição da família e a privação da liberdade. Todos sabem da existência da “camisinha” e que em postos de saúde a distribuição é gratuita. elegeu as Oficinas Vale Sonhar. eles revelam e brincam sobre como e o quanto fazem. E que “não tem graça” usar ou “é a mesma coisa que chupar bala com papel”. o preconceito por parte dos colegas. como seria a realização de seu sonho futuro e de sua profissão. Os rapazes demonstraram preocupação com o tamanho do pênis.

Palavras-chave: Oficinas.formação de profissionais de educação e saúde com conhecimento e didática para orientar os estudantes. Adolescência. Educação Sexual. 115 . Recursos Didáticos.

“sair do armário”. Mestre em Administração. Por milhares de anos. encaram e agem para com os indivíduos considerados gays. onde nos dias atuais ouvimos termos pejorativos tais como: “viado”. Foi construída uma análise que explana desde a forma como que os povos da antiguidade encaravam e enfrentavam o amor entre pessoas do mesmo sexo até as concepções construídas de acordo com os preceitos da igreja católica e de outras instituições. Não existem dúvidas de que a homossexualidade é e sempre foi menos comum do que a heterossexualidade. estar internalizado o preconceito. a homossexualidade é visivelmente clara uma característica muito real da espécie humana. “baitola”. Para muitas pessoas. Campus da FACEDI. Enfermeira. Em todo o mundo e em toda a história. 1 116 . Contudo. Os procedimentos metodológicos de nossa pesquisa foram essencialmente bibliográficos. Professora da Universidade Estadual do Ceará – UECE. onde tivemos a oportunidade de estudar autores renomados tais como: Dias (2009). Email: rnvasa@gmail. ou seja. daí um dos nossos objetivos. Lasso (2002) e Morais (2003). Apesar de o assunto ser polêmico e em muitos casos as famílias tradicionais de nosso país não aceitar. sendo assim. Especialista em Terapias Tradicionais. não pode ser classificada como antinatural ou encarada como anormal. Esse panorama só entrou em declínio e começou a se transformar. “mariquinha”. resolvemos buscar na antiguidade alguns fatos que relatam isso. o que queremos levar para o público leitor é que tivemos com o passar do tempo uma regressão das pessoas que são consideradas héteros. a homossexualidade tem sido um elemento que compõe a vida humana. o que percebemos é que com o passar do tempo esse fato mudou consideravelmente. criando outros rumos no fim do século passado. possibilitando entender como se desenvolveu o preconceito e a construção social do homossexual. porque isso vem ocorrendo já que em outros termos tivemos evolução e não regressão no tempo de nossa sociedade e porque a sociedade ainda em grande parte faz atos discriminatórios aos homossexuais. a forma como eles pensam. dentre outros. Aluno Graduando do Curso de Ciências Biológicas da Universidade Estadual do Ceará – UECE. Tais autores serviram de inspiração e embasamento teórico. que visavam à sexualidade com o objetivo principal de procriação.DIVERSIDADE SEXUAL E INCLUSÃO A homossexualidade na história da humanidade: a História da Bicha Ramon Viana de Sousa1 Daniele Gruska Benevides Prata2 O presente trabalho aborda a concepção da homossexualidade na história da humanidade. Campus da FACEDI. mesmo nos tempos atuais.com 2 Professora orientadora Psicóloga. o amor entre iguais era tão comum que não existia nem o conceito de homossexualidade.

Antropologia cultural e homossexualidade. São Paulo: Revistas dos Tribunais. Danos à Pessoa Humana: uma leitura civilconstitucional dos danos morais. Maria Celina Bodin de. Homossexualidade – Ciência e consciência.41-43. História. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. As portas. 117 . 2009. Palavras chave: Antiguidade. ainda vem sendo uma questão de tempo.como chamam. Débora Vanessa Caús. LASSO. In. Homossexualidade. p. Rio de Janeiro: Renovar. entretanto. MORAES. 2003. Pablo. Maria Berenice. vêm sendo abertas desde a Antiguidade.: BRANDÃO. Preconceito. Parcerias homossexuais – aspectos jurídicos. 2002. União homoafetiva: o preconceito & a justiça. Referências DIAS.

mas também uma educação que forneça esclarecimentos e transforme pensamentos pré-estabelecidos transferidos aos jovens através de legados e que possa orientar escolhas e construir felicidades. e no que diz respeito à educação sexual. PUCRS. Em vista disso.DIVERSIDADE SEXUAL E INCLUSÃO Educando para a sexualidade: mitos e verdades do sexo com alunos do Ensino Médio de escola parceira – PIBID/Biologia/PUCRS Cristiene Sybele Teixeira1 Bruna de Paula Almerão2 Bruna Manara da Costa3 Sibelis dos Santos Seixas Barreto4 A educação sexual nas escolas brasileiras não é uma singularidade das últimas décadas. é um lugar de transformações e mudanças. planejamos uma atividade para os alunos do terceiro ano do ensino médio de uma escola parceira. Entretanto. não apenas como caráter preventivo de gravidez precoce ou DST’s.pucrs. É uma temática geral e minuciosa. pelo contrário. Contudo. Durante a atividade notamos o quão interessado os alunos demonstraram estar. levando em consideração principalmente as características socioculturais do 1 Bolsista PIBID-CAPES. mais ainda. os alunos esclareceram dúvidas e relataram experiências. graduando em Ciências Biológicas. para abordar este tema no âmbito escolar. este assunto não pode ser tratado fora do contexto escolar. Devido a estas questões. desenvolve-se uma necessidade de se educar sexualmente. Em vista disso.br 2 Bolsista PIBID-CAPES. PUCRS. embora a mesma eduque para tal mesmo sem querer. graduando em Ciências Biológicas. o que comprova que ainda há muito a ser trabalhado neste contexto. Particularidades devem ser evidenciadas para o planejamento de atividades. Cabe aos educadores abrir espaço para estas questões e planejar atividades que estejam de acordo com o perfil da turma. Professora Supervisora PIBID-CAPES. graduando em Ciências Biológicas. que entre tantas características que possui. PUCRS. pois além de participarem. cristiene. a necessidade de uma abordagem mais profunda e sistematica na escola ainda se fazem necessárias. deve-se levar em consideração o entorno e quem são os sujeitos que compõem a instituição. pois é indispensável esta temática na vida dos alunos. 3 118 . Os resultados foram positivos. constitui um anseio que restaura décadas do século passado. A atividade teve como objetivo abordar mitos e verdades do sexo além de dados históricos dos métodos contraceptivos mais comuns utilizados pelos jovens: camisinha masculina e pílula anticoncepcional feminina. Foram diversas perguntas e comentários.teixeira@acad. Bolsista PIBID-CAPES. 4 Professora de Educação Básica. Além disso. graduada em Ciências Biológicas pelo IPA. a sexualidade sempre preocupou a escola e foi negada por ela. A escola é sem dúvidas o ambiente ideal.

Lugar de sexo é na escola? sexo. 119 .171. trabalhar questões de gênero. Dissertation (Master’s Degree in Teaching of Sciences and Mathematical Education) – State University of Londrina. M. 115 f. integrando o Projeto Sexualidade na escola. In: FIGUEIRÓ. BRUSCHINI. In: PARANÁ. 6. 2009.grupo. sexualidade e educação sexual. Sexualidade.) Educação Sexual: Múltiplos Temas. Sexo e juventude: como discutir a sexualidade em casa e na escola. Curitiba: SEED. Referências bibliográficas BARROSO. São Paulo: Cortez. 2013. 2013. Mary Neide Damico. C. p. o PIBID/Biologia da PUCRS vem se dedicando a abrir espaços para discussão/reflexão dessa temática polêmica e urgente. igualdade e respeito às diversidades também devem ser abordadas de maneira mais significativa. (Org. Além disso. Londrina. Palavras-chave: Educação Sexual. Londrina: Universidade Estadual de Londrina. 2009. C. de forma que traga uma maior conscientização a todos os envolvidos. Educação Sexual: como ensinar no espaço da escola. Compromissos Comuns. Secretaria da Educação. PIBID. A.141 . Sexuality in schools: methodological considerations from the perspective of Science teachers. Formação de Professores. QUIRINO. ed. Assim. R. Sexualidade. Josiane da Silva. CÉSAR. 1998..

sofrem de estigma. em vês de se colocar a pessoa na prisão. sado-masoquistas e swinguers na verdade em vês de preconceito. ou seja. Sexualidade. e diferente do preconceito que ocorre em algumas situações e em outras não. Kilpatrick e Pio (2013) que trabalha com profissionais do sexo. ou seja. utilizaram-se autores como Serina et al. Educação Sexual 1Doutor em educação física. pois os mesmos são uma forma de controle social no qual a sociedade precariamente se equilibra. profissionais do sexo. sendo que todos os outros atributos são considerados status subalternos. e consequentemente baixa qualidade de vida. Após apresentação e discussão desses artigos por cerca de 4 horas para cada texto nas aulas da disciplina de estigmas na sexualidade no mestrado em Educação Sexual da UNESP que conta com 15 alunos matriculados. uma marca pejorativa que se torna o status principal do indivíduo. rótulos e julgamentos sociais e com isso possam diminuir o risco e o incomodo social estimado pela coletividade. situação que os coloca em descrédito social. por exemplo. Docente no mestrado em educação sexual – UNESP – vagner@rosana. se coloca a prisão na pessoa. Nessa perspectiva a Educação Sexual necessita criar situações positivas e boas práticas para que as pessoas sexualmente estigmatizadas não incorporem esses estereótipos. (2011) que estuda homossexuais. homossexuais. intersex. conclui-se que é praticamente impossível acabar com os estigmas sexuais. sendo que as pessoas não estigmatizadas deixam de ter contato e amizade com os estigmatizados para não serem também vitimas do que Gofman (1988) chama de estigma de cortesia. e cabe ao educador sexual entender como ocorre especificamente cada estigma associado a cada grupo específico e criar situações pró-ativas tanto junto ao grupo estigmatizado quanto no grupo estigmatizador principalmente em situações de sala de aula.DIVERSIDADE SEXUAL E INCLUSÃO Estigmas na sexualidade Vagner Sérgio Custodio1 Paulo Rennes Marçal Ribeiro2 Esse trabalho visa fazer uma correlação da teoria de Gofman (1988) sobre o estigma e aplicá-la a situações da sexualidade. Para desenvolver essas estratégias.br 2Livre docente em sexologia e professor do mestrado em Educação Sexual – UNESP. (2012) que aborda grupos swinguers.unesp. nos diferentes níveis de ensino. tendo como hipótese que alguns grupos identificados por terem um comportamento sexual diferenciado da heterossexualidade normativa como. transex. Beech e Harkins (2012) que atuam junto a sadomasoquistas e Green (2010) que estuda os transex e os intersex. Boysen et al. mas a não incorporação do estigma é algo possível. Palavras chave: Estigma. 120 . o estigma ocorre na maioria das relações em que o sujeito estigmatizado esteja envolvido.

Referências Beech. Swinging around Stigma: gendered marketing of swingers websites. p. Kilpatrick Rob . Pio E.277-288. Equality. p. S. demographics and treatment interventions. M . Dl . 2012. L. 2011. p. Sexuality and Culture.. . Vogel. DSM-IV paraphilia: Descriptions. Vol. Green R.30(4). Madon. I want to touch the sky: how an enterprise challenges stigma for sex-workers. . 39:1457–65. Phua. Vol. R. M.1-12. DeJesus. Arch Sex Behav.T.527539. 2012. Rio de Janeiro: Zahar Editores.17(6). Aggression and Violent Behavior. A. 2013. Harkins. A.32(3). 121 . Vol. E. Serina. 2010 Goffman. Estigma: Notas sobre a Manipulação da Identidade Deteriorada. p. Journal of Social and Clinical Psychology.. Ga . Boysen. V. Fisher. Robert Stoller’s Sex and Gender: 40 years on.C. Ciambrone. 1988. Hall.329-360. D. Diversity and Inclusion: An International Journal. The mental health stereotype about gay men: the relation between gay men’s self-estereotype and stereotypes about heterosexual women and lesbians. M .

na verdade sofrem uma carga de estigma ainda maior. por exemplo. ou seja a deficiência aliada aos comportamentos sexuais desviantes. Apesar disso. sensoriais ou múltiplas. e Maia e Ribeiro (2010) que estuda pessoas com deficiência físico-motora. ocorrendo na maioria das relações em que o sujeito estigmatizado esteja envolvido. rótulos e julgamentos sociais e com isso possam diminuir o risco e o incomodo social estimado pela coletividade. 3 Psicóloga e aluna do mestrado em Educação Especial – UFSCAR. Ingraham et al (2000) que trabalha com pessoas com deficiência sensoriais (surdo-cegos). é algo possível. físico motoras. tendo como hipótese que grupos de pessoas com deficiência intelectual. por exemplo. a não incorporação do estigma pó r parte do estigmatizado. e swinguers.br 2 Livre docente em sexologia e professor do mestrado em Educação Sexual – UNESP. e cabe ao educador sexual entender como ocorre especificamente cada Doutor em educação física docente no mestrado em Educação Sexual – UNESP – vagner@rosana. profissionais do sexo. homossexuais. 1 122 . utilizou-se autores que trabalham a sexualidade como: Bastos e Deslandes (2005) que aborda pessoas com deficiência cognitiva.DIVERSIDADE SEXUAL E INCLUSÃO Estigmas na sexualidade de pessoas com deficiência Vagner Sérgio Custodio1 Paulo Rennes Marçal Ribeiro2 Isa Maria de Souza Fernandes Ferrari3 Esse trabalho visa fazer uma correlação da teoria de Gofman (1988) sobre o estigma e aplicá-la a situações da sexualidade de pessoas com deficiência. conclui-se que é praticamente impossível acabar com os estigmas sexuais de pessoas com deficiência. Para desenvolver essas estratégias. e identificados por terem um comportamento sexual diferenciado da heterossexualidade normativa como. e consequentemente baixa qualidade de vida. nem na Feira de Reabilitação REATEC (2014) e nem na EROTIC FAIR (2014) não apresentou nenhum produto de auxilio para sexualidade de pessoas com deficiência reforçando de certa forma ao que Gofman (1988) afirma ser uma marca pejorativa que se torna o status principal do indivíduo. Nessa perspectiva a Educação Sexual necessita criar situações positivas para que essas pessoas duplamente estigmatizadas não incorporem esses estereótipos. No Brasil. pois os mesmos são uma forma de controle social no qual a sociedade precariamente se equilibra para minimizar a adesão de comportamentos ameaçadores ou incômodos à estrutura social. sendo que todos os outros atributos são considerados status subalternos. transex. situação que os coloca em descrédito social. Após apresentação e discussão desses artigos por cerca de 4 horas para cada texto nas aulas da disciplina de estigmas na sexualidade no mestrado em Educação Sexual da UNESP que conta com 15 alunos matriculados. pois acumula-se duas ou mais condições estigmatizantes.unesp.

Revista Brasileira de Educação Especial. 2010. p. n. por exemplo. Educação Sexual. Ciência e Saúde Coletiva.estigma associado a cada grupo especifico. L. Ribeiro. Maia. Sexualidade. 1988. Deficiências.94(12). v. 159-176. Deslandes.M.16(2) p. R. B. . M.. sendo que a pessoa com deficiência pode aderir a mais de uma condição. Marília. C. P. Referências Bastos.10. M. 389-97. pois são inúmeras as combinações possíveis dessas condições estigmatizantes. Vernon. B. p. Estigma: Notas sobre a Manipulação da Identidade Deteriorada. Desfazendo mitos para minimizar o preconceito sobre a sexualidade de pessoas com deficiências. sendo que cada situação dessa aumenta o desvio social e consequentemente a carga de estigma.756-61.. 2005. .2. Olney. A. 123 . 2000. cego. C. S. O. Clemente. Vol. homossexual. Journal of Visual Impairment & Blindness. Sexualidade e o adolescente com deficiência mental: uma revisão bibliográfica. L. Palavras chave: Estigma. profissional do sexo e swinguer. Sex education for deafblind youths and adults. . Ingraham. Rio de Janeiro: Zahar Editores. Goffman. E.

a indústria de perda de peso. (2011) vários fatores contribuem para a estigmatização do indivíduo obeso. segundo Lewis. Assim o indivíduo obeso é estigmatizado tanto por seu corpo físico. pois a obesidade é associada a baixo autocontrole. do programa de pós-graduação em Educação Sexual da UNESP de Araraquara. considerava que já sofreu algum tipo de preconceito devido ao seu tipo físico (5). entre outras que relacionam magreza a saúde. falta de força de vontade e responsabilidade social. O teste consistiu na caracterização dos participantes com as seguintes informações: sexo. e mais três perguntas referentes ao corpo e tipo físico do participante na seguinte ordem: “1. e não acreditava que seu tipo físico havia prejudicado em seus relacionamentos (6). et al. Portanto o estigma relacionado à obesidade interfere em várias áreas da vida do obeso. segundo a OMS (2014) a obesidade tornou-se uma doença endêmica devido à mudança de hábitos alimentares. Você acha que seu tipo físico te prejudica ou já prejudicou em seus relacionamentos?”. atratividade e responsabilidade social.br Doutor em educação física docente no mestrado em Educação Sexual – UNESP.DIVERSIDADE SEXUAL E INCLUSÃO Estigmas sexuais na obesidade Isa Maria de Souza Fernandes Ferrari1 Vagner Sérgio Custodio2 Rachel de Faria Brino3 A obesidade e o sobrepeso estão cada vez mais presentes no mundo. como a construção da magreza como saúde e ideal social passados pela mídia. Além disso.com. um teste foi realizado entre os alunos da disciplina de “Estigmas da Sexualidade”. Dessa forma concluise que se na população não obesa existe a percepção de prejuízo nas relações Psicóloga e aluna do mestrado em Educação Especial – UFSCAR. o IMC médio dos participantes foi de 23. sedentarismo e urbanização. 3 Professora e doutora da graduação em Psicologia e do programa de pós-graduação em Educação Especial – UFSCAR. Você está satisfeito com o seu corpo?”. e isso segundo Goffman (1988) pode gerar um incomodo social passível de estigmatização devido à associação da obesidade a várias doenças crônicas. Como resultados tem-se que a idade média dos participantes foi de 32. “2. inclusive na área afetiva. isa_mdsff@yahoo. Pensando nesse estigma da obesidade nos relacionamentos afetivos e na autoimagem da pessoa obesa.44 anos.35 encontrando-se na faixa de peso normal. idade. O indivíduo obeso ainda representa um gasto maior aos sistemas de saúde. segundo a OMS. a maior parte dos participantes (5) estava satisfeito com seu corpo. quanto por questões morais. por outras pessoas. e “3. IMC. os indivíduos obesos estão sujeitos a sofrerem estigmatização. que não se enquadra nos padrões sociais. Você acha que já sofreu algum preconceito devido ao seu tipo físico?”. 1 2 124 . os participantes eram três homens e seis mulheres.

J. A. . Social Science & Medicine. CASTLE. p. 125 . . How do obese individuals perceive and respond to the different types of obesity stigma that they encounter in their daily lives? A qualitative study. World Health Organization. 2011. S. D. BLOOD. . W. J. LEWIS.who. Estigma. P.int/topics/obesity/en/ Acessado em 16 out. Rio de Janeiro: ZaharEditores. . S. Palavras chave: Obesidade. Disponível em: http://www. 2014. E. 1349-1356. estima-se. Vol. . Referências GOFFMAN. 1988. L. THOMAS. HYDE. Sexualidade. porém que essa situação ainda é problemática para os indivíduos obesos.sexuais e afetivas. KOMESAROFF.73 (9). Estigma: Notas sobre a Manipulação da Identidade Deteriorada. R.

o material foi publicado. curandeiros. Amazônia brasileira. A série visa subsidiar os professores Marubo.pedagógico multilíngue e intercultural. A metodologia empregada foi pautada no diálogo intercultural entre os saberes e práticas indígenas e os conhecimentos operacionalizados pelos serviços de saúde. O Ministério da Saúde do Brasil realizou uma avaliação do uso das cartilhas e os resultados indicaram que as três primeiras cartilhas já estão sendo utilizadas pela comunidade indígena. Matis e Mayoruna (Matsés) em ações de prevenção às doenças nas escolas indígenas e os contextos comunitários em que estão situadas.br 126 . Como este novo produto realizou-se novas oficinas para validação das publicações pelos líderes indígenas e logo disso. uso de drogas e violência sexual.DIVERSIDADE SEXUAL E INCLUSÃO Los pueblos indígenas del Valle de Javari: la educación preventiva de ITS/VIH/SIDA y la hepatitis virales Gina Pancorbo Valdivia1 A UNESCO no Brasil em conjunto com o escritório do UNAIDS iniciou em 2010 ações de formação de professores indígenas e não-indígenas na região do Alto Solimões. material didáctico. A proposta é dar continuidade as ações em outras etnias com maior vulnerabilidade as DST/Aids. o material é revisado e diagramado. Representação da UNESCO no Brasil. agentes indígenas de saúde. A partir dessas iniciativas quatro etnias indígenas foram estimuladas a discutir as questões da educação em sexualidade e demandaram a UNESCO a construção de uma material em cada língua indígena adaptado. parteiras e lideranças de diferentes povos indígenas da região das seguintes etnias: Mayoruna. Etnias.org.pancorbo@unesco. e apoiar aos agentes indígenas de saúde (AIS) no processo de prevenção às DTS/HIV/Aids e hepatites virais. Após a primeira oficina para elaboração do material. pajés. O processo de elaboração do material se deu de forma participativa. bem como pelos agentes de saúde e pelos professores. norte do Brasil. Palavras-chave: Diálogo Intercultural. Marubo. Matis e Kanamari. A partir disso se elaborou a série de materiais “Educação preventiva para DTS/HIV/Aids e hepatites virais entre os povos indígenas do Vale do Javari”. Contemplou a realização de duas oficinas de prevenção de DTS/HIV/Aids e hepatites virais com comprofessores. gina. de modo a se construir estratégias de prevenção adequadas aos contextos socioculturais do Vale do Javari. Referências 1Especialista de Programas. Educação Preventiva. A iniciativa contou com a parceria de distintas organizações públicas nacionais e organizações indígenas locais.

(Matis. (Matsés. 2) UNESCO. Brasilia: UNESCO. 3) 127 . 64 p. 2012. Série Javari: educação preventiva para DST/HIV/Aids e hepatites virais para povos indígenas do vale do Javarí. vol. Brasilia: UNESCO. 2012. Série Javari: educação preventiva para DST/HIV/Aids e hepatites virais para povos indígenas do vale do Javarí. vol. 1) Representação da UNESCO no Brasil. Brasilia: UNESCO. 64 p. vol. 64 p. 2012.Representação da UNESCO no Brasil. Série Javari: educação preventiva para DST/HIV/Aids e hepatites virais para povos indígenas do vale do Javarí.Representação no Brasil. (Maruvo.

128 . no caso da pessoa da imagem ser do mesmo sexo que o participante. ou do mesmo sexo se a pessoa fosse homossexual. Como resultados nenhuma das imagens escolhidas entre as 10 situações apresentadas representavam uma figura obesa ou com sobrepeso. e 2. sendo sempre optada a figura magra. Pensando nisso. nessa situação as mulheres empataram em suas escolhas. na situação 3 os homens preferiram a imagens da bailarina obesa ao invés da bailarina magra e na situação 7 os homens preferiram o homem musculoso ao invés do homem com peso normal. Lewis.DIVERSIDADE SEXUAL E INCLUSÃO Teste perceptual sobre estigmas sexuais na obesidade Isa Maria de Souza Fernandes Ferrari1 Vagner Sérgio Custodio2 Rachel de Faria Brino3 A obesidade e o sobrepeso estão cada vez mais presentes no quadro mundial. quanto por questões morais. alternando entre homens e mulheres. magro. pois a obesidade é associada a baixo autocontrole. que não se enquadra nos padrões sociais. peso normal. Entre qual gostaria de se parecer. O teste consistiu na apresentação via power point de dez situações onde eram apresentadas duas imagens com pessoas de tipos físicos diversos (anoréxico.com. (2011) apontam que o indivíduo obeso é estigmatizado tanto por seu corpo físico. Perfazendo uma amostra de três homens e seis mulheres com idade média de 32.br ² Doutor em Educação Física docente no mestrado em Educação Sexual – UNESP. sendo que na situação 1 os homens preferiram a imagem do homem musculoso ao invés do homem com peso normal. o teste realizado indica a predileção por pessoas com o tipo físico magro ou musculoso em relação a pessoas com peso normal. no caso da pessoa da imagem ser do sexo oposto ao do participante. um teste foi realizado entre os alunos da disciplina de “Estigmas da Sexualidade”. segundo a OMS (2014). musculoso.44 anos. Homens e mulheres apresentaram divergência nas situações 1 (Homem com peso normal x homem musculoso) 3 (Bailarina obesa x bailarina magra) e 7 (Homem com peso normal x homem musculoso. mostrando assim a preferência por um tipo físico magro e atlético e reforçando a ideia de que este ideal de imagem afeta tanto a autoimagem dos participantes. Nessa perspectiva. acima das outras opções e a figura obesa em detrimento as outras opções possíveis. do mestrado em Educação Sexual da UNESP de Araraquara. ³Professora e doutora da graduação em Psicologia e do programa de pós-graduação em Educação Especial – UFSCAR. et al. Entre qual gostaria de se relacionar. sobrepeso e obeso). com sobrepeso ou obesas. falta de força de vontade e responsabilidade social e isso afeta os seus relacionamentos e a sua sexualidade. ao ver as imagens o participante por meio de uma ficha em papel deveriam optar: 1. quanto suas ¹Psicóloga e aluna do mestrado em Educação Especial – UFSCAR – isa_mdsff@yahoo.

1988. How do obese individuals perceive and respond to the different types of obesity stigma that they encounter in their daily lives? A qualitative study. Afetando assim a vida afetiva dos indivíduos obesos ou com sobrepeso. S. [site da Internet]. R. Sexualidade. J. .73(9). P. Disponível em: http://www. S. L. Palavras chave: Obesidade. 1349-1356. A. Estigma. 129 . LEWIS.who. E. Social Science & Medicine. . BLOOD. .int/topics/obesity/en/ Acessado 2014 out 16. World Health Organization. Percepção. J. CASTLE. 2011. Rio de Janeiro: Zahar Editores. p. . D. .escolhas por parceiros sexuais. HYDE. KOMESAROFF. Vol. W. Referências GOFFMAN. THOMAS. Estigma: Notas sobre a Manipulação da Identidade Deteriorada.

Educação sexual. Cursos de orientação. Palavras chave: Sexo oral. contribuindo assim. os autores se propuseram estudar as práticas de sexo oral a partir de cursos que oferecem a grupos de mulheres a possibilidade de aprender técnicas que aprimorassem seu desempenho nesta prática sexual específica. alinecastelo@gmail. As questões objeto de investigação foram: O que acha do sexo oral? Como foi sua iniciação nessa prática? Como costuma tocar o pênis? Que parte procura acariciar primeiramente com a língua? Como costuma sugar? Como movimenta a mão no corpo do pênis? O que costuma fazer com a língua? Qual umidade da sua boca durante o sexo oral? O que faz com os testículos e região do períneo? O que faz com o sêmen? Os autores objetivavam identificar a forma como as mulheres lidavam com sua sexualidade e a relevância das alternativas que possibilitavam que o desejo sexual fosse vivido de forma igualitariamente mais livre. o sexo oral pode ser aprendido e ensinado com técnica e pedagogia apropriadas.BA Aline Castelo Branco 1 Paulo Rennes Marçal Ribeiro2 Vagner Sérgio Custodio3 Na última década. participantes de um curso de sexo oral realizado por iniciativa de uma instituição privada de sexualidade em Salvador. para o grupo de mulheres. 3Doutor em Educação Física e Professor do Curso de Mestrado em Educação Sexual na UNESP Campus de Araraquara. ao final do curso. para um processo de educação sexual. obrigatoriedade e falta de desejo como razões para a procura pelo curso. sem estar diretamente vinculado ao intercurso sexual pênis – vagina. 90% das entrevistadas afirmaram que. Campus de Araraquara. o sexo oral tornou-se uma atividade cada vez mais comum e casual. 130 . 1Jornalista e Mestranda em Educação Sexual na UNESP. BA. Foi apresentado um questionário que foi respondido por 30 mulheres com idade entre 20 e 72 anos. sobretudo para com o empoderamento das mulheres no ato sexual com o objetivo de sentir e proporcionar prazer ao(s) parceiro (s). Verificou-se que 70% das mulheres fazem o sexo oral por necessidade e 30% o praticam com frequência. as técnicas aprendidas contribuíram para melhorar a relação com o parceiro.SEXUALIDADES E GÊNERO Curso de sexo oral para mulheres: uma estratégia para melhorar o desempenho nas relações sexuais em Salvador . medo. mas têm dúvidas do que fazer. Buscando investigar a validade desta afirmação. No início do curso foram identificadas expressões de nojo. Os autores observaram também que. entre 2013 e 2014.com 2Livre-Docente em Sexologia e Educação Sexual e coordenador do Curso de Mestrado em Educação Sexual na UNESP Campus de Araraquara. ainda que carregada de estigmas.

na medida em que busca desconstruir conceitos e premissas construídas de forma apriorísticas. Para isso. Líder do Grupo de Estudos da FURG sobre o Constitucionalismo Latino-Americano. 131 . a heteronormatividade foi introduzida nas comunidades subalternas e colonizadas do Sul. Depois de duas décadas de democracia neoliberal. Dessa forma. pós-coloniais e decoloniais adotou-se o aporte teórico do autor português Boaventura de Souza Santos e da autora mexicana Norma Mogrovejo. discutir as bases histórico-filosóficas que subjazem ao tema e que precisam vir à tona no âmbito pragmático-problemático. a abordagem metodológica a ser empreendida é a decolonial. oriunda dos setores mais excluídos da sociedade.SEXUALIDADES E GÊNERO Discussões de gênero sob perspectivas decoloniais Luis Felipe Hatje1 Michele Lucas de Castro2 Raquel Fabiana Lopes Sparemberger3 Os países do Sul presenciam um momento político e epistemológico singular. como forma de opressão e dominação social. lf_hatje@msn. enquanto forma de opressão e dominação social. Os novos movimentos na América Latina operam na lógica de uma nova racionalidade política. reforçando a construção da homofobia. 2010. 1). de uma pesquisa bibliográfica e documental. permanece cristalizada e se reproduz permanentemente pela matriz estatal republicana. político e social. a episteme colonial. 3 Professora adjunta da Universidade Federal do Rio Grande -FURG. primeiramente. apurou-se que o discurso colonial. permanece 1Estudante do 5° ano do curso de graduação em Direito da Universidade Federal do Rio Grande –FURG. baseada na alteridade e na revolta contra a colonialidade do poder que rege nossa sociedade desde a submissão ao poder imperial do ocidente (MENDOZA. de modo a. intersubjetivamente. Com vistas a revisar e refletir acerca das perspectivas teóricas e políticas coloniais. Ainda assim. a presente pesquisa pretende problematizar o discurso de poder utilizado para tolher direitos sexuais de populações subalternizadas e sustentar uma hierarquia das sexualidades que classifica as relações sexuais não reprodutivas como inferiores e antinaturais. utilizar-se-á a abordagem qualitativa. Como resultado preliminar. experimenta-se uma democracia arraigada em novos movimentos sociais. Ademais.com 2 Estudante do 4° ano do curso de graduação em Direito da Universidade Federal do Rio Grande –FURG. Considerando a temática escolhida. histórico a fim de posicionar a discussão espaçotemporalmente. Por meio da imposição do sistema econômico. p. professora do Programa de Mestrado em Direito da Universidade Federal do Rio Grande –FURG. utilizará os métodos: dialético-descritivo com vistas a analisar aspectos conceituais. A metodologia utilizada para desenvolver a presente pesquisa será a partir.

o discurso colonial age como forma de desumanizar. América Latina. p. 2010.com/ugd/1f3b4c_4b4fc9c69d30059e91571ae5c897dda7. Direitos Sexuais. a pesquisa evidenciou que a homofobia como uma discriminação singular. 1). 2010 DAMAZIO. Belo Horizonte: Autêntica Editora. Palavras-chave: Colonialismo. 2014. (COSTA.pdf Acesso em: 11 jul. inferiorizar. Tese de Doutoramento. reconhecendo que esta é uma tarefa que cabe a colonizados e colonizadores. Nesse sentido. Concluindo. La epistemología del sur. Programa de Pós-Graduação em Direto da Universidade Federal de Santa Catarina. Daniela Márcia Caixeta. A imposição colonizadora eurocêntrica coloca a heterossexualidade como única expressão legítima do sexo. Descortinando a homofobia. 132 . o que se busca é o descolonizar do pensamento hegemônico onde quer que ele se revele. MENDOZA. la colonialidad del género y el feminismo latinoamericano.wix.presente e fortemente definidor das barreiras normativas. Colonialidade e decolonialidade da (Anthropos) logia jurídica: da Universalidade a pluriversalidade epistêmica. que subordinam imperativamente os países do Sul. Breny. Em suma. especialmente. diferenciar e distanciar o indivíduo homossexual da comunidade. ao passo que se “funda. Eloise Peter. 2011. na rígida hierarquia que situa outras formas de vivência da sexualidade em lugares inferiores ao destinado à heterossexualidade”. Referências COSTA. Disponível em: http://media.

Foi aplicado o Questionário de Comunicação em Educação Sexual no Namoro . verificando-se uma maior ênfase na reciprocidade da comunicação no que respeita ao uso de estratégias de comunicação de controlo. 2006).87. Doutor em Sociologia da Comunicação e da Cultura. Este estudo pretende conhecer as perceções de rapazes e raparigas sobre as estratégias e competências comunicacionais em educação sexual (ES) utilizadas com o/a parceiro/a amoroso/a. apresentam valores mais elevados do que as raparigas na perceção de que o seu par amoroso usa estratégias de comunicação de controlo. Portugal. As raparigas que percecionam que o par amoroso faz uso de estratégias de comunicação baseadas na assertividade. 2012) a 589 adolescentes portugueses. Os rapazes percecionam-se como fazendo mais uso de estratégias de comunicação assertivas mas também de controlo. da de de de 133 . CARLYLE & COLE. quer no aumento dos comportamentos protetores (NOAR. tendem a usar mais competências de atenção emocional. Doutoranda em Ciências da Educação. ameaça e defesa. quer na diminuição dos comportamentos sexuais de risco (DiCLEMENTE & CROSBY. Os adolescentes entre os 15 e os 17 anos fazem mais uso de estratégias de controlo e consideram que o/a parceiro/a usa mais estratégias de controlo. cristianapc@hotmail. Portugal. Médico Psiquiatra. Docente na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra. a frequentar entre o 7º e o 12º ano em escolas públicas da região centro do país. Os resultados indicam que as raparigas apresentam valores superiores aos dos rapazes na perceção do uso de competências de atenção emocional e na perceção do uso de estratégias assertivas por parte do seu par amoroso. Professor Catedrático na Faculdade Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra. Doutora em Ciências da Educação. Portugal. O mesmo ocorre com os rapazes.Versão Adolescentes (QCESN-VA) (Carvalho & Pinheiro. com idades entre os 12 e os 22 anos (M=16. DP=1.SEXUALIDADES E GÊNERO Diferenças de género na comunicação em educação sexual com o par amoroso em adolescentes portugueses Cristiana Carvalho1 Maria do Rosário Pinheiro2 José Pinto-Gouveia3 Duarte Vilar4 A comunicação sexual entre parceiros íntimos é um dos fatores que mais influencia o comportamento preventivo dos jovens. Universidade Lusíada Lisboa. ameaça e defesa. sendo 332 rapazes e 257 raparigas.com Psicóloga. ameaça e defesa pelo/a parceiro/a e pelo próprio. 2003). assim como. Os resultados obtidos apontam para importantes necessidades de 1 2 3 4 Pedagoga. Doutor em Psicologia Clínica.46). Faculdade de Psicologia e de Ciências Educação da Universidade de Coimbra. Portugal. Sociólogo.

The Blackwell Handbook of Adolescence. com enfoque na comunicação sexual. R. 365-390. Relacionamento Amoroso.Versão Adolescentes.. Why communication is crucial: Metaanalysis of the relationship between safer sexual communication and condom use. 573-605. Lisboa: Universidade de Lisboa. 2006. Avaliação da comunicação com o par amoroso: construção e validação do Questionário de Comunicação em Educação Sexual no Namoro . C. Adolescentes. Comunicação apresentada no III Congresso da RESAPES: Novas fronteiras para a intervenção psicológica no Ensino Superior. nas estratégias de negociação e gestão de conflitos interpessoais. C. K. DICLEMENTE. Referências NOAR. Sexually transmitted diseases among adolescents: Risk factors. antecedents. M. p. COLE. Berzonsky M. 2014. Oxford. CARLYLE. a fim de aumentar a frequência e eficácia da comunicação professor-aluno sobre sexualidade e contribuir para a literacia relacional dos adolescentes. na comunicação baseada no apoio emocional para a promoção da qualidade do relacionamento amoroso e a capacitação de professores para o uso de estratégias de comunicação positivas. 134 . In Adams G. como a implementação de programas de ES com adolescentes antes dos 15 anos. Sexualidade. R. 11(4).. PINHEIRO. 2003. R.intervenção. and prevention strategies. Journal of Health Communication. CARVALHO. P.. England: Blackwell Publishers Ltd. (Eds.A. tendo presente aspetos específicos dos comportamentos sexuais seguros...). M. Palavras-Chave: Comunicação. S. CROSBY.J.R. p.

A partir de 2003. e algumas Conferências de Política para Mulheres. p. e que tenham acabado o doutorado recentemente. Ao analisar essa premiação busco as condições que possibilitaram a emergência dessa premiação a partir do contexto histórico. não são todas as áreas que as mulheres ocupam. Vale do Rio dos Sinos: UNISINOS: Coleção Aldus 16. Para Chassot (2003). como a implementação do Plano Nacional de Política para as Mulheres. Professora Adjunta do Instituto de Educação. Ainda não são todos os campos do saber que são legitimados para a atuação feminina.br/). devido a um padrão de lógica androcêntrico. ainda evidencia-se que essa participação vem acontecendo de modo dicotomizado. a L’Oreal e a União das Nações Unidas pela Educação e Cultura (UNESCO). Atico. a promulgação da lei Maria da Penha. não só a ciência é masculina. mas a maioria das produções humanas. premiando sete mulheres a cada ano. começam alguns movimentos que visibilizam essas questões. não foi preciso de autorização para publicação dos dados. sendo o site classificado como público.SEXUALIDADES E GÊNERO Investigando o programa “Para Mulheres na Ciência” Fabiani Figueiredo Caseira1 Joanalira Corpes Magalhães2 O presente trabalho tem como objetivo investigar o Programa “Mulheres na Ciência”. Ainda se tem espaços no trabalho para mulheres e espaços para homens. Para produção dos dados. o próprio edital restringe a premiação às ciências naturais. no qual se restringia a mulher à esfera privada. De acordo com Silva e Ribeiro (2012. na Universidade Federal do Rio Grande – FURG.FURG. 1 135 . Premiações. incentivar e apoiar à participação feminina no cenário científico. disponível no site (http://loreal.org. Referências CHASSOT. político e cultural. Gênero.14). Palavras-chave: Ciência. Durante anos as mulheres foram excluídas da produção do conhecimento científico. 2003. Apesar dessas mudanças que vem acontecendo. A ciência é masculina? 4º ed. Essa premiação é a primeira a surgir no Brasil em 2006 para mulheres na ciência. Mestranda do Programa de Pós Graduação em Educação em Ciências: Química da vida e saúde da Universidade Federal do Rio Grande . que emerge da parceria entre a Academia Brasileira de Ciências (ABC). apesar da crescente participação feminina no mundo da ciência. com o objetivo de ceder espaço. caseiraff@gmail. como local de pesquisa. Utilizando a metodologia de Pesquisa na Internet segundo Recuero (2011).abc.com 2Doutora em Educação em Ciências. foi analisada a página do Programa.

136 . RIBEIRO. Mulheres na ciência: Vozes. Fabiane. tempos. 2012. Rio Grande.SILVA. Programa de Pós Graduação em Educação em Ciências: Química da Vida e Saúde. 148 f. Paula. lugares e trajetórias. Rio Grande: FURG/PPGEC. 2012. Tese (doutorado) – Instituto de Educação. Universidade Federal do Rio Grande.

Na contemporaneidade. Dra. Como alude Louro (1998). A metodologia utilizada é a hermenêutica filosófica da Escola de Grenoble. Considerando isso. Dra. considerando os aspectos significativos relacionados a cultura. Diferenças. o presente estudo objetiva discorrer sobre relações de gênero nas perspectivas dos estudos culturais. gênero e sexualidade são construídos através de diversas aprendizagens e práticas. Como resultado. 137 . p. haja vista que no século XIX sequer existia a categoria gênero. 26) expõem que “a identidade de gênero se desenvolve a partir das relações intersubjetivas inseridas em determinado contexto histórico.br 2 Profa. de modo a contemplar o máximo possível de diferenças. Diversidades Culturais. funções. haja vista que gênero é uma categoria que apresenta subsídios para indagar e criticar as normas estabelecidas socialmente aos homens e mulheres. de práticas pedagógicas e de atividades escolares. inacabado.com. Palavras-chave: Relações de Gênero. principalmente na ótica das diversidades culturais. transformando as diferenças em riqueza cultural e não em desigualdades. necessitamos adotar uma pluralidade de perspectivas. 1 Profa. Teixeira e Magnabosco (2010. num processo dinâmico e de inacabamento. sendo assim.Unesp. de currículo. papéis”.Faculdade de Taquaritinga e do Programa de Pós-Graduação em Educação SexualFaculdade de Ciências e Letras de Araraquara. UNIESP. vislumbramos as condições contemporâneas vivenciadas na dimensão escolar e as transformações quanto às situações cotidianas relacionadas às relações de gênero e. (com) partilhando significados e representações. como educadores não podemos considerar um padrão único de aluno. muitas vezes.Faculdade de Ciências e Letras de Araraquara e do Programa de Pós-Graduação em Educação Sexual. de modo explícito ou implícito. distintas.SEXUALIDADES E GÊNERO Relações de gênero e diversidades: as diferenças como sinônimo de riqueza cultural Débora Raquel da Costa Milani1 Andreza Marques de Castro Leão2 Ao se pensar no tema relações de gênero é possível observarmos que ganhou espaço e legitimidade nas análises sociais. Ao contrário. sem causar a desigualdade.milani@yahoo. posição social. Departamento de Psicologia da Educação. Gênero e sexualidade são conceitos históricos e sociais que foram elaborados. E-mail: deb. As autoras acrescentam que esta identidade se desenvolve através de um processo contínuo. políticas e educacionais recentemente. empreendidas por um conjunto inesgotável de instâncias sociais e culturais. essas instâncias multiplicaram-se e suas sanções são.

2010. Guacira L. Petrópolis/RJ: Vozes.Referências LOURO. Gênero e diversidade: formação de educadoras/es. M. 1998. 138 . Belo Horizonte: Autêntica. Sexualidade e Educação: uma perspectiva pósestruturalista. M. Ouro Preto: UFOP.. TEIXEIRA. MAGNABOSCO. Gênero. C. M.

disponível no site (https://www. e suas irmãs gêmeas cientistas Susan e Mary. mas que representação é essa? É possível notar que os experimentos giram em torno do cuidado feminino. a repetição de regras de elegância presentes na sociedade. Esse desenho nos permite refletir sobre as questões de gênero e ciência.com 2 Mestranda do Programa de Pós Graduação em Educação em Ciências da Universidade Federal do Rio Grande . não foi preciso de autorização para publicação dos dados. O desenho se baseia na história de Johnny Test. Professora Adjunta do Instituto de Educação. na Universidade Federal do Rio Grande – FURG. quadrinhos. na Universidade Federal do Rio Grande – FURG. O estudo fundamenta-se no campo teórico dos estudos culturais. entre outros que possibilitam problematizar os efeitos da pedagogia cultural na formação das identidades. Gênero. Essa imagem não está apenas nos desenhos animados. nesse trás mulheres. diferente dos desenhos com homens cientistas que estão em busca de grandes descobertas. Utilizando a metodologia de Pesquisa na Internet segundo Recuero (2011). taina. de pensar essas representações. Mestranda do Programa de Pós Graduação em Educação da Universidade Federal do Rio Grande .com/). Por isso. como local de pesquisa. As animações servem como uma forma de estimular as crianças de forma provocativa e criativa. Segundo Denise Sant’Ana(2005). 3 Doutora em Educação em Ciências. e legitimação no currículo cultural.FURG. 1 139 . filmes.FURG. que vivem fazendo diversos experimentos que Johnny é cobaia de teste.youtube. tais como desenhos. revistas.bio@hotmail. Palavras-chave: Artefato Cultural. De acordo com Ribeiro (2002). Professora Adjunta do Instituto de Educação. foi analisada a página do Programa. mas em nossa sociedade. sendo o site classificado como público. e remetem ao cuidado com a beleza e o corpo em geral. Ciência. Jonny test. é válido dizer que todas essas produções nos servem como um material de questionamento sobre as atribuições e representações sobre mulheres cientistas. dentro da vertente pós-estruturalista. os artefatos pedagógicos como processos sociais que ensinam e produzem significados. Para produção dos dados.SEXUALIDADES E GÊNERO Representações de gênero e ciência no desenho Johnny Test Taina Guerra Chimieski 1 Fabiani Figueiredo Caseira 2 Raquel Pereira Quadrado 3 Joanalira Corpes Magalhães 4 Este trabalho tem como objetivo analisar o artefato pedagógico. 4 Doutora em Educação em Ciências. a busca pela beleza no feminino não é ao acaso. Na maioria dos desenhos aparecem os homens como cientistas. Conduzem os experimentos no laboratório.

PPGCBB/UFRGS. 2005.Referências RECUERO. In:__. SANT’ANNA. Paula. Cuidados de si e embelezamento feminino: fragmentos para uma história do corpo no Brasil. Porto Alegre: Sulina. (org) Políticas do Corpo. 140 . RIBEIRO. SP: Liberdade. Denise. Inscrevendo a sexualidade: discursos e práticas de professoras das séries iniciais do ensino fundamental. et al. (tese de doutorado). Métodos de pesquisa para internet. Raquel. 2011. 2002.

SEXUALIDADES E GÊNERO
Sexualidade e gênero: a construção social na educação de meninas e
meninos
Francieli Lorenzi 1
Franciéle Trichez Menin 2
Giseli Monteiro Gagliotto3
O trabalho visa apresentar uma trajetória histórica da sexualidade e as relações
de gênero, na sociedade Brasileira. O objetivo é fazer uma reflexão, através do
método dialético para a compreensão da realidade, de como as representações e
funções dos papéis sexuais do homem e da mulher, no passado, se configuram
no mundo contemporâneo. Aponta a escola como um dos principais cenários
para a discussão dos estereótipos legitimados por uma sociedade branca,
hegemônica e heterossexual na educação de meninos e meninas para a vivência
plena da sexualidade e não reproduzir os comportamentos legitimados de
acordo com o sexo biológico. Defende, através da pesquisa de cunho qualitativo,
uma análise crítico dialética das práticas pedagógicas no cotidiano da escola e
referente às relações de poder. Apresenta o conhecimento científico e formação
de professores em educação sexual emancipatória como prática eficiente para
diluir as barreiras e a configuração dualista entre masculino e feminino para o
direito de igualdade de gênero. A inquietação sobre o objeto de estudo vem das
experiências vivenciadas na escola com crianças e adolescentes. Está em
perceber como, nós professores, reproduzimos os ideais políticos hegemônicos
que são “impostos” (de forma camuflada) através das relações de poder. É
visível, como os papéis do masculino e feminino dos nossos antepassados estão
impregnados nas nossas práticas pedagógicas, mesmo que inconscientemente.
Ou você produz e compartilha desses atributos de acordo com a padronização
ou você é nomeado como “diferente”. Nesse sentido, partimos para leituras
acerca das temáticas de gênero e sexualidade na educação. Estamos
desenvolvendo revisão bibliográfica consultando produções científicas, sobre o
objeto de estudo, provenientes das várias áreas do conhecimento, disponíveis
em dissertações de mestrado e teses de doutorado nas Universidades Públicas
do Paraná e de Santa Catarina bem como, livros sobre gênero e documentos
Pedagoga formada pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná- UNIOESTE. Atualmente é
membro do Grupo de Estudos Educação e Sociedade – GEDUS na UNIOESTE- campus de
Francisco Beltrão-PR. E-mail: fran.lorenzi30@gmail.com
2 Graduanda do 4º ano de Pedagogia na Universidade Estadual do Oeste do ParanáUNIOESTE. Atualmente é bolsista no Projeto Núcleo de Estudos e Defesa dos Direitos da
Infância e da Juventude (NEDDIJ) e é membro do Grupo de Estudos Educação e Sociedade –
GEDUS na UNIOESTE- campus de Francisco Beltrão-PR.
3 Doutora em Educação pela Universidade Estadual de Campinas- UNICAMP-SP. Professora da
Universidade Estadual do Oeste do Paraná- UNIOESTE, e é membro do Grupo de Estudos
Educação e Sociedade – GEDUS na UNIOESTE- campus de Francisco Beltrão.
1

141

elaborados, a partir da primeira década do século XXI, sobre diversidade sexual
e gênero para as escolas públicas do estado do Paraná. Consideramos que o
caminho para uma educação verdadeiramente democrática e de direito, está em
lutarmos por uma política de formação inicial e continuada que contemple e
discuta os conteúdos em seus projetos políticos pedagógicos. Que consideradas
políticas dê condições de trabalho aos docentes, sejam tanto de formação como
de valorização.
Palavras-chave: Sexualidade; Gênero; Escola; Professores.
Referências bibliográficas
FIGUEIRÓ, Mary Neide. Educação Sexual: múltiplos temas, compromisso
comum. Londrina: UEL, 2009.
GAGLIOTTO, Giseli M. A Educação Sexual na Escola e a Pedagogia da
Infância. Matrizes Institucionais, Disposições Culturais, Potencialidades e
Perspectivas Emancipatórias. Jundiaí, Pacco Editorial: 2014.
MURARO, Rose Marie. Educando Meninos e Meninas para um Mundo Novo.
Rio de Janeiro: Zit, 2007. (Um novo mundo em gestação).
WOLFF, Carlos C. 2006. Como é ser menino e menina na escola: um estudo de
caso sobre as relações de gênero no espaço escolar. Dissertação de
Mestrado. Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC. Florianóplis. Brasil.

142

SEXUALIDADES E GÊNERO
Trajetória social e vivência das relações de gênero experimentadas
por estudantes de Pedagogia
Greice Kelli Christovam 1
Darbi Masson Suficier 2
Luci Regina Muzzeti3
O presente trabalho apresenta algumas reflexões sobre as relações entre
educação sexual e a formação de professores, a qual tem como eixo temático
central as relações de gênero no curso de graduação em Pedagogia, de uma
instituição estadual de São Paulo. O objetivo principal desse estudo é pesquisar
a trajetória social e vivência das relações de gênero experimentadas por
estudantes, no interior do curso de graduação em Pedagogia. Nesse sentido,
toma-se como metodologia a abordagem qualitativa e são utilizadas como
técnicas de coletas de dados, entrevistas semi-estruturadas baseada no
referencial teórico bourdieusiano e em seu método praxiológico. Conforme
aponta Manzini (2003), é possível um planejamento da coleta de informações
por meio da elaboração de um roteiro com perguntas que atinjam os objetivos
pretendidos: buscando evidenciar a possível existência de relações entre a
trajetória de cada agente pesquisado e seu entendimento e suas práticas no que
tange à educação sexual. Buscou-se com este trabalho a compreensão da relação
estabelecida por um grupo de universitárias do último semestre de um curso
público de Pedagogia com a educação sexual nos âmbitos doméstico e escolar.
Reconhece-se que, pelo pequeno conjunto de variáveis aqui utilizadas, as
considerações realizadas estão limitadas a busca pelo entendimento de uma
dada realidade com suas especificidades. Conforme aponta Bozon e Heilborn
(2006), um conjunto vasto de variáveis (origem social, gênero, escolaridade da
mãe, fontes de informação, etc.) influencia a forma de relacionamento com as
temáticas da sexualidade e, nos casos abordados neste trabalho,
consequentemente na educação sexual.
Palavras-chave: Trajetória Social; Educação Sexual.

Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Educação Escolar – Faculdade de Ciências e
Letras de Araraquara – Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP –
14800-000 Araraquara – São Paulo – Brasil – greicekellic@hotmail.com.
2 Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Educação Escolar– Faculdade de Ciências e
Letras de Araraquara – Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP –
14800-000 Araraquara – São Paulo – Brasil.
3 Doutora em Educação. Docente do Departamento de Didática – Faculdade de Ciências e Letras
de Araraquara – Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP – 14800000 – Araraquara – São Paulo – Brasil.
1

143

Referências bibliográficas
BOURDIEU, P. Pierre Bourdieu. Ortiz, R. (org.). São Paulo: Ática, 1983.
Bozon, M. (2004). Sociologia da sexualidade. Rio de Janeiro: FGV.
BOZON, M.; HEILBORN, M. L. (2006). Iniciação à sexualidade: modos de
socialização, interações de gênero e trajetórias individuais. In: HEILBORN,
M.L; AQUINO, E.M.L; KNAUTH, D; BOZON, M. (Orgs). O aprendizado da
sexualidade: um estudo sobre reprodução e trajetórias sociais de jovens
brasileiros. Rio de Janeiro: Fiocruz.
MANZINI, E. J. Considerações sobre a elaboração de roteiro para entrevista
semiestruturada. In: MARQUEZINE, M. C; ALMEIDA, M. A; OMOTE, S. (Org.).
Colóquios sobre pesquisa em educação especial. Londrina: Eduel, 2003. p. 1125.

144

RELATOS DE EXPERIÊNCIA

SEXUALIDADES, POLÍTICAS PÚBLICAS E DIREITOS
SEXUAIS
Mulheres e presídio masculino: a dupla violação de direitos
fundamentais
Michele Lucas de Castro1
Luis Felipe Hatje2
Raquel Fabiana Lopes Sparemberger3
Esse trabalho busca mostrar as realizações do Conselho da Comunidade da
Cidade de Rio Grande, órgão de trabalho que pretende transformar a realidade
dos apenados e tem como foco fiscalizar a penitenciária, entrevistar os presos e
dar assistência aos mesmos para que preencham suas necessidades básicas e aos
poucos suas realidades sejam transformadas. A missão mais importante do
Conselho é estimular a readaptação social dos sentenciados, orientando-os
acerca de seus direitos e obrigações e auxiliando-os na obtenção de atividade
laborativa. Uma das maiores dificuldades encontradas pelo Conselho é adequar
o tratamento que as apenadas mulheres deveriam ter, ao tratamento que as
mesmas recebem, haja vista que habitam um Presídio masculino que foi apenas
adaptado para as presas, sem se preocupar em vedar a circulação de guardas do
sexo masculino, além de apenados que transitam pelos corredores da Galeria
feminina. Nesse sentido, é necessário dialogar sobre as perspectivas e
problemáticas do direito de gênero no espaço prisional. O Conselho da
Comunidade é regulamentado pelo Ministério da Justiça, sendo órgão consultor
e fiscalizador da execução das penas, de caráter voluntário, possuindo
autonomia para exercer de forma independente suas funções. Opera como um
mecanismo para que a sociedade civil possa efetivamente atuar nas questões do
cárcere, seja para humanizá-lo ou para que as pessoas que lá estão possam
voltar ao convívio social a partir de uma perspectiva mais reintegradora. Dessa
forma, aos poucos vamos buscando sustentar os apenados nas suas
necessidades mais básicas, para que a partir daí busquemos um trabalho mais
poderoso no que diz respeito à ressocialização, onde o preso se veja como um
ser humano capaz de viver em sociedade, em seu espaço e respeitando o outro.A
execução penal deve deixar de ser vista como um direito para aqueles que não
merecem, ou como costumamos ouvir, “Direitos Humanos para humanos
direitos”. Pelo contrário, a (boa) execução penal deve passar a ser vista como
Estudante do 4° ano do curso de graduação em Direito da Universidade Federal do Rio Grande
–FURG; michadireitofurg@gmail.com
2 Estudante do 5° ano do curso de graduação em Direito da Universidade Federal do Rio Grande
–FURG.
3 Professora adjunta da Universidade Federal do Rio Grande -FURG, professora do Programa de
Mestrado em Direito da Universidade Federal do Rio Grande –FURG. Líder do Grupo de
Estudos da FURG sobre o Constitucionalismo Latino-Americano.
1

146

item fundamental à reintegração do apenado em sociedade. Mais, o preso deve
ser visto como ser mutável, recuperável e mais do que tudo, ser.
Palavras-chave: Presídio; Direitos Humanos; Gênero.
Referências bibliográficas
BRASIL; Cartilha Conselhos da Comunidade/ Comissão para Implementação e
Acompanhamento dos Conselhos da Comunidade. - Brasília – DF: Ministério da
Justiça, 2008.
GARLAND, David. A cultura do controle: crime e ordem social na sociedade
contemporânea. (tradução: André Nascimento). Rio de Janeiro: Revan, 2008.
MARCÃO, Renato. Curso de execução penal. (11. Ed.). São Paulo: Saraiva, 2013.
SHECAIRA, Sérgio Salomão. Criminologia. (3. Ed.). São Paulo: Editora Revista
dos Tribunais, 2011.

147

SEXUALIDADES, POLÍTICAS PÚBLICAS E DIREITOS
SEXUAIS
PIBID-BIO/FACEDI e a emergência da educação sexual escolar no
Município de Itapipoca, Ceará.
Mário Cézar Amorim de Oliveira1
Ana Paula da Silva Oliveira1
Isabel Cristina Higino Santana2
O Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID/CAPES) da
Universidade Estadual do Ceará (UECE) vem desenvolvendo o projeto “A vida
docente na escola: aprender e ensinar pela pesquisa” que privilegia a
aprendizagem da docência centrada na escola, como lugar de formação e de
pesquisa, fundamentando-se nos parâmetros da reflexividade e da
epistemologia da prática. No curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da
Faculdade de Educação de Itapipoca (FACEDI-UECE), o PIBID-Bio/FACEDI, a
partir do subprojeto intitulado “Formação de professores de Biologia para a
abordagem de temas controversos: o uso de estratégias inovadoras em contextos
multiculturais”, investe na formação inicial e continuadade professores para a
abordagem de controvérsias sociocientíficas (REIS, 2004) no ensino médio a
partir de atividades investigativas (CARVALHO, 2013) e da perspectiva do
multiculturalismo (MOREIRA, 2001). Para dar início à realização do
subprojeto, foi aplicado um questionário a 129 estudantes do ensino médio de
três escolas da rede estadual do município de Itapipoca, Ceará, para identificar
as principais controvérsias sociocientíficas abordadas no ensino de Biologia, o
que subsidiaria a escolha das temáticas a serem exploradas no decorrer das
atividades do grupo. Assim, o objetivo dessa comunicação consiste em
apresentar as análises preliminares dos dados recolhidos pelos bolsistas de
iniciação à docência (ID) nessa investigação exploratória. Dos 89,1% (115
questionários) respondidos corretamente, a proporção por temas (agrupando-se
em categorias) indicados ficou: 34,7% (42 citações) de temas ligados à
Sexualidade (sexualidade, D.S.T., aborto, reprodução e gravidez); 22,3% (27
citações) de temas relacionados à Origem e Evolução da Vida; 17,4% (21
citações) de temas ligados à área de Genética; 13,2% (16 citações) indicando o
Corpo Humano e 12,4% (15 citações) de temas relacionados à Doenças.Verificase, a partir de uma análise meticulosa das respostas aos questionários, que cerca
de 60% dos temas indicados remetem a um trabalho de educação sexual,
apontando assuntos ligados à sexualidade, corpo e doenças como os que
Coordenadores de Área do PIBID-Bio/FACEDI. Mestres. Professores Assistentes da FACEDIUECE. mcaoliveira@gmail.com
2 Coordenadora de Área do PIBID-Bio/FACEDI. Doutora. Professora Adjunta da FACEDIUECE.
1

148

(org). Anna M. p. R. In: Revista Brasileira de Educação. Controvérsias Sociocientíficas. REIS. n. 65-81. Vol. Educação Sexual Escolar. MOREIRA. em 2014. 149 . Ensino de ciências por investigação: condições para implementação em sala de aula. B. Pedro G. o PIBID-Bio/FACEDI vem desenvolvendo atividades de “Educação em Sexualidade” nas três escolas estaduais parceiras nesse projeto. 2001. sob a orientação de seis (06) professores supervisores e três (03) professores coordenadores de área. P. Referências CARVALHO. desafios e tensões. A recente produção científica sobre currículo e multiculturalismo no Brasil (1995 a 2000): avanços. Tese (Doutorado em Educação – Especialidade: Didáctica das Ciências). Set/Dez. 2004. São Paulo: Cengage Learning.despertam maior interesse dos estudantes que participaram da investigação. Desse modo. 18. 2013. Controvérsias sócio-científicas: discutir ou não discutir?:percursos de aprendizagem na disciplina de Ciências da Terra e da Vida. Antônio F. Palavras-chave: PIBID-Bio/FACEDI. Universidade de Lisboa.

Professora Assistente. Em atividade há 5 anos. CONCLUSÕES: A autonomia dos adolescentes com relação à sua vida sexual e reprodutiva. Especialista. eventualmente. RESULTADOS: Atendimento de 14 instituições e 703 adolescentes. Universidade Estadual de Ponta Grossa. social e emocional dos sujeitos. e. só Graduanda. Participaram 26 acadêmicos e foram publicados 16 artigos. 1 2 150 . Depto de Serviço Social.SEXUALIDADES.com. ONGs e outras instituições. O públivo alvo são adolescentes de 12 a 18 anos. jogos. pois. atingindo também o desenvolvimento cultural. A informação é um meio de viabilizar o acesso aos direitos sexuais e reprodutivos. no ano de 2009. com abordagem educativa. 3 Professora Colaboradora. Mestre. algumas vezes os adolescentes são destituídos dos seus direitos por serem pessoas mais vulneráveis e por muitas vezes não possuírem acesso a informações que garantam uma vida plena. Universidade Estadual de Ponta Grossa. adolescência. Na execução e participação em eventos foram atingidas 11. Curso de Serviço Social. Depto de Serviço Social. são atendidos crianças. Supervisora do Projeto de Extensão Plugados na Prevenção. DISCUSSÃO: Levar aos adolescentes informações sobre sexualidade é uma forma de garantir que estes se desenvolvam de forma sadia e harmoniosa. através de oficinas. adultos e idosos. 2º ano. As oficinas são uma forma prática e ativa de repassar as informações sobre sexualidade. e. métodos contraceptivos. Universidade Estadual de Ponta Grossa. testes rápidos de HIV e entrega de preservativos. tendo a vida e a saúde protegidas. com enfoque na prevenção. estimular e desenvolver nos adolescentes o conhecimento ampliado sobre sexualidade. além de fortalecer seu desenvolvimento e vivência de forma sadia e harmoniosa. DST/HIV/AIDS. Diante do reconhecimento dos direitos sexuais e reprodutivos dos adolescentes. gravidez na adolescência. virgindade. Coordenadora do Projeto de Estensão Plugados na Prevenção. gincana. POLÍTICAS PÚBLICAS E DIREITOS SEXUAIS Plugados na prevenção: viabilização de Direitos Reprodutivos através da extensão universitária Sexuais e Katriny Renosto Lazarin1 Liza Holzmann2 Renata Nogueira¹ Tatyla Marques Barreto3 O tema sexualidade ultrapassa barreiras puramente biológicas. METODOLOGIA: Execução de oficinas em Escolas. seu objetivo geral é informar. no Departamento de Serviço Social da Universidade Estadual de Ponta Grossa surgiu a proposta de criação do Projeto de Extensão Plugados na Prevenção. sendo uma forma de desenvolver o protagonismo dos adolescentes. CRAS. Através de dinâmicas. e-mail: tatylabarreto@hotmail. e atividades são trabalhados os temas: família.745 pessoas de diversas faixas etárias.

Extensão. para decidir o que quer. Ressalta-se a importância da execução de Programas. Os adolescentes tem o direito de desfrutar de sua vida sexual. Projetos e Políticas. porém. que prezem pela qualidade de vida dos adolescentes. Sexualidade. 151 . sem medo ou insegurança.pode ser desenvolvida a partir da informação correta e completa acerca do tema. Palavras-chave: Adolescência. Direitos Sexuais. principalmente daqueles em situação de risco e vulnerabilidade social. com consciência e conhecimento.

POLÍTICAS PÚBLICAS E DIREITOS SEXUAIS Programa Viravida Rafaela Tzelikis Mund1 O Conselho Nacional do SESI tem trabalhado intensamente para contribuir com a Rede de Enfrentamento à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes e tirar este tema da invisibilidade em nosso país. destes. Atualmente atua como Coordenadora de Projetos Especiais no Departamento Regional do SESI/SC. quando foi criado o programa Viravida. ações relacionadas à educação continuada para elevação da escolaridade.SEXUALIDADES. A linha pedagógica está amparada na transversalidade e na abordagem de temas como Estatuto da Criança e do Adolescente. relativas ao exercício de protagonismo dos alunos. odontológico e psicológico. Sebrae e Sescoop). inserção produtiva e acompanhamento dos egressos. O Programa Viravida constitui-se num processo socioeducativo que busca promover a restituição de direitos fundamentais. o desenvolvimento destas competências acontecem por meio das práticas pedagógicas articuladas. 1623 foram inseridos no mercado de trabalho e 984 evadiram. rafaela. saúde. 1509 estão em processo de formação. A organização curricular contempla o desenvolvimento de competências básicas. gênero.br 152 . DST (doenças sexualmente transmissíveis) e cuidados com o corpo. consumo consciente. financiamento aos estudos (bolsa-auxílio). formação profissionalizante. de adolescentes e jovens vítimas de Exploração Sexual. atendimento psicossocial. requeridas pela natureza do trabalho. 1 É formada em Pedagogia pela Universidade Federal de Santa Catarina/UFSC. Desde junho de 2008. após inseridos no mercado de trabalho. Essas ações tiveram efetivamente início em 2008. 2704 se formaram. Pós-Graduada em Psicopedagogia Institucional e Clínica pela Universidade do Sul de Santa Catarina e Mestre em Psicologia pela UFSC. de caráter geral. Sest/Senat. A instituição promove diversas ações alinhadas ao Plano Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual Infantojuvenil e às políticas da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. e competências de gestão. noções de autogestão e empreendedorismo. cidadania. quando foram criadas as primeiras turmas. possibilitando a esse público. Sesc. que é coordenado pelo SESI e desenvolvido em parceria com as instituições do Sistema S (Senai.org. incluindo acompanhamento médico. foram matriculados 5107 adolescentes e jovens. até julho de 2014. Proporciona atendimento integral aos adolescentes e jovens. diversidade. além de encaminhamento para o mundo do trabalho. Senac. A atuação em rede é um dos pilares de sustentação do programa. específicas.mund@sesisc.

Estabelece as diretrizes e bases da Educação Nacional. de 20 de dezembro de 1996.comitenacional.Lei nº 9394/96. Educação Profissional. Constituição da República Federativa do Brasil.org.ed. 227 BRASIL. Estatuto da Criança e do Adolescente. BRASIL.pdf Visualizado em 17/10/2014. LDB . Brasília: MEC. 2010.br/files/anexos/08-2013_PNEVSCA2013_f19r39h. 1988. Mundo do Trabalho. Constituição Federal (1988). Ministério de Educação e Cultura. – 7. DF: Senado. Disponível em: http://www. Edições Câmara. Plano Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes. Referências bibliográficas BRASIL. – Brasília : Câmara dos Deputados. Art. Jovens. Brasília. 153 . 1996.Palavras-chave: Exploração Sexual.

SEXUALIDADES. Essas práticas “tem-se configurado como um espaço de proliferação de violências.36). Estes significados estão associados à condição de vida do sujeito. Aparecem no cotidiano de significados do outro sobre o sujeito e do sujeito sobre o outro. Prefeitura Municipal de Palhoça /SC.9). p. mas se refletem em toda a sociedade: na legislação. Que esse outro não faz parte de suas micro relações. POLÍTICAS PÚBLICAS E DIREITOS SEXUAIS Surdos. 2006. Mestre. psinanciveras@gmail. Assim como tem ligações estreitas com a garantia dos direitos linguísticos dos surdos. p. Conforme MIRANDA. Para ele atingir o mesmo nível dos nativos da língua (ou dos ouvintes). em relação aos surdos. as marcas socioculturais e ao seu modo de manifestar-se. e que em sua maioria esse outro não convive nas relações informaiscom o surdo. (2011. da dificuldade da comunicação em um contexto escolar em que a maioria dos participantes não usar a Libras. seus mitos que envolvem a cultura surda e que acabam ficando a margem do processo educacional do surdo. nos acontecimentos das relações familiares e sociais. violência e escola Nanci Cecília de Oliveira Veras1 O sujeito em si se constitui através de suas experiências. brigas. Nesse contexto a violência tem se apresentado como uma das marcas socioculturais vivenciadas pelos surdos e entre elas a violência na escola tem sido parte da vida do surdo. invasões. Ao ser inserido nesse contexto. pois a inserção do sujeito surdo no contexto escolar pelo viés do olhar do outro. Essas emoções emergem no contexto de vida dos sujeitos. p. pois “o aluno aprende é que ele não é capaz. na escola e em outras instituições que lidam com a infância e a adolescência”(MIRANDA. na família. A violência escolar.com 154 . tanto pelos aspectos cognitivos como pelos aspectos emocionais que influenciam em suas relações. ao seu corpo. (CARVALHO.121) um dos modos em que a violência tem aparecido no contexto escolar é a violência sexual. depredações e até mortes”. Centro de Referência Especializado da Assistência Social – Creas. 2011. o surdo percebe a diferença que lhe é apresentada como algo negativo. de suas piadas surdas. ele depende de todo um 1 Psicóloga. incluindo.tem ligações estreitas com a questão linguística. língua. Situações de violência que fazem parte de práticas contidas no contexto escolar em relação aos sujeitos e suas singularidades. nas diretrizes políticas. 2010). sendo que essa questão na escola requer que o outro tenha “sensibilidade para se colocar no lugar da criança vitimizada”. a padrões estabelecidos. suas narrativas surdas.pois os “diversos significados atribuídos à criança e ao adolescente permeiam não apenas as relações entre eles e os adultos. (MARRIEL et al.

Referências ALMEIDA. F. 155 . Violência e Escola.: Revista Episteme Transversalis. Corumbá-MS. os atores das políticas de assistência social. com foco na instituição. 2. 8. possibilitando que situações de violência recebam atenção de vários atores sociais. Pensá-la com foco no sujeito surdo a torna ainda mais desafiadora. Pensar os acontecimentos envolvendo situações de violência sexual e surdos no contexto escolar em diálogo com outras políticas públicas e atores sociais. surdo e língua. In. Violência e Escola” é um desafio bastante inquietante. E. visualizados por uma perspectiva do espaço escolar em que o surdo esteja incluído com a garantia de uso da línguabrasileira de sinais – Libras – no cotidiano e entre os participantes da escola. ele passa a ter ganhos substanciais tanto pelos aspectos de relação social. Língua. é também um convite ao diálogo nesse campo do saber. p.Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. A opção metodológica desse artigo ocorreu na busca de compreender a situação de violência sexual. entre eles. corroborando para que o sujeito acesse e usufrua de seus direitos no contexto socioeducativo de forma ampla. Escola inclusiva: a reorganização do trabalho pedagógico. pode contribuir para que os surdos ocupem na sociedade seu lugar de direito e cidadania. 2011. que elevam sua autoestima. explorem suas capacidades. F.aparato especial” (McCLEARY. Língua. Palavras-Chave: Surdos. Foram realizadas: observação participante. Nesse contexto se evidencia a importância de se propor ações que visualizem o sujeito como um todo. 1. 2010. Para tanto optamos pela investigação qualitativa. quanto nos aspectos cognitivos e subjetivos. 8). p. Esses diversosfatores – surdo. R. 2007. uma vez que a s políticas públicas tem se entrelaçado e escola tem sido provocada a redimensionar seu olhar e suas práticas para aqueles que dela fazem parte. MIRANDA. De se buscar encontros de saberes referentes ao aluno surdo “que desafiem o pensamento. P. análise de registro documental. Na busca da garantia de direitos as políticas públicas a assistência social tem atuado como mediadora entre as multifaces que se apresentam no contexto escolar e na garantia de direitos dos surdos.2011. Intervenção Psicopedagógica na Inclusão de Alunos Surdos. A. p. língua escola e violências.Propor à temática “Surdo. Dissertação (Mestrado em Educação Social) Corumbá: UFMS . O enfrentamento à violência sexual na escola: seus sentidos e significados para os educadores. O. motivando o entendimento de que o surdo é pleno e quando inserido em um contexto escolar que estimula o uso da Libras. 290). n. que provoquem diversas ponderações dos profissionais e também dos surdos que fazem parte na escola. Campus do Pantanal. v. em todos os sentidos” (ALMEIDA. Porto Alegre: Mediação. CARVALHO. escola e surdos. 2011.

2013.com/profiles/leland-mccleary/288-293 Acesso em 08 ago. 156 . 2007 Disponível em: http://www.mendeley. L.McCLEARY. Bilingüismo para surdos: brega ou chique? * In Anais: V Congresso Internacional e XI Seminário Nacional Do INES.

entre outras ações. cinemateca. foi necessário a construção de um projeto vinculado a Pró-reitoria de Extensão e submissão do mesmo a câmara de extensão. Num pressuposto maior este trabalho visa direcionar para uma vivência esclarecida. Membro do Projeto Violência Sexual Contra Meninas: as interfaces desse processo no contexto do Ensino Fundamental pela UniRV.(SIQUEIRA. para que façam uma intervenção educativa qualitativa.6% dos sujeitos que fizeram inscrição para participar do projeto não concluíram o mesmo. estudos dirigidos. Neste artigo buscou-se demonstrar a importância da contribuição da Psicologia na Educação Sexual. 157 . levam a reflexões e distorções falhas na formação básica. Professor UniRV (Universidade de Rio Verde – GO).Nesta verificação afloram-se as discussões sobre as falhas estruturais existentes no currículo do psicólogo. o qual representa uma célula de um projeto maior fomentado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (FAPEG). Professora do Departamento de Educação.EDUCAÇÃO SEXUAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES A discussão da educação sexual na formação do psicólogo Aristóteles Mesquita de Lima Netto1 Teresa Cristina Barbo Siqueira2 A sexualidade está na propaganda no discurso político. Neste projeto de extensão tivemos como referência o método da dialética. sentimentos.com 2 Doutora em Educação pela PUC Goiás. na representação e simbologia da vida. autônoma e responsável da sexualidade na área dos conhecimentos. Nos resultados pode ser levantado um alto índice de desistência dos acadêmicos de psicologia no percurso do projeto. professores. é necessário que pais. Coordenadora da Linha de Pesquisa Estado Políticas e Instituições Educacionais e da Pesquisa: A Corporeidade-Subjetividade do Licenciado de Pedagogia Formado/a pela PUC Goiás Frente às Demandas do Mercado de Trabalho do Programa de Pós-Graduação em Educação da PUC Goiás. denotando um alto índice de evasão. 2010). reflexões e discussões grupais. tal como Sternberg (1986) e outros. psicólogos e educadores se aprofundem na compreensão da sexualidade. alguma referência na vivência social e pessoal da sexualidade humana. Assim. Nos estudos bibliográficos deste projeto constatamos que os autores que fazem parte da construção teórica que fundamenta os currículos. onde 48. palestras. subjetiva. utilizamos diversas metodologias de capacitação direta: questionário de triagem. oficinas. Psicologia e do Mestrado do PPGE PUC Goiás. aristotelesnetto@hotmail. apresenta-se o relato de experiência e levantamento de dados iniciais de um projeto de capacitação de discentes e egressos da Faculdade de Psicologia da Universidade de Rio Verde (UniRV). dentro das matrizes curriculares atuais. capaz de dar às novas gerações alguma segurança. afetando acentuadamente o trabalho com temas contemporâneos e recorrentes na atual vertente globalizada que nossa sociedade experiência. Para tanto. atitudes e competências. 1 Mestrando em Educação pela PUC Goiás. ética e informativa.

S. Desenvolvimento Humano. antropology.Desta forma o dado projeto pretendeu contribuir para um maior conhecimento dos componentes que representam a sexualidade. SIQUEIRA Teresa C. Mudanças na corporeidade-subjetividade durante a formação universitária: estudantes de Pedagogia e Psicologia. crime. Porto Alegre: AMGH. STERNBERG. R. W. Tese (Doutorado em Educação) . Goiânia. E. Pontifícia Universidade Católica de Goiás. PAPALIA. Concluímos que se faz necessário a introdução de temáticas cada vez mais emergentes e uma formação básica mais aprofundada no campo da psicologia. Formação Inicial.Faculdade de Educação. G. Adolescence: Its psychology and its relations to physiology. S. I & II). sociology. 2010. integrando. Referências bibliográficas CARRARA. A triangular theory of love. Desvendando a sexualidade. D. Campinas. 158 . SP: Papirus. 93. R. sex. FELDMAN. São Paulo: Avercamp.. Palavras-chave: Educação Sexual. HALL. PsychologicalReview. D. New York: D. 2010. religion. 10 ed. J. OLDS. o que significa desenvolver habilidades para realizar ações reflexivas. Psicólogo.. pois o dado projeto denúncia que os currículos não contemplam o corpo concreto. 2004. Introdução à psicologia da educação: seis abordagens. César Aparecido. também. Psicologia. and education (Vols. histórico encarnado. sentimentos e atitudes. B. (Org). 119-135. 1904 NUNES. individual e/ou grupal. Appleton & Co. 1987. além de aguçar decisões nos estilos e/ou condições de vida que promovam a saúde e bem-estar sexual. K. (1986).

EDUCAÇÃO SEXUAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES A educação sexual na família Teresinha Bunn Besen 1 Dolma Magnani de Oliveira 2 De uma maneira simples. “. 3. Família. Resultados: Os resultados são apresentados de forma qualitativa no discurso dos pais ao final do ciclo. Metodologia: A Escola de Pais do Brasil – EPB (ONG que realiza um trabalho voluntário voltado à educação familiar) realiza Ciclo de Debates com pais e mães. “A participação da família e do ambiente escolar na educação sexual emancipatória é sem dúvida muito importante. conforme exemplos a seguir: “Sim. ed.. Educar. 2006. membro da Escola de Pais do Brasil tetebesen@yahoo. Florianópolis: Ed.. imprimindo-lhe uma direção. Sônia M. para troca de ideias e reflexão a respeito da educação das crianças e jovens. O ciclo é estruturado em dez encontros que tratam de temas ligados à Educação nas diversas fase de desenvolvimento. da UDESC. Caderno Pedagógico. Cidadania. pais e mães interferem positiva ou negativamente na vida dos filhos. Palavras-Chave: Educação. Podemos dizer que não existe educação neutra. POCOVI. MELO. Martins. podemos dizer que educar é intervir no processo de crescimento e desenvolvimento da criança. membro da Escola de Pais do Brasil. dentre eles Sexualidade Humana. Artista Plástica. Rosi Maria de Souza. Educação e Sexualidade. 2000. São Paulo. membro do Grupo de Pesquisa Prolinguagem. proporcionou trocas de experiências e novos aprendizados em termos de educação sexual”.”. Servidora da Universidade do Estado de Santa Catarina. um desafio. Considerações finais: O trabalho da EPB tem evidenciado que os pais têm muita dificuldade para conversar/orientar seus filhos com relação à sexualidade deixando esta parte para a escola. incentivou o diálogo entre mim e meus filhos”. 1 159 . é deve buscar questionar preconceitos e paradigmas favorecendo a reflexão de sentimentos e comportamentos . Mostra que costumam negligenciar o conhecimento e cobrar o comportamento.br 2 Advogada. Mestre..com. Professora. membro do Grupo de pesquisa EDUSEX-Formação de educadores e educação sexual. Aborda conhecimentos psicopedagógicos desde o nascimento até a adolescência para aprimorar a capacidade de educar dos pais e educadores tendo em vista a formação do cidadão.. Referências bibliográficas ESCOLA DE PAIS DO BRASIL.

professores e futuros professores de ciências com objetivo de suprir uma lacuna existente na realidade da nossa educação brasileira. possui como um dos seus eixos de trabalho a abordagem da sexualidade na formação continuada de seus integrantes. (Programa Institucional de bolsa à Iniciação a Docência). A partir dessa reflexão foram desenvolvidas oficinas utilizando dinâmicas de grupo (MAGALHÃES. não apenas atividades informativas de cunho biológico e restritas ao ato sexual. existe falta de conhecimento por parte dos sujeitos envolvidos.UFBA Manoela de Jesus Sousa Argolo 1 Izaura Santiago da Cruz 2 Ao abordarmos a temática da sexualidade são geradas várias reações. 160 . de certa forma subsidia uma visão e posicionamento inadequados sobre temas que nos cercam a todo o momento. necessidades. em Salvador – BA. por bolsistas e supervisora. Ensino de Ciências. ansiedades e posicionamentos sobre todos os temas que foram abordados nas atividades. contribuindo de forma positiva para eles/elas e para nós facilitadoras. Esse trabalho foi possibilitado pois. E. discussão e posicionamento dos alunos. em relação à metodologia mais comumente usada para a abordagem do tema que é a de palestras voltadas apenas para a dimensão biológica. A partir das oficinas os/as estudantes puderam falar sobre suas dúvidas.EDUCAÇÃO SEXUAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES Abordagem da sexualidade na formação de professores de Ciências: reflexões de uma docente em formação sobre as experiências do PIBID de Ciências Naturais. Durante as oficinas pudemos perceber o diferencial de se trabalhar dinâmicas de grupo. As oficinas de sexualidade foram realizadas no Centro Educacional Carlo Novarese. a abordagem desse leque de temas que permeiam a sexualidade é de fundamental importância na escola (BRASIL. 2011). como construção e desconstrução de conhecimentos e mitos relacionados à sexualidade. Através das oficinas tínhamos o objetivo de gerar reflexão. Formação Docente. abordando e fazendo com que eles percebessem os diversos elementos envolvidos na sexualidade podendo assim ter uma visão ampliada do tema que na maioria das vezes é entendido ou abordado apenas na dimensão biológica. o grupo do PIBID Ciências Naturais UFBA. Referências 1 2 Bolsista PIBID Ciências Naturais manuela_argolo@hotmail. na maioria dos casos. Dentro dessa necessidade. Palavras Chaves: Educação Sexual. em qualquer espaço que seja gera muita repercussão. o que. 1999). com orientação da coordenadora do PIBID de Ciências Naturais UFBA.com Professora orientadora do PIBID Ciências Naturais.

1999. 2011. Wak. Rio de Janeiro. Brasília: Ministério da Educação. Dinâmicas de Grupo sobre sexualidade: atividades para trabalhar com adolescentes. Cristianne. Parâmetros Curriculares Nacionais/ Ensino Fundamental: Orientação sexual. 161 .MAGALHÃES. BRASIL.

o assunto Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST).EDUCAÇÃO SEXUAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES Análise do conteúdo ‘doenças sexualmente transmissíveis’ nos livros didáticos de Biologia aprovados no PNLD-2015 Andréia Xavier da Silva Santos1 Ariane Santos Jesus1 Jamille Soares Pereira1 O livro didático (LD) constitui-se do principal recurso de ensino utilizado nas escolas. a partir dos objetivos da investigação. trazendo também as doenças como exemplos. Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC). referente a estes programas. desde 2005. determinar se o assunto escolhido está sendo abordado de forma apropriada e satisfatória nesses materiais didáticos.A maioria das coleções aborda o assunto de forma explícita e bastante sucinta. dando ênfase à AIDS. Bactérias e Fungos. ou em tabelas.. por ser distribuído nacionalmente possibilitando a disponibilidade e o acesso. é “indiscutível que ele tenha alcançado resultados notáveis quanto à melhoria de qualidade das obras didáticas fornecidas para as escolas públicas brasileiras”. em muitos casos o único. Em escolas públicas. Bactérias e Fungos.com 162 . Um livro aborda as doenças apenas nos capítulos de Vírus. por ser um problema crescente e que necessita de constante discussão e sensibilização a fim de se conter sua ascensão. pois a ordenação dos conteúdos varia de autor para autor dentro dos três volumes. Tendo em vista sua importância. ser minuciosa e criteriosa. andreiaxavier_ios@hotmail.al. e duas das nove coleções não abordam o assunto em nenhum conteúdo. a escolha destes pelos docentes deve. nos livros de Biologia do Ensino Médio aprovados no PNLD-2015. De acordo com EL-HANI et. Primeiramente. O presente trabalho analisa dentro do tema Sexualidade. sendo o Programa Nacional do Livro Didático para o Ensino Médio (PNLD). portanto. visto que acompanha professores e alunos por todo o ano letivo como principal material de apoio e estudo. foi realizado um levantamento para detectar em que volume de cada coleção o conteúdo estava presente. visando através de critérios pré-definidos. uma seleção prévia é realizada por programas nacionais. Os exemplares nos quais o assunto a ser analisado estava presente (DST) foram separados e submetidos à análise meticulosa de cada um dos critérios selecionados à priori. nos capítulos que trabalham os conteúdos Vírus. Este conteúdo é visto como de vital importância a ser trabalhado com vigor e cautela com todos os jovens nas escolas. Assim observamos que mesmo esse sendo um assunto de grande relevância para o contexto dos 1 Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas. dada a importância da temática. Foram analisadas as nove coleções aprovadas. o responsável pela análise dos LD utilizados no Ensino Médio.

Livros didáticos de Biologia no Ensino Médio: Resultados do PNLEM/2007. Referência EL-HANI. Formação Docente. Palavras-chave: Livro Didático. C. Educação e Saúde. 163 .L. Abr.. N. 2011. Doenças Sexualmente Transmissíveis.211240. ROCHA. p. ROQUE.27.alunos.B.. o mesmo nas coleções analisadas não vem sendo explanado de forma satisfatória.N. P. Educação em Revista. v.

cognitivo. 2003 1 2 Médico Pediatra. O nível de conhecimento de sinais/sintomas era pequeno antes da formação e após o curso houve aumento de 40% de suspeitas de violência sexual por parte dos educadores. O objetivo foi avaliar o aumento da suspeita de violência sexual depois de um curso sobre o tema. devem estar adequadamente preparados para enfrentá-lo. Gullotta. Prevenção de Violência. A schoolwide approach to violence prevention. 113-128. C. Referências bibliográficas BELAND. vice-presidente do Instituto CORES. Educação Sexual. Os educadores são uma parte fundamental neste processo e pelo seu contato próximo com os estudantes.EDUCAÇÃO SEXUAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES Aumento do número de suspeitas de violência sexual após capacitação de educadores Fabricio Meyer1 Caroline Arcari2 A formação tradicional dos educadores ainda não os capacita plenamente. L. R. 119. R. emocional. K.br Pedagoga. In R.com. A formação desses profissionais não pode ser realizada sem o tema violência sexual. físico e relacional dos alunos.. P. F. Para identificação do nível de conhecimento. utilizou-se um questionário de múltipla escolha relacionado com as áreas de comportamento sexual. especialista em educação sexual pelo SESEX. Cadernos Pesquisa.209-230). mestrando em educação sexual pela UNESP. a detecção precoce de violência sexual é importante. psicológico. Hampton. mestranda em educação sexual pela UNESP. Entre as políticas de proteção da infância e adolescência. Jenkins & T. & Williams. A violência sexual é um dos maiores problemas de saúde pública do mundo pela OMS. Palavras-chave: Violência Sexual. 1996. presidente do Instituto CORES. Concepções da professora acerca do abuso sexual infantil. A. London: Sage publications. BRINO. Issues in children´s and families´lives: preventing violence in America (pp. e cerca de 25% das crianças irá sofrer algum tipo de abuso sexual até 14 anos. A formação do CORES é uma ferramenta que aumenta a detecção de violência sexual. 164 . aplicado antes e após o término do curso pelo Instituto CORES de 8h de atividades teórico-práticas. L. fabriciopcmso@unimedrv.

2000.Faculdade de Ciências e Letras. R.). L. & Gomes. H. São Paulo: Ômega.. KRISTENSEN. Estudo analítico-descritivo do curso de Pedagogia da UNESP de Araraquara quanto à inserção das temáticas de sexualidade e orientação sexual na formação de seus alunos. 1115-1125. Tese (Doutorado em Educação Escolar) .. Revelar ou não revelar: uma abordagem fenomenológica do abuso sexual com crianças. A. 2001.. Flores. Bruns & A. In M. C. 2009. LEÃO. UNESP. B. 343f. 2009 165 . 24. H. W. Furtado (Orgs. M. Z. T. Psicologia e pesquisa fenomenológica: reflexões e perspectivas. Child Sexual Abuse Prevention Programs: Do they decrease the ocurrence of child sexual abuse? Child Abuse and Neglect .GIBSON. Araraquara. C. A. & Leitenberg.

como no caso do curso de Licenciatura em Ciências Naturais da Universidade Federal da Bahia. “estas vivências estão impregnadas de valores. 2013. Em paralelo a isso. Provavelmente. impondo-a aos estudantes. 1 Supervisora do PIBID de Ciências Naturais. através de dinâmicas de grupo. idealizou o projeto no curso ministrado para os componentes desse subprojeto. sociocultural e não apenas biológica. em Salvador. também professora efetiva desta unidade. A primeira barreira enfrentada pela supervisora foi dissolver um paradigma: a crença de que a Educação Sexual se restringe à abordagem da anatomia dos sistemas reprodutores masculino e feminino. p. A supervisora. Aliás. que formam uma concepção particular da sexualidade”(LOCKS. da Universidade Federal da Bahia. que muitas vezes são a principal fonte de pesquisa de professores/as dessa disciplina. discutir a sexualidade para promover a reelaboração dos (pré) conceitos construídos pelos alunos ao longo de sua formação ao mesmo tempo em que a supervisora ao mediar essas discussões também.EDUCAÇÃO SEXUAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES Diminuindo os limites para trabalhar o tema sexualidade através do pibid DE Ciências Naturais: reflexões de uma supervisora Zaineide dos Santos Pinto 1 O objetivo deste resumo é apresentar as reflexões que fomentaram o desenvolvimento do projeto Sexualidade e Adolescência. além de poder abordá-la nas suas dimensões psicológica. para que a supervisora compreendesse que a Educação Sexual não se restringe ao mero tratamento de questões reprodutivas e percebesse as consequências desse tipo de abordagem na formação dos adolescentes.46) que pode ser levada para a sala de aula pelos/as professores/as. orientava a atuação dos bolsistas de iniciação à docência e ressignificava a sua prática por meio da formação continuada. Nesse contexto. mitos e tabus. através de oficinas. No entanto.UFBA / Professora da Escola Municipal Centro Educacional Carlo Novarese. crenças. essa construção limitada do conceito e da amplitude da sexualidade se deve ao fato de que cada indivíduo traz consigo a sua compreensão que é baseada em suas vivências. zaineide28@gmail. da Escola Municipal Centro Educacional Carlo Novarese. percebe-se a não inserção intencional dessa temática nos currículos dos cursos de formação de professor de Ciências. no qual tivemos a oportunidade de discutir a sexualidade. A proposta do projeto era. essa é a abordagem da maior parte dos livros didáticos de Ciências. foi fundamental que tivesse acesso à formação continuada sobre sexualidade promovida pelo PIBID de Ciências Naturais. no período em que a supervisora graduou-se. Destinou-se aos alunos do Ensino Fundamental II. realizado pela supervisora do subprojeto de Ciências Naturais do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID).com. 166 .

Cristianne. Sexualidade e Adolescência: prazer em viver. 167 . (orgs.).: MELO. Ângela Maria da. T. Sexualidade e Adolescência. Referências bibliográficas BRASIL.br/arqs/gt4/gt4_27.pdf>. Conselho Nacional de Educação. Cristianne. A. Brasília: 2001..Palavras-chave: Educação Sexual. MARCELINO. Rio de Janeiro. Dimensões da Sexualidade.ufc. Curitiba: Editora CRV.br/seb/arquivos/pdf/orientacao. Ministério da Educação. 2006. Sexualidade e Saúde: diálogos necessários. M. Maria dos Prazeres A. M.. MAGALHÃES. M. Educação. Disponível em: < http://portal. BRUNS. Dinâmicas de Grupo sobre sexualidade: atividades para trabalhar com adolescentes.pdf>.xxcbed. Rio de Janeiro.mec. Parâmetros Curriculares Nacionais: orientação sexual. Wak. 2011. In. CRUZ. Educação Sexual e Práxis do Professor de Ciências e Biologia. SILVA. Nailde Gonçalves da.gov. Geraldo Augusto. Boolinnk. Acesso em 25-08-2013. MAGALHÃES. S. Anísio Francisco. Izaura. Formação de Professores de Ciências. SOARES. Disponível em: <http://www. às 17:55:15. Acesso em: 26-0813. 2013. LOCKS. SILVA.

mas também angustiados/as e inseguros/as para lidar com ela. Infantojuvenil. Maria Cristina Machado (Orgs. 2011. doutoranda do Programa de Educação da Universidade Católica de Brasília. estudo sobre violência doméstica infantojuvenil. articulação entre a violência em foco com questões de gênero e de diversidade sexual. Sandra Francesca Conte de e KUPFER. 1 Professora da Escola de Aperfeiçoamento de Profissionais da Educação (EAPE/SEDF). uma vez que esta é ainda uma questão invisível aos/às educadores/as e que fere os direitos humanos dos/as estudantes. Rio de Janeiro: Wak Editora. Diversidade Sexual. sexual e da negligência de pais/mães/responsáveis contra filhos/filhas/meninos/meninas relacionando-as com a violência contra a mulher e a homofobia. O trabalho foi organizado em quatro momentos: apresentação do grupo. o sofrimento psíquico dos/as participantes em relação à expressão de violência em tela é grande. Referências ALMEIDA.ucb@gmail. Casos e dados nacionais de violência doméstica infantojuvenil. A psicanálise e o trabalho com a criança-sujeito. A metodologia de trabalho propiciou o diálogo e a troca de experiências entre os/as participantes. Os/As participantes mostraram-se sensíveis ao enfrentamento da violência doméstica infantojuvenil. psicológica. Ficou clara a importância de tratar do tema da violência doméstica infantojuvenil tanto nas formações inicial e continuada de profissionais da educação de maneira cuidadosa e dialogada. Porém. Gênero.EDUCAÇÃO SEXUAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES Gênero e diversidade sexual em contextos de violência doméstica infantojuvenil Adriana Costa de Miranda1 Apresento aqui o mini-curso realizado para profissionais da educação básica em maio de 2014 na UnB. Proporcionou ainda a leitura crítica dos/as participantes acerca dos efeitos da violência doméstica na aprendizagem escolar. independentemente de sua orientação sexual. Observou-se em todos/as os/as participantes um posicionamento favorável à promoção dos direitos humanos de crianças e adolescentes. não prescritiva.). adrianamiranda. O trabalho provocou a reflexão dos/as participantes acerca da violência física.com 168 . avaliação oral. Palavras-chave: Violência Doméstica.

Brasília: SDH. Sônia M. 169 . Gomes e MOREIRA.SOUSA. Maria Ignez Costa. Quebrando o silêncio: disque 100 – Estudo sobre a denúncia de violência sexual contra crianças e adolescentes no Brasil. 2013.

o amor e o prazer. o desejo. cultural e educacional. 3 Mestra em educação – UFPE. viabilizando no ser humano a paixão. autoestima e afetividade. de uma de uma forma dinâmica e participativa. isto é. e ocorre durante todo o processo. quando do encontro como o grupo das/dos adolescentes integrados ao trabalho. o processo de crescimento na escola do sujeito adolescente.EDUCAÇÃO SEXUAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES Gênero. 1 170 . ideias. tendo como compromisso social aprimorar. promovendo a participação Psicólogo e Doutor em Serviço Social – UFPE.com. em seu contexto sociocultural. educação e sexualidade Walfrido Menezes1 Evanilson Alves de Sá2 Marta Virginia Santos de Lima3 O presente projeto de ação foi e é desenvolvido junto aos professores da rede pública de Ensino Estadual de Pernambuco. Dessa maneira as/os mesmos passaram a interagir nas atividades falando sobre o cotidiano que envolve a questão da sexualidade. aprofundar e promover a aprendizagem do conjunto dos professores e professoras. Concluímos que ao procuramos conhecer a realidade daqueles que participam do projeto. ternura e afeto. para que os mesmos e as mesmas possam aprofundar e trazer à tona a produção do conhecimento de maneira dialética. com o conjunto de seus e de suas alunas. que é e foi resgatar e favorecer. a fim de se incorporar. Diversidade e Cidadania da Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco – SEE/PE e faculdade Estácio do Recife. abordando o tema da maneira mais próxima possível do cotidiano dos mesmos. política. Em seguida. que ocorre desde o primeiro momento. ideológica.br 2 Mestre em educação – UFPE. o afeto. tabus e dogmas etc. são utilizados os vídeos didáticos. Para tanto.. técnico da Gerência de Políticas Educacionais em Direitos Humanos. para que a mulher e o homem sejam sujeitos construtores dos seus valores. Todo processo é desenvolvido a partir de uma ótica biopsicossocial. sociodrama e debates e esclarecimentos de dúvidas no campo da sexualidade. contemplada pela tríade autonomia. walfridomenezes@uol. à vontade. efetivamos de forma satisfatória as atividades. Gerente da Gerência de Políticas Educacionais em Direitos Humanos. afetiva. educação e sexualidade. O processo metodológico foi e são desenvolvidos através da observação não participante. sempre que necessário. slides. Diversidade e Cidadania da Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco – SEE/PE. com a temática de gênero. Diversidade e Cidadania da Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco – SEE/PE. de ver o mundo através do olhar das/dos próprios jovens. e. possibilitando uma nova leitura e releitura dos preconceitos. a percepção e o entendimento do grupo de adolescentes envolvidos. dinâmicas de grupo. partiu do seguinte objetivo. técnico da Gerência de Políticas Educacionais em Direitos Humanos. possibilitando aos participantes serem protagonistas de suas questões.

em uma aprendizagem. numa ótica educacional. Sexualidade. resultando em uma prática.crítica e criativa. o estabelecimento das relações humanas. 171 . o trabalho em sexualidade humana. Palavras-chave: Gênero. Portanto. passa por uma fusão com o todo e precisa da reflexão do “Eu” indivíduo para se chegar à relação “Eu-Tu”. mas efetiva na prática docente no contexto de gênero. ou seja. Educadores/as. mas delineada em torno do gênero. Educação.

entrevistas em grupo focal e coleta e análise documental. assim como sugestões de melhora para a continuidade do Programa. Representação da UNESCO no Brasil. serão apresentados e discutidos no Congresso de ser aceita a proposta. UNICEF e UNFPA. a aplicação de inquérito populacional de 15 a 24 anos (comparativo com a PCAP/2008). o projeto SPE foi implantado nas escolas e estão sendo realizadas ações e atividades no âmbito da prevenção e educação em sexualidade direcionada aos alunos. bem como aos projetos pedagógicos das escolas públicas de ensino fundamental e médio.souza@unesco. em parceria com UNESCO. o estudo quantitativo incluiu a aplicação de um questionário de opinião junto à população de professores. Educação Preventiva. Neves1 O projeto Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE) é uma iniciativa do Ministério da Educação e do Ministério da Saúde por intermédio do Departamento de DST. O estudo qualitativo incluiu entrevistas individuais estruturadas semidiridas. O modelo de avaliação foi do tipo ex-post. Referências Representação da UNESCO no Brasil. e o acesso ao preservativo na unidade escolar. Escola e Avaliação.S. a UNESCO realizou uma avaliação dos resultados do projeto SPE na Rede Pública de Ensino Estadual e Municipal. A coleta de dados se deu em 10 capitais escolhidas tomando como base dois critérios: a taxa de incidência de AIDS e o percentual de mães de 10 a 19 anos de idade . Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. Existe uma alta aprovação pelos alunos em relação às atividades de temas relativos à saúde sexual e saúde reprodutiva. No ano 2013. e a coleta de indicadores secundários. O método do estudo teve uma abordagem qualitativa e quantitativa. Relatório final da avaliação. implantado nos 26 estados do Brasil e o DF e em 600 municípios. propõe a integração entre as áreas de saúde e educação para a promoção de ações de educação em saúde preventiva que sejam incorporadas ao planejamento das secretarias de Educação estaduais e municipais. com artigo de proposição de cenários para aprimoramento da política pública de educação em 1 Oficial de Programas.nascidos vivos. Palavras chave: Saúde. Estes e outros resultados da avaliação do SPE. As evidencias sugerem que determinados objetivos do Projeto não estão sendo atingidos.org 172 . Os resultados destacam que em maior o menor grau. ma. Por enquanto. O projeto.EDUCAÇÃO SEXUAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE): aprendendo da experiência Mariana Braga A. sobretudo à sensibilização e o acesso do aluno a testagem. assim como satisfação com as capacitações em temas do Projeto. das unidades federativas no território nacional.

sexualidade, mapeamento de boas práticas nacionais e internacionais no âmbito
da educação em sexualidade. Reporte: Brasília, 2014.

173

EDUCAÇÃO SEXUAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES
Sexualidade em foco: contribuições para o processo de formação
inicial docente das atividades desenvolvidas no PIBID-BIO/FACEDI
Mário Cézar Amorim de Oliveira1
Maria Erli Oliveira Azevedo2
Maria Gleiciane Barbosa2
De acordo com Altmann (2003, p. 283), “a escola tem sido apontada como um
importante espaço de intervenção sobre a sexualidade”; desse modo, o grupo
PIBID-Bio/FACEDI de bolsistas do Programa Institucional de Bolsas de
Iniciação à Docência do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas
daFaculdade de Educação de Itapipoca da Universidade Estadual do Ceará
(UECE) desenvolve atividades de educação em sexualidade na E.E.B. Anastácio
Alves Braga, localizada no município de Itapipoca, Ceará, a partir da realização
de um curso intitulado ‘Sexualidade em Foco’. O trabalho tem por objetivo
refletir sobre o impacto das atividades realizadas no espaço escolar na formação
inicial docente das bolsistas de iniciação à docência (ID). As ações realizadas na
escola ocorreram no turno noturno, entre os meses de junho e agosto de 2014 e
consistiram em palestras, debates e dinâmicas. O trabalho foi planejado e
executado coletivamente, por quatro bolsistas ID, o que possibilitava a cada
encontro, uma rica troca de experiências e ideias acerca dos assuntos
abordados. O recorte desse trabalho engloba as palestras intituladas
‘Abordagens gerais sobre sexualidade’ e ‘Corpo masculino’. O número de
participantes variou de 38 a 46 estudantes de turmas do ensino médio da escola.
Verificamos que a maioria dos participantes do curso ficava envergonhada ao
ser questionada, e inibida em participar, não conseguindo definir o que era
sexualidade ou relacionando o termo apenas a aspectos biológicos. Através das
atividades desenvolvidas, percebemos que rapidamente os estudantes
participantes começaram a participar, procurando esclarecer suas dúvidas e
compartilhar ideias e saberes. Nesse sentido, trabalhar educação em
sexualidade na escola pode caracterizar-se como um fator contribuinte na
aquisição de conhecimentos relevantes para a construção da identidade dos
sujeitos envolvidos, além de mobilizar nos bolsistas ID saberes docentes
necessários para a práxis docente em assuntos que geram controvérsias
sociocientíficas. Se para uma boa formação docente “é necessário possibilitar, ao
futuro professor, a construção de uma identidade profissional com os saberes
docentes necessários às exigências da população envolvida e as demandas
atuais” (GHEDIN; ALMEIDA; LEITE 2008, p. 48-49), concluímos que nossa
Coordenador de Área do PIBID-Bio/FACEDI. Mestre. Professor Assistente da FACEDI-UECE.
mcaoliveira@gmail.com
2 Bolsista ID do PIBID-Bio/FACEDI. Licencianda do Curso de Ciências Biológicas da FACEDIUECE.
1

174

atuação no PIBID-Bio/FACEDI está nos possibilitando reelaborar saberes
docentes no exercício da profissão, algo que dificilmente conseguiríamos
realizar a partir do currículo de formação inicial.
Palavras-chaves: PIBID-Bio/FACEDI; Educação em Sexualidade; Formação
de Professores; Relato de Experiência.
Referências
ALTMANN, H. Orientação sexual em uma escola: recortes de corpos e de
gênero.Cad. Pagu[online].n. 21, 2006, p. 283. Disponível em:
<http://dx.doi.org/10.1590/S0104-83332003000200012>.
GHEDIN, Evandro; LEITE, Yoshie Ussami Ferrari; ALMEIDA, Maria Isabel de.
Formação de Professores: caminhos e descaminhos da prática. 1ed. Brasília.
Liber Livro, 2008.

175

EDUCAÇÃO SEXUAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES
Educação em sexualidade e formação inicial: palestras sobre
sexualidade no âmbito escolar
Érica Zuila Ferreira Marques1
José Luciano Oliveira Filho2
Isabel Cristina Higino Santana3
O tema sexualidade ainda é na escola um assunto delicado, tornando-se um
grande desafio aos professores, pois envolve questões de conteúdos e
metodologias. Para Quirino (2013) algumas estratégias podem favorecer o
encaminhamento desse tema na escola, como é o caso de debates e dinâmicas de
grupo. A escola como um espaço de intervenção considera o tema relevante na
constituição do indivíduo, contribuindo para seu crescimento “[...] tanto
intelectual, físico, afetivo-emocional e sexual propriamente dito [...]”
(BERALDO, p.103, 2003). Com isso, foi objetivo deste trabalho elencar
reflexões das experiências vivenciadas por bolsistas do Programa Institucional
de Bolsas de Iniciação à Docência - PIBID, da Faculdade de Educação de
Itapipoca – FACEDI/UECE, nas palestras intituladas “Sexualidade em Foco”,
proferidas pelos mesmos e direcionadas a alunos de uma Escola de Ensino
Médio de Itapipoca- Ce. Foram trabalhados temas como Identidade, Gênero,
Saúde sexual e DSTs, principais temas elencados pelos sujeitos da escola como
os mais significativos ao tema Sexualidade. Tais assuntos foram abordados em
palestras específicos e apresentadas por um grupo de bolsistas ID’s. Cada tema
foi trabalhado em sala fazendo-se uso de equipamento multimídia e a
culminância da ação envolveu o grupo por meio de rodas de conversas. A
realização das palestras possibilitou aos alunos ID’s uma reflexão acerca dos
temas abordados, permitindo o autoconhecimento, a descontrução de alguns
estereótipos e termos errôneos, além de favorecer a percepção da importância
do tema para a formação inicial, bem como o papel do docente em sala diante
desta temática. É essencial a compreensão de conceitos como sexualidade e
sexualismo, gênero, identidade sexual e papel social de gênero, tanto por parte
do aluno, como, principalmente, por parte do educador. A educação em
sexualidade enquanto tema transversal apresenta várias vertentes, trazendo
inúmeros assuntos considerados polêmicos e que suscitam discussões
enriquecedoras no ambiente escolar. Expor essas questões permitiu aos sujeitos
em formação - alunos e professor – conhecimentos vastos e consistentes a
respeito do tema, construindo um olhar crítico e reflexivo. Diante disso, as
1Bolsista

PIBID Biologia; Graduanda em Ciências Biológicas – FACEDI/UECE
ericazuila.f@gmail.com
2 Bolsista PIBID Biologia; Graduando em Ciências Biológicas – FACEDI/UECE.
3 Coordenadora PIBID Biologia; Doutora em Educação – FACED/UFC.

-

176

Josiane da Silva. Sexualidade no Contexto Contemporâneo um Desafio aos Educadores. Universidade Estadual de Campinas.scielo. 2014.br/scielo. B. (Orgs.).php?script=sci_arttext&pid=S141385572003000100012&lng=en&nrm=iso>. GOELLNER. 62-72. Psicol. gênero e sexualidade: um debate contemporâneo na educação. Porto Alegre: Mediação. D. Flávia Nunes de Moraes. SOARES. Dissertação (Mestrado em Ensino de Ciências e Educação Matemática) – Universidade Estadual de Londrina. Palavras Chave: Sexualidade. Educ. Referências ALVARENGA. FELIPE.. J.. S. 2013.1590/S1413-85572003000100012. v. http://dx. visto que se teve a oportunidade de adquirir maior aproximação do ensino em sexualidade. C. BERALDO. Educação Sexual: múltiplos temas. C. Corpo. n. (Impr. limites e possibilidades. C. BONFIM. G. Corpo e sexualidade na escola: as possibilidadesestão esgotadas? In. 2009. DAL IGNA. Available from <http://www.). Londrina: UEL. V. p. 7. 272 f. V.org/10. Tese (Doutorado em Educação)-Faculdadede Educação. Esc..: MEYER.. L. 115 f. Educação Sexual e Formação de Professores de Ciências Biológicas:contradições. (Orgs.experiências vivenciadas foram de profunda relevância. M. Corpo. F. Campinas .doi.). Sexualidade na escola: encaminhamentos metodológicos na perspectiva dos professores de Ciências. R de S. access on 18 Oct. ed. L. 2007. 2009. 3. Sexualidade e escola: espaço de intervenção. 177 . 2004. Rio de Janeiro: Vozes. Reflexão. Gênero e Sexualidade. compromisso comum. Formação Inicial. 2013. June 2003 . 1. 2009. R. L. Londrina. de refletir acerca e ponderar esse processo e seus resultados. QUIRINO. LOURO. OLIVEIRA. Campinas.

respondendo suas dúvidas e quebrando alguns mistérios que envolvem o delicado assunto que é a sexualidade. Foi realizada uma oficina elaborada pelos bolsistas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID). Atualmente esse assunto ainda é muito polêmico. A partir desta oficina tornou-se possível intervir na educação sexual dos educandos. pior. Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência. às vezes reprimido por muitos. Devido aos pais considerarem a conversa com seus filhos sobre sexualidade algo vergonhoso. governo federal gasta milhões de reais com campanhas de prevenção e. Sexualidade. multiplicando e expandindo o conhecimento prévio dos mesmos. Orientação Sexual na Escola. Para a realização desse evento foi confeccionado pelos bolsistas. 178 . os jovens. uma aproximação do individuo. uma decoração que tornou a sala de aula um ambiente agradável e acolhedor. o que pode gerar um problema de saúde pública. gravidez. mas muito rotineiro na vida dos jovens. A oficina abordou os temas: métodos contraceptivos. por meio de discussões e reflexões relativas a essa temática. não têm acesso a informações apropriadas relativas ao sexo. Este artigo relata as experiências dos alunos em sala de aula abrindo espaço para a discussão/reflexão sobre a sexualidade na escola. Palavras-chave: Educação Sexual.EDUCAÇÃO SEXUAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES Educação sexual: relato de experiências sexualidade para alunos do Ensino Médio sobre questões da Aline Estivalet Reginato¹ Juliana Zank Cardoso² Mônica Santos Matos³ Vinicius Freitas Klain4 O estudo sobre a sexualidade requer um olhar aprofundado do ser. a escola vem assumindo sua parte na educação sexual. Todos os anos. esclarecendo mitos e verdades que ainda não são discutidos abertamente nos dias de hoje. muitas vezes. uma atmosfera confortável e segura para falar sobre sexo. proporcionando aos alunos. do curso Ciências Biológicas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Diante dessa realidade. com tratamento de doenças sexualmente transmissíveis. com o objetivo de discutir/refletir e esclarecer sobre assuntos referentes à sexualidade. aproximando-os para um diálogo mais amplo. doenças sexualmente transmissíveis com espaço para esclarecimento de perguntas realizadas anteriormente de modo anônimo. levando-o a sentir-se a vontade em debater essa temática e extraindo as mais relevantes sensações. As atividades desenvolvidas foram realizadas com uma turma do primeiro ano do ensino médio de uma escola publica em Porto Alegre. sendo considerado um tabu para a sociedade.

n. Psicologia Escolar e Educacional. BERALDO. p. Orientação sexual nos parâmetros curriculares nacionais. 103-104. 7. Flávia Nunes de Moraes. 2001. 179 . Sexualidade e escola: espaço de intervenção.Referências bibliográficas ALTMANN. v. Universidade Federal do Rio de Janeiro. Helena. 2003. 1.

gina. com financiamento da ONUSIDA (UNAIDS. Os altos funcionários e equipes técnicas do MINEDU reconheceram publicamente a experiência de cooperação com a UNESCO e UNFPA. Advocacia e Assistência Técnica.br 180 . Currículo. O projeto conseguiu ter o apoio de altos funcionários do MINEDU. Igualmente. cuide de si mesmo e dos outros. prestou assistência técnica ao Ministério da Educação para apoiar o desenvolvimento do currículo e os conteúdos da aprendizagem fundamental de "Age e interage com autonomia para o bemestar". Uma vez que se conseguiu a cooperação das autoridades do sector da educação. A aprendizagem busca que o aluno seja independente. 1 Especialista de Programas. que inclui o conteúdo do ESI. as equipes técnicas do MINEDU receberam a assistência técnica e treinamento de especialistas de Argentina e Colômbia. A Representação da UNESCO no Peru. foi promovida a participação dos jovens. bem como de líderes da sociedade civil ao longo das atividades do projeto. conteúdos curriculares da educação sexual integral. no Brasil) e em colaboração com o UNFPA. reforçou as capacidades dos especialistas de diferentes unidades do setor e conseguiu incluir na proposta nacional. Atualmente.pancorbo@unesco. enfatizando a constância de seu trabalho e empenho para ajudar a desenvolver o currículo e fortalecer a educação integral dos estudantes. Realizou-se uma troca de experiências de propostas educacionais semelhantes com mais de 13 países. onde se inclui a educação sexual integral (ESI). o currículo proposto. com experiência de trabalho em programas de educação em sexualidade. se iniciaram as ações de assistência técnica para desenvolver a proposta dos conteúdos da aprendizagem. O projeto incluiu diversas ações de advocacia baseada em evidências a fim de que o MINEDU apoie a iniciativa de inclusão do conteúdo da educação sexual no currículo. Palavras-chave: Educação Sexual.EDUCAÇÃO SEXUAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES Fortalecimento da Educação Sexual Integral (ESI) no currículo nacional do sector da educação no Peru Gina Pancorbo Valdivia1 O Ministério da Educação do Peru (MINEDU) promove atualmente a construção do Sistema Curricular do Ensino Básico Regular. as autoridades educativas e os professores. construa sua identidade. vem sendo discutido a nível nacional com a sociedade civil. viva sua sexualidade de acordo com sua idade. Representação da UNESCO no Brasil. defina vínculos emocionais positivos.org. e reflita sobre seus princípios e sentido da vida.

2013.org/images/0022/002217/221729s. 2014.unesco. Lima: UNESCO.org/images/0022/002272/227243s. Informe Bianual UNESCO Perú (20122013).pdf Representación de la UNESCO en Perú.Referencias bibliográficas Representación de la UNESCO en Perú.pdf 181 .unesco. Disponível em: http://unesdoc. Lima: UNESCO. Educación Sexual Integral: derecho humano y contribución a la formación integral. Disponível em: http://unesdoc.

1 182 . em face ao acesso e a permanência de jovens e adultos na EJA. Diante de tais considerações. seja entre os próprios estudantes. Professor de Química.EDUCAÇÃO SEXUAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES (Re)construção da concepção de gênero e identidade de gênero d@ ser professor@: uma perspectiva reflexiva sobre a diversidade na formação docente Guilherme Augusto Maciel Ribeiro1 Elisangela Chamon de Souza2 Nahun Thiaghor Lippaus Pires Gonçalves3 Evanizis Dias Frizzera Castilho4 Introdução: Se a marginalização do acesso e da permanência destes estudantes na modalidade da EJA. Professora do Instituto Federal do Espírito Santo Campus Cachoeiro de Itapemirim. Graduado em Ciências Biológicas e Especialista em Docência do Ensino Superior. 4Mestre em Educação em Ciências e Matemática. seja como momento de (in)formação entre os professores lotados para a lida junto a este público específico. o que nos aponta para uma deficiência na formação inicial e Professor de Ciências na EMEB “Jenny Guárdia – Prefeitura Municipal de Cachoeiro de Itapemirim (ES). IFES. elas acentuam suas divergências internas. Graduada em Engenharia Civil. 3Mestre em Biotecnologia UFES. seja pela ação dos próprios alunos. veladas. enseja-se propiciar um (re)pensar sobre a vivência da diversidade de gênero (e suas variações) no cotidiano escolar. Mestrando em Educação em Ciências e Matemática EDUCIMAT IFES. culturais e econômicas. seja as formações continuadas oferecidas pelas secretarias de educação sinalizam para uma dificuldade sobre a abordagem da diversidade de gênero nos ambientes escolares por estes. seja no Ensino Superior. Graduada em Pedagogia e Especialista em Gestão e Administração Escolar. Resultados e Discussões: Há insuficiência de insumos pedagógicos para a tratativa do tema nas escolas e a escassez de momentos de discussões nas formações de professores. gamribeiro@gmail. revelam os entraves enfrentados por aqueles que participam da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Florisbelo Neves” – Prefeitura Municipal de Cachoeiro de Itapemirim (ES). sobretudo na EJA.com 2 Gestora da EMEB “Prof. seja pela displicência docente por não saber atuar como mediador neste tipo de conflito. correntes em seu cotidiano: a não aceitação do “diferente”. que são pungentes nas interações humanas escolares e que são constantemente invisibilizados por situações de preconceito e intolerância. Estamos pontuando ações formais de não aceitação ou do estranhamento da diferença por gênero. por outro lado. identidade de gênero e orientação sexual. partindo da revisão de literatura e da realização de entrevistas e atividades participativas com professores e alunos da EJA em uma unidade de ensino da cidade de Cachoeiro de Itapemirim. Materiais e Métodos: Os marcos metodológicos propostos neste relato de experiência baseou-se na pesquisa participante. por questões sociais.

org/GT03/COM/COM033. Jerry Adriani da. Sexualidade. corpo e direito. In: XV Encontro Nacional da Associação Brasileira de Psicologia Social. Acesso em 01 out.). São Paulo: Cultura Acadêmica.%20 rizoma%20e%20educa%C7%C3o. Referências bibliográficas BUTLER. Thiago Teixeira Sabatine. SOUZA. Acesso em 18 de setembro de 2014. 2009. O corpo educado. SABATINE. já que poucas são as ocasiões onde a diversidade sexual encontra espaço para o diálogo.%20O %20Corpo%20Educado. ter uma opção sexual divergente a este perfil implica em enfrentar as asperezas de uma condição transgressora. 2010: Universitária. 2011. Discutindo as relações de gênero e sexualidade na formação de educadores de EJA.pdf>.pdf>. 2014. Pedagogias da Sexualidade. Oficina Universitária. Belo Horizonte: Autêntica.me/Acervo/livros/LOURO. Maceió. 1999. Corpos que pesam: sobre os limites discursivos do "sexo". Rizoma e Educação: contribuições de Deleuze e Guatari. Diversidade.%20Guacira%20Lopes. Palavras-chave: Educação de Jovens e Adultos. 1. Guacira Lopes (Org. v. In: I Congresso Internacional da UNESCO de Educação de Jovens e Adultos. MAGALHÃES.br/siteprincipal/images/Anais_XVENABRAPSO/198. Luiz Antônio Francisco de Souza. 183 . Boris Ribeiro de Magalhães (Orgs.). Mauro Mauro Michel El.Considerações Finais:Em uma sociedade que privilegia o padrão heteronormativo enquanto entidade de manifestação de sua sexualidade. a reflexão e o debate nos ambientes formais de aprendizagem. Disponível em<http://copyfight.catedraunescoeja.João Pessoa (PB). Judith.continuada dos professores causada pela insuficiência ou esporadicidade das capacitações destes profissionais no que diz respeito a temática suscitada. Disponível em <http://abrapso. In: LOURO. Michel Foucault: Sexualidade. Acesso em 02 de outubro de 2014. Disponível em <www. SILVA. KHOURI.pdf>.org. Gênero.

a inserção de propostas de educação sexual são incipientes. 1 Profa. Os gestores. os entraves no que diz respeito a formação dos profissionais estão sendo mitigados. por sua vez. curso este oferecido aos gestores e professores das escolas públicas municipais da cidade de Araraquara/SP. de cunho qualitativo. Os professores no contato com os alunos percebem a necessidade da discussão deste assunto. 2012. Educação Sexual. sobretudo. no entanto. No entanto. MAIA. Segundo o relato deles. 2006. Sexualidade. RIBEIRO.br 184 . Enfim. quanto os gestores. 2009). Os resultados inicias alcançados na implementação do citado curso salientam a importância de estratégias como esta. O presente estudo. por falta de uma formação específica no assunto por vezes temem como abrangê-lo. 2009. Dra. 2011). que seja o início de uma estratégia visando que a educação sexual seja uma realidade nas escolas do citado município. Ademais.unesp. FIGUEIRÓ.EDUCAÇÃO SEXUAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES Relato de uma prática: os alcances de um curso de formação dos profissionais da educação em sexualidade e educação sexual Andreza Marques de Castro Leão1 A sexualidade tem angariado espaço para ser problematizada. é preciso uma adequação desta formação de modo a instrumentalizá-los para saber como implementar a educação sexual. Portanto. tem por intuito apresentar alguns resultados alcançados com o citado curso. como forma de sensibilizá-los a necessidade do trabalhado de educação sexual formal no âmbito escolar (LEÃO. alguns gestores têm se mostrados aptos e sensíveis à inserção deste tema em suas escolas. receiam a repercussão desta abrangência. resultado. sendo expressos na maior iniciativa dos profissionais das escolas em participar do curso. esta iniciativa advém da apreensão da necessidade de terem o devido preparo para saberem abarcar a sexualidade e seus temas correlatos. objetivando contribuir para sanar a demanda formativa destes profissionais. Diante disso. da falta de um preparo específico dos profissionais da educação (LEÃO. Palavras-chave: Formação de Professores. Pensando nisso. e por vezes impedem que iniciativas de trabalhos de educação sexual surjam na escola. tenham uma formação específica nestes temas. pensando no cenário escolar a discussão deste tema e. entre outros. do Departamento de Psicologia da Educação e do Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Ciências e Letras de Araraquara-Universidade Estadual Paulista-Unesp. andrezaleao@fclar. é interessante que tanto os professores. ante esta realidade surgiu a ideia de elaborar e implementar um curso de formação dos profissionais da educação em sexualidade e educação sexual. as quais já começaram a abrir espaços para implementação de propostas de educação sexual.

1. Educação sexual: princípios para ação. P. Formação de educadores sexuais: adiar não é mais possível. A. MAIA. Araraquara. 2011. Doxa. C. Relatório de Pós-Doutorado (Sexologia e Educação Sexual). A percepção do(a)s professore(a)s e coordenadore(a)s dos cursos de Pedagogia da Unesp quanto à inserção da sexualidade e da educação sexual no currículo: analisando os entraves e as possibilidades para sua abrangência. Faculdade de Ciências e Letras. M. D. C. M.Referências FIGUEIRÓ. Campinas: Mercado das Letras. p. 2006.75-84. LEÃO. Araraquara. 2009. Tese (Doutorado em Educação Escolar).15. 343f. A. Londrina: EdUEL. Universidade Estadual Paulista. N.R. 259f. Faculdade de Ciências e Letras. B. RIBEIRO. 2009. A. 185 . n. LEÃO. 2012. M.M.. Estudo analítico-descritivo do curso de Pedagogia da UNESP de Araraquara quanto à inserção das temáticas de sexualidade e orientação sexual na formação de seus alunos. Universidade Estadual Paulista. v. C.

ocorrida em 2013. do vídeo. 1 186 . MÍDIAS E TECNOLOGIAS As mulheres do I Segmento da EJA: uma experiência com produção de vídeo. argumentar.Florianópolis Santa Catarina . ali. escrever. contar. membro do Grupo EDUSEX Formação de educadores e educação sexual. Desaparecia. linha Educação. a se encorajarem e procurarem uma EJA que pudesse lhes trazer as mesmas contribuições que a “nossa”: aprender a ler. Maria e Regina. A intenção é destacar. Doutoranda em Educação.SEXUALIDADES. ao cabo. as falas de três mulheres da turma: Maurina. como foi minha relação com a escola. sua condição de pouca escolarização. e a EJA na minha vida hoje. criadores de um conteúdo inédito e tão importante para outros.CNPq/UDESC da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) – Florianópolis Santa Catarina – Brasil. Comunicação e Tecnologia do PPGE/FAED/UDESC. líder Grupo EDUSEX Formação de educadores e educação sexual.com 2 Doutora em Educação. tivemos uma “experiência tecnológica”: desenvolvemos um convite àqueles que não concluíram sua escolarização no ensino fundamental para que se encorajassem a voltar a estudar na “nossa EJA”. Bolsista CAPES/FAPESC. Todos pensaram suas falas e utilizaram seu espaço de maneira a convencer outros. Ratificou as potencialidades das TDIC. mesmo nos dias atuais. posicionar-se. questionar. tendo interrompido sua trajetória escolar por motivos muito particulares ao universo das mulheres e considerando o retorno à escola uma conquista considerável. discutir. Apresentamos a experiência com a produção de conteúdo digital (vídeo) em uma turma de alfabetização na EJA do município de Florianópolis/SC. descobrindo trajetórias Deisi Cord1 Sonia Maria Martins de Melo2 Este trabalho insere-se nas reflexões em andamento em projeto de doutoramento sobre a relação dos sujeitos do I segmento da Educação de Jovens e Adultos (EJA) com as Tecnologias de Informação e Comunicação. as rédeas de suas vidas também pela via da escolarização. ter acesso a diferentes atividades culturais. Mestre em Educação (UFSC). Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação PPGE/FAED/UDESC.CNPq/UDESC da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) . com vistas ao exercício da palavra — e da cidadania. com estudantes entre 16 e 72 anos. O roteiro contemplava falas em três diferentes momentos: quem sou eu. em condições similares às suas. interagir com diferentes sujeitos. Visando ampliar o número de matrículas na modalidade. enfim.Brasil. Assumir. que relatam partes de sua história marcada pela sua condição feminina. deisicord@gmail. As reflexões estão Professora alfabetizadora da EJA do município de Florianópolis. ao permitir a sujeitos em processo de alfabetização se (re)conhecerem como autores. O trabalho resultou em um processo pedagógico de construção de saberes e afirmação de identidades.

Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC). Histórias de Vida. O material está disponível no link do canal Youtube: http://youtu. Produção de Vídeo.apoiadas em autores como Paulo Freire. Álvaro Vieira Pinto.be/K0_fBhZPhXU. 187 . Palavras-chave: Educação de Jovens e Adultos (EJA). Boaventura de Sousa Santos e Jorge Larrosa Bondia.

por meio do discurso de estudantes adolescentes. foi realizado um encontro. 188 . chegando-se a conclusão da necessidade de novas produções na área. abordar a orientação sexual como um tema transversal no ensino fundamental e médio. Doutor em psicologia social . com o decorrer do amadurecimento. Lourdes M. sexualidade e Sociedades.psico@gmail. Universidade Sagrado Coração. o papel bem representado frente aos colegas lhes dá vantagens e superioridade 1 2 Estudante. Logo após iniciou-se uma discussão sobre masculinidades e expressões de sexualidade que teve a duração de 1 h e 40 m. Em 1996. sexualidade e Sociedades juntamente com profª Dra. As masculinidades são inscritas por meio de experiências culturais. a lei de diretrizes e base da Educação Nacional determinou que as instituições de ensino tivessem. Participaram da aplicação um total de 18 alunos de ambos os sexos entre 14 e 15 anos. diante do novo corpo que está surgindo. os adolescentes estão envolvidos em um universo midiático que potencializam as preocupações com os valores atribuídos a aparência ideal e comportamentos sociais e sexuais atribuídos a cada sexo. Líder do Grupo de pesquisa: Gênero. Assim. compondo um quadro onde a exposição ou não a esses riscos depende da maneira como seu comportamento será interpretado pelo outro.USP. mas na pratica esse processo tem se mostrado de difícil execução. Percebemos nos discursos dos adolescentes que existe uma adesão aos modelos rígidos de gênero e sexualidade e este tem impacto importante nos fatores de vulnerabilidade para a saúde sexual e reprodutiva do adolescente. Membro do Grupo de pesquisa: Gênero.com Docente do curso de psicologia na USC.O objetivo geral desta pesquisa foi analisar. a maneira pela qual a construção da masculinidade se vincula as práticas sociais no exercício de sua sexualidade. sendo oferecido um “recurso provocativo” em data show com pequenos recortes do filme “Tróia” tendo a duração de 12 m. construídas em relações sociais pelo discurso e. Conde Feitosa. Assim escolhemos esse meio por possibilitar a observação dos discursos em torno desses temas permitindo compreender seus meios de construção e disseminação.SEXUALIDADES E SAÚDE Expressões da sexualidade de adolescentes: um estudo a partir da construção da masculinidade Ana Paula Viana de Souza1 Rinaldo Correr2 A saúde do adolescente vem sendo amplamente discutida na última década. Trabalho financiado pelo fundo de auxilio a pesquisa da Universidade Sagrado Coração . Universidade Sagrado Coração. Ao final da discussão foi entregue um questionário com 9 questões fechadas para preenchimento imediato. 4 ano de Psicologia. G. apvs. Neste sentido verificou-se que na construção dessas masculinidades de adolescentes do sexo masculino. por função.FAP/USC. Nos dias atuais. espaços como escola e tecnologias de comunicação como a internet.

B. F. Psicologia: Ciência& Profissão. Masculinidade hegemônica repensando o conceito. BRÊTAS.241-82. n.sobre os homens e os torna mais atrativos para as mulheres. Revista OPSIS.7. v. v. v. R. OHARA.8-15. W. de. 20. J.3. DINIS. S. JARDIM. J. Masculinidade na história: a construção cultural da diferença entre os sexos. Palavras-chave: Masculinidade. v. W. MESSERSCHMIDT. Saúde do Adolescente.1. n.13. n. da S. D.V. N. C. AGUIAR-JUNIOR. de. p. p. Revista Estudos Feministas. Os discursos permitem perceber também que a homossexualidade cumpre um papel de ameaça a sexualidade e que a um compromisso de dizer não a qualquer postura que negue a heterossexualidade observando que a condição para se tornar homem é “não ser gay” Assim.16. P. R. W. 189 . Referências bibliográficas CONNELL. Rio de Janeiro.21.3222-5. 2013. Ciência & Saúde Coletiva. SANTOS. W. R. p. Sexualidade. Aspectos da sexualidade na adolescência. SILVA. OLIVEIRA. 2000. Brasília. consideramos indispensável que o adolescente seja compreendido em seu contexto de convivência. 2. Adolescência heteronormativa masculina: entre a construção “obrigatória” e desconstrução necessária.Sobretudo no que se diz respeito a configuração de valores dos grupos culturais nos quais os adolescentes se constituem como sujeito. Florianópolis. 2013. 2011. G. n. da S. Catalão. J. para a partir de suas experiências refletir sobre elementos que possibilitem contribuir para o planejamento de ações que visem a promoção da qualidade de vida ao público alvo.

nogueira_@hotmail. para avaliá-los). Mestre. com idade entre 11 e 15 anos. em execução desde 2009. no encerramento da atividade. representando a vida de cada adolescente. próteses (órgãos sexuais masculino e feminino). pela Universidade Estadual de Ponta Grossa. e. tais como: escolas. bem como pelo aumento da participação nos debates. Um dos locais em que a atividade se desenvolveu no segundo semestre de 2014. 2º ano. passaram a ser feitas em voz alta. 2º ano. destacamos a importância da discussão desta temática e de sua inserção no cotidiano deste segmento. imagens relacionadas aos temas propostos. Com o desenvolvimento do jogo “Tabuleiro Humano”. Curso de Serviço Social. as perguntas que no início eram feitas por escrito e colocadas nas caixas de perguntas. foi o Colégio Estadual Becker e Silva. Universidade Estadual de Ponta Grossa 3Graduanda. os quais mostraram grande interesse pelos temas abordados. Coordenadora do Projeto de Estensão Plugados na Prevenção. A partir dos debates realizados percebemos que foi possível transmitir informações para os adolescentes desenvolverem sua autonomia e Graduanda. CRAS e ONGs. Considerações Finais: A falta de informações é a principal dificuldade encontrada nos grupos com os quais o projeto trabalha. Universidade Estadual de Ponta Grossa. Universidade Estadual de Ponta Grossa Assistente. sendo avaliado de forma positiva pelos oficineiros.SEXUALIDADES E SAÚDE Plugados na prevenção: relato da experiência com adolescentes do Colégio Estadual Professor Becker e Silva – Ponta Grossa-PR Katriny Renosto Lazarin1 Liza Holzmann2 Renata Nogueira3 O Projeto de extensão “Plugados na Prevenção”. experiência que relatamos no presente resumo. camisinhas masculina e feminina. percebeu-se a apreensão pelos adolescentes dos conteúdos tratados. Resultados: A atividade contou com a participação de aproximadamente 50 adolescentes. gênero. portanto. tem como objetivo geral informar. métodos contraceptivos. O projeto atua no município de Ponta Grossa/PR desenvolvendo oficinas temáticas em diversas instituições. em duas turmas do 7º ano. estimular e desenvolver nos adolescentes o conhecimento sobre sexualidade.com 1 2Professora 190 . álbum seriado. Metodologia: A atividade desenvolveu-se com a realização de cinco oficinas nas quais foram trabalhadas as temáticas: Família e suas diversas concepções. Depto de Serviço Social. Curso de Serviço Social. Como exemplo. fato que pode ser percebidoatravés da adesão e frequência dos alunos em todas as oficinas. “Tabuleiro Humano” (joga em equipe. Os materiais e métodos utilizados foram: dinâmicas de grupo. caixa de perguntas. renata. gravidez na adolescência. DST/HIV/AIDS e prevenção. Discussão: A atividade sexual dos adolescentes tem iniciado cada vez mais cedo e a sexualidade é inerente ao seu desenvolvimento.

Prevenção. Palavras-chaves: Universitária. além de sensibilizar para o reconhecimento de seus direitos sexuais e reprodutivos podendo vir a exercer sua sexualidade de forma plena. Sexualidade. Adolescência.desmistificar alguns pré-conceitos. Extensão 191 .

Doutora em Educação. Para construir uma sociedade que estimule a igualdade e o respeito à diversidade é preciso que a escola promova.br 3 Graduanda do terceiro ano do Curso de Pedagogia pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE)Campus de Francisco Beltrão.Laboratório de Educação Sexual Adolescer. Campus de Francisco Beltrão – PR. Ligada ao GEDUS. Educação Sexual. Orientação e Gestão Escolar e graduada em Pedagogia. na perpetuação da cultura machista e desigual ferindo os direitos humanos e mais especificamente os direitos sexuais. Ligada ao GEDUS – Grupo de Estudos em Sociedade e Educação. junto a comunidade escolar. Professora Colaboradora da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE). 2 Especialista em Supervisão.DIVERSIDADE SEXUAL E INCLUSÃO Diversidade sexual na escola numa perspectiva emancipatória Gisele Arendt Pimentel1 Rosangela da Roza2 Valdevina da Costa3 Giseli Monteiro Gagliotto4 A escola deve contribuir para a formação omnilateral dos sujeitos constituindose como espaço de promoção da igualdade. reflexões e ações referentes à diversidade sexual/escolar na perspectiva dos direitos humanos e contribuir para a emancipação dos docentes e discentes e a afirmação destes como transformadores da realidade. pesquisas atuais demonstram que escolas brasileiras não contemplam em seu currículo e em sua prática pedagógica a educação sexual e direitos humanos. ligada ao GEDUS. Campus de Francisco Beltrão. rosangeladaroza@hotmail. Palavras-chave: Sexualidade. de valorização das individualidades de todos os que a compõem.Laboratório de Educação Sexual Adolescer. Isso implica na produção e reprodução do preconceito e da política educacional para a heteronormatividade. Direitos Humanos. 1 192 . atua no projeto de extensão da UNIOESTE – Laboratório de Educação Sexual Adolescer.com. Porém. Referências bibliográficas Graduada em Pedagogia pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE). Membro efetivo do Grupo de Pesquisa Educação e Sociedade (GEDUS) e professora orientadora pedagógica do projeto NEDDIJ. Estagiária da Prefeitura Municipal de Francisco Beltrão. 4 Docente na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE). Pedagoga da Prefeitura Municipal de Francisco Beltrão – PR e do projeto de extensão da UNIOESTE . Pedagoga da Prefeitura Municipal de Francisco Beltrão e do projeto de extensão da UNIOESTE . Diversidade Sexual.

2009. p. FURLANI. Educação como Prática de Liberdade. Educação Sexual na Sala de Aula: Relações de gênero. Paz e Terra. P. 157-162. Potencialidades e Perspectivas Emancipatórias. In: ZENAIDE. 193 . Paz e Terra. 116. Disposições Culturais. João Pessoa: Edufpb. ________. Rio de Janeiro. 2008. Maria N.DIAS. Adelaide A. Rio de Janeiro. Paulo. FREIRE. A Educação Sexual na Escola e a Pedagogia da Infância: Matrizes Institucionais. 42 – 43. Belo Horizonte. GAGLIOTTO. Direitos Humanos: capacitação de educadores. Vol 2. 2011. Pedagogia do Oprimido. orientação sexual e igualdade étnico-racial. Paco Editorial: 2014. numa proposta de respeito às diferenças. 1980. Jundiaí. A escola como espaço de socialização da cultura em Direitos Humanos. Jimena. Giseli Monteiro.

Mestranda do Programa Educação em Ciências: Química da Vida e saúde – FURG. serem julgados como anormais e não serem bem aceitos socialmente. assim como as atitudes de alguns alunos e professores que excluem os indivíduos homossexuais por crerem que a amizade com “tais” pessoas pode colocar “em risco” a sua orientação sexual (ALBUQUERQUE. o que pode estar associado ao padrão da heteronormatividade difundido na sociedade.Campus Petrolina-PE.santos@upe. isto é. 2012). um medo irracional ao homossexual”.DIVERSIDADE SEXUAL E INCLUSÃO Adolescente e o espaço escolar: discutindo homofobia Nadja Maria dos Santos1 Ailkyanne Karelly Pereira de Oliveira2 Marisa Catarina Mesquita Espindola3 Pamela Costa Jacó4 O termo homofobia. Grupo de Pesquisa em Saúde Coletiva UPE Campus Petrolina (PE). “Respeitar todas as diversidades é importante para vivermos em um mundo melhor”. Os alunos que participaram da atividade eram muito participativo. pois os participantes já conseguiam problematizar tal questão. nadja.40). Resultados: Exemplo de algumas frases escritas pelos alunos: “Homofobia é desnecessário”. 13) afirma que “podemos entender a homofobia como repulsa ou preconceito contra a homossexualidade e/ou o homossexual.Campus Petrolina-PE. UPE – Campus Petrolina – PE. Grupo de Pesquisa em Saúde Coletiva UPE Campus Petrolina (PE). 1 194 . de que deve haver uma única orientação sexual a ser seguida pelas pessoas – a heterossexual. p. localizada na Cidade de Petrolina-PE. p. Objetivo: Abordar questões homofóbicas no espaço escolar. Considerações finais: O tema da homossexualidade Enfermeira. No espaço escolar são inúmeras as manifestações preconceituosas. cunhado na década de 1960 no campo da psiquiatria. O debate sobre Homofobia. isto é. Grupo de Pesquisa em Saúde Coletiva UPE Campus Petrolina (PE). Albuquerque (2012. esta atividade teve como finalidade discutir e analisar a homofobia. 4 Discente de Enfermagem – UPE . com 56 alunos do 9º ano do ensino fundamental II e 1º ano do ensino médio. foi realizado no mês de setembro deste. Discussão: No decorrer da atividade observou-se uma mudança significativa na concepção de homofobia.Campus Petrolina-PE. o que facilitou o desenvolvimento do mesmo. serviu para compreender a gênese psicossocial do estigma e do preconceito antihomossexual (GÊNERO.br 2 Discente de Enfermagem – UPE . 3 Discente de Enfermagem – UPE . 2009. correndo-se o risco daqueles que se desviam de tal padrão. contribuindo para a superação do preconceito e o respeito às diversidades sexuais. Materiais e métodos: O presente trabalho trata-se de um projeto de Extensão Universitária da UPE Campus Petrolina que está sendo desenvolvido no Colégio Saberes da Vitória.

Leila. Maria Elisabete.tão presente na atualidade. Brasília: SPM. Construir Notícias. ainda continua a ser um tabu em meio às discussões no âmbito escolar. Homofobia. Andreia. Rosangela Nieto. Palavras-chave: Preconceito. 67. nov/dez. n. 2009. Orientação Sexual e Relações Étnico-Raciais. Os resultados do projeto já podem ser percebidos. Rio de Janeiro: CEPESC. Escola. ARAÚJO. Referências ALBUQUEQUE. Livro de conteúdo. Percebe-se que o preconceito e as atitudes de homofobia estão muito presentes em toda sociedade. 2012. 195 . e o ambiente escolar também se institui dentro dessa sociedade. Gênero e diversidade na escola: formação de professoras/es em Gênero. Brasil. PEREIRA. Homofobia: Como trabalhar o respeito e a diversidade sexual na escola. BARRETO. pois os adolescentes estão encarando com mais naturalidade as questões que antes eram tidas como “tabus”.

bem como mudando uma visão comum e errônea de se sentirem culpabilizadas pelo abuso promovido. uma vez que a expressão verbalizada e apresentada no sociodrama permite o conhecimento de que outras infelizmente vivenciaram tais situações. 196 . Diversidade e Cidadania da Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco – SEE/PE. já que atinge a própria identidade pessoal e social. em torno do abuso sexual. As ações foram desenvolvidas através da dinâmica de grupo e do sociodrama. Faculdade Estácio do recife. O trabalho foi realizado no bairro de Candeias. o processo de crescimento do sujeito adolescente. através do resgate da autoestima e autonomia. técnico da Gerência de Políticas Educacionais em Direitos Humanos. meninas retiradas temporariamente do seio familiar por serem vitimas de abuso sexual. em seu contexto sociocultural. dando apoio umas as outras ao se perceberem nas historias alheias.SEXUALIDADES E GÊNERO Gênero e o abuso sexual na juventude Walfrido Menezes1 Natália Farias2 Evanilson Alves de Sá3 Marta Virginia Santos de Lima4 O presente relato de experiência. podemos perceber a importância e aprendizagem na vida das participantes. Diversidade e Cidadania da Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco – SEE/PE. contribuir com a formação para novas percepções e atuações das na comunidade e em suas vidas pessoais e sociais. Mestra em educação – UFPE. possibilitando. sobre o abuso sexual. possibilitando uma nova leitura e releitura da violência sexual etc. 2Graduanda em Psicologia. 4. uma rede de solidariedade. técnico da Gerência de Políticas Educacionais em Direitos Humanos. Gerente da Gerência de Políticas Educacionais em Direitos Humanos. uma maior liberdade para falarem de experiências marcantes e traumáticas. Educação Sexual. na cidade de Jaboatão. Abuso Sexual. 3Mestre em educação – UFPE. Por fim. Diante do exposto. Palavras-chave: Extensão Sexualidade. envolvendo um grupo de jovens moradores da comunidade. elas avançaram no sentido de compreenderem de não se perceberem como vítimas. e criou-se assim. Gênero. 1Psicólogo e Doutor em Serviço Social – UFPE. teve como objetivo resgatar e favorecer. bem como. respeitando seus limites e dores. Diversidade e Cidadania da Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco – SEE/PE e faculdade Estácio do Recife.

2009.46% Ótima. foi realizada no mês de agosto deste. a sexualidade é uma necessidade básica e um aspecto do ser humano que não pode ser separado da vida. Foi realizada uma dinâmica de apresentação. Por esse viés. Materiais e métodos: Trata-se de um projeto de Extensão Universitária da UPE Campus Petrolina que está sendo desenvolvido no Colégio Saberes da Vitória. nossas relações afetivas. 4 Discente de Enfermagem – UPE . A sexualidade envolve além do nosso corpo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde. Mestranda do Programa Educação em Ciências: Química da Vida e saúde – FURG. 1 197 . Grupo de Pesquisa em Saúde Coletiva UPE Campus Petrolina (PE).40). Grupo de Pesquisa em Saúde Coletiva UPE Campus Petrolina (PE).25% Bom e 2. já nos incomodamos para tentar compreender o porquê de tantas desigualdades entre homens e mulheres. nadja. nas turmas do 9º Ensino Fundamental e 1º ano do Ensino médio.santos@upe. É comum atribuí-las a características que estariam no corpo ou na mente de cada um (GÊNERO. Discussão: As relações de gênero não se apresentam sempre da mesma forma em todas as épocas e Enfermeira.Campus Petrolina-PE. 2006).57% Regular. acredita-se que as diversas instâncias sociais contribuem para a construção das identidades dos sujeitos adolescentes.Campus Petrolina-PE. p. Em seguida houve momento de discussão e problematização sobre os temas e após a discussão foi realizada a dinâmica identificando estereótipos com 4 grupos e após apresentação dos resultados abriu-se uma roda de conversa para livre expressão dos adolescentes. nossos costumes e nossa cultura. de forma interdisciplinar com adolescentes de uma escola em Petrolina-PE. 3 Discente de Enfermagem – UPE . Resultados: Através das discussões e dos cartazes confeccionados pelos adolescentes podemos observar que os quatro grupos mostraram as diferenças entre os sexos de forma preconceituosa. expressas nas mais suaves situações. UPE – Campus Petrolina – PE. A oficina sobre Gênero e sexualidade. participaram 39 alunos.SEXUALIDADES E GÊNERO Gênero e sexualidade: uma experiência com adolescentes no espaço escolar Nadja Maria dos Santos1 Ailkyanne Karelly Pereira de Oliveira2 Marisa Catarina Mesquita Espindola3 Viviane Jatobá Freire Lola4 Introdução: Todos nós em algum momento da vida.Campus Petrolina-PE. Grupo de Pesquisa em Saúde Coletiva UPE Campus Petrolina (PE).br 2 Discente de Enfermagem – UPE . No final do encontro foi aplicado um instrumento para avaliação: dos 39 alunos 48. Objetivo: Discutir as temáticas gênero e sexualidade.72% consideraram a oficina Excelente. localizada na Cidade de Petrolina-PE. 38. sendo construída desde o nascimento até a morte (BRASIL. 10.

Referências BRASIL. Versão 2009. 2006. Sexualidade. Livro de conteúdo. Normas e Manuais Técnicos). Dessa forma.se que projetos como esses contribuam na formação para a cidadania de adolescentes e jovens. – (Série A. das leis. Ministério da Saúde. pois ainda existem muitas dúvidas acerca desse assunto. Gênero e diversidade na escola: formação de professoras/es em Gênero. Brasília : SPM. Secretaria de Vigilância em Saúde. 160 p. Educação Sexual. Considerações finais: Percebeu-se a necessidade que os alunos têm em discutir a respeito do tema. – Brasília: Ministério da Saúde. PEREIRA. Andreia. – Rio de Janeiro : CEPESC. Palavras-chave: Adolescentes. Orientação Sexual e Relações Étnico-Raciais. 2009. Leila. Maria Elisabete. 198 .lugares. Secretaria de Vigilância em Saúde. deve-se explicar aos adolescentes as diferenças e as mudanças que ocorrem no seu corpo.265p. Saúde e prevenção nas escolas: guia para a formação de profissionais de saúde e de educação / Ministério da Saúde. BARRETO. ARAÚJO. Espera. das religiões e da maneira de organizar a vida. dependem dos costumes.

PÔSTERES .

Acadêmico do Curso de Direito. como fomento de políticas públicas em todos os segmentos sociais e institucionais. 200 . além de ações educativas que visem a superação 1 2 Estudante de Graduação. Professora Titular da Faculdade de Ensino Superior Dom Bosco. se criar mecanismos políticos de empoderamento das mulheres. Fundamenta-se principalmente na Lei Maria da Penha. Pós-Doutoranda (HISTEDBr – UNICAMP). teoricamente. partimos da premissa que ainda há fatores estruturais e políticos que ainda hoje impedem que ela seja aplicada com maiores resultados.340. Tutora do Programa de Educação Tutorial do Ministério da Educação. em dados oficiais e no Relatório Final da Comissão Parlamentar de Inquérito que teve como finalidade investigar a situação da violência contra a mulher no Brasil e apurar denúncias de omissão por parte do poder público com relação à aplicação de instrumentos instituídos em lei para proteger as mulheres em situação de violência. Faculdade de Ensino Superior Dom Bosco. Bolsista do Programa de Educação Tutorial do Ministério da Educação. Membro do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação e Sexualidade. ainda há muito em que se avançar no que diz respeito tanto à aplicabilidade da Lei e em especial do atendimento e assistência às mulheres vítimas de violência. POLÍTICAS PÚBLICAS E DIREITOS SEXUAIS Lei Maria da Penha: limites e contribuições para diminuição da violência contra a mulher Eduardo Benez1 Cláudia Ramos de Souza Bonfim2 O presente estudo é abordagem qualitativa e caráter jurídico-teórico. 11. Questiona-se: Quais as principais limitações que impedem maiores avanços na aplicabilidade da Lei Maria da Penha e dificultam o acesso e atendimento das vítimas para denunciar o crime sofrido? Ainda que a referida Lei tenha sido significativa para o combate da violência que as mulheres sofrem. sancionada no dia 07 de agosto de 2006.SEXUALIDADES. Coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação e Sexualidade – GEPES PET MEC FDB. conhecida como Lei Maria da Penha e suas contribuições para diminuição da violência contra a mulher. bem como disponibilizar profissionais que possam dar-lhes um acompanhamento psicológico. embora a Lei a Maria da Penha destinada ao enfrentamento da violência doméstica e familiar tenha sido um avanço legal e social que contribuiu para inibir a violência contra a mulher e que. Objetivase verificar quais ações foram e estão sendo tomadas desde a implementação da a criação da Lei nº. Considera-se que. desenvolver políticas públicas de enfrentamento à violência contra as mulheres e ainda ampliar o número de delegacias especializadas no atendimento à mulher vitimada. possa ter diminuído o índice de violência. Faz-se necessário mudanças culturais na sociedade. Doutora em Educação – Universidade Estadual de Campinas – SP (PAIDEIA-UNICAMP).

v.gov. O poder judiciário na aplicação da Lei Maria da Penha. Referências BRASIL. Disponível em: <http://www.htm >. 2014. J. ______. G. São Paulo: Contexto. Acesso ao Direito. Constituição (1988).br/ccivil_ 03/Constituicao/Constitui%C3%A7ao. 2014. Educação e Realidade. 201 . Lei nº 11./dez.planalto. Presidenta: Deputada Federal Jô Moraes (PCdoB/MG) Vice-Presidenta: Deputada Federal Keiko Ota (PSB/SP) Relatora: Senadora Ana Rita (PT/ES)). Violência Sexual. de 05 de outubro de 1988. p. Lei Maria Penha. Junho de 2013. BRASIL. Abuso. Constituição da República Federativa do Brasil. Acesso em: 5 ago. Brasília. Implementação do Direito. 1995.htm>. Porto Alegre. 2006. Senado Federal. RELATÓRIO FINAL COMISSÃO PARLAMENTAR MISTA DE INQUÉRITO.05-19.20. 1900-2000. Sexo e poder: a família no mundo. Proteção. n.planalto. 2.de preconceitos e estereótipos de gênero advindos do sistema patriarcal e ainda arraigados em nossa sociedade.br /CCIVIL/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340. Publicado no Diário Oficial da União de 08 de agosto de 2006. DF: CNJ. Palavras-chave: Direitos Sexuais. (Com a finalidade de investigar a situação da violência contra a mulher no Brasil e apurar denúncias de omissão por parte do poder público com relação à aplicação de instrumentos instituídos em lei para proteger as mulheres em situação de violência. CNJ. Gênero: uma categoria útil da análise histórica. THERBORN. SCOTT. Acesso em: 5 ago. Lei Maria da Penha.340. BRASIL. Sexualidade. DF: Senado Federal. Brasília.gov. Disponível em: <http://www. jul. 2013. de 07 de agosto de 2006.

distanciando cada vez mais de uma ação educativa pragmática e ativista descoladas do real que. para que possa compreendê-lo. Mestranda em Educação pela PUC Goiás Linha de Pesquisa Estado Políticas e Instituições Educacionais. existe uma dicotomização entre a natureza e a cultura. O gênero é relacional e o seu conceito deve ser capaz de captar a trama de relações sociais. Neste sentido. ao nascer torna-se um ser submisso à supremacia masculina. A mulher. embora de maneira diferenciada. econômico. trabalho e gênero Teresa Cristina Barbo Siqueira1 Paula Maria Trabuco Sousa2 Este artigo trata-se de uma reflexão sobre a educação. graças ao sistema de representações e de atribuições. Coordenadora da Linha de Pesquisa Estado Políticas e Instituições Educacionais e da Pesquisa: A Corporeidade-Subjetividade do Licenciado de Pedagogia Formado/a pela PUC Goiás Frente às Demandas do Mercado de Trabalho do Programa de Pós-Graduação em Educação da PUC Goiás. E-mail: teresacbs@terra. político e cultural. Psicologia e do Mestrado do PPGE PUC Goiás. bem como as transformações históricas 1 Doutora em Educação pela PUC Goiás. A ideologia e o poder decorrente desta. Pois é a práxis. que oportuniza e é capaz de superar estes riscos. unidade promovida entre a teoria e a ação. Assim as relações sociais de sexo ou gênero travam-se no terreno do poder. POLÍTICAS PÚBLICAS E DIREITOS SEXUAIS Algumas reflexões sobre educação.br. Bolsista do(a): Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – PROSUP-CNPQ 202 . trabalho e gênero e tem como ponto de partida deste entendimento uma perspectiva dialética. A educação será aqui compreendida. estas são faces do mesmo fenômeno (Saffioti. estejamos atentos ao momento histórico vivenciado. É importante sublinhar que podemos atribuir um mesmo estatuto teórico ao conceito de classe social e ao de opressão do sexo feminino pelo sexo masculino. onde tem lugar a exploração dos subordinados e a dominação dos explorados.com. educadores. É necessário repensar o processo educativo no sentido de oferecer ao sujeito condições de entender o meio onde está inserido: social. como resultado se identifica com o imobilismo que não leva a nada. as vivências e o contexto social em que estamos inseridos. vivenciá-lo e transformá-lo a medida de suas necessidades. Professora de Educação. não apenas torna opaca a realidade. 1992). como também nos torna míopes. promovendo a interação de conteúdo trabalhado.SEXUALIDADES. como processo de formação e de aprendizagem socialmente elaborado e destinado a contribuir na promoção da pessoa humana enquanto sujeito da transformação social. Uma educação para a transformação das relações exige a investigação de todos os instrumentos de formação ideológica. 2 Psicóloga. não podendo esquecer que são inter-relacionados. É preciso que nós.

efetuarmos análises de gênero. H. 203 . bem como dos fundamentos ideológicos que permeiam as relações sociais.vividas por meio dos mais variados processos sociais. C. além da análise de classes. Relações de Gênero Referência SAFFIOTI. modificando as formas de relações entre eles. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos. A. Uma questão de Gênero. contribuindo para a reflexão das estruturas sociais básicas. In: COSTA. Educação. A educação deve contribuir para a transformação dos homens e mulheres. E BRUSCHINI. e na mesma medida. Palavras Chave. 1992. Nestas reflexões. devemos também. São Paulo: Fundação Carlos Chagas. Rearticulando gênero e classe social. Trabalho.

Campus de Araraquara. essas mulheres quando surpreendidas em adultério. sendo tudo arrumado pelos pais dos mesmos. tendo apenas uma pequena tela de abertura na região dos olhos. As mulheres são submissas aos homens e são tratadas como propriedade masculina. Alguns grupos são mais radicais que outros. o mesmo não acontece com o homem. baseada no Corão. Doutor em Educação Física e professor do Curso de Mestrado em Educação Sexual na UNESP.com Livre-Docente em Sexologia e Educação Sexual e coordenador do Curso de Mestrado em Educação Sexual na UNESP. A principal função da mulher muçulmana é casar. Campus de Araraquara. em que cada grupo religioso pode interpretar da forma que melhor atenda a ideologia predominante.vilela@ymail. g. correm o risco de morrerem apedrejadas em praça pública. seu livro sagrado. além de influenciar o comportamento de não muçulmanos. o pai ou o marido. os muçulmanos são conhecidos pela rígida doutrina.EDUCAÇÃO SEXUAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES Algumas reflexões sobre a Religião Islâmica no tocante à atitudes e comportamentos sexuais de seus seguidores Gabriela Jaqueline Domingues Vilela1 Paulo Rennes Marçal Ribeiro2 Vagner Sérgio Custódio3 O Islamismo é conhecido como religião radical principalmente após o 11 de setembro de 2001 e o ataque às Torres Gêmeas nos Estados Unidos. seja este. como é o caso das afegãs que usam a burca. Este estudo teve como objetivo compreender como a cultura islâmica molda o comportamento sexual de seus seguidores e foi realizado a partir de uma pesquisa exploratória documental e bibliográfica de publicações. como o 1 2 ³ Bióloga e Mestranda em Educação Sexual na UNESP. O Islã parece ter maior poder sobre seus fiéis do que outras religiões. O islamismo tem papel fundamental na formação de atitudes e comportamentos sexuais de seus seguidores. Em alguns países. Campus de Araraquara. Por valorizarem a virgindade. Foi observado que os seguidores do Islã são menos propensos a relatar sexo fora do casamento. cuidar bem dos filhos e do marido. muitos adeptos ainda recorrem à prova da mesma. em países com maioria islâmica. que pode desposar outras mulheres. fato resultante de um controle maior dos jovens que não têm um encontro prévio antes do casamento com seu parceiro (a). e utilizar a violência física para corrigi-las quando achar necessário. todas as mulheres islâmicas cobrem seu corpo. 204 . algumas mais. Embora existam divergências nas concepções e comportamentos dos fiéis dependendo do grupo ou país. porém. Enquanto a mulher é pressionada pela sociedade e vigiada o tempo todo. que consiste na visualização do sangue deixado no lençol depois da primeira noite do casal.

Religião. Islamismo. Concluímos que a cultura islâmica é poderosa o suficiente para moldar o comportamento sexual e determinar concepções e atitudes relacionadas ao sexo. que. assim como o ostensivo encorajamento da discriminação de gênero. Palavras-chave: Atitudes Sexuais. seus adeptos não seguem os preceitos à risca. 205 . Cultura Sexual.cristianismo. embora tenha moral e autoridades religiosas.

Fagundes2 Ricardo Kamers3 Tânia M. Como resultados. a autonomia enquanto condição de ser sujeito do processo e as trocas entre os profissionais da educação. a discutirem o tema Educação Sexual. Appio1 Edinéia A. Prof. A preocupação em trabalhar com metodologias que possibilitem a participação do aluno na construção de propostas contextualizadas levou profissionais de uma escola do município de Blumenau. 1 Supervisora escolar da EEB. o trabalho teve continuidade a partir de diálogos organizados com o auxílio de professores. 3 Professor de Ciências da EEB. oportunizar debates e reflexões. Áurea Perpétua Gomes. Mestre em Educação –PPGE/ME da Furb. A.br 2 Professora das Séries Iniciais da EEB. Num primeiro momento instigaram os alunos do 7º e 8º ano a falarem sobre suas dúvidas e depois buscou-se fazer uma análise comparativa a partir do número de bebês nascidos de mães entre 10 e 19 anos nos últimos cinco anos no município de Blumenau resultando num vídeo produzido pelos alunos sobre a gravidez na adolescência. Palavras-chave: Temas Transversais. Pós-graduado em Ciências Biológicas – Furb.EDUCAÇÃO SEXUAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES Educação sexual intencional: uma proposta de trabalho Célia R. Após esse levantamento. Prof. este trabalho tem como objetivo compartilhar uma experiência de construção de práticas voltadas para a Educação sexual intencional e discutir as possibilidades que elas agregam no sentido de contribuir para a construção da autonomia do estudante. Prof. transdisciplinar e problematizadora a qual busca desalojar certezas.Uniasselvi 206 . buscou-se levantar junto aos alunos. 4 Professora de História. Schenkel4 Os temas transversais constituídos pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (1997) há 17 anos tem sido importante para a construção dos Projetos Pedagógicos. Pós-graduanda em Psicopedagogia – Uniasselvi. as dúvidas. Pós-graduada em Geografia . M.com. o qual contou com a entrevista de uma adolescente que teve um filho nessa fase. Educação Sexual. A partir disso. que têm contribuído para ampliar o olhar sobre educação sexual intencional. Áurea Perpétua Gomes. Áurea Perpétua Gomes. regippio@yahoo. Segundo Melo (2011) e Carvalho (2012) a educação sexual na escola implica num processo de intervenção pedagógica e deve ser uma ação coletiva. Geografia e Educação Religiosa da EEB. Prof. Autonomia do Estudante. destacam-se a interação entre os envolvidos. Para tanto. Áurea Perpétua Gomes. e as curiosidades sobre sexualidade e educação sexual.

Educação sexual: interfaces curriculares.Referências Bibliográficas CARVALHO. MELO. Florianópolis: UDESC/CEAD/UAB. Gabriela Mara Dutra de. Florianópolis: UDESC/CEAD/UAB. Sônia Maria Martins de. 2011. Educação e Sexualidade. 207 . 2012.

Bactérias e Fungos. portanto.com 208 . Foram analisadas as nove coleções aprovadas.al.EDUCAÇÃO SEXUAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES Análise do conteúdo ‘doenças sexualmente transmissíveis’ nos livros didáticos de Biologia aprovados no PNLD-2015 Andréia Xavier da Silva Santos1 Ariane Santos Jesus1 Jamille Soares Pereira1 O livro didático (LD) constitui-se do principal recurso de ensino utilizado nas escolas. ou em tabelas. referente a estes programas. foi realizado um levantamento para detectar em que volume de cada coleção o conteúdo estava presente. pois a ordenação dos conteúdos varia de autor para autor dentro dos três volumes. por ser um problema crescente e que necessita de constante discussão e sensibilização a fim de se conter sua ascensão. Os exemplares nos quais o assunto a ser analisado estava presente (DST) foram separados e submetidos à análise meticulosa de cada um dos critérios selecionados à priori. nos livros de Biologia do Ensino Médio aprovados no PNLD-2015. sendo o Programa Nacional do Livro Didático para o Ensino Médio (PNLD). ser minuciosa e criteriosa. dada a importância da temática. dando ênfase à AIDS. determinar se o assunto escolhido está sendo abordado de forma apropriada e satisfatória nesses materiais didáticos. andreiaxavier_ios@hotmail. o assunto Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST). por ser distribuído nacionalmente possibilitando a disponibilidade e o acesso. Primeiramente. trazendo também as doenças como exemplos. é “indiscutível que ele tenha alcançado resultados notáveis quanto à melhoria de qualidade das obras didáticas fornecidas para as escolas públicas brasileiras”. A maioria das coleções aborda o assunto de forma explícita e bastante sucinta. O presente trabalho analisa dentro do tema Sexualidade. o responsável pela análise dos LD utilizados no Ensino Médio. a partir dos objetivos da investigação. a escolha destes pelos docentes deve. Tendo em vista sua importância. Assim observamos que mesmo esse sendo um assunto de grande relevância para o contexto dos 1 Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas. Bactérias e Fungos. Um livro aborda as doenças apenas nos capítulos de Vírus. nos capítulos que trabalham os conteúdos Vírus. visando através de critérios pré-definidos.. em muitos casos o único. Em escolas públicas. desde 2005. Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC). visto que acompanha professores e alunos por todo o ano letivo como principal material de apoio e estudo. uma seleção prévia é realizada por programas nacionais. Este conteúdo é visto como de vital importância a ser trabalhado com vigor e cautela com todos os jovens nas escolas. De acordo com EL-HANI et. e duas das nove coleções não abordam o assunto em nenhum conteúdo.

209 .N. o mesmo nas coleções analisadas não vem sendo explanado de forma satisfatória. Formação Docente.L. ROQUE. Referência EL-HANI. p... Abr.211240. C. Educação e Saúde.alunos. P. Livros didáticos de Biologia no Ensino Médio: Resultados do PNLEM/2007.27.B. Doenças Sexualmente Transmissíveis. N. v. Educação em Revista. Palavras-chave: Livro Didático. 2011. ROCHA.

Acadêmico do Curso de Pedagogia. Ao final do estudo. Objetivou-se compreender como Corpo. Infância e Sexualidade pode realmente contribuir para a realização de um ensino mais humanizado e emancipador. Nunes. Doutora em Educação – Universidade Estadual de Campinas – SP (PAIDEIA-UNICAMP). sermos sexualizados. de não determos uma sexualidade. Posteriormente. Filosofia. mas. categorias fundamentais ao entendimento do estudo. para um amadurecimento saudável e consciente. inicialmente apresentou-se os conceitos de Corpo. compreendendo a infância como uma fase primordial e consequente. Faculdade de Ensino Superior Dom Bosco. pode-se considerar que o entendimento Estudante de Graduação. partilhando a ideia de não termos um corpo. mas. Figueiró. partimos de uma premissa contrária a dicotomias. 2 Professora Titular da Faculdade de Ensino Superior Dom Bosco. devendo ser orientada de maneira humanizada. Fundamentou-se especialmente em Ariès. de maneira a relacioná-las em cada período histórico. A questão norteadora do estudo buscou responder de que forma o entendimento sobre Corpo. Medicina e Família influenciaram no entendimento desses elementos e demonstrar como o entendimento destes adentram o ambiente escolar e como se manifestam. marcando suas impressões e direcionamentos sócio culturais. Bolsista do Programa de Educação Tutorial do Ministério da Educação. e finalmente. Infância e Sexualidade que estão em constante mudança de concepção de acordo com o momento histórico sócio cultural. infância e sexualidade: para o limiar de uma nova filosofia na educação André de Souza Santos1 Cláudia Ramos de Souza Bonfim2 A presente pesquisa é de abordagem qualitativa e caráter bibliográfico. Diante disto. Membro do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação e Sexualidade. isto é. Tutora do Programa de Educação Tutorial do Ministério da Educação. averiguar como Religião. 1 210 . Cada uma destas vertentes aqui analisadas contribuíram para a construção de determinada ótica a respeito das temáticas abordadas. Soares entre outros estudiosos que abordam a temática. Licenciado em Educação Física. influenciaram e influenciam em nossas relações sociais e especificamente dentro da escola. consideramos as apreensões desses aparelhos ideológicos e práticos decisivas para a verificação de como a escola assimilou estes valores disseminados historicamente. procurou-se analisar as concepções históricas de cada tema. Infância e Sexualidade. Em busca de resoluções. Bonfim. sermos um. Louro.EDUCAÇÃO SEXUAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES Corpo. Coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação e Sexualidade – GEPES PET MEC FDB. Pós-Doutoranda (HISTEDBr – UNICAMP). Nossa sugestão acerca de uma nova filosofia na educação relaciona-se intimamente com a compreensão desses elementos que constituem de maneira indissociável nosso ser.

C. (Org. A formação de educadores sexuais: possibilidades e limites.sobre as temáticas propostas como objetos de análise. L. História social da criança e da família. Campinas. SP: Papirus. N. LOURO. Infância. C. P. Desnudando a Educação Sexual. FIGUEIRÓ. Referências ARIÈS. Palavras-Chave: Corpo. Corpo e história. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade estadual Paulista. uma educação realmente formativa perpassa pela compreensão destes.Belo Horizonte. O corpo educado: pedagogias da sexualidade. torna-se indispensável ao educador que deseja verdadeiramente conduzir seu ensino de maneira humanizada e emancipadora. D. e nesse sentido. Campinas. ed. Rio de Janeiro: Zahar. 2004. 1981. como em âmbito escolar. 211 . NUNES. G. Educação. 2001. 2012. 3. Educação Sexual. Sexualidade. MG: Autêntica Editora. BONFIM. 2010. Desvendando a sexualidade. SP: Autores Associados. Infância e Sexualidade encontram-se intrinsecamente ligados em qualquer espaço. SOARES. Marília. Campinas. Corpo. M. C. 1987. SP: Papirus.).

Categoria 03: “Pedofilia é. Ele é retratado principalmente com a imagem do padrasto.”. 212 .”.br Professor Substituto. O pedófilo é marcado como o principal ator do processo da pedofilia. Mestrando em Educação em Ciências / UFRGS – RS. Os discursos imprimem muito do que é veiculado pela mídia. A sociedade tem um sentimento de proibição e cultiva a preservação da ingenuidade infantil. a pedofilia é tida pelos docentes como uma doença. Não se enxerga a pedofilia como um fenômeno sociocultural em que a sociedade também a produz. Universidade Estadual do Maranhão (UEMA). o pedófilo é apresentado como uma figura familiar.. Doutor em Educação / UNISINOS – RS.. Conclusão: Pedofilia e pedófilo foram temas que os docentes tiveram dificuldades em abordar. Graduanda em Ciências Biológicas Licenciatura. formação de professores/as.com. Categoria 02: “Adolescência é. Foram realizadas entrevistas semi-estruturadas individuais e em grupos focais. ensino fundamental.. 1 2 3 Professor Adjunto. educação infantil.. em que é perceptível a figura da criança como ingênua.”... Categoria 04: “O pedófilo é. jacksonronie@ig.. A pedofilia é um fenômeno sociocultural complexo. Acadêmica.EDUCAÇÃO SEXUAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES Discursos de professores e professoras da Educação Infantil e do Ensino Fundamental de uma escola pública municipal de São Luís – ma sobre o tema da pedofilia Jackson Ronie Sá da Silva1 Weyffson Henrique Luso dos Santos2 Liana Assunção Pereira3 Introdução: A sexualidade infantil deve ser problematizada.. algo biológico. Resultados: A partir do processo de categorização e análise dos dados surgiram quatro categorias: Categoria 01: “Infância é. As ideias sobre a pedofilia têm sido divulgadas na mídia e a escola recebe essas informações muitas das vezes de forma distorcida e equivocada. Palavras-chave: Pedofilia. Material e Metodologia: A pesquisa foi realizada numa escola pública da cidade de São Luís – MA e caracterizou-se como uma investigação de cunho qualitativo. Departamento de Química e Biologia da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA). desprotegida e que precisa ser cuidada.”. não tendo o cuidado de avaliar a situação a partir de outros olhares. em que os trechos indicam um ponto latente: a imagem do adolescente e da adolescência como uma fase transitória e muito complicada. A escola é percebida como uma instituição importante na apresentação e discussão do tema pedofilia. O que pensam professores/as do ensino fundamental sobre o tema da pedofilia? Objetivo: Compreender os discursos de professores e professoras da educação infantil e do ensino fundamental sobre o tema da pedofilia. uma patologia. Departamento de Química e Biologia da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA).

Anais eletrônicos Seminário Internacional Fazendo Gênero.Referências FELIPE. J. OLIVEIRA. Canoas: Ulbra. pedofilia e pedofilização na contemporaneidade. 213 . gênero e sexualidade: articulações possíveis. B. Infâncias. Abuso sexual infantil escola: enfrentamento e intervenções pedagógicas. 2013. Revista Unisinos. 2013.R. 2013. J. et al. S. SOMMER. SCHMIDT. L.S. Seminário de Pesquisa em Educação da Região Sul. Infâncias. Erotização dos corpos infantis. In: FELIPE. GUIZO. gênero e sexualidade nas tramas da cultura e da educação. Florianópolis.. H. 2012. Pedagogia da publicidade e produção cultural infantil contemporânea. J.

Além disso. foi elaborado um documento sugerindo encaminhamentos para o Ministério da Educação para que as instituições de ensino possam incluir a temática da educação em sexualidade e relações de gênero no currículo inicial dos professores. debater estratégias para implementação de um novo currículo para a formação inicial docente (Pedagogia e Licenciaturas). As experiências apresentadas ilustraram os desafios e avanços sobre a inclusão da temática a partir das experiências de acadêmicos na implantação nos currículos de suas respectivas universidades. O seminário também apresentou os desafios e sucessos de cada uma das universidades públicas somando uma riqueza de informações e experiências. livre de estigmas e preconceitos.EDUCAÇÃO SEXUAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES Educação em sexualidade e relações de gênero na formação inicial docente do Ensino Superior Mariana Braga A. O método utilizado consistiu na troca de experiências por meio de mesas de debates. 214 . transfobia. na forma de garantir uma educação mais segura. Ao culminar o evento. pela alta variedade de entidades. além das secretarias estaduais e municiais de educação de São Paulo. homofobia.S. Ministério da Saúde. Neves1 Uma das finalidades da UNESCO é trabalhar para que Políticas Públicas se efetivem nas instituições de ensino. Representação da UNESCO no Brasil. construções sociais do masculino e do feminino. Os objetivos do encontro foram trocar experiências sobre o tema. em parceria com a Fundação Carlos Chagas e a Cátedra UNESCO sobre Profissionalização Docente da Fundação Carlos Chagas. de modo a enfatizar alguns avanços dos temas (os marcos normativos florescimento de núcleos de pesquisa em universidades na temática entre outros). o encontro permitiu refletir sobre os questionamentos em torno dos avanços e dos desafios da educação em sexualidade e relações de gênero– entre elas diversidade sexual. ativistas e público em geral. Deste modo. organismos e núcleos de pesquisa que estiveram presentes. em outubro de 2013 em São Paulo a UNESCO promoveu o Seminário Educação em Sexualidade e Relações de Gênero na Formação Inicial Docente no Ensino Superior. O evento contou com a presença de cerca de 100 participantes entre representantes docentes das universidades públicas do país. 1 Oficial de Programas. da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. bem como estudantes de pós-graduação. Orientação Técnica de Educação em Sexualidade para o cenário brasileiro e Orientação Técnica Internacional de Educação em Sexualidade. A UNESCO apresentou três documentos que embasam a discussão do seminário sendo: Respostas do Setor de Educação ao Bullying Homofóbico.

2013. ______. Referências ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A EDUCAÇÃO. Brasília: UNESCO. Acesso em: 26 mar. Gênero e Sexualidade. Paris: UNESCO.org/images/0018/001832/183281por.unesco. Acesso em: 26 mar. 215 . ______.org/new/fileadmin/MULTIMEDIA/FIELD/Brasilia/pdf/Or ientacoes_educacao_sexualidade_Brasil_preliminar_pt_2013.pdf/ >. Acesso em: 26 mar. 2010.unesco.org/images/0022/002213/221314por.pdf>. Orientações técnicas de educação em sexualidade para o cenário brasileiro: tópicos e objetivos de aprendizagem.Palavras-chave: Ensino Superior. Disponível em: < http://www. Formação de Professores. Respostas do setor de Educação ao bullying homofóbico. 2013. Disponível em: < http://www. A CIÊNCIA E A CULTURA (UNESCO). Orientação técnica internacional sobre educação em sexualidade: uma abordagem baseada em evidências para escolas.unesco. Brasília: UNESCO. 2014. 2014. 2014. professores e educadores em saúde. Disponível em: <http://unesdoc.pdf >.

os cuidados recebidos. durante toda a sua infância desempenham um papel importantíssimo no despertar da curiosidade e do desejo de aprender. histórica. Professora do Departamento de Educação. analisar a partir da teoria de Vygotsky a construção da sexualidade. os quais. sendo assim à base do desenvolvimento da capacidade do ser em sentir prazer e. Considerando que a educação sexual é uma atividade que se propõe fornecer informações a respeito da sexualidade e promover reflexões sobre suas práticas. Será uma pesquisa bibliográfica tendo como referência o materialismo 1 2 Mestranda Paula Maria Trabuco . na internet e na televisão. Percebe-se a necessidade de uma intervenção pedagógica mais sistemática e deliberada sobre este tema.Psicóloga. são atuantes no sentido de preparar o professor para esta tarefa. Este tema deve ser trabalhado também na escola. pois vivemos num ambiente extremamente sexualizado onde os discursos sobre a sexualidade entrelaçam todas as esferas de nossa vida cotidiana. nas revistas.Doutora em Educação pela PUC Goiás. quando em contato com a mãe na amamentação. 216 . isto significa que. o indivíduo se insere em um processo informal de educação sexual. na escola. estrutural. Este projeto terá por objetivo entender como ocorreu o processo histórico sociocultural da sexualidade humana. Bolsista do(a): Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – PROSUP-CNPQ paulatrabucco@hotmail. e quais as ações governamentais. construir vínculos amorosos. de forma muitas vezes confusa e questionadora.com Dra Teresa Cristina Barbo Siqueira. está aberta a novas significações e novos sentidos. Por meio das experiências e informações referentes ao sexo. de modo a entendermos a educação sexual como uma forma de promover a discussão.EDUCAÇÃO SEXUAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES Educação sexual infantil em uma perspectiva vigotskiana Paula Maria Trabuco1 Teresa Cristina Barbo Siqueira2 A importância da temática sexualidade está presente na atualidade por ser um assunto abordado aberta e publicamente nas conversas. A educação sexual esta relacionada com todas as ações do ser humano durante o seu desenvolvimento. Trata-se de uma questão social. Psicologia e do Mestrado do PPGE PUC Goiás. começando pelo conhecimento do próprio corpo. Coordenadora da Linha de Pesquisa Estado Políticas e Instituições Educacionais e da Pesquisa: A CorporeidadeSubjetividade do Licenciado de Pedagogia Formado/a pela PUC Goiás Frente às Demandas do Mercado de Trabalho do Programa de Pós-Graduação em Educação da PUC Goiás. na etapa da educação básica. Mestranda em Educação pela PUC Goiás Linha de Pesquisa Estado Políticas e Instituições Educacionais. como ocorre a aprendizagem e como as políticas públicas para a Educação Infantil têm percebido a relação entre educação e sexualidade. a informação e o aprofundamento dos conhecimentos sobre a sexualidade humana. Sabe-se que a sexualidade é construída a partir das primeiras experiências corporais e afetivas da criança. assim.

histórico dialético que ressalta o caráter lógico e histórico de estruturas e relações complexas e contraditórias. Palavras-chave: Educação Sexual. 217 . Além dos conceitos relacionados à sexualidade é necessário definir infância e educação infantil e levantar as políticas educacionais que delimitam o trabalho dos professores nessa área. Vygotsky. de forma a abranger a sua história social cultural e como essa história tem influenciado a educação sexual vivenciada nas escolas. Com o objetivo de investigar o problema ora apresentado mostra-se necessário o estudo dos conceitos que desvelam a sexualidade humana. Educação Infantil. Formação de Professores.

ou ainda os papéis sociais de homem e mulher ditados pelas normas sociais e mostrados nas canções. e como esses conceitos são trabalhados na escola pelas canções e literatura. visto que a dificuldade de se discutir os temas “se enraíza e se constitui nas instituições. contextualizando diferentes olhares a respeito da mensagem e linguagens apresentadas nesses materiais propiciando reflexão conjunta e debates sobre o assunto com os/as 1Doutora pela Unesp/Araraquara. Integrante do NUSEX – Núcleo de Estudos da Sexualidade. músicas e nas práticas educativas.4). 218 . Utilizamos teóricos que discutem essas questões de maneira crítica e reflexiva e apontamos alguns desses recursos metodológicos que ainda são apresentados nas escolas para as crianças reproduzindo a princesa bela. magra e cabelos lisos. Coordenador do grupo NUSEX . p. O/a profissional deve refletir em relação aos papéis estereotipados das pessoas na prática profissional e saber desconstruir estereótipos vinculados nos materiais pedagógicos. promove embates devido as diferentes opiniões que cada um traz de sua formação. São Paulo StateUniversity (UNESP). tabus e crenças não podem interferir na sua prática e também devem pensar como a criança se sente quando expressa sua sexualidade e sua opinião em relação ao assunto. Faculdade de Ciências e Letras de Araraquara. É importante analisar as apropriações culturais dos indivíduos em relação às diversidades sexuais o que influencia o contexto social em que ele esta inserido. enquanto a empregada é feia. nas práticas que circulam e dão sentido a uma sociedade – nesse caso.com. nos discursos.Araraquara -SP.Núcleo de Estudos da Sexualidade. inclusive a escola e a prática docente. gorda e não se casa. 4 Professor Doutor da UNESP Campus Araraquara. 3Doutoranda pela Unesp/Araraquara. Os cursos de formação profissional de educação deve rever seu currículo na busca de instrumentalizar a/o professor/a para trabalhar com os/as educandos temas como o gênero e a sexualidade e que geralmente. 2Doutora pela Unesp/Araraquara. São Paulo StateUniversity (UNESP).EDUCAÇÃO SEXUAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES Educação sexual no processo de escolarização: música e literatura no processo pedagógico Valéria Marta Nonato Fernandes Mokwa1 Fatima Aparecida Coelho Gonini2 Rita de Cássia Petrenas3 Paulo Rennes Marçal Ribeiro4 Esse trabalho objetivou refletir sobre Gênero e Sexualidade na educação infantil. que a subjetividade. E-mail: valeriamokwa@gmail.Brasil. São Paulo StateUniversity (UNESP).Núcleo de Estudos da Sexualidade. na literatura. que encontrará o príncipe que possui as mesmas características para se casar. de olhos claros. É preciso sensibilizar o/a professor/a. loura. Faculdade de Ciências e Letras de Araraquara. a nossa” (Louro. 2007. nas normas. Integrante do NUSEX . Faculdade de Ciências e Letras de Araraquara. suas concepções. Integrante do NUSEX .

Formação Profissional. Referência LOURO. 219 . Música e Literatura. Educação em Revista. 201-218. sexualidade e educação: das afinidades políticas às tensões teórico-metodológicas. Gênero. Palavras-chave: Gênero. p. 46. GUACIRA LOPES. Sexualidade. n. Belo Horizonte. dez.educandos desenvolvendo a capacidade desses analisarem e refletirem criticamente a realidade para exercerem corretamente sua cidadania desde a educação infantil para ambos os sexos. 2007.

Doutoranda do PPGE Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). capazes de desenvolverem análises críticas e intervenções qualitativas na realidade. Departamento de Educação da Universidade de Aveiro (UA). Entende-se que em currículos intencionais explícitos ou ocultos sempre ocorre um processo de educação sexual resultante das relações entre os seres humanos. e por elas procurado para tratar do tema. yalinbio@gmail. Especialista em Educação Sexual. 220 . O eixo central do estágio é a adaptação e criação de propostas metodológicas promotoras do pensamento crítico para trabalhar com docentes de cursos na área da saúde sobre os temas da sexualidade e educação sexual. Docente de Graduação e Pós-Graduação-PPGE na Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Membro do Grupo de Pesquisa EDUSEX Formação de Educadores e Educação Sexual CNPq/UDESC.com Pedagoga. Centro de Investigação Didática e Tecnologia na Formação de Formadores. Esta etapa apresenta proposta de produção pedagógica coletiva da doutoranda junto à um pesquisador português. capacidades e atitudes) e trabalhado por metodologias ativas de ensino aprendizagem. Identificou-se em pesquisas anteriores que o aluno egresso de currículos comuns de cursos de medicina é reconhecido muitas vezes como autoridade científica sobre sexualidade em várias comunidades escolares. a partir de estágio doutoralem andamento na Universidade de Aveiro. Há que desvelar como nesse projeto curricular da IES brasileira que se propõe inovador esse fenômeno é percebido pelos docentes que lá atuam. Mestre e Doutora em Educação. Líder do Grupo de Pesquisa EDUSEX Formação de Educadores e Educação Sexual CNPq/UDESC. O referido curso é um dos pioneiros no Brasil em vivenciar há dez anos um currículo orientado por competência (conhecimento. Portugal.Busca-se nessa investigação identificar como os docentes atuais desse curso de Graduação em Medicina compreendem que ocorrem as interfaces com a temática educação sexual nesse processo que está sendo vivenciado nessa nova perspectiva curricular. Doutor em Didática. Bolsista CAPES. com o método PBL – Problem Based Learning. Mestre em Educação. a partir 1 2 3 Bióloga. para subsidiar processo de avaliação do curso em andamento já que sua proposta curricular almeja uma formação humana e científica de seus alunos para formá-los como médicos-cidadãos.EDUCAÇÃO SEXUAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES Formação de professores e educação sexual: estabelecendo pontes entre Brasil e Portugal a partir dos docentes de um curso de Graduação em Medicina Yalin Brizola Yared1 Sonia Maria Martins de Melo2 Rui Marques Vieira3 Pesquisa de doutorado em andamento busca investigar a compreensão de professores de um Curso de Graduação em Medicina de uma IES brasileira sobre o tema da educação sexual e como o mesmo é abordado ao longo de suas práticas pedagógicas.

Palavras-chave: Educação Sexual e Formação de Professores. Teoria Crítica. 221 . Educação Sexual Emancipatória. Propostas Metodológicas.de todas as dimensões biopsicossociais que compõem e envolvem cada ser humano.

Apresenta-se um breve histórico da infância partindo do período medieval apontando as mudanças atribuídas ao conceito de infância na sociedade e verificando se no século XXI as crianças possuem melhores condições para desenvolverem suas sexualidades Aborda-se sobre a infância e suas prioridades.cristina@hotmail. Questiona-se: qual a importância da sexualidade para o pleno desenvolvimento infantil? Considera-se que. PósDoutoranda (HISTED Br – UNICAMP)Professora Titular da Faculdade de Ensino Superior Dom Bosco Coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação e Sexualidade – GEPES PET MEC FDB. as crianças ainda hoje. embora a sociedade esteja em constante mudança. tenha se modificado o ao longo do tempo. Porém. pela falta de conhecimento muitas acabam por associar Acadêmica do Curso de Pedagogia Faculdade de Ensino Superior Dom Bosco. e o conceito de infância e a importância dada à esta fase. não possuem condições plenas para o seu desenvolvimento de maneira qualitativa. ainda hoje. Bonfim. deixando de orientá-las adequadamente e contribuir positivamente para sua formação integral. embora o conceito de infância e a importância dada à esta fase tenha se modificado ao longo do tempo.Agência Financiadora: PET – MEC – FNDE. deixando de orientá-las adequadamente e contribuírem positivamente para sua formação integral. 1 222 . Fundamenta-se especialmente em Ariès.Consideramos que. Nunes. as crianças ainda hoje. algumas pessoas não possuem essa consciência. pois muitos adultos ainda possuem preconceito com a sexualidade infantil e acabam por considerar a criança assexuada.com 2 Doutora em Educação –Universidade Estadual de Campinas – SP (PAIDEIA-UNICAMP).A infância deve ser compreendida como um período primordial. Bolsista do Programa de Educação Tutorial do Ministério da Educação. não possuem condições plenas para desenvolverse de maneira qualitativa. Membro do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação e Sexualidade. que fundamentalmente necessita do acompanhamento e orientação do adulto. entre outros. Objetiva-se compreender a importância da infância e da sexualidade para o pleno desenvolvimento da criança ao longo da história.Tutora do Programa de Educação Tutorial do Ministério da Educação. pois muitos adultos ainda possuem preconceito com a sexualidade infantil e acabam por considerar a criança assexuada. Priore. destacando alguns fatores primordiais para o desenvolvimento infantil.EDUCAÇÃO SEXUAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES Infância e sexualidade ao longo da história: contribuições para o pleno desenvolvimento da criança Graziélli Cristina Basso1 Cláudia Ramos de Souza Bonfim2 A presente pesquisa de abordagem qualitativa e caráter explicativo-bibliográfico decorre de Trabalho de Conclusão de Curso. grazielli. rico e complexo. se esquecendo ou desconhecendo que as experiências vivenciadas nessa fase marcarão profundamente a vida adulta.

PB: UFPB. Campinas. NUNES. E. Referências ARIÉS. Palavras-chave: Sexualidade. PRIORE. de limites éticos e exemplos positivos e concretos para que possa formar sua identidade e ser feliz. ela necessitade atenção. SILVA. M. 2003. SP: Papirus. ed. São Paulo: Contexto. M. História das crianças no Brasil. mas também. ed. portanto. PÁDUA. E. Desnudando a Educação Sexual. 223 . Campinas. C. Campinas.sexualidade apenas ao ato sexual. 2012. P. ______. carinho. A história social da criança e da família. Rio de Janeiro: LTC. de Dora Flaksman. Educação Sexual e Formação de Professores: da educação sexual que temos à educação que queremos. respeito. SP: Autores Associados. C. Trad. D. Necessidade da Criança. 2010. João Pessoa. 2010. 2. BONFIM.. A educação sexual da criança: subsídios teóricos e propostas práticas para uma abordagem da sexualidade para além da transversalidade. 2012. 2006. Desenvolvimento Infantil. SP: Papirus. 7. Infância. ed. A criança está em fase de formação de valores e de seu próprio eu. M. 9. Metodologia da Pesquisa: Abordagem teórico-prática.

com 2 Docente no Departamento de Pedagogia e no Programa de Pós-Graduação em Educação/PPGE/UDESC. supermahhhh@gmail. Em 2007 os programas tornaram-se semanais matutinos. nas sextas-feiras. São gravados e distribuídos aos interessados. Em vários estudos feitos até agora sobre educação sexual fica evidenciado o quão difícil ainda é para algumas pessoas.1 Florianópolis-SC. dentre elas os profissionais da educação. realizado em parceria CEAD-FAED. O roteiro do programa é o de uma entrevista coloquial.EDUCAÇÃO SEXUAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES Programa Educação Sexual em Debate na Rádio UDESC Florianópolis: espaço de sensibilização sobre as possibilidades de uma educação sexual emancipatória? Marcia de Freitas1 Sonia Maria Martins de Melo2 Projeto de mestrado investiga o programa de rádio Educação Sexual em Debate existente há quase 8 anos na Rádio UDESC FM 100. falar sobre esse assunto e até mesmo compreender que o não falar compõe o currículo oculto concretamente ali vivenciado. em mídias de portabilidade. sendo parte viva do processo de educação sexual permanente que são as relações sociais entre as pessoas.Educação Sexual e Formação de Educadores-UDESC-CNPq. nos vários tipos de organizações educativas. hoje em seu sétimo ano. apesar da mesma ser inseparável de seu existir. O estudo do programa proposto como um espaço de sensibilização para as possibilidades Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Educação/PPGE/ Universidade do Estado de Santa Catarina/UDESC. existindo hoje um acervo significativo de programas gravados. Processos educacionais entre as pessoas são sempre sexuados. 1 224 . Hoje. causando o estranhamento do ser humano em relação a essa sua dimensão. na maioria das vezes. nele inserida a ação concretizada em um programa de rádio chamado “Educação Sexual em debate” no ar pela primeira vez em 2006. alienante. criou e desenvolve o Programa de Extensão Formação de Educadores e Educação Sexual: interface com as tecnologias. Líder do Grupo de Pesquisa EDUSEX Formação de Educadores e Educação Sexual CNPq/UDESC. ao produzir seu modo de vida. Orientadora do projeto de pesquisa em andamento. com convidados nacionais e internacionais. Supervisora Escolar da Prefeitura Municipal de Florianópolis. ao vivo. ficando disponíveis em um link para acesso público. Membro do grupo de pesquisa EDUSEX Formação de Educadores e Educação Sexual CNPq/UDESC e autora do projeto de pesquisa em andamento. desvelando as categorias preponderantes no conteúdo de suas entrevistas e suas interfaces com as vertentes pedagógicas da educação sexual emancipatória. O Grupo EDUSEX. que tenham em suas ações interfaces com a temática. com reprise às quartas-feiras à noite. a sexualidade humana é ainda tratada em um viés repressor. produzidos nas relações sociais do ser com o outro e com o mundo.

Buscar-se-á identificar as possibilidades de sensibilização nele vivenciadas. Pesquisa pautada no materialismo histórico-dialético. Educação Sexual em Debate.de construção de projetos intencionais emancipatórios de Educação Sexual. Educação Sexual Emancipatória. Rádio Educativa. 225 . bem como auxiliar o grupo na busca de novos caminhos metodológicos e de produção de materiais alternativos de sensibilização sobre a categoria educação sexual emancipatória.O material coletado será analisado pela técnica de análise de conteúdo. tem como objeto os programas do acervo gravado datados de 2006 à julho de 2014. realizada preponderantemente por análise documental. pretende contribuir com a formação regular e a continuada de educadores e educadoras. Palavras-chave: Sexualidade. Os resultados da pesquisa serão utilizados para subsidiar a caminhada do Grupo EDUSEX buscando o aperfeiçoamento e a solidificação do programa. via identificação das categorias preponderantes em seus conteúdos.

L. 1 Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Educação. quatro docentes responderam ao questionário proposto.31): “[. 2007. da Universidade Federal do Rio Grande – FURG. que objetivam conhecer suas concepções acerca do livro e como vem desenvolvendo suas práticas pedagógicas no que diz respeito aos corpos.com 2 Doutora em Educação em Ciências. FELIPE J. professora adjunta do Instituto de Educação da Universidade Federal do Rio Grande – FURG. são produzidos em conjunto entre a materialidade biológica e múltiplos discursos que os atravessam. Petrópolis: Vozes. Corpo. onde modo geral o viés utilizado é o biológico. LOURO. Visando possibilitar um outro olhar para os corpos foi produzido o livro “Os 15 anos de Mariana: Um convite a outras aprendizagens sobre corpos”. destas 13 afirmaram estar utilizando o livro. Escola. para responder um questionário com questões dissertativas. Ensino. Palavras-chave: Corpos. gênero e sexualidade: um debate contemporâneo na educação. (Org. apontamos que o livro “Os 15 anos de Mariana: um convite para outras aprendizagens sobre os corpos”. Os corpos são construídos diariamente através das interlocuções com os mais diversos discursos que nos interpelam. V. Até o momento.EDUCAÇÃO SEXUAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES Um olhar sobre os corpos presentes nos currículos escolares Taina Guerra Chimieski1 Raquel Pereira Quadrado2 Ao pensarmos sobre como o corpo é abordado nas escolas somos remetidos a disciplina de ciências. apresenta-se como uma possibilidade de ruptura para pensar o ensino dos corpos...). sendo que este está sendo trabalhado por professor@s de diferentes áreas. Material e Metodologia: Para a realização desta pesquisa convidamos professor@s. 226 .S. É também o seu entorno. conforme Silvana Goellner (2007.] um corpo não é apenas um corpo. Resultados e Discussão: O município possui 54 escolas de Ensino Fundamental. assim.bio@hotmail. propiciando a problematização dos diversos discursos que atuam na sua construção. taina. G.p.” Esta forma de olhar para os corpos possibilita encará-los como construções biossociais. Para tal. O objetivo desta pesquisa é analisar que concepções de corpos vêm sendo apresentadas no currículo escolar a partir do trabalho com a obra mencionada. Referência GOELLNER.. Considerações Finais: Os corpos podem ser abordados de maneira contextualizada.

tanto no risco de vida. Desta forma. XY. em Psicopedagogia. Ocorrência: Estima-se 1 para cada 4. Conceitos gerais devem ser aplicados: (Intersex Society of North America. Espec. Tratamento: Todo paciente constitui uma emergência.500 nascimentos (SAX. Fisiopatologia: Baseiam-se na alteração cromossômica. podemos ter casos com e sem ambigüidade genital (DAMIANI. o processo de medicalização e. Doutor em Educ. Assist. Leão3 Vagner Sérgio Custódio4 A intersexualidade suscita a discussão de questões sociais relevantes: a relação gênero e corpo. Mestre em Educ. b) Devem ser feitos num centro médico com equipe multidisciplinar experiente. Sexual. a intersexualidade pode ser compreendida como Pediatra. Fac de Ciência e LetrasUNESP. Doutora em Educ. 2007).SEXUALIDADES E SAÚDE Alteração do desenvolvimento sexual. o novo intersexo Fabricio Meyer1 Caroline Arcari Meyer2 Andreza M. c) Uma via de comunicação fácil entre pais e equipe de saúde é essencial. o sexo genético – constituição cariotípica 46. 2002). Profa. sobretudo. Psicóloga. ou seja. 4 Educador Físico. Escolar. vice-pres. fabriciopcmso@unimedrv. Física. 2007). Prof.. mestrando em educação sexual pela UNESP. 3 Fonoaudióloga. Mestre em Educação.br 2 Pedagoga. o sexo gonadal/hormonal. et al. et al. nomenclatura utilizada a partir de 2005. mestranda em educação sexual pela UNESP. Minimizar o sofrimento tanto do paciente quanto dos familiares é o foco e foi o objetivo Do Consenso de Chicago (DAMIANI. do Instituto CORES. XX ou 46. Objetivos: Serão problematizadas questões relevantes ao aprofundamento teórico: como o processo de medicalização incide sobre o fenômeno intersexual? Em quais campos se inscreve a conceituação da intersexualidade? Aliás. os estigmas envolvidos (ALMEIDA FILHO. quanto no da integridade psicossocial. 2000). Especial. Neste último caso podem resultar também de uma ação deficiente desse hormônio nos órgãos-alvo. e o sexo fenotípico (aparência externa).com. Assist. presidente do Instituto CORES. Experimental de Rosana-UNESP 1 227 . 2006) a) A atribuição de gênero não deve ser evitada antes da avaliação de especialistas. é uma situação em que não há acordo entre os vários sexos do indivíduo. Pós-Doc em Sexologia e Educ. d) As preocupações dos pacientes e dos familiares devem ser respeitadas e tratadas num ambiente de confiança. genética e na presença de concentrações anormais de androgênios em um feto do sexo feminino ou na ausência de níveis adequados desse hormônio no feto masculino. especialista em educ sexual-SESEX. Definições: A Anomalia de Desenvolvimento Sexual (ADS).

Assim.Vols. . Gustavo. 2007. v. How common is intersex? A response to Anne Fausto-Sterling [Periódico]. são destacadas as discussões das várias disciplinas sobre o lugar social da pessoa intersexual.174-178 228 . Vols. 2006. n. ao pretender discutir a diversidade embutida na concepção de intersexo. p.[s.] : ISNA. 1-2. Estigma. v. GUERRA JUNIOR.doença ou como diferença? Considerações finais: É nesse contexto plural que este assunto se insere. v. . 2000. Palavras-chave: Anomalias de Desenvolvimento Sexual. Daniel. DAMINANI.[s. 51/6 p.Vols. O Conceito de saúde: ponto cego da epidemiologia? São Paulo: Revista Brasileira de Epidemiologia. 2002. Intersexo. Intersex Society of North America Clinical Guidelines for the Management of Disorders of Sex Development in Chilhood [Livro]. 4-20. Referências ALMEIDA FILHO.1013-1017. Sax L. 3. As novas definições e classificações dos estados intersexuais: o que o consenso de Chicago contribui para o estado da arte? São Paulo: Arq Bras Endrocrinol Metab.l.] : J Sex Res. 39: p. Naomar. . .l.

Sexualidade. Graduanda em Ciências Biológicas. onde a prática sexual se afigura precoce. Universidade Federal do Acre. Professora Doutora. com a maior prevalência ocorrendo no grupo de 14 anos. A gravidez na adolescência representa um grave problema de saúde pública. entre abril e junho de 2013.2 anos. Gravidez. Palavras-chave: Adolescente. sendo precária a orientação recebida sobre sexo/sexualidade. A idade média da primeira relação foi 13 anos. é importante que esta prática esteja revestida de segurança. al. fatores esses que. Universidade Federal do Acre. Filhos.Rio Branco (AC) Raquel Rezende Dantas1 Francisca Estela Lima Freitas2 Milton dos Santos Freitas3 A adolescência é uma fase da vida exigente de atenção. favoreceram a ocorrência de gestações não planejadas. 3 Professor Doutor. Em 3/6. Os resultados revelaram uma média de idade de 13.SEXUALIDADES E SAÚDE A sexualidade e o corpo das adolescentes grávidas da Maternidade Bárbara Heliodora . 1 2 229 . É consenso entre os autores que a gravidez na adolescência está relacionada ao desconhecimento em relação ao próprio corpo. Os resultados mostraram conhecimento deficiente sobre a anatomia e a fisiologia reprodutiva e sobre os métodos contraceptivos. estando caracterizada por mudanças físicas. Foi observado um conhecimento precário no tocante à anatomia e fisiologia reprodutiva feminina e aos métodos contraceptivos.1% dos casos houve relato de abuso sexual.Este estudo foi realizado junto às adolescentes grávidas menores de 15 anos da Maternidade Bárbara Heliodora. “as alterações biológicas são a transformação do estado não reprodutivo ao reprodutivo”. associados ao início precoce da atividade sexual. a partir da aplicação de um questionário estruturado. pois nela ocorre a transição entre a infância e a idade adulta. Universidade Federal do Acre. à vivência de uma sexualidade inadequada e com o descaso pelo uso de métodos contraceptivos. 93% delas eram primíparas e 90. Influenciada por diversos fatores. Segundo Carvacho et. Numa sociedade moderna. psicológicas e biológicas. Para Guimarães (2001). como forma de prevenir a gravidez indesejada e as doenças sexualmente transmissíveis. (2008).7% faziam uso de algum método contraceptivo. a complexidade e multicausalidade da gravidez tornam as adolescentes especialmente vulneráveis. tem atraído a atenção das autoridades pela magnitude apresentada.

mas apresentando desenvolvimento diferenciado por receberem estímulos diferentes (BINS. Conforme Segú (1996) apud Chagas (2001. p. como afirma Giami (2004. Doutora em Educação.boff@acad. Realizou-se um cruzamento de informações identificando a ideia geral que os autores possuem sobre o tema. 2003).A deficiência intelectual é caracterizada como um baixo rendimento cognitivo do indivíduo.pucrs. muitas vezes. PUCRS. faz parte da sua vida do início até o fim. a sexualidade apresenta-se como um direito de qualquer ser humano. já que não está limitada ao ato sexual. p. O anjo e a fera (GIAMI. esse trabalho objetiva identificar na literatura quais são os principais problemas ocasionados pela negligência de educação sexual aos deficientes intelectuais. Assim.” Ela se refere ao todo do indivíduo fazendo parte de suas ações e relacionamentos. mas constitui-se no motor da vida afetiva. Sexualidade e deficiência mental (ASSUMPÇÃO & SPROVIERI. A pesquisa apresenta caráter qualitativo com enfoque exploratório.147) “a sexualidade não pode ser facilmente dominada. Acadêmico do Curso de Especialização em Educação Especial e Gestão de Processos Inclusivos. ou seja. 1987). comportamentos agressivos nas pessoas não deficientes. 2004). Os livros utilizados são: Afetividade e sexualidade na pessoa portadora de deficiência mental (AMOR PAN. mauricio. Quando não é ignorada. Dessa forma. Faculdade de Educação/PUCRS. 3 Professorada titular da Faculdade de Educação e Biociências. é tratada de forma bipolar. A ideia resultante da análise das obras foi que na falta de educação sexual os indivíduos deficientes intelectuais não desenvolvem mecanismos de autocrítica e auto repressão nas manifestações da sexualidade. Vale ressaltar que pessoas deficientes intelectuais são diferentes entre si. existindo pessoas com o mesmo diagnóstico.21) os deficientes “ora são tratados como ‘anjos’ que não possuem atividade sexual. Foi realizada na forma de revisão bibliográfica com análise de três livros que tratam do assunto proposto.br 2 Professora de Ciências e Biologia. PUCRS. 1 Professor de Biologia. Para Amor Pan (2003) a sexualidade de deficientes sempre foi ignorada pela sociedade. 230 . 2013). ora são relacionados à ‘bestas’ possuindo uma sexualidade incontrolável”. Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Matemática (PPGEDUCEM). Foi seguido o roteiro para pesquisa bibliográfica proposto por Gil (2002).DIVERSIDADE SEXUAL E INCLUSÃO Implicações da negligência de educação sexual para indivíduos deficientes intelectuais Maurício Boff de Ávila1 Nathália Fogaça Albuquerque2 Eva Regina Carrazoni Chagas3 A sexualidade está presente no indivíduo desde o início da vida. Esse não desenvolvimento de autocrítica e auto repressão torna comuns os casos de jogos sexuais públicos gerando.

B. Porto Alegre. Inclusão e Aprendizagem. O anjo e a Fera: Sexualidade. Editora Atlas. & RIES. Editora Moraes. F.G. Inclusão. São Paulo. Afetividade e sexualidade na pessoa portadora de deficiência intelectual.E. BINS. GIL. RS.H. Adultos com deficiência intelectual incluídos na Educação de Jovens e Adultos: Apontamentos necessário sobre Adultez. B. SP. K.R. São Paulo. Edições Loyola. Instituição. Educação Sexual. 2ª Edição. 1987.C. 2001. 1ª Edição. Sexualidade e educação Sexual. 2013. In: FERREIRA.L. GIAMI.W. 2003. Porto Alegre. Palavras-chave: Deficiência Intelectual. & SPROVIERI. A. a educação sexual livre de preconceitos é importantíssima. 231 . Referências AMOR PAN.Tudo isso trabalha impedindo a expressão de uma sexualidade e vida adulta saudável em indivíduos deficientes. RS. E.B. EdiPUCRS. Tese de Doutorado. SP. 2004. Dessa maneira. Deficiência Mental. 4ª Edição. Psicologia e Educação: Desenvolvimento humano e infância. São Paulo. 1ª Edição. A. Sexualidade e deficiência mental.C.R. SP. 2002. 1ª Edição. São Paulo. M. CHAGAS. SP. Casa do Psicólogo. (Organizadores).S. ASSUMPÇÃO. pois auxilia no desenvolvimento de mecanismos que possibilitam a vivência de uma sexualidade saudável. Como elaborar projetos de pesquisa. J.

refletindo sobre possíveis implicações na formação social e profissional desses estudantes. há uma naturalização dessas limitações. analisar o quanto estão relacionados os discursos de futuros profissionais de Engenharia Civil aos preceitos heteronormativos. Este trabalho visa. que obedecem a regras e controles. e em seus cursos de graduação nota-se uma grande discrepância numérica entre homens e mulheres. 2007) a profissão é colocada como objeto de uma masculinidade heteronormativa. 1 232 . Sexualidade. obrigações e proibições.com. Partimos da concepção de que a linguagem não é transparente (Orlandi. nosso intuito é. neto_19901812@yahoo. O poder exercido pela constituição social.br 2 Graduando em Engenharia Civil – Centro Universitário Moura Lacerda. 2004). portanto. Mestrando em Educação Científica e Tecnológica – Universidade Federal de Santa Catarina. Heteronormatividade. diante de um sistema reiterativo de poder e submissão. pois vivências anteriores de um dos autores apontam que há uma relação opressora e sátira quanto às relações de gênero entre esses sujeitos de pesquisa. em um movimento de comparação entre discursos advindos de estudantes de engenharia em relação a estudantes do curso de arquitetura. Análise do Discurso. tomando o diferente em patamares de condições patológicas e aberrativas (GREGOLIN. Tal diferença não se resume apenas em número. ocorrendo relações preconceituosas e de dominação quanto à inserção de mulheres ou mesmo de homens com identidade de sexualidade/gênero diferente dos padrões hegemônicos. mas também pela própria dominação sobre os corpos. enraizadas em questões históricas. 2001). 2003). em um estudo de caso. com suas formas de dominação. compreender como se dá as relações de sexualidade e gênero nesses discursos. não se impõe apenas sobre os discursos. Essa análise decorrerá através de questionários. sendo estes muitas vezes machistas e sexistas. e por isso as representações sociais estão contidas em relações de poder. Utilizando como referencial teórico a Análise do Discurso de linha francesa e de bases conceituais de Judith Buttler e Michel Foucault.SEXUALIDADES E GÊNERO “Arquiternura”: concepções heteronormativas de gênero em um curso de Engenharia Alberto Lopo Montalvão Neto1 Aurélio Mateus Camargo Santos2 A engenharia é uma profissão com predominância masculina (Saraiva. Em discursos hierárquicos binários de gênero (Arán e Peixoto Júnior. mas tem implicações diretas na própria constituição de discursos. existindo uma tendência de serem seguidos apenas padrões considerados socialmente como normais. Palavras-chave: Engenharia. Nesse sentido. que levam a constituição de ideologias e condicionam sujeitos a certos discursos em determinadas condições de produção.

Afirma-se que a economia e a política engendram dispositivos que definem papeis sexuais e identidades sociais. a teoria marxista e mais especificamente o pensamento de Kollontai nos ofereceram argumentos fundamentais para se pensar a condição da mulher na sociedade.SEXUALIDADES E GÊNERO A trajetória Alexandra Kollontai e suas contribuições para se pensar a condição da mulher e a desigualdade de gênero Cláudia Ramos de Souza Bonfim1 Este estudo é qualitativo-bibliográfico através de resgate historiográfico. Acredita-se que somente através da compreensão crítica da historicidade da sexualidade e dos discursos legitimados sobre as diferenças entre os sexos é que poderemos superar esses resquícios repressores. Essa dualidade do papel e do espaço destinado e ao homem e à mulher ainda hoje. dogmáticos e patriarcais. Pós-Doutoranda (HISTEDBr – UNICAMP). Doutora em Educação – Universidade Estadual de Campinas – SP (PAIDEIA-UNICAMP). Considera-se que a produção de Kollontai traz contribuições importantes para se pensar a condição da mulher e as relações afetivas e sexuais. tornando-se símbolo de resistência. a divisão sexual do trabalho. Coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação e Sexualidade – GEPES PET MEC FDB. Tutora do Programa de Educação Tutorial do Ministério da Educação. tanto para a mulher quanto para o homem.Questiona-se: Historicamente qual foi a contribuição da produção da feminista socialista Alexandra Kollontai para a análise. neste sentido. seus escritos e sua memória precisam ser recuperados. necessitam de intervenções que busquem promover rupturas de alguns comportamentos de gênero socialmente naturalizados e legitimados. Objetiva-se apontar as contribuições de Alexandra Kollontai para se pensar a condição da mulher na sociedade. A fundamentação teórica constitui-se especialmente na produção da própriaKollontai. a crítica e a busca da superação da condição das mulheres na sociedade de classes? Pressupõe-se que. pois a militância das mulheres 1Professora Titular da Faculdade de Ensino Superior Dom Bosco. que é consequência desse embate. a idealização do amor e a exploração sexual. resquícios da sociedade patriarcal e se intensificam com as mudanças econômicas e políticas desde a superação da sociedade matriarcal. A que a representação simbólica do que é ser homem e ser mulher na sociedade atual carregam ainda hoje. através de sua importante representação em tempos em que as mulheres eram quase invisíveis no cenário político e social enquanto sujeito histórico. a dominação do trabalho. Suas reflexões apontam que nossa visão e vivência do amor advém dos interesses de classe. 233 . Kollontai foi uma mulher que superou os espaços limitados à atuação feminina. reconhecidos e ampliados. Kollontai tratou de um tema ainda hoje pouco debatido no campo filosófico e político: o amor.

Alexandra Referências ENGELS. ed. Autobiografia de uma mulher emancipada. 2007. 234 . 1979. 1982. KOLLONTAI. dos abusos. São Paulo: Sundermann. 3. ______. A nova mulher e a moral sexual. 1974. Marxismo e Revolução Sexual. Um grande amor. da propriedade privada e do Estado. da opressão contras as mulheres objetivando a igualdade social. Rosa Luxemburgo. Rio de Janeiro: Rosa dos Ventos. ______. 1983. Mulheres Socialistas. A. Palavras-chave: Kollontai. ______. São Paulo: Global. violência e discriminações. São Paulo: Global editora. A Origem da família. F.socialistas representa um embate político para enfrentamento da desigualdade de gênero. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.

político e cultural. Psicologia e do Mestrado do PPGE PUC Goiás. A educação deve 1 Doutora em Educação pela PUC Goiás. onde tem lugar a exploração dos subordinados e a dominação dos explorados. Mestranda em Educação pela PUC Goiás Linha de Pesquisa Estado Políticas e Instituições Educacionais. 1992). promovendo a interação de conteúdo trabalhado. estejamos atentos ao momento histórico vivenciado. A mulher.com. teresacbs@terra. como processo de formação e de aprendizagem socialmente elaborado e destinado a contribuir na promoção da pessoa humana enquanto sujeito da transformação social. como também nos torna míopes. distanciando cada vez mais de uma ação educativa pragmática e ativista descoladas do real que. estas são faces do mesmo fenômeno (Saffioti. Neste sentido. O gênero é relacional e o seu conceito deve ser capaz de captar a trama de relações sociais. educadores. A educação será aqui compreendida. trabalho e gênero Teresa Cristina Barbo Siqueira1 Paula Maria Trabuco Sousa2 Este artigo trata-se de uma reflexão sobre a educação. ao nascer torna-se um ser submisso à supremacia masculina. Professora de Educação. Uma educação para a transformação das relações exige a investigação de todos os instrumentos de formação ideológica. unidade promovida entre a teoria e a ação. vivenciá-lo e transformá-lo a medida de suas necessidades. É necessário repensar o processo educativo no sentido de oferecer ao sujeito condições de entender o meio onde está inserido: social. que oportuniza e é capaz de superar estes riscos. Bolsista do(a): Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – PROSUP-CNPQ 235 . para que possa compreendê-lo. Assim as relações sociais de sexo ou gênero travam-se no terreno do poder. É preciso que nós. É importante sublinhar que podemos atribuir um mesmo estatuto teórico ao conceito de classe social e ao de opressão do sexo feminino pelo sexo masculino. econômico.SEXUALIDADES E GÊNERO Algumas reflexões sobre educação. trabalho e gênero e tem como ponto de partida deste entendimento uma perspectiva dialética. graças ao sistema de representações e de atribuições. embora de maneira diferenciada. existe uma dicotomização entre a natureza e a cultura. bem como as transformações históricas vividas por meio dos mais variados processos sociais. Coordenadora da Linha de Pesquisa Estado Políticas e Instituições Educacionais e da Pesquisa: A Corporeidade-Subjetividade do Licenciado de Pedagogia Formado/a pela PUC Goiás Frente às Demandas do Mercado de Trabalho do Programa de Pós-Graduação em Educação da PUC Goiás.br. não apenas torna opaca a realidade. Pois é a práxis. como resultado se identifica com o imobilismo que não leva a nada. não podendo esquecer que são inter-relacionados. as vivências e o contexto social em que estamos inseridos. A ideologia e o poder decorrente desta. 2 Psicóloga.

bem como dos fundamentos ideológicos que permeiam as relações sociais. C. Uma questão de Gênero. Trabalho. São Paulo: Fundação Carlos Chagas. Palavras-chave: Educação. Nestas reflexões. devemos também. além da análise de classes. contribuindo para a reflexão das estruturas sociais básicas. modificando as formas de relações entre eles. In: COSTA. H. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos. Referência SAFFIOTI. 1992. E BRUSCHINI. 236 .contribuir para a transformação dos homens e mulheres. e na mesma medida. efetuarmos análises de gênero. Relações de Gênero. Rearticulando gênero e classe social. A.

considera-se que. as relações trabalhistas em nosso país originam-se de um regime escravocrata e as relações entre “patrãoempregado”. se dá na relação de poder chefe–empregado. o assediador em geral se utiliza da sua posição de superior hierárquico ou ascendência de inerentes. Entre os objetivos específicos do trabalho busca-se conceituar assédio moral e sexual. Tutora do Programa de Educação Tutorial do Ministério da Educação. e através deles podemos ler um pouco melhor o nosso mundo. Dedicamo-nos a entender “quais as características identificam o assédio moral e sexual no ambiente empresarial?”. Estudante de Graduação. Faculdade de Ensino Superior Dom Bosco. diferente do Assédio Sexual. Fundamenta-se principalmente em Garcia (2010). A necessidade de manter o emprego e a demora em criar ma lei específica que reconhecesse essa vulnerabilidade. (Yeda Maria Alves da Silva) Professora Titular da Faculdade de Ensino Superior Dom Bosco. quase sempre foram pautadas em relações de poder. apresentar um breve histórico sobre o surgimento do termo assédio moral no mundo do trabalho. Coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação e Sexualidade – GEPES PET MEC FDB. Zanetti (2008) e Maggio (2014). Aponta-se a necessidade da conscientização das pessoas para que sejam capazes de reconhecer esses assédios e denunciá-los.Considera-se. Pós-Doutoranda (HISTEDBr – UNICAMP). Parte-se do pressuposto que o Assédio Moral e Sexual na maioria das vezes. Objetiva-se compreender o que caracteriza o Assédio Moral e Sexual no trabalho. Membro do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação e Sexualidade. Ao final do estudo.sexual”. apontar os tipos de Assédio Moral e Sexual na Empresa. Assédio Sexual.SEXUALIDADES E GÊNERO Assédio moral e sexual no ambiente empresarial: o que sabemos x o que precisamos saber Yeda Alves1 Cláudia Ramos de Souza Bonfim2 O presente estudo é de abordagem qualitativa e caráter explicativobibliográfico. 237 . 1 2 Assédio Moral. que o conhecimento liberta as pessoas. fez com que muitas pessoas se submetessem a situações desumanas. Bolsista do Programa de Educação Tutorial do Ministério da Educação. O Assédio Moral é caracterizado especialmente pelo abuso de poder utilizado para constranger e humilhar a vítima moralmente e não existe lei específica para punição destes assediadores. sofrendo “assédio moral. Palavras-chave: Sexualidade. Doutora em Educação – Universidade Estadual de Campinas – SP (PAIDEIA-UNICAMP). baseadas na submissão e maus tratos. Direitos Sexuais. No Assédio Sexual o constrangimento consiste na obtenção de favores sexuais. mas nem sempre de forma explícita.Acadêmica do Curso Administração.

L.br/artigos/121942480/o-crime-de-assediosexual Acesso em: 11 out. A. R. R. E-book BRASIL.jusbrasil. 2009.Referências GARCIA. 2010. V. ZANETTI. 2014 238 . São Paulo: Ícone.mte.br/trab_domestico/trab_domestico_assedio. Centro de Ciências Empresariais e Sociais Aplicadas. Assédio Moral: uma responsabilidade corporativa. PELI. O Crime de Assédio Sexual. Disponível em: http://www3. TEIXEIRA. MTE. P.gov. .aspAcesso em: 11 out. 54 f. 2014 MAGGIO. 2006. P. Universidade Norte do Paraná. Disponível em: http://vicentemaggio. P. Assédio Moral ou Sexual. Monografia (Gestão Estratégica de Pessoas).com. Assédio Moral no Trabalho. Bandeirantes-PR. Assédio Moral no Ambiente de Trabalho: Natureza Psíquica à Dignidade Humana.

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